Pensamentos Mais Recentes
Estrelas tão distantes, luminosas, lindos corpos celestes, constelações radiantes maravilhosas que nos versos, resplandecem.
"Sou resultante da superação. De vários eventos que sobrepujei.
Nada é fácil, e em cada cicatriz houve somatório de várias palavras que me ensinaram a lidar com dor, decepção e com o maldito silêncio de quem eu nunca esperei. Meus desejos, minha necessidades. Mas continuo a seguir os rastros do invisível."
A vida não é só sobre o que dá certo, mas sobre o que aprendemos quando algo não sai como o esperado.
– Jess.
Nossa, que coincidência incrível o único "deus verdadeiro" ser justamente o da cultura onde você nasceu. Parabéns por ter ganhado na loteria espiritual da geografia!
Não foi o inimigo que me quebrou,
foi quem jurou ficar.
As feridas que carrego
não vieram da guerra,
vieram do amor usado como faca,
de palavras que entraram sorrindo
e saíram rasgando.
Meu coração
não tem cicatrizes de ódio,
tem cortes de afeto mal usado,
tem marcas de quem entrou como abrigo e saiu deixando escuridão.
Aprendi tarde:
algumas pessoas não matam o corpo, matam a luz.
E essa morte
não deixa sangue…
deixa ausência.
O Banquete do Vazio - Vinicius Monteiro Tito
Garras de breu rasgam o tecido do nada,
Onde o éter sangra um silêncio corrosivo;
Não são aves que circundam a mente estraçalhada,
Mas o próprio tempo, esse verme faminto e vivo.
O céu não escarnece — ele é um olho cego e oco,
Refletindo o vácuo que a alma insiste em parir.
A alegria morta é um espectro que quebra o pescoço,
Forçando o olhar para o horror que está por vir.
Demônios não esperam; eles já habitam a medula,
Costurando o luto no que ainda nem nasceu.
A loucura não é nuvem, é o oceano que anula,
Onde o "eu" se afoga no que Deus esqueceu.
Lá embaixo, onde a luz é um mito sepultado,
O espírito é o banquete, a fome e o altar.
Condenado a ser, em um eterno agora gelado,
A própria ruína que não cansa de desabar.
Tenho medo, amo por isto.
Tenho medo, temo por isto.
Tenho medo, vivo por isto.
Isto é distante, isso é tão perto do medo.
Não basta existir, quero viver, mas quando vivi percebi que isto é existir, nada que faço valerá viver, viver é perfeição que deixo para trás quando penso que não vivo.
Percebo que a vida é pequena, quando reduzo seu valor a nada.
Um curto segundo em uma eternidade, não me faz sentido que o que faço neste segundo me condene pela eternidade, mas percebo... Este é o valor de uma ação.
Um erro não vale uma vida, vale o infinito.
Sofro neste inferno sem ter amado o suficiente, vivo no céu por apenas ser amado.
Ser e ter.
Sou, mas não me tenho.
Não me torno especial por saber isto, tão curta me é a vida.
Sou um inseto? Não posso, sua vida vale muito para mim.
Sou um nada? No nada mora um tudo.
O que sou afinal?
Nunca saberia, nunca me permitiram pensar.
Morrerei sendo um número, um número em um infinito de números.
Para quem não tem dinheiro uma moeda vale muito, sei o valor de minha vida, mas em bilhões não tenho valor algum.
Sua vida nada vale a minha visão, sou única por ser egoísta.
Ai que mora minha vida, minha espada que derrota seu pensamento, sou egoísta, amo minha vida, por esta moeda ser apenas minha, e isto me faz cruel, é meu dinheiro, sua posse me trás triste por não poder compartilhar, posso emprestar minha vida?
Não posso dividir, nunca posso dividir por 0...
Não posso compartilhar meu vazio.
Não posso compartilhar o que não sei.
Sinto muito por isto.
"Mudei, amadureci, me afastei.
Me tornei solitário.
Na verdade,
busquei o remédio para alma.
A tranquilidade interior.
A paz."
É o que é...
Se for uma escolha, filtra,
Se deixar ouvir, encanta,
Se vai ficar, abraça,
Se quer tocar, aqueça.
Estou sempre em primeiro lugar de competições de aterrissagem em simulador profissional Android, se um piloto faz o que Tom Cruise fazia no filme Top Gun, ele despedaça o jato no ar!
O Ofício de Tornar-se
Não é um lugar de homens prontos.
É um espaço de homens em construção.
Aqui, a riqueza não se mede pelo que se possui, mas pelo que se transforma.
É um processo silencioso, feito de auto lapidação, onde o caráter é trabalhado com paciência, disciplina e constância.
No início, aprende-se mais a ouvir do que a falar.
As palavras vêm depois. Antes delas, a escuta. Antes do discurso, a presença. Porque só compreende quem aprende a permanecer.
Com o tempo, passa-se a acompanhar.
Ainda não se está completo, nem se detém a totalidade das responsabilidades. O caminho exige preparo e maturação. Cada avanço acontece no tempo certo, nunca por impulso.
Ninguém chega acabado.
Chega em estado de construção, trazendo limites, contradições e aprendizados inacabados. Não se trata de superar outros, mas de buscar coerência consigo mesmo.
O tempo revela algo essencial:
quanto mais se aprende, mais se reconhece o quanto ainda há a aprender. Não se formam certezas rígidas, mas uma postura de constante aperfeiçoamento.
Não se trata de reprimir, mas de ordenar.
O que antes conduzia passa a ser conduzido.
E assim, o caminho segue adiante, com equilíbrio e consciência.
É um espaço humano e, portanto, imperfeito.
Ainda assim, sustenta-se por um compromisso fundamental: o de aprimorar o indivíduo antes de qualquer pretensão externa. O progresso começa no interior e se reflete, naturalmente, no entorno.
Estar ali exige coerência.
O que eleva encontra sustentação.
O que não se sustenta por si mesmo perde força.
Nada é imposto; tudo é assimilado pelo exemplo.
Não é fé dogmática, nem rito vazio.
É uma filosofia vivida, aplicada no caráter, nas escolhas e na forma de atravessar o mundo.
Não se professa crença cultiva-se postura.
Não se impõe fé constrói-se consciência.
A prática do bem não busca visibilidade.
O aprendizado não se impõe.
E o avanço não acontece por pressa, mas por constância.
Não se busca perfeição.
Busca-se disposição para o aprimoramento contínuo, com responsabilidade sobre os próprios atos e respeito ao caminho alheio.
No fim, compreende-se:
não é sobre pertencer a um lugar, mas sobre sustentar princípios, independentemente de onde se esteja.
Porque antes de ser, já se estava em processo.
Não por escolha ocasional, nem por mérito exibido,
mas por compromisso íntimo com uma forma reta de caminhar.
Quando uma mulher quer impressionar as amigas desprezando um homem, ela simplesmente é ainda apaixonada por ele, do contrário, nem se importaria!
A cru maneira de dizer:
Religião alguma comanda como os céus contatam o homem, realizam milagres, nem mesmo as alturas, dependem dessas religiões para existirem.
"Poderia lembrar os momentos em que meu coração disparava ao encontrar sua face? Conseguiria além de vê-lo dizer mais que um “Bom dia”? "
- Bameyu (parte retirada de um texto maior)
Há fases da vida em que o lar, que deveria ser abrigo, transforma-se em tribunal. Não há juízes declarados, mas toda palavra que pronuncio parece já nascer culpada. No casamento e dentro de casa, descubro que o silêncio não é ausência de voz, é defesa. Falo e recebo o contra-ataque; calo e sou acusado de indiferença. Assim, aprendo a arte amarga de medir frases como quem pisa em vidro.
Percebo então que não estou amordaçado por cordas visíveis, mas por expectativas alheias. Cada pessoa carrega sua dor, seu cansaço, sua verdade parcial, e todas colidem no mesmo espaço estreito. O conflito não nasce do que digo, mas do que o outro escuta a partir das próprias feridas. Em casa, a palavra raramente é apenas palavra: ela carrega histórias, frustrações e cobranças antigas.
Nessas fases, amadurecer não é vencer debates, mas compreender limites. Nem toda reação é ataque, nem todo silêncio é covardia. Às vezes, resistir é escolher o momento certo de falar; outras vezes, é reconhecer que não serei entendido agora. Aprendo que liberdade interior não depende de aplauso doméstico, e que dignidade também mora na escuta de si mesmo.
Talvez a maturidade seja isso: aceitar que amar inclui desencontros, e que a minha voz não precisa gritar para existir. Mesmo quando amordaçado por circunstâncias, continuo responsável por não deixar que o silêncio me transforme em alguém que não sou.
No afastamento, as consequências, as súplicas, a indiferença,
Nos ombros, a violência, a raiva, o descontrole,
Na entrega, a guarda baixa, os ouvidos tampados, o cansaço,
Na reza, ossos partidos, o castelo destruído.
O erro dos candidatos a messias religiosos atuais, ou supostos iluminados da última era, é pateticamente sempre o mesmo:
Buscar o Apartheid religioso, defendendo que só uma linha religiosa seria a dona da verdade, sendo que o caráter e a boa índole salvam, a religião, quase nunca!
A morte é simplesmente o fim.
Ela não transforma, não conduz, não prepara.
É o encerramento total do ciclo,
o ponto em que nada mais se prolonga.
Não há caminhos ocultos,
nem sentidos posteriores a serem buscados.
A morte existe para fechar,
para afirmar que tudo o que tinha tempo
chegou ao seu término.
Reconhecer isso não é negar a vida,
é aceitar que todo ciclo
se encerra exatamente onde termina.
Na gaveta...
Na gaveta aberta a desenhos guardados e caixinhas de surpresas,
Os remédios não pedem licença para serem tomados,
O fardo e a maré tem suas semelhanças, pois são profundos e sem limites,
A gaveta está aberta, ser adulto é uma crença de muitos mitos e uma miudeza das sombras da realidade na frente de uma pequena vela acesa.
