Pensamentos Mais Recentes
A culpa escorreu pelo rosto do rapaz, que soluçava perante seu maior pecado.
(do conto A Boca do Coiote, livro: Entre um Café e as Palavras que Dançam)
Demônios não são capazes de ficar muito tempo longe do inferno, são seus instintos – sua vida. Sem isso, nada mais resta-lhes além da morte.
Desisti da minha juventude pelo o meu futuro, eu só quero me levantar mais forte.
Acho que a vida é bonita justamente nas coisas que deixamos por último.
Nos abraços que não demos por achar que haveria tempo.
Nos “eu te amo” presos na garganta.
Nas lágrimas que seguramos por orgulho, medo ou pela necessidade idiota de parecermos fortes nesse teatro que chamamos de vida.
Vivemos quase sempre no automático, ocupados demais fazendo planos, tentando parecer inteiros, racionais, invulneráveis. Mas no final, quando todas as máscaras caem, sobra só aquilo que realmente nos atravessou: o amor.
Um amor estranho, abstrato, que nasce nas brechas da razão.
A flor que nasce no precipício.
Algo tão humano e tão puro que, por alguns instantes, faz desaparecer cor, ego, orgulho, gênero, diferença, ódio. Só sobra presença.
E talvez seja isso que mais me emociona na existência:
nossas imperfeições.
Somos falhos.
Errantes.
Quebrados em muitos lugares.
Mas ainda assim capazes de recomeçar.
Como uma estátua rachada, coberta por flores e musgo, cercada por um gramado verde-esmeralda. Não perfeita, mas viva. Tocada pelo tempo, pela dor e ainda assim bonita.
Às vezes me sinto como uma orquestra silenciosa, tocando melodias que ninguém jamais poderá ouvir completamente. Um violino melancólico atravessando memórias e paixões perdidas, enquanto um piano toca calmamente ao fundo, como se dissesse que ainda existe beleza nisso tudo.
E existe.
Porque no fim, acho que o que realmente chama pela nossa humanidade não é a perfeição.
É a capacidade de sentir.
De amar.
De sofrer.
De olhar para o outro com a alma desarmada.
Mesmo num mundo cansado.
Mesmo quando esquecemos disso durante nossas alegrias.
Mesmo quando a vida insiste em endurecer a gente.
Talvez viver seja exatamente isso:
continuar florescendo entre as rachaduras.
Sentar de frente pra janela,
ler um livro enquanto o sol entra devagar pela manhã…
ter flores por perto, silêncio na alma
e a leveza de quem aprendeu a encontrar felicidade nas pequenas coisas.
Ian N.T
A dor repentina e certeira dói muito menos que a agonia de não ter forças para voltar. A dor e o ferimento somem, mas o arrependimento do tempo passado se instala em você feito um verme faminto de espírito.
Quando o tempo finalmente engolir o nosso adeus, a saudade vai tatuar no avesso da sua alma que fomos o único milagre que o tempo não soube explicar.
Há tanto para se ver quando perdemos os olhos, há tanto para temer se pensarmos no tempo que vivemos sem enxergar.
Gordinha é uma coisa tão maravilhosa que se reparar bem, ela não anda; a filha da mãe desfila destruição psicológica. Acaba comigo.
Ela não tem corpo considerado padrão. O que ela tem é tempestade. E eu sempre me perco no caos das curvas daquela gordinha perfeita.
Viver já é uma vitória digna de toda gratidão. Agradeço a Deus por me conceder a oportunidade de poder compartilhar um oceano de conhecimentos diariamente com cada um de vocês todos os dias.
