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"A fé em Deus é o meu escudo e minha proteção. Quem cuida de mim nunca dorme."


—By Coelhinha

O egoísmo da hipocrisia demagógica pelo olhar de um filósofo louco . ... ele erra , eles erram todos erram, nós não erramos porque errar é humano...
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Ninguém auditava, porque ninguém olhava.

Metanoia


Sobre a estranha beleza de se tornar alguém que ainda não conhecemos.


Há momentos em que a vida muda silenciosamente, sem anunciar despedidas ou preparar caminhos. O tempo, que antes parecia caminhar lentamente, de repente se torna implacável. Em poucos instantes, aquilo que levamos anos para construir se transforma, e o que parecia distante encontra uma maneira inexplicável de chegar até nós.


Metanoia talvez seja isso: a transformação inevitável de uma existência que já não cabe em sua antiga forma.


É curioso como certas pessoas atravessam nossa história sem que percebamos sua presença. Estão próximas, habitando os mesmos lugares, respirando os mesmos ares, até que, em um instante aparentemente comum, tornam-se extraordinárias. Como se a vida guardasse encontros para momentos em que sequer saberíamos procurá-los.


Mas toda transformação carrega suas contradições.


Enquanto algumas presenças chegam para revelar sentimentos até então desconhecidos, outras se despedem, deixando espaços que nenhuma novidade consegue preencher. E, entre aquilo que se perde e aquilo que se encontra, algo dentro de nós também se modifica.


Há uma espécie de solidão que não nasce da ausência de pessoas, mas do desconhecimento de si mesmo. Um silêncio que permanece mesmo quando existe amor, mesmo quando há felicidade. Não é necessariamente tristeza, tampouco ingratidão pela beleza do presente. É apenas a estranha sensação de olhar para dentro e não reconhecer completamente quem habita ali.


Talvez crescer seja, em parte, testemunhar o desaparecimento silencioso de algumas versões de nós mesmos. A espontaneidade dá lugar à cautela, os sonhos ganham o peso das responsabilidades e aquilo que antes parecia essencial passa a ocupar um espaço distante na memória.


Ainda assim, nem toda mudança representa uma perda. Existem transformações que nos aproximam de possibilidades que jamais imaginamos viver. Há amores que não nos devolvem ao que éramos, mas nos apresentam sentimentos que a nossa antiga existência sequer conhecia.


E talvez essa seja a maior contradição da metanoia: sentir uma felicidade extraordinária enquanto se tenta compreender a própria transformação.


Porque nem sempre a vida muda para melhor ou para pior. Às vezes, ela simplesmente muda de maneira tão profunda que essas definições deixam de ser suficientes.


O passado permanece como uma casa onde um dia fomos felizes, mas cujas portas já não sabemos abrir. O futuro, por sua vez, surge como um território desconhecido, repleto de promessas, responsabilidades e possibilidades.


E nós permanecemos entre os dois, aprendendo a existir novamente.


Talvez nunca exista um instante exato em que compreendamos tudo o que aconteceu. Talvez algumas respostas só apareçam quando deixamos de procurar explicações para cada mudança.


No fim, metanoia não é necessariamente abandonar quem fomos, tampouco encontrar uma versão definitiva de quem seremos. É compreender que a existência não permanece imóvel, que o amor e a perda podem habitar o mesmo coração e que até as transformações mais belas podem carregar uma silenciosa melancolia.


Pois há acontecimentos que não apenas mudam a nossa vida. Mudam a própria maneira como entendemos o que significa estar vivo.


E, depois deles, não é que seja impossível voltar ao que éramos.


É que já não sabemos como.

PÉ DE MENINO


Pé de menino não se planta
Em todo pé ele se enrama:
Se caju, de goiaba, de manga!

Por mais que se esquive das responsabilidades a conta um dia chega. Nessa hora uns pagam com dinheiro, porém, outros pagam com o arrependimento.

Fiado.. .. é o preço da amizade pago por quem vende...
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Tenho ojeriza ao caráter de pessoas que só tratam bem quem tem dinheiro.

⁠A mentira repetida só vira verdade por ser uma das moedas que custeiam o aluguel das cabeças dos asseclas. 


Mas até que ponto uma mentira precisa ser repetida para convencer alguém, e até que ponto alguém precisa acreditar nela para justificar a própria submissão?


Talvez o maior triunfo da mentira não seja enganar os ingênuos, mas transformar os conscientes em cúmplices e os cúmplices em defensores fervorosos daquilo que, no íntimo, já deveriam questionar. 


Afinal, há quem se deixe enganar por falta de conhecimento, mas também há quem escolha a ignorância por conveniência. 


Os primeiros podem ser vítimas da manipulação; os segundos, quando fazem da mentira um instrumento de vantagem, tornam-se sócios do engano.


A repetição, por si só, não confere legitimidade a uma ideia. 


Apenas a torna familiar. 


E a familiaridade, quando não encontra resistência do pensamento crítico, pode ser confundida com verdade. 


É assim que discursos vazios ganham aparência de sabedoria, absurdos adquirem contornos de normalidade e contradições passam a ser defendidas com a paixão que deveria pertencer à busca honesta pelos fatos.


O problema, portanto, não está apenas em quem fabrica a mentira, mas também em quem lhe oferece abrigo. 


Toda narrativa manipuladora precisa de duas forças para prosperar: uma voz disposta a distorcer a realidade e uma consciência disposta a não examiná-la. 


Entre ambas, estabelece-se uma espécie de contrato silencioso, no qual a verdade é sacrificada em troca de pertencimento, vantagens, poder ou da confortável sensação de estar sempre do lado certo.


É nesse ponto que a mentira deixa de ser apenas um desvio da linguagem e se converte em instrumento de dominação. 


Quem controla as narrativas procura controlar as percepções; quem controla as percepções tenta determinar os limites do pensamento. 


E uma sociedade que perde a capacidade de questionar aquilo que ouve, corre o risco de entregar sua liberdade não a um tirano declarado, mas a uma ideia repetida tantas vezes que já não parece necessário examiná-la.


Há, contudo, algo ainda mais inquietante: o ser humano nem sempre procura a verdade. 


Muitas vezes, procura apenas uma confirmação para aquilo em que já decidiu acreditar. 


A verdade exige revisão, humildade e, ocasionalmente, a dolorosa coragem de reconhecer o próprio erro. 


A mentira, ao contrário, oferece conforto: dispensa o exame de consciência, preserva certezas e permite que o indivíduo continue enxergando virtude nas próprias escolhas, mesmo quando os fatos apontam em outra direção.


Por isso, o pensamento crítico é tão perigoso para quem vive da manipulação. 


Uma mente livre não se satisfaz com frases de efeito, não confunde convicção com evidência e não aceita que a quantidade de vozes determine a qualidade de um argumento. 


Ela compreende que uma multidão pode estar equivocada e que uma verdade inconveniente não se torna menos verdadeira por contrariar os interesses da maioria.


No fim, talvez a questão mais importante não seja quantas vezes uma mentira foi contada, mas quantas consciências precisaram silenciar para que ela pudesse prosperar.


Porque a mentira pode ser fabricada por um indivíduo, disseminada por milhares e protegida por multidões. 


Mas sua permanência depende, em grande medida, daqueles que renunciam ao dever de pensar por conta própria para preservar o benefício de acreditar.


E quando a consciência passa a ter preço, a verdade se torna uma mercadoria incômoda: custa a coragem de discordar, o desconforto de rever convicções e a disposição de perder vantagens para não perder a dignidade.


A mentira não precisa tentar vencer a verdade no campo dos argumentos quando consegue comprimir o pensamento no espaço da conveniência.


Basta que encontre pessoas dispostas a alugarem a própria consciência, desde que o pagamento seja suficiente para que não precisem encarar o espelho.


Afinal, nenhuma mentira se sustenta eternamente por sua própria força. 


Algumas sobrevivem porque são úteis a quem as inventa; outras, porque são convenientes a quem as repete. 


E há aquelas que atravessam gerações porque tantos preferem herdá-las a submetê-las ao tribunal da razão.


No entanto, por mais longo que seja o calendário da manipulação, permanece uma distinção fundamental: a verdade não depende da quantidade de pessoas que a defendem, assim como a mentira não se torna verdade pela quantidade de pessoas que se beneficiam dela.


O tempo pode favorecer o engano, o poder pode protegê-lo e a ignorância pode multiplicá-lo. 


Mas somente a renúncia definitiva ao pensamento é capaz de transformar a submissão intelectual em morada permanente.


E talvez seja essa a tragédia maior: não a existência de quem mente para dominar, mas a disposição de quem se deixa dominar e ainda chama isso de liberdade.

"O despertar dos poderes ocultos do homem está no entendimento profundo da frequência. Vários mundos coexistem exatamente no mesmo espaço, separados apenas por vibrações diferentes. Quando aprendermos a sintonizar esses canais invisíveis, descobriremos que barreiras biológicas não existem — e o homem será finalmente capaz de se comunicar até mesmo com as formigas."

POESIA DE ANANINDEUA 


O MAR JOGAVA MUITO 
DOS NOSSOS LENÇÓIS NA CAMA. 


E A NAVEGAÇÃO DOS NOSSOS CORPOS NÁUFRAGOS SE AFOGAVAM 
EM BEIJOS.

Oi Amor
Passando pra dizer a você que olhe para o céu , eu pedir a lua pra mandar um beijo pra você, mas fica ligada que esse pedido veio voando pelo céu atravessando nuvens até o seu encontro

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Se não pude suavizar meu passado, posso ajudar a iluminar o futuro de alguém.
— Emerson Novartes⁠

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⁠A vida me quebrou em pedaços. Fiz das rachaduras caminhos de ouro.
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“Não me orgulho da lama. Orgulho-me de ter atravessado sem perder meus princípios.”⁠

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