Pensamentos Mais Recentes

Educar não tem prazo de validade.
Experiência não envelhece — amadurece.
Uma escola inclusiva também inclui quem educa.


Gotinhas de Amor

"Amamos com a fúria do fogo, sem perceber que o erro nos consome."

Toda trajetória merece continuidade.

"Vivemos o amor como um labirinto, onde cada curva nos afasta do acerto."

Experiência não é limite. É caminho.

"Erramos no amor, porque buscamos a perfeição em um mundo imperfeito."

Nem toda sombra é ausência. Algumas são movimento.

As pessoas mais bem acompanhadas, que conheci, inclusive, são solitárias. Viver é um ato solitário, rompido algumas vezes por encontros mágicos, que não possuem a natureza de serem eternos. Enquanto existem, aproveitem o máximo e se fortaleçam, para novas horas e novos anos, posteriores de solidão.

Deus abençoe você sempre.


Amém.

O amor é como uma flor: não importa o quanto você cuide, se machucar, ela nunca mais será a mesma.




— Richard Ferreira 🌸⁠

"Tateamos o mundo com urgência, mas o que é eterno só se deixa ler pelo braile do espírito."

Por que no silencio da madrugada o eco da saudade que sinto de ti soa loucamente em mim?
Será porque somos dois estranhos que se conhecem tão bem?
Ou porque queríamos permanecer em silencio em meio a tanto caos? Não sei, mas vejo-me aqui, revendo os pensamentos mais profundos que gostaria que estivessem enterrados.
Maldito anoitecer que me faz voltar a memoria tudo que foi apagado, mas apenas uma pergunta fica ecoando em meus pensamentos:
Alguma vez amaste-me verdadeiramente?

Aqueles que guardam segredos estão em dívida com a própria vida.🕊

Eu não comecei pela filosofia.
Eu cheguei nela por insistência.
Insistência em entender por que certas ideias organizam o mundo e, ao mesmo tempo, machucam as pessoas. Insistência em perceber que nem todo conhecimento liberta — alguns apenas sofisticam a violência. Insistência em não aceitar respostas prontas, principalmente quando elas vêm embrulhadas em moral, salvação ou promessa.
Quando olho para trás, vejo um caminho estranho, não linear, mas coerente.
Começa com Sócrates.
Ele diz que nada sabe, mas inaugura um tipo de saber que desautoriza todos os outros. Tudo passa a ter que ser explicado pela razão. O mito vira erro. O sofrimento vira falha de compreensão. A vida passa a precisar fazer sentido para ser aceitável. Ali, algo se perde: o simbólico, o trágico, o que não se resolve.
Platão organiza esse erro. Cria um outro mundo, perfeito, verdadeiro, e rebaixa este aqui a rascunho. O corpo vira suspeito. A vida concreta vira insuficiente. A salvação é sempre fora, depois, acima. A singularidade já não importa tanto quanto a ideia.
Quando chego a Nietzsche, algo finalmente quebra. Ele não quer consertar o mundo, não quer substituir um Deus por outro, não quer fundar um novo ideal. Ele apenas desmonta a mentira e vai embora. Não promete nada. Não consola. Diz, em essência: a vida é isso — e agora aguenta. É duro, mas é honesto. E pela primeira vez não me sinto sendo conduzida.
Marx aparece com uma denúncia importante: a desigualdade, a exploração, o sofrimento material. Mas comete, para mim, o mesmo erro de Sócrates. Acredita demais na própria teoria. Acha que descobriu a causa última e que, a partir disso, o mundo pode ser reorganizado. Troca Deus por História, fé por sistema, salvação por revolução. Quando essa filosofia sai da estante e vira prática, vira também morte, imposição, gente reduzida a meio. Talvez o erro não tenha sido pensar — mas aplicar como verdade final.
Depois vem Foucault. Ele explica com precisão como funcionam os dispositivos de poder, os ambientes de privação de liberdade, a autoridade travestida de cuidado. A obra é brilhante. Mas algo me incomoda profundamente: ele ganha status falando sobre o cárcere, enquanto quem viveu o cárcere permanece invisível. Pior — o sistema aprende a linguagem da crítica, se apropria dela, e continua violentando de forma mais sofisticada, mais limpa, mais aceitável. A tortura não acaba. Ela se educa.
É aí que algo se esclarece para mim:
o conhecimento não é neutro.
Ele pode abrir horizontes, sim — mas também pode reforçar estruturas injustas, legitimar desigualdades e camuflar violência.
Eu sei disso não por teoria.
Eu sei disso no corpo.
Privação de liberdade não é conceito.
É porta fechando.
É decisão retirada.
É palavra desautorizada “para o seu bem”.
É cuidado que dói.
É tortura institucional que depois ganha nome bonito.
Quando alguém que nunca viveu isso fala com autoridade, é celebrado.
Quando quem viveu tenta falar, é silenciado, patologizado, desacreditado.
Isso me ensinou algo fundamental: há saberes que não cabem na teoria. Há verdades que não se transformam em conceito sem perda. E há experiências que, quando viram objeto de estudo, já foram traídas.
A tragédia grega me ajudou a entender isso melhor do que qualquer sistema filosófico posterior. Na tragédia, o sofrimento não tem moral da história. Não há redenção. Não há aprendizado edificante. Em Édipo Rei, tudo acontece, o horror se revela, e nada melhora. Ainda assim, há catarse. Não porque a dor é resolvida, mas porque ela deixa de ser solitária. O sofrimento não vira culpa individual. Ele vira condição humana compartilhada.
A tragédia não diz que a vida vale a pena.
Ela diz que a vida não precisa valer a pena para existir.
E isso, estranhamente, alivia.
No fim desse percurso, eu não virei filósofa acadêmica, nem teóloga, nem militante de nenhuma verdade. Eu virei alguém com anticorpos. Anticorpos contra mentira elegante, contra promessa de salvação, contra sistemas que dizem saber demais sobre a vida dos outros.
Eu pensei o dia inteiro. Questionei Sócrates, Platão, Nietzsche, Marx, Foucault. Atravessei filosofia, cristianismo, tragédia, poder, sofrimento. Meus neurônios pediram demissão. Ficaram só dois — Tico e Teco — repetindo: aguenta.
E valeu a pena.
Não porque encontrei respostas, mas porque alcancei clareza. Uma clareza sem conforto, sem missão, sem necessidade de contar para ninguém. Porque nem toda descoberta quer plateia. Algumas só reorganizam silenciosamente a forma como a gente vive, lê, escuta e não se deixa enganar.
Eu não vou sair por aí explicando isso.
Não por medo.
Por discernimento.
Nem todo mundo quer atravessar esse tipo de pensamento. E tudo bem. Eu atravessei. Isso basta.


Monalisa Ogliari

Justificar pela Fé ou pela religião é Infantil, Justificar pelas Tarefas(Obras) diárias no meio secular é como ser um Criança mesmo sendo Adulto, a maioria é Infantil mesmo sendo Adulto.

⁠Memórias de um Lugar
Voltei a um lugar cujo nome eu sabia,
Mas ele já não me reconhece.
Hoje eu diria apenas um oi
Antigamente,
Eu falava sem medir as palavras.
O quarto antes cheio de cor,
Hoje parece estar vazio.
Sinto falta dos meus sonhos,
Do jeito que eu acreditava neles.
Sinto saudade das luzes da cidade,
Dos vagalumes á noite.
Das ruas cheias de vozes
Que agora parecem estar caladas.
Voltar não foi reencontro,
Foi perceber que não sou mais o mesmo
Que ja não cabia.
Que algumas coisas não se perdem
Apenas deixam de esperar.

Tem gente que passa a vida tentando parecer interessante.
Outras pessoas só prestam atenção e isso já basta.
Elas não competem, não convencem, não se explicam demais.
Observam, aprendem, seguem.
No fim, são sempre essas que deixam alguma impressão.


— Jess.

"As palavras flutuavam como plumas, levando consigo o peso da gravidade."

Ser como uma criança não é ser Infantil como a maioria pensa, é ter uma visão plena da vida, é ter alegria, é se dar uma chance de ter um novo começo todos os dias.

A máquina do tempo

Ainda não inventaram uma máquina do tempo.
Daquelas que fazem tudo voltar exatamente ao ponto antes da escolha errada.

Antes daquele caminho que você já sabia que daria errado, mas mesmo assim seguiu.
Não por ingenuidade.
Mas porque, às vezes, a gente precisa errar para encerrar.

A vida é cheia de bifurcações silenciosas.
Algumas oportunidades passam rápido demais.
Outras nos encaram de frente, exigindo decisão imediata.

Como aquela prova do concurso tão sonhado.
Horas de estudo, planos guardados, expectativas contidas.
E então surge ela: a questão que divide o destino em duas alternativas.

Você lê.
Relê.
Duvida.

Marca.

Dias depois, o gabarito revela o erro.
E junto com ele vem o pensamento cruel:
“Se eu pudesse voltar atrás…”

Mas não dá.

Diversas oportunidades surgem durante a nossa estada na vida.
Muitas deixamos passar. Outras até aproveitamos.
Mas é preciso atenção: a oportunidade de ouro quase sempre aparece uma única vez.
E o arrependimento de não tê-la agarrado não a trará de volta.
O tempo não devolve. Ele apenas substitui.
E alguém pode ter segurado o que soltamos.

É aí que mora o peso.
Não no erro em si,
mas na certeza de que estivemos perto.

Só que a máquina do tempo não existe.
E talvez isso seja um favor.

Porque se ela existisse, viveríamos presos corrigindo o passado
e nunca aprenderíamos a sustentar o presente.

O erro não veio para te punir.
Veio para te ensinar.
Talvez aquele caminho não fosse o seu.
Talvez aquela porta fechada estivesse apenas te protegendo de um lugar onde você não permaneceria inteiro.

A vida não se resume a uma prova, a uma escolha, a um único momento.
Ela se constrói na sequência.
Na insistência.
Na capacidade de aprender e seguir.

Nem tudo que deu errado foi perda.
Algumas coisas foram livramento.
Outras, preparação.

E o conforto, por mais estranho que pareça, está nisso:
o tempo não volta, mas também não para.
Enquanto houver movimento, há possibilidade.

A máquina do tempo não existe.
Mas a chance de recomeçar…
essa aparece todo dia, disfarçada de hoje.

O corpo escuta o que a mente diz.

"A felicidade era um pássaro de cristal, cantando em uma gaiola de névoa."

O ataque e conflito das opiniões são insensíveis e mal-feitas; Feito é melhor que perfeito; mas sempre precisa ter bem-feito, também não confunde com mal-feito.

"O vento escrevia poemas invisíveis nas ondas de areia do deserto lunar."

"A saudade tinha o sabor de um arco-íris derretido na língua do tempo."