Pensamentos Mais Recentes
Amor-próprio não nasce da noite para o dia. Amor-próprio é construção, é resultado de muita coragem. É consequência de anos de renúncia até tornar-se nossa voz sem que tenhamos que dizer nada.
“PAI, É CHEGADA A HORA"
CAPÍTULO VIII
LIVRO: MIGALHAS DA GRANDE MESA.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Encontramos durante a vida íntima um instante na existência tão pessoal que a alma deixa de fugir de si mesma. Não é o momento do conforto. Não é a hora da facilidade. É o ponto exato em que o espírito compreende que já não pode permanecer infantil diante das responsabilidades morais da própria consciência.
Quando Jesus ergue os olhos ao Alto e pronuncia:
“Pai, é chegada a hora.”
não fala apenas do martírio que se aproxima. Fala da consumação de uma missão. Da maturidade espiritual que aceita o dever sem revolta. Da lucidez daquele que compreende que nenhuma grande transformação nasce sem renúncia.
Em Evangelho de João capítulo 17, o Cristo não demonstra desespero. Também não se vitimiza diante da dor iminente. Sua oração possui serenidade moral. Há grandeza psicológica em Suas palavras. Ele sabe o que O aguarda. Conhece a ingratidão humana, o abandono, a violência e a crucificação. Ainda assim, não retrocede.
Essa passagem revela uma das maiores diferenças entre o ego humano e a consciência iluminada. O homem comum pede que a hora difícil não chegue. O Cristo ensina a preparar-se para atravessá-la com dignidade.
Muitos desejam crescimento espiritual, mas poucos aceitam os processos que o produzem. Querem sabedoria sem silêncio. Vitória sem disciplina. Paz sem transformação íntima. Contudo, as horas decisivas da vida são inevitáveis. Elas chegam para todos.
Chega a hora da verdade. Chega a hora da perda. Chega a hora da responsabilidade. Chega a hora de abandonar velhos vícios emocionais. Chega a hora de amadurecer moralmente.
Sob a ótica espírita, a expressão do Cristo possui profundidade ainda maior. A Doutrina Espírita esclarece que a existência corporal é campo educativo da alma. Cada espírito reencarnado possui tarefas, provas e aprendizados necessários ao próprio aperfeiçoamento. Existem momentos em que o ser humano percebe interiormente que determinados ciclos terminaram. A consciência começa então a convocá-lo para um degrau mais elevado de entendimento.
Em O Evangelho Segundo o Espiritismo compreende-se que o sofrimento não representa punição arbitrária, mas mecanismo educativo da evolução espiritual. A “hora” mencionada por Jesus simboliza também o instante do testemunho moral. O momento em que o espírito demonstra, diante da vida, aquilo que realmente assimilou.
Muitos conhecem teorias religiosas. Poucos vivem o Evangelho quando a própria dor lhes bate à porta.
A hora espiritual não é anunciada por relógios. Ela surge silenciosamente dentro da alma. Às vezes manifesta-se numa enfermidade. Noutras vezes aparece na perda de alguém amado. Em certos casos nasce na solidão profunda, quando o indivíduo percebe que construiu uma existência inteira sustentada por aparências.
Então o espírito desperta.
E esse despertar quase sempre dói.
O mundo moderno ensina o homem a distrair-se de si mesmo. Há excesso de ruído e escassez de introspecção. As pessoas fogem do silêncio porque receiam encontrar a própria consciência. Entretanto, somente quem enfrenta a verdade interior consegue amadurecer espiritualmente.
Jesus não fugiu da Sua hora.
Essa é a lição central.
Ele poderia rebelar-se. Poderia amaldiçoar os homens. Poderia desistir da humanidade ingrata. Mas escolheu permanecer fiel ao amor até o fim. Essa fidelidade moral constitui uma das maiores expressões de grandeza espiritual já testemunhadas pela Terra.
Essa passagem convida o leitor a refletir sobre quantas vezes adiamos nossa própria transformação. Quantas vezes esperamos circunstâncias ideais para começar a viver com autenticidade. Quantas vezes pedimos luz enquanto continuamos alimentando sombras interiores.
A maturidade espiritual começa quando o indivíduo para de perguntar: “Por que comigo?”
e começa a perguntar: “O que esta experiência precisa ensinar ao meu espírito?”
Toda alma possui sua hora inevitável. O instante em que precisará escolher entre permanecer prisioneira das ilusões ou avançar moralmente.
Existem pessoas que passam décadas evitando essa travessia. Outras atravessam o sofrimento e emergem dele mais humanas, mais sensíveis e mais conscientes da presença divina.
O Cristo não glorificou a dor. Ele glorificou a fidelidade ao bem mesmo atravessando-a.
Essa diferença muda tudo.
A verdadeira fé não elimina as noites da alma. Ela concede sentido para suportá-las sem perder a dignidade da consciência. Talvez a grande tragédia humana não seja sofrer. Talvez seja atravessar a existência inteira sem compreender para que se sofreu.
Quando Jesus diz: “Pai, é chegada a hora.”
ensina que existe beleza moral naquele que aceita com coragem os compromissos da própria missão espiritual.
Porque a alma que amadurece deixa de pedir caminhos fáceis. E começa a pedir forças para permanecer justa, lúcida e fiel ao amor, mesmo diante das sombras do mundo.
Fontes consultadas.
Evangelho de João.
O Evangelho Segundo o Espiritismo.
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Eu não posso fazer nada se o meu 'não' te desagrada. O meu compromisso é agradar a mim mesma. E confesso: isso já me dá um trabalhão danado.
Corações que se recusam a tratar suas próprias fraturas internas tendem a esmagar os passos de quem apenas tenta caminhar ao seu lado, restaurar a si mesmo é o esquadro que impede que os teus abismos antigos virem os tropeços do amanhã de alguém.
Frases, textos e citações by Josy Maria
É o desgaste pelo injusto e pelo abuso que pesa no fim do dia, e não há ingratidão em admitir que isso desmotiva. A alma cansa do que é absurdo. Mas, ao deitar a cabeça no travesseiro, escolho não acalentar o que me feriu. Fico com a minha fé. Fico com a certeza absoluta de que tudo o que é ruim é provisório e que esse agora que tanto incomoda vai virar só uma página no livro da minha vida. Minha vontade de vencer permanece intacta. Com Deus me deito, sabendo que o amanhã será melhor.
Josy Maria 19/05/2026
“O valor de um líder está na forma como trata seus liderados; e o valor de um liderado está na forma como trata seu líder.”
— Anderson Silva
A verdadeira força não reside apenas na densidade da matéria que conseguimos mover, mas na precisão com que esculpimos a nossa própria essência. Assim como a mente racional decodifica o caos em ordem, o espírito resiliente transforma a força bruta em virtude, usando o prumo da consciência para garantir que cada nova camada construída nos eleve em direção ao nosso alinhamento mais perfeito.
Mesmo que a distância tente nos afastar, o nosso sentimento sempre encontrará um caminho para nos unir, nos lembrando de que estarmos bem e sintonizados juntos é o que nos mantém verdadeiramente fortes.
A verdadeira solidão é quando o reflexo no espelho parece o único ponto de partida e o único ponto de chegada.
Estar sozinho é habitar um castelo de ecos, onde cada pensamento bate nas paredes da mente e volta com o dobro do volume. Não há ruído externo que disfarce o som do próprio peito batendo no vazio. É a sensação de ser uma ilha que se move no oceano, vendo os barcos passarem ao longe, todos com destinos certos, enquanto você flutua na densidade da própria existência.
Caráter não é honrar só o que foi assinado ou registrado em cartório. Caráter é honrar o que foi dito e, sobretudo, o que não precisa ser dito.
O que a indústria vende não é cura, é dependência. Lembre-se: um corpo livre de doenças ameaça o trono de quem lucra com a desgraça alheia.
Paulistana! Vegetariana; politicamente (neutra); Cristã; Assistente Jurídica; Bacharel em Direito e Pós Graduada em MBA em Cálculos Judiciais e Atuariais/ Pós Graduada Cálculos Trabalhistas; Perita Judicial e Extrajudicial - Especialista em Documentoscopia Digital - Judicial e Extrajudicial; Bacharel em Ciências Contábeis! formada em Matemática...; Pós Graduada em Psicopedagogia Clínica e Institucional; cursando FARMÁCIA e QUÍMICA; PÓS GRADUADA EM PSICANÁLISE CLINICA AVANÇADA, se especializando na PÓS EM TRANSTORNOS PARAFÍLICOS (PSICANÁLISE)!
Pós Graduada em EAD (Especialista em monitoria em AVA); Graduada em Artes Plásticas;, formada em curso Profissionalizante pelo CEFAM; vários outros cursos para aperfeiçoamento constante.
Rosimara Saraiva Caparroz
QUIMERA FEMININA
O cruel coração sentiu toda a tragédia...
Sim! Ela me olhava com dois olhos brilhantes que armazenavam a luz, dois olhos ardentes de desejos, enquanto eu viajava deles para eles, fingindo estar calmo e adormecido, sentindo o calor do vulcão atrás deles...
Fitado ali, na profundidade, no vão da imaginação, vagueando o olhar na transparência ou opacidade de um vestido de organza, aquele tecido lhe tocando macio e vestindo aquela pele rosada e indefesa, tão singela, cobrindo a visão do céu em um ser tão hostil em sua essência, cheia de horrores...
Logo após, vagueei pelo deserto do sonho e voltei sem nada, apaixonado, suspirando, transpirando e apertando os espinhos...
Rosimara Saraiva Caparroz
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INCREDULIDADE
A morte, por si só, nunca foi a obsessão que assombra a vida da humanidade desde os tempos mais remotos, mas sim o desejo pela imortalidade que, infelizmente, está associado ao sonho de manter a juventude eterna ligada a frescuras inesgotáveis.
Isso porque, para os incrédulos, uma vida eterna devastada pela fraqueza, pelas doenças, pelas deficiências, pelas limitações, pelo declínio do corpo e pela deterioração dos sentidos não seria senão a somatória da infelicidade com a miserabilidade, de tal forma que o sonho da imortalidade se transforma em um verdadeiro pesadelo, e a morte avassaladora passa a ser vista como um desejo.
Rosimara Saraiva Caparroz
