Pensamentos Mais Recentes
Seu corpo carrega memória, desejo e sensibilidade.
Ele não é apenas matéria, é linguagem.
Escute o que ele sussurra quando o mundo silencia.
Debbie Villela
O ciclo involutivo das relações.
Todo processo evolutivo traz transformações e nos impulsiona para um estágio mais elevado de consciência.
Muitas são as descobertas e os avanços nas diversas áreas do saber que nos proporcionam uma melhor qualidade de vida. Se de um lado é inegável a conquista das coisas e das formas, do outro, é discutível a evolução do ser.
A história, recheada de atrocidades, é a prova de que temos muito a evoluir. Guerras, assassinatos, violência de todos os tipos. E o que aprendemos com isso? Basicamente, nada!
Na outra ponta, não posso negar que a história também registra grandes conquistas, grandes avanços, resgata grandes lições filosóficas e religiosas, mas volto à pergunta: o que aprendemos com isso? Basicamente, nada! Até porque o homem é um lobo que acredita ser “cult” divagar sobre a graça dos coelhos, galinhas e cordeiros.
A evolução das coisas não se traduz na evolução do ser.
Enquanto formos capazes de mentir para nós mesmos acerca do que somos e do que acreditamos, continuaremos sendo capazes de cometer atrocidades.
Se o prato estiver cheio e o homem saciado, ele poderá distribuir as sobras, mas, se o prato estiver quase vazio e a fome lhe rondar, o exemplo do Nazareno não se aplicará. Nesse estágio em que o homem se encontra, até o autossacrifício é dosado de acordo com a pessoa e o motivo.
Há pessoas altruístas? Sim! Mas o altruísmo, enquanto condição humana, não é a regra. Infelizmente.
Como simples observador, vejo que as vontades e os desejos individuais se sobrepõem, em muito, às necessidades e aos desejos das pessoas. O meu credo e as minhas escolhas sempre me parecerão mais acertados, e eu os justificarei. Mesmo diante do óbvio ululante à minha frente, desconsiderarei todos os atos e fatos para simplesmente manter a minha verdade e, quiçá, o meu status quo.
Dentro de uma visão mais egoísta, podemos dizer que as escolhas são de caráter individual, mas, direta ou indiretamente, essas escolhas afetam o todo. Como pequeno exemplo, cito o caso de um médico que resolve não ir trabalhar; as consequências dessa ação poderão resultar em risco à vida de alguém. Outros exemplos podem ser citados. Em resumo, estamos interligados socialmente, mas o nosso individualismo não permite a clareza desse entendimento.
A lógica caminha no sentido de que, se eu dependo de outrem, este tem que ser bem cuidado. No entanto, fazemos o contrário. Criamos um sistema eterno de suserania e vassalagem, no qual o nosso ser acaba tendo pouca ou nenhuma importância. No balcão da convivência humana, o relacionamento sincero é extremamente caro.
Uma relação sincera consigo e com as outras pessoas perpassa pela evolução do ser, e, para evoluirmos, é necessário não termos dúvidas daquilo que somos e queremos. Quanto maiores as dúvidas que temos, maiores serão as pontes a serem construídas. Quanto maior a dúvida sobre quem realmente somos, maior será a influência externa sobre nós e sobre nossas ações. O individualismo humano não se perde, mas se vende e se torna confuso. Quanto mais turvo é o nosso ser, mais conturbadas serão as nossas relações.
A involução das relações é latente, e os culpados não são os outros.
Curar-se para poder curar: esse é o caminho.
E fazê-lo é uma experiência individual de cada caminhante, que fará ou não sua escolha. Afinal, és livre!
Pense e reflita!
Paz e bem!
Massako
Escrevo sobre o vazio,
sobre o silêncio,
sobre o peso,
sobre o choro,
sobre aquilo
que ainda não sei nomear.
Alguns sinais de que a vida tem me ensinado, em silêncio, a ser alguém melhor:
Já não respondo a tudo o que me fere.
Não porque me faltem palavras, mas porque descobri que nem toda reação merece nascer. Há silêncios que não são ausência de argumentos — são presença de sabedoria. Hoje, eu sinto, observo e escolho o que merece sair de mim.
Aprendi também a discordar sem transformar diferenças em batalhas. Nem todo pensamento contrário precisa ser vencido, nem toda opinião precisa ser convencida. Às vezes, basta ouvir, respeitar, compreender o que for possível e seguir o próprio caminho sem deixar atrás de si os rastros de uma guerra que nunca precisou existir.
Estou aprendendo a não guardar dentro de mim dores que o outro sequer soube que causou. Nem tudo precisa de confronto para ser curado. Algumas feridas pedem apenas silêncio, tempo e coragem para serem processadas. Sinto, compreendo, respiro… e deixo ir.
Nos dias difíceis, tenho aprendido a permanecer de pé mesmo quando ninguém vê o peso que carrego. Já não preciso que alguém reconheça a minha dor para que ela seja verdadeira. Existem batalhas que travamos em silêncio, lágrimas que ninguém testemunha e noites em que apenas nós sabemos o quanto foi difícil amanhecer.
E talvez um dos maiores aprendizados seja este: desejar o bem a quem me decepcionou. Não porque não tenha doído, nem porque tenha esquecido. Mas porque descobri que ressentimento é uma corrente invisível que mantém perto justamente quem eu já deveria ter deixado partir.
Perdoar, para mim, deixou de significar permitir que alguém volte a ocupar o mesmo lugar. Às vezes, perdoar é simplesmente fechar a porta sem bater, seguir em frente sem ódio e deixar que cada pessoa continue sua caminhada levando consigo aquilo que lhe pertence.
Hoje, compreendo que amadurecer não é sentir menos.
É sentir profundamente sem permitir que a dor escolha quem vamos nos tornar.
É aprender que algumas pessoas chegam para permanecer, outras chegam para ensinar e algumas precisam apenas passar.
E talvez a verdadeira liberdade esteja justamente nisso: olhar para tudo o que um dia me feriu, agradecer pelo que me ensinou e seguir em frente sem carregar ninguém no coração que já não cabe mais na minha vida.
Porque, no fim, a maior vitória não é provar que eu estava certo.
É chegar ao outro lado daquilo que me feriu ainda sendo capaz de reconhecer a paz quando ela finalmente chega.
Procura se entregar o melhor de você pra Deus.
As coisas do mundo não merece mais do que o nosso próprio Deus!
Eu preciso entender que a sua jornada na minha vida era apenas passageira. Não adianta tentar me gravar como uma tatuagem.
Ser Homem ou Mulher de verdade é, sobretudo, honrar o que fala, mesmo com o sacrifício da própria vida.
Vivemos tempos em que a palavra perdeu valor.
Promete-se muito, cumpre-se quase nada.
Fala-se de princípios enquanto for conveniente, defende-se a verdade enquanto ela não exigir nenhum sacrifício e proclama-se coragem quando não há risco algum a correr.
Mas o caráter começa justamente onde termina a conveniência.
Honrar a própria palavra não significa ser incapaz de reconhecer um erro, mudar de opinião ou corrigir uma decisão.
Significa algo ainda mais profundo: não vender aquilo que se disse em troca de vantagens, aplausos, medo ou interesses pessoais.
É ter uma consciência diante da qual a própria palavra possui peso.
Homem ou Mulher de verdade não é quem nunca cai, quem nunca erra ou quem se apresenta como perfeito.
É aquele que, tendo dado sua palavra, entende que ela passou a carregar parte da sua dignidade.
E quando chega a hora difícil — quando cumprir custa caro, quando permanecer fiel traz perdas, quando abandonar seria mais fácil — é justamente aí que se revela quem somos.
Porque falar é muito fácil quando não há consequências.
Difícil é permanecer de pé quando cumprir aquilo que se prometeu exige renúncia.
Difícil é dizer “eu sustento o que disse” quando todos ao redor aconselham o contrário.
Difícil é conservar a honra quando seria muito mais vantajoso perdê-la.
A vida pode até nos obrigar a rever caminhos, mas não deveria nos ensinar a transformar a palavra em mercadoria.
No fim, não seremos lembrados apenas pelo que conquistamos, pelo que acumulamos ou pelo poder que tivemos.
Seremos lembrados, sobretudo, pela coerência entre aquilo que dizíamos ser e aquilo que fomos capazes de fazer quando ninguém estava nos obrigando a nada.
A palavra verdadeira é uma espécie de compromisso silencioso com a própria consciência.
E talvez seja por isso que, em um mundo em que tantos mudam de discurso conforme o vento sopra, uma pessoa que permanece fiel àquilo em que acredita se torna muito rara.
Porque honra não é dizer palavras bonitas sobre princípios.
Honra é estar disposto a pagar o preço deles.
E quando alguém chega ao ponto de preferir o sacrifício à traição da própria palavra, talvez tenha compreendido uma das maiores verdades da existência:
há coisas que podem custar a vida, mas perdê-las pode custar a própria razão de viver.
Geralmente quem olha e aponta o outro como ameaça é sempre os lados da polarização política para conter o surgimento de novas lideranças.
Escolha todos os dias o que alimenta sua luz. Opte por toda energia que alimente de paz a sua mente!
#bysissym
O silêncio, de fato, é antagônico. Por vezes sugere respeito, mas quando viola a confiança é falta de caráter.
O Brasil é laico; mas o clã criou um mosaico prosaico e arcaico de crenças e cultos que tornou impossível decifrar sua fé!
Não adianta ter uma estrutura forte, bem construída e de estética ímpar se as bases foram construídas na lama!
A humanidade é substantivo, Deus é verbo, a natureza é adjetivo, a Terra é um capítulo e o universo a obra em desenvolvimento!
Quando a ciência não encontra o caminho, a fé assume a direção e ilumina um atalho para a superstição e outro para a razão!
Antigamente, o simples era especial; tudo era difícil, mas nada era complicado. Era comum ser diferente e o anormal era ser igual!
Não existe mais linguagem figurada e figura de linguagem, e sim, linguagem de figuras! Foca nos estudos, é uma foca com livros!
Existem aqueles que morrem de fome e há os que têm uma vida farta! Porém, a fome mais voraz é a de viver, e muitos estão famintos.
