Pensamentos Mais Recentes
Só soube muito depois que o que eu escrevia se chamava poesia. Nunca tive interesse pelas definições, pelos rótulos. Aborrecem-me mortalmente as discussões estéticas.
Continuo acreditando na possibilidade do amor. Tenho a certeza do entendimento entre os seres humanos, logrado sobre o sofrimento, sobre o sangue e sobre os cristais quebrados.
Os violentos se refletem no espelho do mundo e seu rosto não é bonito nem para eles mesmos.
Minha vida é uma vida feita de todas as vidas: as vidas do poeta.
A intermitência do sonho nos permite suportar os dias de trabalho.
GOSTO DE FALAR DA POESIA
E se uso essa palavra mágica, não falo apenas de gêneros e sim de todas as poesias do nosso cotidiano. A poesia que brota numa Lua cheia, nas sombras do entardecer, uma simples gota de chuva e até uma sombra na estrada.
A poesia é canto, é música é tudo que fala com a alma e o coração. Se parar para escutar a tua inspiração, a poesia tem sabor de um bolo de chocolate, cheiro de café sando coado, de pão assando, cheirinho de chuva caindo e de canto de passarinho.
Tem carinho de amigos, aconchego de família, do abraço apertado feito a fita e o laço. Daquele abraço que tanto sentimos saudades.
Quando leio uma poesia postada, ou um livro é como se lambuzar de cultura deliciando cada verso como o melhor deleite da vida.
Uma fotografia é a melhor poesia da natureza ela nos dá milhões de temas para poetizar, as suas cores, o seu calor vindo do Sol bem morninho no cair da tarde, uma manhã sendo despertada pelo canto de milhões de passarinhos eufóricos para festejar o dia. O silêncio quebrado pelo sussurrar do vento encrespando as folhas soltando aquele cheiro de paz.
Já parou para observar um prato de comida todo colorido, quantos versos estão ali esperando para saltar da tua imaginação. Uma xicara de café bem quentinho com biscoito de polvilho ou mesmo um simples pãozinho com manteiga.
Muitas vezes andamos tão correndo que falta tempo para observar o sorriso de uma criança brotando a mais doce poesia, um animalzinho saltitando, pessoas andando apressados, ou sentados observando a vida passar.
Acho que não mudo o meu jeito de carregar a poesia na minha alma, de ser devoradora de livros. E assim amo tudo que faço e faço tudo que me dá prazer.
Autoria- Irá Rodrigues
Em noites como esta tive-a em meus braços.
Beijei-a tantas vezes sob o céu infinito.
Nota: Trecho do poema 20, com tradução de Fernando Assis Pacheco.
...MaisVenho de uma obscura província, de um país separado de todos os outros pela sua talhante geografia. Fui o mais abandonado dos poetas e minha poesia foi regional, dolorosa e chuvosa. Mas sempre tive confiança no homem.
Mais perigosa que a loucura mental é a loucura moral: ela justifica a perversidade como se fosse justiça.
Cada um dos meus versos quis se instalar como um objeto palpável; cada um dos meus poemas pretendeu ser um instrumento útil de trabalho; cada um dos meus cantos aspirou a servir no espaço como signo de reunião onde os caminhos se cruzaram, ou como fragmento de pedra ou de madeira em que alguém, outros, os que virão, pudessem depositar os novos signos.
O melhor poeta é o homem que nos entrega o pão de cada dia.
De tudo isso, amigos, surge uma lição que o poeta deve aprender dos outros homens. Não há solidão inexpugnável. Todos os caminhos levam ao mesmo ponto: a comunicação daquilo que somos. E é preciso atravessar a solidão e a aspereza, a incomunicação e o silêncio para chegar ao recinto mágico no qual podemos dançar torpemente ou cantar com melancolia: mas nesta dança ou nesta canção estão consumados os mais antigos ritos da consciência, da consciência de ser homens e de crer num destino comum.
A poesia é uma ação passageira ou solene na qual entram em igual medida a solidão e a solidariedade, o sentimento e a ação, a intimidade de si mesmo, a intimidade do homem e a revelação secreta da natureza.
Não aprendi nos livros nenhuma receita para a composição de um poema; e também não deixarei impresso nem sequer um conselho, modo ou estilo para que os novos poetas recebam de mim alguma gota de suposta sabedoria.
... no fundo,
somos não somente as vítimas,
mas os originários algozes dos nossos
próprios infortúnios... E na justa ciência
de tão factual dualidade íntima reside
ônus que nos permite desassociar o
que nos constrange das escolhas
que nos depuram!
Olá, tudo bem? Sou Alinny de Mello, gosto de escrever, produzo ebooks sobre desenvolvimento pessoal para o Kindle, e hoje trouxe essa reflexão para você, fique até o final.
Durante muito tempo, ouvi dizer que o amor começa no olhar. Que duas pessoas se reconhecem antes mesmo de dizerem uma única palavra. Que os olhos revelam tudo aquilo que a boca não consegue explicar. E, por muitos anos, eu acreditei que talvez tivesse perdido essa experiência.
Meu marido nunca conseguiu sustentar um olhar profundo comigo. Não por alguns minutos. Nem por um minuto. Os olhos dele sempre encontravam outro lugar para repousar. Enquanto eu desejava aquele silêncio cheio de significado que existe quando duas almas se encontram através do olhar, ele parecia escapar desse instante.
Confesso que, às vezes, isso me entristecia. Eu me perguntava se havia faltado alguma coisa no começo da nossa história. Será que não vivemos aquele amor que nasce à primeira vista? Será que a nossa conexão começou incompleta?
Então percebi algo que transformou completamente a maneira como eu enxergava o nosso relacionamento.
Nós não começamos pelo olhar. Nós começamos pelo diálogo. Pela convivência. Pela afinidade. Pela confiança construída aos poucos. Enquanto muitos relacionamentos nasceram de um impacto visual e morreram quando a realidade apareceu, o nosso cresceu em meio às conversas, aos desafios, às escolhas diárias e ao compromisso de permanecer.
Depois de dezessete anos juntos, comecei a me fazer uma pergunta diferente. E se eu estivesse procurando o amor no lugar errado?
Talvez eu estivesse esperando encontrá-lo apenas nos olhos, quando ele sempre esteve escondido nas atitudes.
Porque o homem que não consegue me olhar fixamente é o mesmo homem que esteve ao meu lado nos dias difíceis. É o mesmo homem que me respeita, me apoia, me faz rir, me acolhe e me completa em tantas áreas da vida. Será que um minuto de contato visual teria mais valor do que dezessete anos de presença?
Quantas vezes idealizamos uma demonstração de amor e deixamos de perceber as centenas de demonstrações silenciosas que já recebemos todos os dias?
Talvez cada pessoa tenha um idioma diferente para amar. Algumas falam através dos olhos. Outras falam através do cuidado. Algumas emocionam com palavras. Outras emocionam permanecendo quando tudo convida a ir embora.
Percebi também que, muitas vezes, não sentimos falta exatamente do gesto. Sentimos falta do significado que atribuímos a ele. Eu não queria apenas um olhar. Eu queria sentir que existia uma conexão profunda. E, quando parei para observar a nossa história, descobri que essa conexão sempre esteve ali. Apenas escolheu outra forma de existir.
A maturidade nos ensina uma lição que a juventude dificilmente compreende. O amor verdadeiro nem sempre parece com o amor que imaginamos. Às vezes, ele é muito mais silencioso, muito mais simples e muito mais real.
Talvez o maior erro seja comparar a nossa história com as histórias que inventaram para nós. Filmes, livros e redes sociais nos ensinaram a procurar o extraordinário. Mas a vida, quase sempre, nos entrega o extraordinário disfarçado de cotidiano.
Hoje, continuo achando lindo quando duas pessoas conseguem se perder no olhar uma da outra. Mas aprendi que existem casais que se encontram de outras maneiras. Alguns se encontram nas conversas que atravessam a madrugada. Outros nas mãos que nunca se soltam diante das dificuldades. Outros no abraço que chega exatamente quando o mundo parece desabar.
O amor não é menor porque escolheu outra linguagem.
No fim das contas, talvez a pergunta mais importante não seja: "Ele olha profundamente nos meus olhos?"
Talvez a verdadeira pergunta seja: "Quando olho para a nossa história, consigo enxergar tudo aquilo que os olhos dele nunca conseguiram dizer?"
Se essa reflexão fez sentido para você, siga o meu perfil, curta, compartilhe, deixe nos comentários o que achou e conheça a minha coleção de ebooks. Está tudo organizado no Pinterest. E agora eu deixo uma última pergunta: quantas demonstrações de amor você deixou de reconhecer porque estava esperando que elas chegassem exatamente da forma que imaginava?
Tem um desejo meu que nunca te contei. Eu queria que a gente ficasse um minutinho só olhando um para o outro. Não porque está faltando amor, mas porque eu acho esse tipo de conexão muito bonito.
Somente pela arte podemos sair de nós mesmos, saber o que enxerga outra pessoa desse universo que não é igual ao nosso, e cujas paisagens permaneceriam tão ignoradas de nós como as por acaso existentes na lua. Graças à arte, em vez de ver um mundo, o nosso, nós o vemos multiplicar-se, e dispomos de tantos mundos quantos forem os artistas originais, mais diferentes uns dos outros do que aqueles que rolam pelo infinito e que, muitos séculos depois de se haver extinto o núcleo de onde provêm, chame-se este Rembrandt ou Vermeer, ainda nos enviam seus raios especiais.
Graças à arte, em vez de ver um mundo, o nosso, nós o vemos multiplicar-se, e dispomos de tantos mundos quantos forem os artistas originais.
Somente pela arte podemos sair de nós mesmos, saber o que enxerga outra pessoa desse universo que não é igual ao nosso, e cujas paisagens permaneceriam tão ignoradas de nós como as por acaso existentes na lua.
