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Só por uma noite


Só por uma noite
eu queria parar o tempo,
fazer o mundo esquecer
que a manhã existe,
e viver no silêncio do teu abraço
como quem encontra o lugar onde sempre pertenceu.


Só por uma noite
eu queria teus olhos nos meus,
sem pressa, sem despedidas,
sem medo do depois,
como se o universo tivesse decidido
escrever nossa história entre as estrelas.


Só por uma noite
eu queria ouvir tua voz baixinha,
contando sonhos,
segredos e coisas sem sentido,
porque até o som mais simples
vindo de você
parece música tocando dentro do peito.


Só por uma noite
eu queria que fosse eterno,
porque algumas pessoas chegam
tão de repente
que uma única noite ao lado delas
vale mais que mil dias longe. ✨

Dia 20 - Que ritual pequeno posso escolher hoje para me ancorar?


- Eu escolho um ritual que me firma pela manhã.
- O ritual torna o comum sagrado.
- O gesto diário compõe o caráter.
- O ritual alinha corpo, palavra e ação.
- O ritual traz ritmo e presença.
- Um pequeno gesto reverbera na vida inteira.
- O ritual nutre e transforma.

Dia 21 - Qual gesto diário será meu selo de hábito e transformação?


- Eu escolho um gesto que me sustenta.
- O gesto diário transforma quem eu sou.
- A repetição reescreve a vida.
- O hábito nasce quando o gesto encontra o coração.
- O selo do hábito fortalece a liberdade.
- Eu mantenho o gesto mesmo quando a pressa chama.
- O hábito cria raízes e asas.

Inserida por omagodaspalavras

Uma marca forte não nasce da liberdade total.
Nasce da consistência que o cliente aprende a confiar.

"NÃO ESQUENTA A CABEÇA OU A MASSA CEFÁLICA EVAPORA!"

Quem vive pela voz de Deus não pode parar por causa da opinião dos homens.

"Não desista, nessa vida o para vencer têm que ser forte! não espere acontecer, não dependa só da sorte!"

Temo gastar minha vida em um tema que nem sequer me posso debruçar com inteireza, dado ao limbo entre os fatos e o que se mostra verdadeiro.

“Tu és um ser profano, de apetite voraz, cuja fúria somente a morte pode aplacar.”

“A escassez faz a pessoa contar o que perdeu. A abundância faz ela enxergar o que ainda pode construir.”

MIGALHAS DA GRANDE MESA.
CAPÍTULO IX
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
VIRTUDES COM MODÉSTIA.
“Mais vale pouca virtude com modéstia do que muita com orgulho.”
Uma tragédia silenciosa que atravessa os séculos humanos. Ela não nasce somente da violência, das guerras ou da miséria material. Surge também no interior das consciências que aprenderam a aparentar bondade sem verdade moral. O capítulo “Sede Perfeitos”, em O Evangelho Segundo o Espiritismo, especialmente no item “A Virtude”, penetra precisamente nessa enfermidade da alma. Não se trata apenas de ensinar boas ações. Trata-se de revelar a diferença abissal entre parecer virtuoso e ser verdadeiramente virtuoso.
A Doutrina Espírita nunca glorificou máscaras religiosas. Desde O Livro dos Espíritos, quando os Espíritos Superiores afirmam que o verdadeiro homem de bem é aquele que pratica a lei de justiça, amor e caridade na sua maior pureza possível, percebe-se que a virtude não é espetáculo social. Ela é estado íntimo. É conquista lenta. É lapidação dolorosa da consciência.
O texto de François Nicolas Madeleine, em Paris, no ano de 1863, apresenta uma observação profundamente psicológica e espiritual. O orgulho consegue infiltrar-se até mesmo dentro das obras aparentemente nobres. Um homem pode alimentar famintos e ainda assim desejar secretamente a veneração pública. Pode discursar sobre humildade enquanto cultiva silenciosamente a necessidade de superioridade moral. Pode servir aos pobres enquanto interiormente exige admiração. Eis o ponto central do ensino espírita. O mal nem sempre aparece sob formas monstruosas. Muitas vezes ele veste roupas de virtude.
Essa análise encontra profunda consonância com as reflexões de Léon Denis em O Problema do Ser, do Destino e da Dor. Denis explica que o orgulho é uma das últimas sombras a desaparecer do Espírito. O homem vence certos vícios grosseiros, mas continua desejando aplausos, domínio psicológico e exaltação pessoal. A criatura abandona paixões materiais e passa a alimentar paixões morais mais sutis. Nesse estado, a alma não caiu totalmente na luz. Apenas refinou suas ilusões.
A verdadeira virtude quase sempre é discreta. Ela foge do palco. Não necessita anunciar-se. O próprio Cristo ensinou isso quando advertiu sobre aqueles que oravam nas praças para serem vistos pelos homens. O Evangelho não condena a prática do bem. Condena a vaidade que deseja transformar o bem em instrumento de autoexaltação.
No pensamento espírita, essa questão possui profundidade ainda maior porque o orgulho não produz apenas consequências sociais. Ele interfere diretamente na evolução do perispírito e da consciência. Em A Gênese, compreende-se que o Espírito modela continuamente suas estruturas sutis através do pensamento e das disposições morais. Assim, o indivíduo que pratica caridade apenas para alimentar reconhecimento exterior cria para si mesmo ilusões perigosas. Exteriormente parece luminoso. Interiormente permanece preso à necessidade de aprovação.
Por isso Kardec insiste tanto na figura do “homem de bem”. Não basta o gesto exterior. O Espiritismo analisa a intenção. Analisa o móvel oculto. Analisa o coração. A moral espírita não é teatral. É consciencial.
Quando o texto afirma que “a virtude verdadeiramente digna desse nome não gosta de estadear-se”, existe aí uma das maiores lições para o século moderno. A humanidade contemporânea desenvolveu extraordinária necessidade de exibição moral. Muitos desejam parecer bondosos antes mesmo de aprenderem a ser bondosos. Publicam virtudes. Fotografam caridade. Transformam sofrimento humano em vitrine emocional. Buscam aprovação coletiva sob aparência de benevolência.
O ensinamento espírita desmonta essa construção psicológica. A caridade real não humilha. Não se autopromove. Não faz do necessitado um instrumento de engrandecimento pessoal.
Em O Céu e o Inferno, observa-se repetidamente que Espíritos sofredores carregam após a morte exatamente os estados morais cultivados na Terra. Muitos conservaram orgulho intelectual, vaidade religiosa e ilusões de superioridade mesmo fora do corpo físico. Isso demonstra que a virtude aparente não transforma profundamente o Espírito. Apenas a renovação sincera possui força libertadora.
O exemplo citado de São Vicente de Paulo possui valor extraordinário. Homens assim raramente se percebiam virtuosos. Quanto mais elevados espiritualmente, mais consciência tinham de suas próprias imperfeições. Esse fenômeno também é analisado por Léon Denis. O Espírito realmente iluminado torna-se humilde porque compreende a vastidão do infinito e a pequenez relativa de suas conquistas. O ignorante acredita ter alcançado tudo. O sábio percebe o quanto ainda lhe falta.
Existe nisso uma dimensão profundamente filosófica. O orgulho produz endurecimento psicológico. A humildade produz expansão interior. O orgulhoso vive defendendo a própria imagem. O humilde preocupa-se em transformar a própria essência.
“Migalhas da Grande Mesa” encontra nesse trecho um de seus mais profundos símbolos. A grande mesa do Cristo não é composta pelos que exibem santidade. Ela acolhe aqueles que reconhecem sua própria insuficiência moral e ainda assim lutam diariamente contra si mesmos. As migalhas espirituais recebidas por uma alma sincera possuem mais valor que os banquetes da vaidade religiosa.
O homem virtuoso não se sente superior. Ele apenas compreende que toda criatura sofre. Por isso desenvolve compaixão. O orgulho separa. A virtude aproxima. O orgulho julga. A virtude compreende. O orgulho deseja tronos. A virtude prefere servir silenciosamente.
Em diversas mensagens da Revista Espírita, percebe-se que os Espíritos Superiores sempre associaram progresso espiritual à humildade. Não existe grandeza moral verdadeira sem renúncia ao personalismo. Quanto maior o apego à própria importância, menor a capacidade de amar.
Essa reflexão torna-se ainda mais necessária quando observamos quantas dores humanas nascem da necessidade de reconhecimento. Muitos fazem o bem esperando retorno emocional. Quando não recebem gratidão, adoecem moralmente. Isso ocorre porque ainda não compreenderam o princípio evangélico do desinteresse absoluto. O Cristo jamais condicionou o amor ao aplauso.
No Espiritismo, a virtude não é perfeição instantânea. É combate íntimo contínuo. É vigilância contra as infiltrações do egoísmo. É esforço silencioso contra a vaidade. É aprender a fazer o bem mesmo quando ninguém observa. É conservar dignidade mesmo na obscuridade. É manter pureza moral sem necessidade de testemunhas.
Léon Denis afirmava que a alma cresce lentamente “na dor, no dever e no sacrifício”. Essa construção não acontece nos palcos humanos. Ela acontece nas regiões invisíveis da consciência, onde somente Deus contempla integralmente as intenções.
Por isso a frase final do texto possui força profética admirável. “Pelo orgulho é que as humanidades sucessivamente se hão perdido. Pela humildade é que um dia elas se hão de redimir.”
Toda decadência moral das civilizações começou quando os homens passaram a amar mais a própria grandeza do que a verdade. Roma caiu moralmente antes de ruir politicamente. Religiões degeneraram quando trocaram humildade por poder. Famílias desmoronaram quando o orgulho venceu o perdão. Espíritos adoecem quando passam a idolatrar a própria imagem.
A humildade, porém, reconstrói aquilo que o orgulho destrói. Ela permite ouvir. Permite aprender. Permite corrigir-se. Permite amar sem dominar.
A verdadeira virtude não faz ruído. Ela atravessa a existência como luz discreta. Quase invisível aos homens. Absolutamente visível a Deus.
Obras consultadas
O Evangelho Segundo o Espiritismo
O Livro dos Espíritos
O Céu e o Inferno
A Gênese
Revista Espírita
O Problema do Ser, do Destino e da Dor
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“O pecado mais perigoso não é desconhecer a verdade, mas conhecê-la e ainda assim escolher ignorá-la.”

"Olhos não podem brilhar
A menos que haja algo queimando por trás
Desde que você foi embora, não há mais nada nos meus."
Música Infinity de One Direction

A CONQUISTA E A DERROTA


Coisas impessoais,
o homem que nesta vida,
entre lobos, terríveis feras,
em melindrosos disfarces cordiais,
não se julga também uma delas,
inevitavelmente vira alimento,
servido sangrando vivo,
morto sem nenhuma ferida.

Presto atenção nos hipócritas,
são gente felizes,
pois vivem o que tem de mais na vida,
essa vida foi feita,
lapidada, a quem tem o dom,
de saber não ser bom.

Em meu rascunho de vida,
vejo o melhor de tudo,
pois quando ainda,
havia alguma esperança,
e nenhuma certeza,
ho0je tenho terríveis e abomináveis certezas,
e a esperança evapora
a cada amanhecer, e entardecer.

O meio do caminho que é bom,
a busca, a luta,
a conquista e a derrota,
depois de algum tempo tem o mesmo efeito,
o efeito vazio,
um vazio gerado pela falta de um tudo,
um fruto,
verde a madurar,
pois depois de maduro,
o que se espera se opera é a podridão.

A poesia é o grito do inominável
é o urro do imprevisto 
a poesia e o inicio 
é o fim e do poeta o vício

Sinceramente
O mundo é o que eu vejo
Quando abro a janela
O horizonte a fugir de meus olhos
O chão que me convida a andar
A solidão é o que eu não posso tocar
Com o coração
Mesmo abraçando com as mãos
Meu corpo é só um porto no mundo
Onde eu descanso
Ou morro de solidão
Sinceramente
Meu corpo é um mundo vasto
Que minha alma não cansa de explorar

Sobre nós


A gente não é só corpo e alma
É passado
É presente
É futuro


A gente não só vive
A gente finge
Inventa
Aguenta
Viver é só uma forma de continuar


A gente não morre de repente
Vai se desmanchando aos poucos
Esvaindo-se em saudades
Enchendo-se de tristezas
Entulhado de dores
No fundo,
Bem no fundo
A gente se esforça pra não ficar louco

PREMÍCIAS DE UMA DOCE- AMARGA VIDA EM POESIA






Na espreita a luz se acende


Alma pura em impura transcende


E viva-morta ninguém sente


A dor e o prazer de ser gente




Nesses caminhos que a inspiração leva-nos


Os poetas dormem acordados


Fogem da ilusão real


E mergulham na ireal ilusão


Dos pobres apaixonados




A história conta por si so


O eterno conto das palavras


E amargas emoções doces sabores


Deixam na garganta um nó




Que se abre em flor de meio-dia


Doce amarga poesia


Que o sol nascente some


E em versos , sentimentos se consome




Doce amarga poesia


Persistir é imoral


Quando a falta nos e fatal


Aos olhos alheios


Poetar é coisa pra imortal


E nessas primicias que les


Ves um sonho real


Miha singela


Doce amarga poesia


Brotando a cada dia




Flor mais bela do jardim da fantazia


Te sigo e te vejo sorrir


As lágrimas que choro


MINHA DOCE


MINHA AMARGA


POESIA

Não crie suas expectativas em cima de min por favor..

Poesias pré-fabricadas





Construir uma casa
É compor uma poesia
Quero tudo no lugar
Onde sonhei desde criança
Nada de alugar
A poesia é meu lugar
Onde deposito toda minha esperança

Quero fazer uma poesia
Compor uma casa
Construindo um futuro melhor
Num compor-me desventuroso
Aventurar-me na poesia de cada dia

As idéias me vem com força de ser
Discernimento
E é impossível
A vontade de escrever conter
Da vida social
Na eterna terna construção
Se abster

No meio dessa obra
Esse canteiro de cimento verde esperança
Indomável inspiração concreta
Doce e amarga ferrugem que corrói
Os vergalhões da saudade
De um tempo de criança

Poesias são eternas
Como as moradas eternas
Poesias se reformam
Como as casas se remodelam

Coisas que vem do coração
Geradas toda hora
De instantes descartáveis
Poesias afáveis
Pré fabricadas na alma

Podia




Podia ser uma aventura boa
Deixar de estar numa vida atoa
Ser algo mais
Que alguém
Um simples ser
Ser dois
Não fosse o deixar isso pra depois


Um ser e poesia
Podia
Deixar que o coração
Siga essa disritmia
Pra paixão a emoção de amar
Nunca é coisa tardia

Até podia ser
Talves até
Mas o vento levou
O acaso foi
Levado evidenciado pela maré

Podia
Se a atitude reinasse
Tão forte quanto a vontade
De viver de querer
Mesmo sem pensar
O pensar não deixou de existir
E o vento, a maré, o acaso
Tudo levou
E na arrebentação
Um coração talves dois
Os desencontros arrebentaram
Deixando-me assim
Poesia
Em trechos de uma sinestezia
Triste como agora, madrugada só
Depois da boemia

A vida é incrível porque é difícil. O caos é o que dá valor à beleza.

Embalos de um sábado a noite em Araxá

Em meu estar presente nas ruas e nos lugares em que gostaria de estar tornou-se pouco comum, depois que fui apresentado e apaixonei-me. Tudo tornou-me a ter uma valor absorto entre tantos valores de ser e tempo e espaço,no confinamento de amar e poetar. Despido de qualquer quimera ideológica, me vejo um restício de gente seguindo rastros de saudades delirantes. Velhos amigos sinto falta, mas o tédio não faz morada e então me lembro de que tudo é relativo e vivo a poetar, sentado a beira do caminho, uma vida em desnorteio. Na rua de minha cidade sento-me em algum lugar no alto da avenida mais movimentada e badalada, tenho uma visão privilegiada, olhos de águia e cão farejador que a tudo cheira e investiga, e a denuncia não habitam em mim, não sou dedo duro, a isso eu esconjuro. A alma esta alerta a pouca distancia da rua e de seus desfechos em episódios feito nas telas de tramaturgia na TV . Aos meus olhos repousam na matéria a ser impressa são reduzidos pela efervescência da vida, ali dinamicamente humana , minha vida existência de ser um poeta em uma cidadezinha como Araxá em interior do vasto e rico estado de Minas Gerais. Olho,nas calçadas da avenida top dos fins de semana na cidade nos barzinhos mais badalados pela burguesia, nata araxaense, reina muitas vezes a podridão da discriminação social, já nem é mais racia a muito tempol deu lugar a social ,desde que se tenha dinheiro não importa muita coisa pra aquela gente hipócrita, uma burguesia incógnita que cada vez que mais se distancia dos pobres coitados e mais se sentem melhores . Passeiam enrriquietas as burguesinhas , estacionam perplexas , cabelinhos padronizados salto alto Luiz quinze, o rosto todo borrado, feito Pierrô retrocesso , em pingos de brilhos de meiguisse escondendo a fera que a por dentro delas em busca de fama e dinheiro dos otários que se acham ao melhorarem um pouquinho de vida, conseguindo um empreguinho melhor em alguma grande firma ou coisa e tal. Vejo casais de namorados abraçados felizes para os que vêem de fora e infelizes ao extremo por ele mesmos por viverem de aparência , em suas casas deixaram os filhos pequenos com as avós passando necessidades e saíram para festas de patricinhas que pagam muitas caixas de leite para matar a fome dos que ficaram em casa, isso tudo em nome da ostentação. Os que dirigem seus carrões novos zero quilômetros importados , muitas vezes devem muito mais que ganham a vida inteira, hipócrita bobeira. Uns matando aula com cadernos na mão e cigarrinho na outra logo absorvidos pela corrente humana da avenida . Carros em alta velocidade sem preocupar-se com a gasolida que esta em alto preço, so oque importa aos boyzinhos é impressionar as patricinhas doentes por aparências: marcas, motos , alto-padrão de qualidade, forte, barulho,exatidão,e vencedores é o que elas querem. A avenida é um contra-ponto de tudo dois mundos tão distantes e tão juntos igualmente imundos: o céu que é ilusóriamente céu e é na integra o inferno , e o inferno real que é retratado pela falta de tudo , até mesmo da dignidade humana. Homens e mulheres na captura de um final de semana, ciclistas em aceno de reconhecimento ou desejosos de serem reconhecidos por algum figurão da sociedade local e conseguir na segunda feira um horário pra entrevista de emprego. Cãezinhos bem tratados sob a tutela de madames cheirando forte aromas de mulheres velhas e vira-latas esses sim na maior farra , se lixando pra convenções . O mergulho no formigueiro humano lembra-me a poesia escrita, essa agora que agoniza nas etantes de bibliotecass e ninguém quer nem saber que elas existem quanto mais ler. Vez e outra ouço o garçon: mais dois chopes? Dois é claro! Tarde assim dia atípico final de semana movimentado em Araxá coisa inesperada inexplicável , mas é, e assim nasce mais um verso que tanto sonho em escrever , mas para que escrever versos , se ninguém aqui quer saber de outra coisa agora nessa tarde da madrugada, já são quase quatro da manha e só o que se tem são orvalhos , pingos em gotas caídas de graça do céu , a única coisa de graça nessa noite tão poética e sem nenhuma ternura da parte cidadã, é também esta poesia que entre tanta lama e podridão , fez-se um texto poético a que se retrata a verdadeira realidade de vivenciar os embalos de um sábado à noite em Araxá,só nos vem reforçar a efêmera fórmula milenar de que no meio do mais tenrro estrume dessa vida é que se nasce a mais refinada em encantos flor da poesia.

RISCO N’AGUA


Escrevo muito,
uma hora algo que preste,
a ser vida ou defunto,
a carne corta a gilete.

Em contradição,
vive um ser a poetar,
homem hoje, inabalável,
uma criança amedrontada,
de ontem a esperar,
no colo da mãe a chorar.

E nas cordas,
digo em plural,
pois a vida de todos
que nessa terra vivem,
é um risco na água,
feito sabor doce sem caldas,
hora doce, hora amargo,
depende do que ao destino convêm.

Seres,
todos viveres,
e nem sabereis,
como sereis,
o amanhã de sabores,
ou disabores,
amores ou dores,
apenas o agora,
sabemos no respirar,
que somos ainda seres a viveres.

VERSOS PERDIDOS

Sem saber escrevo,
sem nada que de tudo sobre,
sem nexo,
no viver inexorável de um dia,
mundo a fora,
jazigo em castigo,
fazendo a cada uma coisa,
doce amarga poesia.

Um dia,
um vinho, um chatô,
um amor, uma decepção,
uma poesia,
doce amargor de perder uma paixão.

Momentos,
realentos levados,
fazendo perdidas,
currutelas em pântanos,
poesias aladas,
dormindo em prantos.

Implicados com os poetas os pagãos de leituras,
pobres de leigos,
não sorverão de doce amargo,
poesias escritas.