Pensamentos Mais Recentes

Se me perguntassem sobre ela

Se me perguntassem sobre ela, diria que ela não foi feita para ser metade; precisava de uma soma e não de uma complementação. Era intensa. Tinha uma grande sensibilidade e nela havia uma ambiguidade de insegurança e determinação, de um comportamento solitário e melancólico e outro amoroso e solidário.

Vivia continuamente com essa espécie de equilíbrio necessário que muitos não chegaram a conhecer, mas que, para ela, fazia bastante sentido, um dos diferenciais que a mantinham de pé, enfrentando adversidades externas e conflitos internos, sendo um exemplo de mulher, a expressão física do amor divino.

Era nítido que era apaixonada pela arte e por algumas de suas variações que conversavam diretamente com a sua alma. Nem sempre era através de palavras: bastava um pouco de tinta ou uma melodia breve e profunda, qualquer variação artística, onde a vida pudesse ser expressada de uma maneira realista e lúdica. 

Ainda pintava com riqueza de detalhes a sua realidade, com simplicidade e elegância; abraçava o romantismo e a modernidade; defendia valores antigos e tinha sonhos desprovidos de ingenuidade. Deus esteve fortalecendo o seu corpo e o seu espírito e, assim, as suas falhas não conduziram o seu destino. 

Seria muita prepotência da minha parte se eu dissesse que eu a compreendia plenamente, seria uma falácia; porém, tenho certeza que eu pude compreender pelo menos um fragmento da sua complexidade, o que já foi muito, considerando, que um dos seus maiores desejos era ser compreendida como um bom livro, desde o começo.

“Quem percebe a falsidade do
ambiente, se torna antissocial.”
@Suedson_Corey

Roda Gigante


Quando mais precisei, você me deixou
Um vazio no peito que o tempo curou
Achei que era o fim, um beco sem saída
Mas a vida é um jogo, uma nova partida


O coração é uma roda gigante, girou
E tudo que não me fazia bem, arremessou, longe
Você se arrependeu, desceu, perdeu não tá mais aqui
Nessa roleta russa, que bom, sobrevivi


A roda gigante deu a volta completa
Agora você volta, com a cara desfeita
Diz que quer me encontrar, que a saudade bateu
Mas essa porta fechou, quem perdeu foi você


O coração é uma roda gigante, girou
E tudo que não me fazia bem, arremessou, longe
Você se arrependeu, desceu, perdeu não tá mais aqui
Nessa roleta russa, que bom, sobrevivi


Preferi ficar só a girar o cilindro
Num jogo perigoso, um amor quase findo
Agora sou mais forte, aprendi a lição
Quem manda na minha vida é o meu coração

Às vezes, a força que ainda existe em nós não vem de nós mesmos… vem de Deus nos sustentando em silêncio.

O maior milagre não é passar pela dor sem cair… é continuar tendo um coração bom depois de tudo o que tentou endurecer a gente.

“Amadureça para não pensar que beber todos os fins de semana é aproveitar a vida.”
@Suedson_Corey

Tem dores que quase nos desmontam por inteiro, mas quando Deus sustenta o coração, a essência continua viva apesar das feridas.

Senhor Deus,
entrego em Tuas mãos esta noite de domingo, a segunda-feira e toda minha semana.
Abençoa minha família, meus amigos e meu trabalho.
Que seja uma semana de paz, proteção, saúde e vitórias.
Afasta todo mal e abra caminhos.


Amém.

O paraíso existiu sim, mas nós o transformamos em cidades...

“Não saia pelo mundo procurando paz;
torne-se a paz que deseja encontrar.”
— Os`Cálmi

"O tempo é um templo de imagens fragmentadas para formar pareidolia digital"

Chegam-me notícias de que a doce Iara-CE, outrora viva em encanto, agora se vê sufocada pelo mato, como se esquecida pela memória dos homens. É lamentável.


Benê Morais

A cada dia que se passa parece que a humanidade fica mais podre

Meu mestre Zimba, o ator e diretor polonês Zbigniew Marian Ziembiński, trazia consigo uma vasta experiência teatral que acumulou desde os 12 anos de idade e com isto no Brasil por vanguarda na dramaturgia ele magistralmente implementou o novo processo de ensaio, introduziu a noção de diretor no teatro brasileiro, aquele que cria uma encenação, quase como um artista pintor da cena, substituindo a de ser um mero ensaiador, aquele que se preocupava apenas em distribuir os papéis, os textos e ordenar a movimentação em cena frente a quarta parede "a platéia". Zimba trabalhou muito com cenografia do expressivo artista brasileiro Tomás Santa Rosa e uma enorme quantidade de variações de luz e sombra, fala-se em mais de140 diferentes efeitos utilizados durante a encenação.

Não bastassem os bandidos políticos se digladiando e se acusando, ainda têm os asseclas apaixonados de ambos os lados prestando o desserviço de reproduzir as narrativas dos seus inquilinos mentais.


E talvez seja justamente aí que a degradação do debate público deixe de ser um problema dos poderosos para se tornar um problema íntimo, cotidiano e coletivo.


Porque o político profissional muito raramente briga por princípios; quase sempre briga por poder, proteção, influência e permanência. 


A guerra pública costuma ser apenas o teatro elegante dos interesses privados. 


Mas o mais curioso é perceber que os verdadeiros combatentes dessa arena nem sempre estão no palanque — estão nas mesas de bar, nos grupos de família, nas redes sociais e nos comentários apodrecidos pela necessidade quase religiosa de defender um lado.


O fanático moderno já não pensa: ele terceiriza.


Aluga o próprio senso crítico.


Entrega a própria identidade para que algum líder, partido ou ideologia pense por ele.


E então nasce o fenômeno mais perigoso da política contemporânea: pessoas comuns transformadas em extensões emocionais de projetos de poder que jamais as enxergarão como algo além de massa de manobra.


Os escândalos deixam de importar se forem “do meu lado”.


As incoerências passam a ser relativizadas.


A corrupção vira detalhe quase semântico.


E a mentira torna-se estratégia aceitável ao derrotar o “inimigo maior”.


Nesse estágio, já não existe cidadania.


Existe torcida.


E torcida é incapaz de construir país, porque toda torcida necessita de um adversário permanente para continuar existindo. 


A política deixa de ser instrumento de administração da realidade e vira campeonato emocional de pertencimento.


Talvez por isso tanta gente esteja exausta.


Não apenas pela violência dos políticos, mas pela colonização mental promovida pelos seus seguidores mais devotos. 


Gente que acorda e dorme consumida por defender figuras públicas como se defendesse a própria alma.


Enquanto isso, os problemas reais seguem intactos:
o trabalhador continua sufocado,
o jovem continua sem horizontes, a educação continua remendada, e a dignidade segue sendo artigo de luxo para milhões.


Mas o espetáculo continua.


E os inquilinos mentais seguem cobrando aluguel em forma de raiva, cegueira e obediência emocional.


No fim, talvez a verdadeira liberdade política comece quando alguém consegue olhar para qualquer líder — de qualquer lado — sem paixão, sem devoção e sem medo de enxergar nele apenas aquilo que quase todos inevitavelmente são:
seres humanos disputando poder.⁠

Ela viveu uma situação em que um homem falou, com uma tranquilidade inquietante, que havia agredido a própria irmã por ela ser umbandista. Disse aquilo a uma colega como quem narra algo banal, revelando, sem constrangimento, a dimensão de sua intolerância.


Na mesma hora veio a mente da outra pessoa que escutou, as tantas histórias e violências atravessadas pelo racismo, entre elas, o religioso. Imaginou imediatamente o quanto aquela mulher deveria ter sofrido, não apenas pela dor física, mas pela violência simbólica, pelo medo, pela humilhação de ser atacada justamente por sua fé.


Uma revolta a tomou de assalto.


Quando percebeu, já havia jogado a cerveja que bebia na direção daquele homem.


Reagiu por impulso. Fez algo evidentemente errado.


Pediria desculpas pelo ato.


Mas jamais pela indignação.

O amor é sempre, e somente sempre, irracional, nunca uma ovelha exporia seu pescoço para o primeiro que visse, pois enquanto possuir dentes pode estripá-la.

A mesma coisa que me faz alcançar o auge da felicidade é a que me rebaixa ao auge da melancolia. Tenho a impressão de que isso não é saudável.

Senhor Deus,
nesta noite de domingo eu coloco diante de Ti o início de uma nova semana.
Obrigado por ter me sustentado até aqui, pelas lutas vencidas e pelas portas que o Senhor manteve abertas.


Pai, prepara a minha segunda-feira.
Vai na frente de cada compromisso, de cada decisão e de cada batalha que eu tiver que enfrentar.
Me dá sabedoria para agir, calma para responder, força para não desistir e discernimento para não cair em armadilhas.


Abençoa meu trabalho, minha família, meus amigos e todos aqueles que caminham comigo.
Livra-me da inveja, da falsidade, da perseguição e de todo mal escondido.
Que nenhuma palavra negativa tenha força contra a minha vida.


Senhor, renova minhas forças nesta noite.
Tira toda ansiedade, todo medo e todo peso do coração.
Que eu possa dormir em paz e acordar com coragem, ânimo e esperança para começar a semana.


Que a segunda-feira venha trazendo oportunidades, proteção, saúde e vitórias.
E que eu nunca me esqueça que, mesmo nas dificuldades, o Senhor continua cuidando de tudo.


Entrego esta semana em Tuas mãos.
Amém.

O problema é que amo cada pedacinho dela e queria me desprender de todos que me fazem mal: o seu todo.

Diante todos os dias, sempre terei a mim, isso já é um grande alívio.

Estou em uma profunda dúvida se transformo toda essa dor em texto ou somente bebo uma generosa dose de gin.

Graduei me em Direito no ano de 1985 pela antiga Universidade Gama Filho, no Rio de Janeiro mas contudo antes freqüentei por alguns anos os cursos de psicologia, teologia e filosofia. Da mesma forma que me graduei em técnico e pesquisador de Laboratório de Analises Clinicas e Biológicas, no Centro de Estudos Henri Dunant, que foi um filantropo suíço, co-fundador da Cruz Vermelha Internacional. Recebeu o primeiro Nobel da Paz em 1901, juntamente com Frédéric Passy, logo me graduei pela Cruz Vermelha. Freqüentei também comunicação e dramaturgia pelas mãos experientes do diretor Mestre Zimba, Zbigniew Marian Ziembiński considerado um dos fundadores do moderno teatro brasileiro.

"Você é minha lua!", não, sou tua lua, que brilha e que ilumina o teu lado escuro, controla teu mar e nunca deixa mostrar o lado no qual não brilho por ti. Liberto poder-me-ia ser? Sem tua gravidade vagaria sem rumo até colidir em outro corpo infame. Isso não é amor, é doença.

Amar algo ou alguém mais do que si mesmo é autodestruição, dito isso, estou em átomos.