Pensamentos Mais Recentes

A democracia perde sua substância quando os procedimentos permanecem formalmente intactos, mas as condições materiais de participação são sistematicamente negadas.

Os indivíduos somente são plenamente destinatários do Direito quando também podem reconhecer-se como participantes da formação legítima das normas que os governam.

A legitimidade jurídica não pode repousar exclusivamente na autoridade de quem decide, mas na possibilidade racional de justificar a decisão perante aqueles que serão afetados.

A complexidade social não elimina a necessidade do Direito; torna ainda mais indispensável sua capacidade de estabilizar expectativas sem paralisar a transformação.

O Direito estabiliza expectativas precisamente porque a sociedade precisa confiar que determinadas consequências permanecerão juridicamente reconhecíveis.

O Prédio que Aprendeu a Escutar possui um núcleo narrativo suficientemente abrangente para dialogar com diferentes campos. O mesmo romance pode interessar a alguém que estuda Direito, a um profissional de RH, a um contador, a um administrador ou a um leitor de ficção psicológica.

Quando todo mundo olha para o mesmo lugar, o que vale a pena costuma estar ao lado.

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Quando eu te ver,
Lembre-se quando eu te contar do punhal.
Dos animais que compraram sadismo.
Do canivete rasgando meu pulso na neblina escura.
Mordi o pingente da corrente de prata.
Você se lembra de pouco agora.
Não somos mais os mesmos.

- Ramile Godon

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Cada bipe daquele monitor não contava apenas os meus batimentos; contava as novas chances que o universo me dava de reescrever a minha história. Durante quase um mês, o mundo lá fora continuou girando no seu ritmo frenético, enquanto o meu tempo foi forçado a desacelerar até o limite. Naquele silêncio quebrado apenas pelo som frio dos aparelhos, eu olhei para trás. Olhei para todas as vezes em que reclamei da rotina, do trânsito, dos pequenos problemas e das expectativas que eu mesmo criava. Percebi, da forma mais dura possível, o quanto a gente desperdiça energia com o que não importa, esquecendo de agradecer pelo que há de mais sagrado: a própria existência.
A UTI não foi apenas um lugar de cura para o meu corpo; foi o solo sagrado onde a minha alma foi reconstruída. Ali, despido de qualquer vaidade ou pressa, entendi que a vida não é o que planejamos para o futuro, mas sim o ar que entra e sai do peito no exato segundo de agora. Cada dia vencido naquele quarto era uma batalha silenciosa, um pacto de fé entre a minha vontade de ficar e a generosidade do universo em me permitir continuar.
Por isso, saí daquele quarto deixando para trás a minha versão que apenas sobrevivia. Levei comigo alguém que agora sabe exatamente o valor de estar vivo.
Eu não apenas recebi alta; eu recebi um passaporte para uma nova vida. Não volto para o mundo para ser a mesma pessoa de antes. Volto com os olhos limpos, com o coração blindado de gratidão e com uma pressa bonita de ser feliz, de abraçar quem amo e de não perder mais nenhum segundo com reclamações vazias. Se a vida me deu uma segunda chance, eu farei com que cada novo batimento seja um hino de vitória. Eu venci, eu mudei, eu renasci!

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Pensei telefonar-te,
mas decidi 
escrever-te um poema;
a tua voz
já mora tão fundo
em mim.

Me amava coisa nenhuma, só queria bulinar naonde eu mijo...

Eu sei que tem doído, doído constantemente, deveras, de forma latente e eu subestimei o modo com esse término me afetaria. A madrugada, contudo, para mim, sempre foi um período cheio de epifanias e em uma dessas noites eu me surpreendi lembrando da citação de Clarice que diz que escrever uma maldição, mas uma maldição que salva. É curioso como podemos esquecer de nós mesmos em meio a dor. Nosso corpo entra em estado de alerta e tudo que sentimos é dor, tudo que vemos é a perda e ficamos anestesiados para o resto do mundo. E quase que eu me esqueci que o tempo não para nem vai esperar. E quase que eu me esqueci que na minha vida, nos momentos de crise, o mergulho na poesia foi sempre minha salvação. Escrever é uma maldição, mas uma maldição que salva e que já me salvou incontáveis vezes ao longo da vida. Eu não sei por que fui amaldiçoada com poesia desde cedo, mas se essa maldição já me libertou antes, ela pode muito bem me libertar de novo.
Talvez escrever exorcize minha dor… Talvez a salvação apoteótica estivesse dentro de mim o tempo todo e eu estivesse concentrada demais naquilo que não foi para perceber… Talvez eu tenha sim me perdido no meio do caminho e esteja voltando a me encontrar.Shakspeare menciona na peça “O menestrel” , uma das quais aprecio muito, na verdade, que é necessário plantar seu jardim e decorar sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores.
Eu esperei por flores por tempo demais, mais do que seria saudável para alguém esperar e eu pude contar nos dedos as que efetivamente recebi. Esta semana eu iniciei minha horta, voltei a malhar, coloquei os pés na terra e lembrei de me nutrir, porque eu posso perder algumas folhas secas no meio do caminho mas não as minhas raízes.
Espero ser capaz de amar de novo no futuro, ser amada com reciprocidade e ter ao meu lado alguém que tenha coragem de lutar por um futuro comum. Eu acho que eu mereço isso.
Espero que esse veneno se dissipe e a dor estanque de uma vez. Até lá eu sangro, vou sangrando, vivendo, estudando, escrevendo e me nutrindo das coisas boas que a vida colocar no meu caminho. Perdoe o gerúndio assassino, a hipérboles e minhas imperfeições

A partir disso veio a raiva. A raiva absurda por ele ainda viver e respirar, a ânsia de que um rolo compressor passasse por cima dele. Desejei que ele morresse, perdesse o dinheiro, o carro, o cargo. Desejei que ele experimentasse a própria perdição. Senti o veneno acinzentar meu coração e regozijei ao imagina-lo perder tudo que ele considerou mais importante que eu. Então senti de repente que morrer já não era o bastante para ele. Ele tinha que viver para sofrer. Ele precisa viver para que me veja alçar voos mais alto, alcançar objetivos que ele nunca será capaz. Ele tem que me ver crescer, viajar, ser nomeada, brilhar, prosperar, casar, ter filhos e pensar que poderia estar ao meu lado vivendo uma vida infinitamente mais feliz.

Na sequência veio a barganha e eu quis me esbofetear por sentir saudades e lembrar dos bons momentos como uma boba apaixonada. Eu mesma me recriminava por sentir saudades, como se houvesse uma luta, uma guerra civil dentro de mim, ora querendo ele de volta, ora querendo extermina-lo.⁠

O homem sábio, não deve se abalar com a instabilidade da sorte, nem com as mudanças repentinas do mundo.

O que vale a vida, é a defesa do meu quintal para o bem estar de minha família . Fora dele, é território alheio e problema deles...
𝓙𝓾𝓻𝓾𝓷𝓪j

Quem precisadiminuir alguémpara se sentir maior,
já revelou seu tamanho!

O topo não pertence aos apressados, o topo pertence aos constantes.

"Quem vive de aparências acaba refém da própria encenação."

O excesso de certezas é inimigo da consciência.

A aparência convence os olhos, mas não sustenta a mascara.

Aprendi algo sobre Deus: Ele sabe transformar esperas em testemunhos e lágrimas em sorrisos. Sua bênção chegará diante daqueles que duvidaram de você, não para se vingar, mas para mostrar que, quando Deus decide honrar, ninguém pode impedir!