Pensamentos Mais Recentes
Os humanos são deuses e mesmo assim vivemos nos rebaixando e fugimos dos nossos deveres e direitos no cósmos com pecados.
A consciência ainda é o software misterioso que compete a humanidade, não somos mais animais 100%, mas mesmo assim defendemos esse direito até com certificados.
O poder é a qualidade indespnsável para a vontade e o querer. Sem ele a dúvida sai voando mais do que além das coisas.
O provérbio mais antigo em meu saber, e considerado entre os melhores: "Quando a cabeça não regula o corpo é quem paga", devo concordar, mas entendi. Tu sofres por não regular ou gostar?
Ninguém substitui o que é verdadeiro,
O coração sabe bem o que quer,
Se o mundo acabar, eu te amo primeiro,
Enquanto o meu peito pulsar e couber...
Nunca seja tolo em receber aplausos de um mundo vazio, procure se alegrar com coisas que te preenchem, não somos aquilo que comemos?
A cicatriz da
Unidade se quebrou, libertando
os dois primeiros entes
Complementares,
os dois não sabiam qual caminho seguir
porém se juntaram pelo
instante suficiente
da conexão
O Ciclo poderia dar fim a si,
mas algo impediu momentaneamente
para que aquela ideia desse inicio
ao conceito que ficaria conhecido como
Tempo
O Karma foi uma das primeiras consequências
do movimento
Das Sensações, restaram as que mais importavam,
entretanto com exponencial quantidade
inversa
Os Signos trariam pouca luz
A todos aqueles que estavam perdidos
porém seus símbolos seriam uma porta
de entrada e saída
com acesso ao eterno código
O cordão que liga o tempo
deve ser uma estreita reta
o amor por nossos entes
também revela o compromisso
de escolher infinitas vezes
o mesmo caminho
A impureza do amor reflete
O que há de mais belo
No entanto este,
em um solo infértil
pode cegar até mesmo
o mais crédulo dos cínicos
Outrora o aroma doce,
da mais bela maçã de verão
concebida num campo que fingia
não nos perceber,
revelou então a lua cheia,
que vem com suas grandes marés
e dor infinita.
Mas o aroma, o cordão
e o amor,
passam como o som de uma flauta
no sonho com o peixe que não dorme
lembro-me de um verão sem fim
que o coração, a estação, a maçã
esqueceram de mudar de cor
esperando o outono e seus ventos secos
que precedia o inverno,
o tempo
encerrando tudo
sem fim
Sempre optamos por ser forte, mas o mundo construiu um parâmetro, que já não sei quem é meu inimigo 😶
Muita coisa mudou, fui vendo muitas maguas e pesadelos, provei dores e desgosto, mas nenhuma dor mais dói não por me armar em rei, mas por saber que tentei e já vivi esse espetáculo várias vezes.
Perguntamos à inteligência artificial:
Como controlar a ansiedade?
Como ser feliz?
Como ganhar dinheiro?
Como encontrar meu propósito?
Como superar alguém que ainda amo?
Como melhorar minha saúde mental?
Como ter sucesso profissional?
Como saber se estou no relacionamento certo?
O que devo fazer da minha vida?
Talvez nunca tenhamos feito tantas perguntas a uma máquina sobre aquilo que existe de mais profundamente humano.
E isso deveria nos fazer pensar.
A inteligência artificial pode organizar informações, analisar possibilidades, explicar conceitos, comparar caminhos e até nos ajudar a enxergar aquilo que não estávamos conseguindo perceber.
Mas existe uma pergunta anterior a todas as outras:
Por que estamos procurando essa resposta?
Talvez alguém pergunte como ganhar dinheiro quando, na verdade, esteja procurando reconhecimento.
Pergunte como salvar um relacionamento quando tenha medo de ficar sozinho.
Pergunte como ser mais produtivo quando esteja completamente esgotado.
Pergunte qual é o seu propósito porque conquistou muitas coisas e, mesmo assim, continua sentindo um vazio que nenhuma conquista conseguiu preencher.
A pergunta aparente nem sempre é a pergunta real.
E talvez esteja justamente aí uma das maiores diferenças entre informação e consciência.
A tecnologia pode responder cada vez mais rápido.
Mas velocidade não significa profundidade.
Podemos ter uma inteligência artificial capaz de responder milhões de perguntas e continuar incapazes de responder uma única pergunta sobre nós mesmos:
Quem sou eu quando não preciso provar nada para ninguém?
Vivemos procurando respostas para ansiedade, felicidade, amor, dinheiro, carreira, saúde mental, propósito, autoconhecimento e desenvolvimento pessoal.
Mas algumas respostas não serão encontradas apenas pesquisando mais.
Porque nada externo preenche o vazio interno.
Talvez o futuro não pertença simplesmente a quem souber utilizar melhor a inteligência artificial.
Talvez pertença a quem, mesmo cercado por respostas artificiais extraordinariamente inteligentes, ainda conservar a consciência necessária para formular perguntas verdadeiramente humanas.
Afinal, podemos ensinar uma máquina a responder.
O verdadeiro desafio continuará sendo ensinar o ser humano a pensar.
Carlos Eduardo Balcarse
Escritor e pesquisador sobre consciência, discernimento, comportamento humano, educação e sociedade.
Vivemos na era da inteligência artificial, das redes sociais, dos algoritmos e das respostas instantâneas. Nunca tivemos tanta tecnologia à nossa disposição e, paradoxalmente, nunca falamos tanto sobre ansiedade, saúde mental, propósito, relacionamentos e felicidade.
Talvez isso revele algo sobre nós.
Evoluímos extraordinariamente na capacidade de nos conectarmos com o mundo, mas ainda precisamos aprender a nos conectar conosco.
A tecnologia acelerou a comunicação, o trabalho e o acesso ao conhecimento. Mas nenhuma inteligência artificial poderá viver nossa vida por nós.
Podemos perguntar praticamente qualquer coisa a uma máquina. A questão é: estamos sabendo quais perguntas fazer a nós mesmos?
Em uma sociedade marcada pela pressa, comparação, excesso de informação e necessidade de aprovação, muita gente procura fora aquilo que somente poderá compreender olhando para dentro.
Nada externo preenche o vazio interno.
Cuidar da saúde mental não significa apenas combater ansiedade, estresse ou esgotamento. Significa também compreender pensamentos, emoções, escolhas, limites, relações e o sentido que atribuímos à própria existência.
Desenvolvimento pessoal não deveria significar transformar pessoas em máquinas de alta performance.
Produtividade sem propósito pode apenas nos fazer chegar mais rápido a lugares onde nunca desejamos estar.
Talvez por isso o autoconhecimento continue tão necessário justamente na era da inteligência artificial.
Quanto mais inteligentes se tornam nossas ferramentas, maior deveria ser nossa capacidade de pensar, questionar e desenvolver consciência, pensamento crítico e discernimento.
Não precisamos competir com as máquinas para descobrir quem consegue responder mais rápido.
Precisamos evitar que a velocidade das respostas destrua a profundidade das perguntas.
A vida não deveria ser uma corrida para acumular coisas, seguidores, títulos, dinheiro ou aprovação.
Porque tempo é vida. E o tempo não tem preço, tem fim.
No final, talvez sucesso seja algo muito mais profundo do que aquilo que conseguimos mostrar aos outros.
Talvez seja conseguir olhar para a própria história e reconhecer que, apesar de todas as influências do mundo, ainda tivemos coragem de viver uma vida que fazia sentido para nós.
Carlos Eduardo Balcarse
Escritor e pesquisador sobre consciência, discernimento, comportamento humano, educação e sociedade.
Vivemos em uma época curiosa: temos respostas para quase tudo, mas talvez estejamos perdendo a capacidade de formular as perguntas que realmente importam.
A tecnologia encurtou distâncias, acelerou o acesso ao conhecimento e colocou praticamente o mundo inteiro na palma de nossas mãos. Mas existe uma pergunta que nenhuma tecnologia deveria responder em nosso lugar:
Quem estamos nos tornando?
Quanto mais respostas encontramos fora, menos percebemos as perguntas que deixamos de fazer dentro.
Talvez o problema do nosso tempo não seja a falta de informação, mas a facilidade com que transformamos informação em certeza.
Repetimos porque muitos repetem. Acreditamos porque muitos acreditam. Compartilhamos porque muitos compartilharam. E, pouco a pouco, aquilo que começou como influência pode terminar parecendo pensamento próprio.
O senso comum comumente mente.
Pensar exige mais do que possuir uma opinião. Exige coragem para confrontá-la.
Maturidade intelectual não está em vencer todas as discussões, mas em conseguir reconhecer quando uma verdade maior exige que abandonemos uma certeza menor.
Por isso, algumas vezes, desaprender é uma forma superior de aprender.
Estamos formando uma geração extraordinariamente preparada para encontrar respostas. Talvez o próximo desafio da educação seja formar pessoas capazes de questioná-las.
Porque quem recebe todas as respostas prontas corre o risco de nunca descobrir quais perguntas eram realmente suas.
Não precisamos de uma sociedade que pense igual.
Precisamos de uma sociedade que pense antes de simplesmente repetir.
E talvez uma das maiores expressões de liberdade seja justamente esta:
Ter coragem suficiente para questionar até aquilo que pensamos ser nosso próprio pensamento.
Afinal, a mente mente e o discernimento desmente.
Carlos Eduardo Balcarse
Escritor e pesquisador sobre consciência, discernimento, comportamento humano, educação e sociedade.
Vem Andar Comigo
Vou andar de skate, coloco o fone,
E vou remando pelas avenidas da cidade,
Mandando umas tricks, curtindo o momento,
Kickflip, hardflip, switch e shove-it pela liberdade.
Mas, enquanto eu ando, penso em você,
Imaginando nós dois seguindo o mesmo caminho,
Se não anda de skate, vem de patins comigo,
Só quero você por perto, dividindo esse momento.
Vamos sair sem saber onde vamos chegar,
Rir das nossas quedas e guardar cada lembrança,
Você do meu lado, eu sem vontade de voltar,
Porque qualquer lugar fica melhor quando você me acompanha.
Depois do rolê, uma pizza pra nós dois,
Um cinema, você encostada no meu ombro,
E talvez eu nem precise dizer nada depois,
Só olhar pra você e pensar: ainda bem que você veio comigo.
Você não precisa saber andar de skate,
Nem aprender todas as manobras que eu sei,
Só quero que você queira caminhar comigo pela vida,
Porque, no fim, meu melhor rolê sempre vai ser com você.
Prefiro ouvir você dizer o quanto o ama enquanto sufoco os meus próprios sentimentos, a escutar sua voz se tornar rara depois que eu me afastar, vencida pelo peso de amar sem ser correspondida.
━ Yasmin Goulart
Os filhos do rei, entretanto, comportam-se como se o trono lhes estivesse destinado para toda a eternidade, como se a majestade fosse patrimônio de família e o poder, uma herança sem termo.
Esquecem-se, porém, de uma verdade tão antiga quanto a própria história: todo reinado tem seu crepúsculo, todo poder conhece o seu ocaso e todo trono, um dia, haverá de ser ocupado por outro.
O tempo não se curva diante de reis, não se intimida diante de poderosos e não poupa aqueles que acreditam ser eternos.
O Silêncio de um Coração Covarde
Eu tenho um coração covarde, que só sabe amar em silêncio. Quase tudo o que senti por alguém, guardei para mim, como se conviver com a eterna dúvida de “Em algum lugar do seu coração, haveria sequer uma faísca de amor por mim?” fosse melhor do que arriscar ouvir que o meu amor jamais poderia ser correspondido.
Talvez eu esteja fadada a esse destino: amar justamente aqueles que não conseguem retribuir o que sinto. E eu não estou sendo dramática dessa vez, eu juro. É que, de alguma forma, eu sempre acabo no meio de duas pessoas que se amam. E eu sou a coadjuvante invisível que queria ser capaz de mudar seu destino. Pensando bem.. A culpa é inteiramente minha. Nunca tive a capacidade de olhar para a própria história e tentar reescrevê-la. Eu nunca tenho coragem suficiente para mostrar o que sinto. Por ninguém. E, por você, menos ainda.
E então, foi assim que eu aprendi a me contentar com tão pouco. Com estar por perto, ouvir sua voz, dividir pequenos momentos que, para você, talvez sejam apenas amigáveis, mas para mim, são como lenha para o meu coração. Às vezes, em meio à euforia, eu me fecho. Minha expressão muda quando volto à realidade e percebo que seu olhar está brilhando, mas não é em minha direção.
Mas apesar dessa dor, ainda prefiro ouvir você dizer que o ama enquanto me sufoco com os meus próprios sentimentos, a sentir sua voz se tornar cada vez mais rara depois que eu me afastar, por não suportar a dor de amar sem ser correspondida. Não me julgue, por favor, é o melhor que posso fazer por agora…
Até algum tempo atrás, isso era suportável. Quando eu percebia que estava desempenhando novamente o papel de coadjuvante, apenas colocava meus dois fones de ouvido no máximo e reproduzia 'Heather' do Conan Gray. Cuja letra se encaixava tão perfeitamente à situação que parecia a trilha sonora de uma cena da minha "história". Quando eu chegava em casa, assistia a 'A Noiva Cadáver', filme que acabou se tornando o meu favorito. Principalmente porque, para me igualar ainda mais à Emily, eu só precisava estar morta.
Isso era tudo que eu fazia, e ainda faço: tentava me consolar através de músicas e filmes que eu me identificava. Derramo algumas lágrimas de vez em quando. Questiono o que há de errado comigo mesma ─ “O que falta em mim?”. E então guardo tudo outra vez. Guardo, guardo e guardo, sem cogitar que um dia atingiria o meu limite.
Agora, pela primeira vez, os meus sentimentos parecem grandes demais para continuarem escondidos aqui dentro. São tão espaçosos que sinto que, qualquer dia desses, vou me afogar neles. Quando estou ao seu lado, eles quase transbordam. Um gesto protetivo seu, uma palavra bonita, um olhar demorado, e todas as borboletas parecem se mover dentro de mim, procurando uma saída.
E, mesmo assim, eu continuo neutra. Sendo a pessoa com quem você pode desabafar sobre suas decepções amorosas, enquanto me contorço para não dizer que eu poderia te oferecer o dobro do amor que você tanto deseja. Porque esse coração covarde, que aprendeu a amar em silêncio, ainda acredita que é melhor sufocar com o próprio amor do que correr o risco de perdê-lo.
É assim que me sinto.
━ Yasmin Goulart
O poder é temporário, transitório e, sobretudo, efêmero. Nenhum trono é eterno, nenhuma coroa é perpétua e nenhuma posição de prestígio está imune à ação implacável do tempo.
Brasil, meu lugar
Brasil é terra querida
De beleza sem igual
Tem florestas, tem vida
Tem futuro nacional.
O verde mostra esperança
O azul, o céu sem fim
O amarelo é confiança
Essa pátria vive em mim.
Brasil é força, é união
É respeito e é calor
Mora dentro do coração
Com justiça e muito amor.
Ao rei que hoje ocupa a majestade do poder e tem ao seu redor uma corte de asseclas, sempre prontos a bajulá-lo e a lhe afagar o ego, deixo um conselho que o tempo, inexoravelmente, haverá de confirmar: amanhã, talvez, seja ele quem lhe puxará o tapete. Anote aí.
“Liberdade de pensamento não é pensar sem influência. É reconhecer a influência sem entregar a ela a autoria da decisão.”
— Carlos Eduardo Balcarse
