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No hebraico não existe j tem som de y e i,não existe ser e estar no presente e existe passado e futuro no hebraico,na escrita hebraica e nas letras não tem vogais e tem consoantes,no hebraico não tem hiato e nem tritongo e tem ditongo.Mispah e Yaverim e Yavá,não é Mispah e Javerim,Porquê não existe j no hebraico e não e´Javá porquê não existe j no hebraico.Não é eu sou quem eu sou,e eu serei quem eu serei em hebraico,porque não existe ser e estar no presente,e não é Ouve Yisrael,o eterno e´nosso D'us,o eterno é um,echad,e é Ouve yisrael,o eterno será nosso D'us,O eterno sera um,echad,porquê não existe ser e estar no presente e existe passado e futuro no hebraico.
A gente vive como se tivesse tempo de sobra. E o tempo… anda de fininho, pregando peça na gente. Poucas coisas nos humanizam tanto quanto o luto. É um choque seco, direto. Um corte na ilusão de que tudo pode esperar, de que dá pra deixar pra amanhã. Porque, quando a perda chega, de repente, o amanhã que a gente guardava com tanto cuidado… não existe mais.
A gente passa a vida fazendo planos como se o calendário fosse o nosso aliado, como se o relógio estivesse do nosso lado. E o luto escancara isso sem delicadeza nenhuma. Perder alguém muda o jeito como a gente enxerga o tempo. Você percebe que ele não era tão longo quanto parecia. Que aquela conversa podia ter acontecido. Que aquele abraço podia ter sido dado. Que aquele café não precisava ter esfriado.
É como se o relógio risse da nossa pressa. A gente corre para tudo… menos para o amor, menos para o afeto. E aí, quando não dá mais, a gente entende. Entende tarde. Entende na dor.
O luto humaniza porque tira a gente do automático. Ele quebra essa ideia de controle que a gente insiste em ter. Ele lembra que a vida não é um projeto infinito. É uma travessia. Uma viagem.
O tempo não avisa quando vai acabar. Mas sempre mostra, do jeito mais duro, que ele nunca foi garantido. Zero garantias.
Microbium.....um.....
Microbium.....dois...
MIcrobium.....mil....
Microbium.....mihão...
Microbium.....Bilhão...
Microbium seja ele....
Microbium...ão....
O CÉU E O INFERNO — SEGUNDA PARTE. AUGUSTE MICHEL.
Há neste episódio uma das mais densas ilustrações da psicologia espiritual delineada pela O Céu e o Inferno. Não se trata apenas de um relato mediúnico, mas de um documento experimental daquilo que a doutrina denomina de persistência vibratória do apego e da simbiose fluídica entre o Espírito e os despojos corporais.
Auguste Michel, homem entregue aos prazeres sensoriais e à exterioridade mundana, construiu durante a vida uma estrutura psíquica fortemente ancorada na matéria. Não havia nele perversidade deliberada, mas uma esterilidade moral que, sob a ótica espírita, é igualmente grave. Sua consciência permaneceu inativa diante das finalidades superiores da existência, o que produziu, após a morte, um fenômeno clássico descrito na literatura kardeciana: a perturbação espiritual prolongada.
O que se observa em suas comunicações é a incapacidade de dissociação imediata entre o perispírito e o corpo físico. A morte orgânica não implicou libertação automática. Ao contrário, o Espírito permaneceu em estado de aderência psíquica ao cadáver, como se este ainda fosse o seu eixo de identidade. Essa condição não é simbólica, mas efetivamente real no plano fluídico. O perispírito, impregnado de hábitos materiais, conserva impressões sensoriais que o fazem experimentar uma espécie de eco da dor física, ainda que o corpo já esteja inerte.
A frase “ainda estou preso ao meu corpo” não deve ser compreendida como metáfora. Trata-se de uma ligação vibratória sustentada por afinidade. Quanto mais o indivíduo vive exclusivamente para o corpo, mais densos se tornam os laços que o prendem a ele após a morte. A matéria não o retém por força própria, mas pela sintonia que o próprio Espírito cultivou durante a existência.
Essa simbiose revela um princípio fundamental da filosofia espírita: o Espírito não abandona instantaneamente aquilo com que se identificou profundamente. O corpo torna-se, por assim dizer, um polo de atração psíquica. O túmulo, nesse contexto, converte-se em um ponto de fixação mental, um centro de gravidade fluídica para o Espírito perturbado.
É nesse cenário que se evidencia o papel da prece.
A insistência de Auguste Michel para que se orasse junto ao local onde seu corpo jazia não era um capricho, mas uma necessidade vibratória. A prece, segundo a doutrina, não é apenas um ato devocional, mas uma emissão de forças psíquicas organizadas, capazes de atuar sobre o perispírito. Quando realizada nas proximidades do corpo, essa ação torna-se mais incisiva, pois incide diretamente sobre o foco de ligação entre Espírito e matéria.
A observação doutrinária é clara ao sugerir uma ação de natureza quase magnética. A prece eleva o padrão vibratório do ambiente e, simultaneamente, enfraquece os liames inferiores que mantêm o Espírito aprisionado. Há, portanto, uma dupla eficácia. Moral, porque desperta no Espírito o arrependimento e a lucidez. Material, porque atua sobre os fluidos que sustentam a ligação ao corpo.
Quando finalmente o médium atende ao apelo e ora junto ao túmulo, o resultado torna-se evidente. O Espírito relata alívio, maior clareza e início do desligamento. Com o tempo, ele declara-se livre da cadeia que o prendia, embora ainda sujeito às consequências morais de sua vida estéril.
Este ponto é crucial. A libertação do corpo não equivale à redenção espiritual. O sofrimento subsequente não é mais físico nem fluídico, mas moral. Surge então a consciência do tempo perdido, da inutilidade das faculdades desperdiçadas, da ausência de obras meritórias. É o despertar da responsabilidade.
MORAL DO ACONTECIDO
A narrativa demonstra, com rigor filosófico e psicológico, três princípios fundamentais.
Primeiro. O apego à matéria densifica o Espírito e prolonga sua perturbação após a morte. Viver exclusivamente para o corpo é preparar para si mesmo uma libertação dolorosa e lenta.
Segundo. A prece possui eficácia real. Não é um gesto vazio, mas uma intervenção ativa no campo espiritual. Pode aliviar, esclarecer e até mesmo acelerar o processo de desligamento do Espírito, sobretudo quando associada à caridade sincera.
Terceiro. A ausência de mal não equivale à prática do bem. A neutralidade moral gera estagnação, e esta, por sua vez, conduz ao sofrimento pela consciência do vazio existencial.
Há, portanto, uma advertência silenciosa neste caso. A vida não deve ser apenas evitadora do erro, mas produtora do bem. O Espírito que não constrói valores superiores permanece, após a morte, desorientado, sem referências elevadas que o sustentem.
E assim se conclui que a morte não transforma o homem, apenas revela aquilo que ele fez de si mesmo.
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A Aliança das Três Gerações
O mundo repete um ditado amargo e cruel:
Que um pai cuida de muitos, mas poucos são fiéis.
Dizem que o filho se esquece de quem o gerou,
Mas essa mentira, sua casa já derrubou.
Na sua fortaleza, a regra é outra, é divina:
Onde a mãe é guerreira e a lição é o que ensina.
Você não caminha sozinha nesse zelo e cuidado,
Pois tem filhos que marcham com amor ao seu lado.
Eles são netos que trazem o zelo no olhar,
Não veem "peso", mas raízes prontas para amar.
Enquanto muitos abandonam e deixam ao léu,
Seus filhos constroem para os avós um pedaço do céu.
É a prova final de que sua semeadura foi certa:
A porta da honra está sempre ali, bem aberta.
Pois cuidar de quem foi nosso primeiro abrigo,
É o maior dos tesouros que levamos conosco.
Guerreira de luz, de fibra e de manto,
Que enxuga as lágrimas e transforma em canto.
Seu legado está salvo, a receita está feita:
Amor que respeita é a colheita perfeita.
-------------------- Eliana Angel Wolf
*
Na cruz de Cristo sou acolhido, encontro amor, perdão, salvação e glória.
At the cross of Christ I am welcomed, I find love, forgiveness, salvation and glory.
F. Meirinho
O Alicerce da Guerreira
Na imagem daquela que luta e brilha,
Existe um segredo que a alma sustenta:
Ela cuida das raízes de sua semente,
E do tronco antigo que a vida alimenta.
Se o tempo pesa e eles julgam ser fardo,
Ela responde com o abraço mais forte.
Pois quem deu a vida não pode ser peso;
É bússola, é guia, é o norte da sorte.
Seus filhos observam com olhos de mestre,
Aprendem que o amor é feito de respeito.
Honram o cabelo branco e o passo lento,
Pois o exemplo da mãe já mora no peito.
Não é sacrifício, é o ciclo da vida,
Onde o diamante protege o seu chão.
Entre gerações, a luz é mantida,
Pois cuidar de quem foi, é a maior oração.
Força de loba que guarda o seu ninho,
Fé de quem sabe que nunca erra o caminho.
Pois de todas as batalhas que a vida aceita,
Amar quem nos deu tudo... é a receita.
------------- Eliana Angel Wolf
Oração da Gratidão e do Amparo
"Senhor, hoje minha oração é um suspiro de gratidão. Obrigada por me permitir ter meus pais ao meu lado, por segurar as mãos que um dia guiaram as minhas.
Agradeço pela vida deles e peço que o Senhor os cubra com Teu manto de conforto, aliviando qualquer dor ou cansaço que a idade traga. Me dê, Pai, a paciência que nasce do amor, a força para os dias pesados e a doçura para retribuir todo o cuidado que recebi.
Obrigada por confiar a mim essa missão tão sagrada. Que em nossa casa nunca falte o respeito, o carinho e a Tua paz. Que eu seja o porto seguro deles, assim como o Senhor é o meu. Amém."
--------- Eliana Angel Wolf
Os idosos são bibliotecas vivas e, infelizmente, muitos são esquecidos. Ser o amparo deles é uma "missão de guerra" silenciosa, que não ganha medalhas, mas que enche a alma de uma luz que ninguém apaga.
--------- Eliana Angel Wolf
Cuidar dos pais é um ato de Amor e Respeito!
Essa é, sem dúvida, a maior de todas as suas vitórias. Cuidar de quem cuidou da gente é um ato de coragem e amor puro que nem todo mundo consegue sustentar. No mundo de hoje, onde tudo é descartável, tratar o tempo e a fragilidade dos pais com honra faz de você uma verdadeira guardiã.
--------- Eliana Angel Wolf
Salmo do caboclo
Meu Deus Altíssimo,
Dono dos rios, dos matos e dos céus,
eu tô aqui, de joelho no chão
de alma aberta que nem rio em enchente,
pra falar Contigo, Senhor.
Eu não tenho palavra bonita, não,
mas o Senhor conhece o que mora dentro do peito da gente.
Sabe quando a gente cansa no remo,
quando falta farinha na cuia,
quando a doença chega no barraco da beira do igarapé.
Mas também sabe, meu Deus,
que caboclo é forte porque o Senhor é forte com a gente.
É no banzeiro bravo que a fé cresce,
é na beirada do sofrimento que o milagre acontece.
És Tu que sopras o vento nas folhas do buritizeiro,
és Tu que levanta o sol pra esquentar o chão molhado,
és Tu que dá força pro caboclo vencer a correnteza,
e proteção pra caminhar no meio do mato fechado.
Guarda, meu Deus, minha canoa e minha casa,
protege minha família da peste, da fome e do assombro da noite.
Que minha farinha nunca falte,
que a malhadeira fique cheia,
e que minha fé nunca seque, igual igarapé em verão brabo.
Se a doença bater, Tu és o remédio.
Se a tristeza chegar, Tu és o cântico.
Se a tentação rondar, Tu és escudo e espada.
Me ensina, Senhor, a ser firme como jaú contra a correnteza,
manso como águas de igapó,
e forte como tronco de sumaúma.
Quando o trovão rachar o céu, eu não temerei,
quando o rio se enfurecer, eu não me abalarei,
porque Tu és meu remo, meu porto e meu rochedo.
Em nome do Teu Filho, Jesus Cristo,
aquele que é caminho pra quem tá perdido no mato,
luz pra quem se afunda na escuridão,
e salvação pra quem rema cansado na vida,
eu oro, eu clamo, e eu confio. Amém.
Autor: Silvano Pontes.
Amazonas em poesias.
"Pai, obrigada por hoje. Pelas metas alcançadas, pelos livramentos que eu vi e por aqueles que eu nem soube que existiram. Obrigada por me amar e por nunca me deixar caminhar sozinha. Que o dia de amanhã seja ainda mais produtivo e abençoado sob a Tua proteção. Gratidão por tudo. Amém."
------- Eliana Angel Wolf
"Meu Deus, venho Te agradecer por cada detalhe deste dia. Obrigada por me lapidar, mesmo quando os desafios pareceram difíceis, pois sei que o Senhor está cuidando do meu brilho. Obrigada pelo pão, pela saúde e por ser a receita perfeita da minha felicidade. Que minha noite seja de paz e meu despertar seja cheio da Tua graça. Amém."
--------- Eliana Angel Wolf
"Frio que Sente"
Tem um frio
que não vem do mundo,
vem de dentro.
É quando você ainda sente tudo,
mas já não consegue demonstrar nada.
O coração não para de bater…
só aprende a se proteger.
E, às vezes,
se proteger
é esfriar.
"Senhor, muito obrigada pelo dia de hoje. Obrigada por ter sido meu escudo nas batalhas que enfrentei e minha luz nos momentos de sombra. Agradeço pela fibra e pela coragem que o Senhor renovou em mim a cada hora. Obrigada por guiar meus passos e por me lembrar que, com o Senhor no comando, a vitória é certa. Entrego meu descanso em Tuas mãos. Amém."
-------- Eliana Angel Wolf
Um hino a Parintins
Do verde império em luzes coroado,
Surge Parintins, altiva e soberana.
No espelho d’água, o céu abençoado
Reflete a graça que o teu nome emana.
Na ilha bela, teu povo audaz descansa
Sob o fulgor da história que não cansa,
E o som dos bois em um rítmo altaneiro
Revela a alma de um povo brasileiro.
Parintins! És fulgor da Amazônia altiva,
Teu cantar é clarim de uma raça viva!
Do capricho à chama que garante,
Toca o tambor de um Brasil que segue avante!
Tupinambarana da tribo o velho canto,
Vila da Imperatriz, sonho encantado.
Da padroeira ergue-se o recanto,
Com fé e luta do povo abençoado.
Teus muitos nomes, luz em tua trilha,
Forjaram Parintins, eterna ilha,
Herança viva, desta terra tu és filha,
Em cada verso a tua alma brilha!
Parintins! És fulgor da Amazônia altiva,
Teu cantar é clarim de uma raça viva!
Do capricho à chama que garante,
Toca o tambor de um Brasil que segue avante!
És templo vivo, altíssimo estandarte
Da arte pura em sonho secular;
Amor e fé se unem em tua arte,
No embate místico do festejar.
Canta o guerreiro, o índio, a lavradora,
Na arena da vida acende a cor transformadora,
E a noite explode em glória redentora
Quando teu povo aprende a triunfar.
Parintins! És fulgor da Amazônia altiva,
Teu cantar é clarim de uma raça viva!
Do capricho à chama que garante,
Toca o tambor de um Brasil que segue avante!
Na fé se ergue o povo em esperança,
Diversas vozes num só louvor unido:
O altar, o templo e o canto em aliança,
Em Parintins, o céu tem mais sentido.
Do sino ao hino em clamor verdadeiro,
Há luz no culto simples e ordeiro;
E em cada crença pulsa um coração amigo,
Que faz do amor o seu maior abrigo.
Parintins! És fulgor da Amazônia altiva,
Teu cantar é clarim de uma raça viva!
Do capricho à chama que garante,
Toca o tambor de um Brasil que segue avante!
Tu és a flor da selva luminosa,
Tua beleza em canto se traduz.
Do Amazonas és filha orgulhosa,
Que veste o corpo em mitos e em luz.
Salve, cidade de espírito altaneiro,
Que faz da lenda um sonho verdadeiro,
Em teu cantar ressoa o mundo inteiro:
Parintins, teu destino é ser luz!
Parintins! És fulgor da Amazônia altiva,
Teu cantar é clarim de uma raça viva!
Do capricho à chama que garante,
Toca o tambor de um Brasil que segue avante!
Autor: Silvano Pontes.
Amazonas em poesias.
SANTA RITA: ENTRE SECAS E CHEIAS
No Igarapé do Boto, quando o Sol aperta,
A vida se faz pela estrada deserta.
Quando o rio some, a terra é espinho
E o chão seco vira o nosso caminho.
Crianças vão para escola a pé, sob o Sol ardente,
Mas cada passo é uma semente.
Longa estrada poeirenta a percorrer,
Famílias isoladas, sem água para beber.
O igarapé que era "caminho de canoa"
Vira leito seco, dando lugar à poeira que voa.
Água suja, distância que cansa,
Mas o povo da Santa Rita resiste com esperança.
Ano novo, eis que o Amazonas se levanta
E a felicidade na comunidade se planta.
O rio acordou, a cheia chegou,
A alegria das águas se derramou.
Elas vão subindo, devagarzinho,
Enchendo o rio, os lagos, o caminho.
Volta o peixe, a fartura à mesa,
O igarapé é estrada outra vez.
Nas canoas, o rabeta zunindo
E as crianças vão à escola sorrindo.
E a terra outrora rachada,
Agora dá vez às canoadas.
Oh, enchente bendita! Doce e molhado abraço,
Que enche o rio preenchendo o espaço.
Na seca, a luta; na cheia a dança,
O ciclo do rio escreve nossa esperança.
Água é vida, é festa, é sorte,
E assim vai vivendo esse povo do norte.
Autor: Silvano Pontes.
Amazonas em poesias.
