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Alma nobre
Alma nobre é sempre grata,
Sabe valorizar tudo,
Tem beleza no olhar,
Pureza no coração
E desprendimento na doação.
Quem tem alma nobre
Dá sentido a tudo que tem,
Espalha o amor e é decidido.
Não mede esforços,
Faz o bem…
Não busca abrigo,
Mas dá guarida.
É generoso,
Não é imaturo,
Não guarda tesouros,
É desprendido,
Sempre puro, sem reservas.
A alma nobre não morre.
Sempre impera.
Não se apaga.
Será eterna!
Raimundo Nonato Ferreira
Outubro/2026
Euuu... otário?
Ah, talvez eu seja mesmo
Por ter ficado à espera
Sem saber o que era
Tanta ansiedade
Você nem percebia
Eu contando as horas
Enquanto você sorria
Você tava bem com os outros
Mas nunca bem comigo
Talvez eu seja esquisito
Ou só tenha insistido
Quis algo maior que nós
Esse foi meu erro...
Eu admito.
Fui atrás porque
Me preocupo com você
A gente se isola
Pra não ver o tempo correr
Foi difícil nós dois
Deu zebra, domamos ela
Amar é deixar livre
Não vou pôr cela
Perdemos muito tempo
Por causa dos nossos tropeços
Mas merecemos ser felizes
Independente de qualquer erro
Bebelle, a menina que se imaginava rainha. nasceu plebeia e plebeia morreu, o poder é passageiro. A vida é perda e solidão.
Bebelle, a Rainha sem Reino
Bebelle nasceu plebeia, sonhou-se rainha e, quando o tempo recolheu os últimos vestígios de sua majestade, voltou à condição de quem jamais possuiu uma coroa que pudesse resistir à eternidade. Descobriu, talvez tarde demais, que o poder é um hóspede passageiro, que a bajulação se ajoelha diante dos títulos, mas raramente permanece quando os palácios se esvaziam.
A vida, em sua silenciosa ironia, despiu-lhe as vestes da grandeza, dispersou-lhe a corte e apagou, um a um, os nomes daqueles que antes lhe juravam devoção. Restaram-lhe as paredes mudas da memória, os ecos de um reino desaparecido e a solidão, essa soberana implacável que não distingue coroas, fortunas ou sobrenomes.
Porque todos, cedo ou tarde, somos despojados daquilo que julgávamos ser. O tempo não reconhece majestades, a doença não reverencia títulos e a morte não se curva diante de tronos.
Bebelle nasceu plebeia e plebeia morreu. Entre esses dois instantes, viveu a ilusão de ser rainha. E talvez sua maior tragédia não tenha sido perder a coroa, mas descobrir que, quando ela caiu, quase ninguém permaneceu para abraçá-la.
No fim, o palácio desaparece, a corte se dispersa e o mundo continua indiferente. Fica apenas a mulher, despida de seus personagens, diante da verdade mais antiga da existência: a vida é uma sucessão de perdas, e a solidão, muitas vezes, é a última companhia daqueles que passaram a existência inteira cercados de gente.
O erro é a personificação da negligência. E o que tem de negligente fazendo política e cursando medicina... Em ambos, o erro, se não mata, deixa sequelas.
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"Ética cultural, mas preferem uma moral emotiva. Instintos aflorados, onde os genes foram repassados. Perdem a palavra distinção, pois à natureza se transforma. Análises biológicas e encontram as verdadeiras formas."
"A escolha pode ser individual, mas o seu impacto é coletivo. Há decisões que ultrapassam a esfera da vontade própria e afetam inclusive quem fez caminhos opostos. Quando o destino comum está em risco, a escolha deixa de pertencer apenas a quem a fez e suas consequências passam a ser de todos."
"Lhe julgam ou críticam por causa de uma camisa, mas esquecem das próprias deficiências físicas. Desigualdades de pensares, onde o livre-arbítrio sofre com os maus pensares."
20 de outubro, às 18h40. ❤️
Nervosismo, metáforas, códigos,
um pedido e você.
Tantas coisas guardadas no peito,
tanto amor querendo acontecer.
Vendei seus olhos, pedi confiança, e você com medo do que viria a seguir.
Me ajoelhei diante de você, com você inteira no meu coração.
“Namora comigo?” — perguntei baixinho,
com medo de não saber me expressar.
Mas suas lágrimas, seu abraço e seu beijo foram tudo o que eu precisava escutar.
E, naquele instante, o mundo parou,
e eu só conseguia olhar pra você.
Como pode alguém despertar tanto em mim e ainda me fazer querer mais de você?
Eu sei que nem tudo será tão fácil, que existem batalhas que vamos enfrentar.
Mas, se for pra atravessar os dias difíceis,
que seja contigo, com sua mão na minha a me acompanhar.
Porque eu não quero apenas os seus dias bonitos, quero conhecer cada parte de quem você é.
Quero seus risos, seus medos, seus sonhos, e ser seu abraço quando o mundo pesar.
Quero os beijos demorados, as conversas que não têm hora pra acabar, o carinho escondido nos pequenos gestos e a paz que encontro só de te abraçar.
Porque, por trás dos códigos e metáforas,
existia um sentimento difícil de esconder.
Eu tentava encontrar palavras bonitas, mas nenhuma parecia suficiente pra falar de você.
E você disse sim.
E como explicar o que senti ao perceber que você também queria ficar?
Meu coração, que já era tão seu em silêncio, agora tinha a liberdade de te amar.
20 de outubro, às 18h40: o dia em que te pedi pra ficar, sem saber que, ao ouvir seu sim, eu teria ainda mais motivos pra me apaixonar.
E, minha menina, se me perguntarem o que eu quero, não preciso de muito para responder: quero o privilégio de viver a vida contigo, e descobrir, todos os dias, novas razões pra escolher você.
Não sei quantas páginas ainda nos esperam, nem tudo o que o futuro vai trazer.
Mas, se existe algo que quero em cada capítulo, é encontrar você em cada um deles.
Porque eu não quero te amar só neste instante, nem fazer do nosso começo o mais bonito que haverá.
Quero que o tempo passe e, mesmo depois de tanto, meu coração ainda encontre motivos pra te amar.
E, se naquele dia eu me ajoelhei diante de você, foi porque meu coração já não sabia disfarçar.
Entre tantas coisas que eu poderia pedir à vida, a minha favorita foi ter você pra amar.
E agora, entre tantos sonhos que carrego comigo, existe um que eu quero realizar:
crescer ao seu lado, construir nossa história e nunca perder a vontade de te beijar.
Porque, no fim, entre tudo o que eu poderia dizer, entre mil promessas e mil formas de explicar...
Eu escolhi você naquele 20 de outubro.
E quero continuar escolhendo, te amando e me apaixonando, todos os dias, enquanto a vida nos deixar. ❤️
Não tenho influência nenhuma nem paciência para pedir votos para ninguém. Vamos às urnas e que seja feita a vontade do povo.
Benê Morais
O comportamento humano está muito além da reflexão... Pode a psicologia definir sua mente?
Nem eu me conheço, imagine um desconhecido com diploma.
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A Coroa de uma Rainha, a Maturidade de uma Garotinha
Bebelle tinha a beleza de uma rainha, mas a maturidade de uma garotinha. Havia nela um contraste quase trágico: a aparência de quem nascera para governar salões e conquistar olhares, acompanhada talvez pela dificuldade de compreender que nem todos os sentimentos se curvam diante de uma coroa.
Talvez Northon tenha conhecido Bebelle antes que o tempo começasse a desmanchar sua majestade. Foram amantes, unidos por aquela intimidade que suspende, por algumas horas, as hierarquias do mundo. Entre eles existiu um território sem títulos, sem súditos e sem cerimônias, onde a mulher e o homem precisavam existir para além das personagens que representavam.
Northon talvez tenha conhecido a rainha e, simultaneamente, a menina escondida sob a coroa. A mulher capaz de impressionar pela beleza e pela presença, mas que talvez ainda não tivesse aprendido que a maturidade não consiste em ser admirada, e sim em compreender os outros sem transformá-los em instrumentos da própria necessidade.
Porque há pessoas que amadurecem por fora sem jamais concluir a infância por dentro. Aprendem a conquistar espaços, a ocupar posições e a receber reverências, mas continuam esperando da vida uma proteção que a vida nunca prometeu oferecer. Confundem, por vezes, a atenção com o afeto, a submissão com a lealdade e a permanência dos admiradores com a eternidade do próprio valor.
Se foi assim com Bebelle, somente a história íntima dos dois poderia responder.
O tempo, porém, não reconhece títulos. Envelhece a beleza, dissolve as circunstâncias e desmonta, sem pedir licença, os pequenos impérios construídos sobre o prestígio. A corte se dispersa, os salões se calam e aqueles que antes disputavam a proximidade do trono descobrem subitamente outros interesses. A bajulação, que parecia fidelidade, revela sua verdadeira natureza: nunca pertenceu inteiramente à rainha, mas às vantagens de permanecer perto dela.
Há, nisso, uma ironia cruel. Enquanto reinava, Bebelle talvez acreditasse estar cercada por pessoas que a amavam. Quando o reino desapareceu, restou-lhe a tarefa mais difícil: descobrir quem era quando ninguém mais precisava reverenciá-la.
Northon, que fora seu amante, pertence a uma parte dessa história que o tempo não pode esclarecer por completo. Talvez tenha conhecido suas delicadezas e suas imaturidades, seus encantos e suas contradições. Talvez tenha amado aquilo que existia por trás da majestade ou percebido, ainda durante o romance, que a beleza capaz de conquistar o mundo nem sempre consegue construir uma vida interior à altura das próprias promessas.
Também ele, entretanto, era apenas humano. Ser amante de uma rainha não significava possuir as respostas para os enigmas da mulher. A intimidade aproxima os corpos e, às vezes, as almas, mas não concede a ninguém o privilégio de conhecer inteiramente o outro.
Agora, a coroa pertence ao passado. O tempo fez o que sempre faz: retirou os cenários, desfez as aparências e deixou a existência diante de sua verdade mais elementar. Sem palácio, sem corte, sem a antiga reverência, Bebelle tornou-se apenas uma mulher diante da vida que lhe coube viver.
E talvez a tragédia de sua história não esteja em ter perdido a majestade, mas em descobrir, tarde demais, que nenhuma majestade poderia protegê-la da solidão, do envelhecimento ou da indiferença do mundo.
A beleza pode fazer uma mulher parecer uma rainha; somente a maturidade lhe ensina que ninguém nasceu para ser súdito de seus caprichos.
E Northon?
Talvez tenha guardado a lembrança de uma rainha que, nos momentos de intimidade, deixava a coroa sobre a mesa e revelava a menina que ainda habitava dentro dela. Talvez tenha compreendido que amar alguém não significa ignorar suas limitações, assim como reconhecer suas fragilidades não apaga necessariamente a beleza do que foi vivido.
No fim, os amantes também envelhecem dentro da memória. O desejo perde sua urgência, as lembranças mudam de temperatura e aquilo que um dia pareceu eterno adquire a delicadeza melancólica das coisas que já não podem ser recuperadas.
Bebelle teve a beleza de uma rainha e talvez a maturidade de uma garotinha. Northon foi parte de sua intimidade, mas não poderia ser o guardião de seu reino.
Porque nenhuma paixão consegue deter o tempo, e nenhum amante pode amadurecer no lugar de quem ama.
A coroa caiu. A corte partiu. E a menina, finalmente sozinha diante do espelho da existência, já não precisava parecer uma rainha. Precisava apenas descobrir quem era quando ninguém mais a chamava de majestade.
Não tenho vocação para pedir votos para quem quer que seja. Vamos ás urnas, e que seja feita a vontade do povo.
Benê Morais
O Solitismo foi desenvolvido por Willian Zon, em Ouricuri, Pernambuco, Brasil. Criado pelo mesmo autor do Zonismo, surgiu como uma filosofia independente, dedicada à liberdade individual, à privacidade e às relações humanas. Seu princípio central é o Modelo do Desconhecido, que propõe uma vida mais reservada, com menos intimidade social e maior autonomia pessoal.
Bebelle perdeu a coroa, e com ela se dissipou a corte de aduladores que confundia reverência com afeto e conveniência com lealdade. O silêncio ocupou o lugar dos aplausos, revelando, sob o verniz das aparências, a velha hipocrisia das relações humanas. Mas havia, também, uma via de mão dupla: talvez Bebelle tenha acreditado demais no poder que exercia e compreendido tarde demais a fragilidade dos laços que o sustentavam.
Foi infeliz. E a vida, indiferente aos títulos que os homens inventam para si mesmos, não lhe concedeu privilégios diante da morte, do tempo ou da doença. Essas forças antigas não reconhecem majestades, não se curvam diante de coroas, nem poupam aqueles que um dia pareceram intocáveis.
Assim, pouco a pouco, a vida a despojou de tudo aquilo que parecia torná-la grande. O palácio deixou de lhe pertencer, os súditos desapareceram, e a solidão, paciente e inevitável, ocupou os espaços antes preenchidos por vozes e reverências.
Agora, Bebelle está quietinha.
Talvez, no silêncio em que repousa, exista a última lição de uma existência que conheceu os privilégios do poder, mas não conseguiu preservar o calor dos vínculos humanos. Porque há uma diferença abissal entre ser cercado por pessoas que se curvam à nossa importância e ser amado por aquelas que permaneceriam quando já não tivéssemos importância alguma.
No fim, a vida retira os adornos, dispersa a corte e fecha as portas do palácio. E o que resta de uma rainha não é a coroa que perdeu, mas a humanidade que talvez nunca tenha conseguido encontrar.
Mentes que sonham e persistem em lutar por seus sonhos não desistem: estão destinadas a brilhar sempre.
Farei de tudo para que amanhã possa ser um pai sem orgulho dos meus filhos. Pois quero ensinar a eles a não ser orgulhosos, porque orgulho leva apenas ao egocentrismo e, isso me faz entender que não existe orgulho para terceiros e , o mesmo não representa o amor que devemos ter uns para com os outros.
Tentando entender as arenas do mundo... A batalha está dentro ou está fora? Quem são os gladiadores, onde acontecem as lutas? Quem são os reais prisioneiros? Onde a luta acontece não é onde o sangue escorre... Meu Deus.
𝓙𝓾𝓻𝓾𝓷𝓪j
Não aceite um 'eu te amo' de quem não faria o mínimo esforço para insistir na relação, caso ela precisasse. @R_Drigos
Se uma pessoa vive procurando por outras pessoas mas ninguém procura por ela não seria uma forma de masoquismo insistir nisso?
Essa é a história da Daniele. Daniele faz questão de pessoas que não fazem questão dela. Ao meu ver ela não se valoriza, não trata as pessoas da mesma forma como é tratada. Muitos acham triste ser sozinho, pode até ser triste para quem não gosta de ficar sozinho, mas não é mais triste do que mendigar afeto. Sozinhos todos nós somos e sozinhos partiremos. Daniele ganharia infinitamente mais se investisse numa relação com ela mesma.
Se um grupo não te aceita pelo que você é por que cargas d'água você vai querer fazer parte desse grupo? Imagino que deve ser triste para alguém que faz questão da companhia de outras pessoas não ser procurado por ninguém mas até isso serve para a pessoa refletir se de fato vale a pena continuar correndo atrás de quem não se importa com ela.Triste para mim é isso, mendigar afeto, atenção de pessoas que não sentem afeto por você.
Tantas pessoas carentes de companhia que não se valorizam, que preferem ter amizades falsas a ficarem sozinhas consigo mesmas. Isso sim é triste e não a solidão. A solidão é uma excelente oportunidade de exercitar o autoconhecimento, o crescimento pessoal e um meio indispensável para se relacionar melhor com os outros. Investir em si mesmo é sempre o melhor investimento.
A Daniele já deveria ter aprendido que devemos tratar as pessoas como elas nos tratam. Se ninguém a procura ela deveria fazer o mesmo e não procurar por ninguém. Se achassem que ela é importante ninguém deixaria de procurar por ela, as pessoas fariam questão da companhia dela em suas vidas.
Tem gente que não consegue ser pai nem mãe de ninguém apesar de ter filhos. E ainda há quem condene os honestos consigo mesmo que optaram por não ter filhos.
