Reflexoes de Olga Benario
A dor é uma experiência de desequilíbrio ao mesmo tempo que uma manifestação do universo mostrando a fragilidade humana. Todas as pessoas chegam à vida, quando por meio de parto natural, por um ato de dor. A mãe que espreme seu filho, que abre seu útero, que dilata sua genitália, trás ao mundo uma nova esperança de humanidade. O parto, sem interferência farmacológica, é um ato de dor cujo amor se revela pelo desavio de suportá-la. O parto é um ato de fragilidade.
Momentos são períodos estipulados para que coisas diversas se resolvam, é parar para refletir sobre determinado assunto. O momento ou os momentos são demarcados pela necessidade
Falar, muitas vezes, se constitui pelo hálito que se sente em função da proximidade dos olhares e dos lábios.
O problema, se é que existe um problema, está na naturalização do afastamento como se todo ele, de toda espécie, fosse necessário.
a invenção da creche como meio de expansão da mulher e suas conquistas, pode ser uma falácia que precisa de atenção porque embora se tenha um espaço de acolhimento para com seus filhos, a manutenção da maternidade como que “realização do sonho feminino” se mantém como uma obrigação na sociedade ocidental
A creche, ao ser analisada tendo como base o pensamento de Wallon, anula as lembranças dos cuidados familiares na infância e os recoloca no território da instituição. O cuidado e a educação oferecidos pela creche são terceirizados. O afeto, na primeira infância, foi delegado a outras pessoas.
Quando os primeiros afetos se tornam terceirizados o sentido do amor, da responsabilidade e da saudade, também se alteram. No espiritismo e no espiritualismo isso é pensado como “lei do retorno”; no cristianismo, como pagamento de pecado e/ou castigo de Deus para correção da conduta, ateus poderão entender os fatos como destino circunstancial, probabilidade. Seja por meio do pensamento de um, seja por meio do pensamento de outro, o que fizermos hoje, provocará reflexos no amanhã. Mais uma vez retomo a idéia já apresentada anteriormente: não é possível esperar que nasça de uma semente de jaca um pé de laranja.
aquilo que escraviza não pode ser entendido como amor, mas como a paixão latente que captura toda autonomia própria e constitutiva do ser humano. Por isso, é preciso cuidar para que as tecnologias não tornem as existências obsoletas, síndrome da paixão pelo eletrônico, fim da relação de amor e afetos positivos
A palavra, embora se banalize pelo uso, sua banalização ocorre na camada mais superficial da sociedade denominada como “senso comum”. No profundo do seu significado ela conserva todo o seu teor político e econômico, conserva sua intenção excludente e hierarquizante.
Mas são as palavras que possibilitam sua evolução a ações cotidianas. São as palavras que autorizam, moralmente, a prática da exclusão. Basta colocá-la em circulação por meio de decretos, resoluções, leis que elas se tornam para o burocrata especifico seu método de organização.
Compreenda a dor, aquela escondida no peito por anos provinda de experiências vividas, que se manifesta nas palavras. Só haverá dor, onde houver vida!
O corpo nada mais é que um minuto de passagem terrena. Feliz aquele que está em conexão com seu elemento fundador porque compreende o sentido entre vida é existência. A vida é finita enquanto matéria. A existência é eterna porque consiste a inteligência em plenitude.
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