Pensamentos Mais Recentes
Foi olhando para o meu cachorro que entendi uma coisa: quem ama não espera o outro implorar por carinho. O amor aparece nos gestos que nascem por vontade, não por obrigação.
Meu cachorro nunca precisou pedir carinho. Foi com ele que aprendi que quem ama de verdade demonstra antes mesmo que o outro precise pedir.
Eu gosto de olhar para os seus olhos. O difícil é sustentar o olhar quando você também me olha. Porque tenho medo de que você enxergue um sentimento que eu passei tanto tempo tentando esconder.
Olhar para você nunca foi difícil. Difícil é acreditar que os meus olhos consigam guardar um segredo toda vez que encontram os seus.
Talvez o problema nunca tenha sido gostar de você. Talvez tenha sido acreditar que um olhar pudesse responder perguntas que você nunca fez questão de ouvir.
É estranho como a gente pode saber exatamente a verdade e ainda assim, continuar presa a uma esperança que nasce toda vez que dois olhares se encontram.
A minha razão já aceitou que nunca vamos ter nada além de uma troca de olhares. O problema é que o meu coração esquece disso toda vez que encontra os seus olhos.
Olhar para você sabendo que nunca vamos ter nada além de uma troca de olhares é uma das formas mais silenciosas de sofrer.
O Equilíbrio Perfeito entre o Atrevimento e a Doçura
O fascínio de um doce atrevimento de um físico delicado; beleza sublime; essência certamente admirável; a veemência da sua jovialidade e dos seus sentimentos — as chamas de um renascimento contínuo. A presença provocante que faz parar o tempo.
Esse seu lado atrevido e a sua doçura estão em um perfeito equilíbrio, como se fosse uma linda costura — uma peculiaridade entusiasmante do seu íntimo, que aquece as suas curvas e traz um tom elegante de romantismo. Uma dose moderada de loucura.
A força da sua sensibilidade é bastante oportuna para saborear o deleite de certas oportunidades, daquelas profundas que marcam um canto especial da mente e viram boas lembranças, desde que tenham sido de experiências aproveitadas intensamente.
As pessoas falam muito sobre o perdão, mas raramente o exercem na prática. O orgulho e a vaidade acabam interrompendo o cumprimento de um dos nossos principais mandamentos.
Em dias chuvosos até penso que seja o fim...mas logo
vejo que assim como a chuva faz florescer os jardins, os
dias de lutas e bagunças são parte da vida e com propósito
de em um dia de sol existir flores para apreciar.
E pensar que talvez nunca tenha sido sobre a chuva. Seja
apenas a forma como lidamos com os nossos
sentimentos, sem saber que cada momento, apesar de ser
difícil, seja comum e importante para evoluirmos. A
sensação de perceber que se não existir chuva, não
existiriam belas rosas e cachoeiras e elas, as cachoeiras,
ensinam que as águas não permanecem as mesmas, elas
sempre passam e vão embora.
Como um bom pescador, que depois da chuva espera por
um peixe, seremos boas pessoas sem pressa e vivendo
cada momento com fé e dignidade, na espera de um dia
tranquilo, que foi lançada a rede por nós, produzido pela
chuva e pescado com paciência em um dia de sol.
Autora: Mariana de Souza Santos
(Mariana Safra)
"Uma fé que não pensa não sobrevive às crises da vida; e um pensamento que não crê não encontra sentido para a existência."
Quero te agradecer por tudo. Você significa muito para mim, especialmente por ter estado ao meu lado nos meses mais tristes e difíceis da minha vida. Quando eu mais precisei e pedi para você não me soltar, você segurou a minha mão e não me abandonou. Obrigado por todo o amor, pelo cuidado em me acalmar nas minhas aflições.
(Livrojardimdeazevinho)
Busquei, busquei e busquei, mas ainda não descobri quem sou, procurei entender meu lugar no universo, procurei respostas para tudo. No fim, encontrei apenas o mistério. E talvez seja suficiente seguir vivendo, amando a vida sem exigir um destino!
Que minha loucura seja sempre me perder e me encontar em cada detalhe desse sentimento que cresce a cada dia por você.
_ Enzo Ruchell _
SOB A MORTALHA DO SILÊNCIO. FRIO,
Irrompe a força que o sepulcro encerra,
E a seiva bruta, em ríspido arrepio,
Rasga a epiderme escura desta terra.
O verme cego que no lodo habita
Assiste à queda da cinzenta lousa,
Enquanto a flora, em ânsia que palpita,
Na podridão do húmus se repousa.
É a primavera, este espasmo orgânico,
Que veste a rama com a cor da vida,
Célula a célula, em motor mecânico,
Curando a estéril e invernal ferida.
Do átomo escuro à pétala vermelha,
Tudo ressurge em espantoso ensaio,
E a mesma força que a matéria espelha
Brilha no germe sob o sol de maio.
