Pensamentos Mais Recentes

Tanto os pensamentos positivos quanto os negativos estão presentes em minha mente, é claro. Mas o importante é saber discernir essas duas interpretações e transformá-las de acordo com o que me convém.


Por exemplo, se eu percebo uma situação de forma negativa, eu tenho o poder de mudar essa percepção, transformando algo negativo em algo positivo através da minha mente. Sim, eu posso fazer isso.


Se, por acaso, sinto angústia sem uma razão clara, eu posso, naquele momento, usar o poder da minha mente para mudar essa interpretação inconsciente de angústia para algo novo e positivo. Eu posso aprender com esse sentimento, transformando-o em uma oportunidade de crescimento, e assim, reverter a sensação negativa em algo que contribua para o meu bem-estar.

Pequena é a mentira contada ao outros, pois muito maior do que ela, é a que contamos a nós mesmos.

Vão Livre


Eu quis a permanência.
Houve em mim um esforço mudo,
uma arquitetura de silêncios
para tentar habitar o teu mundo
e encontrar pouso entre tuas certezas.
Mas eu era areia escorrendo entre dedos:
uma presença translúcida,
leve o suficiente para não ser rastro,
apenas um sopro que atravessa os teus dias
sem mover uma cortina sequer.


Eu possuía a voz contida,
mas o sentir era um oceano em fúria.
E, no entanto, nada em ti se deixava tocar.
Fui me acomodando nas bordas,
nos recônditos onde a luz desiste,
tornando-me sombra de mim mesma
para não perturbar o teu desenho.


Até que o corpo entendeu a lição:
não era a vontade que faltava,
era o chão que não existia.
Compreendi, enfim, que o amor não é poda.
E ninguém sobrevive onde o preço do abrigo
é a própria anulação.
Ninguém se demora
onde é preciso deixar de ser
para poder estar.

SEJA LIVRE, SEJA LEVE


Pra que viver chorando neste mundo cruel e vil?
Cristo conquistou, na cruz, nossa vitória,
e Sua graça nos cobriu.


Seja livre, seja leve, tome sua cruz e a carregue,
pois, ao lado de Jesus,
ela se torna mais leve.


Seja leve, seja livre, seja aquele que em Cristo vive,
para amar e ser feliz.
O maior sabor da vida
é o que Cristo para nós assim quis.


Seja leve, seja livre, seja aquele que em Cristo vive,
para amar e ser feliz.
O maior sabor da vida
é o que Cristo para nós assim quis.


Ele provou o cálice amargo como o fel,
pagou um alto preço sobre a cruz
para nos abrir os céus.


Ao lado de Jesus, o peso se desfaz,
o fardo se transforma,
e a alma encontra paz.


Caminhando com Cristo,
há força pra seguir,
pois quem anda com Ele
aprende a sorrir.


Seja leve, seja livre, seja aquele que em Cristo vive,
para amar e ser feliz.
O maior sabor da vida
é o que Cristo para nós assim quis.


Seja leve, seja livre, seja aquele que em Cristo vive,
para amar e ser feliz.
O maior sabor da vida
é o que Cristo para nós assim quis.


Cícero Marcos

Já fui e já não sou mais.
Bendito és YAHUAH,
que mostrou-me demais.
A ELE sou grato, pois os
fantasmas de outrora,
já não existem mais.

Assim como na hipnose, a mídia nos oferece uma proposta para que a assistamos. Ela nos hipnotiza ao focarmos nela, enquanto nos distrai da sociedade ao nosso redor. Dessa forma, ela nos mantém presos em um estado inconsciente, fazendo com que continuemos concentrados em uma realidade que nos mantém dormindo, em um transe constante. Em vez de estarmos atentos ao que realmente acontece ao nosso redor, seguimos sendo guiados pela narrativa que nos é imposta, sem perceber o controle sutil que ela exerce sobre nossas percepções e ações.

Quando minha razão evita sentir o amor que está dentro de mim, no centro do meu peito, o que acontece é que esse sentimento não expresso se transforma em algo negativo, como angústia, vazio, tristeza, ódio, agonia, frustração, entre outros.


Eu não preciso ter medo nem tentar evitar esse amor que está dentro de mim. O que eu realmente preciso fazer é permitir que esse amor flua, me entregar a ele e aceitar esse sentimento puro, vivo, completo e cheio de amor que existe no meu peito. Quando faço isso, permito que o amor preencha meu ser, e assim, ele desfaz as emoções negativas, trazendo mais paz e equilíbrio para minha vida.

Se for preciso, será feito.
Assim como já foi, talvez
possa ser de novo.
Custe o que custar.

3 de maio


Hoje, finalmente, colhi os teus restos
dos cantos onde nunca criaste raízes.
Não houve o estalo súbito da raiva,
apenas o peso manso da exaustão:
o cansaço de mendigar afetos em migalhas,
de te buscar no avesso de palavras vãs,
e de habitar, precária, esse intervalo
entre a promessa que vinha
e o rastro que nunca ficava.


Fechei a porta.
Não por falta de sangue ou de ferida,
mas porque o vão aberto era um abismo
que me roubava o chão.
Apaguei os teus rastros como quem limpa o vidro
de uma estrada que findou em muro.


Agora, há um silêncio novo sob as costelas.
Não é o vácuo da perda,
mas o ruído surdo de quem se reorganiza.
Pois soltar não é o eclipse da memória,
é a consciência tardia
de que as mãos já não suportam
o peso de um fantasma.


Se um dia o meu vazio te alcançar,
que não te doa a falta.
Mas que te espante o fato de que,
entre o teu nada e o meu tudo,
eu finalmente me escolhi.

Qualquer sentimento negativo que eu tenho é uma ilusão, e a maior prova disso, irrefutável, é o momento em que estou dormindo. Quando durmo, estou em paz. Se eu não estivesse em paz, não conseguiria dormir, é simples assim. Então, o que me faz sentir mal quando acordo? A ilusão que eu mesmo crio na minha mente. A ilusão desaparece assim que percebo que, toda vez que me sinto mal, na verdade, sou eu mesmo me iludindo com um sentimento que, no fundo, não existe. O sentimento verdadeiro e real é o de paz.


Quando tento reprimir, evitar ou bloquear essa paz, é quando sinto a ilusão de sentimentos negativos. No entanto, a paz é o único sentimento que realmente existe dentro de mim, tanto quando estou dormindo quanto acordado. Basta aceitar essa paz. Ela está sempre presente, mesmo que eu não perceba, e é nela que encontro a verdade do que sou.

Tão grande é este vazio, que só o próprio Deus pode preenchê-lo.

⁠A súbita e idealizada paixão política 
faz quase tudo descambar para o esvaziamento medonho 
do debate público.


Não é a paixão em si que corrompe o diálogo, mas a forma descarada como ela se instala: rápida demais, inflamada e, sobretudo, impermeável. 


Quando a política deixa de ser um campo de construção coletiva e passa a funcionar como extensão da identidade individual, qualquer discordância soa como ameaça — não a uma ideia, mas à própria pessoa. 


Nesse ponto, o debate deixa de ser uma troca e se transforma em confronto.


A idealização cumpre um papel ainda mais sutil. 


Ela simplifica o mundo, reduz complexidades e oferece narrativas muito fáceis, quase reconfortantes. 


Há sempre heróis irrepreensíveis e vilões absolutizados. 


Mas o preço dessa simplificação é alto demais: perde-se a nuance, a ambiguidade e, com elas, a possibilidade de compreender o outro. 


Sem isso, não há debate — apenas reafirmação.


O esvaziamento do debate público já não acontece por falta de opiniões, mas pelo excesso de certezas. 


Quando todos já chegam convencidos, o espaço comum deixa de ser um lugar de escuta e passa a ser um palco de monólogos simultâneos. 


Argumentos são substituídos por rótulos, e a dúvida — elemento essencial do pensamento — passa a ser vista como fraqueza.


Talvez o desafio não seja conter a paixão política, mas desacelerá-la. 


Permitir que ela amadureça, que conviva com a dúvida, que aceite a frustração. 


Uma paixão que não precise ser absoluta para ser verdadeira. 


Porque é nesse intervalo — entre convicção e a escuta — que o debate pode, enfim, voltar a existir.

Penso que sei, mas já não sei. Logo percebo que nada sei.

E se ela disser que quer você,
assim, sem rodeios, sem medo,
como quem abre o peito
e entrega o próprio segredo...

Você se assustaria ou se confortaria?

É tempestade que te assusta
ou brisa leve que te acalma?
Porque ser escolhido de verdade
não é só energia— é reflexo,
é alguém vendo em você
tudo aquilo que você escondeu por dentro.
E talvez assuste…
porque querer é ficar,
exige verdade, entrega,
exige não saber como vai terminar.
Mas conforta…
como um abraço no caos,
como finalmente perceber
que você também é lar de alguém.

Então me diga:
se ela disser que quer você,
você fugiria…
ou aprenderia, a ficar?

"O que é a vida?
A vida é uma estrada íngrime, é uma passagem muito difícil com várias tristezas e obstáculos e com ínfimas vitórias. Mas também ela é um espetáculo único, recorrente em que não há replay."


(J.Junyor)

Olho para ti hoje e vejo uma história que nenhum livro seria capaz de narrar com a devida justiça. Passamos pelo vale mais sombrio que o destino poderia ter colocado em nosso caminho, e é sobre essa jornada que preciso falar.
Lembro-me de cada detalhe daquele dia em que o mundo pareceu parar. O diagnóstico, as palavras técnicas, o medo que gelou a alma. Vi o teu brilho vacilar, vi o cansaço roubar-te o sorriso e a dor tentar convencer-te de que eras um fardo. Mas quero que saibas, agora e para sempre, que tu nunca foste um peso. Tu foste, e és, a minha âncora e o meu propósito.
Houve momentos em que o desespero sussurrou no teu ouvido para que me deixasses ir, alegando que eu merecia alguém 'inteira'. Mal sabias tu que, mesmo em pedaços, tu eras a única pessoa que me completava. Lutar ao teu lado, carregar-te quando as tuas pernas falhavam e transformar cada pequena vitória numa celebração foi a maior honra da minha vida. Aprendi que amar não é apenas desfrutar dos dias de sol, mas segurar a lanterna com firmeza quando a escuridão parece eterna.
Hoje, quando vejo a tua superação, a força que renasceu e a vida que insiste em florescer novamente, sinto um orgulho que não cabe no peito. As cicatrizes que a luta deixou não são marcas de derrota, mas sim as tuas medalhas de honra. Elas contam a história de uma mulher inquebrável e de um amor que se provou no fogo.
Vencemos. Não apenas a doença, mas o medo e a incerteza. Saímos deste abismo mais fortes, mais unidos e com a certeza de que nada neste mundo pode apagar o que construímos. Obrigado por me deixares lutar por ti, e obrigado por lutares por nós.
Com todo o meu amor, para além do tempo e de qualquer dor.

Enquanto existo só em mim, carrego duas vontades: a de morrer… e a de viver de verdade. Não apenas passar pelos dias, não apenas respirar por obrigação, não apenas sobreviver. Quero tudo o que a vida ainda me permite tocar, sentir, descobrir e construir.


Mas há também essa desistência silenciosa, que tantas vezes me faz abrir mão de tudo antes mesmo de tentar. Uma força escura que me convence a parar, a recuar, a aceitar menos do que minha alma deseja.


Que morra em mim essa desistência. Que cesse esse hábito de abandonar sonhos, caminhos e a mim mesma. Porque não nasci para apenas suportar os dias. Nasci para habitá-los.


Enquanto travo essa batalha invisível, sigo sobrevivendo um dia de cada vez. E às vezes isso já exige uma coragem imensa. Há dias em que levantar é vitória. Há dias em que continuar respirando já é resistência.


Mas no fundo de mim ainda pulsa algo que não se rendeu. Uma centelha que insiste em querer mais, em querer vida inteira, em querer verdade.


Talvez seja por ela que ainda sigo aqui.
E talvez seja ela que, no tempo certo, me ensine a viver — não só existir.

Se você continuar gastando muito,
vai continuar ganhando pouco
e morrer pobre demais!

Nem toda reação estranha em seu corpo é doença,
muitas vezes é sua imunidade expulsando invasores do seu organismo!

"Cada momento, segundo, minuto e dia seu realmente está fazendo algo para você se aproximar de se tornar o melhor?"


"É no corpo que sempre irá residir a insanidade pra ser o melhor."

O que se extingue não é o corpo — o corpo resiste, adapta-se, insiste. O que se esvazia é a alma: não em colapso visível, mas em silêncio, sem febre, sem diagnóstico. Vai-se apagando nos intervalos não vividos, nas escolhas que negam o essencial, na repetição sem presença. E quando se percebe, já não há dor que alerte — apenas uma ausência que se instalou onde antes havia vida.

A contradição em que se vive é uma loucura discreta: corre-se para não perder tempo e, na pressa, entrega-se o próprio tempo ao que nada acrescenta. A urgência devora a atenção, e a atenção, dispersa, já não escolhe — apenas reage. Assim, o que se ganha em eficiência se perde em sentido. E o tempo, tratado como recurso a ser poupado, escapa justamente onde mais se tentou segurá-lo.

Amar foi cronometrado, comprimido entre tarefas, como se coubesse no intervalo entre compromissos. Tornou-se item de agenda, gesto apressado, presença fragmentada. Mas o amor não obedece ao relógio: exige duração, atenção inteira, disponibilidade que não se mede. Quando se tenta encaixá-lo no tempo útil, ele se esvazia — permanece o ato, perde-se o encontro.

O que habita o interior — quando se interrompe o ruído e se olha com honestidade — é, muitas vezes, um vazio de tal profundidade que a própria velocidade da vida parece ter sido erguida para evitá-lo. Corre-se, ocupa-se, responde-se, não por excesso de vida, mas por fuga do encontro. E assim, o movimento incessante deixa de ser expressão de vitalidade e torna-se estratégia: não para viver mais, mas para não precisar ver.

Dispendem-se dois terços da vida apostando que a felicidade reside em ser bem-sucedido, bem remunerado, bem-visto — como se ela dependesse do olhar alheio. Constrói-se uma existência voltada para fora, calibrada por critérios que não nascem de dentro. E, nesse jogo, quanto mais se tenta parecer feliz, mais se adia a experiência de sê-lo. Porque aquilo que depende de ser visto não sustenta quem, por dentro, ainda não se encontrou.