Respeite meu Jeito
Chorar não adianta mais. Eu e meu choro fazemos companhia um ao outro.
Já chorei até não sentir mais nada, as lágrimas se esgotaram, deixando apenas um vazio duro. Hoje, o choro é como um amigo que visita minha face sem quase derramar gota, ele lembra o tanto que tentei e falhei em encontrar alívio na própria tristeza.
A densa aura visível
afastaria olhares impacientes.
E, em pétalas de silêncio,
meu isolamento floresce.
Força não é silêncio infinito. Entre a armadura e o pranto contido, Deus sorri ao meu desabar em segredo.
Nos dias cinzas, a chuva é meu eco frio, um sussurro da cachoeira que conheci, onde mente e céu choram juntos, e a tristeza vira um abraço silencioso.
Já entreguei meu afeto, já me doei… Hoje, sou frio, um escudo erguido para sobreviver. Doar amor a quem não valoriza é soprar feridas abertas, não deixá-las cicatrizar. Esse gelo me protege, mas deixa uma saudade aguda
do calor humano que um dia foi natural… e hoje me trai em julgamentos e abandono.
Talvez meu destino seja esse: ser ombro, mesmo quando eu desabo por dentro. Curar dores alheias enquanto carrego as minhas em silêncio. Ouvir choros… quando tudo o que eu queria era alguém pra ouvir o meu. Minhas lágrimas são segredos guardados, mas ainda assim… faço das minhas mãos cansadas um abrigo para quem precisa. Mesmo que o alívio… nunca venha pra mim.
Sozinho, num quarto que ecoa ausência, meus olhos flutuam, meu pensamento sangra em palavras. Quando o mundo fecha suas portas, faço das frases meu abrigo, das letras minha trincheira. Escrevo pra que o silêncio não me engula inteiro.
Na madrugada silenciosa, sou único habitante do meu universo interior. O quarto se expande em paisagens oníricas que existem só em mim, cores e estrelas que brilham enquanto sonho acordado, mas desaparecem ao nascer do dia.
Às vezes, desejo sair do meu corpo e ser só sombra, livre da dor que insiste em ficar. Mas este corpo pulsa, me chama a resistir. E mesmo na escuridão, nasce uma luz pequena, promessa de que a aurora sempre pode voltar.
Ultimamente, sinto que meu combustível criativo está baixo, como um pássaro que pausa o voo para descansar. Mas sei que essa pausa é apenas um respiro, um momento necessário para renovar as forças. A inspiração talvez esteja se recolhendo, preparando-se para voltar com mais intensidade, e minha voz, mesmo silenciada por ora, ainda guarda em si o poder de ecoar novas histórias.
O mar é meu refúgio mental, onde despejo o que não cabe no peito. Admiro sua imensidão insondável, ora espelho sereno, ora abismo em fúria. Nele encontro o que me falta, silêncio que não pesa, tempestade que não julga. Sou feito de ondas também, ora brisa, ora naufrágio. Mas ali, entre sal e horizonte, sinto que posso existir inteiro.
Tchururu tchurtchutchu... Balança meu pé pra lá e pra cá...
Como quem diz: Tô nem aí...👠👠
Tem coisas que são perda de tempo, e se meu pé já sabe disso, que dirá minha cabeça!
BILHETINHO Oh meu benzinho
Amo-te bem baixinho...para ninguém escutar
para em paz poder ficar bem do meu jeitinho.. sem alarde te amar,
Porque com você eu quero estar e voltar a sonhar.
Se me queres, depois de tanta espera,espera só um pouquinho ainda
Porque breve é o amor e depois de tanta dor vale a pena esperar.
E logo logo vou estar em teus braços abraçar.
Marcilene Dumont
Bebo para louvar a vida
Bebo para animar meu astral
Bebo para reunir amigos
Bebo para encontrar com a lua
Bebo para fugir da rotina
Bebo para viciar a alegria
Bebo para descontrair as pressões
Bebo para viajar para longe
Bebo para esquecer de tudo
Bebo para lembrar da felicidade
Bebo para envenenar o corpo
Bebo para libertar a alma
O amor que não adormece!
Resplandece meus dias, meu ser, minhas virtudes. Lugar que pertenço. Um abraço apertado que Deus me deu pra guardar. Sentimento que não se resume = Benjamim em minha vida! <3
Há muitas ausências nas pessoas de muitos lugares. As vezes desejo bem no meu íntimo, viver em outro lugar que não seja desta mesma complexidade que o mundo se alimenta em seu rumo progressivo e destruidor. Como eu queria a solidão da planície verde, do deserto de paz, da invasão dos ventos me abraçando. Um outro lugar que não seja este planeta cheio de horrores. Me sinto bem e em casa quando estou perto da natureza. O único lugar que me sinto melhor mas que infelizmente culpada... Pq está natureza está ferida, derrotada em sua esperança de se manter. Nós destruímos a cada dia nosso lugar, o nosso habitat natural.
Eu tenho uma serpente em meu peito.
Quem me abraça se machuca.
Quem machuca a serpente é quem me salva.
Mas mesmo por um fio, eu glorifico a vida daquele último instante. Embora saiba que o veneno mais letal é o amor, e que me mato em doses lentas, ainda sim, o prefiro como a morte. Eis a sorte que devora o último instante em cada abraço que te entrego.
:p
E posso te falar coisas melhores sobre o meu lado ruim.
A pior delas... Sou muito recíproca. Vacilou, eu amo. Vacilou, eu deixo de me importar mesmo. As vezes acho que tenho um pouco da intensidade dos arianos. Por isso entenda... N me afeta o teu conceito sobre mim. Eu tenho intimidade com minha personalidade. Nunca nos conhecemos de fato...Mas, nossa personalidade é pedra bruta. Pode até ser lapidado, mas ele continuará sendo diamente. Rs
