Pensamentos Mais Recentes

Era uma bela mulher... A aleatoriedade da vida fez-nos encontrarmos. Morena, dos olhos verdes, com cabelos de índia. Estava bem-intencionada... era doce. Contudo, tive de dizer: o amor não existe. Trabalho e profissão são elementos que já não me fazem mais acreditar nesta ficção. Esta vida é um punhal de dois gumes fatais? Não sei, my darling. Mas, desta habilidade, eu não tenho mais.

3570 🌞 Olha Eu aqui, de novo. Eu, só Eu, sem Duas ou Mais Contas (para tirar vantagem). Eu sou assim... souassim.top!

3569 🌞 Agora é definitivo... Entre ser (ou vir a ser) o Sol e ser (ou voltar a ser) Humano, opto (ou 'opito') pela segunda 'optável' opção. E estamos conversados!

3568 🌞 Agradeço a todos os que votaram em Mim, mas Resisto e Desisto de ser ou vir a ser o Sol, ohquei? ohquei.top!

3567 🌞 Ser Estrela, Astro, essas coisas, não é exatamente o Meu Objetivo. Então, não quero mais ser o Sol. Não quero (mais)!

3566 🌞 Ser Brilhante, Iluminado, Centro do Universo, como o Sol é, não me agradaria tanto, considerando que não gosto de aparecer. Começo a reavaliar se quero mesmo ser o Sol.

3565 🌞 Em sendo o Sol, eu seria visto e tratado como Estrela. Para quem é Reservado, isso é nada bom, admito!

3564 🌞 Se eu fosse o Sol, ao invés dessa Belezura que sou, Eu seria notado, bem notado, muito bem notado!

3563 🌞 Eu, 'enquanto' Sol, jamais sentiria frio, acredito. Mas há outras vantagens em ser Sol, ao invés de ser 'apenas' Humano, acredito, também!

3562 🌞 Se Eu não fosse essa Maravilha que sou, bem que Eu poderia ser o Sol. Eu me contentaria com isso, HeHeHe!

3561 ☀️ Poderoso e Útil é o Sol: não apenas Aquece e Ilumina todo um Planeta. Ele também dá Vida (ou Morte) a seres, Previne ou Elimina fungos e parasitas, Inspira fotógrafos e escritores e mais!

O que Vender para Ganhar Dinheiro?
Esta não é a primeira pergunta que você deve se fazer!


O livro “Vendedor do Hoje Sim” mostra, de forma prática e direta, os principais passos que um vendedor iniciante precisa conhecer para desenvolver suas habilidades, melhorar sua abordagem e aumentar suas chances de alcançar excelentes resultados em vendas.

"O ontem é apenas a memória de hoje, e o amanhã é o sonho de hoje."

“Entre tantas galáxias, existe este instante:
Você, aqui, fazendo parte de tudo.”
@Suedson_Corey

"Estamos todos apenas acompanhando uns aos outros de volta para casa."

"O preço de querer fazer as coisas certas é a solidão."
@Suedson_Corey

O curioso dos cristãos é que eles não perseguem apenas os não cristãos, mas também outros cristãos que não são da sua igreja/vertente.
    As perseguições promovidas pela igreja católica torturaram e mataram milhões de pagãos, bruxas, judeus, ateus, cientistas, LGBTs, mulheres que sabiam fazer chá, que disseram não ou sim para um homem, cristãos gnósticos, mórmons, testemunhas de Jeová, mulçumanos e também protestantes, além de outros grupos. 
    Já os protestantes, perseguiram, torturaram e mataram milhões de pagãos, bruxas, judeus, ateus, cientistas, LGBTs, mulheres que sabiam fazer chá, que disseram sim ou não para um homem, cristãos gnósticos, mórmons, testemunhas de Jeová, mulçumanos e católicos, além de outros grupos ou pessoas fora dos moldes da igreja. Isso com a "Nossa senhora" dos católicos é só o começo de uma agenda perversa teocrática. Vivemos uma quase teocracia estatal. A única forma de escaparmos disso é com Lula vencendo essa eleição.
    Se o Flávio Rachadinha vencesse, os católicos seriam os primeiros a descobrir a razão pela qual cristãos criaram o Estado laico, e poderiam, finalmente, dizer que são perseguidos sem ser mentira. O irônico é que a perseguição contra cristãos não vem de não cristãos, mas sim dos próprios. Seria essa uma tentativa desesperada deles de fingir que suas profecias estão se cumprindo? 
O cristianismo é fascista, supremacista. Onde há "escolhidos", "salvos", "verdades absolutas", há supremacia. Eu vou lutar da forma que for necessária. Lutarei pela minha liberdade e pelo meu país. Lutarei por pessoas como eu, e pessoas diferentes de mim. Lutarei pela liberdade, dignidade e direitos de todas as pessoas, inclusive dos próprios cristãos.
    Que Lula vença, que o Laranja americano deixe o Brasil em paz! Mas, caso isso não aconteça, haverá resistência, e tenham certeza de que eu lutarei até o fim! Jamais me ajoelharei! Jamais me emitirei! Jamais permitirei que alguém me diga no que acreditar, o que sentir e pensar, muito menos mentiria vendo o absurdo se tornar a nova realidade. 
    Daria minha vida pelo que acredito. Daria minha vida pela liberdade, pela justiça, pelo amor, pelas pessoas que amo, pelo meu sagrado, pelo meu país e pelos meus princípios!
- Marcela Lobato

⁠Um homem de valor nunca é ingrato.
sfj,Goethe,pens.

Se me fosse concedida a dádiva mística
De me deleitar em tais saberes e desgostos
De tua boca cheia de razão e necessidade,
Então poderia enfim adormecer essas correntes
Que andam sobre os ombros dos meus pensamentos,
Poderia pular esse estado de quimera cósmica
Que mata meus neurônios,
Poderia saltar este sofrimento
Que consome o meu tempo,
Poderia nadar nessas luas e saias
Que perfumam meu dia;
Poderia trazer a morada destes celestes raios;
Poderia construir imensidões de sonhos do pélago;
Poderia instruir pássaros sobre o infinito do espaço;
Poderia apagar o passado das memórias conjugais,
Poderia cheirar a seda santificada de tais vestes,
Poderia amar-te.

Hoje, na madrugada de um sábado, às 1h da manhã, me peguei pensando novamente. Com um pouco de sono, dor de cabeça e uma vontade imensa de ingerir álcool para ver se o turbilhão de pensamentos pode se tornar apenas um sonho.
Não me vejo como uma pessoa triste ou depressiva. Sou apenas um rapaz feliz, amoroso e extremamente chato durante o dia. Porém, acredito eu que a madrugada — não sei, talvez o silêncio — me traz algo interno, algo que tento enterrar com meu ego, minhas ações, meu ser, ou não sei.
Eu penso: caramba, que interessante. Aos olhos das pessoas, pareço ser um cara tão normal, até gente fina para alguns, mas, por dentro, lá no fundo do subconsciente, sou uma pessoa má e perversa.
Acho que talvez, de alguma maneira, isso possa transparecer às vezes, mas eu realmente não sei.
Tenho tanto medo de realmente transparecer os meus piores pensamentos que não consigo fazer isso nem escrevendo para mim mesmo. É incrível.
Mas, enfim, voltando ao teor do tema tratado, uma madrugada consegue ser extremamente complexa para mim. Que loucura.
Eu também me peguei pensando em algo interessante. Acho que eu não realmente, ou necessariamente eu... Para ser sincero comigo mesmo, acredito que tudo o que sou — isso incluindo vestimentas, atitudes, relacionamentos com as pessoas, estilo, vivências e os caralhos —, acho que tudo isso que construí até o ápice dos meus 21 anos é uma forma de me manter mais sociável, sei lá, mais amável, mais namorável, mais confiável, mais alguma coisa com “ável”. Eu não sei se realmente tenho que me tratar, ou procurar ser alguma coisa que ainda não sei se sou.
Mas acho que aquilo que sou hoje em dia realmente não sou eu. Talvez eu seja uma pessoa mais ruim, mais fria, mais cara fechada. Ou então uma pessoa fria demais para quem amo e quente demais para quem não amo.
Não sei.
Realmente, é uma madrugada complexa.

💕✨️"Enquanto eu viver...viverá em meu coração...e quando minha morte chegar...juntos estaremos...entre a terra...entre o céu...eternamente vou te amar...pra sempre...vou te amar."✨️💕

💕✨️"A bela menina...me fascina...fico olhando...observando...seria aquela menina...minha sina...meu desejo...meu sonho de amar?"✨️💕

PELOTAS, NEM TÃO DOCE ASSIMOlho para o letreiro ali do Laranjal retratando seus lindos ladrilhosDigno de um cartão-postalQue não exibe no verso o seu contraste socialPelotas da Igreja da Luz e da Catedral.E de grandes encontros, no Mercado Central.Local de especiarias e de barbearias como a doVicente Gill e da Brapel, dirigida por Nadir da Silva.Que Deus o tenha no céu.PelotasDa Baronesa e de barõesDe lindos teatros e de casarões.Pelotas do Café Aquarius e de hotéis que deixaram marcas, assim como o Grande Hotel que hospedou Osvaldo Aranha e Getúlio VargasCidade que já teve missCidade do bairro Areal onde um dia fui felizOnde o asfalto passa bem longe de mimAli no Parque Una e na Dom Joaquim.Cidade charmosa e de símbolos da Europa glamourosa.Com seu patrimônio histórico e belo.Do chafariz dos dois cupidos, ali na praça Cipriano Barcelos.E da zona portuária para o calçadão,Tem mais do seu império.O chafariz de dois meninos ou das três meninas?Mistério.Discussão deSexo?Aqui não.Na Coronel, o chafariz mais famoso,Divide a atenção com o tio dos cavalinhos,Onde antes tinha o lado amargo da cidade, uma colunaDe pedra, chamada Pelourinho.Claro que falo do Chafariz das Nereidas.Pelotas de condomínio fechado, pique Alphaville e também Veredas. Tem que ter crachá se quiser conhecer.E o condomínio do MCMV?Desse ninguém quer.Ninguém quer saber.Do bairro Quartier,Planejado por Lerner, quase um bairro privê.E o Navega City?Desse ninguém quer saber.Pelotas do quindim e da boa cocada.Mas tem seu lado amargo, pois ainda existe muito colchão na calçada.Muito colchão na calçada.Em fevereiro insistem com a doce folia, alegria de apenas quatro dias.Esquecendo o lado amargo de quem passa todo o inverno dormindo ao relento, à mercê da noite hostil e fria.Aqui também tem futebol.Clube do coração, tem Xavante e tem que estou falando doSete de Abril.Marca aí no calendário:Aberto ao público no dia 7 de julho, dia do seu aniversário.A distância é nítida. Muitos fingem não ser nada. Riqueza maquiada, miséria escancarada, com o cara ali no lixo dormindo na calçada.Cenário europeu para quem vive com dinheiro. Enquanto o irmão sobrevive o dia inteiro.
Pelotas. Do lado A,Que eu não me encaixo.Quem está no topoNão olha para quem está embaixo.E o verso do postal que fingem não ter?Desse lado ninguém quer saber.Fecha a janela. Sobe o vidro fumê.O Una tem arranha-céu.Mas e o bairro atrás dele?Desse ninguém quer saber.Pelotas tem sua beleza, seu charme e seus encantos difíceis de esquecer.Mas e o cara dormindo na calçada?Desse ninguém quer.Ninguém quer saber.Coloca a venda no turista, porque o verso do postal não pode aparecer na rede social, tampouco na tevê.Mas como esconder o que tá escancarado para todo mundo ver?O cara ali no lixo, no colchão da calçada e todo o lado B.Pelotas, nem tão doce assim.

Inserida por uchaofe

💕✨️"Tenho andado pensativo...seria a vida um breve momento...um pedaço de tempo...guardado num espaço...que um dia vai se revelar...descobrir...se encontrar...quem sabe o que nós aguarda...quem sabe?"✨️💕

Sol e Lua, fogo de amor e escuro de lado


Uma vez, a Lua olhou para o Sol e lhe perguntou:


— Ô, Sol, troque de lugar comigo uma vez e verá o inferno que eu sofro.


O Sol lhe respondeu:


— Ah, você nunca falou comigo antes. Na realidade, ninguém nunca falou comigo antes. Pois o planeta com vida mais próximo de mim é o planeta com vida mais longe de mim.


A Lua, inquietante, retornou sua pergunta:


— Sol, queres trocar de lugar comigo?


E o Sol respondeu:


— Não, estou bem em minha solidão vasta. Afinal, sou quente, diferente de você, que és gelada. Onde tem fogo, ninguém pisa. Onde tem mistério, todos querem desvendar.


A Lua não se enfureceu. Ela só disse seus problemas para o Sol:


— Meu amigo, ainda não sei como estou viva. Eles dizem que sou domínio deles. Eles brigam para pisar em mim, ameaçam-se matar uns aos outros. E eu vejo isso com olhos atentos, esperando que algo aconteça, mas nunca acontece. Outros proclamam a paz e muito a guerra.


O Sol lhe responde:


— Que bom, você tem algo a ver. O máximo que eu consigo enxergar são os asteroides passando por cima de mim e na minha frente. Na realidade, eles nunca passam por mim. Quando um está vindo, ele evapora. Meu calor é tão grande que o planeta mais próximo de mim se tornou pequeno.


A Lua se cala por exatamente doze anos humanos.


Se passou o tempo.


A Lua e o Sol não conversavam, até que a Lua retornou e fez a mesma pergunta que fez na primeira conversa:


— Sol, lhe suplico, por favor, troque de lugar comigo, pelo menos um único dia. Quero descansar de tudo isso.


E o Sol lhe responde:


— Oh, jovem, querias muito, mas, para aquele que viveu solitário por toda a sua vida, ver pequenos seres seria uma maravilha. Mas logo ficaria chato.


E a Lua retruca:


— Para quem vê eles todos os dias, pelo menos um dia seria bom.


E o Sol rebate:


— Os outros dias seriam inquietantes e você pensaria em voltar.


A Lua não se cala. Ela volta e pede novamente:


— Sol, por favor, se compadeça de mim e troque de lugar, pelo menos duas horas, três segundos. Quero respirar desses humanos. Eles pensam que sou objeto.


Riu o Sol:


— Jovem, queria ter esse direito de escolha que você tem. Se sair daqui, os planetas fogem. Imagine um homem malhado e caminhões amarrados por cordas que vão às mãos do moço. Se ele fizer um pouco mais de força, o caminhão mais próximo dele é devorado. Se ele levar a mão a ser leve, o mais distante foge. Aproveitas quando pode. Sua única missão é proteger criaturas.


Mas a Lua retruca:


— É melhor dar minha vida para proteger, digo, para segurar planetas, do que proteger criaturas que pouco a pouco vão me destruir.


O Sol responde:


— Não lhe entenda mal. Esses humanos fazem isso porque, bem, está em sua natureza. Quando eu fui criado, foi para uma missão. E quando tu foste criada, foi para outra missão. Lua, não se desfaça deles. Acreditas que é em eles, mesmo eles querendo lhe derrotar. Bem, voltando à sua pauta, se eu fosse aí, tudo o que estivesse em minha frente seria destruído.


A Lua então pede novamente:


— Por favor, Sol, troque de mim. Esse fado me deixa. Para mim parece mais tranquilo.


E o Sol lhe responde:


— Se eu fosse aí, este planeta seria minha Lua. Ou nem existiria. Para ele, eu sou como a menor das formigas olhando para uma baleia-azul, a maior de sua espécie.


— Nossa, o planeta dele é tão pequeno assim? — exclamou a Lua.


— Aos teus olhos, eles são grandes. Aos meus, eu nem enxergo.


A Lua cita:


— Mas aqui tu és tão pequeno. Se parece com meu tamanho.


E o Sol lhe diz:


— Veja como a vista engana. Eu sou um milhão de vezes maior do que a Terra, talvez um trilhão, um quilhão.


A Lua se surpreendeu. Talvez, naquele momento, ela tenha entendido que o Sol nunca foi abençoado com sua solidão.


Ela deu uma última olhada aos homens e, para que não aperreasse o Sol novamente, chorou sem que os pequeninos a vissem.


Ela girou seu rosto ao lado escuro do espaço.


E assim, as estrelas que brilhavam distantes perguntaram a ela:


— Ô, Lua, por que choras do lado mais obscuro do espaço? Do outro é melhor, tem luz.


E a Lua responde às estrelas:


— Se olhar para lá, vou ver a minha dor, que faz eu chorar. Vendo vocês, de certa forma consigo paz.


As estrelas olham para a Lua e dizem novamente:


— Estamos tão longe umas das outras. Somos tão grandes, mas ainda não conseguimos nos tocar. E conversamos como se não houvesse leis que proibissem nosso diálogo, de tão distante. Olha, Lua, se pudéssemos ver esses moços destruindo pelo menos uma lata, adoraríamos. Mas estamos distantes. Você deveria estar orgulhosa de ter na posse de seu território o único planeta com vida.


— E, na realidade, você chora. Entendemos, claro. Eles lhe destroem por fora. Mas lembre-se: tu és uma rocha brilhante à noite. E eles são carne e osso. Também somos luz, luz distante.


Mas a Lua exclama:


— É porque não são vocês no meu lugar. Se fossem, já teriam pedido a rico.


Então uma estrela velha lhe disse:


— Sabia que muitas de nós já estão mortas?


A Lua questiona:


— Por quê?


E responde a estrela:


— Para que a nossa luz chegasse a eles, demora milhões, até mesmo trilhões de anos. E, até lá, nosso fado já morre. Aqui lhe falo que minha vida se vai. O que começa contigo não é minha matéria, é minha luz. O espaço é tão vasto que qualquer planeta com vida deve ser vangloriado.


A Lua fala novamente:


— Sinto pena de vocês. Mas, se estivesse no meu lugar, preferiam ficar isoladas umas das outras?


E a estrela diz:


— Está vendo aquela grande estrela ali? Ela que mantém tudo vivo. Se ela pelo menos se mexer um pouco para trás ou um pouco para frente, tudo o que seu olho ver desaparece.


— Por quê? — disse a Lua.


— Consulte-lhe — diz a estrela.


E a estrela, com rapidez, lhe responde:


— Oras, não vê? Ela é grande porque ela tem tantas densidades que os outros planetas se acolhem nela. Imagine que ela é sua mãe ou seu pai. Ficará melhor como pai? Ele é o Sol, no caso. Quando tu estás triste, quem lhe levanta? Seu pai. Claro, às vezes, como, por exemplo, nós, asteroides, não temos pais. Temos criador.


A Lua pensa, agradece e retorna ao seu rosto aos humanos e dá-lhes novamente um bom dia ao Sol.


Fim.Sol e Lua, fogo de amor e escuro de lado


Uma vez, a Lua olhou para o Sol e lhe perguntou:


— Ô, Sol, troque de lugar comigo uma vez e verá o inferno que eu sofro.


O Sol lhe respondeu:


— Ah, você nunca falou comigo antes. Na realidade, ninguém nunca falou comigo antes. Pois o planeta com vida mais próximo de mim é o planeta com vida mais longe de mim.


A Lua, inquietante, retornou sua pergunta:


— Sol, queres trocar de lugar comigo?


E o Sol respondeu:


— Não, estou bem em minha solidão vasta. Afinal, sou quente, diferente de você, que és gelada. Onde tem fogo, ninguém pisa. Onde tem mistério, todos querem desvendar.


A Lua não se enfureceu. Ela só disse seus problemas para o Sol:


— Meu amigo, ainda não sei como estou viva. Eles dizem que sou domínio deles. Eles brigam para pisar em mim, ameaçam-se matar uns aos outros. E eu vejo isso com olhos atentos, esperando que algo aconteça, mas nunca acontece. Outros proclamam a paz e muito a guerra.


O Sol lhe responde:


— Que bom, você tem algo a ver. O máximo que eu consigo enxergar são os asteroides passando por cima de mim e na minha frente. Na realidade, eles nunca passam por mim. Quando um está vindo, ele evapora. Meu calor é tão grande que o planeta mais próximo de mim se tornou pequeno.


A Lua se cala por exatamente doze anos humanos.


Se passou o tempo.


A Lua e o Sol não conversavam, até que a Lua retornou e fez a mesma pergunta que fez na primeira conversa:


— Sol, lhe suplico, por favor, troque de lugar comigo, pelo menos um único dia. Quero descansar de tudo isso.


E o Sol lhe responde:


— Oh, jovem, querias muito, mas, para aquele que viveu solitário por toda a sua vida, ver pequenos seres seria uma maravilha. Mas logo ficaria chato.


E a Lua retruca:


— Para quem vê eles todos os dias, pelo menos um dia seria bom.


E o Sol rebate:


— Os outros dias seriam inquietantes e você pensaria em voltar.


A Lua não se cala. Ela volta e pede novamente:


— Sol, por favor, se compadeça de mim e troque de lugar, pelo menos duas horas, três segundos. Quero respirar desses humanos. Eles pensam que sou objeto.


Riu o Sol:


— Jovem, queria ter esse direito de escolha que você tem. Se sair daqui, os planetas fogem. Imagine um homem malhado e caminhões amarrados por cordas que vão às mãos do moço. Se ele fizer um pouco mais de força, o caminhão mais próximo dele é devorado. Se ele levar a mão a ser leve, o mais distante foge. Aproveitas quando pode. Sua única missão é proteger criaturas.


Mas a Lua retruca:


— É melhor dar minha vida para proteger, digo, para segurar planetas, do que proteger criaturas que pouco a pouco vão me destruir.


O Sol responde:


— Não lhe entenda mal. Esses humanos fazem isso porque, bem, está em sua natureza. Quando eu fui criado, foi para uma missão. E quando tu foste criada, foi para outra missão. Lua, não se desfaça deles. Acreditas que é em eles, mesmo eles querendo lhe derrotar. Bem, voltando à sua pauta, se eu fosse aí, tudo o que estivesse em minha frente seria destruído.


A Lua então pede novamente:


— Por favor, Sol, troque de mim. Esse fado me deixa. Para mim parece mais tranquilo.


E o Sol lhe responde:


— Se eu fosse aí, este planeta seria minha Lua. Ou nem existiria. Para ele, eu sou como a menor das formigas olhando para uma baleia-azul, a maior de sua espécie.


— Nossa, o planeta dele é tão pequeno assim? — exclamou a Lua.


— Aos teus olhos, eles são grandes. Aos meus, eu nem enxergo.


A Lua cita:


— Mas aqui tu és tão pequeno. Se parece com meu tamanho.


E o Sol lhe diz:


— Veja como a vista engana. Eu sou um milhão de vezes maior do que a Terra, talvez um trilhão, um quilhão.


A Lua se surpreendeu. Talvez, naquele momento, ela tenha entendido que o Sol nunca foi abençoado com sua solidão.


Ela deu uma última olhada aos homens e, para que não aperreasse o Sol novamente, chorou sem que os pequeninos a vissem.


Ela girou seu rosto ao lado escuro do espaço.


E assim, as estrelas que brilhavam distantes perguntaram a ela:


— Ô, Lua, por que choras do lado mais obscuro do espaço? Do outro é melhor, tem luz.


E a Lua responde às estrelas:


— Se olhar para lá, vou ver a minha dor, que faz eu chorar. Vendo vocês, de certa forma consigo paz.


As estrelas olham para a Lua e dizem novamente:


— Estamos tão longe umas das outras. Somos tão grandes, mas ainda não conseguimos nos tocar. E conversamos como se não houvesse leis que proibissem nosso diálogo, de tão distante. Olha, Lua, se pudéssemos ver esses moços destruindo pelo menos uma lata, adoraríamos. Mas estamos distantes. Você deveria estar orgulhosa de ter na posse de seu território o único planeta com vida.


— E, na realidade, você chora. Entendemos, claro. Eles lhe destroem por fora. Mas lembre-se: tu és uma rocha brilhante à noite. E eles são carne e osso. Também somos luz, luz distante.


Mas a Lua exclama:


— É porque não são vocês no meu lugar. Se fossem, já teriam pedido a rico.


Então uma estrela velha lhe disse:


— Sabia que muitas de nós já estão mortas?


A Lua questiona:


— Por quê?


E responde a estrela:


— Para que a nossa luz chegasse a eles, demora milhões, até mesmo trilhões de anos. E, até lá, nosso fado já morre. Aqui lhe falo que minha vida se vai. O que começa contigo não é minha matéria, é minha luz. O espaço é tão vasto que qualquer planeta com vida deve ser vangloriado.


A Lua fala novamente:


— Sinto pena de vocês. Mas, se estivesse no meu lugar, preferiam ficar isoladas umas das outras?


E a estrela diz:


— Está vendo aquela grande estrela ali? Ela que mantém tudo vivo. Se ela pelo menos se mexer um pouco para trás ou um pouco para frente, tudo o que seu olho ver desaparece.


— Por quê? — disse a Lua.


— Consulte-lhe — diz a estrela.


E a estrela, com rapidez, lhe responde:


— Oras, não vê? Ela é grande porque ela tem tantas densidades que os outros planetas se acolhem nela. Imagine que ela é sua mãe ou seu pai. Ficará melhor como pai? Ele é o Sol, no caso. Quando tu estás triste, quem lhe levanta? Seu pai. Claro, às vezes, como, por exemplo, nós, asteroides, não temos pais. Temos criador.


A Lua pensa, agradece e retorna ao seu rosto aos humanos e dá-lhes novamente um bom dia ao Sol.


Fim.