Pensamentos Mais Recentes
A pureza do amor
O principal idioma no amor é a reciprocidade,
Dominar os desejos aventureiros é uma arte,
Entender o silêncio é uma grandeza,
Quem tem amor tem poder, quem tem poder tem o privilégio de viver diariamente o milagre.
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E quando meus olhos se encontraram nos seus, senti um reencontro. Como se nossas almas já tivessem se escolhido antes do tempo, e agora apenas confirmassem, em silêncio, o que o coração sempre soube.
Quando descobriu, enfim, como fazer combustão na água, logo na primeira experiência deu ruim: teve o próprio corpo incendiado.
Mude as narrativas
Nos lugares aonde já sofri, resolve voltar e plantar um sentimento novo,
A cada amanhecer o livro está pronto para ser escrito de incontáveis formas diferentes,
Depois que eu aprendi a falar a língua dos sonhos, os pesadelos entraram no módulo avião e é nessa frequência que tenho tido todo o sucesso,
Mudar as narrativas pode transformar o choro que doeu em lágrimas de alegria.
O amor acalma, acalma de verdade, e põe fim àquela fome sem fim do corpo que sonhamos ter.
O amor é a última resposta, vai além do que vemos e até da morte. Ele é a maneira como aceitamos e celebramos o corpo de verdade, o corpo que temos aqui e agora. Talvez seja a única resposta que temos de fato.
MULHERES! (Que vivem sozinhas)
Dicas para quando receberem algum prestador de serviços em casa sozinha:
* Receba-o descascando uma laranja 🍊 ou batatas 🥔🥔🥔com uma faca 🔪 visivelmente grande e bem afiada...
** Uma chaleira ou caneco com água fervendo no fogo 🔥 para preparar um café ☕...
*** Uma frigideira 🍳 com óleo bem quente no fogão 🔥 para fritar bolinhos de chuva para comer com o café ☕ ...
**** Tirar a chave 🔑 da porta🚪 para impedir que seja trancada.
***** Desligarem das tomadas TVs 📺, rádios 📻 e qualquer aparelho que possam confundir o som.
****** Nunca trancar o portão! Deixá-lo semi aberto... encostado.
******* Ficar com o celular pronto para uma chamada de emergência 190 ( polícia militar).
******** Avisar alguém( parente/amigo/vizinho) com antecedência o dia e horário da chegada do prestador de serviços.
********** Deixar vários frascos sprays ( desodorante/laquê ou pimenta) espalhados pelos cômodos da casa.
*********** Deixar janelas e portas abertas, caso necessite gritar e pedir ajuda , fica mais fácil de alguém escutar.
✍©️@MiriamDaCosta
Quero mais...
Aquele dia foi mágico, ao caminhar me lembrei muito dele,
Quando meus instintos gritam, os sentidos ficam aguçados,
Não foi atoa que o teu cheiro foi reconhecido entre as rosas, duvidei quando notei o teu jeito de caminhar mesmo estando a distância,
Achou que eu não ia ouvir os latidos do teu filho peludo?
Lindos sorrisos deixastes na beira do rio aquele dia e hoje me recordo com muito carinho, espero que goste da filmagem e fica como um lembrete de um novo de quero mais.
ANTUSA MARTINS- A MÉDIUM SURDA.
“O TAPETE VERDE”
Estava em Uberaba. As dores que assolavam o corpo de Jerônimo eram lancinantes, quase insuportáveis. Ainda enxergava, mas a vitalidade lhe escapava lentamente. Um amigo, comovido diante de tanto padecimento, disse-lhe que iria buscar uma médium curadora de reconhecida dedicação.
Quando ela entrou, Jerônimo a viu. Pequena em estatura, simples na presença, imediatamente sentiu-se cativado por aquela figura singular. Era Antusa Martins. Surda, expressava-se por sinais e por palavras balbuciadas, pois não era muda. Seu primeiro gesto foi retirar um tapete vermelho que lhe cobria os pés. Em seguida, com sinais firmes e voz difícil, exprimiu-se. “Prefiro o verde”.
Aquela afirmação atingiu Jerônimo como uma revelação íntima. Ali não havia tapete verde algum. O tapete verde, seu predileto, ficara em Ituiutaba. Aquilo foi, para ele, uma prova irrefutável de sua mediunidade.
Antusa, por meio de gestos e de um linguajar singular, contou-lhe que já o conhecia. Disse que, todas as tardes, desdobrava-se espiritualmente e ia até sua casa, em Ituiutaba, acompanhada de Bezerra de Menezes, para aplicar-lhe passes. Nessas visitas, vira o tapete verde, que lhe ficara gravado na memória espiritual.
A partir desse encontro, Jerônimo nunca mais se afastou de Antusa. Costumava dizer que ela e Chico Xavier eram a sua força, o seu sustentáculo moral e espiritual. Referia-se a ela com ternura profunda, chamando-a de “um anjo em forma de mulher”.
Sempre que ia a Uberaba, fazia questão de visitá-la. O carinho de Antusa por ele era imenso, constante, silencioso e fiel. Ela afirmava que, havia muitos séculos, ela e Chico Xavier, juntos, tentavam socorrê-lo. A oportunidade, enfim, se concretizara por meio da dor, instrumento severo e, ao mesmo tempo, redentor.
Porque, quando a dor abre as portas da alma, a misericórdia encontra passagem e transforma sofrimento em caminho de elevação.
ANTUSA FERREIRA MARTINS
A MEDIUNIDADE QUE VIA ALÉM DA MATÉRIA.
Antusa Ferreira Martins figura entre as personalidades mediúnicas mais singulares do Espiritismo brasileiro. Sua existência foi marcada por uma abnegação silenciosa, por faculdades extraordinárias e por uma fidelidade absoluta à caridade, razão pela qual foi consagrada pela tradição popular como o “Chico de Saias” de Uberaba, não por comparação superficial, mas pela similitude moral, pelo serviço incessante e pela renúncia integral de si mesma em favor do próximo.
A TRAJETÓRIA DE ANTUSA FERREIRA MARTINS
INFÂNCIA. O SILÊNCIO E A VISÃO.
Nascida em 9 de setembro de 1902, em uma fazenda nos arredores de Uberaba, Minas Gerais, Antusa teve a infância abruptamente transformada por um episódio decisivo. Aos 4 anos, foi acometida por meningite, enfermidade que lhe suprimiu definitivamente a audição. Em decorrência dessa condição, não desenvolveu a fala, passando a viver em um mundo de silêncio absoluto.
Criada em ambiente católico tradicional, causava assombro e inquietação aos familiares ao relatar, por meio de gestos próprios e de uma linguagem intuitiva, que via pessoas desencarnadas circulando pela casa. Para Antusa, desde muito cedo, o mundo espiritual apresentava-se com a mesma concretude do mundo material, sem fronteiras perceptíveis entre ambos.
ADOLESCÊNCIA E O ENCONTRO COM EURÍPEDES.
Aos 15 anos, em 1917, sua família mudou-se para Sacramento, Minas Gerais. À época, a cidade destacava-se como um dos grandes polos do Espiritismo no Brasil, sob a orientação moral e intelectual de Eurípedes Barsanulfo.
Ao conhecer a jovem Antusa, Eurípedes reconheceu de imediato a natureza de suas faculdades e a missão que lhe estava confiada. Sob sua orientação direta, Antusa passou a trabalhar na Farmácia Homeopática, auxiliando na preparação de medicamentos e no atendimento aos necessitados. Esse período representou verdadeiro aprendizado espiritual, no qual suas faculdades foram educadas, disciplinadas e harmonizadas à luz da caridade e da humildade.
VIDA ADULTA. TRABALHO E CARIDADE.
Após o desencarne de Eurípedes Barsanulfo, Antusa retornou a Uberaba. Sua vida manteve-se austera e despojada. Sustentava-se por meio da confecção e venda de tapetes de crochê, atividade que realizava ao lado da irmã, Nice, sem jamais converter a mediunidade em meio de benefício pessoal.
Dedicou décadas ao atendimento fraterno de enfermos e aflitos, inicialmente na Comunhão Espírita Cristã, ao lado de Chico Xavier, e posteriormente em um galpão simples construído nos fundos de sua própria residência. Ali, sem aparato, sem publicidade e sem conforto material, exercia uma das mais impressionantes formas de assistência espiritual já registradas no movimento espírita nacional.
UMA MEDIUNIDADE QUE ATRAVESSAVA A MATÉRIA.
A mediunidade de Antusa manifestava-se de maneira ampla e profundamente impactante.
Clarividência orgânica. Possuía a rara capacidade de perceber o interior do corpo humano, descrevendo órgãos enfermos, tumores, inflamações e alterações orgânicas com precisão que frequentemente surpreendia médicos e pesquisadores. Tal faculdade manifestava-se sem qualquer conhecimento acadêmico de anatomia, evidenciando sua origem extrafísica.
Audição espiritual. Embora absolutamente surda no plano físico, Antusa mantinha comunicação clara e constante com os Espíritos benfeitores. Recebia orientações de seu protetor espiritual, identificado como Santo Agostinho, bem como de outros servidores do bem, entre eles Vicente de Paulo, demonstrando que a percepção espiritual independe dos sentidos corporais.
Cura espiritual e desdobramento. Realizava tratamentos intensos por meio da imposição de mãos e da manipulação fluídica. Há numerosos relatos de que, durante o sono, trabalhava em desdobramento, visitando hospitais e lares, prestando socorro espiritual e participando de intervenções terapêuticas no plano invisível.
Fenômenos de efeitos físicos. Detinha faculdades relacionadas à movimentação e ao transporte de objetos, bem como à condensação de fluidos para curas imediatas, sempre sob rigorosa disciplina moral e finalidade exclusivamente caritativa.
O OLHAR QUE TRANSPUNHA A MATÉRIA.
Imagine-se uma mulher de pequena estatura, vivendo em um universo onde o som jamais existiu. Para Antusa Ferreira Martins, o ruído do mundo físico era inexistente, mas o plano espiritual manifestava-se diante de seus olhos com intensidade, cores e formas incontornáveis.
Enquanto a medicina de seu tempo buscava compreender os mistérios do corpo humano por meios ainda incipientes, bastava-lhe um olhar para que a carne e os ossos se tornassem translúcidos como cristal. Não necessitava de instrumentos, diagnósticos laboratoriais ou imagens técnicas. Com naturalidade serena, indicava o ponto exato onde a dor se ocultava, como quem descreve uma paisagem familiar.
No silêncio de seu galpão modesto, entre ervas, preces e gestos compassivos, Antusa demonstrou que a limitação física pode converter-se em instrumento de elevação espiritual. Sua vida testemunhou que, para ouvir a alma humana, muitas vezes é preciso calar os sentidos do mundo, pois a visão mais profunda não nasce dos olhos do corpo, mas da lucidez do espírito fiel ao bem.
Se milagres não acontecem na vida real, a existência divina não faz diferença. Um criador que não mexe um dedo para mudar a realidade é, na prática, o mesmo que um deus que não existe!
TENSÃO MORAL DA VERDADE E HUMILDADE NO CENTRO ESPÍRITA SEGUNDO J. HERCULANO PIRES.
As reflexões apresentadas nas passagens exibidas têm autoria inequívoca de J. Herculano Pires, pensador espírita de rigor filosófico e fidelidade doutrinária reconhecida, especialmente na obra O Centro Espírita. O Centro e a Comunidade. Nelas se manifesta uma compreensão severa, porém profundamente evangélica, do papel moral do Espiritismo e da responsabilidade ética daqueles que o representam.
Ao afirmar que quem não defende a Verdade traída não é digno dela, J. Herculano Pires reafirma um princípio central do Cristianismo primitivo. A Verdade não admite neutralidade. A omissão diante da mentira não preserva a paz. Apenas a corrompe silenciosamente. Quando o Cristo enfrenta publicamente os mentirosos no Templo, conforme o Evangelho de João, Ele não inaugura a agressividade. Revela a incompatibilidade entre a Verdade viva e a falsidade institucionalizada. A reação violenta dos ouvintes confirma que a mentira, quando desmascarada, tende a recorrer à força, jamais ao argumento.
No âmbito do Centro Espírita, J. Herculano Pires é categórico ao recusar qualquer forma de autoritarismo disfarçado de função administrativa ou doutrinária. Um presidente de Centro não é governante político. Um doutrinador não é sábio por título. Ambos são aprendizes em processo, espíritos necessitados de vigilância moral constante. O serviço espírita exige renúncia à vaidade, ao desejo de mando e à tentação de humilhar em público sob o pretexto de disciplina.
Outro ponto central destacado por J. Herculano Pires é a naturalidade do Espiritismo. A Doutrina não se harmoniza com maneirismos, vozes impostadas, teatralizações afetivas ou gentilezas artificiais. Tais comportamentos não refinam o espírito. Apenas mascaram fragilidades morais e favorecem a hipocrisia. O verdadeiro trato fraterno é simples, direto e honesto. Onde há encenação, perde-se a autenticidade evangélica.
A advertência mais grave, contudo, recai sobre a ausência de humildade. Para J. Herculano Pires, Espiritismo sem humildade é comparável a água poluída. Torna-se campo fértil para a pretensão, o orgulho e a vaidade intelectual, atraindo influências espirituais inferiores. A humildade, entretanto, não dispensa o estudo. Sem estudo sério, a humildade degenera em ignorância passiva. Sem humildade, o estudo converte-se em instrumento de exibição pessoal.
Por fim, o autor reafirma que o Espiritismo não é proselitista. Não disputa adeptos nem se impõe como verdade absoluta por meios emocionais. Seu dever é esclarecer, orientar e acolher com lucidez, coerência moral e fidelidade doutrinária. O exemplo vivido vale mais do que qualquer discurso.
Assim, segundo J. Herculano Pires, o Centro Espírita somente cumpre sua missão quando se ancora na Verdade sem concessões, na humildade sem fingimento, no estudo sem vaidade e na caridade sem teatralidade. Fora disso, resta apenas a forma vazia. Dentro disso, edifica-se silenciosamente a consciência moral capaz de transformar o indivíduo e, por consequência, a sociedade.
