Pensamentos Mais Recentes
Nenhuma religião é verdadeira meu filho(a), Deus não criou nenhuma, todas são criações humanas tolas, rale bastante e sofra ganhando salário mínimo e fazendo investimento para o seu futuro no presente.
Enquanto pedalava a minha bicicleta
pensando "quando" iria tirar as rodinhas.
Os pássaros voavam sem as preocupações de onde estariam os galhos.
Jamais pense que tudo terminou. Ao final de qualquer situação, entrega o teu coração Àquele que pode transformar a tua vida, pois Deus continua escrevendo as páginas da tua história. Os Planos Dele são sempre maiores e infinitamente melhores.
Lhe peço desculpas,
andava tão distraído a
ponto de não perceber que era amor..
Que era borboleta,
Que era flor.
QUANDO A AFLIÇÃO FECHA ATÉ A PORTA LARGA.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
A afirmação é profunda. Até mesmo a porta larga, que simboliza as facilidades morais e as ilusões do imediatismo, torna-se inviável diante da aflição verdadeira.
O sofrimento possui uma pedagogia severa. Ele desestrutura as falsas seguranças, dissolve as máscaras sociais e expõe a nudez espiritual do ser. Aquilo que parecia amplo e confortável revela-se estreito e insuficiente quando a dor visita o espírito.
No ensino do Cristo, conforme registrado no Evangelho segundo Mateus 7 13 e 14, a porta larga conduz à perdição. Contudo, quando a aflição se instala, até mesmo esse caminho de ilusões perde sua aparência de viabilidade. O prazer não consola a culpa. A superficialidade não sustenta a consciência inquieta. O orgulho não cura a angústia.
Sob a ótica espírita, segundo a interpretação moral consolidada em O Evangelho segundo o Espiritismo, capítulo 5, Bem aventurados os aflitos, a dor é instrumento de progresso. Não é punição arbitrária, mas mecanismo de reajuste e esclarecimento. A aflição obriga o espírito a confrontar-se com a própria realidade. Nesse confronto, a porta larga deixa de ser opção plausível, porque o sofrimento exige verdade.
A crise existencial é o grande desmascarador. Ela revela que não há fuga psicológica capaz de suprimir as leis morais que regem a vida. O indivíduo pode tentar evadir se pela distração, pelo poder ou pela negação. Entretanto, quando a aflição é autêntica, essas vias mostram se impotentes.
Nesse sentido, a dor, paradoxalmente, estreita o campo das ilusões e conduz o ser à necessidade da porta estreita. Não por imposição externa, mas por exaustão das alternativas inferiores. O espírito, cansado de enganos, começa a buscar consistência.
A porta larga é possível apenas enquanto a consciência permanece adormecida. A aflição desperta. E, ao despertar, o ser percebe que não pode mais regressar à antiga superficialidade.
A dor fecha caminhos ilusórios para abrir horizontes de maturidade.
E é nesse momento decisivo que o espírito compreende que a única passagem verdadeiramente viável é aquela que conduz à retidão, à responsabilidade e à fidelidade ao Cristo.
Fiquemos assim então:
Entre nós dois,
cabe somente as flores de um jardim.
A rua que divide as calçadas,
o lago que divide as margens.
O inverno, os galhos vazios e as folhas no chão.
Que secas, sem vida, anunciam em nós uma nova estação.
O recomeço diário de de cada manhã.
O renascer e o morrer ao fim de cada estação.
Relacionamentos não quebram por falta de perfeição
quebram pela ilusão de que alguém não deveria errar , nem você.
Marcilene Dumont
LÉON DENIS.
12 DE ABRIL DE 1927.
A TRANSIÇÃO DO CONSOLIDADOR DA FILOSOFIA ESPÍRITA.
No dia 12 de abril de 1927, em Tours, desencarna Léon Denis, figura magna do pensamento espírita, cuja existência se entrelaça à continuidade e ao aprofundamento da obra iniciada por Allan Kardec. Sua partida não representa um término, mas uma transição coerente com os princípios que ele próprio elucidou com rigor filosófico e densidade moral.
Nascido em 1 de janeiro de 1846, na modesta localidade de Foug, de origem humilde, Denis construiu-se a si mesmo mediante esforço autodidata, cultivando disciplinas como história, geografia, ciências sociais e contabilidade. Tal formação não acadêmica formal, porém profundamente disciplinada, conferiu-lhe um pensamento livre de academicismos estéreis e orientado pela observação racional e pela introspecção filosófica.
Seu encontro com a Doutrina Espírita ocorre aos 18 anos, por meio da leitura de O Livro dos Espíritos. Esse contato não apenas o esclarece, mas o convoca. A partir de então, sua trajetória transforma-se em um apostolado intelectual, voltado à defesa, sistematização e difusão dos princípios espíritas, sempre com ênfase na imortalidade da alma, na lei de causa e efeito e na evolução moral do ser.
Diferentemente de um simples expositor, Denis assume o papel de continuador filosófico, aprofundando as bases morais e metafísicas do Espiritismo. Sua escrita revela uma cadência reflexiva, onde razão e espiritualidade não se opõem, mas se harmonizam sob uma lógica superior.
Entre suas obras mais significativas, destacam-se:
"Depois da morte"
"O porquê da vida"
"Cristianismo e espiritismo"
"O grande enigma"
"No invisível"
"O problema do ser, do destino e da dor"
"O além e a sobrevivência do ser"
"Joana d’Arc, médium"
Nessas produções, percebe-se uma constante. A tentativa de reconciliar o homem com sua própria essência espiritual, oferecendo-lhe não apenas consolo, mas responsabilidade diante de sua própria consciência.
Sob a ótica doutrinária, conforme exposto em O Evangelho segundo o Espiritismo, capítulo 6, item 5, lê-se:
"Venho, como outrora, entre os filhos desgarrados de Israel, trazer a verdade e dissipar as trevas."
Tal proposição encontra eco na obra de Denis, que, sem pretender substituir a codificação, amplia-lhe o alcance filosófico e moral, consolidando o Espiritismo como um sistema de pensamento que transcende o fenômeno mediúnico e se estabelece como ética de vida.
A data de 12 de abril de 1927, portanto, não deve ser contemplada com pesar, mas com gravidade reflexiva. Marca o retorno de um espírito que cumpriu, com rara fidelidade, a tarefa de esclarecer consciências e elevar o pensamento humano acima das contingências materiais.
Encerrar-se-á o corpo, mas não a influência. Pois as ideias, quando alicerçadas na verdade e na moral, não se dissipam com o tempo, antes se expandem silenciosamente, alcançando gerações que sequer suspeitam a origem da luz que as orienta.
Autor: Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .
Você cobra perfeição da relação
mas esquece que ela também precisa suportar você inteira.
Marcilene Dumont
Se seu relacionamento fosse perfeito, talvez nem fosse seu
porque você ainda está se lapidando no meio dele.
Marcilene Dumont
Não existe amor sem falhas
porque não existe você sem camadas ainda em construção.
Marcilene Dumont
O Tempo !
Só ele é a resposta certa para nossas perguntas.
Vejam Bem como deixamos de Amar pessoas ou Lugares?
Só com o tempo por que podemos Amar essas coisas por toda a vida e que talvez mesmo o tempo sendo Implacável não saberemos se um dia irá Apagar .
A Única Certeza que Teremos é apenas o Tempo será Capaz de Nós dar estas respostas.
Entre Planos e Passos — A Humildade que Guia o Caminho
No risco de pensar que tudo controlo,
eu desenho mapas — linhas firmes, destinos certos —
e esqueço que a vida respira além do papel.
Traço caminhos com mãos inquietas,
nomeio chegadas, calculo passos,
como se o amanhã fosse extensão da minha vontade.
Mas há desvios que não pedem licença,
portas que se fecham sem ruído,
e encontros que nascem onde nunca planejei pisar.
Então aprendo — não sem resistência —
que planejar é humano,
mas sustentar o caminho… não me pertence por inteiro.
Há uma direção que não grita,
não impõe — conduz.
Silenciosa, firme, paciente.
E nela descubro:
não sou dono dos dias,
mas também não sou estrangeiro neles.
Caminho.
Com intenção — mas sem rigidez.
Com coragem — mas sem arrogância.
Com fé — não apenas no alto,
mas na travessia que se revela a cada passo.
Se o plano muda, não me quebro.
Se o rumo curva, não me perco.
Porque, no fundo, viver é isso:
desenhar com cuidado —
e aceitar, com humildade,
que há mãos invisíveis
aperfeiçoando o traço.
— Paulo Tondella
O problema não é o amor não ser ideal
é você querer um cenário onde você mesma não caberia.
Marcilene Dumont
Não é que o relacionamento seja falho
é que você também chegou com história, marcas e verdade.
Marcilene Dumont
Você não vive um amor perfeito
porque perfeição não sobrevive à presença de alguém real ,nem à sua.
Marcilene Dumont
"Muitas vezes, os maiores monstros que enfrentamos não estão no mundo físico, mas nos rincões da nossa própria mente. Nascemos na complexidade e, por algum motivo enraizado em nós, a plenitude nos soa artificial. Escrevi sobre essa nossa tendência à autossabotagem e como o ruído interno acaba sendo o que nos faz sentir vivos. Convido você a essa reflexão:
O ENTRAVE: POR QUE SABOTAMOS O SOSSEGO?"
Por tantas vezes, abri mão de coisas difíceis para encontrar em situações fáceis o prazer de alimentar meu ego; em outras vezes, nas coisas fáceis, encontrei a robustez para alcançar algo difícil. Aqui, deixo um pouquinho de tudo quanto mostra que o entrave, as lutas diárias e o embate de pensamento e no pensamento, altera a lucidez ou o devaneio no caminhar.
Solucionar questões criadas por monstros invisíveis na alma é bem mais difícil do que no campo físico. Toda nossa realidade, por incrível que pareça, começa na mente, nas categorias e nas camadas que nem mesmo nós, sendo nosso protagonista fiel, conseguimos mensurar. Dito isto, partimos para um lugar que todos desconhecem, mas suspeitamos que existe — bem lá nas profundezas e rincões da mente humana. Não existe o vazio, nem o vácuo, mas sim um ser que nos move, que chamamos de motivação, fé ou esperança, todos fortemente preparados para nos iludir e nos persuadir de forma que sabotemos nossos caminhos.
A chamada mente, dizem, nos distrai e nos sabota o tempo inteiro; é como se víssemos verde e falássemos azul. Hipoteticamente, a maioria das vezes que nos vemos em situações calmas ou de desespero, entramos neste entrave: é verde ou azul? Os fundamentos da alma são um engajamento contínuo de eras ancestrais, uma forma da mente proteger o corpo físico dos atritos reais enquanto a mesma nos adoece por dentro. O caminho para o paraíso pode ser convertido em nuances trazidas e fragmentadas por caixinhas, como: moral, ética, ego, temperança, certo e errado. Vemos a fragmentação e nossa angústia em saber qual caminho trilhar. Não nos deram um roteiro de como sustentar a vida e suas probabilidades, nem uma bússola para navegar em águas calmas ou em mar turbulento.
O interessante é que, quando a vida está calma, chamamos pela turbulência. A impressão é que nascemos para a luta e que viver no sossego é só uma palavra de companhia para o desprezo da nossa inquietude. Algo intrínseco em nós revelou-se nas entrelinhas sem qualquer disfarce: a monotonia nos assusta. Parece que a tempestade é o que nos guia e o conflito é nossa arma mais eficaz quando a felicidade bate à porta.
Nascemos na complexidade e vivemos dela. Nossa arquitetura interna é um labirinto: fomos feitos para o movimento de buscar a saída, não para o repouso de encontrá-la. A plenitude exigiria uma quietude que a nossa mente — ocupada em criar camadas e conflitos — não sabe processar. Viver dessa complexidade significa que o ruído interno é o que nos faz sentir vivos. Por causas profundas e enraizadas, a plenitude nos soa estranha ou artificial; nunca a alcançaremos plenamente porque o ser humano é dotado para se autossabotar, preferindo o embate que conhece ao silêncio que ignora.
O entrave busca estancar situações, paralisar de forma a mostrar caminhos que devemos escolher. Nisto cabe o ajustamento de forças, ideias e ações, que digladiam-se entre si como em uma eterna brincadeira de braço de ferro.
Ysrael Soler
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Foco em Psicologia e Comportamento:
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Foco Literário:
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... e mesmo
uma breve história ecoará
como uma expressiva fração de
uma história maior, na qual, sempre
chegamos no meio, dela uma vez
mais saímos e a ela outra vez
retornamos , sem que jamais
se acabe!
EPIGRAFE...
"Em meio a meu aparente silêncio fiz de
cada instante oração. Sem que você
notasse fiz do meu corpo tua guarda.
Refúgio e proteção. Levei-te em meus
pensamentos. Proclamei teu nome aos
quatros ventos. Bebi da tua essência.
Descansei no teu pecado. Hoje estou
gravada, cravada. Enraizada na tua
espinha dorsal."
Nayara Fernandes..
Assim como o amor, são as flores,
em alguns momentos devemos estar atentos para que não se percamos o momento do encontro.
A busca Vazia.
Que você encontre o caminho
que tanto procura.
Mas, não caia no buraco que se abre enquanto procuras o caminho.
