Pensamentos Mais Recentes
O tolo transforma a ruína do próximo em entretenimento. O sábio, contudo, enxerga no tombo do outro o espelho da sua própria fragilidade e o severo, mas misericordioso, alerta da graça divina.
Sinto medo desde que era criança! Piorou quando descobi que medos fazem parte de nossas lembranças, logo me lembro de sentir, não é apenas instinto. Agora, vejo herói, todos os que nem conhecem o medo.
A igreja moderna consulta currículos; a igreja apostólica olhava para a mesa de casa. O lar revelava quem o homem realmente era.
O perigo não reside apenas no fato do Estado tentar assumir uma paternidade que nunca lhe pertenceu — o que por si só seria um desastre existencial. A perversidade real é que essa pedagogia estatal não busca o bem das nossas famílias, mas sim a domesticação das próximas gerações para o serviço de seus próprios altares ideológicos.
A GRANDE FRAUDE DA IDADE
Há uma mentira vendida em cada espelho.
Ela diz que o valor de um ser humano diminui na mesma velocidade em que a pele perde firmeza. Como se os anos fossem ladrões, quando, na verdade, são artesãos. Como se cada fio branco anunciasse um fim, quando anunciam uma conquista.
Vivemos numa época que idolatra o vigor dos músculos e desconfia da potência do pensamento. Fazem culto à velocidade porque desconhecem a profundidade. Confundem juventude com plenitude, quando quase toda juventude é um terremoto tentando parecer um jardim.
As grandes crises existenciais não deveriam existir na alta maturidade.
Elas pertencem aos primeiros capítulos da vida.
São as crises do homem que ainda não sabe quem é. Da mulher que tenta caber nos olhos dos outros. Da ansiedade de provar valor, de competir, de vencer corridas cujo prêmio nunca compensou o desgaste.
Chegar à alta maturidade não é um fracasso do corpo.
É uma vitória improvável.
Porque o caminho até aqui não foi pavimentado por flores.
Foi aberto a golpes.
Cada perda arrancou um pedaço de inocência.
Cada traição deixou um corte profundo.
Cada despedida ensinou uma língua que ninguém gostaria de aprender.
Enterramos amigos.
Enterramos amores.
Enterramos versões inteiras de nós mesmos.
E, apesar dos fantasmas que continuam caminhando alguns metros atrás, apesar das cicatrizes que ainda ardem nas madrugadas mais silenciosas, seguimos respirando.
Isso não é decadência.
Isso é triunfo.
Talvez porque a idade nunca tenha sido aquilo que aprendemos a contar. Talvez ela seja apenas uma medida obsoleta para algo que jamais coube em números. O agridoce da existência não cabe num calendário. Há quem transforme seus anos numa desordem feita de ontem, de dúvidas e de amanhãs cautelosos. Continua vivendo como quem espera autorização para começar a existir. Continua acumulando rugas sem jamais crescer no presente. E, quando isso acontece, a pele envelhece antes da consciência.
Mas existe outro caminho.
Há quem descubra que a idade é justamente o lugar onde os tesouros são guardados. Onde tristeza e prazer deixam de ser inimigos para ocuparem a mesma mesa. Onde perdas e alegrias passam a conversar em vez de disputar espaço. Então os anos deixam de se amontoar. Perde-se a conta. E, de certa forma, deixa-se de ter idade.
Talvez seja exatamente isso.
Chega um momento em que os anos deixam de ser uma pilha de calendários e passam a ser uma coleção de consciências.
As rugas deixam de ser dobras da pele para se tornarem marcas de batalhas vencidas.
A juventude possui cartilagens resistentes.
Nós possuímos discernimento.
Ela sobe montanhas correndo.
Nós sabemos quais montanhas jamais valeram a escalada.
Perdemos velocidade.
Ganhamos direção.
Perdemos elasticidade.
Ganhamos profundidade.
Perdemos a ilusão da eternidade.
Ganhamos a rara capacidade de distinguir o essencial do ruído.
E há uma ironia magnífica nisso tudo.
Os ossos já não suportam o mesmo peso.
Os joelhos protestam.
A pele já não estica como antes.
Mas o cérebro...
Ah, o cérebro.
Depois de décadas colecionando fracassos, amores, lutos, livros, silêncios, erros imperdoáveis e recomeços improváveis, ele se transforma numa força impossível de medir.
Uma mente amadurecida pode possuir um poder comparável ao de uma bomba nuclear.
Não porque destrói cidades.
Mas porque destrói mentiras.
Explode vaidades.
Reduz egos a poeira.
Demole medos que passaram décadas fingindo serem gigantes.
A verdadeira potência nunca esteve nos braços.
Sempre esteve na consciência.
Envelhecer não é caminhar para menos.
É caminhar para dentro.
É abandonar personagens e, finalmente, encontrar o ser humano que passou décadas escondido atrás deles.
Por isso, não tenha vergonha dos cabelos brancos.
Nem das mãos marcadas.
Nem das rugas que insistem em permanecer.
Elas não denunciam o tempo.
Elas testemunham que você atravessou o tempo.
São medalhas que a vida entrega apenas aos que sobreviveram.
Porque chegar à alta maturidade nunca foi uma concessão dos anos.
Foi uma conquista arrancada da existência com sangue, lágrimas, cicatrizes e uma coragem silenciosa que os jovens ainda não conhecem.
E talvez essa seja a maior liberdade concedida a um ser humano.
Olhar para trás sem desejar voltar.
Olhar para frente sem temer chegar.
Compreender que a idade jamais foi o peso dos anos.
Sempre foi o lugar onde reunimos nossos tesouros.
O ponto onde tristeza e prazer finalmente se encontram.
E quando isso acontece, o calendário perde sua autoridade.
Os números deixam de importar.
Perdemos a conta.
E, enfim, deixamos de ter idade.
A ostentação na aparência costuma ser inversamente proporcional ao conteúdo interior. Na ausência de princípios sólidos e de sentido, o homem passa a maquiar o vazio com alardes e superficialidades.
Quanto mais extravagante a forma como alguém se veste, se maquia e se apresenta ao mundo, menor costuma ser o conteúdo que carrega por dentro. Normalmente essas pessoas não tem raízes morais, fé ou sentido maior de existência, assim eles tentam preencher o vazio com uma performance distópica.
Eu devia morrer, mas vivo; Ele devia viver, mas morreu. Porque o único Homem que não merecia a morte tomou sobre Si a morte que eu merecia, hoje tenho vida.
Há uma cegueira trágica na alma que clama por revelação, mas ignora a Escritura aberta. Essa postura nos reduz a mendigos sentados sobre um banquete, ou a infelizes que agonizam de sede às margens de um oásis inesgotável, esperando que o milagre dispense o ato simples de estender a mão.
Se aquilo que te traz prazer não encontra o seu propósito último na exaltação de Deus, não é nada além de idolatria e mundanismo. Todo prazer legítimo deve ser, antes de tudo, um reflexo do caráter santo de Cristo; caso contrário, é apenas o coração humano curvando-se aos desejos da carne e aos padrões deste mundo caído.
A verdadeira lição de saber que podemos ir embora amanhã é garantir que a nossa falta seja de saudade, não de arrependimento pelo que não vivemos.
O que sou diante a indiferença.
Uma rocha que não liga se chove ou venta se cai a tempestade.
Pois estou ali a tanto tempo que incontáveis, pessoas que passaram na minha vida não faz diferença.
Nem mesmo quando menosprezando meus feitos e dizeres pois so é uma tempestade. Logo dia sera pesares de uma nova era sem a humanidade.
"A sabedoria pode ter limites, porque o burro é inteligente, mas ele não enxerga a liberdade fora do pasto."
O infiel é alguém
que tem uma relação
negativa consigo,
Faça o favor de entender
que quando um infiel
cruzar no seu caminho,
Não tem nada a ver
de forma alguma contigo.
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Sinopse.
Não Há Arco-íris no Meu Porão é uma travessia literária pelas profundezas da memória, da ausência e daquilo que permanece vivo quando todas as palavras se esgotam. Em uma atmosfera onírica e profundamente simbólica, Joseph Beauvoir percorre corredores invisíveis onde a lógica cede lugar à contemplação, enquanto Camille Monfort surge como uma presença impossível de ser definida: mulher, lembrança, metáfora e silêncio ao mesmo tempo.
Ao longo da narrativa, o leitor é conduzido por diálogos filosóficos e psicológicos que dissolvem as fronteiras entre realidade e imaginação. O porão transforma-se no território íntimo da alma; os lírios, as cores desbotadas e os misteriosos amendoins de Camille deixam de ser simples imagens para revelar uma linguagem simbólica sobre o amor, a perda, a infância, a permanência e a beleza que resiste ao esquecimento.
Mais do que um romance, esta obra propõe uma experiência contemplativa. Cada capítulo convida o leitor a percorrer o próprio interior, descobrindo que os maiores mistérios não habitam o mundo exterior, mas os lugares silenciosos da consciência.
Com uma escrita poética, filosófica e profundamente imersiva, Marcelo Caetano Monteiro constrói uma narrativa em que cada página é um convite à reflexão sobre a condição humana, mostrando que, mesmo onde não há arco-íris, ainda podem existir sementes de esperança, memórias que florescem e uma beleza invisível reservada apenas aos que têm coragem de descer ao próprio porão.
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Os Mundos Esquecidos
William Contraponto
Talvez já fomos mais do que lembrança,
E o tempo ocultou nossa passagem;
Restou da antiga e vasta confiança
Somente o mito, herança da viagem.
Se o fogo um dia consumiu cidades,
E o mar levou palácios para o chão,
Ficaram só fragmentos e verdades
Guardadas na discreta tradição.
Quem sabe um templo fosse uma oficina,
Ou um saber tornado devoção;
A história, quando o esquecimento inclina,
Reveste a perda com imaginação.
Não digo que essa hipótese é verdade,
Nem quero sugerí-la como religião;
A dúvida preserva a liberdade
De investigar sem qualquer imposição.
Talvez também sejamos só passagem,
Um breve instante à beira da erosão;
O orgulho não resiste à ventania,
Nem vence para sempre a destruição.
Se um novo amanhecer surgir depois,
De outro silêncio feito de poeira,
Que reste a velha pergunta entre nós:
Quantos mundos perdeu a humanidade inteira?
2229 📜 "Sou da época em que Café, Abacate e Ovo eram considerados péssimos alimentos. Hoje esses mesmos estão na lista dos Dez Melhores e Eu nunca deixei de consumi-los. Nunca mesmo. Alguns tipos de Cientistas nunca me pegam!"
Se você viver simplesmente na sociedade e deixar de fazer isso os problemas te lebraram que eras feliz. Caso contrário vais aspirar ser um herói e arriscar perder tudo.
