Pensamentos Mais Recentes
Se não conhecemos nossas próprias falhas ou antigos vícios, o primeiro passo para sabê-los é o autoexame sincero, pois só corrigimos aquilo que temos a coragem de enxergar.
O Homo Sapiens é testemunha fugaz de seu próprio funeral existencial, enquanto ser contido na realidade do espaço/tempo.
O meu brio encontra o seu,
ambos pantaneiros,
concedidos pelo nosso Deus:
vivemos tempos alvissareiros.
Durante a descida dos andores,
todos com beleza adornados,
os corações batendo feito tambores
ao som do cururu, todos animados.
Com as mãos mergulhando
São João no Rio Paraguai,
eu de Corumbá e você de Ladário,
o meu coração apaixonado,
morando contigo lado a lado.
Contigo não tem sido diferente:
estamos morando um no outro,
ainda protegidos de toda a gente,
esperando o dia certo para anunciar
que viveremos só de amor imparavelmente.
Infância
Brincadeiras que alegraram a infância
que nunca se esquece e trazem boas lembranças.
O jeitinho especial de enrolar o fio no pião,
de desbicar a pipa no céu,
de dar um relo.
A alegria das meninas pulando amarelinha.
O futebol — esse fica até a vida adulta,
paixão nacional.
Ah, infância bonita
de uma alegria espontânea!
Das corridas, do esconde-esconde...
Saudade danada da minha infância.
É uma pena não poder voltar
ao meu tempo de criança
e brincar tudo outra vez.
Marcio Melo
Não é possível conquistar equilíbrio emocional, saúde e bem-estar, apenas combatendo sintomas. A integração da ciência, espiritualidade e autonomia do bem-estar é fundamental.
A história dos patriarcas nos revela que a jornada espiritual consiste em uma transição de uma fé condicionada para uma fé incondicional. Essa transição também aponta para a origem dessa fé, pois a fé incondicional somente pode nascer no solo do amor incondicional. Nesse sentido, o amor é, de fato, incondicional, e a verdadeira fé surge desse solo como uma resposta à graça de Deus.
Entre Lágrimas e Visões
Há fases em que meu coração bate tão alto e tão forte que me assusta. Não consigo dormir, e meu sono se fragmenta em breves minutos de descanso.
Caio em lágrimas como uma criança que desaba ao chão quando percebe que a mentira também sabe vestir-se de paixão.
Há momentos em que meu rosto e meu coração se enrijecem pelo frio, pelo medo e pela decepção.
No entanto, tenho a certeza de que não são sonhos. São visões do passado. E, longe de me adoecerem, elas me enobrecem.
"Diante de grandes problemas, mais importante do que a ânsia de resolvê-los é adotar uma estratégia correta, calculada e bem planejada."
A maior prova de existência não é ser visto, mas continuar íntegro quando ninguém se dispõe a compreender.
O Frio das Correntes
O frio das correntes é o frio da alma.
O frio da liberdade tardia, no contraste cruel da fome.
O frio do aço, que range e se move a cada movimento do corpo.
O frio de cada corte, pois o metal rasga a carne nas suas amarras.
O castigo imposto... porque a sua cor te define.
Mas esse mesmo frio alimenta a indignação.
A liberdade tem preço, tem credo, tem luta.
E o frio continua nos castigos modernos,
Ditados pelos novos senhores da terra,
Os mesmos senhores que ainda conduzem o povo.
Nos calamos diante da autoridade?
Devemos engolir tudo em silêncio...?
Somos prisioneiros apenas por sermos afrodescendentes?
Ou será que nos tornamos frios, distantes daquele mundo espiritual
Onde somos uma única raça, uma única existência?
Aqui, o credo e a cor ainda servem para definir o opressor.O Frio das Correntes
O frio das correntes é o frio da alma.
O frio da liberdade tardia, no contraste cruel da fome.
O frio do aço, que range e se move a cada movimento do corpo.
O frio de cada corte, pois o metal rasga a carne nas suas amarras.
O castigo imposto... porque a sua cor te define.
Mas esse mesmo frio alimenta a indignação.
A liberdade tem preço, tem credo, tem luta.
E o frio continua nos castigos modernos,
Ditados pelos novos senhores da terra,
Os mesmos senhores que ainda conduzem o povo.
Nos calamos diante da autoridade?
Devemos engolir tudo em silêncio...?
Somos prisioneiros apenas por sermos afrodescendentes?
Ou será que nos tornamos frios, distantes daquele mundo espiritual
Onde somos uma única raça, uma única existência?
Aqui, o credo e a cor ainda servem para definir o opressor.
Ciclo
Eu me apaixonei
pra não desapaixonar.
Te amei
pra nunca na vida te desamar.
Porque quem se apaixona não deixa
até virar amor.
E quando vira amor, não quer acabar.
E não acaba.
Porque a paixão é o fogo
que esquenta o amor.
Que de paixão nunca falte ao amor,
nem ao amor a paixão que o alimenta.
Marcio Melo
Manifesto: A Gaiola Coletiva
O futebol não é a nossa cultura; nossa cultura é a estrutura, a crença e a raça da nossa gente que, com o próprio suor, levantou esta nação. Uma nação que não foi construída pelos senhores escravagistas, mas sim apesar deles.
Hoje, somos governados por democratas da alienação. Promovem a futilidade e a ganância, alimentando a luxúria de um espírito podre — para aqueles que acreditam em alma, pois para o sistema, ela nunca existiu. O velho "pão e circo" continua de pé. No jardim da nossa sociedade, a flor é devorada pelos ratos da extrema-direita democrática. Mas há um preço: todas as flores precisam de espinhos para proteger e expor a sua beleza.
Somos obrigados a engolir a corrupção e o negacionismo. Na transição do ser político e analítico para o ser inerte, fomos engolidos pela alienação social e religiosa que viralizou. Junto com ela, viralizaram o racismo, a intolerância espiritual e a indiferença. Sob esse teto, a pobreza tornou-se sinônimo de ignorância e de escassez política.
Somos uma rica mistura de raças e credos, mas os governantes ainda nos enxergam como meros objetos de manobra. Criam-se políticos de estimação e cargos previsíveis. Candidatos corruptos desfilam impunes, esfregando na nossa cara as provas do roubo. Mesmo assim, a alienação vence, porque a mente da massa está presa em uma gaiola coletiva.
O senso da razão ainda sobrevive, resistindo bravamente em meio a deepfakes e fake news. No entanto, dividimos o espaço com aqueles que lutam para viver na utopia de uma "Matrix". Somos peças de um jogo político focado nas riquezas do povo, onde a vida é sofrida e onde lutamos diariamente pelo direito de existir em um mundo onde tudo — absolutamente tudo — tem preço.
O Idiota
Idiota é quem cospe na mão que lhe estende a verdade.
Orgulha-se da própria cegueira e chama isso de opinião.
Ignorância por escolha.
Teimosia por vaidade.
E ainda acha que o problema é o mundo.
Marcio Melo
"Lamento"
A vida é lamento.
Nem sei quem foi a peste que inventou o sofrimento.
Será que eu só lamento?
O que dói é angústia,
a dor que machuca,
essa tortura que nunca acaba.
Parece até praga.
Uma injustiça desgraçada.
Quem aguenta?
Na vida só se leva pancada.
Quando parece que vai terminar...
Aí é hora de outra vez lamentar.
Marcio Melo
