Retomar uma Amizade
PRINCESA DA NOITE E O TRÂNSITO DO INAUDÍVEL.
Há uma noite que não começa no escuro.
Ela principia no primeiro intervalo entre dois sons.
Antes do acorde existir.
Antes da mão tocar a matéria do mundo.
Essa noite caminha em passos regulares.
Não corre.
Não implora.
Ela avança como quem conhece o destino e mesmo assim aceita cada desvio.
Seu pulso é constante como a respiração antiga da terra.
Seu coração repete arpejos como quem recorda uma memória que nunca foi esquecida.
Surge então a Princesa.
Não coroada por ouro.
Mas pelo silêncio que antecede cada nota.
Ela não reina pelo poder.
Reina pela permanência.
Tudo passa ao redor.
Ela permanece.
Seu vestido é tecido de sombras móveis.
Cada dobra nasce de um grave profundo que sustenta o mundo sem pedir reconhecimento.
Os sons baixos são colunas invisíveis.
São raízes que se enterram no tempo para que o céu não desabe.
A melodia não se impõe.
Ela se inclina.
Desenha curvas como quem respeita a dor do existir.
Há doçura em sua ascensão.
Mas nenhuma ingenuidade.
Toda nota sabe que cairá.
E mesmo assim sobe.
Quando a linha melódica se eleva.
Não é fuga.
É coragem.
É o espírito ousando olhar acima da própria noite.
Mas logo retorna.
Porque sabe que a verdade não mora no excesso.
Mora no equilíbrio entre desejo e limite.
O tempo não se rompe.
Ele se alonga.
Cada compasso é um passo dado com reverência.
Como antigos peregrinos que sabiam que chegar rápido era perder o sentido.
Há um momento em que a música suspira.
Não por cansaço.
Mas por compreensão.
Ali o som aprende que não precisa provar nada.
Apenas ser.
Os arpejos continuam.
Pacientes.
Persistentes.
São como estrelas repetindo o mesmo gesto há milênios.
Nunca cansadas.
Nunca apressadas.
E quando a intensidade cresce.
Não se torna violência.
Torna-se densidade.
A noite se adensa.
A Princesa caminha mais alta.
Mas não mais distante.
Ela conduz o ouvinte para dentro.
Não para fora.
Porque toda verdadeira epopeia não é conquista de terras.
É travessia da alma.
No trecho final não há triunfo ruidoso.
Há aceitação elevada.
O som repousa como quem cumpriu sua tarefa eterna.
Nada foi perdido.
Nada foi ganho em excesso.
A noite fecha os olhos.
A Princesa permanece de pé.
Guardando o que não pode ser dito.
Sustentando o mundo com a delicadeza de quem conhece o peso do silêncio.
E quando o último som se dissolve.
Não é fim.
É retorno ao invisível.
Pois a verdadeira música não termina.
Ela continua onde o ouvido já não alcança.
O SILÊNCIO QUE VIGIA.
O teu silêncio não se limita a calar. Ele age. Instala-se como uma presença meticulosa destinada unicamente ao meu coração. Não vem para ensinar nem para esclarecer. Vem para despertar antigos medos que eu julgava sepultados. Ele percorre minhas veias com a frieza de uma água que não purifica. Apenas paralisa. Congela lentamente cada parte de mim até que o gesto mais simples se torne impossível e eu me descubra imóvel dentro de uma armadilha sem grades visíveis.
Esse silêncio não grita. Mas ressoa. E o que ressoa não é som. É pressão. É o peso de tudo o que não foi dito escorrendo para dentro da consciência. Quando transborda pelos olhos já não é choro. É rito. Cada lágrima amplia um rio íntimo onde a memória se afoga. Um Estige particular que me conduz não à morte do corpo mas à suspensão da esperança.
No íntimo da psique ele não se anuncia como violência aberta. Chega como frio constante. Um frio que rouba do corpo a coragem do movimento e da mente a ilusão de defesa. Tento compreender. Construo explicações. Mas o silêncio não dialoga. Ele observa. Espera. E nessa espera molda o medo até que o medo se torne morada permanente.
O castigo não está em sofrer. Está em saber que tudo poderia ter sido diferente por uma única conversa. Porque o que sempre desejei não foi vencer nem acusar. Foi falar. Falar para libertar. Falar para romper o feitiço da mudez que transforma o amor em sepulcro. E então compreendo. O silêncio não aprisiona quem se cala. Aprisiona quem espera. E é nessa espera que a alma aprende tarde demais que a misericórdia recusada pesa mais do que qualquer palavra dita.
ESTOICISMO - VIGILÂNCIA INTERIOR NA MARCHA DA VIDA.
Há uma dignidade silenciosa naquele que sabe esperar. Esperar não por fraqueza, mas por ética. Esperar não por medo, mas por consciência. Contudo, a vida não caminha no mesmo compasso da cortesia humana. Ela avança. Galopa. Ultrapassa. Não porque desconsidere, mas porque exige atenção. Quem vive precisa estar desperto. Quem deseja permanecer íntegro precisa estar vigilante.
O que almejas não repousa no que ficou. O passado não é morada, é alicerce. Respeita-se. Honra-se. Aprende-se com ele. Mas não se habita ali. O que verdadeiramente te aguarda encontra-se no que ainda não se revelou. No que pode vir. No que exige maturidade crescente e uma consciência cada vez mais lapidada. A sabedoria não se oferece pronta. Ela se constrói na marcha, no tropeço contido, no passo firme retomado.
A vida não é egoísta. Ela é exigente. Cobra presença. Cobra coragem sem covardia. Cobra que não terceirizes a vigília da própria alma. Ninguém guarda teus passos. Ninguém sustenta teu fôlego quando a solidão se impõe. E é justamente nesse desamparo aparente que se forma o caráter. É aí que a existência te molda para um dom supremo que ainda não compreendes por inteiro, mas que já se move em tua direção.
Descansar é permitido. Parar definitivamente não. O repouso deve ser consciente, jamais distraído. Mesmo quando o corpo pede pausa, o espírito deve permanecer atento. Não para temer, mas para reconhecer o instante certo de seguir. A caminhada é solitária, sim, mas não é vazia. Ela é plena de sentido para quem não se entrega à lamentação.
Não lastimes o que passou. Respeita-o. Não te angusties excessivamente pelo que virá. Espera-o com esperança lúcida. Sê grato antes do resultado, pois a gratidão é sinal de quem compreendeu que o processo é tão valioso quanto o desfecho. Tudo aguarda aquele que não abandona o próprio passo. Absolutamente tudo se inclina diante de quem segue adiante com coragem, sobriedade e vigilância interior.
"A sordidez não é um desvio ocasional do ser, mas uma possibilidade inscrita em sua própria estrutura, ao ponto de ultrapassar as fronteiras do agir e fixar morada no modo como o homem pensa e se compreende."
Na escola da vida, DEUS é o mestre
cada instante um ensinamento
A cada dia uma lição
Ele lhe aplica testes
Você só passa se houver aprovação!
Quando pautamos nossa vidas na mão de homens ,nos frustamos, esse é um dos maiores erros que uma mulher pode cometer! Somente DEUS é capaz de nos fidelizar,é nele que podemos e devemos confiar!
Tudo que sua boca falar não voltará vazia, uma hora ou outra vai acontecer!
A boca fala ,a mente escuta, o cérebro guarda, o coração enche,a boca fala...
O ciclo se repete várias vezes, horas,dias,anos...e você se torna o maior prisioneiro do que você mesmo diz!
As vezes que me vi gritando, foi por uma causa muito JUSTA mesmo inexplicável, gritei pelos meus filhos! Toda mãe deve saber: assim como a leoa protege seus filhotes! Mas,quanto equivoco! Se tenho DEUS que luta em silêncio por eles!
A maior habilidade de uma mulher não é sua sensualidade, nem sua forma de se arrumar, ou ser multi- tarefas, .mas é a capacidade de escrever sua própria história com punho de fé,sem lesar ou tirar vantagem de ninguém!
Quando há uma crise em sua vida ,há também muitas informações, muitos barulhos, mil pitacos, e você não sabe que rumo tomar! Quando se anda com DEUS você sabe quem esta falando e a quem você deve ouvir!
Atrás de muitos casamentos desfeitos, há uma dívida, onde a vida cobrará com juros. Existem filhos chorando...
Quem vai liquidar tamanho sofrimento? é bem provável que seja quem saiu sem pagar as contas.
As desculpas para você viver no pecado te levará a uma vida de desgraça.
A graça de Jesus não permite que você minta acreditando que você pode fazer o que quiser . A desobediência intencional não será esforço algum para obter desaprovação de Deus.
Às vezes em um divórcio uma das partes sai mais machucada, e geralmente é a mulher.
Quando há uma dilaceração,uma das partes pode se tornar cheia de ódio,raiva e rancor, nessas horas é preciso se perceber para não se perder de vista a fim de que você não se torne uma pessoa amarga. Às vezes o único jeito de ser curada é ajudando outras pessoas que estão sofrendo. Enquanto você ajuda,Deus cuida de você, as vezes é curando que se é curada!
Marcilene Dumont - Mulheres Resilientes
A depressão é uma porta fechada que só se destrava por dentro,por mais que se bata por fora não se consegue abrir, sem forças...
Não há saída.
Mas nessa porta há frechas que a Luz passa entre elas a ponto de te alcançar mesmo quando você se sentir trancafiado.
Deus!✨
Hoje trago uma mala cheia de sorrisos comigo, porque deixei a mochila da dor, lá na estação passada.
Fazer do limão uma limonada está ultrapassado, fazer uma boa parte faz. Eu prefiro fazer do limão,um belo suco DETOX,e o que sobrar coloco na salada,afinal de contas vitamina C faz bem ao sistema imunológico.🍋
Marcilene Dumont
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