Pensamentos Mais Recentes
“Eu sou um homem que passou muitos anos vivendo minha história e que, agora, comecei a descobrir que compreendendo esta minha história talvez seja uma segunda maneira de vivê-la.”
“O Amor Que Nasce em Silêncio”
Cresce ao teu lado, invisível flor,
Um sentimento puro, de imensurável ardor,
Como hera que abraça o muro antigo,
Sem que percebas, eu te sigo.
És cega aos passos do meu coração,
Que bate forte nesta doce ilusão,
Como lua que beija o mar adormecido,
Meu amor por ti tem florescido.
Não vês as raízes que plantei,
Neste jardim secreto onde te sonhei,
Cada olhar meu é semente lançada,
Em terra fértil, porém ignorada.
Cresce em mim esta paixão profunda,
Como aurora que a noite fecunda,
E tu segues teu caminho sereno,
Sem sentir este amor tão pleno.
Um dia, talvez, possas despertar,
E este sentimento enfim notar,
Que cresceu paciente, ao teu redor,
Esperando apenas por teu calor.
Pois o amor verdadeiro assim se faz:
Em silêncio cresce, discreto e tenaz,
Até que os olhos consigam, afinal,
Ver o jardim que sempre esteve no quintal.
“Sentimento”
Sentimento é o que nos torna humanos,
é a cor que pinta os dias cinzentos,
é o que pulsa além dos nossos planos,
vivendo em nós, profundo, nos momentos.
Sentimento não se explica, se sente,
é alegria que explode sem avisar,
é tristeza que chega de repente,
é saudade que insiste em ficar.
É o amor que aquece quando faz frio,
é a raiva que queima como brasa,
é medo que percorre como um rio,
é esperança que nunca passa.
Sentimento nos move e nos transforma,
nos faz chorar, sorrir, até gritar,
é a essência que nos conforma,
o que nos faz viver e não apenas estar.
Tem sentimento em tudo que fazemos,
no abraço apertado, no olhar sincero,
nas palavras que calamos e nas que dizemos,
no que é falso e no que é verdadeiro.
É sentimento que nos liga uns aos outros,
que constrói pontes onde havia muro,
que nos faz irmãos, nunca solitários ou sós,
que torna o presente menos duro, o futuro menos escuro.
Sentir é estar vivo de verdade,
é aceitar que somos imperfeitos,
é viver com toda intensidade,
sentimentos puros, sentimentos retos.
O sentimento é mesmo o que dá sentido a tudo na vida!
“Além das Medidas”
O meu amor por ti é maior que a dimensão do mundo. Não cabe nos mapas, não se mede em quilômetros nem se pesa em balanças de ouro.
É um sentimento que escapa pelas frestas do possível, que transborda os oceanos e se derrama sobre montanhas invisíveis.
Quando te penso, o universo fica pequeno.
As estrelas são apenas pontos tímidos comparados ao brilho que carregas nos olhos. A vastidão dos mares se torna uma poça d’água diante da profundidade do que sinto. O mundo gira, mas meu amor permanece fixo, imenso, inalterável como uma constelação que só eu consigo ver.
Não há atlas que contenha este sentimento, não há horizonte que o limite. Ele existe num lugar próprio, numa geografia secreta onde só habitam duas pessoas: eu, que amo, e tu, que és amada. Ali, nesse território sem fronteiras, construímos uma dimensão maior que todas as outras feita de instantes, de silêncios partilhados, de promessas sussurradas ao vento.
O meu amor por ti é maior que a dimensão do mundo porque criou um mundo próprio, infinito, eterno.
Céu vestido de seda cinza
sobre uma praça pública
em algum lugar esquecida,
Esplendem árvores nativas,
militantes silenciosas da vida
acenando a poesia dos dias.
“Confissão da Alma”
Escrever é dialogar comigo,
conceder audiência ao murmúrio
que ecoa nas câmaras recônditas do ser.
Cada palavra grafada
confissão sussurrada,
revelação que atravessa camadas,
alcança os estratos onde habitam
as verdades não ditas.
No ato de escrever,
liturgia de cura se instaura,
ritual de reconciliação
com os fantasmas do pretérito.
A caneta, bisturi delicado,
incide sobre feridas antigas,
liberta o tempo aprisionado nas cicatrizes,
permite que respire, que se dissipe.
O papel acolhe
o que a memória guardou em silêncio,
oferece refúgio às dores
que se recusaram a ser esquecidas.
Neste exercício de transcrição da alma,
o autoconhecimento se revela.
As palavras não apenas descrevem
elas nos descobrem.
Cada frase tecida,
espelho límpido
onde nos contemplamos
sem máscaras, sem subterfúgios.
Na escrita somos
o confidente e o confessor,
aquele que escuta
e aquele que é escutado,
simbiose que dissolve
a solidão essencial do existir.
O que jaz nos recantos invisíveis
emerge através da tinta,
ganha substância,
torna-se tangível.
E assim, no papel,
nos encontramos mais inteiros,
mais verdadeiros,
mais profundamente compreendidos
por nós mesmos.
A escrita é mais que expressão
é revelação,
é epifania,
é o encontro primordial
com aquele que sempre fomos,
mas que só agora,
através das palavras,
podemos verdadeiramente reconhecer.
Quem aceita a infelicidade pelo conforto que possui, não enxerga o seu verdadeiro valor — aceita o preço do vazio e a retenção de suas vontades.
“O Mundo e as Palavras”
Como fazer uma poesia se o mundo não vive uma poesia? Olho pela janela e vejo pressa, vejo indiferença, vejo gente passando por gente como se fossem sombras. Onde está o verso nesse corre-corre sem sentido? Onde está a rima nesse barulho que não cessa?
Como falar de amor se o mundo não ama mais? As pessoas tocam telas, não mãos. Enviam corações digitais, mas esqueceram como se abraça de verdade. O amor virou pressa, virou conveniência, virou algo que se descarta quando incomoda. E eu aqui, com palavras antigas tentando descrever um sentimento que parece fora de moda.
Como escrever histórias se o mundo não faz mais histórias bonitas que tocam o coração? Tudo é rápido, superficial, descartável. As narrativas viraram manchetes, os encontros viraram notificações, os sonhos viraram metas de produtividade. Ninguém mais se senta para ouvir uma história completa. Querem o resumo, a versão curta, o final sem o caminho.
Como prometer um mundo diferente se o mundo não quer mudar? Ele insiste nos mesmos erros, repete as mesmas dores, ignora as mesmas lições. Falo de esperança e me olham como se eu falasse língua estrangeira. Falo de transformação e dizem que sou ingênuo.
Mas talvez seja exatamente por isso que preciso continuar. Porque se o mundo não vive poesia, alguém precisa escrevê-la. Se não há amor suficiente, que eu possa oferecer o meu. Se as histórias não tocam mais, que eu insista em contar aquelas que fazem o coração lembrar que ainda bate.
Talvez mudar o mundo comece justamente quando nos recusamos a aceitar que ele não pode ser diferente.
“Quando o Corpo Dança”
Há um instante em que tudo se aquieta e o corpo desperta para a música secreta que sempre existiu dentro das veias, esperando apenas que nos permitíssemos responder ao seu chamado antigo.
Então começamos.
Um pé se ergue, hesitante, depois o outro mais ousado agora e de repente não somos mais essa gente cansada, enrijecida, mas rios que finalmente encontráramos o caminho de volta para o mar.
Cada movimento é uma lembrança:de quando éramos crianças que giravam até a tontura virar riso, de quando o corpo era pura liberdadeantes que nos ensinassem a ficar quietos, comportados, contidos.
A dança nos devolve isso.
Nos devolve a nós mesmos.
Os braços se estendem como asas que redescobrimos ter,o quadril balança com aquela sabedoria que só o corpo conhece,os ombros se soltam liberando toda a tensão que acumulamos carregando o mundo.
E sentimos ah, como sentimos! o sangue correndo mais rápido,o coração batendo com mais vontade,os pulmões se enchendo de um arque parece mais puro, mais vivo, mais nosso.
Dançar é dizer sim.
Sim para este corpo imperfeito e perfeito,sim para esta vida que pulsa,sim para a alegria que não precisade motivos grandiosos para existir,apenas deste momento,desta música,deste movimento.
E nos fortalecemos não apenas os músculos que trabalham,não apenas o equilíbrio que se aprimora,mas algo muito mais profundo:a certeza de que estamos vivos, completamente, intensamente, maravilhosamente vivos.
Cada passo no chão é uma afirmação:estou aqui.Cada giro é uma declaração:existo.Cada salto é um grito silencioso:importo, valho, brilho!
Não importa se dançamos sozinhosou rodeados de gente,se há palco ou apenaso chão da cozinha,se há plateia ou somenteo olhar amoroso do espelho.
O que importa é esta rendição,esta entrega absolutaao prazer de habitar este corpo,de sentir cada músculo se alongar,cada articulação se flexionar,cada parte de nós colaborandonesta sinfonia de movimento.
E quando paramos,ofegantes e radiantes,com suor nas têmporase sorriso inevitável nos lábios,sabemos que acabamos de fazeralgo revolucionário:
Escolhemos a vida.Escolhemos o movimento.Escolhemos a alegria.
Porque dançar é isso é recusar a paralisia,é negar o entorpecimento,é afirmar com cada célula do corpo:enquanto eu puder me mover assim,enquanto eu puder sentir esta potência,enquanto eu puder celebrareste milagre de estar vivo,
eu danço.
E dançando,eu permaneço.E dançando,eu renasço.E dançando,eu simplesmentesou.
“Sonhos Quebrados”
Sim, quebraram-se os sonhos que tecemos juntos,
Caíram como vidro ao chão, em mil pedaços,
E cada fragmento corta fundo,
Lembrança afiada dos nossos abraços.
Mas não vim aqui chorar sobre as ruínas,
Nem lamentar o que o destino desfez,
Vim recolher os cacos, as esquinas
De tudo que amamos uma vez.
Porque mesmo quebrado, o sonho teve valor,
Mesmo partido, brilhou enquanto durou,
E não vou fingir que não houve dor,
Nem negar que profundamente me marcou.
Eu te amei com a força de quem acredita,
Com a coragem de quem não teme se entregar,
E se o sonho quebrou, a verdade está escrita:
Valeu cada risco que ousei tomar.
Não me arrependo dos castelos que erguemos,
Mesmo que o vento os tenha derrubado,
Não lamento as promessas que fizemos,
Mesmo que o tempo as tenha transformado.
Sonhos quebrados ainda contam histórias,
Falam de quem fomos quando ousamos sonhar,
De batalhas perdidas que são vitórias,
De um amor que se atreveu a existir sem calcular.
E eu aprendi, entre os destroços e a dor,
Que é melhor ter amado e perdido,
Do que viver sem conhecer o ardor
De um coração completamente rendido.
Então recolho os pedaços com firmeza,
Não como quem desiste ou se resigna,
Mas como quem honra cada certeza,
Cada momento em que a vida foi divina.
Porque nós fomos reais, intensos, verdadeiros,
Queimamos como chama que não se contém,
E mesmo que os sonhos tenham sido passageiros,
O amor que vivemos não pertence a ninguém.
Ele é meu, é nosso, é eterno,
Guardado onde o tempo não alcança,
No lugar mais profundo e interno,
Onde a memória vira esperança.
Sonhos quebrados não são o fim da história,
São apenas capítulos que se fecham,
E eu carrego nossa memória
Como ferida que as cicatrizes confessam.
Sim, dói. Não vou mentir dizendo que não dói.
Mas a dor prova que foi verdadeiro,
Que não fomos covardes, que não foi casual,
Fomos fogo, tempestade, amor certeiro.
E se um dia os cacos desses sonhos
Se juntarem novamente de algum modo,
Ou se seguirmos caminhos medonhos,
Separados, carregando o lodo,
Saiba que você foi meu sonho mais bonito,
Mesmo quebrado, ainda reluz,
E no silêncio do meu peito aflito,
Você ainda é a minha luz.
Sonhos quebrados, sim, mas não perdidos,
Guardados como joias imperfeitas,
Amores vividos, não esquecidos,
Feridas abertas, mas aceitas.
E eu sigo, firme, apesar da ruptura,
Não como quem desistiu de sonhar,
Mas como quem aprendeu que a vida é dura,
E mesmo assim, vale a pena amar.
A Verdadeira Beleza Humana
A verdadeira beleza não mora no espelho.
Mora no gesto que ninguém viu
e que consertou o dia de alguém.
Não está na pele lisa,
está na ruga que veio de tanto sorrir,
na mão calejada que serve,
no olhar que acolhe sem perguntar.
Beleza é gente que escuta de verdade.
Que senta do lado quando a noite pesa.
Que divide o pão, que pede perdão,
que diz "tô aqui" sem fazer promessa grande.
É a força mansa de quem já caiu
e escolheu levantar com doçura.
É a coragem de ser inteiro
mesmo quando o mundo pede máscara.
Beleza humana é alma limpa.
É farmar aura com atitude.
É deixar o lugar melhor do que encontrou.
É amar sem cobrar, e cuidar sem cansar.
Porque no fim das contas
o que fica não é a foto.
Fica o cheiro de presença,
o abraço que curou,
a luz que a gente acendeu no outro.
Essa... essa não envelhece.
A minha alma a tua beija
por tudo o que nos incendeia,
Onde em nós tudo passeia
em tempo de Apamate rosa
em plena eflorescência,
Deste continente austral
somos o encontro e a pertença
com arte e benquerência.
[Por tudo aquilo que põe
a rebeldia em efervescência.]
Gratidão
Gratidão é olhar pra trás
e ver Deus em cada detalhe.
No pão de cada dia,
na porta que fechou,
na que abriu na hora certa.
É dizer "obrigado" até pelo vento
que levou o que pesava.
Pelas mãos que estenderam,
pelo silêncio que curou,
pela gente que ficou.
Gratidão não esquece.
Transforma pouco em muito,
lágrima em semente,
cansaço em recomeço.
É farmar aura todo dia:
agradecer o sol, a chuva,
a casa, a saúde, o "tô aqui".
Porque quem agradece
enxerga beleza até no simples.
E vive mais leve.
“Soneto do Morro que Canta”
Onde o asfalto finda e a escada sobe,
Nasce o samba que embala a alma inteira,
O morro é berço d’ouro que não morre,
Rei da ginga, da poesia verdadeira.
Cavaco chora e ri quando descobe
Que a favela é resistência altaneira,
Nas lajes sob estrelas, a luz cobre
A dor que vira dança na ladeira.
Ali onde dizem que há carência,
Sobra amor, tem ginga, tem compasso,
Tambor que bate fé e resistência.
O morro ensina o Brasil com seu passo:
Sambar é transformar a própria essência,
Fazer do chão de pedra um céu de abraço.
“Soneto das Estações do Ser”
Quando te encontrei, nasceu primavera,
Brotaram flores no deserto da alma,
E o verão chegou com luz sincera,
Trazendo ao peito a mais perfeita calma.
És tu a lua que nas noites impera,
Guia celeste que meu caos acalma,
Farol que brilha quando a noite era
O vazio onde morria qualquer balma.
Sem ti, não há ciclicidade ou fluxo,
Nem o tempo cumpre seu ofício eterno,
Perco outono, inverno, até o luxo
De sentir renascer no que governo.
És tu a roda que ao meu ser conduzo,
As quatro faces do meu próprio inverno.
No Fim do Poema
No fim do poema não há ponto final.
Há uma cadeira vazia na cozinha,
o café esfriando enquanto a tarde decide
se fica ou se vai.
No fim do poema, a rua continua.
O ônibus passa cheio de histórias que não cabem em verso,
o vendedor grita o preço do dia,
e alguém chora baixo no celular
como quem pede desculpa por existir.
No fim do poema, a gente aprende
que nem tudo vira metáfora.
Algumas dores ficam literais demais,
algumas alegrias pequenas demais,
e a vida segue escrevendo em prosa
o que a poesia não deu conta.
No fim do poema, sobra o corpo.
Cansado, insistente, vivo.
Sobra a respiração que falha, mas volta.
Sobra a memória tropeçando em si mesma,
lembrando do que foi
e inventando o que ainda pode ser.
No fim do poema, ninguém aplaude.
A luz não se apaga de repente.
O mundo não entende que aquele verso era despedida.
E tudo bem.
O mundo nunca soube ler direito.
No fim do poema, começa outra coisa.
Talvez não seja bonita,
talvez não rime,
talvez não salve ninguém.
Mas anda.
E enquanto anda,
vai escrevendo.
O piloto automático não escolhe o destino. Apenas continua seguindo a rota que foi treinado durante anos.
VENTO, HÁLITO DO INFINITO.
Vento sutil, que em lúcida alvorada,desces do azul em musical cicio,trazendo à gleba, em doce eflúvio, o frioda madrugada em luz acariciada.
És peregrino da amplidão sagrada,invisível arauto do estelífero vazio;percorres o universo, em vasto estio,qual prece errante à esfera iluminada.
Nas tuas asas, trêmulas de encanto,viaja o murmúrio do celeste cantoque embala a criação em harmonia;
e quando beijas a campina agreste,pareces transportar do reino celestea voz eterna da Sabedoria.
The upright man who aspires to perfection is always invited to join Universal Freemasonry within any just, theistic, and democratic society. Regardless of the jurisdiction, rite, or degree—guided by liberty, virtue, and good conduct—he becomes, from that moment on, a faithful laborer in the execution of the just and perfect Great Work across all corners of humanity. He acts not for himself nor for an earthly king, but for the glory and light of the Great Architect of the Universe, who bestowed upon him the task of hewing the rough ashlar of his material and spiritual self through Sacred Geometry.
As batalhas, muitas vezes, lutamos sozinhos. Mas as grandes guerras, lutamos juntos — e juntos vencemos.
Você é a poesia que eu leria o dia inteiro
Você é uma poesia
que eu adoraria ler durante todo o dia,
sem pressa de chegar ao último verso.
Gostaria de descobrir suas entrelinhas,
decifrar seus silêncios,
conhecer os desejos que você nunca revelou
e os sonhos que ainda guarda em segredo.
Queria aprender a linguagem do seu olhar,
a delicadeza dos seus gestos,
e encontrar, pouco a pouco,
tudo aquilo que faz seu coração estremecer.
Porque amar você seria assim:
uma descoberta sem fim,
uma poesia que não se lê apenas com os olhos,
mas com a alma, com o coração
e com todos os sentidos.
E quanto mais eu descobrisse você,
mais desejaria permanecer em suas páginas,
inventando novas maneiras de fazê-la feliz
e despertando prazeres
que talvez nem você soubesse que existiam.
Seu corpo é como uma poesia
Seu corpo é como uma poesia
que meus olhos nunca se cansam de ler.
Cada verso revela um segredo,
cada curva guarda uma palavra
que somente o amor consegue compreender.
E quanto mais leio você,
mais desejo me aprofundar
nas entrelinhas da sua pele,
nos silêncios dos seus gestos,
na beleza dos detalhes
que nenhuma palavra consegue explicar.
Há poemas que lemos uma vez
e esquecemos.
Você, não.
Você é daqueles versos raros
que, quanto mais conhecemos,
mais profundamente nos apaixonamos.
E talvez amar seja exatamente isso:
passar uma vida inteira lendo a mesma poesia
e, ainda assim,
encontrar em cada página
uma nova razão para se apaixonar.
