Pensamentos Mais Recentes
Liberdade não é o direito de ir e vir.
Liberdade é poder escolher onde, Quando e com quem, ir e vir!
Liberdade é muito mais que um direito; liberdade é poder!
Pensar é livre, ferir com o pensamento é escolha; e a maioria escolhe ferir: não por verdade, mas por fraqueza.
O pensamento não ilumina; ele expõe. E o que expõe no homem é podre.
Refletem sobre a vida, mas não a compreendem; discutem a sociedade, mas são a sua doença.
Interpretam fenómenos, mas continuam cegos.
A mente humana não busca verdade; busca domínio. Cada ideia é uma lâmina.
Cada opinião… uma tentativa de impor-se sobre o outro; não pensam para construir, pensam para destruir.
E chamam isso de liberdade.
No fim, não há diálogo; há confronto.
Não há razão; há ego. Pensar nunca foi o problema. O problema… sempre foi o homem.
A resiliência de quem aguenta um ambiente tóxico raramente é escolha; quase sempre é o silêncio imposto pela necessidade de pôr comida na mesa. Onde a fome aperta, o orgulho não tem vez; suportar o insuportável vira o preço que se paga pelo sustento. Poder escolher onde trabalhar é um privilégio; para muitos, o crachá é a única barreira entre a dignidade da família e o desespero da falta. Ninguém aceita o peso de um ambiente ruim por vontade, mas pelo medo de ver o prato vazio."
Mergulho
Algumas palavras intentam e no caminho esmaecem, mas saltam dos dedos sem preencher, a alma e os seus desencontros, desencantos, que ousa voar e salteando o impensado, traça alguns pousos, e hesita.
Um calar sentido, também cura, o silêncio, esse aliado fiel, que sem profundidade enche-se de fantasias que não preenche um vazio. É necessário seguir sem nada indagar ao indiferente tempo, e com ele à revelia… Seguir.
Assim acalentando sonhos que não desapontam… dar ênfase às decepções, ou compreender? Não importa a trajetória, mas mergulhar sem interpretações… Fugir, e fugir do seu poço profundo, busca a simplicidade que acalma, emergir.
"Casulo "
Tão severo
Quanto o ar que respiro
Incontáveis vezes me desfiz
Assombrada pela inércia
Cacos que gritam me impuseram
Como destilar pelo fio invisível
a minha alma ?
Como mastigar os fantasma que me aplaudem?
Em tais falácias eu pairo
Como a brisa
Que é densa dimais para ignorar
E leve dimais para toca-la .
Me queime ...
O que eu vivo não é para muitos; é para poucos. Sou a parte do universo que não se encontra em nenhum outro lugar, até que eu reprograme o jogo.
Não falo de luxo, falo de uma paz que poucos alcançam. Sou o fragmento único do universo que se recusa a ser apenas parte do jogo.
Viver é equilibrar-se no fio da navalha entre a memória que nos prende e a esperança que nos puxa, tentando não cortar os pés enquanto caminhamos em direção a um futuro que nunca promete nada, mas que nos seduz com a possibilidade de um novo amanhecer.
Não tenho dificuldades
para ler o seu silêncio
feito de Oceano Atlântico,
Sei que reserva para mim
o seu coração romântico,
o seu nadir e o seu zênite.
O poético vocabulário
feito de asas do Condor
toca como flauta andina
a Via Láctea com poesia,
Tudo meu cresce em ti
de maneira inequívoca.
Não há como negar
que sou o inevitável
construindo uma fortaleza
imensa e imparável,
Cada palavra de beleza
e o que a sabedoria aplica.
Tu me ama nas alturas,
sem distância e com coragens,
A palavra entre nos afina,
cada astro no rumo se alinha,
e a vida cada dia aproxima,
pelas linhas certas e tortas
pelas travessias quixotescas
através de Deus que sinaliza:
“A pluma é língua da alma”.
Enquanto você não entende o jogo, você é parte dele; e não pode ganhar, moldar, transformar e nem se encontrar.
O que é, o que é?
Demétrio Sena - Magé
Há um povo esquisito querendo opressão;
grita mil contrassensos, por uma pirraça,
pois quer ser a colônia de qualquer nação
que lhe ponha cabresto, aguilhão e mordaça...
Uma gente que sobra do tempo que passa,
ninguém sabe onde foi que perdeu a razão;
sonha ter caçadores, porque ser a caça
é a honra suprema pra sua ilusão...
Esse povo esquisito escolheu suas lendas:
os que furam seus olhos ou colocam vendas;
enferrujam seus passos, pondo ferradura...
Essa gente que a gente não sabe se gente,
não aceita verdades; endeusa quem mente;
tem país democrático e quer ditadura...
... ... ...
Respeite autorias. É lei
Viver dói — sempre doeu. Quem tenta escapar da dor termina por esquivar-se da própria vida: contorna riscos, suaviza experiências, recusa o impacto que forma e transforma. Ao poupar-se do que fere, priva-se também do que expande. A existência exige exposição; não há plenitude sem atravessamento. E, no fim, descobre-se que o maior sofrimento não foi a dor sentida, mas a vida que deixou de ser vivida.
Manchado
Ele sempre foi um farsante,
porque, quando não teve o que queria, perdeu o encanto.
Ele só queria um corpo, não sentimentos
ou essência — me embrulhou.
E, sendo meu tipo, me embriagou.
Sendo leitor, me cegou, mas não vi sua verdadeira forma.
Um lobo sem escrúpulos,
numa pele de cordeiro,
que manchou toda a minha ingenuidade.
Fingi não ver,
corri para o lobo,
mas parei a dois passos —
e ele desistiu, fugiu.
E quem ficou com fome de afeto fui eu…
mas hoje eu sei:
não era amor que ele oferecia,
então não era amor que eu perdi
Debaixo da árvore da saudade, sentei-me um dia...
Chegou uma ventania sem dó, e foi arrancando todas as lembranças.
Uma a uma...
Algumas até se ajoelharam a pedir perdão...
Perdão do quê?
Se eu não me arrependo de nem uma!
As mais loucas queriam viver tudo de novo.
Esqueceram que a vida é um rio...
Aquelas águas passaram e não mais retornarão!
Lembranças, velhas amigas...
O samba enredo de tudo que eu já vivi!
E o sonho não acabou...
O destino, ainda tem muita tinta para escrever neste coração de desejos vivos.
Haredita Angel
15.12.16
Quando você encontra o real sentido da vida, a urgência cede lugar ao próprio viver: a pressa nos tira o sentir.
Talvez não haja o que se esperar dos que insistem em ignorar a Complexidade e a Diversidade de um mundo habitado por mais de oito bilhões de pessoas.
Talvez, para esses, o conforto das respostas prontas seja mais sedutor do que o desconforto das perguntas profundas.
Afinal, enxergar o mundo em sua multiplicidade exige mais do que opinião — exige escuta, exige dúvida, exige a coragem de admitir que não sabemos quase nada.
Vivemos tempos em que certezas são produzidas em escala industrial, embaladas com convicção e distribuídas com a promessa de clareza.
Mas há algo de perigosamente frágil nessas verdades que não suportam nuance.
São ideias que não respiram, que não se adaptam, que não dialogam.
São muros erguidos onde deveriam existir pontes.
Ignorar a complexidade é uma forma de recusar a realidade.
É escolher versões simplificadas de um mundo que, por natureza, é intrincado, contraditório e, muitas vezes, desconcertante.
A diversidade, por sua vez, não é um obstáculo a ser tolerado, mas uma condição essencial da existência humana.
Negá-la é empobrecer a própria experiência de estar no mundo.
Talvez o problema não seja a falta de informação, mas o excesso de convicção.
Quando tudo parece tão claro, tão definitivo, perde-se o espaço do diálogo — e sem diálogo, não há aprendizado, apenas repetição.
E repetir não é compreender.
Ser contemporâneo, talvez, seja aprender a conviver com o inacabado.
É reconhecer que cada pessoa carrega um universo próprio, moldado por histórias, dores, culturas e perspectivas que nunca serão totalmente acessíveis a nós.
É aceitar que o outro não cabe em nossas categorias simplistas.
No fim, não se trata de abandonar convicções, mas de permitir que elas sejam atravessadas pela dúvida.
Porque é na dúvida que mora a possibilidade de transformação.
E talvez seja justamente aí — nesse território incerto e vivo — que ainda haja algo a se esperar de nós.
Tem algo no teu sorriso que não pede licença —
ele simplesmente chega e fica,
como luz atravessando a tarde
sem perguntar se pode entrar.
Teus olhos carregam uma calma rara,
daquelas que fazem o mundo desacelerar,
e quem te encontra, mesmo sem perceber,
já não é mais o mesmo depois de te olhar.
Teu jeito é leve, mas não é pouco,
é daqueles que marca sem fazer barulho, que acolhe sem precisar prometer, que fica…
mesmo quando tudo parece ir.
E eu fico aqui,
meio perdido, meio certo,
tentando traduzir o que
não cabe em palavra,
porque tem gente que é bonita
de ver, mas você…
você é bonita de sentir.
Se existe sorte nesse mundo confuso,
ela deve ter teu nome escondido em algum lugar,
porque encontrar alguém assim, tão de verdade,
é como achar paz sem nem procurar.
E se um dia duvidarem do que você é, eu juro
— o erro nunca foi em você,
é que nem todo mundo tem sensibilidade suficiente
pra reconhecer o raro quando vê.
Poetar
Só quero rebordar a palavra,
que tece o risco do poetar
e que costura estrelas num céu desperto.
Para ser,
assumi a sina da existência.
Fogo cálido, água de fonte,
tempo de invento.
Ser de outros nascimentos.
"NÓS TEMOS UM CUSTO PARA NOS MANTER VIVOS: ATÉ AOS 15 ANOS DE IDADE A RESPONSABILIDADE É DOS NOSSOS PAIS, APÓS É CONOSCO: ALIMENTAÇÃO, MORADIA, TRANSPORTE ETC. DÁ-LHE RIGONI" Ademar de Borba
O brilho nos olhos de quem recomeçou do zero carrega uma intensidade singular, uma força silenciosa, independente das circunstâncias, sustentada por uma determinação interna que transforma desafios em evolução e consistência em resultados.
“Algumas amizades são meras transações de interesse. Quando a serventia acaba, o laço se rompe. Mas ninguém sustenta uma farsa para sempre: a podridão interna sempre encontra um meio de emergir.”
Além do Que se Vê
Nos olhos de muitos, ela pode não ser bonita,
mas nos meus olhos, é a mais bela que já vi.
Ela não está comigo pelo que posso oferecer,
mas por tudo aquilo que consigo sentir e dividir.
Não vou abandonar-te,
pois, no momento difícil, ela não me abandonou.
Esteve ao meu lado quando eu não tinha nada,
nos dias cinzentos, foi ela quem ficou.
Quando o mundo parecia pesar mais que eu podia suportar,
foi na presença dela que encontrei abrigo e calma,
como se, em silêncio, ela soubesse me salvar
sem dizer nada, apenas tocando minha alma.
E é por isso que, entre todas as certezas que a vida não dá,
uma coisa em mim permanece firme e segura:
se um dia tudo faltar, ainda vou te amar,
porque o que construímos vai além da aparência — é alma pura.
