Pensamentos Mais Recentes
dona.
Há músicas que a gente escuta.
E há aquelas que parecem ter guardado uma parte da nossa vida dentro delas.
Talvez seja por isso que, quando essa música toca, eu não escute apenas uma melodia. Eu escuto uma voz. A sua voz. Como se o tempo, por alguns minutos, esquecesse de continuar e devolvesse aquilo que um dia foi nosso.
Você cantava pra mim.
E talvez você nunca tenha percebido o tamanho disso.
Porque enquanto você cantava, eu não estava apenas ouvindo uma música. Eu estava vivendo uma pequena eternidade. Havia alguma coisa naquele momento que fazia o mundo parecer menos urgente. As coisas podiam esperar. A noite podia durar um pouco mais. E, por alguns instantes, parecia que nós dois éramos suficientes para preencher tudo aquilo que existia.
A música fala sobre sermos donos do amanhã se estivermos juntos.
E eu acho bonito pensar que, naquela época, nós realmente acreditávamos nisso.
Não porque éramos iguais, nunca fomos. Talvez justamente porque não éramos. Havia diferenças demais entre nós, distâncias demais, caminhos que às vezes pareciam apontar para lugares completamente diferentes. Mas existia uma coisa estranha e bonita mesmo sem sermos iguais, conseguíamos dividir o mesmo idioma, os mesmos sonhos.
As mesmas noites.
As mesmas ruas.
Os mesmos silêncios.
E, principalmente, a mesma história.
Hoje eu entendo que algumas pessoas entram na nossa vida como quem chega a uma cidade desconhecida e, sem perceber, começa a colocar placas nas ruas. Depois de um tempo, você já não sabe mais onde termina a cidade e onde começa a pessoa.
Você esteve em muitos lugares da minha.
Talvez seja por isso que lembrar de você nunca tenha sido simplesmente lembrar de alguém.
É lembrar de uma época.
De quem eu era.
De quem você era.
Daquilo que acreditávamos que seríamos.
E de tudo que ainda não sabíamos que perderíamos.
A vida, depois, colocou seus dragões na nossa frente.
Vieram as distâncias, os erros, as palavras que deveriam ter sido ditas e não foram, as verdades que demoraram a chegar, os caminhos que se separaram sem pedir licença. E nós fizemos o que quase todo mundo faz quando precisa sobreviver, seguimos andando.
Mas algumas histórias não desaparecem quando terminam.
Elas apenas mudam de lugar.
Deixam de morar no presente e passam a morar em algum canto silencioso da memória, onde continuam existindo sem exigir nada.
Você ficou ali.
Não como uma promessa.
Não como uma espera.
Mas como parte daquilo que fui.
E talvez essa seja uma das formas mais bonitas de amar alguém que já não caminha ao nosso lado, aceitar que a pessoa pode deixar de pertencer a nossa vida sem deixar de pertencer a nossa história.
Porque você foi história.
E algumas histórias não precisam continuar para terem sido verdadeiras.
Às vezes eu penso naquela frase sobre a lua dançar.
E penso que talvez a lua tenha visto tudo.
Tenha visto duas pessoas jovens demais para entender a dimensão do que estavam vivendo, acreditando que algumas noites nunca terminariam. Tenha visto você cantar para mim enquanto eu guardava aquilo sem saber que um dia sentiria falta até da sua voz dizendo coisas que, naquele momento, pareciam tão simples.
Hoje, se eu pudesse voltar aquela noite, eu não pediria para mudar nada.
Nem os erros.
Nem o fim.
Nem aquilo que machucou.
Eu apenas ficaria mais alguns minutos.
Prestaria mais atenção.
Olharia para você enquanto cantava.
Porque existem momentos que só descobrimos que eram eternos depois que se tornam passado.
E você foi um desses momentos.
Talvez eu nunca mais encontre exatamente aquilo que existia entre nós. Não porque tenha sido perfeito, mas porque era nosso. E coisas verdadeiramente nossas não possuem substitutos.
Podemos amar novamente.
Podemos sorrir novamente.
Podemos construir outras histórias.
Mas nunca conseguimos voltar a ser exatamente aquelas duas pessoas que dividiram aquelas noites, aquelas ruas e aqueles sonhos.
E tudo bem.
Talvez crescer seja aprender que algumas pessoas não ficam.
Algumas pessoas nos atravessam.
E você me atravessou.
Deixou marcas que o tempo não apagou, apenas tornou mais silenciosas.
Por isso, quando essa música tocar, talvez uma parte de mim ainda procure a sua voz no meio dela.
E talvez eu sorria.
Porque um dia você esteve aqui.
Porque um dia nós fomos jovens, fomos intensos, fomos imperfeitos e fomos felizes de um jeito que só conseguimos compreender depois.
E se existe alguma coisa que eu gostaria de brindar hoje, não é ao que poderíamos ter sido.
É ao que fomos.
A nossa história.
As noites que ninguém pode nos devolver, mas também ninguém pode nos tirar.
E, principalmente, a menina que um dia cantou essa música para mim e, sem saber, fez com que ela deixasse de ser apenas uma música.
Ela virou memória.
Virou saudade.
Virou um pedaço de céu guardado dentro de uma canção.
E talvez seja por isso que, mesmo depois de tantos caminhos, quando eu ouço aquelas palavras, ainda existe uma pequena parte de mim que olha para a lua e pensa:
que bom que, em algum momento da vida, você esteve aqui.
Nossa história.
Nossa história.
E, onde quer que o tempo tenha levado cada um de nós, essa parte ninguém consegue apagar.
Você fez eu gostar mim,
Dona.
Dona do meu pensamento.
Você.
Nossa história. e se puder, me faça tocar o céu, Lua... venha sorrir de novo pra mim.
Noite de Pouso
Abriu-se o leque de estrelas
Espetáculo do céu
A chama que aquece é da
vela que nos ilumina
Fogo que se incendeia
Duas taças na areia
Dois corações unidos
Sozinhos no paraíso
Num mesmo ritmo
Na sintonia do som
Acompanhados da paz
Que para um o outro traz
MEU JEITO DE SER, POETIZANDO
Meu jeito de chegar,
é pelos cantos.
Meu jeito de falar,
é simples e alegre!
Meu jeito de sorrir,
é fácil e largo!
Meu jeito de olhar, é sempre perceptivo,
mesmo que às vezes: distante.
Meu jeito de sentir é interno,
explorando!
Meu jeito de expressar é calado,
demonstrando…
Meu jeito de amar não é frio,
nem morno...
Meu jeito de pensar é intuitivo,
indagando...
Meu jeito de viver é fantasioso,
acreditando...
Meu jeito de sonhar é acordada,
imaginando!
Minha linha de pensamento não é tênue.
Patrícia Pontes de Moraes Tancler Campos.
O que seria de nossas vidas sem nossos impulsos?
Seria algo previsível e racional.
A vida é imprevisível! E aí está todo seu mistério e sua graça… no descobrir… em toda sua intriga e curiosidade…
Impulsos...
Nos fazem viver verdadeiramente aprendendo uma lição, ou várias, a cada experiência…
Um lugar minado, onde muitas emoções podem explodir! Um lugar onde de repente caímos e ilesos podemos não sair…
Algo a se pensar… algo a refletir…
O AMARGO DO CAFÉ
Combina com o amargo da minha sina
Combina com o gosto da minha vida
Se eu dou uma aquecida, pode até ser esquecida
Porém, rapidamente esfria…
Então, naturalmente, caio de novo…
Nesta mesma sina.
Que fica escondida…
Que disfarço com uma bela xícara.
Em um mundo onde tudo se transforma e o tempo escorrega pelas mãos, o que eu sinto por você é um ponto fixo, um farol que me guia na escuridão. O seu olhar é o lugar onde eu me encontro, e o seu abraço é o porto seguro de onde eu nunca mais desejo partir.
_Enzo Ruchell_
ÂNIMA
Patrícia, com pingos de malícia
E uma cachoeira de carícias...
Bondade e sinceridade
comandando o mesmo navio,
Com um longo pavio...
O calmo ritmo da maré
Se esvaindo com a chegada da tempestade
As águas da maré são meu coração
Que se abala frustradamente com você
Oh! Tempestade repentina
Tão avassaladora, mas ao mesmo tempo
Doce, fina…
E necessária...
Necessária para em meu coração haver vida.
-P. Tancler, 2013
AFETO: O que nos afeta.
Positiva ou negativamente.
Reorganizar os afetos é indispensável para conseguirmos compreender a voz de nosso eu.
As verdades - sobre "o quê", "quem", "como" e "porquê"- que nos afetam, devem ser ouvidas sempre.
E elas só falam quando estamos calmos e completos de solitude e verdadeira reflexão.
Silenciando para se escutar melhor.
Analisando para escolher melhor.
Aprendendo para viver melhor.
ETs, Terra plana, Universo paralelo, Apocalipse, Dilúvio, Fim do Mundo, a volta do Cristo...etc
Enquanto você se distrai com isso, eles, os poderosos, vão te deixando na miséria e eles cada vez mais rico e poderosos....
"Se a grande força da ilusão é o medo, a maior força do desamparo humano é a humildade que qualquer um de nós pode escolher para aprender o valor da vida — o grande empréstimo de Deus."
Direitos humanos, dizem os cartazes bonitos, são para todos. Que engraçado, porque na prática parecem um clube fechado, com lista de convidados e segurança na porta.
Tem uma parábola antiga sobre um rei que criava leis para proteger o reino, mas esquecia sempre de mencionar os mendigos nos portões. Séculos depois, mudamos o cenário, trocamos a coroa por terno, mas o mendigo continua do lado de fora, agora pedindo apenas para ser visto, ouvido, notado como gente.
E que engraçado como certas piadas nunca saem de moda. Pessoas com nanismo ainda viram atração de circo em pleno século vinte e um, como se existência fosse motivo de riso.
Ah, e não podemos esquecer os outros "convidados especiais" dessa festa tão exclusiva: pessoas em situação de rua tratadas como sujeira urbana, o negro retinto ainda hoje seguido dentro de lojas como suspeito, idosos ignorados como se já tivessem validade vencida, pessoas com deficiência esquecidas em calçadas sem rampa.
Direitos humanos parecem menu de restaurante caro: bonito no papel, mas a maioria nem consegue sentar à mesa. Talvez a piada maior não seja o corpo do outro, seja a nossa capacidade infinita de fingir que não vemos quem mais precisa ser enxergado.
Talvez eu não esteja bem, talvez nunca tenha estado — mas ainda estou aqui, e por enquanto isso basta.
"A "religião" nunca te dará verdadeiros amigos, pois os relacionamentos com base "religiosa" nos condicionam a um determinado padrão dogmático para que haja algum tipo de afeição. Verdadeiras amizades, nascem de relacionamentos "incondicionais" onde o único fundamento está no valor do ser humano que ama e respeita simplesmente como você é, sem exigir nada em troca."
Nas nuances do tempo no verde e no violeta, as linhas das cores são assimiladas pela luz, desbotadas pela reação química e pelo movimento da evaporação. Nas profundezas da cor, há poros e rachaduras: os resquícios do solvente tornam-se o fenômeno que transforma a obra em monumento, pois o tempo e a temperatura expõem seus cursos, e até a umidade transfere novos caminhos para a pintura.
É a vastidão exterior interagindo com o interior — o tempo gerado por um quadro binário ou multidimensional. Para entender o que criamos no subconsciente, buscamos inovações psicológicas; mas é no espelho multiversal que encontramos estradas e estruturas em uma linguagem única: o expressionismo.
Uma arte que enfeitiça a percepção: dependendo do ângulo, transforma-se em outro desenho. São múltiplas imagens ocultas dentro de outras imagens. Muitas vezes, cenários iluminados ou tiras de metal tornam-se parte da obra. Toda criação mexe com o artista, mesmo quando a expressão ganha traços que se mesclam em um teor superficial.
A percepção física nos estímulos de cada pincelada projeta um olhar no vazio — muitas vezes como quem olha diretamente para o sol para entender o que está sendo criado. Fomos surpreendidos nas formas porque mantínhamos o olhar fixo na lembrança da pintura inicial. Então, percorremos cada contorno: os traços primordiais, as técnicas de evolução existencial. Longas exposições à luz dão continuidade ao processo, mas os padrões conceituais deixam de importar; o caminho percorrido é só seu, até que possamos visualizar novos horizontes.
Os sentimentos nem sempre são fáceis de compreender. Muitas vezes, cenários iluminados são apenas o diário de um artista. A filosofia e a especulação ambiental oferecem uma fuga da realidade, transmutando-se na angústia da solidão ou no desespero pela compreensão inata do universo. A separação e a perda do amor trazem inovações à obra; surge então uma voz na imagem reduzida — algo quase imperfeito, uma sutil nuance. O que para o público parece um sol ou uma nave alienígena é, para o pintor, a representação exata de uma lanterna reluzente que ilumina o dia.
Derivados de substâncias e bebidas trazem sensações de alteração corporal e sensorial. O momento assimilado é instável, composto por distorções mentais que se desdobram em ressaca e dor de cabeça. No choque cultural, quando a arte atravessa as eras, os sentidos costumam ser interpretados de forma limitada ou bidimensional. Testemunhamos inovações psicológicas dentro dos lapsos: a tela ganha desenho sobre desenho, revelando um segredo sentimental ou o ato de reaproveitar o próprio suporte.
A luz capturada pelo olhar fixo na tela desenvolve um estado de sentimento. A consciência transmuta ideias por meio de pareidolias mentais, evocando uma ausência — um estado divergente, primitivo e inerte. A desventura do paradigma do caleidoscópio faz parte do emaranhado do cubismo, tornando o processo uma verdadeira cascata de compreensão da tela.
Meu quarto enferruja, meus cigarros queimam e o tempo passa — mas alguma coisa em mim ainda se recusa a desaparecer
"Considere prioridade quem te considera prioridade.
Do contrário reserve um lugar qualquer para um qualquer"
"Fazer suas escolhas sempre é o melhor caminho! Não fazer... É deixar o destino à pura sorte!"
— Saibert, A. (2026
3055 📜 A exemplo do tal 'Prazer em Conhecer', também chamar ou referir-se a alguém como Amigo eu só o faço se for Facto. Se eu chamar alguém de Amigo é porque esse alguém é Amigo. Dúvidas Adicionais e Reclamações Relacionadas, favor fazer contato... Mas sem essa de Amigo, ohquei? ohquei.fato!
"Eu troquei o conforto da mediocridade pela responsabilidade de liderar uma revolução financeira. Se o meu tamanho te assusta, é porque a sua zona de conforto está prestes a acabar."
