Pensamentos Mais Recentes
A queda pode interromper nossos passos, mas somente a desistência pode nos impedir de continuar caminhando.
𝑂𝑢𝑡𝑟𝑜 𝑑𝑖𝑎 𝑜 𝑃𝑎𝑝𝑎 𝑒𝑥𝑜𝑟𝑡𝑜𝑢 𝑓𝑜𝑟𝑚𝑎𝑙𝑚𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑎 𝐼𝑔𝑟𝑒𝑗𝑎 𝐶𝑎𝑡𝑜́𝑙𝑖𝑐𝑎 𝑎 𝑟𝑒𝑐𝑜𝑛ℎ𝑒𝑐𝑒𝑟 𝑎𝑠 𝑝𝑟𝑜́𝑝𝑟𝑖𝑎𝑠 𝑓𝑎𝑙ℎ𝑎𝑠 𝑒 𝑐𝑢𝑟𝑎𝑟 𝑠𝑢𝑎𝑠 𝑓𝑒𝑟𝑖𝑑𝑎𝑠 𝑖𝑛𝑡𝑒𝑟𝑛𝑎𝑠. 𝐸𝑙𝑒 𝑒𝑠𝑞𝑢𝑒𝑐𝑒 𝑞𝑢𝑒 𝑚𝑒𝑛𝑡𝑖𝑟 𝑒 𝑒𝑥𝑡𝑜𝑟𝑞𝑢𝑖𝑟 𝑛𝑎̃𝑜 𝑒𝑠𝑡𝑎́ 𝑛𝑜 𝑝𝑙𝑎𝑛𝑜 𝑑𝑒 𝐷𝑒𝑢𝑠 𝑛𝑒𝑚 𝑙𝑖𝑣𝑟𝑎 𝑎 𝑖𝑔𝑟𝑒𝑗𝑎 𝑑𝑜 𝐼𝑛𝑓𝑒𝑟𝑛𝑜.
Dizem que conseguimos as coisas por esforço próprio. Na verdade, as conquistas que adquirimos ocorrem devido a graça de Deus que nos dá a força interior necessária para prosseguir quando o mundo diz não.
Acho surpreendente ter a capacidade de reconhecer que o azul, amarelo e roxo podem se misturar sem causar manchas. A vida é feita de mesclas em todos os momentos. Se misture com elas.
Debbie Villela
O dia em que aprendermos que AGORA é o exato momento de viver, simplesmente seremos felizes.
Debbie Villela
Mariazinha da Praia das Conchinhas 🐚
é a doce menininha,
Erê protetora da linha das águas de Iemanjá,
que traz na pureza do sorriso
o encanto do mar
e a leveza de brincar na areia.
Ode a Mariazinha da Praia das Conchinhas🐚
Óh, pequena dona da praia
e da espuma,
menina-flor
que brinca na beira da maré!
Seus pezinhos descalços
desenham na bruma
o rastro de estrelinhas
que ilumina o meu viver.
Na Praia das Conchinhas,
teu manto é azul
e o teu colar é de nácar
e de pérolas raras.
O vento te embala
num doce lençol,
enquanto as gaivotas
te acenam num ritual de paz.
O tempo suspende a pressa
e o choro,
quando ouve o teu canto
de brisa e mar,
se desfaz.
O que o quebra-mar traz
é o tesouro no teu amor de criança
que vem me acalentar e alegrar.
Guardiã das conchinhas,
estrela pequenina,
doçura que alivia qualquer dor
ou pesar, faz dengo manhoso
e tira o penar
trazendo a benção de Iemanjá.
Salve a tua meiguice,
salve a tua pureza,
que enche de encanto
a minha caminhada!
Mariazinha, doçura e beleza,
eterna companheira
da minha caminhada.
Gratidão por ser a minha menina Guardiã! ❤
✍@MiriamDaCosta
💚Ode ao Caboclinho da Mata 🏹🌳
Oh pequeno guerreiro das folhas sagradas🌿
Erê Caboclinho da Mata!
Esta ode celebra a tua doçura pura,
a tua risada
que ecoa no coração das florestas
e a força oculta
em tuas pequenas flechas de brinquedo.
Que a tua alegria guie meus passos,
limpe e ilumine os meus caminhos.
Oh Caboclinho da Mata!
Nasceu no colo verde da Jurema,
criança linda, força de Oxóssi, o caçador.
Teu canto é a mais pura e doce gema,
que cura a minha alma
de qualquer dor.
Pequeno indiozinho de cocar,
que corre descalço
pela floresta e no chão do terreiro,
vem com o teu arco de brinquedo
flechar toda a tristeza
que assombra o mundo inteiro.
Tens a sabedoria da mata antiga,
mas a leveza de quem só quer brincar.
Tua doçura é minha corda amiga,
tua alegria faz o peito clarear.
Protetor dos bichos e da mata viva,
Guardião dos segredos de cada folha,
tua energia é luz que me cativa,
Na corrente de amor
que a Umbanda acolhe.
Bebê água de coco e pede fruta.
Oh menino flexeiro,
guloso de goiaba!
Gira no vento com o teu axé,
pequeno grande guia
que na minha luta,
sustenta e renova a minha santa fé.
Salve a tua pureza!
Salve a Jurema!
Salve a Umbanda!
Salve o Caboclinho que me traz a paz!
Teu nome é luz no mais lindo poema,
e o bem que tu plantas
não se seca jamais.
Okê Arô, meu Caboclinho querido!
Salve o teu arco e flexa!
Salve a tua floresta!
Salve a Ibejada!
Gratidão por ser o meu menino Guardião! 💚
✍@MiriamDaCosta
Reconectar-se consigo mesmo é sair do modo de sobrevivência e voltar a viver com presença, autenticidade e sentido.
“Vivo no inferno da minha própria consciência. Houve um tempo em que habitar meus pensamentos era uma experiência prazerosa; hoje, porém, parece que dentro de mim se instaurou uma guerra. O que antes era refúgio tornou-se confronto, e aquilo que um dia me proporcionou paz passou a exigir de mim uma batalha diária contra meus próprios pensamentos.”
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O Café das Quintas
Quando a amizade vira caminho
Existem encontros que acontecem por acaso e outros que, com o tempo, parecem ter sido preparados pela própria vida. O Café das Quintas 60+ é um deles. Começou como uma simples reunião entre amigos e acabou se transformando em um espaço de histórias, lembranças, opiniões, brincadeiras e muitas risadas. Ali, cinco homens descobriram que envelhecer pode ser muito mais agradável quando existe uma boa mesa e amigos dispostos a conversar.
A idade não é o que importa. O essencial é o respeito. O grupo é formado por Alfredo, Ângelo, Sveraldo, Valle e Nino: três estão na casa dos sessenta, um na dos setenta e outro na dos oitenta. Há dois engenheiros civis, um advogado, um professor e um administrador. São cinco histórias de vida e cinco maneiras diferentes de enxergar o mundo. Dois têm tendências progressistas e três, tendências conservadoras, mas todos sabem que uma amizade vale muito mais do que uma opinião. Podem discordar, argumentar e até tentar convencer uns aos outros, mas ninguém precisa pensar igual para continuar sentado à mesma mesa.
Toda quinta-feira, a partir das dezesseis horas, o encontro acontece na Padaria Pão do Bairro, na Rua São Paulo, esquina com a Rua Treze de Maio. Quando chegam, os semblantes já revelam a alegria pela reunião. Durante algumas horas, as preocupações ficam do lado de fora, enquanto a mesa se transforma em ponto de encontro para falar da vida, da cidade, das lembranças e, inevitavelmente, do futebol.
Dois são santistas, um é palmeirense e dois são corintianos. O palmeirense é o provocador oficial do grupo e gosta de lembrar os muitos títulos conquistados pelo Palmeiras. Entretanto, quando o assunto chega ao Mundial, os outros quatro encontram uma oportunidade para devolver as provocações. O debate dura alguns minutos, mas termina sempre em risadas. Afinal, naquele grupo, ninguém quer ganhar a discussão; quer apenas garantir assunto para a próxima quinta-feira.
Há também o amigo português, que é alvo permanente das brincadeiras. Todos são descendentes ibéricos, mas ele é o único ibérico de nascimento. O palmeirense costuma perguntar: “Como é possível um português ser casado com uma pessoa que sempre foi a número um da classe e só tirava dez?” A pergunta provoca risadas, inclusive do próprio português, que leva a brincadeira para casa e conta tudo à esposa. Ela também ri. Assim, uma piada que começa na padaria acaba envolvendo a família inteira.
As conversas também percorrem o passado. Falam sobre São Carlos, sobre pessoas ilustres da cidade, sobre amigos, acontecimentos antigos e o futebol dos tempos de Pelé. Uma lembrança desperta outra, e, sem perceber, os cinco viajam no tempo. É uma peregrinação diferente: não exige mochila, botas ou quilômetros percorridos. Basta uma memória.
Na mesa, o cardápio é simples: uma garrafa de água com gás de um litro e cinco cafés, sendo um carioca, bem fraquinho. E existe uma regra não escrita: a água é coletiva, mas cada um cuida do próprio café. Afinal, a amizade é grande, mas ninguém pretende transformar uma reunião de amigos em um banquete!
Às 17h35, o telefone do português desperta. É hora de buscar as duas netinhas. Nesse momento, os quatro companheiros começam a rir, como quem diz: “Vai, português! É melhor ir logo, senão você vai apanhar da sua esposa!” Ele se despede e segue seu caminho, enquanto os demais ficam guardando histórias para a próxima quinta-feira.
É assim que termina mais um encontro. Ou talvez não termine. Algumas amizades continuam depois que a mesa fica vazia: permanecem nas lembranças, nas piadas, nas mensagens e na expectativa pelo próximo encontro. Ao longo de seus caminhos, o Peregrino Nino Carneiro aprendeu que caminhar não significa apenas colocar um pé diante do outro. Significa também encontrar pessoas, dividir experiências e deixar um pouco de si em cada encontro.
Por isso, o Café das Quintas 60+ deixa uma lição simples: amizade também precisa de espaço na agenda. Quem tem amigos não deveria esperar que o acaso os reúna. Pode escolher um dia, uma praça, uma padaria ou uma mesa qualquer e começar. Não importa a idade, a profissão, o time ou a maneira de pensar. O que importa é sentar-se, conversar e rir.
Porque, quando os anos passarem, talvez ninguém se lembre exatamente de quanto custou aquele café. Mas certamente se lembrará das histórias, das brincadeiras e das pessoas que estavam à mesa.
Para o Peregrino, existem caminhos que se percorrem com os pés e outros que se percorrem com o coração. O caminho da amizade é um deles. Não possui placas, quilometragem ou linha de chegada. É feito de respeito, companheirismo, lembranças e risadas.
E talvez seja justamente por isso que algumas das melhores caminhadas da vida aconteçam sem que ninguém precise sair do lugar.
Peregrino Nino Carneiro
A nova geração fala em ganhar dinheiro, mas dinheiro não se ganha, se conquista, com muito trabalho e suor, seu ou dos outros!
Enquanto uns passam o tempo malhando para conquistar um tanquinho, meu passatempo é encher o tanque e já adquiri uma lavanderia!
É melhor banquetear em pratos de barro e folhas de bananeira do que comer migalhas servidas em baixelas de prata e louça chinesa!
Alguns sonham acordados porque a noite traz pesadelos; já outros anseiam pela noite para dormir e fugir dos pesadelos do dia!
