Pensamentos Mais Recentes
TRABALHO
Com teu próprio esforço
Proverá sua evolução;
Entenderá na utilidade do céu o gosto.
Não há maior ou menor labor
Se é o que pensa,
Apenas há a justa recompensa;
porém agindo só assim
Segue o homem tolo
Não alimentando-se do energético bolo.
Não afirmo com isso
Que devemos negligenciar a obrigação material,
No entanto, luminoso irmão;
Nada de sintonizar com a onda amoral;
Lembre-se que deve ser você
O maior interessado em sua evolução,
Portanto; transpire, estude e pratique exaustivamente cada lição.
Entenda, és o único responsável por sua fortuna.
Então arregace a manga
E lembre-se, o sol é para todos
Funda-o com o cintilar interno
Que é a sua partícula do Eterno.
Em nome de um amor que teme a dor, há quem viole o tempo da vida: abre o casulo da borboleta, quebra o ovo do pintinho e rouba da águia o chamado ao voo, aprisionando-a no ninho. No intento de proteger, desfaz a própria essência — pois toda vida que não enfrenta a luta perde a sua potência: e assim restam a borboleta sem asas, o pintinho sem chão e a águia sem céu… ecos de uma silenciosa desolação.
Oh! Natureza!
No espelho do teu silêncio,
eu me inclino,
e ali,
sem ruído algum,
tua palavra me atravessa
como raio de luz.
E me descubro,
não como quem observa,
mas como quem pertence
à mesma língua muda
que o vento sussurra
e as folhas compreendem.
Oh! Natureza!
No espelho do teu silêncio,
reflito-me na tua palavra.
E, nesse instante suspenso,
sou menos voz
e mais escuta,
menos forma
e mais essência.
Como se, em ti,
eu me lembrasse
daquilo que sempre fui
antes de me dizer.
✍©️@MiriamDaCosta
O bolsa família não é a solução, ele é o problema.
Só teremos a solução quando o empresário deixar de ser visto como vilão e passar a ser enxergado como herói.
Nem todos enxergam o fio.
Para muitos, o trapezista parece apenas seguir em frente, firme, quase seguro. Há quem admire sua coragem, sem perceber que não há escolha apenas a impossibilidade de parar.
E, ainda assim, ele segue.
Não porque acredita que chegará ao outro lado, mas porque aprendeu, cedo demais, que olhar para baixo é o verdadeiro começo da queda.
Sou apenas mais uma louca apaixonada,
Em meio a várias outras neste universo;
Eu te amo com o amor de infinitos amores que não cabem neste simples verso.
Sou louca, sou apaixonada o suficiente para fazer com que você se torne resultado de muita oração,
Resultado de manhãs, noites e madrugadas de joelhos ao chão.
Sou apenas mais uma louca apaixonada presa neste mundo sem razão;
Onde Jesus é nosso caminho,
E Deus a nossa direção.
Sou louca apaixonada pela peça que faltava nos encaixes de meu coração.
Que Deus fez com tanto carinho para mim,
Nunca pensei que amaria tanto alguém assim.
Até que Deus te colocou em meu caminho, e te deixou assim...
Bem pertinho, bem juntinho de mim.
— Poetisa.M
Às vezes, a 'música' não é algo que se ouve, mas alguém que se sente. Existem pessoas que chegam com o tom exato para silenciar o barulho do nosso caos interno. Elas não precisam dizer muito; a presença delas é a harmonia que organiza nossos pensamentos tempestuosos e transforma o aperto no peito em calmaria.
Meus dedos deslizaram por minhas têmporas, cada vez mais firmes, tentando arrancar as vísceras de meus medos e dilacerar meus sentimentos. Ouso afagar meus próprios cabelos enquanto minhas unhas abrem feixes avermelhados sob meu crânio, o vomito do amor acalorado que escoa sob minha mente como lava em um vulcão em erupção.
Os magnas do vulcão, como pequenos pensamentos escapulindo por entre meu suspirar me leva a suar novamente, misturando o almiscarado da minha pele em gotas de horror. O calor do contato, antes revigorante e confortável, agora é uma tragedia inevitável e sufocante.
E no entanto, quanto mais afundo em mim, mais percebo que não há núcleo sólido — apenas camadas e camadas de calor e ruído, como se minha própria existência fosse uma erupção contínua, incapaz de cessar. Meus pensamentos não são mais meus; eles borbulham, espirram, queimam, deixando cicatrizes invisíveis que latejam sob a superfície da pele.
Minhas mãos tremulas e conflitantes, observam o terror sangrento de minha própria epiderme escorrendo sob meu ser, meu interior se misturando com o exterior de maneira selvagem e descontrolada. O carmesim tinta meu anelar e me lembra do compromisso autodestrutivo que possuo comigo mesma. Condenada a se autodestruir em busca de algum alivio, caçando motivos para agir contra mim, em busca de algo único para definir meu ser; mas, procurando definição, somente encontrei a destruição.
"Pausa não é desistência. É o tempo que a alma precisa para recuperar o fôlego e retornar ainda mais inteira. 🔋❤️
Minha fé é o combustível que transforma tropeços em passos de dança. Onde antes havia dúvida, hoje mora a certeza de que eu posso muito mais. 🙏🔥
O recomeço não é o fim de uma história, mas a coragem de virar a página para escrever o capítulo onde eu sou a única protagonista." ✍️📖
@serluciareflexoes
Lúcia Reflexões &Vida
Se é tirado do mais frágil ser o direito de sequer nascer, jamais faria sentido alguém falar sobre qualquer outro tipo de direito.
Se mal tratamos o ser mais inocente e puro, que é a criança, como se poderia culpá-la por reagir violentamente?!
Onde está a nossa consciência por reclamarmos do mundo que ajudamos a adoecer?!
Ela está encarcerada nas masmorras escuras das doenças Emocionais.
A vitalidade se manifesta como permanência lúcida:
uma recusa silenciosa em ceder
à erosão do sentido.
A agência emerge no instante em que a existência abandona
o papel de efeito
e ensaia autoria no mundo.
A hegemonia
atinge seu auge quando
o dominado internaliza o desejo de repetir a lógica que o limita.
A desigualdade se apresenta como acaso, mas se perpetua como (e com) uma engenharia refinada de privilégios.
21 de março — O Evangelho Cósmico
A gestação.
Ó nobre peregrina,
com os pés na terra
e a alma no céu,
aprendo em ti meu nome de ponte:
pontífice, EU SOU,
entre corpo e alma,
entre os ciclos
do livro da vida
onde o teu nome se cravou.
21 de março.
O analema não é só percurso:
é encontro,
ponto de interseção,
transmutação,
o X da questão.
No centro do oito,
as camadas finas se tocam.
Ó meu nobre amor,
os opostos se encontram:
subir e descer,
céu e terra,
espírito e matéria,
visível e invisível.
No equinócio de outono,
céu e terra se casam.
O alto beija o chão.
E ali,
no silêncio exato da travessia,
o invisível vira semente.
O que desce não desaparece:
encarna.
O que some na terra
não morre apenas:
germina.
Na raiz da consciência,
há uma gestação secreta
no ventre da estação.
A terra recolhe,
guarda,
amadurece no escuro
aquilo que será luz.
De equinócio a solstício,
a Terra concebe e dá à luz.
O que fecunda em março
nasce em dezembro.
É o evangelho cósmico
escrito no corpo da Terra.
E então a humanidade reluz,
e um novo caminho
à luz a conduz.
Às vezes, estamos tão longe de nós que só conseguimos nos ver com binóculos - o que, ainda assim, tá ótimo. Pior, e muito pior, seria que nem com binóculos.
A estilística
é a pele intelectual do sujeito,
o modo singular como uma consciência aprende a habitar
a linguagem.
A retórica pode erguer uma liberdade verbal ou refiná-la em
instrumento de domesticação;
tudo depende
da ética de quem a maneja.
