Pensamentos Mais Recentes

"Quando chegar muito perto de uma estrela não a toque, porque você ficará cego e sem os dedos da mão."

💭
São tantas indagações, sim, não, não, sim, que o talvez se perde na sua própria conclusão.
¯\_(ツ)_/¯

A arma da coragem é para quem a tem.

Os músicos foram passando diante dos seus olhos, e saindo feliz, um após o outro.


E a festa acabou

​O Deserto de Dentro
​A folha em branco é o corpo de várias árvores
que deram suas vidas para que palavras nascessem sobre o nada.
Ideias nascem e morrem, colocadas no papel:
garranchos para aqueles que querem aprender a ser letrados.
Do espírito lindo, nascem poesias e estrofes de versos.
Um poema corrido, sem pontuação ou exclamação,
que diz: deixem a floresta viver, sejam o espírito da vida.
​A essência da existência nasce e procura meios de sobreviver
diante do tempo e do espaço, transcendendo o teu ser.
Embora sejas maravilhoso, repleto no teu existir,
sois cruel, ser humano.
​Diante do cosmos complexo, o homem busca e encontra sua essência.
Mas, mesmo olhando para dentro de si, só encontra a escuridão e o silêncio.
No absurdo do universo, há um barulho que ele não compreende.
As vozes ecoam pelo tempo.
​Será que um dia sentirá a dor que causou?
Para ter evolução existencial, atravessa a beleza da natureza.
Ainda dá para ver o sangue escorrendo pelo chão,
seus gritos agora silenciados pela motosserra.
Agora temos móveis e um telhado para morar.
"Está frio, vou colocar a lenha no fogo para esquentar."
— "Aproveita e coloca o leite para esquentar, pois está na hora de a bebê jantar."
— "Vou fazer o jantar também e buscar mais lenha; a árvore já está boa para cortar."
​O deserto se forma.
O gado pasta onde era floresta.
O mato, para eles, é só mato...
O mato pega fogo.
​O ambiente é uma teia no emaranhado da natureza:
tudo faz parte da equação da vida.
Secas e inundações, depois o deserto seco.
O vazio existencial dentro do homem é o que restou no meio ambiente.

O Direito de Respirar


Cansei de morar entre ruídos que não escolhi
e entre tempestades que nunca nasceram em mim.


Meu sonho tem paredes simples,
uma janela aberta para o céu,
livros espalhados,
o cheiro de café,
música preenchendo os cômodos
e a certeza de que,
quando a noite chegar,
estaremos protegidas.


Alguns sonham com riqueza.


Eu sonho com tranquilidade.


Porque há batalhas
que só terminam
quando encontramos
um lugar que finalmente
podemos chamar de lar.


Percebi, com o tempo,
que a paz mora
onde a alma
pode respirar.

Essência

Demétrio Sena - Magé

Tenha o seu; pouco, muito, mas o seu;
não importa o que os outros conquistaram;
quem venceu no contexto de vencer
que plantaram na sua fantasia...
E não tome, não furte, não plagie
ou se aposse com este, aquele truque,
nem copie, releia ou dê roupagem
sem dar crédito à fonte ou à matriz...
Entre ser desonesto e falso astro,
deixe o rastro, conduza o seu destino;
tenha o seu arcabouço; a sua essência...
Porque sermos quem somos nos completa;
o poeta se faz do SEU poema;
um artista só É, com arte própria...
... ... ...

Respeite autorias. É lei

Entre a Saudade e o Sonho


Seu poema já transmite bastante sentimento. Fiz apenas alguns ajustes de gramática, ritmo e fluidez, preservando a essência.


Passo os dias pensando em você,
Passo as horas imaginando o seu beijo,
Passo os minutos ouvindo uma playlist,
Imaginando como seria estar em seu abraço.


Quando te olho,
Meu olhar brilha como as estrelas no céu.
Sem que você perceba, fico te admirando,
Como quem contempla uma pequena obra de arte.


Então chega a noite.
Sem o seu número,
Sem a sua foto,
Sem o som da sua voz.


A saudade aperta o meu peito,
A ansiedade de estar ao seu lado me sufoca.
As horas passam,
E o sono não vem.


Mesmo assim, continuo sonhando,
Na esperança de que um dia
Seja o seu abraço, e não a saudade,
Que me faça fechar os olhos.Achei especialmente bonita a imagem de "uma pequena obra de arte". Ela dá um toque delicado ao poema. Se quiser, posso deixá-lo ainda mais poético, com rimas suaves ou no estilo de uma carta de amor.

Obra de Arte


Há quem procure beleza nas paisagens, nas estrelas ou no nascer do sol. Eu, porém, encontrei tudo isso quando meus olhos cruzaram os seus. Desde então, passo os dias pensando em você, imaginando o calor do seu abraço e o doce encontro dos nossos lábios. Sem perceber, fico te admirando em silêncio, como quem contempla a mais rara e delicada obra de arte.


Quando a noite chega, o silêncio faz ecoar a falta que você me faz. Sem ouvir a sua voz, sem ver o seu sorriso e sem sentir a sua presença, a saudade aperta o meu peito. As horas parecem caminhar devagar, enquanto a ansiedade insiste em me lembrar o quanto desejo estar ao seu lado.


Ainda assim, não deixo de acreditar. Guardo no coração a esperança de que um dia os meus versos deixem de falar de distância e passem a contar a nossa história. E, quando esse dia chegar, terei a certeza de que a mais bela obra de arte nunca esteve em um museu, mas sempre viveu no brilho dos seus olhos e no amor que despertou em mim.

Título: Como Veio ao Mundo


Quero te ver despida,
como vieste ao mundo,
com a beleza que o céu desenhou
e a delicadeza que só o amor contempla.


Beijar teu corpo nu,
como quem percorre um jardim em silêncio,
guardando cada instante
como um segredo precioso.


Subirei até a tua boca,
onde mora o sorriso que ilumina meus dias.
E, em um beijo sem pressa,
deixarei meu coração dizer
tudo aquilo que as palavras não conseguem explicar.

Eu não sabia


Um dia, pelo caminho,
entre idas e vindas,
surgiu um amigo.


Eu não sabia
mas ele já me conhecia.


Tão bom, tão amável,
que nem percebi
que no mundo havia
alguém que me via.


Perdido, acreditava:
longe de casa,
ninguém me notava.


Eu não sabia
mas quem diria,
ele já me conhecia.

Silêncio 


O silêncio fala,
O silêncio responde,
O silêncio grita,
O silêncio silencia,
O silêncio move,
O silêncio para,
O silêncio diz,
O silêncio questiona,
O silêncio brada,
O silêncio sussurra,
O silêncio nega,
O silêncio entrega,
O silêncio pede,
O silêncio rebate,
O silêncio argumenta.


De todos os silêncios, o mais avassalador é o da agonia;
aquele que traz de volta as vozes que um dia amamos ouvir
e nos condena a escutar apenas o eco daquilo que já não responde.

Praia de um rio agora calmo
Ao passo do regresso de meus amores,
sigo firme no propósito do que é meu.
Vejo, na imagem, a dizer:
que, tanto no amor quanto no prazer, rios hoje calmos já conduziram águas de muitas torrentes; águas que, outrora, representavam perigo, mas que agora passam com suaves murmúrios pelas margens, correndo lentamente sobre as belas praias que elas mesmas um dia criaram com sua força.


Ela mostra que as mais fortes correntes não resistem ao tempo. Mostra que, por mais tremendas que pareçam, o tempo as convence a, um dia, correr sem carregar consigo tudo o que encontram pela frente. Aprendem a desviar dos galhos, deixando de vê-los como obstáculos dignos de confronto, e, assim, evitam obstruir passagens que jamais impediam o curso da vida, preservando o caminho que as conduz ao seu destino.

Ó saudade


Dizem que a saudade é o azar de quem teve muita sorte. Uma música diz que só se sente saudade do que é bom.


No mais, entende-se que todo momento verdadeiramente bem vivido cobra seu preço.


A experiência da felicidade, ao mesmo tempo em que é marcante, é também dolorosa, na medida em que nos dedicamos a bem vivê-la.


De fato, viver para ser feliz não significa ausência de dores. Até mesmo os melhores momentos, por não serem perenes, causam dores que carregamos constantemente, por tentarmos ser, ainda que por um instante, felizes.

Dos Passos Meus


A cada passo do próximo vestígio de esperança que percorro,
sigo forte no velho Norte
que a vida me ensinou.


Nada me passou do sentido
daquilo que sou,
sem seu revés,
em meio às parcelas que deixei
por onde meu coração andou.


Fartura de poucos sonhos
e realidades brutais;
com escudo foi duro,
com coração foi firme,
com palavras, eficaz.
Sobrevive a marca
dos marcadores de felicidade
que vivi.


Marcas de um peregrino que muito anda
e, no peito, sente que não chegou;
cheio de marcas ficou
das andanças que desbravou.


Depois de muito andar,
sabe que ainda tem,
pois de eternidade vive aquele que ama
e nada tem.

Por detrás de um eu


Os vestígios de uma vida que se passa,
carregada de escombros
é vista de todo sempre
como uma vida que falhou,
que o destino não ligou, 
e nem precisa lembrar.


Nada mais parece claro,
quantos os relatos nos muros,
feitos por vezes inseguro
de alicerce de sonhos
trancados nos vales
dos desejos não vividos,
que agora jazem
no baú esquecido
da vida que passou.


Não se empenha
com mesmo fulgor em recordar
que uma vida não pode passar,
sem marcas deixar,
de bom ou de ruim
que importa? 


O tempo passa galopante,
outros tentam apagar,
talvez senão uma marca deixar,
de tudo que passou,
se pense que ela existiu,
um bem houve.

O Poço 


Em meio a história, a passagem se mostra,
Cercada de mitos e contrastes marcada esta.
Passa o tempo, a ciência e em meio a dilemas a leitura atenta se revela interna em quem pedido está.


O poço é teimoso, não se cumpre o querer de quem cedo tenta tecer seus ideias. 
O poço de sentidos que cinco temos, é muito buscar ilegítimo continua a responder.


Ao meio dia a mesma luz que no centro irradia, distante não está. 
Pede água sabendo que sede é de sedento de humanos para o Pai.

Eu tive um momento


Eu tive um momento no tempo
que deixou de ser
enquanto se leu
o que tinha para ler.


Logo esqueci.
De pouco vivi
para saber
o quanto tempo passou,
desde que tal consciência ganhei
da eternidade do tempo
que muito tentei eternizar.
No momento que tinha para dar e viver,
acabei apegado
no apêndice que carrego.


Não só eu,
mas todos os que de tempo compartilham,
sem nada viver,
pois vidrados estão
em mostrar
o quão vivendo estão.


Por telas eu vi
tempos perdidos ali,
por tentar registrar
o que passando está.
Na ânsia de mostrar
o passado presentificado
que não existe.
Pois registro é tempo perdido tentando se redimir
do que vivido não foi.


A meu tempo,
tentando provar que vivido foi,
frustrado fico em saber
que se foi o tempo
que nem mesmo vivi,
pois tentei segurar
o mais implacável de todos,
Cronos sabe o que faz.


Pois, se não fosse tão fulgaz,
o ser humano o tentaria roubar,
achando que sucesso teria,
quando, na verdade,
só adiantaria
seu fim contumaz.

Quanto temos de nós?


O quanto temos de nós, parece um aceno
A insistencia de minha consciência
de afastar-se para horizontes distantes,
Afastar parece ser,
um movimento do ser que deseja suspender
Para um pouco ver
o que muito se pensa que é.


Tal incerteza atravessa
as certezas que muito alimento,
Longe de pronto estar,
solidão tento a flertar,
com graciosa, talvez penosa
forma de se encontrar,


No meio do turbilhão das massas
não poder se encontrar,
não se sabe portanto
o quanto podemos conosco contar,
na certeza de poder confiar
que o que tenho é meu
ou foi afetado,
pelo lastro de certezas
que o mundo fez.

Um Outro Deus Vult


Um dia quis ver
o que falta para saber
o quanto amor posso ter.


Não sabia que havia algo —
quem diria —
sempre um passo à frente
de minhas agonias,
sabendo que o amor mais sincero
reconhece a dúvida que em mim paira,
tão sedenta.


Vejo a luz que ilumina meus dias,
sejam escuros
ou aurora nascente;
ao meio-dia, ela é central.
Ele não desiste:
o amor persiste —
talvez seja este
o que mais anseio.


O amor que me oferece
parece palpável quando percebo,
e então paro
para pensar:
Deus teve um Filho na terra,
sem pecado —
não pôde não sofrer.


Vejo: o amor se deu.
Um Deus rebaixado
me viu no mais baixo da vida.
E o amor sem fim
venceu.

Quando a educação familiar fracassa, o meio social recebe cidadãos conflituosos.


07/07/26

Permita Deus fazer o que Ele quer em você, para que você se torne tudo o que Ele sonhou para você.
Aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus.(Filipenses 1:6)
miriamleal

"Arte não é óbvia."

⁠Com a Sinergia da Responsabilidade, da Maturidade e Sensibilidade, todo Tabu pode ser quebrado.


Tudo — ou quase tudo — deixa de ser indizível.


Os maiores Silêncios da humanidade muito raramente existem porque faltam palavras. 


Eles persistem porque falta um ambiente seguro para que elas sejam ditas. 


Há temas que atravessam gerações envoltos em medo, vergonha, preconceito ou desinformação. 


No entanto, quando a Responsabilidade orienta nossas atitudes, a Maturidade conduz nossos julgamentos e a Sensibilidade humaniza nosso olhar, o Diálogo deixa de ser uma ameaça e passa a ser um caminho de Transformação.


Quebrar um Tabu não significa desrespeitar Valores ou banalizar assuntos delicados — e até espinhosos.


Significa reconhecer que esconder uma realidade não a faz desaparecer. 


Ao contrário — nesse contexto —, o silêncio costuma fortalecer a ignorância, alimentar estigmas e ampliar sofrimentos que poderiam ser amenizados por meio da Escuta, da Empatia e da Informação.


A Responsabilidade nos convida a falar com consciência, medindo o impacto de nossas palavras. 


A Maturidade nos ensina que opiniões podem evoluir quando somos capazes de ouvir diferentes perspectivas. 


E a Sensibilidade nos lembra que, antes de qualquer discussão, existem pessoas, histórias e sentimentos que merecem respeito.


É justamente essa tríade que nos permite tocar até mesmo em feridas abertas sem fazê-las doer. 


Não porque a dor deixe de existir, mas porque a delicadeza transforma o modo como nos aproximamos dela. 


Quem fala com Responsabilidade evita ferir; quem age com Maturidade não julga; quem se move pela Sensibilidade acolhe antes de argumentar. 


Assim, conversas difíceis deixam de ser confrontos e passam a ser oportunidades de compreensão, cura e crescimento.


Uma sociedade que aprende a conversar sobre o que antes era proibido de ser dito torna-se mais justa, mais acolhedora e mais preparada para enfrentar seus próprios desafios. 


Afinal, tudo aquilo que é Discutido pode ser Compreendido; tudo aquilo que é Compreendido pode ser Transformado.


Talvez o Verdadeiro avanço não esteja em eliminar todas as diferenças, mas em construir pontes onde antes existiam muros. 


E essas pontes são erguidas com diálogo, respeito e coragem. 


Porque, quando Responsabilidade, Maturidade e Sensibilidade caminham juntas, não há assunto que precise permanecer nas sombras. 


O Indizível encontra voz, o Preconceito perde força e o Conhecimento abre espaço para uma convivência mais Humana, mais Consciente e Livre.

O pecado é uma ideia cretina inventada para aprisionar o indivíduo em uma indústria de crendices que vive do ócio: a Igreja.