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As grandes conquistas costumam receber atenção porque são fáceis de identificar: uma empresa criada, uma obra publicada, uma meta alcançada ou uma equipe formada. Entretanto, a estrutura que sustenta essas conquistas é construída por inúmeras decisões menos visíveis, tomadas ao longo do caminho. A forma como você trata as pessoas, administra recursos, corrige erros e preserva princípios determina gradualmente aquilo que seu trabalho representa. O legado não começa quando você alcança reconhecimento nem depende exclusivamente da dimensão do que construiu. Ele já está presente na maneira como você realiza o trabalho de hoje e nas consequências que suas escolhas deixam para os outros.

Conhecer as características de um produto é diferente de compreender como alguém decide adquiri-lo. O comprador pode considerar preço, confiança, urgência, risco, facilidade de implementação e consequências para outras pessoas envolvidas. Esses fatores nem sempre aparecem espontaneamente na conversa, e presumir suas prioridades pode conduzir a uma apresentação pouco relevante. Investigar o processo decisório permite identificar quem participa da escolha, quais critérios serão utilizados e que dúvidas precisam ser esclarecidas. A venda se torna mais consistente quando o profissional deixa de apresentar argumentos isolados e passa a ajudar o cliente a avaliar uma decisão concreta.

A competência que você desenvolveu até aqui pode sustentar seus resultados atuais, mas não garante que continuará suficiente diante das mudanças futuras. Ferramentas evoluem, expectativas se alteram e problemas antes incomuns passam a exigir respostas frequentes. Quando a curiosidade desaparece, a experiência pode transformar-se em uma fronteira que limita aquilo que você está disposto a aprender. Manter-se relevante exige investigar mudanças, testar abordagens e reconhecer conhecimentos que precisam ser atualizados. Não se trata de perseguir toda novidade, mas de compreender quais transformações afetam seu campo de atuação e preparar-se antes que a necessidade de adaptação se torne uma emergência.

A disciplina protege seus objetivos das oscilações do momento
Existem dias em que a disposição favorece o trabalho e outros em que o cansaço, as preocupações ou as dificuldades reduzem a vontade de continuar. Se o avanço depender exclusivamente do estado emocional, os objetivos ficarão sujeitos a condições que nem sempre podem ser controladas. A disciplina oferece uma estrutura para manter compromissos importantes mesmo quando a motivação oscila, sem ignorar a necessidade legítima de descanso ou recuperação. Isso exige estabelecer prioridades realistas, organizar a execução e reconhecer limites antes que se transformem em esgotamento. Consistência não é produzir no máximo todos os dias, mas preservar uma direção sustentável ao longo do tempo.

Assumir uma posição de liderança significa conquistar autonomia para decidir, mas também aceitar que as escolhas produzem efeitos sobre outras pessoas, recursos e objetivos. Quando uma decisão dá certo, é fácil associar o resultado à própria competência; quando fracassa, surge a tentação de atribuir a responsabilidade às circunstâncias ou à equipe. Essa assimetria compromete a confiança e impede o aprendizado. A responsabilidade decisória exige avaliar alternativas antes de agir, acompanhar os efeitos e reconhecer a própria participação nos resultados. Liderar não é garantir que todas as escolhas serão corretas, mas demonstrar maturidade para responder por elas e corrigir o percurso quando necessário.

A improvisação pode ser necessária diante de uma situação inesperada, mas não deveria substituir indefinidamente um processo que precisa funcionar todos os dias. Quando uma equipe depende de soluções improvisadas para resolver problemas repetidos, parte de sua energia é consumida pela reconstrução constante do que já deveria estar organizado. Isso aumenta a variabilidade, dificulta a avaliação dos resultados e torna o desempenho dependente de pessoas específicas. Identificar padrões, documentar procedimentos e revisar falhas recorrentes permite transformar experiência individual em capacidade operacional. O método não elimina a criatividade; libera recursos para que ela seja utilizada onde realmente existe uma necessidade nova.

O Encanto das Luzes da cidade não deve ofuscar O Brilho das Constelações

As luzes urbanas podem ser acolhedoras e especiais — sinais de vida em casas e apartamentos, lares de famílias, que iluminam um cenário de reciprocidade e sentimentos, a janela de um casal apaixonado, a sala de um aparente solitário aproveitando, na verdade, a sua solitude; a iluminação de um quarto durante a interpretação de alguma obra; uma motivação para ficar acordado no grande avançar das horas, quando o sono ainda não foi convidado, e sim a insônia.

Essa luminosidade acolhedora, mesmo que seja artificial, pode até ganhar um charme a mais ao se misturar com algumas gotas de chuva. Uma leitura poética que revela a beleza que está presente em uma selva de pedras — a presença da profundidade, que desperta o deslumbramento não apenas do poeta e acontece a partir da simplicidade, que faz aproveitar o tempo para que a alma recupere o fôlego e os olhos fiquem admirados com pelo menos um pouco de vitalidade.

Entretanto, no decorrer da escuridade da noite, sempre que for possível, dê preferência ao brilho das constelações, onde cada estrela traz na sua essência alguns fragmentos do conhecimento divino — uma resplandecência muito superior, que deixa o céu noturno mais lindo, todo estrelado na sua imensidão. Uma boa razão para continuar seguindo com o coração grato, apesar dos conflitos, do cansaço em vários aspectos; um instante de equilíbrio que é indispensável e precisa de um olhar atento.

A velocidade com que notícias, comentários e interpretações circulam pode criar a impressão de que é necessário posicionar-se sobre tudo. Essa necessidade aparente favorece julgamentos precipitados, especialmente quando uma informação desperta indignação, entusiasmo ou medo. Entretanto, receber uma afirmação não significa possuir elementos suficientes para avaliá-la. Antes de formar uma opinião, considere a origem da informação, o contexto apresentado, as evidências disponíveis e aquilo que ainda não foi esclarecido. A capacidade de suspender um julgamento não representa falta de inteligência ou coragem. Em muitas situações, demonstra respeito pela complexidade dos fatos e responsabilidade pelas conclusões que você compartilha.

O cliente precisa compreender não apenas o que está comprando, mas o que pode esperar durante o relacionamento. Mudanças de orientação sem explicação, prazos comunicados de maneira inconsistente e respostas que dependem de quem atende tornam a experiência insegura. Mesmo quando o produto ou serviço é bom, a imprevisibilidade pode aumentar o esforço necessário para manter a relação. Criar previsibilidade significa estabelecer procedimentos compreensíveis, comunicar alterações e cumprir os compromissos assumidos. Não é possível controlar todas as circunstâncias, mas é possível oferecer clareza suficiente para que o cliente não precise descobrir sozinho o que acontecerá a seguir.

Conviver com profissionais experientes, observar organizações bem administradas e acompanhar pessoas que alcançam resultados consistentes pode ampliar sua compreensão sobre o trabalho. Entretanto, a simples proximidade não garante aprendizado. É possível permanecer anos em um ambiente sem perceber os princípios que explicam seu funcionamento, repetindo comportamentos superficiais sem compreender suas razões. A observação produtiva procura identificar decisões, métodos, critérios e consequências. Em vez de perguntar apenas o que alguém faz, investigue por que faz daquela maneira, em quais condições o método funciona e quais elementos podem ser aplicados à sua própria realidade.

Quando a necessidade de concluir uma venda se torna maior do que a preocupação com a qualidade do acordo, o profissional pode começar a oferecer concessões antes mesmo de compreender a resistência do cliente. Reduz o preço sem investigar a objeção, amplia condições sem avaliar consequências e transmite insegurança justamente quando deveria demonstrar clareza. A urgência por fechar pode comprometer o valor que levou tempo para construir. Negociar com inteligência exige paciência para investigar, firmeza para preservar critérios e discernimento para reconhecer quando um acordo é realmente vantajoso.

E confesso: quando ouço que algumas coisas não estão a correr bem na sua atual relação, uma parte pequena e silenciosa do meu coração sente algum conforto!

O que nos conecta está além da intensidade do abraço: está na profundidade dos sentimentos e na disposição de caminhar juntos, sem perder a própria essência.

⁠Às vezes os Sábios precisam fingir Estupidez para observar sem magoar os Estúpidos que se acham Sábios.


Existe uma Sabedoria muito silenciosa e portentosa que não precisa disputar espaço, levantar a voz ou transformar cada conversa em uma demonstração de conhecimento.


É aquela que compreende muito mais do que revela, percebe muito mais do que comenta e enxerga muito além daquilo que os olhos apressados conseguem alcançar.


Nem sempre o Silêncio representa desconhecimento; muitas vezes, é apenas a escolha consciente de quem já aprendeu que nem toda verdade precisa ser pronunciada e nem toda ignorância merece ser confrontada.


Há pessoas que confundem inteligência com arrogância, conhecimento com superioridade e opinião com verdade absoluta.


São aquelas que precisam ter sempre a última palavra, que transformam qualquer diálogo em competição e que, mesmo sem compreender a profundidade de determinado assunto, fazem questão de apresentar suas certezas como se fossem incontestáveis.


O curioso é que, quanto menos compreendem, mais parecem convencidas de que sabem tudo.


Diante disso, os verdadeiramente Sábios desenvolvem uma habilidade que poucos conseguem entender: a capacidade de observar sem interferir, escutar sem concordar e até aparentar desconhecimento para não alimentar o orgulho de quem não suporta reconhecer as próprias limitações.


Não porque tenham receio de confrontar, tampouco porque lhes falte argumento, mas porque descobriram que existem batalhas intelectuais tão pequenas que vencê-las seria apenas desperdiçar inteligência.


Afinal, de que adianta explicar a profundidade do oceano a quem acredita conhecer o mundo inteiro só porque aprendeu a nadar em uma poça?


Como demonstrar a dimensão de um horizonte a quem nunca teve coragem de sair da própria sombra?


Existem pessoas que não procuram aprender, procuram apenas confirmar aquilo que já decidiram acreditar.


Para elas, qualquer argumento contrário é uma afronta, qualquer questionamento é uma ameaça e qualquer pessoa que pense diferente é considerada ignorante.


O verdadeiro Sábio, entretanto, não sente necessidade de diminuir ninguém para demonstrar sua grandeza.


Ele sabe que conhecimento sem humildade é apenas vaidade ornamentada de palavras.


Compreende que a inteligência também se manifesta na paciência, na prudência e, sobretudo, na capacidade de reconhecer que sempre haverá algo novo a aprender.


Talvez seja por isso que algumas pessoas inteligentes prefiram permanecer discretas diante de determinadas situações.


Elas perceberam que nem toda provocação merece resposta, nem toda provocação intelectual merece explicação e nem toda pessoa está preparada para receber aquilo que ainda não consegue compreender.


Às vezes, permitir que alguém continue acreditando na própria superioridade é mais sensato do que tentar convencê-lo do contrário.


Mas existe uma diferença fundamental entre ser sábio e simplesmente fingir que não sabe: o Sábio conhece suas limitações, respeita as dos outros e não precisa transformar conhecimento em instrumento de humilhação.


Já o ignorante convencido precisa constantemente de plateia, aplausos e reconhecimento, porque sua suposta sabedoria depende muito mais da admiração alheia do que da consistência daquilo que pensa.


No fim das contas, a maior demonstração de inteligência talvez não seja saber responder a todas as perguntas, mas compreender quais perguntas merecem uma resposta.


Nem sempre precisamos revelar tudo o que percebemos, corrigir tudo o que ouvimos ou desmentir todas as certezas equivocadas que encontramos pelo caminho.


Porque há momentos em que o Silêncio é uma forma de elegância, a discrição é uma demonstração de maturidade e a aparente ingenuidade é apenas a maneira mais delicada de não ferir um ego que ainda não aprendeu a conviver com a própria ignorância.


E que ninguém confunda essa postura com fraqueza: quem sabe de verdade não precisa provar o tempo inteiro que sabe.


A Sabedoria não faz alarde, não implora reconhecimento e muito menos precisa humilhar alguém para se sentir superior.


Afinal, enquanto alguns fazem questão de parecer inteligentes, outros já compreenderam que a inteligência mais admirável é aquela que não precisa fazer ninguém se sentir pequeno para mostrar o quanto é grande.

Os laços mais fortes são invisíveis porque não precisam de demonstrações constantes, mas se revelam no cuidado, na presença, na compreensão e nas escolhas cotidianas.

Os laços mais fortes não são aqueles que nos prendem, mas os que nos unem pela confiança, pelo respeito, pela reciprocidade e pela liberdade de sermos quem somos.

O amor que vale a pena não diminui nossa liberdade, não silencia nossa essência e não nos faz perder a paz para provar sentimentos.

Relações verdadeiras não exigem perfeição, mas maturidade para compreender, sensibilidade para acolher e disposição para construir juntos.

Uma relação vale a pena quandoexiste reciprocidade, quando as diferenças são respeitadas e quando o diálogo aproxima, em vez de ferir.

Uma relação vale a pena quando o afeto não se transforma em cobrança, quando o cuidado não se confunde com controle e quando a presença é uma escolha, nunca uma obrigação.

[REFRÃO]


Quando eu morrer, será que alguém vai lembrar?
Ou depois de algumas gerações vão me apagar?
Talvez meus netos nem saibam quem eu fui,
Como tantos antes de nós, o tempo também os consumiu.


Quem veio antes deixou pegadas pelo chão,
Hoje procuramos os seus nomes numa velha recordação.
Vivemos como se o tempo fosse nosso,
Mas no fim somos só um capítulo num livro sem dono.


Penso no meu avô, que um dia também foi jovem,
Tinha sonhos na cabeça, tinha medo, tinha nome.
Talvez alguém tenha amado o jeito como ele sorria,
Talvez tenha pensado que viveria para sempre naquele dia.


Hoje quem sabe a história que ele carregou?
Quantas guerras enfrentou, quantas lágrimas guardou?
Quantas noites sem dormir, quantas vezes caiu?
E quantas coisas importantes o mundo nunca descobriu?


Uma fotografia antiga dentro de uma gaveta,
Um rosto que o tempo deixou quase em silhueta.
Alguém olha e pergunta: “Quem era este senhor?”
E talvez ninguém consiga explicar quem ele foi por amor.


É estranho pensar que um dia seremos passado,
Um nome numa fotografia, um objeto guardado.
As nossas vozes vão deixar de ecoar pela casa,
E outra geração vai viver sem saber da nossa estrada.


E então pra quê tanta pressa?
Pra quê tanta competição?
Se no fim ninguém leva nada
Além daquilo que deixou no coração.


[REFRÃO]


Quando eu morrer, será que alguém vai lembrar?
Ou depois de algumas gerações vão me apagar?
Talvez meus netos nem saibam quem eu fui,
Como tantos antes de nós, o tempo também os consumiu.


Quem veio antes deixou pegadas pelo chão,
Hoje procuramos os seus nomes numa velha recordação.
Vivemos como se o tempo fosse nosso,
Mas no fim somos só um capítulo num livro sem dono.


Talvez daqui a cem anos ninguém saiba o meu nome,
Talvez outra criança esteja a viver onde hoje o homem dorme.
Talvez as ruas mudem, os prédios desapareçam,
E tudo aquilo que julgámos eterno simplesmente esqueçam.


As nossas fotos podem perder a cor,
As nossas mensagens podem perder o valor.
A nossa voz pode morrer dentro de um aparelho,
E aquilo que hoje parece gigante amanhã será tão pequeno.


Mas talvez não seja o nome que importa,
Talvez seja a marca que a nossa passagem comporta.
A palavra que disseste e mudou uma vida,
A mão que estendeste quando alguém estava caída.


Talvez um filho carregue um pouco de nós,
Talvez um conselho continue vivo na sua voz.
Talvez um gesto nosso atravesse gerações,
Sem saber que fomos nós a plantar essas ações.


Porque morrer não é só deixar de respirar,
É saber que um dia ninguém poderá nos chamar.
E talvez o medo maior não seja o fim,
É desaparecer do mundo como se nunca estivéssemos aqui.


Então olha à tua volta enquanto ainda podes,
Abraça quem amas, diz o que sentes, não escondas.
O amanhã não assina contrato com ninguém,
E o tempo que perdemos nunca volta outra vez.


Quero viver de um jeito que não precise de estátua,
Nem de uma rua com o meu nome pra provar minha passagem.
Se alguém lembrar de mim, que seja pelo que eu fiz,
Não pelo dinheiro que juntei nem pelo que eu quis.


Que digam: “Ele esteve aqui e tentou fazer o bem”,
Que ajudou alguém quando não tinha quase nada também.
Porque no final da estrada, quando tudo terminar,
Não são os bens que ficam — são as pessoas que vais tocar.


E se depois de quatro gerações ninguém souber quem fui,
Tudo bem… talvez seja assim que a natureza constrói.
Somos pequenos dentro do tempo, mas enormes enquanto vivemos,
Somos apenas passageiros no lugar onde nascemos.


Os nossos antepassados partiram sem saber o que viria,
E nós estamos aqui porque alguém antes de nós resistia.
Um dia seremos eles, parte de uma história distante,
E alguém talvez exista por causa de um gesto nosso importante.


[REFRÃO]


Quando eu morrer, será que alguém vai lembrar?
Ou depois de algumas gerações vão me apagar?
Talvez meus netos nem saibam quem eu fui,
Como tantos antes de nós, o tempo também os consumiu.


Quem veio antes deixou pegadas pelo chão,
Hoje procuramos os seus nomes numa velha recordação.
Vivemos como se o tempo fosse nosso,
Mas no fim somos só um capítulo num livro sem dono.


Talvez sejamos esquecidos…
Talvez alguém conte a nossa história.


Mas enquanto estamos vivos,
ainda podemos escolher o que deixar.


Não precisamos viver para sermos eternos.
Só precisamos viver de forma
que tenha valido a pena ter estado aqui.


Porque um dia…
também seremos antepassados de alguém. 🙏

Por todas as mulheres

Demétrio Sena - Magé

Os racistas da extrema-direita não conseguem perdoar o fato de mais uma mulher, que "além de ser mulher", ser negra, e além de ser mulher e negra, ser jovem, ter chegado onde chegou. E tendo chegado, sinalizar que chegará bem mais longe. Ana Elisa, Deputada Federal eleita com mais de meio milhão de votos, tem recebido xingamentos e ameaças de morte, além de se tornar alvo de notícias falsas envolvendo seu nome. Na verdade, ameaças de feminicídio, pois a motivação está em ela ser, acima de tudo o mais, mulher.

É preciso que a justiça deste país aja preventivamente contra todas as formas de violência diariamente praticadas e prestes a serem praticadas contra todas as mulheres. Especialmente as mulheres negras, pardas e pobres. E contra todos os riscos acentuados que rondam essas mulheres, quando elas se destacam na sociedade. Quando se tornam alvos de pessoas racistas, raivosas, intolerantes e "mordidas" com o sucesso de quem acham que não merece um lugar de voz, atuação e prestígio supostamente reservado às elites de berço, herança e cultura distorcida.

Que Ana Elisa não seja mais uma vítima do bolsonarismo, com sua truculência e selvageria. Todas as mulheres negras, pardas, pobres ou oriundas da pobreza direta ou por ancestralidade são vítimas dos mesmos carrascos. Precisamos compor essa corrente contra o avanço acelerado - e celerado - da raiva que os machões fascistas têm da mulher, em toda a sua essência, com foco maior naquelas que os fazem sentir o quanto eles são doentios; despojados de qualquer dignidade.
... ... ...

Respeite autorias. É lei

[REFRÃO]


Eu vim do nada, agora querem saber,
Ontem não ligavam, hoje querem aparecer.
Faço acontecer, não preciso prometer,
Se a vida fecha a porta, eu entro sem bater.


Eu vim do nada, agora querem saber,
Brilho no escuro, não me conseguem esconder.
Falam, falam, mas eu deixo acontecer,
Quem nasceu pra vencer não nasceu pra obedecer.


Pouco bolso, muita fome, muita visão,
Cada queda transformada em motivação.
Não troco a minha essência por aprovação,
Tenho cicatriz que vale mais que um milhão.
Eles querem o meu lugar, mas não sabem o caminho,


Eu fiz estrada sozinho, sem mapa, sem padrinho.
Hoje o telefone toca, ontem estava sozinho,
Agora querem brindar comigo, mas eu lembro do início.


Não foi sorte, foi trabalho,
Não foi acaso, foi batalha.
Enquanto eles dormiam,
Eu construía a minha casa.


[REFRÃO]


Eu vim do nada, agora querem saber,
Ontem não ligavam, hoje querem aparecer.
Faço acontecer, não preciso prometer,
Se a vida fecha a porta, eu entro sem bater.


Eu vim do nada, agora querem saber,
Brilho no escuro, não me conseguem esconder.
Falam, falam, mas eu deixo acontecer,
Quem nasceu pra vencer não nasceu pra obedecer.


Agora olha onde eu cheguei, sem esquecer de onde vim,
Tanta gente quis meu fim, mas eu fiz o meu começo assim.
Transformei cada derrota numa razão pra insistir,
Se fecharam mil caminhos, fiz o meu próprio porvir.


Não me vendo por aplausos, não negocio a minha essência,
Tenho o peso das batalhas convertido em experiência.
Cada lágrima escondida virou força e resistência,
Hoje eu piso mais pesado porque conheço a consequência.


Já vi amigo virar sombra quando a luz começou a dar,
Já vi mão que me empurrava depois vir pra me abraçar.
Mas eu não guardo rancor, tenho coisas pra alcançar,
Quem perdeu tempo a falar hoje me vê trabalhar.


Eu vim pra deixar marca, não somente aparecer,
Quero um nome que permaneça quando eu deixar de correr.
Se a vida me desafia, eu respondo sem temer,
Porque eu vim do nada e ainda tenho muito pra vencer.


Deixa falar, deixa falar,
Eu já não paro pra escutar.
Se o mundo inteiro duvidar,
Eu tenho fé pra continuar.


Deixa falar, deixa falar,
Meu momento vai chegar.
Eu não nasci pra desistir,
Nasci pra lutar e conquistar.


[REFRÃO]


Eu vim do nada, agora querem saber,
Ontem não ligavam, hoje querem aparecer.
Faço acontecer, não preciso prometer,
Se a vida fecha a porta, eu entro sem bater.


Eu vim do nada, agora querem saber,
Brilho no escuro, não me conseguem esconder.
Falam, falam, mas eu deixo acontecer,
Quem nasceu pra vencer não nasceu pra obedecer.

🎹 ALDOAR TÁ NO MAPA 🇵🇹


[Refrão x2]


Aldoar tá no mapa, tá no mapa!
Quando o grave bate, a rua salta!
Aldoar tá no mapa, tá no mapa!
Do nosso bairro para qualquer praça!


Tá no mapa! Tá no mapa!
Põe a mão no ar quando o beat dispara!
Tá no mapa! Tá no mapa!
Real Poeta... ninguém nos apaga!


Nasci onde aprendi a olhar de frente,
Onde cada rosto representa a gente.
Porto no peito, Aldoar na mente,
Pouco se fala, mas sente-se diferente.


Prédios contam histórias sem palavras,
Noites frias, luzes acesas nas casas.
Miúdos crescem com sonhos gigantes,
Querem ver o seu nome mais distante.


Não quero fama só por aparecer,
Quero deixar algo para quem vier.
Se hoje rimamos para sobreviver,
Amanhã rimamos para vencer.


[Refrão]


Aldoar tá no mapa, tá no mapa!
Quando o grave bate, a rua salta!
Aldoar tá no mapa, tá no mapa!
Do nosso bairro para qualquer praça!


Tá no mapa! Tá no mapa!
Põe a mão no ar quando o beat dispara!
Tá no mapa! Tá no mapa!
Real Poeta... ninguém nos apaga!


Não somos cenário para fotografia,
Somos histórias vividas noite e dia.
Cada queda trouxe sabedoria,
Cada cicatriz virou melodia.


Vejo os putos a sonhar com o futuro,
A querer sair daqui, mas levar o orgulho.
Porque sair do bairro não é abandonar,
É levar as raízes para onde chegar.


Hoje o som atravessa a cidade,
Amanhã pode atravessar fronteiras.
Se perguntarem de onde vem a verdade:


[Refrão]


Aldoar tá no mapa, tá no mapa!
Quando o grave bate, a rua salta!
Aldoar tá no mapa, tá no mapa!
Do nosso bairro para qualquer praça!


Tá no mapa! Tá no mapa!
Hoje ninguém tira o que a gente alcança!
Tá no mapa! Tá no mapa!
Do Porto para o mundo...

🎹 NINGUÉM APAGA 🇵🇹


[Refrão]


Ninguém apaga! Ninguém apaga!
A chama que o bairro carrega!
Ninguém apaga! Ninguém apaga!
Quando um acredita, todos chegam!


Mão no peito, sente o som,
O bairro inteiro faz o tom.
Quando a verdade vem falar,
Ninguém nos consegue parar.


Cresci onde o betão fala primeiro,
Mas também onde o abraço vale dinheiro.
Cada sorriso venceu uma dor,
Cada amigo ensinou-me o valor.


Os putos correm atrás da visão,
Com esperança dentro do coração.
Não há atalhos para vencer,
Só trabalho para acontecer.


Hoje o grave bate diferente,
Vejo orgulho no olhar da gente.
O bairro já não pede licença,
Mostra ao mundo a sua presença.


[Refrão]


Ninguém apaga! Ninguém apaga!
A chama que o bairro carrega!
Ninguém apaga! Ninguém apaga!
Quando um acredita, todos chegam!


Mão no peito, sente o som,
O bairro inteiro faz o tom.
Quando a verdade vem falar,
Ninguém nos consegue parar.


Não importa a roupa que tens,
Importa a força com que vens.
Cada passo deixa um sinal,
Cada sonho pode ser real.


O bairro ensinou-me a insistir,
Mesmo quando era difícil sorrir.
Agora é tempo de mostrar,
Que daqui também sabemos voar.


[Refrão]


Ninguém apaga! Ninguém apaga!
A chama que o bairro carrega!
Ninguém apaga! Ninguém apaga!
Hoje o sonho já não espera!


Mão no peito, sente o som,
O bairro inteiro faz o tom.
Quando a verdade vem falar,
Ninguém nos consegue parar.