Pensamentos Mais Recentes

Seis dias de trabalho.
Um dia de culto ao Senhor.
É mandamento de Deus.


📖 Deuteronômio 5:12–13


Nota: No contexto bíblico,
o sábado significa descanso.⁠

O Último Lugar ao Seu Lado


Há uma cadeira que o mundo esqueceu de mover,
ainda diante da janela onde o teu silêncio aprendeu o meu nome.
A poeira tornou-se a coisa mais fiel que ficou;
as pessoas, diferente dela, sempre descobrem um jeito de partir.


Carreguei a tua ausência
como antigas estações carregam o eco dos trens que partiram—
sem pedir que voltassem,
apenas lembrando o peso do adeus.


Dizem que o tempo é um cirurgião paciente.
O meu costurou a ferida com fios invisíveis,
para que ninguém pudesse admirar a cicatriz,
e mesmo assim cada batida do coração a rasga outra vez.


A pior solidão não mora num quarto vazio.
Ela sorri entre pessoas,
enquanto os olhos procuram, em rostos desconhecidos,
aquele que nunca mais voltará a ocupar o lugar ao nosso lado.


Há noites em que invejo a chuva.
Ela pode cair sem pedir perdão.
Eu aprendi a ser homem,
e isso tantas vezes significou sangrar sem testemunhas.


Talvez as mulheres conheçam outra dor:
a de deixar pedaços da própria alma
em quem jamais percebeu
que segurava um universo inteiro entre mãos delicadas.


Se o amor sobrevive em algum lugar,
não é nas promessas, nas alianças ou nas fotografias.
Sobrevive no gesto tolo
de virar o rosto para um espaço vazio,
como se alguém ainda pudesse estar ali.


Se um dia lembrares de mim,
não te lembres da minha voz.
Lembra-te do silêncio que ficou depois dela;
foi nele que escondi tudo
o que nunca encontrei coragem para dizer.


Um dia outro desconhecido ocupará aquela janela.
A cadeira não saberá os nossos nomes.
A poeira não contará a nossa história.


Mas, para além do alcance dos relógios,
toda alma que não conseguimos guardar
continua caminhando ao nosso lado—
calada, amorosamente,
como um trem que chega para sempre
a uma estação que existe apenas dentro do coração.

Semeie ternura, regue com paciência e a vida lhe devolverá jardins de carinho.

NÓS 
PRETOS
SEMPRE
FOMOS
BONITOS,
É QUE
VOCÊS
ESTÃO
PRESTANDO 
ATENÇÃO NOS
PRETOS(AS)
SÓ AGORA.

E quando Jesus ensina
A providência Divina...
Rubrica.!




Sonia Solange da Silveira
Ssolsevilha


Poetisa do cerrado

Levantei do túmulo, olhei para o meu decomposto passado e tive medo dos meus próprios ossos

So presto contas a minha essencia. Não vou me mutilar para caber em caixas no espaço de ninguém!




Sonia Solange da Silveira 


Poetisa do Cerrado

Plante gentileza, cultive esperança e deixe que a vida floresça em afeto.

A busca angustiante acabou.
Deixou de lutar contra a correnteza e passou a ser o próprio fluxo...!




Sonia Solange da Silveira


Ssolsevilha


Poetisa do cerrado

La na terra dos meus antepassados, sentei-me numa mesa num café a beira do mar, pedi um café. Acendi um cigarro,
e disse, a partir de hoje nunca mais fracassarei, nunca mais vou fracassar. Olhei para o céu e disse Deus hoje entrego tudo nas suas mãos, tudo sim , e prometo jamais blasfemar.
Voltei e o tempo passou e nada mudou porque eu nao mudei. Não entreguei nada a Deus, agia por instinto. E falava pra todo mundo meus planos e nada dava certo.
Pedi um Café enquanto observa as ondas as gaivotas, e lá distante ao fundo do mar os navios, em meio a névoa que quase os envolviam
Nada dava certo. Mudei de casa, mudei os planos, e tudo errado. Mudei de casa de novo, fui direto ao resgate do passado. E comecei a questionar, estou fazendo tudo errado falando demais como sempre...pensei, ponderei. Entregue tudo nas mãos de Deus, entregue tudo nas,mãos de Deus. Gritei pra mim e nao falar a niguem sobre seus planos, e os planos fracassaram, porque, quais foram os motivos, ansiedade. Não era falta de confiança. Confia erga as mãos para o alto e confia. Você se sentirá como uma águia. Então voe.!




Sonia Solange da Silveira
Ssolsevilha


Pietisa do cerrado

​As metáforas que fogem ao paradoxo inicial são vistas como aceitáveis na beirada da alucinação coletiva.
​As flores do conhecimento — reminiscência evolutiva — são apenas o carvão na fogueira alucinada dos deuses místicos. O loop temporal de ideias flutua nas profundezas da razão racional, enquanto a linguagem verbal guarda segredos para a metáfora que se torna semântica. Traços de realidade observam equações dentro da função da física: uma evolução existencial determinada pelas heranças da geometria, que reluta, mas permanece genuína.
​O fluxo temporal no egocentrismo e, bilateralmente, na geopolítica, transforma o cidadão em um fluxo abrangente de dados. Dize-se que o bot sabe mais de filosofia do que a gravidade na continuidade relativa, sendo a translação do curso abstrato uma condição pré-determinada pelo algoritmo — aceita e validada pela ciência e pela física.
​As metáforas no tom vermelho realçam sua presença; a arte enfeitiça a mente e o olhar se fixa nos lábios rubros. O vestido vermelho reforça a ideia de controle e domínio mental — o terreno ideal para a alienação. O vídeo rápido entrega satisfação e dopamina barata, preparando o terreno para que outras drogas colonizem a mente. O que é uma ideia diante da vontade e do desejo? Simplicidade: o acúmulo de imagens configurado para que a atenção seja rápida e funcional. A venda de produtos nada agrega à vida; é apenas o comércio acelerado alimentando a compulsão até o limite da obsessão. Esta dinâmica é uma patologia coletiva. Como em um buraco negro, nem a luz escapa da sua gravidade: a atenção é movimento que transcende o campo massivo.
​No macrocosmo e na socialização do emaranhado quântico, os fótons se movem e somem quando observados. Contudo, a existência espontânea mostra dois indivíduos no mesmo espaço seguindo este mesmo pensamento. Vemos deepfakes existenciais: dois seres se obliteram no campo das ideias — um preso, o outro com um simulacro de livre-arbítrio —, duas consciências agindo simultaneamente. Enquanto isso, a política ganha um mito que não passa de um canastrão mequetrefe. A moça de vermelho passa; você pensará na moça de vermelho, no político ou no trecho de física e filosofia?
​As metáforas, como sombras do conhecimento e reminiscências evolutivas, compõem o mosaico que torna o cotidiano aceitável diante das maquinações do mundo. São escolhas toleráveis na Teoria do Caos: mesmo no caos absoluto, a beleza predomina e encontra sentido em nossas mentes.
​Os vieses da filosofia são expostos por experiências manipuladas pela extrema-direita, reduzindo o absurdo a um loop temporal de respostas curtas e diretas. Nessa disfunção mental, as decisões se tornam extremas, descambando no terrorismo doméstico, enquanto o senso comum se degrada no fenômeno terraplanista.
​O Problema dos Três Corpos é apenas a equivalência dessa mentalidade.
Por Celso Roberto Nadilo
Cubismo político cognitivo

Não sou se onde venho
Não sou de onde moro
Sou de onde eu amo..!




Sonia Solange da Silveira
Ssolsevilha
Poetisa do cerrado

A serpente conhecendo a natureza curiosa do ser humano e sua especial atração pelo proibido disse: "coma não morrerás"

O oprimido afaga nossa vaidade; o privilegiado desperta nossa ira.

Tempo

Demétrio Sena - Magé

Ah, o tempo...
O tempo é mais destempero
que temperatura.
E muito mais contratempo
do que tempo
de achar a cura.
A gente é muito mais terno
de se ostentar,
do que ternura...
Ou mais "brabeza" vocal
pra se gritar,
do que bravura.
O mundo expressa mais caça
do que procura...
Quanto à vida?
A vida é muito mais corte
do que costura.
... ... ...

Respeite autorias. É lei

"Quem sabe por onde andas, não perde o equilíbrio quando alguém lhe dá uma rasteira."

A felicidade não se possui, ela é um estado de espírito, por isso deve ser construída constantemente.

A ventania traz a notícia
no Médio Vale do Itajaí
da memória de Marco Pola,
és a melhor contradição
que com cada fibra dialoga
entre a existência amorosa
e o mistério que enamora.


De prontidão para escrever
a poesia onde há vales
e cavalos coincidentes,
declaramos afinidades
com reverência subliminares,
impulsos e intensidades
que nos são inerentes.


No inverno aqui em Rodeio,
onde nos antevejo
nas ruas vazias descritas
no outono do poeta,
e ainda em vocal silêncio,
reverencio e por ti espero
como quem espera um
milagre com o céu aberto.


[Nos nossos corações nunca
nem por um instante fomos ausentes,
porque nunca nos apagamos
diariamente das nossas mentes].

Quem sou?


Quem sou quando não sou meus bens materiais?
Quem sou quando não sou minha profissão?
Quem sou quando não sou minhas opiniões?
Quem sou quando não estou sendo observado?
Quem sou quando não estou feliz?
Quem sou quando não tenho as respostas?
Quem sou quando não correspondo às expectativas alheias?
Quem sou quando não tenho dinheiro?
Quem sou quando não estou nas redes sociais?
Quem sou quando não estou julgando os outros?
Quem sou sou quando não tenho propósito?
Quem sou quando não tenho uma agenda de atividades?
Quem sou quando não estou na moda?

O ser e o tempo A vontade de poder ser


De Juliano Assis


Somos uma construção no tempo. Ou melhor, somos o próprio tempo em ato. Não há um ser completo e estático em nosso núcleo, mas um constante devir — uma “vontade de poder”, como sugeriu Nietzsche, que nos impele a nos refazer sem cessar.
Assim, o propósito do ser é simplesmente ser, sem jamais atingir um ponto final. Somos um rio que nunca é o mesmo, que se afirma justamente em suas próprias mudanças.


E no curso desse rio, nos deparamos com o tédio. Schopenhauer via nele a essência de nossa condição: oscilamos entre a dor e o prazer, mas o prazer é fugaz, ilusório. No fim, o que resta é o vazio do tédio, a percepção de que não controlamos a natureza dos acontecimentos.
Mas há outro caminho. Heidegger nos lembra que o ser é ser-no-mundo, projetado para frente, lançado em um tempo que não volta. Essa mesma força natural de seguir em frente pode ser vivida não como fardo, mas como afirmação cabal da existência.


É aí que Nietzsche ressurge, com o amor fati: amar o destino. Perceber que as mudanças são inevitáveis, que o rio nunca será o mesmo, e abraçar esse fluxo como parte intrínseca do que somos.
No fim, somos esse movimento: entre o tédio e a vontade, entre a dor e a aceitação radical. Ser no tempo é aceitar-se como tempo — e seguir, rio abaixo, sem retorno.

Os dias passam de forma lenta, quando tenho coisas desagradáveis para fazer.

Viver é um misto de dor e frustração alternada com momentos de felicidade e realizações.

Quem se move, vive,
o caminho nasce no ir 
não fique parado.

"O ser humano não se transforma apenas mudando de ideias; transforma-se mudando seu modo de estar diante da realidade."

A vida é sofrimento com intervalos de felicidade.