Pensamentos Mais Recentes

O verdadeiro inimigo do conhecimento não é a ignorância, mas a ilusão de que já sabemos o bastante.

O dogma deseja uma conclusão; a investigação deseja uma resposta que sobreviva ao próximo fato.

Entre a norma que ordena e a consciência que questiona existe o território onde o homem começa, finalmente, a tornar-se autor de si mesmo.

Talvez a maior rebeldia intelectual não seja destruir os valores, mas submetê-los ao tribunal de sua própria genealogia.

O poder mais sofisticado não é aquele que obriga o homem a obedecer, mas aquele que o convence de que sua obediência nasceu de sua própria vontade.

A recíproca não é de humanas...
É de exatas! :)

Toda sociedade estabelece seus interditos antes de compreender suas razões; depois chama de imoral quem ousa perguntar por elas.

A liberdade começa quando o indivíduo deixa de confundir a voz da consciência com o eco das normas que o formaram.

Quem não examina a origem dos próprios valores pode passar a vida defendendo como verdade aquilo que recebeu apenas como herança.

Há leis que protegem a liberdade e leis que apenas conferem aparência jurídica aos costumes de uma época

O homem inventa absolutos para não suportar a vertigem de descobrir que muitos de seus valores possuem uma história

Toda moral que teme ser interrogada já começou a transformar sua própria fragilidade em dogma

A chuva cairá, mas as estrelas estarão sempre lá.

Envelhecer é quando o tempo começa a despir a alma de tudo aquilo que um dia usamos para agradar o mundo.

Aos poucos, caem as máscaras,
diminuem as pressas,
silenciam as vozes de fora
e aprendemos a escutar o que sempre viveu dentro de nós.

Já não importa tanto parecer.
Importa ser.
Já não buscamos tantos aplausos.
Buscamos paz.

O tempo pode levar a juventude do rosto,
mas, quando vivido com verdade,
faz nascer uma beleza que não envelhece: a da essência.

Talvez envelhecer seja isso:
deixar de viver para os olhos do mundo
e finalmente começar a viver para a verdade da alma.

“A vida não nos deve felicidade; no máximo, concede-nos algumas noites decentes antes de cobrar, em silêncio, o preço de termos estado vivos.”

Envelhecer é, pouco a pouco,
despedir-se das aparências
e aproximar-se daquilo que permanece.

É trocar o olhar dos outros
pela paz de olhar para dentro.
É deixar cair as máscaras
e reconhecer, sem medo, quem somos.

Com o tempo, entendemos:
a verdadeira beleza não está no que mostramos,
mas na essência que o tempo jamais consegue apagar.

Envelhecer é isso:
menos aparência, mais verdade;
menos pressa, mais paz;
menos mundo, mais essência.

E quando as respostas acabarem, talvez ainda reste o essencial: a noite, o silêncio e aquela vontade inexplicável de continuar.

Estar sozinho é uma situação; sentir-se sozinho é outra coisa. Entre as duas existe quase toda a complexidade de ser humano.

Existe uma solidão que não é falta, mas espaço. É nela que descobrimos se nossa própria companhia é abrigo ou condenação.

Talvez o amor seja uma de nossas escolhas mais arbitrárias: encontramos uma pessoa entre milhões e damos ao acaso o nome de destino.

A poesia começa quando a linguagem deixa de tentar explicar tudo e nos devolve ao encanto de não entender completamente o mundo.

Entre errar tentando e não fazer nada por medo de errar, prefiro o erro de quem teve coragem.

Há manhãs em que levantar da cama parece uma pequena rebelião contra o desespero. E, às vezes, isso já basta.

Muita gente passa a vida interpretando personagens que aprendeu a admirar e só percebe tarde demais que nunca conheceu o próprio rosto.

Não sei se é pura vaidade ou apenas a permanência criativa da saudade,
Só posso afirmar que você mora na minha dura realidade.