Pensamentos Mais Recentes
"A vida não se eleva à grandeza pela soma dos dias que se acumulam, mas pela densidade moral que os preenche. Não é o calendário que consagra a existência, mas a profundidade das virtudes cultivadas e a autenticidade dos afetos que, silenciosamente, florescem no jardim interior da nossa alma."
“A existência não se engrandece pelo acúmulo dos dias, mas pela intensidade moral que lhes dá substância. Não é o calendário que confere nobreza à vida, e sim a profundidade das virtudes amadurecidas e a autenticidade dos afetos que desabrocham, em silêncio, no jardim interior da alma.”
A legitimidade da nossa Falibilidade não nos desobriga da Correção, fugir disso é desperdiçar a Grandiosa Oportunidade de tornarmos Mais Humanos.
Há um conforto bastante perigoso em admitir que somos falhos e, a partir daí, transformar essa constatação em salvo-conduto para permanecer no erro.
Como se reconhecer a imperfeição fosse suficiente, como se a consciência, por si só, já nos redimisse.
Mas definitivamente, não.
Há uma distância essencial entre admitir a falha e se comprometer com a mudança — e é nessa travessia que a humanidade se reconstrói de fato.
Errar é inevitável, quase estrutural à nossa condição humana.
Mas corrigir-se é escolha, é esforço, é enfrentamento do próprio ego.
Exige encarar o desconforto de rever certezas, de admitir que aquilo que defendíamos talvez nunca tenha sido tão sólido quanto imaginávamos.
E esse movimento, embora incômodo, é profundamente transformador.
Quando utilizamos a falibilidade como justificativa para a inércia, deixamos de evoluir.
Tornamo-nos versões repetidas de nós mesmos, presos a ciclos de erro que já não nos ensinam mais nada.
A falha, então, perde seu caráter pedagógico e passa a ser apenas um hábito mal resolvido.
Ser mais humano não é errar menos — é corrigir melhor.
É assumir responsabilidade sem se esconder atrás de desculpas romantizadas e sofisticadas.
É entender que a imperfeição não é um ponto final, mas um ponto de partida.
No fim, talvez a verdadeira desumanização não esteja no erro em si, mas na recusa em aprender e reaprender com ele.
Reconheça a energia das pessoas. Tem gente que anda com você, convive com você, mas não torce por você.
Sem nó
Deus mora nos detalhes; o diabo, porém, nas distrações. Por isso, o porquê é o caminho de todo aquele que busca ser sábio.
Caíste...
do alto sublime em queda,
ou fuga da irídia tenaz...
a quem sabe do outono semblante,
mártir, o fulgente capataz.
Caíste...
em terra vultosa,
destronada, quedante em dor,
tal homem, fulcror impingente,
ou serpente, sedante, à ruína, depor...
Saulo Nascimentto
Amo escrever sobre amor
Um poeta que escreve, nunca poderá sê-lo
Escrevo sobre o amor, porque sou incapaz de amar
E sinto-me triste, porque de amor não hei de morrer
Morro hoje, pela falta do mesmo
Morro pela falta de amor
Se é pela minha falta de amor ou da falta do amor de alguém
Eu ainda terei que descobri
Não sou poeta, nem planejo ser
Sou eu, ou é o que eu digo para mim mesmo
Sou alguém que sente muito
E para os que muito sentem, escrever se torna, em sua máxima, sua única esperança
Então escrevo, não por amor, ou por mim
Mas para sentir, sentir que não estou morto
O Pintor de Sua Própria Dor
Um olhar triste carrega uma alma machucada.
Por mais que os lábios se exponham, os olhos não acompanham.
É triste olhar pela janela e ver uma paisagem igualmente triste.
Como proteger os quadros que vejo? Como servir de ombro ao pintor que encanta, mas em quem a felicidade não habita?
Os sinais de pânico explodem, e meu coração dói.
Não consigo conter o rio que escorre.
A ferida é grande e talvez não venha a sarar.
Por isso, é fácil a tristeza se instalar; difícil é consolar.
Compartilhar a dor também faz parte e, mais importante, é saber que não se está só.
"Um homem não pode fazer o certo numa área da vida, enquanto está ocupado em fazer o errado em outra. A vida é um todo indivisível. Mahatma Gandhi" É DIFÍCIL TAL FATO NÃO OCORRER, SER TRANSPARENTE É UMA GRANDE VIRTUDE E CORROBORA COM A ATITUDE CRISTÃ" Ademar de Borba
A obra "Coleção de Gravetos" faz parte da produção literária e musical de Michel F.M. (pseudônimo de Bruno Michel Ferraz Margoni), um artista multifacetado que transita entre a poesia, a filosofia e a música. [1, 2, 3]
Contexto e Estrutura
O livro está inserido na chamada "Trilogia Flores do Pântano" (prevista para o biênio 2025-2026), que agrupa obras marcadas por uma exploração densa de temas existenciais e poéticos. Assim como outros trabalhos do autor, "Coleção de Gravetos" frequentemente dialoga com experimentações sonoras e spoken word presentes em sua discografia. [1, 2]
Análise Temática
Com base no perfil do autor e no título da obra, a análise pode ser dividida em três pilares principais:
A Estética do Fragmento: O título sugere a reunião de "pequenos pedaços" — ideias, memórias ou observações cotidianas que, embora pareçam frágeis isoladamente (como gravetos), formam uma estrutura sólida quando coletados. Isso reflete a formação de Michel em Neuroeducação e Filosofia, unindo a análise do pensamento ao sentimento poético.
Existencialismo e Cotidiano: Como o autor se define como um "perito em contradições", a obra tende a explorar o conflito entre o trivial e o profundo. Há um foco no respeito à natureza e na observação atenta do mundo, utilizando uma linguagem que busca ser leve, mas carregada de camadas interpretativas.
Multilinguagem: A "Coleção de Gravetos" não deve ser vista apenas como um texto isolado, mas como parte de uma experiência artística maior. Michel F.M. utiliza a escrita para processar o pensamento ("uma escrita que se faz enquanto se pensa"), muitas vezes conectando a estética ao político e ao social. [1, 2, 3, 4]
Onde encontrar
A obra está disponível em plataformas digitais como o Google Play Livros e no acervo de publicações independentes do Clube de Autores. [1, 2]
Um corpo biológio precisa de uma consciência para existir, porém uma consciência não precisa de um corpo biológico para existir, a consciência está acima do plano material, ela não é constituída por elementos perecíveis ao tempo e espaço.
Junto ao Poço
Uma mulher, junto ao poço, estava
Em plena luz do meio-dia
Lá, ela encontrou um rio
E dele águas vivas fluíam
Essas águas invadiram seu ser
Mostraram suas impurezas
E levaram todas as suas dúvidas
Tudo o que restou foi gratidão
Agora, inundada de amor,
Ela correu e fluiu como um rio
E cada pessoa que encontrou
Foi alcançada por essa água
E recebeu uma vida nova!
