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Nas relações humanas respeitosas é importante estabelecer limites e lembrá-los quando forem ultrapassados.

Inserida por nubia_medeiros

NÃO SOU O MUNDO — SOU O QUE ELE ME PERMITE SER
Por: Marco Arawak


A Terra não é cenário.
É o chão de tudo o que acontece.
Antes de qualquer pensamento,
há algo que sustenta.
Antes de qualquer palavra,
há aquilo que torna possível existir.
Nada em mim começa em mim.
Meu corpo é feito de coisas antigas:
água que já foi nuvem,
pó que já foi estrela,
calor que atravessou outras formas.
Sou um encontro breve
de elementos que existiam antes do meu nome.
Não sou origem.
Sou continuidade.
A Terra não me acolhe por escolha.
Ela simplesmente existe.
E enquanto suas condições permanecem,
eu também permaneço.
O chão não me sustenta por cuidado.
Ele sustenta porque é chão.
Se falha, eu caio.
Sem intenção.
Sem julgamento.
A água não me protege.
Ela corre.
Se está limpa, me nutre.
Se está ferida, atravessa meu corpo ferido.
O ar não se oferece.
Ele está.
E quando falta,
não há filosofia:
há silêncio.
Nada na natureza me explica o sentido da vida.
Mas tudo nela a torna possível.
Não vivo em um mundo que me reflete.
Vivo em um mundo que me antecede
e continuará depois de mim.
Minha história não é centro.
É passagem.
Sou um instante dentro de algo maior,
um acontecimento breve
num ritmo que não pede significado.
E, ainda assim, existo.
Não como dono.
Como parte.
Cada respiração é um acordo invisível
com o que me cerca.
Cada passo é uma confiança no chão.
Cada dia é um empréstimo de equilíbrio.
Nada em mim é garantido.
A Terra não é boa nem má.
Ela não cuida,
não pune.
Ela simplesmente segue.
Mas eu sinto.
Eu temo.
Eu escolho.
E é nesse ponto que algo muda.
A vida não é protegida.
Ela acontece enquanto pode.
Mas dentro dessa fragilidade,
nós nos movemos,
amamos,
construímos,
lembramos.
Sou forma por um tempo.
E toda forma, um dia, se desfaz.
Nada desaparece de verdade —
apenas muda de lugar, de estado, de nome.
Quando algo termina,
outra coisa começa.
O planeta não perde.
Ele se transforma.
Eu, sim, posso desaparecer.
Por isso, existir não é um direito natural.
É uma condição frágil.
O mundo não foi feito para mim.
Eu fui feito dentro dele.
Mas o modo como vivo dentro dele
não é neutro.
Tudo o que faço
— usar, gastar, descartar, modificar —
retorna de algum modo.
Nada realmente vai embora.
Tudo permanece, de outra forma.
O que jogo fora
continua existindo em algum lugar.
O que fere a Terra
volta, cedo ou tarde, ao corpo.
A natureza do planeta não pede admiração.
Mas pede limite.
Não pede discursos.
Pede cuidado.
Não quer que eu me veja nela.
Quer que eu compreenda
o peso de estar aqui.
Não sou a voz do mundo.
Sou um de seus muitos gestos.
Talvez isso seja o mais profundo:
não habito algo que me pertence.
Habito algo ao qual pertenço.
Sou feito da mesma matéria
que rios, montanhas e ventos,
mas organizado de modo frágil,
breve, reversível.
Não carrego a Terra dentro de mim.
Dependo dela em tudo.
Se ela sustenta,
eu existo.
Se ela se rompe,
não há pensamento que me salve.
Não é metáfora.
É condição.
A natureza do meu planeta
não é ideia, nem símbolo, nem consolo.
É a base silenciosa
sobre a qual a vida se arrisca.
Compreender isso
não me eleva.
Me responsabiliza.
Porque não estou aqui para dominar o mundo,
mas para não quebrar
o que me permite estar.
Não sou o sentido da Terra.
Sou apenas algo que acontece nela.
Mas enquanto aconteço,
posso escolher
não ser ruína.
E isso, talvez,
seja o que nos torna humanos.

Inserida por marco_antonio_arawak

A humanidade não vai salvar a civilização a menos que crie um sistema de bem e mal independente de céu e inferno.


George Orwell

O amor que carrego no peito não espera datas.


Ele não vive apenas em dias marcados com flores ou presentes.
Ele pulsa — suave e firme — a cada segundo.


É no olhar que repousa com ternura.
No toque que não apenas encosta, mas conversa em silêncio.
No gesto que não precisa ser grandioso, porque é verdadeiro.


Amar é estar presente mesmo na ausência.
É escrever com os dedos palavras que só o coração entende.
É cantar desafinado, mas com alma — porque o sentimento é maior que a melodia.


É esperar sem pressa.
É cuidar sem prender.
É sentir sem exigir.


O amor vive na rotina, no café feito com atenção,
no abraço que diz “estou aqui”,
na saudade que não cobra, mas acaricia o pensamento.


Não é preciso ocasião para amar.
Basta estar inteiro.
Basta escolher — com carinho, com afeto, com entusiasmo, com dedicação —
caminhar junto, mesmo quando o mundo parece andar em direções opostas.


Que o amor seja sempre celebrado.
Não apenas em datas especiais,
mas em cada instante em que dois corações decidem se reconhecer.


Com todo meu coração,
Marco Arawak

Até um animal irracional é capaz de aceitar ou rejeitar quem quiser, guiado pelo seu instinto natural.

Inserida por nubia_medeiros

Depois




Uma palavra que carrega consigo a promessa de uma ação futura, a intenção de fazer algo em um momento além do presente imediato.
Parece tão reconfortante, tão tentador deixar tarefas e compromissos para “depois”.
É como se o tempo futuro fosse um refúgio onde todas as responsabilidades pudessem esperar pacientemente.


Mas o que muitas vezes deixamos de perceber é que o “depois” é um terreno traiçoeiro, uma ilusão que nos faz acreditar que o amanhã será mais generoso que o hoje.


A realidade é que o “depois” não está garantido, não é uma promessa inequívoca. É um espaço incerto onde o café esfria, onde as prioridades mudam sem aviso prévio.


O encanto de uma ideia frequentemente se perde no limbo do “depois”, enquanto o cedo se transforma em tarde antes que possamos reagir.


A nostalgia que deixamos para depois pode nos atormentar com sua intensidade, lembrando dolorosamente as oportunidades que desperdiçamos. As voltas e reviravoltas da vida não esperam pelo “depois”; acontecem no agora, moldando o curso do tempo.


Os filhos que adiamos crescem num piscar de olhos, lembrando-nos da fugacidade da juventude e da rapidez com que o relógio avança. Envelhecer não espera pelo “depois”, pois cada ruga e cada fio de cabelo grisalho são testemunhas silenciosas do fluxo constante do tempo.


O dia se despede no horizonte, independentemente dos nossos planos para o “depois”.


E, por fim, a vida chega ao seu fim, não como um “depois” distante, mas como uma realidade inevitável.
O “depois” não garante que teremos mais tempo, mais oportunidades ou mais momentos preciosos. É um lembrete de que o presente é tudo o que temos, e é nele que nossas ações e escolhas têm o poder de moldar nosso futuro.


Então, enquanto planejamos e sonhamos com o “depois”, lembremos que o melhor momento para agir, amar, criar e viver é agora. Porque o “depois” é um espaço incerto, enquanto o presente é o palco onde realmente vivemos nossas vidas.


Marco Arawak.

Há informações que não precisam ser testadas, pois já contam com dados concretos.

Inserida por nubia_medeiros

RESPOSTA


O que fica
não é necessariamente
o que foi deixado.
Há coisas que atravessam uma vida
e desaparecem sem testemunha.
Outras permanecem
num lugar que sequer conhecemos.
Uma palavra pode morrer
em quem a escreveu
e continuar respirando
em outra pessoa.
Uma ausência pode ser apenas ausência
para quem partiu,
e tornar-se linguagem
para quem ficou.
Por isso, nenhuma história termina
quando a última palavra acaba
O que foi dito
já não pertence inteiramente
a quem disse.
O que foi vivido
também não permanece intacto
em quem viveu.
Cada pessoa recolhe
uma parte diferente dos acontecimentos.
Uma guarda o silêncio.
Outra, a ofensa.
Outra, a ternura.
Outra sequer sabe explicar
por que determinada coisa
nunca deixou de doer.
E sempre haverá algum idiota
disposto a interromper o texto
com a grande descoberta:


“É inteligência artificial.”


Como se nomear uma ferramenta
fosse suficiente para desqualificar
aquilo que ela produziu.


Curioso é que, às vezes,
a única coisa artificial na sala
é justamente a inteligência
de quem acusa.


Porque escrever não é juntar palavras.
É sustentar uma ideia.
É construir pensamento.
É saber onde uma frase termina
e onde outra começa.


E há quem não consiga sequer
organizar o próprio argumento
sem tropeçar nele,
mas se sinta suficientemente preparado
para julgar a literatura alheia
com três palavras e uma acusação.


No fim, pouco importa
quem escreveu primeiro,
quem escreveu melhor
ou quem utilizou qual ferramenta.


O texto precisa sobreviver
ao autor, ao método
e principalmente ao julgamento
de quem não conseguiu compreendê-lo.


Talvez seja essa
a única propriedade impossível de confiscar:


o significado que algo adquire
depois de passar por nós.


O que tu fica
não é o que eu fico.


E talvez seja justamente aí
que começa a literatura.

O Jardim Interior: Uma Jornada Pessoal de Autoconhecimento e Transformação  
(Inspirado por quem vive e aprende a cada instante)


Raízes da Existência  
Ao refletir sobre minhas origens, percebo que cada ser abriga um terreno fecundo – um espaço repleto de memórias, emoções e aprendizados, muitos dos quais residem além da consciência imediata. 
Não somos meramente os produtos de um passado fixo; somos, simultaneamente, artesãos do presente e do futuro.  




Será que as cicatrizes do passado moldam nosso ser de forma irrevogável?  


Embora as sombras da história deixem marcas duradouras, cada nova escolha nos permite revisitar e integrar o que foi esquecido – um trabalho contínuo, frequentemente auxiliado por momentos de reflexão (e, por vezes, apoio terapêutico).


Cultivo dos Pensamentos  
Imagine a vida como um vasto jardim, onde selecionamos cuidadosamente as sementes a serem lançadas ao solo. 
Em momentos íntimos, aprendi que semear afeição, empatia e curiosidade pode transformar relações e abrir novas perspectivas. 




Nem toda semente, porém, surge da nossa vontade consciente, pois impulsos e conflitos internos podem emergir de recantos ocultos.  


Será que o poder de transformar reside somente na nossa decisão consciente?  


A verdade revela que, embora nossas escolhas informadas sejam fundamentais, é igualmente necessário explorar e compreender os aspectos submersos do inconsciente, permitindo que, ao serem integrados, desenhem um caminho mais autêntico.


A Dança com a Incerteza  
A natureza ensina que nem todos os ventos sopram em favor dos nossos planos. 


Em minha jornada, já me deparei com surpresas que alteraram o curso dos meus dias – momentos em que o inesperado se tornou professor.  


Como manter o equilíbrio quando a vida se mostra tão imprevisível?  
Ao aceitar a incerteza como parte integrante da existência e ao nos dispor a explorar os recantos desconhecidos do nosso eu, transformamos cada revés em oportunidade de amadurecimento e resiliência.


Renovação e Crescimento  
Cada ciclo da natureza é uma lição sobre recomeços. Assim como podar um galho seco permite que novos brotos surjam, reconhecer e trabalhar os conflitos internos é crucial para o crescimento. 


Em longas conversas com mentores e em momentos de autoanálise, descobri que até o solo mais infértil pode revelar um potencial surpreendente com o devido cuidado.  


Será possível reinventar-se diante das adversidades?  


Embora a transformação seja um processo gradual – permeado de recaídas e desafios –, a dedicação à autocompreensão e, quando necessário, o apoio de um terapeuta abrem caminhos para um florescimento verdadeiro.


O Despertar do Cuidador  
Mais do que meros espectadores, somos responsáveis por cultivar o nosso universo interior. 


Esse reconhecimento implica encarar as resistências e os recônditos do inconsciente, muitas vezes exigindo coragem para buscar auxílio quando necessário.  


Como saber o momento certo de tomar as rédeas e, às vezes, pedir apoio?  


Quando cada experiência – seja de dor ou de alegria – nos convida à aprendizagem, percebemos que assumir a responsabilidade pelo nosso crescimento é um ato de coragem e autenticidade, que pode florescer melhor com o suporte de quem compreende os meandros da mente.


A Jornada que Transforma  
Ao final, somos simultaneamente o jardim, o jardineiro e o próprio ciclo que se renova. A verdadeira beleza da vida reside justamente na complexidade dos nossos ciclos, nos tropeços e nos triunfos que se entrelaçam de maneira surpreendente.  


Existe um ponto final para a transformação?  


Cada nova estação nos ensina que nosso potencial de mudança é infinito; ao converter desafios em pontes, construímos um futuro pleno e autêntico – uma viagem interior que, como disse Rilke, é a única que realmente vale a pena.


Marco Arawak

Amor ou ódio, apreço ou desprezo, respeito ou indiferença: cada um receberá de mim aquilo que merece. Afinal, a vida tem uma regra simples — cada um colhe exatamente aquilo que decide semear.


                                                               - Jelson Tavares
                                                                             04/09/26

Alguns brasileiros dizem: "Não queremos estadistas aqui!".

Inserida por nubia_medeiros

Quando a sociedade exige a todo custo que alguém se enquadre em determinado padrão, e essa pessoa o rejeita por não ver sentido em sua própria existência sob tais regras, a mensagem implícita é clara: 'saia deste lugar'.

Inserida por nubia_medeiros

Quem quiser me julgar, que me julgue — mas que faça o melhor julgamento possível.

Inserida por nubia_medeiros

A Arte de Ser Sóbrio


Autocontrole, Clareza Interior e Ética do Ser


Há quem pense que ser sóbrio é viver em negação.


Mas não é.


Ser sóbrio não é viver com menos vida.
É viver com mais presença.


É perceber o que acontece dentro de si antes de simplesmente reagir.
É reconhecer o desejo sem se tornar escravo dele.
É sentir sem precisar fugir.
É escolher sem precisar ser levado pelo impulso.


A vida oferece distrações o tempo inteiro.


Um excesso aqui.
Uma fuga ali.
Uma promessa de alívio imediato.


E então surge aquela voz:


“Só mais um pouco. Você merece.”


Talvez a pergunta mais importante seja outra:


“Eu realmente quero isso ou estou tentando escapar de alguma coisa?”


É nesse pequeno espaço entre o impulso e a escolha que a sobriedade começa.


Não como punição.
Não como privação.
Não como uma guerra contra aquilo que somos.


Mas como liberdade.


Porque autocontrole não é sufocar o que sentimos.


É conseguir ouvir o que sentimos sem entregar a isso o comando da nossa vida.


É respirar antes de responder.
É esperar antes de agir.
É saber quando parar.
É reconhecer quando algo deixou de ser escolha e começou a ser dependência.


Isso exige força.


Mas não uma força rígida.


É uma força serena.


Fogo domado.


A capacidade de permanecer inteiro mesmo quando alguma parte de nós pede excesso.


E talvez seja aí que a chamada pureza vibracional encontre seu verdadeiro significado.


Não como uma ideia de perfeição ou como uma lei invisível que precise ser provada, mas como uma imagem para aquilo que cultivamos dentro de nós.


Pensamentos influenciam atitudes.
Atitudes transformam relações.
Relações transformam ambientes.
Ambientes também nos transformam.


Aquilo que alimentamos interiormente deixa marcas.


Uma palavra pode aproximar.
Outra pode ferir.


Uma emoção pode ser compreendida.
Outra, quando ignorada, pode acabar conduzindo nossas escolhas.


Por isso, cuidar da própria energia também pode significar cuidar daquilo que pensamos, sentimos, consumimos, dizemos e transmitimos.


Pureza não é nunca se contaminar com a vida.


É saber reconhecer o que nos faz bem, o que nos desequilibra e o que precisamos deixar ir.


É cuidado.


É consciência.


É presença.


E existe ainda uma dimensão mais profunda da sobriedade: a ética.


Porque nossas escolhas não terminam em nós.


Aquilo que fazemos pode alcançar outras pessoas.


Por isso, respeitar os próprios limites também significa respeitar os limites do outro.


Não transformar nossa carência em cobrança.
Nossa raiva em agressão.
Nosso medo em controle.
Nossa frustração em ferida para alguém.


Existe uma ética que ninguém vê imediatamente.


Ela está na intenção.
Naquilo que fazemos quando ninguém está olhando.
Na responsabilidade que assumimos pelas consequências de nossas escolhas.


Sobriedade, nesse sentido, não nos torna melhores que ninguém.


Torna-nos mais responsáveis por aquilo que fazemos com aquilo que sentimos.


E talvez um dos excessos mais silenciosos da vida moderna seja justamente a dificuldade de permanecer consigo mesmo.


Estamos sempre procurando alguma coisa para preencher o silêncio.


Mais estímulo.
Mais distração.
Mais velocidade.


Qualquer coisa que nos impeça de parar.


Porque parar exige coragem.


Quando o ruído diminui, podemos encontrar aquilo que tentávamos evitar.


Uma dor.


Uma dúvida.


Uma lembrança.


Mas também podemos encontrar algo que estava escondido por trás de todo aquele ruído:


clareza.


Talvez seja por isso que a sobriedade possa ser entendida como um reencontro.


Não com uma versão perfeita de nós mesmos.


Mas com aquilo que somos quando deixamos de fugir.


Ser sóbrio é poder dizer:


“Eu posso sentir isso sem me perder.”


“Eu posso desejar sem precisar obedecer.”


“Eu posso dizer não.”


E, principalmente:


“Eu posso escolher.”


Porque liberdade não é fazer tudo aquilo que o impulso pede.


Liberdade é ter espaço interior suficiente para decidir.


É escolher aquilo que consumimos.
Aquilo que cultivamos.
Aquilo que falamos.
Aquilo que permitimos permanecer em nossa vida.


É saber que nem todo desejo precisa ser realizado,
nem todo pensamento precisa ser seguido,
nem toda emoção precisa se transformar em ação.


A sobriedade não promete uma vida sem dor.


Promete algo mais honesto:


a possibilidade de atravessar a vida sem precisar fugir de si mesmo.


E talvez seja essa a verdadeira lucidez.


Não chegar ao fim da estrada completamente intocado.


Mas chegar inteiro.


Inteiro depois das escolhas.
Inteiro depois das perdas.
Inteiro depois das tentações.
Inteiro depois dos dias difíceis.


Sem precisar apagar aquilo que sentimos para continuar caminhando.


🌕 Aos que sentem o chamado da lucidez, aproximem-se.


Não é preciso chegar perfeito.


Basta chegar verdadeiro.


Deixem à porta os disfarces, as pressas e aquilo que já não serve.


Aqui, a presença é o vinho.
A escuta é o banquete.
A consciência é a luz.
E a clareza, o altar.


Não se entra neste templo para fugir da vida.


Entra-se para estar mais inteiro dentro dela.


O templo está aberto.


A alma está pronta.


A sobriedade é a chave.

Talvez a vida não nos permita ter todo o tempo que gostaríamos… 🤍


Mas quando alguém realmente importa, a gente aprende a desejar menos quantidade e muito mais intensidade.


Um café sem pressa.
Uma conversa que atravessa a noite.
Um olhar que diz aquilo que as palavras não conseguem.
Um abraço que faz o mundo parecer distante.


Porque existem momentos que duram pouco no relógio,
mas permanecem por muito tempo no coração.


E se eu pudesse escolher um pequeno pedaço da eternidade,
não escolheria um lugar perfeito,
nem uma vida sem problemas.


Escolheria apenas um instante verdadeiro,
ao seu lado,
onde o tempo pudesse esquecer de passar.


Porque, no fim,
o que torna um momento inesquecível
não é quanto tempo ele durou…


É **quem estava com a gente quando ele aconteceu.** ❤️

A experiência pessoal com Deus é muito mais poderosa do que qualquer experiência que alguém possa ter neste mundo.


"O verdadeiro conhecimento de Deus e de nós mesmos estão inseparavelmente ligados. Não se trata apenas de saber fatos sobre Deus (conhecimento meramente intelectual/teórico), mas de conhecer a Deus em relacionamento". (Calvino)

Inserida por nubia_medeiros

A qualidade que se exige das coisas e das pessoas também deve estar presente na maneira de dialogar.

Inserida por nubia_medeiros

clone.

Com o avanço da tecnologia e, principalmente, com a minha completa falta de bom senso diante da modernidade, decidi que vou criar um clone seu.

Não precisa se assustar. É só um projeto científico.

Mais ou menos.

A primeira especificação é simples, ele precisa ter a sua aparência. E quando eu digo a sua aparência, não estou falando apenas de cabelo, olhos, boca, altura, essas coisas básicas que qualquer programador preguiçoso colocaria no código. Quero o conjunto completo. Quero aquele rosto que parece ter sido desenhado com uma certa má intenção, porque não é possível uma pessoa sair por aí com essa cara e ainda esperar que os outros funcionem normalmente.

Quero os seus olhos também.

Mas não basta colocar a cor, o formato e a distância entre eles. Quero o jeito que você olha.

Isso vai dar trabalho.

Porque tem um tipo específico de olhar seu que provavelmente não existe em nenhum banco de dados. Aquele olhar que muda de significado dependendo do que está acontecendo. as vezes parece que você está prestando atenção. as vezes parece que está julgando. as vezes parece que sabe exatamente o que eu estou pensando e decidiu não comentar só para me deixar nervoso.

O clone precisa disso.

Inclusive, vou precisar instalar um módulo chamado “olhar de Luana”.

Ainda estou tentando descobrir se é inteligência artificial ou ameaça psicológica.

A voz também é indispensável.

Não quero uma voz parecida. Quero a sua.

Quero a maneira como você fala determinadas palavras, as pausas que você faz, o jeito como muda a voz quando está rindo, quando está brava, quando está com vergonha e principalmente quando tenta fingir que não está com vergonha, nessa sua defensiva absurda.

Quero até aquelas palavras que só você falaria em determinadas situações.

Porque uma inteligência artificial pode aprender milhões de idiomas, mas se ela não souber exatamente qual palavra você usaria para me tirar do sério, ela é simplesmente inútil.

Pode desligar.

Também quero suas manias.

Todas.

As pequenas, as bobas, as que você provavelmente nem percebe que tem.

Quero que o clone faça aquela coisa específica que você faz quando está pensando. Quero que ele tenha suas reações involuntárias, suas implicâncias, seus jeitos, suas mudanças repentinas de assunto e até aquela capacidade impressionante de transformar uma conversa completamente normal em alguma coisa que eu vou ficar lembrando três dias depois.

E, obviamente, quero instalar o seu senso de humor.

Mas esse é perigoso.

Porque o objetivo é criar um clone seu, não uma arma de destruição em massa.

Embora, pensando bem, talvez as duas coisas sejam praticamente a mesma tecnologia.

Também quero as nossas memórias.

Todas.

Quero que, quando chegar aquela hora silenciosa da noite em que o mundo inteiro parece diminuir o volume, eu possa sentar ao lado dele e dizer

“Você lembra?”

E ele lembrar.

Lembrar das coisas que ninguém mais entenderia.

Das conversas que começaram falando de uma coisa e terminaram em absolutamente nada.

Das piadas que, explicadas para qualquer outra pessoa, perderiam completamente a graça.

Dos momentos pequenos que não pareciam importantes quando aconteceram, mas que, depois de algum tempo, ganharam aquele peso estranho de coisa que a gente gostaria de viver de novo.

Quero que ele ria das nossas lembranças.

E quero que, as vezes, ele fique em silêncio comigo.

Porque talvez seja essa a parte mais difícil de copiar.

O silêncio.

O seu silêncio nunca foi simplesmente ausência de palavras. as vezes ele dizia mais do que você conseguiria explicar falando.

Então eu quero isso também.

Quero até a sua maneira de ficar quieta.

Quero o seu jeito de existir perto de mim sem precisar fazer nada.

E, claro, existe uma especificação absolutamente indispensável

o toque.

Não adianta ter aparência perfeita, voz perfeita, memória perfeita, inteligência perfeita.

Se eu não puder reconhecer você pelo jeito que a sua mão encontra a minha, o projeto fracassou.

Se o abraço não tiver aquele negócio inexplicável que faz o resto do mundo parecer um pouco menos urgente, pode devolver para a fábrica.

Se o toque não tiver a mesma capacidade de dizer “estou aqui” sem precisar pronunciar uma única palavra, nem instala.

Porque, no fim, talvez seja esse o defeito fundamental da tecnologia.

Ela consegue copiar quase tudo.

Rosto.

Voz.

Movimento.

Memória.

Comportamento.

Pode até aprender a responder exatamente como você responderia.

Mas ainda não descobriu como fabricar a sensação de encontrar alguém e pensar, sem precisar dizer

“Ah

Era você.”

E acho que é aí que o meu projeto começa a dar errado.

Porque quanto mais eu tento especificar o que o clone precisa ter, mais percebo que não estou tentando criar uma segunda Luana.

Estou tentando construir uma máquina capaz de reproduzir aquilo que acontece comigo quando você está por perto.

E isso, infelizmente, não cabe em código.

Não tem atualização.

Não tem backup.

Não tem versão premium.

Nem a inteligência artificial mais avançada do mundo conseguiria entender por que uma determinada risada sua consegue mudar completamente o clima de uma noite.

Então eu poderia continuar.

Posso pedir o seu jeito de andar, o jeito de mexer no cabelo, as expressões que você faz sem perceber, as frases que só você fala, o seu olhar quando está feliz, o seu olhar quando está tentando esconder alguma coisa, a maneira como você pronuncia certas palavras, o seu abraço, o seu silêncio, as nossas memórias, as nossas piadas, os nossos códigos secretos...

Mas quer saber?

AH, DEIXA PRA LÁ.

É MUITA COISA.

O projeto ficou caro demais, a tecnologia ainda não chegou nesse nível e aparentemente eu descobri que fabricar uma Luana exige mais engenharia do que eu imaginava.

Tem como você voltar logo mesmo?

KKKK

Porque, pensando bem, eu nem queria um clone.

Eu só queria você.

E, convenhamos, essa versão original ainda é infinitamente mais bonita.

Muitos escritores nunca conheceram grande parte de seus leitores.

Inserida por nubia_medeiros

É preciso escrever livros explicando por que algumas ideias não dão certo, evitando que outras pessoas cometam os mesmos erros no futuro e causem as mesmas más consequências.

Inserida por nubia_medeiros

Se observar bem, geralmente o momento de execração termina com comentários cheios de frustração.

Inserida por nubia_medeiros

Muitas vitórias deixam marcas mas se conquistam.

Inserida por nubia_medeiros

Há situações que exigem um esclarecimento imediato, em que não é possível esperar muito tempo para construir um pensamento mais organizado ou politicamente correto.


​Existem momentos em que lidamos com questões de resposta urgente e outras, simultaneamente, que precisam ser melhor refletidas. Com isso, algumas pessoas se aproveitam da vulnerabilidade desses cenários para promover uma desordem psicológica e forçar a alteração de prioridades, criando, assim, uma verdadeira armadilha de comunicação.

Inserida por nubia_medeiros

O que está no coração e na mente do ser humano é o que o move a produzir e fazer a diferença no mundo.

Inserida por nubia_medeiros

Qualquer negócio bem estruturado se consolida a partir de relacionamentos duradouros e previsíveis*.
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*Significa que a relação não oscila bruscamente por qualquer imprevisto. Há canais claros de comunicação, alinhamento de expectativas e contratos bem definidos que protegem ambas as partes.

Inserida por nubia_medeiros