Retribuindo uma Amizade

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Cada gota que caí é um
Momento que se foi
Assim é a cachoeira da vida
Uma fonte inesgotável de lembranças
Uma enchente involuntária de saudade.

A ciência é uma disposição de aceitar os fatos mesmo quando eles são opostos aos desejos.

Certa vez uma pessoa sábia me disse que escrever é perigoso pois nem sempre podemos garantir que nossas palavras serão lidas no espírito em que foram escritas.

Jojo Moyes
A Última Carta de Amor

Sempre haverá uma pessoa que te ama da mesma forma que você ama outro.

É uma grande hipocrisía dizer que vai "praticar o desapego", que vai "se afastar de tudo que lhe faz mal", que agora "está em outra fase", que não sei que lá, não sei que lá, do sapatinho branco que em todos cabe bem, para disfarçar dor de cotovelo ou falta de amor...
Quem dera se tivessemos realmente esse poder de largar um namorado quando estamos sofrendo de amor, quem dera se deixar de amar uma pessoa fosse questão de vontade, quem dera se pudessemos blindar nossos corações contra mágoas, decepções e coisas que nos machucam, quem dera se nossas fases tivessem controle remoto, para darmos um stop na hora mais cabível a nossas emoções, quem dera se todas as teorias acontecessem na pratica de fato, e, quem dera se muitos que tentam se fazer fortes fossem mais realistas e menos tolos.

Quem dera se não existisse tanta hipocrísia afetiva, aooow! Quem dera!

Eu tinha uma dúvida sobre o amor, aí você apareceu! E agora eu tenho várias.

Toda brutalidade se esvai com uma palavra de carinho.

O gelo é frio, tão frio quanto o coração de uma pessoa que deixou de acreditar na vida, nas pessoas, no amor, na esperança, nos dias que virão. O fogo é quente, tão quente quanto o coração daqueles que passaram a acreditar, não apenas no que foi dito antes, mas que tudo irá melhorar.

PODE IR.

Pode ir
A escolha é sua
Se mantenha decidida
Fugir, não deixa
De ser uma saída
Eu já busquei entender
Pra aceitar
Já não tenho medo de ficar
Ainda sinto o amor pulsando
Isso me faz viver
Tudo ficará bem
Você escreve o seu destino
Não haverá dor
Eu prefiro entender além
Eu fico com
A parte mais bonita do amor

A vida é como uma tomada, só funciona com os pontos positivos e negativos.

O anel que tu me deste
Aconteceu em 2005. Eu estava almoçando com uma amiga na cidade onde ela mora, fora do Brasil. Era a segunda vez que nos víamos. Os contatos anteriores haviam sido sempre por e-mail, nos quais tratávamos de assuntos profissionais. De repente, olhei para sua mão e fiz um elogio ao anel lindíssimo que ela usava. Ato contínuo, ela retirou o anel e me deu. "É seu." Fiquei superconstrangida, não era essa minha intenção, queria apenas elogiar, mas ela me convenceu a ficar com ele, dizendo que ela mesma fazia aqueles anéis e que poderia fazer outro igualzinho. De fato, fez. Acabaram virando nossas "alianças": desde então nossa amizade só cresceu.

Meses atrás, Marilia Gabriela entrevistou Ivete Sangalo em seu programa no GNT quando aconteceu uma cena idêntica. Ela elogiou o anel da cantora e esta, na mesma hora, tirou-o do dedo e deu de presente a Gabi, que ficou envergonhada, não estava ali para ganhar presentes e sim para trabalhar. Mas tanto Ivete insistiu, e com tanto carinho, que recusar seria deselegância, e lá se foi o anel da morena para a mão da loira.

Nesta era de acúmulo, egoísmo e posse, gestos de desapego são raros e transformam um dia banal em um dia especial. Não é comum alguém retirar do próprio corpo algo que deve gostar muito - ou não estaria usando - e dar de presente, numa reação espontânea de afeto. Pessoas assim fazem isso por nada, aparentemente, mas, na verdade, fazem por tudo. Por gostarem realmente da pessoa com quem estão. Por generosidade. Para exercitarem seu senso de oportunidade. Pelo prazer de surpreender. Por saberem que certas atitudes falam mais do que palavras. E por terem a exata noção de que um anel, ou qualquer outro bem material, pode ser substituído, mas um momento de extasiar um amigo é coisa que não vale perder.
Estou falando desse assunto não porque eu também seja uma desprendida. Bem pelo contrário. Já me desfiz de muita coisa, mas me desfaço com planejamento, pensando antes. Assim, de supetão, por impulso, raramente. Meu único mérito é reconhecer a grandeza alheia, coisa que também está em desuso, pois sei de muita gente que, ao ver gestos como o de Ivete e o da minha amiga, diria apenas: que trouxas.

Devo estar me transformando numa sentimentalóide, mas o fato é que acredito que esses pequenos instantes de delicadeza merecem um holofote, já que andamos todos muito rudes e autofocados. Desfazer-se dos seus bens para fazer o bem é uma coisa meio franciscana, mas não se pode negar que um pouco de desapego torna qualquer relação mais fácil. E não falo só de bens materiais. Desapego das mágoas, desapego da inveja, desapego das próprias verdades para ouvir atentamente a dos outros. Não seria um mundo melhor?

Bom, o anel que minha amiga me deu seguirá no meu dedo, nem adianta vir elogiá-lo pra ver se o truque funciona. Faz parte da minha história pessoal. Mas posso me desprender de outras coisas das quais gosto, basta que eu saiba que serão mais bem aproveitadas por outras pessoas. É com esse espírito de compartilhamento que encerro essa crônica desejando a todos os leitores um Natal com muitos presentes - mas no sentido de presença. Que na sua lista de chamada afetiva estejam todos ao seu lado, brindando o que lhes for mais importante: seja o nascimento de Jesus, ou a reunião familiar, ou apenas mais uma noite festiva de dezembro, ou um momento de paz entre tanto espanto, ou simplesmente a sensação de que uma inesperada gentileza pode ser o melhor pacotinho embaixo da nossa árvore.

Que esta paz que reside em mim neste momento seja uma eterna residente de minha alma.

Eu me vi em uma guerra, mesmo não querendo entrar em batalha. Não sabia o que fazer, então criei minhas próprias armas. A sobrevivência não tinha nada a ver com a sorte, e minha munição era invisível. Só me sentia protegido quando conseguia esconder algumas verdades, e descobri que meu colete não era a prova de fatos. Resolvi ficar atrás de uma barreira, me escondendo da vida e do tempo, pois eu sabia que ocultava provas que só eles poderiam revelar. Fui fuzilado e fiquei em pedaços, arrancaram meus segredos, e o pior de tudo, eles não avisaram que estavam chegando. Eu tinha uma estratégia, mas fui tão egoísta que não compartilhei com os meus aliados. E talvez essa fosse a única forma de ganhar a luta, dando tiros de sinceridade

A motivação é uma decisão, depende de si mesmo.

Enquanto chove...

É uma noite tão fria...
E eu voltei pra casa sozinha,
enquanto a chuva caia,
E molhava minha roupa...

E tudo estava tão escuro
E vazio...
E triste...
E não havia ninguém pra me escutar...
O silêncio permanecia,
Mesmo se eu tentasse gritar...
Não iria ouvir as palavras que eu queria...

Cada gota de chuva que caía,
Juntava-se a uma lágrima,
De medo...
De dor...
De ódio por todas as coisas erradas...
E após rolar, as gotas partiam...
Como todas as coisas,
Como todas as pessoas
Como todos os momentos...

E já diziam que não há nada permanente...
A não ser a mudança...
Ou talvez algum indício de dor...

E eu sou apenas uma criança...
Que tenho medo de tudo,
que choro quando perco a esperança
e quando vejo que tudo termina,
quando tudo e todos se vão...
Restam apenas as lembranças,
Resta apenas eu contra eu mesma...

E a tempestade lá fora...

Uma ausência, um vazio, uma dor sem nome, sem fim, sem explicação. É uma dor de lembrança, coisas que um dia preencheram todo o vazio que agora dói em mim... Momentos que me faziam feliz, palavras que eu gostava de ouvir. Foram tempos únicos, que deixaram um vazio insuportável dentro de mim. Como se me faltasse a peça principal, e então, todos os dias eu lembro. Tantas mudanças, idas e vindas, novidades… Por quanto tempo? O que eu fiz de errado? Eu era feliz na minha tranquilidade mesquinha, no pouco que já me fazia inteira… Ele é uma ausência em mim. Pensar nele me provoca dor, minhas lágrimas descem quentes sobre meu rosto, parecendo queimar tudo o que ainda restava, cada vez mais… e a saudade vai crescendo, o tempo vai passando. Ele está tão bem, tão feliz. Foi tão insignificante assim tudo o que fui pra ele um dia? Meu Deus, como dói o vazio… Fica cada dia mais difícil percorrer as pequenas lembranças que ainda me restaram… o cheiro, a textura do cabelo, aquele sorriso, covinha, um dia em que eu pude te ver o tempo todo… Foram momentos que me deixaram feliz, mas que eu não ligava em aproveitar, absorver o máximo… Eu estava feliz, me sentia feliz, e era tudo o que importava. E hoje, foram embora os momentos, sorrisos, e as lembranças vão se apagando cada dia mais… só sobra a ausência, que é meu travesseiro durante a noite. E eu continuo pensando em você. Te amando.

Singularidade,

Sendo únicos, emitimos uma luz característica. A cor é variável. Ofusca e fere. Acalma e aquece. Vez por outra, é uma chama. Quando não, uma onda. A luz de verdade não está no fim do túnel. Somos todos seres de luz e alegria. Esta luz deve iluminar os nossos próprios caminhos. Carregue sempre suas baterias de forma tal que ela nunca se apague. A verdadeira luz, aquela inerente a singularidade, nunca ofusca. É uma referência, porém, não é salvação para ninguém. Ainda assim serás crucificado. Vão tentar sugá-la de ti. Emitir luz exige assumir responsabilidades e conseqüências.

Sou uma música em composição, que algumas pessoas gostam e outras não...

Há pessoas para as quais compensa pedir desculpas, abrir mão de uma vontade, dar o braço a torcer e fazê-lo menos orgulhoso e mais paciente do que o faria com a maioria... Lembre-se que pessoas especiais não são perfeitas, assim como nós, estão aprendendo e se desenvolvendo com a diversidade dos momentos e às pressões a que são submetidas. Há pessoas como você que vale a pena lutar.

Estou tão certo que nós dois seremos parte de uma história de amor. Eu não quero aprender a tolerar a dor de lhe perder, não. Mas quero aprender a viver, comigo e com você.