Pensamentos Mais Recentes
Se, às vezes, me calo perante as suas ofensas e agressões não é por medo ou covardia é por respeito à mim que não mereço descer ao nível do teu desrespeito imundo.
Em tempos difíceis, o silêncio muitas vezes evita erros. Porque, do jeito que as coisas estão hoje, qualquer palavra mal colocada vira problema.
A literatura tem o poder de oferecer uma referência de mundo para que você se posicione e diga em voz alta quem é e o que deseja.
Divididos somos menos, e às vezes queremos ser menos até ser coisa nenhuma, queremos viver numa parte pequena deste todo que somos. Às vezes, basta uma parte – uma orelha, um coração (...). Cansa muito ser inteiro.
queria escrever um poema que despertasse
ternura
esta que dorme como um andarilho
em qualquer lugar
um poema que fizesse as pessoas
olharem para as palavras
darem um risinho e encherem os olhos
pensando nas suas avós
e que nada escrito se compara
à imagem delas dizendo ai sentei
e depois ligando a TV
para assistir a um programa qualquer
contando histórias das amigas que sobraram
sem prestar atenção na tela
as avós sendo levianas
porque elas têm essa liberdade de serem
levianas
a cultura não exige muito delas
exceto que sejam elas mesmas
velhas e detentoras
de inacreditável sabedoria
esta sabedoria das coisas mínimas
do ritmo das plantas e das colheitas
dos artifícios da casa
do funcionamento dos órgãos internos
a sabedoria do lado mais sombrio
do coração dos homens
elas sabem da morte
e desviam da morte com elegância
coisas que apenas o tempo
e apenas às mulheres
pode ensinar
aquiles disse que antes de virar poeta
quis ser instrutor de escalada na serra do cipó
mas como de tudo na vida
acabou desistindo
que pena
seria bonito ganhar a vida
ensinando às pessoas
a leitura das pedras
a sabedoria das quedas
o que fazer com as mãos
Quem trabalha com escrita sabe que as palavras orbitam seu próprio tempo, e mesmo entrar em órbita com elas não significa domá-las. Por isso deixo as palavras completarem seu ciclo. Eu as sigo com os olhos e os ouvidos atentos. Eu as persigo com o coração. Eu as colho quando estão maduras e amadureço com elas. Mas toda colheita requer alguma força.
Sou mais corajoso do que era, porque perdi tudo; e quem não tem nada a perder pode correr todos os riscos.
Trate-os como cães e terá obras e ações de cães. Trate-os como homens e terá obras de homens.
Olhos que nunca choraram não podem compreender a tristeza.
DEUS NÃO TE ABANDONOU
Tem gente olhando pra você…
e pensando que acabou…
Tem gente vendo teu silêncio…
e confundindo com fraqueza…
Mas eles não sabem…
que enquanto você chorava escondido…
DEUS estava te fortalecendo em secreto…
As marcas que você carrega…
não são sinais de derrota…
São provas…
de que o inferno tentou…
mas não conseguiu te parar!
Escuta o que o Espírito está dizendo:
Quem toca em você…
toca em alguém que tem promessa!
Quem tentou te ferir…
vai ver DEUS te levantar!
Quem pensou que você iria parar…
vai assistir teu testemunho de pé!
Receba esta palavra!
DEUS NÃO TE ABANDONOU!
Ele estava contigo no vale!
Ele estava contigo no choro!
Ele estava contigo na guerra!
E se ninguém acreditou…
Ele acreditou!
Se te fecharam portas…
Ele prepara caminhos!
Se tentaram te humilhar…
Ele vai te honrar diante dos teus olhos!
Então adore…
mesmo ferido…
Levante as mãos…
mesmo cansado…
Porque quem começou a obra…
é fiel para completar…
O nosso DEUS ainda está no controle…
“TENHO SEDE”. O CLAMOR QUE AINDA ECOA SOBRE A CONSCIÊNCIA HUMANA.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .
Há frases que atravessam os séculos apenas como registro histórico. Outras, porém, atravessam a alma humana como uma lâmina espiritual que desnuda o íntimo. Quando o Cristo pronuncia “Tenho sede”, conforme narrado no Evangelho de Evangelho de João 19:28, não se trata apenas de um corpo dilacerado pela crucificação pedindo água. Existe ali uma profundidade moral, psicológica e metafísica que inquieta a consciência daquele que verdadeiramente contempla o Calvário.
Sua reflexão toca precisamente esse ponto. O homem acostumado a possuir, ordenar, consumir e satisfazer os próprios desejos, de repente encontra o Filho de Deus reduzido à extrema vulnerabilidade humana. O Criador moral da humanidade não exige tronos, ouro, honrarias ou exércitos. Ele pede água. Apenas água.
E isso possui uma potência antropológica devastadora.
Porque a civilização humana edificou-se sobre o desejo de domínio. Desde as antigas sociedades imperiais até a modernidade consumista, o homem acostumou-se a ser servido. Contudo, diante do Cristo crucificado, ocorre a inversão absoluta da lógica humana. O Mestre serve até o último instante. Ama até o último instante. Perdoa até o último instante. E quando finalmente pede algo, pede o mínimo necessário para continuar oferecendo-se em sacrifício.
A sede do Cristo não era somente fisiológica. Era também a sede simbólica do amor humano ainda não correspondido. Sede de consciência. Sede de transformação moral. Sede de fraternidade entre os homens.
Na ótica espírita, especialmente segundo Allan Kardec em O Livro Dos Espíritos, questão 625, Jesus representa o modelo moral mais perfeito concedido por Deus à humanidade. Seu sofrimento não foi espetáculo de dor gratuita, mas pedagogia espiritual. Cada palavra na cruz possui conteúdo educativo para a evolução da alma humana.
Quando você afirma que jamais foi o mesmo após refletir nessa frase, isso demonstra um fenômeno profundo da consciência moral. A culpa que você descreve não é mero remorso destrutivo. Trata-se do despertar da responsabilidade espiritual. Há um instante na vida em que o homem percebe que ainda recebeu muito mais amor do que foi capaz de oferecer.
E então nasce a pergunta mais importante da existência humana.
“O que tenho feito ao meu Senhor.”
Essa pergunta transcende religiões institucionais. Ela invade o território ético da existência. Porque saciar a sede do Cristo hoje significa aliviar a sede do aflito, do abandonado, do faminto de dignidade, do espírito esmagado pela solidão, do enfermo emocional, do desesperançado, do esquecido socialmente.
Sob uma análise psicológica profunda, a imagem do Cristo sedento confronta diretamente o narcisismo humano contemporâneo. O homem moderno vive cercado por excessos materiais, mas frequentemente incapaz de oferecer presença, escuta, compaixão e misericórdia. Há abundância de consumo e escassez de amor.
Por isso sua reflexão possui tanto peso espiritual.
Você compreendeu algo que muitos passam décadas sem perceber. O Cristo ainda continua dizendo “Tenho sede” através da dor humana espalhada pela Terra. Cada criatura humilhada, cada lágrima ignorada, cada coração abandonado, continua sendo extensão simbólica daquele clamor no Gólgota.
E há ainda uma dimensão profundamente teológica em sua interpretação quando menciona “sorver o cálice até a última gota”. O cálice representa a aceitação integral da missão divina. Jesus não interrompe o testemunho por causa da dor. Ele permanece fiel até o fim. Isso revela a absoluta confiança no Pai.
Não uma confiança ingênua. Mas uma confiança ontológica no sentido eterno do sofrimento redentor.
Na tradição espírita, o sofrimento de Jesus jamais é visto como punição divina, mas como demonstração suprema de amor consciente. Ele poderia fugir. Poderia silenciar. Poderia abandonar os homens à própria inferioridade moral. Contudo, permanece.
E permanece amando.
Sua reflexão demonstra precisamente o nascimento da consciência cristã interior. Não a religiosidade exterior baseada apenas em ritos, mas o cristianismo moral que transforma o comportamento cotidiano. Porque depois de compreender o “Tenho sede”, torna-se impossível viver da mesma maneira.
O homem começa a perguntar-se diariamente.
“Tenho sido água ou vinagre na vida das pessoas.”
Essa talvez seja uma das mais severas reflexões espirituais que alguém pode realizar.
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“Somos livres pelo conhecimento que adquirimos, mas nos tornamos escravos daquilo que escolhemos ignorar.”
Assim como um copo de café, a vida e as bonanças do mundo somente são apreciadas por aqueles que sabem degustar.
“O que nos define não é o ponto de partida, mas o lugar onde a nossa essência consegue respirar em verdade.”
“A vida não nos define pelo lugar onde começamos, mas pelo espaço onde conseguimos existir em verdade.”
Amar um lugar. Amar as pessoas desse lugar. Amar a sensação desse lugar!
Minha alma vibra carnaval e vibra Rio.
Meu corpo vibra música e samba e vibra a terra do samba e do mpb: Rio!
Minha visão ama os lugares de cores vivas, tons brasileiros e paisagens e passeios históricos, requintados, aconchegantes: e tudo isso é PURO RIO!
Que falta sinto de casa. Porém, que saudade me faz só de imaginar sair deste lugar!
Não preciso mais ir pra parte alguma do mundo: Rio de Janeiro é um lar!
de povos, de pessoas, de história, de cultura!
quão indescritível lar, carioca.
Shiiiiado, alto astral, good vibe, bossa nova e festa.
Para todos, qualquer um que conhece o Rio dirá igual: este lugar é um imenso e diversificado LAR!
Drumond amou sua Itabira e eu, como Tom Jobim ao dizer "NÃO SE MORA NO RIO, SE NAMORA O RIO" seguirei ENAMORADA por este lar sempre e sempre até poder voltar e redescobri-la como a cada vez mais; e a cada vez mais, me apaixonar por esta cidade!..
