Pensamentos Mais Recentes
A Cura
A cura para muitos momentos ruins de nossas vidas é, na verdade, a companhia das pessoas certas — daquelas que amamos ter por perto.
É verdade que estar só, em alguns momentos, também pode nos curar. Mas, se ficarmos muito tempo no abismo da solidão, corremos o risco de ficarmos presos a nós mesmos.
Já a cura por meio das pessoas certas nunca será demais. Todo tempo próximo daqueles que amamos e que nos fazem bem é, na verdade, pouco tempo.
Há décadas abri mão de expectativas, comparações, egocentrismo e ilusões. Tudo, literalmente tudo passa por reflexões e questionamentos, até as minhas certezas.
A autossuficiência é uma ilusão egocêntrica: ninguém se sustenta sozinho. Da primeira respiração ao último gesto, a vida é tecida por mãos alheias — da mãe ao coveiro. Entre esses extremos, cada passo depende de vínculos visíveis e invisíveis. O indivíduo isolado é ficção; o que existe é uma existência sustentada em rede, ainda que insista em negar.
Vida nunca esqueça disso aconteça o que acontecer lembre que você tem um homem que faria de tudo por você
Muitos desejam ser abençoados por Deus, mas não estão dispostos a renunciar ao modo de vida que agrada ao mundo. O Senhor é Amor, mas Seu Amor jamais deve ser usado como justificativa para ir contra a Sua Palavra que liberta.
Talvez, se tivéssemos nos interessado pela política antes da sua influencerização, não teríamos alugado nossas cabeças.
Porque, no fundo, o que se vê hoje não é exatamente o engajamento genuíno — é terceirização de consciência.
A política, que deveria ser um exercício coletivo de responsabilidade, virou um palco de performance onde argumentos disputam espaço com slogans e convicções são moldadas por algoritmos.
Em vez de cidadãos conscientes, formam-se plateias.
Em vez de reflexão — pura e apaixonada repetição.
As redes sociais nos deram voz, mas também nos ofereceram um atalho muito perigoso: o conforto de pensar através de outros.
Seguimos, curtimos e compartilhamos não necessariamente o que entendemos, mas o que nos representa superficialmente.
E, nesse processo, passamos a defender narrativas como quem defende times — com muita paixão, mas sem nenhuma revisão.
Talvez o problema não seja termos opiniões, mas a forma como as adquirimos.
Quando a política se transforma em conteúdo, ela precisa entreter para sobreviver.
E o que entretém raramente é o que aprofunda.
Assim, nuances se perdem, complexidades são simplificadas e qualquer tentativa de diálogo vira confronto.
Mas há uma possibilidade ignorada nesse cenário: utilizar as mesmas redes não para amplificar vozes alheias, mas para construir as nossas.
Defender agendas próprias, baseadas em experiências reais, em escuta ativa, em dúvidas legítimas.
Não agendas prontas, embaladas e distribuídas como produtos…
Recuperar o interesse pela política talvez não signifique consumir mais dela, mas se responsabilizar por ela.
Questionar antes de compartilhar.
Entender antes de reagir.
Discordar sem demonizar e desumanizar.
E, principalmente, reconhecer que pensar dá trabalho — e que terceirizar esse trabalho tem um custo alto demais.
No fim, alugar a cabeça é sempre mais fácil.
Difícil é habitá-la.
O afeto irriga a conexão humana com naturalidade; o interesse falseia a proximidade para extrair proveito.
Novamente o sol acordou, iluminando o breu em meu quarto, a minha alma se contagia de alegria com os primeiros toques com a luz, entretanto o meu corpo ja despedaçado murmura com o motivo de já amanhecer..
O peso do corpo sobre a cadeira, o calor da xícara entre as mãos, o ritmo da respiração... a felicidade não é um evento grandioso, mas a soma desses pequenos momentos de presença absoluta onde o passado e o futuro deixam de nos assombrar por alguns minutos.
“No caminho do Reiki, o praticante deve buscar continuamente o autopolimento interior, purificando pensamentos, emoções e atitudes, para desenvolver um coração mais claro, equilibrado e harmonioso. Ao fazer isso, ele passa a reconhecer no outro não um julgamento, mas um espelho espiritual, que revela aspectos de si mesmo e favorece o crescimento, a compaixão e a evolução.”
As janelas da alma ficam embaçadas quando seguramos o choro por muito tempo, impedindo que enxerguemos as cores do mundo, permita que as lágrimas limpem o vidro, mesmo que a visão inicial seja a de um jardim devastado, pois só assim você poderá começar a replantar.
“Devemos trabalhar continuamente o nosso próprio interior, refinando pensamentos e atitudes, para que, ao reconhecer a pureza no outro, possamos nos enxergar com mais clareza e evoluir espiritualmente.”
A taça Azul
(porque nem tudo que vemos, compreendemos)
E, ao lembrar — apenas recordar — daquela taça azul, percebo que já não a vejo como antes, pois ela está meio limpa e meio suja; meio eu a vejo, meio eu a entendo.
Às vezes, as palavras se aprisionam em nossa mente, e nem precisam ser ouvidas. É justamente nesses silêncios que, tantas vezes, os problemas vêm ao nosso encontro.
Exploração intelectual e a reação diversas... e contra indicação.
Com elementos psicológico.
Essa cartilha da desinformação e espectro da alienação social.
“Julgamo-nos prontos até que a vida nos prova o contrário. Depois, ao revisitar o caminho, narramos com eloquência o que, no instante vivido, carecia de sabedoria.” - Leonardo Azevedo.
A dignidade humana
O mundo fala de amor, mas isso não basta. Amor sem dignidade é palavra vazia. O que falta ao nosso tempo não é afeto — é caráter.
Vivemos cercados por homens que desejam poder, mas não responsabilidade. Homens que preferem a aparência à verdade, o aplauso à consciência, o privilégio à justiça. Homens que se alimentam da boa-fé alheia e constroem sua força sobre a ignorância que eles mesmos cultivam.
Devemos destruir essa lógica. Recusar a normalização da mentira. Rejeitar amanipulação que transforma cidadãos em massa de manobra.
A dignidade não é luxo: é fundamento. A honra não é ornamento: é dever. A honestidade não é virtude rara: é obrigação mínima.
Defender ideais que não excluem, não dividem, não exploram. Ideais que eduquem, que libertem, que ampliem horizontes. Ideais que tratem a informação como direito, não como moeda de controle.
Porque a ignorância não é acidente — é estratégia. E quem deseja dominar alimenta pouco, para manter dependência. Quem teme a liberdade alheia oferece migalhas, para que a fome nunca acabe.
Não podemos aceitar migalhas e a manipulação como destino e o poder sem moral, como regra.
Vamos conclamar a quem ainda acredita na força da verdade. A quem sabe que igualdade não é utopia, mas projeto. A quem entende que informação é libertação. A quem não se curva ao cinismo dos que lucram com a miséria intelectual e moral.
O mundo precisa de amor, sim. Mas precisa, sobretudo, de homens e mulheres dignos, que escolham a honra antes do benefício, a justiça antes da conveniência, a verdade antes do conforto.
Que seja nosso compromisso. E que ele se cumpra até que a dignidade deixe de ser exceção e volte a ser regra.
Vivemos entre despertos adormecidos. Pessoas caminham em sonambulismo consciente, num sono de olhos abertos. O palco segue montado; o "livre-arbítrio" é o roteiro. Restam as máscaras.
Grandes Olhos
O oculto permeia com a generosidade da presença, da verdade e do sentir.
Olhos grandes se apresentam.
Firmam que o presente do amor é o verdadeiro presente.
E então, ainda diz...
Que sepode seguir.
Vejo e sinto!
E no sustentar desse campo...
Tudo se faz!
Potente oportunidade.
Presente da vida.
Reencontros de almas.
Algumas...
Velhas conhecidas!
E agora...
Reconectadas.
E do gritar não dado.
Da expressão não posta.
E pelo campo da presença dos olhos.
Um esplendoroso sentir.
Eh seguro soltar!
E o que se resta...?
É segurar as mãos...
E confiar!
Na generosidade abundante, o reverberar.
Coração grandioso e teimoso.
insiste... insiste... insiste em confiar!
A coragem da criança solta e amada..
Conduz a chama da verdade.
Volto pra mim!
Começo a me olhar.
Restauro o que muitas vezes...
Eu nem consegui vislumbrar.
E ainda no sustentar...
Exponho, grito e solto.
É um verdadeiro transbordar.
Passos firmes.
Ora ou outra apoiado.
Num sustentar da presença a me presentear.
Coragem para soltar e curar
E no desalinhar do que foi..
A gratidão me conduz.
E o fogo transmuta tudo o q há em mim.
Sigo no fluir e na presença.
Fluo com os presentes dos encontros e dos laços reconhecidos.
Vejo um caminho...
Encontros continuam no ressoar.
Afino meu caminhar e vou adiante a confiar. Porque no florir da vida, a frutificação vem.
Pautada dos pilares...
Da confiança do sentir e na verdade da presença que só com o alinhamento dos olhos se consegue ver.
Erikah Aparecida - Abril2026
Amores
O primeiro amor, é aquele da adolescência
Aquele amor que te deixa louca pra fugir de casa e viver só de amor
Como se isso fosse o suficiente, o meu primeiro amor foi exatamente assim
Lembro vagamente de querer sair de casa e ser a "mulher" de alguém, me tornar dona de casa, ser mãe de um garotinho de olhos azuis
Era o meu sonho casar, ter uma vida morna e sem fortes "emoções", ter alguém estável e previsível na minha vida
Mas, por algum motivo, não foi assim
Chorei por meses, pensei que iria morrer
Mal eu sabia, que os piores dias estavam por vir
E num belo dia de Dezembro de 2006, apareceu o cara com cara de anjo e um coração perverso
Que eu amei desde que os nossos olhos se encontraram
Se eu soubesse, como seria amar você
Eu deveria ter saído correndo, mas eu fui de encontro a você
E essa foi a minha ruína emocional e mental
Eu pude sentir Tudo, em tantos níveis de amor, de paixão e de tristeza
Com você sempre foi em escala global
Era sempre intenso, e essa nem é a palavra certa, foi muito mais que isso
Se eu tivesse como saber que te conhecer e amar você seria tão incrível
Mas, te perder foi a pior coisa que me aconteceu até hoje
Eu discordo daquele ditado, que diz que é melhor amar e perder do que nunca ter amado
Eu adoraria não ter te conhecido, não teria que passar pelo inferno ao te perder
E me descobrir sozinha sem você, foi e ainda é um grande desafio
Eu ainda não me encontrei longe de você, tem dias que ainda não sei quem sou sem você
A única coisa boa que ao perder você, eu encontrei a minha voz
Sou uma escritora muito melhor por causa de você
E sou grata a você por isso
27 de abril de 2026
Há certa sonolência na sociedade: pessoas vagam numa espécie de sonambulismo desperto; em sono profundo, embora de olhos abertos. É o teatro da vida, com o livre-arbítrio ensaiado. Cada personagem com sua máscara.
