Pensamentos Mais Recentes

O que leva uma pessoa a brigar por dez reais?

Talvez não sejam os dez reais.

Talvez seja a fome que ninguém viu.
A humilhação que ninguém percebeu.
As portas que foram fechadas.
As oportunidades que nunca chegaram.

Há momentos em que uma pequena nota carrega um peso maior que uma fortuna.

Antes de julgar quem discute por tão pouco, vale lembrar: ninguém mede o valor do dinheiro da mesma forma quando a vida começa a faltar.

Às vezes, a discussão nunca foi pelo dinheiro.

Foi pela dignidade.

Porque o céu faz festa,
quando uma alma se arrepende;
o amor de Deus alcança
até quem o mundo não entende.


Haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende.
Lucas 15:7

Uma alma não tem preço,
não se mede pelo ter,
vale mais que o mundo inteiro,
pois Cristo veio morrer.

A ovelha que se perde
não deixa de ter valor;
o Pastor deixa o rebanho
para buscar com amor.

Que o Evangelho seja visto em nossas atitudes antes mesmo de ser ouvido por nossos lábios.
Porque o reino de Deus não consiste em palavras, mas em poder.
(1 Coríntios 4:20)

⁠Demorar ao avaliar qualquer coisa é, nesse mundo reativo e tão apressado em tirar conclusões, uma das atitudes mais disruptivas que você pode ter.

Não permita que a ambição de vencer se transforme em fracasso. O pior erro, depois da queda, é vestir a máscara da falsa humildade para justificar o insucesso. A verdadeira humildade consiste em reconhecer o fracasso, aprender com os próprios erros, corrigi-los e seguir em direção à vitória com novas atitudes.
F. Meirinho

A dor de ser uma exceção é ser, ora sim, ora também, arrastada e misturada com todo o restante do balaio — eclipsada por ser considerada semelhante aos olhos mais apressados.


E talvez sejam justamente aqueles que mais se apressam em taxar e rotular, para depressa desprezar, os que no fim mais perdem com tudo isso. Afinal, é nessa pressa que acabam jogando fora as oportunidades que mais ansiavam; ou, no campo dos relacionamentos, as pessoas que realmente poderiam ser algo em suas vidas.⁠

Canção do vento


O vento me atrai, me cativa, me fascina…
O vento me seduz, me encanta, me deslumbra...
O vento meu rosto acaricia... meu corpo envolve... minha paz me devolve.
Gosto do vento frio
Gosto do arrepio
Gosto do meu nariz gelado,
pelo vento deixado.
 O vento sopra forte.
O vento me refresca em meio ao sol forte.
 O vento me revigora...
Me avisa da hora de ir embora.
Gosto do som dos galhos das árvores balançando.
Gosto dos sinos dobrando.
Gosto das venezianas batendo.
Gosto do vento arruaças fazendo... e ninguém o vendo.
O vento segue soprando...
As nuvens moldando...
Os papéis derrubando...
Tudo separando... tudo misturando...
As saias levantando.
Da janela do meu quarto vejo o vento a soprar...
Passa, passa sem parar...
Pelas frestas da vida
Se divertindo vai seguindo...
Rindo... feliz da vida... tudo a bagunçar.

O evangelho não visa apenas alterar o nosso destino final, mas saturar e reordenar cada centímetro quadrado da nossa existência presente, desde os recônditos do nosso coração até as estruturas da nossa cultura.

A verdadeira paz não é viver sem problemas; é viver sabendo que nenhuma tempestade é maior do que Aquele que habita em nós. Quando Cristo é o fundamento da nossa paz, o mundo pode balançar tudo ao redor, mas não consegue derrubar aquilo que Deus estabeleceu dentro do coração.

Oh! vento


Oh vento, sopre forte
Leva pra longe as dores...
Há tantas que eu já não mais as suporto.
Meu corpo dói... minha mente pouco a pouco se destrói...
O coração dentro do peito corrói.
Leva tudo... mesmo o que me faz bem...
Não me importo.
Que nasça um novo eu.
Com novos sonhos...
Com um caminho todo novo.
Quero ser feita de novo.
Oh vento, varra pra longe
O que me consome...
Faça desaparecer até meu nome.


Rosangela calza

Nuvens carregadas cobrem o céu da alma, espalhando dor e tristeza, enquanto a desesperança sussurra segredos de um amanhã incerto.
E assim sigo eu...


Rosangela Calza

A paz não depende da cadeira onde você está sentado, mas de Quem governa o seu coração.

O evangelho não é um mero salvo-conduto para a eternidade, nem um simples plano de fuga deste mundo caído. Ele é a própria presença de Cristo invadindo o nosso caos diário. É a graça que não apenas nos salva do julgamento, mas que satura o nosso acordar, molda o nosso falar e cura a nossa dor. A boa nova não descreve apenas para onde vamos, mas quem nos acompanha em cada detalhe da nossa caminhada de fé.

A teologia verdadeira purifica a adoração. Longe de extinguir a fé, a doutrina corrige os excessos mundanos e revigora o zelo divino.

(Des)esperança


“- Ah, como dói viver quando falta a esperança!”
Não há sol que aqueça.
Não há noite que amanheça.
Quando a alma esperança não mais alcança.
Tudo passa vagarosamente...
se dilui... desaparece...
estrangeiro no mundo
a vida se desvanece.
Cores desbotadas.
Descolorindo a monotonia dos dias...
“O silêncio é tão largo, é tão longo, é tão lento”
Só desalento o que sinto por dentro.
Pressinto um medo...
Um mau presságio...
Velozmente está chegando perto do fim o meu momento.
Cada vez mais desentendo a vida...
Chega com as cartas marcadas...
Traçada da entrada à porta de saída...
a desesperança não é um luxo de ninguém...
é apenas um capricho da vida!


Rosangela Calza

A verdadeira teologia não esfria o crente; ela apaga o fogo estranho e alimenta o fogo santo.

O fogo santo não aliena o crente; ele apenas filtra a falsa teologia e revela a teologia ortodoxa.

⁠Ler é crescer em silêncio.
sfj,reflexões

A teologia não esfria o crente: ela apaga o fogo estranho e alimenta o fogo santo. Da mesma forma, o fogo santo não aliena o crente: ele purifica a falsa teologia e revela a verdadeira ortodoxia.

QUANDO O ESPIRITISMO NÃO PODE CEDER. A FIRMEZA DOUTRINÁRIA DIANTE DAS TENTATIVAS DE DESCARACTERIZAÇÃO.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.

_ESPIRITISMO NÃO É IGREJA. A DEFESA DA CODIFICAÇÃO CONTRA O IGREJISMO.

_O ESPIRITISMO NÃO MUDARÁ PARA AGRADAR NINGUÉM.
Antes de tudo, é importante estabelecer uma distinção que preserva a honestidade intelectual e o respeito à liberdade de consciência. Toda pessoa possui o direito inalienável de mudar de religião, abandonar o Espiritismo ou abraçar qualquer outra crença. Esse direito é legítimo e deve ser respeitado. O próprio Allan Kardec jamais propôs uma fé coercitiva, nem desejou discípulos presos por conveniência ou tradição. A liberdade de consciência constitui um dos pilares da Doutrina Espírita.
Todavia, uma questão inteiramente diversa surge quando alguém abandona o Espiritismo, adota outra confissão religiosa e, posteriormente, pretende reintroduzir no Movimento Espírita os conceitos, ritos, crenças e práticas da nova religião que passou a professar. Nesse ponto, deixa de existir uma simples mudança de convicção pessoal para surgir uma evidente incompatibilidade doutrinária.
Nada há contra quem escolha outro caminho espiritual. O problema não está em partir, mas em querer alterar aquilo que permaneceu. O Espiritismo não pertence aos seus adeptos. Pertence aos princípios estabelecidos por Allan Kardec mediante um método rigoroso de observação, experimentação, comparação e controle universal dos ensinos dos Espíritos. Nenhum indivíduo, por mais influente que seja, recebeu autorização para remodelar a Codificação segundo suas preferências pessoais.
José Herculano Pires advertia que a descaracterização do Espiritismo frequentemente começa de maneira discreta. Introduz-se um costume aparentemente inofensivo, acrescenta-se uma prática sentimental, incorpora-se um rito importado de outra tradição religiosa e, pouco a pouco, a identidade doutrinária vai sendo dissolvida. O resultado final é um Espiritismo apenas de nome, mas profundamente estranho ao pensamento de Kardec.
Essa tentativa de conciliar princípios inconciliáveis produz uma contradição difícil de sustentar. Quem sinceramente concluiu que outra religião corresponde melhor às suas convicções possui toda a liberdade para nela permanecer, divulgá-la e vivê-la. O que não encontra justificativa lógica é utilizar o nome do Espiritismo para difundir ideias que a própria Codificação não ensina. Isso deixa de ser evolução doutrinária para tornar-se adulteração doutrinária.
Não se trata de intolerância. Trata-se de identidade. Assim como ninguém exigiria que a matemática abandonasse seus axiomas para acomodar opiniões particulares, também não se pode exigir que o Espiritismo renuncie aos seus fundamentos para satisfazer preferências individuais. Doutrinas possuem identidade. Sem ela, deixam de existir.
A Codificação Espírita não admite a introdução de corpos estranhos em sua estrutura conceitual. Kardec construiu um edifício doutrinário coerente, no qual ciência, filosofia e consequências morais se harmonizam segundo uma lógica interna rigorosa. Inserir elementos incompatíveis rompe essa coerência e compromete todo o conjunto.
Por essa razão, Herculano Pires insistia na necessidade de uma firmeza doutrinária serena, mas inegociável. Defender Kardec não significa idolatrar um homem, mas preservar um método. O Espiritismo jamais foi apresentado como um sistema aberto à incorporação indiscriminada de ritos, sacramentos, objetos sagrados, fórmulas litúrgicas, superstições, crenças mágicas, dogmas de autoridade ou práticas exteriores herdadas de outras tradições religiosas.
Quem desejar organizar uma nova corrente espiritual possui inteira liberdade para fazê-lo. Pode fundar uma associação, um movimento filosófico ou mesmo uma nova religião. A liberdade de pensamento garante esse direito. O que não se pode fazer, intelectual e moralmente, é atribuir a Allan Kardec aquilo que ele nunca ensinou, ou apresentar como espírita aquilo que contradiz frontalmente a Codificação.
O Espiritismo não necessita adaptar-se às sensibilidades passageiras de cada época para permanecer vivo. Sua força reside exatamente na estabilidade de seus princípios. As descobertas científicas podem ampliar a compreensão dos fenômenos, conforme previu Kardec em "A Gênese", mas jamais autorizam a substituição dos fundamentos doutrinários por dogmas exteriores ou práticas ritualísticas. Evoluir não significa descaracterizar-se.
Há, portanto, uma diferença decisiva entre progresso e deformação. O progresso aprofunda a compreensão da verdade sem destruir seus alicerces. A deformação modifica os próprios fundamentos até que a identidade original desapareça. É essa segunda hipótese que Herculano Pires combateu durante toda a sua vida intelectual.
O Espiritismo jamais mudará seus princípios para agradar este ou aquele expositor, dirigente, médium ou grupo. A verdade doutrinária não se submete à popularidade nem às preferências individuais. Allan Kardec pertence à História da Doutrina, não às conveniências do momento. Enquanto existirem espíritas comprometidos com o estudo sério das obras fundamentais, permanecerá vivo o compromisso de preservar, com firmeza, responsabilidade e lucidez, a integridade da Codificação contra toda tentativa de descaracterização.

O abandono da ortodoxia cristã e a remoção dos marcos doutrinários da Igreja primitiva geram um vácuo teológico. Sem o referencial da Verdade, a presente geração sofre apostasia, tornando-se um alvo vulnerável para falsos profetas e falsos mestres.

Ao dar as costas à sã doutrina e desprezar os limites históricos estabelecidos pelos pais da Igreja, uma geração perde sua bússola teológica. Esse esvaziamento dogmático a deixa vulnerável e espiritualmente indefesa contra os ventos de doutrina e o engano dos falsos mestres.

De quando em quando


Silenciosamente…
Profundamente...
O som do vento corta o silêncio
de quando em quando.
Te amo
Silenciosamente.
Profundamente...
De quando em quando?
Não!
Sempre
.... e eternamente...
De quando em quando
apenas
“o ruído de um bonde”
corta “o silêncio
como um túnel.”
De quando em quando silente...
Nunca permanente...
Sempre profundamente.


Rosangela Calza