Pensamentos Mais Recentes

Mais vale o suor de quem luta honestamente para criar um amanhã melhor do que o conforto daqueles cuja única ocupação é diminuir o esforço de quem tenta vencer.

O foco de quem quer vencer na vida não deve desviar-se por causa de críticas vazias; quem faz o bem e trabalha com integridade caminha sempre com a consciência tranquila.

É triste ver que alguns escolhem o lado errado da história, atacando quem batalha honestamente enquanto fecham os olhos para a verdadeira maldade que corrói a sociedade.

Acumular sabedoria e visão de futuro exige afastar-se daqueles que preferem rir de uma nova tecnologia ou de uma ideia inovadora em vez de tentar compreendê-la.

Quem gasta tempo a zombar do progresso alheio revela apenas a própria incapacidade de ver além do presente, preferindo a crítica estéril ao esforço da construção.

O valor de uma pessoa mede-se pela coragem com que levanta todos os dias para construir o seu futuro, sem nunca precisar de derrubar os outros para subir.

A sabedoria real reside em estar ao lado da justiça e do progresso, compreendendo que é muito mais nobre apoiar quem luta para vencer na vida do que aplaudir ou praticar a maldade.

É lamentável quando a maldade encontra eco e pessoas escolhem atacar quem está lutando para crescer, invertendo valores e se voltando contra quem busca um futuro melhor.

O erro de quem gasta tempo ofendendo é não perceber que o verdadeiro alvo da oposição deveria ser a maldade e a injustiça, e nunca o trabalhador honesto que batalha para vencer.

Em vez de acumular riqueza e enxergar a longo prazo, há quem gaste energia rindo de quem busca a independência financeira, trocando a chance de prosperar pela zombaria vazia.

Muitos preferem criticar e zombar das criptomoedas e das inovações financeiras do futuro por falta de visão, preferindo o ceticismo estéril a estudar e construir novas oportunidades.

Valores nobres não se encontram na zombaria ou na tentativa de diminuir o esforço alheio, mas sim no respeito por aqueles que trabalham duro para vencer na vida de forma justa.

REFLEXÃO 


A verdade é capaz de sufocar o mais eloquente dos mitômanos.

"A felicidade é a busca
meritória e inteligente com
propósito,foco e determinação
nos metamorfoseando
evolutivamente com
aprendizado à concretização."

Ao achar alguém leve, observe se é porque te carrega, ou está sem noção ou é discernimento e cura.

Só a fé te faz crer no  invisível,
conquistar o impossível, 
amar o odiado
e perdoar o imperdoável!

Nesta ilha capital tem muitas possibilidades, que é diferente de oportunidades.

Se conteve contente em harmonia no continente.

Tem-se e utiliza-se do agora. O antes e o depois não tem, seguindo úteis, mais ainda o novo agora.

“O amor pediu a palavra”

Conheci a Política numa praça onde as estátuas desciam dos pedestais para descansar os braços. Ela estava sentada junto ao chafariz, remendando uma bandeira com fios retirados do próprio cabelo. A cada ponto, uma janela se acendia na cidade; a cada descuido, alguém ficava no escuro.
Aproximei-me com a imprudência de quem ainda acredita que pode amar aquilo que não compreende.
Você está ferida eu disse.
Ela escondeu os dedos sob o tecido.
Há muito tempo confundem meu corpo com uma cadeira.
Sentei ao seu lado. Trazia nos bolsos algumas certezas, mas todas começaram a derreter. Escorreram pelas minhas pernas e formaram no chão um pequeno lago onde peixes cegos discutiam o futuro.
A Política tirou os sapatos. Tinha nos pés o barro de todas as ruas que os discursos nunca haviam visitado.
Eu quis beijá-la.
Ela me entregou uma chave.
Antes, preciso lhe mostrar onde moro.
Entramos numa casa que por fora parecia pequena. Por dentro, havia corredores suficientes para perder um século. Numa sala, crianças dividiam uma laranja tão fina que podíamos ver o inverno através dela. Noutra, uma professora escrevia no quadro com os ossos dos dedos. Mais adiante, um homem esperava atendimento havia tanto tempo que criara raízes sob a cadeira.
A Política parou diante dele e tentou soltá-las com as mãos.
Ajoelhei-me para ajudar.
Trabalhamos em silêncio. Quando conseguimos levantá-lo, já era noite dentro da casa.
Ainda quer me beijar? perguntou.
Eu olhei para suas unhas quebradas. Até então, pensara o amor como uma espécie de abrigo: duas pessoas fechando a porta enquanto a tempestade passava. Mas aquela mulher tinha uma casa cheia de gente, e a chuva entrava pelo teto.
Beijei sua testa. Depois procurei uma escada.
Durante a madrugada, subimos ao telhado. Lá de cima, vi que a cidade dormia de maneira desigual: em certos bairros, os sonhos tinham varandas; em outros, precisavam dormir em pé.
Ela chorou, e suas lágrimas ficaram suspensas no ar. Dentro de cada uma havia um rosto que alguém reduzira a número.
Estendi a mão. Uma lágrima pousou na minha palma e disse seu nome.
Nunca mais consegui esquecê-lá.
Ao amanhecer, chegaram homens trazendo espelhos enormes. Queriam cobrir as janelas da casa.
Assim, todos verão grandeza anunciaram.
A Política recusou. Ofereceram-lhe joias, um vestido novo, uma cadeira que prometia durar para sempre. Um deles puxou meu braço e sussurrou que eu também poderia ter alguma coisa, desde que a convencesse a fechar os olhos.
Ela me observava.
Foi ali que nosso amor correu perigo: por um instante, imaginei como seria fácil viver num quarto sem ouvir os corredores.
Soltei o braço.
Juntos, levamos os espelhos para a praça e os viramos para o céu. Os homens foram embora, furiosos, enquanto as nuvens se examinavam com espanto.
A Política encostou a cabeça no meu ombro.
Você vai concordar comigo sempre?
Não.
Ela segurou minha mão com mais força.
Envelhecemos um pouco naquela manhã. 
O suficiente para que a paixão perdesse a pressa e aprendesse a escutar.
Quando nos beijamos, o chafariz voltou a correr. As estátuas permaneceram entre as pessoas. E, na casa de corredores intermináveis, alguém abriu uma janela por dentro.


Descrição:


“O amor pediu a palavra”, o encontro amoroso com a Política representa a descoberta de que cuidar da vida coletiva exige sensibilidade, responsabilidade e disposição para agir. A Política ganha corpo de mulher para que possamos enxergar suas feridas e compreender quanto as decisões públicas atravessam a existência de pessoas reais.
Ao remendar uma bandeira com os próprios cabelos, ela tenta reconstruir aquilo que pertence a todos, oferecendo algo de si. As janelas que se acendem ou permanecem escuras mostram as consequências desse trabalho: uma decisão pode ampliar oportunidades, enquanto um descuido pode deixar alguém desamparado. Quando ela diz que confundem seu corpo com uma cadeira, denuncia a redução da política à disputa por cargos e à permanência no poder.
As certezas do narrador derretem quando ele se aproxima dessa realidade. Essa imagem representa a necessidade de rever convicções diante do sofrimento humano. Os peixes cegos que discutem o futuro sugerem o perigo de debater os destinos de uma sociedade sem enxergar as condições em que ela vive.
A casa de corredores intermináveis é o espaço da vida coletiva. A criança com uma porção insuficiente de alimento, a professora que se desgasta para ensinar e o homem que cria raízes esperando atendimento tornam visíveis a fome, a desvalorização da educação e o abandono de quem precisa de cuidados. O surrealismo dá forma física àquilo que a repetição pode tornar aparentemente comum: uma espera tão longa que parece prender uma pessoa ao chão.
É dentro dessa casa que o amor do narrador amadurece. Ele chega desejando um beijo e termina procurando uma escada para consertar o telhado. O sentimento ganha consequência prática: amar aquela mulher significa também se envolver com as vidas que ela abriga. O gesto de ajudar nasce do encontro com uma necessidade concreta.
A cidade onde alguns sonhos têm varandas e outros dormem em pé expressa a desigualdade até no direito ao descanso e à esperança. Já as lágrimas que carregam rostos devolvem identidade às pessoas tratadas apenas como números. Quando uma delas revela seu nome, o sofrimento se torna uma presença que o narrador já não consegue ignorar.
Os homens com espelhos oferecem uma grandeza feita de aparência. Ao cobrir as janelas, impediriam que a realidade fosse vista. As joias e a cadeira duradoura representam a sedução dos privilégios e do poder. O narrador também sente essa tentação: imagina o conforto de um quarto onde não precisaria ouvir os outros. Esse instante torna sua escolha mais humana, pois mostra que o compromisso precisa resistir inclusive à própria vontade de se acomodar.
Quando a Política pergunta se ele concordará sempre com ela, a resposta negativa revela um amor que preserva o pensamento e a liberdade. 
A discordância pode fazer parte do cuidado: quem ama também questiona, aponta falhas e ajuda a corrigir caminhos.
No final, a janela aberta por dentro sugere uma transformação que começa na consciência e encontra passagem para a vida pública. A prosa apresenta o amor à política como compromisso com a dignidade das pessoas. O título reúne essa ideia: o amor pede a palavra porque também tem algo a dizer sobre a maneira como dividimos o mundo e sobre quem deixamos esperando à porta.

Dificuldade na comunicação funcional não é apenas não saber as regras práticas, mas são desvios da clareza, participação e estratégia.
Não aborrece-se! Supera os prejuízos do caminho sem se preocupar.

A ingratidão machuca especialmente quando percebemos que o outro tratou como obrigação aquilo que oferecemos por escolha.

Algumas pessoas não sentem falta de nós, mas daquilo que nossa presença tornava conveniente para elas.

A vida se torna mais generosa quando aprendemos a reconhecer alegria nas coisas que não precisam impressionar ninguém.

Algumas das melhores conquistas são invisíveis: dormir em paz, pensar com clareza e não precisar fingir.

A tranquilidade vale mais quando não depende de convencer o mundo de que fizemos as escolhas certas.