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2267 📜 "Apesar de tudo, também de tudo o que nos mostram os Fatos e a História, apesar disso, ainda tenho visto Comunistas Convictos, Comunistas Insistentes e, surpreendentemente, até Comunistas Arrependidos tenho visto.Mas... NeoComunistas? HeuHein. Pois vi um, ontem. Inacreditável, também acho, mas vi. Pena que ele não quis conversar comigo!"

MEDIUNIDADE SOB A PERSPECTIVA DA NEUROCIÊNCIA.
O texto preserva rigorosamente a distinção entre aquilo que constitui evidência científica publicada e aquilo que pertence ao campo doutrinário do Espiritismo. Tal postura está em plena sintonia com o método de Allan Kardec, que jamais confundiu hipótese, observação e demonstração.
Redação
MEDIUNIDADE E NEUROCIÊNCIA.
Neuroimagem, Psicografia e os Limites entre a Ciência e a Doutrina Espírita
A mediunidade permanece como um dos fenômenos mais complexos e intrigantes da experiência humana. Durante milênios, diferentes civilizações interpretaram manifestações mediúnicas sob perspectivas religiosas, filosóficas e culturais. Entretanto, somente a partir do século dezenove, com Allan Kardec, esses fenômenos passaram a ser investigados mediante observação sistemática, comparação dos fatos e análise crítica dos testemunhos, originando a Doutrina Espírita.
Nas últimas décadas, um novo campo de investigação surgiu com extraordinária relevância. A neurociência passou a examinar médiuns durante estados de transe por meio de modernas técnicas de neuroimagem funcional. Esse diálogo entre ciência e espiritualidade não pretende provar nem refutar a existência do Espírito, mas compreender o funcionamento cerebral durante experiências mediúnicas.
Para que essa análise permaneça intelectualmente honesta, torna-se indispensável distinguir dois campos distintos.
O primeiro pertence à ciência experimental, que investiga alterações fisiológicas observáveis.
O segundo pertence ao Espiritismo, que interpreta esses fenômenos à luz da sobrevivência da alma e da comunicabilidade dos Espíritos.
Confundir ambos significa abandonar tanto o rigor científico quanto o método kardeciano.
O Método Científico Aplicado à Mediunidade
A neurociência moderna dispõe de instrumentos capazes de registrar a atividade cerebral em tempo real.
Entre os mais utilizados destacam-se a ressonância magnética funcional, a tomografia por emissão de pósitrons e a eletroencefalografia de alta resolução.
Esses recursos permitem identificar quais regiões cerebrais apresentam maior ou menor atividade durante determinadas tarefas cognitivas.
Diversos pesquisadores passaram, então, a investigar médiuns experientes durante sessões de psicografia.
A pergunta era objetiva.
O cérebro do médium produz integralmente o conteúdo psicografado ou apresenta um funcionamento diferente daquele observado durante uma produção literária comum?
Essa questão não pretende investigar a existência dos Espíritos, mas apenas compreender os mecanismos neurofisiológicos envolvidos durante o transe.
Os Estudos de Neuroimagem com Médiuns Psicógrafos.
Entre as pesquisas mais conhecidas destacam-se aquelas conduzidas pelo neurocientista brasileiro Andrew Newberg, em colaboração com pesquisadores brasileiros, envolvendo médiuns psicógrafos de longa experiência.
Os exames compararam dois momentos distintos.
No primeiro, os participantes escreveram textos produzidos conscientemente.
No segundo, realizaram psicografias conforme seu método habitual.
Os resultados despertaram grande interesse.
Nos médiuns mais experientes observou-se redução da atividade metabólica em regiões cerebrais relacionadas ao planejamento executivo, organização linguística e controle consciente da escrita.
Esse resultado surpreendeu a comunidade científica.
Em atividades intelectuais complexas, espera-se normalmente aumento da atividade nessas áreas.
Entretanto, durante psicografias consideradas altamente elaboradas, alguns médiuns apresentaram precisamente o fenômeno oposto.
Sob a perspectiva científica, essa observação demonstra apenas que o cérebro funciona de maneira incomum durante determinados estados alterados de consciência.
Ela não constitui demonstração objetiva de comunicação espiritual.
Por outro lado, também não confirma a hipótese materialista segundo a qual toda mediunidade seria simples imaginação ou automatismo cerebral.
A investigação permanece aberta.
A Qualidade dos Textos Psicografados.
Outro aspecto chamou profundamente a atenção dos pesquisadores.
Diversas mensagens produzidas durante o transe apresentavam elevado grau de organização gramatical, riqueza vocabular e coerência temática.
Em alguns casos, a complexidade textual revelou-se superior àquela apresentada pelos mesmos indivíduos quando escreviam conscientemente.
Do ponto de vista da neurociência, esse fenômeno continua sem explicação definitiva.
Existem hipóteses relacionadas ao processamento inconsciente da linguagem, aos estados dissociativos e aos mecanismos automáticos da criatividade.
Nenhuma dessas hipóteses, contudo, conseguiu explicar integralmente todos os casos estudados.
Sob a perspectiva espírita, a interpretação é diferente.
Segundo Allan Kardec, o médium não produz necessariamente a mensagem.
Ele funciona como intermediário entre o Espírito comunicante e o mundo material.
Essa compreensão encontra-se amplamente desenvolvida em "O Livro dos Médiuns", especialmente nos capítulos dedicados aos mecanismos da psicografia.
Entretanto, importa destacar que essa permanece sendo interpretação doutrinária, fundamentada na observação espírita, e não uma conclusão estabelecida pela neurociência.
O Perispírito como Interface.
A Codificação Espírita ensina que entre o Espírito e o corpo físico existe um elemento intermediário denominado perispírito.
Segundo Kardec, é por intermédio desse envoltório semimaterial que o Espírito atua sobre o organismo.
André Luiz amplia essa descrição ao explicar que o sistema nervoso receberia continuamente impulsos transmitidos pelo perispírito, chegando às estruturas cerebrais por mecanismos ainda desconhecidos da ciência.
Até o presente momento, entretanto, não existe instrumento capaz de detectar diretamente o perispírito.
A ciência trabalha apenas com fenômenos físicos mensuráveis.
O perispírito permanece pertencente ao campo filosófico e experimental do Espiritismo.
Reconhecer esse limite fortalece, e não enfraquece, o diálogo entre ambas as áreas.
A Glândula Pineal e as Hipóteses Espíritas.
Entre os temas mais frequentemente discutidos encontra-se a glândula pineal.
André Luiz atribui-lhe importante papel na integração entre Espírito e organismo físico.
Na medicina contemporânea, entretanto, suas funções conhecidas concentram-se principalmente na produção de melatonina e na regulação dos ritmos circadianos.
Até o presente, nenhuma pesquisa demonstrou participação direta da pineal na mediunidade.
Isso não invalida a hipótese espírita.
Também não a confirma.
Representa simplesmente uma questão ainda não resolvida pela investigação científica.
O próprio Kardec advertia contra conclusões precipitadas, ensinando que o Espiritismo deve caminhar sempre ao lado da razão e da observação.
Estados Alterados de Consciência.
A neurociência reconhece diversos estados alterados da consciência.
Entre eles encontram-se o sono, os sonhos, a hipnose, a meditação profunda, determinadas experiências místicas e alguns estados dissociativos.
Durante essas condições ocorrem modificações significativas na atividade cerebral.
A mediunidade apresenta algumas características semelhantes a esses estados, mas também diferenças importantes.
Os médiuns conscientes, descritos por Kardec, preservam discernimento, memória e capacidade crítica durante grande parte das comunicações.
Essa preservação distingue a mediunidade de diversos transtornos neurológicos e psiquiátricos.
O Espiritismo sempre advertiu que nem toda experiência incomum possui origem espiritual.
Da mesma forma, nem toda manifestação mediúnica pode ser reduzida a alterações neuroquímicas.
Cada caso exige estudo cuidadoso, prudência e observação criteriosa.
O Papel da Neuroplasticidade no Desenvolvimento Mediúnico.
A neurociência demonstra que o treinamento modifica o cérebro.
A repetição de habilidades fortalece circuitos neurais específicos, tornando determinadas atividades mais eficientes.
Essa capacidade adaptativa recebe o nome de neuroplasticidade.
Sob essa perspectiva, é perfeitamente plausível que médiuns experientes desenvolvam padrões cerebrais diferentes daqueles observados em iniciantes.
Isso explica adaptações biológicas decorrentes do exercício contínuo da faculdade.
Todavia, essa adaptação não responde à questão fundamental sobre a origem das informações recebidas durante a psicografia.
A neuroplasticidade explica como o cérebro aprende.
Não explica necessariamente de onde procede o conteúdo comunicado.
É precisamente nesse ponto que a investigação científica encontra seus atuais limites.
A Prudência de Allan Kardec.
Talvez uma das maiores lições deixadas por Allan Kardec seja sua extraordinária prudência metodológica.
Jamais transformou hipóteses em dogmas.
Jamais aceitou fenômenos extraordinários sem criteriosa investigação.
Seu método permanece plenamente atual.
A ciência continua pesquisando.
O Espiritismo continua observando.
Ambos podem colaborar sem abandonar seus próprios critérios de validação.
A verdadeira convergência entre neurociência e Espiritismo não consiste em utilizar uma disciplina para provar a outra.
Consiste em reconhecer que ambas investigam aspectos distintos da mesma realidade humana.
A neurociência procura compreender os mecanismos biológicos da manifestação da consciência.
O Espiritismo busca compreender sua natureza, sua origem e sua continuidade após a morte do corpo físico.
Quando respeitam seus respectivos limites epistemológicos, ciência e Doutrina Espírita deixam de ocupar posições antagônicas e passam a contribuir para uma compreensão mais ampla do ser humano.
O cérebro revela a extraordinária complexidade da matéria organizada.
O Espírito revela a finalidade superior dessa organização.
A união dessas perspectivas não elimina o mistério da consciência, mas amplia significativamente o horizonte do conhecimento humano, convidando-nos a prosseguir estudando com humildade, espírito crítico e fidelidade à verdade, onde quer que ela se manifeste.
Referências:
Allan Kardec. "O Livro dos Médiuns."
Allan Kardec. "O Livro dos Espíritos."
Allan Kardec. "A Gênese."
André Luiz. "Missionários da Luz."
André Luiz. "No Mundo Maior."
André Luiz. "Evolução em Dois Mundos."
Andrew Newberg e colaboradores. Estudos de neuroimagem funcional com médiuns psicógrafos.
Pesquisas contemporâneas em neuroimagem funcional, eletroencefalografia, estados alterados da consciência e neuroplasticidade.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
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Todo mundo nega isso, mas a verdade é que todo mundo — esteja em um relacionamento ou solteiro — já se fez a mesma pergunta: 'Será que alguém realmente me ama ou já me amou de verdade?

2266 📜 "Além de tudo já dito, as letras, nas composições musicais, me despertaram de vez para a Poesia. Hoje não vivo sem ela, a Poesia, e destacarei alguns (muitos) casos!"

As coisas são frágeis à ação do tempo. Mais sensível ainda é a mentalidade humana. Se o tempo resiste ao tempo que o próprio tempo não acaba.

190726

Reviver o passado é nada atraente, porém intrigante. Ele tem o cheiro, a aparência e o gosto da morte!

170726

FÓRMULA PERDIDA



No caderno da existência,
De mistério e de beleza,
Há segredos que escaparam
Da maior inteligência.
Foi um deles, certamente,
Que vestiu tanta grandeza.


Quando Deus moldou o mundo,
Com perfeita harmonia,
Misturou luz e esperança,
Cor, perfume e poesia;
Mas guardou um ingrediente
Que ninguém mais descobriria.


Quando passeia no jardim,
As flores a invejam, sem pudor;
Se aparece na janela,
O beija-flor canta de amor.
Até o vento muda o rumo
Só pra sentir seu calor.


Quando vai passear na praia,
Baleias fazem reverência;
Golfinhos saltam nas ondas
Em alegre efervescência.
Como artistas do oceano,
Saúdam sua presença.


Se vai à noite pra janela,
Os meteoritos, em desatino,
Perdem a rota no espaço
Mudando o próprio destino.
Pois até o céu se distrai
Diante de encanto divino.


A lua perde o brilho,
As estrelas a direção;
O arco-íris se pergunta
Qual é sua verdadeira cor então.
Toda beleza do universo
Lhe rende admiração.


Nem os sábios descobriram
A receita da perfeição;
Nem a ciência decifrou
Tão sublime criação.
É um enigma que desafia
Toda lógica e razão.


A natureza perdeu a fórmula
Quando fez minha Bela;
Gastou toda a perfeição
Na mais bonita aquarela.
Depois disso, nunca mais
Criou outra igual a Ela.

2265 📜 "E muito menos neguei que passei a me encantar com Poesia por incentivo e ensinamento daquela professora e por causa de obras de três dos maiores (para Mim): Cecília Meireles, Florbela Espanca e Fernando Pessoa. Já disse e tenho dito isso Alhures e Algures!"

"Como acontece com certas lembranças que parecem não nos pertencer inteiramente, mas que, mesmo assim, insistem em permanecer conosco — ecos de um tempo que não sabemos se vivemos ou sonhamos, fragmentos de uma memória coletiva que nos atravessa e molda silenciosamente quem somos."

Roberto Ikeda 🇧🇷🌿🙏

"Certas lembranças que ainda não compreendemos, mas que, por alguma razão, escolhem permanecer conosco."


Roberto Ikeda

2264 📜 "Também nunca neguei nem omiti que eu passei a entender (e gostar) de Poesia, por causa de uma professora. Devo muitíssimo aos professores que tive!"

Tudo e todos, sem ninguém sobressair uns aos outros, fazem parte da tapeçaria histórica e cultural de um país.

Nem toda partida busca o fim; algumas são apenas pausas para recuperar o fôlego.

A SOBRIEDADE DO ENSINO ESPÍRITA E O PERIGO DA VERBOSIDADE MEDIÚNICA:
UMA ANÁLISE DO ITEM 247 DE O LIVRO DOS MÉDIUNS.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Entre os inúmeros alertas deixados por Allan Kardec na Codificação Espírita, poucos são tão atuais quanto aqueles contidos em O Livro dos Médiuns, capítulo XXIII ("Da Obsessão"), item 247. Longe de representar apenas uma advertência destinada aos médiuns do século XIX, esse ensinamento constitui um princípio permanente de discernimento para todos aqueles que estudam, escrevem, divulgam ou analisam comunicações atribuídas ao mundo espiritual.
A Doutrina Espírita jamais convidou seus adeptos ao entusiasmo irrefletido. Pelo contrário, edificou-se sobre a observação, a comparação, a lógica e o exame rigoroso dos fatos. Por essa razão, Kardec ensina que nem toda comunicação extensa é profunda, nem todo Espírito que escreve abundantemente demonstra superioridade moral ou intelectual. Muitas vezes ocorre precisamente o inverso.
No item 247, Allan Kardec afirma:
"Os Espíritos afeitos aos sistemas são geralmente escrevinhadores, o que os leva a buscar médiuns que escrevem com facilidade e dos quais tratam de fazer instrumentos dóceis e, sobretudo, entusiastas, fascinando-os."
(O Livro dos Médiuns, cap. XXIII, item 247.)
Essa observação revela um mecanismo psicológico e espiritual extremamente delicado. O Espírito mistificador raramente inicia sua influência de maneira agressiva. Ele procura conquistar gradualmente a confiança do médium, alimentando-lhe a vaidade, exaltando-lhe a importância, convencendo-o de possuir uma missão exclusiva ou uma revelação inédita destinada a transformar o mundo.
É justamente aí que nasce um dos maiores perigos da fascinação.
A fascinação constitui uma modalidade de obsessão particularmente difícil de ser reconhecida porque obscurece o julgamento da própria vítima. O médium passa a considerar incontestáveis as comunicações recebidas, tornando-se incapaz de perceber seus erros, contradições ou exageros. Conforme esclarece Allan Kardec, a fascinação produz uma espécie de ilusão moral que impede a análise racional e leva o indivíduo a rejeitar qualquer advertência sincera.
Essa condição explica por que determinados médiuns permanecem absolutamente convencidos da excelência de mensagens que, sob exame imparcial, revelam profundas incoerências doutrinárias, filosóficas e morais.
O EXCESSO DE PALAVRAS NÃO É SINAL DE SABEDORIA.
Prosseguindo sua análise, Kardec observa:
"Quase sempre são loquazes, muito prolixos, procurando compensar a qualidade pela quantidade."
(O Livro dos Médiuns, cap. XXIII, item 247.)
Essa frase encerra um dos mais importantes critérios de discernimento mediúnico.
Existe uma tendência humana de associar volume à profundidade. Entretanto, no campo da comunicação espiritual, essa associação frequentemente conduz ao erro.
Os Espíritos verdadeiramente elevados caracterizam-se pela clareza, pela objetividade e pela economia de palavras. Não desperdiçam ideias em longas repetições nem produzem tratados intermináveis para transmitir ensinamentos simples.
Ao contrário, a linguagem dos Espíritos superiores apresenta uma notável concentração de pensamento. Cada frase possui finalidade definida; cada conceito acrescenta conhecimento; cada argumento apoia-se na lógica e na moral.
Por isso Kardec acrescenta:
"Os Espíritos verdadeiramente superiores são sóbrios de palavras; dizem muita coisa em poucas linhas..."
(O Livro dos Médiuns, cap. XXIII, item 247.)
Essa sobriedade não representa pobreza de pensamento.
Representa maturidade intelectual.
Quanto mais elevado é o Espírito, menos necessita impressionar pela ornamentação da linguagem ou pela extensão dos discursos.
A verdade possui simplicidade.
O erro necessita de adornos.
A FECUNDIDADE PRODIGIOSA COMO SINAL DE ALERTA.
Kardec prossegue afirmando:
"...de modo que aquela fecundidade prodigiosa deve sempre ser tida como suspeita."
(O Livro dos Médiuns, cap. XXIII, item 247.)
É importante compreender que Kardec não condena a produção literária abundante em si mesma.
O que ele recomenda é prudência diante da produção mediúnica excessivamente volumosa, contínua e aparentemente inesgotável, sobretudo quando apresenta pretensões de substituir ou reformular os princípios já estabelecidos pela Codificação.
A história do movimento espírita demonstra que inúmeras obras surgiram afirmando trazer "novas revelações", "últimas verdades", "complementações definitivas" ou "correções" da Codificação.
Grande parte delas desapareceu naturalmente com o tempo.
Não porque tenham sido perseguidas.
Mas porque lhes faltava o selo universal da razão, da concordância dos ensinos e da elevação moral.
A própria Codificação ensina que a autoridade de um ensino espiritual jamais decorre da identidade do Espírito comunicante, da fama do médium ou da beleza literária da mensagem.
Sua autoridade nasce da concordância universal dos ensinos, da lógica rigorosa e da perfeita harmonia com as leis morais.
Esse princípio encontra-se desenvolvido por Allan Kardec em O Evangelho segundo o Espiritismo (Introdução, item II – Controle Universal do Ensino dos Espíritos) e em diversos números da Revista Espírita.
O PERIGO DAS UTOPIAS E DAS EXCENTRICIDADES.
Kardec adverte ainda:
"As utopias e as excentricidades, que neles são frequentemente abundantes e chocam o bom senso, produzem lamentável impressão nas pessoas ainda noviças na Doutrina..."
(O Livro dos Médiuns, cap. XXIII, item 247.)
Aqui encontramos um aspecto profundamente pedagógico.
O Espiritismo jamais pretendeu abolir o bom senso.
Ao contrário.
A razão constitui seu primeiro instrumento de investigação.
Quando comunicações espirituais apresentam teorias extravagantes, previsões espetaculares, calendários apocalípticos, revelações exclusivas, descrições fantasiosas do mundo espiritual ou sistemas completamente isolados da Codificação, o estudante prudente deve suspender seu julgamento.
Nem aceitar precipitadamente.
Nem rejeitar impulsivamente.
Mas analisar.
Comparar.
Confrontar.
Investigar.
Esse método constitui a essência do método kardeciano.
A RESPONSABILIDADE MORAL DA PUBLICAÇÃO.
Talvez um dos pontos mais negligenciados desse ensino seja a responsabilidade assumida por quem publica mensagens espirituais.
Kardec escreve:
"Nunca será demais a prudência, quando se trate de publicar semelhantes escritos."
(O Livro dosMédiuns, cap. XXIII, item 247.)
Publicar uma comunicação mediúnica não representa apenas divulgar um texto.
Significa influenciar consciências.
Significa contribuir para a formação doutrinária de centenas ou milhares de leitores.
Quando mensagens de origem duvidosa são apresentadas como verdades espíritas, produzem confusão, desviam estudos sérios e oferecem aos adversários da Doutrina argumentos para caricaturar aquilo que Allan Kardec construiu mediante observação criteriosa durante anos.
A prudência, portanto, transforma-se em verdadeiro dever moral.
Nem toda mensagem recebida deve ser publicada.
Nem toda inspiração merece tornar-se livro.
Nem toda psicografia necessita alcançar o público.
Em muitos casos, o silêncio representa a mais elevada forma de responsabilidade doutrinária.
O ESPÍRITO SUPERIOR NÃO BUSCA ADMIRAÇÃO.
Outro aspecto digno de reflexão consiste na postura dos Espíritos verdadeiramente elevados.
Eles não procuram criar escolas pessoais.
Não exigem obediência cega.
Não se apresentam como únicos detentores da verdade.
Não cultivam mistérios.
Não estimulam culto à personalidade.
Sua preocupação concentra-se exclusivamente no progresso moral do ser humano.
É exatamente por isso que Jesus ensinava por parábolas simples.
É por isso que os grandes benfeitores espirituais da Codificação apresentam linguagem serena, lógica, respeitosa e profundamente moral.
A verdadeira superioridade espiritual manifesta-se mais pelo equilíbrio do pensamento do que pelo brilho da retórica.
O MÉTODO KARDECIANO COMO ANTÍDOTO À OBSESSÃO.
O item 247 permanece extraordinariamente atual porque oferece um critério que transcende épocas.
Em tempos de ampla divulgação digital, qualquer mensagem mediúnica pode alcançar milhares de pessoas em poucos minutos. Justamente por isso, cresce a necessidade de aplicar o método kardeciano antes de compartilhar, publicar ou aceitar qualquer conteúdo atribuído aos Espíritos.
A pergunta fundamental não deve ser:
"Quem disse?"
Mas:
"Isso resiste ao exame da razão?"
"Está em harmonia com a Codificação?"
"Conduz ao progresso moral?"
"Possui simplicidade, coerência e universalidade?"
Se a resposta for negativa, recomenda-se prudência.
A dúvida honesta vale infinitamente mais do que a credulidade precipitada.
CONCLUSÃO.
O ensino de Allan Kardec, no capítulo XXIII, item 247 de O Livro dos Médiuns, permanece como uma das mais sólidas salvaguardas contra os desvios da mediunidade.
A verdadeira comunicação dos Espíritos superiores distingue-se pela clareza, simplicidade, profundidade moral, lógica e moderação. Em contrapartida, a verbosidade excessiva, os sistemas isolados, o entusiasmo fanático, as revelações exclusivas, as excentricidades doutrinárias e a produção incessante de escritos constituem sinais que exigem exame rigoroso.
O Espiritismo não teme a investigação; teme apenas a precipitação. Não rejeita o novo; rejeita apenas aquilo que não suporta o crivo da razão e da universalidade. O bom senso, elevado por Kardec à categoria de método científico e filosófico, continua sendo o maior antídoto contra a obsessão, a fascinação e o fanatismo.
Onde houver humildade, lógica, elevação moral e fidelidade aos princípios da Codificação, haverá terreno fértil para a influência dos bons Espíritos. Onde predominarem a vaidade, o exclusivismo, o personalismo e o desejo de impressionar, convém recordar a advertência de Kardec: a quantidade jamais substitui a qualidade, e a verdade nunca necessita de excessos para iluminar as consciências.
Fontes:
Allan Kardec. O Livro dos Médiuns. Segunda Parte, Capítulo XXIII – "Da Obsessão", item 247.
Allan Kardec. O Evangelho segundo o Espiritismo. Introdução, item II – "Autoridade da Doutrina Espírita. Controle Universal do Ensino dos Espíritos".
Allan Kardec. O Livro dos Espíritos. Introdução e Prolegômenos.
Allan Kardec. Revista Espírita (1858–1869), diversos estudos sobre controle das comunicações, mistificações e critérios de autenticidade dos ensinos espirituais.
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O caminho mais viável para reduzir a prostituição é aceitar que a falha é de todos nós, em vez de apontar várias falhas aos outros.

2263 📜 "Nunca neguei nem omiti que eu não gostava de Poesia. Nunca omiti nem neguei (ou vice-versa)!"

Uma juventude livre não pode ter como maior sonho apenas ocupar uma vaga de escritório no governo.

Procure se preocupar com o sorriso dos
bons e não com os gritos dos maus...

A arte é a linguagem da alma.

2262 📜 "Depois do Espetáculo de França e Inglaterra (com 10 gols) teremos, neste domingo, 19 de Jul, a finalíssima da Copa 2026, com o jogo ''Aprende Brasil' versus Espanha."

"Torço pelo 'Aprende Brasil', claro! E torço pelo 'brasileiro' Messi... Claro, também!"

Todo mundo nega isso, mas mesmo os corações de gelo já se perguntaram: 'Será que alguém me ama ou me amou de verdade?

Se o diabo veste prada, Deus veste nudz.

Não tenha medo do fim do tempo. Tenha medo de passar por aqui sem tocar o coração de ninguém.

O Ídolo e o Comunista 


Meu ídolo é Comunista 


Fico imaginando como um Artista tão inteligente venha fazer se aliar quem destrói, que tem ligação com o crime, quem leva a pátria amada para o buraco por segundos. Como uma Artista inteligente é capaz de tanto rancor e aponto de promover o que está errado. 
O QUE SERÁ QUE SERÁ ? .., "O VELHO CHICO E O VELHO CHICO" 


Um que Pensa e o outro que morre. O velho Chico aquele não pensa já não transborda mais, preciso até falsas propagandas e bombas para tenta-lo reagir, mais ele morre afirma o Cearense. 


O que morre deu as costas ao mal feitor o destruidor da terra, Ilário encantador dos asnos humanos. Meu ídolo morre também, afasta-me da tietisse que trago de infância e sua obra vai sendo esquecida. Por que será que será ? 


 Assim vai caindo a construção, no lugar acelerada desconstrução visita, visita nossos lares ao invés de acabar com a fome acelera a morte por falta do que comer. 


Por que será que será, que além das grades frias e tenebrosas o infrator volta a cometer os mesmos erros e rouba descaradamente. 


A lei logo vai te Abraçar Infrator. .., Esse é o meu guri ! Se ele chegar. ( Chega em casa, com Carregamento, Pulseira, Relógio, Pneu, Gravador ), rezo pra ele chegar, que a vida de asfalto é um horror.


 Procuro ele no mato, acho que está rindo, Acho que está rindo de papo pro ar. .., Acho que ele está dormindo , e pode dormir para sempre.

Seus olhos tem a cor do meu sonho