Pensamentos Mais Recentes

Quando o pecado for extravagante
 e te deixa uma pessoa estouvado, então não avizinhe a mão  com o nariz no inferno.

Inserida por GigueiraPoesias

A crença existe onde não há certeza absoluta.

Macacos que vivem pulando de galho em galho jamais apreciarão a floresta.

Sial
Combinação 
de sílica 
e  de alumina.⁠
E constitui 
a crosta Terrestre 
É a capa  de matéria 
solidificada
que 
Cobre 
o Magma

Que a pressa do mundo nunca nos roube a calma de existir.

O Espírito Santo habita em você.
mas também habita fora.
Por isso, não despreze a casa de Deus.


#1Co6_19 #1Co3_16

Sima 
É a zona
 da Terra 
que fica 
abaixo do Sial.
É formada 
em grande parte
 de Silicatos.
Predominando 
o magnésio 
e  o ferro.
E o Sima 
emerge_se 
nos fundos 
oceânicos

"A natureza não tem pressa, mas nada fica inacabado; ela não pede licença para crescer e rasga a calçada para mostrar quem governa o chão."

quem vive de superficialidade nunca terá a chance de ser uma pessoa de verdade

Por opção, renunciou ao palco e foi para a platéia; virou espectador. No início, ficou na primeira fila, mas com o passar dos anos, na última. Como sempre foi coadjuvante, administrou o anonimato numa boa. Esquecimento dos fãs foi natural, mas o dos colegas e amigos, doeu. Não reclama; era o contexto esperado pela sua opção, e o mundo é feito de opções, exceto ficar órfão do amor. Vive como os passarinhos vivem. Seu cotidiano: contemplar o universo pela janela. E o que restou do último ato: ainda sorri.

O que vem do mal é belo, mas o que faz é feio. Apresenta-se como os desejos mais profundos e secretos. Conquista e seduz. O envolvimento parece perfeito, mas é sujo. Cuidado, não se espante e seja corajoso; aprenda! Não chegue perto e, se o escutar, não dê ouvidos. Agarre-se à fé e à Palavra. Seja forte em Deus. Permaneça no caminho e não se desvie, pois, se foi escolhido por Deus, aí está a sua nobreza.
Rosinei Nascimento Alves
Ótimo dia!
Deus abençoe sempre. 🙏🏾
Tenhamos fé!

Capítulo XI. A Voz que Não se Curva.
Madre Agnès permaneceu alguns instantes em silêncio. O crepitar tênue da lamparina era o único som que preenchia a estreita cela de pedra. Diante dela encontrava-se aquela jovem de aspecto delicado e, ao mesmo tempo, revestida de uma firmeza pouco comum entre as noviças.
"Tu és tão jovem, minha menina. Que fizeste para encolerizar os homens deste monastério?"
Cladissa ergueu lentamente o rosto. Seus olhos, embora marcados pelo cansaço do cárcere, possuíam a serenidade daqueles que já atravessaram as grandes tormentas da alma.
"Nada fiz contra Deus, Madre. Apenas recusei-me a silenciar diante dos homens."
A religiosa aproximou-se.
"Conta-me."
Cladissa pousou as mãos sobre o hábito desgastado.
"Nasci nas colinas da Úmbria, entre camponeses simples. Fui entregue ainda criança ao convento para ser educada nas Escrituras e no labor. Cresci copiando manuscritos, cuidando dos enfermos e distribuindo pão aos necessitados. Durante anos ninguém pronunciou meu nome além destes muros."
Ela interrompeu-se por um instante.
"Então vieram os tempos sombrios."
A chama da lamparina oscilou.
"Senhores feudais disputavam terras, reis exigiam tributos impossíveis, e o povo sofria. Vi homens regressarem mutilados das guerras. Vi mães venderem os poucos bens para alimentar os filhos. Vi sacerdotes piedosos chorarem em segredo, incapazes de aliviar tanta miséria."
Madre Agnès escutava atentamente.
"Certa noite, durante minhas orações, compreendi que a fé não fora dada apenas para consolar os aflitos, mas também para recordar aos poderosos seus deveres diante do Altíssimo."
"Que fizeste então?"
"Falei."
Cladissa pronunciou a palavra sem hesitação.
"Percorri aldeias próximas ao mosteiro. Exortei os camponeses a não perderem a esperança. Disse-lhes que Deus não abandonara os humildes. Repreendi soldados que saqueavam celeiros. Admoestei clérigos que transformavam o sagrado em instrumento de ambição."
A anciã empalideceu.
"Filha, compreendes o perigo de tais palavras?"
"Compreendo agora."
Cladissa fitou a pequena janela gradeada.
"Logo começaram os rumores. Diziam que uma jovem religiosa falava com excessiva autoridade. Alguns afirmavam que eu perturbava a ordem estabelecida. Outros acusavam-me de insuflar os pobres contra seus senhores."
"Foi então que foste presa?"
"Não imediatamente. Primeiro fui interrogada. Exigiram que negasse tudo o que ensinara. Ordenaram que confessasse ter sido enganada por ilusões e que me submetesse sem questionamentos."
Ela voltou-se para Madre Agnès.
"Perguntaram-me repetidas vezes se eu me arrependia de ter dito que nenhuma coroa terrestre está acima da justiça divina."
"Que respondeste?"
Cladissa permaneceu ereta, apesar das correntes.
"Respondi que, se tivesse de recomeçar minha vida, pronunciaria as mesmas palavras."
Madre Agnès sentiu um estremecimento percorrer-lhe o corpo.
"Então decidiram apagar teu nome."
"Sim. Retiraram-me dos registros do convento. Confiscaram meus escritos. Fui trazida para esta prisão para que o silêncio realizasse aquilo que os tribunais nem sempre conseguem."
Por alguns momentos, nenhuma das duas falou.
Por fim, Cladissa acrescentou em voz baixa.
"Os homens acreditam que podem aprisionar uma consciência entre pedras. Ignoram que a verdade, uma vez despertada no coração humano, torna-se semelhante ao fogo. Pode ser ocultada sob cinzas durante algum tempo, mas jamais deixa de arder."
E naquela cela esquecida, cercada por muros frios e sombras antigas, a jovem da Úmbria permanecia inabalável, como uma chama solitária desafiando a noite.

Quando aquilo que cerca o homem for idiotice, não de espaço para o erro.

A droga ainda gritava  como um motor enferrujado. Cada esquina trazia convite e memória. O corpo implorava. A mente sabotava.


“Só mais uma vez.”

Havia algo de estrada infinita naquela vida , não a estrada romântica dos sonhos paulistanos, mas uma rodovia quebrada feita de concreto, medo ,dor e vicio,na cracolândia e um mundo a parte por isso a cidade nunca 
 dorme porque tem culpa.

Acredito que a minha criatividade nasça da combinação de diferentes elementos, misturados pela minha essência. É por meio deles que transformo meus sonhos em realidade. Talvez, um dia, consigam enxergar o que há de mais humano em mim, antes que a eternidade guarde meu coração em algum lugar do tempo.

​"A inveja dos outros é o barulho de quem assiste; eu não vou rasgar o roteiro do meu propósito só porque a plateia não aguenta o peso do meu brilho. Minha resposta é o silêncio e a retomada."

A primavera nos ensina que nada é definitivo, mas tudo tem seu tempo. Ela chega com cores, perfumes e vida renovada, provando que a natureza sabe recomeçar: o que parecia morto sob o inverno desperta outra vez, forte e bonito.

E quando pensamos também na morte, não é para ver o fim como apenas uma ruptura triste, mas como a outra parte da mesma lei da existência. Assim como as flores desabrocham e depois murcham, caem e se transformam em adubo para nova vida, a nossa passagem faz parte desse ciclo eterno.

Não há primavera sem ter havido semente entregue à terra. Não há renascimento sem que algo antes se complete. A beleza da estação nova não nega a morte, ela nos mostra que a finitude não é fracasso: é o preço da própria beleza, da intensidade de viver e de amar.

Viver com consciência disso é ganhar sabedoria: aproveitamos melhor cada dia, cada encontro, cada momento de luz, sabendo que tudo é passageiro e, por isso mesmo, se torna mais precioso. A primavera nos lembra: enquanto houver vida, há renovação; e quando chegar a hora da partida, seremos também parte do caminho que segue adiante.

ROMANCE: CLADISSA.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro

CAPÍTULO X
As Pedras da Prisão.
A noite descera sobre a Úmbria como um pesado sudário.
Nas profundezas do antigo cárcere episcopal, Irmã Cladissa permanecia sozinha.
A cela era estreita. O odor de umidade impregnava as paredes de pedra, enquanto a escassa luz de uma tocha distante projetava sombras vacilantes através das grades enferrujadas. O inverno aproximava-se das colinas italianas, e o frio infiltrava-se pelas fissuras da construção secular, envolvendo o ambiente numa melancolia quase sepulcral.
Sentada sobre um banco rudimentar, Cladissa mantinha as mãos unidas sobre o colo.
Seu hábito, outrora impecável, agora trazia as marcas do confinamento. Ainda assim, sua postura permanecia serena. Havia em seu semblante uma dignidade silenciosa que nem os carcereiros conseguiam compreender.
Desde sua prisão, muitos dias haviam transcorrido.
As acusações permaneciam envoltas em ambiguidades, tecidas entre suspeitas, intrigas e interesses eclesiásticos que ultrapassavam sua compreensão imediata. O mosteiro do qual viera, situado entre as suaves elevações da Úmbria, encontrava-se distante. Talvez demasiado distante.
Pela pequena abertura gradeada, Cladissa contemplava uma estreita faixa do céu noturno.
As estrelas.
Sempre as estrelas.
Quando ainda era noviça, uma anciã do convento costumava dizer que os céus eram a única liberdade impossível de ser confiscada pelos homens.
Naquela noite, tais palavras regressaram-lhe à memória.
Subitamente, passos ecoaram pelo corredor.
Firmes. Lentos.
A religiosa ergueu os olhos.
Uma figura encapuzada aproximou-se acompanhada por um guarda. O homem carregava consigo uma lanterna e, após breve diálogo com o carcereiro, este afastou-se sem pronunciar palavra.
Por alguns instantes, apenas o silêncio permaneceu entre ambos.
Então, a figura retirou lentamente o capuz.
Cladissa reconheceu imediatamente o rosto.
Era Madre Agnese.
Sua antiga superiora.
Os olhos da anciã estavam marcados pela exaustão.
"Filha", murmurou ela através das grades, "o mundo além destes muros encontra-se em convulsão. Muitos desejam teu silêncio. Outros temem aquilo que sabes."
Cladissa permaneceu imóvel.
"Eu nada possuo além da verdade, madre."
A velha religiosa esboçou um sorriso triste.
"E, justamente por isso, tornaste-te perigosa."
Um longo silêncio instalou-se.
Ao longe, os sinos de uma igreja anunciaram as completas.
Cladissa fechou os olhos.
Na solidão da prisão, compreendeu que sua batalha apenas começava. Não se tratava unicamente de sobreviver ao cárcere, mas de preservar intacta a própria consciência diante das forças que procuravam dobrá-la.
As pedras podiam aprisionar o corpo.
Contudo, nenhuma muralha construída pelos homens seria suficientemente espessa para encarcerar uma alma fiel às suas convicções.
E naquela noite, enquanto o vento percorria os vales da Úmbria, Irmã Cladissa rezou.
Não por libertação.
Mas por coragem.

A racionalidade nasce da introspecção; a introspecção, da dor. Não há guerra sem cicatrizes. Quem se aventura pelos mares da própria consciência corre o risco de naufragar no próprio ego.

“Algumas pessoas procuram aventura, outras procuram calmaria, que sorte a minha ter encontrado as duas coisas na mesma pessoa.”

Foi minha própria família que me ensinou uma verdade cruel: às vezes o mundo lá fora parece menos pesado do que aquilo que a gente é obrigado a suportar dentro de casa.

Se da sua casinha você consegue avistar o sol, sorria, pois você já é rico de tudo.

''Não é por nada que o barco de Mohammad 2 não afundou.''

*Carta de uma paixão limerente*


Me pego frequentemente nesse desvaneio, onde nossa latência ocupava todos os espaços.


Tão efêmero, mas impossível de esquecer. Você despertou tudo em mim, o apogeu de todos os meus sentimentos. A partir daquele momento, em que algo já ansiava despertar, você o desabrochou no arrebol daquela tarde; clareou, transcendeu como as estrelas.


Não só me apaixonei por você, pelo seu ser e pelo que transcende o seu ser, mas pelos momentos, nada óbvios, com tanta energia, capazes de fazer ambos flutuar e envolver qualquer um que estivesse presente. Não foi, porque ainda é uma paixão, perecível, que poderia ser perenidade para ambos, mas que vive apenas dentro de mim como um "sempre", que só você provoca.


Hoje, a paixão que vive dentro de mim é pela memória de momentos inesquecíveis, a paixão não correspondida, mas a melhor de ser vivida, mesmo sendo uma nuance muito bem escondida.


Te vejo feliz, construindo novas memórias para um dia se lembrar, com pessoas incríveis. Incríveis de um jeito que jamais fui para você, mas há uma esperança de que, pelo menos, 1% de tudo, você se lembre; torço para que seja com carinho.


Pois jamais alguém será tão sincero em uma carta como fui para você. Fiz questão de usar palavras para te fazer lembrar, não do que não fui para você, mas do que você foi para mim e sempre será: a paixão quimera que eu amei viver. O quase dos toques, o entrelace das respirações, os segundos que antecedem o encontro de nossos olhares, o "apesar de" que Clarice Lispector tanto dizia: apesar de te amar, apesar de o que tínhamos ter morrido, apesar de me decepcionar, nunca me esquecer.


Me lembro de quando fingi normalidade diante de você e depois saí pulando pelas ruas por um beijo na bochecha. Eu tenho que te agradecer por, apesar de tudo, não ser um trauma e ser algo de que gosto de lembrar.


Há beleza no que tem fim, e por mais que eu quisesse que fosse para sempre, o fulgor que você deixou no âmago do meu coração jamais vai apagar, porque, graças a você, fui capaz de sentir de novo e aprender a lidar.


Nostalgicamente,

De: Ananda C.
Para: minha musa