Pensamentos Mais Recentes
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"Podem até ir pra rua protestar... De nada vai adiantar. A IA (Inteligencia Artificial) chegou pra ficar, aposto parte das Minhas Lagostas."
"A existência é um diodo ontológico que permite o fluxo da angústia, mas impede o retorno do elétron da esperança. Somos capacitores de tédio, armazenando a indutância de uma alma que se curto-circuita na busca pela quintessência da iluminação trifásica."
Muitas vezes enfrentaremos o vale da sombra da morte sozinhos, sem esperança de que alguém próximo apareça com uma palavra de conforto. Nesses momentos, quando o silêncio pesa e a dor parece maior do que nossas forças, aprendemos que não estamos verdadeiramente sós. Ainda que faltem vozes humanas, permanece a presença fiel da Trindade Santa, que sustenta, consola e guia. É nesse vale que a fé amadurece, e a alma descobre que Deus é companhia constante, mesmo quando tudo ao redor parece ausência.
A rebeldia dos rappers/mc's de esquerda segue firme, desde que não atrapalhe a narrativa oficial dos comunistas.
Os Contos Morféticos de Sir Mário Honorário:
I. O Enigma de Lan House: A Queda do Chup's:
Nas penumbras dos monitores de tubo, entre o estalar de teclados e o cheiro de eletrônicos aquecidos, ecoava um nome que era quase um mito: o Chup's. Por muito tempo, Sir Mário Honorário, em sua postura de observador silencioso, ouvia o apelido flutuar pelo ar como uma piada interna da qual ele não possuía a chave. Até o dia da revelação. Um jovem, tomado por uma súbita indignação, levantou-se das cadeirinhas e bradou aos quatro ventos: "Que Chup's o quê, cara? Da onde vocês tiraram que eu sou o Chup's?".
Mal sabia ele que, ao contestar a alcunha, assinava sua própria sentença social. O apelido não era apenas uma galhofa; escondia hábitos peculiares nos sanitários do estabelecimento e uma índole duvidosa. O destino do Chup's foi selado quando a mão leve atingiu a própria casa do dono da Lan House. Entre a má fama e o temor de uma "soca" coletiva que pairava no ar, o Chup's desapareceu no éter, deixando para trás apenas o eco de suas insistências e a risada contida de Sir Mário.
II. O Estúdio de Rock e a Teoria Científica de Schei:
O cenário mudou para as portas de um estúdio de ensaio, onde o som das guitarras distorcidas compunha o pano de fundo para a figura de Schei. Com seu jeito de criança eterna e um raciocínio que parecia saltar de uma dimensão paralela, Schei era um desafio à lógica. Sir Mário, envolto em seu inseparável sobretudo preto longo, assistia à cena: Schei, diante da proprietária do estúdio e de sua respeitável progenitora, resolveu compartilhar um "conhecimento científico" adquirido na TV.
Em plenos pulmões e sem qualquer filtro, ela discorreu sobre as preferências anatômicas das mulheres e como ao ver do especialista que ela ouviu, não teria razão, em dizer que isso influenciaria em suas personalidades propensas à lesbianismo, citando a "rosca" de forma estridente assim;
-Acho que nada tem a ver a mulher se tornar lesbo se desse a rosca!
Enquanto a mãe e a filha faziam o "voto de silêncio" dos constrangidos, olhando para o vazio e fingindo surdez absoluta, Sir Mário permanecia ali, como uma estátua gótica, testemunhando a confissão mais pública e desnecessária da história daquele bairro.
Rindo discretamente.
III. O Muro, a Mata e a Fritura do Italiano:
Nos limites onde a urbanidade encontrava a mata rasa, junto aos muros pichados das malocas, desenrolava-se o drama final. Ali, a Carlota, sempre em um estado de espírito elevado por substâncias duvidosas, tentava tecer diálogos com o Italiano. Este, um homem cuja paciência era mais curta que o pavio de uma dinamite, assistia à "fritura" mental da moça com um desprezo quase palpável.
"Que que era, Carlota? Tá chapada?!", ele disparava, enquanto chispas de ódio pareciam saltar de seus olhos. Carlota, magricela e desconexa, soltava pérolas de nonsense que faziam o Italiano apenas balbuciar: "Pior... pior...", concordando por puro cansaço existencial. Para aquela fauna de doidões, Sir Mário Honorário, imóvel em seu sobretudo sob o sol ou sob a lua, era o verdadeiro louco. Mal sabiam eles que ele era apenas o cronista de um mundo que já tinha perdido o juízo há muito tempo.
O universo é mecânico, mas os humanos são livres porque o sistema é complexo demais para ser previsto por outros humanos, ou máquinas.
REALIDADE PARALELA
Vivemos em réplicas de espelhos quebrados, onde o reflexo não devolve o rosto, mas o eco de um grito engolido. As mentes, lascadas como vidros sob o martelo do tempo, teias entre o frisson e o divino: o delírio vira profecia, o tremor das mãos se ergue como hino aos céus partidos. O que parece cura é veneno disfarçado de salvação, e o veneno, ah, ele se veste de milagre, cuspindo promessas em línguas que ninguém mais ouve. Aqui, o real se contorce como fumaça em vento contrário. Um homem ajoelha ante o altar de comprimidos partidos, crendo que a náusea é êxtase celestial, enquanto a multidão aplaude o surto como visão apocalíptica. Não é loucura, dizem; é revelação. Não é doença, insistem; é deus infiltrado nas veias. Mas o que aparenta ser santo desaba em abismo, e o abismo, fingindo luz, engole o que resta de nós. A distorção rasteja, invisível, reescrevendo o mundo: o céu chove cinzas que chamamos de bênçãos, o chão se abre em feridas que juramos serem portais. Fragmentos de mentes se chocam, confundindo o pus com óleo sagrado, e o que é se desfaz no que parece. Nesta paralela, a verdade não existe, só o eco de si mesma, distorcendo até o silêncio.
"O amor é uma confluência de anomalias afetivas que subsumem a ígnea vontade de perpetrar o paroxismo na egrégora do outro. Amar é concatenar a inefabilidade do desejo com a contumácia do apego, resultando em uma simbiose estrambótica onde o solipsismo se dissolve na abjeção do eu em prol de uma quimera vituperável."
"A estolidez da vida não passa de um estridor ontológico, onde o ser, em sua vacuidade intrínseca, tenta esgarçar o véu da inexorabilidade fúnebre. Ora, se a morte é o ápice da obnubilação, viver é meramente procrastinar o oblívio através de uma idiossincrasia biológica perfunctória. Somos epifenômenos de uma quintessência que se esvai na tergiversação do tempo."
As estações"
Assim como as estações
Do ano,
Vi passar o meu amor por
Cada fase dela.
Era algo belo como um
Amor de inverno,
Como nada dura por
Muito tempo,
O nosso amor não conseguiu
Assistir juntos a primavera.
Assim como as estações,
Você também se foi,
Diferentes delas Você nunca
Mais voltou.
As promessas de amor
Não se sabem se foram
Tudo verdades ditas,
Das conversas que duravam
Madrugadas,
Das noites que desejava
E clamava pela minha presença,
Como posso imaginar que
Era mentira?
Assim como as estações,
Você se foi,
Além de não voltar me deixou
Sem sabe quem sou sem você
Aqui comigo.
Quem realmente te quer por perto não dá desculpa: se for preciso, cria tempo e vai te buscar em casa. Aprendi isso com Trump.
**Existir e Ter**
Eu, só eu, mais ninguém e com todos ao mesmo tempo,
Uma mistura de alegria e solidão,
Um pesar de sentir e não sentir
De ver e não ver, como gostaria de desver!
Eu sou porque existo ou existo e apenas sou?
Ser ou não Ser, será que essa sempre foi a questão?
Ter tudo e ao mesmo tempo não ter nada,
Será que um dia sempre tive algo verdadeiramente meu?
Ilusão de um mundo irreal,
Somos nada e temos nada, apenas somos.
Quem somos? O que temos? Para que temos?
Temos o que, afinal?
Futilidade de uma busca sem fim,
Temos e logo perdemos, o ciclo se repete.
Ser ou não Ser, se já somos, porque não?
Ter ou não Ter, se temos, pra que mais?
Ter e depois perder, o que resta?
Mas se perco, foi realmente meu?
Para que ter e perder depois, seria melhor não ter,
Assim nos poupamos dor e sofrimento,
Mas a vida não é feita de dor e sofrimento?
Já disse Mick Jagger:
Você Não Pode Ter Sempre o Que Quer
Você Não Pode Ter Sempre o Que Quer
Você Não Pode Ter Sempre o Que Quer
Mas se você tentar algumas vezes, bem,
Você pode descobrir que consegue o que precisa!!!
BRADO BRASILEIRO
Acordai deste berço esplêndido, com o som do mar, mas sem a luz, mesmo sob o céu profundo.
Fulgura-te, Brasil, deste lodo fétido e do grume da corrupção, ó florão da América.
Que teu povo heróico solte novamente o brado retumbante, porém, que não se ouça apenas das margens plácidas do Ipiranga.
Mas que ecoe por todos os cantos: dos bosques que têm mais vidas, aos campos que têm mais flores, e que reviva, em teus seios, sempre e cada vez mais, amores.
E que, assim, esta terra garrida dê fruto aos teus verdadeiros filhos, e não aos falsos filhos teus, movidos apenas pelo orgulho e pela preponderância da corrupção, pois, querendo roubar-te as cores, ficarão pasmos diante de teus gigantes e de tua própria natureza, contemplando que os filhos teus, de fato, não fogem à luta.
E, assim, compreenderão, ó Brasil, como és belo e colosso, pois teu futuro é agora; e queremos entregar-te esta grandeza, terra adorada.
Entre outras mil, és tu, Brasil, porque tu também és minha, ó Pátria amada!
Dos filhos deste solo, onde os políticos não são tão gentis;
Sê, verdadeiramente, livre, Pátria Amada Brasil.
LIBERDADE: QUAE SERA TAMEN
“Ainda que tardia” te tenha,
ó Liberdade,
não porque te falte o tempo,
mas porque te deram o atraso
pela corrupção.
Tenho-te não como quem espera,
mas como quem sustém.
Não te recebi pronta,
fiz-te em pressão,
em retenção lúcida,
em consciência que não se vende.
Não nasceste tarde.
Foste feita tardar.
Foste contida,
retida,
ensinada ao atraso
como método vil
dos que precisavam do tempo
para roubar o sentido.
Chamaram-te sera
como se o tempo te diminuísse,
como se a demora te maculasse,
e não como se o adiamento
denunciasse a fraqueza
dos que nunca suportam
o peso do absoluto.
Mas eu sei:
teu tempo não é concessão.
É finalidade.
Enquanto te adiavam,
eles aprendiam a corromper.
Enquanto te soterravam,
ensinavam-te a resistir
por dentro.
E quando a corrupção se fez mestra,
não te destruiu:
revelou-se.
Porque ao ensinar o atraso,
ensinou também
quem não sabe esperar
sem apodrecer.
Do quinto antigo ao jugo de agora,
muda-se a sigla, conserva-se a sangria;
troca-se o selo, persiste a cobrança,
e o tempo aprende a mesma tirania.
Estado mais denso que o peso da serra,
que em letra de lei destila a usura fria,
drena no código o suor do fundo
e chama de ordem o que é mineria.
Dinastias de sombra, herdeiros do dolo,
que transmitem o vício como capitania;
fazem do saque sua regra primeira,
sustento moral de quem nada cria.
Do espólio fizeram condição de vida,
sine qua non de sua vilania;
pois onde a liberdade exige obra,
eles subsistem de atraso e sangria.
Onde estão agora os seus brados?
Onde o clamor
dos que gritavam posse
e confundiam voz com direito?
Do povo, só a dor!
Calaram-se,
não por virtude,
mas por cárcere.
Pois quando a Liberdade
lhes fugiu;
não tiveram dentro de si
lugar onde habitá-la.
Tenho-te, Liberdade.
Não como ideia,
mas como fim.
Não como abstração,
mas como decisão.
Não te devo ao tempo.
O tempo é que te deve a mim.
E ainda que digam que vens tarde,
sei:
tardio é o mundo
que não suporta
o peso do que é absoluto.
Não mais “ainda que tardia”.
Mas Liberdade;
mesmo quando feita tardar,
permanente.
Mesmo quando silente,
imperativa.
Pois com a verdade,
“quae sera tamen,
Libertas”.
" E assim permanece a certeza antiga e inabalável. Tudo passa pelo tempo. Mas somente a verdade permanece de pé quando ele termina de falar. "
