Rita

Cerca de 4592 frases e pensamentos: Rita

Diuturnamente

O dia adormece
e a alma (dor)mente
por esperas dolentes
abraça as saudades latentes
incessantemente.

O dia amanhece
revigorantemente
pois só o Amor enobrece
o destino do ser
permanentemente.

Rita Eduardo

Inserida por ritaceduardo

Acrisalar

As asas se desfazem
neste ciclo que se fecha.
Meu jardim foram quimeras.

Fez-se o tempo de acrisalar
os anseios vãos.
E no silêncio do casulo
acolher a solidão.

Esquecer as desditas
Encontrar a paz perdida
Refazer a poesia
Desabrigar o coração.

Hoje vou rescindir
De asas novas me vestir
Em outros sonhos vou pousar
Quando a minha primavera
retornar...

Rita Eduardo

Inserida por ritaceduardo

Era suposto sermos como um conto de fadas... "Felizes para sempre" mas deixamos que a realidade falasse mais alto e que o amor acabasse.

Inserida por RitaBrain

CICLOS

Não é nada fácil, todos os meses, sangrar por dias seguidos, sentido as dores de um parto e não parir ninguém.
Porque em um trabalho de parto, a recompensa da dor é um filho em nossos braços, o que faz tudo valer a pena.
Não é nada fácil, acordar com vontade de chorar sem saber porque, ler uma mensagem besta no watts e ficar o dia inteiro grilada, achando que era um "recado" quando na verdade era somente uma brincadeira, que aliás foi você quem começou.
Não é nada fácil se olhar no espelho e se deparar com uma retenção de líquidos que te faz sentir a mulher mais pesada do mundo, mais feia e mais chata, e ter de fato uma razão que justifique tanto choro.
Não é nada fácil não poder dormir de bruços porque os seios doem tanto que parece que foram arrancados no cru.
Não é nada fácil ouvir alguns nos chamarem de "fresca", ouvir que TPM É "PANTINHO" e que ninguém tem obrigação de aguentar.
Não é nada fácil....
Começar um texto e não saber terminar, porque a vontade que estou é de chorar!!!!

Inserida por RitaCoruripe

COISAS DA VIDA

Uma velha escada de ferro.
Prédios caindo aos pedaços, abrigam pessoas abandonadas ao próprio destino.
Em meio a este caos urbano,
com seu azul imponente, o mar, ao longe, testemunha a desordem e as contradições daquele lugar.
O ar fresco e agradável de uma tarde no fim do outono,
a paz e a discrição tão cúmplice de quem busca a solidão,
torna o ambiente propício para momentos de confissões sofridas, entregas inesperadas e lágrimas que aliviam a alma.
Duas pessoas praticamente desconhecidas, compartilham uma cumplicidade, vinda não se sabe de onde.
Há um entendimento entre as retinas que dispensa explicações.
Os olhos buscam-se a todo instante, ao mesmo tempo que repelem-se, tentando não sucumbir ao desejo de um contato físico acolhedor.
A relação entre eles, é de quem busca um refúgio emocional, um lugar para se esconder da rotina diária que consome tempo e saúde.
Buscam entre sí um pouso, querem descansar a cabeça da ciranda da vida, que por vezes tira todas coisas do eixo, com o único objetivo de colocar tudo no seu devido lugar.

Inserida por RitaCoruripe

A SERTANEJA

A mulher sentada no chão de terra batida, tem em seus braços magros uma pequena criança inerte.
Ao seu lado, apertando um dos seios murchos e ressecados de sua mãe, um menino espera por um leite que não virá.
O sol escaldante turva a visão e confunde o raciocínio.
A sertaneja observa o horizonte desolada, não sabe o que fazer, e ainda que soubesse, não teria forças para executar.
As moscas rondam insistentes, e na porta da casa de taipa, urubus espreitam um possível jantar.
A morte ronda silenciosa.
O olhar da mãe volta-se para o pequeno ser em seus braços.
ESTÁ MORTO!
Não suportou a dureza da seca, mais um que a fome levou.

Inserida por RitaCoruripe

Invasão

É só dar vasão ao pensamento
que o meu disfarce se revela
Onde o "está tudo bem",
que ensaiei tantas vezes
me sorri de lado
Admitindo que voce ainda mora aqui dentro.
Em quase tudo que faço.

Nas palavras que compõe os versos
Nas canções que embriagam o pranto.
Nas visões de tantos sonhos.

É só cair a noite que a saudade incita.
Dando margem a vontade explícita
de te buscar em qualquer presença
e me faça sentir viva.

Inserida por ritaceduardo

Descaminhos

Hoje bastaria saber onde perdi o encanto
Nos caminhos desfeitos,
me perco nos passos
Me falto,
em qualquer direção.
.
Hoje me faltam palavras.
Que silenciaram sem previsão.
A saudade me invade
Destrói a razão
O dia se faz noite
e tudo é vão.

Inserida por ritaceduardo

Destemperança

Quando em ti renasci
a vida me floriu
primaverando.

Quando meu sentir te busca
sou folha solta no vento
outonando.

Quando meu pesar sucumbe a saudade
Sou friagem
invernando.

Quando seu sol não me aquece
Sou sombra que enublece
desveraneando.

Rita Eduardo



Inserida por ritaceduardo

Inconsistência

Ficará a lembrança
Sem alarde
Apenas saudade
A alma aquieta-se
Num apelo de paz
Porque não vingou?
Não foi por falta de amor
Foi o tempo que não deixou
Trazer as respostas
Onde o respeito
Foi o nosso desfecho.

Rita Eduardo

Inserida por ritaceduardo

Permissão

Deixe-me trazer-te nas visões sublimadas do meu dia
e inspirar por ti as levezas desta vida.

Deixe-me abraçar-te neste encontro
e saber que sigo te amando
tua alegria é a certeza da minha.

Deixe-me querer-te assim distante
sem de ti perder-me um só instante
trazendo-te em meu coração errante
um sopro de vida pulsante.

Deixe-me perder-me neste sonho
navegar nas rimas dos versos que componho
ancorar a paz que em mim disponho
afogar-me neste mar tristonho
...é tudo que te proponho.

Rita Eduardo





Inserida por ritaceduardo

Outonando

Hoje sou árvore morta
Despida do tempo que não vingou
Revolta ao vento
Dissipando os resquícios do que ficou.

Minha estação requer recolhimento
transpor um novo momento
em todo contínuo tempo
há esperança de florestamento
em cada folha que ao chão deitou...

Inserida por ritaceduardo

Presente(mente)

Ainda assim me possuis
Não vês?
Na claridade que acende o dia
Minha luz te guia.

Na torpidez do pensamento
Quase anestesia.

A música que toca
Embala a alma
E valso nas memórias
Encharcadas
Tocando meu céu
E te trago pleno...

Não vês
O quanto és meu?

Rita Eduardo

Inserida por ritaceduardo

Em cada flor que sorri o dia
Vejo a vida renascida
No oralho que desliza
Seiva a terra agradecida
Para um novo efluir.
Rita Eduardo

Inserida por ritaceduardo

As palavras guardadas
nunca ditas
Caem folha a folha
secas no meu sentir
e voam ao vento
para ocupar outros espaços
Invernando

Descem ao chão
musgo de esperas
do tempo exato
a serem proferidas
numa nova estação.

Rita Eduardo

Inserida por ritaceduardo

Arrebol

O dia pede descanso
deitando a noite
Num arrebol que memoriza
as lembranças fustigadas
O tempo que se perdeu
nos becos da saudade
O silêncio me limita
a distância inatingida
Teu nome não mais compondo
a poesia do meu sonho
Desfazendo o sentimento
Nas asas do tempo.

Inserida por ritaceduardo

Incompletude

Olhar fora não te ver inserido.
Olhar dentro e te ter contido.
Enfrentar as horas em vãs esperas.
Adormecer sem suas esmeras.
Amanhecer e descobrir que eram só quimeras.

Rita Eduardo

Inserida por ritaceduardo

Conexão

Abraço-te,
nas palavras que intrinsecamente professo ,
em forma de oração.

Beijo-te,
na brisa acariciante que desprende o aroma
da flor plantada no coração.

Sinto-te,
na magnitude de cada dia
quando tudo vibra em perfeita profusão.

Encontro-te,
na infinitude do tempo
onde tudo se conecta na celeste comunhão.

Inserida por ritaceduardo

Amo muita gente
Mas você é divergente
É a pura energia em que em mim habita
Sol que me alimenta
Adubo que me seiva
Raiz que me sustenta
Atmosfera que me mantém
Florescência permanente
Em ti me transpareço
E minha essência se traduz.

Inserida por ritaceduardo

Nubla

Hoje o sol não apareceu
Solidário as minhas cortinas embutidas.
Escondendo as lembranças que não estavam prontas para abandonar a casa do sentimento.
O lugar onde a alegria se mantinha.
Me sinto uma sombra distorcida.
Chuva íntima que não deságua.
Flor ressequida
que se despetala
dia a dia
Despertada pelas noites mal dormidas
Por já compor a sina
mais um dia
sem sol
sem cor
sem nada
sem mim.

Inserida por ritaceduardo