Pensamentos Mais Recentes
Tem gente cheia de casa.
Cheia de dinheiro.
Cheia de carro.
Mas vazia de Deus.
Desnutrida do espírito.
Obesos de bens.
Famintos de Deus.
#Alma #Espirito
Não confunda companhia com conexão. Às vezes, estar sozinho é menos doloroso do que estar ao lado de quem não valoriza você.
@gmajorlima
Algumas pessoas permanecem em relacionamentos infelizes porque têm mais medo da solidão do que da própria infelicidade.
@gmajorlima
O tempo é o único recurso que você gasta sem poder recuperar. Por isso, escolha com cuidado onde coloca sua vida.
@gmajordeus
Onde o Amor Encontra Morada
A verdadeira grandeza da cumplicidade
não está apenas em caminhar lado a lado,
mas em encontrar alguém
com quem a alma possa caminhar descalça.
Porque um amor verdadeiro tem esse poder:
transforma um homem comum
em alguém extraordinário,
não por aquilo que conquista sozinho,
mas por aquilo que aprende a construir a dois.
É quando o amor deixa de ser promessa
e se torna reciprocidade.
Quando existe verdade no olhar,
sinceridade nas palavras,
confiança nos silêncios
e vontade de dividir não apenas os dias,
mas também os sonhos,
as alegrias, os medos e a vida.
Amar é encontrar alguém
com quem a felicidade não seja uma coisa particular,
mas um lugar que pertence aos dois.
E talvez o melhor lugar do mundo
não seja uma cidade, uma casa ou um destino.
Talvez seja simplesmente
dentro de um abraço.
Porque dentro de um abraço
a solidão perde a força,
a saudade encontra descanso
e até os corações mais carentes
descobrem que não estão sozinhos.
Ali, tudo fica mais quente.
Mais leve.
Mais perto.
Tudo aquilo que a gente sofre
parece se dissolver entre dois braços.
As preocupações diminuem,
os medos silenciam
e aquilo que parecia impossível
começa a parecer possível outra vez.
E tudo o que a gente espera,
tudo o que sonha,
tudo aquilo que secretamente deseja encontrar,
às vezes está ali:
num abraço apertado,
num coração junto ao outro,
na certeza silenciosa
de que, naquele instante,
não existe lugar algum no mundo
onde eu preferiria estar.
Porque quando é amor de verdade,
um abraço não é apenas um abraço.
É casa.
É abrigo.
É encontro.
É o lugar onde dois corações
descobrem que podem, finalmente,
descansar um no outro.
O desconhecido pode ser uma caverna escura e assustadora. Mas, se vencermos o medo desse escuro, podemos descobrir maravilhas.
📚 Leonardo da Vinci
Os degraus da iluminação congênita conduzem à reminiscência evolutiva do ser na tela superficial.
Nas profundezas de uma realidade ambígua, o reflexo de uma época toca a moldura com soberana desenvoltura. A madeira, moida e liquefeita, ganha uma nova forma para manifestar a singularidade da sua espécie.
Os cravos de ferro e de madeira conferem a máxima complexidade à obra, pois o ferro, corroído pelo tempo, carrega consigo a própria história.
Surge então o vigor do laquê, nutrido pela gordura de origem animal ou vegetal. A realidade permanece ambígua na síntese da diluição: o encontro com a água que deságua na aquarela, contrastando com o rigor e a firmeza da margem profunda do desenho — ou do próprio autorretrato.
A consciência cresce diante da pintura para, logo em seguida, desmanchar-se no ar: é a purificação do sentido literário nas margens mais peculiares da existência.
Nessas margens fluviais, surgem vertentes tantas vezes banalizadas. As barreiras do rio retêm sedimentos e resquícios de eras passadas — dimensões infinitamente sobrepostas pela riqueza de almas aniquiladas. Projetamos códigos na água; afinal, sempre foi a água que matou a nossa sede. Na camada mais profunda das sensações, vendemos conexões feitas de sedimentos: restos mortais e ambientais entrelaçados.
Ouvimos os sussurros do rio ecoando na natureza devastada. Dentro da narrativa, a tinta exige pigmentos e teorias de mistura — composições únicas que conferem um sentido irrepetível à obra. Aquela tonalidade jamais se refará; como a pimenta-do-reino, o vermelho vivo é uma experiência de pura contemplação. A arte enfeitiça, ganha um ar misterioso e condensa a temporalidade do evento. Se o vermelho realça a pintura, é a complexidade inigualável do artista que a faz reluzir no campo da metafísica.
O ar de vanguarda, assentado no nuance do desenho intelectual, compacta o verde-musgo do rio em algo singular, pois o tempo transformará esse fluxo em uma projeção do futuro. O uso da terra e da argila é a assinatura do artista, o retrato visceral do seu próprio estado psicológico. A alma permanece rebelde: floresce em um momento irônico, revelada como um ícone onde a raiva, a frustração ou a própria arte compulsória dão partida a novas crônicas, afirmando a supremacia do gênio.
Na vazante da madeira, o espírito da seiva deposita o âmbar; a dinâmica das raízes expõe partículas de cristais. Até o ouro em pó carrega sua própria degradação cognitiva — o amarelo corrompido pelo tempo e pela luz, onde a variação da temperatura revela as entranhas da composição.
O teor fundamental da tela torna-se a evidência definitiva: o autor está imortalizado. A matéria pode degradar, mas a arte atravessa as dimensões do tempo.
— Celso Roberto Nadilo
O Crepúsculo da Chegada
O tempo não racha o chão com trovões,
ele muda as coisas no silêncio das marés, devagar, quase sem pressa,
desenhando o horizonte que tantas vezes pedi.
Olho para o lado e mal reconheço os velhos cantos;
o ontem desbota como tinta ao sol.
A melancolia me visita nessa calmaria,
pois o futuro bate à porta com as mãos cheias,
trazendo exatamente o que minha alma ansiava.
Mas há um frio que nasce no peito diante da colheita.
O abismo do desconhecido fascina e assusta;
é o medo de ser gigante onde antes eu era abrigo,
o receio de esquecer quem fui ao me tornar o que quis.
Contudo, o tremor nas mãos não dita o rumo dos passos.
Acolho o medo como quem aceita o vento no rosto.
Olho para trás com gratidão pela antiga margem,
ajusto o casaco, respiro fundo,
e sigo em frente.
Só Faltava Você
Esse teu olhar
tem luz de estrela em noite sem lua,
brilha mais que qualquer lampião
e, quando o mundo se perde em sombras,
é ele quem me mostra a direção.
Teu sorriso é feito casa,
dessas que não precisam de portas,
nem janelas, nem paredes,
porque basta existir
para eu querer morar.
É o meu lugar de paz,
meu abrigo quando tudo pesa,
o canto onde o coração descansa
e onde, por um instante,
o mundo parece fazer sentido.
Só faltava você chegar
para o meu céu ganhar mais estrelas,
para os dias terem outra cor,
para a vida deixar de ser apenas caminho
e finalmente encontrar destino.
Só faltava você chegar
para eu entender que algumas pessoas
não entram na nossa vida por acaso —
chegam para preencher espaços
que a gente nem sabia que existiam.
Você é o meu amor,
a razão que meu coração inventou
para bater mais forte.
É aquilo que transborda do peito,
mas que minhas palavras nunca conseguem explicar.
Você é meu pensamento antes de dormir,
meu sorriso sem motivo,
minha saudade mais bonita,
meu querer mais sincero.
Você não cabe no meu peito.
Porque, de algum jeito,
você virou o próprio coração
que eu carrego nas mãos —
com cuidado, com medo de perder,
e com a certeza mais bonita
de que é você
que eu quero guardar para sempre.
Em um mundo onde tantos se perdem por riquezas que perecem, feliz é quem se encontra rico da graça e dos favores eternos de Deus.
Há sempre alguma loucura no amor. Mas há sempre um pouco de razão na loucura.
Amar não cabe no passado. Quando é de verdade, fica para sempre; quando acaba, talvez nunca tenha sido amor de verdade.Aquilo que se faz por amor está sempre além do bem e do mal.
Eu sempre soube ficar.
Pelos outros.
Pela família.
Pelos amigos.
Pelas pessoas que estavam quebradas.
Pelas pessoas que não sabiam pedir ajuda.
Pelas pessoas que precisavam de alguém.
Mas ninguém me ensinou o que fazer quando sou eu quem está quebrada.
Talvez seja essa a grande descoberta:
Algumas pessoas gostam de você.
Algumas precisam de você.
Algumas dizem que amam você.
Mas poucas sabem permanecer quando você deixa de conseguir carregar o mundo nas costas.
