Reflexão de Vela
Escrevo como quem acende uma vela em meio à tempestade: não para expulsar toda a escuridão, mas para provar que, mesmo ferida, a alma ainda é capaz de produzir luz.
Onde Você Nunca Morou
Eu tentei amar você
como quem acende uma vela
no meio de uma tempestade.
Sabia que o vento era mais forte,
mas ainda assim protegi a chama
com as próprias mãos.
Você nunca me prometeu um lugar,
mas eu construí uma casa
dentro do meu peito
esperando que um dia
você chamasse de lar.
Enquanto eu aprendia
todos os detalhes do seu sorriso,
você aprendia
a viver sem o meu nome.
Há dores que não fazem barulho.
Apenas transformam o riso em lembrança,
o sono em batalha,
e os dias
em uma longa sala vazia.
O pior não foi descobrir
que você não me amava.
Foi perceber
que eu entreguei o melhor de mim
para alguém
que nunca quis segurá-lo.
Restou um coração
cheio de perguntas,
tentando entender
como alguém pode sobreviver
quando o amor escolhe
morar em apenas um dos lados.
Noite de Pouso
Abriu-se o leque de estrelas
Espetáculo do céu
A chama que aquece é da
vela que nos ilumina
Fogo que se incendeia
Duas taças na areia
Dois corações unidos
Sozinhos no paraíso
Num mesmo ritmo
Na sintonia do som
Acompanhados da paz
Que para um o outro traz
Quando toco a vela acesa, eu não sinto dor
Tanto faz se estou no frio ou no calor
O meu coração não bate, mas ainda assim se parte
E não deixa de sofrer, recusando se render
A morte em mim está
Mas ainda tenho lágrimas pra dar!
Filme: A Noiva Cadáver
Música: Ele Ainda Te Conhece Tão Mal
Original: Tears to Shed — Danny Elfman
VOZES:
Emily: Marya Bravo
Aranha: Ester Elias
Verme: Telmo de Avelar
Posso não presenciar a maturação da semente, mas só a possibilidade de vê-la crescer consigo vislumbrar uma nova chance de chegar ao céu.
É um ato de sensibilidade, aquele que ao invés de abrir um guarda-chuva acende uma vela para iluminar o breu de uma tempestade.
O romantismo começa quando a chama da vela no primeiro encontro é acesa;
O romantismo termina quando no final, a chama da paixão se apaga.
Contemplação
Acordei mais cedo hoje só para vê-la despertar.
E aos pouco, num bocejo preguiçoso o brilho dos teus olhos eu pude contemplar.
Num olhar discreto e um sorriso meio sem graça lançou teus olhos sobre mim,
Feita enamorada surpreendida pelo amado no embaraço de um tímido desarranjo.
Ajeitou-se como pode e arrumou no improviso os cabelos.
Deixou nossos lenções e envolveu-se em uma toalha já de saída para as águas matinais.
Desejei entrar contigo no chuveiro, mas aquele momento era só de contemplação.
E no anseio ao seu retorno eu quase enlouqueci quando a vi voltar.
A toalha, já umedecida, ditava os contornos do teu lindo corpo.
De fronte ao closet lançou mão do que lhe cobria atiçando em mim o instinto mais carnal,
E um a um, ia sobrepondo as vestes ao teu corpo.
De cada escolha, voltava-se para mim como quem busca minha aprovação.
Enquanto eu ainda a admirava,
Lentamente dirigiu-se para a penteadeira e lançou mão da caixinha de cores e batons.
Em suaves movimentos circulares, levemente, cobriu de tons sua pele clara e macia,
E como se pudesse, esforçava-se em embelezar-se ainda mais.
Num toque final, contornou de maneira suave e provocante os lábios com batom.
E para mim, embora a tua beleza natural dispensasse acessórios, outra face ali se fez,
Quase tão bela quanta aquela que encantou os meus olhos ao amanhecer.
Nem por um instante desviei meu olhar de você.
Despediu-se com um beijo e partiu levando consigo meu coração.
Edney Valentim Araújo
O acaso
Caneta, papel, café e uma vela acesa sobre a mesa,
depois da explosão sobraram alguns estilhaços, pedaços de você estão espalhados entre as linhas,
a uma voz que já não ouso ouvir, não por medo mas por saber os efeitos colaterais da colisão causada,
os desejos não podem sufocar as esperanças, não podem ser mais fortes do que a sabedoria encontrada no silêncio,
atravessar um iceberg com a tocha acesa não foi um feito, foi uma versão do meu futuro encarando a realidade sem desistir,
e caso aconteça o acaso de eu encontrar um novo amor por um acaso, estarei vibrante na mesma órbita de enfrentamento dos olhares e sentimentos.
A caminho do mar...
Vento sopra a vela
do barco ,
indo para o mar ..
E desenha
ondas flutuantes
a beira do mar.
Como um pincel
na mão do artista
ele traça e rabisca.
Cores vibrantes..
Luzes,Sol, Sal e Sabores.
Nós somos intérpretes da realidade. Não podemos vê-la, apenas podemos ter consciência da nossa interpretação.
A partir de hoje, quem vela meu sono tem nome:
DEUS.
E Ele não cochila.
Salmo 121:4 📖🧡
Boa noite, mundo.
Bom trabalho, anjos.
Van Escher
