Pensamentos Mais Recentes
Se você me perguntasse qual foi o maior milagre que Jesus já realizou, eu lhe responderia que foi amar quem mais o feriu.
A Delicadeza do Agora
Existe um instante raro em que tudo silencia,
um lugar secreto entre nós,
onde o sentir é mais forte que a pressa,
e o presente aprende a respirar.
É ali que acontece a delicadeza do agora,
quando o tempo aprende a amar,
despido de urgência, sem cobranças,
apenas ficando.
Nesse espaço invisível, onde o tempo se curva,
os gestos falam mais que promessas,
e cada olhar é uma escolha calma
de permanecer.
Então fazemos uma pausa,
não para fugir do mundo,
mas para existir juntos,
como se o amor fosse exatamente isso.
Pausa (Entre Nós)
Quando estamos juntos,
o tempo aprende a ser delicado conosco,
como se cada segundo soubesse
que o amor também precisa de suavidade.
Entre teus gestos e o meu silêncio,
tudo ao redor perde a pressa de existir,
e a vida faz uma pausa para nos olhar,
reconhecendo em nós um instante raro.
Então entendemos, sem dizer nada,
que não é o amor que corre atrás do tempo,
é o tempo que se curva diante de nós,
respeitando aquilo que nasceu para ficar.
AS LÁGRIMAS SECRETAS.
Há lágrimas que não descem ao rosto. Permanecem no íntimo como águas profundas e silenciosas. Não pedem testemunhas. Não buscam consolo imediato. Não exigem explicação.
Todo ser humano carrega regiões invisíveis. Ali repousam dores não ditas. Afetos interrompidos. Perdas que não encontraram forma. Expectativas que o tempo dissolveu. A lágrima secreta nasce nesse território interior onde a palavra não alcança.
Ela é universal. Não pertence a uma crença. Não depende de cultura. Não obedece a época alguma. O homem antigo chorou em silêncio. O pensador conteve o pranto na razão. O homem moderno guarda as lágrimas entre deveres. A forma muda. A essência permanece.
A lágrima escondida não é fraqueza. Muitas vezes é lucidez. É compreensão de que nem tudo pode ser partilhado. Há dores que pedem recolhimento. Há sofrimentos que exigem maturação silenciosa.
A psicologia reconhece que elaborar a dor é sinal de equilíbrio. A ética reconhece que o domínio de si é virtude. A filosofia reconhece que viver é confrontar limites. A lágrima secreta habita esse encontro entre consciência e fragilidade.
Ninguém atravessa a existência sem conhecê la. Ela confirma a sensibilidade. E ser sensível é estar verdadeiramente vivo.
Mesmo sem ser vista ela existiu. Mesmo sem ser compreendida ela teve sentido. A lágrima secreta é memória do que tocou fundo. E é dessa profundidade que nasce a força serena de continuar.
Tiro sua roupa
Tiro tua roupa,
e encontro quem você é de verdade,
inteira em mim, sem pressa,
como quem confia o próprio coração.
Te observo como obra rara,
não com fome, mas com cuidado,
meu olhar aprende teus detalhes,
e minha alma repousa na tua presença.
Tua pele macia acolhe meus gestos,
teu cheiro guarda lembranças futuras,
cada suspiro teu é calma,
cada curva, poesia silenciosa.
E quando nos encontramos em silêncio,
o resto do mundo fica em silêncio,
somos dois caminhos que se escolhem,
amor entrelaçado, sereno,
até que o tempo esqueça de passar.
Plagiando Drummond
E agora, Bené?
O Carnaval acabou,
perdeste a mulher,
o dinheiro sumiu,
a dívida aumentou.
E agora, Bené?
Sem crédito na mão,
já não pode comer,
já não pode morrer,
não tem o caixão.
Benê Morais
Aos 18 eu não sabia. Hoje após anos eu entendi:
a solidão que vem junto com a independência financeira dói pra caramba… mas é muito mais barata que a dependência dos outros. AMÉM OBRIGADO AO SENHOR.
Debaixo da roupa dela
Debaixo da roupa dela
há um coração que pulsa em silêncio, um mundo de ternura e cuidado, onde cada gesto é abrigo.
Debaixo da roupa dela
moram histórias que o tempo escreveu, cicatrizes que viraram força, e um amor que aprende a confiar.
Debaixo da roupa dela
o silêncio fala mais que palavras,
cada olhar é promessa tranquila,
cada sorriso, um lar possível.
Debaixo da roupa dela
não há mistério, há entrega serena,
um universo simples e verdadeiro
que escolheu caminhar ao meu lado.
Aprender a ser delicado
Ela é poesia que não pede rima,
é beleza que acontece sem esforço,
como se o mundo tivesse parado
só pra aprender a ser delicado nela.
O olhar carrega um carinho tímido,
desses que chegam devagar
e ficam.
Quando encontra o meu,
o tempo desacelera sem avisar.
O sorriso…
ah, o sorriso.
Não promete nada,
mas entrega tudo:
calma, desejo manso,
vontade de permanecer.
Ela é o tipo de pessoa
que não se esquece fácil.
Porque não passa —
ela marca.
E quem sente,
sente fundo.
(Resenha Crítica)
Obra: Mais um Amanhecer
Autor: Michel F.M.
Gênero: Poesia / Canção poética / Prosa poética
Ano: 2010
Introdução
Mais um Amanhecer apresenta-se como uma obra híbrida, situada entre a poesia, a música e o discurso social, estruturada em forma de coletânea lírica. Michel F.M. constrói um livro que ultrapassa os limites tradicionais da poesia escrita, aproximando-se da estética da canção popular e da oralidade urbana, criando um texto acessível, direto e emocionalmente comunicativo. A obra se organiza em três blocos — Um Amanhecer Romântico, Um Amanhecer Crítico e Mais um Amanhecer — que funcionam como etapas de um percurso existencial, emocional e ético.
Desenvolvimento
Na primeira parte, Um Amanhecer Romântico, predomina uma poética afetiva centrada no amor idealizado, na dependência emocional e na construção do outro como eixo existencial do eu-lírico.
O discurso poético é marcado por simplicidade lexical, repetições, estruturas próximas da letra musical e imagens simbólicas recorrentes (luz, flor, olhar, céu, estrela, estrada). O amor é apresentado não apenas como sentimento, mas como fundamento identitário, o que revela uma concepção romântica clássica: amar é existir. Embora essa abordagem possa parecer ingênua sob uma perspectiva crítica mais sofisticada, ela se sustenta pela honestidade emocional e pela coerência estética da proposta.
A transição para Um Amanhecer Crítico representa uma ruptura temática e discursiva. O eu-lírico abandona o foco individual e assume uma voz coletiva, social e política. A poesia torna-se instrumento de denúncia, abordando desigualdade, corrupção, alienação, manipulação midiática, degradação ambiental, violência estrutural e desumanização. O tom passa a ser mais duro, direto e discursivo, aproximando-se da poesia engajada e da tradição da canção de protesto. Nessa parte, a função estética do texto subordina-se frequentemente à função ética e social, o que reforça o caráter pedagógico e conscientizador da obra.
Na terceira parte, Mais um Amanhecer, ocorre uma síntese entre subjetividade e coletividade. O discurso se reorganiza em torno de valores como superação, espiritualidade, esperança, perdão, transformação e responsabilidade humana. O sujeito poético deixa de ser apenas amante ou cidadão revoltado e passa a ocupar o lugar do indivíduo consciente, que reconhece sua dimensão interior, social e espiritual. O “amanhecer” assume aqui sua função simbólica plena: não é apenas recomeço emocional ou despertar político, mas um processo de iluminação existencial.
Análise Crítica
Do ponto de vista estético, a obra privilegia a acessibilidade em detrimento da complexidade formal. Não há preocupação com experimentalismos linguísticos sofisticados ou com estruturas poéticas eruditas. A linguagem é simples, direta, coloquial e musical. Isso pode ser interpretado, por um lado, como limitação técnica, mas, por outro, como escolha consciente de comunicação ampla e democrática.
Trata-se de uma poesia que busca alcançar, não excluir. Ideologicamente, a obra se insere em uma perspectiva humanista, ética e transformadora. O autor constrói uma visão de mundo baseada na empatia, na consciência social, na responsabilidade coletiva e na espiritualidade não dogmática. O amor, que inicialmente é romântico e individual, transforma-se progressivamente em amor social e, por fim, em amor universal.
O maior mérito de Mais um Amanhecer está na coerência interna de sua proposta: a obra funciona como uma narrativa de formação poética, acompanhando a evolução simbólica do sujeito lírico do afeto à consciência, da emoção à ética, da paixão à responsabilidade. Trata-se de um percurso de amadurecimento humano, não apenas literário.
Como fragilidade, pode-se apontar o caráter por vezes excessivamente discursivo e didático de alguns poemas, especialmente na parte crítica, em que o tom panfletário se sobrepõe à elaboração estética. No entanto, essa escolha se justifica dentro da proposta da obra, que privilegia função social e comunicativa em vez de refinamento formal.
Conclusão
Mais um Amanhecer é uma obra de formação humana em forma de poesia. Mais do que um livro lírico, trata-se de um projeto ético, social e existencial. Michel F.M. constrói uma poética acessível, musical e emocionalmente honesta, que acompanha a transformação do sujeito poético do amor individual ao compromisso coletivo, e da dor pessoal à consciência social.
Não é uma obra voltada à elite literária, mas ao leitor comum, ao jovem, ao cidadão, ao ser humano em processo de construção. Seu valor reside menos na sofisticação formal e mais na potência simbólica, na coerência temática e na força humanista de sua mensagem.
Mais um Amanhecer não pretende ser apenas lido — pretende ser vivido, sentido e refletido.
Existem histórias
Ela chega como luz de fim de tarde,
dessas que atravessam a janela
sem pedir licença
e mudam o clima do dia inteiro.
Nos olhos, mora um silêncio bonito,
daqueles que não afastam,
aproximam.
Um mistério calmo,
que dá vontade de ficar.
O sorriso não grita,
ele sussurra.
E nesse sussurro
existe aconchego,
existem histórias que ainda não foram contadas.
Ela é dessas presenças raras:
não precisa chamar atenção —
ela simplesmente acontece.
E quem vê, sente.
Esse sorriso que anseia pela vida,
que se aglomera entre objetos, sonhos e planos…
Como poderia se conter
tanta energia que pede para transbordar
através do seu rosto?
Não tente se espreitar,
nem se resumir a rascunhos —
como uma molécula solitária,
sem perceber o próprio potencial.
Você é transformação.
É a prova de que a energia, quando bem direcionada,
se torna força, movimento
e um átomo inteiro de felicidade.
Eu me basto.
Eu me sei.
Eu me sou.
Isto não é soberba.
É consciência.
É o reconhecimento da obra que foi feita em mim.
Pois a minha força não nasceu do conforto,
mas da resistência.
A minha luz não brotou da ausência de dor,
mas da coragem de atravessá-la.
Fui moldada no fogo das circunstâncias.
Fui lapidada pelo que me feriu.
Minha mãe me gerou,
mas foi a vida que me forjou.
E se fui destinada a algo,
foi a permanecer de pé.
Porque o mundo sempre foi pequeno demais
para aquilo que habita em mim.
Eu agradeço.
Principalmente pelo que me doeu.
Porque Deus nunca me entregou força pronta.
Ele me entregou situações que me obrigaram a crescer.
Quando pedi por paciência,
me deu espera.
Quando pedi por maturidade,
me deu responsabilidade.
Quando pedi por poder,
me deu processos.
E foi atravessando tudo isso
que eu me tornei quem sou.
Hoje eu sei:
eu sou uma mulher muito forte.
Muito poderosa.
Não porque nada me abalou,
mas porque nada conseguiu me destruir.
Pró. Messa....o nome já diz: pró indica uma ação futura...e messa lá no passado era um puxar a barba ou retirar a casca...logo, futuramente alguém vai arrancar essa casca de ferida ou puxar a barba do pirata e tá tudo certo e nada prometido que nào será cumprido, mas lá num futuro longe esquecido. Se é que não dificultei e pouco falei pra me fazer entendido. Muitos prometem que serão até a morte unidos, mas já se separaram faz tempo e ainda continuam vivos. Enfim qual é o valor de uma promessa?
O Senhor é um Deus Justo, e os Seus Julgamentos são Perfeitos; por isso, quem é justo encontra verdadeira segurança em confiar Nele, certo de que cada dia de sua vida está guardado pelo Eterno Amor do Pai.
Vida e a morte
Vida é direção
bússola trêmula apontando para o nunca.
Morte é destino
porto mudo onde o vento se cala.
Vida é teorema insolúvel,
equação escrita em sangue e suor;
morte é o resultado inevitável,
a resposta fria no rodapé do universo.
Vida é sagrado que pulsa,
é templo erguido em carne frágil;
morte é profana aos olhos do medo,
mas sussurra verdades que ninguém ousa ouvir.
Hoje me deitei com a morte.
Não em lençóis,
mas no silêncio.
Toquei sua face pálida
e ela me chamou pelo nome
como uma velha amante paciente.
Vida é divino em combustão,
é turbulência, é queda livre,
é o cotidiano que arranha e exige.
Morte é descanso
colo escuro onde o cansaço repousa.
Tenho fascínio por seus dedos frios,
pela promessa de quietude
após tanto ruído.
A morte é minha célere amiga,
companheira invisível
que caminha ao meu lado
sem jamais se atrasar.
Entre a vida que me rasga
e a morte que me acolhe,
há um romance secreto.
Uma doce união
entre o sopro que insiste
e o abismo que chama.
E eu, feito ponte,
oscilo.
Porque viver é arder
sabendo do fim.
E amar a morte
é confessar
que o descanso também seduz.
Papai
Papai,
por que o senhor faz isso?
Com suas botas negras, ruidosas,
marchando dentro da minha cabeça,
eu vivi à sombra do seu pé
por vinte e dois anos —
pálido, pobre,
quase sem ar.
Eu mal respirava
para não provocar sua ira.
Papai,
eu morri jovem.
Morri antes do tempo.
Não de doença —
mas de ausência.
Pesado como mármore,
carreguei um saco cheio de mágoas,
um banquete de argila na boca,
um espectro de louça suja na memória,
e uma cabeça rachada
pelos seus gritos
e pelo medo.
Eu rezava por redenção.
Mamãe, com o rosário trêmulo,
batia a cadeira no chão
como se pudesse expulsar o demônio
que o senhor chamava de filho.
Mas eram suas palavras, papai,
que doíam mais que seus punhos.
Punhos na mesa.
Punhos na guerra.
Guerras, guerras e mais guerras —
e o nome da cidade era comum demais
para justificar tanto ódio.
Meus amigos invejavam o senhor.
Eu invejava os pais deles.
Nunca fui suficiente.
Nunca firmei o pé na sua terra.
Minha língua apodreceu presa
na armadilha da minha mandíbula.
Nosso amor —
arame farpado.
Eu, eu, eu, eu —
ecoando num quarto sem portas.
Eu mal respirava
para não provocar sua ira.
Papai,
eu pensei que todos os homens
fossem feitos da sua fúria.
Que todo idioma
nascesse como motor engasgado
e palavra obscena.
O senhor me tratava
como se eu fosse o erro da casa.
Comecei a falar como estrangeiro.
A viver como intruso.
A existir como culpa.
Papai, eu fui embora.
Mas esta carta
não é despedida.
É uma autópsia.
O livro negro terminou.
Segue o diário
de um menino
que só queria ser amado.
Fui expulso com asas queimadas,
um anjo caído
na sarjeta da própria família.
Três anos sem vocês.
Três anos tentando arrancar
as botas da minha memória.
Mas o senhor ainda dança,
pisoteia,
marcha dentro do meu peito.
Há uma estaca cravada
no meu coração —
negro de medo,
branco de silêncio.
Eles nunca souberam quem eu era.
Chamaram-me monstro
porque ousei sangrar.
Papai…
o senhor pode descansar agora.
Chega das botas.
Chega do peso.
Chega do medo.
Mas, se ainda houver
um resto de homem
sob esse couro e essa fúria —
me ame.
Porque eu ainda sou
o garoto assustado
que treme
ao som dos seus passos.
Redemoinho
O homem nasce menino
na planície verde e monótona,
onde o tempo mastiga devagar
os ossos das horas.
Tudo é pacato.
Tudo é árido.
O horizonte não traz ameaças.
Então chega o dia
em que ele se confronta com o furacão.
O tufão do Atlântico e do Pacífico,
carregado de cores, ruídos, promessas,
vidas demais até para mil existências.
O giro tempestuoso desloca o mundo.
Arranca o que era chão.
Semeia o que já nasce morto.
Nada permanece.
As coisas não amadurecem,
apenas surgem
e se dissolvem
sem parto
e sem luto.
O homem-menino abre os braços.
Quer o clarão,
quer o excesso,
quer o impossível.
E o redemoinho o aceita.
Engole seus sonhos frágeis,
mistura artefatos, rostos, desejos
em uma nuvem de poeira disforme.
Agora é homem.
O menino ficou para trás
como um retrato esquecido na estante,
como letras gravadas na velha árvore.
Está no olho do furacão.
Silêncio dentro.
Caos ao redor.
Já não acompanha o giro.
A mudança o ultrapassa
como um trem que não para em nenhuma estação.
Olha ao longe
as pradarias de onde veio.
Vinhas imaginárias.
Um tempo sem gritos.
Um tempo sem pressa.
Mas descer já não é gesto.
É amputação.
Ele tornou-se o próprio vento
que o desfaz.
A cada segundo
um pouco menos sólido,
um pouco mais vapor.
Ao homem sempre restará
esse vício antigo:
abandonar o simples
e, tarde demais,
implorar pela simplicidade.
Ela era lavadeira, cantadora
e fazia do coração grande
um altar como devota
zelosa de Nossa Senhora;
A criançada gostava
de ajudar a pendurar
as roupas só para ouvir
a saudosa Idalina cantar.
Ela era nordestina e irmã
presente das vizinhas,
que oferecia sempre
o melhor para alegrar,
Coragem naquela mulher
tinha para esbanjar.
Nunca esqueci do dia
que ela pediu ao marido
colher côcos para uma
surpresa nos preparar,
Os anos se passaram,
e nada da memória
conseguiram apagar.
De um dia para o outro
quando voltamos como
de costume para ouvir
ela cantar enquanto
as roupas ela lavava,
A gente também cantava
se importar com nada.
Era somente a gente
naquele distante lugar,
não havia ninguém
para da algazarra reclamar
e o tempo passava
por nós sempre devagar.
Assim que terminou
de lavar as roupas
que não eram poucas,
Nos chamou até a sala,
vimos a mesa arrumada
com uma bela toalha
e guardanapos rendados,
Como a realeza viesse
ali conosco se sentar.
Ela pediu para esperar,
fez a criançada rezar,
E foi assim que não fui
somente eu que provei
o mais autêntico Manjar,
que deixou essa memória
bonita para compartilhar.
Seja discreto,
Aceite a solidão e
dê um jeito na sua vida.
Ninguém virá te salvar. Sua
vida é 100% sua responsabilidade.
