Reflexões sobre Sonhos
Não crie minhocas na cabeça, crie sonhos.
Não fique ruminando achismos, insista no real.
Flávia Abib
Eu existo, sim!
Encontro força nas minhas lágrimas e sonhos,
é assim que respondo a qualquer dúvida.
Pus meu medo de lado,
e voei com alegria ao meu destino
encontrando amor e paz
que me farão ser inteiro.
Eu existo, sim!
Podem até dizer ser loucura, mas eu escolho viver nos meus sonhos, e não mais na realidade. Se sonhando te encontro, então viverei em meus sonhos até o meu último suspiro.
- Marcela Lobato
No silêncio dos sonhos, encontro alegrias que a realidade nunca ousou me dar. Mas, ao despertar, tudo retorna ao vazio, e o sonho se perde como outro inalcançável sonho.
O trabalho é a fronteira entre existir e conquistar; quem foge dele condena seus sonhos a morrerem no deserto da espera.
Com o tempo, nos tornamos exatamente o que temíamos, reflexos distorcidos dos sonhos que um dia tivemos.
Fui ferido por sonhos, mas não parei de sonhar, as feridas não mataram minha vontade de voar, sonhar é resistência que insiste em ressurgir, mesmo ferido, continuo a mirar o horizonte.
Seus sonhos perdidos esperam o momento de alinhamento com a sua mais pura intenção para voltarem à vida.
Os sonhos irão ficando e a gente chegando para despedida, não deixe que seus desejos morram antes de você.
A pressa é o ladrão silencioso dos sonhos, um convite à inércia disfarçado de "falta de tempo", e o futuro que você deseja não será entregue em uma bandeja de prata, mas conquistado no suor do presente, na coragem de iniciar o que parece impossível e na disciplina de não parar no meio do caminho. Pare de esperar pela motivação mágica, comece pela ação mínima e consistente, pois é no movimento que a força e a clareza surgem, e não na paralisia da espera idealizada, transformando cada pequeno passo em um avanço decisivo na direção da sua realização plena.
Os sonhos que guardei cabem numa caixa de fósforos. A cada vez que a abro, a chama revela detalhes. Às vezes acendo e vejo um quadro de infância. Outras, o fogo apaga e sobra apenas fumaça cor de saudade. Continuo acendendo porque a cena vale o risco.
Meus sonhos se enrolam como fios de lã mal tricotados. Às vezes puxo um fio e desfaz tudo que fiz. Outras, consigo transformar em manta para me cobrir. A habilidade é saber quando parar de puxar. E aprender a tricotar com as mãos que tenho.
Cerrei os olhos, e as palavras dos grandes escritores devolveram-me em sonhos, o pesadelo da labuta de outrora nos mesmos campos dulcificados de hoje.
