Retribuindo uma Amizade
“Às vezes a esperança não vem como uma chama forte; vem só como uma faísca pequena dizendo: ‘mais um passo’.”
O Abraço
O abraço é uma pausa no tempo.
É quando dois mundos se encontram e, por um instante, descansam um no outro. Não exige explicação, não pede permissão, apenas acontece — como um porto seguro diante da tempestade.
Há abraços que curam mais do que palavras. Abraços que dizem “estou aqui” sem emitir som algum. Abraços que seguram firme, mesmo quando tudo parece desabar por dentro.
Existem abraços que guardamos na memória por anos, como quem guarda um cobertor em dias de frio. Porque há toques que não se esquecem, há gestos que marcam a alma.
Nem sempre o abraço vem com os braços. Às vezes, ele vem em forma de silêncio, de presença, de um olhar que compreende. Um gesto que diz: “Você importa”.
O abraço é um lugar. Um espaço de pausa, de reencontro, de amparo. É onde a dor encontra descanso e a alegria se amplia. É onde as palavras perdem a pressa e o coração ganha fôlego.
Que nunca nos faltem os abraços verdadeiros — aqueles que não precisam de ocasião, que não esperam permissão, que simplesmente nascem do cuidado.
Porque no fim das contas, todos nós só queremos isso: um pouco de calor, um pouco de paz, um pouco de abraço. D
Uma coisa lhe digo,
com toda certeza,
ouço e me ligo,
numa boa música sertaneja.
No raiz, com muito carinho,
Tião Carreiro e Pardinho...
No romantismo os meninos bons de gogó,
Chitãozinho e Xororó!
Às vezes a maior transformação de uma pessoa não acontece quando ela muda de caminho, mas quando finalmente percebe que o caminho que estava seguindo nunca foi realmente dela.
Existe uma diferença silenciosa entre viver e apenas continuar existindo. A primeira exige consciência; a segunda exige apenas tempo.
Há uma diferença silenciosa entre mudar de opinião e amadurecer: mudar de opinião é substituir uma ideia por outra; amadurecer é perceber que algumas certezas só existiam porque nunca tivemos coragem suficiente de examiná-las profundamente.
Fé de Aparências
É impressionante como algumas pessoas conseguem vestir uma personalidade diferente dependendo de quem está diante delas. Quando estão entre os irmãos da igreja, são palavras doces, abraços, sorrisos, “Deus abençoe” e discursos sobre amor, respeito e união; mas basta sair daquele ambiente e a máscara cai.
A gentileza desaparece, o julgamento aparece e aquilo que pregavam como amor se transforma em desprezo por quem pensa, vive ou acredita de maneira diferente.
São bons apenas para os seus, acolhem apenas os que consideram dignos de pertencer e chamam isso de fé. Tratam os seus como irmãos, mas os diferentes como estranhos; oferecem a mão para quem compartilha da mesma crença, mas parecem esquecer toda a bondade quando encontram alguém que não cabe dentro dos limites que criaram.
Talvez o problema nunca tenha sido a falta de religião, mas o excesso de aparência: porque é fácil falar de Cristo diante de quem aplaude, difícil é praticar aquilo que Ele ensinou quando ninguém está olhando.
No fim, não é a roupa de domingo, o louvor ou as palavras bonitas que revelam o caráter de alguém, mas a maneira como essa pessoa trata aqueles de quem não precisa da aprovação.
Às vezes, existe em mim uma sensação que não sei nomear — como se eu tivesse me afastado de mim mesma sem perceber. Continuo vivendo, sorrindo, conversando, seguindo os dias, mas há momentos em que tudo parece acontecer diante dos meus olhos, e não exatamente comigo.
É como assistir à própria existência sentada na última fileira, reconhecendo o rosto no palco, mas sem sentir que aquela pessoa sou eu por inteiro. Conheço minha voz, meus gestos, minhas histórias, mas ainda assim existe algo profundamente estranho em habitá-los.Como se eu estivesse presente apenas pela metade, observando de longe uma vida que deveria sentir como minha.
E o mais inquietante é não saber de onde vem esse vazio, nem por que, mesmo estando dentro de mim, às vezes me sinto tão distante de quem sou.
Quando Eu Não Sou Apenas Eu
Às vezes, não sinto que exista apenas uma pessoa dentro de mim. Sinto como se minha mente fosse uma casa com quartos que não conheço completamente, e, de vez em quando, alguma porta se abre sem que eu saiba quem está do outro lado. Continuo sendo eu — mas, ao mesmo tempo, parece que não sou inteiramente eu.
Há momentos em que olho para minhas próprias lembranças e elas parecem pertencer a alguém que conheço apenas de ouvir falar. Reconheço os acontecimentos, mas não reconheço a sensação de tê-los vivido. Algumas palavras que digo parecem não ter nascido de mim; algumas emoções chegam sem que eu saiba de onde vieram. E existem momentos em que percebo que alguma coisa aconteceu, mas não consigo encontrar dentro de mim o caminho que levou até aquilo.
É estranho dividir a própria existência com partes de si que parecem ter vontades, sentimentos, maneiras de pensar e até vozes diferentes. Mais estranho ainda é tentar explicar isso sem parecer que estou inventando. Porque como explicar a sensação de estar dentro da própria cabeça e, ainda assim, sentir que existe uma distância entre você e aquilo que pensa?
Às vezes, sinto que estou apenas observando. Meu corpo continua seguindo a rotina, falando, sorrindo, respondendo às pessoas, enquanto uma parte de mim permanece atrás de tudo, como uma espectadora silenciosa. E quando volto a me sentir completamente presente, fico tentando juntar os pedaços: o que eu fiz, o que eu disse, o que senti, quem estava aqui antes de mim.
Talvez o mais solitário não seja sentir que existem partes diferentes dentro de mim. Talvez seja não saber quando elas aparecem, não entender completamente quem são e carregar a sensação de que, enquanto o mundo enxerga apenas uma pessoa, dentro de mim existe uma história muito mais complicada do que qualquer um consegue perceber.
Não adianta pedir silêncio ao mundo
quando existe uma guerra acontecendo dentro da própria mente.
Não basta falar sobre paz.
É preciso tornar-se paz.
Preciso que estas palavras fiquem gravadas na sua alma. Quando olho para trás, sinto uma culpa enorme por tudo o que desperdicei: erros bobos, tempo precioso e momentos em que eu deveria ser o seu porto seguro, mas escolhi sumir. Quem eu pensava que era para fazer você esperar por tanto tempo?A verdade é que estive longe por uma eternidade. Não foi apenas uma distância física; eu me perdi de nós dois. Hoje, o medo avassalador de que seja tarde demais me coloca de joelhos diante de você.Se eu ainda tiver uma única chance, um sopro de esperança ou um voto de confiança no seu coração, quero usar esse momento para dizer o que falhei em provar: eu te amo. Eu sempre te amei, com todas as minhas forças.Sinto a sua falta de um jeito que dói no peito. No meu silêncio, continuo sonhando em ter você de volta nos meus braços, com a promessa de que nunca mais vou deixar você ir. Por você, eu enfrentaria qualquer dificuldade, cruzaria oceanos e entregaria tudo o que tenho apenas para segurar a sua mão e dançar com você uma última vez.Eu não vou desistir de nós. Nunca mais.O meu coração precisa ouvir que você me perdoa pela minha longa ausência. Preciso sentir o aperto da sua mão na minha e ter a certeza de que você não vai me soltar. Eu juro que não vou a lugar nenhum sem você. Acredite em mim, me abraça e continua respirando junto ao meu peito.Eu finalmente entendi o caminho. Eu finalmente voltei para casa.
A Poesia que Conta Histórias e Protege
O cordel é uma das expressões culturais mais tradicionais do Brasil. Nascido nas feiras populares da Região Nordeste, ele pulsa forte em estados como Sergipe, Bahia e em toda a região, onde poetas e cordelistas vendiam seus livrinhos coloridos pendurados em cordões de barbante.
Antigamente, esses folhetos funcionavam como o "jornal do povo": através de versos rimados, eles contavam histórias fantásticas, notícias do dia a dia e os acontecimentos das comunidades.
Mas o cordel não serve apenas para contar causos antigos. Ele também é uma ferramenta poderosa para falar da nossa vida em sociedade, dos nossos direitos e da importância de cuidar uns dos outros.
Leia a seguir o cordel "João e Anita", que nos convida a pensar sobre o papel da escola, da comunidade e das leis na proteção das crianças.
JOÃO E ANITA: QUANDO O OLHAR PROTEGE
Um cordel das Gotinhas de Amor
Chegou na creche um menino
Com o olhar meio ferido
O corpo todo marcado
E o coração escondido
A irmã mais velha, Anita
Cuidava dele o dia inteiro
Esquecia de ser criança
Pra ser mãe do irmão pequeno
Mas a professora viu
E com carinho escutou
Deu colo, deu atenção
E a verdade apareceu
A escola não se calou
Chamou a rede pra ajudar
Hoje João fala e brinca
E Anita pôde sonhar
Porque quando alguém observa
E não vira as costas não
Uma gotinha de cuidado
Muda toda uma nação!
Há muito tempo, na minha juventude, entreguei o meu coração a uma mulher incrível. Eu a amava com uma intensidade impossível de descrever, mas o destino acabou nos levando por caminhos opostos.No dia da nossa despedida, senti como se uma parte de mim tivesse sido arrancada. O destino não levou apenas a nossa convivência; levou embora um pedaço do meu peito que nunca mais voltou para o lugar.Os anos passaram e o mundo mudou, mas, dentro de mim, o tempo parece parado naquele último adeus. Dizem que o tempo cura tudo, mas, no meu caso, ele apenas aumentou a saudade. Hoje, sinto a falta dela com a mesma força do primeiro dia. Ela continua sendo o meu principal pensamento e a protagonista de todos os meus sonhos.O meu corpo envelheceu, mas aquele homem apaixonado continua vivo aqui dentro. Continuo guardando a chama de um amor que nem a distância, nem o silêncio e nem a ausência conseguiram apagar. Ela foi — e sempre será — o grande e único amor da minha vida.
Hoje o mundo celebra o dia em que você nasceu. Não te mando esta mensagem apenas para cumprir uma data, mas porque o meu coração continua batendo por você todos os dias.O tempo passou, as estações mudaram e o mundo seguiu em frente. Mas aqui dentro de mim, nada mudou. Você continua sendo o meu primeiro pensamento ao acordar e a minha última lembrança antes de dormir. Eu te amo com uma intensidade que a razão não explica, e esse sentimento nunca vai se apagar.Você foi a única pessoa que conseguiu me conhecer de verdade. Eu me entreguei por inteiro a você. Mesmo que hoje o destino nos mantenha em caminhos separados, eu aceito a distância. Ter amado você, mesmo que por pouco tempo, vale muito mais do que uma vida inteira sem te conhecer.No seu aniversário, desejo que a sua vida seja leve. Que o sol te aqueça com carinho e que você se sinta sempre admirada e querida. Seja muito feliz, meu amor. A sua felicidade é o que dá sentido à saudade que sinto.Parabéns pelo seu dia. Parabéns por ser a luz da minha vida.Com um amor que vai além do tempo.
Você que elege um político corrupto, sabendo da "capivara" do mesmo, das das uma: ou você é politicamente tapado ou cúmplice da corrupção.
Benê Morais
É estranho como a vida, que deveria ser vivida, pode se transformar em uma sequência de expectativas; até que o peso de corresponder a todas elas vai apagando, pouco a pouco, a vontade que um dia tivemos de apenas viver.
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