Pensamentos Mais Recentes
As lembranças de alguns momentos de outrora transformam a saudade numa alegre e profunda melancolia!
Quem bate sempre na mesma tecla ou gosta do som, tem TOC, ou ela pode ser a única que ainda funcione!
A vida se resume a um conjunto de pequenos momentos que, com o tempo, se tornam fragmentos de memórias.
No Brasil, distribuem tantos títulos honoris causa que logo todos serão doutores! É a banalização do que é singular, ímpar!
Na escola, você pode até fingir que sabe, e colar nas provas. Mas a vida cobra, E SEM DIREITO A CONSULTA!
Somos oque imaginamos que podemos ser!
Nem todos.
Apesar de tentarmos sair da matrix continuamos lá.
✨️💕"...no silêncio deste momento...me perco num pensamento...seria a vida este breve piscar do nosso olhar...ou apenas uma brisa de vento...serena e suave...embalando nosso ser...nosso viver..."💕✨️
Eu me perdi tentando agradar
Mas eu não mudo
Porque o que eu tenho de melhor
É o sentimento de amar!
Algumas pessoas desaparecem por um tempo e o mundo acha que elas desistiram.
Mas nem todo isolamento é fuga.
Às vezes, é construção.
Enquanto todos estão ocupados mostrando resultados, algumas pessoas estão aprendendo, errando, estudando, treinando e reorganizando a própria vida em silêncio.
A natureza funciona assim. A semente cresce debaixo da terra antes de romper a superfície. O aço é forjado longe dos aplausos. E grandes transformações quase sempre acontecem quando ninguém está olhando.
O problema é que o silêncio costuma ser confundido com fraqueza.
Mas quem usa esse período para evoluir volta diferente. Com mais clareza, mais habilidade, mais disciplina e menos necessidade de aprovação.
Nem todo mundo que se afasta está perdido.
Alguns estão apenas se preparando para retornar em um nível que ninguém esperava.
Eu sou
Eu sou a vida dentro desse corpo.
Eu sou esse sentimento.
Eu sou minhas lembranças.
Eu sou as pessoas que conheço.
Eu sou as músicas que ouço.
Eu sou o amor que nego.
Eu sou meus medos.
Eu sou meus defeitos.
Eu sou minha bondade.
Eu sou as dificuldades que superei.
Eu sou aquilo que às vezes evito ser.
Eu sou o que eu preciso.
Eu sou minhas prioridades.
Eu sou as viagens que faço.
Eu sou as escolhas que faço.
Eu sou os risos que causo.
Eu sou as festas que vou.
Eu sou o que comemoro.
Eu sou a paz que transmito.
Eu sou a companhia que me acolhe.
Eu sou as amizades que tenho.
Eu sou a inocência.
Eu sou a essência.
Eu sou a vida.
O amor eterno entre a existência e a inexistência
Um sempre existiu, o outro nunca existiu.
Tão opostos, ao mesmo tempo tão iguais...
Um cria, o outro desfaz.
Um sempre nasce, o outro sempre morre.
Um é tudo, o outro é nada.
Mas o que é o nada, se tudo é tudo?
Parece um paradoxo impossível de explicar,
como o amor que sinto e não consigo decifrar.
Algo que está além da minha razão,
por isso, deixo apenas essa reflexão.
Existem vários "EUs" dentro de mim.
Um EU é alegre.
Um EU é triste.
Um EU é paz.
Um EU é angústia.
Um EU é ódio.
Um EU é indiferente.
Um EU é amoroso.
Um EU é frio.
Um EU é sociável.
Um EU é antissocial.
Um EU é atencioso.
Um EU é magoado.
Um EU é arrogante.
Um EU é orgulhoso.
Um EU é vaidoso.
Um EU é solidário.
Um EU é egoísta.
Um EU é frustrado.
Um EU é cansado.
Um EU é ansioso.
Um EU é estressado.
Um EU é agradável.
Um EU é desagradável.
Um EU é normal.
Um EU é louco.
Um EU é lembranças.
Um EU é mudança.
Um EU sou EU.
E cada EU aparece no momento que precisa aparecer.
Cada momento nasce das escolhas que fiz — e das que escolhi não fazer.
Agora, escolho ser quem sou.
E isso é o que estou sendo, neste exato momento.
Eu tenho dias bons, mas sempre tendo dias com a bênção de Deus. Ela me fortalece quando alegro, me guia e renova minha esperança. Enquanto Deus estiver comigo, sempre haverá um novo amanhecer.
Capítulo XVIII -
O TESTEMUNHO DO FILÓSOFO DO ABISMO.
Livro: NÃO HÁ ARCO-IRIS NO MEU PORÃO.
Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .
Joseph bevouir - Escritor. .
Eu o vi.
Não com os olhos, pois estes sangrariam, mas com a lucidez que somente a dor oferece aos que vivem à margem da existência.
Vi o instante em que o lírio branco mas vermelho e insano nasceu entre os dedos trêmulos de Joseph Bevoiur. Nenhum motivo biológico. Nenhuma explicação botânica. Era arte.
Ou era Camille.
Mas o lírio nasceu no porão.
E isso muda tudo.
Sou o que restou da razão depois que a beleza foi assassinada pela obsessão.
Sou o filósofo do abismo.
E aqui, neste antro de memórias devoradas, trago palavras que não salvam — apenas explicam, em linguagem febril, o que nem o amor soube justificar.
Camille...
Tua presença é o próprio grito calado.
Tua ausência, a certeza de que Joseph jamais poderá voltar ao mundo dos homens.
Porque te amou.
E amar o impossível é o primeiro crime de toda alma sensível.
A gaita de fole, aquela maldita gaita, toca em descompasso com as teclas secas de um piano que não deveria sequer existir.
Mas existe.
Assim como Joseph, que ama e fere na mesma mão.
Assim como Camille, que aceita e morre com o mesmo olhar.
Talvez Joseph nunca tenha querido te ferir, Camille.
Mas há amores que nascem fadados à crueldade… como lírios em porões sem luz.
E eu…
eu apenas escrevo.
Escrevo como quem sangra para que vocês dois não sejam esquecidos, mesmo que nunca tenham existido fora das páginas deste livro.
"Estou disposto a perdoar uma mentira, mas não estou preparado para viver dentro dela."
(FURUCUTO, P. D., 2026)
Quimera Cinza
Dizem que o mundo nasceu em sete cores.
O meu esqueceu uma.
Não a mais bonita. Não a mais rara. Apenas aquela que fazia todas as outras parecerem vivas.
Desde então, tudo aqui existe em tons de cinza. O céu não ameaça chuva, ameaça permanência. As árvores não morrem; apenas desaprendem a crescer. As pessoas sorriem como quem assina um recibo.
Passei anos acreditando que algum caminhão estava atrasado.
Um simples lápis de cor.
Deveria chegar em qualquer manhã, descarregado por alguém distraído, e bastaria um risco torto sobre o papel da realidade para que tudo finalmente lembrasse que era primavera em algum lugar.
Mas os dias passavam.
E toda entrega vinha sem o pacote que importava.
Comecei a desconfiar que o atraso não era da estrada.
Era do próprio universo.
Então continuei andando.
Porque também me disseram outra coisa: existia um caracol. Um único. Em algum lugar impossível de encontrar. E quem tocasse sua concha deixaria de carregar o próprio peso. Não morreria do corpo primeiro. Morreria da espera. Como uma vela que finalmente entende que foi feita para apagar.
Passei a procurar o caracol.
Em cidades cheias demais para perceber o silêncio.
Em pessoas que juravam possuir mapas.
Em espelhos.
Principalmente nos espelhos.
Às vezes eu achava que estava perto. Via um brilho úmido no concreto, diminuía o passo, prendia a respiração…
Era apenas chuva.
Outras vezes confundia rastros com destino.
O curioso sobre perseguir uma quimera é que ela nunca precisa correr.
Você faz todo o trabalho por ela.
Enquanto isso, a tinta cinza continuava secando sobre tudo.
Descobri que o cérebro inventa cores quando passa tempo suficiente olhando para a ausência delas. Chama isso de esperança. Um defeito elegante da percepção. A mesma ilusão que faz marinheiros enxergarem terra antes da costa existir.
Talvez seja por isso que eu ainda acordava.
Não porque acreditasse.
Mas porque a imaginação sempre chega alguns segundos antes do desespero.
No fim, encontrei um velho caderno.
Folheei página por página procurando aquele lápis perdido.
Não havia espaço vazio onde ele deveria estar.
Nem marcas de que alguém o tivesse roubado.
Apenas uma observação escrita numa caligrafia que parecia ser minha, embora eu não lembrasse de tê-la feito:
“Você não está esperando uma entrega atrasada.
Está esperando uma lembrança de algo que nunca foi fabricado.”
Foi quando entendi.
O lápis não estava preso em alguma estrada.
Não havia caminhão.
Não havia fábrica.
Não havia catálogo.
Assim como o caracol.
Passei a vida procurando uma saída desenhada por alguém que jamais existiu.
E talvez seja essa a crueldade mais sofisticada do mundo:
não é que algumas pessoas morram sem encontrar o caracol.
É que certas almas sobrevivem para sempre porque perseguem uma criatura que o universo nunca teve a intenção de criar.
A cidade continuou cinza.
Eu também.
Mas agora já não olho para o horizonte esperando uma entrega.
Apenas caminho.
Como quem finalmente percebeu que algumas ausências não são atrasos.
São a arquitetura inteira do lugar.
Que hoje Jesus seja o primeiro convidado do seu dia. Caminhe com Ele, converse com Ele e confie n'Ele. Sua presença ilumina o caminho, fortalece a alma e faz florescer esperança, alegria e bênçãos em cada instante.
