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Pensamentos Mais Recentes

Ainda em meio à escuridão, subsistem belezas que, em silêncio, irradiam.

... Kenosis ...
... Humor com Amor ...
... Jovem diabo... diabo jovem? ...
Mas ... mas ... o Jovem voa!
Aumenta o próprio corpo
Abraça o fogo ... etc ...
Por gentileza ... em orAÇÃO ...
Não confundamos diabo com quiabo
Enquanto um " prega "
O Outro Alimenta = O Jovem ...
Alimenta o que?
A TRAVESSIA sobre a matéria ...

Ainda não inventaram e não inventarão cola para colar cristal. Caiu, quebrou, fragmentou: é descarte, é lixo, é fim de papo. Idem, idem - análoga à credibilidade, que tem a mesma natureza do cristal.

Paz de espírito?!


É um poder espiritual interior
que bem material algum
consegue negociar.


A paz de espírito
é um poder silencioso e íntimo,
um território sagrado,
onde nenhum bem material
tem moeda suficiente
para sequer tentar entrar.
✍@MiriamDaCosta

Sendo o sussurros iluminados...
Sois antro da essência pura e inocente,
Nos abraços a esperança vivemos 
Nos quais inusitada formas torna se ser oculto...
Breves olhares meros seres brilhante nos resquícios do ilumismo.
Para tal oportunidade de alegrias, 
Tantas lágrimas escorrem num estado envelhecido.

Não podemos estar em todos os lugares ao mesmo tempo; mas um pouco de cada lugar onde estivemos permanece em nós.

Há um abismo dentro de mim que não me engole mais, apenas me acompanha.

Que a pressa não nos furte a delicadeza das flores.

Salvação não é só acreditar, é escolher diferente todos os dias.

Fé sem ação é só vontade de mudar sem coragem de começar.

Deus estende a mão, mas é você quem precisa levantar.

Você pede salvação, mas ignora as decisões que ela exige.

O que és nasce da tua trajetória — não das vozes alheias que a deturpam.

Sua história de vida define quem você é — não as fofocas que contam sobre você.

Eu descobri uma coisa simples que parece pequena, mas muda o rumo do meu dia inteiro, como quem muda a direção de um barco só girando levemente o leme. Eu acordo, ainda meio sonolenta, com aquele pensamento automático de já pegar o celular, ver o mundo, ver a vida dos outros, ver o que nem é meu… mas aí eu me lembro de mim. E paro. Só paro.

Fecho os olhos. E pronto, o espetáculo começa sem precisar de tela.

Tem o passarinho que canta como se estivesse anunciando alguma novidade urgente, que na verdade nunca chega, mas ele insiste. Tem o vento que bate nas folhas como se estivesse fofocando segredos antigos da terra. Tem um cachorro lá longe que resolve participar da orquestra sem ser convidado. Tem até o silêncio, que não é ausência de som, é um som mais profundo, mais honesto, quase tímido.

E eu fico ali, quieta, como se estivesse assistindo a vida sem interferir nela. Sem pressa, sem cobrança, sem aquela lista mental que vive me perseguindo. Só ouvindo. Só existindo. Só sendo.

É engraçado como a gente passa tanto tempo procurando paz em coisas grandes, caras, distantes… quando ela mora ali, encostada na manhã, esperando só que alguém feche os olhos e escute. Não é sobre ter tempo, é sobre escolher parar. Nem que seja um pouquinho. Nem que seja um minuto roubado da correria.

E quando eu abro os olhos de novo, o mundo continua o mesmo. Mas eu não. Eu volto mais leve, mais inteira, como se tivesse lembrado quem eu sou antes de virar obrigação.

Se eu pudesse dar um conselho, daqueles simples e teimosos, eu diria: faz isso também. Fecha os olhos de manhã e escuta. A vida fala baixo, mas fala o tempo todo. E quem aprende a ouvir… nunca mais se sente tão perdido.

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ALINNY DE MELLO

Não te percas de ti mesmo; nem deixes que extingam o brilho que te habita.

Nunca se perca da sua essência, e jamais permita que apaguem sua chama.

O Sertão Dentro de Mim


O sertão que eu trago
não tá no mapa


ele mora em mim


nas partes em que a palavra
não cabe


onde o silêncio
diz sim


Tem dia
que sou chão rachado


pedra dura
pó e calor


onde a lágrima
não escorre


mas queima
o peito
e a dor


Mas foi na seca
que eu vi brotar


meu fio d’água
escondido


milagre pequeno
e teimoso


me mantendo vivo


Já tive sede de afeto


sede de mim
de abrigo


mas aprendi
com o deserto


que a falta
também é amigo


O sertão que vive em mim
é duro


mas quer crescer


porque o amor
que nasce da dor


ninguém mais
pode deter.

Carina Gameiro

O que eu era não resistiu ao tempo, ficou como poeira em um quarto fechado, não me reconstruí, apenas atravessei o que me quebrou eno que restou, ainda há algo que insiste. Eu sobrevivi.

Eu não continuo por acreditar, convicções se dissolveram cedo, como sal na água e o que restou foi um silêncio espesso, difícil de atravessar, ainda assim, algo em mim não cedeu, não por força, por teimosia quase invisível. É uma fidelidade estranha, não a um futuro, nem a um sentido claro, mas a esse resíduo que insiste, um pulso baixo, constante, como a luz que entra pela fresta e não ilumina o quarto, apenas impede que ele desapareça por completo, carrego isso no corpo, nos dias em que levantar parece uma forma de contradição, nos instantes em que existir soa como excesso, mesmo assim, fico, Por lealdade ao que ainda não morreu.


- Tiago Scheimann

Não, você não vê como eu vejo. Isso é o suficiente.

Sabe como é estar morto? Apenas durma.

Meu quarto é uma bagunça, eu me perco por lá. Por favor, não tente me achar.

⁠Toda e qualquer forma de manipulação é muito ruim, mas nenhuma é tão sórdida quanto a religiosa.


Porque ela não apenas distorce ideias — ela sequestra consciências...


Usa e abusa da imaturidade e da carência espiritual e emocional das pessoas.


A manipulação comum atua sobre interesses, medos ou desejos imediatos; já a manipulação religiosa invade o território mais íntimo do ser humano: a fé, a esperança e o sentido da existência. 


Quando o nome de Deus é invocado como ferramenta de convencimento, deixa de ser sagrado e passa a ser instrumento.


E é justamente aí que reside sua perversidade mais profunda: ela se disfarça de virtude. 


Quem manipula em nome do divino não se apresenta como manipulador, mas como mensageiro, defensor da moral, guardião da verdade. 


E, nesse teatro cuidadosamente montado, qualquer discordância pode ser tratada não como divergência legítima, mas como pecado, erro ou ameaça.


Na seara política, esse fenômeno ganha contornos ainda mais perigosos. 


O que deveria ser debate de ideias se transforma em disputa de “bem contra mal”, onde posições são santificadas e opositores demonizados. 


O eleitor deixa de ser cidadão crítico para se tornar fiel — e fé, quando deslocada de seu propósito espiritual, pode ser facilmente conduzida, moldada e explorada.


O problema não está na fé em si, que é fonte legítima de força, consolo e ética para milhões de pessoas. 


O problema surge quando ela é instrumentalizada. 


Quando líderes, discursos ou projetos se escoram no nome de Deus não para elevar, mas para controlar; não para unir, mas para dividir; não para libertar, mas para submeter.


E talvez o mais inquietante seja o fato de que muitos não percebem. 


Porque a manipulação religiosa raramente se apresenta com violência explícita — ela vem em forma de promessa, de proteção, de pertencimento. 


Ela acolhe antes de direcionar, consola antes de conduzir, e quando se percebe, já não se questiona mais.


Refletir sobre isso não é atacar a fé, mas protegê-la. 


É reconhecer que aquilo que é verdadeiramente sagrado não precisa ser usado como ferramenta de poder. 


Porque, no fim, quando o nome de Deus se torna argumento, corre-se o risco de que a verdade deixe de ser buscada — e passe apenas a ser declarada por quem fala mais alto.

Quando eu mais precisei, você soltou minha mão.