Pensamentos Mais Recentes
A moralidade começa quando o interesse particular encontra uma lei que poderia ser reconhecida mesmo por aqueles que não compartilham de nosso interesse.
A liberdade não é fazer tudo aquilo que desejamos; é não permitir que nossos desejos se convertam em senhores absolutos de nossa vontade.
Uma sociedade verdadeiramente civilizada não pergunta apenas o que pode fazer com o indivíduo, mas aquilo que jamais deveria fazer dele.
Que moço, que moço....
Que belo moço
Já notou seu caminhar?
Andas sempre a desfilar
E o brilho em seu olhar?
Estão sempre a hipnotizar
E suas mãos atenciosas?
Sempre prontas para me proteger
E a leveza em seu ser?
Me dá alegria de viver
Sim, sim
Gosto dele, não vou esconder
A dignidade começa quando o ser humano deixa de aceitar que qualquer pessoa possa ser reduzida à condição de instrumento.
A crítica não destrói a razão; coloca-lhe fronteiras para que ela não transforme sua própria luz em cegueira.
O homem deseja conhecer o absoluto, mas carrega dentro de si uma razão construída para navegar apenas pelas margens do possível.
Pensamentos sem experiência tornam-se arquitetura suspensa; experiências sem pensamento permanecem ruínas sem linguagem.
O maior território da liberdade começa exatamente onde termina a pretensão de possuir todas as respostas.
A razão humana é suficientemente poderosa para perguntar pelo infinito, mas suficientemente limitada para não poder habitá-lo.
Condição: Humana
Recusa-se a aceitar as decepções dos outros;
Todos nós vivenciaremos e lidaremos
com vitórias e derrotas.
Aquele que reconhece sua condição de ser
simplesmente humano é sujeito a falhas,
tornando-se amigo das dificuldades e
vizinho dos fracassos.
Marcelo HB
Imagem e ação
Imaginação
A minha e a tua mão
Frio na barriga
No interior semelhante a um turbilhão
Assim você me deixa
Meu gatão
Queria parar o tempo se pudesse
Aí eu teria você só para mim
Um príncipe para dividir Momentos sem
Fim
Adoro as mulheres; talvez por isso desconfie da instituição que pretende transformar o encontro entre duas liberdades em uma promessa de permanência, como se o amor pudesse ser preservado pela mesma linguagem que o direito utiliza para vincular vontades.
Talvez o casamento seja uma das mais sofisticadas invenções humanas: a tentativa de conceder permanência institucional a uma experiência cuja beleza reside precisamente em sua incerteza.
O amor pode suportar a distância porque pertence à liberdade; o casamento, quando reduzido à posse, passa a temê-la como se toda ausência fosse uma sentença.
Existe uma melancolia particular na passagem do ‘quero permanecer contigo’ para o ‘devo permanecer contigo’: quando o desejo cede lugar ao dever, alguma coisa do amor se transforma.
O casamento tenta domesticar o acaso; o desejo, porém, conserva sempre uma parcela de sua antiga e indisciplinada natureza.
Teu sorriso
Um indecifrável labirinto
Onde perco os meus sentidos
O fôlego vai sem eu perceber
Mas, difícil mesmo é
Parar
de
Pensar
em
Você
Há algo de profundamente paradoxal em jurar eternidade quando ambos os amantes são criaturas submetidas à inexorável jurisdição do tempo.
Casar é confiar ao futuro uma promessa formulada no presente, ignorando que nenhum dos amantes conhece inteiramente a pessoa que será amanhã.
O amor é uma experiência da liberdade; sua institucionalização é a tentativa humana de conferir estabilidade jurídica ao que nasceu sem contrato.
A aliança no dedo pode simbolizar a permanência, mas nenhum metal possui jurisdição sobre a impermanência do coração.
Nenhuma aliança é suficientemente sólida para vincular aquilo que pertence à região indomável da vontade humana.
