Religião e Fé
Fé.
Precisamos de fé
Pra nos manter em pé
Igual foi na arca de Noé
Todos movidos pela fé
Assim que começa
Acredite na promessa
Que você vai sair dessa
Se a ideia é essa
Depende da ocasião
Tudo passa irmão
Deus põe a mão
Creio na transformação.
A vida é feita de momento
Tem que ter fé aí dentro
A fase boa passa, tudo bem
Mas a ruim passa também
É só seguir o lado do bem
Que a resposta logo vem
Falo de fé, não de religião
Não faço parte dessa legião
Que manipula, faz acepção
Acredito é no Deus de Abraão
Que andou com a multidão
O que vale é a oração
Qualquer lugar pode ser a igreja
E o dízimo não é para fazer riqueza
Distribui para os pobres que fica firmeza
Divide a ceia sobre a mesa.
Ainda que as coisas sejam difíceis,
a minha fé ninguém consome,
tenho feito trabalhos incríveis,
DEUS fará o meu nome!
"Ofereci confiança, oportunidade e parte de mim em forma de negócio.
Era amor, era fé, era acreditar no outro.
E quem não correspondeu, quem não valorizou, mostrou apenas sua própria medida.
Não perdi nada: Só reconheci onde minha energia vale e onde não deve ser desperdiçada.
O valor não está no que dei, mas em quem sou.. Inteira, lúcida e inteira de novo."
"Ajude quem quer chegar ao topo, principalmente quando ninguém mais estiver botando fé. É na dúvida dos outros que o apoio mais pesa."
Pedaços do céu
(Mauro A Evaristo)
Vou lhe falar de amor,
Vou lhe falar de fé
Falo também da flor,
Do sabor do café.
Vou lhe falar de mim,
De boleros e Ravel's,
De uma vida sem pantim,
Dos meus pedaços do céu.
Vou lhe falar de alegrias,
De tantas cores do dia,
De água para beber,
Vou lhe falar com euforia
Que oiço e posso ver
Que existe poder infinito em você.
feradapoesia.blogspot.com
Quem tenta ditar regras sobre a vida dos outros costuma estar mais focado em julgar do que em ser feliz.
Quando enfrentamos as tempestades da vida, mesmo com perdas e danos, pela fé conseguimos superar. Os tempos de bonança e calmaria nos elevam ao sublime prazer de atravessar pontes, caminhos, horizontes que nos despertam forças pra continuar, com otimismo, os limites que nos preparam e fortalecem pra nunca desistir ou parar em meio às adversidades!
CORAGEM DA FÉ
O tempo que renova, transforma... também leva embora quem amamos, deixando saudades. Porém o mesmo tempo perpetua as memórias de todas as emoções vividas.
O tempo não permite rascunho de vida, e sim a coragem da fé, a persistência do arrependimento e as mudanças que nos permita harmonia para alcançarmos a paz, pois o tempo eterniza o amor!
Deus, aumente minha fé, para que eu consiga alcançar a compreensão dos meus sentimentos, para acalmar os meus pensamentos e assim viver em paz. Senhor, que os erros alheios não afete minha vida, pois meu desejo é ser melhor a cada instante, com orações para corrigir minhas falhas e seguir meu caminho em direção do amor. Senhor, que eu valorize sempre a vida, pois viver de verdade é acreditar que Tu, Senhor, nos dá a chance de alcançar a vida eterna!
A fé como asas flamejantes,
Quando trocadas por irônicas mentiras,
Se levadas por idolatrias,
Traz no vento o calor das brasas ,
Como inferno ao sopro da ignorância!
A fé como controvérsia da inocência,
Faz homem virar lobisomem...
Sanguinário em suas demências,
Onde esconde atrás do que acredita,
Em infames palavras,
Que para dizer que purificam,
Apodrecem como carniças!
E a fé que se diz caminho certo ,
Mas naquilo que as massas consomem,
No tropeço dos que atropelam,
Sem piedade das vidas carentes,
Que crêem na fé incoerente,
Dos demônios que plantam o joio,
Para serem degustados,
Por quem não se trava,
Por quem não tenta entender,
Que muitos que enganam pela fé,
Sabem que a maioria insana,
Não pisam freios de questionamentos,
E caem nas cruéis armadilhas,
Que levam a louca paixão do crer,
E viram sacrifícios infames,
Que enquanto iludidas,
Não enxergam o brilho falso...
E ao abrir dos olhos,
Da verdade escondida,
Caem no precipício, e pelo fogo,
Sucumbem nas ilusões pérfidas,
Consumidas gradativamente pela morte própria fé!
TENHA FÉ
Não deixe o mal dominar sua mente
Não deixe a vida correr sem noção
Não deixe a solidão tornar um vazio
Não deixe sonhos jogados em vão !
Segure nas rédeas das esperanças
Tenha fé e lute sempre pela paz
Derrube as barreiras do desânimo
Para alcançar a graça da vitória .
Por mais difíceis que sejam os momentos
Não esqueça que jamais está sozinho .
Pelas dores ou pelos desesperos
Não esqueça que temos Consolador
Que nos liberta e livra de todo mal
Em Cristo Jesus Salvador
Pois necessitamos de vossa misericórdia
Para alcançarmos a vida eterna .
Amém !
JOÃO BATISTA BARBOSA
MIMOSO DO SUL ES
POESIA
MIGALHAS DA GRANDE MESA.
CAPÍTULO XXIX
QUANDO A FÉ VENCE AS BARREIRAS HUMANAS.
A narrativa da mulher cananeia, registrada em Mateus 15:21 a 28, figura entre os episódios mais profundos dos Evangelhos. À primeira leitura, a resposta de Jesus pode parecer severa. Entretanto, uma análise cuidadosa do contexto histórico, cultural, moral e espiritual revela uma das mais extraordinárias lições sobre humildade, perseverança e universalidade da misericórdia divina.
NESSE EPISÓDIO: Jesus deixa a região da Galileia e dirige-se aos territórios de Tiro e Sidom, localidades habitadas predominantemente por gentios. Tal deslocamento possui grande significado, pois demonstra que sua missão já apontava para a universalização da Boa Nova, ainda que respeitando a ordem pedagógica do plano divino.
A mulher que se aproxima é identificada como cananeia. Pertencia a um povo historicamente considerado inimigo de Israel, sendo vista pelos judeus como estrangeira e impura segundo os costumes religiosos da época. Apesar disso, ela rompe todas as barreiras sociais, culturais e religiosas para aproximar-se do Mestre.
O PRIMEIRO ASPECTO MARCANTE: consiste em sua extraordinária demonstração de fé.
Ela não pede riquezas, privilégios ou reconhecimento. Seu único objetivo é a libertação da filha, gravemente atormentada. Sua dor maternal supera qualquer orgulho pessoal.
Ela clama:
"Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de mim."
Ao chamá-lo de "Filho de Davi", reconhece nele o Messias esperado por Israel, revelando uma compreensão espiritual que muitos contemporâneos judeus ainda não possuíam.
O SILÊNCIO INICIAL DE JESUS: frequentemente causa estranheza.
O Evangelho informa que Jesus não lhe respondeu palavra.
Esse silêncio, porém, jamais representa indiferença.
Trata-se de um recurso pedagógico. Jesus permite que a fé daquela mulher se manifeste em toda sua intensidade, tornando-se exemplo para os discípulos e para todas as gerações futuras.
Os próprios discípulos, incomodados pela insistência dela, pedem que o Mestre a despeça.
Aqui surge outro ensinamento.
Enquanto os homens enxergavam um incômodo, Jesus via uma alma preparada para oferecer uma das maiores demonstrações de confiança registradas nas Escrituras.
A FRASE SOBRE OS FILHOS E OS CACHORRINHOS: deve ser compreendida dentro da linguagem cultural do século primeiro.
Jesus afirma:
"Não é bom tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos."
Longe de representar desprezo, a expressão utiliza uma comparação doméstica comum na época. O termo empregado no texto grego refere-se aos pequenos cães da casa, e não a animais selvagens.
A mulher compreende perfeitamente o sentido da metáfora.
Ela não reage com orgulho.
Não se ofende.
Não abandona sua esperança.
Ao contrário, responde com uma humildade admirável:
"Sim, Senhor, mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa de seus donos."
NESSA RESPOSTA: encontra-se um dos maiores monumentos espirituais da literatura evangélica.
Ela reconhece que basta uma única migalha da misericórdia divina para transformar completamente uma existência.
Sua confiança não depende da quantidade da graça recebida.
Ela sabe que o poder de Cristo é infinito.
Uma migalha proveniente do amor divino possui mais força do que todas as riquezas humanas reunidas.
JESUS, ENTÃO, revela o verdadeiro objetivo daquele diálogo.
Ele declara diante de todos:
"Ó mulher, grande é a tua fé. Faça-se contigo como desejas."
Na mesma hora, sua filha foi curada.
Não houve imposição das mãos.
Não houve contato físico.
Não houve cerimônia.
A cura ocorreu pela força da fé sincera aliada à vontade divina.
SOB A ÓTICA DA DOUTRINA ESPÍRITA: esse episódio adquire significado ainda mais profundo.
Allan Kardec ensina, em "O Evangelho segundo o Espiritismo", capítulo dezenove, que a fé verdadeira não consiste em aceitar cegamente determinadas crenças, mas em possuir confiança raciocinada nas leis de Deus.
A mulher cananeia exemplifica precisamente essa fé.
Sua perseverança demonstra que a oração sincera jamais se perde.
Ainda que a resposta pareça tardar, Deus jamais abandona aqueles que perseveram no bem.
Além disso, o episódio evidencia que não existem privilégios espirituais baseados em raça, nacionalidade ou tradição religiosa.
Perante as leis divinas, o mérito pertence ao Espírito.
Jesus não premia a origem daquela mulher.
Premia sua elevação moral.
Sua humildade.
Sua perseverança.
Sua confiança.
OUTRO ENSINAMENTO EXTRAORDINÁRIO: reside na simbologia das migalhas.
Muitos imaginam necessitar de grandes milagres para modificar a própria vida.
Entretanto, basta uma pequena parcela da luz do Cristo para iniciar uma profunda transformação interior.
Uma palavra.
Uma inspiração.
Uma oportunidade de recomeço.
Uma prece feita com sinceridade.
Uma atitude de perdão.
Essas aparentes "migalhas" possuem força suficiente para renovar destinos inteiros quando encontram um coração receptivo.
A MULHER CANANEIA: permanece como símbolo eterno da perseverança diante das dificuldades.
Ela não permitiu que o silêncio a derrotasse.
Não permitiu que o preconceito a afastasse.
Não permitiu que as circunstâncias destruíssem sua esperança.
Sua fé atravessou todas as barreiras humanas até alcançar a misericórdia divina.
ESSA É A GRANDE LIÇÃO DO EVANGELHO: Deus jamais mede o valor de uma criatura por sua posição social, nacionalidade, religião ou passado. O que verdadeiramente alcança o coração do Cristo é a fé perseverante, a humildade sincera e o amor capaz de permanecer firme mesmo diante das aparentes negativas da vida.
FONTES.
"Evangelho de Mateus", capítulo 15, versículos 21 a 28.
Allan Kardec. "O Evangelho segundo o Espiritismo", capítulos dezenove e vinte e sete.
Allan Kardec. "O Livro dos Espíritos", especialmente as questões relativas à Lei de Justiça, Amor e Caridade.
José Herculano Pires. Traduções e estudos da Codificação Espírita.
Léon Denis. "Depois da Morte".
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Que a esperança seja a melodia suave da sua alma, guiando cada passo com fé, luz e a certeza de que dias melhores sempre virão.
Quando não desistimos dos nossos propósitos já é o início do que temos como meta e fé para realizar nossas pretenções...
Confiar em Deus e esperar o tempo dEle para realização, é determinação e confiança que não estamos desamparados.
A ÉPOCA DA RAZÃO PROVOCADA
A FÉ RACIOCINADA DIANTE DO NOSSO TEMPO.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
“Fé raciocinada somente é aquela que pode encarar a razão face a face em todas as épocas da humanidade.” Esta afirmação, situada no coração da filosofia kardequiana, exige que perguntemos a nós mesmos: em que época estamos? Que espécie de tempo histórico interpela o pensamento e convoca a fé a este exame rigoroso?
Estamos em uma época marcada pela abundância de informações e pela escassez de reflexão profunda. Jamais houve tantos textos, tantos documentos, tantas vozes, tantas análises. No entanto, raras vezes a humanidade se mostrou tão dispersa, tão imediatista e tão inclinada a formar julgamentos sem o devido estudo. Por isso, a frase de Kardec não é apenas uma advertência, mas um critério de maturidade espiritual.
Em que época estamos?
Estamos na época em que o pensamento crítico tornou se uma necessidade vital. A razão é diariamente pressionada por conclusões rápidas, interpretações impulsivas e opiniões que substituem investigações. A fé raciocinada, para existir neste cenário, precisa demonstrar coragem intelectual e serenidade moral. Ela deve erguer se acima da agitação mental, examinando cada ideia com calma e lucidez.
Em que época estamos?
Estamos na época em que muitos confundem tradição com estagnação. Mas Kardec, ao afirmar que a fé deve encarar a razão em todas as épocas, reconhece que cada período histórico traz novas questões, novos desafios e novas exigências. O século vinte e um não é exceção. Pelo contrário, é talvez o século em que esta frase ressoa com mais força, porque a razão foi convertida em arena de pressões constantes.
Em que época estamos?
Estamos na época em que a responsabilidade intelectual se tornou prova de caráter. Avaliar, estudar, fundamentar, compreender antes de opinar tornou se ato de resistência moral. A fé raciocinada não floresce na pressa, mas na ponderação. Não vive do eco das massas, mas da coerência íntima entre razão e sentimento.
Por isso, enfatizar a frase kardequiana neste contexto significa reconhecer que a fé raciocinada permanece como exigência permanente. Ela não é conceito do passado, mas compromisso do presente. Encarar a razão face a face significa encarar nosso próprio tempo, suas fragilidades, seus excessos e suas urgências.
O mais importante é ser
a nova criatura, transformada
pelo Espírito Santo na
fé verdadeira em Cristo
Jesus. Gálatas 6.15-16
A emoção deve ser subjugada pela razão; a razão, subjugada pela fé bíblica, que resulta na vida eterna. ✝️
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