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NA INTIMIDADE DA SOMBRA QUE RESTA.
"A rejeição se tornou amiga da solidão."
E assim, sem anúncio, sem ruptura visível, duas presenças tornaram-se desiguais dentro do mesmo abismo. Um ama como quem se entrega à lâmina. O outro permanece como quem apenas toca a superfície da ferida sem jamais habitá-la.
"Arrasto da amada a sua veste que se despe em tom sem prisma e em mortalha, sepultando em cova rasa a razão que preste, mas num toque suave beija o pulso, e para dentro do abismo dá-se impulso, no mesmo lábio que dá seu ósculo ao fio da navalha."
Há, nesse gesto, uma contradição que dilacera. Amar mais é cair primeiro. É sentir antes. É permanecer depois. Enquanto o outro, talvez sem culpa consciente, apenas transita. Não se fixa. Não se perde. Não se entrega ao ponto de dissolver-se.
Na escuridão íntima, tudo conduz à mesma presença ausente. Cada memória não consola, apenas reafirma. Cada silêncio não apazigua, apenas amplia. Tudo traz. Tudo leva. Como se o próprio sentir fosse uma corrente invisível que ora devolve o rosto amado, ora o arranca com violência inaudita.
E aquele que ama mais não possui refúgio. Porque mesmo quando tenta afastar-se, leva consigo o que deseja esquecer. E mesmo quando deseja esquecer, recorda com uma precisão cruel.
A rejeição, então, não fere apenas pelo afastamento. Ela fere porque revela a medida desigual do sentir. Um abismo entre dois. Um que cai. Outro que observa.
E no fundo desse abismo, não há encontro. Apenas a permanência de quem caiu primeiro e nunca mais encontrou o chão.
Desastre
Venha, Deus à terra
deite sobre ela a sua gentileza.
Venha, Senhor depressa
mas Venha de escudo e espada,
de colete e de armas,
pois o tempo é outro
mas a sua criação permanece
contra o tempo e a ordem
contra paz e o amor
sem o próximo e o dever.
Venha, meu Rei à terra
mas prepare-se bem
que mares de novo se erguendo
e a terra vão varrer.
Venha, Omnipotente com cuidado
que a doutrina foi esquecida,
o pão está escasso
e o peixe corre.
O vinho ainda o há
e se acaba
nas veias de outro se escava
a tiro e à facada.
Haver bebida é sobreviver
haver luta é poder.
Venha, Omnipresente venha
proteja-se da melhor forma,
que todo o canto é buraco
e debaixo os ossos,
que antes eram carne viva,
de tão pontiagudos de partidos
usados como armas
nos ferem o pensamento.
Venha, ó Grandioso
e veja a sua arte derreter,
a tinta azul a corromper
e o verde em escassez,
onde a tela é escorregadia
e o brilho não vem do sol
mas dos olhos furtivos.
O cego aprendeu com os olhos enganar,
a criança para a guerra foi brincar,
as mães, porque outro lhes nasceu,
sempre a chorar
e os pais a morrer sem parar.
Líderes se inventam
ninguém os quer comprar.
Só porque numa cadeira se sentam
acham que o Seu mundo podem comandar.
Maldito seja o fruto,
tantos anjos e nenhum impediu,
tantas feras que grandes
dentes tinham
e que tamanhas forças possuíam
a árvore não quiseram derrubar.
Tixa Gomes
Nunca faça a vontade de pessoas,
mas foque no seu trabalho,
para não deixar de lado,
a qualidade e ser apenas,
um a mais!
"TUDO EU POSSO, MAS NEM TUDO ME CONVÉM" Apóstolo Paulo. DEVEMOS COLOCAR EM PRÁTICA ESTÁS PALAVRAS, PARA NÃO CAIRMOS EM TENTAÇÃO DE PRATICAR COISAS ERRADAS." Ademar de Borba
"Jesus não é o dono da empresa que te chama para uma entrevista; Ele é o dono da empresa que se vestiu de estagiário para suar do seu lado e depois te entregou as chaves, dizendo: 'Agora somos sócios, o que é meu é seu, e a gente vai transformar esse lugar juntos.'"
Há um caminho no meio do buraco,
há um buraco no meio do caminho.
Será que o caminho virou o buraco,
ou o buraco já se tornou o caminho?
Há um caminho no meio do buraco,
há um buraco no meio do caminho.
Será que o caminho virou o buraco,
ou o buraco já se tornou o caminho?
Essa cratera nada mais é que o descaminho, o retrato da nossa omissão cotidiana, que vai se normalizando. Se perpetuando.
Enquanto alguns seguem contornando, fingindo não ver.
Cuidado para
não cair no buraco.
Cuidado para não se perder.
Não é à toa que, quando o erro vira rotina, a queda deixa de assustar.
Condeúba precisa despertar,
para o começo de uma nova consciência,
ou esse abismo vai soterrar até a nossa dignidade.
Esse buraco vai acabar é engolindo a cidade.
E quando não houver mais escombro,
nem saída pra manter a evasão,
vamos entender, finalmente, que esse buraco nunca foi só no chão.
"Quando as Folhas Caem"
Adoro como as folhas caem,
quando e onde elas pousam, se lançam
ao impossível e improvável
e apenas caem;
Adoro o balançar delas ao vento
à procura de abrigo,
um colo seguro
que se possa aconchegar.
Adoro a leveza delas
o modo como voam, planam
e apenas caem;
não um cair nervoso
com medo,
mas um cair
de se libertar.
Adoro como as folhas caem,
é parecido como se erguer
e caminhar.
Como aprendem as crianças
longe do seio materno
a viver, correr e a sonhar.
Aprendo com elas,
aqui abstruso e absorto
entre pensamentos
sob um céu de reticências,
aguardando apenas
o momento
quando elas caem.
"Para quem tem o destino traçado, o tropeço não é uma queda, é um impulso; é o momento em que o solo tenta te segurar, mas acaba servindo de mola para que o seu próximo passo seja o dobro da velocidade de quem nunca saiu do lugar."
Porque você me teve
como ninguém jamais ousou
e me viu partir
como quem não sabia o que estava perdendo
para se dar conta somente agora
agora, o exato momento em que não há mais nada que se possa fazer...
Só passe lateral, bola recuada, cruzamento mal feito, jogador no chão...e fim de jogo. Que futebol sofrível o brasileiro.
Benê Morais
"Onde a maioria vê um problema intransponível, o estrategista vê o degrau que faltava para a próxima fase."
