Pensamentos Mais Recentes
Demonstre fome
Mas não se deixe ser consumida
Por ela
Pois o poder é a forma mais bonita
Da perdição.
Existem amizades tão fortes que nem mesmo o tempo e o espaço
Estrelas e rascunhos
Dimensões e vidas passadas
Podem apagar.
Não há
Erro Relevante ou Irrelevante
o bastante para Relativizar outro.
Erros são Erros!?!
Isso nos convida a abandonar um dos hábitos mais comuns da condição humana: justificar nossos próprios equívocos, apontando os erros alheios.
Com frequência, transformamos a comparação em um mecanismo de defesa.
Se o outro falhou mais, acreditamos que nossa falha pesa menos.
Mas a verdade é que a existência de um erro nunca anula a responsabilidade por outro.
A ética não se sustenta na balança da conveniência.
O fato de alguém agir pior não torna nossa conduta melhor.
Da mesma forma, um pequeno deslize não deixa de merecer reflexão apenas porque existem faltas mais graves.
Cada atitude deve ser analisada por seu próprio mérito ou demérito, e cada consciência responde, antes de tudo, por aquilo que escolhe fazer.
Relativizar erros é um caminho muito perigoso.
Aos poucos, deixamos de buscar a integridade para apenas disputar quem está “menos errado”.
Nesse processo, a Verdade perde espaço para a Conveniência, e a Responsabilidade cede lugar às Justificativas.
Uma sociedade madura não é aquela em que ninguém erra, mas aquela em que cada indivíduo reconhece seus próprios erros sem precisar recorrer aos erros dos outros para amenizar a própria culpa.
E, pasmem, estamos vivendo em tempos de muitas justificativas!
O reconhecimento sincero da falha não diminui a dignidade de ninguém; ao contrário, revela caráter, humildade e disposição para crescer.
No fim, a verdadeira medida da consciência não está na comparação entre culpados, mas na coragem de responder pelos próprios atos.
Porque nenhum erro encontra absolvição na existência de outro, e nenhuma injustiça deixa de ser injustiça apenas porque há uma maior ao lado.
Eu sinto tanta vontade de escrever
E enquanto eu não morrer
Eu vou desenhar com linhas um sonho, de um mundo onde
As palavras não sejam mentiras
E falem sobre amor, dores e verdades.
Quando a noite estava cheia
De temores e as lágrimas corriam
Pelo seu rosto e nossas mãos
Nao haviam se tocado
Eu senti, você me chamar tão profundamente como a lua e o mar
Eu não finjo ser quem não sou, na verdade... Eu finjo sanidade para não ter que ver o sol nascer quadrado!
Terei sempre que ir
Tenho sempre esse espírito aventureiro
Envolvente das maresias
Extensão dos mares
Intensidade singular
Medito nessa ida inevitável.
Às vezes, entendemos mais do que aquilo que é real, compreendemos mais do que a própria realidade. Mas o que é real?
Olhamos o mundo sob a nossa perspectiva. Somos tão vulneráveis. São tantas as nossas vulnerabilidades, aquilo que habita a nossa alma e que, muitas vezes, nos deixa sem saber.
Julgamos, condenamos. Muitas vezes, assumimos o papel de juiz do mundo. Já pensou quando você é o réu? Já pensou quando você está sentado ali e todo mundo te acusa?
É preciso ter autoconhecimento para não se colocar no lugar desse juiz, para não atacar. Enfim, antes de qualquer julgamento banal, é necessário voltar o olhar para se autoanalisar, olhar para si mesmo.
Para se autoconhecer, você precisa olhar no espelho. Eu preciso olhar no espelho e ver, de fato, quem eu sou, para além daquilo que ele reflete.
Nildinha Freitas
Poeta potiguar.
