Retribuindo uma Amizade

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Quando os olhos do mundo chorarem.
A dor será uma só, a união será real.
Povos unidos na tristeza e na dor
Pararão a guerra, e a paz será o sinal

A lágrima é um rio que transborda.
A compaixão é a força que sobra.
Quando a dor for compartilhada.
A união será a arma contra essa guerra insana
(Saul Beleza)

A velhice é uma flor, que murcha com o tempo, ela é um presente de gregos.
Mas o poeta resiste, com seu cérebro atento
Aproveitando o momento, enquanto a inspiração flui
E as palavras saem, como um rio sem fim.
(Saul Beleza,)

*Mulher, Poema Inteiro*

Faço poemas pois existe uma mulher,
desde a mãe que reza baixo ao pé da cama,
até a amada amante que acende a chama
com um só olhar de quem entende e quer.

A menina moça que carrega o mundo
no caderno aberto e no riso solto,
tropeça em sonhos, levanta em tumulto,
e escreve o futuro no segundo.

E a moça flor que desabrocha em calma,
tem pétala no gesto e raiz na alma,
perfuma a casa, a rua, a vida inteira
sem pedir licença pra ser primavera.

Faço poemas pois mulher é verbo:
nasce, cuida, luta, ama, inventa.
E quando o verso pensa que termina,
ela recomeça o ponto onde ele sentiu saudade.
(Saul Beleza)

*Toda Tarde*

Todas as tardes dos meus dias
Carregam uma saudade que machuca.
Ela acorda quando tocam antigas canções,
Aquelas que têm cheiro de nós dois.

E o sol, cúmplice, vai pro horizonte
Me chamando pra ver o dia morrer.
É convite e é lembrete:
Tudo passa, mas nem tudo vai escurecer.

Hoje eu vejo: o tempo correu.
Levou meses, levou anos, levou pressa.
Mas não te levou.
Você ficou presente desde aquela tarde
Até esse agora em que escrevo.

A saudade não apagou.
Ela só aprendeu meu nome,
Sentou do meu lado no anoitecer
E me ensinou que lembrar também é forma de ficar.

Tem memória que é ferida e tem memória que é casa. E a minha parece ser as duas.
(Saul Beleza)

*Galho*

No móvel do quarto
só tua imagem em uma foto 3X4 cabe inteira de saudade
ocupando o cômodo todo.

Na última página do caderno,
escondido como quem pede socorro,
um rabisco insiste:
"... de um galho nasce o bem querer,
e eu te quis como um louco."

Do galho torto da lembrança
brotou essa febre mansa.
Não escolhi. Nasceu.
E quis. Como quem não tem escolha.
(Saul Beleza,)

*"SAUDADE"*
(Saul Beleza)

Gente, hoje me bateu uma saudade...
Mas não é aquela saudadezinha romântica de filme, sabe?
Não. Me bateu uma saudade VIOLENTA.

Aquela que chega igual boleto vencido.
Sem avisar. 22h numa terça-feira.
Você tá de boa, comendo arroz, e do nada: PÁ!

Porque a pessoa esteve na sua vida por MUITOS e MUITOS anos.
Quando é pouco tempo, ok. Você esquece.
"Ah, foi só um verão".
Mas quando é muito tempo... meu irmão, o corpo vira HD externo.

Eu vou no mercado e meu cérebro:
"Compra aquele iogurte que ela gostava".
Mano, ela nem mora mais aqui!
Eu tô comprando iogurte pra fantasma.

E o pior é a playlist.
Toca uma música e na hora meu corpo já sabe a coreografia da saudade.
O peito faz "tum".
O olho faz "brilha".
E a dignidade faz "some".

Aí você tenta explicar pra alguém:
"Ah é que eu sinto falta..."
Falta do quê, Saul?
Falta de tudo! Falta do café que ela fazia ruim.
Falta da briga por causa de toalha molhada na cama.
Falta até do silêncio que era confortável.

Porque quando a pessoa fica MUITOS anos,
ela vira móvel da sua casa.
Você não repara até mudar de casa e perceber:
"Caramba, aqui tá vazio. Cadê o sofá?"

E o Google ainda ajuda, né?
Você digita só a primeira letra do nome e ele já completa.
Obrigado Google. Queria esquecer, mas você tá aí lembrando.

Saudade violenta é isso.
Não é que você quer voltar.
É que você queria que ela tivesse visto você hoje.
Só pra contar uma besteira.
Só pra dizer: "olha que idiota que eu sou".

E no fim... a gente ri.
Porque chorar todo dia dá espinha.
E porque se foi tanto tempo,
foi porque em algum momento valeu MUITO a pena.

Obrigado, gente. Boa noite. E se bater saudade aí, bebe água. Ajuda em nada, mas hidrata.

Sem despedida


não me cobre uma despedida.
basta que eu suma da tua vida
sem deixar marcas,
sem barulho,
sem cena.
despedida é abandono que dói,
é palavra que corta,
é porta que bate.
eu prefiro ir
como quem nunca esteve,
do que ficar na tua memória,
como quem faz doer na hora de ir.
(Saul Beleza)

Não tenho um amor,
eu tenho uma companhia.
Talvez se fosse amor,
não seria assim.
Estou amando a tua companhia,
e o amor?
Ah, o amor me acompanha
ao teu lado.


(Saul Beleza)

Eu sou uma gramática completa,
com ponto final onde tem que ter,
vírgula onde precisa respirar,
e reticências só quando a saudade pede.

Minha oratória é simples,
mas é verdadeira.
E no mundo de hoje,
verdade simples vale mais que discurso bonito e vazio.
não enfeito.
Eu sinto. E digo.

E é por isso que quem me lê,
fica.
(Beleza de Freitas)

"*Sei que vai me deixar"*
mas por favor,
saia aos poucos,
nunca de uma vez,
para que eu não sinta tanta dor."
E eu saí.
Aos poucos,
como se pede pra chuva parar,
como se reza.
Primeiro tirei a voz.
Depois o corpo.
Por último, o prato azul ficou na mesa,
sozinho.
Pensei que aos poucos doía menos.
Mentira.
Aos poucos a dor aprende seu nome,
seu endereço,
sua cadeira vazia em um canto da sala.
Você me pediu pra sair aos poucos,
e eu,
maluco sensato,
obedeci.
Até hoje estou saindo.
(Saul Beleza)

O que mais dói não é o mal que se mostra — é o que se esconde atrás de um sorriso, de uma palavra amiga, de quem você confia. E é justamente por parecer tão humano que ele passa despercebido.

Vinho e versos nas curvas de uma taça

Taça singela com as suas belas curvas, envolvendo no seu íntimo uma porção de vitalidade — um vinho intenso na quantidade exata para um avivamento, que relaxa e aquece o corpo nesta madrugada e em qualquer outro momento; um fogo ou um simples conforto que alcança a alma, assim como fazem alguns dos meus versos.

Como pode um carniceiro comer ervas e uma erbiveros comer carne, não tenhas dúvidas de teu caminho, se por ventura agrada a Deus, então, podes ter certeza que é o correto.

Já que o mal nunca se afasta, que o bem seja uma escolha diária.

Quando não conseguimos resolver um problema, inventamos uma narrativa suficientemente bonita para fingir que o compreendemos.

A esperança é, às vezes, apenas uma maneira elegante de adiar a lucidez.

Quem se acostuma a dizer a verdade economiza uma quantidade impressionante de memória e uma quantidade ainda maior de desculpas.

A verdade pode entrar em uma sala cheia de pessoas, mas dificilmente sai dela sem ferir alguma vaidade.

Um livro raramente ofende uma mente aberta; normalmente é a mente fechada que transforma páginas em ameaça.

É fácil acreditar em uma mentira; difícil é admitir que ela nos pareceu confortável demais.