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REFLEXÃO
Não importa se você é de Esquerda
ou de Direita. Preserve seus Direitos.
Vote por você! ...
Ou você se permite viver o dia de hoje, celebrando o que é possível, ou viverá na busca de um eterno talvez!
Quase sempre que não conseguimos revidar nem Carinhos, são estes os momentos em que mais precisamos deles.
Há uma Ironia bastante Silenciosa na condição humana: justamente quando mais necessitamos de afeto, menos conseguimos demonstrar que precisamos dele.
Como se a dor, o cansaço e as guerras travadas dentro de nós nos roubassem não apenas as palavras, mas também a capacidade de receber aquilo que, em outros dias, nos faria florescer.
Às vezes, não retribuímos um abraço porque estamos ocupados demais tentando não desmoronar.
Não respondemos a uma gentileza com a mesma ternura porque há algo em nós que mal consegue sustentar o próprio peso.
Não sabemos acolher o amor que nos oferecem porque, naquele instante, estamos empenhados em sobreviver às nossas próprias ausências.
E talvez uma das maiores contradições da existência seja esta: esperamos que alguém perceba nossa necessidade de carinho justamente quando menos conseguimos expressá-la.
Queremos ser compreendidos sem precisar explicar, acolhidos sem precisar pedir, amados sem que tenhamos de reunir forças para demonstrar que ainda somos capazes de amar.
Mas o afeto não deveria ser uma recompensa pela nossa disposição em recebê-lo.
Nem todo silêncio é indiferença.
Nem todo afastamento é desamor.
Há momentos em que a alma se fecha, não porque deixou de desejar o mundo, mas porque ele se tornou intenso demais para aquilo que ela consegue suportar.
É claro que ninguém tem a obrigação de decifrar nossos silêncios, tampouco de permanecer indefinidamente diante de portas que não se abrem.
O amor também precisa de limites, e compreender a dor do outro não significa abandonar a própria.
Ainda assim, há uma diferença muito profunda entre alguém que não quer receber carinho e alguém que, por estar ferido, já não sabe como recebê-lo.
Talvez precisemos aprender a olhar com mais Delicadeza para essas contradições.
Para quem se esquiva quando, na verdade, deseja proximidade.
Para quem responde com aspereza quando o que lhe falta é descanso.
Para quem parece distante, porque está tentando encontrar, dentro de si, um lugar seguro de onde possa voltar a se aproximar.
E precisamos, sobretudo, aprender a reconhecer essas mesmas contradições em nós.
Ter a humildade de admitir que nem sempre conseguimos oferecer o que sentimos, que às vezes afastamos justamente daquilo que poderia nos ajudar a atravessar uma noite difícil.
Que há dias em que não precisamos de conselhos, soluções ou perguntas insistentes, mas de uma presença que não transforme nossa fragilidade em culpa.
Porque amadurecer emocionalmente talvez não seja aprender a não precisar de ninguém.
Talvez seja compreender que a vulnerabilidade não nos diminui, que pedir colo não anula nossa força e que nem toda incapacidade de retribuir significa ausência de sentimento.
Há carinhos que chegam quando não sabemos o que fazer com eles.
Há mãos estendidas diante das quais não conseguimos sorrir.
Há pessoas que nos oferecem amor e encontram, em resposta, apenas o nosso silêncio.
E, às vezes, esse silêncio não é tudo o que temos a dizer; é apenas tudo o que conseguimos dizer naquele momento.
Por isso, se existe alguma sabedoria em amar, ela talvez resida na capacidade de distinguir a falta de vontade da falta de forças — sem romantizar a indiferença, sem justificar toda distância, mas sem condenar precipitadamente quem atravessa um inverno por dentro.
Afinal, ninguém floresce o tempo inteiro.
Até os jardins mais bonitos conhecem estações em que parecem ter esquecido a primavera.
E talvez seja justamente nesses períodos que o carinho se revela em sua forma mais essencial: não como moeda de troca, não como exigência de reciprocidade imediata, mas como um gesto de humanidade que reconhece, no outro, alguém que nem sempre consegue ser aquilo que gostaria.
No fim, talvez a pergunta não seja por que, às vezes, não conseguimos retribuir o amor que recebemos.
Talvez a pergunta mais honesta seja: por que aprendemos a acreditar que precisamos estar bem para merecer recebê-lo?
Há dias em que não sabemos amar direito, nem a nós mesmos.
Dias em que a ternura parece uma língua estrangeira e o abraço, uma ponte que não sabemos atravessar.
Ainda assim, continuamos sendo merecedores de cuidado.
Porque existem momentos em que não conseguimos revidar nem carinhos — não por termos pouco amor dentro de nós, mas porque estamos tentando encontrar forças para continuar sendo.
E, nesses momentos, talvez não precisemos que alguém nos ensine a retribuir.
Talvez precisemos apenas que nos lembrem, com delicadeza, que também podemos descansar no amor dos outros enquanto reaprendemos a habitar o nosso próprio.
Uma saborosa moqueca
com temperos da terra
para agradar do poeta:
Paladar que não encerra.
[Sublime e toda a poética.]
Jesus Cristo
Por mais valioso que seja um crucifixo de que se diga, que é de Jesus Cristo ou mesmo uma imagem! Na verdade, espiritualmente, não tem valor nenhum ou poder algum! Pois mesmo os personagens que são filmados como sendo Jesus Cristo não são nenhum Jesus Cristo. O Jesus Cristo verdadeiro, está vivo com um corpo glorioso, à dextra do Pai. Este sim tem poder; este sim, simultaneamente é omnipresente; este sim ouve o nosso clamor; tem todo o poder e nos salva; devemos vê-lo como ele, está mencionado em Apocalipse!
Desta maneira é que ele virá, montado num cavalo branco; cujo nome é O Verbo Divino. Este sim é o " Alfa e o Omega". Desta maneira ele é; com uma espada na sua boca! Ora vem Senhor Jesus Cristo.
A vida é como se estivéssemos numa tempestade, sopra o vento, corre a água e leva todos os acúmulos por ela nos dado!
A diferença é só uma.
Se passar por todas essas intempéries e não absorvermos nada…
Viver terá sido apenas choro, reclamação ,arrependimento e lamentação.
A internet inventou um padrão de vida que quase ninguém vive e fez todo mundo se sentir fracassado por não alcançá-lo.
ANDRÉ LUIZ SANTIAGO ELEUTÉRIO
Existe uma grande diferença entre fazer bem feito!
…e oque precisamos de fato fazer direito.
Entre os dois, há uma enorme diferença!
Poema Do professor
Dentre todas as matérias que se existe, uma coisa em comum todas elas têm, todas
elas precisam, de um professor, todas elas precisam de alguém que saiba, não só
o assunto, mas também ensinar, amar oque faz, é saber que vai formar, entre um homem, ou um rapaz.
Professor, tem uma grande responsabilidade, porque é com suor e dedicação, que eles moldam o futuro de uma nação, é acordar cedo, cansado, mas mesmo assim, vem a escola, fazer o'que sabem fazer de melhor, de noites em claro planejando o'que vai ensinar, a felicidade depois de ver um aluno brilhar.
Professor é mestre do saber, o conhecimento é seu poder. sem espada, faca ou facão, derrota os males da ignorância, com uma simples caneta na mão.
Professor, tu és luz no fim do túnel,
Arquiteto de sonhos
Vocês deixaram, o'que será passado de
Gerações em Gerações
Plantando uma simples sementinha do conhecimento,
Em nossos corações
Válbert de Oliveira Farias
“O passageiro que levava uma tarde no bolso”
O homem sentado à minha frente viajava com uma tarde dobrada no bolso da camisa. De vez em quando, retirava uma ponta para conferir se o sol ainda estava lá.
É de quando minha mulher era viva explicou.
Deixei a tarde acabar uma vez. Não cometo esse erro de novo.
Achei melhor não perguntar como se dobra uma tarde. Naquele trem, as perguntas costumavam envelhecer antes das respostas.
O vagão tinha suas particularidades. A chuva caía do lado de dentro quando alguém recordava uma despedida. Uma senhora precisava podar semanalmente o braço do banco onde o marido se sentara: desde sua partida, a madeira vinha criando ramos. Ela pendurava os óculos entre as folhas e continuava seu bordado.
Eu carregava uma mala tão pesada que o assoalho se curvava sob ela. Dentro, havia discussões cuidadosamente preservadas, três humilhações de estimação e uma frase que eu ensaiava havia vinte anos para dizer a alguém que já não podia escutar.
O homem da tarde apontou para a bagagem.
Deve ser difícil trocar de lugar.
Respondi que eram coisas importantes.
Ele concordou com a cabeça, e isso me incomodou mais do que uma discussão.
Pedi café. A moça do carrinho serviu duas xícaras, embora eu estivesse sozinho.
A outra é para quem o senhor estava pensando em chamar.
Fiquei olhando o café até que esfriasse. Tive uma vontade absurda de chorar por todas as vezes em que dissera “qualquer dia”.
Na estação seguinte, entrou um menino com os joelhos sujos de terra. Reconheci a cicatriz antes do rosto.
Era eu, aos oito anos.
Sentou-se sobre minha mala e perguntou se tínhamos conseguido conhecer o mar.
Conseguimos responde eu
E por que você está com essa cara?
Falei de contas, de perdas, de certas dificuldades que ele ainda não compreenderia. O menino escutou com a paciência desconfiada das crianças diante das explicações dos adultos.
Mas o mar continua lá?
Disse que sim.
Ele pareceu aliviado. Tirou do bolso uma pedrinha e começou a desenhar ondas no vidro.
Durante algum tempo, viajei ouvindo aquele pequeno ruído. A paisagem acompanhava o desenho: onde ele riscava mais fundo, levantavam-se ondas; onde descansava a mão, o oceano ficava liso. Uma baleia passou pela janela com um prédio inteiro nas costas. Em uma das sacadas, alguém regava gerânios.
Foi então que o homem à minha frente se levantou.
Guardou sua tarde, abotoou o casaco e estendeu a mão. Eu quis fazer alguma pergunta que o mantivesse ali mais um pouco. Perguntei se precisava de ajuda.
Preciso que segure isto.
Entregou-me a xícara vazia.
Desceu antes que eu pudesse devolvê-la.
Fiquei com aquele objeto banal entre as mãos, ainda marcado na borda pelo café que ele bebera. Lá fora, a estação se afastava devagar. Pela primeira vez, percebi que uma despedida podia acontecer enquanto a gente estava ocupado segurando uma xícara.
O menino encostou a cabeça no meu braço. Adormeceu com a pedrinha na mão.
Abri a mala com cuidado para não acordá-lo.
A frase ensaiada escapou primeiro: atravessou o corredor, bateu duas vezes contra o vidro e encontrou uma fresta. Depois saíram as discussões, miúdas e barulhentas, disputando entre si a razão. As humilhações deram mais trabalho. Haviam se agarrado ao forro.
Quando terminei, restava uma camisa limpa.
Cobri o menino com ela.
Já anoitecia quando senti um calor no peito. Pensei que fosse febre, mas havia uma claridade atravessando o tecido do meu bolso.
Lá dentro, muito bem dobrada, estava a tarde daquele homem.
Abri apenas uma ponta.
Uma mulher ria numa cozinha. Havia farinha em seus braços e alguma coisa no forno. Ela ergueu os olhos, como quem acabara de ouvir a porta.
Fechei devagar.
Depois chamei a moça do carrinho e pedi mais dois cafés.
O banco à minha frente estava vazio. Mesmo assim, puxei a cortina para que a luz chegasse até ele.
Descrição do meu texto:
Essa crônica apresenta a vida como uma viagem em que carregamos lembranças, encontramos pessoas e aprendemos a conviver com as despedidas. O surrealismo torna visível aquilo que acontece dentro de nós: a saudade ganha forma, as mágoas adquirem peso e a infância pode sentar-se ao nosso lado.
O homem que guarda uma tarde no bolso deseja preservar um momento vivido com a esposa. Naquela pequena porção de tempo, ela continua rindo, preparando comida e ocupando a casa. Isso representa uma experiência profunda do luto: recordar alguém também é reencontrar os gestos simples que tornavam sua presença tão querida. O receio de deixar a tarde acabar expressa o medo de perder até mesmo a lembrança de quem partiu.
A senhora cujo banco cria ramos mostra outra maneira de viver a ausência. O lugar do marido continua participando de sua rotina e produzindo vida. Ela cuida desses ramos enquanto borda, como quem aprende, aos poucos, a cuidar da própria saudade.
A mala pesada representa os sofrimentos que o narrador continua carregando. As discussões preservadas, as humilhações e a frase ensaiada durante vinte anos revelam quanto espaço podemos entregar ao que nos feriu. Chamar as humilhações de “estimação” traz uma ironia dolorosa: às vezes, alimentamos certas lembranças até que se tornem companheiras habituais.
A observação do homem sobre a dificuldade de trocar de lugar sugere que esse peso também limita nossa capacidade de mudar.
As duas xícaras de café aproximam o narrador das oportunidades adiadas. A segunda xícara pertence à pessoa que ele pensou em chamar, mas não chamou. Quando surge a vontade de chorar por todas as vezes em que disse “qualquer dia”, aparece o arrependimento pelos encontros que poderiam ter acontecido. Uma intenção afetuosa precisa encontrar algum momento para se tornar gesto.
O menino de oito anos é o próprio narrador antes de acumular aquelas preocupações. Sua pergunta sobre o mar recupera um desejo antigo e simples. Ao perguntar se o mar continua lá, ele lembra ao adulto que ainda existem coisas capazes de despertar alegria e espanto. As ondas desenhadas no vidro passam a mover a paisagem porque, naquele instante, o olhar da infância volta a transformar o mundo.
A partida do homem acontece enquanto o narrador segura uma xícara. Esse detalhe concentra a fragilidade das despedidas: podemos estar diante de um último encontro sem reconhecê-lo. Depois, um objeto comum guarda a dimensão daquela presença. A xícara vazia passa a lembrar alguém que, pouco antes, estava ali.
Ao abrir a mala, o narrador começa a se desprender do sofrimento acumulado. As humilhações agarradas ao forro mostram como esse processo pode ser difícil. A camisa limpa que resta permite um cuidado imediato: cobrir a criança adormecida. Ele encontra uma utilidade amorosa para aquilo que carrega e acolhe a parte mais vulnerável de si.
A tarde que aparece em seu bolso sugere que o encontro deixou uma herança. Agora ele também conhece um fragmento da vida daquele homem e pode preservá-lo. A memória atravessa pessoas: alguém conta uma história, outro a recebe, e uma existência continua alcançando o mundo.
No final, pedir dois cafés e iluminar o banco vazio expressa uma mudança no narrador. Ele consegue oferecer um lugar à lembrança de quem partiu. Seu gesto contém saudade, gratidão e uma disposição renovada para o encontro.
A crônica nos convida a perceber quem está ao nosso lado enquanto ainda podemos conversar, repartir um café e escutar uma história. E deixa uma pergunta delicada: quanto da nossa vida está ocupado por feridas antigas, e quanto espaço ainda podemos abrir para cuidar de alguém?
"Ensinar é um exercício de imortalidade. De alguma forma continuamos a viver naqueles cujos olhos aprenderam a ver o mundo pela magia da nossa palavra."
Rubem Alves
Aos nossos Professores — o início do
processo e a ponta da corda.
[Dia 15 de outubro, dia do Professor]
“Cedo ou tarde, todo cristão será provado.” no deserto da traição, na dor do abandono e no gelo da rejeição.
