Pensamentos Mais Recentes
"No século XVIII, o Brasil foi apelidado de 'quinto dos infernos' devido à alta cobrança de impostos. Qual apelido daríamos hoje?"
O Peso do Silêncio
Amo escrever.
Escrevo conforme a minha alegria ou a minha dor, e quanto mais vozes eu ouço, mais forte eu fico.
E não me subestime. Tema o meu silêncio, pois é nesse momento que estratégias e planejamentos estão sendo traçados — para abraçar ou ignorar, refletir ou questionar.
Eu sou o meu time.
Eu sou a minha prioridade.
Sim, não são apenas histórias.
Se temes, não me teste, pois a verdade mascarada que te envolveu agora recorre a mim — e eu nem mesmo a planejei.
Porque, no silêncio, até as verdades aprendem a falar.
Falar da cor dos temporais
como quem nomeia o que não se deixa tocar.
Inventar tons para o que passa rápido demais,
para o que rasga o céu e não pede pra ficar.
Falar de coisas que ninguém viu,
nem os olhos mais atentos, nem a memória mais antiga.
Coisas que só existem no sentir,
no intervalo entre o que dói e o que ainda abriga.
Falar das flores de abril,
mesmo quando o chão insiste em silêncio.
Porque há sempre um brotar escondido,
um gesto de vida acima de qualquer sofrimento.
E então, dizer de tudo aquilo
que escapa do certo e do errado,
do que não cabe em medida, nem em julgamento
apenas existe… vasto, indomável, sentido.
Arrancar o curativo da ilusão dói, mas a lucidez que fica por baixo não deixa de ser uma forma libertadora de enxergar a vida.
Quando aceitamos a indiferença do mundo, a dor da expectativa diminui, passamos a enxergar as coisas exatamente pelo que elas são, e não pelo que gostaríamos que fossem.
Vigio as feras que me compõem para que nenhuma se perca em mata densa. Dominar a matilha é saber exatamente qual lobo alimentar quando a noite se torna longa demais.
Ame alguma coisa na vida, se não for outra pessoa, ame a natureza ou ame ambas e mais alguma coisa, porém, ame primeiramente a si próprio.
Os fatos, as palavras da história da minha vida, são apenas repetições sem sentido quando percebidos isoladamente. O tempo é uma narração, uma sequência, que só pode ser apreciada no seu conjunto. A montagem desta consciência é falha porque eu fui aprendendo a construí-la enquanto a fazia. As repetições são ilusórias, e eu posso, com elas, a aprender a não me enganar.
Há uma matilha de em mim correndo sob minha pele. Conheço a face de cada uma no centro dessa vastidão, meu centro permanece imóvel, regendo a força que outros chamariam de medo.
Cada lágrima e fúria têm o nome de um lobo que já tentei expulsar. Hoje, convido-os à mesa do meu interior e sento a mesa com a mão firme de quem aprendeu a ler o rastro da própria alma.
Apontamentos de psicologia unitária
O Uno se dividiu para existir e criou os opostos. A sua consciência vaga entre um e outro numa tentativa de restaurar a união.
O OPOSTO
O oposto é concreto, é fixo, é material. Usa as palavras e a lógica. Apoia-se nas experiências e se orienta pela dor e pelo prazer.
O OPOSTO
O oposto é volátil, é atraído pelas ideias, pelas relações, pelo que é imaterial, pelos sentimentos, pela indiferença.
Pare e reflita!
O que é melhor, viver sem sossego mentalmente ou com sua consciência tranquila? Para mim, viver com a consciência tranquila é excelente. Fica a dica!
Sou o território soberano mapeio as trilhas de cada anseio selvagem, pois sei que domar a matilha não é silenciá-la, mas caminhar à frente dela sob razão.
Ser
.
Seria eu assim,
e assim eu seria.
Como sou, eu sou.
.
Ser um ser
Sem ser ninguém
Por quem ser.
.
Apenas sou o que sou
porque sou ser
ninguém...
.
Edney Valentim Araújo
Ontem foi passado, hoje é o presente e amanhã será o futuro; do passado lembremo-nos só das coisas boas, o presente vivemos e o futuro a DEUS pertence, mas não devemos esquecer de pensarmos no futuro.
Minhas emoções são lobos de pelagem densa e olhar antigo; conheço-lhes a sede e, com o peso da minha presença, transformo o caos da matilha em instinto e ordem permeia a sinfonia.
Ninguém se perde de si; abandona-se, pouco a pouco, em concessões que parecem inofensivas. Troca-se a própria trilha — austera e silenciosa — por caminhos já validados, onde o conforto encobre a deserção. Vive-se muito, mas habita-se pouco. Até que, em algum ponto, a consciência — tardia, porém irredutível — rompe o ruído e cobra o retorno àquilo que nunca deixou de chamar.
Reconheço cada uivo que ecoa em meu peito; não sou caça, mas o silêncio que governa cada passo, de cada fera, que me habita.
Escuridão das Incertezas
Venha comigo nesta escuridão,
Onde não há compreensão,
Onde a certeza,
Não faz parte da realeza
Onde o certo é errado,
Onde o saber são dúvidas,
Onde o comer é fome,
Onde quem vive está morto,
Lá reina a hipocrisia
Que comando sobre moradores
Que já não suportam as dores,
de seu dia a dia
Talvez querem fazer as pazes
Mas não sabem que são capazes
Lutam em quietude
Enquanto sofrem sem atitude
A ciência e o Amor
Amar não tem a ver com reciprocidade.
Na verdade, é raro encontrar um amor de verdade, incondicional. A pessoa já nasce apaixonada — ama sem saber, sem conhecer. Ama nesta vida e em outra, talvez espiritual…
apenas ama e espera.
Não há perguntas, muito menos respostas. A ciência é linda, mas limitada.
E, no íntimo, a pessoa sabe quem é…
e sente a sua contraparte —
um estranho que te completa.🌛🌞
... legados
não são ínfimos rastros deixados
pelo caminho que, por sua notória
efemeridade estão fadados ao esquecimento.
São, antes, valores e atitudes que — por
sua força e constância— serão
registrados e perpetuados
pelo tempo!
