Pensamentos Mais Recentes

A liberdade de consciência significa que nenhuma autoridade externa deveria possuir o direito de fabricar convicções dentro da mente de alguém pela força.

O Estado pode regular condutas necessárias à convivência civil, mas transformar divergência religiosa em crime é converter autoridade política em instrumento de consciência.

A tolerância começa quando o poder reconhece que não possui jurisdição legítima sobre a consciência simplesmente porque possui força sobre o corpo.

A lei não encontra sua dignidade na capacidade de constranger, mas na função de limitar a arbitrariedade e tornar previsível o exercício da liberdade.

A sociedade política não deveria apagar os direitos que os indivíduos possuíam antes do Estado; deveria criar mecanismos capazes de protegê-los contra a arbitrariedade.

A propriedade nasce, em Locke, da relação entre o indivíduo, seu trabalho e aquilo que a natureza disponibiliza, estabelecendo uma conexão entre esforço, apropriação e responsabilidade.

No Direito, o detalhe não é o contrário do essencial. Muitas vezes, é o lugar onde o essencial se esconde.

Quando o poder instituído para proteger direitos passa a destruí-los, a própria autoridade começa a entrar em conflito com a finalidade que justificava sua existência.

O Estado encontra sua razão de existir na proteção da vida, da liberdade e dos bens, e não na transformação do cidadão em objeto de sua autoridade.

O poder político não pertence pessoalmente ao governante; é uma responsabilidade confiada para proteger direitos que não foram criados pelo próprio poder.

Nenhum indivíduo nasce naturalmente proprietário da liberdade alheia; a igualdade humana impede que a dominação seja confundida com direito.

Liberdade não significa ausência de toda norma; significa não estar submetido à vontade arbitrária de outro ser humano.

Reconhecer os limites do conhecimento não diminui a razão; impede que a ignorância seja disfarçada de certeza.

Onde a experiência não oferece matéria ao pensamento, a razão pode imaginar possibilidades, mas dificilmente poderá transformá-las em conhecimento seguro.

Nossas ideias não são necessariamente reflexos perfeitos da realidade; são construções do entendimento que precisam ser examinadas pela razão.

O intelecto não inventa sozinho aquilo que conhece; grande parte de sua matéria-prima chega através da experiência.

A consciência não nasce preenchida por verdades prontas; é a experiência que fornece à razão a matéria com que ela constrói o conhecimento.

O grande advogado procura também o pequeno detalhe, porque aprendeu, depois de algum tempo, que processos enormes podem girar sobre fatos diminutos; fortunas podem depender de uma cláusula; recursos podem sobreviver por uma linha; uma contradição aparentemente lateral pode alterar a compreensão de toda a controvérsia.

A excelência na advocacia talvez não esteja no grande ato, mas na capacidade de pensar melhor, encontrar o fato decisivo e buscar a máxima eficiência — ato por ato, minúcia por minúcia.

Definir incorretamente os fatos e interpretar além do que a prova demonstra são erros aparentemente simples que podem comprometer uma causa e expor o próprio defensor.

Por que tender ao futuro?

⁠O melhor da ilusão é a desilusão

Quando o peso do mundo estiver nas suas costas, abaixa mais e ativa os glúteos!

O homem faz planos, Deus ri. Às vezes, consente e sorri.

Ai de Deus não existir. E é bom que tenha um bom motivo para isso tudo.