Reflexões

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Você só descobre quem está nadando pelado quando a maré é baixa.

Sobre humilhação

Durante uma vida a gente é capaz de sentir de tudo, são inúmeras as sensações que nos invadem, e delas a arte igualmente já se serviu com fartura. Paixão, saudades, culpa, dor-de-cotovelo, remorso, excitação, otimismo, desejo – sabemos reconhecer cada uma destas alegrias e tristezas, não há muita novidade, já vivenciamos um pouco de cada coisa, e o que não foi vivenciado foi ao menos testemunhado através de filmes, novelas, letras de música.

Há um sentimento, no entanto, que não aparece muito, não protagoniza cenas de cinema nem vira versos com freqüência, e quando a gente sente na própria pele, é como se fosse uma visita incômoda. De humilhação que falo.

Há muitas maneiras de uma pessoa se sentir humilhada. A mais comum é aquela em que alguém nos menospreza diretamente, nos reduz, nos coloca no nosso devido lugar - que lugar é este que não permite movimento, travessia?. Geralmente são opressões hierárquicas: patrão-empregado, professor-aluno, adulto-criança. Respeitamos a hierarquia, mas não engolimos a soberba alheia, e este tipo de humilhação só não causa maior estrago porque sabemos que ele é fruto da arrogância, e os arrogantes nada mais são do que pessoas com complexo de inferioridade. Humilham para não se sentirem humilhados.

Mas e quando a humilhação não é fruto da hierarquia, mas de algo muito maior e mais massacrante: o desconhecimento sobre nós mesmos? Tentamos superar uma dor antiga e não conseguimos. Procuramos ficar amigos de quem já amamos e caímos em velhas ciladas armadas pelo coração. Oferecemos nosso corpo e nosso carinho para quem já não precisa nem de um nem de outro. Motivos nobres, mas os resultados são vexatórios.

Nesses casos, não houve maldade, ninguém pretendeu nos desdenhar. Estivemos apenas enfrentando o desconhecido: nós mesmos, nossas fraquezas, nossas emoções mais escondidas, aquelas que julgávamos superadas, para sempre adormecidas, mas que de vez em quando acordam para, impiedosas, nos colocar em nosso devido lugar.

Martha Medeiros
Crônica "Sobre humilhação", 2003.

Nota: Texto originalmente publicado na coluna de Martha Medeiros, no website Almas Gêmeas, a 1 de dezembro de 2003.

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"Mas o que é real? Você não pode descobrir a verdade, você só escolhe a mentira da qual mais gosta."

Se você quiser descobrir os segredos do Universo, pense em termos de energia, frequência e vibração.

" Preciso descobrir quem é você quando não estais comigo e quem sou eu quando estou longe de você.
Preciso saber se quando estamos longe pensamos um no outro com a mesma intensidade que não desgrudamos nossos lábios quando estamos juntos.
Preciso saber se é isso mesmo o AMOR, e se é correspondido da mesma maneira por mim e por você!Já que não quero mais sofrer e fazer você sofrer.
Mas, mesmo sabendo que preciso de respostas para isso tudo, mesmo assim ouso-me a dizer:
- Te amo muito e quero você pra SEMPRE!!!!"

Só os que se arriscam a ir longe demais são capazes de descobrir o quão longe se pode ir.

É mais fácil ficar sozinho. Porque, e se você descobrir que precisa de amor, e depois não o tiver? E se você gostar e depender dele? E se você modelar sua vida toda em volta dele, para então ele acabar? Você consegue sobreviver a tamanha dor? Perder amor é como perder um órgão. É como morrer. A única diferença é que a morte acaba. Isto, pode durar para sempre…

Aprendizado

ainda falta descobrir a serenidade
ainda falta dominar a ansiedade
e aprender a esperar
ainda me falta pacificar
deixando o coração ficar mudo
ainda falta aprender quase tudo

O ser transcende a aparência! Assim que você começa a descobrir o ser que há por trás de um rosto muito bonito ou muito feio, de acordo com seus conceitos e preconceitos, as aparências superficiais somem até simplesmente não importarem mais...

Aquele que quebra uma coisa para descobrir o que ela é deixou o caminho da sabedoria.

Se quiser me reconquistar, não tente descobrir a razão que te levou a me perder, e sim a razão que me levou a te amar.

Não quero olhar para trás, lá na frente, e descobrir quilômetros de terreno baldio
que eu não soube cultivar. Calhamaços de páginas em branco à espera de uma história que se parecesse comigo. Não quero perceber que, embora desejasse grande, amei pequeno.

Não existe uma regra de ouro que se aplique a todos: todo homem tem de descobrir por si mesmo de que modo especifico pode ser salvo.

Crescer, descobrir... é algo que experimento cada dia, às vezes bom, às vezes frustrador... não importa! Deixe sua luz interior guiá-lo, para fora da escuridão.

Conhecer a si mesmo significa descobrir Deus nos outros.

Minha eterna namorada
Namorar é nunca cansar de dizer te amo
É ter que descobrir os gostos dela sem que ela os diga
É sentir aquele arrepio quando você sabe que ela esta por vim.

É sentir aquele cheirinho do perfume que ela sempre deixa
na camisa suada daquela noite de ontem
É dizer que o amor que sinto por ela é maior que qualquer coisa
que possa comparar.

É sentir o coração bater mais forte quando ela diz "te amo".
Namorar é aprender a dar valor as coisas boas que a vida te oferece
É o desejo incontrolável de tocar tua pele, beijar tua boca, de te encher
de carinhos e de te amar sem te enjoar.

É dar aquele abraço apertado quando sinto saudades
Por isso, meu amor, quero sempre te namorar, sempre te amar
Minha eterna namorada.

Existe uma teoria que diz que, se um dia alguém descobrir exatamente para que serve o Universo e por que ele está aqui, ele desaparecerá instantaneamente e será substituído por algo ainda mais estranho e inexplicável. Existe uma segunda teoria que diz que isso já aconteceu.

Douglas Adams
O restaurante no fim do universo (1980).

Porque um homem que foge do seu medo pode descobrir que, afinal, apenas enveredou por um atalho para ir ao seu encontro.

Às vezes, tem que se cometer o maior erro pra descobrir como acertar as coisas. Erros são dolorosos, mas são a única maneira pra você descobrir quem é.

Espirais do tempo

Em grandes vôos espirais
procurei nos espaços
descobrir meu futuro,
mas os pontos cardiais
me conduziam, aos pedaços,
a lugares sem nada, obscuros.
Desiludido, cortei as asas
e afundei no mar opaco
que escondia o passado.
Para compreendê-lo, fui fundo,
pouco a pouco, em regressão.
Havia uma criança que não podia
entender, nem aceitar a morte.
Sufocado, busquei a tona
nadando através do tempo
que esse mar revolto escondia.
Vi um jovem atormentado
que desenhava e escrevia.
Sorri e acenei, mas não sorria
e sem me dirigir um olhar
desapareceu na densa bruma.
Continuei subindo e vi o homem
que amava, mas não compreendia
o amor e. por isso, sofria.
Deixei-me então ficar submerso
sem mais coragem de olhar
e,uma vez mais fugi, sem respostas.