Reconhece
“O Direito é mais humano quando reconhece que seus julgamentos são feitos por homens que também ignoram.”
“A dignidade é o ponto em que o Direito reconhece que uma vida vale mais do que qualquer cálculo de conveniência.”
“A liberdade é o ponto em que o Direito finalmente reconhece que há dimensões da existência humana que não lhe pertencem.”
O jurista que conhece a lei, mas não reconhece quem sofreu para que ela existisse, conhece o Direito e ignora sua história.
O Estado laico reconhece aquilo que a fé não pode exigir: o direito universal à dúvida e a legitimidade agnóstica de suspender o juízo diante do desconhecido.
Quando a ciência reconhece seus próprios limites, não perde autoridade; demonstra compreender uma das maiores virtudes do conhecimento: saber onde termina a evidência.
O Estado laico reconhece que nenhuma maioria religiosa possui o monopólio da consciência humana, nem o monopólio epistemológico sobre aquilo que existe além da experiência.
O cristão é aquele que, tendo aprendido a amar as próprias correntes, já não as reconhece como grilhões, mas como promessa de liberdade.
“A liberdade começa quando o homem deixa de ser objeto das vontades alheias e se reconhece como fim em si mesmo; o Direito existe, em sua forma mais elevada, para impedir que qualquer poder lhe retire essa condição.”
A imaginação constrói pontes sobre abismos que a razão reconhece, mas que a vida cotidiana não pode esperar que permaneçam sem travessia.
A liberdade de consciência começa quando o Estado reconhece que nem toda verdade religiosa pode ser convertida em verdade jurídica.
A verdadeira sabedoria começa quando a consciência reconhece que sua certeza é menor que sua ignorância.
