Pensamentos Mais Recentes
Na seletividade em cascata, a ausência de provas é a assinatura do caminho, não necessariamente do conteúdo.
Espelho d'água
À beira do lago,
espelho d’água...
vejo o homem que sou,
recordo o homem que fui
e contemplo o que estou me tornando.
Sobre a vida, ainda respiro.
Sobre o passado,
caminho sem volta...
Sobre meus erros... lamento,
mas não me arrependo.
Não vou negar a mim mesmo.
Não vou fingir que não fiz.
Não vou fugir do que sou.
Nem vou negar quem eu era.
O que fiz me ensinou o que sei.
Foi o caminho que andei
e que me trouxe até aqui...
Espelho d’água,
mirante da vida,
donde olho para o vale
da minha existência.
Ali, com cuidado, carinho e paciência,
semeio memórias antigas,
despejadas em terras áridas,
em forma de versos, trovas e prosas.
Ao relento,
no vento
e contra o tempo,
tento...
manter desperto
o homem que vive em mim.
espelho d'água
começo, meio e fim...!!
𝓙𝓾𝓻𝓾𝓷𝓪j
Garantir às crianças uma infância feliz, segura e repleta de descobertas é muito mais do que um gesto de amor no presente: é semear os valores que farão florescer um futuro mais justo, humano e cheio de esperança para todos.
Música: Mama, I'm Coming Home
Mãe, estou voltando para casa.
Os tempos têm mudado, os tempos estão estranhos
Aqui estou, mas não sou mais o mesmo
Mãe, estou voltando para casa.
O tempo passa sem se esconder
Você poderia ter sido uma melhor amiga
Mãe, estou voltando para casa.
Você me gerou e me expulsou
Sim, você me hipnotizou.
Achei-me e me perdi
Pelo fogo de seus olhos
Você me fez chorar, contou-me mentiras
Mas não consegui ficar para dizer adeus
Mãe, estou voltando para casa.
Eu poderia estar certo, eu poderia estar errado
Dói demais, e faz muito tempo
Mãe, estou voltando para casa.
Amor egoísta, estamos ambos a sós
A corrida antes da queda
Mas eu vou tomar esse coração de pedra
Eu quero tê-lo por inteiro
Eu vi seu rosto centenas de vezes
Todos os dias que estávamos separados
Eu não me importo com a luz do sol
Pois mãe, mãe, estou voltando para casa.
Estou voltando para casa.
Você me gerou e me expulsou
Sim, você me hipnotizou.
Achei-me e me perdi
Pelo fogo de seus olhos
Eu vi seu rosto milhares de vezes
Todos os dias que estávamos separados
Eu não me importo com a luz do sol
Pois mãe, mãe, estou voltando para casa.
Estou voltando para casa.
Ozzy Osbourne, In aeternum
[Quando nos aceitamos com todas
as falências e cicatrizes que ainda
sangram, estamos em casa, em
nosso interior, livre e em paz
para aceitarmos a imperfeição do
outro ante a também nossa.
Eu voltei para casa, eu estou na
minha casa, e em mim mesmo.]
Marcelo HB
O sol que se põe e reaparece sem atraso
governa o dia onde a luz tudo faz evidente.
Ao contrário da noite,
onde as coisas são difusas, confusas, escuras e obscuras,
a lua nem sempre é pontual...
𝓙𝓾𝓻𝓾𝓷𝓪j.
A quem me vê sem me enxergar
Espero.
E, enquanto espero, me desespero na esperança de que alguém me perceba sem que eu precise parecer ser aquilo que esperam que eu seja.
Sonho que me vejam, mas veja só que desgraça: quanto mais tento ser visto, mais visto o disfarce, mais visto a vontade de ser visto, menos visto o que sou.
E sou? Ou sou somente o som daquilo que dizem que sou?
Porque me dizem tão dito, me ditam tão ditado, que me torno, de tanto ser chamado, alguém que nunca chamei de meu.
Sou o que digo ou o que digo que sou? Sou o que sinto ou o que sinto que sentem por mim? Sou o que mostro ou o que escondo tão bem que até eu me esqueço de mim?
Espero e espero. E, de tanto esperar, desespero.
Espero que me olhem sem que o olhar me altere, que me ouçam sem que a voz me traia, que me sintam sem que o sentir me sentencie.
Quero ser visto sem ser vistoso, ser notado sem ser notável, ser amado sem ser amoldado, ser querido sem ser adquirido por quem me queira somente quando eu quiser ser o que querem de mim.
Porque há algo de cruel em ser claramente visto e, ainda assim, ser mal compreendido.
Há algo de quase cômico em dizer que sou quem sou e ouvir, como resposta, que não sou quem pareço ser.
Mas quem pareço ser senão aquilo que aprendi a parecer para não desaparecer diante de quem nunca quis me conhecer?
Eu me mostro e me escondo, me escondo e me exponho, me exponho e me componho conforme a composição dos olhos que me compõem.
E, nessa composição, perco partes, parto-me, reparto-me em partes que participam de pessoas que não sou.
Que disparate!
Tanto me reparto para caber que já não sei em qual parte me encontrar. Tanto me adapto para agradar que já não sei a quem devo desagradar para finalmente me agradar.
E o pior não é não me verem. É me verem e não me enxergarem. É me ouvirem e não me escutarem. É me tocarem a alma sem sequer saberem onde ela começa.
É ser presença para os olhos, ausência para o entendimento, aparência para o mundo, desconhecido para quem me chama pelo nome que me deram sem jamais perguntar como eu me nomeio por dentro.
Eu espero.
Espero que alguém veja o que há de avesso no verso, o que há de inverso no que expresso, o que há de imenso no silêncio e de silêncio no que digo.
Que perceba que nem todo sorriso sorri, que nem toda fala revela, que nem todo aquele que se cala consente com aquilo que lhe calam.
Que me veja sem me prever, que me conheça sem me concluir, que me escute sem me traduzir para uma língua mais conveniente.
Pois não quero ser decifrado por quem já decidiu minha definição.
Quero ser lido mesmo quando a leitura for difícil, mesmo quando a frase falhar, mesmo quando eu próprio me contradisser e a contradição disser mais de mim do que eu conseguiria dizer.
Não quero que me inventem perfeito. Quero que não me desfaçam por ser imperfeito.
Não quero que me vejam como gostariam que eu fosse. Quero que gostem de conhecer quem sou quando não estou tentando ser gostável.
E, se for para sonhar, que eu sonhe sem precisar me ensaiar; que eu exista sem precisar me explicar; que eu possa, enfim, ser sem que o ser me custe a necessidade de parecer.
Porque espero e sonho que me vejam como realmente sou.
E, se há alguma ironia nisso, é que passo a vida inteira tentando ser visto enquanto me torno invisível na tentativa de ser visto.
Talvez, um dia, eu não precise mais pedir para que me vejam.
Talvez alguém me olhe e, sem me moldar, me compreenda.
E talvez eu me olhe também.
Porque, no fim, de tanto desejar ser descoberto por alguém, tenho medo de que, quando me encontrem, eu já tenha me perdido de mim.
Beija-me...
"Toma minha boca,
beija,
chupa minha língua,
sacia minha sede,
afoga-me de desejo
e êxtase...
Percorre o céu,
toma de mim
a chuva de
minha essência
de homem."
Mário Sérgio
"Rosas vermelhas pouco dizem, mas quem
disse que elas precisam falar se exalam
perfume e demonstram singeleza?"
Márcia A. Prazeres
Nunca recorri à bebida alcoólica como refúgio para minhas frustrações, tristezas ou insatisfações pessoais. Quando bebi, foi por motivos festivos ou pela simples necessidade de me distrair em determinado momento. Para mim, o álcool nunca representou uma tentativa de escapar da realidade, mas apenas um elemento circunstancial de descontração. Afinal, há uma diferença significativa entre beber para celebrar a vida e beber para suportar o peso de existir.
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3764 😄 Sinceramente? Ser "Influenciado" por alguém numa Rede Social indica que Eu sou (ou Alguém é) Tolo ou Incauto e que vivo (vive) no Mundo da Lua? Pode ser isso?
