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Recomeços e Transformações
Depois da tempestade,
vem o silêncio que acalma.
Depois da queda,
surge a força que levanta.
Porque recomeçar também
é um ato de coragem,
é acreditar que ainda há vida
em cada novo amanhecer.
Não se trata de apagar o passado,
mas de aprender com ele
e seguir em frente,
com o coração mais forte
e os sonhos ainda vivos.
Brasil Terra Mãe De Índio.
Brasil Terra Berço DaFloresta.
Não existe floresta em pé sem a proteção dos seus guardiões.
Mas, hoje, os povos originários enfrentam
uma realidade inaceitável.
Uma grave escalada de violência e perseguição política promovida por opositores ao resultado das eleições.
Denúncias da APIB
(Articulação dos Povos Indígenas do Brasil)
e do Cimi (Conselho Indigenista Missionário)
apontam para uma onda de retaliação covarde contra comunidades indígenas, incluindo invasões de territórios, destruição de Casas de Reza e ameaças extremas à sobrevivência de povos como os Guarani Kaiowá.
Atacar os indígenas por disputas partidárias
é ferir a própria democracia e tentar apagar a história viva do nosso país.
O Ministério dos Povos Indígenas e a
Polícia Federal já investigam os casos, mas a sociedade precisa ecoar essa denúncia.
Defender o Brasil é defender a vida, a soberania e os direitos de quem sempre cuidou desta terra.
Democracia é território protegido!
A Clínica da Maleabilidade Simbólica: A Interseção Crítica entre Fenomenologia e Psicanálise na Ontologia Clínica do Professor Reinaldo Müller (Reizinho)
Resumo
O presente ensaio crítico analisa os fundamentos epistemológicos da Ontologia Clínica, proposta formulada pelo Professor Reinaldo Müller (Reizinho) no Tratado da Virada Ontológica.
Investiga-se a interseção crítica entre a fenomenologia, a analítica existencial heideggeriana e a psicanálise estrutural lacaniana. O núcleo do debate reside em como a Ontologia Clínica opera uma ruptura com o determinismo nosológico e a rigidez estrutural da psicanálise ortodoxa, propondo, em contrapartida, uma despatologização do simbólico através da culturalização e flexibilização do conceito do "Nome-do-Pai".
Conclui-se que o modelo se consolida como uma autêntica práxis de emancipação e ressubjetivação do Ser no laço social.
I. Introdução: A Insurgência contra o Aprisionamento Nosológico
O estatuto contemporâneo da clínica e da psicopedagogia encontra-se tensionado por uma racionalidade puramente instrumental. O avanço das nosologias psiquiátricas modernas e a matematização do sofrimento psíquico reduziram o sujeito a um amontoado de disfunções bio-psico-sociais catalogáveis.
Nesse cenário de alienação teórica, o Tratado da Virada Ontológica do Professor Reinaldo Müller (Reizinho) emerge como uma legítima insurgência epistemológica.
A Ontologia Clínica não se coloca como mais uma técnica integrativa, mas como um deslocamento de solo. O seu princípio basilar reside na recuperação da epoché husserliana em sua radicalidade ética: suspender os manuais de diagnóstico (como o CID e o DSM) e as ortodoxias para que o fenômeno — seja o bloqueio cognitivo da criança, seja a angústia existencial do adulto — possa se manifestar em sua pureza primeva. Trata-se de uma descolonização do olhar clínico que devolve ao sujeito o seu direito originário ao enigma.
II. A Plasticidade do Simbólico contra o Hermetismo Estrutural Lacaniano
A originalidade metodológica do Professor Reinaldo Müller atinge seu ápice na interseção crítica que realiza com a psicanálise de Jacques Lacan. Na tradição lacaniana ortodoxa, o processo de subjetivação do indivíduo está intimamente atado a uma álgebra estrutural. O operador fundamental dessa lógica é a metáfora paterna, traduzida pelo significante do Nome-do-Pai. Na leitura dogmática, a falha, a insuficiência ou a foraclusão desse operador sentenciam o sujeito, de maneira fatalista e inapelável, ao terreno estrutural da psicose ou da desestruturação psicopatológica.
Reizinho promove uma virada conceitual monumental ao rejeitar esse determinismo nosológico. O autor aceita a premissa de que a linguagem e a ordem simbólica são as matrizes constituintes do sujeito, contudo, ele retira o Nome-do-Pai do isolamento metafísico e o eleva ao estatuto de fenômeno cultural.
Sob a ótica da Ontologia Clínica, o Nome-do-Pai é pragmatizado. Ele deixa de ser um veredicto anatômico-estrutural do psiquismo para se tornar uma instância flexível de ancoragem civilizatória.
Ao despatologizar o simbólico, a Ontologia Clínica demonstra que a inserção do indivíduo na cultura, na Lei e no laço social não é um evento estático determinado na primeira infância, mas uma dinâmica maleável, contínua e passível de reconfiguração. O simbólico ganha plasticidade; a estrutura perde seu caráter hermético prisional.
III. O Processo de Ressubjetivação e o Upgrade da Analítica Existencial
Ao libertar o sujeito das amarras da nosologia tradicional, o Professor Reinaldo Müller redefine o próprio horizonte teleológico da intervenção clínica e pedagógica. Quando um indivíduo é capturado por um diagnóstico, ele passa a operar e a existir a partir do rótulo que recebeu. A clínica tradicional reforça esse aprisionamento ao buscar a normatização médica ou o enquadramento estatístico.
A Ontologia Clínica propõe, alternativamente, conduzir o sujeito a uma "ressubjetivação de sua inserção no mundo". Esse movimento metodológico realiza um upgrade direto na Daseinsanalyse europeia de Medard Boss e Ludwig Binswanger. Se a clínica existencial tradicional frequentemente se enclausurava em um purismo hermenêutico e puramente contemplativo, carecendo de ferramentas de manejo prático, Reizinho confere ao Dasein (o ser-no-mundo) uma resolutividade operacional rigorosa.
O sofrimento psíquico ou o entrave pedagógico não são interpretados como falhas mecânicas de um aparelho cognitivo ou psíquico isolado, mas sim como a geografia existencial e a limitação circunstancial na projeção da liberdade daquele sujeito. A cura e a emancipação, portanto, não significam o alcance de uma normalidade idealizada, mas a restituição da autonomia e a descoberta do potencial autônomo do Ser para que ele possa transitar diante do laço social de forma autoral e consciente de sua finitude.
IV. Conclusão: A Síntese Genuína da Emancipação do Ser
A Ontologia Clínica do Professor Reinaldo Müller (Reizinho) consolida-se como uma matriz epistemológica madura e necessária para as ciências humanas contemporâneas.
Ela resolve o impasse histórico entre a Fenomenologia e a Psicanálise:
1. Fornece à Fenomenologia a densidade da teoria do inconsciente e da linguagem, impedindo que o existencialismo caia em um subjetivismo abstrato.
2. Fornece à Psicanálise o respiro ético da epoché, impedindo que a escuta analítica se transforme em um tribunal inquisitório de diagnósticos lineares.
Ao costurar o olhar fenomenológico com a escuta simbólica e culturalizada, o Tratado da Virada Ontológica oferece à academia uma ciência clínica humanista, operável e focada na emancipação política e íntima do Ser humano.
Para operar a contextualização da Ontologia clínica, sem prescindir do rigor orgânico e biológico, está circunscrito uma sólida interlocução com as teses de Georges Canguilhem em O Normal e o Patológico.
No confronto direto com a densidade e a complexidade da fisiologia humana e de seu intrincado metabolismo, Canguilhem demonstrou com precisão conceitual que a experiência patológica reorganiza a relação do organismo com o meio, gerando novas formas de normatividade vital frente a limitações circunstanciais.
Contudo, a Ontologia Clínica adota um cuidado rigoroso ao transpor essa lógica para o campo das psicoses, com especial atenção à esquizofrenia. O modelo teórico da Ontologia clínica reconhece que a gênese do sofrimento psíquico severo possui determinantes orgânicos e genéticos complexos que estabelecem barreiras, obstáculos e limitações estruturais reais ao desenvolvimento do sujeito.
Longe de ignorar esse substrato biológico defendido pela psiquiatria contemporânea, a Ontologia Clínica mapeia essas barreiras para delimitar o escopo de sua atuação.
O entrave pedagógico-psicopedagógico ou o sofrimento existencial são analisados a partir dessa geografia orgânica preexistente, permitindo que os achados autorais operem na maleabilidade simbólica possível, auxiliando o sujeito a projetar sua autonomia nos limites de sua própria finitude e contorno biológico.
Sobre a morte
Não acredito,
nem mesmo morta...
que exista uma única pessoa no mundo
que, no fundo da alma, não tenha um mínimo
de inquietude em relação à morte.
✍@MiriamDaCosta
E então, ela se virou e sussurrou:
- Foi a partir daquele momento que a vida começou a morrer; ali nasceu o rumor, o barulho que tudo mata.
Silêncio!
Eu peço silêncio, nada mais!
E com os olhos acesos de presságio, continuou a sussurrar com a voz doce e rouca:
- Ali, naquele instante em que a vida começou a desvanecer, o rumor cresceu, e com ele, o barulho que devora a alma.
Silêncio!
Eu imploro por silêncio!
Antes que até o silêncio morra também.
Eu sou Simplesmente, Bruxa, a que pressente
o fim e o início e os transforma em feitiço.
Ela se virou devagar e, num sopro de despedida, completou:
- Foi a partir daquele momento que a vida começou a morrer em mim, um rumor discreto, um barulho que foi apagando o encanto das coisas.
Silêncio!
Eu só peço silêncio.
Porque às vezes, o silêncio é o último feitiço
de quem amou demais.
Assim fui, assim sou e assim serei, nos milênios dos milênios, no tempo dos tempos.
Sempre e eternamente.
Simplesmente, Bruxa, a bruxa que ama o silêncio.
👉 Parte do conto "Simplesmente bruxa"
✍@MiriamDaCosta
O Cemitério
O lugar onde
a vaidade,
indistintamente,
repousa
e o orgulho,
em cinzas,
pousa.
✍ @MiriamDaCosta
Feche os Olhos
Beleza viajar por dentro de sua
existência; percorrer todos os
feitos em meio aos regaços e
desagues que se permitiu.
Voar sem asas bater,
num planar sem vento,
sem núvens e sem céu,
por onde vaga o
espírito alegre e livre.
Beleza é viajar por dentro
do existir.
Marcelo Hypolito Botelho
"Amores genuínos chegam as estrelas.
Ultrapassam galáxias, e ainda que o
buraco negro o cante, o seu destino
é chegar a Deus — um genuíno Amor."
Anjo222
"ACHO QUE ESTAS PALAVRAS DITAS, OLHANDO NOS OLHOS: TANTO DE UM HOMEM PARA UMA MULHER, QUANTO DE UMA MULHER PARA O HOMEM É O CLÍMAX DO AMOR: "POR TANTO AMOR, TÃO CURTA A VIDA". Ademar de Borba
Promissum
Promissa facta et non servata non
sunt promissa inanis, sed potius
promissa tacita—promissa silentia.
Você tem todo o direito de tentar me esquecer...
mas não conte com a colaboração da sua memória, que insiste em me manter entre suas melhores recordações.
Em um mundo onde todos querem brilhar,Gritar mais alto, ditar o tom,Vender o brilho, impressionar,Eu busco apenas o silêncio bom.Que fiquem eles com os holofotes,Com o ouro falso da multidão.Não quero disputas, não quero sortes,Eu só quero um lugar tranquilo .Um canto quieto para respirar,Onde o calor não seja cobrança,E a luz que vem para Iluminar só traga a paz de uma criança.
Deixo a vaidade para quem tem pressa,O palco imenso para quem quer dor.O que me basta, o que me interessa,É o vento calmo e o teu calor.Se a vida é um baile de ilusão,Onde a aparência dita a regra,Eu fecho os olhos, estendo a mão:O meu sossego é o que me alegra.
Aqui se foi
À cada tom de ausência
Vem a sua decadência.
O brilho se desfez num instante,
Caindo uma lágrima deselegante
Faz você parar e refletir…
Nossa!
Que mundo desmistificante!
Enquanto todos querem brilhar, eu só quero paz.
Não quero o holofote nem a disputa, eu só quero o silêncio bom.
Deixo o palco para quem tem pressa; o que me basta é o vento calmo.
Sem ironias fúteis más intcionadas .
Menos fama, mais espaço para respirar.
Que fiquem com o ouro falso da multidão; eu me contento com um canto quieto para iluminar a alma.
“Oposição não pode ser sinônimo de destruição. Quando o povo paga a conta das disputas pelo poder, quem perde é a nação. O verdadeiro compromisso político é com o cidadão, não com os interesses de quem deseja governar.”
Nem mesmo o mais profundo pessimismo, ou o niilismo mais abissal pode se equiparar ao que ocorre em minha mente.
A palavra da vítima merece crédito. O problema é quando a Justiça confunde conceder crédito com dispensar a contabilidade.
A Lei Maria da Penha nasceu para impedir que o homem tratasse a mulher como propriedade. Excelente. O problema começa quando a Justiça resolve tratá-la como proprietária da verdade.
O acusado continua com todos os seus direitos: pode ficar calado, deve ficar calado e, se insistir em falar, confirma por que precisava ser calado.
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