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Não jogo esse jogo
Não jogo esse jogo.
Não me meço com ninguém.
Não entro em corrida que ninguém me convidou.
Ficar me dizendo "olha como fulana faz bem" não vai me diminuir.
Ignorar também não vai me fazer menor.
Eu sei quem eu sou. Eu sei das minhas qualidades.
E eu não preciso gritar elas pra ninguém.
Não adianta me instigar pra competitividade.
Não adianta tentar me ferir com comparação.
Minha paz vale mais do que qualquer "prova".
Eu escolhi outro caminho: o do crescimento quieto, do trabalho silencioso, do sono tranquilo.
Você pode continuar falando.
Eu vou continuar seguindo.
Sem pressa. Sem ego. Sem briga.
Porque quem tem paz, não compete.
Tu, essencial como o ar que respiro, necessária como o sangue que corre em minhas veias, única que leva até meu coração a principal fonte de energia; o AMOR.
Domingo abençoado é aquele que começa com gratidão e termina com a certeza de que a vida é um presente. Que Deus renove nossa fé, ilumine nossos caminhos e nos ensine a valorizar cada instante, cada abraço e cada bênção.
As palavras são entidades poderosas e sedutoras.
As palavras curam e libertam, mas também oprimem e aprisionam.
As palavras podem ser luz e esperança, mas também podem ser trevas e escuridão.
As palavras!...
As palavras são livres como o vento e se desprendem com facilidade da língua. Por isso, é essencial utilizá-las com sabedoria e equilíbrio, para produzir os melhores efeitos e, ao mesmo tempo, atrair e é Maná sobre si mesmo toda a força e o poder que delas provêm.
Há uma força e um poder silencioso nas palavras. Descubra-o e faça dele o seu melhor aliado em todos os momentos e circunstâncias da sua vida. Logo perceberá o quão preciosas são as palavras e que elas são também fontes de cura e de libertação, tanto para quem as profere quanto para quem as recebe!
Seja o profeta de si mesmo e, com a força e o poder das palavras, mude o seu ser e o seu viver!
Coração quebrado
Bam!!!
Você saiu... a porta bateu
e deixou aqui deste lado
um coração quebrado.
Chorei de dor...
pra você liguei
e perguntei:
como está seu coração?
"Está bem... só um pouquinho amassado...
nada demais... que até amanhã ainda possa ser notado.
Veneno
Veneno, do latim,
“poção mágica para se fazer amar, encanto e sedução”.
Veneno... de Vênus - da beleza, da sensualidade, livres de um padrão.
Veneno... de Vênus, que surge das espumas do mar sem fim.
...
Veneno... sufocando, corroendo, dilacerando...
lentamente, a vida anoitecendo...
o pensamento escurecendo...
o corpo se desfazendo.
Sentimento... escondido, disfarçado, mascarado?
...
Na quase consciência, inconsciência....na consciência
descaradamente escancarado?
Veneno que lentamente à vida vai dando cabo.
Veneno... onde ficou seu significado original?
Por que, em mim... está em dose mortal!
Cores
"Cinquenta tons de cinza"
é o que ouço todo mundo a falar...
Nostalgia, agonia...
tristezas todo o dia... todo dia.
Bem lá atrás ficou o tempo todo que sorrir
era tudo o que você sabia.
Planos traçados em linhas tortas,
sonhos ao vento lançados, sem norte, reféns da sorte.
Caminho perdido, passos em vão,
rumo incerto, coração sem verão.
Promessas feitas na sombra do medo,
Esperanças pra outro rincão fugidas, silêncio e segredo... você completo refém do medo.
Entre ruínas, busca direção,
do caos espera nascer a força, uma nova vida, a nova visão.
Cada queda é um mapa desfeito,
mas no erro floresce um jeito.
No amanhã uma interrogação.
Sem rumo certo, navega por mares bravios... busca um porto seguro, um farol... um caminho claro deixando pra trás o escuro.
Pois acredita: há vida intensa mesmo em um caminho sem placas, sem sinal... há vida atrás dos muros.
Hoje são nuvens pesadas.
caras amarradas...
planos, projetos, sonhos
que acabaram em nada.
É hora de mudar
trazer de volta toda a alegria.
E é fácil a vida transformar...
Sabe como?
É só pro mundo você... com uma bela cor pintar!
Para que lutar, se já não há alento
que avive a chama exânime do peito,
nem esperança que, por entre as ruínas,
ouse novamente florescer?
Tudo se foi.
Assim como a derradeira claridade
se desfaz no ocaso,
quando o Sol, fatigado de iluminar os homens,
recolhe seus derradeiros fulgores
e entrega os céus à cólera da tormenta,
também em mim se extinguiu a luz.
E aquele astro, outrora tão fulgente,
que entre miríades de estrelas
resplandecia como um presságio divino,
já não derrama sobre mim
sequer um tênue vestígio de sua luz.
Vejo-o ainda —
perdido na vastidão celeste,
além dos confins de meu alcance —
mas tão distante,
tão inexoravelmente distante,
que nem mesmo o desejo
poderia transpor a abóbada que nos separa.
Não há mais alvorecer.
Não haverá a brisa amena
das manhãs em que a própria natureza
parecia entoar cânticos de júbilo.
Não haverá o orvalho sobre as flores,
nem o perfume das matas despertando,
nem o canto das aves anunciando
o nascimento de um novo dia.
Tudo se foi.
E as folhas que outrora verdejavam
sobre os ramos da existência
agora se desprendem, uma a uma,
ao sopro inclemente do outono.
Caem.
Silenciosas, pálidas, desprovidas de seiva,
arrastadas pelo vento cruel
que as conduz para um solo sem memória.
Assim também definha o meu ser.
Pouco a pouco,
a derradeira clorofila de minha alma
abandona aquilo que ainda resta de vida;
e aquilo que outrora fora verde,
viçoso e pleno de seiva,
torna-se pálido, quebradiço e estéril.
Já não sou árvore.
Sou o que dela restou
depois que o inverno passou.
E busco, ainda,
nas profundezas obscuras da terra,
algum vestígio de minhas antigas raízes;
um fragmento sequer daquilo que fui,
uma memória adormecida sob o solo,
uma centelha que me restitua
ao princípio de minha existência.
Mas nada encontro.
Nem o néctar mais sublime
destilado do seio da Mãe Natureza,
nem a seiva primordial
que alimenta os troncos milenares,
nem o sopro fecundo que desperta
as sementes sepultadas no ventre da terra
seria capaz de devolver-me ao caule.
Porque há um instante
em que até as raízes esquecem a terra.
E quando isso acontece,
não existe primavera que possa restaurar
aquilo que a própria existência condenou ao fim.
Assim permaneço:
ignoto entre os homens,
estranho até para mim mesmo,
sem aurora, sem primavera, sem raízes,
condenado a contemplar de longe
a luz que um dia me pertenceu.
E talvez esta seja a mais cruel das mortes:
não morrer quando a vida abandona o corpo,
mas permanecer vivo
quando já não existe em nós
lugar algum
onde a vida possa retornar.
"A crescente compulsão por presença que a mídia digital produz ameaça o princípio universal da representação."
Seu beijo
Feche os olhos,
pense nisto:
nossa vida se cruzou por um átimo.
Se descruzou por outro átimo...
Seu nome na areia a água do mar apagou.
Seu perfume rapidamente no ar se evaporou...
Suas palavras um clique deletou.
Seu beijo minha boca nunca tocou.
O nosso amor nunca se concretizou.
Sua imagem à minha mente voltar se recusou...
Abra os olhos....
Diga-me quem pode impedir isto?
A dor que em mim ficou...
A saudade que bate à porta...
O futuro incerto à minha frente...
A alma triste que se acamou: está tão doente.
"Não a multidão, mas sim a solidão caracteriza a constituição social atual. Ela é abarcada por uma desintegração generalizada do comum e do comunitário. A solidariedade desaparece. A privatização avança até a alma. A erosão do comunicado torna um agir comum cada vez mais improvável."
O BOM SAMARITANO
NÃO MEDIU O CUSTO
PARA CUIDAR DO PRÓXIMO.
PAGOU UM TANTO,
PAGOU DOIS TANTOS
E PAGARIA MUITO MAIS,
PORQUE O VERDADEIRO AMOR
NÃO CALCULA O PREÇO
PARA FAZER O BEM.
O Novo Mundo não passa de um mar de promessas onde cada alma busca sua própria ilha, sem notar que o silêncio de Roanoke é o eco do nosso eterno desejo de desaparecer, apenas para recomeçar no instante em que nasce uma nova Virgínia.
Reno Fioraso
Entre o Sonho e o Teu Chamado
Na calada da noite, ouvi teu chamar,
uma voz entre falhas querendo me encontrar.
Fui seguindo o caminho, sem saber onde dar,
até ver-te na areia, contemplando o mar.
Teus olhos molhados, teu jeito de fugir,
um mundo tão pesado que não querias sentir.
Correste para os meus braços, sem nada explicar,
e eu apenas te abracei, deixando o silêncio falar.
Disseste baixinho, cansada de esconder:
“Hoje eu consegui fugir… e pensei em você.”
E eu, sem compreender o que havia acontecido,
fiquei ao teu lado, no silêncio dividido.
A lua testemunhava o que ninguém podia ver,
duas almas conversando sem precisar responder.
E o mar, tão sereno, parecia guardar
cada palavra perdida na imensidão do luar.
Então teus olhos pousaram na minha pele,
e tua mão, devagar, percorreu o que nela se escreve.
Dedilhaste a tatuagem, em silêncio, sem pressa,
como quem reconhece uma história que atravessa.
E disseste, com os olhos marejados de emoção:
“Eu sei que essa você fez pra mim, Mannu.”
Não respondi; deixei o silêncio falar,
pois certas verdades não precisam de um explicar.
Mas vi novamente as lágrimas em teu olhar,
e não compreendi o que te fazia chorar.
Perguntei o que havia, querendo entender,
e tu apenas disseste: “Não precisa saber.
Você não precisa entender o que sinto agora,
nem encontrar respostas para o que me devora.
Apenas me abraça e deixa o momento existir…
eu consegui fugir, e estou aqui.”
Ficamos até o céu começar a clarear,
vendo a madrugada lentamente passar.
E quando o primeiro raio surgiu no horizonte,
o sonho começou a desaparecer como espuma na fonte.
Foi quando o telefone resolveu despertar,
uma mensagem tua acabara de chegar.
Abri os olhos depressa, ainda presa ao sonhar,
e era justamente você… voltando a me chamar.
Coincidência ou mistério, não sei explicar,
há coisas que acontecem sem pedir pra começar.
Mas entre a mensagem, o sonho e o amanhecer,
ficou uma pergunta que insiste em permanecer:
“Será que eu sonhei com você naquela madrugada, ou foi minha alma que te encontrou antes da chegada?”
Nada é tão vil que não seja admirado por alguém, assim como nada é tão valioso que não seja desprezado.
Antônio Ivanildo da Silva dos Santos
Os Inteligentes mudam de ideia o tempo todo, os que Fingem ser, morrem agarrados a ideias que nem deles são.
Mudar de ideia não é sinal de fraqueza; muitas vezes, é a prova mais evidente de que alguém ainda está pensando.
Só quem se permite confrontar as próprias certezas consegue perceber quando uma convicção deixou de ser fruto da reflexão e passou a ser apenas apego.
Há quem confunda inteligência com a capacidade de ter sempre uma resposta pronta.
Mas inteligência também é saber dizer: “eu estava errado”, “não sei” ou “nunca tinha pensado por esse ângulo”.
O pensamento vivo não se sente humilhado diante de um argumento melhor; ele se sente provocado por ele.
O problema começa quando a opinião deixa de ser uma conclusão e passa a ser uma identidade.
A partir daí, qualquer questionamento parece uma agressão pessoal.
A pessoa já não defende uma ideia porque acredita nela; acredita nela porque precisa defendê-la.
E, nesse processo, pouco importa se a ideia nasceu de sua própria experiência, se foi examinada com cuidado ou simplesmente herdada de alguém que ela admira.
É curioso como alguns se orgulham de nunca mudar de opinião, como se a imobilidade fosse uma medalha de inteligência.
Não percebem que permanecer eternamente no mesmo lugar pode significar apenas que nunca tiveram coragem de recalcular a rota, de revisar o caminho.
Pensar por conta própria exige um tipo desconfortável de liberdade: a liberdade de discordar de quem admiramos, de abandonar aquilo que já defendemos publicamente e, sobretudo, de reconhecer que nossas certezas também podem estar erradas.
No fim, talvez a diferença entre quem pensa e quem apenas repete não esteja na quantidade de opiniões que possui, mas na disposição de submetê-las ao próprio julgamento.
Porque ideias não deveriam ser correntes.
Deveriam ser ferramentas.
E quem realmente pensa não teme trocar uma ferramenta quando percebe que ela já não serve.
Nascendo
Os pássaros começaram a cantar alto,
As flores estão sorrindo demasiadamente,
As grandes árvores já avistaram,
As lebres estão saltitantes,
A floresta e a fauna aplaudem de pé,
Sim, o sol está nascendo mais uma vez com a beleza de nunca ter nascido antes.
“Não permitir que o conforto do presente nos faça esquecer aqueles que nos ajudaram a atravessar as tempestades do passado é uma das mais nobres expressões da gratidão.”
Disseste-me que tens
uma mente louca;
fiquei bem contente
por saber que
tens o suficiente
para lidar com a minha,
com o igual encanto
da Ilha da Magia.
Tens as qualidades
para sabotar todas
as minhas defesas
e transformar diariamente
cada uma delas
num parque de diversão
para o amor e a paixão.
Que bom que você
seja assim deste jeito!
Por favor, não mude, não!
Porque é um sinal
de que nós dois de tédio
não padeceremos,
e frutos colheremos.
Até mesmo quando
formos colher guabirobas,
será razão para doçuras,
trocas de assanhamentos,
e sem precisar que adivinhemos.
