Pensamentos Mais Recentes
O Topo e o Silêncio
Duvido do passo incerto dos homens,
Da palavra que o tempo desfaz.
Duvido de quem sou e de quem somos,
Na busca constante por paz.
Mas nunca, nem por um instante,
Duvidei de Quem tudo refaz.
Quero a fartura do verbo e do verso,
Um mar de palavras para falar ao mundo.
Mas se a voz de Deus ecoar na minha alma,
Quero o silêncio mais puro e profundo.
Que a minha fala se cale no peito,
Diante da Força que rege o segundo.
Tudo o que penso, o que sinto e o que sou,
Minhas emoções e o meu próprio caminhar,
Não nascem de mim, pertencem a Ele,
Que é o topo e a luz a guiar.
Que todo o meu saber se dobre em reverência,
Pois sem a Sua mão, não há onde chegar.
E quando a hora do adeus me chamar,
Partirei leve, de mãos para o ar.
Não levo nada da terra ou do chão,
Mas deixo o que a alma pôde ofertar:
Tudo escrito, gravado no tempo,
Para quem quiser ler e sentir o meu amar.
A Travessia do Invisível
Há mundos que habitam a gente muito antes de os nossos olhos abrirem para o mundo físico. Na infância, quando o silêncio e a ausência de telas moldavam os dias, a imaginação não era apenas um faz de conta; era uma antecipação. Sonhar com rostos, presenças e cenas que só anos mais tarde cruzariam o caminho na televisão — como o encontro lúdico com artistas no alto de uma árvore — revelava algo curioso: de alguma forma, na vida, parece que já fomos todos apresentados antes. Era a alma reconhecendo nos bastidores do tempo aquilo que a realidade só iria revelar mais tarde.
Mas a sensibilidade de quem enxerga além não para na infância. Ela cobra travessias. Anos mais tarde, o espírito pediu passagem em um daqueles abismos que exigem a morte de tudo o que é velho para que o novo possa respirar. Ao ver a própria matéria de fora e cruzar com a figura profunda de um mestre da nossa arte nos domínios do sonho, a vida exigiu uma curva drástica.
Foi preciso morrer por dentro para nascer inteira. Nesse renascimento, os dogmas pesados, as amarras e a religiosidade excessiva ficaram para trás, deixados como roupas velhas que já não cabiam na alma. Caiu o medo, dissolveu-se a culpa imposta.
Hoje, não há intermediários entre o humano e o sagrado. A bússola é interna, a voz é própria e o leme pertence a quem aprendeu a caminhar de mãos dadas com a própria essência. No controle do próprio destino, compreendemos o que sempre esteve por trás de tudo: o Criador sempre foi o diretor dos cenários. Sobra, então, a liberdade pura de ser, sentir, criar e escrever a própria história.
PROMETERAM FICAR MAS SOLTARAM A MÃO
No começo, era fácil. Ela chegou com passos firmes, prometendo que dividiria a carga. Falava que o caminho seria mais leve porque agora seríamos dois.
Quando o entusiasmo inicial esconde a distância da jornada, tudo parece simples. Tinha garra, tinha promessa, tinha vontade. Mas o tempo… ah, o tempo é implacável
A caminhada começou a pesar. As respostas fáceis não vieram. A vitória rápida se dissolveu na realidade de um esforço diário, exaustivo e sem prazo pra acabar.
E foi exatamente ali. Na primeira tempestade de verdade. Quando percebeu que a batalha ia demorar… o ritmo mudou.
O entusiasmo deu lugar ao silêncio. E, sem avisar, a mão que segurava a mesma corda… simplesmente soltou.
Ficar sozinho no meio do caminho dói. Não é só pelo peso dobrado nos ombros, é pela decepção.
Mas o abandono ensina uma lição sagrada: nem todo mundo foi feito pra maratona. Tem gente que só aguenta a foto da largada.
A luta continua. Sozinho, sim. Mas com a certeza de que a sua persistência vale infinitamente mais do que a empolgação passageira de quem foi embora.
Cada fase da nossa vida, nos proporciona vivenciar e aprender algo novo...
É nesta perspectiva que sigo minha caminhada, na certeza que posso encontrar obstáculos, porém convicta que posso contorná-los porque sirvo um Deus que nunca me deixa só...
O Impossível Que É Questionado — O Impossível Que Nem Chega a Existir
Ouvi da canção algumas vezes que “o impossível é só questão de opinião”, até que faz bastante sentido em alguns casos, mas para O Senhor, o impossível nem existe, pois não há limites para o seu Grande Poder, basta que a sua Vontade Sábia decida aquilo que for melhor para acontecer, inclusive a hora certa; assim, para Ele, não há nada que esteja fora do seu controle; algo que não possa fazer e sempre age com a sua sabedoria enorme. O que nos resta é confiar, o que tiver de ser, certamente será.
Você pode até achar o cara que tenha condições, mas se não tratar esse orgulho, as coisas não vai dar certo!!
Você pode até achar o parceiro que tenha uma condições boa, mas enquanto não souber lidar com o seu orgulho, vai se perder em qualquer discussão! 😉
A vida passa, e como passa.
Às vezes a gente não se dá conta disso, vive no automático, deixa os dias escorrerem pelas mãos sem perceber o valor que cada momento tem.
Mas chega uma hora que a gente entende: o tempo não espera, ele não volta atrás. E é justamente por isso que a gente precisa escolher bem com quem vai caminhar.
Que Deus una aqueles que querem amar de verdade, sem indecisão, com respeito e cuidado, sem metades, sem joguinhos. Que Ele una dois corações dispostos a cuidar um do outro, com paciência, com carinho nos detalhes mais simples do dia a dia.
Porque se o tempo vai passar de qualquer jeito, por que não passar ao seu lado? Por que não transformar os dias comuns em memórias eternas? Por que não construir uma família alicerçada na fé, no amor e na cumplicidade?
Eu quero dividir contigo não só os momentos bons, mas também os difíceis. Quero ser teu abrigo nos dias de tempestade e tua alegria nos dias de sol. Quero acordar ao teu lado e agradecer a Deus por ter me dado você, e dormir com a certeza de que fiz a escolha certa.
Que o nosso amor não seja pressa, seja propósito. Não seja medo, seja entrega. Que seja aquele amor tranquilo, que constrói, que soma, que aproxima de Deus.
Porque no fim, a vida passa... e eu quero que ela passe inteira ao seu lado.
A verdadeira liberdade começa quando deixamos de lutar contra quem somos e aprendemos a caminhar em paz com nossa própria essência.
Aquele que pratica a bondade ostenta um coração ilibado, constituindo-se, assim, em mensageiro da espiritualidade a trilhar a vereda da libertação.🕊
38
Nem uma jovem de 30,
nem uma senhora de 40.
38.
Igual a arma, letal.
À base de gatilhos.
Totalmente à queima-roupa.
Sinto que deveria ter construído algo.
Mas uma arma não serve para construir.
Sinto que passei tempo demais
reagindo,
disparando,
destruindo...
Cheguei até aqui
e estou olhando para o que não consegui.
38.
Nem uma jovem de 30,
nem uma senhora de 40.
38.
Igual a arma, letal.
Gosto de quem chega sem arrancar minhas defesas...senta ao lado delas e espera que eu mesma abra a porta.
Uma face diante do fogo,
outra entregue ao silêncio.
E entre ambas,
uma luz tão antiga
que já não parece luz.
Ali, o tempo se cala.
Entre o fogo e o infinito,
Gliese 48 b permanece,
guardando em seu crepúsculo
um silêncio que não termina.
Nas profundezas do trono estelar de Cassiopeia — onde a Rainha vigia os céus do norte em sua rota eterna —, oculta-se nas brumas invisíveis o mundo de Gliese 48 b.
Nascido do ventre da Estrela Escarlate, um olho de brasa que nunca arde com a soberba do Sol diurno, este corpo celeste jaz travado em seu eterno abraço gravitacional: sua face ergue-se em vigília perpétua sob o fogo rubro, enquanto sua outra metade repousa no silêncio de uma noite sem fim, divididas por uma linha estática onde o crepúsculo é eterno.
Ali, o elemento da Terra não é pesado como o chumbo grosseiro, nem leve como o pó; ele é um receptáculo de Sal Filosófico puro, condensado nas brumas de um oceano sem sol. É a morada dos Guardiões do Limiar — aqueles que habitam a fronteira entre o calor da vida e o silêncio do abismo sideral.
Quem sintonizar com sua vibração, sob a égide geométrica de Cassiopeia, não encontrará a expansão ruidosa de Júpiter, mas a revelação dos segredos que jazem sepultados no silêncio da rocha: o eterno equilíbrio entre o lado que vê a face do fogo e o lado que guarda os mistérios do abismo, selados no trono da Rainha do Norte.”
