Pensamentos Mais Recentes

Quando uma Constituição depende da virtude dos governantes para ser respeitada, ela ainda não conseguiu transformar liberdade em instituição.

A liberdade jurídica é menos o direito de fazer o que se deseja do que a certeza de que ninguém poderá fazer conosco tudo o que deseja.

O jurista não deve perguntar apenas quem venceu a disputa, mas quais limites permaneceram de pé depois dela.

Autoconfiança é possuir segurança suficiente para continuar liderando enquanto constrói respostas com as pessoas.

A ditadura teme o arquivo porque todo poder que pretende controlar a memória teme aquilo que os documentos podem lembrar.

Quando a força decide e a lei apenas explica, não existe Estado de Direito; existe poder com rodapé jurídico.

O Direito é a memória institucional de que até o Estado pode estar errado.

Uma sociedade permanece juridicamente livre enquanto o indivíduo puder dizer “não” ao Estado sem precisar pedir licença para sobreviver.

O Estado pode controlar fronteiras, territórios e instituições; seu verdadeiro fracasso começa quando tenta controlar a consciência.

A lei que protege o governante contra o cidadão deixou de ser garantia e tornou-se instrumento.

Todo abuso de poder procura uma justificativa jurídica; é por isso que o jurista tem uma responsabilidade maior que a do mero intérprete.

A censura é a confissão de um poder incapaz de vencer uma ideia pelo argumento.

Quando o medo entra na sala de audiência, a Justiça já chegou atrasada.

O autoritarismo chama de desordem aquilo que o Direito chama de liberdade de resistência.

Uma democracia não morre quando perde uma eleição; morre quando perde a possibilidade de contestar o vencedor.

A liberdade não precisa que o Estado seja bom; precisa que o Estado não possa ser arbitrário.

A verdadeira função do Direito não é ensinar o cidadão a obedecer ao poder, mas ensinar o poder a obedecer ao Direito.

O Estado que exige obediência absoluta já confessou sua desconfiança na legitimidade.

Quando o Direito deixa de perguntar “é justo?” e passa a perguntar apenas “é conveniente?”, a barbárie encontra sua burocracia.

Quando o Sistema de Justiça está corrompido, não há justiça. Escândalos recorrentes de corrupção evidenciam a promiscuidade do sistema e a necessidade de ampliar os mecanismos de controle.

Inserida por eriluciaabreu

Toda ditadura procura criminalizar primeiro a palavra, porque sabe que uma sociedade que pode nomear a opressão ainda pode combatê-la.

A toga não transforma a força em justiça; apenas pode dar à força uma aparência mais respeitável.

Nenhum tribunal é verdadeiramente livre se sua independência termina diante do poder de quem o nomeia, financia ou ameaça.

Lecionar e transmitir conhecimentos são como o dia e a noite: andam juntos, mas nunca se encontram.

O autoritarismo começa quando o Estado passa a considerar perigoso o cidadão que conhece seus próprios direitos.