Pensamentos Mais Recentes

A ciência pode explicar nossa origem; o Direito precisa decidir como devemos conviver.

O Direito acrescenta responsabilidade humana ao processo histórico da transformação social.

A evolução explica mudanças; a ética jurídica pergunta quais mudanças merecem ser desejadas.

O fato de determinado comportamento existir há milhares de anos não o transforma em direito.

Não existe uma passagem automática daquilo que é natural para aquilo que é juridicamente justo.

A natureza descreve o que acontece; o Direito decide, dentro de seus limites, o que deve acontecer.

A evolução biológica não possui finalidade moral; a evolução jurídica, ao contrário, envolve escolhas humanas sobre os fins que desejamos alcançar.

Uma sociedade civilizada cria instituições precisamente porque a sobrevivência individual não pode ser o único princípio de organização coletiva.

A justiça social pode ser compreendida como uma tentativa deliberada de impedir que vulnerabilidade se transforme em condenação permanente.

A igualdade perante a lei impede que o poder econômico determine sozinho quem merece proteção.

O Estado de Direito substitui parte da seleção pela força por uma seleção institucional baseada em regras.

A civilização começa quando a força deixa de ser o único critério de sobrevivência social.

O mais forte pode sobreviver biologicamente; juridicamente, não deve possuir o direito de dominar simplesmente por ser mais forte.

A seleção natural não é um modelo moral; transformar sobrevivência em justiça seria confundir descrição com prescrição.

O Direito funciona também como mecanismo de correção das consequências socialmente intoleráveis da competição.

A eficiência econômica não é critério suficiente para definir aquilo que uma sociedade deve considerar justo.

O mercado seleciona comportamentos econômicos; o Direito estabelece limites para que essa seleção não destrua a dignidade.

"Se para caber no amor de alguém eu preciso encolher a minha essência, então esse lugar não é para mim."


—By Coelhinha

Confissão 




Nunca consegui falar de amor  
No verdadeiro sentido.  
Tento falar dele,  
Mas penso que é inútil  
Falar de algo que nunca tive. 


Me pego pensando  
Que falo tanto de amor  
Justamente por nunca ter tido.  
Por não saber o que é amor. 


Pois quem tem e sabe  
O que é uma coisa  
Não fala dela todo dia. 


Eu nunca tive o amor,  
Mas eu soube dar.  
Acho que soube.  
Acho que sei amar de verdade.  
Mas também sei  
Que nunca fui amada. 


E dói saber  
Que só sou desejada, não amada.

... _._ ... _._ ... _._ ...

Quando Aprendemos a Enxergar

Há um momento em que os olhos deixam de servir apenas para ver. É quando aprendemos a ler aquilo que não está escrito, a escutar o que não foi pronunciado e a perceber, por trás das aparências, aquilo que insiste em permanecer escondido.
A arte nos ensina esse olhar.
Quando aprendemos a contemplar uma pintura, atravessar um poema, compreender uma música ou reconhecer o silêncio que existe entre duas palavras, alguma coisa dentro de nós abandona a ignorância. Não porque passamos a saber tudo, mas porque finalmente compreendemos o tamanho daquilo que ainda não sabemos.
E talvez seja essa uma das formas mais bonitas de inteligência: não se deixar seduzir facilmente.
Vivemos num tempo em que uma imagem bem construída pode se vestir de verdade. Uma fotografia manipulada pode fabricar felicidade. Uma frase bonita pode esconder o vazio. Um discurso educado pode carregar intenções que somente o pensamento atento consegue perceber.
Por isso, aprender a interpretar a arte é também aprender a interpretar o mundo.
Quem desenvolve sensibilidade começa a desconfiar das aparências perfeitas. Já não se deslumbra com qualquer fotografia cuidadosamente montada, nem entrega sua consciência às frases prontas que circulam como verdades absolutas. Aprende que nem toda beleza contém profundidade, assim como nem toda simplicidade significa pobreza de espírito.
A verdadeira cultura não deveria nos transformar em pessoas arrogantes. Deveria fazer exatamente o contrário: tornar-nos mais difíceis de enganar e mais humildes diante da complexidade da vida.
Porque estudar não é acumular palavras difíceis para impressionar os outros. Estudar é adquirir liberdade para pensar.
E talvez a arte exista justamente para isso: para arrancar os nossos olhos da superfície e nos ensinar que, entre aquilo que vemos e aquilo que realmente existe, há um território imenso chamado consciência.

A Estranha Fórmula de Existir

Há pessoas que amam as coisas simples como quem encontra nelas uma explicação para a própria vida. Um gesto pequeno, uma palavra despretensiosa, uma presença que permanece quando todas as grandes certezas já partiram.
Ele, porém, amava a si mesmo com uma paixão profunda, quase enraizada. Talvez porque tenha descoberto cedo que existir também exige essa estranha intimidade conosco: somos, ao mesmo tempo, nossa companhia e nosso enigma.
A existência humana parece obedecer a uma fórmula que ninguém consegue resolver inteiramente. Há nela o inevitável, o incompreensível e aquilo que, por mais que tentemos evitar, acaba nos encontrando.
Talvez por isso observemos os outros de maneira tão imperfeita. Julgamos uma vida inteira pela superfície de um instante. Transformamos pessoas em figuras planas, como personagens de uma antiga pintura, sem perceber as profundidades que existem atrás de seus olhos.
E, no entanto, são justamente as coisas aparentemente triviais que denunciam quem somos.
Há quem consiga descascar uma maçã numa única tira, conduzindo a faca lentamente ao redor do fruto sem interromper o movimento. Parece insignificante. Mas talvez viver seja exatamente isso: tentar atravessar os dias sem romper completamente o fio que nos liga a nós mesmos.
Há também pessoas que desaprenderam a sorrir. Não necessariamente porque lhes falte alegria, mas porque alguma coisa dentro delas se tornou pesada demais para alcançar o rosto.
E continuamos.
Amando.
Observando.
Errando.
Escrevendo.
Tentando dar nome ao que talvez nunca tenha nome.
No final da página aparece uma provocação quase irônica sobre a literatura: “Prosa russa, quantos crimes são cometidos em teu nome!”
Talvez seja uma brincadeira. Talvez seja uma acusação. Talvez seja apenas o escritor lembrando que até as palavras, quando pretendem explicar demais a existência, podem cometer seus pequenos crimes.
Porque a vida não nasceu para caber perfeitamente numa frase.
E talvez esteja justamente aí sua beleza:
existimos sem compreender completamente o que significa existir.

Quero envolver a sua mão e não soltar.
 Quero habitar no seu amor sem hesitar. 
Ser o seu presente e um pedaço de futuro.
 Saber te pertencer se não estivermos juntos.

Inserida por Lueleoterio25

De qualquer forma, sua vida acaba e você morre.

A verdadeira questão é: você vai morrer fazendo a vontade dos outros, seja da família, dos amigos ou da sociedade em geral, ou vai morrer vivendo as suas próprias vontades, seguindo o que realmente sente em seu coração, o que realmente deseja fazer e viver?

A vida é uma única oportunidade de viver de acordo com a sua essência, e muitas vezes nos perdemos tentando atender às expectativas externas, esquecendo-nos de que o tempo não volta. Viver de acordo com os próprios desejos e escolhas, com espontaneidade, é o que verdadeiramente nos conecta ao sentido mais profundo da nossa existência. No fim, o que importa é saber que, ao olhar para trás, você fez as escolhas que realmente sentia vontade, não as que os outros esperavam de você.

Enquanto o povo não enxergar que quem está no poder da sociedade e do mundo são os bancos mundiais, e não os fantoches políticos, nada vai mudar. O povo continuará sendo escravo até os 60 anos, continuará perdendo direitos, continuará sendo roubado, explorado, enganado, sabotado e controlado.