Pensamentos Mais Recentes
“Quem escolhe amar navega por águas desconhecidas, porque o amor verdadeiro não oferece um mapa para todas as tempestades, mas ensina a navegar quando elas chegam.”
É curioso
O amor é curioso,
No meio da multidão ele enxerga o próprio reflexo,
Ele produz reações, se inflama,
O desejo vêm, a urgência de almas acontece,
O coração grita, os olhos obedecem,
O encontro de dois selvagens prontos para serem domados por um sentimento puro.
Tudo nada
Demétrio Sena - Magé
Sintonias não vingam como flor do campo;
quero crer no que sinto sob o meu silêncio,
quando acampo em teus olhos ocultos nos meus,
pra não sermos flagrados pelos próprios rostos...
Mas não tendo a temer, pois não temos intentos,
eu me deixo notar sobre o pólen do encanto
espalhado nos ventos ao nosso redor
e depois concentrado em um canto profundo...
Gosto mais de você do que me deixo estar,
sem pensar no que sinto nem temer sequelas,
como sei que não posso romper em mim mesmo...
É apenas um tudo que a nada conduz,
não há cruz contra espada pra tornar dilema
nem é sonho que possa escapar de si mesmo...
... ... ...
Respeite autorias. É lei
“Os corajosos enfrentam a verdade. Os inteligentes compreendem suas consequências. Os tolos apenas seguem felizes por não saberem.”
O
Brasil
carece
de
Homens
Incomerciáveis.
Homens que não tenham preço — não porque sejam moralmente perfeitos, mas porque tenham descoberto que há coisas que não se vendem.
A consciência, por exemplo.
A palavra empenhada.
A dignidade de dizer não quando todos ao redor já descobriram quanto custa um sim.
Vivemos tempos sombrios em que quase tudo parece negociável.
Convicções mudam conforme o vento, princípios ganham cláusulas, lealdades têm prazo de validade e a verdade, não raro, é tratada como mercadoria: vale mais quando convém e menos quando contraria interesses.
É nesse ambiente que o Homem Incomerciável se torna uma espécie muito rara — e, por isso mesmo, muito incômoda.
Ele não precisa ser um herói…
Basta não aceitar a lógica segundo a qual quase toda posição tem um preço e quase toda consciência pode ser alugada.
Nem trocar sua independência por aplausos, sua coragem por cargos, sua honestidade por vantagens ou seu silêncio por conveniências.
O Homem Incomerciável sabe que poder nenhum é suficientemente grande para comprar aquilo que ele considera inegociável.
E talvez seja justamente por isso que ele incomode tanto: porque sua existência desmente a famigerada ideia de que todos têm preço, que todos podem ser comprados, seduzidos, constrangidos ou domesticados.
Um país não se degrada apenas quando seus governantes erram.
Degrada-se também — e muito — quando seus cidadãos aprendem a negociar aquilo que deveriam defender.
Quando a indignação passa a depender de quem pratica o abuso.
Quando a moral se torna seletiva.
Quando a coragem desaparece justamente no instante em que ela deixa de ser conveniente.
O Brasil não precisa apenas de homens que saibam vencer disputas.
Precisa de homens que saibam perder sem se vender.
Porque há derrotas honrosas e vitórias miseráveis.
Há posições que custam caro demais para serem ocupadas e silêncios que custam caro demais para serem mantidos.
No fim, talvez a verdadeira liberdade comece aí: no momento em que alguém descobre que pode perder quase tudo sem precisar perder a si mesmo.
É desse tipo de Homem que o Brasil carece.
Homens que tenham preço para quase tudo — menos para a própria consciência.
Noite no lago
O lago, a neblina e o rio,
A ponte, a cabana e o lobo solitário,
Os sussurros, os uivos e os medos,
A noite, a solidão e a lamparina como fonte de luz,
A floresta densa, o outro lado do rio e os olhares atentos do lobo,
A lua escondida, a ponte sombria, uma luz no meio da neblina,
A floresta grita, correria insana na ponte, a lamparina cai,
O medo chora, a cabana está vazia, o lobo uiva alto,
A lua aparece, a neblina some, os sussurros cessam.
"Não invista a sua energia em quem não inspira a sua evolução. Onde não houver reciprocidade e incentivo para vencer, não se demore. Priorize quem caminha ao seu lado na mesma intensidade, e que juntos possam crescer, evoluir e prosperar."
Raphael Denizart
“O Doce Lugar Onde os Livros Moram”
Eu morava em Macabéa, no Beco dos Milagres, e fique sabendo: Meus Passos Vêm de Longe. Talvez venham de um lugar onde os homens aprendem cedo que a vida é maior do que a estrada que conseguem enxergar e que, para atravessar certas distâncias, basta abrir um livro e aceitar o risco de nunca mais voltar sendo o mesmo.
Foi assim que um dia encontrei Dom Quixote. Vi aquele homem magro levantar sua lança contra os moinhos e compreendi que há uma espécie de dignidade reservada aos que ainda ousam lutar contra aquilo que o mundo inteiro já aceitou. Chamaram-no de louco. Talvez fosse. Mas desde então desconfio que algumas loucuras são apenas sonhos que se recusaram a aprender a linguagem da resignação.
Continuei andando.
Entrei no Grande Sertão: Veredas e descobri que o sertão não termina onde acaba a terra seca. O sertão entra no homem. Tem encruzilhadas, medos, demônios e perguntas que nenhuma estrada responde. Foi ali que encontrei também o Burrinho Pedrês e atravessei Campo Geral, percebendo que Guimarães Rosa sabia uma coisa que poucos sabem: até o silêncio de um bicho pode contar a história inteira de um homem.
Mais adiante encontrei Vidas Secas. E aquelas vidas me ensinaram que a fome também possui linguagem, embora quase nunca tenha voz. Vi homens, mulheres, crianças e uma cachorra atravessando uma terra onde até a esperança parecia precisar economizar água. Depois entrei n’O Cortiço e encontrei outro Brasil: apertado, barulhento, desigual, fervendo de desejos, misérias, preconceitos e sobrevivências. Ali compreendi que algumas casas possuem paredes, enquanto outras possuem destinos.
Mas continuei.
Porque meus passos vêm de longe.
Passei pela Memória do Cárcere e descobri que existem grades capazes de prender o corpo sem conseguir aprisionar o pensamento. E foi talvez por isso que, quando encontrei A Rosa do Povo, compreendi que a poesia também pode nascer no meio do concreto, da guerra, do medo e da injustiça. Há rosas que não foram feitas apenas para perfumar. Algumas nascem para incomodar o mundo.
Carreguei comigo O Livro dos Abraços, porque depois de tantas dores precisava acreditar que a humanidade ainda cabia no gesto de dois braços. Mas Eduardo Galeano não me deixou descansar por muito tempo. Abriu diante de mim As Veias Abertas da América Latina, e eu vi um continente belo sangrando através dos séculos: ouro, prata, terra, suor, povos e sonhos atravessados pela cobiça. Percebi então que há feridas que pertencem a uma pessoa e outras que atravessam gerações inteiras.
Foi nessa caminhada que encontrei O Santo e a Porca e aprendi a rir das contradições humanas, porque Ariano Suassuna sabia que até nossa miséria pode carregar graça, esperteza e uma profunda vontade de continuar vivendo. Depois veio A Cabeça do Santo, lembrando-me de que o extraordinário às vezes escolhe justamente os lugares esquecidos para acontecer.
Mas houve um livro diante do qual precisei diminuir os passos.
O Avesso da Pele.
Porque existem histórias que não pedem apenas leitura. Pedem consciência. Há peles sobre as quais o mundo escreveu violências antes mesmo de perguntar o nome de quem as carregava. E quando viramos essa pele pelo avesso, encontramos memória, identidade, amor, ausência e uma humanidade que tantas vezes tentaram reduzir à aparência.
Então compreendi por que havia caminhado tanto.
Eu não estava procurando o final de nenhuma história.
Estava procurando pedaços de mim.
Um pouco de mim ficou com Dom Quixote diante dos moinhos. Outro atravessou as veredas do grande sertão. Uma parte sentiu sede com as Vidas Secas, outra espiou pela janela d’O Cortiço. Fui prisioneiro por algumas páginas na Memória do Cárcere, segurei A Rosa do Povo entre as mãos, recebi O Livro dos Abraços contra o peito e senti correr diante de mim As Veias Abertas da América Latina.
Ri com O Santo e a Porca. Escutei os mistérios d’A Cabeça do Santo. Toquei, com cuidado, O Avesso da Pele. Atravessei Campo Geral ao lado de um Burrinho Pedrês e, depois de tanta terra, tanta gente, tanta dor e tanta beleza, cheguei aos Contos do Mar sem Fim.
Foi quando finalmente entendi:
eu nunca morei apenas numa casa.
Passei por Macabéa e pelo Beco dos Milagres. Cruzei sertões e veredas, conheci o cortiço e senti de perto as paredes do cárcere. Andei entre santos e porcas, colhi rosas, recebi abraços e encontrei homens, bichos, loucos e retirantes pelo caminho.
No fim, descobri que minha verdadeira morada sempre esteve nas páginas.
E fique sabendo, caso algum dia encontre minhas pegadas entre um livro e outro: meus passos vêm de longe.
Vêm de todos os escritores que me emprestaram seus olhos para que eu pudesse enxergar um pouco além dos meus.
Porque existem livros que a gente lê e coloca de volta na estante.
Mas existem outros que fazem justamente o contrário:
abrem a gente,
entram devagar,
e passam o resto da vida morando em nós.
“existem livros que a gente lê… e outros que passam o resto da vida morando em nós”
Um robô da Tesla segura a placa da corporação e a bandeira americana ao mesmo tempo em que alienígenas constroem um rosto em Marte. A primeira nave movida por ventos solares busca o pôr do sol num futuro próximo. Este capítulo será creditado aos clones e aos transhumanos aprimorados geneticamente, ativos para olharem para outros céus e terem a certeza de que a humanidade mudou. Mesmo assim, continuamos a existir em volta da fogueira alucinada dos deuses místicos e ancestrais, guiados pelos xamãs de cada era.
DAS PRENDAS DO LAR.
SEJA PONTUAL
SEJA ASSÍDUO
PARA O TRABALHO.
POIS É ELE
QUEFAZ O TEU LAR
PROSPERAR O CAMINHO.
Pega visão, está Vida é muito curta,
Só tem dois dias...
1°dia em que nascemos.
2°dia em que morremos.
Lembra te que respeito gera respeito.
Paz e amor é mais importante.
Dizem que chorar é para os fracos, mas fraco é quem tranca as janelas da vida com medo de que o vento mude as coisas de lugar.
O QUE NÃO VOLTA ATRÁS
Essas coisas não voltam atrás:
o tempo, a vida, a palavra lançada
e a oportunidade perdida.
Portanto, tenha mais cuidado hoje com o que você faz,
para não prejudicar ninguém.
Cuide de como está vivendo,
atente-se àquilo que vai falar
e valorize as únicas oportunidades que você tem.
DAS PRENDAS DO LAR.
O CASAL QUE TEM UM LAR
APRAZÍVEL E REPEITOSO.
ESCREVE UM BOM CAMINHO
E EXEMPLO PARA OS OUTROS.
DAS PRENDAS DO LAR.
A PIA DE UMA COZINHA
NUNCA É UM DEPOSITO
DE LOUÇAS JOGADAS.
LAVE AS LOUÇAS DA PIA
DA SUA CASA.
