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SOCIEDADE DE TEATRO
Vivemos de personagem e máscara,
ensaio diário pra parecer.
Sorriso de foto,
opinião de legenda,
virtude de story que some em 24h.
E no escuro, quando o palco apaga,
a gente grita.
Grita por socorro.
Grita por herói.
Mas o herói que aparece
também tá de máscara.
Finge fazer justiça,
porque justiça real não viraliza.
Não dá palco.
Só dá calo.
E seguimos assim:
máscara salvando máscara,
personagem aplaudindo personagem,
todo mundo perdido,
ninguém salvo.
Quando falei de saudade,
não era de um tempo qualquer,
nem de um instante perdido —
era de alguém especial.
A pessoa mais linda que já conheci,
não apenas no rosto,
mas na essência que não se explica:
alma pura,
coração iluminado,
luz que não se apaga.
Há em teu olhar
um brilho que me atravessa,
que derrete o meu eu,
desfaz minhas defesas
e me reconstrói em silêncio.
A saudade…
ah, essa companheira discreta,
é paciente como o amor.
Ela não grita — ela espera.
Espera como a finitude da vida
contrasta com a eternidade do espírito,
sabendo que o que é verdadeiro
não se perde no tempo.
Teu doce sorriso
preenche vazios antigos,
lugares em mim
que eu nem sabia que existiam.
E ainda assim,
a espera…
essa espera inquieta,
me faz sentir, a cada minuto,
a saudade crescer.
E eu sigo,
entre o agora e o porvir,
esperando por você —
como quem sabe
que o amor verdadeiro
sempre encontra o caminho de volta.
Atila Negri
Hoje é o dia da visibilidade lésbica. Que nunca mais tenhamos que nos esconder, e que o nosso amor seja celebrado em voz alta e sem medo! O amor entre mulheres é mais do que apenas o sentimento, que por si só já é muito e indestrutível. O nosso amor também luta e resistência! Amar outra mulher em um mundo que nos odeia, julga, violenta, tenta nos dominar, domesticar e centralizar nossa vida pelo julgamento masculino, além de nos matar diariamente, é revolucionário!
Como diz a frase em uma das minhas camisas preferidas: "Tire a sua lesbofobia do caminho que eu quero passar com o meu amor!"
Tenho muito orgulho de ser representada pela letra L da sigla LGBTQIAPN+. Tenho muito orgulho de ser lésbica! Não foi fácil, e todos os dias é um risco em meio a todo o ódio e perversidade vindos do preconceito, mas mesmo se pudesse mudar quem sou, não mudaria. Eu amo ser quem sou, e mesmo se isso fosse pecado, seria uma honra pecar por amor, assim como também seria um prazer estar contra um "deus" que julgasse o que há de mais bonito e sagrado no universo. Nada no mundo é maior do que o amor, e qualquer um que se coloque contra o mesmo, deve ser combatido, destruído e desmoralizado por sua estupidez, maldade, burrice e covardia!
- Marcela Lobato
Tantas palavras jogadas ao vento...
Aonde esteve para viver palavras que apenas deixaram de existir.
Segredo é aquilo que a gente não conta, se contar para alguém, já não será segredo para mais ninguém...
E se por acaso você quiser ficar,
que não seja por falta de estrada,
nem por medo do vento lá fora,
nem por dúvida disfarçada.
Fique porque o coração encontrou repouso,
porque o riso brota fácil, sem razão,
porque entre idas e vindas do mundo,
escolheu ancorar no mesmo chão.
Fique sem peso, sem pressa, sem prisão,
como quem pousa, não como quem se perde,
como quem ama com raízes livres,
e ainda assim, cresce e permanece.
E se por acaso você quiser ficar,
que seja inteiro, que seja sereno
não por acaso…
mas por vontade
Joyce Amanajas
Tanta beleza na vida
A resistência do bem querer
No peito último suspiro.
Nas virtudes do nascer lágrimas e dor.
Na nebulosa morte mesmas lágrimas a dor daqueles que se foram...
Resistência pois dor se torna a madrugada serenas em teus lábios frios.
O eu lírico está morto...
Suas frases se foram feita as pétalas murchas...
As velas consumidas pelo fogo em lágrimas se acabou...
Ironia torna-se evidência dos fatos mortos.
Ninguém ousa falar pois silêncio grita.
A TRIBUNA ESPÍRITA ENTRE A FORMA E A ESSÊNCIA.
A figura do orador ou expositor espírita não se limita a um agente de comunicação. Trata-se de um mediador de consciências, um intérprete responsável entre o arcabouço doutrinário e a sensibilidade do auditório. Sua função, portanto, não é meramente discursiva, mas eminentemente moral, pedagógica e espiritual.
O trecho apresentado delineia com acuidade duas categorias frequentemente confundidas no cenário contemporâneo. O orador, em sentido clássico, é o artífice da palavra. Domina recursos retóricos, mobiliza emoções, constrói cadências verbais que impressionam e arrebatam. Sua eloquência, quando bem orientada, pode servir como instrumento nobre de difusão. Contudo, sua habilidade não deve ser idolatrada, mas estudada com critério, como se estuda uma obra literária, extraindo-se o que é útil e descartando-se o supérfluo.
Já o expositor espírita situa-se em outro plano. Sua missão não é deslumbrar, mas esclarecer. Ele não se apresenta como protagonista, mas como servidor da ideia. Sua autoridade não emana da performance, mas da fidelidade doutrinária e da vivência ética. Ele estuda, assimila e transmite. Adapta suas limitações à grandeza da mensagem que carrega. Não busca aplausos, mas transformação interior no ouvinte.
PALESTRA E EXPOSIÇÃO. UMA DISTINÇÃO NECESSÁRIA
A distinção entre palestra e exposição é fundamental para compreender os desvios e as necessidades do movimento espírita atual.
A palestra, no sentido moderno, caracteriza-se como um discurso predominantemente unilateral, estruturado para impactar, persuadir ou motivar. Nela, o foco recai sobre o emissor. Há preocupação com estética verbal, com a fluidez narrativa, com a capacidade de manter a atenção do público. É comum que a palestra privilegie exemplos emocionais, histórias comoventes e construções retóricas que facilitem a adesão afetiva do auditório. Trata-se de um modelo eficiente em ambientes corporativos ou motivacionais, mas que pode tornar-se superficial quando aplicado sem rigor ao campo doutrinário.
A exposição, por sua vez, possui natureza didática e analítica. É um processo de transmissão estruturada do conhecimento, no qual o conteúdo ocupa posição central. O expositor organiza ideias com base em fontes seguras, estabelece conexões lógicas, desenvolve raciocínios e, sobretudo, abre espaço para o esclarecimento. A exposição pressupõe responsabilidade intelectual. Não se trata de convencer, mas de iluminar. Não se trata de emocionar, mas de educar o espírito.
Nesse sentido, a exposição espírita aproxima-se do método pedagógico clássico, no qual ensinar é um ato de disciplina mental e compromisso com a verdade, e não um exercício de sedução discursiva.
AS FALHAS CONTEMPORÂNEAS DAS PALESTRAS ESPÍRITAS
Observa-se, no cenário atual, uma preocupante inclinação à transformação da tribuna espírita em palco de palestras no sentido estritamente retórico. Tal fenômeno revela algumas falhas recorrentes.
A primeira delas é a substituição do conteúdo pela forma. Muitos discursos tornam-se agradáveis aos ouvidos, porém pobres em substância doutrinária. Há repetição de ideias genéricas, ausência de aprofundamento e, por vezes, distorções conceituais que comprometem a fidelidade aos princípios fundamentais.
A segunda falha reside na personalização excessiva. O expositor passa a ser visto como figura central, quase como referência de autoridade individual, quando, na verdade, deveria desaparecer diante da grandeza da Doutrina. Essa inversão conduz à vaidade intelectual e ao risco de mistificação.
A terceira, e talvez mais grave, é a evasão do diálogo. Muitos palestrantes evitam perguntas do público. Essa atitude, longe de ser prudência, frequentemente denuncia insegurança conceitual ou ausência de estudo sistemático. A Doutrina Espírita, fundada sobre o princípio do livre exame e da razão, não teme o questionamento. Ao contrário, ela o exige.
Evitar perguntas é, em essência, negar o caráter investigativo do Espiritismo. É preferir a zona de conforto da exposição controlada à arena fecunda do debate esclarecedor. Contudo, o verdadeiro expositor não se constrange diante da dúvida. Quando não sabe, reconhece. Quando sabe, esclarece com base. Quando é provocado, responde com serenidade e rigor.
O OUVINTE. UM UNIVERSO DE CONSCIÊNCIAS
O texto também acerta ao destacar a pluralidade do auditório. O ouvinte não é homogêneo. Há o convicto, o curioso, o sofredor, o opositor, o intelectual e o simples. Cada um traz consigo expectativas, dores e níveis distintos de compreensão.
Essa diversidade impõe ao expositor uma dupla exigência. Clareza sem simplificação indevida e profundidade sem obscuridade. Falar a todos sem trair a essência. Consolar sem iludir. Instruir sem humilhar.
A palavra, nesse contexto, deixa de ser instrumento neutro e passa a ser responsabilidade moral. Como ensinado na obra citada, a palavra bem colocada pode ser um dever espinhoso, pois obriga o emissor à vigilância constante sobre o que diz e sobre o impacto do que diz.
A TRIBUNA COMO COMPROMISSO ESPIRITUAL
A tribuna espírita não é fruto do acaso. Ela representa um campo de serviço. Quem a ocupa assume compromisso com a verdade, com a caridade intelectual e com a elevação moral do próximo.
O lema servir sintetiza essa responsabilidade. Servir não é apenas falar. É estudar antes de falar. É viver o que se fala. É respeitar quem ouve. É reconhecer limites. É buscar constante aprimoramento.
Assim, o verdadeiro expositor espírita não se mede pela eloquência, mas pela coerência. Não se avalia pelo aplauso, mas pelo benefício silencioso que sua palavra produz nas consciências.
FONTES FIDEDIGNAS
KARDEC, Allan. O Livro dos Médiuns. 1861.
KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo. 1864.
XAVIER, Francisco Cândido. Ação e Reação. Pelo Espírito André Luiz. 1957.
DENIS, Léon. O Problema do Ser, do Destino e da Dor. 1908.
‹‹ Alguns pregam, mas não oram;
por isso, o coração é duro.
Pregam, mas não vivem;
por isso, a alma é amarga.
Pregam, pregam, mas não chegaram onde queriam;
por isso, o coração é invejoso. ››
✧ _168 Verdades pra Homem de Deus_
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Fácil: investir em gente pronta.
Amor: investir em gente quebrada.
Deus faz o segundo.
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⭒ *168 Verdades pra Homem de Deus*
Tempo e sua constante necessidade de viver.
Lágrimas secas num mundo inerte atônito todavia seus caminhos são pesares.
Nunca mais voltará das profundezas.
Mesmo assim contemplamos olhos no vazio extenso.
Amargo momento irônico.
O ser humano é emoção por inteiro: nos movimentos dos olhos, nas nossas falas, nos gestos corporais, etc. Exige ser racional aquele algo ou coisa que surge do dia a dia.
Ahhh Saudade
Saudade não é apenas palavra,
é um estado que habita o peito,
um silêncio que fala alto
mesmo quando tudo parece perfeito.
É brisa leve que às vezes passa,
mas também pode ser tempestade,
transitória como nuvem no céu
ou eterna como a própria verdade.
Carrega em si uma dor estranha,
daquelas que não ferem só — transformam,
e no fundo desse aperto doce
há lembranças que aquecem e confortam.
Poetas tentam traduzi-la em versos,
apaixonados a sentem sem medida,
pois a saudade é esse elo invisível
que liga ausência e presença na vida.
E o melhor dela… ah, o melhor momento,
é quando o reencontro acontece enfim:
explode no peito como festa viva,
fogos no coração sem ter fim.
Um turbilhão de sentidos confusos,
um sentir que não cabe em explicação,
é a alma sorrindo por dentro
quando encontra o que ama o coração.
Atila Negri
Existem vários argumentos, que a igreja passa pela grande Tribulação. Vamos então ver alguns em Apocalipse. Temos escrito, que João pergunta: De onde veio esta grande multidão que está no céu com corpo?! Então vem uma resposta: " Estes são os vieram da Grande Tribulação... Estão diante do trono... Nunca mais terão sede... Nem falta alguma... Porque Deus sumpre as suas necessidades!
Depois temos outra passagem em que as almas humanas, fazem uma pergunta?!... Até quando Senhor não vingas o nosso ser, que foi morto? ... Então vem uma resposta!... Tende ainda paciência!... Esperai, pela morte de vossos irmãos, que estão na terra!... E que hão- de ser mortos como vós fostes mortos!... Ainda em Apocalipse no capítulo 13, diz que a besta tomou poder sobre todas as nações!... E que perseguiu todos os Santos!.. e ainda!... Quem estiver destinado à espada, pela espada morrera! Aqui está a vontade de Deus!...
Em Apocalipse diz: FORAM vistos tronos!... Então os que nunca adoraram a besta, nem receberam a marca da besta!... E foram mortos pela besta! ... Estes reviveram e reinaram com Jesus Cristo durante 1000 anos!... Esta é a primeira ressurreição! ... E sobre estes não tem poder a segunda morte.
Na igreja de Filadélfia, diz que os crentes são poupados da hora de Tribulação!... Que há-de vir sobre todo o mundo! Mas isto não fala de arrebatamento, mas de poupar os crentes de algum sofrimento! Claro que sim! Muitos crentes vencem as dificuldades.
Em Mateus 24 diz que " Por causa dos escolhidos!... Deus abreviou este tempo de Tribulação!"...
Paulo também diz: " meus irmãos não ficai apreensivos. Isto relação à Vinda do Senhor e à nossa reunião com ele!..." Pois isto não acontecerá já!... Antes de tudo vem a Apostasia e o homem do "Pecado"!... Depois é que vem o Senhor, para destruir a Besta!... Portanto, estes e outros argumentos servem para provar que a igreja passa pela grande Tribulação!...
O ser humano é emoção por inteiro: nos movimentos dos olhos, nas nossas falas, nos gestos corporais, etc. É aquele algo ou coisa do dia a dia que exige ser racional.
«» Quem conhece Jesus
come pão com água e dá glória a Deus.
※
Quem não o conhece,
até comendo picanha, murmura. «»
Sou como um, copo descartável.
Bebedouro.
Usa, joga na lixeira.
Uma vida, curta.
Que faço, aniversário.
O presente, vai para o passado.
Troco, as pilhas do relógio.
O calendário velho, jogo fora;
o calendário novo, na parede.
« Compare o eu de hoje com o eu
de ontem. Se não mudou nada,
você só ficou mais velho. Não mais
homem. »
