Pensamentos Mais Recentes
Toda loteria honesta não pode acumular mais de três vezes, se ninguém acertar todos os números sorteados o premio deve ser dividido entre quem acertar o maior numero de números, em ordem decrescente.
Sou muito da Poesia, mas, se a vida me empurrar para a Artilharia, jamais vou me furtar.
Porque há uma diferença imensa entre escolher a delicadeza e ser incapaz de enfrentar a dureza.
Gosto das palavras que acariciam, dos silêncios que dizem muito, dos olhares que dispensam explicações e dessa estranha beleza que existe nas coisas simples.
Prefiro o diálogo ao confronto, a construção à ruína, o abraço à distância.
Mas aprendi que nem toda batalha se vence com flores, nem toda injustiça se desfaz com versos, nem toda mão estendida encontra outra disposta a acolhê-la.
Há momentos em que a vida nos convoca para além daquilo que gostaríamos de ser.
E é justamente nesses momentos que descobrimos se nossas convicções são raízes profundas ou apenas folhas ao sabor do vento.
Ser Poeta não significa ignorar a realidade; significa enxergá-la sem permitir que ela nos roube a capacidade de sentir.
E, às vezes, preservar aquilo em que acreditamos exige uma firmeza que a própria Poesia, em sua aparente fragilidade, sempre soube esconder.
Não romantizo a guerra, tampouco desprezo a paz.
Apenas compreendo que a paz, quando não encontra respeito, pode ser confundida com submissão; que a bondade, quando não conhece limites, corre o risco de se tornar permissão para o abuso; e que a serenidade, em determinadas circunstâncias, precisa caminhar de mãos dadas com a coragem.
Não quero fazer da vida um campo de batalha, mas também não aceitarei que transformem minha existência em território ocupado.
Há uma dignidade bastante silenciosa em saber até onde ceder, quando permanecer e em que momento dizer basta.
Nem toda resistência precisa de gritos, assim como nem toda força precisa de violência.
Às vezes, a maior demonstração de coragem é sustentar a própria humanidade quando tudo ao redor parece conspirar para destruí-la.
No fundo, continuo acreditando que o mundo precisa muito mais de Poetas do que de Artilheiros.
Precisa de quem semeie perguntas, cultive encontros e tenha a ousadia de imaginar futuros que ainda não existem.
Mas também precisa de pessoas que compreendam que a sensibilidade não deve ser confundida com fraqueza e que a gentileza não nos obriga a aceitar qualquer coisa.
Se me for atribuído o direito de escolher, escolherei sempre a palavra que reconcilia, o gesto que acolhe e o percurso que dispensa cadáveres pelo caminho.
Entretanto, se a vida me colocar diante de uma encruzilhada na qual a omissão custe minha dignidade, meus princípios ou a proteção daqueles que amo, não farei da minha delicadeza uma desculpa para a covardia.
Porque há uma Poesia que floresce nos jardins, mas há outra que nasce entre as ruínas, quando alguém se recusa a desistir de ser humano.
E talvez seja essa a maior contradição da existência: ter o coração educado para a beleza, sem permitir que a brutalidade do mundo nos torne incapazes de enfrentar a realidade.
Sou, antes de tudo, um homem da palavra…
Prefiro escrever pontes a erguer trincheiras, compor versos a alimentar ódios, oferecer flores a colecionar cicatrizes.
Mas não confundo amor à paz com medo do conflito, nem sensibilidade com ausência de firmeza.
A Poesia é a minha natureza desde de sempre; a coragem, minha responsabilidade.
E, se um dia a vida me convocar para a Artilharia, que eu tenha lucidez suficiente para não disparar por vaidade, consciência para não ferir por vingança e humanidade para compreender que a força só tem algum valor quando permanece subordinada à razão.
Porque não há honra em destruir apenas por poder, assim como não há virtude em se omitir apenas por parecer bom.
No fim, quero conservar as mãos capazes de escrever, o espírito disposto a compreender e o coração suficientemente inteiro para reconhecer a beleza, mesmo depois de atravessar a tempestade.
Pois, se a vida me forçar a guerrear, que não me faça esquecer por que sempre preferi a Poesia.
E que, mesmo quando o mundo exigir armaduras, eu jamais precise sepultar o Poeta que sempre existiu em mim.
Todo artista de verdade deve ser um ativo defensor da liberdade, contra todo poder econômico e os ditames dos poderosos contra o povo. No entanto quando equivocadamente se alia e se aproxima da politica, buscando favores privilegiados, se decompõe como artista e visionário, passa a ser mais um lacaio oportunista do sistema, perdendo a sua frágil personalidade humanista e sua dignidade independente frente a verdade, do único dom divino que o qualificava como um ser bom e agente transformador da tosca social realidade.
Não é decepção, é apenas uma tristeza profunda. Você largou minha mão, e eu me afoguei no profundo oceano, cada vez mais fundo, cada vez mais fundo. A escuridão tomou conta de tudo.
"Amor". Eu o conheci na forma mais pura , quando toquei em seu coração,... Cada estação trouxe uma nova forma de amor
" Quando seu calor não está ... O frio solitário é meu melhor amigo ... Me leve de volta aquela ... Noite incrível, Que nos conhecemos ...
É a tese de O Livro do Não Fazer: produtividade não é fazer mais, é cortar tarefa errada. A tesoura, não a caneta.
Sou sempre contra a violência e a beligerância mas nunca indefeso. Acredito por consciência livre nas flores vencendo os fuzis. Minha arma de porte pessoal, não tem registro ou escolha, é em conjunto ou de forma unitária, uma bela e poderosa flor amarela. Não conheço nada mais forte contra os corações cativos e os espíritos selvagens, vitimas aflitas dos embrutecimentos incoerentes do mundo. Não acredito em pontas de lanças, como uma forma criada para ferir coisa alguma, se assim as fossem as minhas estrelinhas do céu não teriam elas, para inevitavelmente, ferissem ou riscassem o sacro manto celeste. Todas as pontas combinadas foram feitas para refletirem mais luzes. Tenho certeza, disto.
No frescor da alma, regozijam-se as fronteiras da sanidade e da realidade sob o fogo do espírito.
Na clareza dos pensamentos errantes, dentro do vórtice da essência, no mais profundo do ser,
o núcleo pulsa: as vozes da escuridão são apenas pensamentos observando outros pensamentos, dentro de pensamentos.
Sendo este conceito inicial a origem do caos absoluto, predomina a beleza que se desdobra rumo ao mar profundo do espectro da alma.
A perpétua perspectiva dos sentidos aponta para o abismo do pensamento, que se tornou o protagonista do meu ser, iluminando-se no meu silêncio.
O drástico sentimento pragmático expõe-se em um mar denso de complexidade inigualável.
Tudo o que vejo ou ouço possui apenas o sentido tênue da continuidade, em um fluxo abrangente e temporal moldado por tantos pensamentos errantes.
As metáforas perdidas na minha mente tornaram-se parte de um grão de poeira — que um dia fora uma rocha a flutuar nas profundezas do espaço sideral —, arremessando o meu olhar fixo à imensidão.
Na mesma sintonia, a síntese da alma paira pelo vazio, dando formato a um universo único e enigmático.
Pois o fluxo temporal é a simplicidade que compõe o aglomerado das profundezas,
oferecendo o espetáculo do esquecimento: um equilíbrio emocional que, após a órbita elíptica, torna-se fractal no espaço contínuo do pensamento, cujo olhar paira sobre o estado da mente, marcando o início do mergulho.
"Te explico para minha mente .
Mas não me explico para a minha alma.
-Compreender e sentir são dois mundos distintos."
Haredita Angel
02.05.26
-Dizem que a velhice traz sabedoria.
Mas, pra mim ela trouxe uma vontade
absurda de ter um galinheiro no quintal!
Haredita Angel
24.09.19
“A democracia começa a perder sua essência quando a divergência política deixa de ser enfrentada com argumentos e passa a ser combatida com violência. Nenhuma convicção partidária autoriza a agressão, porque o respeito à integridade e à liberdade do adversário não é uma concessão ideológica, mas uma exigência da própria ordem constitucional.”
O Avesso do Silêncio
Estranhamente, eu gosto de estar só.
Eu gosto de ficar sozinha escutando o barulho da minha cabeça, das vozes que comigo falam.
Eu gosto do silêncio aqui dentro e do barulho do carro passando lá fora.
Eu gosto do passarinho cantando aqui na minha frente, no quintal, voando entre galhos secos e verdes.
Eu gosto de ficar só, de ficar em silêncio, de ouvir, de me ouvir.
Eu gosto de ficar só, mas de vez em quando eu também gosto de não estar, de não estar em mim.
Nildinha Freitas.
"A superação do medo da morte é a primeira e mais alta esfera que o indivíduo deve transpor: subjugue-a no pensamento, na fortaleza psicológica e em todas as dimensões da mente. Quem domina o fim da própria carne esmaga a raiz de tudo o que tentaria subjugá-lo."
— Nerfelys Sylefren
Somos moldados pelo mundo enquanto também participamos de sua transformação. A existência é uma relação contínua entre aquilo que recebemos e aquilo que deixamos.
Nenhuma escolha acontece fora da realidade. Cada decisão nasce de influências anteriores e pode produzir consequências que ultrapassam o instante em que foi tomada.
