Pensamentos Mais Recentes

Amar é um nó cego em nossa programação genética, muitas vezes orientado pelo instinto. Conectando consciência e inteligência, o amor pode ser tanto doce quanto amargo.

Quem sobreviveu ao que ninguém viu já não teme o que todos enxergam.

" Via sem querer entender, olhava o Jardim e bastava-me o olhar. Havia uma verdade nas árvores que não precisava de nome, e um sossego em mim que vinha de fora. Se pensasse estragaria o instante. Se sentisse, pertencia-lhe."




Em livro a terminar.

Contar historinhas para minhas filhas é uma alegria. Para elas, tudo precisa ter um fim: o homem nasce e morre, a planta cresce e depois desaparece. Elas não conseguem imaginar o universo como algo sem limites. Passo horas tentando conceber um término para o universo, porque, na cabeça delas, toda história exige um desfecho.

Inserida por jeremias_cardoso

algumas pessoas carregam tempestade e ainda assim oferecem abrigo.

Alieno no "socialismo democrático" para retirar vantagens..Sou Capitalista nato, caros companheiros.

Não desperdice a vida que alguém rezaria para ter.

" Um, continuaria a derivar-se só, órfão como a vaga que nasce e rebenta eremítica. O outro, fora um homem sem memórias, passado e futuro, a quem o Vento salvou. Ambos eram pertença do meu coração.


In livro ainda por terminar.

O medo é natural. A vida é bela e valiosa — disso todos temos ciência. Ainda assim, cedo ou tarde a morte chega e nos tira tudo. O conforto está em saber que, depois da morte, não haverá mais dor nem sofrimento.

Eu digo que tô bem
como quem fecha a porta devagar.


Por dentro,
tudo faz barulho.


Não é dor,
é cansaço de existir acesa.


Queria um lugar sem nome,
onde eu pudesse cair
sem ninguém me pedir força.


Se eu ficar em silêncio,
talvez eu me encontre.

"Quiçá, os perdidos fossem mais humanos do que os homens, de "h" pequeno, que pensam tudo saber e nada querem perder."


No meu livro ainda por terminar.

A beleza é complexa e difícil de definir, mesmo quando a consideramos essencial. O tempo, no entanto, costuma desmentir essas certezas, levando consigo o que idealizamos como permanente.

⁠No fundo, talvez eu só esteja exausta(o).
De sentir demais, de segurar demais,
de fingir equilíbrio quando tudo treme.
E mesmo assim eu continuo dizendo “tô bem”,
não porque seja verdade,
mas porque ainda estou aqui —
e isso, por enquanto, é o que consigo ser.

Às vezes quero desaparecer por algumas horas,
não pra morrer, não pra ir embora,
só pra não precisar ser nada.
Queria um lugar onde eu pudesse chorar sem culpa,
gritar sem explicação,
ficar em pedaços sem ter que me recompor rápido demais.⁠

A fé tem um poder profundo: ela transforma a vida e orienta a realização dos seus desejos. Ao acreditar, você gera uma expectativa positiva que facilita a conquista dos seus objetivos. A fé alimenta perseverança e otimismo — é a confiança firme de que as coisas podem dar certo.

Quando a fé aparece, parece que tudo passa a conspirar a seu favor, e você naturalmente se coloca a serviço do próximo. Você escreve sua própria história ao optar por atitudes construtivas; é nesse caminho que se cresce. A fé também ajuda a superar obstáculos — quem acredita tende a pensar de forma positiva, atraindo mais alegria e oportunidades.

Mantendo uma postura otimista, despertamos energias que muitas vezes são difíceis de explicar. Cultive esse bem-estar e confie no que deseja. A fé fortalece a saúde, acalma a alma e traz grande benefício.

Aflições fazem parte da condição humana; a fé é elevada e nos ajuda a reconhecer nossas limitações — somos frágeis e erramos. Nunca desista: levante-se, sacuda a poeira e siga em busca da vitória. Viver com sabedoria é viver na fé. Ao agir com bondade e excelência, contribuímos para uma humanidade mais grata pela nossa presença.

Inserida por jeremias_cardoso

“A maioria das pessoas passa a vida tentando ser entendida; eu passei a minha tentando não me trair — e foi assim que descobri que a solidão também pode ser uma forma de vitória.”

Escrever sempre me fascinou. As ideias aparecem e desaparecem: algumas permanecem, outras se perdem. Preciso de inspiração e sou influenciado pelo que me rodeia — mesmo assim, às vezes não consigo começar.

Hoje estou travado; nada vem. Sei que é apenas uma fase e que vai passar, então tento recomeçar. Costumo escrever demais e, ao reler, não gosto do que escrevi. Apago tudo e começo de novo.

Quando surge um novo pensamento, as coisas começam a tomar forma. Mas logo vem o pânico: escrevo sem freios, depois filtro tudo e, no fim, parece que não sobra nada para contar a história.

Inserida por jeremias_cardoso

Docemente transformaste-me
o ímpar estepário refúgio 
onde floresce com total
augúrio de levar o silencioso 
amor virtuoso e puro --
que somos capazes de proteger,
sem ressignificar e pertencer. 


O teu olhar que guarda o auge
celeste sei que me pertence
com a potência mais alta,
no fundo sabe que o Oriente 
não é apenas de alma,
e sim herança viva e perene,
sobre tudo o que perece.


De caravansário em caravansário
do rumo sei que não se perderá,
porque o destino nos reunirá 
sob a vontade de Deus que é
Sagrado, Clemente, Soberano
Misericordioso e Fonte da Paz,
e que orienta e só o Bem traz.

"QUANDO OS ADOLESCENTES SÃO REBELDES OU OMISSOS, TEM FUTUROS PREOCUPANTES; É NESTA FASE QUE ELES ADQUIREM VICIOS NOCIVOS E CARREGAM POR TODA A VIDA: FUMO, BEBIDAS, DROGAS, PROSTITUIÇÃO, VADIAGEM, VIOLÊNCIA, DESRESPEITO. ELES SE OMITEM EM CUMPRIR ÀS NORMAS SOCIAIS, POR ISSO, PODEM SE TORNAR PESSOAS PROBLEMÁTICAS POR TODA A VIDA" Ademar de Borba

⁠Basta chegar o Carnaval para as redes sociais desfilarem santidade, mas basta acabá-lo para o mundo virar um inferno.


Entre os que se valem da folia para se divertirem e os que se valem do nome de Deus para se esconder, aparecer e se promover, fico com os assumidos e previsíveis.


O calendário mal anuncia o Carnaval e as redes sociais se fartam de santos improvisados: perfis austeros, discursos moralistas, dedos em riste… 


A fé, a virtude e os bons costumes desfilam com mais rigor que qualquer escola de samba instrumentalizada. 


Mas é curioso como, ao soar da última batucada, esses mesmos altares virtuais se esvaziam — e o mundo, sem aviso, volta a parecer um inferno cotidiano.


Talvez o problema nunca tenha sido a folia, mas o julgamento dos que se acham mais dignos da Misericórdia de Deus do que os outros. 


Porque há quem não goste do Carnaval — e isso é legítimo. 


O que soa dissonante é a necessidade de condenar a alegria alheia, como se o gosto pessoal fosse mandamento divino. 


A virtude que precisa julgar e humilhar para existir já nasce manca.


Se os “santos” que rejeitam a festa julgassem menos e evangelizassem mais, talvez a hipocrisia não tivesse tanto espaço para sambar. 


Faltaria palco. 


Afinal, moral que só aparece em datas específicas não é princípio — é só outra fantasia. 


E essa, convenhamos, também acaba na Quarta-feira de Cinzas.

Mil vozes


Quando o pensamento corre sem destino, mil vozes falam ao mesmo tempo dentro de você.
Não há assunto, não há forma,
só o barulho do que sente demais
e não sabe por onde começar a entender.


Então você para.
Fecha os olhos, 
encara o silêncio,
e a meditação vira abrigo.
Não apaga o caos —
mas ensina a escutá-lo 
sem se perder nele.


E aos poucos, 
a mente desacelera,
o coração encontra ritmo,
e aquilo que parecia confuso começa a respirar.
Meditar não resolve tudo,
mas ajuda
 — e às vezes, ajuda muito.

“Querem milagres para crer em Mim, mas ignoram o universo que Eu já criei. Minha existência precisa de espetáculo?”, diz Deus.

ECO DO ABISMO.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.

Eu sou lançado ao mundo sem essência
Sou um grito sem resposta no clarão das horas
A realidade crua arde em meus olhos
E a luz que se derrama não me cede consolo
O universo não me prometeu sentido
Eu o encontro em cada passo que escolho
E cada escolha desgarra o eu de outrora
Até que nada fique além do meu próprio ser
Sou livre como a pedra que se quebra
Sou mais livre ainda como o vento que não encontra forma
E essa urgência de escolher devora minhas certezas
Não há desculpa nem refúgio
Nada antecipa a minha decisão
Nada transforma o vazio em abrigo
Aqui estou
Respirando a dúvida
Vestindo a solidão como veste o medo
E apenas no tremor de existir
Encontro o preço de minha liberdade
Que a angústia seja a lâmina que me forja
Que a liberdade seja o aço que não se dobra
Pois não há outro que escolha por mim
E sou eu — sempre eu —
Neste mundo que ecoa meu nome sem eco — sem fim.

“Camisa velha não é roupa cansada — é testemunha. Ela viu dias que ninguém aplaudiu, abraçou o corpo quando o mundo virou as costas e, por isso, mesmo rasgada, continua sendo impossível de jogar fora.”

Cresci na igreja: meus pais me levavam todo domingo e eu gostava de cantar. Com o tempo, porém, perdi o entusiasmo e não encontrei motivos para continuar. Não sei exatamente por que — talvez por mágoa, talvez por algo difícil de explicar. Nem tudo na Bíblia é fácil de entender, mas eu acredito e aceito isso. Sou humano, fraco e limitado.

Antes, pensava que devia crer cegamente em tudo, mas dúvidas foram surgindo. Me pergunto se tudo o que está escrito chegou exatamente como foi dito. Assim como Sócrates, Jesus não deixou textos próprios; escreveram sobre ele. Será que não alteraram, reduziram ou acrescentaram palavras?

Acredito em Deus e em Jesus. O que me incomoda é que, para mim, a Bíblia parece ter contradições em vários trechos. Talvez o problema seja eu, lendo-a como um livro comum. Também sinto que, em certos aspectos, a Bíblia pode funcionar como um freio para a humanidade. Não quero impor meu ponto de vista — cada um é livre para refletir.

Inserida por jeremias_cardoso