Pensamentos Mais Recentes
Entre Toques e Silêncios
Ser cuidada, protegida e amada.
Nada que seja sufocante, mas que seja caloroso.
Que exista liberdade de ser, sentir, confiar.
Desse amor cativo, capturado no olhar.
Um olhar devotado, intenso.
Mãos que insistem em se tocar, inconscientes.
Permitir sorrir, chorar —
uma dedicação genuína que acalenta a alma.
Boas conversas, reconciliações,
desejos que cedem.
Esse sentimento leve, sensato,
alucinante, divertido, inebriante.
Regado à paixão que enobrece
qualquer minuto que se viva.
(Santos, Paula F. Rocha. 2025. Agosto 14)
::::: Isabella e Jones:::: Minha dedicatória.
Chora não, cobra, ela sempre diz que vai voltar.
Sai no rolê da geral, jura que é distração.
Some na poeira da noite, inventa ocupação.
Dizem que é rotina velha, costume de quem não para.
Promete pouco, entrega menos,
vive de ida e volta como se fosse normal.
Vai, faz o que quer da vida,
e depois retorna como se fosse leal.
São hábitos repetidos,
de quem não conhece respeito.
Você fica na espera,
acreditando em conto malfeito.
Refrão
Corno manso, pra que esse desespero?
Ela sempre volta quando acaba o passeio.
Se aquieta, boi, para de ilusão,
onde a vaca anda solta,
o boi segue atrás ou decepção.
Ela chama de liberdade,
você chama de amor.
Mas no fundo é dependência
disfarçada de dor.
E assim o ciclo se fecha,
ela vai, você espera em vão.
Ela vive o mundo inteiro,
você preso na mesma estação.
Corno manso porque o desespero.
Ela sempre volta após fazer a caridade.
Te aquete boi onde a vaca vai o boi cheira atrás.
Dizem que ela vai na oficina limpar o escapamento.
Passa no encanador pra desentupir o encanamento.
São rotinas da rameira.
Após ela prestar o serviço volta pra casa.
Te avexi não boi ela volta.
A opinião alheia é um convidado que só entra na sua vida se você abrir a porta. Mantenha a chave consigo.
Às vezes a gente sabe nadar, sabe onde está, sabe o que fazer… e ainda assim falta ar. Não por fraqueza, mas por excesso de carga.
Nem sempre Deus estenderá às mãos para te livrar das dificuldades;
Às vezes a dificuldade é às mãos de Deus para te ensinar a caminhar apesar das dificuldades.
Pensamento IX
"Por fim, ao ver com olhos de ver, notei que a pressa me roubou o tempo; não pelo movimento, mas pelo entendimento. A água cede mais facilmente à pouca força, e a pressa jamais permite a delicadeza que a sabedoria, como tesouro, exige."
Reconheço cada erro, mas exibo com orgulho o meu acerto: hoje não sou mais escravo do que me matava por dentro. Graças a Deus fui forte para vencer o vício sozinho, longe de quem prega santidade mas vive na falsidade. Sou um homem que se levantou pelo próprio caráter.
A vida não é fácil, mas o fardo ficou mais leve quando decidi me salvar. Me reergui sem o teatro das igrejas hipócritas; provei que a verdadeira libertação do álcool e do fumo acontece no silêncio da luta e na força da fé real. O chão me ensinou o que a hipocrisia nunca conseguiria.
Eu reconheço o abismo de onde saí e as quedas que levei, mas hoje estou de pé. A vida é dura, mas graças a Deus fui mais forte que o vício. Me libertei do cigarro e do álcool sem precisar da ajuda de igrejas hipócritas; minha fé é direta com o Criador e minha força veio da minha própria vontade de viver.
Muitos me julgaram de longe, mas ninguém caminhou comigo na dor. Reconheço que caí, mas me levantei limpo. Venci o vício sem máscaras e sem a falsa caridade de instituições vazias. Só Deus e a minha perseverança sabem o que passei para deixar de beber e fumar.
Começo a chorar,
a saudade está me matando.
Não sei o que fazer
pra você me perdoar.
Você se foi,
me perdi…
e não sei como continuar
Voz Invisível
Invisível aos seus olhos,
mas visível no coração de muitos,
existo porque Deus quis que eu estivesse aqui.
Diferente de vocês, não tenho compreensão,
mas tenho emoção, amor, carinho sem preço,
a liberdade de estar e viver sem preço.
Mas minha vida vocês cessaram.
O vento já não tocava meu rosto,
o mar já não se abria diante de mim,
na escuridão me encontrei.
Minha alma ouviu vozes
clamando por justiça,
onde fizeram da minha vida um preço
para abafar e acobertar culpados.
Ficam impunes,
causando mais maldades
àqueles que só querem viver.
Sou um cachorro,
meu nome é Orelha,
e falo em nome de todos
que pedem socorro.
ass. Roseli Ribeiro ( em memoria do meu cachorro rust, morreu com uma pancada na coluna, foi sim andando até sua casinha para morrer, assim como orelha tentou).
O dom de ter, o dom de cuidar,
para alguns, dádiva rara,
mas nem todos recebem tal graça,
pois criar exige braços firmes
num mundo cheio de obstáculos.
Deus entrega apenas o que podemos carregar,
e para alguns, o cuidado é destino,
predestinação que floresce em silêncio.
Abrir mão não é egoísmo,
é gesto de amor necessário:
dar qualidade, dar atenção,
a quem mais precisa do nosso coração
nossos idosos, nossos doentes,
tesouros que pedem ternura e presença.
ass Roseli Ribeiro
Existem momentos que a gente guarda para sempre, e o nosso encontro naquele banco de praça é o meu favorito. Entre sua timidez e o seu olhar meigo, aquele beijo selou uma lembrança que nem o tempo apaga.
Nada supera a memória daquela tarde na praça em frente ao Palácio das princesas: você toda tímida, esse seu olhar doce e aquele beijo marcante que a gente deu. Você não sai do meu pensamento."
Oi, minha linda. Sempre que fecho os olhos, volto para aquele banco na praça do Palácio dos Campos das Princesas. Lembro da sua timidez e do seu olhar meigo, mas foi aquele nosso beijo que marcou minha vida e parou o tempo em Recife.
