Pensamentos Mais Recentes
O Viés da Santidade
"Você que pensa ser grande coisa,
espere até Deus lhe sacudir como
roupa no varal pelo vento..."
D'Ante
Eu sou rico, estou saudável,
sou livree sou feliz, graças a Deus.
Repita e pratique.
Sabedoria Cristã
“O silêncio mora dentro do vazio.
E o vazio é o lugar onde uma presença continua existindo, mesmo depois de partir.”
“Fotografei o silêncio.
Ele estava sentado sozinho,
olhando para o lugar onde alguém costumava existir.”
“Eu encerro aqui qualquer expectativa, espera ou prazer condicionado à sua aparição.
Eu retiro de você o poder sobre o meu humor.
O que você representa, eu recolho para mim.”
"Quem precisa aparecer para te fazer feliz nunca foi companhia.
Foi distração."
Para mim, o vazio é a sensação de infinitude onde a presença humana se torna ínfima diante da imensidão. É o silêncio que preenche os espaços onde nada mais existe. Captei essa interpretação nesta imagem de um vasto deserto de sal, onde o horizonte se perde e a solidão revela a verdadeira bessência da ausência.
"Em vez de trilhas que abreviam a jornada, a vida se constitui como uma longa estrada. Nesses caminhos, os percalços tornam-se inevitáveis, e as adversidades nocivas revelam-se lições mais profundas do que o próprio perfume das flores e a crueza de seus espinhos."
Jonas Marcarddi
Inverteram a lógica: a esquerda ensinou uma parcela da população a odiar o pagador de salários e a aplaudir o cobrador de impostos.
"Cansado de dar acesso a quem só enxerga a superfície e se acha no direito de julgar o que vê. Se o reflexo incomoda, o problema já deixou de ser meu há muito tempo."
Med lenim popoldanom sem preizkusil bonus-buy funkcijo na novem igralnem avtomatu. Izbira iger pri Yukon Gold Casino https://yukongold-casino.si ponuja izjemno pestro paleto možnosti za vsak okus. Visoka volatilnost je poskrbela, da je bila vsaka vrtitev polna napetosti.
Leproso - Uma carta ao leitor
Caro leitor,
Antes de qualquer coisa, gostaria que entendesse que *Leproso* não é um poema sobre uma doença. Pelo menos, não uma doença que possa ser curada com medicamentos ou tratada por algum médico.
A lepra que descrevo é muito mais profunda. Ela está na carne, mas também na alma, nas lembranças, nos arrependimentos e, principalmente, naquilo que carregamos dentro de nós sem sequer perceber.
Quando escrevi esse poema, quis retratar alguém que se encontra aprisionado em uma espécie de purgatório. Um lugar onde seu corpo apodrece, sua alma sofre e sua existência parece não ter fim. Mas não quero que você imagine esse lugar apenas como um cenário religioso. Quero que pense nele também como a própria mente humana.
Afinal, quantas vezes não nos tornamos prisioneiros de nossos pensamentos, lembranças, medos e arrependimentos?
O personagem que chamo de Leproso cometeu erros durante sua existência. Isso é certo. O que não sabemos é quais foram esses erros, tampouco se foram graves o suficiente para justificar tamanha condenação.
E ele também não sabe.
Imagine ser condenado a sofrer sem compreender exatamente o motivo. Saber que fez algo errado, mas não conseguir identificar o quê. Sentir uma culpa que não consegue explicar e procurar um perdão sem sequer saber pelo que deveria pedi-lo.
É justamente essa angústia que eu quis representar.
Logo no início, descrevo uma alma aprisionada em seu próprio corpo. Seus gritos percorrem sua espinha dorsal, mas não conseguem escapar de sua boca amordaçada.
Essa imagem não fala apenas de alguém impossibilitado de gritar. Fala sobre todas aquelas vezes em que estamos sofrendo, mas não conseguimos colocar em palavras o que sentimos. Sobre querer desesperadamente ser ouvido e, ao mesmo tempo, não conseguir se abrir com ninguém.
Às vezes, a nossa própria existência se torna uma prisão da qual não sabemos escapar.
Depois, aparecem as feridas, as moscas e os vermes.
Talvez essa seja uma das partes mais importantes do poema para mim, porque não estou falando simplesmente de decomposição.
**As moscas e os vermes são pessoas.**
Pessoas que se aproximaram de alguém ferido e, em vez de ajudá-lo, encontraram uma oportunidade de tirar alguma coisa dele.
Pessoas que consumiram seu tempo, seu carinho, sua dedicação e seu amor. Que receberam tudo o que ele tinha para oferecer e continuaram exigindo mais, mesmo quando já não restava quase nada.
Mas existe um detalhe que faço questão de destacar: o Leproso permitiu que isso acontecesse.
Não porque gostasse de sofrer, mas porque amava aquelas pessoas. Porque tinha medo de perdê-las. Porque a solidão lhe parecia assustadora. E, talvez o mais triste de tudo, porque acreditava que não merecia ser tratado de maneira melhor.
É difícil admitir, mas às vezes aceitamos coisas terríveis simplesmente porque temos medo de que, ao dizer não, deixem de nos amar.
Às vezes nos convencemos de que, se dermos mais um pouco, se suportarmos mais uma dor, se perdoarmos mais uma atitude, finalmente seremos valorizados.
Só que nem sempre isso acontece.
E é por isso que os vermes continuam se alimentando, até que não reste mais nada. Depois, passam a devorar uns aos outros, porque a natureza daquelas relações continua sendo destrutiva, independentemente de quem esteja sendo consumido.
Quando digo que o último verme se empanturra, quero representar justamente isso: o Leproso não consegue determinar o próprio limite. Ele permite que os outros continuem até que estejam satisfeitos.
E uma das coisas que precisará aprender é que amar alguém não deveria significar permitir que essa pessoa o destrua.
Mas não quero que você pense que ele é apenas uma vítima.
Essa seria uma interpretação muito simples para aquilo que tentei construir.
O Leproso também cometeu erros. Talvez tenha machucado pessoas. Talvez tenha sido egoísta, cruel ou injusto em algum momento de sua vida. Talvez tenha feito coisas das quais se envergonharia profundamente se conseguisse se lembrar delas.
Nós não sabemos.
E é importante que não saibamos.
Porque não quero que você decida facilmente se ele merece ou não sofrer.
Quero que você se pergunte se o sofrimento que alguém recebe é necessariamente proporcional ao mal que cometeu.
Será que uma pessoa que errou merece ser castigada para sempre? Será que toda punição imposta por uma autoridade deve ser considerada justa? E será que sofrer verdadeiramente significa estar arrependido?
Para mim, existe uma diferença enorme entre essas duas últimas coisas.
Alguém pode implorar para que sua dor termine sem jamais compreender o mal que causou. Pode pedir perdão apenas porque não suporta mais ser castigado, e não porque realmente se arrependeu.
O Leproso precisa descobrir seus erros, reconhecê-los, arrepender-se e, principalmente, encontrar uma maneira de perdoar a si mesmo.
Mas como alguém pode se perdoar por algo que ainda não consegue compreender?
E se, quando finalmente descobrir quem realmente é, passar a se odiar ainda mais?
Esse é o verdadeiro medo do personagem.
Não são os vermes. Não são as feridas. Nem mesmo a entidade que o condenou.
**O maior medo do Leproso é descobrir quem ele realmente é.**
É nesse ponto que entra uma das minhas inspirações para o poema: *Silent Hill*. Sempre me interessou a ideia de que os monstros e os ambientes horríveis podem representar algo que existe dentro das próprias pessoas. Que o verdadeiro terror não precisa estar diante dos nossos olhos, mas escondido em nossas lembranças, na culpa e naquilo que tentamos esquecer.
Por isso, o corpo do Leproso apodrece enquanto sua alma também se deteriora.
E é por isso que digo que nem a morte poderá sanar sua dor.
Porque não se trata de uma enfermidade puramente física. Morrer não resolve necessariamente aquilo que ainda permanece dentro de sua consciência.
Mas existe outra figura muito importante nessa história: seu juiz.
Eu nunca digo exatamente quem ele é, e isso foi proposital.
Você pode interpretá-lo como Lúcifer, como Deus ou como alguma outra entidade superior. Pode até enxergá-lo como a própria consciência do condenado.
Essa entidade conhece os erros do Leproso. Sabe o que ele fez e por que está sendo punido.
Entretanto, não sabemos se ela é justa.
E nem mesmo sabemos se pretende libertá-lo algum dia.
O condenado espera que, ao compreender seus pecados e alcançar o verdadeiro arrependimento, talvez consiga conquistar algum perdão.
Mas ninguém lhe prometeu isso.
Talvez exista salvação. Talvez não.
Talvez seu juiz esteja esperando que ele se transforme. Ou talvez simplesmente não se importe com seu sofrimento.
E aqui existe algo que me incomoda profundamente e que também quis transmitir no poema: se uma entidade possui o poder absoluto de condenar e de perdoar, isso significa que todas as suas decisões são necessariamente justas?
Se Deus é misericordioso, por que permitiria um sofrimento aparentemente interminável? E, se alguém cometeu erros, existe algum limite para o castigo que merece receber?
Não estou tentando afirmar que Deus é mau ou que Lúcifer é o verdadeiro responsável por tudo.
Estou apenas questionando.
Foi justamente por isso que escolhi terminar com:
**“Pela própria lepra de Vosso Mal?”**
Utilizei “Vosso” para trazer um tom de reverência, como se estivesse me dirigindo a uma entidade superior. E escrevi “Mal” com letra maiúscula porque queria que ele pudesse representar algo maior do que a simples maldade humana.
A pergunta é proposital.
Afinal, de quem é essa lepra?
Do homem que cometeu seus pecados?
Das pessoas que o consumiram?
Ou da própria entidade que o condenou?
Talvez seja de todos.
E existe ainda uma última coisa que gostaria que você considerasse.
O Leproso não precisa necessariamente conquistar a liberdade de seu juiz para começar a se libertar de si mesmo.
Talvez um dia consiga compreender os próprios erros, arrepender-se de verdade e deixar de acreditar que merece ser destruído por aqueles que ama.
Talvez consiga aceitar que foi responsável por algumas dores, mas que também sofreu injustiças.
Que ter machucado alguém não significa merecer ser machucado para sempre.
Que amar não é se sacrificar até desaparecer.
E que se perdoar não significa fingir que nunca errou, mas reconhecer o que fez sem permitir que seus erros sejam a única coisa que define sua existência.
Mesmo assim, nada garante que seu juiz vá absolvê-lo.
E talvez essa seja a parte mais cruel de toda a história.
Ele pode finalmente encontrar paz consigo mesmo e, ainda assim, permanecer aprisionado.
No fundo, o que tentei escrever foi um poema sobre a dificuldade de viver com nós mesmos. Sobre os erros que cometemos, as pessoas que nos ferem, as culpas que carregamos e a necessidade quase desesperada de encontrar algum sentido para nosso sofrimento.
A lepra é apenas a forma que encontrei de dar um corpo a tudo isso.
E o Leproso não precisa ser uma pessoa específica.
Talvez exista um pouco dele em qualquer pessoa que já tenha se culpado por algo que não compreendia, aceitado menos amor do que merecia ou passado tanto tempo tentando agradar aos outros que acabou esquecendo de si mesma.
Não quero que você termine essa leitura sabendo se o condenado é inocente ou culpado.
Não quero que saiba se seu juiz é benevolente ou perverso.
E muito menos quero que tenha certeza de que existe uma salvação esperando por ele.
Quero apenas que se pergunte até que ponto somos responsáveis por aquilo que nos tornamos, quanto sofrimento realmente merecemos por nossos erros e se é possível encontrar liberdade quando ainda não conseguimos nos perdoar.
Porque, talvez, o verdadeiro purgatório não seja um lugar para onde vamos depois da morte.
**Talvez seja um lugar que construímos dentro de nós mesmos, enquanto ainda estamos vivos.**
E talvez a parte mais difícil de sair dele seja justamente descobrir que a porta sempre esteve ali, mas que nunca soubemos se tínhamos o direito de abri-la.
Com carinho,
LFF
Leproso
Uma alma ímpia permanece aprisionada,
Em seu invólucro carnal.
Gritos que ecoam por toda espinha dorsal,
Não escapam de sua boca amordaçada.
Feridas irrompem por toda a epiderme,
Onde moscas malditas hão de se banquetear.
Roer-lhe-ão a carne; depois, roer-se-ão sem findar,
Até que se empanturre o último verme.
Execrável existência, fadada a penar!
Foste condenado a viver inerme,
Enquanto em tua alma se multiplica o germe
De uma dor que nem a morte poderá sanar.
Mesmo que eleves uma súplica final
Para que sejas libertado,
Hás de viver para sempre assolado
Pela própria lepra de Vosso Mal?
VER-O-PESO - BELÉM DO PARÁ
É SÓ DIZER ONDE FICA
A FEIRA MAIS ANTIGA.
E TAMBÉM A MAIS RICA DO PARÁ.
QUE A MARESIA VEM EM SORRISOS.
Reflexão para você compartilhar com familiares, amigos, vizinhos e todos aqueles que precisam receber essa mensagem.
🌹 VIVA O HOJE! NÃO ESPERE A SAUDADE CHEGAR
Uma reflexão para o Dia de Finados — 2 de novembro.
Meus amigos, independentemente de nossas crenças, religiões ou opiniões, existe uma verdade que nos une: a vida é preciosa, o tempo passa e ninguém sabe quanto tempo ainda terá ao lado de quem ama.
No Dia de Finados, muitas pessoas levam flores aos túmulos daqueles que partiram. É um gesto de carinho, respeito e saudade. Mas fica uma reflexão: por que esperar que alguém parta para oferecer flores que poderiam ter sido entregues em vida?
Por que esperar a ausência para sentir saudade, a morte para declarar amor ou o silêncio eterno para reconhecer o valor de alguém?
Quantas mães esperam uma visita? Quantos pais desejam um abraço? Quantos irmãos aguardam uma reconciliação? Quantos amigos gostariam de ouvir uma palavra de carinho? Quantos vizinhos vivem tão perto, mas permanecem tão distantes?
Às vezes, deixamos para amanhã uma visita, um telefonema, um abraço ou um simples eu te amo. Mas o amanhã não é uma promessa.
Aproveite o hoje!
Visite sua mãe enquanto ela pode recebê-lo de braços abertos. Abrace seu pai enquanto ele pode sentir seu carinho. Procure seus irmãos, valorize seus amigos, aproxime-se dos vizinhos e faça as pazes com quem ainda merece uma oportunidade.
Não espere o último suspiro para reconhecer a importância de uma vida. Não espere uma lápide para escrever palavras bonitas. Não espere que alguém se torne lembrança para descobrir o quanto era especial.
As flores depositadas sobre um túmulo representam a saudade de quem ficou, mas as flores oferecidas em vida podem se transformar em sorrisos, alegria, esperança e momentos inesquecíveis.
E, para aqueles que já partiram, ficam o amor, as lembranças, a gratidão e a saudade. Para quem acredita na continuidade da vida espiritual, fica também a esperança de que os laços de amor não se apagam com a despedida.
Hoje, enquanto ainda podemos olhar nos olhos uns dos outros, falar, ouvir, tocar e compartilhar a vida, façamos valer essa oportunidade.
Que não sejamos lembrados apenas pelas flores que levamos aos mortos, mas pelo amor que oferecemos aos vivos.
Que nossa presença seja um presente, nossas palavras sejam acolhimento, nossos abraços sejam abrigo e nossas atitudes sejam demonstrações sinceras de amor.
Neste Dia de Finados, lembremos daqueles que partiram, mas também olhemos com mais carinho para aqueles que continuam aqui.
Porque a maior homenagem não está apenas na flor colocada sobre o túmulo, mas no amor que cultivamos enquanto caminhamos juntos.
🌹 Não espere a morte para demonstrar amor.
❤️ Não espere a saudade para valorizar uma presença.
🤗 Não espere perder para reconhecer o valor de alguém.
A vida acontece agora. Ame agora. Abrace agora. Perdoe agora. Visite agora. Agradeça agora.
Amanhã, talvez reste apenas a saudade de tudo aquilo que poderíamos ter vivido hoje.
Com carinho, respeito à memória de todos os que partiram e amor por todos os que permanecem.
Psicoterapeuta
Natalirdes Botelho
Fui a mais de um funeral
sem ter ninguém enterrado,
Todas às vezes que alguém
optou romper com a moral por
estar politicamente fanatizado.
