Pensamentos Mais Recentes

Ei, já parou pra pensar que a vida e a morte não são inimigas, mas parceiras de dança? A gente vive correndo atrás de eternidade – academia, dieta, apps de meditação –, como se pudéssemos enganar o relógio. Mas olha só: sem a sombra da morte, a vida perde o brilho. É ela que dá urgência aos nossos amores, faz a gente rir alto num pôr do sol no Arpoador, ou escrever aquela poesia que queima no peito. A morte não é o fim cruel; é o que torna cada respiração preciosa. Argumento assim: se fôssemos imortais, procrastinaríamos pra sempre, desperdiçando o agora. Epicuro já dizia que a morte não nos diz respeito, porque enquanto existimos, ela não está aqui. Então, por que temer? Viva intensamente, abrace o efêmero. A vida ganha sentido justamente porque acaba.

Para conhecer a força e o poder de Deus, precisamos nos reconhecer como ovelhas, que precisam de um "pastor"; assim como Cristo, o pastor supremo, se colocou como servo diante do Pai.

A diferença entre o homem comum e o pastor não está na ausência de dor, mas na fidelidade ao chamado apesar dela.

“O chamado de Deus não anula os sentimentos do homem, apenas dá sentido a eles.

Saudosa Itália 

Vieram no balanço das ondas, em navios que fugiam do estrondo da guerra. A Itália ficou para trás, guardada na memória, enquanto o Brasil se abria em abraço, feito abrigo e nova morada.
Aqui, entre o cheiro da terra e o suor da roça, a família se reconstruiu. No trabalho duro sob o sol paulistano, servindo a outrem com a dignidade de quem sabe o valor do pão, encontraram seu porto seguro.
Em meio à simplicidade e às lutas, brotaram seis filhos — sementes de honestidade e força. Embora a cidade grande trouxesse o espanto de sua imensidão, a gratidão era o alicerce que nunca cedia.
Ao entardecer da existência, a missão se fez cumprida: filhos encaminhados, vidas honradas. Mas o tempo é um senhor severo, e o descanso enfim chamou quando o corpo, cansado pelo sacrifício, pediu paz.
Partiram, mas deixaram o rastro doce da alegria, o tempero que confortava a alma, o sorriso sereno e aquela calma que só os fortes possuem.
Homenagem aos meus avós 
Ass: Roseli Ribeiro

Não poder ser irresponsável é uma responsabilidade muito grande?

Reflexões. Uma literatura real (I-VIII)
V.
E as diversas facetas brigam entre si buscando o melhor para seu personagem, nesta literatura real. Apesar de não terem escolhido nascer nele.


Mal sabem que nada são, e suas histórias um dia se apagarão.


Quem é o protagonista, então?

Reflexões. Uma literatura real (I-VIII)
III.
O mundo se compõe em uma série de literatura de diversos gêneros e gostos. 
Cada um se identifica com um.
Mas, no mundo real é um pouco mais complexo.
É composto por uma série de histórias diferentes, e cada personagem vive sua própria história, visando o melhor para si, sem saber o fim.


IV.
O melhor para ele não é o que é melhor para ela, que também visa seu prório bem.
Exemplo:
O melhor para um cara, sem família, que só amaduresse aos 45 anos, é achar a mais pura e valorosa para lhe dar um lar, apesar de ele já ter tido um filho não assumido.
O melhor para esta não-candidata é achar alguém semelhante a ela e ter algo fixo e seguro

Rosa Rara
Rosa que a cada ano floresce em botão raro, rosado e delicado. Se o espinho é sua proteção, a pétala é sua sutil delicadeza. Memória viva de uma mulher linda e madura, de pele negra e cabelos longos, ondulados e grisalhos.
Mulher de força e determinação, que em seu tempo caminhava sempre à frente de seus próprios anseios. Viu a modernidade chegar em épocas de vestes elegantes e de cortejos sinceros, quando o lazer paulistano ainda navegava as águas do Rio Tietê.
Orgulhosa de sua cor, fez-se forte. Profissionalizou-se para que seus sonhos se concretizassem, ainda que a refeição fosse apenas pão, água ou sopa. Ergueu sua morada, tornando-a tão bela quanto planejou.
Mãos de fada para o artesanato, embora o dom doméstico não lhe fizesse falta — sua essência era outra. Viveu com plenitude até onde o corpo permitiu.
Vó Amélia, eu te amo.
Ass: Roseli Ribeiro

A fofoca é um eco que se propaga em mentes do tamanho de uma ervilha, e que jamais irão germinar nas mentes que semeiam grãos de mostarda.

Hoje eu entendi uma coisa que não veio de livro, nem de frase pronta. Veio do silêncio.

Percebi que o que sustenta o ser humano não é o amor romântico, nem as pessoas ao redor, nem os prazeres rápidos que distraem a dor. Não são os dias ensolarados que animam, nem os dias frios que recolhem. Tudo isso passa. Tudo isso oscila. O que nos sustenta é a fé. E a esperança. É uma fé quase invisível, dessas que não fazem barulho, mas permanecem. É a esperança que fica ali, quieta, em segundo plano, mesmo quando tudo parece estar desmoronando por dentro. Porque, se a gente parar pra pensar, como continuar quando não se acredita que algo maior está organizando o caos? Como seguir se não houver, ainda que mínima, a certeza de que dias melhores podem existir? A fé não é grito. É sussurro. A esperança não é euforia. É resistência. Elas seguram nossa mão nos dias em que ninguém mais consegue. Elas nos lembram que o processo não é o fim, que a dor não é sentença, que o hoje não define o para sempre. Há uma força chame como quiser que nos atravessa e nos mantém de pé quando a lógica já teria mandado desistir. Sem fé, a vida vira peso. Sem esperança, o caminho vira escuridão. Mas quando ainda acreditamos, mesmo cansados, mesmo feridos, algo dentro da gente continua aceso. E é essa pequena chama que nos torna fortes. Não invencíveis fortes. Capazes de suportar o tempo, o silêncio, as perdas e as reconstruções. No fim, talvez não carreguemos nada além disso: a esperança tranquila de que dias melhores chegam e a fé serena de que estamos sendo guiados até eles.

Às vezes, a vida não é trilha de um só,
no nó da família, o laço vira nó.
Por mais que o rosto tente o brilho sustentar,
há um peso invisível que faz tudo desabar.
Os problemas não guardam RG ou lugar,
a raiva e a dor insistem em contagiar.
Tento ser ilha, viver o meu norte,
mas o sangue é o rio que corre mais forte.
Psíquico e espírito em fios emaranhados,
meus passos, por eles, parecem travados.
Quero a partida, a estrada, o além,
mas a culpa me puxa e me prende também.
Como seguir, sem ao peso me entregar,
se deixá-los para trás parece me abandonar?


Ass Roseli Ribeiro

Não me importo com quem os expulsa
Isso não vai me abalar
Não pergunto o que eles permitem
Dizendo que não me encaixo mais
Eles não escolhem o caminho que eu sigo
Eu trilho meu caminho através dos erros deles
Podem me chamar de perdido, mas eu fui encontrado
Não há uma alma que possa me derrubar
Não vou viver pelas regras de ninguém
Não estou aqui para agradar uma multidão de tolos
Eu escolho meu caminho, eu escolho meu ritmo
Eu me mantenho firme e conheço meu lugar

A normalidade


As pessoas normais estão presas à normalidade e a normalidade à loucura. As pessoas normais matam. Matam por ódio, ciúme, amor cobiça e nas guerras. E nas guerras matam por amor, cobiça, ciúme, ódio e por vontade de matar. As pessoas normais não estão satisfeitas com o mundo e querem reformá-lo e, assim, destruí-lo. O mundo reformado é repleto de plástico, gases, ácidos, radiação e tanto lixo que mesmo as pessoas normais percebem a enrascada em que se meteram. Quando estão deixando de serem normais, essas pessoas logo procuram um médico que as normalize. Isso não tem efeito e elas procuram uma saída normal, como beber álcool, cheirar cocaína, injetar heroína, respirar a fumaça de cigarros ou começar a frequentar um culto religioso. Isso não dá certo e elas procuram o mais normal: trabalhar desesperadamente e viver dos sonhos que o cansaço produz. Cansados do cansaço, os normais adoecem e morrem, sendo enquadrados num túmulo onde não podem mais reclamar dos elogios e outros delírios que os outros dizem sobre eles.

Sabe, me pediram para dizer quem sou eu… Oxe, não adianta olhar, tem que sentir…

Sou casa acesa no meio da memória,
janela aberta para o futuro.
Carrego nos olhos a profundidade
de quem escuta os mais velhos
e, ainda assim, ri com a leveza
de quem sabe brincar com o vento.

Meus cabelos são como raízes que dançam,
guardam histórias,
sustentam mundos invisíveis
e florescem pensamento.

Entre livros, mapas e símbolos,
eu costuro os saberes com delicadeza firmeza e
mãos de cuidado,
postura de quem não se curva ao esquecimento.

Sou mulher-território.
palavra que vira ponte.
presença que ensina sem impor.
Em mim, a ancestralidade respira.
E o amanhã aprende
a nascer com dignidade. Sou Eli Odara Theodoro

Inserida por elizete1598

“Quando soltei das mãos aquilo que não me obedecia, o destino encontrou espaço para agir — e o que era turbulência tornou-se ordem.”

Não existe falta de tempo, existe falta de prioridade; apesar das combinações, respeite-o e convença-o.

A consciência é incômoda
Muitas vezes eu tenho pensamentos que procuro afastar. Ideias que não condizem com a forma elevada que eu criei para me definir e enxergar. A alguns já absorvi, mas no seu lugar vêm outros, modalidades inesperadas dos mesmos problemas e contradições que me acompanham pela vida. Na verdade, anseio por eles, mas a minha mente teima em manter a configuração atual e não se envolver em aventuras.

Não Abra Seu Coração Para a Pessoa Errada.

"O alpiste na natureza é de graça, mas há pombos que preferem viver de migalhas nas praças."

O que você julga desfavorável, pode estar beneficiando outra pessoa. Deus não falha. Nunca!

Não existe falta de tempo, existe falta de prioridade; basta respeitá-lo e ter paciência, sustento e controle.

fechei os olhos. Foi estranho. Em um instante, vi passar tudo o que planejei, todos os meus sonhos e aquela curiosidade boba sobre o futuro. E me dei conta de uma verdade que a gente insiste em esconder sob o tapete: o momento voa. Ele some antes mesmo de terminarmos de senti-lo.
Às vezes me perco na "mesma velha música", correndo atrás de coisas que, eu perdi apenas gotas d’água em um mar infinito. A gente se recusa a ver que muito do que construímos pode cair em pedaços, mas no fundo, o que me assusta não é a fragilidade da vida. O que me assusta é a ideia de desperdiçar o tempo que temos.
Dizem que nada dura para sempre, exceto a terra e o céu. E quer saber? Eles estão certos. Todo o dinheiro do mundo não me daria um minuto a mais ao seu lado se o relógio decidisse parar agora. Eu queria ficar com você pra sempre
Por isso, não quero mais ficar esperando. Se somos "poeira no vento", que sejamos uma dança junta. Que o nosso amor" seja vivido com a intensidade de quem sabe que o amanhã é uma promessa que o universo não tem obrigação de cumprir.
Eu não quero apenas ver a vida passar diante dos meus olhos. Eu quero que, enquanto o vento soprar, ele nos encontre exatamente onde deveríamos estar: um nos braços do outro.

Feito é melhor que perfeito, mas não basta ser confundido com mal-feito, o importante é admitir bem-feito.

"Qual o sentido de dizer a um pombo que o alpiste é de graça na natureza se ele prefere mendigar na praça?"