Pensamentos Mais Recentes
É curioso como a gente percebe rápido o que parece estranho no outro...
mas quase nunca se enxerga com a mesma atenção.
A gente julga, estranha, critica...
sem perceber que também carrega excessos, defesas, jeitos difíceis.
O outro vira um espelho que a gente não quer olhar.
Porque se olhar de verdade exige coragem.
Exige sair do automático e reconhecer coisas que nem sempre são bonitas.
No fim, não é só sobre o outro.
É sobre o quanto você está disposto a se ver também.
Quando apontamos os defeitos alheios, muitas vezes estamos usando o outro como um espelho para não encarar nossas próprias sombras,defesas e feridas.
Assumir essa vulnerabilidade exige coragem e maturidade.
A vontade de fazer uma boa condução não deve vir dos passageiros, mas sim de se que é o motorista...
Não esper elogios para você ser feliz, seja feliz por sua própria iniciativa
”Se conheça, o que te deixa feliz? Como você age quando está triste ou irritado? O autoconhecimento não é uma palavra mágica, mas te ajuda a tomar melhores decisões na sua vida.
Reflita.”
A vida é como uma prova, e as adversidades nosso tutor, então temos de tratar cada decepção, uma falha como um conhecimento novo, para prosseguirmos em frente e alcançarmos um novo objetivo.
”Tente. Mesmo com a dúvida na mente, tente, pois mesmo se você não tentar, a vida vai passar e você se arrependerá de não ter tentado"
”A vida é incerta, teremos dificuldades, vitórias, derrotas, mas o que te dá a chance de acertar suas decisões é a tentativa, lembre se, você pode errar o caminho hoje, mas uma hora você encontrará seu destino ”
”Você é o protagonista da sua própria história, você terá amigos e aliados, mas as batalhas terão que ser enfrentadas unicamente por você.”
„A vida é como uma história em branco, e você é o seu próprio autor, mas você não sabe como sua obra terminará”
Johan Victor.
O amor genuíno não é um caminho sem medos. Quando alguém passa a ter um valor tão grande em nossa vida, é natural surgir o receio de perder aquilo que se tornou tão importante para nós.
Amar é se permitir ser vulnerável, é expor e entregar ao outro o seu lado mais indefeso sem ter garantias absolutas sobre o amanhã. E, justamente por isso, o medo não deve, nunca, ser considerado um sinal de fraqueza. Muitas vezes, ele é a prova de que o sentimento é autêntico e sincero.
Quem ama de verdade sabe que existem incertezas e desafios, mas ainda assim escolhe permanecer, pois, no fim, o amor é um ato de coragem.
Não é a ausência de medo que sustenta uma relação, mas a decisão de continuar, apesar da persistência de sua existência.
A Dialética do Abismo: O Despertar da Soberania
Falar da sombra é, antes de tudo, reconhecer a dualidade que nos fundamenta. Ela não é um acidente de percurso, mas a própria substância do nosso ser — o antagônico que vive nas frestas da nossa consciência. Por muito tempo, a ingenuidade nos serviu de escudo; acreditávamos na ficção de uma identidade solar, enquanto enterrávamos o "outro" em nós sob o solo do esquecimento. Mas o recalcado não morre; ele aguarda o gatilho, o instante em que a vida, em sua irônia implacável, nos obriga ao confronto.
Vivemos sob a ilusão do acaso. Atribuímos ao destino, aos outros ou à má fortuna os naufrágios que nós mesmos projetamos. É a náusea sartreana: o desconforto de perceber que nossa liberdade é absoluta e nossa responsabilidade é total. Descobrimos que a "demência" é fluida — somos os arquitetos das situações que nos aprisionam. Provocamos o caos para validar nossa escuridão e, depois, de forma ignóbil, miramos a flecha contra o próprio peito.
O cordão umbilical com o pensamento mágico foi cortado. Resta-nos a solidão da vida adulta: uma sincronicidade austera onde o mundo não é algo que nos acontece, mas algo que coautoriamos. Hoje, a soberania nasce no intervalo. Entre o impulso bruto e a ação consumada, abriu-se um espaço de lucidez técnica. O "final trágico" — a ressaca moral e a dissipação da energia — agora é uma premonição que nos protege.
Neste diálogo, o tempo deixa de ser um carrasco e torna-se testemunha. Cada vez que escolhemos a diplomacia em vez da explosão, estamos reescrevendo nossa crônica pessoal. Não estamos apenas evitando uma "ressaca moral"; estamos esculpindo o próprio caráter. Afinal, a verdadeira liberdade não é fazer o que se quer, mas ter o poder de não ser escravo daquilo que nos destrói.
Entenda que quem conversa com sua sombra é sua luz. Ambas coexistem; somos dualidade pura. Jamais dissiparemos nossas trevas por completo, mas podemos adormecê-las com a presença da luz. **Não se trata de uma "cura" que elimina a treva, mas de uma diplomacia interna. Quando a luz conversa com a sombra, a consciência define-se como esse mediador que não nega a existência do oposto, mas que escolhe qual força terá a palavra final na ação.** A intenção não é encontrar um mundo de claridade absoluta onde tudo é belo, mas encontrar o equilíbrio real naquilo que sabemos que existe: nossa própria sombra.
Confronte-a. Puxe a cadeira, mande-a sentar e converse com ela. Ao final, seus medos perdem a força, pois você estará diante do seu espelho vivo. Desse confronto, você não sairá perfeito, mas sairá mais fortalecido, integrado e, finalmente, seguro de si.
Ysrael Soler
#PensamentosProfundos
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O talvez me prende
em possibilidades que nunca chegam,
em promessas sem coragem,
em sentimentos sem nome.
Helaine machado
TRIBUTO AO OBSTINADO
“Nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia.” E talvez seja essa a mais dolorosa verdade que a morte nos entrega: a de que certos homens, quando partem, levam consigo um modo inteiro de existir no mundo.
Sousa Filho não morreu apenas como poeta. Morreu como morrem os raros: deixando o ar pesado de ausência. Há agora um silêncio sepulcral pousado sobre a escrivaninha, onde a caneta inerte parece esperar a mão que jamais regressará. Os papéis envelhecem devagar, como se também estivessem de luto. E as palavras, órfãs, procuram ainda o sopro daquele que lhes dava rumo. O poeta nos deixou. E no entanto, permanece.
Permanece nas letras da eternidade, porque há homens que escrevem não para o tempo, mas contra ele. A pluralidade de sua escrita era um espelho de muitas almas convivendo dentro de uma só. Em cada crônica, havia um país íntimo. Em cada verso, um homem atravessado pela memória coletiva do povo. Sousa Filho escrevia como quem acende lamparinas em corredores escuros da existência.
Os jornais O Piagui e A Voz do Igaraçu ainda guardam o eco de sua presença tipográfica, como velhas igrejas guardam o cheiro do incenso após a missa. No Almanaque da Parnaíba, seu nome tornou-se parte daquela arquitetura invisível construída por intelectuais que recusaram o esquecimento. E a Academia Viva talvez nunca tenha sido tão viva quanto agora, quando precisa sustentar, na ausência, a herança daqueles que fizeram da palavra uma forma de permanência.
Há escritores que publicam livros. Sousa Filho publicou permanências. Suas crônicas entre gerações não eram apenas textos: eram pontes. Faziam os velhos conversarem com os meninos; faziam o passado sentar-se à mesa do presente sem constrangimento. Havia nele essa estranha capacidade de transformar memória em alimento humano.
No Piauí Poético, sua voz não se limitava ao poema — era uma espécie de louvação contínua à cultura, à terra e às pequenas eternidades escondidas no cotidiano. Porque os verdadeiros poetas não escrevem somente sobre flores ou abismos: eles recolhem o invisível das coisas simples e devolvem ao mundo em estado de revelação.
Hoje, talvez ele seja um anjo sem asas, caminhando pelas avenidas silenciosas do infinito, carregando nos bolsos fragmentos de estrelas e manuscritos inacabados. Talvez converse com os mortos ilustres, esses que nunca deixaram de escrever na eternidade. Talvez apenas descanse. Mas uma certeza permanece sobre todas as outras: a luz não se apaga. A poesia não morreu. Morre o homem. Fica a respiração do verbo. Fica a permanência da palavra atravessando os anos como um sino que continua vibrando depois do toque final.
Homenagem ao poeta parnaibano Luiz Gonzaga Sousa Filho
Todo afeto
é uma porção poderosa para a cura.
Um abraço sincero,
uma palavra dita com carinho,
um olhar que acolhe sem julgar…
às vezes curam feridas
que remédios não conseguem alcançar.
Porque a alma também adoece.
E quando alguém oferece amor verdadeiro,
algo dentro de nós
começa lentamente a florescer outra vez.
O afeto devolve esperança
a corações cansados,
acalma tempestades invisíveis
e lembra que ninguém nasceu
para enfrentar a vida sozinho.
Helaine machado
por que você se foi?
Sinto sua falta todos os dias
Queria seu sorriso
Seu perfume
Seu cuidado
Seu olhar pra mim…
Queria te ligar
Queria pensar que você
está fazendo algo…
Você sabe que te amo…
Por que se foi?
A Luz Que Expõe A Arte
Na parede da sala, ao final de mais uma tarde, a luz do Sol, em sua expressão dourada, se misturou gentilmente com a sombra, e logo um tipo de arte única apareceu como se fosse um presente dos céus antes da chegada da noite — o que proporcionou ao coração alguns instantes de vitalidade com uma exposição simplesmente emocionante.
