Pensamentos Mais Recentes

“Pensar não é repetir”

“Pensar é respeitar os mestres sem se tornar escravo deles. A verdadeira inteligência não está em repetir grandes pensamentos, mas em ter coragem de criar novos caminhos para a própria consciência.”

Carlos Eduardo Balcarse

Há uma diferença profunda entre conhecer pensamentos e aprender a pensar.

Estudar grandes autores é indispensável. Filosofia, ciência, psicologia, educação e tantas outras áreas do conhecimento foram construídas por pessoas que tiveram coragem de questionar aquilo que, em seu tempo, parecia evidente. O problema começa quando transformamos referências em fronteiras.

Um mestre deveria ampliar nossa capacidade de pensar, não determinar até onde podemos pensar.

Repetir uma ideia brilhante demonstra que tivemos acesso a ela. Compreendê-la exige mais. Questioná-la exige ainda mais. Mas talvez o verdadeiro exercício intelectual comece quando conseguimos dialogar com aquilo que recebemos sem entregar ao outro a autoria de nossa própria consciência.

Nenhum conhecimento deveria nos dispensar da responsabilidade de discernir.

Podemos conhecer centenas de teorias e continuar intelectualmente dependentes. Podemos citar grandes pensadores e nunca produzir um pensamento verdadeiramente nosso. Podemos acumular respostas sem perceber que deixamos de formular perguntas.

É por isso que pensamento crítico, discernimento, consciência e autonomia intelectual não deveriam ser tratados como sinônimos de oposição permanente. Pensar por si mesmo não significa rejeitar quem veio antes. Significa reconhecer o que recebemos, submetê-lo ao exame e assumir responsabilidade pelo que decidimos conservar, revisar ou superar.

Os mestres nos entregam mapas.

Mas nenhum mapa deveria nos impedir de perceber caminhos que ainda não foram desenhados.

Talvez uma das maiores homenagens que possamos prestar a quem nos ensinou a pensar seja justamente esta:

Não parar de pensar onde eles pararam.

Carlos Eduardo Balcarse
Escritor, pesquisador, professor e psicanalista

O Zonismo é uma interpretação da realidade, criada por Willian Zon e nascida em Ouricuri, Pernambuco, Brasil, para observar a transformação contínua da existência.

No estado democrático de direto, no sistema político eleitoral, quando se evoca elementos religiosos, acaba-se sacramentando o profano e profanando o sagrado, o que resulta em conflito social.
F. Meirinho

Respire fundo!


O sofrimento é alimentado pela ilusão,
As mágoas predem cicatrizes no coração com pregos,
E quando o silêncio pesa uma tonelada é porque as esperanças estão virando fumaça,


Respirar fundo pode dizer muito, pode controlar a alma,
Quando o seu coração der espaço para a sua mente e quando o seu corpo der um tempo para o teu coração, ai então acharás como deve ser e entenderás o que fazer.

Meu coração é vermelho 
e aponta o lado esquerdo.

A fé move montanhas
Move também quem sonha.

Poema: Sonhos


 Rimo o que estou sentindo
Sonhamos dormindo
E realizamos acordados
Pra não ser mais um derrotado
Não sonho com menos
Nem penso pequeno
Mas te falo
Começamos de baixo
Pra crescer na vida
Não ter descida
Na escada
Seguir a caminhada
De degrau em degrau
Conquistar algo principal
A fé move montanhas
Move também quem sonha
Acredito que ainda vou escrever
Pra poder dizer
Que a favela venceu
Graças a Deus.

Poema: Acabou!


 Não sou o que você sonhou
Mas talvez o que você já imaginou
Mas, nessa poesia
Te falo que não sou polícia
Pra correr atrás de ninguém
Um dia te quis o bem
Não quero o teu mal
Apenas um final
Do raro sentimento
Que existia aqui dentro
Que você matou
Por isso tudo acabou.


 O feliz com pouco
Vale o dobro
Não falo de dinheiro
Mas do sentimento verdadeiro
Falo de amor
Que você não deu valor
E tá descansando em paz
Agora procuro minha paz
E amor próprio
Amar eu próprio
A melhor escolha
Pra minha pessoa.

Ser educada não significa estar disponível.

Às vezes, a melhor companhia é o silêncio.

“Quando o interesse pensa por nós”

Gostamos de acreditar que primeiro pensamos e só depois escolhemos. Mas talvez, em muitos momentos, façamos o caminho inverso. Primeiro, algo em nós escolhe, e só depois o pensamento trabalha para justificar a escolha.

Interesse não é apenas dinheiro ou vantagem material. Pode ser o interesse em pertencer, em ser aceito, em manter uma identidade, em não decepcionar um grupo, em não admitir um erro.

Talvez os interesses mais poderosos sejam, justamente, aqueles que não reconhecemos como interesses.

Não se trata apenas de más intenções ou falta de caráter, mas de perceber o quanto o pensamento pode ser convocado para defender conclusões que nunca foram realmente examinadas.

Conhecimento, sozinho, não resolve isso. Uma pessoa pode ter muito repertório e ainda assim usá-lo para proteger conclusões que jamais permitiu serem questionadas.

Talvez por isso o diálogo esteja tão difícil. Não apenas porque faltam ouvidos, mas porque ouvir de verdade ameaça interesses que nem sempre estamos dispostos a perder.

Talvez a pergunta mais difícil não seja “o que eu penso?”, mas “o que, em mim, precisa que eu pense assim?”

Há interesses que não compram nossas opiniões. Eles apenas nos convencem de que elas são nossas.

Carlos Eduardo Balcarce
Psicanalista, Educador, Escritor e Pesquisador

3582 🗳️ Tenho Cunhados que consideram Certa a Vitória do Candidato deles. Lembrei que, caso a Vitória não seja tão certa assim, que eles evitem se comportar como ABC: A, de ANTAS; B, de BURROS; C, de COITADINHOS. Eles sumiram!

Nem sempre pensamos o que pensamos, as vezes precisamos pensar no que precisamos pensar para continuar acreditando naquilo que nos interessa.

“Educação sem discernimento corre o risco de sofisticar a obediência cega.”

Carlos Eduardo Balcarse

A educação deseducadora acumula respostas sem ensinar a formular perguntas, transmite conteúdos sem desenvolver critérios, e celebra a repetição como se isso fosse aprender.

“A educação deseducadora: quando aprender não ensina a pensar”

Há uma educação que educa e há uma educação que, embora ensine, deseduca. Chamo de educação deseducadora aquela que acumula respostas sem ensinar a formular perguntas, que transmite conteúdos sem desenvolver critérios, que premia a repetição e chama isso de aprendizagem. É uma educação que pode formar pessoas informadas e, paradoxalmente, intelectualmente dependentes.

Durante muito tempo repetimos: leia mais. Mas talvez precisemos acrescentar: leia melhor. Porque quantidade de leitura não é sinônimo de qualidade de compreensão. É possível ler muito e compreender pouco; acumular autores e não construir autoria; saber citar e não saber perguntar.

O mesmo vale para o pensamento. Talvez não precisemos simplesmente pensar mais. Precisamos pensar melhor. Pensar melhor não é pensar como alguém manda. É aprender a examinar o que pensamos antes de conceder ao pensamento o estatuto de verdade.

Nunca tivemos tanta informação disponível e, ainda assim, talvez nunca tenha sido tão fácil confundir informação com conhecimento, opinião com verdade, convicção com evidência e repetição com compreensão. Nesse cenário, o discernimento deixa de ser um luxo e se torna uma necessidade. uma necessidade.

É nesse ponto que a Pedagogia do Discernimento se coloca, não como acréscimo de conteúdo, mas como uma mudança de ênfase: menos acumular, mais examinar; menos repetir, mais compreender; menos receber pronto, mais perguntar. Porque o problema não está apenas no que entra na nossa mente, mas no que encontra permissão para permanecer nela.

José Saramago falou sobre sair da ilha para ver a ilha. Eu acrescentaria: não basta sair da ilha para vê-la, é preciso sair da ilha e tirar a ilha de dentro de nós. Porque podemos mudar o lugar de onde olhamos sem mudar o olhar.

Carregamos conosco lembranças, afetos, medos, feridas, certezas, interpretações. E muitas vezes acreditamos estar observando o mundo quando, na verdade, estamos apenas reencontrando o que já estava dentro de nós. Não vemos apenas o que vemos. Vemos também com aquilo que somos.

Por isso, afastar-se não basta. É preciso perceber o que levamos conosco quando nos afastamos.

É nesse ponto que Metadiscern e o conceito de metadiscernimento se situam: não basta discernir o objeto observado; é preciso discernir também os critérios com os quais observamos. Não basta olhar para o objeto, é necessário perceber o observador observando o objeto.

Daí a necessidade de uma alfabetização do discernimento capaz de alcançar não só a leitura de palavras, mas a leitura das influências, das convicções e das autoridades que aceitamos quase sem perceber.

A mente produz, mas produzir não é provar. Pensar algo não torna esse algo verdadeiro. A mente produz. O discernimento depura.

Essa compreensão atravessa também o Método Protagonista. Ser protagonista da própria história não significa controlar tudo nem eliminar influências, mas reconhecer quais forças nos movem e escolher, com responsabilidade, quais merecem peso nas nossas decisões. Não existe protagonismo sem discernimento.

A educação deseducadora não falha apenas por falta de conteúdo, mas por ausência de critérios. E pode oferecer ao sujeito uma infinidade de janelas para enxergar o mundo, sem jamais lhe entregar um espelho.

Leia mais, sim, mas leia melhor. Pense mais, se for o caso, mas, sobretudo, pense melhor. E quando acreditar que aprendeu a enxergar, desconfie novamente dos seus olhos.

“A educação não tem segredo. O segredo está na educação.”

Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Escritor e Pesquisador.

Usufrua o máximo das suas conquistas, deixe o mínimo para àqueles que reconheceram os seus esforços, afinal nem todos merecem receber uma gota do seu suor.

O sistema nunca beneficiará o povo, ele alimenta ilusões, não soluções.

Admito convicta que é um lindo
déjà-vu vê-lo no tempo da florada
generosa do Orgulho de Barbados,
abrindo comigo uma caixa enfeitada
e apreciando cartões de namorados
feitos por um misterioso marinheiro.


Há algo pleno em nós, raro e olvidado
nos dias de hoje: a crença firme 
de que o romantismo não está superado,
e que não nascemos para outro destino 
que não viver nos amando, lado a lado. 


Dizem que é preciso ter cuidado,
o coração está cunhado sem conseguir 
parar de te querer junto e gamado,
porque ama com o que há mais devotado.

“Quando o absurdo deixa de causar espanto, o discernimento já está em perigo.”

Vivemos uma triste realidade que beira a irrealidade.

Nunca tivemos tanta informação disponível e, talvez, nunca tenha sido tão fácil fantasiar desinformação de conhecimento, opinião de ciência, crença de evidência e absurdo de verdade.

Basta acrescentar uma palavra difícil, uma explicação incompreensível, um pouco de “ciência”, alguma “física quântica”, uma promessa extraordinária e uma boa dose de convicção. Pronto, o inacreditável ganha aparência de credibilidade.

Só que o problema mais grave talvez não seja existirem pessoas dispostas a vender fórmulas mágicas. É existirem mentes suficientemente desarmadas para comprá-las.

A mente mente. E mente ainda melhor quando encontra argumentos sofisticados para acreditar naquilo que deseja acreditar.

Por isso, informação não é conhecimento. Conhecimento não é verdade. Convicção não é evidência. E inteligência, sem discernimento, também pode ser extraordinariamente eficiente na construção do próprio engano.

O senso comum comumente mente. Mas o discurso incomum também pode mentir, às vezes apenas com palavras mais difíceis.

É justamente aí que precisamos recuperar o espanto. Não o espanto de quem acredita em qualquer coisa extraordinária, mas o espanto de quem ainda consegue olhar para o absurdo e perguntar, como chegamos ao ponto de isso parecer razoável?

Porque uma sociedade que perde a capacidade de se espantar com o absurdo, pouco a pouco começa a normalizá-lo. Aceita o inaceitável, tolera o intolerável, acredita no inacreditável, justifica o injustificável e termina defendendo o indefensável.

Talvez por isso, desenvolver o discernimento tenha se tornado uma urgência educacional.

Precisamos de pensamento crítico, mas também de alfabetização do discernimento, de uma pedagogia do discernimento capaz de ensinar não apenas adquirir conhecimento, mas examinar a autoridade que concedemos às informações, crenças, emoções, narrativas e até certezas.

A guerra contemporânea é puraMENTE mental.

E, nessa guerra, talvez a derrota mais perigosa aconteça quando alguém coloca uma ideia dentro de nós e ainda nos convence de que fomos nós que a pensamos.

Pensar é necessário. Discernir é descobrir se aquilo que pensamos merece continuar sendo pensado.

Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Escritor e Pesquisador

A tristeza na vida de todo artista,
é fazer sua arte para amenizar tanta dor,
nas vidas humanas e nem mesmo 
ser reconhecido !

“Pensar os Fatos ou Proteger Ideias?”.

Talvez discernir não seja apenas pensar, mas notar quando paramos de pensar.

O fato acontece, a mente interpreta e a crença seleciona.

Quando a interpretação vira dono / dona do lugar, o fato vira acessório.

Por isso a pergunta não é só “isso é fato ou ideia?”, mas “estou disposto a deixar um fato contrariar o que eu já penso?”.

Porque quando os fatos precisam se curvar às ideias, já não estamos pensando a realidade. Estamos tentando fazê-la pensar como nós.

Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Escritor, Educador e Pesquisador.

“Quando as ideias começam a pensar por você”

Vivemos um tempo estranho. Aceitamos o inaceitável, toleramos o intolerável, acreditamos no inacreditável e ainda chamamos isso de pensar.

Mas pensar não basta. Há quem pense apenas para confirmar aquilo em que já decidiu acreditar.

A mente mente. E uma de suas mentiras mais úteis é nos convencer de que todo pensamento que ocorre dentro de nós nasceu em nós. Não nasceu. Somos atravessados por ideias, repetições, pressões, pertencimentos.

Uma mentira não precisa tornar-se verdade para vencer. Basta tornar-se comum. Repita o absurdo até que ele deixe de espantar. Depois, chame de exagero quem ainda se espanta.

Talvez por isso o senso comum comumente mente. Não porque o comum seja sempre falso, mas porque ser comum jamais foi critério de verdade.

A guerra é puraMENTE mental, porque o território não é o que pensamos, mas os critérios que deixamos de examinar.

Não se trata apenas de influenciar o que pensamos, mas de pré-definir as perguntas. Não é preciso proibir o pensamento quando se consegue domesticar os critérios.

Por isso, discernimento não é pensar mais. É pensar sobre quem pensa quando pensamos.

A pergunta talvez não seja:

 “No que você acredita?”, mas “Quanto daquilo que você acredita sobreviveria se você investigasse por que acredita?”

Porque quem não discerne o que entra na própria mente pode passar a vida inteira acreditando que está defendendo suas ideias, quando são as ideias que estão usando sua mente para se defender.

Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Escritor, Educador, Pesquisador.

O poder da decisão


O poder de decidir nos torna audazes
Para fazer escolhas que transformam,
Mostrando que somos todos capazes
De abrir mão de más escolhas que ocorram.


O ato de fazer uma escolha
É decidir um caminho com compromisso
Com a opção assumida fora da bolha
Onde ninguém deve ser remisso.


Toda decisão exige deixar outras opções.
Não decidir também é uma decisão.
E as consequências têm suas razões,
Tornando cada escolha uma lição.


O ato de decidir muda o destino
E é reflexo das escolhas acertadas.
Tomar decisões repentinas
Pode trazer resultados não esperados.


O melhor mesmo é evitar a dúvida eterna:
Ponderar com clareza pra não se arrepender,
Agindo de forma firme à luz da lanterna,
Longe da indecisão que impede de viver.


Raimundo Nonato Ferreira
Setembro/2026

Roubar você pra mim seria meu crime perfeito!