Pensamentos Mais Recentes
À espera
O tempo passa devagar
na longa espera de quem lança o impossível sobre o amanhã.
Já não se vê a vida acontecer,
e os pássaros persistem no vento, indiferentes.
De tanto esperar, o presente começa a rarear.
O instante desfaz-se em promessas.
E o futuro, tantas vezes sonhado,
ocupa o lugar daquilo que ainda respira.
2698 📜 Meu Tio Prudêncio era o mais prudente entre todos os tipos que conheci.
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Quando iria viajar, ele chegava às 5 da manhã na Rodoviária, para embarcar às 10 horas. Não gostava de atrasos. Sentava quietinho no banco e dormia, acordando depois das 10. Perdeu muitos ônibus e muitas viagens!
Uma dica para enxergar o mundo de outra forma: sempre que perceber que concorda com alguma coisa, pergunte a si por que concorda.
"A exclusão pode ferir por um tempo, mas não tem poder para definir o seu futuro. Continue caminhando com fé, dignidade e esperança. Porque quem sabe quem é não permite que a rejeição determine quem será."
2697 📜 Dormir no Sofá ou em qualquer lugar pode ser indicativo de que o Sujeito tem a consciência tranquila. Falo por experiência própria!
Serenidade para escutar além das palavras e sensibilidade para perceber aquilo que só o silêncio pode revelar.
2316 📜 É Verdade que para eu ser Alguém Respeitável e Respeitado, eu preciso ter Duas ou Mais Contas em Redes Sociais? E usar isso para aparecer? É Verdade que isso é Mentira?
No centro da sua cura
está você.
Sempre esteve.
Sempre estará.
Não é sobre quem te feriu,
é sobre quem ficou pra te levantar.
E quem ficou foi você.
É a sua mão que te acolhe,
a sua voz que te acalma,
o seu amor que te salva.
É no seu colo que a alma descansa,
é no seu abraço que o coração encontra paz.
É você que se levanta.
É você que supera.
Sempre você.
E mais uma vez estou me curando sozinha, não espero mais empatia, nem compreensão, a minha dor é minha, e ninguém vai me tirar dela.
Se precisar de mim, eu estarei aqui, a sua dor, vai doer em mim, eu não espero que faça isso por mim, mas sempre farei por você.
Eu levo na “brincadeira”, mesmo quebrada por dentro, porque sempre que eu precisei de colo eu recebi julgamento.
Vocês que estão lendo isso entre um gole e outro, permitam que um velho bêbado lhes roube alguns minutos.
Existe um tipo de despedida que não faz barulho. Ela não bate a porta, não deixa carta sobre a mesa nem leva as malas. Apenas vai ficando menor dentro de vocês, até que um dia percebem que já não riem da mesma forma, já não sonham com a mesma violência, já não amam com a mesma imprudência.
É assim que a vida vence.
Não matando. Domesticando.
A pior tragédia não é envelhecer. É tornar-se aceitável. É aprender a engolir a própria revolta para caber na sala, no casamento, no emprego, na fotografia de família. Aos poucos vocês deixam de ser tempestade e aceitam o papel de previsão do tempo.
Depois culpam os anos.
Mas foram vocês que assinaram cada rendição.
Olhem em volta deste bar. Cada mesa abriga alguém negociando consigo mesmo. Uns afogam arrependimentos no uísque. Outros escondem a solidão atrás de gargalhadas altas demais. Há quem chame isso de viver. Eu chamo de esperar a conta.
E ela sempre chega.
Quando chegar a de vocês, espero que não descubram tarde demais que passaram décadas preservando uma versão confortável de si mesmos, enquanto aquela pessoa perigosa, apaixonada e imperfeita morreu de fome em algum canto da alma.
Bebam, se quiserem.
Amem, se tiverem coragem.
Errem quantas vezes forem necessárias.
Mas nunca entreguem ao tempo aquilo que só vocês poderiam destruir. Porque o tempo leva apenas o corpo.
O resto... somos nós que abandonamos pelo caminho.
O CICLO QUE NINGUÉM VÊ
Há uma folha desenhada sobre a madeira velha deste balcão. Não está realmente aqui. Está apenas na minha cabeça, entre um copo de uísque barato, a fumaça de um cigarro que insiste em sobreviver e o silêncio que os bêbados confundem com paz.
A vida inteira cabe numa folha.
Ela nasce verde, arrogante, convencida de que o vento é liberdade. Dança porque acredita que escolheu dançar. Depois aprende que era apenas o galho decidindo por ela. Mais tarde, o tempo amarela suas certezas, rouba o brilho, seca suas vaidades e, por fim, a entrega ao chão, onde ninguém mais olha.
Engraçado... fazemos exatamente o mesmo.
Neste bar há homens falando sobre carros que nunca comprarão, mulheres sorrindo para pessoas que jamais amarão e jovens planejando futuros que venderão na primeira promoção de estabilidade. Todos parecem ocupados demais para perceber que estão envelhecendo enquanto discutem banalidades.
A correnteza não faz barulho.
Ela apenas leva.
Leva os sonhos, a curiosidade, a coragem de dizer "não". Leva aquele impulso infantil de observar uma chuva, ouvir um disco inteiro, sentir o cheiro da madeira molhada ou reparar como a fumaça desenha fantasmas sob a luz amarela do teto.
As pessoas chamam isso de amadurecer.
Eu chamo de desistir.
Não falo da resistência dos heróis estampados nos livros. Essa costuma render medalhas e discursos. Falo da resistência silenciosa, quase invisível: a de não acreditar em todas as mentiras que vendem como felicidade; a de não transformar a própria existência numa fila de boletos, relógios e domingos ansiosos; a de continuar enxergando beleza numa folha caída enquanto o resto do mundo só enxerga sujeira para ser varrida.
Porque morrer não começa quando o coração para.
Começa quando deixamos de notar os detalhes.
Quando o café perde o aroma, o abraço vira protocolo, o beijo vira rotina e a janela deixa de ser uma moldura para o mundo e passa a ser apenas vidro.
Olho para o fundo do copo. O gelo já desapareceu, como desaparecem tantas coisas sem pedir licença.
A folha da fotografia teve uma vida inteira. Nasceu, brilhou, alimentou a árvore, envelheceu e caiu. Nunca fingiu ser outra coisa.
Nós, ao contrário, passamos décadas fingindo viver.
E talvez seja essa a tragédia mais elegante da espécie humana: não a morte, mas a facilidade com que entregamos nossa vida à correnteza, chamando de destino aquilo que foi apenas falta de coragem para abrir os olhos.
No fim da noite, o garçom apaga as luzes. A fumaça desaparece. O balcão continua ali, velho como sempre.
E, em algum lugar, outra folha começa a nascer.
Tomara que ela aproveite melhor o vento do que nós.
Mesmo cansado, não pare. Desistir é para quem perdeu a esperança. Olhe mais adiante e verá que Deus está preparando algo grandioso para a sua vida. Confie no tempo d'Ele. O melhor ainda está por vir, e cada passo de fé valerá a pena.
Deus está preparando uma bênção tão grande para a sua vida que você ficará sem palavras. Não desanime diante das dificuldades. O céu já está movendo tudo ao seu favor, e o melhor ainda está por vir. Amém!
A verdadeira fé não depende do que os olhos veem, mas da confiança no agir de Deus. Mesmo em meio às tempestades, ela nos mantém firmes, lembrando que o Senhor está no controle e fará acontecer no tempo certo.
A vida nem sempre favorece os que caminham com mansidão, mas isso não significa que a bondade seja em vão. Deus fortalece aqueles que permanecem firmes, mesmo quando o caminho é difícil. A verdadeira força não está em dominar os outros, e sim em não desistir de quem você foi chamado para ser. O Leão de Judá lembra que a coragem nasce da fé, e que nenhuma luta é maior do que a esperança colocada nas mãos de Deus.
Amar de verdade nunca foi encontrar alguém perfeito, mas decidir permanecer apesar das imperfeições. É escolher ficar, mesmo quando desistir parece mais fácil. Em um mundo onde tudo parece passageiro, continuar escolhendo a mesma pessoa todos os dias é uma das mais lindas e sinceras demonstrações de amor.
O que passou, ensinou.
O que perdi, me despertou.
Minhas mãos hoje estão limpas, meus olhos hoje estão atentos.
Eu não busco a perfeição, busco a evolução.
Quando a oportunidade bater, meu sim será absoluto: foco no que importa, força no que faço e a coragem de quem aprendeu com a perda.
Patty Couceiro
GUIADA POR DEUS, PROTEGIDA PELA LUZ, ABENÇOADA POR YEMANJÁ E ÍSIS.
EU SOU LUZ. EU SOU FORÇA. EU SOU PROPÓSITO.
Cada um busca a felicidade em algo: relacionamentos, boliche, caixas de bombons, clubes, bens materiais, em uma tigela de mingau, na casa da sogra, em aplicativos de namoro, em discussões políticas e religiosas, carros esportivos e por aí vai. Minha felicidade e paz encontrei na solitude. Essa tranquilidade é tão surreal que acendeu uma luz que nem o inferno seria capaz de apagar. Se eu soubesse disso antes, teria me isolado muito mais cedo. Jailton Patricio
Ascenda às mais altas conquistas, mas mantenha a alma serena e humilde, pois é a humildade que confere grandeza às vitórias.
Ainda penso nela, mas não com a mesma dor.
O vazio continua aqui. Não desapareceu. Apenas deixou de ser um quarto sem janelas.
Entre as frestas que o tempo abriu, o ar finalmente entrou. E, pela primeira vez em muito tempo, eu consegui respirar sem que cada lembrança parecesse um afogamento.
Ela ainda existe em mim. Só já não ocupa todo o espaço. O silêncio continua, mas deixou de ser um castigo e passou a ser apenas silêncio.
Talvez seja isso que chamam de seguir em frente. Não esquecer alguém. Apenas aprender que até o vazio pode deixar passar um pouco de luz.
