Pensamentos Mais Recentes
Que nenhuma pequena alegria se perca, pois é no simples que o coração encontra seus maiores encantos.
Que jamais passem despercebidos os pequenos encantos que a vida semeia no coração. Às vezes, é nos gestos simples, nos sorrisos inesperados e nos instantes de ternura que moram as maiores felicidades. Que saibamos acolher cada uma delas e agradecer, pois são essas pequenas luzes que tornam a caminhada mais bonita.
A arte de permanecer
Algumas rachaduras permanecerão visíveis.
Outras talvez nunca recebam ouro.
E haverá fragmentos que já não encontrarão seu antigo lugar.
Ainda assim,
não preciso recuperar todas as partes
para reconhecer aquilo que permanece.
Talvez o verdadeiro pertencimento comece
quando já não preciso me abandonar
para caber na expectativa de alguém.
E talvez, um dia,
diante do meu próprio reflexo,
eu reconheça meu rosto,
ainda que não o compreenda por inteiro.
Sem procurar nele
a criança que deveria ter sido,
o homem que esperavam que eu fosse
ou a promessa de alguém
que ainda não me tornei.
Apenas eu.
Com tudo aquilo que fui,
o que consegui preservar
e o que ainda me permitirei descobrir.
E, pela primeira vez,
talvez eu não precise partir.
Talvez habitar-se seja também
renunciar à necessidade
de encontrar uma versão definitiva de si.
Permitir-me mudar,
desconhecer-me por vezes,
reconhecer minhas próprias contradições
sem transformá-las em condenação.
Por tanto tempo procurei nos outros
um lugar onde pudesse pertencer
que, às vezes, me esqueci
de permanecer comigo.
Confundi a entrega com a permanência,
a presença com a segurança
e o desejo de ser amado
com a necessidade de ser reconhecido.
Hoje, começo a compreender
que nem todo encontro será abrigo,
nem toda despedida será abandono.
Há quem permaneça por uma vida e quem, por um instante, nos revele algo que desconhecíamos em nós.
E, quando o mundo se tornar distante,
quando os encontros terminarem
e a maré novamente me trouxer à margem,
quero encontrar em mim
um lugar onde seja possível permanecer.
Quero aprender a estar sozinho
sem fazer da solidão uma sentença.
A reconhecer minhas ausências
sem procurar em cada presença
alguém que possa preenchê-las.
Sei que ainda haverá dias
em que desejarei fugir de mim.
Dias em que antigas feridas
voltarão a exigir atenção
e em que o passado parecerá
mais próximo do que realmente está.
Nesses dias,
quero me conceder a mesma delicadeza
que tantas vezes ofereci aos outros.
Sem a necessidade de respostas imediatas,
sem transformar cada recaída
em fracasso definitivo,
sem esperar que todas as minhas partes
estejam finalmente resolvidas
para me permitir viver.
É na intimidade do que fui
e na incerteza do que ainda serei
que continuo a me reconstruir.
Habitar-se é um tipo de exílio sagrado!
Minha infância era um espelho embaçado, onde ninguém parecia me reconhecer. E, por muito tempo, tampouco soube distinguir meu rosto daquilo que esperavam de mim.
Cresci tentando compreender por que o mundo parecia tão distante, por que havia tanto de mim que não encontrava lugar nos outros. Às vezes, sequer em mim mesmo.
Havia uma solidão que me acompanhava, mesmo quando eu não estava sozinho. Uma antiga sensação de desencontro, de estar presente sem necessariamente pertencer.
Ainda assim, sempre que alguém cruzava meu caminho, eu me doava inteiro, sem hesitar.
Entregava o que em mim era força, o que era luz, e até aquilo que eu sabia que me faria falta depois.
Amar, mesmo em ruínas, sempre me pareceu uma forma sincera de tocar a vida que tanto almejo.
E, por um instante, eu me permitia viver aquela realidade sonhada. A presença bastava, e o agora parecia conter tudo aquilo que eu havia esperado.
Mas, depois do inevitável “até logo”, a maré me devolvia à margem de mim.
Ali, onde já não havia ninguém a quem oferecer minha inteireza, eu reencontrava as partes que havia deixado para depois.
As ausências antes negligenciadas, os sentimentos que havia silenciado e as perguntas que permaneciam mesmo depois de todas as despedidas.
Tentava compreender, reconstruir, encontrar algum sentido naquilo que repetidas vezes me escapava.
Parecia inútil. Às vezes, era mesmo.
Houve dias em que viver foi apenas sobreviver. Dias em que a própria existência pesava e nenhuma explicação parecia suficiente para tornar a dor mais suportável.
Ainda assim, nunca deixei de desejar a vida por inteiro.
Ainda creio na beleza dos dias, embora nem sempre consiga encontrá-la. Houve dias que apenas aconteceram. E outros dos quais trouxe somente a consciência de ter conseguido atravessá-los.
Foi preciso tempo para compreender que nem toda dor traz um ensinamento e que minhas feridas não precisam de justificativas para merecer cuidado.
Penso, então, no kintsugi.
Na delicadeza de recolher os fragmentos, na paciência e na precisão de cada encaixe, no ouro que acompanha as rachaduras sem apagar as marcas da ruptura.
Por muito tempo, acreditei que precisava reparar tudo aquilo que havia se partido em mim. Que somente depois de inteiro poderia finalmente viver bem.
Hoje, acolho meus cacos com reverência.
Há partes que ainda compreendo pouco, outras que já não desejo recuperar. Há marcas que permanecem dolorosas e algumas que o tempo tornou familiares.
Nem todas precisam se transformar em beleza. Nem toda perda precisa encontrar um propósito. E nenhuma das minhas feridas, por mais profundas que sejam, contém a totalidade do que sou.
Há muito de mim que existia antes delas. Há muito que nasceu depois. E há, sobretudo, aquilo que ainda desconheço.
Uma vitória gloriosa pode apagar inúmeras derrotas, mas uma única derrota pode apagar inúmeras vitórias. O homem vitorioso é lembrado não por tudo aquilo que conquistou, mas pela única vez em que perdeu; enquanto o homem derrotado é lembrado não por todas as vezes em que caiu, mas pela única vez em que venceu.
Que a paz encontre morada em nosso coração,
acalmando os pensamentos e suavizando os dias.
Que a leveza do olhar nos ensine a enxergar beleza no simples,
a valorizar os pequenos instantes
e a reconhecer, com gratidão,
aquilo que verdadeiramente faz a vida florescer.
A vida é feita de ciclos, passos e mudanças.
Nada permanece igual para sempre: o tempo gira, os caminhos se renovam e, com cada volta, nasce a oportunidade de recomeçar. Às vezes, é preciso deixar ir o que já cumpriu seu propósito para abrir espaço ao novo. Porque viver também é se transformar, florescer e permitir que cada movimento da vida nos leve para onde precisamos estar.
A vida é feita de ciclos, caminhos e mudanças; e, a cada volta do destino, renascem em nós a esperança, a coragem e a chance de transformar tudo aquilo que já não nos faz florescer.
Da boca pra fora a gente pode ser quem quisermos ser, mas são nas atitudes que mostramos quem realmente somos.
Há caminhos que parecem longos aos olhos, mas se tornam pequenos quando duas almas escolhem se encontrar. Porque o verdadeiro amor não mede quilômetros: ele atravessa silêncios, vence a saudade e aproxima corações que, mesmo distantes, nunca deixam de caminhar um em direção ao outro.
Quem
não me lê
enquanto estou quente, pode até me julgar um louco.
Há Pensamentos que só podem ser compreendidos no instante em que atravessam nossa alma.
Depois que esfriam, parecem exagerados, desproporcionais, quase estranhos ao próprio sujeito que os pensou.
É que a Razão, quando chega depois da tempestade, costuma encontrar apenas os destroços — e muito raramente consegue reconstruir o céu que existia antes.
Quem me lê apenas depois, talvez encontre palavras duras demais onde antes havia urgência; contradições onde havia conflito; intensidade onde havia ferida.
Pode até concluir que enlouqueci.
Mas talvez eu apenas estivesse vivendo, naquele instante, aquilo que agora parece absurdo porque já não queima.
Existe uma injustiça em julgar o incêndio pela fotografia das cinzas.
A fotografia registra apenas o que restou, mas não explica o fogo.
Somos frequentemente avaliados pela versão fria de nós mesmos.
Esperam que sejamos ponderados enquanto sentimos, silenciosos enquanto doemos, razoáveis enquanto tudo dentro de nós pede passagem.
Como se a lucidez exigisse ausência de paixão.
Como se pensar fosse incompatível com sentir profundamente.
Mas há uma lucidez que só aparece no calor.
Não aquela que grita para ter razão, mas aquela que se recusa a fingir indiferença.
Aquela que, mesmo desorganizada pela emoção, tenta dizer o que não conseguiria dizer em estado de completa anestesia.
Talvez por isso algumas pessoas pareçam loucas quando estão quentes e sábias quando estão frias.
Não porque tenham mudado completamente, mas porque o tempo alterou a temperatura daquilo que sentiam.
E talvez seja justamente aí que devêssemos ter mais cuidado.
Antes de julgar alguém pelo que disse no calor do momento, talvez fosse necessário perguntar: o que estava queimando para que essas palavras precisassem existir?
Porque nem toda explosão de pensamentos nasce da loucura.
Às vezes, é apenas uma verdade que ficou tempo demais abafada.
Toboágua
E assim vivemos,
ESCORREGANDO
Pelas curvas do destino,
Entre quedas e desvios,
Sem saber o que nos espera.
A correnteza nos arrasta,
O tempo nos atravessa,
E, quanto mais tentamos frear,
Mais depressa descemos.
Até que, de repente,
Nos descobrimos...
SEM RUMO
Em um caminho
Que já sabia aonde chegar.
Toboágua
E assim vivemos,
E
S
C
O
R
R
E
G
A
N
D
O
Pelas curvas do destino,
Entre quedas e desvios,
Sem saber o que nos espera.
A correnteza nos arrasta,
O tempo nos atravessa,
E, quanto mais tentamos frear,
Mais depressa descemos.
Até que, de repente,
Nos descobrimos...
S
E
M
R
U
M
O
Em um caminho
Que já sabia aonde chegar.
Ódio é morte, amar é viver, amar é a grandeza do seu ser, os dias vão passando, a vida é curta demais para ser medíocre e viver odiando.
Cristo não esperou que os seus inimigos se tornassem merecedores para morrer por eles; morreu por pecadores, e pela cruz transformou a inimizade em reconciliação, porque a graça não encontrou homens dignos, encontrou pecadores e lhes abriu, em Cristo, o caminho de volta para Deus.
Romanos 5:8 ,10
A VIDA EM POESIA
Dança ao vento, em encanto e alento, a vida a contento.
Há poesia na vida, lírico sopro Divino, seja chorando ou sorrindo.
Nas páginas amassadas do ontem, o amargo sabor se dissolve à luz da manhã; doce raiar novamente a pulsar.
Seja a vida assim como é, na lágrima salgada do rosto; este sal, ao sol, traz sabor ao seu gosto.
Cícero Marcos
O caos tardou,
Mas encontrou o caminho de volta.
Chegou sem aviso,
Desfez minhas certezas
E me deixou à deriva.
Ao longe, uma luz.
Caminhei em sua direção,
Arrastando um corpo exausto,
Com os pés marcados
Por caminhos que já não recordava.
Até que avistei você.
Algo em mim despertou.
O peso dos passos diminuiu,
E a esperança, há tanto esquecida,
Fez-me acreditar no resgate.
Continuei.
A cada passo, a luz crescia.
Meus olhos, desacostumados,
Ardiam diante da claridade.
Já não sabia se caminhava
Em direção à saída
Ou apenas ao seu encontro.
Quando enfim pude enxergar,
O túnel terminava.
Você não estava lá.
E percebi que, durante a travessia,
Acreditando seguir seus passos,
Havia caminhado sozinho.
Você era apenas uma miragem.
Mas obrigado.
Os confins da terra começam no mapa, mas a missão da cruz não termina nele: ela atravessa os confins do coração humano, alcança o lugar mais escuro da alma, rompe as fronteiras do pecado, cura as feridas da dor e anuncia vida onde a morte parecia ter dado a última palavra.
Atos 1:8; Isaías 53:5; 2 Coríntios 5:19;
1 Coríntios 1:18
