Pensamentos Mais Recentes

Reino do Desalento


Já percebi a tática dos predadores,
Mas não vejo a coragem dos caçadores.
Os contrutores não fortalecem a muralha, ela está cheia de buracos e falhas.
Os cadetes estão cheios de vaidade e orgulho, mas com atitudes fracas.
Os predadores sempre tomam algo, e os soldados e o povo se culpam entre si.
Matam e fazem escárnio daqueles se levantam, os rebeldes, os líderes de espírito elevado, os revolucionários.
Os inimigos sempre dominam e os aliados só levam esse título sem prática.
Divididos, vaidosos e orgulhosos no povoado de ruínas.
Um povo que se comporta e tem instintos de fera canina.
Que tem orgulho da glória e inteligência dos outros povos.
Mas odeia o seu próprio povo e fica inerte na destruição.
Nação que veste as túnicas da contradição,
Aquela que diz venerar a entidade divina da criação, mas adora a destruição.


- Ramile Godon

O porquê do conhecer surge quando nos perguntamos sobre aquilo que não conhecemos. Logo, o porquê de eu existir surge quando não sei o porquê. Mas, se não sei o porquê e procuro conhecê-lo, encontro respostas ao me perguntar sobre esse porquê.


Então percebo que o porquê não está em você, não está no céu nem no mar, não está no sol nem na lua. Talvez estivesse em mim. Mas saí procurando o porquê, me perdi no caminho e agora nem eu sei qual é o porquê.


Mas, antes que seja tarde, você deve descobrir sozinho o porquê da sua vida, pois talvez seja justamente nessa busca que esteja o sentido do existencialismo.

O artista nasce no Chuí, estuda na França, e morre no Rio.

Talvez o sentido já estivera em mim mais sai procurando-o por ai, talvez você leitor encontre o sentido no amor, talvez as estrelas saibam o sentido do brilhar, talvez a lua sinta a dor de não poder nadar no mar apenas o observar, talvez nem o sol suporte o seu calor, mais não é sobre astros é sobre como talvez você se incomode com o sentido de ser você em um mundo que julga até a sua própria dor.

Às vezes, colocamos o passado dentro do presente e enxergamos antigas dores em pessoas que nunca nos fizeram aquilo. Não é justo com quem chegou depois, nem conosco, que continuamos vivendo feridas que já deveriam ter ficado para trás.

Eu quero no final me arrepender, me arrepender de ter feito tudo quero sentir essa lacuna sendo preenchida e não esquecida que eu me arrependa de ter feito mais nunca de não ter tentado. Que eu antes de dormir lembre das vergonhas, risadas e mancadas mais depois durma tranquila por ter tentado.

Da próxima vez que sua mente começar a contar uma história sobre alguém, pare um instante. Respire. Espere. Antes de tirar uma conclusão, pergunte. Talvez a verdade seja bem diferente daquilo que você imaginou.

Sempre nos perguntamos o que queremos ser ou o que vamos ser. Mas nunca nos perguntamos o que somos hoje — pois o que vamos ser amanhã depende do que somos hoje!

Letra após letra fica o rastro de um poema besta, se bole uma formiga
existindo de forma besta/ criativitura circulando na mente...
a linguagem geme esmagada com 
o descarte de palavras que não 
plantam imaginação; ostentam
o corpo e o ganho e degradam o pensamento da nação (versos surdos de inteligência nas esquinas/no máximo... e a ida e vinda do cidadão no paredão da impunidade e o político faltando um dedo e sobrando no mais mais velho do próprio discurso fala pra surdos na televisão — com voz de homem de verde e amarelo...; apaga-se a luz do palanque e, o senta senta da esquina é interrompido pelo zombido: tá tá tá tá... e o artista saca a ideia pra escrever só pelo lado canhoto da cabeça...) — o pensamento sente — o esquecimento global, derrete o acesso a boa literatura que são os pulmões da imaginação e os poetas de cada tempo — nascentes que escrevem procurando gente para desarnar... para/ a preservação da beleza do intelecto, vote, replantando a palavra no seu sentido e parando o desmonte do contexto para a romantização do uso desleixado das palavras... para o usufruto do "mal normal"! Ou os poetas salvam a linguagem do desleixo da esquerda ou a IA cerca o terreno que não é dela...


(Leonardo Mesquita)

Relato Da Névoa

Era uma madrugada enevoada.
Meus olhos se abriram, tentando dissipá-la e reconhecer a luz entrando pelas frestas das janelas cobertas por cortinas.

Poucos segundos... a dor não espera. Logo em segundos, ela aponta a arma e atira em turbilhões.
Meu cérebro não quer pertencer a mim.
Minha alma e espírito estão se contorcendo, também querem se separar de mim.
Querem um ser fragmentado, moribunda para a morte.

Alguém nas trevas pode me ouvir?
Não há lugar nem nas trevas desse túnel escuro e úmido, onde caem pingos do teto e há poças de água no chão irregular e perigoso que sinto com meus pés.
Vejo uma luz da abertura lá a muitos metros; sendo a entrada ou saída, eu não sei bem ao certo.

Alcanço-a, e a mão de um gigante me puxa para fora.
A luz forte faz doer a vista.
O gigante me segura com as mãos fechadas, me obrigando a sair.
Eu não sei se é homem ou mulher, mas me joga para um lugar, um portal em redemoinho.
Me protejo com os braços enquanto sou jogada.

Me vejo em um lugar todo branco.
Não há nada: nem saída, nem entrada.
Mas não há desespero, não há dor, não há alegria eufórica. Só calma... paz? Conforto?
Eu não sei ao certo.
Nunca senti o sentimento que estou sentindo nesse lugar.
Não sei o que é, mas não estou preocupada.

- Ramile Godon

O que se faz depois da tempestade? A gente aprende dançar na chuva...
E é isso... A gente renasce, se reinventa... A gente deixa nascer o sol ou despontar o arco íris...
A gente se remenda, cicatriza, a gente conserta... Se reergue... A gente supera..
Porque dos cacos nascem construções... Dos cacos nascem mosaicos... Dos cacos nascem possibilidades.....

Hoje eu me peguei pensando na gente..
Hoje eu me peguei com o coração pequenininho ... Apertado e triste...
Lembrei de quando a gente era um casal... Quando éramos felizes... Lembrei dos sorrisos bobos e das brincadeiras sem noção dessas de casal apaixonado..
Cartas e mais cartas de eu te amo pra sempre... E o sempre onde ficou nessa história? O pra sempre se quebrou na primeira desilusão amorosa.. e eu nunca mais fui a mesma... Eu nunca mais amei outra pessoa...eu nunca mais sorri diferente.... Me fechei pra tudo , pro mundo e pra mim mesma...perdi a fé nas pessoas ...perdi a razão e o colorido da vida... Até respirar dói ..
Me vi sem chão , sem rumo e sem você ... Não era pra ser o fim do mundo mas quando se ama tanto a ponto de viver intensamente aquilo... Se torna o fim ...de qualquer forma..
Nunca mais olhei pra ninguém com os mesmos olhos... Nunca mais ouvi músicas com a mesma intensidade...eu nunca mais entreguei meu coração novamente ... Eu nunca mais te esqueci...

A mente humana tem duas naturezas que se mesclam na percepção espiritual e corporal.

Eu amo ser diferente..
Amo não me encaixar nos padrões da sociedade...
Amo dias cinzentos, nublados e tristes...
Amo o silêncio e os dias chuvosos... Amo a solidão e fazer dela minha melhor companhia...
Eu amo o oculto, o mistico, o desconhecido ... Sim eu sei ,sou um enigma indesvendavel, indecifrável..e eu amo ser assim ... Quem acha que me conhece está enganado ....não sabem nada sobre mim ... Sou um segredo guardado a sete chaves...

Talvez amar seja renúncia ...
Talvez amar seja liberdade...
O amor não é e nunca foi egoísta...
Amar é se sentir livre, confortável ...
Ninguém é feliz preso em gaiola ..
Ninguém é feliz sufocado ...
O amor não cobra, não dói, não entristece...
Amar é dar sem esperar receber.. aquele que ama esperando algo em troca não sabe o verdadeiro sentido do amor ...

3359 📜 Em relação ao Ministro Que Não Se Intimida e os Discursos Repetidos que vejo todos dias, só lembro daqueles Meus Cunhados Fanfarrões: Discursam, 'Analisam' Tentam se Mostrar Espertos, Justos e Videntes, mas... Conseguem nada, além de impressionar só os Incautos.
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Nunca chega o prometido 'Impíchima' do Ministro, não tiram o Ministro, não assustam nem intimidam o Ministro. Alguém aí quer trocar de Cunhados? HeuHein!

O respeito é a base essencial para qualquer convivência saudável. Lamento se você perdeu  meu respeito —  é bem  pouco provável que tenha o meu apoio.  Respeito é  minha base familiar e crença; se não se encaixa no meu padrão, não serei eu que irei me dobrar para caber na sua realidade.

3358 📜 Minha Professora de Heráldica, História, Geografia e Geopolítica, disse-me, dez aulas atrás, que, 'até o momento, Irã parece ter muito em comum com Vietnã... E não é só rima nos nomes dos países', completou ela.
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Minha Professora de Geopolítica, Geografia, História e Heráldica impressiona!

O INVENTÁRIO DE NÓS


Por Marco Arawak


Há períodos da vida em que parece que alguém entrou em nossa casa enquanto dormíamos e mudou algumas coisas de lugar. Tudo continua reconhecível, mas já não encontramos facilmente aquilo que procuramos.


Uma lembrança surge onde não deveria estar.


Uma ausência ocupa um espaço antes insignificante.


Uma antiga certeza perde a posição que tinha dentro de nós.


Talvez o desencanto comece assim: não como uma ruptura, mas como a percepção de que aquilo que sustentava nossa maneira de compreender o mundo já não permanece intacto.


Carregamos conversas, escolhas, desilusões, expectativas frustradas e vínculos que mudaram de forma. Nem sempre sabemos imediatamente o que fazer com tudo isso.


Algumas lembranças permanecem próximas; outras tentamos esconder. Mas aquilo que não nomeamos continua participando de nós.


Por isso, chega um momento em que precisamos examinar o que carregamos. Não para transformar cada experiência em ensinamento, mas para distinguir o que ainda nos pertence daquilo que mantemos apenas por hábito.


Aceitar que certas relações se afastaram, que alguns projetos terminaram e que nem tudo pode ser corrigido pela nossa vontade não significa considerar justo o que aconteceu.


Significa reconhecer os limites do nosso controle.


Talvez escrever seja uma maneira de realizar esse inventário. A palavra aproxima o que estava confuso, dá contorno ao que permanecia sem nome e permite olhar para uma experiência sem aumentá-la nem diminuí-la.


Reorganizar não é apagar. É escolher o destino de cada coisa. Algumas lembranças permanecem; outras perdem a centralidade.


Há sentimentos que precisam ser compreendidos antes de serem deixados para trás.


Há vínculos que encontram outra forma de existir.


Há portas que já não precisamos manter abertas.


Maturidade talvez tenha menos relação com esquecer do que com aprender a distribuir o peso do que vivemos. O desencanto pode permanecer na história sem determinar quem somos. Uma ausência pode ser reconhecida sem transformar-se em vazio permanente. O passado pode continuar verdadeiro sem ocupar sozinho o presente.


Também precisamos, às vezes, do silêncio. Quando o ruído diminui, surgem perguntas que evitamos enquanto tentávamos corresponder às expectativas alheias: o que ainda faz sentido?


O que mantenho apenas por receio de perder?


O que realmente pertence à minha história?


Nem sempre encontramos respostas. Mas perguntar já modifica nossa relação com o que vivemos.


Talvez coragem seja justamente isso: não viver sem receio, mas não permitir que ele decida sozinho o que permanece.


Não somos obrigados a transformar toda despedida em explicação, nem todo encerramento em começo. Algumas coisas precisam apenas ser reconhecidas e encontrar seu lugar na nossa história.


No fim, continuar não significa reconstruir quem éramos antes. Significa compreender que também somos feitos das escolhas que fazemos diante do que nos aconteceu.


Talvez esse seja o verdadeiro inventário de nós:


o que recebemos,
o que nos atravessou,
o que deixamos partir e
o que, conscientemente, decidimos conservar.


Não somos apenas o conjunto do que nos aconteceu. Somos também a maneira como damos destino ao que aconteceu.

Inserida por marco_antonio_arawak

3357 📜 Gosta quando digo que sou Burro? Gosta, né? E quando digo que Sou Burro só pra BURRO (e ASSEMELHADO), gosta também ou NÃO MAIS? Responda, mas não pra Mim, pois não é necessário. Responda pra Si.

Nada é absolutamente verdadeiro. Nada é permanentemente real. Tudo passa  e nós passamos junto com aquilo que um dia acreditamos ser.

A vida é uma mudança permanente, e talvez seja justamente essa a sua maior crueldade: nada permanece verdadeiro por tempo suficiente para merecer nossa certeza.

“Como Reikianos, não podemos permanecer indiferentes ao sofrimento do próximo; devemos cultivar a sensibilidade e a compaixão, procurando perceber e compreender suas dificuldades, mesmo quando não podemos aliviar diretamente o seu sofrimento.”

Aquilo que ontem chamávamos de verdade pode amanhã parecer apenas uma ilusão que precisávamos acreditar. O que um dia foi real se desfaz lentamente sob o peso do tempo, como se a própria existência tivesse prazer em destruir tudo aquilo que julgamos permanente.

“Mesmo quando não podemos aliviar diretamente o sofrimento de alguém, podemos cultivar um coração sensível, capaz de perceber, compreender e se importar verdadeiramente com as dificuldades do próximo."