Pensamentos Mais Recentes
A filosofia não promete respostas para todos os mistérios; oferece ao homem a coragem de permanecer diante deles.
Não basta libertar o homem dos velhos dogmas; é preciso ensiná-lo a caminhar sem precisar de correntes invisíveis.
Se Deus não existisse, talvez o homem o tivesse inventado para que o universo não parecesse tão indiferente.
"O sujeito que troca a apreensão direta do ser por um gráfico estatístico é como o indivíduo que, faminto diante de um prato de comida, prefere mastigar o menu: no fim, tem a ilusão de ter analisado a refeição, mas continua exatamente onde estava, ignorando completamente a substância da realidade."
Submeter a inteligência de um homem a um teste psicométrico para medir seu valor é como examinar a foto de um incêndio para medir a temperatura das chamas: você analisa uma imagem estática e morta no papel, enquanto o fogo real da consciência está queimando bem diante do seu rosto."
Peço desculpas por não ser exatamente quem você imaginava. A verdade é que as expectativas que criamos sobre os outros raramente combinam com a realidade de quem eles realmente são, e sinto muito se isso te causou alguma decepção.""Peço desculpas por não preencher a imagem que você tinha de mim. Reconhecer isso me faz refletir que cada um de nós é uma história real, cheia de falhas, e não uma projeção idealizada por outra pessoa.""Me desculpe se a minha verdade não correspondeu ao que você esperava. Aprendi que o maior erro que podemos cometer é tentar caber no molde dos outros, em vez de sermos honestos com a nossa própria essência.
Os logotipos especistas mantêm o animal visível o bastante para que seu corpo seja vendido e consumido, mas invisível o bastante para que sua morte deixe de ser reconhecida como violência e não perturbe a continuidade do consumo.
Caso amanhã eu não esteja mais aqui, eu quero que você se lembre do dia em que eu consegui fazer você sorrir e que isso te faça lembrar de um pedacinho da minha eternidade no tempo em que estive perto de você. Porque, caso amanhã eu não esteja mais aqui, quero que o tempo não apague o que eu realmente senti por você. Porque, caso amanhã eu não esteja mais aqui, quero que saiba que você foi a certeza em um mundo que me apresentou dúvidas. Porque, caso amanhã eu não esteja mais aqui, saiba que meu espírito seguirá te protegendo e te guardando. Porque, caso amanhã eu não esteja mais aqui, quero que saiba que cada "não" que te disse era a minha maneira de demonstrar o quanto me importava com você. Caso amanhã eu já não esteja mais aqui, quero que saiba que cada estrela no céu guarda os sonhos e alegrias que desejo para você; basta olhar para o alto. E, caso amanhã eu não esteja mais aqui, ainda assim você estará em mim para todo o sempre.
Às vezes
a Internet tem a estranha mania de Valorar mais a Ousadia que o Talento.
Talvez porque vivamos numa época em que ser visto parece, muitas vezes, mais importante do que ser bom.
A exposição transformou-se em uma espécie de medida do valor, e a coragem de dizer qualquer coisa em voz alta passou a ser confundida com a coragem de pensar.
Quem se lança primeiro ao palco das opiniões frequentemente recebe mais atenção do que aquele que passou dias, quiçá anos, silenciosamente aperfeiçoando uma obra.
Mas há uma diferença fundamental entre aquilo que chama a atenção e aquilo que possui valor.
Kant nos lembraria — ainda que em outros termos — que o valor de uma ação não está simplesmente no efeito que ela produz sobre os outros, mas no princípio que a orienta.
Aplicado ao nosso tempo, isso deveria nos fazer desconfiar da lógica pela qual o aplauso se transforma em critério de verdade e a visibilidade em sinônimo de mérito.
A Internet é extraordinariamente eficiente em recompensar o que provoca reação.
O talento, porém, nem sempre provoca.
Às vezes ele exige silêncio, demora, estudo, disciplina e uma humildade intelectual quase incompatível com a velocidade das Vitrines Digitais.
O talento verdadeiro pode passar despercebido justamente porque não grita para ser percebido.
A ousadia tem seu valor.
Sem ela, muitas ideias jamais sairiam da seara do pensamento.
Mas ousar não é, por si só, criar; falar não é necessariamente pensar; provocar não é necessariamente argumentar.
Existe uma diferença entre a Liberdade de Expressão e a Liberdade Interior necessária para não dizer simplesmente aquilo que produzirá mais aplausos.
Talvez uma das principais tarefas do nosso tempo seja recuperar a capacidade de julgar por nós mesmos.
Não perguntar apenas: “Quantas pessoas estão gostando?”, mas: “Isto é bom?”
Não perguntar apenas: “Isso viralizou?”, mas: “Isso tem valor?”
Não perguntar apenas: “Quem está dizendo?”, mas: “O que está sendo dito — e por quê?”
Porque uma sociedade que terceiriza seu juízo aos algoritmos corre o risco de transformar a popularidade em uma nova forma de autoridade.
E talvez a verdadeira autonomia comece justamente quando deixamos de confundir aquilo que merece ser visto com aquilo que merece ser admirado.
Nem tudo que faz barulho tem profundidade.
E nem tudo que permanece em silêncio carece de grandeza.
Às vezes, o Talento não precisa de mais ousadia…
Precisa apenas de olhos capazes de reconhecê-lo.
Ser vegano vai além de renunciar ao que se come ou se veste; trata-se de uma escolha coerente e consciente sobre como se vive e com quem se escolhe compartilhar o mundo — o que implica, eticamente, recusar a exploração animal como norma moral.
O Veganismo é um movimento sociocultural-identitário, ético-político e espacial que enfrenta o especismo estrutural e as continuidades coloniais do Plantationoceno.
Algumas ovelhas precisam vestir a pele de mamíferos carnívoros para se sentirem mais fortes. Já eu... Nunca precisei de uma pele de ovelhinha para tentar esconder a natureza predatória."
QUANDO O PODER COMEÇA PELA CONSCIÊNCIA
O poder político raramente começa tomando palácios.
Muitas vezes começa tomando consciências.
Não é necessário proibir todas as ideias quando é possível controlar aquilo que as pessoas consideram aceitável pensar.
1. Enfraqueça os valores da juventude.
Uma geração sem referências pode se tornar mais vulnerável a qualquer ideologia que prometa sentido e pertencimento.
2. Controle a narrativa.
Quem influencia a informação não precisa controlar todas as pessoas — basta influenciar aquilo que elas enxergam como realidade.
3. Divida a sociedade.
Quando cidadãos deixam de enxergar uns aos outros como compatriotas e passam a enxergar apenas inimigos de classe, raça, grupo ou ideologia, a unidade social se enfraquece.
4. Destrua a confiança nas instituições.
Uma sociedade que não confia em nenhuma autoridade, liderança ou instituição torna-se mais suscetível àquele que promete reconstruir tudo sob seu próprio comando.
5. Use a linguagem da liberdade.
Toda concentração de poder pode procurar legitimidade utilizando palavras nobres: democracia, igualdade, justiça e liberdade. Por isso, mais importante que o discurso é observar os mecanismos concretos de poder.
6. Expanda continuamente o Estado.
Quanto maior a dependência econômica e administrativa do cidadão em relação ao Estado, maior pode ser sua influência sobre a sociedade.
7. Enfraqueça as convicções espirituais.
Uma sociedade sem princípios que transcendam o poder político pode acabar tratando o Estado como sua principal fonte de sentido, proteção e autoridade.
8. Transforme diferenças em conflitos.
Diferenças sociais existem. O perigo está em transformar cada diferença em uma guerra permanente entre grupos.
9. Substitua responsabilidade por dependência.
O Estado deve proteger direitos e oferecer serviços públicos, mas uma sociedade saudável também precisa preservar iniciativa, responsabilidade individual e liberdade.
10. Inverta as acusações.
Na política, existe uma tentação antiga: atribuir ao adversário aquilo que você próprio pratica. Por isso, não basta ouvir acusações — é necessário examinar fatos, documentos, decisões e resultados.
Há causas em que a maior vitória não está em vencer o impossível, mas em descobrir que o impossível era apenas um problema ainda não inteiramente compreendido - e fazer com que, ao fim, o Direito encontre aquele a quem pertence.
“Quando a Noite Esquece as Estrelas”
Há momentos em que a vida apaga o céu.
Não necessariamente porque tudo terminou, mas porque nossos olhos, cansados de procurar respostas, já não conseguem distinguir as estrelas.
É então que descobrimos uma verdade incômoda: quase nunca sabemos o quanto dependemos de uma luz até caminharmos pela escuridão.
Passamos boa parte da existência acreditando que somos suficientes. Construímos certezas, defendemos nossa independência, levantamos muros em torno das fragilidades e chamamos isso de força. Mas basta uma ausência, uma distância inesperada, uma noite um pouco mais longa, e percebemos que havia alguém iluminando silenciosamente partes de nós que jamais soubemos iluminar sozinhos.
Talvez seja isso que significa ter uma luz que nos guia.
Não é alguém que conhece o caminho inteiro. Não é alguém que possui todas as respostas.
É simplesmente uma presença diante da qual ainda conseguimos acreditar que existe uma manhã depois da noite.
E existem noites terríveis.
Noites em que voltamos para nós mesmos quebrados, envergonhados pelas escolhas que fizemos, carregando nas mãos os pedaços daquilo que jurávamos ser. Nessas horas, não precisamos necessariamente de alguém que nos salve. Precisamos de alguém que permaneça. Alguém que consiga olhar para nossas ruínas sem confundi-las com aquilo que somos.
Porque o ser humano não é apenas aquilo que conseguiu preservar.
Também somos aquilo que tentamos reconstruir.
Talvez por isso amar seja uma das formas mais difíceis de coragem. Amar alguém é saber que um dia a distância poderá chegar. É compreender que nenhuma promessa consegue impedir completamente a perda. É colocar alguma coisa preciosa demais sobre a mesa sabendo que a vida não oferece garantias.
E, mesmo assim, colocar.
Mas existe também uma advertência silenciosa nisso tudo: não podemos atravessar a existência de braços cruzados esperando que outra pessoa faça nascer o nosso amanhecer. Uma luz pode indicar o caminho, mas nossos pés ainda precisam caminhar.
Há uma espécie de cegueira que não nasce da escuridão, mas da desistência.
Quando paramos de procurar.
Quando deixamos de perguntar.
Quando aceitamos viver apenas daquilo que já sabemos.
Por isso precisamos continuar descobrindo alguma verdade nova, mesmo depois de tantas decepções. Precisamos conservar alguma capacidade de espanto. Talvez envelhecer verdadeiramente não seja acumular anos, mas perder a capacidade de ainda se maravilhar diante de alguém, de uma ideia, de uma manhã ou da possibilidade de começar novamente.
E talvez algumas pessoas atravessem nossa vida justamente para nos lembrar disso.
Elas não eliminam a noite.
Não afastam todas as tempestades.
Não prometem que voltaremos inteiros.
Apenas deixam uma pequena claridade acesa dentro de nós.
E quando tudo parece distante, quando nenhuma estrela permanece visível e quando o mundo inteiro parece ter esquecido o caminho de casa, compreendemos finalmente:
há luzes que enxergamos com os olhos.
E existem aquelas que só reconhecemos depois que o mundo escurece.
São essas que levamos conosco.
Porque algumas pessoas não iluminam simplesmente o nosso caminho.
Elas nos ensinam que, mesmo perdidos na noite, ainda existe dentro de nós alguma coisa procurando pelo amanhecer.
"Filho não é apenas aquele que nasce da gente; é também aquele que a vida coloca em nossos braços e o coração decide chamar de filho "
Desculpa se eu não fiz tudo como você queria. Desculpa.
Desculpa se eu não abaixei a cabeça, se eu não me submeti.
Desculpa se eu não fui o que você quis. Desculpa.
Eu peço desculpa se eu não agradei, se eu não agrado, se não vou agradar.
Mas eu peço desculpa a mim.
Desculpa é a mim, a quem eu devo mais amar.
Nildinha Freitas.
