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PRÓLOGO: À PROCURA DO SER HUMANO
Havia muita gente na rua...
Os cônjuges passeavam de mãos dadas; jovens congregavam-se à sombra de uma mulembeira, discutindo a literatura africana dos séculos XVIII e XIX; outros, mais curiosos, discorriam sobre a ascensão do Iluminismo e a Revolução Científica e Tecnológica; alguns, do outro lado do ocidente, ostentavam vaidosamente aquilo que vestiam e consumiam...
Havia ainda aqueles que se entregavam a pelejas por nada menos do que pecúnia. Talvez, à primeira vista, isso pareça fútil, inclusive para um Miserável como eu... irrisório de se dizer e absurdo de se ouvir.
Cheguei a cogitar interceder; não obstante, como estava apenas de passagem, pouco desejava o meu íntimo que assim o fizesse.
Fui-me embora.
Segui adiante como segue o vento: sem olhar para trás.
Pensei se a minha atitude seria passível de apreciação por parte da sociedade. Por outro lado, temia igualmente que ela me censurasse por ter permitido que o meu subconsciente se recusasse a interceder em favor daqueles incompatíveis.
Ponderei, afinal, que a vida se assemelha a um cemitério, onde as tumbas já foram preparadas para nós há muito tempo. Daí que aquilo a que chamamos viver seja, de facto, um belo enterro.
Enfim...
Achei melhor abandonar tais reflexões e prosseguir a viagem de forma tranquila e solene.
Enquanto caminhava pelas terras da Humpata em direção à Chibia, já com a garganta ressequida pela longa jornada, deparei-me, de forma inesperada, com um viajante mukubal. Apressei-me, então, a saudá-lo:
— Graça e paz, amigo viajante. O que o traz a estas terras longínquas?
Então, respondeu-me:
— Estou à procura do ser humano. Pois, de onde venho, existem poucos.
Perplexo ante o que acabara de ouvir, tornei a inquirir:
— Afinal, amigo viajante, que tipo de ser humano procuras especificamente?
Em tom metafórico e exaurido pelo cansaço, replicou:
— Daquele que não deseja afirmação, mas perdão. Daquele que não quer possuir o céu, mas apenas ser digno de habitá-lo.
Estarrecido com as palavras do nômade, ensimesmei-me a refletir:
Que estranho...
De que tipo de ser humano se trata?
Não somos todos nós humanos por natureza?
Afinal, o que nos distingue daquele que ele tanto procura?
Permaneci aturdido diante das minhas próprias indagações e concluí que talvez tudo não passasse de um delírio do viajante mukubal; que o excesso de fadiga o tivesse levado a proferir tais afirmações aparentemente absurdas.
Enquanto monologava com o meu subconsciente, o viajante mukubal disse-me imediatamente:
— Não penses demasiado, filho.
Sabes, houve um tempo em que este mundo era habitado por pessoas verdadeiramente humanas. Pessoas de coração benigno. Zelavam umas pelas outras; faziam de tudo para resguardar a paz e a harmonia social; auxiliavam-se mutuamente, unidas por um único propósito: o bem-estar comum.
Não obstante, com o passar do tempo e com a descoberta dos minerais e de outros recursos naturais — ouro, diamantes, carvão, ferro e tantos mais —, bem como, mais tarde, do petróleo, da energia, das grandes invenções tecnológicas e, por conseguinte, da bomba atómica, esses humanos foram-se dissipando.
Na verdade, o amor tornou-se exótico nos últimos tempos.
O ego, por seu turno, erigiu-se como a suprema afirmação do homem.
Cada indivíduo passou a buscar a própria exaltação perante os demais.
Converteram-se em amantes da guerra.
Possuídos pela febre da opulência.
Famintos de poder.
Endividados pela ignorância.
Dominados pela ganância.
Obnubilados pela ausência de lucidez.
Sepultados na desgraça e engendrados pela cobiça.
É desse ser humano que estou à procura, filho.
Por acaso, viste algum por aí?
A Educação Corporativa precisa usar mais o antigo sistema de gildas. No sistema de guildas, não havia sala de aula tradicional e nem apostila. O aprendizado ocorria de forma orgânica, no fluxo do trabalho. O aprendiz de ferreiro não precisava assistir a uma palestra de 45 minutos sobre a teoria termodinâmica do calor; ele era convidado a entrar na forja, sentia o calor em suas mãos, observava o mestre moldar o metal, recebia orientação imediata e ajustava a postura do martelo em tempo real. A taxa de transferência do aprendizado para o mundo real era incrivelmente alta, porque o aprendizado era o próprio mundo real.
Mateus 6:34
Portanto, não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã trará as suas próprias preocupações. Bastam a cada dia os seus próprios problemas.
“A graça de Deus é suficiente para cada dia.”
"Pela pressa:O imediatismo pode nos fazer aceitar qualquer conexão(relacionamento), mesmo as que nos desgastam."
—By Coelhinha
O LIVRE-PENSAMENTO SEGUNDO ALLAN KARDEC: A DIGNIDADE DO ESPÍRITO QUE APRENDE A PENSAR.
A EMANCIPAÇÃO DA CONSCIÊNCIA HUMANA.
Marcelo Caetano Monteiro.
Allan Kardec ao afirmar que “o livre-pensamento eleva a dignidade do homem, dele fazendo um ser ativo, inteligente, em vez de uma máquina de crer”, Allan Kardec apresenta uma das mais profundas reflexões filosóficas do Espiritismo acerca da liberdade intelectual e do desenvolvimento moral da criatura humana.
A frase, publicada na Revista Espírita de fevereiro de 1867, não representa uma defesa da dúvida sistemática ou da negação de toda espiritualidade, mas uma exaltação da capacidade racional do ser humano. Para Kardec, Deus concedeu ao homem a inteligência justamente para que ele pudesse investigar, compreender e progredir.
O Espírito humano não foi criado para permanecer aprisionado ao pensamento alheio, repetindo ideias sem compreensão. A verdadeira evolução exige participação consciente, porque o progresso espiritual não ocorre pela imposição exterior, mas pela transformação íntima que nasce do entendimento.
FÉ CEGA E FÉ RACIOCINADA.
Durante séculos, muitas pessoas receberam crenças através da tradição, da autoridade ou do medo. Kardec reconhece que a fé possui um papel essencial na vida moral, porém estabelece uma diferença fundamental: existe uma fé passiva, que apenas aceita, e uma fé iluminada pela razão, que compreende.
No pensamento espírita, a fé raciocinada não destrói a espiritualidade; ao contrário, fortalece-a. A razão torna-se instrumento de discernimento, permitindo separar o verdadeiro do falso, o essencial do secundário, o conhecimento elevado das interpretações humanas.
Por isso, Kardec define o livre-pensamento como livre exame, liberdade de consciência e fé raciocinada, elementos que representam a emancipação intelectual e a independência moral do indivíduo.
O HOMEM COMO SER ATIVO E INTELIGENTE.
A expressão “máquina de crer” utilizada por Kardec possui grande força simbólica. Uma máquina executa movimentos determinados sem consciência própria. Transportada para o campo espiritual, a comparação demonstra o perigo de uma existência guiada apenas por opiniões herdadas, sem reflexão pessoal.
O homem, segundo a visão espírita, é um Espírito em evolução. Sua inteligência é uma faculdade concedida para que ele participe conscientemente da obra divina. A evolução espiritual pressupõe aprendizado, experiência, escolha e responsabilidade.
O indivíduo que pensa, analisa e compreende torna-se colaborador consciente do próprio progresso. Ele deixa de ser conduzido exclusivamente pelas circunstâncias externas e passa a construir sua caminhada moral através do livre-arbítrio.
O VERDADEIRO SIGNIFICADO DO LIVRE-PENSAMENTO.
Kardec esclarece que o livre-pensamento não significa simplesmente rejeitar crenças ou assumir uma posição de incredulidade. O livre-pensador é aquele que possui liberdade para examinar ideias e formar sua própria convicção.
Segundo a análise apresentada na Revista Espírita, tanto uma pessoa religiosa quanto uma pessoa sem crença podem exercer o livre pensamento, desde que suas opiniões sejam fruto de reflexão pessoal e não de submissão cega.
A liberdade verdadeira não está em negar ou aceitar determinada ideia previamente, mas em possuir autonomia para investigar e escolher conscientemente.
Assim, o Espiritismo apresenta uma proposta de equilíbrio: nem a servidão intelectual do dogmatismo, nem a limitação de considerar impossível tudo aquilo que ultrapassa os sentidos físicos.
O PAPEL DA RAZÃO NA LEI DO PROGRESSO.
Dentro da perspectiva espírita, o progresso intelectual prepara o progresso moral. Uma inteligência desenvolvida, quando orientada pelo amor e pela responsabilidade, torna-se instrumento de elevação.
Jesus, ao ensinar que a verdade liberta, apresenta uma profunda relação entre conhecimento e transformação interior. A libertação espiritual não ocorre apenas pela posse de informações, mas pela compreensão que modifica sentimentos e atitudes.
O livre-pensamento, portanto, não é apenas um exercício intelectual; é também um compromisso moral. Quem pensa livremente deve buscar a verdade com humildade, pois a inteligência sem amor pode transformar-se em orgulho, enquanto a fé sem reflexão pode transformar-se em fanatismo.
CONCLUSÃO: O EFEITO MORAL DO LIVRE-PENSAMENTO.
A grande lição de Allan Kardec é que Deus não deseja criaturas submissas pela ignorância, mas Espíritos conscientes pela compreensão.
O homem digno não é aquele que simplesmente acredita porque outros acreditam, nem aquele que rejeita tudo sem investigação. O homem digno é aquele que utiliza a razão, ilumina o sentimento e busca compreender as leis divinas através do estudo e da experiência.
O livre-pensamento, quando unido à humildade e à caridade, transforma-se em caminho de libertação espiritual. Ele retira o ser humano da condição de repetidor inconsciente e o coloca como participante ativo da própria evolução.
A maior homenagem que o homem pode oferecer ao Criador é desenvolver os talentos que recebeu: pensar, compreender, amar e progredir.
FONTE.
KARDEC, Allan. Revista Espírita — Jornal de Estudos Psicológicos. Fevereiro de 1867. Artigo: “Livre pensamento e livre consciência”.
KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Capítulo XIX — A fé transporta montanhas.
A vida não é um morango; a minha está mais para batata hahaha.
Que seja uma batata-doce.
E vamos que vamos.
Força 💪 foco 👁️ e muita Fé 🙏
☕ 🍠
Eu quero começar o dia de hoje com uma pergunta bem sincera: o que você está fazendo agora para mudar a sua vida? Pergunto isso porque, se pararmos para pensar, a maioria de nós já entrou no segundo tempo da própria jornada. E o tempo é o recurso mais persistente que existe: ele só segue em frente. Não há botão de retroceder. Então, por que insistimos em viver no automático? Do jeito que está, não dá mais. É hora de apertar o botão de play e mudar o rumo do jogo. É sobre isso que vamos falar hoje.
Se a vida fosse um jogo de futebol, em qual minuto você estaria agora? A verdade é que muitos de nós já cruzamos a linha do intervalo e estamos jogando o segundo tempo. O cronômetro não para. O tempo não aceita desculpas, não dá voltas e não aceita retornos. Se você sente que está parado, assistindo aos minutos passarem, eu vim te fazer um convite: aperte o play. Mude o ritmo.
Porque, do jeito que está, não dá mais para ficar. 😉
Bom dia, com muita Fé e alegria. ☕ 🪻☘️
Não fumar é uma escolha que protege a saúde.
Parar de fumar é uma conquista que pode transformar uma vida.
Escreveria qualquer coisa
Balbuciaria palavras quaisquer
Pintaria o horizonte que vejo ao longe
Mas meus olhos só vêem teus olhos
Minha boca só fala de ti
Meu abraço só abraçar teu corpo
Queria poder escrever
Em cinco anos, foram muitas vezes que pensei em ti.
Minto. Foram todos os dias
Foram todas as vezes
Talvez, todos os minutos
Apenas queria,
Teu abraço voltar a abraçar
Em teu olhar, voltar a estar
Se não disse te amo
É porque te amo nunca aprendi a dizer
Te amo nunca precisei dizer
Não se fala o que os olhos dizem sem dizer
O que o coração clama ao bater
O que eu sou, só por ser
Serás sempre tu o amor meu
A incondicionalidade dos sentimentos
Não se acaba com a saudade
Não é amor, se não for para eternidade!
Não é amor, se não fores tu minha outra metade!
(Uma homenagem à Eterna Glória Menezes)
3123 📜 Meu Cunhado Fred Fanfo, o Fanfarrão, disse que se ele não fosse o que é, já teria tirado o Ministro Que Não Se Intimida! Ele disse, diz mas, está claro, ele só Discursa!
3122 📜 Pelo KkK papagaiado🦜, pelas gargalhadas falsas, pelos risos frouxos, quase tudo o que vejo dos Direitinhos, nas Redes Sociais, como inconformismo ou protesto, nem eles levam a sério!
De que forma sente que o ambiente visual e artístico ao seu redor influencia mais profundamente o seu processo criativo e emocional?
A Alquimia da Criação: Da Emoção Crua à Matéria da Arte
Os bons e os maus momentos são o pulso da nossa existência; são eles que nos lembram, na sua nudez mais profunda, que estamos plenamente vivos. Quando o meio ao nosso redor pesa e cria amarras, a arte ergue-se não apenas como uma forma de expressão, mas como um portal de libertação.
1. O Portal da Expressão e a Viagem Imaterial
A Ruptura com o Aprisionamento: Desligar-se das pressões do meio através da pintura, da escrita ou de qualquer outra linguagem criativa é um ato de soberania interior.
A Génese da Obra: Tudo começa muitas vezes numa observação atenta do mundo. Essa fagulha transforma-se em pensamento, alimenta o desejo e ganha vontade de dar forma material a uma vivência, a um cruzamento de caminhos ou à essência de pessoas que se cruzam na nossa jornada.
O Ritual Criativo: Entrar nesse portal é transmutar o invisível em visível, dando corpo a conceitos imateriais através de texturas, cores e palavras.
2. O Ciclo do Erro, do Acerto e da Prática
A Experimentação Constante: Viver e criar exigem ação. É no terreno prático das experiências — tanto na vida como na tela ou no papel — que nos confrontamos com a falha e com o acerto.
A Lapidação pelo Hábito: A assertividade não nasce perfeita; ela esculpe-se através da repetição contínua, da persistência e da coragem de experienciar as emoções na sua forma mais crua e autêntica. Cada erro é um ajuste de rumo; cada acerto é a confirmação do caminho
"Eu te odeio, mas não por ter me deixado, mas por ter feito ser tão difícil largar.
Te odeio, não pelo ódio em si, mas por ter me feito amar.
Odiá-la é como odiar o ar.
E dia após dia, viver sabendo que posso odiar, mas não posso parar de vivê-la, parar de lhe adorar.
Eu te odeio, pois em cada beijo, em cada abraço, até mesmo no castanho do outono, seus olhos estão lá.
Quando o Sol se põe e a noite vem me abraçar.
Você está lá.
Quando rogo para a escuridão me abandonar e a Lua vem me iluminar.
Eu te odeio, pois até mesmo no brilho dela e na pálida tez, você está lá.
Pela ida eu relevo, posso lhe desculpar, mas essa insistência na permanência, isso não posso perdoar.
Até quando me prostro e me ponho a orar.
Te odeio, e por sobre os céus, odeio ao Deus, por outra de ti, para meu eu egoísta, não criar.
Odeio ele por me fazer amar.
E eu te odeio, não por ter me deixado, mas por ter feito ser tão difícil largar..."
Quando Amar se Torna Dependência
Penso o quanto deve ser difícil encarar a realidade de estar com alguém que não se ama e, na perversidade de si mesmo, encontrar tantos motivos para permanecer, menos a coragem de reconhecer a própria dependência emocional.
Penso o quanto essa dependência dificulta amar a si próprio, porque talvez você tenha aprendido a vida inteira a buscar amor, mas não a se dar amor. Aprendeu a procurar no outro aquilo que nunca conseguiu oferecer a si mesmo.
Penso na dificuldade de estabelecer relações, porque muitas delas acabam sendo construídas na lógica da troca: eu me dou, eu me entrego, eu ofereço, eu espero. E quando não recebo, sinto que perdi. Quando, talvez, já estivesse me perdendo antes mesmo de perceber.
Penso, e logo existo.( René Descartes 1596–1650)
Mas talvez você precise pensar para além do outro. Precise desistir de desistir de si. Desistir daquilo que disseram que você deveria ser. Desistir da necessidade de ser amado para se sentir alguém.
Talvez seja necessário voltar para dentro.
Perguntar a si mesmo: quem sou eu quando não estou tentando ser suficiente para alguém? O que desejo quando ninguém está desejando por mim? O que existe em mim quando retiro todas as expectativas do outro?
Talvez encontrar quem você é seja a maior possibilidade de cura.
Porque, no fim, amar alguém não deveria exigir que você desaparecesse de si mesmo.
E talvez amar a si seja justamente isso: voltar para casa depois de passar tanto tempo procurando morada no outro.
"Amaldiçoar o maldito.
Amar-te, daqui ao infinito.
Eu grito, eu xingo.
Eu finjo.
Eu minto.
Largado na rua, eu rosno, ladro à Lua coisas sem sentido.
Sou o crime, a lei, sou o bandido.
Sou o que rouba o coração, por ter o meu ferido.
É mais fácil te odiar do que admitir: ainda te amo, ainda te preciso.
Difícil admitir que também errei, queria poder fazer voltar tudo o que fora cuspido e dizer o que deveria ter sido dito.
Tudo aquilo.
Que consome, que dentro mata, externalizado, faz vivo.
Cansei de esperar o cupido.
Ser sem alma? Sou; eter, espírito.
Sou a razão e a loucura em uma frase sem sentido.
Será a vida um sonho? Delírio?
Se sim, invejo-os por viver em sonho onde o meu eu sobrevive em um pesadelo infinito.
Sou a linha tortuosa em que Deus ousou ter escrito.
Cansei de olhar-me no espelho e amaldiçoar o maldito..."
"Eu nunca te dei flor, dei amor.
Será que aquela rosa, uma pétala, foi o que faltou?
Eu nunca te dei flor, mas dei amor.
Não lhe recitei, por não ser escritor.
Não lhe cantei, pois não sou cantor.
Fiz-lhe serenata em meus braços, o brilho em meus olhos ao lhe vislumbrar era o trovador.
Cada lágrima, que escorrera quando você se foi, caíram como as pétalas daquela rosa, que jamais lhe encontrou.
O beijo que lhe desnudou a tez foi uma arte abstrata que lhe pintou.
Todo aquele que lhe recita bodas e na noite lhe da flor.
Sinto em dizer-lhe, amor, mas é um enganador.
Sei que Deus me castiga por ser pecador.
Mas o castigo da sua ausência é demais pra alguém que demais amou.
Mas sei o que ao inferno da solidão me condenou.
Por ser extremamente apaixonado por ti, eu falhei, pois lhe dei amor.
Mas nunca te dei flor..."
"Hoje eu vi o diabo e não fiquei surpreso.
Ele me lembrou o quanto roguei ao Deus por seu abraço, seu aconchego.
Recordou-me, também, que ofereci minh'alma para simplesmente olvidar seu cheiro.
Chamou-me tolo por pensar que o inferno é um lago fervente, com enxofre e feio.
Disse me ele: 'O inferno é a memória, a lembrança; o inferno é viver no paraíso do sorriso e no doce do beijo.
O inferno é o veludo da tez, o fervor e o baile dos corpos, a maciez do seio.
O inferno é ter um anjo dos céus nos seus braços e ter de esquecê-lo.
Após isso somente sobreviver, pois sua vida, quando com ele, era vivê-lo.
E eu que sou mau? Indagou-me ele. Foi o seu Deus que criou o sentimento que te mata por dentro.
Sou somente, da vontade d'Ele, um instrumento.'.
E no fim da conversa ele me disse que eu sabia onde encontrá-lo, fitou-me com desprezo.
Sei onde encontrá-lo, e, por bem saber, desfiz-me do espelho..."
"As palavras já chegaram, e o sentimento não veio.
Talvez amá-la seja apenas um sonho de verão, um devaneio.
O que sei? Meu amor não é de veraneio.
Meu joelho ainda se recorda de cada prece, cada oração; minha boca ainda roga por um beijo.
A madrugada ainda me açoita a alma, o vento frio ainda tem seu cheiro.
Vejo sua foto; na memória ainda fantasio-nos um futuro, meu algoz ainda me açoita o peito.
Minhas mãos almejam o aveludar da tez e do sedoso cabelo.
Vultuoso e negro.
Volúpia, meu eu em ti, desejo.
Anseio.
Aconchego.
No taciturno seio.
Se n'outro plano, eu vejo.
Meu reflexo em seus olhos, como em espelho.
A memória me trai, mas de ti não me esqueço.
Recordo-me das juras, das promessas, de cada letra a ti escrita, cada texto.
As palavras já chegaram, e o sentimento não veio.
Talvez amá-la seja apenas um sonho de verão, minha cela, em devaneio..."
"Certa vez, ela me indagou se tudo que escrevo é sobre ela.
Respondi que não, mas tudo tem um pouco dela.
Escrevo sobre as dores, decepções, dos amores, as mazelas.
E sempre reflito; não existiriam amarguras em meus escritos, se ela fosse minha e eu dela.
O que escrevo são gotas, para narrar um oceano, o que sinto é todo um universo, o que pode ser expressado, quirela.
Se a amo, eu a escrevo, e por isso tudo tem um pouco dela.
E é 'Tutto Per Ella'.
Ela transita livremente por meus escritos, enquanto me pego escondido, no amor que sinto, minha eterna cela.
Palavras para umas e outras, paixão a algumas poucas, fé ao Cristo, amor e devoção somente a ela.
Se meus escritos são o céu, o azul é ela.
Se meus escritos são os mares, cada gota é ela.
Se escrevo o Sol, cada raio é ela.
Se escrevo a praia, cada grão de areia é ela.
Se escrevo sobre as árvores, pomares, as flores; é ela, toda folha e cada pétala.
Quando escrevo sobre a morte, percebo: a minha vida é ela.
Certa vez, ela me indagou se tudo que escrevo é sobre ela.
Respondi que não, mas tudo tem um pouco, mas bem pouco, acerca dela..."
"She looked me deep into the eyes.
And lied.
All the words, the promises, lies.
Her kisses, that i believed, were a lie.
Her love, that i loved so much, was a lie.
Everything was a lie.
Her eyes? A lie.
Even every tear, when she said 'I'm sorry' and i said 'Goodbye'.
Her body, the sweat, the whispers, lies.
And in her words, where i dug my grave, my heart lies.
And now i look in the mirror, say to myself 'i can live without her', i know, i lied..."
"Hoje houve mais um daqueles fins de tarde do céu roxo e alaranjado.
Mais um fim de tarde, onde os tons de azul davam tela ao início de um céu estrelado.
Um fim de tarde quase perfeito, amor, se não fosse a ausência de ti ao meu lado.
Tenho certeza que senti seu cheiro, seu toque, até seu abraço.
Maldição minha, jamais ser capaz de sentir teu lábio.
Sei que essa noite não dormirei, pois quando sua ausência recai sobre mim, devaneio por toda madrugada, acordado.
Pena de mim, da falta, amaldiçoado.
De causar pena do próprio Deus, ao diabo.
O tempo passa, as coisas mudam, mas o peito continua apaixonado.
Eu só queria uma única mudança, sei que não poderei tê-la, já é fato consumado.
Então que Deus não me faça lembrá-la nos fins de tarde de céu roxo e alaranjado..."
"É o que faço, amor, eu escrevo.
Para cada sentimento, um verso, e para cada verso, um enlevo.
Sorte sua foi ter me conquistado, não existe trevo.
É o que faço, amor, eu bebo.
Para cada verso, um gole, e a cada gole eu te vejo.
Eu sou ninguém, e quando sou alguém, sou de um todo seu amor, aos céus, agradeço.
Por ser capaz de amar, mesmo ferido, amargurado, ébrio, em devaneio.
Agradeço.
Obrigado, Pai, pela tal dádiva do amor, obrigado pela não correspondência, o rancor, a indiferença, o anseio.
É o que faço, amor, eu escrevo.
Pois quando tu fores de mim, serão minha companhia a solidão, a pena e o tinteiro.
Penso em você o dia inteiro.
Eu queria tanto um abraço, o doce do beijo.
Caso não, que seja somente do abraço o aconchego.
Sem ar eu voo, e mesmo sem mar, em ti, meu amor, eu velejo.
E quando as lágrimas, que afogam minha existência, me permitem enxergar, nem que seja um pouco, amor, acerca de ti, eu escrevo..."
3121 📜 'Quem mandou matar Kennedy?' 'Quem mandou construir as Pirâmides?' Por que e Pra que Alguns têm Duas ou Mais Contas em Redes Sociais? Certas respostas nunca chegam!
