Pensamentos Mais Recentes

Quando encontro-me em uma condição que sinto a necessidade de abater alguém, é porque o indivíduo é superior a mim, nem sequer o combato, junto-me ao mesmo, o sucesso é coletivo.

Ria-me dos meus erros visuais como me tinha rido dos de Mr. Magoo.

Mr. Magoo divertia-me tanto. Mal sabia eu, que viria a ter destinos tão semelhantes.

Dois gestos singelos, prefaziam o verbo manuscrever. E soltaram em mim, a beleza da escrita à mão e a memória intacta de sonhos, pensamentos de vida registados no papel.

⁠⁠⁠Quem não se curva aos caprichos dos apaixonados — não precisa mendigar respeito, sobretudo de gente tão confusa.


Especialmente das que confundem coisas tão simples como: arrogância com bravura, autoritarismo com autoridade, discurso de ódio com liberdade de expressão e bajulação com admiração.


Salve as Forças Armadas brasileiras!


São tão confusos a ponto de trocarem princípios por gritos, razão por devoção cega, e coragem por brutalidade.


Chamam arrogância de bravura, como se elevar a voz fosse prova de grandeza.


Confundem autoritarismo com autoridade, sem perceber que a verdadeira autoridade não se impõe — se sustenta.


E ainda se vestem de discurso de ódio com o rótulo de liberdade de expressão, ignorando que liberdade não é licença para ferir.


E, pasmem, confundem descaradamente bajulação com admiração, porque nunca aprenderam a respeitar sem se ajoelharem.


O problema não está em ter convicções, mas em permitir que elas substituam o discernimento.


Paixões desenfreadas não constroem — atropelam.


E quem vive de idolatria costuma se ofender com qualquer espelho que revele a própria incoerência.


Respeito não se implora.


Se pratica, se demonstra, se preserva.


E quem sabe disso não se curva a histerias coletivas nem se deixa intimidar por certezas barulhentas e vazias.


Salve as Forças Armadas brasileiras —
não como instrumento de paixões momentâneas,
mas como instituições de Estado,
que existem para servir à nação, à Constituição e à ordem,
nunca a delírios, vaidades ou projetos pessoais.


Porque maturidade democrática também é saber distinguir força de violência,
autoridade de abuso,
e amor ao país de fanatismo disfarçado de patriotismo.

Algumas diferenças respeitavam-se mais do que nunca, outras, rejeitavam-se sem piedade. O que se passava com os Homens?

Um deus que não se manifesta é, na prática, inexistente!

Num mundo de assimetrias, onde os extremos se isolam e os excessos asfixiam a alteridade, a convivência torna-se apenas uma sombra do que poderia ser.

Às vezes o amor não chega fazendo barulho.
Ele vem quieto, ocupa um espaço pequeno no começo
e, quando a gente percebe, já tomou tudo por dentro.
Não é exagero, não é drama —
é só aquele sentimento que insiste em ficar
mesmo quando a razão pede para ir embora.
É saber que talvez não dê certo
e, ainda assim, escolher sentir.
Porque amar não é promessa de final feliz.
Amar é coragem.
É aceitar que algumas histórias não nascem para durar,
mas nascem para marcar.
Tem amores que não pedem para ser vividos em voz alta.
Eles existem no olhar que demora,
no silêncio que diz mais do que qualquer palavra,
na vontade contida de dizer “fica”
quando o certo é deixar partir.
E dói…
Dói porque foi verdadeiro.
Porque, mesmo sendo “só mais um amor” para o mundo,
para o coração foi tudo.
Talvez o tempo transforme isso em lembrança.
Talvez vire saudade mansa.
Ou talvez seja apenas essa música invisível
tocando baixinho toda vez que o nome dela cruza o pensamento.
E se um dia alguém perguntar,
você vai sorrir de canto e dizer que passou.
Mas por dentro vai saber:
alguns amores não passam…
eles apenas aprendem a morar em silêncio.
Se quiser, posso deixar esse texto mais curto, mais intenso,
ou escrever como se fosse uma mensagem direta para ela.

Amar à distância também é brigar em silêncio.
É querer explicar o que sentiu, mas só conseguir digitar metade.
As palavras chegam frias, fora de tom.
O que era cuidado vira mal-entendido.
O que era saudade vira defesa.
Ninguém solta a mão.
Mas por alguns minutos, o coração se afasta.
E mesmo assim, no fundo,
o amor continua ali 
esperando que alguém tenha coragem
de atravessar o orgulho primeiro.

Eu só quero que você seja feliz. Não importa se não for comigo, só quero te ver sorrindo novamente, amando novamente, pois te ver assim, triste, dói demais em mim. Eu só quero te ver feliz, não importa com quem seja, pois quando nós amamos, colocamos a felicidade de quem amamos na frente da nossa.

Quem só almeja o poder, acaba por naufragar em si mesmo, perdendo o rasto, que não seja o seu próprio reflexo.

O amor autêntico liberta o outro da necessidade de domínio.

Quem ama não faz do poder a sua âncora, mas sim a sua asa.

O amor salvava-nos de tanto, da solidão, do egocentrismo, da inveja... Até da maldade. Quiçá se os senhores do poder se preenchessem de amor, recusassem a liderança prepotente. Juntos eram incompatíveis.

“Existem guerras que se vencem, perdendo”

Se você fizer primeira as coisas importantes, vai sobrar tempo para as outras coisas também.

O amor não necessita de justificação, ama-se porque se ama, e isso basta! Quase como se fosse uma espécie de belo absurdo essencial.

Tinha vontade de lágrimas! "Tenho vontade de lágrimas", escrevera Pessoa citando uma criança. Era a definição perfeita da sua própria experiência vivencial. Já éramos dois!

Eles eram como os grãos de areia, aqueciam a pele da memória, mas escapavam entre os dedos de quem já não podia habitar o ontem e o amanhã.

Eram os meus filhos! Filhos do meu coração, tão amados e desejados, que habitavam cada batida da minha alma.

Senti que a delicadeza do mundo coexistia entre luz e escuridão, mesmo nas suas fissuras.

Recolhi a lembrança como quem apanha pétalas depois da chuva.

Entre o sol e a sombra, compreendi que os gestos humanos, grandes ou pequenos, definiam-nos tanto como a crueldade e a dor.

Os extremos da luz pareciam brincar nos cantos da rua. Também ali, existia um prenúncio de astro rei e noite.