Pensamentos Mais Recentes
Às vezes, a gente insiste no erro porque confunde "intensidade" com "amor", ou porque acredita que, se aguentar só mais um pouco, a pessoa finalmente vai enxergar o nosso valor.
"Nenhuma companhia vale a perda da sua própria companhia. Se para estar com ele, você precisa se abandonar, o prejuízo já começou.
A vida é feita de capítulos.
Cada qual com seus personagens
Alguns, protagonistas outros simples coadjuvantes.
Linda
Linda
Linda…
Repito como quem tenta convencer alguém
de algo que ele insiste que sabe.
Linda por dentro,
linda por fora,
mas o olhar de fora é raso, é curto, é superficial,
e fica ali - como se fosse tudo.
E ela sorri, agradece,
como quem aceita um elogio que não merece.
Pois não é nem metade do que ela é.
Porque por trás da casca elogiada
existe uma menina silenciosa,
carregando dúvidas que ninguém vê.
Uma menina que não se enxerga,
que se mede por espelhos distorcidos,
que acredita mais nas ausências
do que nas presenças que a cercam.
Linda…
mas não dessa beleza que passa,
que se desgasta com o tempo
ou se perde com atitudes.
Linda de essência,
de pensamento,
de palavras,
de uma risada que contagia o ambiente.
Linda na forma de ouvir,
na forma de entender,
na forma de existir sem precisar provar nada - mesmo achando que precisa.
Linda personalidade,
que melhora ambientes sem perceber.
Linda voz,
que carrega uma paz que ela mesma não escuta.
Linda…
e eu repito,
não por falta de palavra,
mas por falta de algo que a enxergue inteira.
Porque eu a vejo
como ela não consegue se ver.
Vejo a inteligência escondida nos detalhes,
o humor leve que salva dias ruins,
a presença que faz falta
mesmo quando ela acha que é só mais uma.
Vejo alguém raro,
de verdade,
daqueles que não se encontram fácil
e que o tempo deveria ensinar a valorizar.
Mas ela…
ela insiste em reduzir tudo
a um único reflexo.
Ela aceita ser “linda”
como se fosse muito,
como se fosse tudo,
como se fosse só isso.
E isso…
isso é o que mais dói.
Porque ser linda, pra ela,
virou limite —
quando na verdade
era só o começo de tudo que ela é.
As Cores do Sertão do Apodi
O azul das águas de nossa lagoa realça o cinza da caatinga;
O verde de nossa vegetação contrasta com a epiderme dos povos originários;
O chumbo de nosso lajedo suplanta a cal branca de sua degradação;
O amarelo de nossas riquezas enaltece a fartura de nossa região;
A terracota de nossa argila enrijece a luta de nosso povo;
O colorido de nossa fauna sarapinta a miscigenação de nossa gente;
O vermelho do poente incendeia o horizonte de nossa chapada;
O laranja do entardecer aquece os sonhos que resistem ao tempo;
O dourado do sol castiga e, ainda assim, fecunda a resistência;
Nossa água mineral sacia a sede, sustenta nosso lugar e renova as cores vivas de nossa terra.
— Doeu de novo.
— O quê?
— O amor.
— Ah. Isso explica o silêncio.
O coração suspira, cheio de rachaduras novas.
O cérebro anota algo mentalmente, como quem registra um dado irrelevante.
— Você nunca entende, né?
— Eu entendo perfeitamente. Só não vejo utilidade em sofrer por isso.
— É que você não sente.
— É que você não pensa.
O coração se cala por um instante.
O cérebro aproveita pra revisar compromissos da semana.
— Ela parecia diferente…
— Todas parecem.
— E eu acreditei.
— Você sempre acredita.
— Eu só queria sentir de novo.
— E eu só queria dormir em paz.
Há um silêncio entre eles — o tipo de silêncio que dói mais que qualquer palavra.
— Como você consegue ser tão frio?
— E como você consegue insistir tanto em algo sem garantia?
— Porque é o que me faz vivo.
— E é o que quase te mata toda vez.
O coração ri. Um riso trêmulo, cansado.
— Então o que eu faço agora?
— Espera.
— E depois?
— Espera mais.
— E quando passa?
— Nunca totalmente. Mas você aprende a bater no ritmo certo de novo.
O coração respira fundo.
O cérebro volta ao trabalho.
No fundo, ambos sabem
vão brigar de novo,
vão se prometer paz,
e no próximo olhar certo —
lá estarão, lado a lado, repetindo o erro mais humano de todos:
acreditar de novo.
Porque no meio de um mundo barulhento, você foi silêncio. Um silêncio que dizia tudo. Eu te vi e algo em mim... se reorganizou. Não foi escolha. Foi inevitável. Porque algumas conexões não precisam de lógica — só acontecem. E é isso que dizem sobre almas gêmeas, certo? Que elas se reconhecem antes mesmo de se conhecerem. Que elas se pertencem. Eu nunca acreditei nisso, até você.
Nos apaixonamos não por vontade, mas por falta. A falta de algo que a gente nem sabia que precisava até olhar nos olhos da pessoa certa. Ou errada. Ou perfeita demais pra caber em qualquer definição segura. A gente ama porque precisa se sentir inteiro. E você me fez acreditar que era possível.
Mas então veio o vazio. A ausência. Saudade?
Não. Não é só saudade. É abstinência. Do seu cheiro, do seu toque, do seu caos que fazia sentido. Ou parecia fazer. Você foi embora, mas ficou. Em cada canto. Em cada pensamento. Em cada pensamento de seguir em frente.
E eu me pergunto, toda noite, você ainda me ama?
Será que sente falta? Será que lembra da gente como eu lembro? Porque eu tento esquecer, mas não consigo. Porque amar você foi o que me fez crescer. E se tudo que fiz foi errado... foi pelo amor certo. O seu.
Então, no fim de tudo, eu volto à pergunta que nunca cala:
Por que você?
Porque sempre foi você. Desde o primeiro olhar. Desde antes do primeiro toque. Porque no meio de um mundo inteiro... Nós nos encontramos
E agora, dizem que é hora de... seguir em frente.
É, eu sei, as pessoas gostam de ouvir isso, não é? Achar que a dor vai embora só porque você diz isso em voz alta. Acontece que as palavras são apenas isso — palavras. E eu... bem, eu sou bom com palavras. Eu sei como fazer parecer que estou bem. Como fazer parecer que já não ligo mais.
Como se o coração entendesse comandos. Mas não é assim que funciona, é? Seguir em frente não é sobre andar... é sobre deixar pra trás. Esquecer. Apagar. Enterrar.
Você.
E como eu poderia fazer isso? Como se apaga alguém que se tornou sua vida? Como se esquece do sorriso que fazia você se esquecer de todos os problemas, o riso que fez sentido onde só havia ruído?
Você foi o começo. O meio. E, mesmo que tenha ido embora, ainda é o fim de tudo que veio depois.
Mas, se sou honesto, eu não esqueci de você. Não é fácil esquecer. Mas quem realmente esquece, não é? A memória de tudo que compartilhamos, tudo o que fizemos, permanece. E eu sou grato por isso. Grato por ter experimentado o que é verdadeiramente sentir. Porque, no fim das contas, são as experiências que moldam a gente. Você me moldou. Não da forma que eu imaginava, mas de um jeito que, de alguma forma, me ensinou a ser mais... real.
E isso, por mais doloroso que tenha sido, valeu a pena. Mesmo que eu nunca tenha sido capaz de seguir completamente em frente, eu me tornei alguém diferente. Alguém que agora sabe que a dor, a saudade, o vazio — tudo isso pode coexistir com o crescimento. Pode coexistir com o agradecimento.
Você fez parte de uma parte importante de mim, e talvez isso seja o suficiente. Não sei se um dia vou realmente esquecer. Mas aprendi que não preciso disso. Não agora. O importante é que eu aprendi a valorizar o que ficou. Eu realmente agradeço. Porque sem você, sem o que vivemos, sem o que me fez sentir, eu nunca teria chegado a esse ponto. O ponto onde posso olhar para tudo e dizer: 'Eu estou bem.'.
E se a Enxurrada de Aberrações estiver substituindo as outras por puro capricho em testar a nossa Humanidade?
Talvez não seja apenas o absurdo que se acumula diante dos nossos olhos, mas a forma como nos acostumamos a ele.
Uma aberração já não causa o mesmo espanto quando outra, ainda mais grotesca, surge logo em seguida.
E assim, pouco a pouco, o inaceitável deixa de ser exceção e passa a disputar espaço com o cotidiano — não porque deixou de ser grave, mas porque nos tornamos menos sensíveis a ele.
Há, nisso, um risco silencioso: o de confundirmos resistência com indiferença.
Resistir é não normalizar o que nos fere como sociedade; já a indiferença é o estágio em que deixamos de reagir, como se o choque tivesse perdido a validade.
E, quando isso acontece, não são apenas os fatos que se degradam — é também a nossa capacidade de reconhecê-los como tal.
Se cada nova distorção parece vir para substituir a anterior, talvez o verdadeiro teste não esteja na intensidade das aberrações, mas na constância da nossa consciência.
Permanecer lúcido em meio ao caos exige mais do que opinião: exige coragem para não se anestesiar.
Porque, no fim, a pergunta mais incômoda não é sobre o que estão fazendo conosco — mas sobre o que estamos deixando de sentir diante disso.
Não paro um segundo de me sacudir cada vez q penso em vc.
Tenho certeza que vc só não quer ficar cmg pq eu tenho franja, e isso é uma coisa que se eu deixar crescer, ficarei feia. mas vc não entende e nunca vai entender... De qualquer jeito eu vou te conquistar, mas ainda não sei como.
Eu te quero, mas eu quero que vc me queira tb, não quero que vc fique cmg por apostas, nem por imploração minha, pq afinal... eu não quero que vc saiba que eu te amo, mas eu te quero de qualquer forma. E quero ganhar "mais de um milhão de vagalumes" seus, e eu quero minha boca na tua, eu quero sentir vc no meu corpo. Ou melhor, eu só quero que esteja aqui, não precisa conversar, pq afinal eu só quero sua presença.
E claro que vc sempre terá um lugar no meu coração, e eu sei vc nunca vai querer me beijar, mas afinal de tudo eu quero, e eu TE AMO
**alotreb
A Roleta
Mortal, letal, fatal;
Computacional, digital;
Do ônibus, do cassino;
Dos bancos, dos assassinos.
Tem roleta para ver o jogo;
Tem roleta para fugir do fogo;
Tem roleta pra entrar na lona;
Tem roleta pra curtir a zona.
Mas olhem só que esquisito:
A roleta nunca para.
Se paro e penso: logo existo!
Roletando, quebrando a cara.
Mantenha o foco e avance em direção ao objetivo que tanto almeja.
Seja persistente, pois o seu esforço é essencial para conquistar tudo aquilo que deseja.
