Rimas de Amor Engraçadas
Tenho um Full House nas mãos mas não sei a hora certa de jogar. Quais serão as cartas do meu adversário? Entrei nesse jogo para ganhar e não sairei até conseguir. Corações na mesa, aumentem suas apostas!
Naquele monte distante, encontrei a flor mais linda
Mais sublime que todas as que tinha no meu jardim…
Desde que a descobri, em plena Primavera
Todos os dias ia vê-la, contempla-la,
Todos os dias cuidava dela
Mais do que as flores que tinha no meu jardim…
Vivi com ela todos os dias
Contei-lhe todas as minhas histórias
E ela, em silêncio, ouvia
Como se a história também lhe pertencesse,
Mais do que as flores que tinha no meu jardim…
Mas hoje é Inverno, la fora faz frio
E naquele monte distante neva.
E eu deixei de ver a flor mais linda
Que todos os dias espera por mim,
E agora só olho da janela para as flores do meu jardim…
Hoje o frio parou, a neve cessou,
O sol voltou a brilhar
E eu voltei àquele monte distante
Ver como estava a flor mais linda
Mais do que as flores do meu jardim…
Quando lá voltei, já não havia flor,
O vento e a chuva levaram-na, pensei eu.
Mas não, soube apenas que outro alguém,
Vendo a mais linda flor sofrer com o vento e com a chuva
Levou-a daquele monte distante para a guardar no seu jardim…
http://ensaiosdescrita.blogspot.pt/2012/09/a-minha-flor.html
Irei fazer de tudo!
Mesmo que não aja motivos para lutar,
Irei usar seus defeitos por direito de te amar.
Que me toque teu olhar...
tua vida... tuas mãos...
E me encha de felicidade
o meu triste coração.
Que me venham o teus lábios,
teu sorriso de manhã.
Venha tua malícia... tua sedução...
ardendo em beijos de hortelã.
Só não quero tuas lágrimas,
nem desejos que as tenha.
Quero teu fogo em brasa,
igual o fogo que devora a lenha.
Ainda sinto falta da ponta do teu nariz frio mesmo em dias de verão, e do seu pescoço sempre quente e pronto para esquentar minhas pernas no inverno. As tardes ainda esperam as gargalhadas despreocupadas com sorvetes, e as noites aguardam ansiosas pelo cheiro da pizza de calabresa e a admiração como meninos bobos por céu estrelado
Eu soletro teu nome no escuro. Treino textos sem sentido para me declarar depois. Ouço sua voz ecoar pelos cômodos da casa. Ascendo a luz, mas não há ninguém.
Nunca tinha vivido uma história tão intensa, nem tão bonita, de arrepiar. Nunca havia me doado tanto, acreditado tanto, como essa agora.
Então eu banquei o sincero e te disse que o que me sufocava era essa demora, esse seu medo de iniciar o que já havia começado.
Sofria de uma doença grave e sem cura chamada romantismo-sem-endereço. Amava quem ainda não se fazia presente, inventava planos, falava ao telefone sem ter ninguém na linha. Sonhava com um sujeito sem rosto, sem tato e sem voz. Criava uma vida, uma personalidade, umas histórias conturbadas, e vivia disso. Vivia das manias, dos defeitos e de umas brigas que nunca existiram. Admirava gravatas nas vitrines. Dizia um sobrenome de casamento. Guardava presentes na gaveta, colecionava cartas que mandava para si próprio. Nunca trancava a porta do quarto antes de dormir. Escrevia para ninguém. Chamava e esperava o futuro para que assim fosse.
E eu fico lembrando do seu jeito sério e suas palavras cuidadosamente escolhidas no momento em que o silêncio prevalece entre nós. Eu dou risada dessa sua cara porque essa coisa de melhor amigo, no nosso caso, nunca fez sentido dentro da minha cabeça.
Havia um pouco da gente em cada canto. Havia a gente. Era tanto, que eu não sabia distinguir você de mim.
Ainda sinto meus cílios dormentes, porque forço meus olhos, para que eu não adormeça, para não deixar de pensar em você.
E para que não doesse demais, deixei que o tempo resolvesse por si só. Não fazia mais o mínimo esforço para dar certo.
Às vezes passa só um pouquinho. Mas aí volta mais pesada, dolorosa, sem dosagem. Nenhum ser humano é capaz de aguentar. É uma dor desocupada, amargurada, infeliz. Me mata todos os dias.
Daí depois veio com aquele papo que eu apareci na hora errada, que eu era especial demais, que não queria me fazer sofrer. Mal sabia que eu já havia me entregado tanto, e que, a essa altura, não tinha mais volta.
Demorou, mas os ventos de maio chegaram. Espero que levem o que for contrário, desde sonhos quebrados até o que já se foi, mas insiste ficar. É preciso escancarar portas e janelas, reaprender a viver, a amar, a se doar com cuidado, com fé, sem angústia. É preciso aproveitar os ventos para se buscar, se renovar de alguma forma, ignorar quem não acrescenta. E, se não for pedir demais, é preciso comandar completamente a própria vida, começar esses dias se amando insaciavelmente.
