Pensamentos Mais Recentes
A gente tem dois pais: o biológico e o espiritual.
Já a mãe, temos apenas uma. Valorize, ame, cuide e seja filho.
Amo-te muitíssimamente muito mãe, pois és a Alfonsina, o seu nome provém de Alfa, que também é um dos títulos de Deus, o meu pai espiritual.
As lágrimas noturnas derramadas quando eu estive sozinho no espaço, foram suficientes para carregar aprendizados e levantar a cabeça para mudar a estratégia. Porque, a minha motivação sempre tem sido a minha mãe.
Às vezes, tento chorar para ver se diminui os pensamentos e deixar a água passar, mas não consigo. E mesmo que eu conseguisse, não faria diferença alguma.
Quando há uma dúvida dentro de mim, afasto-me, observo e só volto quando a dúvida se tornar um caminho.
Muitas mulheres cresceram ouvindo que o maior símbolo de sucesso é construir uma família perfeita.
Um marido provedor.
Uma casa bonita.
Fotos sorrindo.
A aparência de estabilidade.
E, na tentativa de sustentar esse sonho, muitas acabam silenciando dores, ignorando sinais e criando uma realidade que não existe de verdade.
Porque às vezes o “marido provedor” não provê amor, respeito, presença ou proteção emocional.
A “família feliz” existe apenas nas redes sociais, enquanto dentro de casa há solidão, humilhação, medo ou abandono afetivo.
A necessidade de manter a imagem perfeita faz muitas mulheres viverem personagens.
Sorriem em público e choram no banheiro.
Defendem relacionamentos que as adoecem só para não admitir que o conto de fadas nunca aconteceu.
Ter uma família é lindo.
Ser cuidada é importante.
Mas nenhuma mulher deveria precisar fingir felicidade para se sentir aceita pela sociedade.
Família não é cenário.
Provedor não é apenas quem paga contas.
E felicidade não se sustenta em aparência.
A verdade sempre pesa menos do que viver uma vida inteira sustentando uma mentira emocional.
Não existe nenhuma
distância segura de mim;
pertenço ao coração,
à alma e ao pensamento.
No outono catarinense,
sou a flor persistente
do maracujá-silvestre
descoberta em maio.
Do sagrado ao abrir
e fechar dos teus olhos,
a insurgente favorita
e inabalável enigma.
Cada nova defesa vira
um brinquedo novo;
não me desmotiva
e alimenta a adrenalina.
Não nego que não exista
a emergência de amor,
embora a sedução convide
para o que não é só fantasia.
Espelhos da sua Verdade entre Camadas e Versões
Feita de camadas e de versões que vão da superfície à profundeza, de atitudes e palavras verdadeiras e emoções calorosas; a simetria charmosa das suas curvas delicadas e a intensidade demasiada da sua essência íntegra.
Um sincronismo muito interessante entre a beleza do seu corpo e a resiliência da sua alma: o reflexo apaixonante de uma poesia divina, universo aprazível que se destaca refletido nos seus belos olhos — radiantes e expressivos.
São espelhos da sua verdade, ainda que sejam apenas vislumbres atraentes da sua farta complexidade. Um diferente do outro e para cada ocasião, uma camada, uma versão ou todas ao mesmo tempo, pertencentes à mesma venustidade nesse fervor poético.
O homem amadurece quando entende que a vida exige três forças diferentes:
a coragem de fazer o que quer,
a disciplina de fazer o que é necessário,
e a sabedoria de fazer o que é preciso.
Fazer o que quer revela seus desejos, seus sonhos, sua essência. É o impulso da alma, aquilo que dá cor aos dias e sentido aos caminhos. Mas um homem que vive apenas de vontades torna-se refém dos próprios impulsos.
Fazer o que é necessário já exige responsabilidade. É acordar cansado e ainda assim cumprir a palavra. É suportar o peso do dever mesmo quando ninguém aplaude. O necessário constrói caráter, sustenta famílias, ergue histórias e mantém o homem de pé diante das dificuldades.
Mas acima dessas duas forças existe algo ainda mais profundo: fazer o que é preciso. Porque nem tudo o que queremos nos faz bem, e nem tudo o que é necessário é suficiente. O que é preciso nasce do discernimento. Às vezes significa renunciar, silenciar, partir, recomeçar ou permanecer firme quando todos desistiriam. O que é preciso raramente é confortável, mas quase sempre é transformador.
Um homem verdadeiro não é aquele que vive apenas de desejos, nem o que carrega somente obrigações. É aquele que aprende a equilibrar vontade, dever e consciência. Porque a grandeza de um homem não está no que ele sente vontade de fazer, mas naquilo que escolhe fazer quando a vida exige maturidade.
A parte mais incrível do evangelho é a certeza de que o meu Criador — o Ser onisciente e onipotente que, além de me criar, projetou e planejou todo o universo e todas as pessoas nele contidas — me ama a ponto de entregar Seu Filho, Sua criação mais importante e amada, apenas para me libertar do mal infinito e absoluto.
*Nem Sempre o Sempre*
Mamãe, queria que você ficasse aqui pra sempre.
Mas nem sempre o sempre, sempre será pra sempre.
O sempre que me deste, mora agora no cheiro do café,
no jeito que dobrava a coberta, no "se cuida" sem porquê.
Teu sempre virou semente dentro do meu peito.
Não tem despedida que arranque raiz desse jeito.
Então você fica. Não no quarto, mas no gesto.
Não na rotina, mas em tudo que me fez honesto.
O sempre mudou de endereço. Agora ele é lembrança,
é força que levanta, é colo quando a vida cansa.
E se a saudade apertar, eu fecho o olho e escuto:
tá tudo bem, filho. Meu sempre agora é teu.
(Saul Beleza)
... sempre preferível
um erro pela ação do que uma
preguiçosa e debochada inação; afinal,
erros e deslizes são fatores igualmente
relevantes quanto a iniciativa e
a autenticidade exigidas
pela vida!
*
"Segunda feira começa tudo de NOVO,
levantar cedo e fritar um OVO,
pra acompanhar o meu PÃO,
e cantar uma CANÇÃO,
pra alegrar o meu dia!..."
***
( Francisca Lucas )
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Um homem pobre rouba um pão de uma padaria vai preso passa quinze anos na prisão.
Ironia é simplicidade
Outro homem rouba a vida toda compra mansões com dinheiro vivo incompatível com suas rendas agora quer ser presidente.
Rachadinha, dinheiro do combustível,
Dinheiro público jogado no ralo, ops;
Verdade tem dois lados,
Máquina de lavar dinheiro da esquina...
Ainda tem gente que reza para pneus.
Homem roubou pão, morreu na prisão...
Escrevo porque, por vezes, transfigurar a dor em linguagem é a última tentativa de impedir que ela me consuma de dentro para fora. Ainda assim, existem melancolias que transcendem as palavras, perpetuando-se em regiões abissais da alma onde o tempo não possui poder curativo, apenas condiciona o espírito a sustentar, com silenciosa elegância trágica, o incêndio irreversível da própria existência.
- Tiago Scheimann
A GRANDE CEIA E O CHAMADO DA ALMA.
*Lucas 14:24 é o desfecho da Parábola do Grande Banquete, onde Jesus afirma: "Pois eu vos digo que nenhum daqueles homens que foram convidados provará a minha ceia".
A parábola da grande ceia constitui uma das mais vigorosas advertências morais pronunciadas por Jesus Cristo contra o apego excessivo às ilusões transitórias da Terra. Narrada no Evangelho de Lucas, capítulo 14, versículos 16 a 24, ela revela o drama espiritual do homem que, absorvido pelas preocupações materiais, perde a sensibilidade diante do convite divino.
Na interpretação apresentada por Cairbar Schutel em Parábolas e Ensinos de Jesus, a ceia simboliza o banquete espiritual da verdade eterna. Não se trata de uma refeição literal, mas da convocação sublime feita pelas leis superiores à consciência humana.
Os convidados iniciais representam aqueles que receberam oportunidades intelectuais, sociais e espirituais mais amplas, mas preferiram conservar-se presos aos interesses imediatos do mundo. Um deles alega possuir campos. Outro necessita experimentar bois. Outro encontra-se absorvido pelo casamento. Todos apresentam justificativas aparentemente legítimas. Contudo, espiritualmente, demonstram a mesma enfermidade interior. A incapacidade de priorizar o Espírito acima da matéria.
A Doutrina Espírita ensina que o problema não está na posse de bens, no trabalho ou nos vínculos afetivos. O perigo reside na escravidão moral diante dessas circunstâncias. Quando os interesses terrenos obscurecem os deveres da consciência, a criatura passa a viver exclusivamente para a manutenção do transitório, esquecendo-se da finalidade superior da existência.
O comentário de Cairbar Schutel possui admirável profundidade psicológica ao afirmar que “não há campo, não há bois, não há casamento, capazes de desviar o homem do bem dos seus deveres espirituais”. A frase sintetiza o ideal do Espírito esclarecido, que compreende a precariedade das conquistas materiais diante da eternidade da alma.
Sob a ótica espírita, a grande ceia também representa o incessante apelo da revelação espiritual renovada. O Cristianismo primitivo inaugurou esse banquete de luz. Posteriormente, a Doutrina Espírita surge como continuação natural do ensinamento cristão, convidando novamente a Humanidade ao estudo da verdade, da reforma íntima e da fraternidade universal.
Entretanto, muitos continuam recusando o convite. Alguns alegam excesso de trabalho. Outros se entregam à ambição desmedida. Muitos preferem distrações vazias, vaidades sociais e disputas efêmeras. A parábola permanece extraordinariamente atual porque descreve o homem moderno com impressionante exatidão moral.
Enquanto isso, os pobres, cegos, aleijados e coxos mencionados por Jesus possuem profundo significado simbólico. Representam os humildes de espírito, os aflitos, os desiludidos do orgulho mundano e todos aqueles que, feridos pelas experiências da vida, tornam-se mais receptivos à verdade espiritual.
No Espiritismo, o sofrimento frequentemente rompe as ilusões do egoísmo e desperta a consciência para realidades mais elevadas. Muitos dos que foram desprezados pela sociedade terrestre encontram, justamente na dor, a porta para o entendimento espiritual.
A parábola ainda apresenta uma dimensão profundamente universalista. O senhor da ceia ordena que o servo saia pelos caminhos e atalhos chamando todos os que desejarem entrar. Não há exclusivismo religioso na mensagem de Cristo. O convite da verdade dirige-se a toda a Humanidade.
O Espiritismo amplia essa compreensão ao ensinar que Deus não abandona nenhuma criatura. Todos os Espíritos, cedo ou tarde, serão alcançados pela luz do progresso moral. A grande ceia continua preparada. O banquete do conhecimento permanece acessível. A misericórdia divina jamais fecha suas portas aos que desejam regenerar-se.
O homem verdadeiramente prudente compreende que os bens da Terra são instrumentos temporários. Campos desaparecem. Fortunas dissolvem-se. Prestígios sociais tornam-se pó. O corpo envelhece. Contudo, as conquistas morais acompanham o Espírito além da morte.
A parábola da grande ceia permanece, assim, como um dos mais solenes convites do Evangelho. Um chamado para que o homem abandone a indiferença espiritual e reconheça que nenhuma realização material possui valor superior ao aprimoramento da alma.
ESTUDO VERSÍCULO POR VERSÍCULO
*Lucas 14:16
“Um homem deu uma grande ceia, e convidou a muitos.”
A grande ceia simboliza os benefícios espirituais oferecidos por Deus à Humanidade. Representa o Evangelho, a verdade e a oportunidade de crescimento moral concedida a todos os Espíritos.
Lucas 14:17
“Vinde, porque tudo já está preparado.”
O convite divino é permanente. A providência espiritual oferece continuamente recursos de esclarecimento, consolo e renovação íntima.
Lucas 14:18
“Comprei um campo.”
O campo representa os interesses materiais, propriedades, negócios e preocupações mundanas que frequentemente afastam o homem de seus deveres espirituais.
Lucas 14:19
“Comprei cinco juntas de bois.”
Os bois simbolizam trabalho, produtividade e atividade econômica. Jesus não condena o trabalho, mas adverte contra a absorção completa da alma pelas atividades terrenas.
Lucas 14:20
“Casei-me.”
O casamento simboliza os vínculos afetivos e sociais. Mesmo relações legítimas podem transformar-se em obstáculos espirituais quando afastam a criatura da consciência superior.
Lucas 14:21
“Traze para aqui os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos.”
Os humildes e aflitos mostram-se mais receptivos ao Evangelho porque a dor frequentemente dissolve o orgulho e desperta a necessidade de transcendência.
Lucas 14:22
“Ainda há lugar.”
A misericórdia divina jamais se esgota. Sempre existe oportunidade de regeneração para os que desejam aproximar-se da verdade.
Lucas 14:23
“Obriga-os a entrar.”
Não significa violência religiosa. Refere-se à força moral do amor, da verdade e da necessidade evolutiva que impulsiona os Espíritos ao progresso.
Lucas 14:24
“Nenhum daqueles homens que foram convidados provará a minha ceia.”
A recusa persistente à verdade produz afastamento espiritual. Cada Espírito colhe as consequências naturais de suas escolhas morais.
Análise: Marcelo Caetano Monteiro .
FONTES:
Evangelho Segundo Lucas.
Parábolas e Ensinos de Jesus.
O Evangelho Segundo o Espiritismo.
Allan Kardec.
Cairbar Schutel.
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