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“À medida que o amor ilumina minha alma, revela também os recantos ocultos onde minha dor permanecia adormecida.”
Eu quis tanto vc....
Eu quis tanto vc...
Eu quis tanto vc...
Que nunca mais aprendi a querer um outro alguém ...
Enfim, me fechei pro amor...
Nunca mais amei ... Nunca mais fui de ninguém ...
Não tive vc..... Mas também não tive outra pessoa.... Vivo eu só, vivo eu por mim ....
M.I.R.L Maria Isabel Ribeiro Lopes
Aprendi a ser eu e a solidão ...
Minha única companhia..
Aprendi a amar o silêncio , a viver o caos dos meus pensamentos e a viver o vazio de uma vida sem ti...
Depois que você foi embora eu me fechei tanto..que quando precisei abrir a porta da minha alma denovo eu já tinha perdido as chaves....
M.I.R.L Maria Isabel Ribeiro Lopes
Suas palavras foram pra mim como uma faca .. rasgando o peito , dilacerando a alma...
Esse adeus vindo de ti me deixou sem chão, sem rumo, sem perspectiva...
Eu nunca mais fui a mesma depois do teu adeus... Eu nunca mais sorri depois da tua partida...
Eu nunca mais amei ninguém como amei você ...
M.I.R.L Maria Isabel Ribeiro Lopes
Amar Corrói
Amar corrói o profundo
do ser.
Quando a dor vem,
a tristeza bate,
e, em prantos,
o coração inquieta.
Amar corrói até
a mais pura essência,
e a solidão machuca
até queimar a alma,
pelo amor que não
se pode ter.
E a vida fica uma bagunça:
viver com dor
e viver sem
o amor do lado.
Eu admiti-o ,
Admiti mais de mil vezes em voz alta
ao vivo e ao estéreo
Foste tu o meu grande amor
Foste aquele que a vida levou de forma amarga e injusta
Sendo que não era para ter sido retornado
Porque ?
Não nego que queria o e ansiava
Ansiava por mais
Pelo teu toque ,
Teu beijo, tua voz.....
Mas diz-me , porque?
Em momento havia parecia que algo entre nós ainda tinha sobrevido
Que algo ainda era real.
Em outro regressei a minha comum tristeza.
Será que tudo isto valeu a pena ?
Mexer no que já estava cicatrizando mesmo sabendo dos risco,
Do risco que ainda manteres decisão egoísta.
O amor não é bonito...amor sangra, dilacera, rasga o peito ... mas nos poemas e nas poesias , amor é rima, é abrigo, é morada, é casa... quanto mais a gente ama, mais cruel o amor fica...
M.I.R.L Maria Izabel Ribeiro Lopes
Enterro de Victor Hugo.
EXÉQUIAS DE VICTOR HUGO.
(Autor: Eduardo C. Monteiro - Obra: Victor Hugo e seus Fantasmas).
Durante nove dias o povo parisiense velou o corpo embalsamado do maior gênio literário do século XIX, tendo desfilado diante de seu caixão humilde mais de um milhão de pessoas. A 1º de junho,1 pelo alvorecer, o esquife foi transferido para o Arco do Triunfo, em Paris, de onde saiu para ser exumado no Panteão, o monumento fúnebre dos heróis nacionais. Dois milhões de admiradores compuseram o cortejo, cuja ordem foi mantida pela mobilização de dez mil soldados.
Outros números também impressionam: participaram do enterro delegações de 141 municipalidades, 155 círculos políticos, 200 sociedades de socorros mútuos e previdência, 141 câmaras sindicais, 61 sociedades de livre pensamento, 43 associações militares, 122 escolas, 38 organismos estrangeiros, 161 sociedades artísticas, mais o corpo diplomático da França.
O Cardeal Arcebispo de Paris, durante a agonia de Victor Hugo, tentou ministrar-lhe os sacramentos, no que foi veementemente repelido por Edouard Lockroy, amigo do poeta. Este fato não deve espantar os leitores, pois não é costume da Igreja converter os grandes homens, quando estes já perderam a consciência durante a agonia da morte?
Victor Hugo, prevendo que seria vítima da Igreja, dois anos antes deixou por escrito suas últimas vontades, e fez muito bem, caso contrário o clero proclamaria, triunfante, que Victor Hugo abominara o Espiritismo em prol do Catolicismo, momentos antes de deixar esta vida...
Diante do enterro apoteótico, de certo modo ofensivo à Igreja, pois Victor Hugo não era católico, só restava ao clero tomar uma atitude: excomungar o poeta, e taxá-lo de herege. Mas isso só serviu para aumentar a glória de Victor Hugo e propagar, em todo o mundo, o Espiritismo, doutrina que ele tanto amava e da qual se fizera um apóstolo fervoroso, durante trinta anos.
Nesse sentido, o Espiritismo muito deve a Victor Hugo! Aliás, é preciso que se defina a posição de Victor Hugo na história do Espiritismo; foi ele o grande divulgador da Doutrina dos Espíritos (talvez o que mais atraiu curiosos para o Espiritismo, graças à luminosidade intensa de seu nome). Ainda mais, na história do Espiritismo, o nome de Victor Hugo ficará como um dos que abriram caminho para a entrada gloriosa de Allan Kardec. Ficará, pois, como um dos pioneiros do Espiritismo em nosso planeta.
1 - Victor Hugo morreu em 22 de maio de 1885.
TUDO SE MOVE, SE LEVANTA, SE ESFORÇA, GRAVITA, SE ALÇA, REENCARNA E VIVE. NADA FOI CRIADO PARA VIVER NA OBSCURIDADE RECEOSA.
Gritei em silêncio,
sonhei acordado,
eu parei correndo
e corri parado...
Pra você que leu,
o meu muito obrigado!
Estrangeiro Dentro de Casa
Sinto-me velho antes do tempo,
mal amado, gasto e sem alento;
um homem perdido, sem direcção,
com ferrugem antiga dentro do coração.
O mundo parou quando aprendi a viver,
e desde então não o consigo entender;
as ruas mudaram, as vozes também,
mas algo em mim ficou preso ao ontem.
Passo noites sozinho, sem nada esperar,
lambendo velhas feridas que não querem sarar;
empoeiradas, profundas, escondidas na pele,
como cartas esquecidas que ninguém mais lê.
Atiro cigarros mortos contra a calçada,
vendo a fumaça morrer na madrugada;
cada brasa acesa, cada cinza no chão,
parece um pequeno funeral do meu coração.
Sou estrangeiro no meio da multidão,
um rosto sem pátria, sem nome, sem mão;
e quando finalmente volto para casa,
sou estrangeiro até onde a minha sombra passa.
Tenho vinte e poucos, mas carrego cem anos,
coleccionando fracassos, silêncios e enganos;
o tempo corre, mas eu fiquei para trás,
num mundo que já não me reconhece mais.
E talvez envelhecer seja simplesmente isto:
perder aquilo que um dia julgámos ter visto;
ficar acordado enquanto tudo vai embora,
e conversar com a solidão até nascer a aurora.
Talvez a pior forma de solidão seja voltar para casa e descobrir que até a própria sombra parece pertencer a outro homem.
Jogo cigarros mortos na calçada como quem atira ao chão pequenas versões de si mesmo que já não deseja carregar.
Passo as noites lambendo feridas antigas, não porque ainda sangrem, mas porque já me acostumei com a dor.
Envelheci no instante em que percebi que o mundo continuava a caminhar enquanto uma parte de mim permanecia parada no passado
Há dias em que a solidão não está na ausência de pessoas, mas na sensação de ser estrangeiro até dentro da própria casa
Amar Não É Pecado
Amar jamais será errado, jamais será pecado, jamais será perversão. O amor entre duas pessoas capazes nunca será um crime, ainda que leis retrógradas, ignorantes, preconceituosas e criminosas tentem assim torná-lo. Não há barreiras que impeçam sentimentos, desejos e relações consensuais entre adultos conscientes ou adolescentes iniciando suas vidas sexuais e afetivas.
Não importa se a relação é entre duas mulheres, dois homens, um homem e uma mulher, se são pessoas não binárias ou binárias com não binárias. Nada disso impede ou torna um sentimento, um desejo ou uma relação menos digna, menos real, menos válida e, muito menos, menos verdadeira. O amor não vê gênero, classe, cor da pele, o valor que se tem guardado no banco e nem a aparência. O amor apenas é, e não tem como fugir dele. Ainda que tente, o máximo que conseguirá é a tristeza e o arrependimento de não ter vivido o que era seu por direito, assim como a tristeza de uma vida falsa, camuflada e dominada por medos inúteis.
A vida no armário não é vida, assim como fugir do que sente não apaga o sentir, apenas o amplia. Como mostra a psicanálise há séculos, tudo o que reprimimos cresce. A sombra, que é tudo aquilo que escondemos, muitas vezes até de nós mesmos, devora aqueles que tentam, com todas as forças, reprimi-la. É como uma mola que você aperta e, fatalmente, terá que soltar em algum momento, só que, ao invés das suas mãos e possivelmente também os seus braços, machucará a sua alma, e esses cortes podem nunca cicatrizar.
- Marcela Lobato
