Pensamentos Mais Recentes
Quem brilha para si mesmo consome-se na própria sombra. O nosso papel é iluminar o caminho com tal fidelidade que as pessoas glorifiquem a Fonte da Luz, e não o candeeiro.
A essência da vaidade humana é buscar o aplauso pelo próprio brilho, enquanto o verdadeiro chamado é ser apenas um espelho da Glória Eterna.
Não seja um monumento que atrai os olhares dos homens, mas um farol apontando para a majestade do Alto; a verdadeira santidade consome a si mesma para que apenas a glória de Deus permaneça visível.
É ali, no espelho da graça, que descobrimos que o amor não nasce da nossa capacidade, mas da consciência de que fomos amados primeiro — exatamente quando éramos os mais difíceis de serem amados.
Um dos motivos das heresias de Agostinho de Hipona, pai do catolicismo romano e dos calvinistas:
Agostinho disse que não sabia nada de Hebraico em uma carta para Memorius. Ele confiava na septuaginta ou no latim. Em confissões, ele escreveu sobre sua antipatia pelo grego que, o impediu de se desenvolver em demasia nele. Foster e Marston, pág.267.
Muitos calvinistas afirmam que Adão antes da queda tinha livre-arbítrio, então minha pergunta é: "Deus era menos soberano quando Adão tinha o livre-arbítrio?"
Na visão calvinista, o Deus soberano é tão poderoso que basta o homem ter liberdade de escolha para Ele perder o controle do universo. Uma soberania que depende da nossa passividade e precisa ser defendida do livre-arbítrio é, no mínimo, irônica.
No calvinismo, Deus é absolutamente soberano — até que o homem decida estragar tudo com o livre-arbítrio. Trágico se não fosse cômico.
Amigos são apoio, colo no dia de insegurança, companhia nas horas que a dor machuca. São parceria nos momentos de alegria que faz o riso retornar. Um pedaço da alma que encontra a peça que faltava pra confiar.
Um amigo verdadeiro é um reflexo de você que renasce no outro, para entender suas fraquezas.
Abraão era filho de idólatras, mas se tornou o pai da fé. Foi casado com uma mulher estéril, mas tornou-se pai de multidões. A sua origem e as circunstâncias da vida não determinam seu destino, mas sim a sua fé no Deus que pode mudar qualquer situação.
A neutralidade política entre esquerda e direita reflete, em suma, preguiça intelectual e escassa compreensão histórica, econômica e política.
Vivemos em uma sociedade que chama o pecado de virtude e a virtude de intolerância, exatamente como Isaías denunciou: ‘Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal’ (Isaías 5:20).
Mais do que um código de linguagem educada, o politicamente correto é uma arma política mortal: um projeto ideológico de controle da mente e da consciência. Ao rejeitar tanto a verdade secular quanto a verdade absoluta de Deus, ele impõe narrativas fabricadas que relativizam o bem e o mal.
A Lucidez do Desvio
Agilson Cerqueira
Há dias em que tudo o que desejo é o vácuo: um instante absoluto de silêncio, onde o pensamento deixe de ser defesa e volte a ser apenas contemplação. Caminho sem pressa, guiado por desvios que não conduzem a lugar algum, porque nem toda busca precisa encontrar um destino. Alguns existem apenas para manter acesa a lucidez.
Quando a mente acredita ter alcançado a claridade, descobre que toda luz também ofusca. Então abandono a razão e permito que uma estranha estesia me conduza. Nesse estado, o mundo deixa de exigir explicações, e o mistério passa a ser suficiente.
Dormir torna-se um ritual. O sono não é descanso, mas uma fuga do caos, onde a alma dissolve os excessos do dia e devolve ao cérebro a possibilidade de recomeçar. Acordo sem certezas.
Sobreviver nunca foi uma vitória definitiva, é apenas o delicado equilíbrio de quem caminha sobre o fio invisível da própria existência.
Há um deserto que atravesso diariamente. Não é feito apenas de areia ou de sol escaldante, mas é nele que descubro meu único refúgio: digressionar. Nesse território íntimo, a realidade perde a rigidez das formas, e o impossível recupera o direito de existir.
A vida insiste na matéria, no peso do corpo, na dureza do concreto. Ainda assim, persisto em sonhar para além do que os sentidos alcançam. Talvez viver seja exatamente isso: alimentar a matéria enquanto o pensamento insiste em habitar o invisível.
Ser consistente diante da rotina não é sinal de grandeza; é apenas a condição silenciosa de todo ser que continua caminhando. Somos animais do tempo, condenados ao movimento, sustentados pela esperança de que a espera também produza sentido.
E, enquanto o mundo exige respostas, continuo escolhendo o desvio. Porque é no caminhar, e somente nele, que se encontra a liberdade de regressar a si mesmo.
Agilson Cerqueira
Esclarecendo: Na teologia Arminiana clássica, a eleição para a salvação é condicional e baseia-se na presciência divina (prognosis). Deus, antes da fundação do mundo, olhou através do tempo e pré-conheceu quem responderia positivamente à graça preveniente por meio da fé em Jesus Cristo. Portanto, os eleitos são aqueles que Deus pré-conheceu que creriam e perseverariam na fé.
O mundo atual aplaude escândalos e normaliza o pecado, e é por isso que o mundo nunca deixará de cancelar a Igreja de Cristo.
E quando dermos o último suspiro, só uma coisa importará. Que o nosso nome esteja escrito no livro da vida do Cordeiro (Ap 13.8).
A verdade é que os tais verificadores de fatos que atuam nas mídias digitais são, na verdade, manipuladores de fatos a serviço de agendas obscuras da esquerda.
"Há pessoas cuja partida nos fazem compreender que a verdadeira grandeza de uma vida não se mede pelo tempo que ela durou, mas pela luz que deixou acesa no coração daqueles que permaneceram."
Não sabia a quem
havia pertencido o quimono,
Não sabia da onde
tinha vindo,
Não sabia nem que
era o escolhido,
Não sabia qual seria
o próprio destino,
Ao final pela escuridão
e pelo mistério foi absorvido.
A vida ensina que algumas pessoas passam, outras permanecem e algumas deixam discretos rastros de luz pelo caminho. Há gestos tão simples que parecem pequenos, mas encontram um jeito de tocar o coração. Em um mundo onde tantos aprendem a disfarçar sentimentos, a espontaneidade de uma criança continua sendo uma das mais belas formas de verdade. Obrigado, Cacá!
