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E talvez sua ponte, no fundo, não seja sobre uma catástrofe.
Talvez seja sobre atravessar um período assustador sem saber exatamente o que existe do outro lado.
E mesmo com medo, você continua subindo.
Uma ponte instável.
Uma tempestade.
Uma subida impossível.
Um abismo.
Uma pessoa que você gostaria que estivesse ali para ajudá-la.
E, finalmente, alguém percebendo que você estava no lugar errado e dizendo, sem precisar de muitas palavras:
"Está tudo bem."
Você acorda depois do abraço.
Não acorda durante a queda.
Não acorda esmagada.
Não acorda no meio da tempestade.
Não acorda no momento em que a ponte desaba.
Você acorda depois que alguém percebe que houve um engano e oferece acolhimento.
"Você pode se sentir perdida, deslocada ou até colocada no lugar errado, mas isso não significa que ficará ali para sempre."
Você está dentro de uma caçamba de lixo.
Você foi levada para algum lugar por engano.
Você grita.
Pede socorro.
As pessoas avisam o motorista.
Ele para.
E então ele te abraça.
Há determinadas travessias que ninguém consegue fazer por nós.
Podemos receber amor.
Podemos receber apoio.
Podemos ser abraçados.
Podemos receber uma mão.
Mas existem determinados momentos em que precisamos colocar o próprio pé no próximo degrau.
A vida às vezes parece uma ponte seguida de uma montanha, seguida de outra ponte. Um roteiro escrito por alguém que claramente não conhecia o conceito de descanso.
Mas existe um detalhe extraordinário.
Você observa antes de agir.
Você olha para os buracos.
Olha para a árvore.
Olha para os galhos.
Analisa onde as pessoas estão se apoiando.
Percebe que existe um trecho estreito depois da subida.
Você não simplesmente se joga.
Você tem medo, mas pensa.
Isso é importante.
Porque coragem não é ausência de medo.
"Quando eu resolver isso, finalmente estarei tranquila."
E então aparece outro problema.
Você atravessa uma dificuldade e encontra outra.
Resolve uma questão e surge outra.
Você não está sozinha.
Há outras pessoas atravessando a mesma ponte, enfrentando a mesma tempestade e tentando chegar ao outro lado.
Quando finalmente chega ao fim da ponte, você pensa que encontrou a saída.
Mas não encontrou.
Existe outra barreira.
E ela é ainda mais assustadora.
Uma parede muito alta, feita de areia, molhada pela chuva, cheia de buracos. Pessoas estão escalando, mas você sabe que aquilo não é realmente seguro.
Enquanto o resultado não chega, a mente cria cenários.
"E se for alguma coisa?"
"E se der errado?"
"E se eu não conseguir?"
A mente odeia espaços vazios. Quando não possui informação, muitas vezes tenta preenchê-los com possibilidades.
Você está atravessando uma fase da vida em que não existem atalhos.
Você precisa atravessar com os próprios pés.
Então vem a tempestade.
A ponte balança, quebra, a água cai violentamente e você sente medo de que tudo desabe enquanto ainda está sobre ela...
O racismo é um mal a ser combatido, mas generalizar um país inteiro como racista nunca trouxe uma solução real. O correto é dizer: há pessoas que ainda não se desfizeram do pensamento colonial racista.
REVISTA ESPÍRITA DE JUNHO DE 1860, INTITULADO:
" O Espírito e o cãozinho ”, é um relato interessante de Allan Kardec sobre a RELAÇÃO ENTRE O MUNDO ESPIRITUAL E A SENSIBILIDADE DOS ANIMAIS.
Marcelo Caetano Monteiro.
A passagem apresenta três pontos centrais dentro da perspectiva espírita:
1. A PERCEPÇÃO DOS ANIMAIS ALÉM DOS SENTIDOS FÍSICOS.
O caso narrado pelo Sr. G. G..., de Marselha, descreve um cão que, durante as evocações do antigo dono desencarnado, aproximava-se da cesta mediúnica, cheirava-a e demonstrava sinais de reconhecimento. A comunicação atribuída ao Espírito do rapaz confirma:
“Meu valente cachorrinho, que me reconhece.”
Kardec não aceita o relato apenas por sua aparência extraordinária; ele o analisa dentro dos princípios de observação que caracterizavam sua metodologia. A questão fundamental levantada é: o animal reconheceria o Espírito através de algum elemento material do perispírito ou possuiria uma percepção espiritual própria?
2. O INSTINTO ANIMAL COMO UMA FACULDADE MAIS AMPLA.
A resposta atribuída a Charlet amplia a reflexão. Ele afirma que o cão possui uma organização sensitiva muito particular, destacando sua capacidade de compreender o homem, acompanhar seus sentimentos e demonstrar afeição.
A ideia apresentada é que o animal não seria apenas um ser movido por mecanismos instintivos cegos, mas possuiria uma sensibilidade capaz de perceber estados e presenças que escapam aos sentidos humanos comuns.
Charlet afirma:
“Por que não adivinharia a sua alma e por que, mesmo, não a veria?”
Dentro da visão espírita, essa afirmação se harmoniza com o princípio de que os animais possuem um princípio espiritual em evolução, embora em estágio diferente do espírito humano.
3. O PERISPÍRITO E A SINTONIA ENTRE OS SERES.
A explicação posterior atribuída ao Espírito Georges apresenta uma interpretação ainda mais profunda: o cão não necessariamente sentia uma emanação material do perispírito, mas percebia a presença espiritual através de uma espécie de sintonia.
O trecho afirma:
“Todo o seu ser estava advertido da presença do dono.”
Essa ideia se aproxima do conceito espírita de influência fluídica. Para o Espiritismo, os seres estão envolvidos por uma atmosfera espiritual, e a vontade, o pensamento e os sentimentos possuem capacidade de estabelecer relações entre encarnados e desencarnados.
RELAÇÃO COM O LIVRO DOS MÉDIUNS.
Esse estudo também se conecta ao capítulo XXII de O Livro dos Médiuns, onde Kardec analisa a chamada “mediunidade nos animais”. Ali ele estabelece uma diferença essencial: os animais podem possuir percepção extraordinária e sensibilidade espiritual, mas isso não significa que exerçam mediunidade no mesmo sentido humano.
Para Kardec, a mediunidade exige uma faculdade consciente de comunicação entre o espírito comunicante e o médium, algo relacionado ao desenvolvimento intelectual e moral do ser humano.
O animal, portanto, pode perceber, sentir, pressentir, mas não necessariamente atuar como intermediário consciente de uma comunicação espiritual.
A GRANDEZA MORAL DO EPISÓDIO.
O aspecto mais profundo desse relato não está apenas na possibilidade de um cão perceber um Espírito, mas na demonstração de que o vínculo afetivo não termina com a morte física.
Na visão espírita, o amor é uma força espiritual que ultrapassa as barreiras da matéria. A afeição existente entre o homem e o animal participa desse movimento evolutivo, pois os sentimentos desenvolvidos pelos seres contribuem para o progresso do princípio inteligente.
A questão 597 de O Livro dos Espíritos afirma que os animais possuem um princípio independente da matéria, embora diferente do espírito humano. Kardec estabelece uma continuidade evolutiva, onde todos os seres caminham para estados superiores de consciência.
CONCLUSÃO.
O episódio do cãozinho publicado na Revista Espírita de 1860 permanece como um estudo simbólico e filosófico sobre a sensibilidade animal e a sobrevivência dos laços afetivos após a morte.
Sob a ótica espírita, ele revela que a criação divina não está dividida por abismos absolutos, mas por diferentes graus de desenvolvimento. O animal, embora não possua a razão humana, manifesta sentimentos, memória afetiva e uma percepção que pode alcançar dimensões ainda pouco compreendidas.
O ensinamento central é que a vida espiritual não se limita ao homem: toda a criação participa de um processo de aperfeiçoamento, conduzido pela lei divina de progresso.
FONTES:
Allan Kardec — Revista Espírita, junho de 1860, “O Espírito e o cãozinho”.
Allan Kardec — O Livro dos Médiuns, Segunda Parte, capítulo XXII — “Da mediunidade nos animais”.
Allan Kardec — O Livro dos Espíritos, questões 592 a 610 — sobre a natureza espiritual dos animais.
O homem que jamais viveu a experiência da infidelidade conjugal é, na verdade, apenas um indivíduo sem a devida maturidade.
3053 📜 O título 'Doutor Honoris Causa Mesmo sem Causa', que Duas das Minhas Noivas querem (outra vez e novamente) me oferecer inclui eu ceder Meu Casebre (e serviço de bar e cozinha) para a Solenidade. Essas Minhas Noivas de bobas têm absolutamente nada... Mas eu gosto delas!
O que o ser humano faz quando acredita possuir a verdade e, sobretudo, quando dispõe de poder para impô-la aos outros?
Osnir
3052 📜 Ser homenageado (outra vez) com o título (outra vez) de 'Doutor Honoris Causa Mesmo sem Causa' , é motivo (outra vez) de satisfação para Mim. Minhas Noivas são gentis por terem me escolhido (outra vez)!
Todos os anos, em um dia específico, volto a recordar aquele triste semblante. É uma sensação horrível, difícil de explicar — como se, por alguns instantes, algo dentro de mim fosse levado de volta a um lugar que nem sei exatamente onde fica.
Minhas ações são, na maioria das vezes, totalmente pragmáticas. Não vivo em função de alguém, não caminho esperando que outra pessoa dê sentido aos meus passos. Continuo a minha vida, sigo os meus objetivos e procuro avançar.
Mas então chega esse dia.
E, sem aviso, surge novamente a mesma pergunta: “O que aconteceu?”
Aconteceu alguma coisa? Qual evento? Quando foi? Por quê?
Eu não me lembro.
Apenas sinto.
Sinto que falta alguma coisa. Um espaço vazio, uma ausência sem nome, uma lembrança que parece estar escondida em algum lugar da minha própria memória. Não consigo apontar exatamente o que perdi, nem explicar por que aquele semblante continua voltando todos os anos.
Talvez algumas coisas não desapareçam completamente. Talvez apenas aprendamos a viver sem entendê-las.
E assim continuo. Sem respostas, sem certezas, carregando uma sensação que não sei nomear e uma pergunta que insiste em voltar:
O que aconteceu?
É necessário enxergar, além, do que os olhos podem ver para conseguir transcender a sua realidade. Não tem nada haver com visão, tornar o espaço em câmera lenta é treinamento. Estudar é treinamento!
_KANGAL
