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A esperança não é acreditar que tudo correrá bem; é continuar a caminhar mesmo quando ainda não se vê o caminho inteiro.
Não tão próximo quanto a lua desejaria, nem tão distante para deixá-la ir. o sol atravessava seus dias com uma luz que alcançava tudo, menos o vazio que existia entre os dois. a lua, em silêncio, fingia que algumas sombras eram suficientes para sobreviver. dizia a si mesma que amar também era aceitar o inverno, que nem todo calor precisa ser sentido para existir. mentia bem. porque toda noite ainda esperava que o sol esquecesse, por um instante, de iluminar o mundo inteiro e escolhesse aquecer apenas ela. nunca aconteceu. e, ainda assim, a lua permaneceu no mesmo céu. deverá acostumar-se ao frio de quem nasceu para ser calor, mas nunca soube aproximar-se o bastante para queimá-la.
Dizem que o sol jamais compreenderá o frio da lua. ele nasce disposto a aquecer, ela, acostumada ao silêncio, acredita que toda aproximação dura pouco. então afasta-se antes que precise sentir. o sol insiste por um tempo, confunde a distância com prudência, o silêncio com paz. até descobrir que há quem ame sem tocar, quem permaneça sem permanecer. talvez esse seja o preço do equilíbrio: aceitar que algumas luas nunca deixarão de ser inverno. e o sol… deverá acostumar-se a aquecer de longe.
O sol nunca percebeu que a lua esperava ser aquecida. acreditava que sua simples presença bastava. enquanto isso, a lua colecionava silêncios, caminhava ao lado do próprio brilho sem jamais sentir o calor que imaginava existir. não havia abandono, apenas uma ausência difícil de explicar. perto o suficiente para alimentar a esperança, distante o bastante para fazê-la duvidar de si. e talvez seja essa a mais cruel das órbitas: aquela em que ninguém parte, mas ninguém realmente chega. a lua continuará olhando para o céu. o sol continuará nascendo. e ambos chamarão isso de equilíbrio.
Ela tinha aquele tipo raro de presença que bagunça alguém antes mesmo do primeiro toque.
Não pela beleza apenas, embora existisse beleza nela de sobra. Era outra coisa. O jeito como ocupava o espaço sem parecer forçar nada. Como se carregasse luz naturalmente, como se tivesse nascido para aquecer lugares frios sem perceber o efeito que causava. E talvez o que mais me destruiu tenha sido justamente isso: ela nunca fazia ideia do que provocava em mim.
Principalmente quando ria.
Porque ela ria com os olhos.
E Deus… eu me perdia completamente ali.
Não era um sorriso ensaiado, desses que as pessoas aprendem a mostrar para o mundo. Era verdadeiro. Vivo. Os olhos dela se fechavam levemente como se o corpo inteiro participasse daquele instante, e toda vez que acontecia eu sentia alguma parte minha cedendo sem resistência. Como maré puxada pela lua, inevitável. Eu tentava manter a compostura, continuar constante, continuar sendo quem sempre fui… mas ela me olhava sorrindo daquele jeito e tudo em mim esquecia como permanecer intacto.
Ela foi a primeira pessoa que me fez querer mergulhar sem medo da profundidade.
Porque eu nunca fui raso. Só nunca tive permissão para afundar de verdade. A vida inteira esperaram de mim equilíbrio, calma, presença. E eu aprendi a ser isso. Aprendi a esconder a correnteza embaixo da superfície tranquila. Mas ela… ela parecia enxergar o oceano inteiro sem que eu precisasse dizer uma palavra.
E ao invés de fugir, ela ficou.
Talvez tenha começado ali.
Ou talvez tenha começado antes, no exato dia em que conheci ela.
Meu aniversário.
Até hoje isso me atravessa de um jeito estranho. Porque parece impossível não enxergar algum significado nisso tudo. Como se depois de tantos desejos feitos em silêncio, o universo tivesse decidido responder da única forma capaz de me desmontar completamente: colocando ela na minha frente.
E ela chegou exatamente como o sol invade um quarto escuro pela manhã.
Sem pedir licença.
Sem esforço.
Mudando tudo apenas por existir.
O mais bonito é que, apesar de toda a luz que carregava, existia cansaço nela também. Um cansaço escondido nos detalhes, nas pausas, no jeito que às vezes parecia carregar o peso do próprio brilho. E comigo ela descansava. Eu sentia isso. Sentia no jeito que a voz dela diminuía, no jeito que os ombros relaxavam, como se pela primeira vez ela não precisasse iluminar nada.
Ela podia apenas existir.
E eu amava isso nela mais do que qualquer outra coisa.
Enquanto isso, ela despertava em mim partes que estavam adormecidas há tempo demais. Partes intensas. Profundas. Vivas. Como se pela primeira vez alguém tivesse coragem de atravessar minha calmaria até alcançar o que existia no fundo do mar.
E eu deixei.
Porque desejar ela nunca pareceu escolha.
Parecia destino acontecendo devagar, na minha frente, até o momento em que percebi que já era tarde demais para voltar a ser quem eu era antes daqueles olhos rindo para mim.
A vida tem uma jeito bonito de aproximar almas destinadas a ficarem juntas, e você é e sempre foi o meu destino. Não importa quanta escuridão surja em nosso caminho você sempre será a minha primeira e única escolha ._Enzo Ruchell_
Na quietude de uma noite sem fim, onde as estrelas eram os únicos vigias e o céu parecia guardar os segredos de impérios antigos, eu a vi. Não como alguém comum atravessando a fumaça dourada da cidade, mas como uma visão arrancada das páginas esquecidas da história. Ela surgia diante de mim como Cleópatra renascida, não a rainha contada pelos homens, mas a mulher que existia entre o mito e o caos, grande demais para caber nas mãos erradas.
E eu, como Júlio César diante do inevitável, senti o mundo mudar no exato instante em que nossos olhos se encontraram.
Havia algo nela que fazia o tempo se curvar. Como se Roma ainda queimasse em algum lugar distante, enquanto neon e concreto refletiam em sua pele como ouro derramado. Ela caminhava entre as sombras daquele futuro desconhecido carregando o peso de quem sempre foi intensa demais para amores rasos. Grande como sempre foi, mas nunca amada da forma certa. Nunca compreendida por inteiro. Nunca tocada como um império merece ser conquistado.
Mas eu a via.
Via a fome escondida entre os exageros, a tempestade disfarçada nos sorrisos, o desejo absurdo de se entregar sem limites, mesmo fingindo que não precisava de ninguém. E talvez tenha sido exatamente ali que tudo começou. No instante em que minha licença poética decidiu transformá-la na rainha que o mundo sempre teve medo de amar.
Juntos, éramos mais do que duas pessoas atravessando madrugadas vazias. Éramos César e Cleópatra reinventados num século que já não acreditava em eternidade. O passado e o presente se misturavam numa dança silenciosa enquanto caminhávamos pelas ruas iluminadas, como se cada esquina escondesse um pedaço do nosso destino.
Na canção que ecoava baixa entre nós, éramos eu e você contra o mundo.
E o mundo odiava isso.
Havia olhos por toda parte. Olhares carregados de inveja, admiração e medo. Sussurros atravessando corredores, bocas dizendo que nosso amor era impossível, intenso demais, destrutivo demais. Diziam que pessoas como nós nunca terminavam inteiras. Que amores assim sempre acabam em ruínas.
Mas eles não entendiam.
Não entendiam que toda vez que tentavam nos separar, nós brilhávamos ainda mais. Como duas constelações condenadas a colidir. Como dois impérios destinados à guerra, mas que escolheram o amor antes da destruição.
Criamos nosso próprio refúgio entre noites longas, confidências e excessos. Entre doses de tequila e o álcool com que lavávamos a alma, nós nos despíamos das versões cansadas que o mundo exigia. E ali, longe das expectativas alheias, você finalmente podia se esbaldar dos exageros que sempre quis viver. Sem culpa. Sem limites. Sem precisar diminuir sua intensidade para caber no peito de alguém.
Porque eu nunca quis que você fosse menos.
Eu queria tudo.
Queria teu caos, tua fúria, teus exageros, tua maneira quase trágica de amar. Queria teus silêncios pesados, teus medos escondidos, tua vontade absurda de sentir o mundo inteiro de uma vez só. E enquanto você me olhava como se tentasse entender por que eu permanecia, eu só conseguia pensar que nenhum homem antes de mim soube amar uma rainha sem tentar prendê-la.
Seu antigo exército caiu justamente por isso. Pareciam gigantes vistos de longe, mas de perto eram apenas um mar raso tentando conter um oceano.
Você nasceu para profundidades que assustam.
E eu também.
Talvez por isso nossos nomes tenham se reconhecido antes mesmo de nossos corpos se tocarem. Como se em alguma outra vida César já tivesse encontrado Cleópatra sob outro céu, em outro império, prometendo outra vez que o mundo jamais seria suficiente para separá-los.
Nos momentos de silêncio, quando a madrugada cansava de existir e o universo parecia respirar devagar ao nosso redor, olhávamos para o futuro como quem encara algo inevitável. Sabíamos que éramos mais do que dois nomes passageiros tentando sobreviver ao tempo.
Nós éramos um pacto.
Uma promessa silenciosa feita entre ruínas e estrelas.
Talvez César não queira mais atravessar o mundo para conquistar outros impérios, porque ele enxergou em Cleópatra a sua castra.
E mesmo que o mundo inteiro desabasse ao nosso redor, ainda haveria nós dois, lado a lado, reinventando o amor como quem desafia a própria história.
Porque algumas pessoas nascem para viver romances simples.
Mas nós?
Nós nascemos para virar lenda.
Pensei em silenciar, tentei não mais escrever, mas não consegui reter as palavras...
e é o amor, que me move e me inspira a dar voz ao coração transformando silêncio em poesia.
equiparo as cicatrizes como marcas
marcas que fisicamente se eu olhar, consigo sentir exatamente a dor do que lhe causou
olho para o meu joelho e ela está lá aparente
as vezes, e na maioria das vezes, esqueço que ela está lá, mas quando a olho consigo sentir naquele instante tanto o motivo, quanto a dor.
existem cicatrizes que não conseguimos olhar, como essa do meu joelho, mas analisando a situação, consigo sentir intrinsecamente exatamente onde dói, geralmente a lembrança da dor tem olhos lindos, aqueles que um dia já jurei admirar para o resto da minha insignificante vida.
acho que cicatriz é sobre isso, é sobre saber que existe e que deixou marcado, foi vivido, foi real e a marca muito das vezes deixa uma feridinha, que se você cutucar porque as vezes por instinto temos essa intenção, ela pode sangrar novamente, ou, se você esquecer por bastante tempo ela pode sarar de vez e só virar uma marca.
refletindo sobre cicatriz, percebo que meus domingos que eram melancólicos agora estão se tornando apenas “domingos de descanso”, um corpo para se entrelaçar, sentir o cheiro, dar um beijo na testa de eu to aqui cuidando de você, e acordar de madrugada somente para admirar o rosto da pessoa em calmaria dormindo, virou o “pô, tenho bastante espaço pra dormir e liberdade aqui”.
o que era sufocante causado por uma falha na história, e que causava carência pela falta, está virando a parte normal da vida. e sabe o que é mais louco? não deixo de sofrer nenhum momento, tanto quanto sofria pela falta, como agora acostumando com ela.
talvez as cicatrizes não deixam eu esquecer que tenho alma, mesmo a deixando em segundo plano, talvez tudo o que a gente tenha se transformado ecoe na minha cabeça as vezes, mas tudo bem porque você está bem, não é?
eu não preciso estar bem, somente devo pagar com juros o que eu lhe devo, e estou pagando com correção monetária e impostos.
te deixar ir daqui de dentro também é desesperador e olha só que irônico, o que eu mais pedia pra acontecer está acontecendo e eu não gosto dessa ideia, achei que nosso adeus não seria tão prévio.
A felicidade não é um objeto, então pare de procurar. Apenas viva, pois ela está em cada momento bom da vida.
Ninguém lembrou do cruzeiro depois que veio o cruzado.
Eu sinto a dor de todos eles, porque eu também fui trocado.
*DENTADA*
Te invadi.
Te ocupei.
Não foi guerra.
Foi convite.
A boca veio sem pedir licença
e assinou na pele o recibo:
estive aqui.
Com fome.
Não tem sangue, tem marca.
Roxo que vira amarelo,
depois some.
Efêmero como tudo que queima.
Ninguém bateu.
Ninguém prendeu.
Foi mordida de quem sabe
que a carne é fruta
e a noite é curta.
Não me venha com culpa.
Culpa é pra quem reza.
Aqui a gente devora.
Sem faca, sem garfo,
só dente e vontade.
A marca fica dois dias.
A lembrança fica dois anos.
A tensão não conta tempo.
Ela mora entre a pele e o lençol,
naquele lugar onde o arrepio
ainda não decidiu
se é medo ou se é mais.
Não foi castigo.
Foi assinatura.
Um carimbo de "estive viva"
num corpo que esquece rápido
mas que, por um segundo,
quis ser banquete.
E se amanhã não tiver nome,
pelo menos teve gosto.
E o gosto,
ninguém tira.
Alguns sentimentos foram feitos para ultrapassar o tempo e a distância...
O verdadeiro amor não pede mãos entrelaçadas, basta que duas almas continuem se reconhecendo no silêncio.
"Os nossos horizontes se encontraram nas infinitas possibilidade por um instante
Foi o que pensei quando ficamos felizes na maresia daquela noite apaixonante."
✨ Nós não estamos contidos. Estamos constantemente irradiando.
🌬️ É assim que a sua energia realmente se parece quando você se desprende das ilusões da matéria: sem corpo, nem limite. Apenas pó. Um reflexo luminoso se expandindo para fora, em todas as direções, tocando em tudo, no todo... universo infinito.
🧭 Aquiete a mente. Abra o coração. E apenas expanda.
💫 A física nos chama de poeira de estrelas, e o ocultismo nos lembra que somos a própria centelha divina em movimento. Você não é o recipiente; você é a própria força que transborda e molda a realidade ao seu redor. Quando você compreende que sua energia não termina na sua pele, o medo do mundo desaparece. Você passa a tocar o Todo, porque você já é parte dele.
🪐 Você não é um produto acabado. Você é o universo inteiro em plena expansão. Que você tenha a ousadia de olhar para fora e entender que você nunca esteve fora, mas dentro de toda criação divina.
🕊️ Nunca houve separação. Apenas a unificação.
🎡 Pare a roda. Deságue na fonte. O Porto sempre esteve dentro de você!
Meu amado Deus
Você nos deu um mundo maravilhoso
Para vivermos
Depois que você criou o céu
E a terra
A terra você fez
Muito bem
Com flores à beira do
Oceano
Também à beira do oceano havia
Muitas árvores
Alguns pássaros você fez
Com suas mãos sagradas
Eles já pescaram sua
Comida para comer
Agora estão descansando
Nos galhos das árvores
E também cantando para nós
Suas lindas canções
Eu, pessoalmente, gosto de ouvir
Os pássaros cantando
Agora o fim do dia
Chegou rápido
O sol se pôs
E todos nós vimos o pôr do sol
Agora a noite chegou
Os pássaros voltaram a voar
"O ser humano frequentemente demonstra dificuldade em dominar a si mesmo, revelando, contudo, grande destreza para ocultar suas fraquezas. Diante da estagnação, muitos evitam o esforço da mudança, preferindo a conveniência de compartilhar sua condição com os outros."
É triste ver os dias passando e suas chances de chegar onde quer se tornando cada vez mais difíceis.
Feliz é aquele que tem independência financeira, liberdade de tempo e não depende de política.
