Pensamentos Mais Recentes
Às vezes, eu tenho medo de esquecer você.
De simplesmente acordar um dia e encontrar uma cama vazia… levantar, preparar e tomar meu café da manhã sozinho, sem “bom dia”, sem abraços, sem beijos, sem risadas. Sem você.
Eu me pergunto quanto tempo levaria até que os anos me alcançassem e começassem a apagar coisas sobre você:
a forma diferente que você sorri, o som da sua risada, da sua voz, o seu cheiro, o gosto do seu beijo…
ou até mesmo detalhes simples, como sua cor favorita, os livros que você gostava de ler, e as músicas que ouvíamos juntos.
Tenho medo de que, um dia, você exista apenas como uma lembrança distante.
Um pequeno vislumbre de felicidade que vivi aos 20 anos, mas que já não está ao meu lado aos 70.
E então eu me pergunto…
será que você terá sido só isso?
Um breve instante de alegria na vida de um homem velho e melancólico?
Quando o caminho exige firmeza acima do medo, a coragem não se anuncia, ela se revela nas escolhas silenciosas e depois disso ela anuncia a sua chegada. Porque quem tem coragem veio para ficar!
Tem quem romantize o sofrimento, mas isso não anula o fato de que ele é necessário para dar valor à vida. Isso porque, na vida de quem é capaz de extrair lições, ele é o que nos faz entender o que realmente precisamos ou necessitamos. É uma pedagogia apofática; geralmente, pensamos em nos reinventar após um sofrimento ou após notarmos que sofreremos no futuro se não 'tomarmos jeito'. Até para ter uma compreensão que sirva para a cura, você precisa, antes, saber o que é sofrer. Precisa compreender que o sofrimento muitas vezes surge quando você se apega a uma dor e cria outras a partir dela. - Rob Sings
O quanto alguém está disposto a entregar de si revela o que realmente quer e o valor que dá à própria meta.
Resiliência é a virtude que nasce em quem transforma pressão em lapidação.
É no invisível da dor que se constrói uma presença com uma força inabalável.
Não são as guerras, a violência ou má sorte que podem derrotar um bom homem, somente uma mulher poderá levá-lo à ruína completa, pois dormir ao lado do inimigo é a melhor estratégia para vencê-lo.
Nem toda conexão precisa de anos para ser verdadeira.
Algumas conexões são imediatas,
e são eternas dentro do tempo que duram
honestidade em Extinção
Não é medalha,
não é virtude,
é o alicerce que não podia rachar.
Honestidade obrigação esquecida,
deveria ser carnes, não discurso.
Rara como água em deserto,
como silêncio em assembleia,
honestidade resiste,
um clarão breve contra o engano,
Benê Morais
um punho aberto na noite dos homens,
Uma Palavra Basta
Antes de tocar os meus lábios,
eu já te percebo no perfume.
Desperta desejos,
afasta as pedras do caminho,
adoça o meu humor
e, sem pedir licença, se impõe.
Desliza quente, intenso,
como um riacho borbulhante, marcante.
Pode vir puro ou acompanhado,
mas sempre chega inteiro.
E, no cochichar da xícara,
aquece a alma
e acende o dia.
Então, entre as mãos
e o primeiro gole,
cabe inteiro em uma palavra:
café.
Descobrir que recebe o aluguel da própria cabeça com moeda produzida e valorada com auxílio da IA deve ser tão frustrante quanto descobrir que foi assaltado com réplica de arma.
Porque, no fim, o prejuízo maior não está no objeto — está na entrega.
Está no momento em que, por descuido ou conveniência, terceirizamos o pensamento e passamos a consumir ideias como quem aceita troco sem ao menos conferir.
A ilusão de valor continua circulando, legitimada não pela verdade, mas pela repetição e pelo conforto que ela oferece.
Vivemos tempos em que os políticos-influencers deixaram de disputar apenas votos e passaram a disputar narrativas com a lógica dos algoritmos.
Tornaram-se influencers de convicções, arquitetos de percepções, especialistas em transformar emoção em engajamento e engajamento em poder.
Não importa mais a consistência da ideia, mas sua capacidade de viralizar; não importa a profundidade da proposta, mas sua aderência ao senso comum fabricado.
E nesse mercado simbólico, a IA surge como uma espécie de casa da moeda paralela — cunhando discursos, refinando falas, ajustando tons, prevendo reações.
Não cria a manipulação, mas a potencializa.
Dá larga escala ao que antes dependia de talento individual.
Automatiza a persuasão.
E, ao fazer isso, embaralha ainda mais a fronteira entre o que é genuíno e o que é calculado.
O problema não é sermos influenciados — isso é inevitável em qualquer sociedade.
O problema é quando deixamos de perceber que estamos sendo.
Quando confundimos identificação com compreensão, pertencimento com lucidez.
Quando defendemos ideias que não suportariam dois minutos de silêncio reflexivo, mas resistem bravamente ao ruído constante das redes.
Receber esse “aluguel” — essas certezas prontas, essas indignações sob medida — pode até dar a sensação de pertencimento, de clareza, de posicionamento.
Mas, na prática, é abrir mão da própria soberania intelectual.
É aceitar viver num imóvel que nunca foi construído nem mobiliado por nós, pagando com atenção, tempo e, muitas vezes, com a própria capacidade de questionar.
E talvez a maior ironia seja essa: nunca tivemos tanto acesso à informação, e ainda assim, tantos escolhem viver de versões.
Versões que confortam, que simplificam, que apontam culpados e salvadores com a mesma facilidade com que descartam nuances.
No fim, o verdadeiro assalto não é feito com arma real nem de brinquedo.
É feito com ideias mal verificadas, emoções bem direcionadas e certezas rápidas demais.
E o que se leva não é o que temos no bolso, é o que temos — ou deveríamos ter — na cabeça.
A pergunta que resta, tão incômoda quanto necessária, é: quanto vale, de fato, o que pensamos… e quem está pagando para não percebermos isso?
Prefira ser humilde do que ser colocado nas últimas posições dos soberbos, se quiser ser chamado com honras.
O que ouvimos sobre o Brasil é só atraso; mas, se quiser adiantá-lo basta acordar o povo com educação.
Ninguém disputa beleza,
mas caráter,
até o diabo não tá nem aí pra modelos,
mas é louco por quem é fiel a DEUS!
Hoje, A fé não elimina as dúvidas. A fé te faz seguir em frente, apesar das dúvidas! Andar com fé eu vou, pois a fé não costuma falhar!
Ando cansada de todos os absurdos
que, de forma quase banal,
se apresentam como pontuais
enquanto se espalham
feito praga silenciosa
pelos dias do Brasil
e do mundo.
Cansada dessa coreografia grotesca
onde o incoerente se veste de lógica
e o injusto se disfarça de ordem.
Cansada de ver o espanto morrer
aos poucos, porque tudo já parece
esperado demais.
E o mais exaustivo não é o absurdo em si,
mas a naturalidade com que ele se instala,
se acomoda e passa a ser considerado normal.
✍@MiriamDaCosta
A
maior pretensão
da
Mãe da Incoerência
é ser
Pai da Verdade.
Há algo de profundamente humano — e perigosamente confortável — em tentar vestir a verdade com as roupas da conveniência.
A incoerência, quando não confrontada, deixa de ser um deslize e passa a ser método.
Ela se reinventa, se justifica, se enfeita… até ousar reivindicar autoridade sobre aquilo que nunca gerou.
Ser Pai da Verdade exige muito mais do que discurso: exige compromisso com o que permanece de pé mesmo quando nos desmonta.
Já a incoerência, essa mãe indulgente, aceita qualquer versão de nós mesmos — inclusive aquelas que negam o que defendíamos ontem com fervor.
O problema maior não é errar.
É construir narrativas para transformar o erro em razão, o tropeço em caminho e a contradição em identidade.
Nesse ponto, já não buscamos a verdade — buscamos apenas a validação de uma versão confortável de nós mesmos.
E talvez seja aí que tudo se perde.
Porque a verdade não precisa de herdeiros, nem de títulos.
Ela não implora reconhecimento, nem aceita ser adotada por quem a distorce.
A verdade simplesmente é — firme, incômoda e, muitas vezes, solitária.
Cabe a nós decidirmos: queremos ser filhos da verdade, com toda a humildade que isso exige…
ou continuar alimentando a ilusão de que podemos gerá-la a partir das nossas próprias incoerências?
A inteireza do ser é rara; antes de tornar-se inteiro, quase todo ser precisou recolher seus fragmentos e refazer-se.
Gosto de pôr uma pitada de sombra na ideia. Ela deve ser clara, mas é a sombra que melhor revela suas nuances.
"Rivoglio tutto di nuovo. Voglio dare di più di me stesso, giocare di più, amare di più. Godermi di più i miei amici e abbracciarli di più. Viaggiare fino allo sfinimento. Voglio uscire e scoprire il mondo."
Fernando Pessoa
Às vezes sinto
que vejo o mundo
como uma enorme lixeira
transbordando...
um aterro de consciências,
onde se empilham
mentiras em decomposição
e vaidades com cheiro de podre.
Um lugar onde
se descartam princípios
como embalagens vazias,
onde a ética
é jogada no fundo do saco
junto com restos de conveniência.
O ar
anda pesado de hipocrisia,
e os urubus da esperteza
sobrevoam satisfeitos
esse banquete de decadência.
E eu,
com o estômago da alma embrulhado,
reviro os escombros humanos
procurando,
entre latas amassadas de caráter
e plásticos rasgados de moral,
algum vestígio ainda vivo
de moralidade e de humanidade.
O mundo é um enorme lixão
que transborda sujeira e fedor
por todos os lados,
até no espaço extraterrestre!
✍@MiriamDaCosta
