Reflexão de Passado
Não devemos esquecer o passado, pelo contrário, devemos lembrar todos os dias para que não possamos cometer os mesmos erros e com isso dar valor ao que temos hoje.
Olhe para as estrelas. Elas são as mesmas da semana passada, do ano passado… As mesmas de quando éramos crianças, as mesmas de quando não éramos nem nascidos. Daqui a cem anos, ninguém saberá quem nós somos. Mas eles conhecerão as mesmas estrelas.
Maktub ,particípio passado do verbo ktab é a expressão característica do fatalismo mussumano ,"maktub" significa , estava escrito ,ou melhor ,tinha que acontecer ,essa expressiva palavras de todos os momentos de dor ou angústia não é um brado de revolta contra o destino ,mas sim , a reafirmação do espírito plenamente resignado diante dos resígnos da vida !
Quando um dos seus pais morre, você perde o seu passado; quando um dos seus filhos morre, você perde o seu futuro.
Temos que aprender com nosso passado. Não devemos esquecer. E temos que ser melhores.
(Kimani Maruge)
O passado me ensinou que ser emocionalmente inteligente não significa que não vou sofrer, mas que sei dos riscos que corro.
Minha família é assim...
Coisas do coração
Essência unida,
De passado e presente nas mãos.
Às vezes a gente se diverge
Porém, nos reinventamos
E damos oportunidades para o perdão
Aquele perdão que faz brotar um sorriso manso,
Direto do coração!
Somos emoção.
Nossos ombros são grandes na hora de acalentar
A despedida, o choro...
No entardecer da saudade que se faz.
Também nos transbordamos em risadas
Com gosto de manhãs...
Aquelas manhãs escancaradas,
Que fazem o sol acordar por entre as nuvens.
Somos atos de fé, esperança...
... Calor, amor.
Temos laços sinceros...
... Ricos, eternos
Na presença, na ausência
Na espera e na chegada,
No inexato da vida
Pelas suas marcas deixadas...
Desde o inebriante nascimento de uma criança
Ao indelével vinco deixado por um adeus.
Minha família é assim...
Casa de portas e janelas abertas.
INQUIETUDE
Ela tentou fugir
silenciar
adormecer
achando que tudo havia passado
Que aquele amor no peito havia acabado
Que aquele desejo era apenas uma simples
vontade de agora...
Que nada!
O sorriso dele inda refletia em seus olhos
e aquelas palavras ouvidas que tanto a
machucaram outrora...
Inda soavam como tempestade.
Nada passou!
Aquela agonia latejava fria lá no fundo e
fazia da sua madrugada...
Uma infinda inquietude
vestida de saudade!
Alguém deve rever, escrever e assinar os autos do Passado antes que o Tempo passe tudo a raso.
Hoje o cheiro da cidade mudou. As luzes tinham um tom de saudade, de passado, de algo distante. Os sons estavam mais sutis. E a garota na janela se perguntava se era a cidade que mudava, ou se era algo dentro dela que fazia com que tudo parecesse diferente.
Ontem, hoje, amanhã
Dizem que o amanha é incerto.
Que o passado já passou.
E que o hoje é uma dádiva.
Gosto desses termos,
Gosto da incerteza da amanhã,
De rever o que passou
E viver o que esta passando,
Mas eu, humilde que sou, tenho medo.
Medo do desconhecido,
Medo de repetir os erros,
Medo de viver.
Mas nós, humanos que somos,
Enfrentamos os medos
Consertando os erros.
“Não somos feitos sábios pela lembrança do nosso passado, mas pela responsabilidade pelo nosso futuro.”
Encontrava-me exausta. Tudo até então não havia passado de uma longa caminhada.
Percorri por muito tempo estradas estreitas e escuras até bater à sua porta.
Trazia nos pés as feridas resultantes de cada tropeço e, na face, os sinais provocados por cada decepção que cruzou meu caminho.
Você, mais por descuido que por compaixão, ofereceu-me abrigo.
Acolheu-me, alimentou-me, matou minha sede e tratou minhas feridas, deixando que eu dormisse ao seu lado.
E eu, pouco a pouco, mais por descuido que por inocência, comecei a acreditar que finalmente havia encontrado a minha pousada.
Atrevi-me a desfazer as malas, repousando em suas prateleiras tudo que acumulei ao longo da jornada:
Cada dor, cada mágoa, cada lágrima, cada objetivo não concretizado
E ousei sorrir...
Os pés, já sem feridas, ousaram dançar, plenamente realizados por caminharem ao seu lado.
Aproveitei-me dos dias mornos, banhados numa felicidade efêmera, dando-me o direito de sonhar.
Mas um dia, ao acordar, pude ver num canto do quarto minhas malas feitas, e pelo zíper entreaberto notei que nelas você havia colocado, meio sem cuidado, tudo aquilo que estava nas prateleiras...
Mas, engraçado, as malas pareciam bem mais cheias do que antes!
Me fez calçar novamente os sapatos e os pés reconheceram imediatamente cada uma das antigas bolhas.
Despediu-se de mim com um beijo na testa, indicando-me a porta da rua.
E eu, mais uma vez, pus-me a caminhar, aceitando o destino que não pude escolher.
Chovia muito.
As alças das malas de outrora, muitíssimo mais pesadas agora, pareciam querer cortar-me as mãos.
Olhei pra trás, na esperança de encontrá-lo na soleira, vendo-me partir e me afastar ao longe,
Mas a porta da sua casa, fria e imóvel, já estava fechada...
