Pensamentos Mais Recentes
O abismo ouve...
O abismo responde...
O vazio está no máximo silêncio...
A palavras são sussurros aos ventos
Lágrimas veladas sao catigas de amor
As mesmas lágrimas escorrem num rio de solidão. ..
Entre linhas dos céus lágrimas são gotas dos ceus...
Luz calida sob ador da alma fria sem vida, mais vida é resiliência. . .
Canta todavia a música da paixão...
Que embriagado sonho seja maravilhoso...
Os primeiros raiar do sol sua alma canta no linear do despertar sonhos parecem ser o desejo de viver cada instante eterno....
O Direito ensina, antes de qualquer outra coisa, a suportar o tempo da verdade. A não deduzir. A não preencher silêncios com a própria suspeita. A diferenciar o que é dito, o que é provado e o que é apenas presumido.
Estudar Direito, para mim, não é abandonar nada do que já me move, é dar forma jurídica àquilo que sempre foi posição: defender com método, exigir com critério, julgar com prudência.
Quem confunde sensibilidade com ingenuidade transforma cada gesto generoso em alvo. Quem confunde cautela com indiferença passa a julgar o silêncio antes de entender o cuidado. Quem trata a exigência de prova como ofensa pessoal abre caminho para a condenação pelo rumor. E quem trata a ausência de prova como confissão inverte a lógica que sustenta qualquer civilização que ainda pretenda chamar-se justa.
Eis que a solidão se fazia imponente e não era mais que uma chuva silenciosa, que arrasta as folhas em suas enxurradas de galhos ressequidos a se perder na estrada. A solidão muito mais aprofunda nossas raízes no peito vívido da terra, em seu teto de atmosfera que cobrem todos os homens e suas fragilidades campestres. Minha honra é destrinchar o horizonte e recuperar o ontem que ainda se faz no agora. Ponho-me a comer amoras e desce de meus lábios líquidos roxos quase pretos. A amora traz em seu significante o amor que se demora. Bebo a água que me bebe e se esvai na estratosfera das mãos que buscam reconciliação, pois que é vã ceifar a terra de nossas colheitas e se dispersam os sonhos inocentes que se desmancham na terra vermelha. Somos fios de esplendor na imersão da cores em construção. A solidão se faz solitude na medida da incompletude de todos os pássaros que sobrevoam a cidade. E se faz rara a felicidade autêntica na boca ao mostrar os dentes. No tribunal as colinas tomam as decisões e são rigorosas todos os processos da alma em estágios avançados de se clamar ao sagrado a absolvição de nosso sangue irmão, que em longa contemplação se saceiam de nuvem na quietude da noite que chega discreta a escurecer a voz do trovão nos pés dos elementos encandeados. Os versos perscrutam a vida e suas partidas que mais se fazem comedidas a salvar a alegria dos dias. Eu volto minha face ao mar e me elevo em grandes ondas que se fazem inquietas. O amor no ar me ilumina e mais preservo a retina ao filtrar as palavras e deixá-las ensolaradas a raiar até mesmo na madrugada. O coração é o riso do campo se tanto mais encantos florescem no jardim das orquídeas em festa. Um mar de afeto nos trás para bem mais perto. E o poema se faz em versos de amor que floresceram na inesperada construção do agora. O amor se demora em brilhos da íris que finalmente encontra abrigo e somos fraternal amigo.
Nem toda abertura é fraqueza, nem toda cautela é frieza, nem toda exigência de prova é injustiça, nem toda falta de prova é culpa.
Uma sociedade pode se orgulhar de sua eficiência e ainda assim ser moralmente estreita. Pode confiar muito entre os seus e quase nada nos vulneráveis. Pode ter prosperidade para quem já é reconhecido e suspeita para quem precisa começar de novo. A confiança não é apenas acreditar em alguém.
Às vezes, confiar é emprestar ao outro uma ponte que ele ainda não consegue construir sozinho. Isso vale para tudo. Aldeias, empresas, famílias, movimentos sociais, instituições religiosas, projetos intelectuais e nações. Onde ninguém corrige nada, a confiança vira permissividade. Onde tudo é punição, a confiança vira medo.
A maturidade está em criar consequências sem destruir o vínculo. A confiança madura não é a confiança que acredita em tudo. Também não é a desconfiança que suspeita de todos. É a capacidade de abrir espaço para o outro sem abandonar a lucidez.
Amor-próprio não nasce da noite para o dia. Amor-próprio é construção, é resultado de muita coragem. É consequência de anos de renúncia até tornar-se nossa voz sem que tenhamos que dizer nada.
“PAI, É CHEGADA A HORA"
CAPÍTULO VIII
LIVRO: MIGALHAS DA GRANDE MESA.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Encontramos durante a vida íntima um instante na existência tão pessoal que a alma deixa de fugir de si mesma. Não é o momento do conforto. Não é a hora da facilidade. É o ponto exato em que o espírito compreende que já não pode permanecer infantil diante das responsabilidades morais da própria consciência.
Quando Jesus ergue os olhos ao Alto e pronuncia:
“Pai, é chegada a hora.”
não fala apenas do martírio que se aproxima. Fala da consumação de uma missão. Da maturidade espiritual que aceita o dever sem revolta. Da lucidez daquele que compreende que nenhuma grande transformação nasce sem renúncia.
Em Evangelho de João capítulo 17, o Cristo não demonstra desespero. Também não se vitimiza diante da dor iminente. Sua oração possui serenidade moral. Há grandeza psicológica em Suas palavras. Ele sabe o que O aguarda. Conhece a ingratidão humana, o abandono, a violência e a crucificação. Ainda assim, não retrocede.
Essa passagem revela uma das maiores diferenças entre o ego humano e a consciência iluminada. O homem comum pede que a hora difícil não chegue. O Cristo ensina a preparar-se para atravessá-la com dignidade.
Muitos desejam crescimento espiritual, mas poucos aceitam os processos que o produzem. Querem sabedoria sem silêncio. Vitória sem disciplina. Paz sem transformação íntima. Contudo, as horas decisivas da vida são inevitáveis. Elas chegam para todos.
Chega a hora da verdade. Chega a hora da perda. Chega a hora da responsabilidade. Chega a hora de abandonar velhos vícios emocionais. Chega a hora de amadurecer moralmente.
Sob a ótica espírita, a expressão do Cristo possui profundidade ainda maior. A Doutrina Espírita esclarece que a existência corporal é campo educativo da alma. Cada espírito reencarnado possui tarefas, provas e aprendizados necessários ao próprio aperfeiçoamento. Existem momentos em que o ser humano percebe interiormente que determinados ciclos terminaram. A consciência começa então a convocá-lo para um degrau mais elevado de entendimento.
Em O Evangelho Segundo o Espiritismo compreende-se que o sofrimento não representa punição arbitrária, mas mecanismo educativo da evolução espiritual. A “hora” mencionada por Jesus simboliza também o instante do testemunho moral. O momento em que o espírito demonstra, diante da vida, aquilo que realmente assimilou.
Muitos conhecem teorias religiosas. Poucos vivem o Evangelho quando a própria dor lhes bate à porta.
A hora espiritual não é anunciada por relógios. Ela surge silenciosamente dentro da alma. Às vezes manifesta-se numa enfermidade. Noutras vezes aparece na perda de alguém amado. Em certos casos nasce na solidão profunda, quando o indivíduo percebe que construiu uma existência inteira sustentada por aparências.
Então o espírito desperta.
E esse despertar quase sempre dói.
O mundo moderno ensina o homem a distrair-se de si mesmo. Há excesso de ruído e escassez de introspecção. As pessoas fogem do silêncio porque receiam encontrar a própria consciência. Entretanto, somente quem enfrenta a verdade interior consegue amadurecer espiritualmente.
Jesus não fugiu da Sua hora.
Essa é a lição central.
Ele poderia rebelar-se. Poderia amaldiçoar os homens. Poderia desistir da humanidade ingrata. Mas escolheu permanecer fiel ao amor até o fim. Essa fidelidade moral constitui uma das maiores expressões de grandeza espiritual já testemunhadas pela Terra.
Essa passagem convida o leitor a refletir sobre quantas vezes adiamos nossa própria transformação. Quantas vezes esperamos circunstâncias ideais para começar a viver com autenticidade. Quantas vezes pedimos luz enquanto continuamos alimentando sombras interiores.
A maturidade espiritual começa quando o indivíduo para de perguntar: “Por que comigo?”
e começa a perguntar: “O que esta experiência precisa ensinar ao meu espírito?”
Toda alma possui sua hora inevitável. O instante em que precisará escolher entre permanecer prisioneira das ilusões ou avançar moralmente.
Existem pessoas que passam décadas evitando essa travessia. Outras atravessam o sofrimento e emergem dele mais humanas, mais sensíveis e mais conscientes da presença divina.
O Cristo não glorificou a dor. Ele glorificou a fidelidade ao bem mesmo atravessando-a.
Essa diferença muda tudo.
A verdadeira fé não elimina as noites da alma. Ela concede sentido para suportá-las sem perder a dignidade da consciência. Talvez a grande tragédia humana não seja sofrer. Talvez seja atravessar a existência inteira sem compreender para que se sofreu.
Quando Jesus diz: “Pai, é chegada a hora.”
ensina que existe beleza moral naquele que aceita com coragem os compromissos da própria missão espiritual.
Porque a alma que amadurece deixa de pedir caminhos fáceis. E começa a pedir forças para permanecer justa, lúcida e fiel ao amor, mesmo diante das sombras do mundo.
Fontes consultadas.
Evangelho de João.
O Evangelho Segundo o Espiritismo.
#geeff #cems #espiritismo #kardec #revistaespirita #vidaaposamorte #psicologiaespiritual #doutrinaespirita #mediunidade #filosofiaespiritual #consciencia #despertar #lei #moral
Eu não posso fazer nada se o meu 'não' te desagrada. O meu compromisso é agradar a mim mesma. E confesso: isso já me dá um trabalhão danado.
Corações que se recusam a tratar suas próprias fraturas internas tendem a esmagar os passos de quem apenas tenta caminhar ao seu lado, restaurar a si mesmo é o esquadro que impede que os teus abismos antigos virem os tropeços do amanhã de alguém.
Frases, textos e citações by Josy Maria
É o desgaste pelo injusto e pelo abuso que pesa no fim do dia, e não há ingratidão em admitir que isso desmotiva. A alma cansa do que é absurdo. Mas, ao deitar a cabeça no travesseiro, escolho não acalentar o que me feriu. Fico com a minha fé. Fico com a certeza absoluta de que tudo o que é ruim é provisório e que esse agora que tanto incomoda vai virar só uma página no livro da minha vida. Minha vontade de vencer permanece intacta. Com Deus me deito, sabendo que o amanhã será melhor.
Josy Maria 19/05/2026
“O valor de um líder está na forma como trata seus liderados; e o valor de um liderado está na forma como trata seu líder.”
— Anderson Silva
A verdadeira força não reside apenas na densidade da matéria que conseguimos mover, mas na precisão com que esculpimos a nossa própria essência. Assim como a mente racional decodifica o caos em ordem, o espírito resiliente transforma a força bruta em virtude, usando o prumo da consciência para garantir que cada nova camada construída nos eleve em direção ao nosso alinhamento mais perfeito.
Mesmo que a distância tente nos afastar, o nosso sentimento sempre encontrará um caminho para nos unir, nos lembrando de que estarmos bem e sintonizados juntos é o que nos mantém verdadeiramente fortes.
A verdadeira solidão é quando o reflexo no espelho parece o único ponto de partida e o único ponto de chegada.
