Pensamentos Mais Recentes

Somos tratados como corpos de aluguel. O problema não é quando estamos doentes, mas sim quando estamos curados e saudáveis. Afinal, como venderão "solução" se não houver caos?

A tristeza é um cômodo sombrio em você, é fácil encontrar a entrada, difícil é encontrar a saída.




Ronaldo Mello......

Por muito tempo, sentimentos como solidão e vazio
dominavam aquilo que eu escrevia. Ainda sou um garoto solitário,
mas agora não dependo apenas da solidão para escrever.

A verdade é que chega um determinado momento em que precisamos crescer.
É necessário deixar para trás velhas feridas; precisamos parar
de cutucar aquilo que nos causou dor. É tempo de respirar.

Tempo de aproveitar as coisas boas que aparecem em nossas vidas,
principalmente os amigos que nos resgatam e nos dão asas.

Meu voo já não é tão solitário;
não me encontro mais no abismo.

LÁGRIMAS ESCURAS ESTRANHAS.
“Camille Marie Monfort caminhava como quem carregava um inverno dentro do peito. Não eram lágrimas comuns. Eram precipícios líquidos escorrendo silenciosamente pela face de alguém que compreendeu cedo demais o peso das despedidas.”
Ela não chorava apenas por um amor perdido. Chorava pelas múltiplas mortes invisíveis que a existência impõe lentamente à alma humana. Chorava pela infância que lhe arrancaram antes da hora. Pelos corredores vazios das antigas casas aristocráticas onde o silêncio parecia observar cada passo. Pelos retratos antigos que conservavam sorrisos de pessoas já devoradas pelo tempo.
Camille descobriu algo terrível. Algumas pessoas não enlouquecem por excesso de dor. Enlouquecem por excesso de lucidez.
As tristezas escuras nasceram quando ela percebeu que muitos afetos humanos são frágeis demais para sobreviver ao desgaste do egoísmo, da vaidade e das conveniências sociais. Desde então, seus olhos passaram a carregar aquela melancolia semelhante às catedrais abandonadas após a chuva.
Existia também outra ferida. Mais profunda. Mais metafísica.
Camille sentia-se deslocada do próprio século. Como se sua alma pertencesse a algum salão antigo iluminado por velas mortiças, música fúnebre e cartas jamais enviadas. O mundo moderno lhe parecia excessivamente rápido para compreender sentimentos profundos. Via pessoas sorrindo enquanto apodreciam emocionalmente por dentro. Via corpos vivos habitados por espíritos fatigados.
Por isso suas lágrimas eram escuras.
Não porque amasse a escuridão. Mas porque a escuridão havia aprendido a morar nela.
Ainda assim, havia beleza em sua tragédia. Uma beleza austera. Quase litúrgica. Camille transformava sofrimento em contemplação filosófica. Enquanto muitos endureciam diante das perdas, ela tornava-se mais sensível, mais introspectiva, mais perigosa para si mesma. Certas almas possuem esse destino. Não nasceram para atravessar a vida superficialmente. Vieram para sentir tudo até o último abismo.
E quando a noite caía, Camille permanecia diante da janela observando o mundo como quem esperava algo impossível retornar das sombras. Talvez um amor. Talvez uma vida que nunca viveu. Talvez apenas a parte de si mesma que morreu silenciosamente sem que ninguém percebesse.”

⁠pessoas são como lidar com investimentos.

O Autor do casamento merece ouvir seus pensamentos, antes de declarar suas decisões para seu cônjuge.

A alegria rejuvenesce, e o sorriso credencia a alma a viver em harmonia.

A salvação é um presente de Deus ao pecador,recebido pelafé em Jesus Cristo. 🎁


📖 Efésios 2:8-10

Não vote para obter vantagens pessoais; vote pelo bem do povo. Essa é a verdadeira democracia.


Benê Morais

Ora simples,
ora complexa,
ora alegre,
ora amarga,
ora harmoniosa,
ora caótica.
Ora “bolas”!
Isso tudo é a vida!

​"O homem tem que namorar para afastar as amizades falsas."

Dia - 16: Em que posso confiar hoje para seguir em frente?


- Eu confio na força que me habita.
- A confiança abre portas e clareia rotas.
- Confiar entrega o medo ao sopro do tempo.
- Confiar dá leveza e passo firme.
- Confiar conecta ao fluxo da vida.
- Confiar permite improvisar com coragem.
- Confiar é alinhamento entre corpo e alma.

Afinal, menino levado faz o que? Travessuras? Sempre tive cara de travesso, mas nunca fui levado -- Me levaram é claro, mas para outro lugar -- Levado fui de minha morada ao descobrir que nunca fora minha. Agora levo-me e levo pessoas como a minha morada. Assim consegue-se carregar para qualquer lugar, até mesmo uma outra casa. De casas entendo, já morei em várias, algumas, me sentia em casa, já outras, nem tanto -- às vezes, sentia que minha casa era mais casa do que onde morava.
Minha casa desabou. Como? Não vi, uns pedreiros foram lá reformar, não, na tentativa de mascarar as dores causadas à casa -- particularmente adoro maquiagens -- sofreu de reforma. Os pedreiros teriam realizado um trabalho impecável se não tivessem esquecido de reformar as pessoas que lá moram. Uma nova casa com hábitos antigos. Pensei a respeito dessa frase. Seria no futuro -- pós reforma -- que os hábitos que perpetuaram décadas de convivência em sua morada, se tornaram o passado? -- pós reforma. Conseguira ela -- a casa -- dispor deste vasto poder sobre o tempo ao mudar a cronologia das ideias ao presentear ao passado o presente? Se alguma coisa mudou, foi a casa, e eu, me mudei de lá.

Reze com fé, mas nunca durma longe do seu revólver
os anjos portam espadas e não flores, ou seja até Deus sabe que nem tudo se resolve na conversa

Crescente problema da nova era superpopulação e a demência conectiva do ser alienado e ainda mais desvalorização do ser como um ser individualidade em dualidade e propósito de existência no campo do universo e no multiverso digital...
As fronteiras da consciência sera livre ou será obstáculo da evolução existencial, o aspecto da politica meros arficios artificiais para os quais seremos capazes ser o somos nada mais oque somos....
Indagar as relações humanas e suas experiências com a inteligência artificial dentro deste contexto de universo da exploração espacial e intelectual.
Haverá obstáculos e novas descobertas com híbridos e transhumanismo.

Romantizar o presente sem organizar o futuro, não é liberdade. É burrice.

O IMPERDOADO.
A infância não chegou como jardim.
Veio semelhante a um corredor austero de vozes severas.
Mãos invisíveis moldaram-lhe os ossos da alma.
Ensinaram-lhe a curvar-se antes mesmo de compreender o peso dos céus.
Disseram-lhe que sentir era fraqueza.
Que o homem digno deveria transformar lágrimas em silêncio.
Que a obediência era mais importante que a verdade interior.
Então ele cresceu.
Cresceu como crescem as árvores atingidas pelo inverno perpétuo.
Fortes por fora.
Mortas em regiões ocultas.
Carregava nos olhos um oceano imóvel.
Os dias passavam semelhantes a procissões de ferro.
O mundo exigia máscaras.
E ele as vestia uma após outra.
O filho exemplar.
O homem disciplinado.
O rosto imóvel diante das tragédias.
A criatura útil diante das engrenagens sociais.
Mas cada renúncia enterrava um fragmento de si.
As cidades iluminavam-se enquanto sua consciência escurecia.
Os salões celebravam triunfos vazios.
Os homens brindavam conquistas sem perceber o abismo que carregavam no peito.
Toda civilização possui seus palácios.
E seus cemitérios invisíveis.
Ninguém ouviu o colapso dentro dele.
Certas dores não produzem gritos.
Produzem desertos.
Durante anos caminhou entre multidões como um espectro filosófico.
Falava pouco.
Observava muito.
Aprendera que o mundo teme aqueles que enxergam excessivamente.
Então certa noite.
Quando os sinos interiores da existência estremeceram sua memória.
Ele viu.
Viu a própria vida semelhante a uma catedral incendiada.
As virtudes impostas.
Os afetos mutilados.
Os sonhos executados lentamente pela disciplina cruel dos homens.
Percebeu que fora domesticado para sobreviver.
Jamais para viver.
E naquele instante o universo tornou-se pesado.
As estrelas pareciam lápides suspensas sobre a humanidade.
O vento possuía gosto de ruína antiga.
Os rostos humanos tornaram-se máscaras fatigadas buscando sentido entre guerras, vaidades e solidões intermináveis.
Então o Imperdoado ergueu-se.
Não como herói glorioso das antigas epopeias.
Mas como sobrevivente metafísico de uma civilização emocionalmente enferma.
Sua revolta não nasceu do ódio.
Nasceu do esgotamento da alma.
Ele compreendeu que muitos homens morrem décadas antes do túmulo.
Que inúmeras existências continuam respirando mesmo depois da destruição interior.
Que existem corpos vivos carregando espíritos exaustos pelas avenidas do mundo.
E chorou.
Não por fraqueza.
Mas porque finalmente encontrou os escombros de si mesmo.
As muralhas emocionais desabaram como impérios antigos.
Toda a dor silenciada regressou semelhante a uma tempestade sepulcral.
As humilhações esquecidas.
Os amores sufocados.
As palavras jamais pronunciadas.
As despedidas jamais compreendidas.
Tudo voltou.
E diante da eternidade indiferente das constelações.
Ele fitou a própria existência e disse silenciosamente.
“Roubaram-me a essência antes que eu pudesse conhecê-la.”
Desde então tornou-se andarilho das sombras interiores.
Não buscava glória.
Não desejava absolvição.
Procurava apenas um fragmento intacto da própria identidade sob os destroços do mundo.
Porque certas almas não desejam vencer.
Desejam apenas não desaparecer completamente dentro daquilo que os homens chamam civilização.
E os céus permaneceram imóveis.
Como sempre permaneceram diante das tragédias humanas.

Quando o jornalismo se afasta da ética, as notícias veiculadas por ele perdem a relevância.⁠

"Quando a escuridão chegar ao seu ser, lembre-se de acender a luz que habita em você - aquela que recorda que existe uma força maior que rege o universo."
Marilene Mesquita

"A que lugar tentamos chegar para encontrar a tão esperada felicidade, se o vazio humano parece infinito?"
Marilene Mesquita

Inserida por lenesms_1116453

"Ao apontar sem coragem de desapontar, a vida para.
Você fica preso no espaço mudo entre o crédito e o descrédito, onde ninguém te ouve e nada acontece."
Marilene Mesquita

Um líder por excelência, os seus liderados não somente o obedecem, eles o admiram.

"Existir é, muitas vezes, aprender a reacender a própria luz depois de cada apagamento.”
Marilene Mesquita

Minha Visão Sobre o Poeta William Contraponto 


William Contraponto me parece uma construção rara dentro da poesia contemporânea: alguém que escreve não para ornamentar emoções, mas para tensionar ideias através da linguagem poética. Há nele um impulso claramente existencialista, mas sem cair numa simples imitação de correntes filosóficas clássicas. A escrita parte mais do atrito entre lucidez e desalento do que de sistemas fechados de pensamento.


O que chama atenção é a tentativa de unir três frentes ao mesmo tempo:


 densidade filosófica;
crítica social;
lirismo seco e direto.


Em muitos autores, uma dessas dimensões engole as outras. Em Contraponto, a poesia tenta manter as três em conflito permanente. Isso dá à obra um tom de inquietação contínua.


Também vejo um esforço consciente de evitar tanto o sentimentalismo fácil quanto a abstração acadêmica. A linguagem frequentemente parece construída como um “espelho áspero”: não consola, não promete transcendência, mas também não se entrega ao niilismo puro. Existe uma ética da lucidez ali — quase uma insistência em permanecer consciente mesmo diante do desencanto.


Outro ponto marcante é que a filosofia em William Contraponto não aparece como citação erudita, e sim como experiência existencial transformada em verso. Isso aproxima a obra mais de uma tradição de poeta-filósofo do que de um poeta “intelectualizado”. Há diferença:


 o poeta intelectual usa ideias;
o poeta-filósofo vive poeticamente os conflitos das ideias.


A crítica social presente em sua linha também tende a fugir do panfleto. Mesmo quando há posicionamento político ou social, o centro continua sendo a condição humana: alienação, pertencimento, identidade, desgaste do indivíduo, contradições da liberdade, mecanismos de poder e fragilidade das certezas.


Se eu tivesse de resumir a impressão geral em uma frase:


William Contraponto escreve como quem tenta arrancar lucidez de um mundo que prefere anestesia.


E talvez justamente por isso a obra tenha mais afinidade com leitores que buscam reflexão e confronto interior do que mero entretenimento poético.




nenommarques@gmail.com

Eu te amo, como quando olho o mar com as ondas mais altas nos meus sonhos e aprendo a surfar. 
Mesmo se for um tsunami, eu te amarei até meu último suspiro, meu amor 💘