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Quatro Rotas
Não foi falta de caminho.
Foi excesso de mim em lugares que não sabiam ficar.
Eu fui mar aberto
pra quem só sabia ser raso.
Fui estrada longa
pra quem cansava na primeira curva.
Fui casa
pra quem nunca soube morar.
E ainda assim… Eu fui.
Quatro rotas.
Quatro versões de partida.
Nenhuma delas me levou de volta.
Porque dessa vez
eu não me perdi...
Eu me encontrei no exato ponto
onde decidi não voltar.
Levei comigo o que doía,
deixei pra trás o que pesava.
E segui.
Sem mapa,
sem promessa,
sem você.
Eu senti sua falta o dia todo.
E todo o dia penso em você..
É uma agonia silenciosa a me devorar,
Um colapso do tempo onde apenas a tua imagem ousa reinar.
Tudo ao redor se reduz a pó, a uma nulidade contínua,
Enquanto minha mente naufraga, num salto cego, para te alcançar.
O cotidiano tornou-se um mero ruído de fundo, um rascunho sem cor. Entorpecido pela tua ausência, percebo que não possuo mais o domínio sobre mim mesmo; meus pensamentos foram tomados pela ideia magnífica da tua essência. Há uma insônia crônica na minha alma, uma vigília constante por alguém que está além do meu alcance físico.
A ciência poderia chamar isso de obsessão, a filosofia talvez classificasse como loucura, mas para mim é o único estado de espírito digno de quem encontrou o verdadeiro sentido de amar.
Descobri que a pior das distâncias não é a geografia implacável que nos separa, mas o espaço tortuoso entre o meu desejo de te pertencer e a impossibilidade do teu toque.
Ainda assim, tentar fugir desse pensamento seria um sacrilégio à minha própria essência. A saudade, que para a maioria dos homens é um mero castigo, para mim ergue-se como a prova irrefutável de que, enfim, despertei. Pois a dor cortante de não te ter agora é infinitamente mais sublime do que a paz inerte e cinzenta de jamais ter cruzado com a tua existência.
E assim me deito, entregue ao desamparo,
Esperando que os sonhos ousem transpor
Esse abismo terreno, cruel e avaro,
Para enfim te encontrar, meu imaculado amor.
"Aos olhos de Deus, somos feitos de barro. A mão do Altíssimo nos molda como vasos, segundo a Sua vontade; mas isso também depende das escolhas e do estilo de vida que decidimos levar com Cristo Jesus. Enquanto semeamos nossas ações como agricultores, Deus age como o oleiro que nos molda através da fé. Aquele que crê sem ver alcançará a graça divina, lembrando sempre que é o amor ao próximo que nos sustenta."
Você sempre vai ser a “chata”.
Sempre a “insuportável”.
A “mimizenta”.
A “chorona”.
A “desnecessária”.
E no fim…
vai ser você quem vai acabar sozinha.
Se necessário ou desejado, o produto adquirido, se for de qualidade, ganha importância.
(Meu filho, se você precisa de uma ferramenta e compra uma porcaria, você não tem um produto, você tem um problema)
Ela, ela desce, ela sobe, no baile é pressão, mina linda, perigosa, rouba meu coração, vai quicando, vai jogando, não perde a razão, no batidão, no batidão, só pura tentação.
Existe um vai-e-vem infinito de palavras,
um trânsito inquieto
onde nem todas sobrevivem ao próprio nascimento.
Algumas se perdem
no labirinto das intenções mal resolvidas,
girando em falso,
como pensamentos abortados
antes de tocar o território da consciência.
São ruídos disfarçados de linguagem,
ecos que não encontram corpo,
sons que se esfarelam
antes de se tornarem sentido.
Mas há outras, raras,
que atravessam o silêncio
como quem rompe
uma membrana invisível,
e mergulham fundo
na gravidade do que é essencial.
Essas não se dispersam
e nem pedem permissão ao caos.
Elas se erguem
e deixam de ser palavras.
Tornam-se ideia que pulsa,
verdade que inquieta,
permanência que resiste
ao desgaste inevitável do tempo
e à fragilidade transitória
da linguagem.
✍©️@MiriamDaCosta
