Pensamentos Mais Recentes
Minha terra tem cajueiro
Onde canta o carcará
A cajuína que aqui existe
Não se acha em outro lugar
É bebida de matuto
Mas que a elite vai amar
Patrimônio cultural
Em todo o canto vai estar
Seja no calor brabo
Ou na hora de arretar
Ela desce feito um mel
Pra a gente se refrescar
Não tem álcool, mas embriaga
Com a vontade de tomar
É o Piauí engarrafado
Que faz a sede saciar
Na mesa de todo amigo
No almoço ou no jantar
É um brinde à nossa cultura
É só beber e poetar
Às vezes a maior transformação de uma pessoa não acontece quando ela muda de caminho, mas quando finalmente percebe que o caminho que estava seguindo nunca foi realmente dela.
Quem está acostumado a viver na “escuridão” (tristeza, frieza, mágoa ou dureza) muitas vezes não consegue dar “luz” para outra pessoa , ou seja, não consegue oferecer carinho, alegria, apoio ou bondade.
Não é porque a outra pessoa não merece.
É porque ela mesma nunca aprendeu ou nunca recebeu isso.
Algumas verdades não nos libertam imediatamente. Primeiro elas nos desorganizam, desmontam nossas certezas e nos deixam sem chão. Só depois entendemos que aquilo que parecia perda era, na verdade, o início de uma consciência mais honesta.
Existe um momento silencioso na vida em que percebemos que muitas das escolhas que chamávamos de nossas eram apenas caminhos que seguimos para não decepcionar os outros. É nesse instante que a liberdade começa — e também a angústia.
Às vezes a vida é injusta em algumas fases, mas muita gente conquista coisas mais tarde, quando começa a olhar mais para si.
Amandin
FRAGMENTOS NA MASMORRA
(Onde a alma se perde no esquecer)
Ao dormirmos, partimos em viagem por domínios indecifráveis e invioláveis. Se despertamos sem a lembrança do sonho, é porque a alma permaneceu cativa em alguma muralha do castelo medieval. Ao retornar à matéria, o ser percebe o vazio: deixou fragmentos de sua própria essência em alguma masmorra do esquecimento.
Lu Lena / 2026
Você me deixou quando eu mais precisava de você.
Seguiu sua vida e encontrou um novo amor.
Enquanto isso, eu travava minhas próprias batalhas em silêncio.
Morri por mil noites.
Os dias pareciam não ter fim e as noites eram infinitas.
Você era minha base emocional…
e até hoje ainda dói lembrar disso.
Não sei exatamente como se aprende a viver depois de ser quebrado por dentro,
mas continuo caminhando.
Porque mesmo na dor existe um começo escondido.
Não me subestime.
Fui destruído, é verdade.
Mas sou eu mesmo o construtor da minha própria obra.
E agora estou me reconstruindo.
Tijolo por tijolo.
Dia após dia.
A luta nunca acaba…
mas a cada queda aprendemos a nos reinventar.
"Não tente segurar com as mãos o que o tempo decidiu levar. Cure suas feridas, cuide do seu solo e mantenha a luz acesa. Às vezes, as coisas precisam se partir para que a luz da verdade finalmente consiga entrar."
— Ginho Peralta
"A casa pode estar em silêncio e as fendas podem aparecer, mas enquanto houver dignidade no seu peito, o lar ainda está de pé. Filhos são barcos que o mundo leva, mas é o cais da nossa verdade que eles procurarão quando a tempestade chegar."
— Ginho Peralta
"Dói ver o que amamos se partir, mas a rocha não se quebra com o vento; ela apenas se molda. Mantenha sua essência intacta. Quem hoje ignora o seu valor, amanhã buscará na sua firmeza o porto seguro que o mundo lá fora não oferece."
— Ginho Peralta
"Se as paredes da casa parecem ruir e os passos dos filhos se afastam, lembre-se: sua estrutura não é feita de tijolos, mas de uma história que ninguém pode apagar. O deserto de hoje é apenas o intervalo entre o plantio e a colheita do reconhecimento."
— Ginho Peralta
"Seu maior legado não são as paredes que você construiu, mas a força que você teve para não deixar o teto desabar."
— Ginho Peralta
"É melhor uma casa simples cheia de verdade do que um palácio erguido sobre mentiras. A verdade do seu esforço é a sua maior assinatura."
— Ginho Peralta
