Pensamentos Mais Recentes
Humildade é saber ouvir,
É reconhecer quando é hora de aprender.
Não é ser menor, nem deixar de sonhar,
É ter grandeza sem precisar se exaltar.
Helaine Machado
Destino
Demasiado das sensações
De explorar esses mares
Sigo navegando na intensidade
Em busca de um Porto
Onde será meu destino.
Para a sensibilidade
tu és íntimo absoluto
tomado por impulso,
Discreto e profundo
habitantes do desejo
acendendo candeias.
Quero a eloquências
com todas posses,
As efervescências
com todas as poses.
Ser a tua companhia
das intermináveis brincadeiras.
Travessia
Nem todo fim
é uma perda.
Alguns
são portas
que aprenderam
a se abrir
para dentro.
Há despedidas
que não levam.
Devolvem.
Devolvem
o nome esquecido,
a face verdadeira,
a coragem
de habitar
a própria vida.
O fim
não apaga.
Transfigura.
Como a semente
que desaparece
para que exista
a árvore.
Como o inverno
que não anuncia
a morte,
mas a paciência
das flores.
É preciso
deixar de ser
para continuar
existindo.
Porque a vida
não nos salva
do fim.
Ela faz dele
uma ponte.
E toda ponte
é feita
para ser atravessada.
No outro lado,
não espera
alguém diferente.
Espera
alguém
que finalmente
teve coragem
de nascer
outra vez.
Minha recompensa não é o paraíso
O meu maior prêmio é estar Contigo
Minha recompensa não é o paraíso
O meu maior prêmio é estar com Jesus
🎵 A Maior Honra, Julliany Souza
O Valor de Ser Empática
Amor ao próximo: Você se importa com os sentimentos dos outros.
Leveza: Não viver atrás de bens materiais traz paz.
Conexões reais: Relações sinceras fazem bem para a alma. P.G
Mundo quebrado: Todos estão sujeitos às dores físicas e sociais de uma Terra afetada pelo erro humano. P.G
Das benesses dessa vida
Há uma que não desce
Aquela que bem fica
E na margem não que estar
Só no centro há leveza
E o vexame da certeza.
Para Que a Sakura 🌸 Floresça, Algo Precisa Partir
Talvez sucumbir seja apenas deixar ir
aquilo que já não quer mais te abraçar,
como a Sakura, que não guarda suas pétalas para si,
mas as entrega ao vento com a delicadeza de quem confia
que a primavera sempre encontrará o caminho de volta.
O amor é assim: não aquele que te prende,
que te exige ou que teme te perder,
mas aquele que segura a sua mão e, ainda assim, te deixa ir
quando partir é o que você precisa para florescer,
pois há despedidas que não são abandono, mas espaço para um novo encontro.
Há coisas que terminam sem deixarem de ser bonitas,
e versões de nós que precisam descansar,
para que possamos, enfim, nos tornar quem a nossa alma desejou,
por isso, não tenha medo quando algumas pétalas caírem,
pois nem toda queda é tristeza; às vezes, é apenas a árvore respirando.
É a vida abrindo espaço para uma flor que ainda não conhecemos,
e tenho curiosidade para descobrir que linda flor você se tornará;
e, se algum dia você se sentir como um galho vazio, lembre-se da Sakura:
ela não floresce porque esqueceu o inverno,
ela floresce porque aprendeu a esperar.
E o amor verdadeiro é assim: permanece sem impedir suas pétalas de cair,
até que você volte a florescer — ou até que escolha não florescer mais;
então, se algo em nós precisar morrer, que seja apenas o medo e a solidão,
que nasça a solitude que nos ensina a amar sem nos perder,
e que haja espaço para uma primavera de Sakura, mãos entrelaçadas e corações tranquilos.
_KANGAL
William Contraponto: a poesia como exercício de pensamento
Há poetas que escrevem para descrever o mundo. Outros escrevem para fugir dele. William Contraponto parece escolher um terceiro caminho: escrever para interrogar o mundo.
Sob esse pseudônimo, a poesia assume uma dimensão que ultrapassa a expressão individual. O poema deixa de ser apenas um lugar de sentimentos e passa a funcionar como espaço de reflexão sobre a existência, a liberdade, a sociedade, o poder, as crenças e as escolhas humanas.
É nesse ponto que se encontra uma das características mais marcantes de sua produção: a aproximação entre poesia e pensamento.
O poeta que questiona
William Contraponto não parece interessado em oferecer respostas definitivas. Sua escrita parte frequentemente da dúvida. Em vez de estabelecer certezas, procura colocar o leitor diante delas.
Essa postura aproxima sua obra de uma tradição filosófica existencialista. A existência não aparece como algo previamente explicado, mas como uma condição que precisa ser enfrentada. O indivíduo está diante do tempo, da responsabilidade, da liberdade e da própria consciência.
A poesia, nesse contexto, transforma-se em instrumento de investigação.
Não é necessário que o poema apresente uma tese filosófica formal. Basta que provoque uma pergunta.
E talvez seja justamente aí que esteja a força do chamado poeta-reflexivo: aquele que não separa completamente pensar e sentir.
Entre o indivíduo e a sociedade
Outra dimensão importante da obra de William Contraponto é sua preocupação social.
Sua poesia não observa o indivíduo como se ele estivesse isolado do mundo. Ao contrário, questiona as estruturas que condicionam sua existência: instituições, ideologias, desigualdades, dogmas, relações de poder e comportamentos coletivos.
Por isso, sua produção pode adquirir um caráter político sem necessariamente transformar o poema em discurso partidário.
A política aparece em sentido mais amplo: como reflexão sobre a maneira pela qual os seres humanos organizam a vida coletiva.
O poeta questiona quem manda, quem obedece, quem determina as regras e, sobretudo, por que tantas pessoas aceitam determinadas regras como se fossem naturais.
A recusa do dogma
Um dos elementos recorrentes associados ao pensamento de Contraponto é a desconfiança diante das certezas absolutas.
Essa postura alcança tanto a religião quanto a política, a moral e as convenções sociais.
Não se trata simplesmente de negar uma crença para substituí-la por outra. A questão é mais profunda: por que acreditar sem questionar?
O pensamento contrapontista parece nascer justamente dessa tensão.
De um lado, a necessidade humana de encontrar explicações. De outro, a consciência de que nossas explicações podem ser incompletas.
O poeta permanece nesse intervalo.
Não porque lhe falte uma resposta, mas porque considera a pergunta suficientemente importante para não ser encerrada prematuramente.
A linguagem como ferramenta de liberdade
Em sua produção, a linguagem não funciona apenas como decoração.
A palavra possui uma função crítica.
Escrever é organizar pensamentos, revelar conflitos e tornar visíveis determinadas contradições da experiência humana. Nesse sentido, a poesia pode ser compreendida como uma forma de liberdade intelectual.
O poeta não precisa dizer ao leitor o que pensar. Pode simplesmente criar as condições para que o leitor pense.
Essa talvez seja uma das características mais interessantes de William Contraponto: sua poesia não depende necessariamente de uma interpretação única. O leitor pode concordar, discordar, questionar ou até rejeitar aquilo que encontrou no poema.
E isso faz parte do próprio projeto.
Uma poesia que exige concordância deixa de ser plenamente questionadora.
Entre Camus, Sartre e a canção
A obra de William Contraponto dialoga com referências distintas. Há nela uma preocupação existencial que pode lembrar autores como Albert Camus e Jean-Paul Sartre, ao mesmo tempo em que a dimensão musical da palavra aproxima sua escrita da tradição de compositores e poetas que fizeram da canção uma forma de comentário social.
Essa combinação produz uma característica própria.
O poema pode começar como reflexão individual e terminar como observação sobre a sociedade. Pode partir de uma inquietação íntima e alcançar uma questão política. Pode falar da existência e, algumas linhas depois, questionar uma instituição.
O particular e o coletivo se encontram.
Uma poesia fora do conforto
Talvez o nome "Contraponto" seja particularmente adequado para essa proposta.
Contraponto significa coexistência de linhas diferentes. Na música, vozes distintas podem caminhar simultaneamente sem se tornarem uma única voz.
Na literatura de William Contraponto, algo semelhante acontece.
Razão e emoção.
Indivíduo e sociedade.
Liberdade e responsabilidade.
Esperança e desencanto.
Certeza e dúvida.
O poeta parece interessado justamente nessas tensões.
Não procura necessariamente eliminá-las.
Procura colocá-las lado a lado.
Mais do que versos
Por isso, reduzir William Contraponto à definição de "poeta" talvez seja insuficiente, embora seja a palavra central de sua produção.
Sua obra se movimenta entre poesia, reflexão filosófica, crítica social e pensamento político.
O verso torna-se uma forma de ensaio.
O ensaio aproxima-se da poesia.
E ambos procuram responder à mesma inquietação: o que significa existir conscientemente em um mundo que frequentemente tenta pensar por nós?
Essa pergunta ajuda a compreender sua produção.
William Contraponto não escreve apenas sobre aquilo que sente. Escreve também sobre aquilo que pensa — e, sobretudo, sobre aquilo que ainda não conseguiu resolver.
Talvez seja justamente essa a essência de sua poesia.
Não entregar certezas.
Não oferecer uma doutrina.
Não construir um sistema fechado.
Mas manter acesa a possibilidade de pensar.
Porque, para William Contraponto, o poema não termina necessariamente quando termina o último verso.
Ele termina quando o leitor deixa de pensar.
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Na imensidão da vida, encontrei em você o meu para sempre. Desde então, tudo ganhou mais beleza, e descobri que a eternidade mora no nosso amor.
CONVERSE MENOS com os HOMENS.
DIALOGUE MAIS com DEUS.
MANTENHA DISTÂNCIA do MUNDO.
APRENDA A OUVIR sua ESPOSA.
#FamiliaSaudavel
Sementes de positividade
(Mauro A Evaristo)
Nem toda hora é de alegria
Confesso que bem o queria
Embora seja normal tropeçar
O mais normal é seguir, recomeçar.
Nem todo sorriso é de amizade
Ainda assim a gente segue
Superando o surreal que acontece
Ao plantar sementes de positividade.
Nem toda hora é de alegria
Às vezes tentam estragar o dia,
Mas a gente nunca vai esquecer
Que tudo passa inclusive a letargia
Logo algo muito bom vai ocorrer,
Acredite, para mim também pra você.
feradapoesia.blogspot.com
CRISE
Aos poucos o silêncio da madrugada se despede e a cidade acorda para mais um dia. O barulho gerado por pessoas e veículos, gradativamente, vai aumentando.Tudo agora é vida.Vida se movimentando em todos os sentidos e em todas as direções. Tudo parece está dentro da normalidade, mas andando pelas ruas da cidade dá para perceber como o povo anda triste. Placas e mais placas com o nome aluga-se, vende-se ou esta unidade fechou, espalham-se ao longo de toda urbe.
As únicas classes que não sentem tanto o efeito da crise é a do rico e a do pobre. O rico tem o suficiente para inibir qualquer crise e o pobre também não sente tanto , pois toda sua vida já está calejada das agruras desse viver.
O tempo passa rápido e logo as luzes dos carros e da cidade anunciam o final de mais um dia e em poucas horas, quando a alta escuridão chegar, todos esquecerão, momentaneamente, dessa terrível crise financeira ,tendo como maior remédio o sono que leva para longe os problemas e as amarguras de cada ser.
“Há caminhos que não escolhemos percorrer. Apenas sentimos que, de algum modo, sempre fizeram parte de nós.”
Roberto Ikeda
Eu Escolho Amar
Viver é decidir o tempo todo. Até mesmo o simples fato de cruzarmos os braços e escolhermos não fazer nada já é uma decisão que molda o nosso destino. Afinal, o amanhã nunca é uma surpresa do acaso; ele será sempre a consequência exata daquilo que escolhemos fazer no dia de hoje. Diante de todas as dores, das colheitas difíceis e dos caminhos do mundo, a nossa alma precisa tomar uma posição. E, para o meu caminho, a decisão já está tomada. Diante da pressa do tempo e da semente que preciso plantar, eu não hesito: eu escolho amar. Escolho o amor universal que acolhe, o carinho que perdoa e a paciência que espera o tempo certo de Deus. Que o meu amanhã seja o reflexo dessa luz que decido acender agora, pois sei que o amor é a única escolha que nunca nos traz arrependimentos.
Pétalas do Maquilishuat,
com magia e esplendor,
caindo sobre o amor.
Inevitável envolvimento
e doce encantamento,
inelutáveis do coração.
Tua ginga de Rio Lempa
rompe qualquer dilema.
És o meu bonito par,
sob medida para dançar
o Xuc até o sol raiar,
com a delícia de amar.
Somos as linhas previstas
por Roque Dalton:
a continuação, a celebração
e a inelutável sedução.
Crescemos almas ardentes
no crisol da rebelião.
O charme da minha saia
capturou a tua atração.
Diante de tal rendição,
entreguei-me à perdição.
A tua existência tem sido
motivo da minha devoção.
*Nossa Turma*
Sou da turma do Caicó, do Bié e do Pato,
do Bananinha que riem até no aperto e no trato.
Do Neguinho firme, do Bié Filho na prosa,
gente que divide o pão e nunca deixa à toa.
Sou da turma do último gole, da última briga,
do último pedaço de pão na mesa amiga.
E do primeiro beijo, que a gente nunca esquece,
porque quem ama de verdade, permanece.
Tem uns que já foram, mas vivem na lembrança:
Luiz César, Vanytur... eterna aliança.
In memória, mas presentes no meu peito,
porque amizade raiz não morre, faz efeito.
Essa é minha turma. Pouco luxo, muito valor.
Gente de palavra, de riso e de dor.
(Saul Beleza,)
A Palavra que Consola
Quantas vezes guardamos no peito uma palavra de carinho, um elogio sincero ou um consolo que poderia salvar o dia de alguém, e simplesmente deixamos para depois.
Falamos aqui de um amor muito maior do que aquele entre casais; falamos do amor universal, aquele que enxerga a dor do próximo e estende a mão sem perguntar quem ele é.
O mundo está cheio de corações famintos por um sopro de acolhimento. É verdade que, muitas vezes, esse amor que doamos não volta para nós da mesma forma, e o silêncio do outro pode até doer. Mas o segredo da alma que desperta é entender que o amor não é uma troca comercial.
Nós não amamos para receber de volta; amamos porque transbordamos. Não adie o consolo que você pode oferecer hoje. Doe a sua palavra, ofereça o seu abraço e liberte o seu afeto, pois o bem que sai de nós sempre encontra o caminho de volta para Deus.
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