Pensamentos Mais Recentes

Traição é como um espelho quebrado, distorceu a imagem e se for consertar sai "caro" e nunca será igual.

Ninguém se cura fingindo que não doeu.

Aquela criança já deixou de existir — pelo menos fisicamente, pois ainda vive nas lembranças. Hoje, tu és um adolescente, uma pessoa independente que está se formando neste mundo tão desafiador e caótico. Mas, de cada fase, se Deus quiser, sairás vitorioso e tudo acontecerá no tempo certo; por mais difícil que seja, não percas a tua fé.

Para tanto, entre outras coisas, desejo que sejas sempre esperançoso e prestes muita atenção em todas as bênçãos. Trata a gratidão a Deus como indispensável: Ele será a tua fortaleza, dará ânimo quando estiveres cansado e sabedoria diante das incertezas. Afasta-te daqueles que não te fazem bem ou que não querem o teu bem de fato.

Cometerás muitos erros; isso é inevitável e faz parte do preço do aprendizado. Ninguém é perfeito, todavia, busca acertar o máximo que puderes. Tudo bem se falhares; usa a falha para aprender, de modo que não venhas a perder os teus valores e princípios. Só permanecerá contigo quem realmente estiver ao teu lado, tanto no sofrimento quanto no regozijo.

Sinceramente, não quero que te sintas pressionado. Aproveita esta fase que está apenas começando da melhor forma possível: com sabedoria, responsabilidade e sem pressa. Não te esqueças do temor a Deus e de que não estás sozinho. Nos teus caminhos, também aparecerão pessoas incríveis que farão uma baita diferença nos teus dias. Por fim, não olhes somente para a superfície: lê nas entrelinhas e vive tudo o que Deus permitir.

Ao acreditar em si mesmo, que é incrível, o primeiro passo é dado para realizar as coisas impossíveis.

Quem se reencontra nunca mais se abandona.

Crescer é retirar camadas, não acumular máscaras.

Quem se entende não precisa se explicar o tempo todo.

O único meio de equilibrar todas as coisas na vida é saber amar as pessoas.

"Viver o próprio destino é um ato de coragem e honestidade de quem se recusa a pesar na vida alheia enquanto luta por um ideal mais elevado."

Infância bem brasileira
debaixo do pé de Urucum,
abrindo as cascas,
estalando as sementes,
sorriso genuíno sem 
ser entre os nossos dentes.


A alegria de criança arteira
cantando e separando 
o que era para brincadeira,
e o que ía para tempero
das mães, das avós, das tias
e para as nossas vizinhas. 


O fogãozinho era revezado,
e era o celebrado brinquedo,
os perigos eram conhecidos,
vivíamos quase sem medo,
não tínhamos nem mesmo 
vontade de guardar segredos.

"Tentar medir uma vida humana é um ato de violência contra o sagrado."

NO RITMO DO ALGORITMO

A luta incansável, mas determinada a avançar
num labirinto cheio de fios emaranhados.
Versos desconexos, frases aleatórias
em poesias floradas.
Mundo digital busca algoritmo,
o poeta antigo, a essência que segue num só ritmo,
atual, na modernidade, com lógica e fluido.
E nessa quimera, as palavras ficam em inércia...
flopadas.

Lu Lena / 2026

Há beleza no ato de observar, e há beleza em tudo aquilo que se oferece ao olhar. Pois compreender que tudo o que existe um dia foi nada — e que inevitavelmente caminha para sua própria anulação — revela a profunda compreensão de que o eterno não passa de uma ilusão do desejo, enquanto a finitude se manifesta como a mais autêntica forma de beleza.


O que nasce carrega em si o destino de cessar, e é justamente nessa transitoriedade que reside sua grandeza. Há beleza em tudo o que se desfaz, porque ao alcançar o fim cumpre plenamente sua essência. Existir, completar-se e extinguir-se: eis o ciclo que confere sentido ao ser.


A plenitude não está na permanência, mas na conclusão. E nisso habita o belo.

Me entrego à minha eternidade: o agora.
Pois só no presente a existência é infinita.

Não é pranto, é tudo 
e mais um pouco, 
o que a tua indiferença 
não me permitiu falar,
É um cristal partido 
no solo do tempo 
que me fez meditar.


E agora jaz congelado
na mais plena forma, 
que nem mesmo 
o rio do teu remorso 
jamais fará com 
que eu volte atrás.


Dei milhões de passos 
todos acrobáticos,
e fui para os braços 
do giro do mundo,
certa que não vamos 
mais nos encontrar;
Porque quem decidiu 
não me escutar,
nunca irá me respeitar.

⁠⁠Talvez a sensação de descobrir ter sido manipulado com a ajuda da IA seja a mesma de descobrir ter sido assaltado com réplica de arma.




Mas a diferença entre os que são assaltados com réplica de arma e os que são manipulados com a ajuda da IA é que os primeiros não idolatram seus agressores.




Se algum dia os Asseclas Apaixonados despertarem e perceberem que foram manipulados pelos políticos-influencers com recursos terceirizados, talvez troquem a paixão pela revolta…




Talvez a maior violência nem seja a da arma — verdadeira ou réplica —, mas a da consciência ferida quando percebe que entregou a própria confiança a quem jamais mereceu.




Ser assaltado com uma réplica de arma é experimentar o medo real diante de um perigo fabricado.




O coração dispara, o corpo obedece, a vida parece ficar por um fio — ainda que o gatilho jamais pudesse cumprir a ameaça.




A dor vem depois, quando se descobre que tudo foi sustentado por uma encenação.




Mas, ao menos ali, a vítima reconhece o agressor como tal e qual.




Já quando a manipulação acontece com a ajuda da Inteligência Artificial, o enredo é muito mais sutil.




Não há correria, não há gritos, não há mãos ao alto.




Há algoritmos, narrativas calculadas, recortes convenientes da realidade.




Há “políticos-influencers” que terceirizam argumentos, fabricam proximidades e simulam verdades com a precisão de quem sabe exatamente onde tocar para provocar aplausos — ou indignação.




A diferença mais perturbadora talvez esteja nisso: quem é assaltado dificilmente defende o agressor.




Mas quem é manipulado, muitas vezes, transforma o manipulador em mito.




E confunde-se quase tudo…
Dependência com lealdade.
Repetição com convicção.
Engajamento com consciência.
Autoritarismo com autoridade.
Arrogância com bravura…
E até Discurso de Ódio com Liberdade de Expressão.




Os asseclas apaixonados não percebem que, ao terceirizarem o próprio juízo, tornam-se extensão da estratégia de quem os conduz.




E toda paixão cega tem prazo de validade: dura até o dia em que a realidade rompe o encanto.




Se esse despertar vier, pode ser doloroso.




Descobrir-se usado é como acordar no meio de um teatro vazio, percebendo que a plateia era figurante e o roteiro nunca foi seu.




Nesse instante, a paixão pode, sim, virar revolta.




Mas talvez haja um caminho mais nobre que a revolta: o da responsabilidade.




Não apenas contra quem manipulou, mas consigo mesmo — pela pressa em acreditar, pela comodidade de não questionar, pelo conforto de pertencer.




Porque, no fim, nenhuma tecnologia é mais poderosa do que a disposição humana em não pensar.




E nenhuma libertação é mais revolucionária do que reaprender a pensar por conta própria.

Gosto de você, mulher extravagante,
Na tua naturalidade simples e normal.
Teu riso solto, como brisa no ar,
Desperta em mim um amor eternal.


Você é beleza bonita que faz bem a mim,
Cura a alma com teu jeito sem fim.
Nos teus olhos, o mundo se acende,
Meu coração dança, pra sempre rendido.


Teu caminhar leve, rainha sem coroa,
Extravagância pura na essência da alma.
No teu abraço, encontro meu lar,
Simples assim, mas um sonho que não para.


Você é beleza bonita que faz bem a mim,
Cura a alma com teu jeito sem fim.
Nos teus olhos, o mundo se acende,
Meu coração dança, pra sempre rendido.


Não precisa de joias, nem de luzes a brilhar,
Teu natural é o que me faz sonhar.
Mulher minha, eterna e verdadeira,
No teu amor, eu vivo e renasço inteiro.


Você é beleza bonita que faz bem a mim...
(Que faz bem a mim, pra sempre...)

O problema não está em mim, mas sim no solo que eu piso.

Deriva

Eu não me sinto em casa, pois fui eu quem se lançou para fora dela. Hoje, as paredes sabem o meu nome, mas não me reconhecem.

Eu já não me sinto em mim. Habito este corpo como quem ocupa um traje espacial em missão sem retorno, ou como quem vive em um quarto barato demais para reclamar e caro demais para abandonar.

Há dias em que caminho pela própria consciência como um inquilino com o aluguel atrasado, evitando fazer barulho para não ser expulso. Abro as gavetas da memória e encontro apenas recibos de versões antigas de mim. Todas vencidas.

Não é que o mundo tenha me posto para fora. Não. Fui eu quem saiu aos poucos, deixando as luzes acesas para fingir que ainda morava aqui.

Agora está tudo silencioso: só a expansão infinita e a própria respiração dentro do capacete. Não há grito; o som não se propaga no vácuo. Foi um afastamento quase imperceptível, um desencaixe mínimo entre rota e propósito.

Resta o eco de alguém que já fui e que, se me encontrasse na rua, talvez atravessasse para o outro lado.

A coragem não é a ausência do medo — é a decisão de avançar mesmo tremendo, porque você acredita que o seu sonho vale mais do que qualquer dúvida. 💪✨

Não me sinto infeliz com a vida -
Me sinto infeliz comigo.
Me sinto infeliz ao olhar no
Espelho,
E me perguntar onde ficou perdida
Minha face.


Hoje, não sei
Se vejo a vida
Através dos meus olhos
Ou se tem alguém
Usando-os
Em meu lugar.


Observo minha imagem
No reflexo,
E fico desesperada.
Tentando achar o que sobrou de mim mesma -
Pois estou fragmentada,
E já não sei mais
onde me encontro.


Queria saber
Em que momento
Eu me perdi.
Não que fosse adiantar de algo -
Mas só pra me ajudar
A parar de pensar
Que já nasci assim:


Tão quebrada.
Tão vazia.
Tão amarga.


Sentindo que
vivo uma vida
Ao qual não me pertence.


Queria poder lembrar de
Um tempo,
Onde eu sabia quem eu era.


Se é que esse tempo,
sequer,
Chegou a existir.


Ou se ele é apenas
Mais uma ilusão
Tão fragmentada,
Quanto eu mesma sou.


Por que quando eu tento lembrar
de quem eu fui,


Na minha frente,
Só há névoa.


E no chão,
Pequenos cacos
De alguém que
talvez
Um dia eu tenha sido.

O homem é um robô de matéria orgânica

A Volta do Poeta Lunático

Estive perdido por um tempo,
tentando me encaixar em espaços que não me cabiam. Me matei por dentro por isso, me permiti sangrar para o benefício de outra pessoa.

As minhas muitas escolhas erradas me levaram à beira da loucura emocional. Logo já não era eu. Por pouco não me sucumbi à loucura dos sensatos, por pouco já não era eu.

A escuridão da solitude foi, por muito tempo, meu lar, mas nesse momento de loucura emocional não conseguia mais me encaixar também na solidão.

Não me encaixei no lugar onde jurei que era o meu, e a solidão não me permitia voltar. Foi estranho estar preso em alguém, mas se sentir sozinho e não poder desfrutar da solidão que tanto amei.

Logo vi que muitas decisões erradas eu tomei, inclusive a que fiz diante de promessas eternas, mas estava prestes a tomar mais uma. Mas essa era romper o laço que eu mesmo escolhi apertar.

A decisão errada, porém certa, que me traria de volta do caos em que vivi. Tenho novamente a virtude da solidão e a contemplo melhor agora, graças à maturidade das experiências com escolhas ruins e caminhos tortuosos.

O poeta lunático, o grande lobo solitário, está de volta ao lar.

Há um tipo de egoísmo que não é barulhento, mas é cruel. Ele usa o outro como depósito de suas dores não elaboradas. Faz do afeto um campo de batalha e da intimidade um tribunal. E quando o outro reage, a resposta vem rápida: “você não me ouve”, “você me enxerga”, “cala a boca”. Como se calar resolvesse. Como se silenciar o sintoma curasse a causa.

Mandar o outro silenciar é, muitas vezes, uma tentativa desesperada de não ouvir a própria ferida. Porque a fala do outro toca onde ainda dói. E é mais fácil interditar a voz alheia do que sustentar o eco que ela provoca. O incômodo não vem do que foi dito. Vem do que foi despertado.

A projeção é um truque antigo do ego: eu coloco em você aquilo que não suporto reconhecer em mim. Se me sinto pequeno, acuso você de diminuir. Se me sinto culpado, transformo você em réu. Se estou confuso, digo que você é caótico. É uma transferência silenciosa de responsabilidade emocional. Um despejo psíquico feito sem contrato.

Ninguém se cura jogando peso nas costas de quem está por perto. Dor não trabalhada vira arma. Trauma não tratado vira acusação. Gente que não desapega das mágoas, transforma ferida em violência.

Curar-se é parar de usar as pessoas como espelho distorcido. É devolver a cada um o que é seu. É aprender a dizer “isso é meu” com a mesma firmeza com que antes se dizia “a culpa é sua”.

É olhar para o próprio desconforto antes de apontar o dedo. É perguntar “por que isso me atingiu tanto?” antes de decretar que o outro está errado. É suportar reconhecer as próprias sombras sem precisar terceirizá-las.

Quem manda calar a boca quase sempre tem medo de escutar ou só suporta escutar o que convém. Quem aprende a escutar a si mesmo, sem projeções, já não precisa silenciar ninguém.

Evoluir no Mundo 🌍


Evoluir no mundo é entender que viemos sozinhos, mas não viemos para viver isolados. É aceitar que a jornada é individual, porém o aprendizado é coletivo. Crescemos quando aprendemos a ter empatia, a amar o próximo como a nós mesmos, mesmo quando isso exige maturidade, silêncio e renúncia.
Evoluir também é se submeter, às vezes, a lugares que não queremos estar — mas que precisamos. Porque há motivos maiores por trás de cada fase. Muitas vezes, o “motivo maior” vem disfarçado de responsabilidade, de desafio, de peso. E é justamente nesse peso que a vida nos ensina, nos molda e nos fortalece.
Aprendemos que ajudar alguém não é garantia de retribuição. E tudo bem. Porque quando a ajuda nasce do coração, ela não é uma venda esperando retorno — é uma semente plantada na consciência. Quem faz esperando receber ainda está negociando; quem faz por amor já está evoluindo.
O mundo é nossa casa temporária. Estamos aqui para aprender, para nos tornar seres humanos melhores — não melhores que os outros, mas melhores do que fomos ontem. A evolução verdadeira não é competição, é superação interna. É cair, entender, ajustar e continuar.
Tudo é passageiro. Nossa hora de partir é um mistério que não nos pertence. Por isso, evoluir é agora. Não daqui a muitos anos, não quando “der tempo”, não quando tudo estiver perfeito. É no presente que a transformação acontece.
Quem faz planejamento é arquiteto. E o nosso Arquiteto é Deus. Só Ele enxerga a planta completa da nossa história. A nós cabe confiar, aprender com cada etapa da construção e evoluir enquanto o projeto da vida continua sendo desenhado.