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Pensamentos Mais Recentes

⁠Lar é onde você estiver, amigão.

Inserida por pensador

⁠Eu não tenho um povo.

Inserida por pensador

⁠Eu só receio que você não se adapte aqui se ficar saindo do planeta o tempo todo.

Inserida por pensador

A mentira tem pernas curtas Mas pode percorrer longas distâncias e, ainda que seja pequena, pode provocar grandes estragos Por onde passa.
Verdade ou mentira?

Nem Tudo Precisa Florescer

Se for preciso partir para que eu seja feliz, então não vá — deixe como está.
Continue regando as plantas, mesmo que as flores não cresçam; as folhas também são um grande ornamento, tão importantes quanto perfumar.
Embelezar também faz parte.

Caí no golpe do amor. Não perdi dinheiro, e sim meu coração.

sozinha

já não é ausência
amadurece em silêncio
quase doce
quase liberdade
penso no que nasce
quando ninguém atravessa
minha produção sem ruído
sem moldura alheia
sem o peso do olhar que mede
o que surge de mim
talvez seja mais cru
mais meu
descubro
sou eu
Lilian Morais

⁠O caçador ético nunca abate além dos limites permitidos. É preciso manter a distância necessária do alvo para dar a este a chance de escapar, de sobreviver, mesmo que você tenha fome.

Ana Paula Maia (escritora)
Assim na terra como embaixo da terra. Rio de Janeiro: Record, 2017.
Inserida por pensador

⁠O mundo mudou, e ele também, mas não na mesma sintonia.

Ana Paula Maia (escritora)
Assim na terra como embaixo da terra. Rio de Janeiro: Record, 2017.
Inserida por pensador

⁠No fim, somos todos livres, porque, no fim, estaremos mortos.

Ana Paula Maia (escritora)
Assim na terra como embaixo da terra. Rio de Janeiro: Record, 2017.
Inserida por pensador

⁠O confinamento de homens assemelha-se a um curral de animais. O gado é abatido para se transformar em alimento; os homens, por sua vez, são abatidos para deixarem de existir. Não é um lugar de recuperação ou coisa que o valha, é um curral para se amontoarem os indesejados, muito semelhante aos espaços destinados às montanhas de lixo, que ninguém quer lembrar que existem, ver ou sentir seus odores.

Ana Paula Maia (escritora)
Assim na terra como embaixo da terra. Rio de Janeiro: Record, 2017.
Inserida por pensador

⁠Sua alma e seu corpo não pertencem mais a você. Seu direito de saber também não. Só vai saber o que eles quiserem que você saiba.

Ana Paula Maia (escritora)
Assim na terra como embaixo da terra. Rio de Janeiro: Record, 2017.
Inserida por pensador

O tempo resolve o que a pressa complica.

A ignorância mais perigosa é aquela que tem certeza de que está certa.

A mente fechada é o terreno fértil da ignorância.

Saber pouco e achar que sabe tudo é o começo da ignorância.

A ignorância alimenta o erro.

Antes de tudo tenha bom senso - saiba pensar e saiba ver o porquê das coisas. A sabedoria do raciocinio abre as portas da fé e acompanha de mão dada a gratidão. Uma fé cega não ajuda e só causa atrito. Seja grato, e ser grato é bonito, mas não seja subserviente!

Ter empatia e dar acolhimento da melhor forma por amor, a todos aqueles que sofrem por questões físicas, mentais, neuro divergências e espirituais, é exercer a plena liberdade de vida e sanidade, e com isto receber a personalíssima validade sem vaidade, de ida e vinda para qualquer lugar, no humanitário passaporte pessoal.

Todos somos escravos de algo, principalmente de nós mesmos. Se até Diógenes, o homem mais livre, era escravo de si mesmo, quem somos nós para debater a liberdade? Diógenes despojava-se das correntes da escravidão da sociedade, fazia o que dava na telha e espalhava sua sabedoria com seu lampião e seu corpo da forma que veio ao mundo, com seus cachorros. Porém, Diógenes não era totalmente livre, ele era escravo de si mesmo, escravo da sua vontade. A questão é: não existe a verdadeira liberdade. Todos somos escravos de algo; o ser humano tende a se escravizar pouco a pouco com o tempo, limitando sua própria liberdade e se prendendo na moralidade e em valores sociais. O ser humano é um escravo eterno do mundo e de si mesmo.

Uma planta molhada
na menina dos olhos
da manhã nublada.

Inserida por Jorge-Floriano

"espero um dia encontrar a zona de conforto de que tanto falam"

"que o leão de amanhã seja mais manso e compreensível que o de hoje"

"todos nós precisamos de alguém em quem confiar - até mesmo os animais"

⁠Talvez o simples fato de alguém abrir um debate, já militando, já negue a honesta vontade em debater qualquer pauta.


Há uma diferença sutil — e ao mesmo tempo bastante abissal — entre quem entra em uma conversa para compreender e quem entra apenas para vencer. 


O primeiro escuta com desconforto, com a humildade intelectual de quem admite não saber tudo; o segundo fala com a urgência de quem já decidiu tudo, antes mesmo da primeira palavra alheia ser dita.


Quando o debate já nasce contaminado pela certeza inabalável, ele deixa de ser encontro e se torna encenação. 


Argumentos passam a ser munição, não pontes. 


Perguntas deixam de buscar respostas e passam a servir como armadilhas retóricas. 


E, nesse cenário, o outro não é mais alguém a ser compreendido, mas alguém a ser derrotado — ou, no mínimo, deslegitimado, demonizado e até desumanizado.


Militar, no sentido mais rígido, é carregar uma causa com convicção. 


Mas quando essa convicção ocupa todo o espaço da escuta, ela se torna um filtro que distorce qualquer possibilidade de diálogo real. 


Tudo o que não confirma crenças pré-existentes é descartado, reinterpretado ou combatido. 


E assim, paradoxalmente, quanto mais se fala em debate, menos ele de fato acontece.


O problema não está em ter posicionamento — isso é inevitável e até necessário. 


O problema surge quando o posicionamento antecede a disposição de ouvir, quando a conclusão vem antes da reflexão, quando o compromisso é mais com a própria identidade do que com a verdade.


Talvez o verdadeiro debate comece apenas quando há risco. 


Risco de rever ideias, de ajustar certezas, de reconhecer pontos no outro. 


Sem esse risco, resta apenas o conforto das próprias convicções — e o eco previsível de quem nunca esteve, de fato, disposto a dialogar.