Rita
Muitas coisas na vida são inevitáveis, mas a felicidade, esta está na sobrevivência diante das dificuldades.
Pendências
Às vezes tenho pendências exalando como se fossem me afogar em águas desconhecidas. São águas profundas de um oceano infinito e misterioso. Noutras, tenho urgências gritando de dentro pra fora. Em meio a essas loucuras, há um fio invisível que me corta ao meio. É a saudade desgovernada que me atropela e deixa marcas. Essa saudade não tem freio. Ela assola o que está na frente. Por isto preciso me recompor diante de uma falta que não consigo repor. Reinvento momentos que me deixam quase sã das minhas loucuras, mas que nada consegue preencher esse vazio. Componho-me de urgências que deveriam ser calmarias, mas que me empurram para um abismo que desconheço e sei que não vou cair. Há uma falta de conhecimento sobre abismos e tal, que preciso atingir. Mas, meu instinto fala mais alto dizendo que o medo é consequência da insegurança. Recomponho-me diante dos fatos e sinto que o amor que exala de dentro, eleva o que me deixou sem chão.
Mudança de Mim...
Vou deixar que o outono me agasalhe mesmo sabendo que o inverno se instalou dentro de mim. Tudo lá fora parece perene, mas é efêmero. As folhas caem cobrindo a terra seca e meu pranto alaga as incertezas. Em meio a fraqueza de toda a intensão, gera em mim um lado terno. Um lado desconhecido, romântico e ao mesmo tempo dramático. Abro a janela e lá fora é outono. Abro a minha janela e aqui dentro o inverno continua rigoroso. Um inverno escondido entre a manta da saudade e a real intensão do momento. Faz muito frio. Um frio congelante e cheio de provocações. Logo a primavera baterá na porta. Talvez, eu abra e deixe a realidade instigante me alimentar ou apenas me encolherei entre os prantos e a deixarei ir embora. Assim, o inverno permanecerá para sempre e a primavera esmorecerá.
Viver entre a dúvida e a certeza, não haverá mudanças. Não de casa, nem de móveis, mas de mim.
Rita Padoin
A palavra tem o poder. A vida tem a sua essência. Na luta captamos as fraquezas. Na imaginação compreendemos os pormenores. Todos nós temos nossas revoluções internas. Assim, cada qual com seus intuitos, distúrbios e emoções. Na dualidade é que vamos percebendo a importância do equilíbrio.
Vivemos correndo atrás do tempo como se ele fosse nos esperar. Acabamos percebendo que o tempo está relacionado com a nossa vontade de seguir com serenidade e calma.
Vivemos e morremos sem ao menos saber por que viemos e no intervalo deixamos de lado o essencial para viver o banal.
Não temos como medir a arte e nem como defini-la. Mas, a arte transforma. Os artistas são os agentes dessa transformação.
Entre o passado e o futuro pairam as dúvidas e as incertezas do que foi e do que será. O que resta é o presente. Nele está a única opção de vivermos plenamente.
Sempre estaremos no lugar certo, com as pessoas certas. Escolhemos a vida que estamos. Ninguém nos obrigou a viver uma vida diferente da qual escolhemos. Portanto, ou aceitamos, ou ficaremos a mercê de pequenos detalhes.
Esperamos demais. Sonhamos demais. Buscamos demais. Só esquecemos de que o caminho que escolhemos é um vendaval de emoções e um apontamento para as nossas opções.
A natureza nos ensina que precisamos nos conectar para poder entender que a vida é apenas um sopro.
Somos uma mistura nua e crua. Vamos nos adequando a medida do possível. Cada passo um ponto e cada ponto uma história que nasce perpetuando para a eternidade.
Mentiras e verdades nos levam a questionar a força de ambas, porém essa dualidade nos impulsiona a buscar pelo significado que as mesmas representam.
Viver e lutar são dois verbos que nos induzem a seguir sem medo de acordar e não ter tido coragem de seguir em frente.
Na alegria encontramos a paz e na tristeza também. A diferença é que na segunda opção a evolução impera nosso interior.
Estamos sempre um passo além dos acontecimentos. Não entendemos que para alcançarmos os nossos objetivos é necessário que a paciência seja nossa aliada.
Claro que nem sempre é como planejamos. A vida faz os planejamentos. Ela sempre nos surpreende. Como não estamos acostumados a lidar com o inalcançável e nem com o inimaginável, ficamos inertes. Só entenderemos o inevitável quando levarmos a vida como se fosse um passe de mágica.
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