Ritos de Passagem
Nossa vida se assemelha a um trem em movimento. No momento em que nascemos, recebemos bilhetes apenas de ida. Ao longo da viagem, percorremos cada vagão, alguns nos surpreendem, outros desiludem. Em cada parada, novos embarques e desembarques. Alguns viajantes permanecem no trem, outros estão apenas à passeio. Existem aqueles que ao desembarcarem deixam saudades, outros tantos desocupam o assento. E assim vamos seguindo nossa grande viagem, admirando paisagens, realizando sonhos, adquirindo conhecimento, evoluindo através dos caminhos percorridos, e que, ao término desta longa jornada, possamos olhar para trás com a certeza de que, oferecemos o que havia de melhor em nós.
A vida é tão rara, como um suspiro, se vem... Como um sopro, se vai. O choro faz parte dos dois momentos, emocionado ou inconformado de quem os assiste. Nascer ou morrer, mero ritual de passagem. Assim como a vida, uma passagem pela qual é necessário tomar consciência de se aprender para estar, mas não se levar. Curtir os abraços, amassos, amigos, amores, família em que se encontra. O seja bem vindo a vida é incompreensivo ao que nasce, porém injusto é quando se entende e não tem tempo para ouvir um "daqui a pouco a gente se encontra", "vai com Deus!"
Cada minuto é precioso pra quem tem pressa, mas pra ir onde, no final sempre se chega.
"Curtir" pouco ou muito definitivamente depende da intensidade que se vive.
És vento.
E mal tiveste tempo de brilhar.
Tua cor bronze derreteu-se no calor dos dias
E não adiantou fazeres suspiro de nuvens.
Eles se derreteram e marcaram tuas pegadas pelo caminho.
Vês?
São tuas estas marcas!
Por todos os lados, mas onde estiverdes de fato?
No fundo do mar, onde habitam as canções de ninar?
Não... Não! Teu casco nem o sal tem.
Está insosso!
Houvera estado no mar, haveria maresia, nem isso tens!
Nas montanhas, onde habitam as palavras?
Não... Não! Teu rastro nem eco faz .
Está mudo!
Houvera estado nas montanhas, haveria lama sob teus pés, nem isso tens!
Na lua, onde habiam os sonhos?
Não... Não! Tua silhueta mal se vê.
Está opaca!
Houvera estado na lua, haveria purpurina em tua face, não a tens!
No vácuo, onde o tudo é nada?
Sim... Talvez, ali, estiveste!
És só miragem! Um monte de tudo, feito de nadas. Tens vestígios das areias do Saara.
Repleta e desfeita pelo vento.
És só miragem!
O amanhã existe, somos nós que talvez, nele, não existamos. Somos o eterno ontem e a improvável manhã.
Nós aceitamos!
Aceitamos o último sorriso,
o último abraço,
o último beijo,
o último olhar.
Aceitamos a morte do tempo,
as perdas... enfim, aceitamos!
Todavia, não estamos preparados e por isso sofremos calados,
vivendo a eterna aceitação de que a vida aos poucos morre.
E o que resta? É aceitar!
Se tiver que amar ame
Se tiver que dar carinho de.
Se quer dizer ti amo diga
porque nossa passagem aqui
nessa vida é muito rapida
Entao nao perca seu tempo
Porque o amanha pode nao existir.
A vida é uma travessia breve entre o vazio que nos gera e o vazio que nos acolhe. Nada possuímos, tudo é passagem.
A viage
Viajaria em seu corpo
Sem medos
Sem apelos
Sem pudor
Viajaria para sentir o prazer que em minha mente você ja causou.
Viajaria com passagem só de ida sem pensar se algum dia poderia voltar...
O momento certo é todo momento; a questão é se damos ou não conta disso. Vivemos a vida ou estamos apenas de passagem? Ai, quanta sorte perdida!
A vida é como uma estação, todos os dias pessoas chegam e pessoas vão. Desempenha sempre o seu papel com maestria, a trazer e levar...
É vida que segue.
Deixa-se de ser um menino para tornar-se homem quando se faz uso de consciência e humildade para entender e corrigir erros como rito de passagem.
Nada no mundo permanece inalterado. Voltar apenas dois dias no tempo já é o bastante para constatar que o que era “amanhã” anteontem, hoje já é ontem. Cuidado, pois, com cada passo dado no caminho, pois a soberba de agora poderá não ser mais que uma lembrança da glória do passado num futuro não muito distante.
