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CASTELOS DE PAPEL
(Quando a tempestade leva o sonho e deixa o chão)
Construí um castelo de ilusões em meus sonhos,
onde a torre é feita de papel (alma).
Tão leve que qualquer tempestade passa
e a leva para o céu...
Enquanto o alicerce fica no chão (matéria).
Ao olhar para o alto, nada mais se vê.
Mas quem passa e repara o solo vazio,
pergunta ao vento:
O que havia ali que o teto não quis conter?
Lu Lena / 2026
A felicidade é a condição existencial do ignorante e a manutenção de sua vida no cotidiano.
Bertoudo Matos
A sua dificuldade, pode ser pequena.
Diante da dificuldade de outra pessoa.
Não reclame dos problemas.
Agradeça pelas bençãos.
Quando o silêncio mora entre mim e o que consigo dizer há palavras prontas que se fartam na língua e em um momento oportuno os dedos tecem versos que mais clarifica o olhar sobre a vida. O amor idealizado perde sua força na altura do agora, pois o amor fraterno extrapola a gratidão dos que se fazem presente e comem na mesma mesa o mesmo alimento. E se fazem iguais e amáveis e isso é uma dádiva. Quando decidi te esquecer se fez um silêncio na sala, mas muito mais fala cada amanhecer, que renova nos olhos a vontade de viver. Observar o mundo em construção e o sentimento se faz pequeno então, se muito você se ausenta e esqueço as linhas de suas mãos e seus olhos partem lentamente em um navio sem volta e não há revolta se o coração se faz em paz e muito mais arde a realidade, que pede passos certeiros e não pode se perder em devaneios. Você foi um sonho e eis que a vida toda é um sonho e imagino que pinto um quadro, pois se é o quadro que me pinta. Segue o rei governando e sonhando com o seu poder. Quando acordar já será tarde e nada estará em seu comando. E o pobre que em sua pobreza sonha, sente real a escassez quando tudo falta. O poema segue onírico e te esquecer não é difícil, se novos sonhos povoam a íris. Você será lembrança de todas as memórias que carrego comigo. E seremos abrigo de outros corações, pois que há no mundo uma vasta população, e cada pessoa carrega sua singularidade e mais encantos acrescentam à verdade. É um movimento vão nadar contra a correnteza e melhor se faz ao deixar o rio levar e eis que você passará e carrego meu corpo, minha mente e minha alma. E em minha profunda calma não ei de me lamentar, pois todas as pontes foram feitas para se atravessar. O sol ameno tem seu jeito de colocar tudo no lugar. Ao te deixar, novos caminhos se abrem se olho em outra direção. A mente se faz perspicaz se organiza o passado e o presente para melhor receber o futuro. Nos versos de grande esperança os dias que virão trarão bonança e o mar bravio se acalma e já não é tenebroso como nas grandes navegações e o mar então liga os continentes e te esquecer é uma urgência, se o coração se gsta em vão se em você não há olhos que vejam o poema que almeja fazer uma jangada para atravessar o mar salgado e o meu amor era sagrado, mas que eis que então se faz passado. Esquecer é impossível se a mente carrega memórias e lembranças, mas há sempre um jeito de se conformar e deixar o tempo passar.
Guardar o coração significa filtrar o que entra na sua mente e proteger-se contra impulsos enganosos. Em vez de seguir cegamente as emoções, a sabedoria foca em liderar as próprias vontades, cultivando discernimento para tomar decisões equilibradas e evitar arrependimentos futuros. P.G
“UMA FLOR GELADA SOBRE O MEU TÚMULO”
Não me tragas rosas incendiadas pelo entusiasmo efêmero dos homens.
Deposita apenas uma flor gelada sobre o meu túmulo.
Uma flor silenciosa.
Pálida como os corredores da memória.
Imóvel como os sinos abandonados das catedrais esquecidas pelo tempo.
Certas almas não morrem de uma vez.
Vão tornando-se inverno lentamente.
Primeiro calam os sonhos.
Depois os afetos tornam-se semelhantes a retratos cobertos por poeira.
Por fim, o coração aprende a respirar na penumbra, como uma criatura antiga escondida sob as ruínas da própria esperança.
Quero uma flor fria porque o mundo aqueceu demais as próprias máscaras.
Os homens sorriem com os dentes enquanto apodrecem moralmente por dentro.
Abraçam apenas por conveniência.
Pronunciam virtudes como atores fatigados diante de um teatro decadente.
E aquele que observa demais termina condenado à solidão das inteligências melancólicas.
Sobre meu túmulo não coloquem discursos.
Nem orações repetidas sem sentimento.
Nem lágrimas produzidas pelo remorso tardio.
Apenas uma flor gelada.
Talvez um lírio branco tocado pela geada da madrugada.
Talvez uma camélia cinzenta semelhante às lembranças que nunca conseguiram morrer completamente.
Porque existem tristezas que ultrapassam a matéria.
Dores que não pertencem ao corpo, mas ao espírito cansado de atravessar séculos humanos repletos das mesmas misérias morais.
O homem evoluiu as máquinas, porém continua primitivo nas emoções.
Construiu cidades luminosas, enquanto conserva abismos dentro de si.
E quando a noite cair sobre minha sepultura, talvez o vento compreenda aquilo que ninguém compreendeu em vida.
Que certas almas não desejavam aplausos.
Desejavam apenas autenticidade.
Um único afeto sem artifícios.
Um único olhar sem mentira.
Um único amor capaz de sobreviver ao frio metafísico deste mundo.
Então deixai sobre mim a flor gelada.
Ela será mais sincera do que quase toda a humanidade.
“Diante da inexorável aproximação da travessia para a eternidade, cresce em mim o sereno desejo de deixar sementes ao longo do caminho. Sigo o exemplo da velha semeadora que, em sua silenciosa sabedoria, confiava as sementes à terra sem exigir do tempo a promessa da colheita. Há gestos cuja verdadeira grandeza não reside em contemplar os frutos, mas em acreditar que florescerão muito além dos limites da própria existência. Porque viver plenamente talvez seja isso: transformar a brevidade da passagem humana em permanência de sentido, fazendo da própria vida um campo fecundo para as gerações que ainda virão.”
Meu amado…
Existem noites em que a alma contempla os homens e encontra apenas máscaras cerimoniais. A humildade que deveria nascer do silêncio interior converte-se, muitas vezes, em teatro moral. Muitos abaixam a cabeça apenas para serem vistos. Muitos praticam bondade como quem negocia prestígio diante da consciência coletiva. E quando um espírito sensível percebe isso em excesso, o mundo começa a parecer um salão de fantasmas educados.
Mas escute Camille Marie Monfort por um instante.
A perversidade humana não invalida a raridade da existência. O erro dos homens não deve possuir autoridade suficiente para condenar tua permanência sobre a Terra. Há criaturas artificiais, sim. Há vaidades vestidas de virtude. Há afetos contaminados pelo interesse. Contudo, também existem consciências silenciosas que sofrem honestamente, amam discretamente e atravessam o mundo sem anunciar santidade alguma.
Os mais profundos quase nunca aparecem.
Teu cansaço não nasceu apenas da dor. Nasceu da lucidez. E a lucidez excessiva pode transformar o cotidiano numa paisagem exausta. O homem comum adapta-se facilmente às farsas sociais. Já os espíritos contemplativos sentem náusea diante da superficialidade repetitiva das relações humanas.
Mas não entregues tua vida aos defeitos da civilização.
Seria semelhante a incendiar uma biblioteca porque alguns homens escreveram mentiras.
Existe algo em ti que ainda observa o céu mesmo em ruínas. Algo que ainda busca significado entre os escombros emocionais. E enquanto essa centelha existir, tua história não terminou.
Camille aproxima-se de ti nesta penumbra como quem toca uma rosa mortuária esquecida sobre mármore antigo. 🌑
“Não abandones a existência durante o inverno da alma. Certas primaveras chegam atrasadas aos corações demasiadamente profundos.”
E digo-te algo com absoluta seriedade.
Se esses pensamentos de desistência estiverem tornando-se perigosamente intensos ou próximos de uma ação concreta, procura alguém real agora. Um amigo confiável, um familiar, um profissional, ou o Centro de Valorização da Vida pelo telefone 188 no Brasil. Existe dignidade em pedir amparo quando a mente começa a transformar a dor em abismo.
Tu não és obrigado a carregar sozinho o peso metafísico da humanidade. 🌧️
Somos máquinas de carne...
Num mundo de máquinas
Somos copilidos a ser objetos...
Ovelhas cegas conduzidas por lobos...
Ainda assim vivemos história a beira da fogueira. Contamos histórias,
Somos copilidos por máquinas que tem
Alienação de dados e informações fraudulentas fragmentos da verdade que vivemos numa sonho de otupia.
Para tais os amante de sonhos são expostos e condenados pois ignora é simplicidade abandonado da compreensão.
Fatos são mentiras expirou a muito tempo a verdade não enche o patrocínio de ninguém, o patro vazio é retrato do abandonado mais maquiado é o prato do dia. ..
Para aquele que sofre
O que me atrai em você é a parte minha que vejo, parte essa já enterrada, pois não busco mais compreender o maior causador das minhas dores inexplicáveis. Eu já passei daí…
Me atraio, pois entendo sua dor, entendo seu vazio, sua introspecção. Sei que está no fundo do poço, e eu já me banhei em lama…
O fundo tão fundo em que está é raso, mas não consigo te provar.
Seus olhos perdidos, que me olham sem nenhum destino, já com pouco brilho, sem tanto entusiasmo com a existência, já estiveram em minha face.
E então me atraio pela sua dor, não porque quero senti-la, mas porque sei a cura!
Eu não suporto saber que sente as dores que senti. Eu me compadeço, pois te entendo tão profundamente, que seria capaz de entrar no fundo do poço contigo só para te mostrar a saída e, depois, banhar contigo, tirar toda a lama que a existência nos cobriu, pois somos sensíveis demais para esse mundo; pois o que nos fere não sara, primeiro inflama.
Da nossa cabeça, o purgatório em vida. Mas que tristeza é essa?
Inexplicável dor física, daquilo que não sabemos como explicar. Do coração apertado, como se alguém o segurasse e o impedisse de bater; da respiração que, muitas vezes, não faz nenhum sentido; e do vazio no peito e na mente que nos faz querer implodir em uma explosão melancólica, do grito mais desesperador que não conseguimos externar, do desespero apavorante que nos consome e some com nossa essência, com nossos sonhos, com a nossa vida.
Mas por que tudo precisa ser tão triste?
Sem respostas.
Sem esclarecimento algum, perseveramos na busca do propósito da nossa própria existência, pois precisamos de um motivo que justifique essa passagem na Terra, que, por agora, não tem sentido algum. E então colapsamos pela falta do porquê.
E, enquanto a mente não encontra nenhuma resposta, tampouco qualquer mísero sentido, vivemos tal qual um morto-vivo. Poderíamos estar mortos, mas continuamos agindo.
Quem diz ter fé, mas se esquece de que tem uma alma, permite que ela vague na ilusão e se torna cúmplice da sua própria queda.
Marcelo Castilho Assis
MIGALHAS DA GRANDE MESA.
CAPÍTULO IV
DA ORAÇÃO.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro
Determinadas verdades espirituais possuem a delicadeza das coisas eternas. Não chegam pela violência das imposições humanas, nem pela exuberância dos discursos religiosos. Aproximam-se lentamente da alma semelhante à luz silenciosa que atravessa uma janela ao amanhecer. A oração pertence a essas realidades invisíveis que sustentam profundamente a existência humana sem necessitarem de espetáculo.
Quando a Espiritualidade afirma, através da questão 658 de O Livro dos Espíritos, que “a oração é agradável a Deus quando ditada pelo coração”, somos conduzidos a uma compreensão muito superior da religiosidade. O homem terrestre habituou-se a valorizar a aparência das coisas. Admira vozes eloquentes, fórmulas refinadas, cerimônias grandiosas e exterioridades litúrgicas. Contudo, diante das Leis Divinas, o que realmente possui valor é a intenção moral escondida atrás de cada pensamento.
Deus vê aquilo que o mundo não vê.
Enquanto os homens escutam palavras, o Alto percebe vibrações íntimas. Enquanto a sociedade observa gestos exteriores, a Espiritualidade contempla a verdade silenciosa da consciência.
Por isso a oração que nasce do coração possui tamanho valor espiritual.
Ela não é artificial.
Não é teatral.
Não é construída para alimentar reconhecimento humano.
É a alma falando sem máscaras.
Existe uma diferença profunda entre recitar e orar. Muitos recitam. Poucos verdadeiramente oram. A recitação movimenta os lábios. A oração movimenta o espírito. A recitação pode ser automática, fria e distante. A oração legítima nasce semelhante a uma força viva que ascende das profundezas da criatura.
Uma prece sincera pode surgir inclusive sem palavras.
Um olhar de arrependimento.
Uma lágrima silenciosa.
Um pensamento de gratidão.
Um pedido íntimo de socorro moral.
Porque o idioma de Deus não pertence às línguas humanas. O Criador compreende sobretudo a vibração interior do espírito.
“Migalhas Da Grande Mesa” encontra precisamente aqui uma de suas percepções mais sublimes. Existem almas famintas de transcendência que procuram banquetes espirituais extraordinários, mas desprezam as pequenas migalhas sagradas espalhadas discretamente no cotidiano. A oração é uma dessas migalhas divinas. Simples aos olhos do materialismo. Gigantesca diante da Eternidade.
Quantos homens possuem templos magníficos, mas não conseguem ajoelhar-se honestamente dentro de si mesmos.
Quantos pronunciam frases religiosas enquanto conservam o orgulho intacto.
Quantos pedem luz sem abandonarem deliberadamente as próprias sombras.
A Espiritualidade Superior esclarece ainda que a oração agradável a Deus deve ser realizada “com fé, fervor e sinceridade”. Essas três forças constituem a arquitetura invisível da verdadeira prece.
A fé representa confiança profunda nas Leis Divinas. Não uma crença cega e fanática, mas a compreensão íntima de que existe inteligência moral governando a existência. Quem ora com fé não conversa com o vazio. Aproxima-se consciencialmente da Fonte Superior da Vida.
O fervor é o calor espiritual do sentimento. A oração mecânica raramente ultrapassa a superfície mental. Contudo, quando o coração participa verdadeiramente, a alma emite forças sutis capazes de modificar profundamente seu estado interior.
Já a sinceridade talvez seja o aspecto mais difícil da experiência religiosa humana.
Porque ser sincero diante de Deus exige abandonar personagens psicológicas cuidadosamente construídas pelo ego. O homem frequentemente deseja parecer virtuoso antes mesmo de tornar-se virtuoso. Contudo, diante da oração verdadeira, todas as máscaras começam lentamente a cair.
É exatamente por isso que os Espíritos afirmam que a oração do homem “vano, orgulhoso e egoísta” não sensibiliza o Alto, salvo quando nasce de legítimo arrependimento e verdadeira humildade.
Essa observação possui profundidade psicológica imensa.
O orgulho fecha as portas da alma.
A humildade abre-as.
Enquanto o homem acredita bastar-se, raramente busca Deus com autenticidade. Muitas criaturas somente começam a orar verdadeiramente quando a dor destrói as ilusões de autossuficiência. A enfermidade, a perda, a culpa, a solidão, o fracasso ou o vazio existencial frequentemente realizam aquilo que anos de prosperidade não conseguiram produzir.
O despertar da consciência.
E talvez seja exatamente nesse instante que a oração se torna mais bela.
Quando já não existem discursos sofisticados.
Quando desaparecem as aparências sociais.
Quando o espírito, esmagado pelas consequências de si mesmo, apenas consegue murmurar.
“Senhor, ajuda-me.”
Essa simplicidade possui uma grandeza invisível.
Porque naquele momento a alma finalmente comparece diante de Deus como realmente é.
Sem adornos.
Sem títulos.
Sem personagens.
Somente consciência.
A questão 659 amplia ainda mais essa compreensão ao perguntar qual é o caráter geral da oração. Os Espíritos respondem.
“A oração é um ato de adoração.”
Essa definição dissolve a visão utilitarista da religiosidade. Orar não significa apenas pedir benefícios materiais ou livramentos imediatos. A verdadeira prece constitui aproximação espiritual do Criador. Rogar a Deus é pensar n’Ele, aproximar-se d’Ele, elevar a mente acima das inquietações inferiores e estabelecer comunhão íntima com Sua grandeza.
Orar é também agradecer.
E poucos homens sabem agradecer.
A humanidade recorda-se facilmente de Deus nas horas de sofrimento, mas esquece-Se frequentemente nas épocas de estabilidade. Entretanto, a oração completa não é apenas súplica. É igualmente reconhecimento pelas misericórdias invisíveis que sustentam diariamente a existência.
A serenidade após uma crise.
O amparo inesperado.
A oportunidade de recomeçar.
A lucidez recuperada.
O afeto recebido.
A consciência despertando lentamente para o bem.
“Migalhas Da Grande Mesa” contempla essas delicadezas espirituais que passam despercebidas aos homens apressados. O espírito amadurecido aprende que Deus raramente manifesta Sua presença através do espetáculo exterior. Frequentemente Ele revela-Se nas regiões silenciosas da consciência.
Sob a ótica espírita, a oração possui também profundo mecanismo vibratório. Pensar é emitir forças mentais. Orar é direcionar essas forças para planos superiores da Vida. A prece sincera modifica o campo psíquico da criatura, atraindo influências espirituais compatíveis com seu estado moral.
Não porque Deus altere arbitrariamente Suas leis.
Mas porque a oração transforma aquele que ora.
Ela reorganiza emoções.
Acalma impulsos destrutivos.
Fortalece a lucidez interior.
Ameniza perturbações psíquicas.
Auxilia o espírito a vencer lentamente as tendências inferiores que o aprisionam.
A verdadeira resposta divina à oração muitas vezes não está na imediata mudança das circunstâncias externas, mas na transformação silenciosa da alma que sofre.
Porque existem dores necessárias ao crescimento espiritual.
Entretanto, nenhuma dor permanece estéril quando atravessada pela sinceridade da prece.
A oração torna-se então semelhante a uma ponte invisível entre a fragilidade humana e a misericórdia infinita de Deus.
E talvez a maior grandeza da alma não esteja em jamais cair, mas em aprender a erguer-se espiritualmente através da humildade de orar.
Que tudo que você planejou… não passe de ilusão.”
“Que tudo que você planejou… um dia vire realidade.”
“Que tudo que você planejou… não destrua quem tá do seu lado.”
“Que tudo que você planejou… não te afaste do que é de verdade.
Quando a borboleta se faz azul no dourado de sua asas, ancestrais antigos fazem suas casas, em tijolos de terra batido e a primavera ganha novo sentido. Cores no jardim evidenciam que flores desabrocham como a vida em estado de permanente transformação. Um antigo cão se faz fiel ao roer o osso e gatos andam sorrateiros em cima do telhado. Tudo é arado na calma estação de pessoas que viveram e hoje são transmutação. Também vivemos a calma de nossos dias, e se faz em paz todos os pequenos afazeres. A centopeia caminha seus múltiplos pés e a formiga inequívoca carrega imponente uma folha maior que seu corpo. Na vasta plantação o lavrador cava a terra e povoa a colheita de seu sustento, o farto alimento que sustenta o tempo presente do fruto que já foi semente. E cada um a seu jeito olha o horizonte e há fome de futuro, pois tudo acontece no agora e as horas demoram na casa que não tem relógio. No mar a maré baixa deixa transparecer suas conchas e os barcos seguem além e pescadores antigos armam suas redes e abundam colheita de peixes e muito mais satisfeitos voltam para casa. Na feira os peixes são vendidos como entidades fruto do trabalho justo e todos se alimentam. E a comida é mais que alimento, é um ritual da vida em movimento. Na cidade também os carros sustentam suas rodas e levam de um lugar ao outro anônimos trabalhadores, que honestamente caminham nos prédios altos que acolhe muitos cidadãos e eis que nada é em vão se os olhos estão claros e se é chão o mesmo de toda população. E o amor se faz em silêncio quando cada pessoa carrega seu passo manso a fazer da cidade um organismo vivo, muitas vezes apressados nos caminhos diários. Somos todos passageiros de nosso itinerário. Na estação de trem há muitas mãos para despedidas, mas cada um sabe da vida nas voltas da terra em rotação e mais bate um coração que se integra no ambiente e povoa mares de presença sem questionar ambivalência, pois a vida simples se faz sem complicação, pois passa veloz o veraneio de nossos pés na terra e por isso impera uma sede de viver, sem se derar em questionamento. O café se faz quase sozinho de tanto cotidiano e se esvai o ano nas teias de aranha, que silenciosamente tecem cada linha e eis que é uma armalho. Meu olhar e vasto como um campo de girassol. Olho para frente para o lado e tudo tem seu tempo exato. E todas as pessoas se bastam ao piscar os olhos em movimentos involuntários. Segue a vida em longa contemplação e a calma presente não parte de repente, pois são das retinas o longo observar ao ver o tempo passar. E não há grandes sobressaltos. Apenas uma vista que passa e se mostra vasta e tranquila quando o verso não aniquila a paz do cotidiano. E a vida vale a pena em seus vastos oceanos.
"Um dia você vai perceber que não foi feliz porque não deu chance a felicidade, tudo não vida precisa de oportunidade, e você não deu a sua felicidade a oportunidade de ser feliz".
Aqueles que afirmam ter fé, mas se esquecem de que possuem uma alma, permitem que ela vagueie na ilusão, tornando-se cúmplices de sua própria ruína.
O homem prudente é desprezado por guardar discrição; mas o indisciplinado é bem quisto, pois sua boca alardeia e alimenta os ouvidos segundo os desejos dos homens.
Acautela-te, pois, diante dele.
Hoje vi meu amor, com seu novo amor.
Isso mexe num lugar muito profundo, ainda mais quando a pessoa não foi “qualquer pessoa” pra você. Às vezes a gente acha que já aprendeu a conviver com a ausência… até a vida colocar a cena na nossa frente. E aí volta tudo de uma vez: lembrança, saudade, comparação, vazio, perguntas que nem fazem sentido mais.
O pior é que não existe uma lógica exata pro tempo nessas coisas. Você mesmo falou: “já faz alguns anos”. E mesmo assim doeu. Porque amor verdadeiro não some igual fumaça, ele vai mudando de lugar dentro da gente. Tem dias que parece cicatriz. Em outros, parece ferida aberta de novo.
Mas tem uma coisa importante no que você escreveu: mesmo sentindo tudo isso, você falou “temos que seguir o baile” e “quero só ficar bem”. Isso mostra que, no fundo, você não quer se prender à dor. Você só está cansado dela.
E sinceramente? Essa noite ruim não significa que você voltou pra estaca zero. Significa só que você é humano, e que aquilo teve importância real na sua vida.
Hoje talvez o coração esteja pesado, a cabeça acelerada, o sono destruído. Mas isso passa. Não de um jeito mágico, nem rápido como a gente gostaria… mas passa. Principalmente quando a gente para de lutar contra o sentimento e entende: “ok, doeu”. Só isso. Sem se diminuir por sentir.
Você não precisa deixar de amar o que viveu pra continuar vivendo.
E um dia essa lembrança vai parar de te atravessar desse jeito.
Por enquanto, tenta só sobreviver ao hoje. Dormir melhor amanhã. Respirar um pouco mais leve na próxima semana. Às vezes a cura vem assim, silenciosa.
Torah ou Jesus Cristo
Se por acaso eu descobrisse que era de origem judia, porque sou português! Eu simplesmente não voltaria para o judaísmo. Eu continuaria cristão, porque creio em Jesus Cristo como o Messias. Vamos supor que sou judeu! Mas de modo algum voltaria a circuncisão, porque não lhe dou valor nenhum! Nem voltaria aos sábados, pois agora eu não guardo só o sábado, mas guardo todos os dias como cristão. Em relação a guardar outros dias e festas, eu também não os guardaria, porque também não os guardo. Em relação a Lei, como guardaria a lei? Não obra por obra, mas guardaria tudo pela fé em Jesus Cristo! Tudo isto com uma consciência tranquila! Não! A lei não passou! Não mesmo! Mas agora tudo é feito, pela fé e pela graça de Deus! 1492 são expulsos de Espanha e vêm para Portugal! Se se têm convertido ao Cristianismo de verdade, não seriam mortos pela inquisição. Em 1497 (expulsos de Portugal). Longe de mim que aprovo a ação da inquisição. Longe de mim!
Mas o que aprovo é não uma prática religiosa, mas a prática da verdade! E o que é a verdade! É precisamente Jesus Cristo. Como o Apóstolo Paulo, eu deixaria seja qualquer que fosse a minha religião, para estar na verdade...
Praticar as obras de Deus pela fé em Jesus Cristo! Porque esta é verdadeira religião e não outra. Antes de Jesus Cristo vir, tínhamos a lei ou a Torah. Agora a Torah é o próprio Jesus Cristo!
