Retribuindo uma Amizade

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Quando deus fecha uma porta
É porque ela tava abrindo e fechando quando não devia

[b]Uma princesa de gelo
Você pode ficar cego em olhar
A esperança vestida de menina
Você quer tocar
Mais nem seus olhos podem nela chegar
sua luz brilhante ofusca tua visão
e a única coisa que você se lembra
é que ela nao tem coração!

Uma vida extraordinária é aquela construída com as superações e conquistas que fizemos dia após dia com os recursos que temos e os propósitos pelos quais vivemos.

Uma mão só lava a outra
quando as duas estão sujas.

Ler é viver mil vidas diferentes em uma única existência.

"'Volte enquanto é tempo' é uma frase que não existe para mim. Eu não volto pra lugar nenhum, eu só vou em frente"

Diante de uma batalha, a inteligência sempre vencerá a força!

Sempre haverá uma outra montanha. Eu sempre vou querer movê-la. Sempre vai ser uma batalha difícil. Às vezes eu vou ter que perder. Não é sobre o quão rápido chegarei lá. Não é sobre o que está me esperando do outro lado. "É a escalada."

A literatura possibilita uma instropecção muito mais profunda às pessoas do que qualquer outra ciência o pode fazer.

Ser normal é um saco.
Uma vida morna não tem sentidos, um torpor que não tem pé e nem asas.
Exercitar a loucura devia ser decreto, a loucura é uma necessidade pra coragem do medo sorri, o sangue vibrar, o coração disparar.
Ser louco tem preço, embora bem mais alto paga aqueles que não dobram-se a sua loucura. E não me julgue pela minha impulsividade, eu não mereço um olhar certo de criticas. Me olhe com admiração, afinal quem é louco sabe que mesmo não dando certo, até chegar-se ao chão tem o tempo.
E nesse tempo a loucura toma a coragem que não cansa., apenas descansa pra tentar de novo.
Pago esse preço, afinal viver é uma loucura.

O ocasional e o essencial - Martha Medeiros
Uma das razões que torna o escritor Ian McEwan um dos grandes nomes da literatura contemporânea é que ele escreve tão bem que consegue nos capturar para dentro de seus livros. Você não lê: você vive aquilo que está escrito. No seu mais recente lançamento, Na Praia, os personagens Edward e Florence, recém casados, travam uma conversa que definirá o futuro de cada um. É um diálogo difícil, delicado, forte, emocionante, verdadeiro, triste e nenhum destes adjetivos vêm em nosso socorro para ajudar a compreender a cena, não é preciso: a gente está ali com eles, ouvindo tudo, sofrendo junto. Enquanto eles conversavam, escutei não apenas suas vozes, mas o barulho das ondas, a interferência da brisa e a lenta batida do coração de cada um. Quase paramos todos de respirar - o casal e eu.

A questão dolorosa do livro é uma pergunta para a qual dificilmente encontramos resposta: a pessoa que você amou e perdeu no passado era essencial na sua vida?

Uns tiveram muitos amores entre os 16 e os 80 anos, outros tiveram poucos, mas todos nós possuímos um passado, não há quem tenha vivido com o coração desocupado. Os dias que correm, hoje, indicam que nossa vida amorosa irá se intensificar ainda mais, uma vez que as possibilidades de encontro se multiplicam (a Internet fazendo sua parte), os preconceitos diminuem (aumentando a oferta de "composições") e a necessidade de desejar e ser desejado tem se imposto à necessidade de casar e ter filhos. Na prática, estas mudanças já vêm acontecendo. Há diversas formas de se relacionar, e se o número de adeptos de formas menos tradicionais ainda não é volumoso, o respeito por todas elas está, ao menos, quase sedimentado.

Este entre-e-sai de homens e mulheres na vida uns dos outros dinamiza as relações, incrementa biografias, dá uma sensação de estarmos aproveitando bem o nosso tempo. E o amor não está excluído da festa, pode marcar presença forte em quaisquer dos novos padrões de comportamento. Mas este barulho todo não oculta nosso questionamento mais secreto: haverá alguém que, entre todos os que cruzaram nosso caminho, poderia ter nos transformado, nos acrescido, nos desviado desta eterna experimentação e justificado nossa existência de uma forma mais intensa? Terá esta pessoa cruzado por nós e a perdemos por causa de uma frase mal colocada, por uma palavra dita com agressividade, por uma precipitação, por um medo ou um equívoco?

Não é uma resposta que chegue cedo para todos. Sorte de quem já a tem. Em Na Praia, Ian McEwan não oferece um final infeliz a seus personagens, mas não os priva de uma dúvida comum a todos: que destino teríamos se um amor vivido errado tivesse sido vivido certo. Como assumir este amor sem sofrer as influências da época, da sociedade e da nossa própria imaturidade. Como valorizar o que se tem no momento em que se tem, e não depois. Como livrar-se do fantasma do "se eu tivesse dito, se eu tivesse feito, se eu...".

O maravilhoso mundo das relações amorosas progride, se reinventa, se liberta das convenções, se movimenta para um lado e para o outro, mas seguimos mantendo a íntima esperança de que, entre todos os "muitos" que nos fizeram felizes, possamos reconhecer aquele "um" que calaria todas as nossas perguntas.

OS TAMANHOS DAS PESSOAS
Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento.

Uma pessoa é enorme para você, quando fala do que leu e viveu,
quando trata você com carinho e respeito,
quando olha nos olhos e sorri destravado.

É pequena para você quando só pensa em si mesma,
quando se comporta de uma maneira pouco gentil,
quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar
o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade, o carinho,
o respeito, o zelo e, até mesmo, o amor.

Uma pessoa é gigante para você quando se interessa pela sua vida,
quando busca alternativas para o seu crescimento,
quando sonha junto com você. E pequena quando desvia do assunto.

Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende,
quando se coloca no lugar do outro,
quando age não de acordo com o que esperam dela,
mas de acordo com o que espera de si mesma.

Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por
comportamentos clichês.
Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas.

Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande.
Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.

É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas que se agigantam nas críticas e se encolhem quando estão diante dos olhos que sabem "seus segredos íntimos e suas atitudes covardes fruto de sua própria insegurança".
Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros,
mas de ações e reações, de expectativas e frustrações.

Uma pessoa é única ao estender a mão; e ao recolhê-la inesperadamente,
se torna mais uma.

O egoísmo unifica os insignificantes.

Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande...é a sua sensibilidade, sem tamanho...
E ainda dizem que "interferência" é atrapalhar o caminhar do próximo. Na maioria das vezes é despertar a "coragem e a capacidade" nos covardes e incompetentes.
A esperança está na certeza que estes se rendem diante da própria imagem diante do espelho que se olham a cada dia mais infelizes.

Martha Medeiros

Nota: Versão adaptada da crônica "A Fita Métrica do Amor", de Martha Medeiros. Por vezes é erradamente atribuída a William Shakespeare.

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Os tamanhos das pessoas variam conforme o grau de envolvimento...
Uma pessoa é enorme para você, quando te trata com carinho e respeito, quando te olha nos olhos e sorri. É pequena para você quando só pensa em si mesma, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade e até mesmo o amor.
Uma pessoa é grande quando ama o seu próximo, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro.
É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. O nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações.
Uma pessoa é única ao estender a mão, ao rejeitar seu próximo, a ser grato. O egoísmo, a falta de caráter, a falsidade apenas une os insignificantes.
Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande... é a sua sensibilidade, sem tamanho...
Por isso, reveja seus conceitos. Você pode não estar agradando a DEUS.

Martha Medeiros

Nota: Trecho da crônica "A Fita Métrica do Amor".

Ouvi dizer que toda tragédia na vida é uma comédia se vista de longe. Isso significa que temos que viver como se estivéssemos nos vendo de longe.

Cada passo é um novo começo...
Cada começo nos dá a chance de uma nova direção.
Cada direção escolhida tem a nossa disposição um retorno a cada passo...
Retornar pode ser tão inteligente quanto prosseguir dependendo do destino desejado.
O destino desejado é aquela música que toca sem parar dentro de você...
A graça da vida está em escolhermos ir ou voltar com uma trilha sonora que é só nossa e saber que caso tudo dê errado uma nova música começará tocar nos levando para um novo começo.

A Palavra No Momento Certo
Uma grande parte da infelicidade no mundo tem sido causada por confusão e fracasso de se dizer a palavra certa no momento certo. Uma palavra que não é proferida no momento certo é prejudicial, e tem sido sempre assim. Porque é que uma classe da população deveria ter medo de ser honesta com outra? De que é que têm medo?

Fiódor Dostoiévski
In Escritos Ocasionais

METAVERSO DAS MÁSCARAS E DOS NOMES.
No princípio era o signo.
Um círculo.
Uma seta.
Uma cruz.
Símbolos gravados como selos antigos
na pedra fria da biologia.
Mas eis que a era digital abriu
não o ventre da matéria,
mas o espelho do infinito.
No metaverso, cada consciência
modela a própria silhueta
como quem esculpe névoa.
Ali, o corpo é código.
O nome é escolha.
O gênero é avatar.
Multiplicam-se ícones como constelações
num céu sem astronomia fixa.
Agender.
Andrógino.
Fluido.
Não binário.
Cada palavra, uma tentativa
de domesticar o indizível.
O humano, cansado da carne,
experimenta ser linguagem.
E a linguagem, fatigada de limites,
experimenta ser cosmos.
Não se trata apenas de sexo,
mas de identidade expandida
num espaço onde a matéria
já não impõe suas fronteiras.
No metaverso, a ontologia dissolve-se
em pixels que respiram.
E o eu fragmenta-se
em múltiplas possibilidades
como um espelho partido
que ainda reflete o mesmo olhar.
Pergunto então.
Somos aquilo que o corpo afirma
ou aquilo que a consciência reivindica?
Entre o cromossomo e o desejo
há um abismo sutil
onde a modernidade acendeu
suas lâmpadas artificiais.
Cada símbolo é um pedido.
Cada avatar, uma confissão silenciosa.
Talvez o metaverso não seja fuga,
mas laboratório.
Lugar onde o homem ensaia
ser mais do que herdou.
Ou talvez seja apenas
a mais sofisticada máscara
de uma inquietação antiga.
Porque, antes do código e da tela,
já havia no coração humano
a mesma pergunta ardente.
Quem sou eu?
E enquanto houver essa pergunta,
haverá mundos virtuais,
novos nomes,
novas formas,
e a eterna tentativa
de tocar o próprio ser
sem medo do espelho.

Você nunca verá alguém elogiar o sol, mas também você nunca verá uma estrela brilhar mais do que ele, pois o sol têm luz própria. Você verá muita gente elogiar a lua, mas qualquer estrela brilha mais do que a lua, e a lua não têm luz própria. O fato das pessoas não te elogiarem e nem reconhecerem o seu trabalho, não significa que você não está brilhando. O importante e que você tem luz própria. Muitas das pessoas que são elogiadas, não brilham tanto quanto você, e não têm luz própria. Por isso dependem de elogios, para continuarem brilhando.”

Sim, uma dose de mim e você fica no vício!

Doar é uma prática que requer desapego. O olhar volta-se para o outro e não para si mesmo. As pessoas que tem facilidade de doar alegram-se duplamente. Sentem alegria pelo ato de presentear e também por ver a alegria de quem recebe.