Riso

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⁠Bom demais é o sol que te encontra sem pressa é o café que esquenta a conversa é o riso que escapa você pedir licença e fica bom demais é a vida nos detalhes pequenos o vento na rua o tempo sem freio é saber que mesmo no caos sereno Ainda cabe recomeço.

Me permito ser lua. Ora riso frouxo ora Monalisa e em outras, por vezes, nem a face é refletida.

"O riso encontra companhia fácil;
a dor verdadeira, quase sempre, caminha sozinha."


Ou, mais enxuta:


"Sorrimos acompanhados, mas choramos a sós a dor que ninguém aprendeu a ler."


Ou, com um fio de esperança ao final:


"A alegria reúne uma plateia; o sofrimento profundo costuma conhecer só o silêncio, até que alguém, enfim, se disponha a escutá-lo."

Riso de Rosa

Nasceu no galho, entre espinhos,
mas não guardou nenhuma dor —
pelo contrário: fez caminhos
para o perfume e para a cor.

É como um riso que não cansa,
um beijo dado ao vento sul;
toda a sua doce bonança
faz o dia ficar mais azul.

Se tocar com carinho,
ela retribui em calor:
a rosa é flor de caminho,
é flor de vida e de amor.

Eba, é mais uma semaninha que começa!

É assim, segunda-feira é recomeço!
É felicidade, riso, choro, paz, tristeza, estresse, amor, alegria, cuidado, cansaço, prazer, agonia, carinho, aconchego, esperança, impaciência, luz, tudo zen, nada zen, tudo pelo social, nada pelo social, bom humor, mau humor, sossego, alívio...
É tudo isso e mais um pouco, é vida!
Nenhum dia é igual, igual é sua forma de enxergar seu mundo!

Chegaste trêmulo, fronte baixa,
carregando o riso gasto dos que imploram lugar.
Havia em ti um vazio tão ruidoso
que parecia mendigar palavras antes mesmo de falá-las.


Ofereci-te o que tinhas por hábito comprar:
presença.
Te dei portas, nomes, rostos,
e a cidade — ainda estranha para mim —
fui eu quem plantou aos teus pés.


Tu, que pagavas atenção como se fosse imposto,
ganhaste caminhos sem custo,
ganhaste gente,
ganhaste voz.
E cada ganho teu custou um pouco da minha.


Mas a criatura que ergui com cuidado
aprendeu rápido o truque da ingratidão.
Viraste o rosto, torceste o gesto,
inventaste razões onde só havia dívida.


Foste sombra que aprende a morder quem a carrega.
Foste cálculo frio atrás de sorriso emprestado.
Foste o erro que só se revela
quando a noite cai sem aviso e mostra o que sobrou de nós.


E o que sobrou?
Um rastro áspero, uma memória que fere sem metáfora,
um eco que me chama por um nome que já não reconheço.


Covarde, sim
porque escolheste atacar quem te deu chão.
Injusto, também
porque cuspiste no gesto que te fez caber no mundo.


Hoje, quando penso em ti, não penso em pessoa,
mas em fenômeno:
um colapso pequeno, íntimo,
capaz de ruir confiança com precisão cirúrgica.


Ainda assim, não te odeio.
Seria afeto demais.
Apenas te arquivo
no lugar das coisas que jamais devolvem o que tomam.


E fecho este capítulo sabendo:
não foste amor, nem amizade, nem queda.
Foste ilusão
e eu, a última testemunha do truque.




Poema: Não te odeio, seria afeto demais.
27 de julho de 2009

“Tem riso que só existe… pra ninguém perceber quem tá prestes a desabar.”

"Esse é meu riso por aceitar que o mundo é um bug de uma programação que deu errada."

É perfeitamente dispensável, diante do palhaço, o riso das hienas.

Podem até tentar matar o riso, mas ele morre contando uma piada.

⁠Por que você riu? Porque riso malvado, constrangido, sensato ou malvado; Todos vão depender da ocasião para os tipos de risos; Riso não te adoece ou sente mal suas ações, é um ótimo remédio ao corpo.

⁠A pessoa errada vai tirar a sua paz...
a sua força de vontade
o desejo de vencer
o riso nos momentos bobos
a vontade de viver

Cuidado ao abrir seu coração. Seja seletivo. Confie em poucos. Por mais difícil que seja estar só, lembre-se que até a solidão, é menos triste e dolorosa do que a companhia da pessoa errada.

Eu deixei uma pessoa horrível permanecer na minha vida e hoje me sinto morta por dentro.
Fique sozinho, mas não fique ao lado de quem você sabe que não é do bem.

Até um erro pode ser corrigido, mas o riso é tão espontâneo que seria absurdamente impossível desrir.

Me ame no choro no riso.
Me ame no olhar no beijo no abraço…
Me ame no infinito, nas ondas do mar…
Mas o que eu mais quero.
É que me ame e deixe eu te amar…

Pelos lindos momentos que tivemos
peço-te o riso
mas não gargalhes tanto
a inveja anda por ai à espreita...

Que oportunidade perdida!!
você seria a alegria
o riso extravagante
o caminho fácil
o abraço quente e acolhedor
o amanhecer na certeza do amor
mas optou por ser apenas alguém
que passou e corroeu sonhos
deixou marcas
que foi, como se nada tivesse acontecido
tamanha frieza, indecisão
entretanto, entre tantas coisas
doeu
não pelo que você levou
e sim pelo que era seu
por isso lhe digo
para mim você foi muito
mas sem dúvida
por ir
foi você quem mais perdeu...

Perfeitos
.
Obrigado por me permitir
por eu ser o riso que acalma
por ser constante, vivo
por nunca ter sido desprezado
obrigado
por tantas histórias que serão somente nossas
obrigado, pelo amor
pela paciência e pelo desejo de me ver melhor
obrigado mãe
obrigado pai
eu tinha que vir
e fazer dos dias, novas batalhas
novos ensinamentos
novos risos
tudo que quero
é ser amor, carinho e conforto
se por ventura vossas almas pensarem em chorar
não sou diferente, sou apenas eu
um ser que batalhou para nascer
um ser que ri
que vive e mostra ao mundo
o significado da palavra amor
obrigado mãe
obrigado pai
obrigado
Deus...

Vivo, enquanto vivo
Sem vinho e nem uva
Nem terra e nem chuva
Rio, enquanto houver riso
Vivo porque preciso
Erro por não saber
Errar é a única ciência
Que tenho certeza que tenho
Mas não existe certeza de nada
Pode ser que eu esteja errado

Edson Ricardo Paiva

Se além do amor existe a parceria, tudo floresce: o abraço se torna abrigo, o riso vira cura e a vida ganha leveza. Porque amar é bom, mas amar e caminhar juntos, lado a lado, é transformar o sentir em eternidade.

Lamento por Orelha


Na areia da praia ficou o silêncio,
onde antes corria teu riso canino.
Orelha, amigo de olhar sincero,
te tiraram a vida num ato tão vil, tão mesquinho.


Não foi a natureza, nem o tempo,
foi a mão cruel que não soube amar.
Covardia não vence lealdade,
nem apaga o bem que soubeste deixar.


Teu latido ainda ecoa no vento,
teu afeto mora em quem soube te ver.
Descansa em paz, pequeno guerreiro,
há uma justiça maior a te acolher.


Quem ama jamais esquece,
quem sente, jamais se cala.
Orelha vive na memória
e no clamor de toda alma que não se conforma.