Pensamentos Mais Recentes

Beber por gosto é brinde.
Beber por desgosto é fuga.

“Destino não é sorte. É decisão alinhada ao propósito.”

O tempo é a vida que temos, aproveitem!

As pessoas são uma caixinha de surpresas. Os indivíduos têm a capacidade de mexer com a nossa cabeça. No entanto, os seres humanos são incríveis, uma luz no coração do mundo.🕊

Deixe quieto o amanhã, a vida é hoje.

Tem dias em que a gente é tempestade.

Não aquela que destrói por maldade,
mas a que carrega dentro de si o peso do céu inteiro.
Relâmpagos de pensamentos,
trovões de palavras não ditas,
chuvas que caem pelos olhos em silêncio.

Ser tempestade é não caber em calmarias rasas.
É sentir demais,
é transbordar.

Mas toda tempestade também limpa.
Arranca o que estava seco,
lava o que estava sufocado,
abre espaço para o que precisa florescer.

Se hoje você é tempestade,
não se envergonhe do barulho.

Às vezes, é preciso estremecer por dentro
para depois voltar a ser céu.

SEGUE FIRME ADIANTE. JESUS É A FORTALEZA.
Há momentos em que a alma se encontra cansada não por falta de fé mas por excesso de luta. O coração segue acreditando enquanto o corpo e a mente pedem repouso. É exatamente nesse ponto que a tradição mais antiga do espírito humano nos ensina a permanecer. Não avançar por impulso mas sustentar-se por confiança. Seguir firme adiante não é negar a dor. É atravessá-la com sentido.
Jesus Cristo não se apresenta na história como um escudo que impede a batalha mas como uma fortaleza onde o espírito se recompõe. Fortaleza não é fuga. Fortaleza é permanência. É o lugar interior onde a consciência se aquieta mesmo quando o mundo ruge. Quem se abriga nessa fortaleza aprende que a coragem verdadeira não grita. Ela permanece.
Há um consolo profundo em compreender que a fé não exige perfeição emocional. O Cristo nunca pediu invulnerabilidade. Pediu fidelidade. Fidelidade ao bem. Fidelidade à esperança. Fidelidade ao amor mesmo quando tudo parece contrário. A lucidez espiritual nasce quando se aceita que o cansaço faz parte do caminho e que continuar apesar dele é um ato de maturidade moral.
Jesus como fortaleza significa compreender que há uma presença constante que não se altera conforme o humor do dia ou a instabilidade das circunstâncias. Quando a mente se fragmenta em preocupações o recolhimento interior restaura a unidade. Quando o medo tenta dominar a vontade a lembrança do Cristo devolve direção. Não se trata de emoção passageira mas de estrutura interior. Algo que sustenta. Algo que não cai.
Acolher-se em Jesus é permitir-se humano sem perder o eixo. É chorar sem desespero. É sofrer sem revolta. É caminhar sem pressa mas sem desistência. A fortaleza do Cristo não endurece o coração. Ela o fortalece para amar melhor mesmo ferido. Ensina que a mansidão não é fraqueza e que a perseverança silenciosa é uma das mais altas formas de fé.
Segue firme adiante aquele que compreende que nem todo dia será luminoso mas todo dia pode ser digno. Segue firme adiante quem transforma a oração em postura de vida. Segue firme adiante quem entende que a verdadeira vitória não é vencer o mundo mas permanecer íntegro dentro dele.
E assim mesmo cansado mesmo ferido mesmo em silêncio segue firme adiante porque Jesus é a fortaleza que não ruína e a esperança que jamais abandona quem decide permanecer.

O sol nasce como promessa.
Rompe o horizonte em fios dourados e derrama esperança sobre a terra ainda adormecida.
Sua luz acaricia os sonhos, desperta silêncios, faz a vida pulsar dentro de nós como um coração que recomeça.
Depois, lentamente, ele se despede.


O pôr do sol é um adeus tingido de saudade, ou talvez apenas um até logo, sussurrado em tons de fogo e mel.
O dia se recolhe. O que foi vivido repousa no tempo, pois o que passa não retorna.


E então vem a noite, vestida de mistério e calma.
A lua reflete a luz tênue e pinta o céu de segredo.
As estrelas, incontáveis, bordam a imensidão com brilhos eternos. Uma delas pisca, distante e solitária, como se nos dissesse, em silêncio:
acredite.
Mesmo na escuridão, há sempre um sol preparando o amanhã.








Estela, assim como o seu nome, passou como uma estrela sobre mim.
Deixando a lembrança do seu brilho e a saudade da sua beleza.


Queria poder sorrir como antes, ser o Eu de antes, mas já não vive mais em mim.
Assim como você partiu, junto uma parte minha também se partiu.
Nunca mais serei a mesma.


Agora me sinto solitário, vazia
Com uma dor permanente,
As lembranças figuram em minha mente,
E o que antes me gerava alegria, agora são colhidas como dor.

Deixa que a Palavra de Deus sustente a tua Fé. Assim, quanto mais conhecemos Aquele em quem cremos, mais inabaláveis nos tornamos, pois Aquele que está em nós é infinitamente Maior do que tudo o que está no mundo.

O “sim” dito por medo é o “não” que você impõe a si mesma.

Quando as rosas se abrem ao sol, as estações mudam dentro de nós: a leveza se despede, e a vida passa a pulsar com peso e intensidade.

​"A essência da minha existência fundamenta-se em Cristo. Através do Senhor, conheci a Verdade, e essa revelação permitiu-me aprofundar meu conhecimento e amor por Ele. Jesus Cristo é o meu sustento vital, o lírio que traz pureza ao lar e a esperança de salvação para o mundo."

A dor do fracasso é remediada com o tempo,
Já a dor do arrependimento, persegue a vida inteira.

A laicidade do Estado Brasileiro
deve ser defendida com unhas e dentes,
ou a nossa Constituição acabará desunhada e desdentada.
✍©️@MiriamDaCosta

“Aquilo que não é trazido à consciência, retorna como destino.”
— C. G. Jung.

Esse pensamento nos convida a olhar com coragem para o território invisível da alma. O que evitamos sentir, compreender ou nomear não desaparece; apenas se desloca para um plano mais profundo, onde passa a nos conduzir sem que percebamos. O destino, nesse sentido, não é uma força cega que nos domina de fora, mas a repetição silenciosa do que ficou sem luz dentro de nós.

Quando a consciência se ausenta, padrões se formam. Repetimos escolhas, relações e sofrimentos como se fossem inevitáveis, quando na verdade são mensagens insistentes daquilo que pede reconhecimento. O inconsciente fala por símbolos, por acontecimentos, por encontros que se repetem até que aprendamos a escutar. O destino se torna, então, um mestre severo: ensina pela dor o que poderia ter sido aprendido pela atenção.

Trazer algo à consciência não significa julgá-lo ou eliminá-lo, mas acolhê-lo com lucidez. É permitir que a sombra seja vista, integrada e transformada. Nesse processo, o que antes nos governava às escondidas passa a dialogar conosco. A liberdade nasce justamente aí: quando deixamos de ser movidos pelo automático e começamos a escolher com presença.

Refletir sobre essa frase é aceitar uma responsabilidade profunda pela própria vida interior. O caminho da consciência é exigente, mas libertador. Quanto mais luz lançamos sobre nós mesmos, menos o destino precisa gritar. E o que antes parecia fatalidade revela-se, pouco a pouco, como convite à transformação.

Inserida por roma_benassi

Antes de ir à igreja, ao templo ou ao terreiro, é preciso ir a si mesmo. Nenhum espaço sagrado substitui a presença interior, nenhuma liturgia compensa a ausência de consciência. Os lugares são símbolos; o ser é a realidade viva. Quando o homem não se encontra por dentro, carrega o vazio consigo, mesmo atravessando portas consagradas.

O impacto no mundo não nasce do lugar que se frequenta, mas da qualidade do ser que se manifesta. A igreja que transforma é aquela que anda, fala, escolhe e ama através de quem a carrega no coração. O templo verdadeiro é construído nas atitudes diárias, na ética silenciosa, no respeito ao outro e na coerência entre fé e vida. O terreiro mais poderoso é aquele onde o espírito está alinhado com a verdade que professa.

Buscar o sagrado fora sem cultivá-lo dentro é inverter o caminho. O divino não habita paredes, mas consciências despertas. Quando o indivíduo se torna oração em gesto, canto em ação e oferenda em presença, então qualquer lugar se torna santo. Assim, o mundo é impactado não por onde se vai, mas por quem se escolhe ser.

Os homens, limitados pelo olhar imediato, julgam pelo que é visível: cargos, gestos, palavras bem ensaiadas e rituais cumpridos. O valor do serviço, para eles, costuma medir-se pela forma, pela aparência e pelo reconhecimento público. No entanto, esse olhar não alcança o que verdadeiramente sustenta a ação: a intenção que a move.

Deus, por sua vez, não se detém na superfície. Seu olhar atravessa o ato e repousa no coração de quem o realiza. Um serviço simples, feito com amor e verdade, pesa mais do que grandes obras vazias de sentido. Onde há sinceridade, humildade e entrega, ali o serviço se torna sagrado, ainda que invisível aos olhos do mundo.

Essa diferença de olhares convida à autenticidade. Servir não é representar um papel, mas expressar quem se é. Quando o coração está alinhado com o bem, o gesto mais pequeno torna-se eterno. Assim, não se trata de parecer justo, mas de ser íntegro; não de impressionar os homens, mas de responder, em silêncio e verdade, ao olhar que vê tudo por dentro.

A prece de Cáritas não se eleva em gritos nem se impõe em promessas; ela se derrama como um rio manso que sabe aonde vai. Sua beleza está na simplicidade que desarma o ego e na profundidade que educa a alma. Ao pronunciá-la, o ser humano deixa de pedir para ser poupado da vida e passa a pedir para ser digno dela.

Cáritas ensina que o verdadeiro auxílio divino não é a retirada das dores, mas a ampliação da consciência. Cada palavra da prece parece recordar que nada nos pertence de forma absoluta: nem o corpo, nem o tempo, nem as certezas. Tudo é empréstimo sagrado, e a gratidão surge quando compreendemos que até as provas carregam lições silenciosas, moldando o caráter e despertando o amor que ainda não sabíamos possuir.

Há nessa oração uma pedagogia espiritual profunda: aceitar o que não pode ser mudado, agir com retidão diante do que pode ser transformado e confiar quando a razão se esgota. Ela não incentiva a passividade, mas a serenidade ativa aquela que trabalha no bem sem revolta, que sofre sem ódio e que serve sem esperar reconhecimento.

A prece de Cáritas também nos chama à fraternidade real, não idealizada. Ela nos lembra que a dor do outro não é um espetáculo distante, mas um espelho possível do nosso próprio caminho. Ao pedir forças para suportar e aprender, o orante se compromete, ainda que silenciosamente, a não ser instrumento de sofrimento, mas de consolo, equilíbrio e luz.

No fim, essa prece é um exercício de alinhamento interior. Ela recoloca o ser humano em seu lugar justo no universo: nem centro de tudo, nem abandonado ao acaso. Apenas um viajante consciente, sustentado pela confiança, caminhando entre quedas e elevações, certo de que toda experiência, quando atravessada com amor, se transforma em sabedoria.

O desejo de ser mestre é, muitas vezes, o desejo de reconhecimento. Mas a verdadeira maestria não nasce da busca por aplausos; nasce da disposição sincera de aprender. Quem deseja ensinar antes de aprender constrói sobre terreno frágil. Já quem aceita ser aprendiz constrói sobre a rocha da experiência e da humildade.

Ser aprendiz é admitir que não se sabe tudo. É reconhecer limites sem perder a dignidade. A humildade não diminui o homem; ao contrário, amplia sua capacidade de crescer. O humilde observa, escuta, pergunta, reflete. Ele entende que cada erro é uma lição disfarçada e que cada pessoa pode se tornar um mestre em algum aspecto da vida.

Santo Agostinho, mesmo sendo um dos maiores pensadores do cristianismo, jamais deixou de se considerar um buscador da verdade. Sua grandeza estava justamente na consciência de que o conhecimento humano é sempre parcial diante da vastidão do mistério. A verdadeira autoridade nasce da experiência vivida, da coerência entre palavra e prática, e não da imposição.

O grande mestre é aquele que nunca abandona o espírito de aprendiz. Ele ensina porque continua aprendendo; orienta porque continua se deixando orientar pela vida. Assim, o caminho para a grandeza não começa no topo, mas na base — no silêncio da escuta, na disciplina do estudo e na coragem de reconhecer que ainda há muito a descobrir.

Há uma sabedoria antiga escondida no silêncio. Quando começamos a colocar a vida em ordem, estamos realizando um movimento sagrado: estamos reorganizando não apenas tarefas e compromissos, mas emoções, escolhas, prioridades e até a própria identidade. Esse processo é íntimo. Ele acontece primeiro dentro, no território invisível da consciência. Torná-lo espetáculo pode enfraquecer sua força.

O silêncio não é medo; é maturidade. Ele protege o que ainda está germinando. Assim como a semente cresce debaixo da terra antes de romper o solo, nossos projetos e transformações precisam de recolhimento. Quando falamos demais sobre o que ainda está em construção, abrimos espaço para opiniões, invejas e energias desalinhadas que podem nos desestabilizar. Nem todos torcem por nós — e isso não é motivo de ressentimento, mas de lucidez.

Existe também uma dimensão espiritual nesse recolhimento. O silêncio nos conecta com a disciplina interior. Ele nos ensina a agir mais e anunciar menos. Quem verdadeiramente evolui não precisa provar nada; os frutos falarão por si. O barulho costuma ser a necessidade do ego de validação; o silêncio é a confiança da alma em seu próprio caminho.

Além disso, quando guardamos nossos processos, aprendemos a depender menos da aprovação externa. Crescer em silêncio fortalece a autonomia emocional. A proteção não está apenas em esconder planos, mas em preservar energia. Cada palavra dita é energia dispersa; cada silêncio consciente é energia concentrada.

Portanto, colocar a vida em ordem em silêncio é um ato de estratégia e também de sabedoria espiritual. É compreender que o verdadeiro reconhecimento não vem do anúncio, mas da transformação real. Quando os resultados aparecerem, não precisarão de explicação — serão evidentes. E quem torce por você continuará ao seu lado, mesmo sem ter sido informado de cada passo do caminho.

A preguiça mental de leitura não é simplesmente falta de vontade; muitas vezes é um sintoma do nosso tempo. Vivemos na era da velocidade, dos estímulos constantes, das informações fragmentadas. A mente acostuma-se ao imediato, ao superficial, ao que exige pouco esforço e oferece recompensa rápida. Ler profundamente, porém, exige silêncio interior, disciplina e entrega e isso, para muitos, tornou-se um desafio.

A leitura é um ato de humildade. Quando lemos, reconhecemos que não sabemos tudo. Abrimo-nos para o pensamento do outro, permitimos que novas ideias nos desinstalem. A preguiça mental, por sua vez, nasce do conforto. É mais fácil permanecer nas próprias opiniões do que confrontá-las. É mais simples repetir frases prontas do que refletir criticamente.

Mas o aprimoramento pessoal nunca foi fruto da acomodação. Desde a antiguidade, filósofos como Santo Agostinho ensinavam que o crescimento interior exige esforço consciente. Ele buscava nas leituras e na meditação não apenas conhecimento, mas transformação da alma. Ler, nesse sentido, não é acumular informações é permitir que o pensamento se torne mais profundo, mais lúcido, mais consciente.

A dificuldade de aprimoramento surge quando queremos resultados sem processo. Queremos sabedoria sem estudo, clareza sem reflexão, expansão sem disciplina. Porém, a mente é como um músculo: se não for exercitada, atrofia-se; se for desafiada com constância, fortalece-se.

A preguiça mental também pode esconder medo. Medo de descobrir que precisamos mudar. Medo de abandonar crenças antigas. Medo de crescer. Porque crescer implica responsabilidade.

O aprimoramento começa com pequenos gestos:
* Ler algumas páginas por dia.
* Refletir sobre o que foi lido.
* Anotar ideias.
* Questionar-se.
Não é a quantidade que transforma, mas a constância.

A leitura disciplinada expande horizontes, melhora a linguagem, organiza o pensamento e fortalece o discernimento. Ela nos tira do automático e nos coloca no campo da consciência. E consciência é liberdade.

Superar a preguiça mental não é lutar contra si mesmo, mas compreender-se. Perguntar: por que resisto? O que evito? O que temo descobrir? Quando a leitura deixa de ser obrigação e passa a ser ferramenta de autoconhecimento, ela se torna prazerosa.

A obra O Homem e seus Símbolos, de Carl Gustav Jung, não é apenas um estudo psicológico, é um chamado ao despertar da consciência. Jung nos ensina que o maior desconhecido do homem não é o universo exterior, mas o universo interior.

Vivemos em uma época que valoriza o que é visível, mensurável e racional. Contudo, Jung revela que a psique humana é tecida por símbolos imagens que brotam dos sonhos, dos mitos, das religiões e até das experiências cotidianas. O símbolo não é fantasia; é linguagem da alma. Ele expressa aquilo que a razão ainda não consegue traduzir.

O homem que perdeu o diálogo com o invisível:
Quando o ser humano deixa de prestar atenção aos seus sonhos, ele perde o diálogo com o inconsciente. E ao perder esse diálogo, torna-se fragmentado. Jung ensina que o inconsciente não é inimigo; ele é complementar.

Assim como o dia precisa da noite, a consciência precisa do inconsciente. Negar essa dimensão é como tentar viver apenas com metade da própria alma.
Quantas decisões tomamos sem saber por quê?

Quantas reações exageradas revelam feridas não reconhecidas?
Jung nos ensina que aquilo que ignoramos em nós ganha força. O que não é iluminado, governa.

A sombra: o mestre oculto:
Entre os ensinamentos mais profundos está o conceito da Sombra. A sombra não é maldade pura; é tudo aquilo que recusamos aceitar em nós. Medos, invejas, desejos, fragilidades.
O problema não é possuir sombra todo ser humano possui. O problema é projetá-la no mundo.

Quando acusamos o outro com intensidade desproporcional, muitas vezes estamos enxergando nele o que reprimimos em nós. A verdadeira transformação começa quando temos coragem de dizer:
“Isso também vive dentro de mim.”
Esse reconhecimento não nos diminui nos torna inteiros.

Individuação: tornar-se quem se é
Jung ensina que o objetivo da vida psíquica é a individuação: o processo de integrar todas as partes do ser. Não se trata de perfeição, mas de totalidade.

A individuação exige:
enfrentar a própria sombra,
reconhecer o feminino e o masculino interior,
dialogar com os símbolos da própria história.
É um caminho de maturidade espiritual.
É sair da superficialidade e assumir a responsabilidade pelo próprio crescimento.
O símbolo como caminho espiritual.

Mesmo sem propor religião, Jung abre uma dimensão profundamente espiritual. Ele mostra que o ser humano precisa de significado. Quando os símbolos religiosos são esvaziados, surgem substitutos: ideologias, fanatismos, idolatrias modernas.
O símbolo saudável eleva.
O símbolo inconsciente domina.
Por isso, o autoconhecimento não é luxo intelectual é necessidade ética.

“O Homem e seus Símbolos” nos ensina que a alma fala.
Ela fala nos sonhos.
Fala nas emoções intensas.
Fala nos conflitos repetidos.
Ignorá-la é adoecer.
Escutá-la é amadurecer.
A grande lição é simples e profunda:
O ser humano não é apenas aquilo que pensa ser. Ele é também aquilo que teme, deseja, reprime e sonha.

E talvez o ensinamento mais transformador seja este:
Quem aprende a dialogar com seus símbolos deixa de ser vítima do próprio inconsciente e passa a ser autor da própria história.

A existência humana lembra muito a travessia descrita por Søren Kierkegaard, que dizia que a vida só pode ser compreendida olhando para trás, mas precisa ser vivida olhando para frente. Cada pedra no caminho não é apenas obstáculo é estrutura. É fundamento. É aquilo que, ao ser superado, fortalece a musculatura da alma.

As dificuldades são provas não no sentido punitivo, mas pedagógico. Assim como ensinava Friedrich Nietzsche: “Aquilo que não me destrói me fortalece.” A dor, quando não nos quebra, nos amplia. Ela revela nossas fragilidades, mas também nossas reservas ocultas de coragem.

As decepções, por sua vez, são rupturas de expectativa e expectativa é uma construção do ego. Quando a realidade não corresponde ao que imaginamos, sentimos frustração. Mas é nesse exato ponto que nasce o recomeço. Recomeçar não é voltar ao início; é voltar mais consciente.

A metáfora da vírgula é especialmente poderosa. Uma vírgula não encerra a frase — ela cria pausa, respiro, continuidade. Assim também são os momentos difíceis: não são pontos finais, são suspensões que nos convidam a reorganizar o sentido da narrativa. Um erro pode se tornar aprendizado. Uma perda pode se tornar sabedoria. Uma queda pode se tornar direção.

Como ensinava Santo Agostinho, “Deus escreve certo por linhas que parecem tortas.” Muitas vezes, o que chamamos de desordem é apenas um capítulo ainda não compreendido.

A vida não é apenas o que nos acontece é, sobretudo, o que escolhemos fazer com o que nos acontece. As atitudes são a caneta com a qual reescrevemos a própria história. Não podemos apagar os capítulos anteriores, mas podemos decidir como continuar a narrativa.

Você tem tratado suas pedras como pesos ou como degraus?
Suas vírgulas têm sido pausas conscientes ou lamentos prolongados?
Talvez a grande sabedoria seja compreender que cada dificuldade carrega, silenciosamente, a semente de uma versão mais lúcida de nós mesmos.
E enquanto houver vírgula, há possibilidade.

Menos pressa, mais presença: a arte de escrever à mão. ✍️

Você já ouviu falar em escrita terapêutica? Para mim, meu caderno é muito mais que papel; é meu refúgio diário.

Nesta foto, compartilho um pouco da minha própria caligrafia para ilustrar algo fascinante: a Conexão Mão-Cérebro. 🧠

Estudos mostram que o ato físico de deslizar a caneta ativa áreas do cérebro ligadas à memória e ao processamento emocional que o teclado simplesmente não alcança. 

Escrever à mão é dar ritmo aos pensamentos e permissão para o sentir.

Se você ainda não tem o seu caderno, fica aqui o meu convite: comece hoje mesmo! 😉

Lu Lena / 2026

Inserida por Lulena