Pensamentos Mais Recentes

Quando não existe mais amizade no amor, é porque a infelicidade está reinando.

Sob o espectro da perspectiva externa, muitos não enxergam o que sustenta o meu silêncio

Eu nunca perco
esse meu estranho vício,
quase febre, quase delírio,
de acreditar na poesia do viver.


E então,
como um tsunami indomável
de sentimentos e emoções,
arrebento em mim mesma,
invado minhas próprias margens,
transbordo…
e sigo,
encravada,
cravada mesmo,
como farpa na carne do tempo,
nos versos da vida.
✍ @MiriamDaCosta

Você não encontra Deus fora antes de encontrá-lo dentro.

A hipocrisia das datas comemorativas!


No dia 19 de Abril 
o Brasil 
comemora o Índio, 


nos outros 364 dias do ano
colabora á 360° 
para a sua extinção.
✍@MiriamDaCosta

Conhecer-se é enfrentar verdades que podem libertar ou corromper.

O autoconhecimento é o tribunal onde sua alma é julgada todos os dias.

Deus se manifesta na consciência; Lúcifer, na vaidade descontrolada.

O caminho interior revela não apenas quem você é, mas quem você escolhe ser.

Quem foge de si mesmo nunca saberá a quem serve.

Dentro de você coexistem luz e sombra; o autoconhecimento decide quem governa.

Conhecer a si mesmo é abrir a porta onde Deus e Lúcifer aguardam em silêncio.

Parte de mim é Kaingang
que colhe a flor do Gravatá,
Que aprecia este saboroso
abençoado e bom Fuá,
e não toca se não precisar.


A outra parte é Gravatá 
em flor vestida de cor 
nascida para conquistar 
você do jeito que for. 


Diga aos quatro ventos, 
por toda a Santa Catarina: 
- Que deseja ser o calor,
e todo o celebrado amor!

Chega de levar a cruz....
Muito pesada e não conquista nada...
Pega a espada, que uma cruz pequena, não pesa tanto e ainda pode lhe proporcionar vitórias....

Jesus não é grande. Tire seus poderes mágicos herdados sem mérito e não resta absolutamente nada: não era escritor, não era filósofo, não era cientista, não era artista...

Cristãos matam e se dividem porque um personagem milagreiro pregava o amor ao próximo. Irônico: essa suposta "mensagem de amor" só gerou ódio e destruição.

Tem coisas, e pessoas que nos desgastam tanto que, quando percebemos, já viraram um ciclo de repetições.
Batem, insistem, fazem a gente abrir a porta… mas, quando a gente abre, não permanecem, não cuidam, não fazem questão.


E esse movimento cansa.
Cansa a ponto de tirar a vontade de reagir, de falar, de tentar de novo.


A gente vai perdendo o interesse, a motivação…
e, quase sem perceber, escolhe o silêncio, se afasta, fecha um pouco mais a porta por dentro.


Não é frieza, nem falta de sentimento.
É excesso de desgaste.


É o corpo e a alma entendendo que nem toda insistência merece acesso,
e que insistir em certos ciclos dói mais do que soltar.


Então nasce o medo de abrir de novo…
mas junto com ele, nasce também algo importante: o cuidado.


Porque, às vezes, abrir mão não é desistir
é, finalmente, se escolher.

“A vida ensina apenas a quem está disposto a aprender; aos maus alunos, resta a reincidência.”

O descrédito das instituições religiosas tem se acentuado em virtude da investidura de pseudo-oficiais que, embora legitimados por tais instituições, jamais deveriam ter sido elevados a tão elevada incumbência.

OLEGÁRIO RAMOS - VIDA E OBRA PARTE II.
Olegário Ramos chegou em Garça, SP, com sua família por volta de 1934. Filho de escravos, ele fora beneficiado pela Lei do Ventre Livre e criado por um sacerdote de Rio Claro, SP, com quem aprendeu as primeiras noções de espiritismo. O sacerdote percebera algo no menino que no espiritismo chamamos mediunidade. Comprou para ele alguns exemplares da obra de Allan Kardec, dizendo que este seria seu verdadeiro caminho. Mesmo depois de casado, Olegário, esposa e filhos, jamais deixaram de visitar Frei Luiz, em sinal de imensa gratidão.
Quando chegaram em Garça, em contato com outras pessoas que já se identificavam como espíritas, Olegário passou a realizar sessões em sua casa. E, depois de algum tempo, o orientador espiritual dos trabalhos recomendou que se construísse um centro espírita. Nascia, assim, a ideia do Centro Espírita Paz, Amor e Caridade, fundado no ano de 1943.
Não faltou colaboração de amigos. Logo de início, o sr. Paschoal Boaretto doou o terreno para construção do centro, vizinho à casa de Olegário. O esforço de todos fez com que em pouco tempo o pequeno centro estivesse concluído, novinho e pronto para ser utilizado. Na condição de negro, pobre e espírita, desde que Olegário chegara em Garça, uma ostensiva onda de discriminação se voltou contra ele e seus familiares, liderada por pessoas da igreja e com a anuência do pároco local. Na época, o catolicismo imperava de forma absoluta.
Certo dia, o prédio recém-construído do Paz, Amor e Caridade amanheceu todo depredado, com palavras ofensivas grafadas nas paredes, atribuindo o espiritismo ao demônio. Era um momento sombrio para a doutrina. Mesmo assim, os espíritas foram à delegacia de polícia local e prestaram queixa. Garça não comportava delegado titular, mas o sr. Brasil Joly, que era espírita e respondia pela função, determinou fossem identificados os predadores e deu-lhes um prazo para devolverem o centro nas mesmas condições em que o encontraram.
E assim foi feito.
Dias depois, porém, um documento denunciando o grupo espírita por prática de bruxaria, curandeirismo e atentado aos bons costumes entrou na delegacia.
Olegário recebeu uma intimação para comparecer perante a autoridade policial na cidade de Pirajuí, a cerca de 50 quilômetros de Garça por estrada de terra, em plena estação chuvosa. Aguardando pelo pior, montado em seu cavalo, Olegário teve que enfrentar pesada chuva no caminho, além de atravessar o Rio Feio, já bastante caudaloso e perigoso. Não havia pontes. Dona Vitória, sua esposa, ficou em casa muito apreensiva, porque os dias se passaram sem qualquer notícia do marido. Por conta dessa demora, em companhia da filha Mercedes, elas rumaram para Pirajuí no lombo de um burrico.
Mercedes conta que a viagem foi uma verdadeira odisseia. Quando chegaram à margem do Rio Feio, assustaram-se com o volume de água que descia célere sob a chuva impetuosa. Assim mesmo, decididas, as duas se embrenharam nas águas, correndo sérios riscos de morte. Com muito custo (e prece, naturalmente), conseguiram atingir a outra margem.
Quando chegaram em Pirajuí, foram direto a uma pensão, onde supunham encontrar o marido, se é que ele já não tinha sido preso. E, graças a Deus, o encontraram. Olegário levou um susto ao ver a esposa e a filha, não entendendo como elas poderiam ter ali chegado com aquele mau tempo e a corrente furiosa do rio. Perguntado se ele havia se apresentado ao delegado, Olegário contou que estava temeroso do que lhe poderia acontecer, mas quando se apresentou no gabinete do delegado, este simplesmente lhe disse:
“Senhor Olegário, o senhor é um bom homem. Dizem que é curandeiro. Mas, se o senhor está curando, é bom, porque assim as pessoas não morrem.”
Aquela recepção da autoridade policial o pegara de surpresa e, sem entender o que estava acontecendo, agradeceu a proteção espiritual e retornou à pensão para esperar que o tempo melhorasse.
Olegário Ramos desencarnou em Garça em 1972, aos 106 anos; a esposa Vitória chegou aos 103 e a filha, Mercedes Ramos, quem fez este relato, desencarnou aos 92 anos. Olegário e Vitória tiveram cinco filhos, duas mulheres e três homens, todos já desencarnados.

Foi no outono que os ventos sinuosos do destino desfolharam minhas pétalas, mas foi na primavera que a esperança ao me alcançar me fez recuperar todas as flores.

O "Irmão Jacob" (Pernambuco / Rio de Janeiro) - Frederico Figner.
Período: 1866 – 1947.
Local: Nascido na República Tcheca, mas adotou o Brasil via Recife e Rio de Janeiro.

VOCÊ SABIA?

Que o homem que trouxe a música gravada para o Brasil também nos trouxe notícias fresquinhas do Além?
Frederico Figner foi um gênio dos negócios, dono da famosa Casa Edison e o primeiro a gravar a voz dos brasileiros em discos. Ele era um espírita dedicado e vice-presidente da FEB, mas a maior surpresa veio depois da sua desencarnação. Ele voltou, através das mãos de Chico Xavier, usando o pseudônimo "Irmão Jacob" no livro "Voltei". Com muita honestidade e bom humor, ele contou que, mesmo sendo um "bom espírita" na Terra, levou cada susto e cada lição no plano espiritual que serviu de alerta para todos nós: a reforma íntima não é brincadeira, mas vale a pena!

O Figner gravou os maiores cantores do Brasil, mas o maior sucesso dele foi o "single" chamado Voltei. E você? Se voltasse hoje para dar um recado, ia dizer "estudei muito" ou "vivi fazendo maratona de série e esqueci do Evangelho"?

E assim completamos nossa primeira semana de homenagens! O que achou dessa sequência?

Ecos Da Confusão (Haniely Rocha)



Diante de muitas incertezas, em um mundo que antes era vazio e de solidão,
surge uma luz que mora em meu coração.
Já que muitos não me notam em palavras ou expressão,
guardo tudo aqui dentro, minha simples confusão.
Escrever até que ajuda, já que aqui eu não sou vista.
Fiquem com minhas palavras, vivências jamais vividas.
Só desejo que a luz não vá embora outra vez,
pois achei lindo enxergar as cores da sensatez.

A CONSTITUIÇÃO DIVINA.
Autor: Richard Simonetti.

A SUPREMACIA DA LEI MORAL SOBRE AS LEIS HUMANAS.

A obra A Constituição Divina, de Richard Simonetti, apresenta-se como um tratado de elevada densidade moral e filosófica, cujo escopo transcende a mera análise das instituições humanas, para alcançar a essência daquilo que se poderia denominar a arquitetura invisível da justiça universal. Logo nas primeiras páginas, o autor estabelece um contraste de notável lucidez entre a constituição dos homens e a Constituição de Deus, conduzindo o leitor a uma reflexão que não se limita ao campo jurídico, mas adentra as esferas da consciência, da ética e do destino espiritual.
Ao definir o conceito de constituição como a lei fundamental de um Estado, responsável por organizar os poderes, regular direitos e deveres e estruturar a vida social, o texto evidencia uma fragilidade intrínseca às legislações humanas. Estas, embora necessárias, revelam-se frequentemente ineficazes na sua aplicação plena, seja pela limitação das instituições fiscalizadoras, seja pela inclinação humana à transgressão velada, muitas vezes legitimada por expedientes culturais como o chamado "jeitinho". Surge, então, a crítica sutil, porém incisiva, à distância entre a norma escrita e a prática vivida, distância essa que compromete o ideal de justiça.
É neste ponto que a obra eleva o pensamento do leitor a uma dimensão superior. Acima das leis transitórias e imperfeitas dos homens, afirma-se a existência de uma legislação divina, soberana, imutável e universal. Essa lei não depende de tribunais, decretos ou sanções externas, pois encontra seu tribunal na própria consciência do indivíduo. Trata-se de uma ordem moral inscrita na essência do ser, cuja vigência independe de reconhecimento formal, mas cuja atuação é inexorável. A felicidade e o sofrimento deixam de ser compreendidos como meras contingências da vida material, passando a ser interpretados como efeitos diretos da harmonia ou desarmonia com essa lei superior.
A citação da questão 619 de O Livro dos Espíritos introduz um elemento doutrinário de profunda relevância. Quando se afirma que todos podem conhecer a lei divina, mas nem todos a compreendem, estabelece-se uma distinção entre acesso e assimilação. O conhecimento, por si só, não garante a vivência. É necessário o esforço consciente, a investigação sincera e a disposição moral para internalizar tais princípios. Aqueles que se dedicam a esse labor íntimo tornam-se os verdadeiros intérpretes da lei divina, não por erudição, mas por vivência.
O progresso, nesse contexto, não é apresentado como uma opção, mas como uma necessidade inevitável. A humanidade caminha, ainda que lentamente, rumo à compreensão dessa lei, pois o próprio mecanismo da existência impele o ser à evolução. As experiências, os conflitos, as dores e as alegrias funcionam como instrumentos pedagógicos dessa grande escola universal, onde cada consciência é simultaneamente aluno e juiz de si mesma.
A relevância desta obra reside, portanto, na sua capacidade de reconduzir o pensamento moderno a uma visão mais elevada da justiça. Em tempos em que se deposita excessiva confiança nas estruturas externas, o texto convida à introspecção, ao exame de consciência e à responsabilidade individual. Não se trata de negar a importância das leis humanas, mas de reconhecê-las como reflexos imperfeitos de uma ordem maior, que exige do indivíduo não apenas obediência, mas compreensão e integração.
A Constituição Divina, nesse sentido, não é um código escrito, mas uma realidade viva, pulsante na intimidade de cada ser. Ignorá-la é iludir-se com aparências transitórias. Compreendê-la é iniciar um processo de alinhamento com as forças mais elevadas da existência.
E é nesse silencioso tribunal interior, onde não há testemunhas nem advogados, que cada espírito escreve, dia após dia, a verdadeira carta magna de sua própria consciência.
Texto de Análise: Marcelo Caetano Monteiro .

Não traio nem a mim mesmo, quem dirá as outras pessoas.