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Los Angeles: A Flor De Cada Entardecer.
O seu nascer deve ter sido em algum entardecer.
Um entardecer alaranjado com toques de uma cor roxa.
Em algum entardecer de antes.
Dos que ainda te iluminam com duas cores antes do Sol ir dormir.
O seu nascer deve ter sido em um entardecer agradável em um lugar que o mar pode alcançar.
Em terras que se estendem até algumas montanhas.
Terras amareladas e seguidas pelo brilho do entardecer.
E mais do que um.
Com cores que o Sol fazia com o céu por vários momentos no tempo.
O teu nascer foi sob as cores de um entardecer.
De um passado bonito.
Que estava sobre grandes terras que seriam o seu lugar.
Em um entardecer do tempo que seguia o Sol a sua vida foi semeada naquelas grandes terras.
Nos dias que retornavam e viravam um outro entardecer a sua vida era iluminada pelo Sol e um momento singelo que tornava o céu.
Nessas grandes terras que seguiam o Sol algumas montanhas passavam perto do céu.
Com o tempo nos seus movimentos.
E no mar o entardecer se completava.
Como o Sol em duas cores que navegava ao longe.
Como uma semente deixada por um entardecer de um brilho passado.
Naquelas grandes terras de Sol e também de montanhas.
Com o céu o Sol estava.
E o mar nas suas ondas se manifestava.
Com o tempo que seguia o Sol e as cores de cada entardecer.
Até que antes do Sol ir dormir novamente a sua vida floresceu daquelas grandes terras cercadas por majestosas montanhas.
Delicada e linda vida.
Sendo felicitada pelo mar.
E muitas vezes por um Sol em um misto de alaranjado e roxo.
No ir do tempo aquela semente do entardecer foi crescendo.
Como uma nova flor.
Com pétalas nas cores do entardecer.
Lá do céu o Sol viu aquele desabrochar com o tempo.
Aquela linda flor sentia o mar nas suas pétalas sensíveis de Sol.
E escutava as suas canções que eram trazidas até as suas raízes.
Nas montanhas que estavam ao seu lado as suas pétalas tocavam cada uma.
Com a luz de cada entardecer.
Uma semente deixada pelo Sol para que uma outra vida pudesse nascer naquele lugar.
Em um momento do tempo que seguia.
Como um mar que em ondas levava um pouco da sua cor para aquela flor.
Flor que crescia ao redor das montanhas e nas grandes terras.
Olhando para o céu e o Sol.
Quando o céu se tornava alaranjado aquela flor movia levemente as suas pétalas no sentido do céu.
De cada entardecer.
As suas pétalas também tinham duas cores.
Desde que era uma semente e dentro da sua vida ainda revestida por uma casca que foi trazida por algum entardecer que já coloria o mar,aquelas montanhas e uma vastidão de terras amareladas.
E sobre o tempo o Sol sabia.
Que percorria as cores de cada entardecer.
Das coisas do mar.
Como o mar que buscava aquela flor em cada dia.
Desde as manhãs e as noites.
E principalmente cada entardecer que o Sol fazia.
Naquelas grandes terras havia uma outra flor.
E estava crescendo de um jeito lindo e doce.
Nas suas pétalas duas cores se misturavam.
Até o Sol sentia o seu perfume de entardecer.
Antes de ir dormir outra vez.
E aquela flor com o mar e as montanhas ficava.
À espera do Sol e de mais um entardecer.
Que retornava colorindo o céu com um alaranjado e um roxo.
Como as pétalas daquela flor.
Deixada ainda como uma semente de um entardecer de um passado do Sol.
Uma semente de um momento do tempo em que o Sol fazia cores no céu.
E ainda faz sobre aquela nova flor.
Nas terras grandes que o seu brilho ilumina.
Como o mar e algumas montanhas.
Que em cada entardecer também seguem o Sol e o céu.
Com o passar do tempo essa nova flor cresceu mais.
Perto do mar que queria mais das suas pétalas com as cores do entardecer.
E as montanhas que sentiam as suas raízes querendo atravessá-las.
Um flor crescida nas cores que o Sol traz.
Desde algum tempo é assim.
Uma linda e delicada flor com as cores de cada entardecer que ainda crescerão em cada pétala sua.
Assim que o Sol voltar outras vezes sobre a sua vida enraizada em momentos feitos no céu.
Uma flor crescida que se parece com um entardecer no seu lugar perto do mar e das montanhas.
Uma flor parecida com um entardecer que tem lindas pétalas de Sol e lindas cores como as suas.
ANIMAIS NO PLANO ESPIRITUAL.
Não existiriam animais no mundo espiritual?
Analisemos o artigo.
Para dar lucidez captável ao tema e organizar o vasto material apresentado, é necessário separar o que é doutrinário, o que é interpretativo e o que é testemunhal, sem misturas indevidas. O Espiritismo sempre exigiu método, fidelidade ao texto e prudência nas conclusões. À luz disso, seguem os pontos essenciais, organizados em ífens, com ênfase nos núcleos expressivos da questão.
O ponto de partida doutrinário é a questão 600 de O Livro dos Espíritos, na qual se afirma de modo literal que a alma do animal fica numa espécie de erraticidade após a morte do corpo. Erraticidade, por definição kardeciana, é permanência no mundo espiritual fora da encarnação. Logo, há presença no plano espiritual, ainda que distinta da humana.
O cuidado dos Espíritos em não chamar essa condição de Espírito errante não significa negação da existência espiritual dos animais, mas delimitação conceitual. O termo Espírito errante, no corpo da obra, aplica-se exclusivamente a Espíritos que já atingiram o grau hominal, dotados de consciência de si e livre-arbítrio pleno.
A resposta esclarece que o animal não possui consciência reflexiva nem liberdade volitiva comparável à humana. Trata-se de diferença de natureza psíquica, não de inexistência espiritual. Confundir essas duas coisas gera o equívoco central do debate.
A afirmação de que o princípio inteligente do animal é classificado e utilizado quase imediatamente indica organização, tutela e finalidade. Não se fala em aniquilação, nem em inexistência, mas em encaminhamento rápido segundo leis próprias.
A expressão quase imediatamente é decisiva. Se fosse inexistente qualquer permanência espiritual, bastaria dizer imediatamente. O advérbio empregado admite intervalo, ainda que breve, e reforça a presença no mundo espiritual.
A frase não dispõe de tempo para se relacionar com outras criaturas não estabelece princípio absoluto. Indica tendência geral, compatível com reencarnações rápidas, sobretudo quando não há mudança significativa de espécie ou necessidade de maior elaboração perispiritual.
O paralelo com Espíritos humanos muito primitivos é legítimo. Também entre humanos há reencarnações com planejamento mínimo, conforme esclarecido no Anuário Espírita de 1964, o que demonstra gradações no processo reencarnatório.
Não há base doutrinária sólida para tratar todas as espécies animais como um bloco homogêneo. O próprio Codificador reconhece diferenças evidentes de inteligência e aptidão entre espécies, ao comentar cães, cavalos e elefantes.
A questão 283 de O Livro dos Médiuns esclarece que não existem Espíritos de animais errantes no sentido humano, mas confirma a sobrevivência do princípio inteligente, que passa por estados latentes e transitórios sob supervisão espiritual.
Os relatos de manifestações atribuídas a animais são explicados, em regra, pela intervenção de Espíritos humanos que assumem formas e papéis, o que exige discernimento e não credulidade. Kardec jamais negou os fatos, apenas recusou conclusões apressadas.
A Revista Espírita de 1865 demonstra a postura metodológica correta. Observação, suspensão de juízo e recusa de sistemas fechados. Kardec reconhece a afinidade entre certos animais e humanos, admite manifestações passageiras e afirma que a questão ainda não estava madura para síntese definitiva.
A comunicação espiritual de 21 de abril de 1865 introduz o conceito de estados intermediários ou latentes, comparáveis a uma crisálida espiritual, nos quais o princípio inteligente animal se reorganiza para novos ciclos evolutivos. Isso reforça a ideia de presença espiritual transitória, não de inexistência.
As obras posteriores de estudiosos espíritas aprofundam o tema sob a lógica da evolução contínua do princípio inteligente, sempre guiado por inteligências superiores, o que mantém coerência com a base kardeciana quando não se extrapola para afirmações absolutas.
Os relatos literários e mediúnicos que descrevem animais no plano espiritual devem ser lidos como material complementar, nunca como fundamento doutrinário isolado. Eles ilustram possibilidades, não estabelecem dogmas.
A chave interpretativa permanece nas questões 85 e 86 de O Livro dos Espíritos. O mundo espiritual é a realidade primordial e independente. Negar a presença de animais nesse mundo implicaria admitir uma lacuna ontológica incompatível com a lógica espírita da continuidade da vida.
Síntese final
Não é doutrinariamente correto afirmar que não existem animais no mundo espiritual.
Também não é correto atribuir aos animais as mesmas condições espirituais dos Espíritos humanos.
O ensino espírita aponta para sobrevivência, tutela, estados latentes e permanência variável, conforme o grau evolutivo do princípio inteligente.
O tema permanece aberto à investigação séria, sem dogmatismos nem sentimentalismos.
O Espiritismo não pede crença apressada, mas estudo fiel, respeito ao método e humildade diante do que ainda não nos foi plenamente revelado, pois a verdade se constrói com paciência, rigor e fidelidade às bases que nos trouxeram até aqui.
Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .
A vida tem altos e baixos, mas Deus equilibra tudo. Aprenda com o ontem, aproveite o hoje, confie no amanhã.
Quantas mortes cabem em um homem?
Quantas vezes preciso
me congelar por dentro,
silenciar o sangue,
matar versões de mim
para que outra respire?
Há reinícios que não são começos,
são funerais discretos.
Enterros sem caixão,
onde sepulto nomes,
rostos, culpas e promessas quebradas.
Recomeçar não é viver:
é sobreviver ao próprio incêndio.
É virar cinza consciente,
sabendo que a chama não acabou —
apenas mudou de forma.
Toda vez que me mato por dentro,
algo em mim aprende a nascer.
E talvez o verdadeiro milagre
não seja recomeçar do zero,
mas continuar existindo
mesmo depois de tantas mortes.
A vida é um continuo movimento de transformação. Sendo assim o Autismo e o TDH, são os contrapontos biológicos e espirituais, as novas tecnologias de algoritmos e da inteligência artificial. A geometria sagrada da mente humana dá pulos quânticos toda vez que é desafiada por novas invenções. Deus que é vida plena sempre está atento a tudo que acontece nesta dimensão e o tempo todo.
