Riscos
É um exercício sem riscos pregar a partilha quando o seu próprio celeiro transborda de luxo imerecido. A verdadeira convicção não é testada na abundância dos banquetes alheios, mas na renúncia voluntária do próprio conforto. A elegância da alma reside em viver o que se diz, especialmente quando o custo dessa coerência é a perda da própria vantagem.
"Não vamos nos acomodar com medo dos riscos que viver impõe, na vida não há tempo de fazer rascunho. O que é nosso já vem pronto. Aventure-se!"
-Aline Lopes
Aprendi a ler riscos e acomodar coragem, não faço da audácia espetáculo, faço cálculo, e assim avanço com segurança.
Talvez um dos maiores riscos da Preguiça de Pensar seja nos apaixonarmos pelos que fingem que o fazem.
A maioria das pessoas não percebe a riqueza porque espera que ela venha sem esforço ou sem riscos. Ignorar uma porta aberta é o comportamento de quem já aceitou a derrota antes da batalha.
Os riscos davam tão certo,
Os momentos eram tão lindos,
Estava sempre por perto,
Nós vivíamos sempre sorrindo.
Se expor aos riscos vivendo é muito menos arriscado do que não se expor somente existindo.
Viver é aceitar os riscos como parte da caminhada.
É se expor ao erro, à queda, à dúvida e, ainda assim, seguir adiante.
Existir sem se arriscar pode até parecer seguro, mas cobra um preço silencioso: o da estagnação.
Quem apenas existe se protege das feridas, mas também se priva dos encontros, das descobertas e das transformações que só a vida em movimento oferece.
No fim, viver — com todos os seus riscos — é muito menos perigoso do que atravessar o tempo intacto, porém vazio, assistindo à própria vida passar sem nunca ter realmente vivido tudo que se tem para viver.
O Vício de Brincar com as Palavras e as Imagens, tem seus Riscos: às vezes são elas que se juntam para brincar com a gente!
Brincar com Palavras e Imagens sempre parece um gesto inocente — quase infantil.
Mas quem se arrisca nesse ofício sabe: nada é tão simples quanto parece.
Porque, palavras têm memória!
Imagens têm humor.
E ambas, quando percebem que estamos distraídos, fazem complô.
Às vezes se juntam para dizer o que não ousamos.
Por vezes até revelam o que tentamos esconder.
Às vezes devolvem à nossa própria mente uma pergunta que nem formulamos…
mas que, de alguma forma, já nos habitava.
Brincar com elas é um vício, e sim, — do tipo que não pede perdão.
E cada frase escrita, cada imagem criada ou editada, leva um pouco de nós…
mas também devolve algo que não sabíamos termos entregue.
No fundo, talvez o risco maior não seja brincar com elas.
O risco mesmo é quando elas resolvem brincar conosco —
e, sem pedir licença, sem medo e sem culpa, revelam aquilo que nós estávamos evitando descobrir.
O elogio que chega aos ouvidos é um buraco que agrega riscos ao caminho. Mas a vanglória que sai dos próprios lábios é um abismo maior que o universo!
“O medo faz parte da vida evolutiva do Homem, mais diminuindo os riscos logo evoluímos ’’.
Israel de Freitas
Relacionamentos sâo contratos de riscos. Nâo há garantia na paixâo e no amor. Cada um sabe por quem deve lutar e quem é digno da conquista.
São traços,
riscos,
mundos e mundo
sob e sobre asas
de um pássaro ferido e a ferir...
carregando o que não se pode carregar
sem as penas da vida.
No jogo da vida.
Todos fazem apostas e correm riscos.
Apostei alto, corri o risco de perder.
Se ganhei ou se perdi, ainda não sei dizer.
Mais que melhor prêmio teria, do que a oportunidade de perder-se em você.
