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... S. T. F. ...
Só Trabalha Feliz :
Quem Descortina
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E Cortina
A Boca ...
... Alegria ... Esperança ... Gratidão ... GTC ...

Quantos beijos precisarei lhe roubar, para que me faça prisioneiro em teu coração?

Quando a bondade interrompe o aprendizado

Antes de correr para salvar alguém, converse com Deus. Peça permissão e sabedoria. Às vezes, movidos pela bondade, pela culpa ou pelo impulso, tentamos consertar o que Deus está usando para ensinar, transformar ou direcionar.

Nem toda ajuda é livramento. Às vezes, a verdadeira misericórdia é não interromper o processo, mas pedir a Deus que mostre quando, como e onde devemos agir.

Ajude com amor, mas também com discernimento. Nem todo sofrimento é nosso para impedir; alguns caminhos são de Deus para transformar.

O encontro do mar com o céu mostra que os limites que enxergamos são apenas ilusões. O mar não termina ali, e o céu não começa ali.

Se existir algo depois da morte, nós descobriremos quando chegar a hora.
Se não existir absolutamente nada, não haverá um “eu” decepcionado por não ter encontrado nada.
Enquanto isso, existe uma coisa que nenhuma religião precisa convencer você a fazer:
viver o presente.
Porque seja qual for a resposta final, este instante é o único que você tem nas mãos agora.
E talvez seja justamente essa a pergunta que todas essas religiões, filosofias e tradições estão tentando responder de maneiras diferentes:
se ninguém consegue me garantir o que encontrarei depois que esta vida terminar, quem eu escolho ser enquanto ainda estou aqui?

Ninguém possui um mapa universalmente verificável do outro lado.
Há pessoas que têm fé.
Há pessoas que têm experiências.
Há pessoas que têm doutrinas.
Há pessoas que têm sonhos.
Há pessoas que têm medo.
Há pessoas que simplesmente dizem:
“Não sei.”
E talvez o “não sei” seja uma das posições mais honestas que podemos ocupar diante da morte.
Você pode continuar acreditando profundamente em Deus e, simultaneamente, reconhecer:
“Eu não sei exatamente como é a eternidade.”
Isso não diminui necessariamente sua fé.
Talvez até a torne mais consciente.
Porque fé não é possuir uma câmera instalada no além. É acreditar em algo que você considera verdadeiro sem possuir todas as respostas.

“Talvez essas experiências aconteçam enquanto estamos vivos, dentro da nossa própria consciência.”

“A paz começa quando paramos de discutir com o passado.”

“Há coisas que só deixam de nos ferir quando deixamos de exigir que tivessem sido diferentes.”

Mesmo quando elas discordam sobre o que acontece depois, muitas tradições concordam que a maneira como vivemos agora possui consequências ou significado.
O cristianismo diz: viva de determinada maneira diante de Deus.
O islamismo diz: suas ações têm consequências diante do julgamento divino.
O hinduísmo fala de karma.
O budismo fala das consequências das ações e da libertação do sofrimento.
O jainismo enfatiza profundamente a não violência e a purificação.
O confucionismo enfatiza a ética, os relacionamentos e a harmonia.
O humanismo secular pode dizer: você não tem uma segunda existência garantida, portanto esta vida concreta merece ser vivida com responsabilidade e dignidade.

“A consciência surge do funcionamento do cérebro. Quando o cérebro deixa de funcionar definitivamente, a consciência termina.”
Nesse modelo:
nascer → viver → morrer → fim da experiência consciente.
Não existe céu.
Não existe inferno.
Não existe reencarnação.
Não existe espírito individual sobrevivendo.
Não existe “eu” observando a própria morte.

Quando começamos a comparar as religiões, aparece algo fascinante: elas discordam profundamente sobre o que acontece depois da morte, mas muitas concordam que a maneira como vivemos agora importa.

Se você acredita que existe eternidade, pode viver esta vida com esperança.
Se você considera que talvez esta seja a única vida, pode viver esta vida com presença.
Em ambos os casos, esta vida importa.
Porque, se existe algo depois, este momento é uma parte da sua jornada.
E, se não existe, este momento é ainda mais precioso porque é tudo aquilo que temos.
Talvez a pergunta mais honesta não seja “o que existe depois da morte?”
Talvez seja:
“Se eu nunca conseguir descobrir essa resposta enquanto estiver viva, como quero viver enquanto ainda posso fazer perguntas?”

Você não passou bilhões de anos sofrendo porque ainda não existia. Simplesmente não havia uma experiência subjetiva daquele período.
A possibilidade pode assustar enquanto estamos vivos porque somos seres conscientes tentando imaginar a ausência da própria consciência. E isso é quase como tentar usar os olhos para enxergar a própria ausência de visão.
Talvez por isso a morte seja um dos maiores mistérios humanos.

Todos nós fazemos isso, diante da morte: imaginar o inimaginável.
Porque existe uma dificuldade quase absurda nessa questão.
Se a consciência continuar depois da morte, queremos saber como será.
Se ela não continuar, não haverá um “eu” para experimentar o nada.
E aqui existe um paradoxo fascinante.
Se realmente não houver consciência depois da morte, você nunca experimentará estar morto.
Não haverá escuridão eterna.
Não haverá silêncio eterno.
Não haverá uma pessoa pensando “estou no nada”.
Porque não haverá alguém ali para experimentar coisa alguma.

A pessoa proba é ímpar. Logo, manter uma relação profissional, afetiva ou de amizade com alguém que não confiamos é algo improvável.

“Eu passei por algo que mudou minha maneira de enxergar a morte.”

Às vezes, “não sei” é intelectualmente mais honesto do que construir uma certeza inteira em cima de uma experiência subjetiva.

Não transformar aquilo que eu desejo que seja verdade em aquilo que afirmo saber.
Eu posso acreditar em Deus e dizer:
“Eu creio na vida eterna, mas não consigo demonstrar empiricamente como ela funciona.”
Também posso dizer:
“Tenho dúvidas sobre a existência da consciência depois da morte, mas continuo acreditando em Deus.”
E posso ainda dizer:
“Não sei.”

“Eu acredito em Deus, mas às vezes considero intelectualmente possível que a consciência termine com o corpo.”

Um Deus criador não precisaria necessariamente ter criado seres humanos eternos. Poderia ter criado organismos temporários, conscientes durante determinado período, destinados simplesmente a existir, experimentar, amar, criar, sofrer, aprender e depois deixar de existir.
E, curiosamente, isso não necessariamente destruiria o significado da vida.
Talvez até o aumentasse.
Se eu soubesse que uma música terminaria depois de cinco minutos, isso não faria os cinco minutos deixarem de ser música.
Se uma flor dura alguns dias, isso não significa que sua existência foi inútil.
Se uma vida dura algumas décadas, talvez seu valor não esteja em durar para sempre, mas em ter acontecido.

“Deus pode muito bem ter feito todos nós para viver determinado tempo e depois ir embora, desintegrando-nos para sempre.”

Talvez aquilo que chamamos de “contato espiritual” seja uma experiência produzida pela consciência enquanto estamos vivos.

Durante o sono, nosso cérebro produz experiências extremamente convincentes sem que exista necessariamente um estímulo externo correspondente. Podemos conversar com alguém que morreu, visitar lugares impossíveis, sentir medo, amor, dor, saudade e até experimentar uma presença com uma realidade emocional impressionante.

ESUS NÃO É DE DIREITA NEM DE ESQUERDA


Jesus não pertence à direita.
Jesus não pertence à esquerda.
Jesus pertence ao amor, à paz, à vida e à compaixão pelo próximo.


O que me entristece é ver pessoas falando em nome de Deus e de Jesus enquanto espalham ódio, intolerância, preconceito e divisão — algumas chegando até a defender a morte como resposta para aqueles que pensam ou vivem de maneira diferente.


Mas que evangelho é esse?


Como falar de amor ao próximo enquanto desejamos a destruição do outro?
Como falar de perdão enquanto alimentamos a vingança?
Como falar de Deus enquanto transformamos nossas diferenças em motivos para odiar?


Jesus ensinou a amar o próximo, acolher, perdoar e fazer o bem. Não ensinou a odiar quem pensa diferente.


Talvez devêssemos ter mais cuidado antes de colocar Deus ao lado das nossas próprias convicções.


Porque Deus não precisa da nossa raiva para defender Sua verdade.


E talvez a maior prova de fé não seja gritar que estamos do lado de Deus, mas conseguir agir com amor justamente quando seria mais fácil responder com ódio.