Pensamentos Mais Recentes
O galho de árbitro se alimenta da seiva da relva selvagem.
Na lucidez as nuvens caminha no céus,
Presente que mundo espera as chuvas chegam.
Na despedida da existência da noite ouvimos canto ecoando no vale.
Para nós, o amor não é apenas uma palavra, é uma marca na pele e na alma. Tatuamos nossa história para nunca esquecer que o nosso sentimento é único. Eu carrego o 'Amor que não se mede' e ela, o 'Amor que não se pede'. É a nossa forma simples e verdadeira de dizer ao mundo que fomos feitos um para o outro.
“No silêncio da meditação, não encontramos respostas — encontramos o que já não dá mais para ignorar.”
Muita gente passa pelo mar e só vê água, mas para nós, o mar é como uma conversa com Deus. O barulho das ondas batendo nas pedras do Recanto parece uma música que acalma o peito. É nessas horas, no silêncio da praia e com o vento no rosto, que a gente consegue sentir a presença d’Ele mais perto.
Deus faz as coisas de um jeito perfeito. Ele criou o sol que brilha na areia, o horizonte que a gente não consegue ver onde termina e colocou no nosso coração o amor para aproveitar tudo isso. Cada onda que chega na areia é como um lembrete de que a vida continua, de que sempre existe um novo amanhecer e uma nova chance de ser feliz.
DeBrunoParaCarla
“A euforia não vem do que você conquista — vem de perceber quem você se tornou para chegar até aqui.”
Tem dias em que eu olho para trás e penso numa coisa meio curiosa, quase irônica, dessas que a gente conta rindo no café da tarde enquanto mexe o açúcar devagarinho. Desde pequena a vida parecia uma arena gigante, como se cada fase viesse com um teste novo, um daqueles que não dá para devolver para o professor dizendo que caiu conteúdo que ninguém explicou. E mesmo assim eu fui atravessando tudo com uma cara tranquila, quase elegante, como quem diz para o mundo que está tudo sob controle, quando na verdade por dentro existia um turbilhão inteiro discutindo filosofia com a própria sobrevivência.
Nunca contei quase nada. Não porque não existisse história, muito pelo contrário. Era tanto capítulo que dava para montar uma biblioteca inteira, daquelas silenciosas, onde só eu conheço o catálogo. E reclamar nunca foi muito meu estilo, não por heroísmo, mas porque as pessoas criaram uma versão de mim que parece feita de aço temperado. A tal mulher forte. Aquela que resolve. Aquela que aguenta. Aquela que sempre volta. E quando o mundo decide que você é forte, pronto, está oficialmente proibida de fraquejar em público, como se fosse uma regra invisível assinada numa reunião secreta da humanidade.
O curioso é que eu mesma comecei a acreditar nessa história. Não que eu nunca tenha cansado, claro que cansei. Só que eu aprendi a conversar comigo mesma como quem acende uma luz interna no meio de um apagão. Houve uma vez, só uma, que pensei em dividir o peso, abrir a caixa preta da minha história, mostrar as evidências, os fragmentos, os acontecimentos. E a resposta foi aquele silêncio estranho, ou pior, aquela frase que parece pequena mas faz eco dentro da gente por muito tempo. Não acreditam em evidências. E eu pensei, então está bem, talvez a minha prova não seja para convencer ninguém, talvez seja apenas para me manter de pé.
Engraçado como a gente descobre forças que não estavam no manual de instruções da vida. Eu fui percebendo que existe uma musculatura invisível dentro da alma. Uma espécie de academia espiritual onde cada queda vira um exercício novo. E ali, sem plateia, eu fui ficando mais resistente, não porque o mundo exigiu, mas porque alguma coisa maior sempre esteve comigo. Aquela presença silenciosa que não precisa de explicação, que aparece nos momentos mais absurdos da existência e sussurra, calma, continua.
Então eu continuo. Não enlouquecida, como alguns poderiam imaginar quando veem a quantidade de batalhas acumuladas desde a infância, mas curiosamente lúcida. Como quem atravessou tempestades suficientes para reconhecer o som da própria paz quando ela aparece. E tem uma coisa engraçada nisso tudo, quase uma ironia elegante da vida. As pessoas pensam que eu nunca precisei de ajuda. Mas na verdade eu sempre tive ajuda, só que veio de um lugar que não depende de aplauso, de aprovação ou de testemunha.
No fim das contas, eu sigo com essa mistura de força interior e fé silenciosa que me acompanhou o tempo inteiro. Como se eu estivesse caminhando por um mundo barulhento com uma bússola dentro do peito. E olha, posso te dizer uma coisa com aquela tranquilidade de quem já atravessou muita coisa. Quando a gente aprende a confiar nessa força que mora dentro da gente, o caos até tenta fazer barulho, mas já não manda mais na história. Porque a história, no fim, continua sendo minha. E eu ainda estou escrevendo.
A SINFONIA DO LABIRINTO ATÍPICO
(O canto da cigarra e o silêncio da exaustão)
Entro nas redes sociais e a pergunta de praxe no feed: "Quais as novidades hoje?". Fico pensando... Pois então, são essas as novidades que não tenho. Por mais que eu tente buscá-las, elas evaporam em frações de segundo e tudo volta ao ponto de partida. É como caminhar por um labirinto de círculos ébrios, vazios de cor e de emoção — um percurso onde as olheiras cinzas e profundas moldam o caminho, marcas de noites de insônia e da exaustão de ver meu filho desregulado.
Nesta tarde de sol escaldante de março, que parece sorrir ironicamente desse meu vazio existencial, sigo com as pernas estendidas no pufe da sala. No intervalo onde o autismo tira uma folga e o sono finalmente o venceu, fico atenta aos murmurinhos inaudíveis do mundo externo. Mas o que realmente preenche a sala é o zumbido na audição que insiste em parecer uma cigarra cantando.
Essa é a minha única novidade. Não só hoje, mas todos os dias a cigarra insiste em cantar. Ela é o meu mantra de uma rotina atípica que não encontra início, meio ou fim. É o som do meu silêncio possível, o eco de uma exaustão que já faz parte da mobília. É nesse ínterim que a novidade acorda e sai do quarto; a cigarra se despede, o sol acena. As cortinas do palco se fecham e a rotina se abre.
Lu Lena / 2026
“O que ninguém acredita nem sempre é impossível — às vezes, só ainda não encontrou forma de existir.”
“Algumas conexões não são rasas por falta de tempo — são rasas porque nunca tiveram profundidade para existir.”
"Vender conselhos é limitar a evolução humana ao tamanho de uma nota de dinheiro. O bem maior é ver o próximo subir com a escada que você construiu de graça."
"O verdadeiro guia não olha para o bolso de quem está perdido, olha para o caminho que precisa ser iluminado. Sabedoria cobrada é comércio, sabedoria doada é legado."
Isaque Ramon Correia Claudio
Quem coloca preço em cada palavra de ajuda está vendendo a própria alma para a ganância; o conselho trilionário nasce do caráter, não do caixa.
Pare de se preocupar com o que vai ganhar ao ajudar alguém. No ciclo da prosperidade, quem planta a direção certa colhe um legado que dinheiro nenhum compra.
Lembre-se de que o seu fim um dia virá; não permita, porém, que ele chegue antes de você caminhar descalço no solo que arou, colher o fruto do que plantou e ouvir a canção que compôs.
Fazer o bem sem olhar a quem é o maior investimento que existe. Quando você guia alguém corretamente, você fortalece o mundo onde você mesmo vive.
