Pensamentos Mais Recentes

Quando uma crença exige imunidade à investigação, a imunidade torna-se parte do problema.

Nenhuma ideia se torna invulnerável à crítica sem que seus defensores confundam a fragilidade de suas razões com a importância de sua causa.

A unanimidade encerra a discussão social; não possui autoridade para encerrar a questão ontológica.

Milhões de vozes repetindo a mesma crença podem produzir uma multidão de certezas, mas não necessariamente uma única evidência.

A convicção habita a consciência; a verdade, se a alcançamos, não precisa de nossa convicção para existir.

Uma crença não se torna verdadeira por sobreviver aos séculos, assim como um erro não se torna verdade por envelhecer.

Todo dogma começa a perder sua inocência quando transforma a dúvida em culpa e a investigação em ameaça.

A certeza que proíbe perguntas não protege a verdade; protege o poder que reivindica falar em seu nome.

"Confundem Antroposofia com Antropologia, mas as duas se relacionam, desde que se conheça a Filosofia refletida."

Ah.. tempo de emoções esquecidas,
na correria de uma passada sofrida.
Memórias de um passado não vivido,
onde as mitomanias refletiram vossas almas.

Conversas guiadas,
por entidades que fundaram estranhos pilares.
Poeira levantada nas misérias,
de uma natureza espetacular.

Mas os pensamentos se sufocam,
nas escolhas de uma manipulação histórica.
Hipnose que altera as personificações,
dando ênfases à falsas memórias.

Porém seguimos os dogmas espirituais,
onde as reencarnações são oportunidades de renovações mentais.
Ensinamentos difundidos por uma sociedade, da qual constelam vossas vaidades.

O QUE É TEU NÃO PESA, TE LEVA!🌻


#oqueeteunaopesa #reflexao #amorproprio

"Se a igreja trocar o padre, você vai parar de pecar?"

Aqui, ao lado, bem ao lado, dentro de casa, os desafetos já se vestiram como um de nós;
Não precisa de muito, apenas um dia, horas, minutos, e as roupas se trocam;
Admiração que se vai, decepção que chega; chega acompanhada daquela sensação de tempo perdido; energia lançada ao vento. E uma sensação de que o maior erro foi ter dito "Sim".

Ninguém cresce melhor quando cresce sozinho.

Amar é Simples!⁠

""Não sabem o que fazem" (Jesus Cristo), mas "aprendem com o tempo" (Sócrates). "Resultantes disciplinares" (David Hume) e "pensam na própria existência" (René Descartes)."

"Trilhas moldadas pela literatura não contemplada, trazendo à tona as falas mal repassadas. Atitudes de tarefas esquecidas, na livraria de árvores perdidas. Mas transformam as matérias-primas, onde a Bíblia conquista vossas rotinas."

Homens de caráter forte não aceitam atalhos; enfrentam o processo sem esqueminhas e sem pular etapas.

"Amor no passado, mas mudanças nas intenções de um passado. Proximidade de novos relatos, no qual os seres vivos se dominam no passado esquecido."

O fermento dos fariseus... está nas redes da META. Se propaga pelas comunidades e pelos grupos de WhatsApp...
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Eu, você, todos nós somos programados desde pequenos pela sociedade, programados cultural, religiosa, educacional, midiática, política e socialmente. Nem tudo o que achamos ser nosso é realmente nosso; muitas vezes é apenas programação. Crescemos acreditando que somos a razão, quando, na verdade, somos sentimento. Acreditamos que viver é ter, quando, na verdade, é ser. Não levamos nem o corpo quando morremos, quem dirá coisas, dinheiro e bens. Somos ensinados a correr atrás do que não importa e a deixar para trás o que realmente importa, nosso tempo e nossa essência.

O mundo nos programa para competir com os outros, viver em busca de coisas e status, “viver” apenas nos fins de semana e ser máquina de trabalho de segunda a sexta para enriquecer os ricos. A sociedade nos usa como peças descartáveis, correndo atrás de objetivos que nem sabemos por quê. E, nessa corrida, deixamos para trás o amor verdadeiro, os valores reais e os momentos que realmente importam, e só percebemos isso quando estamos perto do fim.

Minha escolha é não ser engrenagem de um sistema que não me respeita, que rouba meus direitos, que me escraviza todos os dias e que me trata como robô. Minha vida é minha, não dos outros nem das expectativas sobre quem devo ser. Eu quero viver o que amo, ser quem sou, trabalhar com gosto e valorizar o que realmente importa, porque, no final, todo esse dinheiro só vai servir para pagar meu caixão. Prefiro ser eu mesmo, fazer o que gosto, viver do meu jeito e cuidar do que realmente vale a pena.

"Situações criadas por energias deturpadas, onde à realidade se altera no ocultismo de desgraças."

O DIA EM QUE A MARGEM SE MOVEU

Naquela manhã, minha camisa se recusou a sair do armário. Disse que conhecia meu corpo havia vinte anos e não aceitaria vestir alguém que começava a pensar diferente. Achei razoável: até os tecidos se acostumam a mandar na gente.
Fui à cozinha. O café esfriava desde a minha infância. À mesa, os hábitos ocupavam todas as cadeiras; um deles lia o jornal de amanhã e garantia que nada aconteceria. Quando anunciei que sairia, pediram que deixasse por escrito quem cuidaria das minhas desculpas.
Abri a porta. A rua estava enrolada sobre si mesma. Caminhei por meia hora e cheguei à minha própria nuca. Havia ali uma pequena placa: “Retorno obrigatório”. Reconheci a letra. Era minha.
Sentei na calçada, constrangido com aquela obra de engenharia que eu havia construído para nunca me surpreender.
Foi então que ouvi água dentro do peito.
Um rio atravessava minhas costelas. Na outra margem, alguém estendia roupas que eu ainda não tinha usado. Não consegui distinguir seu rosto, mas reconheci um gesto meu que julgava perdido.
Procurei uma ponte. Encontrei um funcionário sentado diante de uma prancheta.
Só autorizamos a passagem depois que o senhor tiver certeza.
Certeza de quê?
Ele consultou o regulamento. Todas as páginas estavam em branco.
Atrás de mim, a casa começou a chamar pelo meu nome. Chamava com a voz confortável de quem sabe exatamente onde nos dói.
Entrei na água com medo. A corrente levou algumas certezas; agarrei uma delas, mas estava oca e se desfez entre os dedos.
Quando alcancei o outro lado, não havia ninguém esperando. Apenas um varal e espaço para construir.
Olhei para trás. Minha antiga camisa acenava da janela, ainda vestida de mim.
Pela primeira vez, deixei que ela ficasse sem resposta.


Descrição:

Essa crônica fala sobre a dificuldade de mudar quando nos acostumamos tanto com uma forma de viver que ela começa a decidir por nós.
O surrealismo transforma esse conflito interior em acontecimentos impossíveis: a camisa protesta, os hábitos sentam à mesa e a rua conduz o personagem à própria nuca.
A camisa representa uma identidade antiga: aquilo que fomos durante tanto tempo e que já parece inseparável de nós. Sua resistência mostra como uma mudança pode provocar estranhamento até na maneira como nos reconhecemos. Os hábitos ocupando todas as cadeiras sugerem uma vida em que quase não sobra lugar para uma experiência nova.
A rua enrolada sobre si mesma representa a repetição. O personagem caminha, mas retorna a si mesmo sem descobrir nada. Quando reconhece sua letra na placa “Retorno obrigatório”, percebe sua participação nessa prisão: algumas limitações foram construídas por ele, talvez para se proteger do desconhecido.
O rio dentro do peito é o desejo de transformação. A travessia acontece no interior do personagem. Do outro lado, o gesto que ele julgava perdido sugere uma possibilidade de recuperar algo de si que a rotina havia sufocado.
O funcionário que exige certeza representa a tentativa de controlar o futuro antes de agir. Seu regulamento vazio revela que essa exigência não oferece orientação alguma. Já a casa chamando com uma voz familiar mostra a força do conforto: conhecemos nossas dores antigas e, por isso, podemos hesitar diante de uma vida diferente.
Ao entrar na água, o personagem continua com medo. Algumas certezas se desfazem porque não tinham a consistência que ele imaginava. E a outra margem está vazia: mudar não entrega uma vida pronta; abre espaço para construí-la.
A imagem final a camisa ainda “vestida de mim” mostra a antiga identidade sobrevivendo sem comandar seus passos. Deixá-la sem resposta é aceitar que o passado pode permanecer na memória enquanto a vida segue adiante.

"Horários que seguem o fluxo das águas, na capacidade energética de vossas falas."

"Ações instintivas, mas os genes são de linhagens contemporâneas. Dúvidas na perda sensorial, transformando luz em escuridão existencial."