Pensamentos Mais Recentes

0594 📜 "Ser simples e humilde não precisa implicar em ser simplesmente burro nem humildemente falso, ora bolas!"

1964 📜 " 'Quando o leitor pergunta o que o autor quis dizer, um dos dois é burro'.
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Isso é o que dizem que disse aquele Meu Grande Admirador, o Poeta Brasileiro, também Frasista Brilhante, com nome Mario!"

Salmos 19:1
Os céus declarar
a glória de Deus
e o firmamento anuncia
a obra das suas mãos.

“Os céus nunca se calam; dia e noite proclamam que Deus reina!”

2654 📜 "O que você🫵 está tentando agora é outra Mentira sua e é também Desfaçatez de sua parte. O que você tem tentado, sempre, é exatamente o mesmo. Disse isso para um dos Meus Cunhados Futuros!"

Ensinaram-me que ninguém ama uma obra de arte apenas por sua beleza. O que verdadeiramente nos prende são os traços, as imperfeições, as cores e os silêncios com os quais reconhecemos fragmentos da nossa própria história. No fim, admiramos menos a obra e mais a parte de nós que ela desperta.

A verdadeira arte não está nos olhos de quem a vê, mas na alma de quem sabe acolhê-la.

2653 📜 "Tenho lá Meus Defeitos, como todos... (Como nada, não se preocupem). Mas... Jamais pratico Mentiras nem Assemelhados de Mentiras. Podem fazer os Testes que quiserem, se quiserem!"

0640 📜 "Uma das diferenças entre Mim e Outros é que, diferentemente daqueles, eu gosto e incentivo que não recusem, mas aceitem imitações da minha pessoa.
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Aceitem imitações minhas e, então, comparem com quem quiserem. Não é simples? Poizé!"

⁠O poeta canta a si mesmo porque de si mesmo é diverso.
sfj,Quintana,m,pens.

1040 📜 "Torcer automaticamente pelo Mais Fraco (só por ele ser o Mais Fraco) pode ter como motivo 'apenas' Odio ao Mais Forte ou 'simples' Imitação de Outros🦜!"

2652 📜 "Descobri uma das frases que Concorrentes não suportam ouvir. É essa: 'ESTOU CHEGANDO'!"

0201 📜 "Lembrando dela, confirmei: certos tipos de Saudade se parecem com Sentir Fome. É vazio acentuado que precisa ser imediatamente saciado!”

0037 📜 "Preconceito e Estereótipo. Aí estão dois Fortes que tentam entrar na nossa vida!"

0288 📜”Oxente... No momento, estou com fome. Então, leve suas Dicas sobre Dieta pra lá, bem pra lá, Hum! Oxente, de novo!"

O516 📜 "Percebi e tenho percebido, mesmo lamentando, mas o que basicamente difere ricos de pobres são duas situações: a OPÇÃO e o NÃO. Ricos só sentem calor, frio ou fome por OPÇÃO. Pobres, NÃO!"

1934 📜 "Greve de Fome é algo lamentável, acho, independente das razões de cada um. E, já que existe Greve de Fome, por que, nos dias frios e sem aquecimento, não pode haver 'Greve de Banho'? Não é? Poizé!"

Se existe um vendedor melhor que o professor, desconheço-o. Afinal, ele vende o que não tem preço a alguém que não demonstra o menor interesse em comprar e, ainda assim, o faz sem cobrar nada.

Tens  duas opções: esperar pela chuva ou fazer um poço pra regar a sua  horta.

benta

Existe um tipo de pessoa que não entra na vida dos outros.

Ela inaugura uma estação.

Antes dela, os dias acontecem como um inverno comprido. As árvores continuam de pé, os carros continuam passando, o relógio continua cumprindo sua obrigação de girar. Mas existe uma diferença silenciosa entre viver e apenas sobreviver. Quase ninguém percebe até encontrar alguém capaz de acender as luzes de uma casa que sempre esteve habitada por sombras.

Foi assim que conheci Benta.

Os olhos mais sinceros que já presenciei em 26 anos de vida.

Bonitas eram as coisas que aconteciam perto dela.

O café parecia mais quente.

As ruas pareciam menores.

Os silêncios deixavam de ser um lugar de abandono para se tornarem um idioma que duas pessoas podiam dividir sem medo.

Ela carregava uma estranha habilidade de fazer o mundo perder o excesso. Como se passasse as mãos sobre a realidade e retirasse todo o ruído que sobrava entre um coração e outro.

Algumas pessoas chegam oferecendo promessas.

Benta oferecia paz.

E isso era infinitamente mais perigoso.

Porque promessas quebram.

Paz vicia.

Passei tempo demais acreditando que anjos tinham asas.

Depois percebi que talvez eles apenas saibam permanecer quando ninguém mais consegue.

Ela nunca precisou salvar ninguém de incêndios, tempestades ou guerras.

Bastou existir.

Há pessoas que nos dão conselhos.

Outras nos dão coragem.

Ela me devolveu uma versão de mim que eu desconhecia.

Na presença dela, eu não precisava fingir ser forte. Não precisava vencer discussões imaginárias, provar inteligência, esconder as rachaduras ou construir personagens. Pela primeira vez, existir parecia suficiente.

E isso me assustava.

Porque quando alguém nos enxerga sem as armaduras, sobra apenas a responsabilidade de não ferir aquilo que finalmente encontrou descanso.

Nem sempre consegui.

É estranho perceber que o amor também pode carregar culpa.

Não aquela culpa dramática dos romances.

Uma culpa silenciosa.

A de olhar para trás e pensar que algumas mãos aparecem apenas uma vez na vida para nos tirar da água.

E nós, ainda aprendendo a respirar, acabamos soltando exatamente a mão que nos mantinha na superfície.

Às vezes imagino que Deus distribui milagres de maneira discreta.

Não em igrejas.

Não em profecias.

Mas em pessoas.

Pessoas que aparecem sem anunciar a própria importância.

Que entram pela porta como qualquer outra.

Que riem de coisas pequenas.

Que bagunçam os cabelos com o vento.

E só depois de irem embora revelam que sustentavam um universo inteiro sem nunca terem dito uma palavra sobre isso.

Benta era assim.

Nunca precisou dizer que era luz.

A escuridão fazia esse trabalho por comparação.

Existe uma rua dentro da memória onde ela continua caminhando.

Não envelhece.

Não se despede.

Não pede que eu a siga.

Apenas continua andando, enquanto tudo ao redor floresce com a delicadeza de quem nunca soube que estava realizando um milagre.

Talvez seja por isso que algumas lembranças doam tanto.

Não sentimos falta apenas de uma pessoa.

Sentimos falta daquilo que éramos quando alguém nos fazia acreditar que o mundo ainda tinha um lugar reservado para a esperança.

Benta nunca foi uma casa.

Casas podem ser reconstruídas.

Ela foi horizonte.

Você pode atravessar continentes inteiros, aprender novos idiomas, dormir em outras camas, conhecer outros rostos.

Ainda assim, em algum momento do dia, seus olhos procuram exatamente aquela linha distante onde o céu parecia tocar a terra.

E então você entende.

Existem pessoas que passam pela nossa vida para serem amadas.

Outras, para serem esquecidas.

Mas há uma categoria infinitamente mais rara.

Aquelas que nos libertam de nós mesmos.

Que chegam quando tudo dentro parece um labirinto sem saída e, sem perceber, derrubam uma única parede.

Não mostram o caminho.

Elas se tornam o caminho.

E mesmo quando já não estão mais ali, seguimos andando por causa da direção que deixaram.

É por isso que nunca consegui pensar em Benta como uma ausência.

Ausências pertencem ao tempo.

Ela pertence ao que existe antes das palavras.

Àquela sensação inexplicável de encontrar abrigo sem precisar entrar em lugar algum.

Se algum dia me perguntarem qual foi o melhor sentimento que experimentei, não responderei com felicidade.

Felicidade é breve.

Direi que, por um instante impossível da vida, conheci alguém cuja simples existência fazia o mundo parecer menos pesado.

E desde então passei a desconfiar que certos anjos aceitam viver entre os homens apenas para lembrá-los de que a salvação, às vezes, não desce dos céus.

Às vezes ela sorri.

E atende por um nome que ninguém mais compreenderá.

Benta.

íbis 458

Se existisse uma rachadura no tempo, ela não teria o formato de um portal. Teria o formato de uma chave de hotel.

Não importava quantas cidades existissem, quantos anos tivessem passado, quantas pessoas tentassem convencê-lo de que seguir em frente era a única direção possível. Havia uma porta que continuava respirando dentro da memória.

Era um número comum para qualquer recepcionista. Um quarto qualquer, num corredor qualquer, de um hotel que provavelmente já havia trocado os carpetes, repintado as paredes e substituído os colchões. Mas para ele, aquele número havia deixado de ser arquitetura. Tinha se tornado religião.

Às vezes acordava no meio da madrugada convencido de que tudo aquilo era um erro de cálculo.

Talvez tivesse digitado a sequência errada na vida.

Talvez o destino não fosse uma linha, mas um elevador. E ele apenas apertara o andar errado.

Então imaginava.

E se, em vez de voltar ao 505…

…eu voltasse ao 458?

Talvez fosse ali.

Talvez fosse aquele o quarto que o universo escondera para quem insistia demais.

Na fantasia, ele atravessava o lobby sem dizer uma palavra. O cheiro do carpete era o mesmo. A máquina de gelo fazia o mesmo ruído distante. O elevador subia lentamente, como se cada andar pesasse uma década inteira.

Quarto andar.

Corredor silencioso.

A mão tremia sobre a maçaneta.

Nunca era a coragem que faltava.

Era o medo de descobrir que a esperança também envelhece.

A porta cedia devagar.

O quarto permanecia mergulhado numa penumbra azul, iluminado apenas pela luz da cidade atravessando as cortinas.

Duas possibilidades existiam.

Na primeira, o frio.

Uma cama perfeitamente arrumada.

O travesseiro intacto.

Nenhuma mala.

Nenhum perfume perdido nas fibras do lençol.

Só o ar parado de um lugar onde ninguém esperou por ninguém.

Era ali que ele compreendia que alguns lugares continuam existindo apenas porque alguém insiste em carregá-los por dentro.

Na segunda…

Ela estava sentada na beira da cama.

Como da última vez.

Os pés descalços tocando o carpete.

As mãos apoiadas sobre o colo.

Nem surpresa.

Nem felicidade.

Como se nunca tivesse ido embora.

Como se o tempo tivesse esperado apenas por ele.

Ela levantava os olhos.

Sorria daquele jeito pequeno que sempre parecia pedir desculpas ao mundo por existir.

E perguntava, quase rindo:

 Demorou tanto assim?

Era sempre nessa hora que o delírio começava a ruir.

Porque ele nunca conseguia responder.

Não por falta de palavras.

Mas porque compreendia, por um instante cruel, que não era ela quem estava presa naquele quarto.

Era ele.

Ela permanecia exatamente igual porque a memória não envelhece.

Quem voltava diferente era sempre o homem diante da porta.

Mais cansado.

Mais vazio.

Mais cheio de discursos que jamais teria coragem de dizer.

Ele caminhava até ela.

Queria tocá-la.

Queria confirmar que alguns milagres ainda obedeciam à física.

Mas quanto menor ficava a distância, mais ela parecia feita da mesma matéria dos sonhos que esquecemos ao abrir os olhos.

Ela desfazia primeiro nas mãos.

Depois no rosto.

Depois na voz.

Até sobrar apenas o quarto.

Silencioso.

Frio.

Absolutamente vazio.

Foi então que compreendeu a crueldade da mente.

Ela não quer voltar ao passado.

Ela fabrica um passado que nunca existiu exatamente daquela forma, só para continuar tendo para onde fugir.

O quarto nunca foi o problema.

Nem a cidade.

Nem o hotel.

Era a esperança infantil de acreditar que existe um número certo capaz de devolver uma versão perdida de alguém.

Ele fechou a porta pela última vez.

Não porque tivesse deixado de amá-la.

Mas porque finalmente percebeu que nenhum corredor leva de volta para pessoas que só continuam vivas dentro da memória.

E enquanto caminhava em direção ao elevador, sorriu de um jeito estranho.

Como quem aceita que alguns endereços não pertencem aos mapas.

Pertencem apenas aos delírios de homens que, durante tempo demais, confundiram saudade com destino.

Hay noches en las que la distancia parece más grande de lo que realmente es.
El reloj avanza lentamente, los pensamientos crean historias y el corazón intenta llenar los espacios vacíos.


Pero amar no es sostener a alguien de la mano todo el tiempo.
Es saber que algunas alas necesitan libertad para elegir el camino de regreso.


Porque aquello que es verdadero no necesita prisión, necesita presencia.

Às vezes o silêncio de alguém desperta pensamentos que nem sempre pertencem ao presente. A mente procura respostas onde talvez só exista um momento, uma escolha, uma noite comum.

Aprender a amar também é aprender a não prender. É entender que quem caminha ao nosso lado precisa ter espaço para respirar, viver, rir e voltar por vontade própria.

No fundo, algumas tempestades nascem apenas dentro de nós, e cabe ao coração lembrar que confiança também é uma forma de carinho.

Coisas simples
(Mauro A Evaristo)

Eu tenho coisas simples para agradecer
Ar pleno pra respirar, água para beber,
Um longo caminho para trilhar,
Sonho (plural) feito estrela a brilhar.

Coisas simples das quais me agradar
Perfume de flores e Anjos no ar,
Muito em viver, água para beber,
Caminho em perspectiva a percorrer.

Eu tenho muito em que me agradar
Um universo em expansão em meu Ser,
Livros ainda por ler, água para beber,

Muitas histórias para contar,
Amar sem temores em amar
É claro, um poder infinito a compreender.

feradapoesia.blogspot.com

As pessoas têm um pavor do "não faço nada da vida", sendo que é justamente esse "não fazer nada" que você descobre o que de fato ama fazer na vida. Basta não se cobrar, não se pressionar, não se culpar, que com o tempo, naturalmente, vai aparecendo o que ama fazer na vida.

Se eu gosto mesmo de fazer uma coisa, ninguém vai me desanimar.

Mas se eu não gosto, e estou fazendo só porque os outros querem, qualquer pessoa pode me desanimar.

É assim que a vida funciona:

O que a gente sente no coração é forte e ninguém estraga.

O que a gente faz por obrigação é fraco e qualquer problema já acaba com a nossa vontade.

No fim, só o que a gente realmente quer é que dá força pra gente continuar.