Pensamentos Mais Recentes

O que o coração não consegue explicar a arte desenha.

Os tiranos com a guerra derramam dor e sague, mas o artista derrama as tintas para promover a paz e a vida.

Parece que a poesia só nasce quando a gente tá com o peito apertado. A briga corta, machuca, e depois vira verso. É quase como se a tristeza fosse matéria-prima.

Mas olha... poeta também escreve coisa linda com paz. Com café na mesa, com riso bobo, com "por nós". Não precisa sempre sangrar pra rimar.

A briga dá verso bonito porque escancara o que a gente sente.
O amor calmo dá verso bonito porque mostra por que vale a pena ficar.
(Saul Beleza)

"A morte nunca me ensinou a desistir da vida. Ela me ensinou a não desperdiçá-la. Desde então, compreendi que viver não é apenas respirar, mas amar, servir e deixar o mundo um pouco melhor do que o encontramos."
— Fabinho Martins

*É por nós que canto.*

Quando a noite cai e o mundo silencia,
meu peito encontra um motivo pra ser melodia.
Não é acaso, não é sorte, não é dia qualquer —
*é por você que canto*, é por nós dois pra sempre.
E se um dia o vento levar minha voz,
que ela volte no eco e diga: somos nós.
Porque amar é isso, dividir a canção,
e fazer de um "eu" bonito, em um "nós" em oração.
(Saul Beleza)

O homem deixou rabiscado com arte na parede da sua caverna o retrato da vida e do mundo real.

É ali na tempestade que a palavra sai mais crua, Sem filtro.
O peito aperta, a cabeça ferve, e de repente vira verso pra não virar grito.

Na tempestade a gente escreve com a alma na mão.
Cada raio ilumina uma coisa que estava escondida,
cada trovão arranca uma verdade que no silêncio ficava calada.

Só precisamos tomar cuidado.
Poeta também precisa de porto seguro.
Porque se for só tempestade, uma hora a gente afunda.
(Saul Beleza)

Quem aprende a viver lembrando que a vida é passageira descobre que o mais importante não é quanto tempo temos, mas o que fazemos com o tempo que nos foi dado.
— Fabinho Martins

O que o mundo moderno deforma a arte uni e dá forma.

A arte é a crença dos fortes.

A arte é um elemento primordial para a religião e ao mesmo tempo para fazer entender o mundo espiritual.

A sociedade vive e sobrevive da arte para superar os enigmas do cotidiano da vida.

Sem carinho, a vida é apenas tempo; com ele, torna-se eternidade.

A gentileza abre as portas mais difíceis, mas a grosseria fecha todas elas.

O afeto é a própria essência da existência — o fio que nos tece ao mundo e ao outro.

Próxima obviedade
(Mauro A Evaristo)

Alguns, diversos, poucos, muitos, vários
Não significa que sejam todos
E interpretar fora do eixo feito louco
Poderia ser resolvido com dicionário.

Cada época tem suas necessidades,
Cada era tem seu peso e valor
Agora, acorde, desperte, faça o favor
Não veja tudo pela próxima obviedade.

Você tem um privilégio neste trafegar
Que muitos abrem mão de aprimorar
O que se identifica neste viver

Que é a oportunidade de estudar
Lição diária dada para aprender
Que existe poder infinito em você.

feradapoesia.blogspot.com

O POEMA DA LIBÉLULA — A EPIFANIA DO ÁTOMO EFÊMERO.
Do livro: Evoca-me.

Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
No pântano ancestral da matéria escura,
onde a podridão medita em seu mistério,
nasci da lama, informe criatura,
sob o silêncio lúgubre do cemitério.
Meu corpo é apenas química transitória,
um breve incêndio em célere agonia;
sou fragmento da cósmica memória,
um sopro condenado à entropia.
Minhas asas, de translúcida estrutura,
são pergaminhos frágeis da existência;
nelas a Vida escreve a desventura
da carne submetida à decadência.
Eu sou a flor microscópica do nada,
um hieróglifo orgânico do destino;
uma sombra biologicamente iluminada
peregrinando pelo azul divino.
Enquanto danço sobre a água adormecida,
ignoro a foice oculta do momento;
cada segundo é uma gota perdida
no vasto oceano do esquecimento.
Ah! Se pudesse interrogar o vento
sobre o princípio e o fim da criação,
talvez ouvisse o fúnebre argumento
da eterna decomposição.
Porque tudo que respira está marcado
pelo selo invisível da partida;
o verme aguarda o corpo fatigado,
como a noite aguarda a luz vencida.
Homem! Não desprezes minha pequenez,
nem julgues minha vida insignificante;
também possuis na íntima nudez
a mesma origem mineral e agonizante.
És pó que pensa, és matéria embelezada,
um pensamento preso à argila fria;
uma centelha brevemente despertada
no imenso laboratório da Harmonia.
E quando meu voo cessar sobre o lago,
e minhas asas perderem seu fulgor,
voltarei ao silêncio sem estrago,
ao ventre universal do Criador.
Pois nada morre na vasta arquitetura
do Cosmos, onde a transformação governa;
a morte é apenas outra assinatura
da Vida em sua marcha sempiterna.
Assim,sou pequena libélula esquecida,
sobrevoando o abismo da existência,
Talvez uma lágrima breve da Vida,
chorando luz na face da consciência.

O amor é a alma da vida; é ele que dá sentido ao caminho e calor ao nosso existir.

O mundo espiritual é real.


Se você vivesse 1 dia 
do que eu vivo aqui,


seu joelho não 
levantaria mais do chão.

A sua história é escrita todos os dias.
Viva intensamente, caminhe ao lado de quem você ama e permaneça cercado de pessoas sábias.

Hino sem amor é performance
Louvor sem respeito é vazio.


O que Deus quer primeiro
é o seu coração pelo próximo.

As pessoas esquecem o quanto você foi importante para elas.


Esquecem das mãos que as levantaram quando ninguém mais estendeu as suas.
Esquecem das noites em que você permaneceu, enquanto tantos foram embora.
Esquecem dos conselhos, do cuidado, das renúncias e da presença.


A memória, muitas vezes, guarda o que machuca e apaga quem ajudou a curar.


Mas isso não diminui o valor do que você fez.


Quem age com verdade não precisa viver do reconhecimento alheio. O bem continua existindo, mesmo quando ninguém o enxerga. E quem esquece a importância de alguém revela mais sobre si do que sobre o valor de quem foi esquecido.


Nem toda ausência de reconhecimento significa falta de importância.
Às vezes, é apenas a incapacidade de algumas pessoas de reconhecer e honrar quem um dia foi essencial em suas vidas.

Vivemos na era dos rostos e corpos "perfeitos", mas dos corações cada vez mais vazios.

Para me superar, tenho que sempre, ao correr do dia, me vigiar até a noite quando ir dormir, questionar o que deixei de fazer ou que poderia ter feito.

Eu me refaço em silêncio todos os dias.

Enquanto o mundo acredita que nada mudou, por dentro eu reconstruo ruínas, recolho pedaços, costuro feridas e reaprendo a existir.

Meu coração grita em um barulho sem voz.

Ninguém ouve, porque nem toda dor faz som. Algumas apenas ecoam dentro da alma, transformando quem somos antes mesmo que a gente perceba.

E, ainda assim, eu continuo.

Porque sobreviver também é uma forma de renascer. E há batalhas que são vencidas sem aplausos, apenas com a coragem de acordar e recomeçar mais uma vez.