Pensamentos Mais Recentes
Tem uma liberdade quase escandalosa em perceber que eu não preciso ter mais nada pra finalmente ser alguma coisa. É estranho no começo, confesso. Porque a gente cresce acreditando que a vida é uma espécie de checklist infinito: quando eu tiver isso, eu viro aquilo. Quando eu conquistar aquilo outro, aí sim eu me torno alguém. E assim a gente vai adiando a própria existência, como se fosse uma estreia que nunca chega.
Eu já vivi muito tempo assim. Era sempre o próximo passo, o próximo objetivo, o próximo reconhecimento. Como se eu fosse uma obra eternamente em reforma, cercada de tapumes emocionais, esperando o dia em que alguém finalmente diria: pronto, agora sim, você está pronta pra ser você. Spoiler da vida real: ninguém vem com esse carimbo.
E um belo dia, sem fogos de artifício, sem trilha sonora épica, eu percebi uma coisa quase desconcertante: eu já sou. Do jeito que está. Com as minhas contradições, com as minhas partes meio bagunçadas, com as minhas versões que nem sempre conversam entre si. Eu já sou suficiente pra mim.
Isso não significa que eu parei de querer crescer. Eu ainda quero. Ainda tenho sonhos, metas, vontades que me puxam pra frente. Mas agora é diferente. Eu não quero ter para ser. Eu quero ter porque já sou. E isso muda tudo. Porque deixa de ser uma corrida desesperada por validação e vira um movimento mais leve, mais consciente, quase um gesto de expansão, não de compensação.
Antes, cada conquista vinha com um peso estranho, como se eu estivesse tentando provar alguma coisa pra alguém, ou pior, pra mim mesma. Agora não. Agora, se vem, é bem-vindo. Se não vem, eu continuo inteira. Olha que conceito revolucionário: eu não me desfaço na ausência.
E tem algo profundamente elegante nisso. Porque quando eu paro de me medir pelo que eu tenho, eu começo a me reconhecer pelo que eu sou. E isso ninguém tira, ninguém compra, ninguém invalida. Não depende de aplauso, de número, de status, de comparação silenciosa com a vida dos outros. É um tipo de riqueza que não aparece, mas sustenta.
O mundo vai continuar tentando vender a ideia de que falta alguma coisa. Sempre falta, segundo ele. Sempre tem um degrau a mais, uma versão melhor, uma meta mais alta. Mas eu aprendi a desconfiar dessa urgência toda. Porque, no fundo, muita gente está correndo não porque quer chegar, mas porque tem medo de parar e se encarar.
E eu parei. E me encarei. E, surpreendentemente, eu gostei do que vi.
Hoje, eu não quero acumular pra preencher. Eu não quero conquistar pra existir. Eu não quero provar pra validar. Eu só quero ser… e a partir daí, viver tudo que vier como um extra, não como uma necessidade.
Chega um momento na vida em que a gente cansa de performar. Não é um cansaço dramático, daqueles que fazem a gente largar tudo e sair correndo no meio da rua gritando liberdade. É mais silencioso. Mais elegante. É o tipo de cansaço que olha pra si mesma e pensa com uma sinceridade quase desconcertante: pra quem exatamente eu estava tentando ser incrível?
Porque impressionar cansa. Cansa mais do que admitir. É uma ginástica emocional diária, um teatro onde eu mesma escrevo o roteiro, atuo, dirijo e ainda pago ingresso. E o pior, quase sempre pra uma plateia que nem está prestando tanta atenção assim. No fim, eu estava me esforçando mais do que o mundo exigia. Olha que ironia.
Aí, sem aviso prévio, alguma coisa muda. Talvez não seja um evento grandioso. Talvez seja só um dia comum em que eu acordo e percebo que não quero provar nada pra ninguém. Não porque eu desisti de ser alguém, mas porque eu finalmente entendi que já sou. E isso, por incrível que pareça, dá uma paz absurda.
Ser leve dentro de mim mesma virou uma prioridade quase revolucionária. Porque leveza não é ausência de responsabilidade, não é viver no modo tanto faz, não é negligência emocional. Leveza é saber que eu não preciso carregar o peso de expectativas que nem são minhas. É escolher o que fica e, principalmente, o que vai embora sem fazer escândalo.
Antes eu pensava duas, três, cinco vezes antes de falar, postar, agir. Sempre com aquela perguntinha inconveniente no fundo da mente: será que vão gostar? Agora a pergunta mudou, e olha que evolução sofisticada: isso faz sentido pra mim? Parece simples, mas muda completamente o eixo da vida. Eu saí do palco e fui sentar na plateia da minha própria existência. E, sinceramente, estou achando o espetáculo bem melhor daqui.
E tem uma coisa curiosa sobre não querer impressionar ninguém: você acaba sendo muito mais interessante. Porque não tem esforço, não tem máscara mal colada, não tem aquela tensão de quem está o tempo todo tentando sustentar uma versão editada de si mesma. Tem verdade. E verdade, mesmo quando é imperfeita, é absurdamente leve.
Hoje eu não quero aplausos, quero paz. Não quero ser admirada, quero me reconhecer. Não quero ser inesquecível na memória dos outros, quero ser confortável dentro de mim. Porque no fim, quando o dia acaba e o mundo silencia, sou eu comigo. E essa convivência precisa ser boa.
Então, se alguém me achar simples demais, tranquila demais, pouco impressionante… que bom. Isso significa que eu finalmente parei de me sobrecarregar tentando caber nos olhos de todo mundo.
Tem dias em que eu olho pra minha vida por fora e penso, pronto, desandou. Parece aquelas casas antigas que a gente vê passando de carro, com a pintura descascando, a janela torta, o portão fazendo um barulho suspeito de abandono emocional. Tudo meio fora do lugar, meio cansado, meio capenga. E aí, no meio desse cenário que facilmente renderia um drama mexicano, eu faço uma coisa quase subversiva: eu me olho no espelho.
E não é aquele olhar automático de quem só confere se o cabelo cooperou ou se a olheira já virou patrimônio histórico. É um olhar mais demorado, mais honesto, quase um inventário interno. E aí vem o susto: por dentro… está tudo bem.
É estranho, eu sei. A gente cresce achando que paz interior vem depois que tudo se resolve do lado de fora. Depois que o dinheiro entra, o amor se encaixa, os planos dão certo, o mundo aplaude. Mas a vida, essa debochada profissional, faz o contrário. Às vezes está tudo um caos do lado de fora, e ainda assim, lá dentro, existe um silêncio confortável, uma calma quase teimosa que insiste em ficar.
E aí vem o julgamento alheio, claro. Porque quando você não está desesperada o suficiente, o mundo acha que você desistiu. Quando você não está correndo igual uma louca atrás de tudo ao mesmo tempo, interpretam como falta de ambição. Como se paz fosse sinônimo de preguiça emocional. Como se estar bem consigo mesma fosse algum tipo de falha de caráter.
Mas eu descobri uma coisa meio libertadora, dessas que a gente não posta porque não dá tanto engajamento quanto um surto bem editado: nem toda calma é falta de vontade. Às vezes é maturidade. Às vezes é exaustão que virou sabedoria. Às vezes é só a consciência de que nem tudo precisa ser uma guerra.
Eu ainda quero coisas, claro. Ainda tenho sonhos, planos, vontades que cutucam. Mas já não é mais naquele ritmo desesperado de quem acha que precisa provar alguma coisa o tempo todo. Tem uma diferença enorme entre querer crescer e precisar correr o tempo inteiro. Eu continuo caminhando, mas sem me atropelar no processo.
E no meio desse mundo que vive gritando urgência, eu tenho aprendido o valor do que não faz barulho. Do que não aparece. Do que não precisa ser explicado. Porque no fim das contas, de que adianta ganhar o mundo e perder a própria paz? Parece frase de camiseta, mas quando a gente entende de verdade, muda tudo.
Então se por fora parecer que está tudo meio bagunçado, mas por dentro existir esse lugar tranquilo, não se assuste. Talvez você não esteja atrasada. Talvez você só esteja, finalmente, no lugar certo dentro de si mesma.
A Menina Vitória
No brilho dos olhos, traz a aurora,
Caminha com passos de quem sabe onde vai.
Pequena no tamanho, mas grande agora,
A menina Vitória nunca se retrai.
Seu nome é promessa de superação,
É riso que vence qualquer tempestade.
Leva a esperança em cada canção,
E vive a vida com pura verdade.
Não é só um nome, é o seu destino,
De conquistar mundos, de ser o que quiser.
No rastro que deixa esse ser tão divino,
A menina floresce e se faz mulher.
Que a força do nome te guie o caminho,
Com flores, abraços e muito carinho.
Pois em cada gesto, em cada memória,
Brilha o sucesso da menina Vitória.
Quando percebia que
tinha brinquedos demais,
pedia aos adultos que
os levassem para doá-los a órfãos.
Eu não só brincava,
como também lia livros,
escrevia e pintava.
Os jogos que eu criava
com os meus amigos brincava.
A sociedade seria uma coisa belíssima, se uns se interessassem pelos outros.
Sábios do Mundo vol. 2
Nada é mais poderoso que os detalhes…
porque palavras podem ser ensaiadas,
mas os detalhes sempre revelam a verdade.
miriamleal
Eu não me guio pelo que me dizem,
eu observo o que me mostram.
Porque são os detalhes que revelam
o que palavras tentam esconder.
miriamleal
Eu não sou o que me fizeram, sou o que sobrou depois do impacto, o que sangrou, caiu… e ainda assim se levantou.
“Compreendi, enfim, que os problemas da vida não são castigos, mas exercícios invisíveis que a existência nos oferece para fortalecer a alma.”
Atila Negri
É cada um com o seu cada qual.
E no final das contas, verdade seja dita, nenhum ser humano, deveria ser considerado plenamente normal.
Há olhares que revelam o que palavras escondem, é notório!
E quem carrega escuridão,
se incomoda com a luz que vem de você.
Eu aprendi:
o invisível sustenta o visível.
E mesmo sem sentir,
mesmo sem ver,
mesmo sem entender… eu continuo...
Continuo orando.
Continuo crendo.
Continuo confiando.
Porque Deus não mudou
só porque o meu dia mudou.
miriamleal
Eu não dependo de sinais para permanecer,
eu dependo da Palavra.
E o mesmo Deus que começou,
é fiel para terminar.
miriamleal
Eu não diminuo minha dor, eu reposiciono meu olhar.
Porque quando lembro de tudo que Deus já fez,
nenhum problema consegue ser maior do que a minha gratidão.
miriamleal
Se eu não cuido de mim, não posso esperar que outro cuide.
Então, quando me sinto para baixo, escolho lembrar de tudo que Deus já fez por mim.
Assim, eu coloco cada problema no tamanho certo,
porque decidi olhar primeiro para as maravilhas que a vida me entrega.
miriamleal
A dor é algo inexplicável, o corpo não aguenta, a cabeça não aguenta, a saúde se esvai... A maioria das pessoas buscam motivos pra viver e se manter de pé, eu não visualizo um horizonte onde eu não mereça ser honrada e se não fui, a culpa sempre será minha.
"Nem toda pessoa superdotada performa bem — não por falta de capacidade, mas, muitas vezes, por excesso de sobrecarga, desalinhamento ou falta de estímulo adequado."
