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Elegia para uma Espécie em Falência
Ó guerra! Terribilíssima Guerra!
Devoradora de imemoriáveis vidas e sonhos. Eis que nos céus vejo gafanhotos,
Mísseis, guerra e helicópteros.
As trevas me cercam — a noite reina!
"Aí de mim sou um mero homem!
Sou pó e cinza, invisível nas cidades dos homens,
Desprezo-me, abomino-me!
Contemplo como por espelho o meu fim, Acorrentado as maquinações humanas,
Aí de mim sou um mero homem!"
Todavia veio ao meu encontro o tão aguardado dia
A luz dos homens! O sol nascente das alturas! O Arauto Deus.
O novo começo, a nova aliança!
No fiat lux cotidiano de mais um dia,
Os céus partejam-se, como se rasgados fossem,
De semelhante modo ao Agnus Dei Sacral
Restando-me somente o papel de mártir, Testemunho da tolice dos homens,
Da ignóbil hecatombe de Marte,
O flagelo do Deus que é, que foi e que há de vir.
Muitos são os Deuses pagãos que contra mim se abarcam,
Deveras multidões doravante me apedrejam,
O que fiz para receber tal fim?
"Razão Pura" ou "Razão Bruta"?
Com o que avacalham o meu semblante?
Por qual Razão me fazem bobo da corte?
A dura prosa é que, tragicamente, apenas eu,
Somente eu, o mais invisível dos homens,
Fui capaz de enxergar a tolice da guerra.
As estratagemas, os ardis astutos, os jacós e os jacobinos
As palavras cegam os tolos
E até os mais temível dos ciclopes.
—Quem te feriu? — pergunto eu
— Ninguém! Ninguém me feriu! — ele responde...
Então voltemo-nos para minhas lástimas lamentações,
Ou melhor, meus relatos retratos sobre a vida vivida ou vivenciada,
Sempre observador, o voyeurismo da consciência alheia,
Talvez eu tenha agido com dura cerviz,
Mas me desespero com a guerra.
Oh a guerra... guerra... guerra, tudo que ouço são guerras,
Lembro-me de Srebrenica, Mostar, Sarajevo.
A barbárie da civilização, o totem e o tabu,
A bellum werra dos espartanos, troianos e romanos.
Para mim já basta!
Anseio por um oásis,
Um refúgio no deserto,
Mas não me entendam mal,
O deserto que vos descrevo,
Não me é por lugar comum
A inúbia do meu rugir — o deserto nuclear.
Ó Prometheus, o que fostes fazer?
Ao entregar tamanho poder nas mãos de primatas,
Egocêntricos, egoístas, narcisistas,
Os umbigos estão de fora e é para isso que olham.
Declaro-vos a todos vós, falência,
Falência da espécie que um dia pode se considerar humana ,
Falência de todo o estado de estar, de todo devir, de todo pensar.
E o que nos resta enquanto povo?
Devoramos uns aos outros até que já não pertençamos a esse plano.
Eis que o Hades está às portas
Eis a fuligem nos sufoca
Eis que a bebida nos engana
Eis que o homem mata o homem!
Seguindo meus antigos tratados e livros sobre a joalheria da Sublime Ordem, eu como artista plástico joalheiro, divido a criação e execução das jóias na maçonaria, em dois grupos. O primeiro das jóias dos graus, dos cargos ou das ritualísticas obedecendo a simbologia, os metais e as gemas oficialmente correspondentes para uso interno. E o segundo das jóias ornamentais e simbólicas, primando pelo bom gosto e de forma discreta, na alusão de pertencimento a filosofia maçônica, para confirmar o compromisso de fidelidade com a ordem, para o uso em todos ambientes, sagrados e profanos.Estas são jóias para uso diário e pessoal.
"Não devemos comparar o ser
humano com os animais pois,
eles nascem e morrem inocentes
e os seres humanos vão mudando conforme o tempo passa e quando
morre leva conta pra pagar.
Milton Cavalcanti
𝙿𝙾𝙴𝙼𝙰: O Príncipe das Terras Altas.
Torço, em meu quintal,
para te ver no meu céu.
Fiel às nuvens, e a elas
afirmo contigo, pleno,
um eterno sonho real.
Meu povoado está cansado.
Eles me observam toda vez
com um olhar no meu encalço;
céticos, do dia até o entardecer.
Boatos afirmam sua boa pessoa,
isso eu já não tenho como saber.
Talvez você seja um príncipe Hamlet,
ou talvez um príncipe como Luís XIV.
Me torne sua mais nova aquisição
e eu me comprometo a te mostrar:
Vou ser o seu mais longo reinado,
não importa qual terra você pisar.
Seja no barco ou em avião
esteja a pé ou de bicicleta...
Você podia vir aqui me visitar, sabia?
Pra mim seria uma alegria completa.
É engraçado como as palavras aqui
se encaixam com mais facilidade agora.
Sinto que algo dentro de mim floresceu;
Por isso, venho me confessar:
Você se iguala a um sonho,
disso tenho que concordar.
Não tive o prazer de te conhecer,
nem mesmo acho que vou poder,
porém, isso já era de se esperar.
Nunca tive sorte no amor
e isso é tudo o que eu posso afirmar.
Escrito e idealizado por César Hioli.
27/03/2026.
Eu invoco a prosa que não tem necessidade.
Presente teu de complexidade
No momento agora exalto
O tormento que tu tens me causado
Diferente das mulheres que nascem com a dor inata
Nós homens temos que procurar nossos demonios
Porque o sofrimento é a bússola que guia o caminho para felicidade
No entanto, tenho medo de ser o teu demonio
Aquele que a igreja tanto fala que tenta os homens
Eu te procuro nas veredas assim como Diadorim procurava por Riobaldo
Receio que tenhamos a mesma relação entre cafés e parafusos e que ao não falar sobre ser gente cheguemos ao fim
Mas no fim encontrei apenas o taxi que havia atropelado minha macabéa
Engraçado que ele me obrigou a tomar a mesma decisão
Deixa-te você e não olhar para trás
Porque quando olhei,percebi que tu nem havias notado minha ausencia
Por que na realidade tu nunca esteves comigo.
Seu texto já tem uma força muito boa — especialmente pelos repertórios (tipo a referência a Diadorim/Riobaldo e à Macabéa) e pela ideia central de ausência e desencontro. Vou corrigir mantendo ao máximo seu estilo e depois te entrego uma versão em inglês.
✅ Versão corrigida (português)
Eu invoco a prosa que não tem necessidade.
Presente teu de complexidade.
No momento, agora exalto
o tormento que tu tens me causado.
Diferente das mulheres que nascem com a dor inata,
nós, homens, temos que procurar nossos demônios,
porque o sofrimento é a bússola que guia o caminho para a felicidade.
No entanto, tenho medo de ser o teu demônio,
aquele que a igreja tanto fala, que tenta os homens.
Eu te procuro nas veredas, assim como Diadorim procurava por Riobaldo.
Receio que tenhamos a mesma relação entre cafés e parafusos
e que, ao não falar sobre ser gente, cheguemos ao fim.
Mas, no fim, encontrei apenas o táxi que havia atropelado minha Macabéa.
Engraçado que ele me obrigou a tomar a mesma decisão:
deixar-te, você, e não olhar para trás.
Porque, quando olhei, percebi que tu nem havias notado minha ausência,
pois, na realidade, tu nunca estiveste comigo.
🌍 Version in English
I invoke a prose that has no need to exist,
a gift of complexity from you.
In this moment, I exalt
the torment you have caused me.
Unlike women, who are born with an innate pain,
we, men, must seek our own demons,
for suffering is the compass that guides the path to happiness.
Yet I fear becoming your demon,
the one the church so often speaks of, the one who tempts men.
I search for you through the backlands, just as Diadorim searched for Riobaldo.
I fear we share the same bond of coffee and screws,
and that, by not speaking about being human, we will reach an end.
But in the end, I found only the taxi that had run over my Macabéa.
Strangely, it forced me to make the same decision:
to leave you and not look back.
Because when I did look back, I realized you hadn’t even noticed my absence,
for in truth, you were never with me.
Se quiser, posso te ajudar a refinar ainda mais (nível poema premiável) ou deixar mais “ENEM/literário formal”.
Apenas corrija minha versão e lhe atribua uma nota
✅ Versão corrigida
Eu invoco a prosa que não tem necessidade.
Presente teu de complexidade.
No momento, agora exalto
o tormento que tu tens me causado.
Diferente das mulheres que nascem com a dor inata,
nós, homens, temos que procurar nossos demônios,
porque o sofrimento é a bússola que guia o caminho para a felicidade.
No entanto, tenho medo de ser o teu demônio,
aquele que a igreja tanto fala, que tenta os homens.
Eu te procuro nas veredas, assim como Diadorim procurava por Riobaldo.
Receio que tenhamos a mesma relação: eu tentando ser gente, você oferecendo apenas café
e que, ao não encontrarmos nosso paraiso, cheguemos ao fim.
Mas, no fim, encontrei apenas o táxi que havia atropelado minha Macabéa.
Engraçado que ele me obrigou a tomar a mesma decisão:
deixar-te e não olhar para trás.
Porque, quando olhei, percebi que tu nem havias notado minha ausência,
pois, na realidade, tu nunca estiveste comigo
Hoje em dia eu quero ser melhor para mim mesmo porque o melhor para os outros eu já tentei sei e nunca foi o suficiente e nem reconhecido
(Verso 1)
Saio do serviço, vou tomar uma gelada
Eu gosto de beber, quem não gosta é minha amada
De repente o telefone toca, já sei quem tá na linha
Ela pergunta onde eu tô, se tô com outra galinha
(Verso 2)
Quando chego em casa a mulher vem brigar
Eu fico achando graça e calado vou ficar
Ela fala, fala, fala sem parar
Mas quando eu dou um beijo ela para de brigar
(Refrão)
Chega de brigar, chega de falar
Você não tem certeza
Tenho um jeito bom pra calar sua boca
Me beija, minha princesa
Tenho um jeito pra calar sua boca
Me beija, me beija
Tenho um jeito pra calar sua boca
Me beija, me beija
(Verso 1)
Longe de casa, com saudade de você
Mesmo dormindo ainda penso em te ver
Teu beijo ficou, não sai do meu desejo
Ainda sinto o gosto doce do teu beijo
(Verso 2)
Eu nem te tatuei, mas marcou em mim
Fez morada no peito, não tem mais fim
Um lugarzinho no meu coração você ganhou
E desde esse dia meu mundo mudou
(Refrão)
Eu vou te ligar só pra te dizer
Prepara o jantar que eu tô indo te ver
Veste aquele baby doll pra me enlouquecer
Que hoje a gente vai se amar até o amanhecer
(Ponte)
Cada quilômetro só faz aumentar
Essa vontade louca de te encontrar
E quando eu chegar, não vai ter pra ninguém
Só eu e você se amando também
(Final)
Longe de casa, mas perto de você
Porque no meu peito é onde você quer viver
A ARTE DE SOLTAR AS ÂNCORAS
(Entre o conforto da companhia e a liberdade do ser)
Observei, olhando para o horizonte, o sol ao longe e pensei na lua. Mesmo distantes, nunca se encontram. Foi então que veio esta reflexão: como a presença do outro, aos poucos, pode nos fazer desaprender a caminhar lado a lado, sem perder o próprio eixo?
Ser independente é garantir que, caso todos os outros partam — seja vínculo familiar ou não —, teremos a nós mesmos. Isso quer dizer que devemos ser livres e não depender de ninguém. Às vezes, essa dependência surge porque o outro facilita nossa vida e nós nos acomodamos. Passamos a nos aproximar, ou nos deixar aproximar, por essa escolha — ou melhor, por esse comodismo de estar sem agir.
Essa conexão inconscientemente passa a ser: "por favor, me preencha, mas saiba que sou completo; caminhar ao seu lado me dá segurança, mas sei que um dia terei que me libertar". Porque, no fim das contas, nascer e morrer só nos lembra que somos essências únicas e responsáveis pela nossa caminhada. Afinal, a liberdade reside em saber soltar o que prende e permitir que flua, com leveza, tudo o que a vida nos entrega.
Lu Lena / 2026
"Transparência é o selo de quem não deve nada à própria consciência. Tem gente que confunde ser transparente com ser bobo, mas mal sabem eles que é preciso ter muita coragem para andar desarmado em um mundo de traições. Minha vida é um livro aberto para quem sabe ler; para quem só sabe julgar pela capa, a minha história sempre será um mistério. 📖🕊️"
@SerLuciareflexoes
Seja transparente o suficiente para que ninguém precise adivinhar quem você é. Em um mundo onde o 'parecer' vale mais que o 'ser', eu escolho a paz de ser de vidro: quem me olha, me atravessa e encontra a mesma essência. Não mudo minha cor para combinar com o ambiente; se a minha clareza te incomoda, o problema está na sua visão embaçada. ✨🚫
@SerLuciaReflexoes
"A transparência não precisa de holofotes, ela tem luz própria. Quem vive de criar filtros para esconder a própria alma, acaba se sufocando na fumaça da própria mentira. O tempo é o melhor colírio: ele limpa a vista de quem foi enganado e expõe a cegueira de quem achou que podia viver na sombra para sempre. Verdade não se discute, se reconhece. 💎⚖️"
@SerLuciaReflexoes
