Pensamentos Mais Recentes

A moral disciplina o comportamento, mas jamais alcança o Primevo, porque nenhuma lei escrita desce até onde a vida começou. A ética organiza a convivência entre os homens; o Primevo precede o próprio surgimento do homem. Antes de qualquer mandamento, já existia a força silenciosa que impulsionava a conservar, temer, desejar e permanecer. A moral pode conter os atos; jamais extinguir aquilo de onde eles nasceram.

Cada osso guarda uma memória mais antiga que a própria história. O Primevo não habita apenas a alma; sedimentou-se na carne, nos nervos, no sangue e na arquitetura silenciosa do corpo. Antes que a consciência aprendesse a pensar, o corpo já sabia sobreviver, temer, desejar e recordar. Há memórias que jamais passaram pela linguagem, porque foram inscritas na matéria muito antes de existirem palavras para descrevê-las.

Enquanto menino sou um náufrago do destino que roçando os caminhos do coração encontrou seu amor divino

A consciência administra apenas a superfície da existência. O Primevo governa, em silêncio, tudo aquilo que a razão acredita controlar. Enquanto o homem imagina decidir os rumos da própria vida, forças muito mais antigas já inclinaram sua vontade, seus afetos, seus medos e seus desejos. A consciência escreve a narrativa; o Primevo determina o enredo.

O Primevo não esquece. Tudo o que a consciência sepulta continua respirando nas profundezas do ser, aguardando apenas um corpo, um gesto ou um sonho por onde possa regressar. Nada do que é essencial desaparece; apenas desce para regiões onde a linguagem já não alcança. E, de tempos em tempos, rompe o silêncio para recordar ao homem que aquilo que ele chama de passado nunca deixou de ser presente.

O homem não sofre porque perdeu a si mesmo. Sofre porque passou a vida inteira fugindo do Primevo que jamais deixou de habitá-lo. Quanto mais se afasta dessa origem silenciosa, mais tenta preencher o vazio com identidades, crenças, conquistas e distrações. Mas nada consegue ocupar o lugar daquilo que nunca foi embora.

O homem não evoluiu; apenas sedimentou camadas sobre aquilo que sempre foi. Sob a cultura, a moral, a linguagem e a própria consciência permanece um território mais antigo do que qualquer civilização. A consciência é apenas uma névoa tênue que paira sobre profundidades que nenhuma teoria psicológica alcançou por completo. Sigmund Freud chamou uma parte de inconsciente; Carl Jung falou em sombras e arquétipos. Mas há algo ainda anterior a essas formulações — uma região sem símbolos, sem linguagem, sem história. Se a pobreza das palavras permitisse nomeá-la, chamar-se-ia Primevo: não a primeira camada da alma, mas aquilo de onde todas as camadas emergem.

Desilusão não é o fim. É apenas o momento exato onde a sua vida real finalmente recomeça.

Esperança Para Luciana


Luciana, não desanima.  
Quando o marido foi embora,  
Deus ficou.  


Ele ampara nos mínimos detalhes,  
enxuga lágrimas que ninguém vê,  
cola os pedaços da alma,  
e cura dores que doem em silêncio.


No deserto Ele não abandona.  
É lá que forja o caráter,  
que transforma areia em caminho,  
e sede em promessa.


O que hoje parece fim  
é só Deus te ensinando a recomeçar.  
Ele te sustenta com mãos de Pai,  
te levanta com amor que não falha.


Vai passar.  
E quando passar,  
você vai olhar pra trás  
e ver que foi Deus te carregando  
em cada passo.


*Autoria: Márcia Reis Nazar*  
[email protected]

O paradoxo da consciência.
O fato de formarmos conexões no distante e profundo vácuo do cosmos.
Abrimos as portas do conhecimento dentro do campo da existência.
Os neurônios erguem-se como pontes de comunicação com a própria consciência.
Vemo-nos como aglomerados de luz dentro da mente.
Neurônios: condutores de pensamentos e imagens.

" Tu te tornaste uma ausência com nome. Uma ausência com perfume. Uma ausência com olhos. Cada silêncio teu é um sacramento sepulcral. "

"Ri horrores"

A afasia da alma, aprisionada no continuum cósmico, projeta-se no espelho do espaço profundo. Diante de nós, a horda de asteroides errantes avança como um conjunto de seres vivos; suas trajetórias solitárias nos ensinam a contemplar a escuridão com novos olhos.
​Na nossa linha de visão, aglomerados urbanos espaciais misturam-se a fenômenos astrais e nuvens densas de energia primordial. A luz rebate, e a lua renasce do vazio. No horizonte que hoje desenhamos, Marte e Netuno já se estabelecem como as bases do nosso futuro, enquanto os pássaros da imensidão planam sobre as areias do tempo.
​No fim, tudo o que deriva da luz revela-se uma sutil manipulação da nossa própria imaginação — uma fuga criativa diante do fato mais intrigante: as eternas amarras da condição humana.
Por Celso Roberto Nadilo

"No fim das contas, você é só mais um. Não é especial e muito menos imortal, então aproveite cada segundo porque ninguém não está nem aí para o que você faz, fala ou pensa..."

Na vida há muitos dias tristes, mas existem dias que você sente que vai conseguir virar a página. E isso te dá fôlego pra continuar seguindo em frente.

Não Há Arco-íris No Meu Porão.
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Sinopse.
Não Há Arco-íris no Meu Porão é uma travessia literária pelas profundezas da memória, da ausência e daquilo que permanece vivo quando todas as palavras se esgotam. Em uma atmosfera onírica e profundamente simbólica, Joseph Beauvoir percorre corredores invisíveis onde a lógica cede lugar à contemplação, enquanto Camille Monfort surge como uma presença impossível de ser definida: mulher, lembrança, metáfora e silêncio ao mesmo tempo.
Ao longo da narrativa, o leitor é conduzido por diálogos filosóficos e psicológicos que dissolvem as fronteiras entre realidade e imaginação. O porão transforma-se no território íntimo da alma; os lírios, as cores desbotadas e os misteriosos amendoins de Camille deixam de ser simples imagens para revelar uma linguagem simbólica sobre o amor, a perda, a infância, a permanência e a beleza que resiste ao esquecimento.
Mais do que um romance, esta obra propõe uma experiência contemplativa. Cada capítulo convida o leitor a percorrer o próprio interior, descobrindo que os maiores mistérios não habitam o mundo exterior, mas os lugares silenciosos da consciência.
Com uma escrita poética, filosófica e profundamente imersiva, Marcelo Caetano Monteiro constrói uma narrativa em que cada página é um convite à reflexão sobre a condição humana, mostrando que, mesmo onde não há arco-íris, ainda podem existir sementes de esperança, memórias que florescem e uma beleza invisível reservada apenas aos que têm coragem de descer ao próprio porão.
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MARCELO CAETANO MONTEIRO TAMBÉM FOI:
Membro fundador da A.A.L.P.(Associação dos artistas e livres pensadores,Membro fundador dos amigos da Biblioteca sendo presidente por um ano,membro dos Amigos das letras,membro da Casa da cultura,membro da biblioteca,membro da rua da poesia.Livros em 45 municípios,Estados Unidos,França e Portugal...
presidente por 1 ano dos amigos da biblioteca.-membro fundador da (AALP)associação dos artistas livres pensadores-Whatsapp (33- 984465465).
-membro dos(amigos das letras)-da(rua da poesia) e voluntário da (casa da cultura)
Obras Do Autor
- Duas raças-sec 19 romance
- Entre a fé e a traição-romance
- A rosa mistica e a rosa vulgar-romance
- Perdão para os espinhos de uma rosa-romance
- Nas ruínas da alma-romance
- Libório-sec 16/itália e frança-romançe:298 paginas
- Tromba d´água-romance á manhumirim-em plena enchente 97
- As dores das pedras-poesias com mais ilustrações.
- Sacarmos-homenagens
- Evoca-me-filosofia
- A janelas das estações-contos e poemas
- Pelourinho de carne-poesias
- O silencio dos loucos-meditação
- Quando cantam os solitarios-meditação
- Sol medieval-caletanea de contos 1
- Lua ardente-coletanea de contos 2
- A sustentação das notas-coletania de contos 3
- O silencio de DEUS-meditação
- A valsa do pensamento -poesias e contos
- Quando as estrelas te falam-reflexões,poemas e contos
- Dor,alegria dos ignorantes-psicologia
- A árvore dos negros-cronicas
- Com tormenta e com bonança-poesias-contos-homenagens
- Primavera de solidão-dissertação
- Poemas do universo-poemas
- Réquiem poético-poema/missa funébre
- Zé de Deus-poesia
- Traços de meus traços-poesias
- O sorriso dos espiritas-causos
- Nos palcos do mundo-contos e poemas
- Nas sandálias do nazareno--vol 1-crônicas evangélicas
- Nas sandálias do nazareno--vol 2-crônicas evangélicas
- A biblia,heréges e e outros personagens relevantes-historicidade
- Poetas anônimos-poesia
- Filosofia bíblica e mitológica-(princípio teológico)
- O homem material-antropológico
- Preparação para o meu eu-análise
- O meu eu-análise
- A revolta dos olhos-narrativa
- De dentro de nós-(auto ajuda)
- Florais do evangélio.(pensamentos)
- Migalhas Da Grande Mesa. ( Reflexões em torno do Evangelho de Jesus. )
Marcelo Caetano Monteiro - HOJE.
Esta escrevendo livro: A Espiritualidade De Léon Denis.
_ Não Há Arco-íris No Meu Porão ( Dissertações Psicológicas.
_Desejo De Sumir ( Dissertações Psicológicas. )
Tem 60 livros escritos de forma independente. Dois últimos em parceria com sua amiga espiritual Catarina Labouré/ Irmã Zoé. Seus trabalhos estão sempre abrangendo diversos gêneros. Autodidata,Escritor, Poeta, Filósofo,Romancista,Poeta,Musicista, Palestrante, Historiador, Pesquisador..
Membro participativo e fundador de diversos campos culturais e assistenciais de sua cidade.Seus livros estão em 45 municípios e se estendendo para outros Países, como E.U.A,França, Portugal. Todos os direitos reservados às instituições assistenciais e para dar continuidade as novas publicações...
Vencedor de diversos concursos e recebendo honra ao mérito pelos seus trabalhos.
Informações: Casa da cultura,A.A.L.P. Biblioteca pública.
O escritor autodidata e ativista cultural Marcelo Caetano Monteiro é um dos membros fundadores do Berçário Dr. Orbino Werner, vinculado ao Grupo de Estudos Espíritas Frederico Fígner, em Manhumirim (MG). Sua atuação está registrada no informativo oficial da instituição, Vinha de Luz (Ano I, nº 1, jan. 1998), que relata as origens do projeto e a participação de colaboradores que idealizaram e viabilizaram a iniciativa.
O berçário surgiu a partir da demanda crescente de mães em busca de vagas para seus filhos e da constatação da urgência em ampliar as instalações do grupo. Conforme o relato no informativo, a necessidade era evidente, mas os recursos eram limitados. Por isso, o projeto foi estruturado com o apoio de voluntários, colaboradores locais e a participação direta de membros do Grupo Frederico Figner, entre eles Marcelo Caetano Monteiro, que esteve entre os idealizadores e executores do plano de expansão da assistência infantil.
A concretização do projeto contou com o apoio institucional da Fundação Banco do Brasil, que sensibilizou-se com a causa e ofereceu auxílio para a execução da obra. Após seis meses de planejamento, reuniões e execução prática, no dia 4 de dezembro de 1997, foi inaugurado oficialmente o espaço físico do berçário, com funcionamento de segunda a sábado, das 7h30 às 17h.
Além da atuação no berçário, o Grupo Frederico Fígner em época mantinha reuniões públicas voltadas ao estudo doutrinário e à evangelização infantil:
Quartas-feiras: Atendimento fraterno às 18h30 e estudo do Evangelho Segundo o Espiritismo e de O Livro dos Espíritos às 19h.
Domingos: Encontros às 9h com temas atuais à luz da Doutrina Espírita, com atividades específicas para crianças.
O informativo encerra com uma diretriz doutrinária de Allan Kardec que representa o objetivo maior do grupo:
" Fora da caridade não há salvação"
* Ver, Mensagem no Livro: O Evangelho Segundo O Espiritismo.
A atuação de Marcelo Caetano Monteiro, portanto, estende-se além do campo literário: ele é agente ativo na promoção da assistência social com base nos princípios do Espiritismo, contribuindo para a fundação de projetos concretos voltados à infância, como o Berçário Dr. Orbino Werner, cuja história permanece como marco na trajetória da comunidade espírita de Manhumirim.
Marcelo Caetano Monteiro e Suas Vozes na Poesia Espírita.

A evolução existencial atravessa as barreiras da alienação religiosa e social.
Mesmo sob o peso dos "deuses" criados pelo sistema, surgem pessoas conscientes. Em contrapartida, vemos sementes humanas sendo polarizadas pela política e uma imensidão de bots analógicos alimentando a alienação.
Esses seres, perfeitamente animados por fora, revelam que o "humano-bot" não é uma novidade tecnológica: ele sempre foi fruto da inércia introspectiva da consciência, operando sob prerrogativas impregnadas pelo domínio mental de sua própria época

Dar um adeus definitivo, sabendo que os caminhos nunca mais vão se cruzar e que o silêncio será eterno, é o sacrifício mais doloroso e puro que o amor pode exigir.

Cada cristão é como a formiga. Se cada um fizer a sua parte, o formigueiro será estabelecido no mundo inteiro.

Erguido sobre o peso do indizível, o silêncio de Baalbek não é a ausência de Júpiter, mas a sombra mística que o tempo projeta ao secularizar a absoluta ruína em pedra.
Reno Fioraso

Estrelas são as plantas do jardim celestal, e podemos vê-las


O bem ou o mau são plantas do jardim emocional que você cultiva, e também podemos vê-las


O que cultiva em seu coração reflete sua opção

"Às vezes, Deus não nega um pedido; apenas o substitui por algo que nossa imaginação jamais seria capaz de desejar. Descobri que o sol, a lua e as estrelas eram apenas sombras daquilo que Ele preparava para mim: você."

A sua pior versão não foi capaz de impedir o amor de Jesus por você.
Um engano comum e triste é pensar que Jesus não nos amaria por causa de nossa versão ruim, por causa de erros cometidos ou pecados que fizeram ou fazem parte de nossa vida.
Na verdade, é o oposto: é na versão ruim do ser humano que o amor de Jesus se manifesta de forma mais intensa, através de Sua graça, não oferecendo apenas acolhimento, mas perdão e transformação. Jesus nunca rejeitaria um coração quebrantado que deseja ser redimido.
Um capítulo ruim de nossa jornada não define o nosso final quando depositamos nossa fé e esperança no próprio autor da vida.

Vivemos num mundo cada vez mais insano, onde os sensatos são rotulados de vilões pelo simples fato de desejarem o fim da loucura.