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UM CEMITÉRIO.
Um cemitério.
É o que vejo ao olhar onde os homens depositam suas esperanças.
Digo-o enquanto percorro as alamedas da minha própria alma e leio as lápides. Aqui jaz a esperança que depositei num amigo; ali, a que pus numa teoria, num partido, em alguém, em mim mesmo.
O homem não crê que a esperança lhe seja dada. Crê que a produz, que a possui. Quem não a recebe de Deus precisa fabricá-la, e a fabrica nos homens: enterra em terra de homens o que era do Senhor, e nada lhe é devolvido.
Depositamos nossas esperanças em mortais, depois exigimos deles aquilo que só Tu, Senhor, podes dar, depois os odiamos por não darem.
Escolhemos a ilusão porque ela não exige joelhos dobrados. A esperança em Deus pede humildade; a esperança no homem pede apenas ambição.
Contudo, Tu, de quem a esperança vem, não és coveiro. És Juiz, e julgarás justos e injustos. Achava que eu precisava de Cristo para que pudesse realizar grandes coisas, e um dia eu descobri que Cristo é a grande coisa.
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"Deixo-vos este conhecimento diante dos vossos próprios olhos: se quereis que a vossa força aumente pela vibração e pelos sons, escutai e aprendei.
Praticai os instrumentos da antiguidade — desde os primórdios já consagrados —, os instrumentos de sopro, as flautas, os hinos e todos os tipos de harpas. Afinal, os pássaros entoam cantos que refletem a própria criação dos céus e da terra; todas as criaturas louvam e elevam as suas preces a Deus. A verdadeira música é esta: a que está conectada aos nobres valores por meio dos animais, dos instrumentos e de toda a harmonia natural.
Tudo aquilo que passar disso está ligado à corrupção, à degradação moral e à destruição psicológica e intelectual, afetando tanto o coletivo quanto o indivíduo. Esse desvirtuamento destrói o espírito, enfraquece as forças superiores e rebaixa o homem à mais profunda perda da virtude. Pois Deus concedeu os instrumentos para que os homens gerassem vida por meio deles, assim como os animais zelam pela vida em prol de suas criações e procriações.
Nerfelys é amigo dos animais. Pois cumpre-se nele o que está escrito nas Escrituras: "Pois com as pedras do campo será a tua aliança, e as feras do campo estarão em paz contigo" (Jó 5:23). Esta aliança manifesta-se nele e estende-se a todos. Mesmo as feras mais brutas, desde as maiores até as mais pequenas, não o ferem; pelo contrário, acolhem-no e o protegem, porque nele não há inimizade, mas sim luz para com todos. O leão deita-se sobre a sua barriga, a cobra enrola-se em seu braço, o corvo pousa em seu ombro e o tigre pede o afeto de suas mãos. Os pássaros louvam, cantam o seu nome e bendizem a sua vontade."
— Nerfelys Sylefren
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Não bastasse o Corporativismo nas instituições, ainda tem a Passação de Pano dos civis apaixonados.
Há algo profundamente inquietante numa sociedade em que a lealdade se sobrepõe à consciência…
Em que a defesa de um grupo se torna mais importante do que a busca pela verdade e em que o erro, dependendo de quem o comete, deixa de ser erro para se transformar em algo justificável.
Parece que, para muitos, a moral não é um princípio, mas um instrumento seletivo: rigorosa com os adversários, complacente com os aliados.
O Corporativismo Institucional já é, por si só, uma perigosa distorção ética.
Quando aqueles que deveriam fiscalizar, corrigir e responsabilizar passam a proteger uns aos outros, a instituição deixa de servir ao propósito que a legitima e começa a servir à própria preservação.
Mas o problema se agrava quando essa blindagem encontra, do lado de fora, uma legião de defensores voluntários, dispostos a relativizar qualquer absurdo para preservar a imagem daqueles por quem nutrem admiração, conveniência ou paixão ideológica.
É nesse momento que a crítica deixa de ser compreendida como um exercício de cidadania e passa a ser tratada como uma declaração de guerra.
Questionar torna-se ofender.
Exigir coerência torna-se perseguição.
Apontar contradições torna-se agir de má-fé.
E, assim, em vez de se discutir a legitimidade dos fatos, discute-se a suposta intenção de quem teve a coragem de expô-los.
O mais curioso — e também o mais trágico — é que muitos daqueles que se consideram defensores da justiça acabam se tornando cúmplices daquilo que condenariam com bastante veemência se fosse praticado pelo lado oposto.
Não percebem, ou não querem perceber, que, ao proteger alguém de toda crítica, não estão defendendo a justiça, mas concedendo privilégios morais a quem jamais deveria estar acima dela.
A paixão, quando desprovida de autocrítica, transforma-se numa espécie de cegueira consentida.
O indivíduo já não enxerga o que acontece; enxerga apenas aquilo que precisa enxergar para continuar retroalimentando seu viés.
Os fatos tornam-se inconvenientes, as evidências tornam-se suspeitas e as contradições são cuidadosamente acomodadas no confortável travesseiro das justificativas.
Afinal, reconhecer o erro de quem admiramos exige algo que nem todos estão dispostos a oferecer: a coragem de rever até a si mesmos.
Porque, muitas vezes, não defendemos determinada pessoa por aquilo que ela faz, mas pelo que representa para a nossa identidade.
Admitir que ela errou significa, para alguns, admitir que também se enganaram.
E há quem prefira sacrificar a própria lucidez a experimentar o desconforto de uma desilusão.
Eis a armadilha: quando a lealdade exige o abandono da consciência, já não estamos diante de fidelidade, mas de submissão.
Quando a admiração exige silêncio diante do absurdo, já não estamos diante de respeito, mas de idolatria.
E quando a defesa de alguém depende da desqualificação de toda crítica, talvez o problema não esteja apenas naquele que é defendido, mas também naquele que se recusa a enxergar.
Uma sociedade verdadeiramente madura não é aquela em que todos concordam, tampouco aquela em que as pessoas deixam de admirar instituições, lideranças ou figuras públicas.
É aquela em que ninguém precisa abdicar da própria consciência para demonstrar pertencimento.
É aquela em que a verdade não muda de natureza conforme o crachá, o cargo, a ideologia ou a preferência afetiva de quem a confronta.
No fim das contas, o caráter de uma pessoa não se revela apenas pelas injustiças que denuncia, mas, sobretudo, pelas injustiças que tolera quando cometidas por aqueles de quem gosta.
A verdadeira integridade começa quando somos capazes de condenar no nosso próprio lado aquilo que jamais aceitaríamos no lado oposto.
Porque o maior perigo não está somente em quem pratica o erro, nem em quem o encobre por dever de ofício.
Está também em quem, tendo liberdade para pensar, escolhe não fazê-lo; em quem, podendo questionar, prefere aplaudir; em quem, diante da evidência, fecha os olhos e ainda se orgulha da própria cegueira.
Afinal, instituições podem se proteger por interesses, pessoas podem se calar por conveniência e multidões podem se mobilizar por paixão.
Mas nada disso transforma o injusto em justo, o absurdo em razoável ou a mentira em verdade.
A realidade não tem a menor obrigação de corresponder às nossas paixões.
É a nossa consciência que tem a obrigação de não se ajoelhar diante delas.
Soberano é o tempo. Ele se faz enquanto se concede sem fazer nada de graça... Barganha à base de troca e no final nos leva... Seu lado perverso se faz sentir nas filas e nos encontros.
𝓙𝓾𝓻𝓾𝓷𝓪j
No meio do Caminho
Estando eu num caminhar estrelado composto com belos brilhos brilhantes
O azul noturno é o estimulante
Para observar completamente abismado
Não olho só pra céu se não eu caiu
O chão também é um guia
Apesar dos pés serem fincados
A mente voa solta e mansa como quem canta e dança ao som de uma bela canção.
vibração, é.. não tem como fugir
Somos a própria em estado latente
Como o mar e a lua , com sua imagem crua
Reluz potente, faz do mar a corrente
Corrente que leve e trás, realiza e refaz.
Seguindo caminhando como quem planta uma semente e espera paciente o brotar desta flor, que perfuma , alegra e colore
Expressado de maneira tão nobre.
No caminho tem muito espinho
Mais reflete com carinho
Como seria se a bela sereia
Unisse os mistérios dos caminhos
O Poeta Fala de Amor,
porque representa o nosso SENHOR...
Compra-se tudo na Terra,
menos o poeta,
que machuca sem sangrar,
os que não sabem amar!
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“Tem gente que sabe exatamente o mal que causou, mas prefere conviver com o peso da consciência a ter a coragem de pedir perdão.”
Depois do debate de ontem, só me restou uma certeza: o famoso ditado que diz que a mentira tem perna curta foi atualizado para “a mentira tem nove dedos”.
POESIA DE ANANINDEUA
PROCURAVA ELE UM NOVO AMOR
E O ENCONTROU POR UM MILAGRE.
ELE A CONHECEU NA IGREJA
QUANDO ELA ORAVA PELA VERDADE.
Somos seres em construção. Cada experiência nos ensina, cada erro nos corrige e cada aprendizado nos transforma. Não somos hoje exatamente quem fomos ontem, nem seremos amanhã quem somos hoje. A vida é um processo contínuo de revisão, atualização e amadurecimento. O importante não é estar pronto, mas estar disposto a aprender, evoluir e se reinventar.
De dose em dose, metamorfose.
