Pensamentos Mais Recentes

Já parou para imaginar que os ciclos talvez não existam para determinar o começo, o meio e o fim de nada? Talvez existam para nos permitir reencontrar pensamentos, pessoas, situações e a própria vida com uma consciência e um olhar que antes não possuíamos.

Desejar, sonhar e ter esperança é reconhecer que o amanhã ainda não terminou de acontecer.

O que às vezes não entendemos quando falamos sobre impermanência é que ela não significa que tudo acaba. Talvez signifique que nenhuma forma possui o direito de aprisionar para sempre aquilo que ainda pode se transformar, inclusive ela mesma, que amanhã poderá ser diferente.

Uma verdade pode ser inteira no instante em que existe sem precisar continuar sendo por uma vida inteira.

*"Último Cigarro"*

Valeu a pena eu deixar.
Valeu a pena eu escolher a vida.

Aquela fumaça que me prendia
hoje virou *passado*.

Eu tenho força pra nunca mais voltar.
Que o vício fique *pra trás*,
e no lugar dele nasça em mim
ar puro, pulmão cheio e orgulho.

*Eu venci. E isso é pra sempre.*

2452 📜 "Se sua Narrativa, com toda (sua) Eloquência, refere-se a fatos já consagrados, à História ou a algo já bem (ou mal) explorado por Outros, ora, cite as fontes... As suas fontes! Falar o que se quer implica nisso, não é? Ou não é?"
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"Estou mostrando fatos, ainda não percebeu? Poizé... mostrofatos.top!"

Servir o outro também é uma forma de se encontrar e evoluir. Quando voltamos nosso olhar para as necessidades do outro, quebramos a prisão do ego e expandimos nossa própria consciência.


Servir não anula quem somos, pelo contrário, é no ato genuíno de doar tempo, escuta, afeto ou cuidado que muitas vezes descobrimos nossa verdadeira força, nossos propósitos mais profundos e aquilo que nos torna profundamente humanos.


A evolução pessoal caminha de mãos dadas com a generosidade e com a nossa capacidade de nos conectarmos com o coletivo."

É inverno, estamos em julho,
sem flor e nenhum fruto.
Enquanto a querida sapucaia 
repousa tranquila na praça,
O charme da minha mente 
anda roçando na tua barba.


A sua vibração anda fazendo 
do meu coração um coreto
em afinação para a festa, 
Avassaladoramente estou 
ocupando-te com intenção 
de ser amor e a tua paixão. 


Todo o dia a minha rebeldia 
em ti anda fazendo a poesia, 
e uma deliciosa revolução;
Tu não anda mais aceitando
por atração outra direção 
que não seja se entregar à sedução.

Sempre que houverem
pássaros e a Lua 
em qualquer fase no céu 
do Médio Vale do Itajaí,
e eu possa apreciar aqui
do meu jardim em Rodeio,
haverá muita coisa entre 
nós ao redor acontecendo,
para nós o melhor 
estou a cada dia prevendo.


As badaladas dos sinos 
da Igreja Matriz São Francisco 
se misturam ao barulho 
dos tratores e dos carros
que estão indo rumo 
à Festa do Colono e do Motorista
no meio desta paisagem 
criada por Deus, o maior artista.


Agora, espero que você venha,
se divirta e encontre de verdade 
com o que há de melhor e poesia, 
para que os teu passos regressem
quando buscares o que inspira,
a festa e a beleza para a sua vida
com toda a alegria e muita magia.

Não adianta fazer média, quando o estrago já foi feito! O tempo não dá ré!!

Solidão


A solidão não grita.  
Ela chega de mansinho,  
senta na beira da cama  
e divide o silêncio comigo.


Não é falta de gente.  
É excesso de mim.  
É a casa cheia de pensamentos  
e a mesa posta só pra um.


Às vezes ela pesa,  
como noite sem luar.  
Outras vezes ela cura,  
como maré que vai e volta  
e leva embora o que não presta.


A solidão me ensina  
a conversar comigo,  
a me ouvir sem pressa,  
a ser companhia pra mim mesmo  
até a gente virar dois de novo.


E quando ela vai embora,  
deixa a porta entreaberta.  
Porque a gente aprende:  
solidão não é vazio.  
É quarto onde a alma se arruma.

Aos meus guardiões de risos e memórias, envio hoje meu beijo e carinho em forma de gratidão, pois amigos são a poesia mais bonita que a vida escreve no coração.

Com o sopro do vento, envio um beijo e o meu mais sincero carinho aos amigos que tornam meu mundo um lugar muito mais iluminado.

ENFIM, O MEU EPITÁFIO. - Parte II
Autor: Marcelo Caetano Monteiro
Não venhas despertar meu pó cansado;
Silenciou meu último chamado.
A voz que outrora incendiava o vento
Dissolveu-se na cinza do momento.
Fechai meus olhos. Nada mais espero.
Bebi o fel, atravessei o austero.
Cada ilusão, qual lâmpada sem lume,
Findou perdida em seu mortal negrume.
Fui peregrino de incontáveis dores,
Colecionando espinhos, não louvores.
A cada queda, o peito se rompia;
A cada aurora, a noite renascia.
Amei além da força dos humanos;
Morri um pouco em todos os enganos.
Guardei sorrisos para quem partia,
Ocultando a própria agonia.
Jamais medi o preço do perdão;
Entreguei inteiro o coração.
Em troca, recebi o frio inverno,
Companheiro constante do meu inferno.
Agora, enfim, nenhuma voz me chama;
Extinguiu-se o derradeiro drama.
Nem glória peço, nem qualquer memória;
O esquecimento também possui vitória.
Se alguém passar diante desta pedra,
Não diga que o destino foi uma queda.
Escreva apenas, com piedade e calma:
"Aqui repousa um homem que perdeu quase tudo, exceto a dignidade. Buscou a verdade quando a mentira era mais confortável; escolheu amar quando o abandono parecia inevitável. Partiu em silêncio, mas deixou, na eternidade, a prova de que um coração ferido ainda pode iluminar o mundo."
E quando o vento apagar meu nome derradeiro,
Quando o tempo consumir meu paradeiro,
Não procurem meu rosto entre os mortais...
Procurem-no na lágrima que insiste em não cair mais, no abraço que chega tarde, na saudade que jamais encontrou sepultura. Porque há mortos que desaparecem da terra magoada e impura; e há almas que permanecem respirando dentro da dor daqueles que amaram sorvendo só amargura.

"DIANTE DE UM PROBLEMA QUE VOCÊ DEVE RESOLVER, OU UMA INICIATIVA PARA MELHORAR DE VIDA, DEIXAR SEMPRE PRA MANHÃ; VOCÊ É UM PROCRASTINADOR, O TEMPO PASSA E NADA FAZ; A MELHOR AÇÃO É AGORA" Ademar de Borba

ENFIM, O MEU EPITÁFIO
Autor: Marcelo Caetano Monteiro
Não chores sobre a fria sepultura;
Ali repousa apenas a moldura.
Quem fui não cabe em pedra ou inscrição,
Pois fez da própria ausência uma canção.
Passei qual sombra errante pela estrada,
Levando a alma de esperança ornada.
Perdi jardins, abracei o inverno,
Mas preservei o lume do que é eterno.
Se amei, foi com a força das ruínas;
Se caí, foi beijando as disciplinas.
Jamais verguei ao ouro ou à vaidade;
Busquei, na dor, a face da verdade.
Não tragas flores para o meu jazigo;
Prefiro o bem semeado entre o perigo.
Que cada gesto nobre em teu caminho
Transforme em luz o pó do meu destino.
Se um dia leres estas derradeiras linhas,
Não contes minhas perdas ou conquistas.
Recorda apenas que um coração sincero
Jamais morreu por ter amado austero.
E quando o tempo apagar meu nome inteiro,
Sem voz, sem retrato, sem roteiro,
Escreve apenas, simples, sobre a fria pedra:
"Aqui repousa um homem que jamais deixou de procurar a Verdade; e, procurando-a, aprendeu que o amor é a única herança que não conhece sepultura."

[...]que o silêncio não te deixe esquecer


do quão importante você é


para quem te ver com o coração.

"Há sessenta e três anos, o Ministério Público do Estado do Acre escreve uma história de independência, coragem e compromisso com a sociedade. Que o futuro nos encontre tão fiéis aos nossos princípios quanto fomos ao longo dessa trajetória, porque as ferramentas evoluem, os desafios se renovam, mas a missão de promover a justiça permanece eterna."

sou a avó mais feliz do mundo

"O Ministério Público não é definido pelos edifícios que ocupa, nem pelas tecnologias que utiliza. É definido pelos valores que seus membros preservam e pela coragem com que os colocam a serviço da sociedade."

"O tempo transformou nossos instrumentos de trabalho, aperfeiçoou nossos métodos e ampliou nossas possibilidades de atuação ao longo destes 63 anos. Contudo, há algo que permanece inalterado desde o primeiro dia: a convicção de que servir à sociedade, defender a Constituição e promover a Justiça constituem a razão maior da existência do Ministério Público do Estado do Acre."

Que o silêncio da noite embale a alma e a paz das estrelas acenda a esperança do amanhã. Bom descanso!

O dia se cala e o sol vai embora,
Guardando a promessa de um novo amanhã.
O céu de veludo se acende agora,
Com luzes de prata e mansidão manhã.
É hora de soltar a pressa e a dor,
Entregar o cansaço ao silêncio e à luz.
Pois a noite acolhe com todo o seu amor,
E em paz, com as estrelas, o sono conduz.

Houve um tempo em que a riqueza de um povo era medida por aquilo que tirava da terra. Arrancaram madeira das matas, ouro das montanhas, café dos campos. Parecia que toda prosperidade dependia de retirar alguma coisa do mundo até deixá-lo mais pobre.


Agora a extração é outra.


Já não se arrancam apenas árvores, metais ou colheitas. Arranca-se a alma sem tocar no corpo. Arranca-se atenção, desejo, memória, gosto. Arranca-se significado.


Já não basta vender um pão. Vende-se a fome.


Já não basta vender uma canção. Fabrica-se o ouvido incapaz de suportar o silêncio.


Já não basta oferecer um caminho. Ensina-se o viajante a esquecer para onde ia.


Há uma crueldade nova nesse mecanismo. As prisões antigas cercavam o corpo. As prisões de agora cercam a vontade. Descobriu-se que o homem deixa de resistir muito antes de deixar de obedecer. Basta que já não consiga desejar por si mesmo.


A cultura foi sendo reduzida a uma superfície. As cores rarearam. As formas se comprimiram. A beleza tornou-se um luxo. E o mundo, que durante milênios pediu contemplação, passou a exigir apenas eficiência.


O mais inquietante é que quase nada nos foi arrancado à força. Fomos cedendo. Um hábito de cada vez. Uma renúncia de cada vez. As maiores perdas raramente fazem barulho.


Talvez essa seja a pobreza mais profunda do nosso tempo. Não a falta de dinheiro, mas a falta de espanto. Porque um povo não desaparece quando perde suas riquezas. Desaparece quando perde a lembrança do que era digno de ser amado. A morte de uma civilização começa muito antes de sua ruína. Começa no dia em que já não reconhece como sua a própria voz.


O maior triunfo do nosso tempo não foi ensinar as máquinas a criar. Foi convencer os homens de que criar já não era necessário. Bastaria consumir. Repetir. Reagir. Ajustar-se. Bastaria permanecer dentro do fluxo.


A natureza nunca fez duas árvores iguais. O mercado, ao contrário, passa a vida tentando convencer o mundo de que uma única forma basta para todas as florestas.


Mas a beleza continua sendo uma forma de rebeldia. A arte continua sendo uma forma de desobediência. E toda civilização que esquece isso começa a extrair de si mesma a última riqueza que possuía. Não o ouro. Não a terra. Nem a técnica.


A capacidade de sentir que era única.