Pensamentos Mais Recentes

Diga-me, destino...
Por que me escolheste, se desde o primeiro passo já havias decidido que eu caminharia sozinho?
Arrancaste-me do meu mundo com promessas de glória. Chamaste-me de herói antes mesmo de conhecer meu nome.
Mas bastou uma mentira...
Uma única mentira.
E tudo aquilo que juravam admirar transformou-se em desprezo.
Roubaram minha honra antes que eu pudesse defendê-la. Condenaram minha voz antes que eu pudesse falar. Julgaram meu caráter sem jamais olharem em meus olhos.
Diziam que eu era o escudo.
Mas, quando precisei de proteção, não havia ninguém.
Enquanto outros recebiam espadas, lanças e arcos, eu carregava apenas o peso da desconfiança.
Chamavam-me de criminoso. De traidor. De indigno.
E, ainda assim, esperavam que eu salvasse aqueles que me apedrejavam.
Que ironia...
Queriam meu sangue, minha força, meu sacrifício.
Queriam que eu derramasse lágrimas por um reino que nunca derramou uma única por mim.
A cada porta fechada, aprendi que a confiança é um luxo para os ingênuos.
A cada olhar de nojo, aprendi que a solidão é mais honesta do que a falsa bondade dos homens.
Então, responde-me, destino...
Quando foi que deixei de ser um herói e me tornei apenas o recipiente do ódio alheio?
Ou talvez...
Eu nunca tenha sido visto como um homem.
Apenas como uma ferramenta.
Algo para ser usado, culpado, descartado e convocado outra vez quando o mundo estivesse prestes a ruir.
Dizem que a raiva me consumiu.
Mas ninguém pergunta quem acendeu esse fogo.
Ninguém pergunta quantas vezes precisei juntar os pedaços de mim que eles mesmos quebraram.
Ainda assim...
Continuo caminhando.
Não porque acredito neste reino. Não porque confio nas pessoas. Nem porque desejo ser chamado de herói.
Continuo porque me recusaram o direito de desistir.
Se o mundo insiste em enxergar um monstro, que veja.
Se o destino deseja me dobrar, que tente.
Pois aquele jovem que acreditava na justiça morreu no dia em que foi traído.
O homem que permanece...
Já não luta por reconhecimento.
Luta apenas para provar que nem o ódio de um reino inteiro foi capaz de arrancar a única coisa que ainda lhe pertence:
Sua própria vontade.

“O Que é o Amor Verdadeiro?”

Às vezes me pego me questionando: o que é o amor verdadeiro? É o ato de estar? De cuidar? De permanecer?

Acho que o amor verdadeiro é diferente para cada pessoa. Para alguns, ele está no carinho, nos presentes ou nos momentos compartilhados. Para outros, pode estar em gestos silenciosos, em palavras de afirmação ou simplesmente na presença.

Ao meu ver, o amor verdadeiro é uma incógnita. O que alguém precisa fazer para que você se sinta verdadeiramente amado? Existe uma resposta certa? Ou tudo depende da forma como cada pessoa aprendeu a amar e a ser amada?

Por muito tempo, eu acreditei que o amor precisava ser provado o tempo todo. Que ele se media pela intensidade, pela saudade, pela dependência ou pelo medo de perder alguém.

Hoje começo a me perguntar se o amor verdadeiro talvez seja algo muito mais simples do que eu imaginava, ou talvez até mais complexo. Para uma pessoa adoecida emocionalmente ou que convive com alguns transtornos, compreender e aceitar o amor pode parecer uma tarefa quase impossível. O amor deixa de ser apenas um sentimento e passa a ser um medo, algo que a mente questiona o tempo todo se é real.

Por muito tempo, lutei contra mim mesma tentando entender o que era o amor e, principalmente, se eu era verdadeiramente amada. Mesmo diante de gestos de carinho, havia sempre uma dúvida silenciosa, como se nada fosse suficiente para me convencer de que aquele amor era real.

E isso acabou se tornando um desgaste para as pessoas que eu amava e, consequentemente, fez com que eu as perdesse. Hoje eu entendo que o amor não precisa de definição exata. Ele não é algo concreto e certeiro.

O amor é relativo. Cada pessoa sente, demonstra e interpreta de uma maneira diferente. E, às vezes, a única coisa que realmente importa é sentir esse amor e se permitir ser amado.

Talvez amar também seja aprender. Aprender a linguagem do outro, compreender a forma como ele demonstra carinho, e, ao mesmo tempo, ensinar a sua própria maneira de amar. Ninguém nasce sabendo exatamente como fazer isso. O amor também se constrói na comunicação, na paciência e na disposição de entender aquilo que o outro nunca aprendeu a dizer.

Hoje, acredito que o amor não se resume a ficar ou ir embora, a lutar ou desistir. Essas são apenas escolhas que, às vezes, o amor exige. O amor, por si só, é uma via de mão dupla: ele precisa ser oferecido, mas também recebido. Precisa ser compreendido dos dois lados para que exista equilíbrio.

Talvez o amor verdadeiro nunca tenha sido sobre encontrar alguém que ame exatamente como nós, mas sobre encontrar alguém disposto a aprender a nossa forma de amar, enquanto também aprendemos a dele. E, quando isso acontece, o amor deixa de ser um enigma e passa a ser um lugar de paz.

Na proximidade exata do encontro, fomos o labirinto que o próprio destino não soube decifrar. Afinal, medimos a distância pelos passos, esquecendo que o invisível do instante guarda abismos intransponíveis.
Reno Fioraso

"A maneira mais rápida de atrair o que você merece é se tornar completamente indisponível para o que você não merece "

"Quem pede a Deus sabedoria e discernimento, sai do pasto ao invés de amplia-lo."

O Sol poente no horizonte do mar cria uma miragem ao olhar: ali, o infinito finge ter fim, lembrando-nos de que o limite do que vemos é apenas o começo do que ignoramos.
Reno Fioraso

Cada gota de orvalho que se dissolve no chão não busca o fim; celebra, enfim, o instante em que o céu e a terra, no silêncio da floresta, conversam em segredo.
Reno Fioraso

A dor é a essência da Alma, ela pode destruir ou modificar!

A essência dá origem ao átomo, mas a digital não molda o caráter, que é invisível: somos o rastro que a alma deixa quando tenta apagar suas próprias pegadas no tempo. 
Reno Fioraso

Coleção de Fracassos


Diga-me, coleção de fracassos,
quantas histórias ficaram pelo caminho?
Quantos sonhos morreram em silêncio,
antes mesmo de encontrar abrigo?


Ainda jovem demais para amar no colégio,
carregava uma mente inocente
em um corpo que já anunciava a vida adulta.
Eu não sabia os caminhos,
não entendia os sinais,
não causei a impressão que desejava.


O tempo passou sem pedir licença.
Hoje carrego uma mente cansada,
como se um velho habitasse meus pensamentos.
Conheci muitos rostos,
muitos abraços,
muitos amores passageiros,
alguns oferecidos pelo destino,
outros comprados pela solidão.


Mas existe uma coisa que nem o tempo devolve:
a juventude perdida.
Aquele garoto que não sabia amar,
que tinha medo de tentar,
ficou preso em algum lugar do passado.


E talvez o maior fracasso
não tenha sido perder algumas histórias,
mas perceber tarde demais
que algumas oportunidades
só passam uma vez.

A Tragédia dos Que Brigam Entre Si


É estranho pensar
que pessoas comuns,
que acordam cedo,
trabalham duro
e carregam as mesmas dificuldades,
acabam se tornando inimigas
por causa de guerras que não criaram.


Lá em cima,
os poderosos discutem seus interesses,
fazem alianças,
mudam discursos
e seguem suas vidas.


Aqui embaixo,
nós perdemos amigos,
rompemos famílias
e carregamos mágoas
por causa de uma disputa
que nunca esteve em nossas mãos decidir.


O vizinho deixa de ser vizinho.
O amigo vira adversário.
O irmão olha para o irmão
como se fossem de mundos diferentes.


E no final,
quem realmente ganha com isso?


Enquanto brigamos por aqueles
que nunca saberão nossos nomes,
continuamos enfrentando
os mesmos problemas,
as mesmas contas,
os mesmos medos
e as mesmas incertezas.


A maior tristeza de uma sociedade
é quando o povo esquece
que tem mais coisas em comum
do que diferenças.


Nenhuma opinião vale
a perda de uma amizade.


Nenhuma bandeira vale
o desprezo por outro ser humano.


Nenhum líder merece
que alguém destrua a própria paz
ou transforme amor em ódio.


Porque no fim da vida,
não serão as discussões da internet,
os discursos dos políticos
ou as brigas por ideologias
que ficarão ao nosso lado.


Serão as pessoas.


As mãos que seguramos.
As histórias que construímos.
Os momentos que nunca mais voltam.


A verdadeira tragédia
não é existirem pensamentos diferentes.


É permitirmos que eles sejam usados
para nos afastar daqueles
que caminham no mesmo chão que nós.

O Último Quarto da Casa


Toda casa possui um quarto
que nunca aparece nas fotografias.


Foi nele que cresci.


Não faltou teto.
Não faltou alimento.


Mas faltava aquilo
que nenhum objeto consegue oferecer:
a certeza de ser visto.


Passei anos esperando
que aqueles que me deram a vida
também me mostrassem
como viver.


Esperei uma palavra.
Um conselho.
Uma direção.


Esperei que alguém segurasse minha mão
e dissesse:


"Não tenha medo.
Existe um caminho para você."


Mas algumas esperanças
não morrem de uma vez.


Elas desaparecem lentamente,
como uma luz esquecida
em um quarto vazio.


Então veio a pandemia.


O mundo fechou suas portas,
e eu também fiquei preso.


Dois anos entre paredes,
lutando contra o medo,
a solidão
e a sensação de que o futuro
estava distante demais.


Eu tinha apenas 17 anos.


Era um garoto tentando compreender
uma vida que já parecia pesada.


Estudei.


Acreditei que o conhecimento
seria uma ponte para outro destino.


Passei um ano preparando minha mente
para uma oportunidade.


Mas a dor, o medo e a incerteza
foram maiores que meus planos.


O ENEM passou.


E com ele,
uma parte dos sonhos
que eu ainda carregava.


Depois vieram os dias de trabalho.


O corpo aprendeu o significado
da exaustão.


As pernas carregaram pesos
que ninguém viu.


As mãos perderam a juventude.


E, enquanto muitos construíam memórias,
eu construía resistência.


Nunca pedi riqueza.


Nunca pedi uma vida fácil.


Tudo o que eu queria
era um lugar no mundo.


Um propósito.


Uma profissão.


Uma razão para olhar para o amanhã
e acreditar que eu também tinha destino.


Mas o tempo revelou
uma das dores mais silenciosas:


o amor de uma família
nem sempre alcança todos
da mesma forma.


Na mesma casa,
existiam diferentes medidas de cuidado.


O afeto que não encontrou meus caminhos,
a consideração que nunca repousou sobre mim,
foi entregue em abundância
à minha irmã.


A ela,
os braços abertos.


A ela,
a proteção antes mesmo da queda.


A ela,
a certeza de que haveria alguém
para enfrentar o mundo por ela.


E eu não invejo o amor que ela recebeu.


Nenhum irmão deveria desejar
menos amor para outro.


Mas existe uma tristeza profunda
em perceber que aquilo que foi dado em dobro a alguém
nunca encontrou espaço
nem uma única vez
para florescer em você.


Eu os amo.


E reconheço:
eles não me devem nada,
além da vida que me deram.


Mas a vida,
quando não é acompanhada de presença,
às vezes parece apenas uma existência.


Por isso temo o dia da despedida.


Não porque não exista amor.


Mas porque algumas lágrimas
nascem das histórias que vivemos.


E outras não conseguem nascer
pelas histórias que nunca tivemos.


Talvez eu não chore pelas lembranças.


Não por crueldade.


Não por falta de gratidão.


Mas porque passamos pela vida
sem construir aquilo que o tempo não consegue apagar.


Fotografias envelhecem.


Casas desmoronam.


Pessoas partem.


Mas as memórias permanecem.


E essa talvez seja a nossa maior tragédia:


não fomos uma família destruída pelo ódio.


Fomos uma família separada pelo silêncio.


Vivemos sob o mesmo teto,
mas em mundos diferentes.


E o mais triste de tudo
é descobrir que uma pessoa pode passar a vida inteira
procurando um lar,


mesmo estando dentro de uma casa.

2561 📜 "E disseram a Verdade. Verdade nunca contestada. Daí o Rei o condecorou. Está registrado!"

O Cerco


Para destruir você, uniram-se.
Não com espadas,
mas com palavras cuidadosamente escolhidas.
Manipularam pensamentos,
contaram versões convenientes,
e fizeram da sua reputação
o primeiro campo de batalha.


Não buscavam a verdade.
Buscavam medir a resistência
de quem se recusava a cair.


Quando perceberam
que a difamação não bastava,
recuaram para a sombra.
Esperaram o cansaço,
a dor,
o momento em que a alma vacila.
Sabiam que a fraqueza de um instante
poderia causar mais estragos
do que anos de perseguição.


Mas toda introspecção revela um fato incômodo:
o rosto por trás da conspiração
nem sempre pertence a um estranho.
Pode estar dentro da própria família,
vestido de afeto e proximidade.
Pode surgir na voz
de quem um dia jurou proteger você.


E a revelação mais dura de todas:
o último conspirador
pode ser você mesmo,
quando já não consegue discernir
a verdade das mentiras
que repetiram ao seu respeito.
Quando a mentira, repetida inúmeras vezes,
passa a vestir as roupas da verdade,
e a dúvida se instala em sua consciência,
fazendo-o questionar
quem realmente é.


Proteja sua mente.
A reputação pode ser manchada.
Os aplausos podem desaparecer.
Mas quem preserva a própria essência
permanece de pé,
mesmo quando o mundo inteiro
espera vê-lo cair.


Porque a maior vitória
não é convencer o mundo
de quem você é,
mas impedir
que o mundo convença você
de quem nunca foi.

Política e geopolítica não podem servir de pretexto para um tiranizar o outro individualmente. Não faz nenhum sentido discussões intermináveis entre nós que somos da base da pirâmide sem nenhum poder real de decisão.

Que corram no Rio da sua vida todas as bênçãos que vêm do trono de Deus.

Acreditar no futuro é permitir que seu coração participe da Eternidade de Deus 
e faça todas as mudanças necessárias 
no presente momento da sua vida.

"Nenhum rio correrá no deserto do amanhã... se destruirmos a sua fonte hoje."⁠

"Cada árvore derrubada hoje, será uma gota de água a menos na boca dos seus descendentes amanhã."

"De que adianta conquistar o mundo e empobrecer por dentro? O lucro mais bonito e valioso é aquele que enche as mãos, sem esvaziar a dignidade da alma.

Curar o futuro começa no sorriso de hoje.

"O caráter do adulto é o eco da infância que ele viveu. Quem planta alegria no coração de uma criança, colhe um homem de bem no amanhã.

"No teatro do mundo, a maior obra de arte é a coragem de ser você mesmo. Quem se veste de autenticidade, caminha livre da opinião alheia.

"Sua raridade não depende do julgamento dos outros. Ser autêntico, independente da opinião alheia, é a sua maior excelência. Seja único.

"A excelência de ser quem somos, sem precisar da aprovação de ninguém, é o que nos torna únicos. Floresça na sua própria verdade.