Pensamentos Mais Recentes
Passei demasiado tempo
à porta de uma casa
que juravas estar a construir.
Levei comigo
paciência,
planos,
amor.
Nunca quis paredes perfeitas.
Só queria sentir
que não era a única
a tentar fazer dali
um lugar para ficar.
Mas há promessas
que, de tanto serem repetidas,
deixam de parecer futuro.
E começam a parecer ausência.
Um dia percebi
que já não estava à espera
que mudasses.
Estava apenas cansada
de esperar por alguém
que só existia
nas coisas que prometias ser.
Não somos apenas pessoas que escrevem. Somos pessoas que cultivam a arte, o pensamento e umas às outras.
Antes Mesmo de Se Ser
É um tocar, e não tocar,
um sentir, e sem sentido,
mas que chega e muda tudo.
Amor não pede explicação,
não cabe em definição.
É palavra que liberta,
é aquilo que se sente
antes mesmo de se ser.
E a perversidade da ingratidão é exatamente essa: quem recebe o espetáculo de graça, sem mérito e sem esforço, quase nunca sabe honrar o que recebeu. O visitante que banqueteou no luxo é o mesmo que sai pela porta dos fundos encontrando defeitos no banquete e tentando destruir a casa por onde passou.
"Apenas a vida como nós a vivenciamos,
trará conhecimento sobre quem somos,
Se cultivas ódio, serás odiado;
Mas, se planta amor, colherá paz e harmonia."
Minha querida tia,
Hoje senti uma vontade enorme de falar com você. Não sei exatamente por quê… talvez porque a saudade apertou um pouco mais, talvez porque existem sentimentos que a gente guarda por tanto tempo que, em algum momento, eles precisam encontrar um caminho para sair.
Então resolvi escrever.
Sou eu, a Dede… aquela garotinha que você conheceu.
Aquela menina cresceu, tia. Criou asas e voou para longe. A vida me levou por caminhos que eu nunca imaginei, para longe de casa, da família, das pessoas que fizeram parte da minha infância e de quem eu sou.
Mas existe uma coisa que o tempo e a distância nunca conseguiram mudar:
o meu coração ainda está aí.
Quando penso em casa, penso em vocês. Quando lembro da minha infância, encontro vocês nas minhas lembranças. E, por mais que a vida tenha mudado, por mais que eu tenha construído uma vida tão longe, existe uma parte de mim que continua pertencendo àquele lugar.
Às vezes sinto uma saudade tão grande que chega a doer.
Saudade de você.
Saudade da família.
Saudade dos tempos em que estávamos todos juntos e eu nem imaginava que um dia sentiria falta até das coisas mais simples.
É engraçado como a vida é… Quando somos pequenos, achamos que aqueles momentos vão durar para sempre. Não pensamos que as pessoas vão crescer, que cada um vai seguir seu caminho, que alguns vão partir, que outros vão formar suas próprias famílias.
A gente simplesmente vive.
E hoje eu daria tanto valor a coisas que, naquela época, pareciam tão pequenas…
Uma conversa.
Uma visita.
Uma tarde qualquer.
Uma mesa cheia.
Um abraço.
Hoje eu sei que eram tesouros.
Às vezes me pego pensando em todos vocês. Lembro dos meus primos quando eram miúdos, das brincadeiras, das crianças que éramos. E então percebo que eles cresceram… Viraram homens, casaram, tiveram filhos.
E eu fico pensando em tudo o que aconteceu enquanto eu estava longe.
O tempo passou tão depressa, tia.
E talvez seja isso que mais aperte meu coração: perceber que a vida está acontecendo aí enquanto eu estou aqui, tão longe.
De vez em quando sonho com aqueles que já partiram. Eles aparecem nos meus sonhos como se ainda estivessem aqui. E nesses momentos parece que Deus me dá alguns minutos para voltar no tempo, para vê-los novamente, para sentir que ainda posso estar perto deles.
Mas então eu acordo.
E fico com aquela sensação estranha no peito… uma mistura de amor, saudade e tristeza.
Porque no sonho eu consegui encontrar quem a vida levou.
E talvez por isso eu tenha tanto medo do tempo.
Tenho medo de que os anos continuem passando e de um dia eu olhar para trás e perceber que deixei momentos importantes escaparem. Tenho medo de perder pessoas que amo sem ter tido tempo suficiente para dizer o quanto elas significam para mim.
Tenho medo de que um dia eu queira voltar e não consiga mais encontrar tudo exatamente como deixei.
Talvez seja por isso que hoje eu queira te dizer:
Eu sinto muito a sua falta.
Sinto falta de vocês mais do que às vezes consigo admitir.
E tenho um desejo enorme de voltar. De encontrar vocês. De sentar perto de você. De ouvir sua voz. De conversar sobre a vida. De saber como você está. De olhar para você e, finalmente, matar um pouco dessa saudade.
Queria poder te dar um abraço daqueles bem apertados… daqueles que não precisam de palavras.
Um abraço onde eu pudesse colocar todos esses anos de distância.
Toda a saudade que ficou.
Todas as lembranças.
Todo o amor.
Talvez, quando eu te encontrar, eu chore. E talvez nem consiga explicar por quê.
Mas, se isso acontecer, apenas me abrace.
Porque naquele abraço vai estar a Dede que cresceu, que foi embora, que conheceu outros lugares e viveu tantas coisas…
Mas que nunca deixou de ser aquela menina que tinha uma família, uma casa e um lugar para onde o coração sempre soube voltar.
A vida me fez criar asas, tia.
Eu voei.
Mas aprendi que criar asas não significa esquecer de onde a gente veio.
E eu nunca esqueci.
Vocês continuam sendo parte de mim. Das minhas raízes, das minhas histórias, das minhas lembranças mais bonitas.
E, mesmo estando tão longe, existe um lugar dentro de mim onde vocês continuam todos juntos, exatamente como nas minhas melhores lembranças.
Talvez eu não diga isso com a frequência que deveria.
Talvez a distância, a correria e a própria vida façam a gente deixar para depois aquilo que realmente importa.
Mas hoje eu não quero deixar para depois.
Quero que você saiba que eu te amo.
Que amo a minha família.
Que sinto saudades.
Muita saudade.
E que, apesar de todos esses quilômetros entre nós, nunca houve distância suficiente para apagar o amor que sinto por vocês.
Espero que a vida ainda me dê muitos encontros.
Muitos abraços.
Muitas conversas.
Espero ainda ter tempo de sentar ao seu lado e olhar para você sem precisar de uma tela ou de uma distância no meio.
E quando esse dia chegar, tia, talvez eu simplesmente te abrace bem forte.
E naquele abraço você vai entender tudo aquilo que eu não consegui dizer em palavras.
Com todo meu amor e toda a saudade que carrego comigo,
Dede. ❤️
Um amor inesquecível é aquele que permanece vivo na memória, mesmo quando o tempo passa e a distância cresce. É um sentimento tão profundo que, embora nunca tenha sido escrito em palavras, consegue tocar o coração de quem o lê, despertando emoções intensas e derramando lágrimas sinceras. Esse tipo de amor não se limita a gestos ou momentos, ele transcende, marcando para sempre a alma e transformando a vida de quem o vive.
É nesse amor que encontramos a verdadeira essência da emoção humana: a capacidade de sentir, de se entregar e de ser vulnerável. Ele faz com que cada lembrança se torne valiosa, cada instante ganhe significado e cada silêncio carregue uma história não contada. Um amor inesquecível é como uma poesia não escrita, mas sentida, um misto de saudade e esperança que emociona profundamente, tocando a sensibilidade de todos que o conhecem, mesmo que indiretamente.
Meu tesouro literário. Muitos ainda a ler, porém, após anos, tenho grande parte dos livros que sempre quis.
Edições físicas são fundamentais pra mim, não apenas pelo romance quanto ao livro físico, cheiro do papel, o famoso "cheiro de livro novo", etc, mas também porque não consigo ler em telas devido a fotofobia (além de me distrair muito mais assim, e, particularmente, odiar ler em telas).
Não consigo ler na velocidade que gostaria, por conta das questões de saúde, mas fico extremamente feliz de ter tantos livros e saber que não faltará leitura por muito, muito tempo...
Além disso, é como um tesouro que tenho guardado. Enquanto máquinas digitalizam e destroem livros físicos, deixando todo o conhecimento a mercer da tecnologia e dos que a controlam, podendo editar a realidade dessa forma, eu os guardo e acumulo em minha coleção pessoal, para que esse conhecimento nunca se perca, e nada nem ninguém ouse destruí-los.
- Marcela Lobato
O amor inesquecível é aquele que transcende o tempo e as palavras — uma chama que arde no peito, deixando marcas profundas que nenhum verso jamais conseguiu descrever. É a sensação de encontrar na alma do outro um reflexo tão puro que cada momento juntos se torna eterno, fazendo com que até o silêncio fale mais alto que qualquer declaração.
Pássaros
Pássaros morrem todo dia.
Não importa se ele cantou,
alto,
se foi feliz,
se voou,
voou,
voou sem destino.
Pássaros morrem todo dia.
Todo dia morre um pássaro.
Todo dia.
Todo dia.
Chorar ao ler sobre o amor não é sinal de fraqueza, mas sim a prova da intensidade com que a vida nos toca quando permitimos sentir profundamente. O amor transforma simples momentos em eternidades guardadas na memória, faz do silêncio uma melodia e da ausência uma presença constante. É nesse paradoxo que reside sua beleza e sua dor, uma jornada que ninguém nunca escreveu por completo, porque cada coração escreve sua própria história com lágrimas e sorrisos entrelaçados.
O amor é uma força invisível que molda a alma de maneiras que palavras comuns jamais poderão capturar. Ele é a essência que habita silenciosamente em nossos corações, despertando emoções tão profundas que chegam a ferir e curar ao mesmo tempo. No amor verdadeiro, encontramos nossa própria vulnerabilidade exposta, um território onde nos arriscamos a perder tudo para ganhar a autenticidade do sentimento mais puro.
O QUE ALLAN KARDEC PRETENDE DEMONSTRAR NA REVISTA ESPÍRITA DE DEZEMBRO DE 1866?
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
O artigo publicado por Allan Kardec na Revista Espírita de dezembro de 1866, reunindo manifestações da imprensa francesa não espírita, está longe de ser uma simples compilação de notícias ou opiniões dispersas. Trata-se de uma construção argumentativa cuidadosamente elaborada, na qual Kardec procura demonstrar um fenômeno histórico e filosófico: as ideias fundamentais do Espiritismo já penetravam a sociedade, mesmo quando muitos de seus defensores rejeitavam o próprio nome da Doutrina.
Seu objetivo não era provar apenas a existência de simpatizantes declarados, mas evidenciar que determinados princípios espíritas como:
A existência de Deus, a sobrevivência da alma, a individualidade após a morte, a continuidade da vida espiritual e o progresso moral do ser humano, começavam a surgir naturalmente no pensamento filosófico, literário e científico do século XIX.
Kardec inicia seu raciocínio com uma afirmação que resume toda a tese:
“Por mais que digam e façam, as ideias espíritas estão no ar; vêm à luz de qualquer maneira, na forma de romances ou de pensamentos filosóficos, e a imprensa as acolhe desde que não seja pronunciado o nome Espiritismo.”
A expressão “as ideias espíritas estão no ar” revela uma compreensão sociológica da propagação das ideias. Para Kardec, uma doutrina não se consolida apenas pelo número de seus adeptos formais, mas pela capacidade de transformar gradualmente o pensamento coletivo.
Ele utiliza, inclusive, a conhecida referência de Molière: assim como o personagem Sr. Jourdain, em O Burguês Fidalgo, fazia prosa sem saber, muitos pensadores do seu tempo defendiam conceitos essencialmente espíritas sem reconhecer essa ligação.
A FILOSOFIA ESPÍRITA PENETRA PELA PORTA DAS IDEIAS.
Kardec apresenta aquilo que podemos chamar de a porta filosófica do Espiritismo. Segundo sua análise, muitos intelectuais já haviam ultrapassado o materialismo absoluto e admitiam uma realidade espiritual, embora sem aceitar as manifestações mediúnicas.
Entre os exemplos citados está Charles Duveyrier, apresentado pelo jornal Le Temps em 14 de novembro de 1866. O pensador afirmava que o homem não desapareceria após a morte, mas continuaria participando da marcha progressiva da Humanidade.
Kardec observa que Duveyrier já aceitava elementos essenciais da filosofia espírita: a existência da alma, sua sobrevivência e sua participação no processo evolutivo. Faltava-lhe apenas conhecer a explicação espírita completa.
Outro exemplo é Louis Jourdan, que, escrevendo ao filho desencarnado Prosper, declara sentir sua presença em uma vida superior. Para Kardec, essa manifestação revela uma convicção íntima da sobrevivência espiritual e aproxima-se ainda mais dos princípios espíritas, pois demonstra a aceitação da continuidade da vida após a morte.
Também cita George Sand, especialmente por suas reflexões apresentadas em Mademoiselle de la Quintinie. A escritora rejeitava a ideia de penas eternas e defendia que o ser humano poderia reparar seus erros em novas experiências existenciais.
Para Kardec, esses pensamentos demonstravam que a sociedade intelectual caminhava espontaneamente para concepções compatíveis com o Espiritismo.
OS FATOS:
A PORTA QUE A CIÊNCIA NÃO PODIA IGNORAR.
Além da propagação das ideias, Kardec apresenta outro elemento fundamental: os fatos espirituais que desafiavam as explicações tradicionais.
Ele escreve:
“Por outro lado, como é anunciado, uma porção de fenômenos se produzem, que parecem afastar-se das leis comuns e atordoam a Ciência, na qual em vão buscam a sua explicação.”
Kardec argumenta que os fenômenos mediúnicos não deveriam ser rejeitados pelo simples fato de parecerem extraordinários. Para ele, a história da ciência demonstrava que muitos grandes conhecimentos nasceram justamente da investigação de fenômenos inicialmente considerados estranhos.
Ele recorda o caso de Glück, compositor do século XVIII, cuja suposta previsão envolvendo Maria Antonieta foi divulgada pela imprensa. Kardec observa que críticos do Espiritismo admitiam possibilidades como a “segunda vista” ou a previsão de acontecimentos, mas recusavam aceitar a explicação espiritual oferecida pela Doutrina.
A mesma lógica aplica às mesas girantes. Respondendo ao escritor Ponson du Terrail, que ironizava os fenômenos, Kardec demonstra que um fato aparentemente simples pode conduzir a grandes descobertas:
“Há a mesma relação que existe entre o vosso corpo, quando valsa, e o vosso espírito, que o faz valsar; entre a rã que dançava no prato de Galvani e o telégrafo transatlântico; entre a maçã que cai e a lei da gravitação que rege o mundo.”
Seu argumento é metodológico: o valor científico de um fenômeno não está em sua aparência inicial, mas naquilo que pode revelar quando investigado com seriedade.
A DIFERENÇA ENTRE O ESPIRITUALISMO FILOSÓFICO E O ESPIRITISMO EXPERIMENTAL.
O ponto central do artigo está na afirmação de que muitos homens já haviam alcançado uma parte da verdade espiritual, mas permaneciam sem a comprovação experimental.
Kardec afirma:
“O que diz a mais o Espiritismo? Que essas mesmas almas revelam sua presença por uma ação direta, e que estamos incessantemente em comunicação com elas.”
Para ele, a mediunidade representa a passagem da hipótese para a experiência. O Espiritismo não seria apenas uma filosofia consoladora sobre a sobrevivência da alma, mas uma doutrina que procurava investigar essa sobrevivência através dos fenômenos.
Assim, na visão kardequiana, o espiritualismo filosófico respondia à pergunta: “a alma existe?”
O Espiritismo acrescentava outra questão: “a alma pode manifestar-se e demonstrar sua continuidade de existência?”
A CONSEQUÊNCIA MORAL:
O ESPIRITISMO COMO TRANSFORMAÇÃO DO HOMEM.
Kardec encerra o artigo com o caso do Sr. Pagès, divulgado pelo jornal L'Écho d'Oran em 24 de abril de 1866.
Impedido de receber sepultamento religioso por ser espírita, Pagès relata a transformação íntima que a Doutrina produziu nele:
“O Espiritismo fez de mim um outro homem.”
Esse testemunho possui grande importância para Kardec, pois demonstra que a validade de uma ideia também pode ser observada pelos seus frutos morais.
A Doutrina não seria apenas uma investigação sobre o mundo invisível, mas uma filosofia capaz de desenvolver no ser humano sentimentos de fraternidade, responsabilidade e solidariedade.
CONCLUSÃO.
No artigo da Revista Espírita de dezembro de 1866, Allan Kardec procura demonstrar que o Espiritismo não era um fenômeno passageiro, mas uma corrente de pensamento que avançava por diferentes caminhos.
Pela via filosófica, aproximava-se dos grandes pensadores que reconheciam uma realidade espiritual.
Pela via dos fatos, apresentava fenômenos que exigiam investigação.
Pela via moral, demonstrava sua capacidade de transformar indivíduos.
Sua tese fundamental era que o Espiritismo não dependia apenas do reconhecimento de um nome, porque suas ideias já estavam presentes no pensamento humano. Para Kardec, a Doutrina avançava porque encontrava apoio simultaneamente na razão, na experiência e na transformação moral do indivíduo.
O artigo de dezembro de 1866 é, portanto, uma defesa da tese de que o Espiritismo representava não apenas uma crença, mas uma etapa no desenvolvimento histórico do pensamento humano.
Fonte:
KARDEC, Allan. Revista Espírita — Jornal de Estudos Psicológicos, dezembro de 1866. Paris: Administração da Revista Espírita.
Obs. Abaixo na foto ilustrativa:
Allan Kardec e George Sand.
O certo e o errado não são convenções sociais; são reflexos do caráter de Deus.
Ao longo da tradição filosófica, a verdade foi frequentemente tratada como um conceito a ser investigado pela razão. Mesmo quando considerada absoluta, permanecia uma categoria intelectual. Jesus, porém, faz uma afirmação sem paralelo: Ele não apenas ensina a verdade nem apenas a define; Ele declara: 'Eu sou a verdade'. Na perspectiva bíblica, a verdade deixa de ser apenas um conceito filosófico para ser revelada plenamente em uma Pessoa.
A interpretação apocalíptica:
1. A mulher da besta, que simboliza a corrupção do sacerdócio universal.
2. A besta de sete cabeças e dez chifres, que representa os reinos corruptos do mundo.
📖 Apocalipse 17
“Em vez de tomar muitos medicamentos para tratar teus males, cuide melhor e com constância do teu corpo e de ti mesmo.”
Antes de você, eu colecionava dias; depois de te conhecer, aprendi a cultivá-los. Não é o teu sorriso que me prende, mas a paz que encontro quando o mundo desaba e, ainda assim, no teu olhar, existe um amanhã. Eu não te amo pelo que és, mas pelo que me torno quando caminho ao teu lado: um homem inteiro, sem medo de ruir. Se um dia a vida nos separar, saiba que levarei comigo o melhor de nós, pois escolho, todos os dias, caminhar e crescer ao teu lado.
Ter condições de ter acesso a um espaço físico, não quer dizer que você pertence a ele.
Inclusão é uma coisa, pertencimento é outra totalmente diferente.
Pense nisso.
Há amores que não se anunciam, mas se reconhecem no olhar que se encontra. O meu não pediu licença, apenas se fez presente, como a certeza que não precisa de provas. Em você, descobri que o infinito não é uma distância, mas um instante compartilhado. E é nessa simplicidade, no ato cotidiano de escolher você de novo a cada manhã, que mora a mais profunda das declarações. Não prometo eternidades, prometo presença. E que a nossa história seja escrita na calmaria de um sentimento que não precisa de testemunhas para ser verdadeiro.
A velha árvore
Tombou a velha árvore.
A Mãe Natureza preparou a grama macia para recebê-la.
O tempo não ceifou seus galhos. Deixou que tombasse com seu orgulho de nascença.
Tombou a velha árvore na madrugada.
Silenciosa. Não fez barulho algum.
Comportou-se orgulhosa, com todas as suas lembranças, e foi deslizando devagar.
Levou consigo as memórias de suas sementes, que agora levarão seu cerne para sempre.
Tombou a velha árvore.
Mas suas sementes ficaram.
