Pensamentos Mais Recentes

O fanático tem uma vantagem sobre o filósofo: nunca precisa conviver com a angústia de não saber.

A liberdade de expressão não protege apenas aquilo que pensamos; protege também aquilo que nossa inteligência ainda não aprendeu a pensar.

A intolerância é intelectualmente preguiçosa: prefere condenar uma pergunta a suportar o trabalho de respondê-la.

Nenhum ser humano deveria precisar provar que merece direitos; a necessidade dessa prova já revela a pobreza moral de quem a exige.

A dignidade humana começa precisamente onde termina a utilidade que alguém possui para os outros.

O direito nasceu para limitar o poder; quando passa a servir apenas para legitimá-lo, conserva a forma da justiça e perde sua alma.

Toda sociedade que teme o pensamento acaba criando uma pedagogia da obediência e chamando-a de ordem.

O algoritmo não possui preconceitos próprios; ele apenas aprende, com extraordinária eficiência, os preconceitos que a sociedade teve a imprudência de lhe ensinar.

A tecnologia ampliou a voz humana, mas não necessariamente a inteligência que deveria acompanhá-la.

O século XXI sofisticou a mentira: já não precisa ocultar os fatos, basta inundá-los de versões até que a verdade pareça apenas mais uma opinião.

Só existe um caminho para o destino, mas teimosamente optamos por atalhos, desafiando nossos instintos e alimentando nossos pensamentos com falsas verdades. Bem-vindos à verdadeira batalha.🤝🏻

Eu me rendo,
não tenho renda
pra te cobrir de rendas.
Não tenho ouro, não tenho seda,
só tenho esse peito matuto
dilurido de amor.
Se eu tivesse, te vestia de renda fina,
mas como não tenho,
te cubro de ternura, carícias e
de versos e de carinho.
Que no fim, minha riqueza
é só me render pra você.
(Saul Beleza)

*Dilurido de dor*

A vida é um ispêio truviscado, visse?
E eu tô aqui, dilurido, com o peito rasgado,
que ocê pega essa saudade que é dele
e desconta todinha em cima de mim.
Dói, dói que só uma peste.
Ocê me abraça chamando outro nome
com os zóio.
Eu num sou gente pra ocê não,
sou remédio amargo,
sou chá do mato pra curar
uma dor que num é minha.
Tô loco, tô tonto, tô dilurido de dor,
bebendo tua saudade que num me pertence.
(Saul Beleza)

Quando dá essa saudade dele,
ocê lembra de tudo, tintim por tintim.
Lembra onde foram,
o que beberam,
o que comeram,
até a data na ponta da língua.
Cada detalhezinho vivo na tua boca.
E sempre me dizia,
com essa cara de saudade enrustida,
que num foi nada importante.
Se num foi nada,
por que ocê guarda tudo
e se esquece de quem está ao teu lado?
(Saul Beleza)

A consciência é o território onde nenhuma Constituição consegue governar inteiramente, embora todos os governos tentem.

A civilização não se mede pelo número de verdades que proclama, mas pela quantidade de dúvidas que tolera.

Há homens que defendem a liberdade até o instante em que descobrem que ela também pertence aos seus adversários.

O preconceito é uma sentença proferida antes do processo; por isso, talvez seja a forma mais primitiva de injustiça.

A inteligência incomoda porque não respeita fronteiras construídas pela autoridade entre aquilo que pode ser pensado e aquilo que deve permanecer acreditado.

Quando uma sociedade precisa proibir perguntas para preservar suas respostas, já transformou a ignorância em instituição.

A lei pode impedir o crime; somente a educação pode impedir que a injustiça se torne moralmente respeitável.

Eu não quero mais entender por que certas coisas precisaram doer tanto.


Só quero que alguma coisa, enfim, mude de direção.


Que aquilo que hoje parece peso encontre um lugar para descansar.
Que o que não aconteceu deixe de ocupar tanto espaço.
Que eu consiga olhar para a frente sem precisar carregar tudo o que ficou para trás.


Não peço uma vida perfeita.


Peço uma vida que não me faça desejar fugir dela.
E, se eu já não souber pedir direito, que Deus entenda mesmo assim.

O homem inventou deuses à sua imagem e, depois, passou séculos perseguindo aqueles que tiveram a insolência de desenhá-los de outra maneira.

A ciência não humilha a fé; humilha apenas a pretensão de transformar uma crença em evidência e uma evidência em dogma.

O fanatismo transforma convicções privadas em fronteiras públicas e, depois, chama de virtude aquilo que nasceu como intolerância.