Pensamentos Mais Recentes
Porque Deus me protegeu me guiou.
Não fiquei a margem do cominho onde me abandonaram,
eu caminhei na direção da luz.
E encontrei meu lugar.
Poetisa do cerrado
Sonia Solange da Silveira
Foram anos de solidão aflição e angústia procurando uma saída e as setas me indicavam caminhos incertos.
E Deus nunca me abandonou.
Cada vez que eu tropesava ele me segurava.
Cada vez que eu quebrava.
Ele me consertava.
Nunca estive só.
Sonia Solange da Silveira
Poetisa do cerrado
Deus está vendo tudo
Deus esta mais perto de ti do que você imagina. Mais perto da sua vida, da sua preocupação e você pensa que ninguém viu que ninguém registrou..o que você sente, o que te preocupa..!
Sonia Solange da Silveira
Ssolsevilha
Poetisa do cerrado
Você nao se desgastou
você se esgotou,
e tem dito a si mesmo..
eu já passei da conta
eu já passei..!.
Sonia Solange da Silveira
Ssolsevilha
Poetisa do cerrado
*Para Dona Célia - 100 anos de luz*
Hoje Cabrália Paulista silenciou,
um sino tocou diferente no céu.
Partiu Dona Célia, aos 100 anos,
gloriosa, vitoriosa, como viveu.
Não foi minha catequista de sala,
mas foi catequista da minha infância inteira.
Com seu terço na mão e fé na alma,
marcou uma geração inteira.
Ah, Dona Célia, que saudade já faz,
do seu sorriso manso, da sua oração.
Queria ter corrido para o último abraço,
ter dito o quanto marcou meu coração.
Você foi igreja, foi casa, foi história,
foi a fé ensinada com amor e com jeito.
Uma mulher que plantou eternidade
em cada criança que passou por seu peito.
Que o céu te receba em festa, Dona Célia,
como você merece, com cantos e luz.
Você nos ensinou o caminho da fé,
agora descansa nos braços de Jesus.
Obrigada por tudo. Você nunca vai embora,
enquanto houver uma criança rezando.
Cabrália te chora, mas o céu te comemora:
sua história será eterna, e seguirá nos guiando.
_Com saudade e gratidão eterna,_
_Uma menina de Cabrália que nunca te esqueceu_
*Mileidi da Janirda*
Em política, costumo dizer que a convergência estratégica dos antagonismos frequentemente se sobrepõe àqueles relacionamentos alicerçados exclusivamente na afeição, na lealdade personalista ou na reciprocidade circunstancial, pois é justamente da primeira que emerge uma zona de intersecção entre antagonismo e conveniência, capaz de reconfigurar substancialmente a correlação de forças.
Acabaram se as lagrimas dos meus olhos, meu coração esta desidratado de tanto chorar.!
Sonia Solange da Silveira
Ssolsevilha
Poetisa do cerrado
O deserto não é para qualquer pessoa, porque o deserto e o casulo de contenção.!
Sonia Solange da da Silveira
Ssolsevilha
Poetisa do cerrado
O universo nao brinca em serviço principalmente quando esta fazendo fachina, limpeza para entregar tudo limpo nas suas mãos então respeite a natureza. Ao invés de arrancar 1 árvore plante três, uma que de frutos, outra que de flores, e outra madeira de lei é certo que
você irá colher muito.
Sonia Solange da,Silveira
Poetisa do cerrado
Todos os que foram antes de mim deixaram uma marca um sim um não, os pros e os contras de uma vida a ser preenchida para não viver no vazio, me ensinaram a lutar pois quando entrei na imensidão do mar nao encontrei o vazio, e sim as ondas que me puxaram para dentro de mim, para ponderar e sentir o medo,tambem me ensinaram a caminhar na terra quente e sentir na pele, a dor. me ensinaram a perdoar muito no seu leito moribundo, me ensinaram a reconhecer meu erros.
E que para desfrutar a abundância eu teria que trabalhar e muito e que herança tem um grande significado, não espere muito tempo, pois também acaba e também passa, pois sim eu passei, por muito mais que muitas pessoas passaram em uma só vida aqui, e aprendi também, a plantar uma semente e acreditar que mesmo na escuridão dos nãos ela germinara se tornará uma árvore bela e frondoza que dará flores e frutos, e depois de tudo, suas folhas irão fertilizar o solo para brotar inundando a primavera de flores.
Sonia Solange da Silveira
A ONÇA DENTRO DE NÓS
Por: Marco Arawak
Há em cada ser humano uma região que não se revela inteiramente à própria consciência. É uma zona anterior às palavras, onde permanecem impressões que não sabemos quando adquirimos, medos que não lembramos ter aprendido, desejos cuja origem confundimos com liberdade e respostas que surgem em nós antes mesmo que tenhamos tempo de perguntar por quê.
Passamos a vida habitando esse território e, paradoxalmente, podemos permanecer estrangeiros dentro de nós mesmos.
Talvez uma das maiores ilusões humanas seja imaginar que nos conhecemos simplesmente porque carregamos conosco, desde sempre, o próprio nome, a própria história e a própria memória. Saber quem somos não é o mesmo que saber de onde vieram as forças que nos constituíram. Há uma diferença profunda entre ser e ter aprendido a ser. Entre aquilo que verdadeiramente escolhemos e aquilo que incorporamos para sobreviver, pertencer, agradar, proteger-nos ou simplesmente continuar caminhando.
A autoanamnese começa quando essa diferença deixa de ser uma abstração e transforma-se em pergunta.
Quem sou eu por trás daquilo que aprendi a ser?
Que parte das minhas convicções nasceu de uma escolha consciente e que parte delas foi herdada, absorvida, imposta ou construída como defesa? Quantas das minhas certezas resistiriam se eu tivesse coragem de investigar sua origem? E quantas das minhas reações pertencem realmente ao presente, quando talvez sejam apenas ecos de acontecimentos que o tempo levou, mas que a consciência ainda não elaborou?
É nesse ponto que entramos no território mais delicado da existência: o encontro entre aquilo que sentimos e aquilo que pensamos.
Antes de existir uma ideia, muitas vezes existe uma sensação. Antes de formularmos um julgamento, alguma coisa em nós já se aproximou ou recuou. O corpo percebe, a memória associa, o instinto responde. Só depois a razão chega, procurando compreender o acontecimento e, não raro, construir uma explicação para algo que já começou a nos mover.
O instinto possui uma inteligência própria. Ele não argumenta; reconhece. Não constrói teorias; responde a sinais. É a herança silenciosa de incontáveis experiências acumuladas no corpo e na memória, uma forma de percepção que frequentemente alcança o perigo, a oportunidade ou a mudança antes que a linguagem consiga traduzi-los.
É nesse sentido que a imagem da onça encontra sua força.
Ela não representa simplesmente a ferocidade que carregamos, tampouco uma natureza selvagem que precisaria ser vencida pela civilização. Representa uma dimensão primordial da existência: aquilo que percebe antes de explicar, que reage antes de justificar, que conhece determinados caminhos sem precisar transformá-los imediatamente em conceitos.
Mas justamente por possuir essa força, o instinto não pode ser confundido com verdade.
Aquilo que sentimos com intensidade não se torna verdadeiro apenas porque foi intenso. O medo pode ser um excelente guardião e, em determinadas circunstâncias, um péssimo intérprete. Uma experiência passada pode ensinar prudência, mas também pode deformar nossa percepção do presente. Uma ferida antiga pode continuar reagindo a acontecimentos que já não possuem a mesma natureza.
É nesse instante que a razão se torna necessária.
Não para destruir o instinto, mas para conversar com ele.
A verdadeira razão talvez não seja aquela que procura calar tudo aquilo que não consegue explicar, mas aquela que possui coragem suficiente para perguntar ao próprio impulso o que ele está tentando dizer. De onde veio esse medo? O que exatamente estou tentando proteger? Por que essa situação me ameaça tanto? Estou respondendo ao que está diante de mim ou ao que alguma experiência anterior me ensinou a esperar?
A pergunta inaugura uma distância.
E nessa distância começa a consciência.
Existe uma diferença decisiva entre sentir medo e ser governado pelo medo; entre sentir raiva e tornar-se instrumento dela; entre desejar alguma coisa e acreditar que todo desejo precisa transformar-se em ação. O impulso pode surgir sem nossa autorização. A escolha, porém, pode nascer justamente daquilo que fazemos depois de reconhecê-lo.
Talvez a liberdade humana resida nesse intervalo quase imperceptível entre o estímulo e a resposta.
É um espaço pequeno, mas nele cabe uma existência inteira.
Ali podemos interromper a automatização da própria vida. Podemos observar aquilo que se levanta dentro de nós sem imediatamente obedecer. Podemos reconhecer o impulso sem confundi-lo com destino. E, sobretudo, podemos descobrir que consciência não significa ausência de forças interiores, mas capacidade de estabelecer uma relação lúcida com elas.
Por isso, a maturidade não consiste em fazer com que a razão esteja sempre à frente do instinto. Seria uma pretensão impossível. Existem momentos em que o corpo saberá antes da mente; existem percepções que chegam sem pedir licença; existem respostas que pertencem a uma camada tão profunda da experiência que nenhum raciocínio poderia substituí-las inteiramente.
A maturidade está em aprender a voltar ao impulso.
Olhar novamente.
Interrogá-lo.
Compreendê-lo.
E então decidir.
A razão, quando verdadeiramente amadurece, deixa de ser uma tirana que pretende governar todos os movimentos interiores e passa a ser uma consciência de direção. Ela não elimina a espontaneidade; oferece-lhe contexto. Não destrói o desejo; investiga sua origem. Não nega o medo; procura distinguir proteção de aprisionamento.
Porque também a razão pode servir àquilo que deseja combater.
Podemos construir argumentos brilhantes para justificar escolhas que já havíamos decidido fazer. Podemos transformar orgulho em princípio, ressentimento em justiça, medo em prudência e conveniência em convicção. O pensamento, quando utilizado apenas para justificar aquilo que já queremos acreditar, deixa de ser instrumento de compreensão e torna-se advogado de nossas próprias ilusões.
Pensar muito não significa compreender profundamente.
Às vezes, pensar é apenas encontrar palavras sofisticadas para não olhar aquilo que nos incomoda.
A autoanamnese interrompe esse mecanismo porque nos obriga a retornar à origem. Ao revisitarmos nossa própria história, percebemos que quase nenhuma reação é absolutamente isolada. Há uma genealogia dos nossos medos, dos nossos desejos, das nossas recusas e até das nossas certezas. Aquilo que chamávamos simplesmente de personalidade pode conter antigas estratégias de proteção. Aquilo que interpretávamos como intuição pode carregar experiências mal elaboradas. Aquilo que acreditávamos ser uma escolha pode ter sido, em algum momento, apenas a alternativa que encontramos para continuar pertencendo.
Conhecer-se, então, não é acrescentar definições ao próprio nome.
É retirar camadas.
É distinguir a voz da experiência da voz do condicionamento. É reconhecer aquilo que herdamos sem necessariamente precisar perpetuá-lo. É compreender que algumas respostas foram úteis para quem fomos, mas talvez já não sejam necessárias para quem estamos nos tornando.
O passado não pode ser refeito.
Mas pode ser compreendido.
E existe uma diferença extraordinária entre essas duas coisas.
Compreender o passado não significa absolvê-lo de tudo nem transformar nossas escolhas anteriores em algo justificável. Significa devolvê-las ao contexto em que aconteceram. A pessoa que fomos possuía os conhecimentos, os medos, os recursos e as limitações daquele momento. Julgá-la exclusivamente com a consciência que adquirimos depois pode produzir culpa onde deveria existir aprendizado.
A memória, quando examinada com honestidade, deixa de ser apenas arquivo e transforma-se em matéria-prima para a consciência.
É assim que o instinto começa a mudar de estatuto dentro de nós.
Ele deixa de ser uma ordem.
Torna-se informação.
Essa talvez seja uma das maiores transformações produzidas pelo autoconhecimento. Não precisamos deixar de sentir; precisamos compreender o que sentimos. Não precisamos eliminar o impulso; precisamos impedir que ele permaneça invisível. Não precisamos expulsar a onça de dentro de nós; precisamos conhecê-la suficientemente para compreender quando sua força está protegendo nossa existência e quando está apenas repetindo uma ameaça que já não existe.
A razão, nesse encontro, não reina sobre o instinto como um soberano sobre um súdito. Ambos participam de uma realidade mais ampla.
O instinto nos ancora no presente imediato. A razão introduz distância. O instinto reconhece sinais; a razão compara possibilidades. O instinto percebe urgências; a razão considera consequências. Um nos aproxima da realidade concreta do momento; o outro nos permite imaginar aquilo que ainda não aconteceu.
Entre os dois nasce o discernimento.
E discernir talvez seja uma das formas mais elevadas de liberdade.
Nem todo medo merece obediência. Nem todo desejo exige satisfação. Nem toda provocação necessita de resposta. Nem toda oportunidade precisa ser perseguida. Nem toda certeza merece permanecer intacta.
A verdadeira força talvez não esteja em reagir com maior intensidade, mas em possuir liberdade suficiente para escolher quando reagir e quando não fazê-lo.
É por isso que dominar a si mesmo não deveria significar dominar a própria natureza. Uma natureza reprimida não se torna necessariamente uma natureza integrada; muitas vezes apenas aprende a esconder-se. Aquilo que negamos não desaparece. Pode mudar de forma, encontrar outras saídas, reaparecer em comportamentos que já não reconhecemos como seus.
A integração é mais difícil do que a repressão porque exige conhecimento.
Exige olhar para dentro sem transformar cada descoberta em condenação.
Exige reconhecer nossa agressividade sem glorificá-la; nossa fragilidade sem envergonhar-nos dela; nossos desejos sem transformá-los automaticamente em direitos; nossos medos sem permitir que eles decidam por nós.
Talvez seja esse o verdadeiro significado da onça dentro de nós.
Não um monstro a ser derrotado.
Não uma força a ser adorada.
Mas uma dimensão da própria natureza humana que precisa ser reconhecida, compreendida e integrada.
A onça não pergunta quem somos. Ela simplesmente existe.
Nós é que precisamos perguntar o que fazemos com aquilo que existe em nós.
E essa pergunta nos devolve à autoanamnese.
Porque investigar a própria história é perceber que somos feitos de camadas: memória e esquecimento, herança e ruptura, instinto e reflexão, necessidade e escolha. Somos consequência de acontecimentos que não escolhemos, mas também somos responsáveis pela maneira como continuamos a interpretá-los.
Não somos autores de tudo aquilo que nos aconteceu.
Mas podemos tornar-nos autores daquilo que fazemos com o que nos aconteceu.
Talvez essa seja a fronteira mais profunda entre condicionamento e liberdade.
Não escolhemos todos os impulsos que surgem.
Não escolhemos todas as marcas que recebemos.
Não escolhemos o primeiro movimento da consciência.
Mas podemos, pouco a pouco, aprender a escolher o segundo.
E talvez seja justamente nesse segundo movimento que comece a verdadeira autoria de uma vida.
Entre a sensação e o significado.
Entre o impulso e a decisão.
Entre aquilo que fomos ensinados a temer e aquilo que finalmente compreendemos.
Entre a onça que reage e o ser humano que observa sua própria reação.
É nesse intervalo que a existência deixa de ser apenas acontecimento e começa a tornar-se consciência.
Talvez conhecer a si mesmo nunca signifique chegar a uma resposta definitiva. Somos seres inacabados, atravessados continuamente por experiências que reorganizam nossa percepção, deslocam nossas certezas e revelam aspectos de nós que antes permaneciam ocultos. A identidade não é uma estátua concluída; é uma construção em movimento.
Por isso, a pergunta mais profunda talvez não seja apenas “quem sou?”, mas:
“O que, dentro de mim, está participando da construção de quem estou me tornando?”
Essa pergunta exige coragem porque retira de nós a comodidade de sermos apenas espectadores da própria história.
Ela nos devolve responsabilidade.
E, com a responsabilidade, a possibilidade de transformação.
A onça continuará dentro de nós. O instinto continuará surgindo antes de muitas explicações. A razão continuará tentando compreender aquilo que a experiência apresenta. O passado continuará deixando rastros. Nada disso precisa ser eliminado.
O que pode mudar é a relação que estabelecemos com tudo isso.
Quando aprendemos a reconhecer o impulso sem nos tornarmos seu instrumento, a memória sem sermos prisioneiros dela, a razão sem transformá-la em máscara e a própria natureza sem precisar negá-la, alguma coisa essencial se modifica.
Já não somos apenas aquilo que nos atravessou.
Começamos a participar conscientemente daquilo que nos tornamos.
E talvez seja essa a forma mais profunda de liberdade: não a liberdade de deixar de possuir uma natureza, mas a liberdade de conhecê-la; não a liberdade de nunca sentir medo, desejo ou raiva, mas a liberdade de não entregar automaticamente a eles o governo de nossa existência.
A onça permanece.
Mas agora sabemos que ela está dentro de nós.
E saber disso muda a maneira como caminhamos pela floresta.
Marco Arawak
O teu lugar não é entre as cinzas do teu passado, mas sim na aurora resplandecente do teu futuro..!
Sonia Solange da Silveira
Ssolsevilha
Poetisa do cerrado
Engana-se quem pensa que o medo organiza alguma coisa. O medo só aterroriza aqueles que o temem..!
Sonia Solangevda Silveira
Ssolsevilha
Poetisa do cerrado
A primeira vista acontece dentro de uma alma que ela tinha certeza que nao ia desabar..
Sonia Solange da Silveira
Ssolsevilha
Pietisa do cerrado
Não tenho uma alma indizível, mas confesso que sempre carreguei um olhar de confissão silenciosa. Meus olhos frequentemente denunciam aquilo que minhas palavras, por mera civilidade, ainda procuram preservar. Tenho ouvidos atentos à exiguidade cognitiva e observo, quase com assombro, a desenvoltura com que alguns transitam pela própria ignorância.
Bons tempos eram os em que os políticos só saqueavam cofres públicos; agora saqueiam as cabeças apaixonadas.
Roubar dinheiro sempre foi uma atividade relativamente simples de compreender: havia um cofre, uma chave, um desvio e, quase sempre, algum rastro.
Já o saque das consciências é uma operação ainda muito mais sofisticada.
Não leva apenas recursos — leva discernimento, senso crítico e, sobretudo, a capacidade de desconfiar de quem promete pensar por nós.
O político que saqueia o erário deixa a conta para a sociedade pagar.
O que saqueia cabeças consegue algo ainda mais valioso: transforma o próprio prejudicado em defensor do saqueador.
A paixão política, quando substitui a reflexão, faz com que a vítima passe a vigiar o cofre em nome do ladrão.
E talvez essa seja a grande perversidade dos nossos tempos: já não é necessário convencer alguém de que determinada ideia é verdadeira; basta convencê-lo de que questioná-la é uma espécie de traição.
A partir daí, qualquer crítica vira ataque, qualquer evidência inconveniente vira conspiração e qualquer contradição é perdoada em nome da “causa”.
O saque perfeito não é aquele em que o ladrão foge levando tudo.
É aquele em que ele permanece no palanque, acena para a multidão e recebe aplausos daqueles que acabaram de entregar a própria capacidade de julgar.
Cofres podem ser reabastecidos.
Orçamentos podem ser recompostos.
Dinheiro, por mais doloroso que seja, pode voltar a circular.
Mas uma consciência sequestrada é outro problema.
Porque, quando alguém entrega a própria cabeça em troca de uma narrativa confortável, já não precisa de um político para roubá-la.
Mas para protegê-la do pensamento por conta própria.
Cada segundo corresponde muito, quando estamos esperando por algo que não está sob nosso controle...
Porém, o que nos move, é a confiança em Deus que tem o controle de tudo e nos
faz saber que não tem a palavra
IMPOSSÍVEL no seu dicionário.
