Pensamentos Mais Recentes

Curioso é o comércio onde os tijolos jamais desaparecem; apenas aprendem a mudar de destino. O cocheiro do aço e do cimento oferece dízimos à própria cobiça, enquanto o dono da balança cultiva a mais conveniente das cegueiras.


Nenhum deles é inocente. Um furta a matéria; o outro sepulta a verdade sob o peso da conveniência. Entre ambos ergue-se uma catedral de cal e concreto, cujos alicerces não repousam sobre pedra, mas sobre o pacto silencioso entre a avareza e a omissão.


Eis a ironia: edificam casas para os homens, enquanto demolam, tijolo por tijolo, o último abrigo da própria honra.

se errou hoje, aprenda e recomece amanhã.

O ato simula o caráter; a intenção revela.

Sair por aí à toa não é loucura; loucura é ficar preso à toa, com medo de sair.

Palavras difíceis  
Poemas invisíveis,  
Códigos indecifráveis  
Poemas nada confiáveis.

a vida é feita de tentativas sem elas nem tente.

O Alquimista de Si Mesma
Houve um tempo em que meu nome era Resistência.
Eu me fiz de pedra para não quebrar,
e de muro para ninguém atravessar sem permissão.
Aprendi a ler o silêncio dos outros antes de ouvir minha própria voz,
acreditando, genuinamente, que o amor era um prêmio de consolação
para quem conseguia carregar o peso mais pesado sem reclamar.
Mas a terapia é esse outono necessário.
É o momento em que a árvore percebe que as folhas —
aquelas certezas antigas, aqueles medos vigilantes —
já não nutrem mais; elas apenas pesam.
E eu estou aqui, na delicadeza de me deixar desfolhar.
Dói nomear os fantasmas.
Dói perceber que, por anos, eu não vivi, eu apenas estrategiei a sobrevivência.
Mas há uma beleza sagrada em olhar para as mãos cansadas
e decidir que elas não precisam mais segurar o mundo.
Que elas podem, enfim, se abrir para receber.
Eu me perguntava: “Quem serei eu se a dor for embora?”
Hoje, o espelho responde com um sussurro:
Você será o horizonte, não apenas o caminho.
Será o mar, não apenas a barreira que contém a onda.
Não sou fraca por querer descanso.
Sou, pela primeira vez, forte o suficiente para admitir que sou humana.
Estou trocando a minha armadura de ferro
por uma pele que sente, que vibra e que, apesar de tudo, ainda se emociona.
Não estou apenas me curando;
estou finalmente me apresentando a mim mesma.

Não fazer o mal por medo das consequências não te torna bom; pois quem é bom não faz o mal, mesmo se não houver consequência.

Se você não quer se iludir, pensa no fim e aproveita o momento.

A melhor maneira de acabar não é "lutando", "vencendo"; é não participando, não colaborando.

Hoje sabemos que o peso da vaidade está acima do peso da integridade, as pessoas hoje se vendem , o amor esfriou, é um amor platônico, brigam por futilidades e esquecem realmente a importância do equilíbrio da paz , vivem sobre delírio financeiro e enterram a história da convivência com os outros pelo seu tempo.

O plantio que ninguém vê, que faz doer, que poucos crê, que nos faz colher e vencer.

Ranço


Ultimamente estou me sentindo muito genial. É claro que poucos entenderão isso, mesmo que sejam idiotas. Parece com um caminho que já trilhei. Uma vida que já vivi. Um futuro que já é um passado. É como experimentar as linhas do tempo que já se foram, comprimidas, girando e girando, delicadas e desbotadas. Como espinhos gastos, como emoções vistas de um velho álbum. Isso é a minha mente, que quando descobre como funciona, se impressiona por não haver nenhuma novidade.

"As noites e os finais de semana são o laboratório onde os grandes negócios do futuro estão sendo criados hoje."

"A sorte tira o burro do pasto, mas a incompetência o faz voltar."

"Vivemos a inércia da estratégia: um entroncamento entre a derrota inevitável e a lucidez de nossas próprias premissas. Sob o pretexto da gestão, lava-se as mãos. A prefeitura guarda o título, mas a cidade foi entregue à terceirização.
​A praça pública deixou de pertencer ao povo para se tornar vitrine e negócio. O resultado são espaços urbanos desérticos sob um céu que só não foi faturado porque ainda não encontraram o meio. Onde estão as pessoas? Confinadas entre as quatro paredes de suas casas — a última fronteira não privatizada. Por enquanto. Afinal, a própria atenção e o olhar já começam a ser tarifados pelo alinhamento cultural."

O que eu gosto em mim, eu projeto nos outros.

Não existe loucura maior do que ser "comum" para os outros por medo de ser você mesmo.

O mundo está dentro de cada um de nós, e de dentro de cada um de nós que mudamos todo o mundo.

Tudo o que eu faço é pensando no fim, e é exatamente por isso que faço, porque sei que vai ter fim.

A adversidade não cria consciência. Ela revela o quanto dela já desenvolvemos.

“A dignidade começa quando o ser humano deixa de aceitar como verdade aquilo que apenas aprendeu a repetir.”

“Quebrar paradigmas não é apenas um ato de coragem; muitas vezes é o mínimo de dignidade de quem se recusa a viver uma vida limitada pelas certezas dos outros.”

No Silêncio

Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, aqui estou diante de ti! Te louvando e adorando, pois só tu és Deus! Não há outro como tu! Deus eu te amo por aquilo que tu és! Porque tu és santo! Santo! Santo! Em Jesus Cristo eu te adoro! Sim tu meu amigo! Não tenho outro como tu! Santo e justo tu és eternamente.

Deus eis que fico diante de ti em silêncio! Não te pedirei nada, Senhor! Pois eis que não sei o que te pedir! Eis que apenas te peço: Senhor! Olha para o meu ser! Olha pois! Tu sabes ver o que eu preciso! Sim! Tu conheces o meu levantar, o meu deitar e o meu agir perante ti! Sim! Amigo da minha alma! Com os teus olhos, vê tu pois o que meu corpo, minha alma e meu espírito necessita!

Concede-me pois senhor, o que tu achas que eu preciso! O que eu preciso é da tua presença Senhor! Assim seja em nome de Jesus Cristo, teu filho amado! Amém!

Tudo o que une o arquipélago 
e o continente ao povo originário,
surgiu fortemente na mente,
Atacama, Chané, Charrúa e Chorote,
e vejo que vir a encontrar 
os teus olhos não é questão de sorte.


Tudo o que une o continente 
e o arquipélago ao povo originário,
trago comigo simplesmente,
Chulupí, Comechingón, Diaguita e Guaraní,
não nego que te admiro desde 
o primeiro dia que eu te vi.


Tudo em mim tem a cor de Ceibo
que do continente mira o arquipélago,
e com um poemário e profundo jeito, 
Huarpe, Kolla, Lule, Mbyá Guaraní,
e esperar o que há para ser revelado,
todo o dia é mais um que resisti.


Na ventania e no curso do rio 
que encontra o mar há algo
que entre nós está para surgir,
Ao escutar canções e sentir algo 
Mocoví, Ocloya, Pampa e Pehuenche,
em revelação no sul do sul continente.


Do arquipélago, do continente, 
do rio e o encontro com o mar,
Tudo nos leva a nos encontrar,
porque temos a urgência de amar;
Pilagá, Quechua, Ranquel e Sanavirón,
sabemos as rotas para os encontrar. 


Seja na terra, na água ou no ar,
está escrito no Hemisfério Austral
que o que há de mais romântico há de brindar; 
Selk'nam, Tapiete, Mapuche e Tehuelche,
Nada deles a gente nem por 
um instante a gente não esquece.


Não é hoje que tenho escrito 
que a gente se combina e se merece; 
Não há nada que desvie o destino
quando conhece da raiz até o caminho
em cantos de Toba, Tonocoté, Vilela e Wichí,
não me importo com quem duvide
ou pensa que o céu é o limite,
ou pense que a história acabou ou esqueci.