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"Alguns abismos não foram feitos para nos destruir, mas para nos ensinar a contemplar as estrelas de baixo para cima."
Esconde o rosto no meu peito e chora aquele choro entalado que você engole todo dia para os outros não verem que você está sangrando por dentro. Você passou tanto tempo sendo o porto seguro de todo mundo que esqueceu que também tem o direito de desabar; deixa eu segurar o teu mundo um pouquinho, porque a tua dor não te faz fraca, ela só prova o tamanho da força que você teve que ter até aqui.
"A melancolia me traz alegria, não desejo este sentimento, mas não sinto arrependimento. Quero poder sentir outras ilusões esperançosas, mas, nessa realidade inconsistente e indiferente, sinto o desespero ardente pelo que é diferente."
Sei que você chora baixinho no banho para ninguém ouvir e que o peso de ser forte o tempo todo está esmagando o teu peito. Deita aqui no meu ombro e deixa transbordar: você não fracassou só porque a vida quebrou as tuas asas; você ainda é o milagre que sobreviveu a tudo isso.
"A dor é a única visitante que não bate à porta. Ela simplesmente senta-se ao nosso lado e aguarda que percebamos sua presença."
Eu vi quando você engoliu o choro e sorriu para não incomodar ninguém, mesmo estando em carne viva por dentro. Mas encosta a sua cabeça aqui: você não é de ferro, não precisa dar conta de tudo e o seu valor não diminui só porque hoje você não tem forças para ficar de pé.
“Aprendo todos os dias a viver, e ainda assim sinto que não entendi. Sou feita de melancolia e de breves instantes de felicidade. Talvez te perguntes, leitor, como se vive assim. Eu diria: não vivo — espero. Espero a onda forte que me arraste ao fundo, pois é no afundar que encontro o impulso para voltar à superfície e lutar. Mas, ao retornar, sinto saudade da dor que me agoniza — e então volto à tristeza, como se nela estivesse a prova de que ainda estou viva… e, paradoxalmente, onde reconheço a minha alegria.”
Eu sei que você já cansou de recolher os teus próprios pedaços no chão enquanto o mundo acha que você está inteira. Mas aceita o meu abraço hoje: desaba, chora tudo o que guardou, porque a sua fortaleza não está em aguentar o peso do mundo sozinha, mas em ter a coragem de ser humana e recomeçar.
Eu sei que o teu peito está sangrando e que engolir o choro para parecer forte tem rasgado a tua alma por dentro. Mas me dá a tua mão: você não precisa carregar o peso do mundo sozinha só porque aprendeu a aguentar a dor em silêncio; a tua sensibilidade não é fraqueza, é o lugar de onde a tua reconstrução vai começar.
A dor que hoje pesa nos teus ombros não define o teu valor, e mesmo quando o mundo parecer indiferente demais, lembre-se de que a tua força não desapareceu, ela apenas está descansando para o recomeço. É completamente permitido chorar e se sentir fragilizada, pois até as guerreiras mais valentes precisam de um momento de pausa e de um abraço sincero que acolha a sua alma. Saiba que você é infinitamente maior do que qualquer tempestade passageira e que o teu brilho interno permanece intacto, esperando o momento certo para voltar a iluminar o teu caminho com ainda mais intensidade. Se você precisar desabafar ou quiser conversar mais sobre o que está sentindo, estou aqui para ouvir e apoiar você no que for necessário.
