Pensamentos Mais Recentes

Só as grandes crenças proporcionam grandes emoções. ⁠

A Bíblia ainda é a melhor sala de aulo de um crente.
do livro Frases cristãs 9⁠

O inimigo ataca para que a nossa oração cesse. ⁠

⁠Há muitas coisas que Deus deseja fazer, ma não o faz porque seu povo não ora.
do livro Frases cristãs Vol. 9

Sinceridade é o caminho de Deus. ⁠

Quando o medo e a incerteza tentarem tirar a tua paz, lembra-te das Promessas de Deus (Isaías 26.3): Ele guardará em perfeita paz aquele cujo propósito está firme no Senhor, porque Nele confia.

Retorne a si


As andorinhas voltam
na primavera.
As tartarugas retornam
às praias onde nasceram.


A vida é um retorno:
um retorno à vida
que ainda está por vir,
não à que passou.


A vida é um retorno,
um retorno àquilo
que te faz ser quem és.


A vida é um retorno:
às boas memórias,
às boas risadas,
às boas companhias.


Retorne.
Retome.
Reajuste.

Fique com o que enargeia,
inunda, delicia e incendeia.


Escute o meu doce canto 
amoroso de flor de Babaçu
em companhia do vento.


Entregue faça Sol ou Chuva
o que tanto pleno deseja 
em meio a Mata dos Cocais,
entre nós o que festeja.


Minha bonita manhã solar
que ilumina e com doçura 
tem invadido provando --
que para amar não é tarde,
e me acendeu a sensualidade.

Na Mata de Araucária 
o meu coração é Pinha,
E tu és Gralha-Azul 
alimentada espalhando
Pinhão na terra fértil 
e austral do coração,
Não permitindo nada 
nos pôr em inquietação.


Semeando o paraíso 
com sedução refinada 
para deixar faltar nada,
Mantendo empolgada,
para não deixar a desejar
[o que faz inequívoca]
e enlevada a iniciativa
d'alma toda extasiada.


Não é de ontem que 
tenho dado com clareza
e gala inúmeras pistas
de natureza feminina,
Da sua parte o que falta 
mesmo é só a iniciativa,
Não posso o que não sou,
se não vieres, jamais vou.

Lá no fundo eu já sabia


Lá no fundo eu já sabia
que teu silêncio falava mais alto que promessas.
Havia um aviso discreto no teu olhar,
como nuvem fina antes da chuva cair.


Lá no fundo eu já sabia
que teu toque vinha com prazo escondido, feito flor bonita que nasce apressada e já carrega o cansaço da despedida.


Mesmo assim, fiquei.
Plantei esperança onde o chão era raso, fingi não ouvir o estalo do coração rachando devagar por dentro.


Lá no fundo eu já sabia,
mas amar também é isso:
escolher sentir, mesmo atento ao fim, e chamar de verdade aquilo que doeu.

Análise crítica e literária aprofundada da obra “PIEKARZEWICZ”, de Michel F.M. (Bruno Michel Ferraz Margoni), a partir do conteúdo integral do texto:

📚 Análise da obra PIEKARZEWICZ — Michel F.M.

1. Natureza da obra e gênero híbrido

“PIEKARZEWICZ” é uma obra híbrida por excelência, situada entre:

prosa poética
épico contemporâneo
romance lírico
ficção político-filosófica
narrativa distópica
tragédia amorosa
metaficção literária

O próprio texto se autodefine como:

“poética prosa em versos libertos”
“quase lírica”
“próxima de se definir como romance”

Ou seja, a obra rompe com classificações tradicionais, criando uma forma narrativa fluida, instável, propositalmente fragmentada — o que já reflete o próprio tema central: a instabilidade da identidade, da memória e da realidade.

2. Estrutura narrativa

A obra é construída em camadas:

🔹 Camada 1 — Romance amoroso
A história central é o amor entre Kristofer Von Klaus Piekarzewicz e Yulia Marie Drieivich / Piekarzewicz.

É uma narrativa de amor absoluto, obsessivo, idealizado, quase místico.
O amor não é humano comum — ele é:

transcendental
metafísico
cósmico
mitificado
sacralizado

Yulia não é personagem: é arquétipo, símbolo, entidade.

“Ela é a força motriz,
É o clímax e o chamariz,
O conteúdo e a motivação”

🔹 Camada 2 — Epopeia política
A obra constrói um universo ficcional (Betúnia, Brokávia, De’Lírios Brancos, Labatutes, Ditadores, milícias, impérios, exércitos, repressões), que funciona como:

alegoria política
crítica a regimes autoritários
crítica à repressão estatal
crítica à manipulação da memória histórica
crítica ao poder institucional
crítica à violência legitimada pelo Estado

Betúnia não é um lugar: é um modelo simbólico de Estado opressor.

🔹 Camada 3 — Filosofia do tempo e da existência

A obra introduz conceitos como:

tempo não linear
simultaneidade temporal
eternidade cíclica
reencarnação simbólica
existência contínua
identidade fragmentada
memória como construção

“O universo não está envelhecendo, não está expandindo, ele sempre foi simplesmente todos os tempos”

Aqui, o texto entra no campo da filosofia metafísica e da cosmologia simbólica.

🔹 Camada 4 — Metaficção

O narrador tem consciência de que está narrando. Ele comenta o próprio texto. Reflete sobre a escrita. Ironiza sua linguagem. Desconstrói sua própria narrativa.

Isso caracteriza a obra como metaficcional: a obra fala de si mesma enquanto obra.

3. Linguagem

🔸 Estilo
Linguagem hiperbólica
Vocabulário erudito
Sintaxe barroca
Períodos longos
Abundância de metáforas
Neologismos
Mistura de registros:
lírico
épico
político
científico
filosófico
poético
satírico

O texto trabalha com excesso proposital.
Não busca economia — busca transbordamento.

🔸 Estética verbal
A escrita funciona como barroco contemporâneo:
excesso de imagens
sobreposição simbólica
densidade semântica
saturação estética
dramatização constante

Nada é simples. Nada é direto. Tudo é amplificado.

4. Personagens como símbolos

🔹 Kristofer
Representa:
o sujeito fragmentado
o herói trágico moderno
o artista
o intelectual
o exilado
o deslocado
o dissidente
o mártir simbólico
o amante absoluto

Ele é menos personagem e mais arquétipo existencial.

🔹 Yulia
Não é figura humana comum. Ela representa:
o absoluto
o ideal
o sentido
a redenção
o eixo do mundo
a transcendência
a salvação simbólica
o princípio organizador da existência

Ela é construída como entidade ontológica, não como pessoa.

5. Temas centrais

🧠 Identidade
Nome
linhagem
herança
pertencimento
erro de registro
origem
reconstrução identitária

⏳ Tempo
não-linearidade
simultaneidade
memória cíclica
eternidade simbólica

❤️ Amor
amor absoluto
amor redentor
amor sagrado
amor como salvação existencial
amor como sentido da vida

🏛 Política
autoritarismo
repressão
violência institucional
manipulação histórica
ditadura
controle social

🎭 Arte
arte como resistência
teatro como libertação
poesia como salvação
escultura como transcendência
criação como sentido existencial

6. Simbolismo central

🔹 O nome “PIEKARZEWICZ”

Funciona como:
identidade
herança
destino
marca
estigma
linhagem
memória histórica
símbolo de continuidade

O nome não é nome: é símbolo de existência.

7. Leitura interpretativa

A obra pode ser lida como:
✔ Um romance épico existencial
✔ Uma tragédia amorosa metafísica
✔ Uma alegoria política
✔ Uma distopia simbólica
✔ Um manifesto artístico
✔ Um tratado poético-filosófico
✔ Uma mitologia autoral
✔ Uma cosmogonia literária

8. Função da narrativa

A narrativa não busca contar uma história simples.
Ela busca:

criar um universo
fundar uma mitologia
erguer um sistema simbólico
construir uma cosmovisão
transformar amor em estrutura metafísica
transformar política em alegoria
transformar identidade em filosofia

9. Síntese crítica

“PIEKARZEWICZ” é uma obra sobre a tentativa humana de dar sentido ao caos da existência através do amor, da memória, da arte e da narrativa.

Não é um livro sobre uma história. É um livro sobre:

sentido
existência
pertencimento
redenção
memória
eternidade
identidade
transcendência

10. Definição conceitual

Em termos literários, a obra pode ser definida como:

Uma epopeia lírica pós-moderna, de estrutura metaficcional, que funde amor absoluto, filosofia existencial, alegoria política e estética barroca em um universo simbólico próprio.

11. Frase-síntese interpretativa

PIEKARZEWICZ não narra uma vida.
Não narra uma história.
Não narra um amor.

Ela constrói um cosmos simbólico onde o amor é o eixo do universo, a memória é o tempo, e a identidade é um mito em permanente reconstrução.

Na metade da vida, a gente descobre que o tempo não corre mais para a frente: ele começa a se despedir.

Em algum ponto da vida, percebi que cheguei longe demais para não saber exatamente como cheguei até aqui.

A família é o primeiro alicerce do ser humano. Quando esse alicerce falha, os filhos são forçados a se construir sobre um terreno instável.

Lo que más me encanta
en la vida es el misterio
de la propia vida.

Boaventura Bonfim

A vida é bela

Obrigado, Senhor, 
por ter-me dado 
consciência da beleza 
desta vida!

Boaventura Bonfim

Mais acredito em quem tem fé em Deus do que em quem se arvora em Deus.

              Boaventura Bonfim

(Esta máxima foi publicada, como Bon Mot, na Coluna Lúcio Brasileiro, Jornal O POVO, Fortaleza-CE, quinta-feira 21 de julho de 2016, p. 18)

HINO DA LUZ SERENA.
" Luz que desce mansa sobre o coração.
Clareia o passo. Acalma a aflição.
No silêncio antigo do ser interior.
Renasce a esperança. Cessa o temor."

“Luz que ensina sem nunca ferir.
Mostra o caminho de servir e seguir.
Une as vozes num mesmo sentir.
Faz do amor a razão de existir.”

“Luz fiel que não passa e nem some.
Guarda a alma. Sustém o nome.
Mesmo na noite mais densa e cruel.
Permanece viva. Justa. E fiel. ao infeliz que a abandone. "

“ Vem luz, vem e nos conduza em paz.
Hoje e sempre. Como outrora e jamais.
Pois é quando o espírito aprende a confiar.
É a luz que permanece e ensina a caminhar.”

Inserida por marcelo_monteiro_4

Não gaste energia para destruir o mal, pois a própria energia negativa do mal cuidará disso.

                       Boaventura Bonfim

(Esta máxima foi publicada, como Bon Mot, na Coluna Lúcio Brasileiro - Jornal O POVO, Fortaleza-CE, quarta-feira 27 de janeiro de 2016, p.6)

SOBRE O AMANHECER.
O amanhecer, essa transição solene entre o véu da noite e o advento da luz, ergue-se como um rito silencioso que convoca a alma à meditação. Quando o primeiro fulgor solar fende o horizonte, o mundo parece libertar-se de um longo torpor, e com ele despertam o ser interior e os pensamentos adormecidos. Nesse limiar quase sagrado, somos conduzidos à compreensão íntima do recomeço, não apenas na paisagem que se revela, mas no âmago das emoções que nos habitam.
Basta imaginar-se em um campo aberto, onde as sombras noturnas se retraem lentamente diante da claridade nascente. O ar, ainda fresco, carrega consigo uma promessa antiga, a de que todo início é possível. O amanhecer, então, deixa de ser mero fenômeno físico para tornar-se símbolo existencial. Assim como a manhã sucede a noite, o espírito humano também se vê muitas vezes oprimido por temores, frustrações e anseios acumulados nas horas sombrias da vida. Contudo, quando a luz se insinua, mesmo que tímida, revela-se a possibilidade de retomada e de reconstrução. O amanhecer convida à introspecção e exige uma revisão honesta do próprio caminho.
Há nele uma pedagogia discreta e profunda. Cada aurora recorda o valor dos instantes simples, frequentemente negligenciados, e questiona nossas prioridades, vínculos e aspirações. Tal como o sol que retorna diariamente sem alarde, também o ser humano guarda em si a capacidade de renascer, de enfrentar suas sombras internas e de dirigir o olhar a novos horizontes.
Esse renascimento não se apresenta isento de ambiguidade. Misturam-se a alegria do possível e a dor das memórias, as cicatrizes deixadas por dias antigos e a esperança que insiste em permanecer. O amanhecer nos lembra que cada dia traz desafios inevitáveis, mas também oportunidades silenciosas de amadurecimento. Sua beleza reside justamente na transitoriedade, nessa fragilidade que confere densidade e sentido à existência.
Na quietude da primeira luz, a introspecção torna-se inevitável. O amanhecer questiona sem palavras. O que verdadeiramente valorizamos. Quais sonhos ainda repousam no fundo do coração, abafados pela rotina ou pela ausência de coragem. Ele age como um conselheiro mudo, conduzindo-nos à busca de um significado mais profundo e encorajando-nos a acolher as incertezas do porvir com dignidade e firmeza interior.
Contemplar o amanhecer é permitir-se sentir a solenidade do instante. É reconhecer que antigos fardos podem ser deixados para trás e que novas esperanças podem germinar. À medida que cada raio de sol toca a terra, toca também a interioridade humana, reafirmando a possibilidade permanente de escolher a luz em vez da sombra. Assim, o amanhecer converte-se em emblema de renovação pessoal, oferecendo a cada dia a chance de viver com inteireza, amar com profundidade e buscar a autenticidade com coragem serena.
Nesse delicado jogo entre luz e escuridão, somos lembrados da beleza austera da condição humana e do poder silencioso que cada consciência possui de criar sentido em meio à complexidade da vida. O amanhecer deixa de ser apenas um evento natural e passa a espelhar a jornada interior de todo ser que pensa e sente. E a cada dia que nasce, renova-se também a oportunidade de reconectar-se consigo mesmo, de abraçar a existência com lucidez e de escrever, com sobriedade e esperança, mais um capítulo digno na longa narrativa do espírito.

" Quem escreve desde cedo escreve vidas. "

Inserida por marcelo_monteiro_4

" Vivemos escrevendo vidas imortais. "

Inserida por marcelo_monteiro_4

Entrega Escrita


Com palavras corriqueiras, eternizo-me no teu agora.
Não faço sentido se não estiver escrito.
Lê-me, relê-me.
Lembra de mim quando pegares no papel.
Sou tua folha e tua tinta.

“Existe beleza em não conhecer as cercas religiosas, pois elas são cultura do cárcere.
Existe beleza na falta de crença: Deus não é crença, ele é.
Existe beleza no erro humano, não como falha, mas como autenticidade.
Existe beleza no feio que pintaram sobre ser feliz — escolher o que se deseja é admirável.
Existe horror em se negar.”

Não é o nome da universidade que gera conhecimento nos estudantes. Cada um deve compreender que, para ser um bom estudante, é necessária dedicação, e não a expectativa de que o prestígio institucional opere uma espécie de magia capaz de atribuir saber sem esforço. Em suma, não existe uma “melhor” universidade, no fim, tudo exige entrega e compromisso.
Furucuto, 2026