Pensamentos Mais Recentes
Até Logo Sol
O sol vermelho,
dia quase no fim,
a noite sedenta
do outro lado da terra.
Prédios sufocam a visão,
O sol arde!
A lua desnuda sai,
Deixa seu banho,
em breve virá.
Enebriado olhar,
brega e covarde,
estapeia o sol quente
em minha car, mente!
Eu aqui, o sol, no último fôlego
Apolo em sua carruagem..
aguardo, reparo e me delicio..
É o fim de tarde.. (Júlio Raizer)
Subserviente paixão, me aludo ao desejo sobejo que foi logrado pós açambancar o seu amor.
A concupiscência de atrelar nossas almas adveio de sonhos priscos que hoje atinam a cândida vida conjulgau.
Exacerbado sentimento de perda é atroz aos pensamentos que transigem em contricao asceticas.
Ao seu lado, o profundo torpor requer o preceito de coadunar nossas corpos e pensamentos se anelem em só ser de modo que ambivalência e nuanças de nossas almas se tornem uma predileção de inexorável de um amor inevitável e incondicional.
O Rastro do que se Apagou
E se, por um lapso de saudade, você for me procurar,
Não olhe para o agora, pois o agora é só vazio.
Tente me achar no ontem, onde eu costumava estar,
Antes de o meu sangue se tornar esse gelo frio.
Ou procure em um campo de pedras, sob o peso de um nome,
Em uma lápide muda que guarda o meu silêncio final.
Minha morte não faz diferença, o tempo a consome, Seja ela um fato concreto ou um naufrágio mental.
Se você sentir o remorso ou o corte de uma perda,
Saiba que o eco do seu choro não me alcança mais.
Não adianta o grito, nem a lágrima que se herda,
De quem já atravessou a fronteira de todas as pazes.
Vivi uma vida que foi apenas um sopro de mentiras, Um palco de hipocrisia onde encenei meu próprio papel.
As verdades que tive se perderam em antigas piras,
E o gosto do que foi real hoje é apenas fel.
Foi há tanto tempo que a memória se tornou um deserto,
Onde nem eu mesmo me reconheço ou sei quem fui.
O que era verdadeiro hoje é incerto e deserto,
E a alma, enfim, para o nada, livremente flui.
Apenas vou…
O adeus é o silêncio
Discreto, cifrado em sinais.
O adeus sorri irônico..
apresenta-se na Ausência, dormência e demência.
O adeus soa em notas separadas,
Escreve-se tímido. Letra por letra..
O adeus é percebido…
O adeus está na falta…
Do não estar daquilo que era..
apenas uma sombra..
apenas uma sobra…
e depois, nem isso..
(Júlio Raizer)
O que devia escrever,
Nem me lembro
Só vejo a rosa que abriga
A caveira que repousa
Vejo a chama da unidade
A energia que complementa
Não julga. Sem fuga. Fico.
Quero ficar…
A caveira, prova que lutamos
A rosa, certeza que vencemos.
Glória plena! Viva o general.
Viva a loucura nobre
É rica a chegada,
Com amoras posso festejar
Pêras me esperam
Sem partir, pra sempre ficar..
Alegoria de uma caverna vazia
Pássaros mortos em seus ninhos
Na pluma que o coração trazia
Fecharam-se livros sem vizinhos
Rio aborrecido e minguante
Curva em suas pedras a majestade
Desse ribeiro fosco sem idade
Saiu galopando o rocinante.
Odor fresco num vazio. Todo instante pensado.
Não ande, corra.
Aprove a navalha que deslizou na pele.
Diga que é o pescoço que ela deve cortar. (Júlio Raizer
Não é brinquedo não…
não é brinquedo não…
isso aqui é vida real.
Político na janela sorrindo na eleição,
promessa é leve, voa igual papel na mão.
Mas quando a chuva cai, cadê solução?
É água dentro de casa, desespero no chão.
Helaine machado
O Último Relato de uma Alma Ausente
Se estas linhas te alcançam, entenda o meu fim:
Não é que o sopro cessou, ou que o sangue parou de correr,
É que o meu verdadeiro eu sucumbiu dentro de mim,
Cansado de tantas guerras que ninguém pôde ver.
Meus sentimentos partiram há muito tempo atrás, Deixando apenas um corpo oco, uma carapaça vã.
Onde existiu amor, hoje a desilusão é o que jaz,
Em uma mente atormentada que teme o amanhã.
Talvez eu tenha partido em doses de álcool e remédio,
Ou talvez tenha morrido no vácuo de uma escolha qualquer.
Nada faz sentido quando o mundo se torna esse tédio,
E o teu perfume é uma lembrança que o tempo quer varrer.
Tentei acreditar em uma salvação para a alma, Fui hipócrita ao buscar luz no meio do meu breu.
Mas o peso mental roubou de vez a minha calma,
E o que você lê agora já nem ao menos sou eu.
Morri da pior forma: em silêncio e na dúvida,
Sendo cinzas de um incêndio que ninguém tentou apagar.
Resta apenas esta sombra, solitária e desprovida,
De uma vida que se foi antes mesmo de o corpo parar.
O RASCUNHO DO CRIADOR
(Para encontrar a essência no solo fértil do ser)
Mergulho dentro de mim mesma e fico submersa. É um mergulho vertical em busca do âmago da minha própria essência. Deixo que o sopro do destino me direcione para o caminho que o Criador rascunhou e soprou ao vento, desde que eu era semente plantada em solo fértil e germinei raiz, esperando a floração.
Lu Lena / 2026
Não é brinquedo não,
não é brinquedo não!
Políticos na janela,
sorrindo em época de eleição…
promessas voam como vento,
mas somem depois do aperto de mão.
Helaine machado
“O desapego dos bens materiais não está necessariamente em não possuir, mas em não ser possuído por eles — e é isso que a conversão verdadeira começa a operar.”
O Sacrifício do Silêncio
O sorriso que ostento é apenas uma fachada,
Uma máscara polida para o mundo não ver,
Que por trás do gesto, a alma está cansada,
E o coração insiste em, baixinho, sofrer.
Escolhi os outros, e nessa escolha me perdi. Fui o porto seguro, a mão que sustenta a queda,
Abri mão do meu chão para que vissem o céu dali,
E hoje o que me sobra é essa triste moeda.
Dói saber que estou onde a renúncia me deixou,
Nesse canto escuro de quem sempre se deu.
O mundo seguiu, mas em mim nada mudou,
Apenas o peso de um "nós" que nunca foi "eu".
Ainda assim, no peito assolado pela tormenta,
Guardo a pureza de quem nunca soube mentir.
Minha verdade é o fogo que ainda me alimenta, Mesmo que o preço seja este lento sucumbir.
Faria tudo de novo, com o mesmo coração quebrado,
Pois ser verdadeiro é minha única direção.
Sigo em silêncio, por mim mesmo abandonado,
Carregando a tristeza como uma eterna oração.
Tomar parte da própria vida é o que nos dá lembranças; onde faltam memórias, quase sempre faltou protagonismo.
Marte
Planeta que serviu para nomear o mês do ano , o mês de Março .
Na antiga Medicina Romana ,acreditava-se que neste período do Ano,o sangue renovava_se pela força da energia solar neste planeta.Também uma crença antiga,que neste mês,a natureza explendia toda à sua energia! Renovavam_se nas plantas vida nova,as folhas recebia luz do sol ,e assim, mais verde e muitas cores nas flores do campo
No dia 15 de abril de 1864, O Evangelho Segundo o Espiritismo foi publicado, trazendo os ensinamentos do Cristo com clareza e consolo aos corações.
"O Evangelho segundo o Espiritismo” é o ensino moral do Cristo Jesus para os cristãos de qualquer crença, (...)"
📚Saiba mais: https://uemmg.org.br/.../o-evangelho-segundo-o-espiritismo/
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Viver apenas dentro do que já parece viável é pouco; descobrir a extensão real das próprias possibilidades exige avançar sobre o pretenso impossível.
Se algo vive, é porque muda; o que não muda, cedo ou tarde, apenas parecerá vivo. Nada se perpetua como era; é a vida que permanece, mas já como outra coisa.
Como deletar o que está gravado em minha alma, como apagar as palavras que acalentaram e preencheram por tanto tempo o vazio que havia em mim? ...
Viver é uma viagem que fazemos solitários, temos a felicidade de compartilharmos com as pessoas a quem amamos e que conosco trilham os nossos caminhos, e àqueles que no percurso cruzam os nossos passos...
Estas são as marcas que nos ajudam na nossa viagem, e por fim ao chegarmos ao nosso porto, final de estrada, dali admiramos as várias estações da vida.
"Ser é mais difícil do que parecer, pois a aparência exige aplauso, enquanto a essência exige verdade."
