Pensamentos Mais Recentes

Todo poder produz narrativas para justificar sua própria existência.

Nietzsche desconfiou das verdades absolutas; o jurista deveria desconfiar especialmente das verdades que beneficiam sempre os mesmos.

A história pune sociedades que confundem permanência com legitimidade.

O Direito é memória organizada, mas também deve ser imaginação institucional.

Uma instituição que nunca muda pode estar estável ou simplesmente incapaz de perceber sua própria decadência.

O que hoje parece evidente algum dia precisou ser defendido contra o senso comum.

O progresso jurídico frequentemente começa como uma ideia considerada inconveniente.

Toda estabilidade institucional contém conflitos que ainda não encontraram linguagem.

O Direito não vive fora da história; ele é uma das formas pelas quais uma sociedade interpreta sua própria história.

A jurisprudência muda porque a sociedade muda, e a sociedade muda porque novas contradições tornam antigas respostas insuficientes.

Muitas instituições são sínteses provisórias de conflitos que ainda não terminaram.

Hegel percebeu que a história é atravessada por conflitos; o Direito tenta impedir que toda contradição termine em violência.

Quanto maior o poder de decidir sobre outros, maior deveria ser a obrigação de justificar a decisão.

Nenhum algoritmo deveria transformar dignidade em variável descartável.

O Direito começa a perder sua humanidade quando considera a pessoa apenas como titular de obrigações.

A autonomia exige mais do que liberdade de escolha; exige condições para escolher sem coerção indevida.

Uma decisão pode ser legalmente conveniente e moralmente indefensável.

Segredos


Perguntaram-me o que tenho guardado dentro de mim.
São tantas coisas que falar seria tirar de dentro do meu peito
Todos os meus segredos – e os segredos do mundo.
E os segredos do mundo não devem ser revelados.
Mas descobertos.
E essa descoberta flui naturalmente.
Porém, o caminho é árduo,
Repleto de tropeços.
E a montanha? Íngreme!
Os passos? Longos e cansativos!
A vida mostra todos estes caminhos
E todos os segredos escondidos.
Enxergá-los?
Só se estivermos atentos.

O imperativo moral pergunta aquilo que o contrato frequentemente esquece: “E se todos fizessem isso?”

A eficiência é uma virtude administrativa até o momento em que começa a exigir sacrifícios incompatíveis com a dignidade humana.

O ser humano não deveria ser meio para o lucro, para a política, para a burocracia ou para a tecnologia.

Quando uma instituição transforma pessoas em números, o Direito precisa lembrar que números não possuem dignidade, pessoas possuem.

Kant transformou a dignidade em uma ideia poderosa: pessoas não deveriam ser tratadas simplesmente como instrumentos.

Não procureis, afobados, a falta que teu corpo sente. O preenchimento está na jornada.

“Passei a vida procurando respostas e descobri que as melhores delas não encerravam minhas perguntas: ampliavam o horizonte. Hoje compreendo que não preciso chegar ao fim sabendo tudo. Basta-me chegar ainda querendo compreender.”