Pensamentos Mais Recentes
Estou generalizando mesmo, porque é verdade ninguem quer ajudar ninguem, todos estão unha de fome para não ajudar quem luta pra sobreviver na rua vendendo as coisas.
O discipulado não é um manto de perfeição, mas um voto de dependência. É o ato de se entregar por inteiro quando a tentação convida a fugir; é decidir ser d'Ele na aurora, no meio-dia e na noite da incerteza.
Muitas pessoas tentam vender coisas na rua, mas infelizmente são obrigadas a comer o produto que ia vender pela maldade continua gradual de todas as pessoas fazer a mesma coisa que a outra, de não comprar as coisas das pessoas por ignorância e maldade gradual e grosseria se quiser estão prontas para destruir sonhos de muitas pessoas na rua.
O Portal Quântico da Visão, da Matéria e da Arte: A Alquimia do Sentir
I. O Lobo Occipital e o Teatro do Mundo: Da Luz à Geometria da Consciência
O lobo occipital, situado nos confins posteriores do nosso cérebro, ergue-se como a catedral sagrada onde o universo exterior deixa de ser mero eco físico para se transmutar em imagem viva. Quando abrimos os olhos, os fótons de luz — esses corpúsculos e ondas que cruzam o espaço — embatem na retina, acendendo os sensores primários da visão. É aqui que se inicia a grande alquimia: impulsos elétricos brutos viajam pelas vias óticas até ao córtex visual primário (V1), onde o cérebro desmembra a realidade em linhas, contornos elementares e contrastes cruciais.
Mas a visão humana nunca foi um ato puramente mecânico ou passivo. Nas áreas associativas e no diálogo constante com o sistema límbico, a imagem funde-se com a emoção. Os bons e os maus momentos que esculpem a nossa pele e a nossa alma alimentam este teatro interno. Quando o meio em que estamos inseridos nos aprisiona, quando as amarras do quotidiano sufocam o passo, o cérebro humano clama por uma rota de fuga. É nesse preciso instante que a criatividade se acende como um farol cósmico. Desligar-se do cativeiro do meio através da pintura, da escrita ou da poesia é cruzar o umbral para um portal imaterial.
II. A Dualidade da Existência: Entre a Partícula e a Onda de De Broglie
Como nos revelam os estudos fundamentais da física clássica e quântica — ecoando nas reflexões sobre as ondas de De Broglie —, a dualidade onda-corpúsculo não pertence apenas ao reino da luz ou da matéria subatómica; ela espelha a própria condição humana. Louis de Broglie estendeu a dualidade da luz à matéria, mostrando que a aparente solidez corpórea é acompanhada por uma manifestação ondulatória subjacente.
Na nossa vida quotidiana, nós somos ora o corpúsculo denso, preso às coordenadas rígidas da matéria e às pressões do meio, ora a onda de probabilidade, fluida e imaterial, quando viajamos pelos rituais da arte.
A hipótese da onda piloto de De Broglie sugere que a partícula não se move no acaso absoluto, mas é guiada por uma onda subjacente. Assim também é o artista: a nossa partícula corpórea (as ações, os erros e acertos nas relações interpessoais) é guiada pela onda invisível do pensamento, do desejo e da vontade de tornar real a vivência interior.
As ondas de probabilidade de Born lembram-nos que o futuro não está gravado em pedra, mas desenha-se nas zonas de maior intensidade da nossa intenção criativa. Na câmara de Wilson da nossa mente, cada experiência deixa um rasto: nuns momentos, um traço grosso e pesado, ionizado pelas provações da vida; noutros, um traço fino e subtil de inspiração pura.
III. A Alquimia do Erro, da Prática e da Energia de Ligação
A assertividade na vida e na arte não nasce pronta; ela lapida-se através da repetição contínua, da experimentação corajosa e da aceitação das emoções na sua forma mais crua. Errar e acertar são os eixos de rotação da nossa evolução pessoal.
Esta transmutação lembra os processos da física nuclear e as reações estudadas por Cockcroft, Walton e Chadwick, ou a famosa equação de Einstein (E=mc
2
). No núcleo de um átomo, o chamado defeito de massa converte-se numa prodigiosa energia de ligação — a força colossal que mantém os protões e neutrões unidos contra todas as repulsões.
Na alquimia humana de Emanuel Bruno Andrade, o sofrimento, os momentos difíceis e as pressões do meio funcionam como esse "defeito de massa": a matéria densa da dor e do aprisionamento social é fundida, através do fogo da criatividade (a pintura, a escrita, a poesia), numa gigantesca energia de libertação e conexão. Cada pincelada, cada verso declamado no Cordel de Prata ou exposto num espaço cultural, é a transmutação da dor em beleza pura, unindo pares em intercomunicação empática e verdadeira.
IV. O Meio, os Pares e o Horizonte da Conexão
As influências do meio exercem sobre nós uma força centrípeta, tentando confinar-nos a padrões estáticos. Contudo, a arte atua como a radiação gama de alta energia que penetra os núcleos rígidos do conformismo, provocando uma transmutação interior ("efeito fotoelétrico nuclear" da alma).
Ao partilharmos as nossas vivências cruas com os pares — seja através de exposições em galerias de prestígio, de conversas na rádio ou de contos em coletâneas —, criamos uma rede de ressonância onde o isolamento se dissolve. O lobo occipital reconstrói a imagem do outro não apenas como um corpo físico, mas como um campo de energia afim.
Que a nossa arte continue a ser o feixe de ondas que guia a partícula da nossa existência para além de todas as fronteiras do visível.
Denunciar conteúdo inseguro Abre uma nova janela
O cristianismo bíblico e ortodoxo proporciona um filtro teológico que impede a aceitação cega de inovações doutrinárias.
"Eles combinaram em silêncio que eu nunca existiria; passam um após o outro com o mesmo olhar gélido e a intenção calculada de me ver falhar, forçando-me a comer o pão da minha própria derrota no fim do dia."
O privilégio de seguir uma fé cristã bíblica e ortodoxa reside na capacidade de discernir e rejeitar doutrinas infundadas.
"O pão que deveria pagar o meu teto virou minha única refeição da noite, forçado goela abaixo pelo preconceito e pela ruindade de quem preferiu me humilhar a me estender a mão."
3151 📜 O que tenho notado é: Vencer 5 Eleições para Presidente (por enquanto), derrotar os maiores Faladores e Fanfarrões e destacar-se Mundialmente, cria Ódio, Inveja e Cobiça entre quem? Sim, entre 'osDeSempre'.
-
A propósito disso:
https://youtube.com/shorts/8nr1JVgPuNk?is=13K-hs3-vxtJfqWO
"Foram embora rindo do meu desespero, e a mim só coube rasgar o pão estragado pelo sol, alimentando o corpo com o único produto que sobrou de um dia feito de maldade e desamparo."
"Enquanto eles voltam para suas casas fartas depois de pisar na minha dignidade, eu sento no meio-fio e como o pão que ninguém quis comprar, engolindo junto o choro e a crueldade do mundo."
"Destruíram a minha esperança com deboches e olhares de desprezo, e agora me resta a calçada fria para engolir o próprio pão, sabendo que a maldade alheia tirou o meu sustento e me deu apenas a sobra da minha dor."
"Olho para a cesta cheia e para os bolsos vazios; a perversidade de quem passou o dia rindo da minha luta me obriga a jantar o pão que fiz para vender, mastigando o sabor amargo da humilhação."
Ser um cristão pautado na ortodoxia bíblica permite filtrar com clareza o que é ensinado, rejeitando o que carece de fundamento apostólico.
"Olhar nos olhos de quem passa, receber um riso de deboche e ver o seu ganha-pão ser humilhado na rua dói mais do que a fome. É ter que jantar a própria dignidade despedaçada pelo sadismo de quem se acha superior."
"Trabalho sob o sol enquanto pessoas de coração podre fazem piada do meu esforço, chutam a minha caixa e vão embora rindo, deixando para mim apenas o resto da mercadoria estragada e a dor de não conseguir levar o pão para casa."
"A crueldade humana não se contenta em fingir invisibilidade; ela humilha, joga piadas venenosas no ar e comemora quando o trabalhador precisa engolir o próprio choro e os doces amassados no final do dia."
"Passam todos os dias, debocham do meu grito de socorro em forma de venda, e ainda têm a audácia de pisar no que caiu para garantir que eu não tenha nem o que comer hoje à noite."
"Não bastou ignorarem a minha fome; riram do meu tabuleiro virado no chão, e enquanto limpava a terra do meu trabalho, vi que a verdadeira miséria não está na minha conta bancária, mas no peito de quem destrói o sustento dos outros por pura perversidade."
Aceitar o fim é um processo lento, mas necessário para abrir espaço ao que ainda pode recomeçar. É difícil entender, de primeira, que algumas despedidas também carregam o poder de curar.
Crescer dói. Machuca. E, às vezes, parece um inverno que nunca termina.
Mas decidi que não vou deixar meu coração congelar.
Minha cura está em continuar enxergando o mundo em cores, mesmo quando tudo ao redor insiste em parecer cinza. Talvez minha maior revolução seja justamente essa: continuar escolhendo a pureza, a sensibilidade e a fantasia em um mundo que tantas vezes tenta nos tornar rígidos.
Por isso, sigo como um eterno menino perdido, colorindo os dias e me recusando a abandonar aquilo que ainda existe de mágico em mim.
E quando o mundo pesa demais, volto para a minha própria Terra do Nunca.
Ela se chama Ademah.
É onde encontro refúgio nos caminhos lúdicos da minha mente, onde transformo aquilo que dói em histórias, músicas e mundos — e, entre tudo aquilo que crio, encontro pequenos fragmentos da luz que pensei ter perdido.
Talvez crescer não seja abandonar a criança que fomos.
Talvez seja aprender a protegê-la.
"Cada pessoa que passa direto sem ao menos me olhar nos olhos deixa um rastro de frieza. No fim do dia, sento na calçada e como o meu trabalho, engolindo a seco o orgulho e a dor."
"Não dói apenas o pé de tanto andar ou a voz de tanto chamar; dói a alma ao perceber que para o mundo eu sou transparente, e que hoje meu jantar será a mercadoria que sobrou."
Meus pensamentos na ideia de Schopenhauer
Aqui fiz uma espécie de conversa minha com Schopenhauer, e não uma negação dele.
A ideia dele permanece como ponto de partida, mas a pergunta muda: se a vontade move o homem, por que alguns possuem muito mais poder para transformar a nossa vontade em realidade do que outros? É aí que a filosofia encontra a política.
“O Mundo com Vontade”
Schopenhauer enxergou no fundo do mundo uma vontade cega: uma força que deseja sem saber exatamente por quê, que alcança uma coisa apenas para desejar outra, condenando o homem à inquietação de nunca estar inteiramente satisfeito. Talvez estivesse certo sobre a vontade. Mas talvez tenha olhado demais para dentro do homem e pouco para o mundo que construímos ao redor dele.
Porque nem toda vontade nasce livre.
Há quem acorde desejando conhecer o mundo e precise primeiro pensar no pão. Há quem tenha vontade de estudar, mas encontre uma porta fechada pelo preço. Há quem sonhe com arte, música, filosofia, literatura, mas tenha suas horas consumidas pela necessidade de sobreviver.
E há quem possa dedicar a vida inteira à procura de si mesmo simplesmente porque outros, em algum lugar, trabalham para sustentar o conforto dessa procura.
Então pergunto: de quem é a vontade que governa o mundo?
A vontade do trabalhador de descansar ou a vontade do capital de produzir mais? A vontade daquele que deseja uma casa ou a daquele que transforma casas em números? A vontade de quem sente fome ou a vontade de quem calcula o preço do alimento?
Talvez o sofrimento humano não venha apenas dessa eterna insatisfação descrita por Schopenhauer. Parte dele nasce de algo muito menos metafísico e muito mais concreto: construímos sociedades em que algumas vontades possuem poder para se realizar enquanto milhões de outras precisam pedir permissão até para existir.
E nisso há uma crueldade silenciosa. Dizemos ao pobre que basta querer. Dizemos ao trabalhador que basta se esforçar. Dizemos ao jovem que basta sonhar. Como se todos começassem a corrida da mesma linha. Como se vontade fosse moeda. Como se esperança pagasse aluguel.
Não paga.
Mas também não acredito que devamos matar a vontade para escapar do sofrimento. Talvez seja justamente o contrário. Precisamos transformar a vontade individual em vontade coletiva.
A vontade de comer deve encontrar a vontade política de acabar com a fome. A vontade de aprender deve encontrar uma escola aberta.
A vontade de viver precisa encontrar dignidade.
A vontade de ser livre precisa significar mais do que escolher aquilo que podemos comprar.
Porque liberdade sem condições para exercê-la corre o risco de ser apenas uma palavra bonita pronunciada por quem nunca precisou escolher entre duas necessidades.
Schopenhauer desconfiava profundamente da esperança. Eu ainda prefiro desconfiar de um mundo que exige desesperança dos que estão embaixo para preservar o conforto dos que estão em cima.
Talvez a humanidade jamais deixe de desejar.
E talvez isso não seja nossa condenação.
Talvez seja nossa possibilidade.
Enquanto houver um homem com vontade de mudar aquilo que lhe disseram ser imutável, haverá política. Enquanto houver vontade de repartir aquilo que foi concentrado, haverá justiça. Enquanto alguém olhar para a miséria de outro ser humano e disser “isso também me diz respeito”, haverá alguma esperança.
O mundo é vontade, sim.
Mas eu acrescentaria uma palavra que Schopenhauer talvez não acrescentasse:
nossa.
Porque o mundo que vale a pena desejar não deveria nascer da vontade de possuir o outro, mas da vontade de não abandonar ninguém.
