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Geometria do Encontro

Eu não contava os dias por horas,
mas por versos que o acaso não leu.
Havia um deserto onde hoje repousa
o mapa de um tempo que ainda nem nasceu.

Chegaste como quem não pede licença
à casa vazia que o silêncio alugou,
e a parede fria, na tua presença,
aprendeu o calor que a cor não pintou.

Dizem que rio se forma gota a gota,
que o carvalho não brota do chão de manhã,
mas o mar que me invade a garganta e a rota
veio inteiro, de sal e de espuma, de ti, de manhã.

E não é sobre os meses que somamos à mesa,
nem sobre os calendários que a pressa riscou.
É sobre a tua voz sendo a estranha certeza
de que o "sempre" é um lugar, não um tempo que voou.

Cada passo contigo desenha um caminho
que a minha sede de ti faz de novo nascer.
Antes de ti, eu morava sozinho
no avesso do mundo, com medo de viver.

Agora, teu riso é a fechadura
de uma porta que eu nunca soube que havia.
E se a vida me der essa imensa aventura,
quero mais do teu lado, ir mais fundo, mais um dia.

Não me perguntes o "quando", pois o relógio
desaprendeu a correr quando te viu passar.
Ficou preso no instante em que o teu relógio
resolveu, sem saber, me ensinar a ficar.

Pouco tempo no mundo, imenso no peito.
Raiz que se alastra num chão recém-feito.
É que a beleza de estar onde estás
não se mede em segundos, se mede em ficar.

E eu fico. E eu volto. E eu me perco e me encontro.
E quanto mais fico, mais quero morar
nesse azul que teus olhos desenham no encontro
entre o que sou e o que quero ser: o teu lar.

O sistema FÉ, que implica no crê e no não crê, tem vários níveis na mente humana: fé positiva e ativa, fé negativa e passiva e fé neutra. Penso que a Fé em si, mas em nós, jamais é ludibriada. Ela conhece o nível da nossa crença, em qualquer elemento q focamos, tanto no físico qto no metafísico. F. Meirinho

Juntos, os caminhos ficam mais fluídos e felizes, possibilitando-nos crescimento e fortalecimento para o bem viver. Por Erikah Aparecida, agosto2026.

É fácil pegar Jesus para Cristo, difícil é assumir-se Judas

Cuidar da mente é cuidar de si. Ouvir, acolher e compreender também são formas de transformar vidas.

A sede persistirá até que, no âmago da verdade, possamos encontrar a verdadeira fonte da justiça.🕊

A solidão digital é o momento em que a comunicação deixa de ser encontro e passa a ser desempenho.

O perigo não está apenas em alguém saber quem somos, mas em uma máquina acreditar que já sabe quem seremos.

Na sociedade dos algoritmos, até o silêncio pode ser interpretado, classificado e monetizado.

A privacidade é o último território onde o indivíduo ainda pode existir sem precisar explicar sua existência ao mundo.

O Direito começa a envelhecer quando confunde conexão com convivência.

Toda tecnologia que mede o comportamento humano corre o risco de esquecer que comportamento não esgota a pessoa.

O ser humano inventou redes para nunca mais estar sozinho e descobriu que uma rede também pode ser uma arquitetura sofisticada de isolamento.

A solidão do século XXI não é a ausência de pessoas; é a ausência de pertencimento em meio à abundância de presenças.

Enquanto você estiver esperando alguém te emprestar o barco, já há outro no seu lugar lançando a rede.

O direito à intimidade será cada vez menos o direito de esconder segredos e cada vez mais o direito de conservar partes de si que nenhuma máquina deveria conhecer.

A liberdade digital será incompleta enquanto o indivíduo puder escolher o que dizer, mas não puder escolher quanto de si deseja entregar.

Quando a sociedade transforma reconhecimento em curtidas, o silêncio passa a parecer fracasso e a invisibilidade, culpa.

O algoritmo calcula nossa relevância; o Direito deve recordar que dignidade não é uma métrica.

A solidão digital começa quando a quantidade de conexões passa a ser usada como prova da existência de vínculos.

Ser visto por todos não significa ser compreendido por alguém.

A multidão digital é capaz de testemunhar a nossa existência sem necessariamente testemunhar a nossa humanidade.

Há pessoas cercadas por milhares de perfis e abandonadas por todos os vínculos que realmente importam.

O Direito do futuro não protegerá apenas aquilo que fazemos na rede, mas também aquilo que a rede aprende sobre nós quando não fazemos nada.

Quando a solidão se torna previsível para uma máquina, ela deixa de ser apenas um sentimento e passa a ser também um dado.