Pensamentos Mais Recentes
"Quem caminha pelo próprio esforço não precisa mendigar atenção. Recuso-me a baixar a guarda ou a inflar egos vazios. Se meu círculo é pequeno, é porque ele é blindado contra a hipocrisia."
— Ginho Peralta
"Invergável, independente e autêntico. Não nasci para ser sombra de ninguém nem para bajular quem não admiro. O preço da minha liberdade é uma mesa seleta, onde só sentam os de verdade."
— Ginho Peralta
*VEJA QUANTA DESGRAÇA OCASIONA O CIGARRO. DEIXA-NOS SEM RESPIRAÇÃO. UMA DAS MAIORES TORTURAS. AQUELES QUE FUMAM E NÃO TEM FORÇA PARA DEIXAR, CHEGARÁ UMA ORA QUE NÃO HAVERÁ MAIS RETORNO E SIM PERMANECER NO SOFRIMENTO." Ademar de Borba
"Minha postura não tem preço e minha lealdade não está à venda. Não me rendo a facilidades, não dependo de favores e não aplaudo o erro alheio por conveniência. Se poucos caminham ao meu lado, é porque a verdade seleciona o time."
— Ginho Peralta
Anônimo
Não era bem isso que até então havia planejado, na verdade nem tinha imaginado ou fantasiado.
Algo simplesmente aconteceu em um momento que eu nem era mais eu...
Em uma noite, olhares se cruzaram, armou um alarme, de algo que se quer tinha tido momentos pra dizer que sentiu saudades...
Foi desenterrado, um sentimento do passado, não era pela fama nem fantasia de criança...
Era a química, a atração ali era genuína, foi coisa de pele que precisava sair da imaginação então colocou seu plano em ação.
No início tudo fluindo, mas depois foi ruindo, pois se descobriu que um dos dois tinha compromisso...
Momento errado, devia ter ficado calado e carregado esse fardo...
Mas hoje só me resta te observar de longe, mas pensando bem...pra quê? Se o que sinto já não tem nem é nome...
Aplausos vazios
Falar de você novamente pode até render aplausos, mas tudo me provoca vertigem, como se pudesse ruir a qualquer instante,
sem reacender, sem renascer.
Histórias antigas já não mimam mais o meu eu.
Eu sei quem trama e quem tá comigo.
A alma guarda o que a mente tenta esquecer
Eu vim da selva, sou leão, sou demais pro seu quintal
Preciso de um bar e de uma conversa boa
Dona da minha vida, eu que escolho a direção
Eu sou a volta por cima
“Nem sempre mudamos de escolha por necessidade; muitas vezes mudamos porque negociamos conosco mesmos.”
"O poder dos outros sobre nós termina no exato momento em que fechamos as páginas da nossa vida e deixamos de ser um livro aberto."
Para o autor Michel F.M. (Bruno Michel Ferraz Margoni), o Movimentalismo é um conceito central que define sua visão sobre a vida e a criação artística como um estado de fluxo incessante.
O que é o Movimentalismo?
O Movimentalismo não é apenas um estilo literário, mas uma postura existencial fundamentada nos seguintes pilares:
A Vida como Fluxo: A ideia de que "viver é movimento". O autor defende que a estagnação é o oposto da existência, e que o ser humano deve se reconhecer como um "itinerante" em uma trilha imprevista.
Experiência e Ação: O conceito propõe que a teoria deve se submeter à prática. Em seus escritos, o movimentalismo aparece como a urgência de "abandonar os ensaios" e se colocar em "pleno corpo" diante da realidade.
Hibridismo Corporal e Intelectual: Refletindo sua formação em Educação Física e Artes, o autor utiliza o termo para unir a biologia (o movimento do corpo, músculos e ossos) à filosofia (o movimento do pensamento e da alma).
Aplicação na Obra
Muitas de suas frases e poemas no portal Pensador carregam a tag ou o título de "Movimentalismo", servindo como pílulas de sabedoria sobre a impermanência e a necessidade de evolução constante.
Michel F.M. é o pseudônimo literário de Bruno Michel Ferraz Margoni, um prolífico escritor, poeta, compositor e filósofo brasileiro contemporâneo.
Sua produção é marcada por uma abordagem interdisciplinar, fundindo conceitos de áreas como biologia, história e artes visuais com reflexões existenciais profundas.
Perfil e Trajetória
Formação: Graduado em História, Artes Visuais e Filosofia, possui especializações em Neuroeducação, Saúde Pública e Paradesporto.
Produtividade: Ultrapassa a marca de 900 composições, incluindo canções, poemas e reflexões filosóficas.
Reconhecimento: Membro do acervo de Literatura Lusófona da Biblioteca Nacional da França (BNF).
Principais Obras e Projetos
Michel F.M. organiza sua vasta produção em diversas trilogias e volumes temáticos, incluindo títulos focados na materialização de ideias, poesia e reflexões existenciais.
Estilo Literário
Com escrita visceral e analítica, o autor utiliza metáforas biológicas para abordar temas como tempo e finitude, consolidando o conceito de Movimentalismo — a ideia de que a vida se realiza no movimento prático e substancial.
Os últimos dias têm sido de provação, marcados por lutas que parecem não ter fim. No entanto, encontro em mim uma força que me recorda que isto é passageiro. Acredito que o melhor ainda está por vir e que a calma surge sempre após a tempestade.
O OBSESSO DE GADARA.
LEGIO E LIBERTAÇÃO. A PEDAGOGIA ESPIRITUAL DO CRISTO NO EPISÓDIO DE GADARA.
O episódio conhecido como a libertação do obsesso de Gadara constitui uma das passagens mais densas e psicologicamente profundas registradas nos Evangelhos. O relato encontra-se em Evangelho de Marcos 5:1-20, em Evangelho de Mateus 8:28-34 e em Evangelho de Lucas 8:26-39. À luz da doutrina espírita, essa narrativa não deve ser compreendida como um fenômeno sobrenatural no sentido mágico ou demonológico tradicional, mas como uma manifestação extrema de obsessão espiritual, fenômeno estudado com rigor pela ciência espírita.
Na tradição teológica antiga, os chamados demônios eram concebidos como seres criados exclusivamente para o mal. Entretanto, o Espiritismo, codificado por Allan Kardec, propõe uma interpretação racional e moral desse fenômeno. Os chamados espíritos malignos nada mais são do que espíritos humanos imperfeitos, ainda dominados por paixões inferiores, ignorância moral e impulsos de vingança. Essa compreensão encontra-se amplamente desenvolvida em O Livro dos Espíritos 459 e em O Livro dos Médiuns capítulos 23 e 24, onde se descreve o mecanismo da obsessão espiritual.
No caso específico de Gadara, o indivíduo descrito nos textos evangélicos apresentava sinais clássicos de subjugação obsessiva. A subjugação representa o grau mais grave da obsessão, quando a vontade do espírito encarnado é parcialmente ou totalmente dominada por entidades perturbadoras. O homem vivia entre sepulcros, manifestava agressividade descontrolada, caminhava desnudo e demonstrava força descomunal, rompendo correntes que tentavam contê-lo. Tais manifestações são interpretadas, na ótica espírita, como reflexos da interferência intensa de espíritos inferiores que atuavam sobre seu perispírito e, por consequência, sobre seu sistema nervoso e psíquico.
Quando interrogados pelo Cristo, os espíritos declararam chamar-se Legião, indicando a presença de numerosos obsessores. O termo possui também conotação histórica, pois uma legião romana podia reunir milhares de soldados. O simbolismo da expressão revela a intensidade do processo obsessivo e a multiplicidade de entidades vinculadas ao obsediado.
Nesse contexto, a atuação de Jesus não se apresenta como ritual mágico ou prática de exorcismo nos moldes sacerdotais da antiguidade. O que ocorre é a manifestação de uma autoridade moral incomparável aliada a um magnetismo espiritual de grau superior. O magnetismo de Jesus, expressão de pureza moral e de elevada potência fluídica, reorganiza o campo perispiritual do enfermo e dissolve as correntes de influência dos obsessores. A vibração moral do Cristo torna-se incompatível com a permanência dessas entidades, que se veem compelidas a afastar-se.
Um dos elementos mais discutidos do episódio refere-se ao pedido dos espíritos para ingressarem numa manada de porcos. Segundo o relato evangélico, aproximadamente 2000 animais precipitaram-se no mar após a transferência das entidades. Na interpretação espírita, esse fato ilustra a afinidade vibratória existente entre espíritos inferiores e formas de vida mais materializadas. Incapazes de sustentar-se nas vibrações elevadas do ambiente transformado pela presença do Cristo, os obsessores buscam instintivamente organismos cuja constituição psíquica lhes permita alguma forma de fixação temporária.
A morte dos animais constitui, portanto, um efeito dramático da descarga de forças psíquicas acumuladas. O fenômeno serviu também como evidência concreta da libertação do obsediado, pois permitiu à comunidade perceber que uma profunda transformação havia ocorrido.
Após a intervenção de Jesus, o homem é descrito como estando assentado, vestido e em perfeito juízo. A expressão indica não apenas a restauração da sanidade mental, mas também a recomposição do equilíbrio espiritual. O restabelecimento da lucidez demonstra que a desobsessão verdadeira envolve tanto a libertação do espírito encarnado quanto a reorganização de sua estrutura moral e psíquica.
Outro aspecto pedagogicamente notável do episódio reside na orientação final de Jesus. O homem libertado deseja seguir o Mestre, porém recebe a recomendação de retornar à sua comunidade e testemunhar o que lhe havia ocorrido. Esse gesto revela uma dimensão missionária do processo de cura. A experiência da libertação torna-se instrumento de esclarecimento coletivo e convite à transformação moral.
Sob a ótica espírita, o caso de Gadara evidencia princípios fundamentais da dinâmica espiritual humana. Demonstra que a obsessão não é um castigo arbitrário, mas resultado de afinidades morais, ressentimentos pretéritos e vínculos espirituais desequilibrados. Ensina também que nenhum caso está definitivamente perdido quando o indivíduo se abre à renovação interior e ao auxílio das forças superiores.
A pedagogia do Cristo nesse episódio ilumina um princípio universal da lei divina. O amor moralmente elevado possui força terapêutica capaz de reorganizar consciências, dissolver cadeias de ódio e restaurar a dignidade espiritual mesmo nos quadros mais sombrios da condição humana. O drama de Gadara não é apenas um relato histórico. É uma lição permanente sobre a libertação da consciência diante das sombras que ela mesma, em algum momento, permitiu aproximar-se.
