Pensamentos Mais Recentes
0410 "Ó, Deus Pai... A crise mundial chegou também aí, em você? Só espero que não pense que tenho algo com isso, ohquei?"
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"O dicionário
é o palácio,
onde mora todas as palavras,
e todas elas estão disponíveis para pesquisas em todos os idiomas."
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0409 "Os que optam por serem (ou se fazerem) de vítimas, sentem vazio e sofrem quando não existe crise, problema ou dissabor!"
O quarto calado, ao sol de meio dia, lembra almoço farto e ritual. Mas sentada na poltrona, eu fumo um cigarro indiferente e penso na vida como quem olha um quadro de Monet. A vida mal delimitada e brutalmente bela. O sol forte no horizonte é mais do que a vida rotação do planeta, é um retrato recomeço após uma noite escura. Noite de trevas, sexta-feira treze e um gato preto passando debaixo da escada. Mas o ontem já não pesa. Estou desperta e viva. E sinto alegria quando percebo que a linguagem me acompanha e me constrói à medida em que a uso. A liguagem é uma onça no zoológico. É uma fera domesticada. Linguagem é poder. Ele delimita o pensamento, dentro de seu léxico e sintaxe. Procuro nela uma fera indomável, não maculada pelo cotidiano. Amo a linguagem como quem admira uma obra de arte. Eu sou capaz de ouvir uma música nas palavras candenciadas. Lembro-me do amor que morreu ontem na noite escura. E sinto um pequeno lamento por um amor que morreu pouco depois de nascer. Um feto mal parido. Todos os dias o amor morre, quando dormimos, e o sono é uma morte tímida. Eu te oferi as estrelas, sem perceber o céu nublado. E amei em você o retrato de mim mesma, na foto de minhas retinas. Mas foto não é mais que uma cena congelada e se apaga com o tempo. Lembro-me dos meus bisavós, que morreram sem me conhecer. E me vejo em lápide desgastada pelo tempo. Sentimento sombrio, que contrasta com o sol do meio dia. As pessoas desfrutam a vida, entre distraída e preocupadas. As estrelas permanecem inertes ou em expansão e não usam relógios. São alheias ao nosso cotidiano, terrestre demais para ser sublime. E me vejo em campo de girassóis, cortando parte da orelha, como Van Gogh, para silenciar o ruído do mundo. A vida é trágica e é cômica. Nada é tão cômico como uma pessoa em um leito de hospital. O sol impede meu cinismo e pinto um quadro com tonalidade amarelo ouro e fundo preto. Preto porque estou de luto pela noite que acabou. Antes fosse a vida uma manhã de chuva. Eu me tornaria líquida e escorreria pelo chão, buscando novo abrigo. A loucura é um descanso da lucidez. A lucidez é tirana como um raio em dias de trovão. A vida são meus bisavós que já morreram e não se responsabilizam pela minha existência. A linguagem cotidiana, domesticada, é como um amor de plástico, belo na superfície, mas sem profundidade. Viver é jogar uma pedra em lago silencioso e observar pequenas ondas reverberando. A vida é torturosa, mas eu a amo, como uma criança teimosa. Há música, há Monet, há palavras. A vida é infiel, mas eu estou apaixonada. E o tempo todo eu me pergunto se ela me corresponde. Hoje é um dia de paz. E isso me apraz. Nada mais.
Ela já foi tanta coisa na minha vida: ficante, namorada, esposa, mulher… mas tem um papel que nunca vai acabar: mãe dos meus filhos, ontem, hoje e sempre. Por esse laço que nada nem ninguém pode desfazer, ela merece respeito, proteção e carinho para o resto da vida.
0408 "Havendo ou não crise, em alguns países da Europa (ou onde quer que seja) alguns sempre se farão de vítimas, aproveitando qualquer crise que surja!"
As vezes perdemos tudo, porquê, por falta de humildade, não recuamos na hora certa.
Recuar na hora certa é fortalecimento e não covardia.
Às vezes me pego pensando que abriria mão de tudo, até da minha própria caminhada, só para trilhar o mesmo caminho que você de novo.
Dizem que a vida é o nosso bem mais precioso, mas de que serve a vida se ela não for compartilhada com você? Eu a entregaria sem hesitar para te ter aqui.
0407 "Na citada e repetida crise (em alguns países europeus), a culpa é sempre atribuída aos outros, só aos outros!"
O mundo ficou sem cor desde que você partiu. Eu daria minha própria existência em troca de um último 'oi' que durasse para sempre.
Não existe preço que eu não pagaria, nem sacrifício que eu não faria, para ter o privilégio de te amar de perto mais uma vez.
2026 É ANO ELEITORAL
e alguns pastores vão se comportar como cabos eleitorais e
farão dos púlpitos palanques e
dos templos comitês.
Será sutil,
começa com;
___ Não mexam com as nossas crianças!!!
Porque falar de crianças desmonta a defesa psicológica!!
A conversa vai para denúncia de pecados que nem na Bíblia estão como "marxismo cultural"
Se começa assim,
levanta,
pega sua família e
vai pra casa assistir "The Chosen".
Vai por mim,
você vai ser mais edificado.
Tá avisado,
se você insistir nessa comunidade,
em breve vai perder seus filhos e
passar a terceira idade fazendo terapia pra se curar dessas "ministrações"
Minha vida perdeu o norte sem você. Eu entregaria tudo o que sou e o que ainda pretendo ser apenas para te ver cruzar aquela porta novamente.
Se o destino aceitasse trocas, eu daria cada um dos meus dias só para ter você de volta em um deles.
Camadas de cinismo global
Chamam de progresso
essa febre elétrica que atravessa cabos submarinos
enquanto dedos deslizam por telas
como quem reza em alta velocidade.
Jogos que viciam, promessas de riqueza e levam um pouco de nossas vidas.
Algoritmos decidem quem merece existir na vitrine do mundo,
quem será amplificado,
quem será silenciado sob camadas de ruído.
Vendemos dados como quem oferta incenso,
aceitamos termos que ninguém lê
e chamamos de liberdade
o que é apenas curadoria invisível.
Enquanto isso, palanques repetem
“Deus”, “tradição”, “família”,
palavras polidas como prataria antiga
que escondem rachaduras no fundo do armário.
Perguntar qual Deus
é quase sempre o início do desconforto.
A moral vira espetáculo.
A fé, slogan.
A pátria, figurino.
E nos bastidores,
emendas escorrem como óleo espesso,
orçamentos evaporam,
salários se ajustam sempre para cima - nunca para quem acorda às cinco.
A floresta aprende o idioma da motosserra.
O rio memoriza o gosto do mercúrio.
O litoral negocia seu horizonte em barris.
Chamam de desenvolvimento
o que deixa crateras na pele da terra.
Chamam de oportunidade
o que devora o futuro.
No entanto, o povo, essa entidade útil quando convém - bate ponto, paga juros,
e aprende a sorrir em parcelas.
compartilha memes,
discute política no almoço,
tem medo do boleto,
reza por estabilidade,
mas não deixa de sonhar.
Entre uma enchente e outra,
entre um escândalo e outro,
entre uma atualização e outra,
vive.
Há quem acredite que o autoritarismo
chega marchando com botas audíveis.
Às vezes ele chega sorrindo,
prometendo proteção.
Fanatismo não nasce do nada:
ele germina onde a educação foi negada,
onde o pensamento crítico foi trocado por grito,
onde o medo é adubado diariamente.
Não é ignorância pura - é cansaço manipulado.
E enquanto discutimos bandeiras,
os contratos são assinados longe da praça.
Enquanto brigamos por símbolos,
direitos evaporam discretamente.
Mas ainda assim -
e isso é o que mais me intriga:
há gente estudando,
plantando,
ensinando crianças a perguntar “por quê?”.
Há quem recuse a mentira confortável
e escolha a dúvida fértil.
Há quem compreenda que fascismo não se combate com fúria cega,
mas com alfabetização profunda,
com memória histórica,
com ética cotidiana.
Ganância sempre existiu.
O novo é sua escala industrial.
Hipocrisia sempre existiu.
O novo é sua transmissão em alta definição.
Ainda assim,
sob essa camada de cinismo global,
há uma força silenciosa
que não viraliza,
mas sustenta.
Talvez o século não precise de heróis,
mas de leitores atentos.
Talvez a revolução mais subversiva
seja ensinar alguém a interpretar
antes de compartilhar.
Se o mundo parece à beira do colapso,
é porque agora vemos as fissuras em tempo real.
Mas ver é o primeiro passo para não repetir.
E se há algo que ainda pode nos salvar
não é um líder,
nem um algoritmo,
nem uma profecia impressa em capa de revista -
é a decisão íntima
de não terceirizar o próprio discernimento.
Não se julgue, se jogue. O prazer existe, para ser provado. Estas são algumas das frases impressas a fogo nos palitos de madeira, dos picolés Magnum da marca Kibon. Uma estratégia nova de marketing direto para o verão de 2026, quase se achando uma variante dos biscoitinho da sorte, chinês.
Me sinto inquieto sobre tudo, no entanto mantenho meu sorriso como escudo e a face como uma alheação, tenho escárnio da fisionomia que me reflete, mas orgulho do guardo.
As vezes me pergunto, será esse o preço da vida adulta, a perda da confiança cega é a certeza do invisível sem carência de dúvida, mas também o amor incondicional, a imaginação sem limites que apetece o espírito.
O cabedal que não nos damos conta antes do pesar, mas que nós lamentamos a certa medida do percurso, sem nos notarmos da lamúria que surge.
O crescimento nos discerne e nos ensina o mais básico entendimento da arte como vida, a beleza do efêmero e da exclusividade em detrimento do finito.
No entanto, também nos introduz aos sabores e camadas da aquarela, profundidade, cor, medo, luz, sombras e dor. Assim, intensificando o sentimento que mais te trás assimilando até aqui.
A mim tem sabor de saudade e infância...
E a você ?
Rigidez cognitiva se manifesta como a resistência em mudar de opinião e a dificuldade em aprender novas perspectivas. Frequentemente, ela se associa a posições dogmáticas, conservadoras e ao negacionismo científico.
A melancolia do sentir, perante a incapacidade em meio ao caos; E a forma mais rápida e cruel de pesar.
Com tanta má-fé se valendo do nome de Deus — invocá-Lo publicamente, em breve, causará mais Dúvida que Devoção.
É tanta má-fé se valendo do nome d'Ele, que corre-se o risco de que a Sua invocação pública passe a soar como estratégia — e não mais como reverência.
Quando o Sagrado é usado para validar interesses, justificar abusos ou maquiar vaidades, ele deixa de apontar para o Alto e passa a servir ao ego humano.
A repetição vazia transforma a fé em ruídos.
Palavras que deveriam nascer do silêncio da consciência passam a ser gritadas em palanques, timelines e disputas morais.
E onde há excesso de exposição, quase sempre falta intimidade.
Deus, então, deixa de ser encontro e se torna argumento.
Não é Deus quem se ausenta — somos nós que O afastamos quando O reduzimos a slogan.
A dúvida não nasce da fé sincera, mas da incoerência visível entre o que se proclama e o que se vive.
Quando o discurso é piedoso, mas as atitudes são cruéis, a devoção se desgasta e a confiança se rompe.
Talvez o tempo esteja pedindo menos invocação e mais testemunho…
Menos menção pública e mais coerência privada.
Porque Deus nunca precisou ser defendido por quem não está disposto a ser transformado por Ele.
E a Fé verdadeira, quando existe, dispensa propaganda: ela se reconhece no Cuidado, na Justiça e no Amor que não precisa fazer alarde.
