Pensamentos Mais Recentes
" Porque a plenitude de qualquer ser não está em brilhar diante de muitos, mas em ser abrigo na alma de alguém. "
" O que é apenas visto passa. O que é verdadeiramente amado permanece na memória afetiva, no silêncio das horas, na delicada permanência do sentir. "
"A rosa floresce para todos que a contemplam, porém somente se realiza quando encontra um coração que a escolha não pela aparência, mas pela essência."
PEDAÇOS DE MIM. SOU ASSIM.
Através de inspirações sussurradas na alma, eu me desmorono, me reconstruo e vou renascendo das cinzas dos pedaços que ainda insistem em ficar em mim.
Escrever este livro foi um profundo mergulho em um período constante de desconstrução e renascimento.
Foi quando as frases afloraram e me fizeram ver que temos uma força superior que nos move a seguir em frente. O caminho tem muitos atalhos; basta seguir a bússola que Deus nos deu.
A força de se refazer em cada pedaço 📖
Lu Lena / 2026
Se você me perguntasse qual foi o maior milagre que Jesus já realizou, eu lhe responderia que foi amar quem mais o feriu.
A Delicadeza do Agora
Existe um instante raro em que tudo silencia,
um lugar secreto entre nós,
onde o sentir é mais forte que a pressa,
e o presente aprende a respirar.
É ali que acontece a delicadeza do agora,
quando o tempo aprende a amar,
despido de urgência, sem cobranças,
apenas ficando.
Nesse espaço invisível, onde o tempo se curva,
os gestos falam mais que promessas,
e cada olhar é uma escolha calma
de permanecer.
Então fazemos uma pausa,
não para fugir do mundo,
mas para existir juntos,
como se o amor fosse exatamente isso.
Pausa (Entre Nós)
Quando estamos juntos,
o tempo aprende a ser delicado conosco,
como se cada segundo soubesse
que o amor também precisa de suavidade.
Entre teus gestos e o meu silêncio,
tudo ao redor perde a pressa de existir,
e a vida faz uma pausa para nos olhar,
reconhecendo em nós um instante raro.
Então entendemos, sem dizer nada,
que não é o amor que corre atrás do tempo,
é o tempo que se curva diante de nós,
respeitando aquilo que nasceu para ficar.
AS LÁGRIMAS SECRETAS.
Há lágrimas que não descem ao rosto. Permanecem no íntimo como águas profundas e silenciosas. Não pedem testemunhas. Não buscam consolo imediato. Não exigem explicação.
Todo ser humano carrega regiões invisíveis. Ali repousam dores não ditas. Afetos interrompidos. Perdas que não encontraram forma. Expectativas que o tempo dissolveu. A lágrima secreta nasce nesse território interior onde a palavra não alcança.
Ela é universal. Não pertence a uma crença. Não depende de cultura. Não obedece a época alguma. O homem antigo chorou em silêncio. O pensador conteve o pranto na razão. O homem moderno guarda as lágrimas entre deveres. A forma muda. A essência permanece.
A lágrima escondida não é fraqueza. Muitas vezes é lucidez. É compreensão de que nem tudo pode ser partilhado. Há dores que pedem recolhimento. Há sofrimentos que exigem maturação silenciosa.
A psicologia reconhece que elaborar a dor é sinal de equilíbrio. A ética reconhece que o domínio de si é virtude. A filosofia reconhece que viver é confrontar limites. A lágrima secreta habita esse encontro entre consciência e fragilidade.
Ninguém atravessa a existência sem conhecê la. Ela confirma a sensibilidade. E ser sensível é estar verdadeiramente vivo.
Mesmo sem ser vista ela existiu. Mesmo sem ser compreendida ela teve sentido. A lágrima secreta é memória do que tocou fundo. E é dessa profundidade que nasce a força serena de continuar.
Tiro sua roupa
Tiro tua roupa,
e encontro quem você é de verdade,
inteira em mim, sem pressa,
como quem confia o próprio coração.
Te observo como obra rara,
não com fome, mas com cuidado,
meu olhar aprende teus detalhes,
e minha alma repousa na tua presença.
Tua pele macia acolhe meus gestos,
teu cheiro guarda lembranças futuras,
cada suspiro teu é calma,
cada curva, poesia silenciosa.
E quando nos encontramos em silêncio,
o resto do mundo fica em silêncio,
somos dois caminhos que se escolhem,
amor entrelaçado, sereno,
até que o tempo esqueça de passar.
Plagiando Drummond
E agora, Bené?
O Carnaval acabou,
perdeste a mulher,
o dinheiro sumiu,
a dívida aumentou.
E agora, Bené?
Sem crédito na mão,
já não pode comer,
já não pode morrer,
não tem o caixão.
Benê Morais
Aos 18 eu não sabia. Hoje após anos eu entendi:
a solidão que vem junto com a independência financeira dói pra caramba… mas é muito mais barata que a dependência dos outros. AMÉM OBRIGADO AO SENHOR.
Debaixo da roupa dela
Debaixo da roupa dela
há um coração que pulsa em silêncio, um mundo de ternura e cuidado, onde cada gesto é abrigo.
Debaixo da roupa dela
moram histórias que o tempo escreveu, cicatrizes que viraram força, e um amor que aprende a confiar.
Debaixo da roupa dela
o silêncio fala mais que palavras,
cada olhar é promessa tranquila,
cada sorriso, um lar possível.
Debaixo da roupa dela
não há mistério, há entrega serena,
um universo simples e verdadeiro
que escolheu caminhar ao meu lado.
Aprender a ser delicado
Ela é poesia que não pede rima,
é beleza que acontece sem esforço,
como se o mundo tivesse parado
só pra aprender a ser delicado nela.
O olhar carrega um carinho tímido,
desses que chegam devagar
e ficam.
Quando encontra o meu,
o tempo desacelera sem avisar.
O sorriso…
ah, o sorriso.
Não promete nada,
mas entrega tudo:
calma, desejo manso,
vontade de permanecer.
Ela é o tipo de pessoa
que não se esquece fácil.
Porque não passa —
ela marca.
E quem sente,
sente fundo.
Existem histórias
Ela chega como luz de fim de tarde,
dessas que atravessam a janela
sem pedir licença
e mudam o clima do dia inteiro.
Nos olhos, mora um silêncio bonito,
daqueles que não afastam,
aproximam.
Um mistério calmo,
que dá vontade de ficar.
O sorriso não grita,
ele sussurra.
E nesse sussurro
existe aconchego,
existem histórias que ainda não foram contadas.
Ela é dessas presenças raras:
não precisa chamar atenção —
ela simplesmente acontece.
E quem vê, sente.
Esse sorriso que anseia pela vida,
que se aglomera entre objetos, sonhos e planos…
Como poderia se conter
tanta energia que pede para transbordar
através do seu rosto?
Não tente se espreitar,
nem se resumir a rascunhos —
como uma molécula solitária,
sem perceber o próprio potencial.
Você é transformação.
É a prova de que a energia, quando bem direcionada,
se torna força, movimento
e um átomo inteiro de felicidade.
Eu me basto.
Eu me sei.
Eu me sou.
Isto não é soberba.
É consciência.
É o reconhecimento da obra que foi feita em mim.
Pois a minha força não nasceu do conforto,
mas da resistência.
A minha luz não brotou da ausência de dor,
mas da coragem de atravessá-la.
Fui moldada no fogo das circunstâncias.
Fui lapidada pelo que me feriu.
Minha mãe me gerou,
mas foi a vida que me forjou.
E se fui destinada a algo,
foi a permanecer de pé.
Porque o mundo sempre foi pequeno demais
para aquilo que habita em mim.
Eu agradeço.
Principalmente pelo que me doeu.
Porque Deus nunca me entregou força pronta.
Ele me entregou situações que me obrigaram a crescer.
Quando pedi por paciência,
me deu espera.
Quando pedi por maturidade,
me deu responsabilidade.
Quando pedi por poder,
me deu processos.
E foi atravessando tudo isso
que eu me tornei quem sou.
Hoje eu sei:
eu sou uma mulher muito forte.
Muito poderosa.
Não porque nada me abalou,
mas porque nada conseguiu me destruir.
Pró. Messa....o nome já diz: pró indica uma ação futura...e messa lá no passado era um puxar a barba ou retirar a casca...logo, futuramente alguém vai arrancar essa casca de ferida ou puxar a barba do pirata e tá tudo certo e nada prometido que nào será cumprido, mas lá num futuro longe esquecido. Se é que não dificultei e pouco falei pra me fazer entendido. Muitos prometem que serão até a morte unidos, mas já se separaram faz tempo e ainda continuam vivos. Enfim qual é o valor de uma promessa?
O Senhor é um Deus Justo, e os Seus Julgamentos são Perfeitos; por isso, quem é justo encontra verdadeira segurança em confiar Nele, certo de que cada dia de sua vida está guardado pelo Eterno Amor do Pai.
Vida e a morte
Vida é direção
bússola trêmula apontando para o nunca.
Morte é destino
porto mudo onde o vento se cala.
Vida é teorema insolúvel,
equação escrita em sangue e suor;
morte é o resultado inevitável,
a resposta fria no rodapé do universo.
Vida é sagrado que pulsa,
é templo erguido em carne frágil;
morte é profana aos olhos do medo,
mas sussurra verdades que ninguém ousa ouvir.
Hoje me deitei com a morte.
Não em lençóis,
mas no silêncio.
Toquei sua face pálida
e ela me chamou pelo nome
como uma velha amante paciente.
Vida é divino em combustão,
é turbulência, é queda livre,
é o cotidiano que arranha e exige.
Morte é descanso
colo escuro onde o cansaço repousa.
Tenho fascínio por seus dedos frios,
pela promessa de quietude
após tanto ruído.
A morte é minha célere amiga,
companheira invisível
que caminha ao meu lado
sem jamais se atrasar.
Entre a vida que me rasga
e a morte que me acolhe,
há um romance secreto.
Uma doce união
entre o sopro que insiste
e o abismo que chama.
E eu, feito ponte,
oscilo.
Porque viver é arder
sabendo do fim.
E amar a morte
é confessar
que o descanso também seduz.
