Reflexão de Amor
"Vivo pela curiosidade do que será amanhã e por conseguinte, meu receio no tocante a morte, é o entendimento de que depois que me for, a curiosidade pelo amanhã, não mais existirá. "
"Crianças a brincar, verdadeiramente felizes. .. sei que tal sensação existe, pois já estive lá, porém por ter há muito me tornado homem, não consigo me lembrar. A única sensação agora, é que aquela, nunca retornará. "
"Estamos na era dos palpiteiros, que disparam opiniões como se fossem metralhadoras, no entanto, nunca demonstram soluções."
"Se for muito rígido, vai quebrar. Melhor é ser flexível, dado que, se for curvado voltará para o lugar. "
Proteger-se não é aprisionar-se
Quando eu e meus irmãos eramos pequenos ganhamos de meu pai duas Jandaias, periquitos verdes com seus papos amarelos.
Demos o nome de Bill e Clinton (risos).
Colocamos os dois numa base de papagaio presa numa grade do portão de um dos quartinhos do quintal, tomavam Sol quando queriam e cobertos em sombra quando precisavam, sem correntes ou gaiolas, nunca presos, sempre livres!!
Um dia minha prima correu lá para casa E disse: - Eu vi um gato passar na rua com um periquito na boca!
Desesperados corremos para ver se era algum dos nossos periquitos e quando chegamos lá não vimos nenhum dos dois. Choramos muito, e quando estávamos para voltar, de trás de um espelho velho que tinha lá no quartinho, saiu um dos periquitos tremendo e veio direto pra meu pai pedindo colo. Subiu em seu dedo e depois em seu ombro e ficou lá tremendo.
Depois disso tivemos tanto medo de outro gato que mantivemos o periquito trancado no quarto sem Sol durante dias, até meu pai construir uma gaiola para ele.
Aprisionamos o periquito na desculpa de protegê-lo, escondemos-o do mundo para protegê-lo, deixamos ele vivendo entre grades para protegê-lo...
Pelo menos era a desculpa que usávamos.
Era notória a tristeza do periquito, a vida dele não acabou com o gato, mas acabou quando o aprisionamos.
Lembro-me do periquito até hoje, do dia que eu o ganhei até o dia que ele morreu.
E hoje eu entendo que proteger não é aprisionar.
Aprisionamos sentimentos com medo de sofrer, esquecemos de viver com medo de nos machucar, mas a grande verdade é que as grades machucam mais do que a liberdade.
Para aquele periquito, viver um dia em seu habitat valeria mais que mil anos nas trevas de um quarto ou dentro de uma gaiola só podendo desejar estar fora, voando.
Quantas vezes perdemos a nossa liberdade com medo de arriscar mais, de amar mais, de viver mais, de conhecer pessoas, de viver com pessoas, de confiar nas pessoas porque em um dado momento da nossa vida sofremos?
Não vale a pena a prisão,
Mas vale a pena o risco de voar, porque quando alçamos voou voamos por cima de todos os gatos.
O periquito não ficou até a sua morte preso, eventualmente o soltamos. Foi um exercício de confiança demorado e arriscado, mas ele morreu livre.
Arrisque-se
Por - Igor Improtta Figueredo
O tempo passa e mostra quem realmente se importa contigo e aquela pessoa q antes era tão importante na sua vida mostra q nunca te deu importância
Enquanto eu não quero nada, ao mesmo tempo quero você... Isso não significa que você é nada, muito menos o meu querer, confiável (...).
O que eu penso, diferente algumas vezes daquilo que você pensa, não são meros pensamentos, é a realidade.
Você precisa saber
Eu vim aqui escrever todas essas coisas que eu sei que você já sabe, mas mesmo assim é importante que alguém repita, então eu vou fazer isso só para reafirmar.
Você precisa saber que tem alguém que está aí perto, ou talvez, nem tão perto assim, mas independente da distância esse alguém quer teu bem, te inclui em suas orações e vive um mundo melhorado só porque você existe.
Você precisa saber que, às vezes, nós acabamos nos envolvendo demais com a nossa rotina, com a nossa bolha e por conseqüência com os nossos problemas. E por nos basearmos neles e apenas enxergá-los julgamos que a nossa vida é como um atoleiro e, por acreditarmos nisso, por termos a sensação de que estamos atolados até os tornozelos e vermos a lama desse atoleiro respingar em quem está nos dando apoio acabamos meio envergonhados, ficamos meio sem jeito de tocar no assunto, não queremos que nenhum dos nossos problemas respingue nos outros, não queremos que nos julguem, mas você precisa saber que existe uma continuidade no caminho, existe um carreiro florido logo adiante, tem um pedaço de terra firme, um gramado a sua volta e você pode ainda olhar para cima e ver o céu e há também o horizonte.
Então basicamente e só para que você saiba, a tua vida e a de quem você ama não são apenas os problemas, não é tudo um atoleiro. Existe o resto, a beleza do todo, esse movimento por continuidade, esse saber de que tudo passa e realmente passará.
Você precisa saber que apesar de ser muito difícil de encarar, está tudo bem se você cometer deslizes desde que aprenda a reconhecê-los, está tudo bem se você precisar de ajuda, se você quiser chorar, se não quiser ir, ou se necessitar de um perdão. Você precisa saber que vão falar a teu respeito sobre algumas decisões ou gafes, sobre alguns erros e principalmente sobre suas escolhas, mas isso não tem impacto no teu caminho, só tem o poder de te ferir aquilo que você permite.
Você precisa saber que ao longo de uma existência cabem incontáveis paixões e que algumas delas partirão cedo demais, assim como em outras você não terá vontade de demorar, mas cada pessoa carrega um fio invisível e uma vez que o nosso fio cruza com o do outro só há duas possibilidades: ou cria-se um laço que ao precisar ser desfeito pode ter suas pontas puxadas levemente até que se afastem de forma tranquila, ou então cria-se um nó, que só pode ser desfeito por um corte a tesoura, rápido e abrupto, mas sem volta.
Você precisa saber que tudo bem se teus anseios e crenças forem diferentes dos da maioria, a gente é convencido desde muito cedo que só há uma forma de felicidade, a mesma para todos, mas o fato é que não há forma, tua existência é nova e livre então tudo bem pintar fora das margens. Você pode, por exemplo, casar-se e separar-se, pode ficar solteiro a vida toda, ter filhos ou não querer nem pensar nisso, pode querer viajar o mundo ou comprar um apartamento e fincar bandeira em um único lugar, pode optar por um estilo de vida diferente dos seus amigos. Não se importe, crie as próprias regras e seja sua própria pessoa.
Você precisa saber que tudo bem ter medo e que tudo bem também não saber como agir em determinadas situações, independente da sua idade. A gente está aqui e isso tudo é um intenso processo de aprendizado, por isso compartilhar experiências é tão saudável.
Você precisa saber que o mundo é uma incrível coisa viva e que no nosso caminho vão aparecer várias coisas doces e outras muito cruéis. Vão enganar a gente e a gente vai cair, mas tudo bem essa é a dinâmica da coisa, quando tudo ficar difícil, lembre-se que há o horizonte. Em contrapartida terão as doçuras, os abraços de mãe, o beijo quente de quem a gente ama, as graças de quem nos quer sorrindo, o sol, a chuva, a praia, as sessões de cinema e que isso tudo é o tempero da passagem é isso que fará o seu coração vibrar, não tem nada a ver com contabilidade números e acúmulos grandiosos, isso é só colocação social.
Você precisa saber que “instagramar” o próprio umbigo até pode ser legal, mas nada paga o preço de uma boa roda de conversa e celular no modo avião.
Você precisa saber que vai sempre haver um lugar para o qual voltar, um abraço para que seu peito faça morada.
Você precisa saber que por mais que um cenário seja extremamente desastroso e dolorido, vai ter alguém por trás tentando pintá-lo para que você não veja tudo de forma tão grave. Afinal isso também passará.
Você deve estar me achincalhando por eu ter escrito tanta utopia, né? Mas nessa fase meio cinza talvez seja uma dose disso o que a gente precisa. E no final você vai me dizer: – Ah! Mas isso tudo eu já sabia.
Andei vagarosamente por todo o mundo a procura de algo que tinha o poder de me fortalecer, tanto quanto o de me enfraquecer. Procurava pela luz que faltava em minha alma, pela serenata de amor que eu nunca havia assistido.
Aquilo que seria meu verdadeiro futuro.
que comigo estaria até o fim dos meus dias. Procurava pelo sentimento mais forte de todos, o amor.
Te achei, à primeira vista já me apaixonei
por aquele sorriso que tinha tanta inocência, que consigo carregava toda a beleza de uma alma, por sua voz tão doce, sua pele tão suave, sua inteligência.
Aquilo que de primeiro era uma paixão ardente, foi se transformando em um amor resistente e caloroso.
Agora nos encantos da tua pele eu
me deito serenamente, admiro lhe e sinto
que você sempre foi o que me faltava.
Paixão tem pouco a ver com euforia e tudo a ver com paciência. Não é sobre se sentir bem. Trata-se de resistência. Como paciência, paixão vem da mesma raiz latina: pati. Não significa fluir com exuberância. Significa sofrer.
Desculpe as controvérsias, minha pose de ladrão,
Meu estilo de vida, sempre fui vilão.
Pulei catraca de busão, robei uns vacilão,
Fiz muita merda amor, crimes sem motivação.
não cabe explicação, se errei perdão,
Sempre gostei do errado, rodei e me vi no chão.
Sem justificativa, só não posso te deixar partir,
Assino cárcere privado mais amor não sai daqui,
mais amor não sai daqui, não posso te deixar ir.
Ficaa, deixa eu te lembrar, deixa eu tentar, tenta ver, vem cá.
O mundo gira e bota as coisas no lugar,
Mas se eu partir, não prometo que vou voltar,
Mas se ficar te garanto que eu vou mudar.
O inacabado de cada um
Comecei uma crônica dessas há alguns minutos, mas não cheguei ao fim, foram algumas linhas de frustrações e experiências que não encheram uma mísera folha, e assim tive a ideia de criar a pasta dos inacabados e foi para lá que eu mandei alguns textos que não terminei, mas que merecem um segundo olhar, para lá também seguiu uma poesia sem a primeira estrofe, quem me dera se a vida tivesse uma pasta para os inacabados.
Nela eu colocaria quase amores que sumiram sem ponto final nem reticências, deixaria as discussões que não resultaram em conclusões, depositaria um pouco das expectativas que seguem sem desfecho, colocaria na minha pasta de experiências inacabadas todos aqueles “até logo” que falamos sem marcarmos algo em definitivo, ou ainda as conversas viscerais que abrimos mão porque corríamos o risco de parecermos chatos demais no meio da roda de amigos.
Na minha pasta de inacabados teria tudo, absolutamente tudo o que merece um segundo olhar, como aquelas opiniões sisudas demais, toda e qualquer certeza que julgamos ter deveria estar numa pasta de inacabados, porque se pararmos para pensar a própria vida estaria lá dentro, quer coisa mais transitória, incompleta, cheia de incertezas e inacabada? Acho que lá teria espaço suficiente para pessoas que julgamos cedo demais e que merecem um segundo olhar, ou ainda amores que por terem sido subestimados já que não cumpriam com as nossas idealizações foram vítimas do nosso olhar apressado deixando tudo o que poderia ter sido apenas inacabado.
Que lindo seria se aprendêssemos a reconhecer, se parássemos de colocar as pessoas na forma das nossas idealizações, porque assim a gente viveria mais experiências completas e menos inacabadas por medo do que vão pensar ou do que vão dizer. Se tivéssemos coragem de armazenar coisas relevantes na pasta de inacabados pediríamos mais desculpas e julgaríamos menos, atribuiríamos, ainda que em longo prazo, um desfecho para tudo o que poderia ter sido, mas não foi.
É por conta disso que aprendi a desconfiar das pessoas certas demais, não das seguras, mas das muito certas sobre tudo, pois se pararmos para pensar certeza mesmo não há nenhuma. Então tudo bem que eu não termine minha crônica, que a poesia fique sem a primeira estrofe e sem sentido, a vida também é assim a gente é que fica buscando sentido em tudo e tendemos a atribuir a ela os sentidos que melhor nos cabem, até mesmo como autoproteção.
No final a própria existência é a nossa pasta de inacabados e dá para voltar atrás, se arrepender, mudar de ideia, resgatar relações e romper com idealizações, porque não há caminho certo, nem portinha da felicidade, muito menos o mapa da mina e se não há mapas pouco importa o caminho, o que importa é manter-se em movimento e perdoar tudo o que ficou por acabar.
"A vida de quem pratica o caminho vira de cabeça pra baixo, se ainda não virou é porque não há sentido."
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