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A sua essência exala como o perfume das pétalas de rosa; e, junto à sua beleza e delicadeza, revelam-se também os espinhos guardiões da sua força, que a capacitam a enfrentar os desafios da vida com elegância e firmeza.
Na vida, perde-se e ganha-se o tempo todo; algumas perdas nos aliviam, e certos ganhos nos tornam pesados demais.
MARCHA DO PROGRESSO E A LEI MORAL - O LIVRO DOS ESPÍRITOS.
A MARCHA IRRESISTÍVEL DO PROGRESSO NA LEI MORAL
A Lei do Progresso constitui um dos eixos estruturantes da filosofia espírita. Ao tratar dessa lei, a obra O Livro dos Espíritos apresenta uma concepção profundamente dinâmica da existência humana. A humanidade não se encontra estagnada no tempo, tampouco abandonada à casualidade histórica. Pelo contrário, cada ser e cada coletividade movem-se em direção a estados superiores de consciência, conduzidos por uma ordem providencial inscrita na própria estrutura do universo moral.
No capítulo oitavo do Livro Terceiro, denominado Lei do Progresso, encontram-se reflexões que elucidam a marcha evolutiva do espírito humano. Nas perguntas setecentos e setenta e nove a setecentos e oitenta e cinco, desenvolve-se uma análise notavelmente lúcida acerca do mecanismo pelo qual a humanidade se aperfeiçoa.
PERGUNTA 779. A ENERGIA DO PROGRESSO HUMANO.
A questão setecentos e setenta e nove formula um problema fundamental. Pergunta-se se o progresso do homem deriva de uma energia interior ou se é apenas resultado da instrução recebida.
A resposta afirma.
"O homem se desenvolve por si mesmo, naturalmente, mas nem todos progridem ao mesmo tempo e da mesma maneira."
Esta afirmação estabelece uma premissa essencial da antropologia espírita. O progresso não é imposto de fora para dentro. Ele é imanente à própria natureza espiritual do homem. Cada espírito possui em si mesmo o princípio do aperfeiçoamento. A evolução moral e intelectual brota do interior da consciência, embora seja estimulada pelo convívio social.
Entretanto, nem todos os indivíduos avançam simultaneamente. A humanidade compõe-se de espíritos em diferentes graus de maturidade. Por isso surge o papel dos mais adiantados, que auxiliam os demais.
"O contato social" torna-se assim instrumento de progresso coletivo. A sociedade transforma-se em verdadeiro laboratório evolutivo, no qual as inteligências mais esclarecidas servem de farol às consciências ainda imaturas.
Essa concepção encontra eco em diversas passagens da tradição espírita. Em estudos doutrinários posteriores observa-se que o intercâmbio entre espíritos de diferentes níveis constitui um mecanismo pedagógico da própria Providência.
PERGUNTA 780. RELAÇÃO ENTRE PROGRESSO INTELECTUAL E MORAL.
Na pergunta setecentos e oitenta examina-se a relação entre inteligência e moralidade.
A resposta declara.
"O progresso moral é consequência do progresso intelectual, mas não o segue sempre imediatamente."
Essa observação revela extraordinária profundidade psicológica. A inteligência amplia a capacidade de compreender. Contudo, compreender não significa necessariamente transformar-se moralmente de maneira imediata.
O desenvolvimento intelectual ilumina o discernimento, permitindo que o indivíduo identifique o bem e o mal. Todavia, o aperfeiçoamento moral depende do exercício consciente da vontade.
Essa ideia é aprofundada na subquestão setecentos e oitenta "a".
PERGUNTA 780 A. A INTELIGÊNCIA E O LIVRE ARBÍTRIO.
Pergunta-se como o progresso intelectual conduz ao progresso moral.
A resposta esclarece.
"Dando a compreensão do bem e do mal."
Quando a inteligência se desenvolve, o homem adquire discernimento moral. Ele passa a compreender as consequências de suas escolhas. Surge então o livre arbítrio plenamente consciente.
O desenvolvimento da inteligência amplia a responsabilidade moral. Quanto mais esclarecida a consciência, maior a responsabilidade pelas próprias ações.
Esse princípio harmoniza-se com a noção espírita de responsabilidade espiritual. O progresso intelectual amplia a liberdade, mas simultaneamente aumenta o dever moral.
PERGUNTA 780 B. A PERVERSÃO DOS POVOS CIVILIZADOS.
A questão seguinte introduz uma dificuldade aparente. Se o progresso intelectual conduz ao moral, por que os povos mais instruídos parecem muitas vezes mais corrompidos.
A resposta apresenta uma análise sociológica profunda.
"O progresso completo é o alvo a atingir."
Os povos percorrem etapas evolutivas. Durante certo período, a inteligência cresce mais rapidamente que a moralidade. Nesse estágio, o homem pode utilizar a própria inteligência para o mal.
Assim, ciência e técnica podem ser empregadas tanto para a construção quanto para a destruição. A inteligência, isolada da ética, torna-se instrumento ambíguo.
Por isso a resposta conclui.
"A moral e a inteligência são duas forças que não se equilibram senão com o tempo."
A história da civilização confirma essa observação. Grandes avanços científicos frequentemente coexistem com conflitos morais ainda não resolvidos.
PERGUNTA 781. O HOMEM PODE DETER O PROGRESSO.
A pergunta setecentos e oitenta e um aborda a resistência humana à evolução.
A resposta afirma.
"Não, mas pode entravá-la algumas vezes."
O progresso é uma lei natural. Nenhum indivíduo possui poder absoluto para detê-lo. Contudo, determinadas ações podem retardar temporariamente sua marcha.
Na subquestão seguinte, a resposta apresenta imagem de grande força simbólica.
"Aqueles que tentam deter o progresso serão arrastados pela torrente que pretendem deter."
A metáfora da torrente exprime a ideia de inevitabilidade histórica. A evolução espiritual da humanidade constitui um movimento irreversível.
PERGUNTA 782. OS OBSTÁCULOS DE BOA FÉ.
Nesta questão aborda-se um fenômeno psicológico frequente. Alguns indivíduos resistem ao progresso acreditando sinceramente estar protegendo valores legítimos.
A resposta descreve essa atitude como.
"Pequena pedra posta sob a roda de um grande carro."
A imagem ilustra com precisão a desproporção entre a tentativa humana de impedir o progresso e a força da lei evolutiva. Obstáculos surgem, mas são incapazes de bloquear o movimento geral da humanidade.
PERGUNTA 783. O PROGRESSO E AS CRISES HISTÓRICAS.
A pergunta setecentos e oitenta e três examina o ritmo do progresso coletivo.
A resposta distingue dois tipos de avanço.
Existe o progresso lento e regular, produzido pelas circunstâncias naturais da vida social. Entretanto, quando a humanidade permanece demasiado tempo estagnada, surgem abalos físicos ou morais.
Esses abalos podem manifestar-se como revoluções, transformações culturais ou crises sociais. Embora perturbadores, desempenham papel renovador.
O comentário doutrinário que acompanha essa questão esclarece que o progresso é uma força viva da natureza humana. Leis injustas podem retardá-lo, mas não destruí-lo.
Quando as estruturas sociais tornam-se incompatíveis com as necessidades evolutivas, acabam sendo substituídas.
Esse princípio explica a sucessão histórica de instituições humanas.
PERGUNTA 784. A APARENTE DECADÊNCIA MORAL.
A questão setecentos e oitenta e quatro aborda uma percepção frequente.
Muitos acreditam que a humanidade está moralmente degenerando.
A resposta afirma que tal percepção decorre de visão parcial da história. Quando se observa o conjunto da evolução humana, percebe-se que o homem avança gradualmente na compreensão do bem.
Os abusos tornam-se mais visíveis justamente porque a consciência moral se torna mais sensível. A crítica social cresce na mesma proporção em que cresce o senso de justiça.
Assim, aquilo que parece decadência pode representar na realidade maior lucidez moral.
PERGUNTA 785. O MAIOR OBSTÁCULO AO PROGRESSO.
Por fim, a pergunta setecentos e oitenta e cinco identifica os grandes inimigos da evolução moral.
A resposta é clara.
"São o orgulho e o egoísmo."
Essas duas paixões constituem os principais entraves do progresso espiritual. O orgulho isola o indivíduo em sua própria superioridade ilusória. O egoísmo concentra todas as preocupações no interesse pessoal.
Curiosamente, o progresso intelectual pode inicialmente intensificar esses vícios. O desenvolvimento das capacidades humanas estimula a ambição e o desejo de poder.
Contudo, esse estado não é permanente. À medida que o homem amadurece espiritualmente, compreende que a felicidade verdadeira não reside apenas nos bens materiais.
Essa transição representa o início do verdadeiro progresso moral.
REFLEXÃO FINAL SOBRE A LEI DO PROGRESSO.
O comentário doutrinário final apresenta uma síntese notável. Existem duas formas de progresso.
O progresso intelectual e o progresso moral.
O primeiro avançou de maneira extraordinária na civilização moderna. O segundo, embora mais lento, também se desenvolve gradualmente ao longo dos séculos.
Comparando-se os costumes sociais de épocas antigas com os atuais, percebe-se claramente a diminuição progressiva de práticas brutais e injustas.
Essa evolução demonstra que a humanidade permanece em processo de aperfeiçoamento contínuo.
Assim, a Lei do Progresso revela uma visão profundamente esperançosa da história humana. Mesmo entre crises e conflitos, a consciência coletiva move-se lentamente em direção a formas mais elevadas de justiça, fraternidade e lucidez moral.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
O mundo nada nos prometeu e nada nos deve; ainda assim, é em meio às suas turbulações que nos revelamos a nós mesmos. Viva.
Durante o meu caminhar pela trilha da vida,
cruzei com muitos rostos,
e nem todos tinham luz.
Encontrei a pessoa fofoqueira,
que teceu sombras sobre o meu nome.
A pessoa esperta,
que viu em mim uma oportunidade de vantagem.
A pessoa maldosa,
que fez do meu sentir um campo de ferida.
A pessoa arrogante,
que tentou me diminuir para se engrandecer.
A pessoa tola,
que colocou à prova a minha bondade e a minha paciência.
A pessoa raivosa,
que quis incendiar em mim o fogo que a consumia.
A pessoa prepotente,
que desafiou a minha razão.
E a pessoa invejosa,
que, na tentativa de me destruir,
revelou apenas a própria escassez.
Mas, em meio a todos esses encontros,
eu nunca estive só.
Havia sempre uma presença silenciosa
e firme, uma pessoa moderada,
que continha os meus impulsos
quando o mundo me empurrava
para o abismo da reação.
Uma pessoa de boa índole,
que transmutava a maldade recebida em aprendizado e força.
Uma pessoa sábia,
que me guiava com lucidez
nas encruzilhadas das decisões difíceis.
Essa pessoa me segurou
quando eu poderia ter me perdido.
Me ensinou
quando eu poderia ter endurecido.
Me elevou
quando tudo parecia querer me rebaixar.
E hoje, ao revisitar as páginas vivas
da minha própria história,
eu a reconheço com clareza e reverência,
essa presença constante,
essa guia silenciosa,
essa força que nunca me abandonou
sempre fui eu, simplesmente Eu.
✍©️@MiriamDaCosta
Somos tão vaidosos que até nos importamos com a opinião de quem não gostamos.
do livro Jane Austen,citações
“Os óculos empoeirados mostram o mundo torto — lembrando que nem sempre vemos com clareza o que está diante de nós.”
Deus é espírito divino sem substância criada; o espírito humano tem substância, pois Deus o cria não de si mesmo, mas por sua palavra, que cria do nada a matéria.
“Na chama do fósforo, o escuro treme — e aprendemos que até a menor luz pode revelar medos que ignoramos.”
My Devil Talk's
Hoje encarei, frente a frente,
aquilo que um dia me chamou de futuro.
Ele chegou antes de mim.
Inteiro. Limpo. Insubmisso.
O café entre nós não era bebida —
era intervalo,
era a distância exata entre quem eu fui
e o que restou de mim.
Acendi um cigarro.
Ele não suportou.
Não o cheiro —
mas o símbolo.
Disse que eu havia aprendido
a conviver com aquilo que antes me destruiria.
Que eu transformei renúncia em hábito
e cansaço em identidade.
Meus silêncios — segundo ele —
não eram profundos.
Eram covardes.
Minhas palavras,
repetições de um homem
que já se traiu tantas vezes
que começou a chamar isso de adaptação.
Ele não tinha pressa de chegar.
Tinha urgência de não se tornar eu.
E isso…
isso foi o que mais doeu.
Porque ali, diante de mim,
não estava alguém que me admirava —
mas alguém que me reconhecia
e recusava.
Olhou minha vida
como se fosse um território negociado,
cada princípio vendido em parcelas silenciosas.
Perguntei, quase implorando sem voz:
— você volta?
Ele sorriu.
Não foi gentileza.
Foi sentença.
O tipo de sorriso
de quem ainda não foi quebrado
o suficiente para aceitar menos do que é.
Pagou o café —
como quem encerra um ciclo
que eu nunca tive coragem de terminar —
e partiu.
Sem peso.
Sem dúvida.
Sem mim.
Na mesa, ficaram vestígios:
uma coragem que eu abandonei cedo demais,
um sonho que eu dobrei para caber no medo,
e uma pergunta —
crua, implacável, irreversível:
— em que momento você decidiu sobreviver
em vez de ser?
Fiquei.
E pela primeira vez,
não havia distração possível.
Apaguei o cigarro.
Mas o que queimava
não estava entre meus dedos.
E então compreendi —
o silêncio não veio me consolar.
Veio me julgar.
Em minha defesa, eu nunca escondi o que sou nem o que desejo.
Há em mim uma mulher inteira, mas também uma menina que ainda acredita no cuidado, no gesto que acolhe, no olhar que sustenta. E é por ela que eu escolho.
Não quero ser a mulher de um menino que ainda ensaia responsabilidades, que se perde nas próprias indecisões e chama isso de liberdade. Não quero ser abrigo provisório de imaturidades, nem colo para quem ainda não aprendeu a permanecer.
Eu quero ser leve… mas leve de verdade.
Leve porque posso descansar, porque não preciso endurecer para dar conta de dois, porque não preciso ensinar o básico a quem já deveria saber amar com presença.
Quero ser a menina de um homem.
De um homem que entende que cuidado não diminui, que presença não sufoca, que escolha não se adia. Um homem que não se assusta com a profundidade, mas mergulha. Que não foge quando percebe que é real.
Porque em mim, tudo é real.
O sentir, o ficar, o construir.
E se isso assusta quem ainda é raso, então que assuste.
Eu não fui feita para caber no medo de ninguém.
Em minha defesa, eu só estou sendo fiel ao que em mim nunca foi ausência
essa vontade bonita de ser bem escolhida… e, finalmente, poder ser leve sem precisar deixar de ser inteira.
Em minha defesa, meu querer é simples, mas não é raso: quero ser leve nos braços de um homem, não forte demais para carregar um menino
"Você irá fracassar diversas vezes, mas não deixe que o número de fracassos seja maior do que o das tentativas!"
Os ventos se encarregam
do ciclo natural da vida,
o Hemisfério Austral rege
o continente destes povos,
e o Condor zela a todos
na Cordilheiras dos Andes,
não cabemos nos instantes.
A Águia Harpia com a sua
total natureza territorial,
cumpre a sua vigilância
nos vales úmidos e profundos
da minha América Austral,
que é o melhor dos mundos.
Onde nascem as begônias
coloridas, místicas e infinitas
que inspiram este coração
para dedicar as minhas poesias,
que nascem, morrem e ressuscitam
neste voto renovado todos os dias.
Justiça não é para todos,
mas apenas para alguns na Terra,
não que a justiça seja injusta,
apenas não vê quem a espera!
"Comportamento cristão"
"Você já parou para pensar que pedir perdão é diferente de perdoar?
Pedir perdão é reconhecer o erro e desejar reparar o que foi feito.
Perdoar é decidir não viver mais preso ao que fizeram com você.
Pedir perdão trata da culpa de quem feriu;
perdoar trata da liberdade de quem foi ferido.
Pedir perdão é nobre, perdoar é poderoso,
porque não muda o passado de quem foi ferido, mas transforma com certeza, o presente de quem escolhe seguir em frente sem viver refém do rancor."
@Suédnaa- Santos.
O entendimento de um livro não vem da leitura dinâmica nem da memorização, mas sim da compreensão do conceito. 📚
