Religião e Fé

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A cruz de Cristo não é um emblema da religião, mas o altar onde o mundo deve morrer para nós, para que vivamos inteiramente para Deus.

Esperar acolhimento perfeito da religião é esquecer que ela própria carece de redenção diária.

A religião diz "sou bom, logo sou aceito". O Evangelho diz "Cristo me amou e estendeu Sua graça para mim, logo, pela fé, respondo ao Seu chamado, arrependo-me e mudo". É por isso que Jesus não chocou os pecadores, mas sim os guardadores de regras.

A religião exige apenas que homens mortos cumpram rituais, mas o Evangelho ressuscita mortos. A religião consegue mudar a rotina do pecador, mas somente o poder de Cristo muda a natureza do pecador.

O Evangelho não é uma proposta de readequação de agenda, meu irmão. A religião gasta a vida inteira tentando gerenciar o comportamento humano, impondo ritos, horários e liturgias que apenas maquiam o exterior, deixando o coração intocado. O Evangelho de Jesus não mexe na superfície da rotina; ele implode a estrutura do ser, nascendo de dentro para fora e transformando radicalmente quem nós somos na nossa mais profunda essência.

A religião nos dá um código de conduta, mas o Evangelho nos dá uma nova identidade como filhos.

A religião institucionalizada se tornou uma autocracia descarada! É o império do ego, travestido de uma espiritualidade que, na verdade, despreza o evangelho da graça e do amor de Jesus. Esses coronéis da fé rejeitam por completo o sacerdócio universal; eles operam sob a lógica do 'papado' de cada pastor, onde o líder se arroga o papel de próprio vigário de Deus para ditar regras, subjugar o rebanho e exigir adoração. É a morte da liberdade com a qual Cristo nos libertou!

O verdadeiro teólogo não é o burocrata da religião, o rato de biblioteca que transforma o Absoluto em um punhado de teses mortas para massagear o próprio ego acadêmico. O verdadeiro teólogo é aquele que se derrama, que se esvazia de si mesmo, que compreende que o conhecimento de Deus não se resolve na sinapse cerebral, mas no quebrantamento do coração. Ele não estuda de pé, empavonado em sua arrogância hermenêutica, mas estuda de joelhos, dobrado pelo peso da Graça — momento em que a teologia deixa de ser uma tese e se torna adoração em espírito e em verdade.

A religião é uma forma de procurar a Deus, quando ele nunca saiu daqui.

Quando a política vira religião, o absurdo é sagrado. Não há dados, fatos ou investigações que quebrem essa barreira psicológica. Se o líder mandar marchar, o seguidor marcha; se o simbolismo do momento exigir reverência ao inexplicável — seja a um quartel ou a um pneu à beira da estrada —, o fanático o fará, pois ali o "pneu" vira o seu deus.
​Não há o que se faça ou diga em contrário que convença quem escolheu a alienação intelectual como estilo de vida. O extremismo opera na base da fé cega. Para o restante da sociedade, que assiste ao espetáculo com indignação, resta o duro papel de resistir à correnteza de mentiras, mantendo a sanidade enquanto a realidade prática e o tempo não cobram o preço inevitável desse delírio coletivo.

​O Teatro da Alienação: Quando a Ideologia Vira Religião
​Vivemos tempos em que a verdade perdeu seu valor de face. No cenário político atual, fomos engolidos por um núcleo de narrativas onde a verdade nunca é a verdade absoluta, mas sim uma colcha de retalhos feita de meias palavras, conveniências e manipulações. Figuras políticas que sequer alcançaram o topo do poder já são cotadas como o "pior dos piores", blindadas por uma estrutura profissional de mentiras que desafia a lógica.
​Para esses líderes polimórficos — que mudam de forma e de discurso conforme o público que desejam enganar —, as contradições não são falhas; são ferramentas de engajamento. Com o auxílio tecnológico de deepfakes e uma chuva constante de desinformação, criou-se uma era de pós-verdade onde toda mentira carrega sua própria "versão dos fatos" para alimentar a fábrica de fakes.
​As Cordas do Tabuleiro Internacional
​Esse jogo, contudo, não é jogado de forma isolada. Há uma clara e perigosa interferência geopolítica, onde setores e interesses estrangeiros — como correntes do próprio Estado Americano fiéis a essa cartilha extremista — puxam as cordas da alienação em solo nacional. Jogando contra o próprio país de origem e usando medidas de retaliação para vencer eleições no grito, esses atores transformam o nosso povo em massa de manobra e em laboratório de testes ideológicos. Enquanto a polarização se acentua, os cofres públicos sangram, pagando a conta real da corrupção institucionalizada e da cegueira coletiva.

Sem a religião, que nos alça à transcendência, a vida definha em mera sobrevivência.


(Byung-Chul Han)

⁠Hoje eu respeito o seu ponto de vista em relação ao mundo ao seu redor, como também sua religião e tudo que você acredita.
Então faça o mesmo com o meu.
Cada criação tem sua própria história, então deixem cada um viver a sua própria não queira que todos sejam uma cópia imperfeita sua,deixem eles sentir o que é ser autor da própria história sem serem manipulados por alguém que não é feliz com as próprias escolhas...

A religião é um terreno fértil
próprio para o cultivo do
fanatismo político.

⁠A verdadeira religião não se exibe no altar, mas no silêncio da alma que ama até o inimigo.




EduardoSantiago

"A religião pode até camuflar o mentiroso diante dos homens, mas nunca o esconderá diante de Deus."

"Deus não cabe no bolso de nenhuma religião. Não existe o 'meu' ou o 'seu' Deus; o Sagrado é posse de ninguém e morada de todos."

A arte é um elemento primordial para a religião e ao mesmo tempo para fazer entender o mundo espiritual.

A China Socialista e a Coréia do Norte, hoje sem religião, são governos estritamente militaristas da destruição, não acreditam em Deus, na possível vida em harmonia entre os seres dos diferentes lugares do planeta. Praticam uma politica exclusivista, passando por cima de todos os princípios éticos e morais de humanidade para avançarem como super potencias.

Respeito todas as religiões mas discordo culturalmente da Umbanda, como ela é uma religião brasileira de matriz africana, indígena, cigana e cristã que prega a caridade, a evolução espiritual e a comunicação. Os dois pontos de minha critica cultural é quanto a abrangência indígena e cigana. Nossos povos originários, os indígenas brasileiros possuem uma espiritualidade e cosmovisão própria e rica, que deveriam ser respeitada. Assim como o povo Rom, que chamam de ciganos em suas giras, que chegaram no Brasil via Península Ibérica principalmente em três grandes etnias: Calon, Rom e Sinti, que lutam internacionalmente pelo reconhecimento de sua etnia e tem no Brasil uma população de quase 1 milhão de descendentes.