Reflexão sobre a lua
A lua me colocou para dormir nos braços da noite, ela me carregou até as últimas árvores, diante a grama meu corpo se derramava e o sol que acordava pela última vez iluminava minha pele com seu tom de amarelo alaranjado. Eu vivia no próprio paraíso, mas precisei busca-ló em outras vidas.
“À noite e como o dormir da manhã esconde a luz e magia que gera o dia, mais ainda temos a lua, para deixar a imensa escuridão com sua grande claridade que espalha como o sol sobre a terra.”
Até mesmo a lua passa por breves e momentâneos eclipses sombrios - revelando em si o teu lado mais obscuro -, as vezes imerso em mistérios vagando e equilibrando-se entre a luz e as sombras, Porém singelo ,belo e sincero existente igual ao coração dos homens...
Sempre tive mais empatia pelos raios da Lua, são simples e amigáveis, sem nunca exigir que eu me mostre e não vêem problema quando me escondo. Sinto-me menos sobrecarregado sob a luz da Lua, como se tivesse a liberdade de ser quem quisesse, e mesmo assim escolhesse não ser ninguém.
Quando se é sol , é bem quente e tem seu lado bom e ruim , quando se é lua, é frio e tem sua beleza, na noite que depende da luz do sol para iluminar a noite, e o mar? Ah esse aí é um pouco estável, uma hora uma calmaria, outra hora bem agitado, porém cativa todos , é perfeito os três juntos .💭
E o mar? Ilmar. Pra quem não entendeu a referência 😉
A Lua chorou
Hoje a Lua chorou
Sua paixão a machucou
Magoou seu coração
Sem carinho lhe pôs a mão
Bela Lua pobre
Não teve muita sorte
Foi se apaixonar
Por quem não sabe amar
Uma paixão violenta
Não se sustenta
Pois, sem respeito
Não se vive direito
Pobre bela Lua
Essa vida sua
Que era bem vivida
Ficou tão ferida
As violentas paixões
São terríveis maldições
Monstros disfarçados de amores
Que trazem apenas dores
Lua pobre bela
Não fique a espera
Que isso vá parar
Não deixe te machucar
Por favor, não tenha medo
Não faça disso um segredo
Tu não podes permitir
Ajuda você tem que pedir
Hoje a Lua chorou
Sua paixão a machucou
Magoou seu coração
Sem carinho lhe pôs a mão
Alan Alves Borges
Livro Confuso Coração
Assim como a luz da lua, que nos engana com seu brilho emprestado, o que nomeamos como bonito é meramente um reflexo da beleza oculta que jaz além de nossa percepção imediata.
A luz da lua nos engana com seu brilho emprestado, assim como o que chamamos de bonito é apenas um reflexo. A verdadeira beleza está oculta, repousando dentro de nós mesmos.
Mesmo que o sol brilhe mais que a lua e a lua mais que as estrelas, as estrelas sempre dão o seu máximo. Na ausência do sol e da lua, elas iluminam a escuridão. Cada um de nós tem seu valor único no tempo e espaço certos.
Lua cheia.
Por volta das 15h30.
Há nuvens cinzentas no alto do céu agora, e sobre essas folhas que escrevo, a garoa pinga… Tão fina que me permite contemplar a cidade, sentir o sopro da vida enchendo e esvaziando os meus pulmões.
Os pássaros voam em direção ao Norte. Se abrigam em algum lugar que me foge das vistas. Há poucos que ficam pousados aos fios de luz, ou no topo de uma caixa d’água da cidade. Cantam initerruptamente o seu chilrear.
Anunciam o sol ou a chuva?
“Não voem, óh meus amigos passarinhos” – pressuponho a linguagem das aves. – “Vejo aqui do alto da caixa d’água o calor no horizonte“.
A chuva dificulta o alçar das asas, pesa o corpo.
Aprendo eu agora, algo com os pássaros?
Há dias que olhar para o céu é parecido como hoje. E mesmo com todo o azul mais vívido que minhas córneas possam admirar, as nuvens acumularão as cinzas do Riacho Fundo. Vagarão até se encontrarem, mais cedo ou mais tarde, para serem uma só. Imponentes quando desaguarem, às vezes incontrolavelmente furiosas.
Há dias como hoje, que sinto-me como a chuva cinza, fina, pingando na folha, pingando nos pássaros. Soprando ao alto o cantar das aves para longe. Acumuladora de tudo dessa cidade até que o que lateja, ebula, cuspa palavras num caderno qualquer, ou na fronte do que estiver pela frente.
A chuva pode desabar montanhas com a sua força destemida.
Há dias, como ontem, como hoje que sinto-me como uma chuva cinza, fina, pingando na pedra. Insistente até banhá-la inteiramente. Às vezes furiosa até parti-la ao meio. É tanto acúmulo como parte integrante do que se é, ou melhor, do que se tenta ser que a nuvem se personifica cinza sobre a minha cabeça agora.
Aprendo… Eu… Algo com os pássaros que voam para o Norte, ou com aqueles que ficam toda as vezes que eu, chuva, ei de cair?
Quem são os pássaros que sempre voam quando sou garoa fina?
Quem são os pássaros quem ficam quando sou céu azul?
Quem são os pássaros que cantam para que os outros não temam, ou se afastem?
Posso eu realmente ser sol mais do que chuva cinza, fina, pingando na folha?
Haverá pássaros cantando confiança de que o sol haverá de surgir no horizonte mais cedo, ou mais tarde?
Quem são os pássaros que farão ninho agora que estou nuvem e
[acinzentada?
O louco olha para o céu
Observa a lua e se delicia no seu mel.
Ele pede que ela lhe traga respostas.
Ele pede para que seja levado junto à ela.
Seu olhar é de socorro, desespero.
Como desvendar os segredos da lua?
Como desvendar seus próprios pensamentos?
Talvez a lua consiga tirá-lo do sofrimento.
Talvez ela consiga desvendar sua mente, tirá-lo de sua própria prisão.
A pior prisão não é atrás das grades, mas sim, a da nossa mente.
A lua não tem luz própria,
Mas se completa com o sol.
O louco procura a lua, pois assim como ela, ele também necessita de uma luz.
Quietude noturna
A quietude da noite perfumada,
aclarada relativamente
pela lua iluminada
mostra o reflexo acanhado
de uma sinuosa silhueta
feminina duelando com a lua.
O penetra
o céu escuro escondeu o baile a fantasia
a Lua era rainha do baile deslumbrante e expledorosa
estrelas das mais variadas e belas fantasias
invejavam as vestes brilhantes da lua
esta sorria e dançava com o Sol em movimentos suaves e delicados
sem ser convidado e recolhido a um canto escuro qualquer
fiquei a beber coquetéis de angústias temperados com desejos e saudades de sonhos não vividos
que eram servidos junto a petiscos de agonias
exclusivos para os penetras como eu que por ali se aventuravam
busquei morrer no meu coração os desamores e os amores ausentes
para renascer talvez onde nada se cria e feridas sangram abertas
mas as melodias entoadas por anjos, demônios e cupidos não me permitiam concentração
meus sonhos que sabiam transbordar dores inefaveis
gritavam para o tempo em tom mórbido para que esse corresse para longe
o mais depressa possível
por vezes gritavam para que ele morresse de uma vez
a lua e o sol acompanhados das estrelas bailavam num ritmo frenético
nem sequer notaram minha presença ali
apenas os anjos e os demônios perceberam
pois sentiram o cheiro da agonia e o desespero nos meus escritos
que exalavam de mim odor impossível de passar despercebido
me assistiam como se fosse um espetáculo shakespeariano
em versos sem rimas exalei aromas de dores e frustrações
a dor reluzia em mim quase tão resplandescente quanto as vestes da lua
e minha alma se derramava em escritos rotos
excluso, sem ser notado, sem ser convidado, resolvi me retirar
pedi a conta a um cupido garçom metade anjo, metade demônio
este logo disse não aceitar cartão, nem cheque, nem dinheiro e nem moedas de ouro
paguei com alguns versos para ela feitos na hora e em palavras que ainda não havia escrito
e saí daquele ambiente ao qual não fora bem recebido e nem convidado
lá fora achei um convite jogado ao chão
tinha o nome dela escrito embaixo de letras garrafais que diziam:
Baile do Amor tem a honra de convidar..
