Pensamentos Mais Recentes
Trincheira
Demétrio Sena - Magé
Sou apenas um tolo; que não sabe
desejar o pior pro ser humano;
que não cabe na bolha ressentida
onde o plano é viver pra se vingar...
Tenho raivas, mas nunca pretensão
de forjar a pureza que não tenho,
pois o meu coração se reconstrói
por engenho da própria humanidade...
Mostro dentes, preciso de trincheira,
cerro punhos, é só sobrevivência,
quando a beira do abismo faz careta...
Sei apenas que nunca fui de nada;
minha estrada se fez de pura sorte;
falso forte por força da fraqueza...
... ... ...
Respeite autorias. É lei
Nenhuma bênção chega sem deixar marcas. Cada cicatriz que a vida lhe trouxe guarda um lembrete de Deus: nunca desista, siga em frente, pois é nas feridas curadas que Ele escreve as mais profundas histórias de superação.
“Saiba que sua resiliência uma hora será recompensada, não importa quantos dias, semanas, meses ou anos levem, basta não desistir por nada e nem ninguém, seu sucesso pode estar a poucos minutos de distância”.
ECONTECE
A Terra oferece,
o sol resplandece,
o rio obedece,
e a árvore floresce;
o homem apodrece,
mas ninguém esclarece
tudo que Econtece.
O homem enriquece,
mas não reconhece,
nega e esquece
que o mundo padece.
O povo adoece,
o lucro só cresce,
e a poucos favorece.
O homem envelhece,
mas o que parece
é que não agradece
nem amadurece.
Promete, endurece,
não se compadece
com quem empobrece.
A Terra falece,
e o homem aquece;
o dinheiro enlouquece
e isso me aborrece.
O homem enaltece,
o que o fortalece,
mas quem manda se esquece
de quem sofre e perece.
O discurso aparece,
e desaparece —
Na verdade, esmorece.
Quem tem, endurece
e nada merece,
no altar que engrandece.
Façamos uma prece:
— Se um anjo viesse
flechar quem fizesse
o Nobel do ECOntence?
Se ele soubesse
de onde estivesse,
falaria — Se apressem!!!
— Ah, se eu pudesse!!!! "
A TERRA É FOGO QUE ARDE E QUE SE VÊ
A Terra é fogo que arde e que se vê,
É grito surdo e alto contra o lucro.
É um recado ao homem — bicho xucro —
É dor que não querem resolver.
Não é mais aceitável o “— E daí?”
É limitada a Terra, mãe da gente,
Nossa única morada, um presente,
Como avisam Krenak e Raoni.
Defende-se com enchentes, vendavais
E ribomba seus trovões, — despertadores —
Para negacionistas imorais.
A Terra evapora, seca e arde
E não perdoará os predadores:
— São os humanos — a calamidade.
Eu já havia sido condenada à prisão perpétua, mas um homem se levantou e disse que pagaria no meu lugar. Para minha surpresa, ele era o filho do juiz.
18 DE ABRIL — A LUZ INAUGURAL DA CONSCIÊNCIA ESPÍRITA - O LIVRO DOS ESPÍRITOS.
A data de 18 de abril de 1857 assinala um dos marcos mais significativos da história do pensamento espiritual moderno. Nesse dia veio a lume a obra O Livro dos Espíritos, organizada por Allan Kardec, estabelecendo os alicerces da Doutrina Espírita sob critérios de observação, universalidade e rigor racional.
A primeira edição apresentou 501 questões, fruto de um labor meticuloso que se estendeu por mais de um ano. Kardec, atento ao método comparativo e à concordância universal dos ensinos, valeu-se da colaboração de diversos médiuns, entre eles as senhoritas Baudin, Japhet e Ermance. Esse procedimento não apenas conferiu consistência ao conteúdo, mas também distinguiu a obra de qualquer formulação individual ou arbitrária, elevando-a à condição de síntese doutrinária.
Reconhecendo a incompletude natural de um trabalho inaugural, Kardec revisou e ampliou a obra.
( O texto que segue abaixo foi escrito por J. Herculano Pires, na “Nota do tradutor”, em O Livro dos Espíritos.
16 de março de 1860 foi publicada a segunda edição deste livro, inteiramente revisto, reestruturado e aumentado por Kardec sob orientação do Espírito da Verdade, que desde a elaboração da primeira edição já o avisara de que nem tudo podia ser feito naquela, culminando na edição definitiva com 1019 perguntas e respostas. )Tal ampliação não foi mera adição quantitativa, mas um aprofundamento sistemático dos princípios que regem a natureza espiritual, a imortalidade da alma, a lei de causa e efeito e a pluralidade das existências.
No contexto intelectual do século XIX, marcado pelo avanço do positivismo e pelo ceticismo científico, a proposta espírita não se apresentou como ruptura irracional, mas como uma continuidade investigativa. O próprio Kardec registra em O que é o Espiritismo a sua postura inicial de reserva crítica diante dos fenômenos, afirmando:
“Eu me encontrava, pois, no ciclo de um fato inexplicado, contrário, na aparência, às leis da natureza e que minha razão repeliria.”
Tal declaração evidencia o caráter progressivo da aceitação, fundada não em credulidade, mas em análise reiterada e testemunhos convergentes.
Assim, O Livro dos Espíritos não apenas inaugurou a Codificação Espírita, como também instituiu um paradigma metodológico que conjuga fé raciocinada e investigação. Seu impacto transcendeu fronteiras, tornando-se o primeiro passo para a consolidação de um corpo doutrinário que dialoga com a filosofia, a ciência e a moral.
Comemorar o 18 de abril não é apenas reverenciar uma data histórica. É relembrar o compromisso com o estudo sério, com a depuração das ideias e com a fidelidade aos princípios que rejeitam o misticismo vazio e as construções supersticiosas. É reconhecer que a Doutrina Espírita não se sustenta em símbolos exteriores, mas na transformação interior orientada pelo conhecimento.
Que esta efeméride inspire o retorno constante às fontes legítimas, onde a verdade não se impõe, mas revela-se ao espírito que busca com disciplina, razão e sincera disposição de compreender.
Fontes fidedignas consultadas
“O Livro dos Espíritos”, 1857 e edição revista de 1858.
“O que é o Espiritismo”, 1859.
“Revista Espírita”, edições de 1858 a 1869.
Marcelo Caetano Monteiro .
