Reflexão de Tempo
Um dia a vida vaiperguntar, se você teve tempo para si mesmo enquanto viveu, mas talvez você não tenha mais tempo para responder!
A vida é mesmo surpreendente, pois quando se imagina que nada mais poderia nos surpreender, somos surpreendidos. Seria tão bom se pudéssemos prever o futuro. Mas como saber do futuro se todos vivemos no passado? Mesmo a minha própria imagem refletida no espelho é uma visão do passado, pois temos que considerar o tempo que a luz leva para refleti-la, bem como a fração de segundo que meu cérebro leva para interpretá-la. Se pensarmos bem, não existe essa coisa de presente, temos apenas o passado e o futuro. Talvez por isso que seja tão difícil de se prever esse futuro, tão incerto, tão sombrio. É certo que vamos nos deitar a noite... que vamos dormir... mas nunca sabemos se vamos acordar ou onde vamos acordar. Sendo assim, é imperativo que se viva cada momento ao máximo, aproveitando cada oportunidade que a vida oferecer. Sempre temos uma segunda chance, sempre. Mas nem sempre essa segunda chance poderá ser tão prazerosa quanto ao que foi apresentado na primeira vez. A única convicção irrefutável sobre a vida é que um dia ela acaba!!!
Muitas vezes as coisas que nos tocam mais são aquelas que na altura em que estão a acontecer nem nos apercebemos.
A vida se esvai de forma vertiginosa através dos seus olhos, enquanto você se perde em devaneios, às vezes você só precisa se atentar, que a vida é bem mais que sonhar, é realizar, é entender, que talvez, tudo que você precise, esteja em torno de você.
Retrato da vida é quando tua alma se debruça na janela do tempo e em silêncio suspira a cada balançar do vento...
O tempo é uma roda gigante com uma pausa entre o céu e a Terra e faça noite ou dia seguimos em círculos com nossa sina.
Um plano só é útil se puder sobreviver à realidade. E um futuro cheio de incógnitas é a realidade de todos.
Quaresma, um tempo que remete uma grande oportunidade, para intensificar as orações, tornando-as frequentes; para colocar em prática todo o amor existente, em atitudes caridosas; para fazer penitências em jejuns sacrificatórios, que edifica não somente o corpo, mas também a alma,
principalmente a alma.
Que oração neste momento. É mais necessária, mais importante? Pois nossas necessidades são muitas! Mais do que o tempo, o momento e sua necessidade dedicada a oração, o mais importante é o amor e a consequência desse amor, colocado na hora da ação.
Há nestes tempos e já houve em outros, muitos desastres totalmente naturais, onde grande parte foram ocasionados por conta de seu processo e de sua transformação inerente, e que de certa forma são muito difíceis de serem evitados. No entanto, há muitos outros que são causados e/ou potencializados pelo próprio ser humano, que poderiam simplesmente serem evitados, pois existe uma fonte não natural causadora, e nestes casos a sua ocorrência é influenciada pela ganância, insensibilidade, irracionalidade. Onde está a consciência humana nestes fatos.
Em meio ao turbilhão da vida, conceder-se o precioso instante de contemplação é um ato sublime. Que, ao olhar para o horizonte infinito, possamos redescobrir a arte de simplesmente existir, com a alma leve e o coração em paz, imersos na grandiosidade deste mundo que, com sua beleza serena, nos ensina a arte de viver.
Ah... as borboletas, como as admiro, livres e perfeitas com sua súplica singela no ar.
Medo, já sentiu medo? Medo de não realizar seus sonhos? Medo do dia seguinte? Medo de não estar vivo?
Será que as borboletas sentem medo?
Aprendi observando elas, em seus voos singelos mas precisos, que o tempo é inserto mas certo. Em outras palavras, percebi na incerteza a clareza de cada coincidência.
Existe tempo para nascer, tempo para crescer, tempo para transformar, tempo para voar e tempo para morrer. Essa é a vida de uma borboleta. Mas como ela sabe o tempo de cada etapa? É ela que controla as etapas ou o tempo?
Impressionante e intrigante como a imprecisão temporal é a precisão mais perfeita na vida. Será que esse é o segredo para uma transformação completa de realidade?
Realidade ou fantasia? Até onde a realidade pode ser considerada real? E se não for real, mas sim um ideal criado por nós mesmos?
Eu me gosto bastante e o suficiente...
Para seguir em frente...
Quando? Em quem eu acreditei...
Esta tentando me deixar para trás...
E o tempo é fiel dono de tudo.
Só se podia reconstruir o passado com os tijolos do presente. Para recordar a alegria, era preciso ter alegria à mão.
Por mais que eu tente fazer o passado ficar quieto e se comportar, ele se move e murmura comigo todos os dias.
