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1386-B 📜 "Entre Sai Baba e Fica Baba fico mesmo é com BÁBA ZEFA, minha Tia, essa, sim, 'Vidente' que dá gosto. Ela 'prevê' Coisas impressionantes, sempre DEPOIS que as Coisas acontecem, claro!"
1386 📜 "Esquecidas, depois de grande evidencia, voltam ao noticiario as tais "previsões" da búlgara Baba Vanga. Dessa vez dizem que ela disse que os Extraterrestres finalmente farão contato, HeHeHe. Só lembro do Grande Mario Quintana.
O poema "Doce Prazer da Queda Livre" de Michel F.M. (Bruno Michel Ferraz Margoni) constrói uma belíssima metáfora sobre a condição humana, equilibrando o materialismo científico com a necessidade poética de transcendência e ilusão.
Abaixo, apresento uma análise detalhada dos eixos temáticos e da estrutura da obra.
🔥 Resumo Crítico
O poema contrapõe a frieza da explicação científica (a felicidade como mera bioquímica) ao desejo humano de entrega (o prazer de se apaixonar ou se alienar). O eu lírico assume o risco do erro, preferindo a doçura da ilusão à lucidez vazia de significado.
🧠 Análise por Eixos Temáticos
1. A Desconstrução Científica da Emoção
Nas primeiras estrofes, o eu lírico adota uma postura racional, quase clínica.
Ilusão cerebral: Ele reduz sentimentos nobres como a felicidade a um "coquetel hormonal" e "neurotransmissores".
O verbo "ludibriar": Mostra que a consciência e as nossas memórias não são verdades absolutas, mas sim peças pregadas pela nossa própria biologia ("nada além de bioquímica").
2. A Queda Livre como Metáfora
O título e a segunda metade do poema introduzem as leis da física para ilustrar o comportamento humano.
A gravidade impiedosa: Representa a realidade inevitável, o chão, as leis duras do mundo real.
A rebeldia poética: Ao dizer que "nem todo corpo respeita a gravidade", o poema sugere que o ser humano tem a capacidade única de desafiar a lógica racional através da paixão, da arte ou do entusiasmo.
3. O Hedonismo e a Rendição ao Erro
O desfecho consagra uma filosofia existencialista e hedonista.
O torpor voluntário: O eu lírico assume que sabe que a sensação é falsa, mas declara que é "absolutamente fabuloso estar entorpecido".
Aceitação do equívoco: A estrofe final traz uma honestidade brutal. Mesmo ciente do erro ("estejamos equivocados"), o indivíduo escolhe viver a intensidade do momento em vez de se paralisar pela lógica fria.
📝 Estrutura e Estilo
Versos Livres e Curtos: A quebra frequente das linhas dita um ritmo pausado, que simula o próprio efeito do torpor ou o peso de uma queda desacelerada.
Linguagem Híbrida: O autor mistura termos técnicos da ciência (bioquímica, neurotransmissores, física, gravidade) com palavras de forte teor sensorial e lírico (felicidade, ludibriar, fabuloso, entorpecido).
Ironia Existencial: Há um contraste irônico entre a certeza da ciência e a escolha deliberada pela ilusão.
💡 Significado do Título
A "Queda Livre" é o ato de se deixar levar por um sentimento (como o amor ou a euforia) sabendo que o impacto final (a desilusão ou a realidade) pode ser doloroso. O "Doce Prazer" reside justamente no tempo em que se flutua, onde a gravidade do mundo real deixa de importar por alguns instantes.
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Para aprofundar a análise, vamos isolar o poema sob três lentes teóricas: a filosófica (existencialismo e niilismo), a científica (neurobiologia do afeto) e a estética (as escolhas formais e antíteses).
🏛️ Lente Filosófica: O Niilismo Otimista e o Absurdo
O poema dialoga diretamente com o Mito de Sísifo de Albert Camus e o conceito de Absurdo.
Consciência do Vazio: Quando o eu lírico afirma que a felicidade "não é real", ele abraça o niilismo materialista. O universo é governado por leis físicas indiferentes ("a física é impiedosa"). Não há um propósito intrínseco ou místico na alegria.
A Escolha Absurda: A virada filosófica ocorre no "mas". Em vez de cair no niilismo passivo (depressão ou paralisia diante do vazio), o eu lírico adota um niilismo ativo/otimista.
A Queda como Liberdade: Se a gravidade (a realidade, a morte, a finitude) vai nos puxar para o chão de qualquer maneira, o ato de saltar e saborear a queda livre torna-se a máxima expressão de liberdade. É a aceitação lúcida da ilusão.
🧬 Lente Científica: O "Eu" Descentralizado pela Biologia
A primeira metade do poema promove uma crítica à soberania do ego e do livre-arbítrio, usando a virada materialista da neurociência contemporânea.
O Coquetel Hormonal: O poema reduz a subjetividade humana (a alma, os sentimentos) a reações químicas manipuláveis (dopamina, serotonina, oxitocina, endorfina).
A Consciência Ludibriada: O eu lírico reconhece que a nossa mente não é uma testemunha confiável do mundo, mas uma máquina de simulação. Nossas memórias e projeções futuras são moldadas pelo estado químico do presente.
O Paradoxo da Lucidez: O ápice do poema é o conflito entre o macro (a física) e o micro (a biologia). A biologia humana cria substâncias que nos fazem esquecer temporariamente as leis duras da física (o sofrimento, o envelhecimento, o caos).
⚖️ Lente Estética: O Jogo das Antíteses
O poema funciona perfeitamente porque é construído sobre uma estrutura de oposições binárias que se resolvem na aceitação do erro.
A Quebra de Ritmo (Enjambement): A técnica de cortar as frases no meio dos versos ("através de um coquetel / hormonal / e uma poderosa dose...") faz com que o leitor sinta o gotejar desse coquetel químico. O ritmo desacelera para que a percepção do "entorpecimento" seja mimetizada pela leitura.
A Subversão da Gravidade: Na física clássica, nenhum corpo com massa escapa à gravidade. Na física poética do autor, o "corpo" que não a respeita é o corpo lírico, o corpo que ama, que cria arte, ou que se aliena deliberadamente para sobreviver à crueza da vida.
🎯 Conclusão Pragmática
O poema é um manifesto sobre a autoenganação funcional. O autor argumenta que viver de forma puramente lógica e factual é uma punição. A verdadeira sabedoria humana, ironicamente, pode estar na capacidade de saber que estamos errados ("ainda que provavelmente, estejamos equivocados") e, mesmo assim, aproveitar a viagem.
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Doce Prazer da Queda Livre
Michel F.M.
a felicidade
não é real,
bem como
todos os outros
sentimentos
e emoções.
ela é apenas
uma percepção
criada por nossa mente,
através de um coquetel
hormonal
e uma poderosa dose
de neurotransmissores,
que ludibriam
nossa consciência,
nossas memórias
e projeções.
nada além de bioquímica.
mas apesar da física
ser impiedosa,
nem todo corpo
respeita a gravidade.
e te digo outra coisa,
é absolutamente fabuloso
estar entorpecido.
ainda que provavelmente,
estejamos equivocados.
10/04/23
B.M.F. Margoni
Borboletas nômades,
Borboletas transcendentais,
Borboletas surreais,
Borboletas pintadas,
Borboletas coloridas:
Borboletas conhecidas.
(As borboletas que de Dalínasceram nobres e veneráveis filhas.)
2164 📜 "A diferença entre nós, disse ao Meu Cunhado, é que, enquanto eu MostroFATOS, você Dissimula, Mente e Tenta fazer os Outros de bobos. São diferenças e tanto, não são? Ele não respondeu e desapareceu. Menos mal!"
Para a pessoa errada não importa o quão incrível você seja, o quanto você se doe ou se desdobre para atender a expectativa dela. Nada do que você for ou fizer será o suficiente. Para a pessoa certa a sua simples presença já é o suficiente.
Eu só não me envergonho do trabalhão que eu dou a Deus porque tenho certeza de que, quando dou birra e empaco no caminho, Ele se diverte imenso com as pancadas que Ele me dá na cabeça até eu entender e, pior, ADMITIR, mesmo a resmungando, o quanto minha vontade era imperfeita!
2163 📜 "Certa vez, no Passado Recente, comparei 'Previsões de Horóscopo', colhidas em jornais, revistas e programas de rádio e TV. Das duas dúzias de 'fontes' nenhuma coincidiu. Como disse aquela portuguesa da piada: 'E tu querias que eu dormisse no meio?' Pois, sim!"
Um manipulador não se interessa por sua gratidão, o que quer é sua cooptação. Te cobrar gratidão é só um modo desesperado de não aceitar sua independência.
2162 📜 "Certas 'Análises' e Opiniões deveriam ser sempre idênticas, independentemente de quem as defendam. As chamadas 'Previsões de Horóscopo' é o maior exemplo. Acho hoje do mesmo modo como achava no passado!"
Se não ouvires o que te é falado, e fores incapaz de enxergar a uma polegada diante do nariz, o coração certamente padecerá!
120726
Talvez a expansão do universo até destruir toda a matéria seja apenas uma representação gráfica do samsara: nascimento, morte e renascimento. Quando tudo escurecer, o universo poderá recomeçar do zero, em uma nova encarnação cósmica.
A melhor maneira de explicar o que você não sabe, é atribuindo o feito à alguém, no caso específico da humanidade, foi criado um deus, que não explica nada, mas, para uns criou o silêncio e contentamento e para outros criou a desconfiança e concomitantemente a busca.
Bom dia! O segredo para progredir é começar. Que o seu dia seja produtivo, cheio de energia positiva e grandes conquistas.☕︎ᥫ᭡❦
Bom dia! Que a sua vontade de vencer seja sempre maior do que o seu medo de falhar. Força, foco e fé na batalha de hoje!
💪 👁️ 🙌🙏💓
Bom dia! Cada amanhecer traz uma nova chance de fazer dar certo. Levante, respire fundo e conquiste as suas metas.💕🌻
2161 📜 "Espanto-me mas também Encanto-me com aqueles humanos que afirmam o que afirmam sem qualquer evidência, sem qualquer fundamento, sem qualquer prova e só repetindo o que Outros já repetiram. Espanto-me com eles e, ao mesmo tempo, Encanto-me por eu não ser um deles!"
2160 📜 "Ouvi de um 'Sincero e Esperto' que pecados 'praticados' podem ser perdoados com rezas, quando você for à missa. E que pecados 'a praticar' podem vir a ser perdoados se você acabou de estar na missa. É ou não é 'Sincero e Esperto' (entre aspas)? Hein?"
A Felicidade esta no Caminho.
Isso reforça que a nossa experiência de vida, esta ligado a um ponto de vista, a maneira como enxergamos, os pequenos detalhes.
Pois é baseado nessa perspectiva que teremos uma vida completa e feliz.
Todos nós somos poetas em potencial, amando a poesia no voo de um pássaro, na comovente curva de um joelho feminino, no pôr do sol, na chuva que cai no mar. Mas nós somos os pequenos poetas, os que sentimos a poesia, sua mensagem de encantamento, sem capacidade bastante para transmitir ao amigo, à amada, ao companheiro aquilo que nos encantou.
Passarinho que come pedra, sabe o que advém.
