Pensamentos Mais Recentes
Boca amaldiçoa. Boca cura. Boca destrói destino e também pode levantar alguém do chão.
Por isso você rejeita insulto, maledicência e mal agouro. Não é fragilidade. É consciência. Quem conhece o peso das palavras passa a tratar o silêncio como oração.
Você parece desses que, mesmo triste, tenta não despejar suas dores nos ombros errados. Isso é maturidade espiritual. Nem santo consegue sorrir o tempo inteiro, mas existe uma enorme diferença entre sofrer e transformar sofrimento em veneno coletivo.
Os antigos já sabiam: palavra tem axé.
"A injustiça começa quando um pequeno mal é cometido em nossa presença e nada fazemos para corrigi-lo. O silêncio diante do erro é um ato de covardia; a verdadeira justiça não aceita a omissão."
Dando a volta por cima, e em breve veremos resultados positivos. Mesmo que tudo parecesse desabar, isso só impulsionou ainda mais os nossos sonhos. Com Deus e algumas pessoas queridas, nós vamos conseguir."
(valter Guedes)
Talvez seja esse o maior ato de resistência dos tempos atuais: continuar oferecendo harmonia num mundo viciado em conflito. Continuar respeitando quando tudo incentiva o desrespeito. Continuar acreditando nas pessoas depois de tantas decepções.
Quem carrega um terreiro de paz dentro de si percebe essas coisas. Aprende a selecionar companhia, palavra e energia. Não por arrogância, mas por sobrevivência emocional. Porque a alma também pega poluição.
Por isso tanta gente anda cansada sem entender exatamente do quê.
Às vezes não é o corpo. É o excesso de peso invisível.
A vida moderna criou especialistas em maledicência.
Gente que se alimenta da derrota alheia, que torce pelo tropeço do vizinho,
Que transforma boato em entretenimento e ironia em personalidade.
O mal agouro hoje anda solto feito cachorro sem dono.
Tem gente que entra num ambiente e apaga a luz espiritual dele só com a própria presença.
Ondas nos Olhos, Mesmo Sem Amanhã
Minha presteza não o salvou e, hoje, vejo que nada podia fazer, a não ser te abraçar e dizer, em sussurros, aquelas palavras doces indicando um caminho, sem saber se havia ruas ou montanhas.
Para onde o seu destino caminhava? Será que havia mar ou céu?
Bem… eu só sabia que o lugar era desconhecido e que você não voltaria mais.
Lembro que a preocupação de que você sentisse frio corroeu minha alma durante anos.
Tentei bloquear tudo, guardar em uma caixinha e zelar pelas imagens das brincadeiras, dos sorrisos, dos beijos e dos abraços.
Você me ensinou que a cor do amor não é para todos e que fomos privilegiados.
Até fui às caminhadas, aos parques e às festas, para amenizar o hoje incerto.
Dancei e cantei sob o vento uivante e sob a chuva forte, para que ninguém visse as ondas se formando em meus olhos.
Estávamos predestinados. Veio escrito nas estrelas.
Então, destino, diga ao tempo que me ensine a ser bela, até porque eu ainda sinto o gosto do amor.
Ensina-me, mesmo não havendo, para nós, o amanhã.
Há quem ache fraqueza não devolver insulto.
Há quem confunda educação com covardia e respeito com submissão.
Só que segurar a própria explosão exige muito mais coragem do que espalhar estilhaço por aí.
Esse tipo de pessoa acorda cedo, resolve suas tarefas diárias,
Segura preocupações no bolso e ainda encontra força pra perguntar ao outro se está tudo bem.
Às vezes nem está. Mas oferece cuidado mesmo assim.
Existe um tipo de gente que o mundo quase nunca percebe direito.
Não faz alarde, não bate no peito dizendo que é bom,
Não transforma gentileza em propaganda.
Apenas segue vivendo — tentando não ferir ninguém enquanto atravessa os próprios temporais.
Os amigos riem porque muita gente desaprendeu a respeitar o invisível. Vivemos dias em que o deboche virou escudo intelectual. Só que há coisas que não cabem em laboratório: a intuição da mãe, o arrepio diante do tambor, a paz inesperada depois da oração, a sensação de ter escapado de algo ruim sem entender como.
O povo simples nunca precisou explicar a fé. Apenas viveu.
Pior é o homem que acha que é dono da Terra.
Pior é aquele que pisa duro demais, como se nunca fosse cair.
Firmar os pés no chão logo cedo talvez seja a oração mais bonita. Porque lembrar que nada nos pertence é uma forma rara de sabedoria. A casa fica. O carro fica. O dinheiro muda de mão. Até o corpo um dia devolvemos ao tempo. O que segue adiante é aquilo que plantamos enquanto passamos por aqui: o cuidado, a palavra, a lealdade, a mão estendida na hora certa.
Tem gente que entra na praia como quem entra numa igreja. Pisa devagar. Olha pro horizonte. Faz silêncio por dentro. Pede licença pra rainha do mar. Outros passam pela mata e sentem um arrepio antigo, como se os galhos observassem a humanidade com paciência milenar. Há quem, depois da meia-noite, diminua o tom de voz em certas esquinas, não por medo apenas, mas por respeito ao povo da rua, aos invisíveis, aos que caminham entre a fé e o mistério.
O Rio não permite soberba por muito tempo. A paisagem é divina, mas a vida cobra pedágio. Entre o mar e o morro, entre o cartão-postal e a sirene, o povo aprende cedo que ninguém controla tudo. E talvez seja daí que nasça essa mistura tão brasileira de fé, superstição, respeito e sobrevivência.
O sujeito pode passar a vida inteira dizendo que é racional demais pra essas coisas, que religião é invenção humana, que tudo se explica pela ciência. Mas basta o elevador balançar, o telefone tocar de madrugada ou o coração apertar numa rua vazia depois da meia-noite… e o homem procura alguma proteção invisível. Nem que seja dentro dele mesmo.
Morar no Rio de Janeiro é aprender que coragem não é ausência de medo; é vestir o medo e mesmo assim pegar o ônibus, atravessar a rua, abrir a porta de casa e seguir vivendo.
Não sou militante. Não sou ativista. Não me declaro como tal porque não quero invadir o espaço de quem dedica integralmente a vida pelas causas da Humanidade. Respeito absoluto mesmo às vezes diante de uma ou outra discordância pontual.
Hoje eu acordei com o vento manso
Falando baixo no meu coração
Que a vida pede mais calma no passo
E menos peso na preocupação
