Pensamentos Mais Recentes
"Nas atrocidades, erguemo-nos.
Pois tais atos nada mais são que ideias fractais em um contexto mais amplo e profundo.
É na alienação conectiva que encontramos o verdadeiro terror que as pessoas carregam:
à beira do precipício, diante do abismo cognitivo.
A solitude resulta de um único ato de clareza e justiça — a nossa própria visão inata."
O grande problema é que, na política, algumas raposas sempre tiveram as hienas como público de suas atrocidades contra as ovelhas.
EU VOU MORRER.
Não escrevo isso como despedida. Escrevo como constatação.
Eu vou morrer.
Você também.
E talvez uma das coisas mais estranhas sobre estar vivo seja justamente esta: sabemos perfeitamente como a história termina e, ainda assim, acordamos amanhã fazendo planos para daqui a dez anos.
Compramos coisas.
Criamos projetos.
Nos apaixonamos.
Guardamos fotografias.
Prometemos “para sempre”.
Marcamos compromissos para a próxima semana como se o universo tivesse assinado algum contrato conosco.
Não assinou.
O relógio nunca prometeu esperar.
Talvez por isso a morte não seja apenas o contrário da vida. Talvez ela seja aquilo que dá peso a cada segundo dela.
Uma música seria diferente se nunca terminasse.
Um pôr do sol perderia parte da beleza se permanecesse para sempre no horizonte.
Um abraço talvez não significasse tanto se não existisse a possibilidade de ser o último.
Somos temporários tentando construir coisas permanentes.
E existe algo absurdamente humano nisso.
Escrevemos livros sabendo que um dia não estaremos aqui para lê-los.
Plantamos árvores cuja sombra talvez nunca utilizemos.
Amamos pessoas mesmo sabendo que, por partida, distância, mudança ou morte, algum dia teremos de aprender a existir sem algumas delas.
Talvez viver seja justamente essa insolência contra o tempo.
Olhar para uma existência limitada e dizer:
“Mesmo assim, eu vou fazer alguma coisa com ela.”
Eu vou errar.
Vou mudar.
Vou perder pessoas.
Vou encontrar outras.
Vou abandonar versões de mim que um dia considerei definitivas.
Vou olhar fotografias antigas e talvez não reconhecer completamente o homem que estava nelas.
E um dia, inevitavelmente, tudo aquilo que hoje chamo de presente será passado.
Até que eu também seja.
Então sim:
EU VOU MORRER.
Mas ainda não morri.
E, para mim, talvez toda a filosofia desta vida esteja escondida justamente nessa diferença.
Porque eu ainda estou aqui.
Ainda tenho coisas que nunca disse.
Livros que ainda não escrevi.
Pessoas que ainda não conheci.
Lugares onde meus pés nunca tocaram.
Abraços que ainda não dei.
Erros que provavelmente ainda vou cometer.
Ideias que hoje nem sequer existem dentro da minha cabeça.
Ainda existem páginas minhas completamente em branco.
E isso me assusta tanto quanto me fascina.
Não sei quanto tempo tenho.
Talvez ninguém saiba realmente.
Por isso não quero passar a existência inteira tentando parecer eterno.
Não sou.
Meu nome um dia será pronunciado pela última vez.
Minha voz um dia existirá apenas em alguma gravação.
Minhas fotografias ficarão mais jovens do que eu jamais poderei voltar a ser.
Os lugares onde passei continuarão existindo sem perguntar por mim.
E, estranhamente, eu aceito isso.
Porque não quero vencer a morte.
Quero vencer a possibilidade de chegar até ela sem ter sido verdadeiramente eu.
Quero ter amado do meu jeito.
Errado algumas vezes.
Acertado outras.
Escrito aquilo que tive coragem de pensar.
Construído aquilo que um dia parecia impossível.
Mudado de ideia quando fosse necessário.
Pedido perdão quando meu orgulho finalmente ficasse menor que minha consciência.
E deixado alguma coisa de mim nas pessoas que atravessaram a minha história.
Não preciso que o mundo se lembre de mim para sempre.
Só não quero chegar ao fim e perceber que passei a vida inteira tentando ser alguém que não era.
Quando a morte finalmente chegar até mim, não quero perguntar por que ela veio.
Quero olhar para trás.
Para o menino que fui.
Para o homem que tentei me tornar.
Para tudo que perdi.
Para tudo que amei.
Para cada versão de mim que precisei abandonar para chegar até aqui.
E então talvez eu consiga dizer, pela última vez, sem filosofia, sem personagem, sem título e sem nenhuma necessidade de parecer maior do que fui:
Meu nome é Jefferson Marconis Lima Silva.
Eu estive aqui.
Eu amei algumas pessoas.
Algumas ficaram.
Outras viraram memória.
Eu tive medo.
Eu errei.
Eu recomecei.
Eu escrevi.
Eu sonhei coisas grandes demais.
Eu mudei.
Eu vivi contradições que jamais consegui explicar completamente.
E, mesmo sabendo desde o início que perderia para o tempo, continuei.
No final, talvez eu não queira deixar uma grande resposta.
Talvez queira deixar apenas uma pequena prova:
eu existi.
E enquanto existi, tentei transformar o pouco tempo que recebi em alguma coisa que tivesse a minha forma.
Então, quando chegar a minha hora, o mundo continuará.
O sol nascerá sem mim.
Alguém estará rindo em algum lugar.
Uma criança estará começando uma história enquanto a minha termina.
E tudo bem.
Porque eu nunca precisei ser eterno.
Eu só precisava estar verdadeiramente vivo enquanto ainda era a minha vez.
— Jeff Marconis
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"A relevância institucional do Ministério Público, enquanto guardião da ordem jurídica, reside precisamente na coerência com que defende a Constituição, sem escolher a quem seus limites devem ser aplicados.”
Na mente e nas mãos
de Jack o inexplicável,
o fio do punhal sustentável
a síndrome violenta
e o encontro inevitável.
[A memória imperial
varrida para debaixo do tapete.]
A Terra Prometida
De onde vim, já não sou quem fui.
Se me procura nos hábitos do passado,
não vai me encontrar.
As pegadas que deixei na areia
já foram apagadas pelo vento.
O lugar onde convivemos
já não guarda a minha sombra.
Pois já não sou quem fui,
mas quem escolhi ser agora.
Carrego cicatrizes como mapas,
mas sigo em frente, sem temer o caminho.
O ontem me ensinou,
o hoje me liberta,
e o amanhã me chama
com voz de esperança,
rumo ao que ainda posso ser.
Minha verdade eu vos digo, não conheço felicidade unitária. Tanto na felicidade quanto na saudade, só as conheço quando por emoções e alegrias, foram efusivamente compartilhadas.
Tola e imatura interferência, pois sei na verdade, mesmo que quisesse, que jamais poderei limitar ou manipular as cores livres do arco-íris.
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Tenho a certeza exata que estou totalmente errado, quando equivocado coloco, uma tola afirmação, exata, perfeita, valida para tudo, para todos, para qualquer tempo, momento e situação. Não existe afirmação coerente atemporal em qualquer hemisfério. Nada é por si só, naturalmente, em nosso universo definitivo. Tudo trás consigo a relatividade e as múltiplas possibilidades de variações até mesmo nossa pseudo consciência é mutante e ser alterna constantemente entre quando somos figura, meio e fundo.
“Na democracia, as consequências das escolhas eleitorais, inclusive as deletérias, alcançam vencedores e vencidos. Por isso, governar exige responsabilidade perante toda a sociedade, e não apenas perante aqueles que legitimaram o vencedor nas urnas.”
POEMA FALANDO DA CIDADE DE BELÉM DO PARÁ.
A ARQUIDIOCESE DE BELÉM
PRODUZ PÁSSAROS.
QUE VOAM NA ALEGRIA
DE UM CÉU CLARO.
Só ensina de verdade, aquele verdadeiro mestre que aprende mais a cada nova lição. O exercício do saber puro é em si uma interlocução, entre variações de perguntas e respostas, divagações inexatas entre outras possibilidades exatas de quem expõe e quem ouve, sem qualquer certeza fechada.
