Pensamentos Mais Recentes

⁠Que ligação?


Meu 
telefone 
só recebe Pix.


Talvez essa seja uma das frases mais sinceras dos nossos tempos.


O telefone, que um dia serviu para aproximar pessoas, ouvir a voz de quem estava do outro lado e perguntar, simplesmente, “como vai você?”, hoje parece ter adquirido uma nova função: lembrar que tudo tem preço.


Já não esperamos tanto por uma ligação de alguém que sente saudade.


Esperamos o aviso de transferência.


Não perguntamos “você chegou bem?”.


Perguntamos: “Caiu na conta?”.


E, entre uma notificação e outra, vamos confundindo presença com pagamento, afeto com conveniência e amizade com utilidade.


O problema não é o Pix.


Até então, ele é uma das sete maravilhas do país, quiçá do mundo.


O problema é quando ele passa a ser a única linguagem que ainda entendemos.


Vivemos conectados a milhares de pessoas e, paradoxalmente, cada vez mais distantes delas.


Temos aplicativos para conversar…


Chamadas de vídeo, mensagens instantâneas, redes sociais e toda sorte de tecnologia necessária para diminuir distâncias.


Mas, às vezes, falta justamente aquilo que nenhuma tecnologia consegue transferir: tempo, atenção, escuta e afeto.


Talvez o telefone continue recebendo ligações.


Nós é que desaprendemos a atendê-las.


E talvez seja hora de perguntar, antes de olhar para a tela: quem está tentando falar comigo — e por que eu só me lembro de ouvir quando há alguma coisa para receber?

Ande com cinco pessoas prósperas, e você tenderá a se tornar a sexta. Ande com cinco pessoas conformadas com a escassez, e tenderá a assimilar o mesmo padrão.

Em êxtase


Na estradinha de areia pisada, sigo caminhando e o entorno me impede de pensar ou reagir,
De um lado, vista do auto de uma montanha a imensidão do mar lá embaixo me acompanha,
Do outro lado, uma plantação infinita de violetas me persegue colorindo tudo até onde posso ver, 
No horizonte, o crepúsculo ascende seus tons únicos,
Uma paralisia absoluta no pensar toma conta de mim, contemplar a beleza do lugar me permiti entrar em êxtase no meu existir.

Há uma falsa sensação de paz que não vem de Deus e que, sem alarde, desvia a alma do caminho correto. Por isso o Senhor, em seu amor, permite o abalo e prefere o terremoto que desperta ao sossego que leva ao abismo. Sejamos gratos pelos abalos que nos trouxeram de volta ao rumo certo.

Explosão de Sangue Solar

Não há mais saída. Colapsou.
O alerta da porta de saída pisca em vermelho.
Correr é inútil; ficar é inútil.
Assista ao pôr do sol como quiser,
como e onde quiser,
com o que estiver fazendo.

Minhas artérias explodirão com o grito do sol.
Seus olhos choram sangue.
Minha alma grita, agonizando.
Meu espírito se debate.

Eu peço perdão.
Eu me reconcilio com a vida.
Ela acaba aqui, finalmente.

- Ramile Godon

"Evite julgamentos precipitados antes de conhecer o contexto alheio."


—By Coelhinha

“Quando roubam uma criança, não roubam apenas um corpo: roubam o direito de crescer sem medo.”

"Lugares mudam, pessoas vão embora, empregos terminam e novos afetos ocupam a mesa. O mundo sempre se reorganiza. O que nunca mais volta é o tempo que você perdeu tentando se encaixar onde não cabia. O resto a gente reconstrói; a vida é uma só."
— Ginho Peralta

Oh, tempinho bom em que todos os políticos saem da sua toca atrás de proteína.

Meu maior sonho como escritor não é apenas publicar livros, mas encontrar leitores que caminhem comigo por meio das palavras.

Dizem por aí que tenho uma alma antiga
Que bebe vinho
Dança bolero
Acha graça na vida


Dizem por aí 
Que esse meu inesperado com a poesia
Nasce de uma confusão de afetos
Que como as estrelas se chocam e se estabilizam⁠

I’m feeling very lonely; I almost cried the other day. One moment I’m too much, and the next, I’m not enough. I want everything—even this feeling of being so alone.

yes, I wrote that

50+
Nós não podemos tudo
Ninguém pode
Mas podemos muito

Agora Sim, Eu Me Escolheria

Eu te entendo.

Não só entendo —
sinto.

Aqui, no peito.
Na lágrima que cai sem aviso,
sozinha, na varanda,
com o vento levando o que eu não disse.

É a dor que chega depois.

Depois que ele foi.
Depois que você cresceu.
Depois que aprendeu a gostar de si.

E aí —
talvez já fosse tarde demais
pra ele te ver de verdade.

Mas, sem rodeio:

Você não era errada.

Estava perdida.
Tentando encontrar fora
o que faltava dentro.

E a ironia?

Ele perdeu.

Perdeu a versão de você
que hoje sabe o próprio valor.

Mas você não perdeu.

Mesmo com o que ainda dói,
mesmo com o que ainda ecoa,
você está inteira.

Pé no chão.

Vulnerável por escolha,
não por carência.

Antes,
eu não me escolheria.

Estava torta.
Pedindo amor sem saber pedir.
Cheia — e vazia ao mesmo tempo.

Mas agora?

Agora sim.

Eu me escolheria.

Sem pressa.
Sem medo.
Sem me diminuir pra caber.

E se fosse hoje —
você veria.

Não tem mais como não ver.

Talvez o poder não tenha desaparecido porque fosse impossível, mas porque a humanidade ainda não possuía consciência suficiente para sustentá-lo.

Não existe separação.
Existe diferença em relação.
Existe limite em troca.
Existe singularidade em participação.
Existe uma vida inteira comunicando-se através de suas partes.
Existe OMNYA.

O futuro não está apenas chegando; ele já está sendo construído pela maneira como cada pessoa participa agora. OMNYA

Cometem-se crimes,
E os vêem como corriqueiros;
Mas, se adversários fazem o mesmo,
Não deixam-nos impunes.

"Minha inspiração é mal-educada e não respeitahorários."


Jorge B Silva

Inserida por MarceloHB

Não estamos simplesmente entrando em uma nova era.
Estamos sendo perguntados se somos capazes de construí-la.

Talvez o vinho não aqueça nada.


Talvez ele apenas revele
o que já estava quente por dentro.


E você fica especialmente bonita nessa cor —
como se tivesse sido escolhida
para carregar todos os tons que eu não sei dizer.


Minha camisa da SZA em você,
o preto quebrando o vinho,
e minha imaginação completando aquilo
que meus olhos nem sequer tiveram permissão para conhecer.


Mas existe algo ainda mais curioso…


São os teus olhos.


Castanhos, eu sei.
E, ainda assim, quando me veem, parecem mudar de cor.
Aquele brilho que antes parecia apenas razoável
se transforma em alguma coisa quase impossível de explicar.


Como uma esmeralda cintilante
quando encontra a luz certa.


E talvez eu esteja enganada…
talvez seja só a minha maneira de enxergar você.


Mas gosto da possibilidade
de que, quando seus olhos encontram os meus,
alguma coisa também mude aí dentro.


E existe a tua boca…


Não preciso dizer muito sobre ela.
Talvez seja justamente o silêncio que diga mais.


Só consigo imaginar aquele instante tranquilo,
quando o espaço entre nós diminuiria devagar,
como se até o tempo soubesse
que certas coisas não precisam de pressa.


Um beijo calmo,
daqueles que não pedem explicação,
apenas deixam uma pergunta no ar:


“E se a gente tivesse deixado acontecer?”


Curioso…


Será que você sente alguma coisa parecida
quando percebe que existe alguém
pensando demais em uma simples imagem sua?


Ou será que certas ideias
só ficam perigosas
quando existe a possibilidade
de serem compartilhadas?


Porque talvez o verdadeiro mistério
não seja aquilo que eu imagino sobre você.


Talvez seja descobrir
o que você imagina quando pensa em mim.


E é justamente nessa diferença
que mora a minha curiosidade:


entre aquilo que eu digo,
aquilo que você entende
e aquilo que nenhuma de nós
tem coragem de dizer.

A VIRADA DE CHAVE


Hoje é dia 10 de setembro, o dia que antecede meu aniversário, mas, desta vez, não será como nos outros anos. Amanhã completarei 18 anos, e você deve estar pensando: essa menina deve estar muito feliz. Muito pelo contrário. Estou atravessando um dia cinzento por aqui. Não diria ruim, mas é um lugar onde está tudo bagunçado. Eu, como uma boa virginiana que sou, odeio bagunça, mas, desta vez, ela tornou-se deveras importante.


No último mês, comecei a descobrir umas coisas malucas sobre mim mesma. Finalmente descobri quem realmente sou, como se uma máscara tivesse caído do meu rosto. Uma onda de emoções recaiu sobre mim, eu não sabia se chorava, se ria ou se comemorava, mas, naquele dia, decidi ser eu mesma de uma vez por todas. A minha vida toda me escondi atrás de uma personalidade que não era minha, por medo da desaprovação dos outros. Mas, afinal, quem são eles para julgar se sou boa ou ruim? Tentar ser quem sou está sendo uma tarefa difícil. Enfrentar medos, inseguranças e vergonhas é angustiante, mas, quando conseguimos ultrapassar tudo isso, o mundo parece ficar mais fácil. Desde então, meu oceano interno tem se acalmado, e a correnteza flui de forma mais uníssona.


Antigamente, eu culpava muito as pessoas à minha volta por se afastarem de mim. Ninguém queria ser meu amigo ou estar ao meu lado. Hoje, já não as culpo tanto assim. Talvez, em alguns pontos, a razão até estivesse com elas. Não tem como gostar de algo que não existe; abraçar a fumaça é impossível. Viver sob uma ótica que não é sua pode até ser confortável, mas, um dia, a bomba explode. Ser o sol do seu próprio sistema estelar não é egoísmo, é amor-próprio, e, quando somos o centro da nossa própria vida, fica muito mais fácil sermos nós mesmos, porque o que realmente importa nesta vida é saber que a nossa validação interna vale muito mais do que qualquer uma que venha de fora.


Nesse novo ciclo que se inicia amanhã, quero me tornar a senhora da minha própria vida. Quero conseguir ser eu mesma, mesmo que ainda aos poucos. Essa mudança já me trouxe pessoas novas, alegrias e momentos que me fizeram sentir completa, momentos que foram vividos sem medo, sem fingir e sem esconder quem sou. Tenho muito a descobrir nesta vida ainda, mas prometo nunca mais me esconder para agradar sabe-se lá quem. Só sei que a única pessoa que sempre estará conosco durante toda essa existência somos nós mesmos, e, por mais desconfortável que essa jornada de descobrimento possa ser, tudo isso está valendo muito a pena.

O medo de arriscar e o que te emprende de evoluir

A vida é estranha ela te surpreende do dia para noite

Todo dia faça algo que te aproxima da pessoa que você quer se tornar