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O País Não Precisa de um Mito


O Brasil tem uma doença política curiosa: transforma fracassos em símbolos e homens comuns em salvadores. Troca projeto por personagem, programa por slogan, pensamento por torcida. E, quando percebe o estrago, já está discutindo novamente o mesmo personagem como se a história lhe devesse uma segunda temporada.


O bolsonarismo não foi apenas uma candidatura. Foi a industrialização política do ressentimento.


Durante anos, ensinou-se ao brasileiro que pensar era suspeito, que ciência era conspiração, que imprensa era inimiga, que cultura era ameaça e que instituições só eram legítimas quando obedeciam ao lado certo. A política deixou de ser disputa sobre o futuro e passou a ser campeonato de indignações.


Agora, em 2026, o sobrenome continua em campo. Mudou o candidato, mudaram algumas frases, mas permanece a velha arquitetura: transformar medo em voto, conflito em identidade e adversário em inimigo. A política brasileira ainda é convocada a escolher entre o “nós” e o “eles”, como se um país de mais de duzentos milhões de pessoas pudesse caber numa guerra de grupos.


Não pode.


E aqui está o erro que parte da esquerda também comete: imaginar que basta chamar alguém de fascista para vencê-lo. Não basta. A democracia não se defende apenas denunciando a extrema direita; defende-se oferecendo ao cidadão uma razão concreta para acreditar nela.


O Brasil precisa de escola que ensine a pensar, não apenas a repetir. De saúde que funcione antes que a doença vire estatística. De segurança pública que não seja espetáculo. De emprego que não seja favor. De ciência que não precise pedir desculpas por existir. De Estado que proteja sem tutelar.


E precisa, sobretudo, abandonar a infantilização política.


Nenhum presidente é messias. Nenhum partido é dono da verdade. Nenhum eleitor precisa entregar a própria consciência na porta de uma convenção partidária.


O bolsonarismo prosperou justamente onde a razão recuou.


Por isso, enfrentá-lo não significa apenas derrotar Bolsonaro, Flávio Bolsonaro ou qualquer herdeiro eleitoral do sobrenome. Significa derrotar a ideia de que o Brasil precisa de um homem providencial para funcionar.


Não precisa.
Um país sério não procura um salvador.
Procura cidadãos.


E talvez essa seja a coisa mais perigosa que se possa dizer numa eleição: o Brasil não precisa acreditar em ninguém. Precisa aprender a pensar por si mesmo.


William Contraponto

⁠Aprendi a viver quando a morte começou a Fazer parte da minha vida!

... ( Sorveira Carvalho )
AVEleira AVEleira
Sorveira Salgueiro
Azevinho Macieira(0)
Freixo Freixo
Sorveira ...

O amor verdadeiro não desaparece quando o silêncio chega. Ele apenas espera, com paciência, o momento certo de voltar a conversar.

A ginga balança o corpo,
E a capoeira nos move nesse balanço.
Por onde o equilíbrio se encontra com o desequilíbrio.
E ao som do berimbau encontro consolo.

“Pratique o bem, mas devagar...
Para não ter que falhar contigo mesmo.”

Na vida há sempre altos e baixos, tem dias que estamos sorridentes, já tem outros que estamos cabisbaixo

Algumas pessoas passam voando em nossas vidas, outras fazem morada e não aceitam um tchau como despedida

Às vezes estamos felizes por fora, mas por dentro o coração chora e chora não porque alguém chegou e bagunçou, chora quando esse alguém tão especial resolve ir embora

Hoje dedico esse poema há você, é você! você que está passando por minha vida deixando uma história que nunca será esquecida

Hoje também meu coração chora, chora de tristeza porque sabe que você vai embora, porém de alguma forma fico feliz pois as marcas que você deixou nunca sairão de mim

Obrigado pelo pouco tempo que a mim foi dedicado
Obrigado pois de alguma forma me fez lembrar do meu passado, não correu nem se assustou mas continuou do meu lado

Espero que eu também possa ser lembrado e quem sabe algum dia, voltarmos nesse mesmo gramado, para construir novas memórias lembrando da nossa história e arquivando as do passado

A POESIA QUE DIRIGE MINHA VIDA
E QUE ME MOSTRA O CAMINHO A PERCORRER
QUE ME DAR FORÇA PRA FAZER ESCOLHAS CERTAS
É QUEM ME DAR O PRIVILEGIO DE VIVER

NA POESIA EU REVELO OS MEUS SEGREDOS
E O DESEJO DO MUNDO QUERER GIRAR
E DE CANTAR PRA TODOS MINHA MELODIA
QUE NADA IMPEÇA DOS MEUS SONHOS DESFRUTAR

EU OBSERVO SEMPRE BEM OS MEUS CAMINHOS
PARA QUE EM PEDRAS EU NAO VENHA TROPEÇAR
NO LABIRINTO EU DECIFRO O PERGAMINHO
POIS EU NAO TENHO A INTENÇÃO DE RETORNAR

Vou ali
(Mauro A Evaristo)

É normal querer acabar com o poema,
Mas uma voz bem suave diz "experimenta",
Eu desisto de desistir
Caneta e papel na mão vou ali.

As vezes quero acabar com o poema,
Mas a voz delicada repete "experimenta",
E eu feito criança feliz
Sorrio e vou por ali.

As vezes só quero um pouco parar,
Mas a voz sabe que posso continuar
E sabe que absorvo o que vai dizer

Diz-me enquanto eu respirar
Tudo pode de bom acontecer
Pois existe poder infinito em meu Ser.

feradapoesia.blogspot.com

Ainda assim, tentar fugir desse pensamento seria um sacrilégio à minha própria essência. A saudade, que para a maioria dos homens é um mero castigo, para mim ergue-se como a prova irrefutável de que, enfim, despertei. Pois a dor cortante de não te ter agora é infinitamente mais sublime do que a paz inerte e cinzenta de jamais ter cruzado com a tua existência.        
        
Nessa agonia do inalcançável, porém, encontro a minha mais pura certeza.        
        
Minha essência, antes peregrina, cega e trôpega, reconhece na tua imagem o fim da sua busca. Não anseio mais pela abstração do ideal, pois o meu sentido encontrou pouso na tua existência.

Aquele que busca o reflexo no espelho convexo consome a face oculta do fogo, além do tempo que lhe resta para reconstruir o próprio ego. 
Reno Fioraso

Essa frase transmite uma ideia de gratidão e reconhecimento pela caminhada até conquistar algo desejado.
"Tudo que você pediu chorando, agradeça sorrindo."
O sentido é que, mesmo nos momentos de dor, dificuldade ou desespero, você fez pedidos, teve esperança e continuou seguindo em frente. Quando essas conquistas finalmente chegam, vale a pena olhar para trás e agradecer com alegria, lembrando de onde você veio e de tudo o que superou.
Ela também serve como um lembrete para não esquecer das lutas depois que a fase difícil passa. A dor pode ter marcado o caminho, mas a gratidão dá significado à vitória.

"Tudo que você pediu chorando, agradeça sorrindo."

Vivi tanto tempo no inferno que a paz que tenho hoje é a felicidade que há tanto tempo busquei.

Viver não é esperar ficar pronto, é ir com o que tem. Sem ensaio, sem rascunho.
Então viva mesmo. Com vontade, com gente por perto, com erro e tudo.
O que você vai fazer hoje que é viver de verdade?

"Desculpa, não posso.
Dei à lua o privilégio de ser a única a me iludir."

Talvez o amor perfeito seja simplesmente aquele em que dedicação, respeito e empatia vêm de ambos os lados.

A Janela Aberta
Naquela noite, não foi só o pub que ficou para trás.
O corpo voltou para casa. Os pensamentos, não. Sentaram-se na poltrona, caminharam pelos cômodos vazios e, quando perceberam que eu insistiria em dormir, fizeram do travesseiro um bloco de concreto. A casa inteira parecia cansada. Não era o desgaste do tempo. Era o peso da consciência.
Há noites em que a insônia não é ausência de sono.
É excesso de lucidez.
Saí para a varanda.
A janela da casa ao lado estava aberta. A vizinha permanecia ali. Devia ter uns trinta e cinco anos. Reservada. Dessas pessoas que nunca prolongam uma conversa, mas jamais deixam de cumprimentar os vizinhos. Antes disso, eu a tinha visto caminhar lentamente pelo cômodo, como se cada passo precisasse ser convencido a acontecer. Depois os movimentos diminuíram, até desaparecerem por completo.
Não havia televisão ligada. Nem música. Nem qualquer ruído que denunciasse companhia, como era habitual. A casa parecia ter prendido a respiração.
Vi quando ela puxou a cadeira, virou-a de frente para a parede e se sentou. Não olhava pela janela. Não olhava para a rua. Parecia encarar aquela parede como quem espera que o silêncio finalmente responda alguma pergunta antiga.
O corpo foi cedendo aos poucos, numa posição impossível de sustentar por muito tempo, como se tivesse esquecido a maneira correta de existir. Um braço pendia sem propósito. As pernas procuravam apoio onde já não havia equilíbrio. A cadeira fazia o que podia, mas parecia pequena demais para sustentar um peso que não era físico.
Ela não caiu.
Apenas cansou de fingir que ainda estava de pé.
Ficou assim durante muitos minutos.
Tempo suficiente para que a imaginação começasse a fabricar hipóteses.
Talvez esperasse uma ligação que nunca viria.
Talvez estivesse apenas exausta.
Talvez estivesse travando, em absoluto silêncio, uma guerra que ninguém do lado de fora seria capaz de enxergar.
A solidão tem esse hábito perverso: quando não encontra respostas, inventa histórias.
Depois de algum tempo, a penumbra tomou conta do cômodo. Já não conseguia distinguir seus movimentos, nem saber se ainda permanecia na mesma posição. A janela continuava aberta, mas a noite havia fechado o resto da cena. O que aconteceu dali em diante eu nunca soube. O que permaneceu comigo foi apenas a última imagem que meus olhos conseguiram guardar. O restante foi preenchido por essa estranha mania que a solidão tem de transformar lembranças em fotografias mentais.
Foi então que compreendi que algumas janelas permanecem abertas não para deixar o ar entrar, mas porque já não existe força suficiente para fechá-las.
É curioso como a tristeza raramente faz escândalo.
Ela prefere paredes descascadas, cadeiras antigas e o silêncio.
Gosta do silêncio porque o silêncio não faz perguntas.
Talvez ela tenha perdido alguém.
Talvez tenha perdido a si mesma.
No fim das contas, quase dá na mesma.
O mundo admira pessoas que continuam sorrindo enquanto apodrecem por dentro. Chamam isso de força.
Eu chamo de bom comportamento... maldito bom comportamento de gado no matadouro.
A verdadeira exaustão não pede licença. Ela apenas faz o corpo escorrer sobre qualquer pedaço de madeira disponível, como um copo esquecido no fim da madrugada.
Depois de certo ponto, a identidade deixa de importar.
Você não é mais advogado, artista, pai, mãe, amante ou fracassado.
É apenas alguém tentando sobreviver ao próprio pensamento.
As paredes conhecem esse tipo de gente.
O concreto guarda segredos melhores que qualquer padre. Já viu homens ricos chorarem sozinhos, mulheres bonitas desistirem da própria beleza e gente comum morrer muitos anos antes do coração parar.
Naquela varanda compreendi que existem intervalos maiores do que qualquer derrota.
Existe uma diferença enorme entre perder a guerra e simplesmente não ter forças para levantar naquele dia.
Vivemos num mundo que confunde movimento com vida. Gente correndo atrás de dinheiro, curtidas, diplomas e promessas de felicidade vendidas em prestações. Basta, porém, fechar a porta e apagar as luzes para descobrir que muita gente continua respirando apenas porque o corpo ainda não recebeu o aviso de que a esperança foi embora.
Na manhã seguinte, ela acordará.
Preparará o café.
Responderá mensagens.
Comprará pão.
Cumprimentará os vizinhos.
Se alguém perguntar como está, sorrirá o suficiente para encerrar o assunto.
E a cidade continuará funcionando com a eficiência de sempre.
Os ônibus passarão.
Os escritórios abrirão.
Os bares voltarão a encher.
Ninguém perceberá que uma mulher quase desapareceu diante de uma parede na noite anterior.
Talvez porque todos estejam ocupados demais escondendo a própria parede.
Voltei para dentro de casa.
A janela dela continuava aberta.
Fechei a porta da varanda, mas não consegui fechar aquela janela dentro de mim.
Desde então, algumas noites não terminam quando amanhece.
Elas apenas mudam de endereço.
Há dias em que caminho pela rua, entro num café, espero numa fila ou observo alguém parado no trânsito e me pergunto quantas pessoas ali estão vivendo exatamente a mesma noite que vi naquela janela.
A resposta nunca vem.
Talvez porque a tristeza mais profunda tenha aprendido um truque antigo: descobriu que ninguém desconfia de quem continua respirando.
E foi então que percebi uma ironia cruel.
Naquela noite, eu acreditava estar observando a solidão de uma mulher.
Hoje já não tenho tanta certeza.
Talvez eu nunca tenha escrito sobre ela.
Talvez, desde a primeira linha, eu estivesse apenas descrevendo a janela da minha própria casa.

O Traço que o Mundo Não Leu

Quando por tua alma ousei caminhar,
sem pressa, sem medo de me perder,
vi cada detalhe em silêncio cantar,
como estrelas que aprendem a amanhecer.

Entre teus contornos, tão belos, enfim,
havia um traço que escondias de mim;
julgavas defeito, motivo de dor,
quando era o mais raro sinal de esplendor.

Foi nele que o tempo escreveu poesia,
com tinta de luz e perfume de mar;
o mundo chamava de melancolia,
mas eu o chamava de lar.

Mentiram-te tanto, fizeram crer
que eras menos por seres assim;
mas quem nunca soube o que é realmente ver
jamais compreenderia teu jardim.

A beleza não mora na forma perfeita,
nem vive acorrentada à ilusão;
ela nasce na marca discreta,
que revela o idioma do coração.

Por isso, não escondas o que és,
nem deixes teu brilho partir;
pois o traço que baixava teu olhar
foi o primeiro a me fazer sorrir.

Se Deus desenhou teu rosto em segredo,
foi para que ninguém pudesse copiar;
e aquilo que chamavas de medo
era o mais belo motivo para te amar.

Porque a perfeição é fria, passageira;
já o encanto verdadeiro não tem fim.
E foi nesse pequeno traço, à tua maneira,
que a eternidade sorriu para mim.

Amar de verdade não é uma missão fácil! Amar de verdade é amar sem limites, sem regras e sem medo de se entregar de corpo e alma a quem você ama. Amar de verdade é nunca esquecer de dar um bom dia ou uma boa noite a quem você ama. Amar de verdade é ser verdadeiro, parceiro e amigo em qualquer momento, é ser digno e fiel a quem você ama.

"Prefiro o respeito gerado pela surpresa do que a simpatia conquistada pela obviedade"

Abraão deixou um importante ensino: Que o maior legado que se pode deixar para os filhos é a FÉ EM DEUS!
Deus O escolheu para ser o pai de muitas nações e povos, justamente porque sabia que Abraão transmitiria a verdade de que sem FÉ é impossível agradar a Deus.

“A consciência da perda deveria nos tornar mais presentes.”

Suedson_Corey

O chamado progressismo contemporâneo apropriou-se do conceito filosófico de progresso. Contudo, nenhuma ideologia se torna progressista pelo nome que adota, mas pelos frutos que produz. Quando a regressão é apresentada como progresso, a linguagem deixa de servir à verdade e passa a servir à propaganda.

Não construa sua identidade nos elogios humanos, porque as mesmas vozes que aplaudem hoje podem condenar amanhã.