Pensamentos Mais Recentes

No Brasil, o ensino científico não deve ser determinado pela preferência metafísica de uma maioria, assim como a religião não deve ser transformada em ciência por decisão política.

A ciência procura regularidades; a religião procura significados; o Direito procura limites para o poder; o agnosticismo procura honestidade diante do que permanece desconhecido.

Procure transformar a própria existência em consciência, a consciência em discernimento e o discernimento em uma obra que possa permanecer para além de sua presença.

Uma sociedade cientificamente alfabetizada não precisa ser irreligiosa; precisa saber distinguir evidência, hipótese, tradição, interpretação e crença.

No fundo, toda existência é uma lenta educação para a perda. Nascemos acreditando que acumularemos pessoas, lugares e certezas. Morremos compreendendo que apenas colecionamos ausências. Talvez seja esse o verdadeiro significado da maturidade: descobrir que viver não consiste em possuir, mas em aprender a suportar aquilo que inevitavelmente nos será arrancado.


- Tiago Scheimann

A alfabetização científica é também uma forma de cidadania jurídica, porque cidadãos incapazes de avaliar evidências tornam-se vulneráveis à autoridade de quem promete certezas fáceis.

No Brasil, combater a pseudociência não significa combater a religião; significa preservar a diferença entre aquilo que é acreditado, aquilo que é demonstrado e aquilo que permanece incerto.

⁠A lei do amor é o fundamento do governo de Deus.
sfj,conselhos de Ellen White

O Direito brasileiro pode proteger uma crença sem reconhecer como fato científico todas as afirmações feitas em seu nome.

A ciência pergunta “qual é a evidência?”; o Direito pergunta “qual é a consequência?”; o agnosticismo pergunta “sabemos realmente o suficiente para afirmar isso com certeza?”.

Quando uma crença religiosa influencia uma norma, sua influência ainda precisa atravessar a Constituição; convicção privada não é sinônimo de fundamento jurídico universal.

A ciência pode informar o Direito sobre riscos biológicos, climáticos ou tecnológicos; o agnosticismo lembra que modelos científicos também possuem margens de incerteza.

No Brasil, uma política pública pode ser inspirada por valores religiosos, mas sua legitimidade jurídica não pode depender exclusivamente da verdade de uma doutrina metafísica.

A ciência descobre correlações; o Direito decide quando uma correlação pode produzir consequências jurídicas; o agnosticismo lembra que correlação não é explicação completa.

⁠Não há como ser hesitoso na Arena Hospitalar, dando satisfação para os que fingem preocupação nas arquibancadas.


Há momentos em que a vida nos coloca diante de uma arena em que não existe espaço para aplausos, discursos ou espectadores. 


Existe apenas a urgência de decidir, agir e sustentar as consequências. 


E, nessa hora, é irrelevante o que dizem aqueles que assistem de longe, protegidos pela confortável distância de quem não sente a dor, não enfrenta o risco e não carrega o peso da decisão.


Na Arena Hospitalar, como em tantas outras arenas da existência, aprende-se que nem toda opinião nasce da experiência e que nem toda preocupação é cuidado. 


Há quem pergunte apenas para ter o que comentar depois. 


Há quem se aproxime da nossa fragilidade não para amparar, mas para satisfazer a própria curiosidade. 


E há aqueles que, das arquibancadas, confundem o direito de assistir com o direito de palpitar na nossa luta.


Mas quem está no campo sabe que existem batalhas que não podem ser terceirizadas.


É preciso reconhecer o momento em que a hesitação deixa de ser prudência e passa a ser medo. 


É preciso compreender que algumas decisões precisam ser tomadas mesmo quando não temos todas as respostas, porque a vida raramente nos oferece o luxo da certeza absoluta.


Quem enfrenta uma enfermidade, uma perda, uma mudança ou qualquer outra prova profunda, descobre que coragem não é ausência de medo. 


Coragem é continuar caminhando apesar dele.


Por isso, nem sempre será possível explicar cada escolha. 


Nem sempre será necessário responder a cada pergunta. 


Nem sempre aqueles que dizem estar preocupados precisam conhecer todos os detalhes da nossa jornada.


Há batalhas que pedem silêncio, presença e firmeza.


Enquanto alguns permanecem nas arquibancadas avaliando cada movimento, quem está na arena precisa respirar fundo, confiar no que sabe, ouvir quem realmente pode ajudar e seguir adiante.


Porque, no fim, a vida não é um espetáculo para satisfazer espectadores. 


É uma experiência para ser vivida por quem está dentro dela.


E talvez uma das formas mais maduras de coragem seja justamente esta: parar de tentar convencer a arquibancada e concentrar todas as forças naquilo que realmente importa — atravessar a arena.

Quem faz o governo é o povo; se vota em corruptos, colherá corrupção; se vota em honestos, colherá esperança.


Benê Morais

O Filtro da Convivência Social

"Há pessoas que usarão as suas vulnerabilidades contra você. Evite revelá-las. Não se exponha completamente até ter a certeza de quem realmente está ao seu lado e quem está apenas usando você para alcançar os próprios objetivos — afinal, 'o mundo é cão'!"

Marcelo HB

Mundo Deturpado


Como viver em equilíbrio em um mundo de extremos
um castelinho de areia de um rei, pode ser mais seguro que uma casa para um plebeu.

Você desistiria diante do próximo ‘não’ se soubesse que ele é o último antes do seu sonho?

⁠Se nos preocupássemos uns com os outros, como fazemos com a matéria, talvez não houvesse tanta ferida aberta no mundo.


Gastamos tempo demais cuidando daquilo que podemos possuir e tão pouco cuidando daqueles que podemos perder.


Preocupamo-nos com casas, carros, contas, aparências, posições e conquistas, como se a vida pudesse ser medida pelo tamanho daquilo que acumulamos.


Enquanto isso, há pessoas ao nosso lado carregando dores que ninguém vê, silêncios que ninguém pergunta e feridas que, muitas vezes, foram abertas justamente pela nossa indiferença.


Talvez tenhamos aprendido a consertar quase tudo, menos aquilo que se quebra dentro de alguém.


Sabemos restaurar objetos, reformar paredes, substituir peças, recuperar patrimônios…


Mas ainda temos dificuldade para oferecer uma palavra quando alguém desaba, um abraço quando alguém se sente sozinho, ou simplesmente presença quando não há nada a dizer.


A matéria nos chama atenção porque faz barulho quando cai, quebra quando é atingida e deixa marcas quando se perde.


O coração humano, porém, muitas vezes sofre em silêncio.


E talvez seja por isso que tantas feridas permaneçam abertas: porque aprendemos a enxergar o que falta às coisas, mas nem sempre percebemos o que falta às pessoas.


Cuidar uns dos outros não exige grandes gestos.


Às vezes, começa com uma pergunta sincera: “Você está bem?”


E, principalmente, com a disposição de permanecer para ouvir a resposta.


No fim, tudo aquilo que acumulamos ficará para trás; só levamos o que espalhamos.


As coisas envelhecem, os objetos se desgastam, as paredes perdem a cor e aquilo que parecia tão urgente um dia deixa de importar.


Mas a maneira como tratamos alguém pode permanecer por muito tempo — tanto como cicatriz quanto como lembrança de um carinho que chegou na hora certa.


Talvez o mundo não precise de mais pessoas preocupadas em ter.


Talvez precise de mais pessoas dispostas a cuidar.


Porque há feridas que não pedem riqueza para serem curadas.


Pedem humanidade.

A VITORIA DE UM ESCRITOR


Por muito tempo tive medo das críticas,
nos dedos das pessoas o receio
de que minhas palavras fossem vazias.
Hoje eu mudei: sou escritor medíocre, sim.
Prefiro ser um escritor medíocre
do que um escritor que não escreve.
Por muito tempo fui um escritor que não escrevia,
então não sinto mais o julgamento.
Desfrute das palavras deste autor,
porque enfim chegou a vitória
de um escritor.



Campo Grande 23.09.2026

Trono de pregos

"Na busca por realizar desejos e sonhos,
são necessárias muitas abdicações.

Após alcançado o objetivo, o que trouxe
prazer momentaneo a mente, é apenas
mais uma satisfação fugaz e
vazia portanto."

Alessandro Bous'T

A Beleza do Eu


"Se eu pudesse mudar um comportamento nas pessoas,mudaria o julgamento delas em relação a mim.


Principalmente daquelas que diziam me amar — cujas impressões pareciam vitais, antes que eu descobrisseque o meu caminhar seguiria firme da mesma forma, mas tenho gratidão por estes."


Marcelo HB

"Peter nunca deixou de ama-la, mas escolheu quem não pôde ama-lo novamente."

Aceite na vida o que parece ser ruim, mas, principalmente, aceite tudo o que é bom, sempre na confiança de merecer muito mais!