Pensamentos Mais Recentes
Eu não sou fã de nada e de ninguém.
A única coisa que pode me fazer ser fã de alguém nesta vida (aqui ) é: 🤔
Quem tem a capacidade de ser ele mesmo com força e coragem , ser justo, mesmo que o mundo caia sobre ele .
Quem não é omisso diante da injustiça .
Porque se analisarmos com clareza e profundidade a autoridade interna e a justiça , caminham juntos em uma velocidade fenomenal a vários aspectos da vida .
Simone Vercosa .
" As Águas que Coroam Outubro é Osún: Memória, Estratégia e Resistência"
Há meses que carregam no próprio ritmo uma inflexão do tempo. Quando outubro se instala, o calendário parece mudar de densidade, tingindo-se do amarelo e do ouro que anunciam a regência de Osun, Mais do que uma marcação litúrgica, essa presença no décimo mês do ano evoca camadas profundas de nossa história, unindo a espiritualidade, a estratégia e a resistência do povo negro no Brasil.
Na vivência popular e tradicional, o dia 12 de outubro carrega o sincretismo que uniu a veneração dà Grande Mãe das águas doces à figura de Nossa Senhora Aparecida. Longe de ser apenas uma imposição colonial, essa aproximação foi uma trincheira engenhosa de sobrevivência cultural. Nossos antepassados garantiram que o culto à rainha da fertilidade, do ventre e do ouro continuasse a pulsar, transformando a devoção em um ato político de preservação da memória. Celebrar Osum em outubro é, portanto, afirmar que a fé preta é um território soberano que o tempo e a opressão não conseguiram apagar.
Viver este mês sob a égide das águas doces é ser convidado a uma travessia filosófica. É compreender que a doçura não é sinônimo de passividade, mas a correnteza mansa que contorna a pedra mais rígida até abri-la ao meio. É erguer o espelho do Abebé não como culto à vaidade, mas como o resgate urgente do autoamor, da dignidade inegociável e do reconhecimento da própria imagem em uma sociedade que tentou nos desfigurar.
Em outubro, as águas de Osúm nos lembram que cuidar do fluxo da vida, proteger as nascentes e nutrir o futuro com inteligência e afeto são as formas mais radicais de insurgência. Ora Yê Yê Ô!
"O Ouro Sem Ódio: A Sabedoria da Serpente nas Águas de Oxum"
Nas margens onde o rio encontra a terra, a presença de Oxum manifesta-se no fluxo contínuo e sereno das águas doces. Reverenciada no panteão iorubá como a senhora da fertilidade, da beleza e da riqueza material e espiritual, a divindade carrega em sua simbologia um mistério de profundidade política, filosófica e existencial: o encontro entre a doçura e a soberania do saber.
Diferente do senso comum que reduz a doçura à passividade, a sabedoria das águas doces é uma força estratégica. Conta a tradição dos *Itãs* que, ao se ver ignorada pelos orixás masculinos na ordenação do mundo, Oxum não usou a força bruta nem a contenda direta; recolheu o seu axé — a energia vital —, fazendo com que toda a criação secasse, perdesse a fertilidade e paralisasse. O mundo só pôde renascer quando sua presença, sua soberania e seu poder foram plenamente reconhecidos. Nenhuma vida se sustenta sem o líquido amniótico da terra.
Associada ao leque e ao espelho — o *Abebé* —, a deusa ensina que olhar para si não é vaidade superficial, mas o ato primordial de tomar posse da própria história e dignidade. O ouro de Oxum não é a riqueza do ouro extraído pela ganância e pela violência colonial, mas o ouro da autoestimativa, do valor inegociável da existência e do axé que reside na comunidade.
Em suas águas habita também a serenidade das serpentes dos rios, que conhecem os atalhos, contornam os obstáculos de pedra e chegam ao oceano sem perder a essência. Essa dimensão revela uma diplomacia altiva: a arte de governar com estratégia, afeto e sabedoria, lembrando que preservar a vida, o cuidado e as nascentes do mundo é a forma mais radical e duradoura de insurgência.
" O Tempo Repousa no Gesto: Uma Reconfiguração do Pensamento Negro Contemporâneo"
Pensar a reflexão negra no mundo contemporâneo exige mover o eixo do debate. Por séculos, a produção intelectual e existencial negra foi tensionada a responder, primordialmente, à violência do racismo, ao apagamento colonial e às exigências da denúncia. Embora a resistência continue sendo um pilar fundamental de sobrevivência, um pensamento que se pretenda inédito precisa transcender a reatividade para fundar novas arquiteturas de mundo.
O ponto de virada dessa reflexão reside na superação do tempo linear da modernidade ocidental — uma lógica pautada na aceleração, no extrativismo e na produtividade contínua. Em contraposição a essa mecânica, emerge o **tempo-ancestral** não como um olhar saudosista para o passado, mas como uma tecnologia filosófica e política para o presente. Trata-se da compreensão de que o futuro não está postado adiante, no horizonte descolado do agora, mas habita a capacidade de aturar e reativar as memórias, os corpos e as experiências que nos trouxeram até aqui. A ancestralidade se consolida, assim, como um método rigoroso de leitura de mundo, capaz de orientar novas formas de gestão da vida, da pedagogia e da cidade.
Nessa perspectiva, o saber deixa de ser um mero exercício abstrato e cartesiano para se encarnar. O corpo que pensa é o mesmo corpo que canta, dança, cozinha, ensina e preserva. A oralidade, o ritmo, o gesto e a experiência compartilhada no espaço coletivo — seja no terreiro, no quilombo, no espaço educacional ou na comunidade — reivindicam o status de alta produção de conhecimento. O conceito de *Axé*, longe de se restringir à dimensão estritamente religiosa, manifesta-se como uma força vital de inovação e redistribuição, reconfigurando a relação com a terra e com o território. O espaço deixa de ser mera propriedade ou recurso de exploração para se tornar um ecossistema de cura, memória e continuidade ecológica.
A verdadeira insurgência desse pensamento reside na reivindicação do direito à imaginação. Rompe-se o enquadramento que confina a existência negra ao campo da dor para inaugurar uma poética do futuro. Ao projetar novos mundos onde a pluralidade, a justiça antirracista e o afeto organizem a convivência humana, o pensamento negro deixa de ser apenas uma resposta ao colonialismo e se firma como a chave epistemológica indispensável para regenerar o próprio futuro do planeta.
GOLPE ELEITORAL À VISTA!
Diante do atual cenário político e eleitoral, expresso minha profunda preocupação
com a transparência do processo.
Acredito veementemente que a condução
do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob a presidência do ministro do
STF - Supremo Tribunal Federal
(#KassioNunes)
comprometerá a legitimidade e o resultado final das eleições 2026.
✍@MiriamDaCosta
"Recusamos a condição de meras espectadoras do nosso país. Quando a mulher negra se coloca como sujeito da sua própria história, a estrutura inteira precisa se mover."
"O trabalho da mulher negra sustentou o passado deste país; a consciência e a ação da mulher negra é o que vai emancipar o seu futuro."
"Sobreviver num país dividido não é o nosso objetivo final — o nosso propósito é derrubar os muros da desigualdade e reescrever as regras do jogo com as nossas próprias mãos."
A cada manhã em que acordamos, Deus nos dá a oportunidade de sermos melhores do que no dia anterior. Cada escolha que fazemos traz consequências, tanto para o bem quanto para o mal. Mas, ao despertarmos e abrirmos os olhos para um novo dia, recebemos uma nova chance de sermos seres humanos melhores.
Não perca a oportunidade de evoluir como ser humano. Os obstáculos sempre existirão, porém cabe a cada um de nós decidir como enfrentá-los. A vida é esse aprendizado constante: ajustar os erros e aprimorar os acertos."
"A política institucional é só uma das ferramentas do nosso arsenal; a verdadeira revolução começa no instante em que decidimos não pedir licença para existir, ocupar e liderar."
"Somos a ponte e o caminho: não aceitamos mais ser representadas por quem nunca sentiu o peso da nossa caminhada."
"O nosso futuro não é uma promessa assinada por mãos alheias, mas uma conquista diária desenhada com o nosso próprio trabalho, nossa consciência e nossa voz."
"Não nascemos para que decidam por nós; nascemos com a força das nossas ancestrais para desenhar a nossa própria história e governar nosso próprio destino."
*ENSINA O CAMINHO QUE A CRIANÇA DEVE ANDAR*
Provérbios 22:6 - "Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele."
*O MAIOR ENSINO É O EXEMPLO, NÃO COBRE DO SEU FILHO O QUE VOCÊ NÃO ENSINOU COMO PAI.*
Seu filho não vai seguir o que você fala, ele vai seguir o que você vive.
*PALAVRAS ENSINAM, MAS O EXEMPLO ARRASTA.*
Nenhuma das minhas origens ancestrais não gosto que misturem com política, porque tiveram que imigrar justamente por causa da falência da política, e boa parte da minha origem ancestral indígena também foi prejudicada por causa de política.
Fazer o mal e não fazer nada não são difíceis; difícil é fazer o bem, porque fazê-lo incomoda o próprio coração e o coração de terceiros.
Quem faz o bem caminha contra a tolice. O coração tolo se apega à ira depois de fazer o bem; o coração sábio se apega ao próprio ato de fazer o bem, pois compreende que praticá-lo é também obedecer a um mandamento do Deus de Abraão.
As músicas mantras atraem possíveis novos adeptos e, ao visitarem a religião do qual elas pertencem, nunca mais retornam.
Por um país de todos
Demétrio Sena - Magé
Eleita Deputada Federal pelo PT, com mais de meio milhão de votos, Ana Elisa é o mais novo assombro da extrema-direita. Tanto dos políticos quanto dos eleitores do mal. Mulher, negra e jovem, ela tem um futuro brilhante e deseja compartilhar esse futuro com o povo brasileiro, como política. É justamente isso que o preconceito extremista e a barbárie querem evitar a todo o custo.
Desde que foi eleita, Ana Elisa tem sido vítima da criação e do compartilhamento sistêmico de milhares de notícias falsas. Não bastasse isso, ela tem recebido ameaças via Internet. A nova deputada reúne todos os ingredientes que o preconceito enxovalha e quer exterminar, quando se destacam. Que a política extremista rejeita e teme, porque representam as minorias; as classes sociais que as elites querem no ostracismo e na escravidão.
Essa perseguição me remete ao episódio bíblico em que Herodes o Grande determinou a matança dos recém-nascidos de seu reino, porque entre eles estava Jesus, uma suposta ameaça para o futuro. Ana Elisa é uma recém-nascida política que pode vir a ameaçar os desmandos de um possível governo da extrema-direita. Aos políticos e eleitores fanáticos desse meio, Interessa eliminar imediatamente essa possibilidade.
Apenas a reeleição de Lula poderá estancar essa onda crescente de preconceito, intolerância e barbárie que se agravou rapidamente. Só com a permanência de Lula poderemos continuar nesse processo democrático ainda em construção, pois a democracia é muito recente. Só a direita cria e respeita leis igualitárias, pela construção e manutenção de um país de todos.
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Respeite autorias. É lei
"Não adianta fingir que está tudo bem e posar de coitadinho quando o exemplo ensinado dentro de casa é a base da corrupção, do engano e da violência que corroem o país."
"Quem se esconde atrás de uma fachada de perfeição doméstica, mas alimenta a maldade e a rebeldia no coração dos jovens, está destruindo o verdadeiro futuro da família brasileira."
"A falsa paz de lares que toleram o engano e a desonestidade reflete-se diretamente nas ruas, formando uma juventude sem limites que normaliza a rebeldia e a trapaça."
"O péssimo exemplo de uma família que mascara seus próprios defeitos acaba gerando jovens rebeldes, moldados por músicas de revolução e incentivados à violência e à corrupção."
