Pensamentos Mais Recentes

⁠Talvez os mais infelizes não sejam os que se acham Cheios de Verdade, mas os que acreditam nelas.


Porque há algo de perigosamente sedutor em sentir-se dono de uma certeza — ainda que fabricada. 


Deve ser muito confortável…


Organiza o mundo, simplifica os conflitos, elimina dúvidas incômodas. 


A verdade, quando vendida como produto acabado, quase sempre vem embalada com promessas de liberdade, paz e segurança — e muitos compram sem perceber o preço oculto: a renúncia ao questionamento.


Os que se acham Cheios de Verdade, ao menos, ainda revelam um excesso visível — quase um transbordamento que denuncia suas fragilidades. 


Mas os que acreditam cegamente nelas… esses se tornam território ocupado. 


Já não pensam a verdade; são pensados por ela. 


Já não dialogam; defendem. 


Nem escutam; reagem.


E é aí que mora o risco mais silencioso: quando a verdade deixa de ser caminho e passa a ser trincheira.


Os donos da verdade sempre existiram — e infelizmente sempre existirão. 


Mas os vendedores são ainda mais sutis. 


Eles moldam narrativas, oferecem respostas rápidas para perguntas complexas, e distribuem certezas prontas para mentes cansadas de duvidar. 


Não impõem: convencem. 


Não obrigam: confortam. 


E, assim, vão povoando as cabeças abandonadas à própria sorte e o mundo com convicções que não nasceram da reflexão, mas da conveniência.


Talvez a verdadeira lucidez esteja menos em possuir verdades e mais em saber conviver com as perguntas. 


Em entender que a dúvida não é fraqueza, mas movimento. 


Que mudar de ideia não é incoerência, mas maturidade. 


E que toda verdade que não suporta ser questionada carrega, em si, o germe da manipulação.


No fim, não são as certezas que libertam, pacificam e protegem — são os olhares inquietos. 


Porque quem acredita demais em uma única verdade corre o risco medonho de nunca mais se permitir enxergar qualquer outra.

Tão fascinados por ver a Lua de tão perto e a Terra de tão longe, e diante da imensidão da galáxia, descobriram que eram muito pequenos — ou quase nada.




Artemis II

É impossível o pensamento compreender a si próprio. Isso é a arte, fazer o impossível.

⁠Às vezes, o impossível acontece a partir de um simples começar.

⁠"Mão 🫱 Santa!?
"Mão treinada,
trabalhada "...
Como um dia, disse ele.
Tem como  não  dizer tanta coisa sobre o Oscar? 
Homem tranquilo, sorriso  de garoto,
mas de suar  a camisa a cada soco no ar,
para fazer bola voar 
Resultado de fruto da aliança 
da paciência  e do   treinar.


Assim ele deixa uma  saudosa lembrança!

Às vezes, a gente aprende no silêncio do que não aconteceu.
No intervalo entre o querer e o desistir, mora um tipo de verdade que ninguém ensina,
só se sente.


Tem coisas que não florescem, não por falta de cuidado,
mas porque não eram raízes para o nosso chão.


E tudo bem.


Nem tudo que chega é para ficar,
e nem tudo que vai leva embora o que fomos.
Há partidas que devolvem a gente para si.


No fim, a vida não é sobre segurar tudo,
mas sobre reconhecer o que merece ser permanência dentro da gente.

Conheço o peso de cada garra e a beleza de cada uivo na minha vastidão cega.

Minha alma é o rastro; minha vontade é lama.

"Eu sou o alívio do meu próprio caos.

⁠Depois que a Lei Maria da Penha entrou em vigor no Brasil, os crimes de feminicidios aumentaram. Pergunto: isso é culpa da lei? Respondo: lógico que não. Vamos colocar a culpa nos verdadeiros culpados. Quem são esses culpados? Os verdadeiros culpados são os vagabundos, os sem futuro dos machistas, que eu me recuso de chamá-los de homens. É inadmissível um vagabundo matar uma mulher e, às vezes, sair pela porta da frente de uma delegacia. Teremos que endurecer as lei deste país, gente!
Mas, os culpados das leis do nosso país serem brandas é nossa, nós que elegemos os nossos legisladores.
MENSAGEM PARA TODOS OS PAIS, SEM EXCEÇÃO!
País que têm seus filhos homens, eduque-os, e uma dessas educação é ensiná-los a respeitarem as mulheres. Acabem com a "célebre" frase machista e imbecil que diz assim: "se ela não é minha não será de ninguém."
LEMBRANDO! Que essa mensagem serve para todos os tipos de casais e não só para os casais heterossexuais.
Fortaleza/Ce., 21/04/2026

Há momentos em que alianças se rompem, pessoas mudam e decepções chegam.
Mas quem anda com Deus não para no meio da dor.

As verdades dizem-se sem adornos e sustentam-se por si; as mentiras dependem de disfarce.

A gente sofre, mas não perde a ironia diante das pancadas da vida.

A vida é só uma florzinha, viva.

A Água Morta


O barco rompe a corda desgastada,
Deixando o cais de espelho raso e frio,
Onde a maré mascara o seu vazio,
E a superfície brilha, imaculada.


Que importa a onda plácida e dourada,
Se não há poço, abismo ou desafio?
O mastro forte exige o mar bravio,
E foge à poça rasa e disfarçada.


É triste, sim, romper a corda gasta,
E ver o cais sumir no nevoeiro,
Sentindo o golpe seco que recorta;


Mas muito mais cruel, e que devasta,
É definhar no fútil estaleiro,
Ancoradouro raso de água morta.

Se você não consegue dominar seu olhar, não dominará seus desejos, se não dominar seus desejos, não dominará seu corpo, se não dominar seu corpo, não terá domínio sobre nada.

Nem sempre o que penso, falo ou escrevo quer dizer, realmente, que estou correto, porém, é o que acho que é certo, aceito quem descordar de mim, pois sou democrático, mas, vale ressaltar, eu também não sou obrigado a concordar com ninguém, mas tenho obrigação de respeitar as opiniões contrárias.
Fortaleza/Ce., 21/04/2026.

"No século XVIII, o Brasil foi apelidado de 'quinto dos infernos' devido à alta cobrança de impostos. Qual apelido daríamos hoje?"

O Peso do Silêncio

Amo escrever.
Escrevo conforme a minha alegria ou a minha dor, e quanto mais vozes eu ouço, mais forte eu fico.

E não me subestime. Tema o meu silêncio, pois é nesse momento que estratégias e planejamentos estão sendo traçados — para abraçar ou ignorar, refletir ou questionar.

Eu sou o meu time.
Eu sou a minha prioridade.

Sim, não são apenas histórias.
Se temes, não me teste, pois a verdade mascarada que te envolveu agora recorre a mim — e eu nem mesmo a planejei.
Porque, no silêncio, até as verdades aprendem a falar.

Vamos acender as luzes da esperança, para podermos ascender para a vida.
Fortaleza/Ce., 21/04/2026

Vamos ratificar só coisas boas, para não precisarmos retificar coisas ruins.

Falar da cor dos temporais
como quem nomeia o que não se deixa tocar.
Inventar tons para o que passa rápido demais,
para o que rasga o céu e não pede pra ficar.


Falar de coisas que ninguém viu,
nem os olhos mais atentos, nem a memória mais antiga.
Coisas que só existem no sentir,
no intervalo entre o que dói e o que ainda abriga.


Falar das flores de abril,
mesmo quando o chão insiste em silêncio.
Porque há sempre um brotar escondido,
um gesto de vida acima de qualquer sofrimento.


E então, dizer de tudo aquilo
que escapa do certo e do errado,
do que não cabe em medida, nem em julgamento
apenas existe… vasto, indomável, sentido.

Arrancar o curativo da ilusão dói, mas a lucidez que fica por baixo não deixa de ser uma forma libertadora de enxergar a vida.

Quando aceitamos a indiferença do mundo, a dor da expectativa diminui, passamos a enxergar as coisas exatamente pelo que elas são, e não pelo que gostaríamos que fossem.

Vigio as feras que me compõem para que nenhuma se perca em mata densa. Dominar a matilha é saber exatamente qual lobo alimentar quando a noite se torna longa demais.