Pensamentos Mais Recentes

O Eco na Floresta Negra
​Diante da vastidão da Floresta Negra, nos tornamos adeptos e idealizadores da simulação. Criamos a clonagem, embora o clone esvazie a alma; afinal, como conceber dois corpos coexistindo no mesmo átimo de tempo? A causalidade, outrora soberana, hoje parece o limite intransponível da nossa própria realidade.
​Enquanto isso, a corrupção ativa é mastigada pelo público como um filme de grande bilheteria, transformando-se no palco histórico do negacionismo e do egocentrismo — a herança maldita de um patriarcado familiar. A ignorância contemporânea não é inocência; é a simplicidade covarde de quem abandonou o real e complexo paradoxo do ser.
​O alinhamento moral racha no frio das calçadas, moldado pelas fileiras humanas que aguardam o Bom Prato. Toda a ética é esmagada e acumulada no topo da pirâmide social.
​Isolado na mata, o silêncio da Floresta Negra escancara o medo do clone. Ele acende o fogo, mas apenas para se alimentar. O medo, esse motor da alucinação, projeta na névoa sombras que agem como alegorias de um passado estéril. É um pavor que consome: o fogo devora as árvores enquanto o homem, alheio, apenas observa as estrelas.
​São os próprios pavores que alimentam aquela fogueira. Fora dela, o espaço sideral é um deserto gélido, e as luzes distantes não passam de espectros de animais da Terra — extintos ou empalhados em tubos de ensaio, reduzidos a códigos de DNA.
​A verdade agora emana de um velho gravador. As histórias que ecoam da fogueira parecem viajar pelo tempo e pelo vácuo cósmico. As lágrimas que vertem são a única resiliência de uma era de ouro que ruiu, testemunhada por figuras que dançam nas sombras das chamas. No fim, o nascimento de uma estrela sempre exige a morte de um sistema inteiro.
​A fumaça se dissipa. A fogueira apaga. O clone finalmente dorme.
​E, em seu sono, os sonhos não pertencem à máquina ou ao laboratório: são as memórias vivas do ser original, navegando livre em um veleiro, em pleno alto mar.

"Os erros do passado são lições para REFLETIR, não para REPETIR."

O Luann é o cara do momento!

Deixei de interpretar as coisas do céu em benefício da terra. E comecei a interpretar as coisas da terra em benefício do céu.

Jamais olhe para trás para contar pedras perdidas. O tempo é para boas causas! ...

Há pessoas que irrompem na nossa vida como relâmpagos: rasgam o céu da alma e deixam na pele um clarão que não se apaga. Atravessam-nos por dentro e ficam a arder no lugar onde antes só havia silêncio.

Todo tempo distante de Deus é tempo perdido.

''O sultão Otman não perdeu sua coroa.''

Expandir a consciência não significa abandonar quem somos. Significa tornar nossa bolha cada vez mais transparente, até que possamos enxergar além dela.

Eu não sinto mais as pontas dos meus dedos
Nem das mãos e nem dos pés
A minha base está curvada e enfraquecida
Sinto queimar da planta dos meus pés ao topo da cabeça
As dores que me assolam são tantas, que eu nem consigo mais listá-las.
Meu prazer, é o meu vício, e a repetição
Estou fadada a sofrer em vários aspectos de uma vez
Sinto que vivo por que preciso viver, não por que quero viver.
A música me acalma, mas eu não posso me acalmar.
O vinho me liberta da preocupação, e me joga no desespero de ter perdido mais uma noite.
Sinto que escrever é meu único refúgio, uma forma de tirar de mim todos esses pensamentos de dor, sem precisar me desfazer deles, por que eles se tornaram necessários demais para a minha sobriedade.

​O Manifesto do Simulacro e a Fome do Ser
​Existir na alienação social é sustentar uma simbiose clonada. Na superfície de tudo, resta o questionamento de uma realidade ambígua: o ato de ser esmaga-se sob a essência de almas cansadas pelo vulto da entidade. Somos os resquícios de uma alucinação coletiva, onde a réplica nada mais é do que o abandono da consciência em um lapso temporal.
​Se o clone possui uma alma individual, fica a questão: somos aquilo que criamos ou nada criamos e tudo copiamos? O homem que copia a cópia do homem apenas copia. Na interlocução do observador, o clone torna-se só mais uma variável na equação do tempo e do espaço.
​Por que isso ocorre? Seria uma defasagem da alma, ou a alma permanece a mesma em outro fluxo temporal? O que testemunhamos parece ser o esquecimento do ser anterior — a ausência das experiências que só o cubismo político seria capaz de decifrar. Afinal, no jogo político, os autores são meras criações da manipulação, operando dentro de maquetes digitais.
​"Será que quem fui ainda sou eu?"
​Nessa busca por identidade, na afirmação do que sou, o clone esvazia o ser navegante. Há orgulho na simbiose com o meu "eu" anterior, onde fragmentos do pensamento comum se transformam na maravilhosa face da ciência. O fato intrínseco torna-se evidência: a alma pode até viajar no tempo, mas jamais poderá ser substituída ou replicada.
​É quando me vejo olhando para o três e o quatro, buscando o número do meio — o infinito oculto entre as margens.
​No ambiente em que vivemos, ainda vigora o negacionismo. Esquece-se que a floresta é a alma da vida e que fazemos parte do bioma. Não somos o bioma em si; não podemos ser seus predadores, mas sim os protetores da existência. A maior riqueza que possuímos é a simplicidade da vida.
​O clone sente fome de si mesmo porque ainda não aprendeu a criar, limitado a tentar ser moldado por convicções alheias. No fim, os antigos conceitos da política revelam-se como são: meros artifícios da geopolítica.

O verdadeiro conhecimento de Deus nunca produz arrogância; produz semelhança com Cristo.
Isso significa que conhecer Deus de verdade não é apenas acumular informações bíblicas, mas ser transformado por Ele. miriamleal

No Reino, conhecimento que não gera amor não é maturidade, é apenas informação. O conhecimento ensoberbece, mas o amor edifica. miriamleal

"Alguns disseram que sou fria, mas a verdade é que esqueceram todas as vezes que fui abrigo para o seu próprio gelo."

A curiosidade deve ser ilimitada. As conclusões precisam caminhar na velocidade das evidências. A mente deve permanecer aberta o suficiente para descobrir o novo, mas disciplinada o suficiente para não confundir possibilidade com realidade. É nesse equilíbrio que nascem as verdadeiras inovações - na ciência, nos negócios e na própria vida.

Às vezes, uma esperança vem e nos eleva, e nos faz sentir como se estivéssemos planando com o vento... É quando começamos a aprender a voar, a nos livrar de tudo o que nos limita, nos impede de ser plenamente livres.

A Inocência e os Predadores

A inocência de um mundo que sorri para predadores de colarinho branco e olhos sonhadores.

O doce mais caro e mais amargo que ganhei, eu, a inocente, foi justamente aquele oferecido por você, digníssimo “predador”.

Recebi-o pelas mãos de uma criança, também inocente.

No entanto, por ironia do destino, pela vontade divina ou por escolha minha, o ato que cometi naquele momento me trouxe uma imensa felicidade. Ainda me recordo da emoção que transbordava em mim, da alegria genuína que senti. Afinal, aquilo que recebi, presenteei, entregando-o às mãos de um jovem inocente.

Um gesto de bondade que, mais adiante, transformou-se em revolta, indignação e tristeza.

Há atitudes praticadas por seres destrutivos que jamais deveriam existir.

Porque certos mimos, embora pareçam inofensivos, podem tornar-se gatilhos para desavenças, raiva e lágrimas.

A vida exige tanto, e nós vivemos com tanta densidade aquilo que jamais poderá ser encontrado no rolar infinito de uma tela. Nem todo o café ou energético do mundo substitui a paz e o sono reparador trazidos pelo teu abraço, numa noite qualquer, enquanto repousamos em conchinha.

Um artista pode mudar mais a sociedade do que muitas leis.

As palavras ganhos, perdas, chegadas e partidas, são marcantes em nossa existência. Suas consequências, efeitos diretos e colaterais, são moduladas pelas etapas da vida, principalmente na última: ganhos e chegadas reduzem; partidas e perdas aumentam, sendo o tempo responsável. É uma visão restrita a pessoal. Sem métrica, a simples meditação a respeito ou retrospecto da própria vida, faz assimilar e valorizar a palavra maior: tempo.

Como Blindar o Coração


Blindar o coração não é fechar as portas para o amor,
é aprender que nem todo sorriso merece abrigo.
É cultivar a paz antes de entregar a alma,
e deixar que o tempo revele quem caminha contigo.


Blindar o coração é vestir a coragem de paciência,
sem transformar cicatrizes em muros de solidão.
É acreditar que o verdadeiro sentimento permanece,
mesmo quando a distância desafia a razão.


Quem ama de verdade não exige máscaras,
nem alimenta promessas vazias ao vento.
Chega com calma, permanece por escolha,
e faz do respeito o mais belo juramento.


Por isso, se um dia o amor bater à sua porta,
abra, mas sem esquecer o valor que você tem.
Porque um coração bem blindado não deixa de amar;
ele apenas aprende a entregar seu amor a quem o merece também.

Ímpeto põe desmedida aos atos de um ser onde estimula e o faz agir pelo nervosismo apanhando as pedras em seu caminho apenas para atirar em qualquer direçao sem se importar com o próximo,e em contra partida à esse estilo de vida temos o calmo porém com sua força direcionado para sua boa vontade em zelar e abrigar o próximo apanhando as pedras pelo caminho, não só mas com uma multidão unida a construir um castelo fortificado para abrigar à todos num bem comum.

“O tempo,pense um pouquinho,é a voz da razão... é a voz que mostra tudo e fala a verdade!”






  Otávio ABernardes




      Gyn, 26 de junho de 2026.

O poço é fundo


Entretanto, confesso que tá difícil 
exercer um certo sacrifício para esquecer, 
isso não tem benefício, pois é um prazer 
pensar em você, vivo como se algo me 


fizesse querer absorver sua pele 
em todo amanhecer, 
de algum modo não vejo sentido,
como já dito é difícil


não ter o teu benefício aqui comigo,
é como viver aflito na beira do precipício, 
e eu, calado em voz, grito em alma, ao ponto 
do meu bendito espírito
desvencilhar-se do seu brilho,


em um lugar secreto, entre lápis e papel 
eu me disperso, controverso? talvez, 
porque de fato, tudo que eu sinto em ti, 
está em oculto em mim, 


tento distância com essa penosa paixão
porém, estou encarcerado 
e por isso repito, confesso que está espinhoso mesmo, 
declarei nunca mais escrever pensando em você,


mas o poço é fundo, a lama é suja, e fiquei enfermo,
todavia… assim como não desistir do papel amassado
renasce sobre mim um novo amanhecer
onde junto com o barro, esperamos por você.

Eu prefiro a inconstância de uma vida aventureira, do que a monotomia da sobrevivência.