Pensamentos Mais Recentes

"Cheguei à fase da vida em que pouca coisa me impressiona, tudo apenas exige prioridades. Aprendi a dizer não aos adultos que nada agregam e sim às poucas crianças que me motivam a viver e a fazer o meu melhor. Cuidar de quem amamos nunca será uma obrigação. É um privilégio e um dom que Deus me concedeu."

2095 📜 "Minha Vizinha (de cima) veio me dizer (e mostrar) que está de tatuagem nova. 'Todo mundo tem igual', ela alertou. Lembrei que não tenho tatuagens... Por que não gosto, não quero e, principalmente, porque não há 'todo mundo' que me convença (disso ou do que quer que seja)!"

E se a vida for apenas uma perda de tempo?
- Marcela Lobato

O Arquiteto do Recomeço


Dizem que o silêncio mais doloroso é aquele que fica quando nos deixam com o peso do mundo nas costas e um horizonte vazio. Quem olhou para os meus escombros talvez tenha apostado na minha queda, imaginando que a solidão ou o fardo das circunstâncias me fariam perder o juízo e o rumo.


Mas a vida tem uma mecânica divina. Quando me vi sem chão, descobri que Deus já tinha preparado o cimento.


Não caí. Sublimi a dor em trabalho, transformei a necessidade em uma nova profissão e fiz das minhas ideias o meu escudo de sobrevivência. No caminho, estendi a mão para leais amigos e encontrei um novo porto seguro um amor que não divide, mas soma, que não me pressiona para baixo, mas me impulsiona para o alto.


Hoje, olho para trás e vejo que o que parecia o fim era apenas o rascunho de uma versão muito mais forte de mim. Minha confiança mudou de endereço: hoje ela é exclusiva de Deus, pois as pessoas mudam de país e de atitude, mas o Criador permanece no mesmo lugar.


A reconstrução ainda está em curso. Cada dia é uma nova batalha pelos meus sonhos. Não cheguei ao topo, mas a fundação está feita, a mente está sã e os olhos estão no futuro. Quem esperava o meu fim, vai ter que assistir ao meu triunfo.


By Evans Araújo

Eu descobri algo mais amargo que a morte.


Mais doloroso que o luto de uma perda.
Mais cruel que a frustração de um fracasso.
Mais sufocante que o peso da solidão.


É descobrir que uma pessoa capaz de alcançar o lugar mais profundo do seu coração escolhe usar esse privilégio para destruí-lo.


A morte põe fim à vida.


A traição, porém, não.


Ela deixa o corpo respirando, mas rouba a paz, silencia a esperança e transforma cada novo amanhecer em um lembrete da dor.


Porque a pior ferida não é causada por quem consideramos ser nossos inimigos, mas quem um dia confiamos e que prometeu nos amar.


Há dores que fazem chorar.
Há dores que fazem sangrar.


Mas a traição faz algo ainda pior ao homem: ela muda para sempre a maneira como o coração aprende a confiar.

​O Despertar da Poeira Falante
​No estado inerte da matéria profunda, tateamos o sentido em um manto vibratório. Ali, onde a ordem universal estabelece suas leis imensas, o caos nos empurra para a frente, avançando sempre em direção às perguntas que geram novas perguntas. A própria Relatividade responde ao contínuo do espaço e do tempo, desabrochando a cada amanhecer e dando asas aos elementos abstratos — sintéticos ou ainda por conhecer — para que possamos prosseguir nesse processo seletivo de compreensão que a vida nos proporciona.
​Tudo está em movimento, até mesmo o inerte, pois cada ser carrega o tempo e o espaço no contínuo exato de sua existência. No microespaço, dois seres se conectam pelo emaranhado quântico, possibilitando viagens temporais e dobrando as dimensões como as cordas de um violão, onde cada nota ressoa como um momento na história.
​Lá fora, nas cascatas de energia de Andrômeda, os aglomerados de estrelas irradiam uma luz que intriga: ver essa energia viajar por milhares de anos-luz nos dá a perspectiva de que o cosmos pulsa e chora, espalhando suas emoções pelo universo. Como poeira falante, observamos o universo derramar suas lágrimas nessa monumental novela cósmica.
​E quando a estação espacial orbita a Terra, olhamos para a imensidão e percebemos o quanto estamos ligados ao momento da criação. Em um suspiro cósmico, a humanidade saiu das cavernas, olhou para as estrelas e abraçou o universo.

Sexo e ambição são as de longe, maiores (senão únicas ou principais) pulsões da vida.


Acabam colaborando para tão pequenos e (para muitos) mésquios nirvanas, enquanto também desgraças do ser vivo.

Quem domina a sí e seus prazeres é o ser de maior virtude e mais feliz de todos..

Entre os espinhos na estrada pode estar o seu espaço.

Como posso conquistar o mundo, se não consigo nem mesmo ganhar da minha cabeça?

Não posso render-me agora,
Busco no outro o sentido da espera.
Se a luta ainda pulsa,
É porque vejo, em algum gesto teu,
A promessa de uma primavera
Que justifica o inverno que resta em mim.

“O fanatismo começa quando a certeza deixa de aceitar perguntas.”

Na academia comumente julga-se disperso aquele que não repete vocábulos nos seus trabalhos. Confunde-se, pois, coesão temática com redundância terminológica, o que oblitera a articulação conceitual entre os objetos de investigação.

Um homem sem-teto faleceu de fome, mas havia comida em seu funeral.

Todo perdedor ganha quando há perdedores no poder.

Para ser feliz, você precisa eliminar duas coisas: o medo de um futuro ruim e a lembrança de um passado ruim.

Deus é constante, eterno e infinito.

Odisseia Terrestre e Sagrada

Minha odisseia é terrestre e sagrada.

Sou apenas uma pequena entre as Evas,
aprendendo a florescer
meu próprio jardim.

Recolho do barro
a parte de mim
que o tempo julgou indigna.

Sob as unhas,
a terra guarda
a divindade.

Toda flor
nasce depois
de uma longa conversa
entre a raiz e a escuridão.

Não temo o inverno.

Se trago cicatrizes,
que sejam sulcos.

É neles
que a primavera
encontra morada.

Carina Gameiro

POEMA: NADAR — inspirado em SWIM do BTS

Deixar a terra firme, o mundo que cansa,
mergulhar fundo, sem medo da dança.
A água salgada leva o peso da estrada,
renova a alma, acalma a jornada.

Não correr, apenas seguir a corrente,
manter a cabeça erguida, firme e consciente.
Sem pressa, sem tempo a controlar,
nadar é viver, é simplesmente continuar .

Ondas vêm, mas não fazem parar —
é no movimento que se encontra o lugar.
Água escorrendo, limpando a dor,
nadar é coragem, é liberdade, é amor .

Mesmo confuso, mesmo sem saber,
basta seguir: só nadar, só viver.
Esse é o caminho que o mar nos ensina:
quando continuamos, a alma se ilumina .

 

FRIDA, FOGO E CARNE
por Carina Gameiro

Frida não pediu permissão.
Fez da dor um estúdio,
do sangue um pincel,
e da alma, uma obra-prima.

Ela não amou leve.
Amou até quebrar os ossos,
até confundir amor e abismo,
até se tornar a própria pintura viva.

Chamaram de intensa,
mas era apenas verdade demais
para caber em molduras pequenas.

Frida era o grito que o mundo engoliu.
A flor que cresceu sob escombros.
O espelho que não mentia,
e por isso, revelava.

Ela não teve medo de ser humana,
nem de ser divina.
Fez do corpo o altar e a ferida,
do amor a ruína e o renascimento.

Frida era mulher antes de ser mito.
Era fogo, era carne, era cor.

E ainda hoje,
quando o medo tenta me domesticar,
eu escuto sua voz rasgando o ar:

“Pés, para que os quero,
se tenho asas para voar?”

A vida é bonita, mas, se não for, faça ser.

Primeiro Amor

É o olhar que se esconde,
o sorriso que vem sem querer,
um calor leve no peito
que a gente não sabe explicar.

São passos hesitantes,
palavras que ficam presas,
um segredo guardado
como flor que acaba de abrir.

Não há cobrança, nem peso,
apenas o encanto de existir:
o primeiro amor é puro,
inocente, inteiro —
um raio de sol
que marca a alma
para nunca mais sair.

Alô Madagascar!!!


Madagascar por quê estou aqui?
Acordei agora neste lugar.
Olha! Que lindos baobás.
Contem-me suas histórias a respeito do que já viram e ouviram por aqui.


Nossa! Aqueles lêmures parecem assombrações caminhando sendo visto a distância, que sinistro!


Caramba são tantas espécies de camaleões aqui entre as rochas que parecem um arco íris em movimento rastejante. 


Me perdoem, mas esse sonho tá muito confuso vou cair no mar entre as tartarugas gigantes para ver se consigo acordar, até logo Madagascar.

Título, lugar e palco não definem a dança.

É perfeitamente aceitável confundir Tchaikovsky com Dostoievski, o que é inadmissível é confundir bondade com fraqueza.

O dia foi longo, carregado de pensamentos e silêncios, agora me despeço em paz, boa noite… vou dormir, e que os sonhos tragam de volta a leveza que a realidade às vezes esquece