Pensamentos Mais Recentes
“Nem toda rebeldia precisa acontecer contra o mundo. Algumas precisam acontecer contra os limites que aprendemos a chamar de nós mesmos.”
“Algumas das maiores revoluções começam quando deixamos de obedecer automaticamente àquilo que sempre pensamos.”
“Não deveríamos cuidar apenas daquilo que colocamos no corpo. Também precisamos observar aquilo que permitimos permanecer diariamente na consciência.”
“Adiar permanentemente quem podemos ser talvez seja uma das maneiras mais silenciosas de desperdiçar quem somos.”
“Cada vez que adiamos indefinidamente aquilo que sabemos que precisamos viver, contraímos uma dívida com a própria existência.”
A quantidade de Salvadores da Pátria de última hora é quase proporcional aos Eleitores Apaixonados.
Em ano de Eleições — especialmente as gerais —, o Brasil, quiçá o mundo, costuma assistir a um curioso fenômeno: quanto mais apaixonados os eleitores, maior parece ser a produção de salvadores da pátria.
Alguns surgem de última hora, outros são requentados, e há ainda os que passam anos criticando o messianismo alheio para, na primeira oportunidade, vestir a própria capa de herói.
É compreensível, ou ao menos deveria ser.
A paixão política tem pouca paciência para soluções complexas.
Ela prefere personagens…
Precisa de alguém para encarnar a esperança, concentrar a indignação e, de preferência, carregar sozinho a “responsabilidade” por aquilo que deveria ser uma tarefa coletiva.
O problema é que democracia não combina muito bem com Salvadores.
Combina com instituições, limites, fiscalização, alternância de poder e, sobretudo, cidadãos capazes de desconfiar também de quem diz estar lutando exatamente por aquilo em que acreditam.
O Eleitor Apaixonado costuma enxergar a eleição como uma batalha entre o bem e o mal.
E, quando a política se transforma em guerra moral, o candidato deixa de ser alguém a ser avaliado e passa a ser alguém a ser defendido.
Seus erros viram justificativas; suas contradições, estratégias; seus aliados inconvenientes, males necessários.
Enquanto isso, o adversário deixa de ser apenas um adversário: torna-se uma ameaça existencial.
É nesse ambiente medonho que prospera o Salvador da Pátria, especialmente o de última hora.
Ele não precisa necessariamente apresentar um grande projeto.
Basta oferecer uma narrativa — suficientemente convincente ou não — para que seus seguidores possam acreditar que, desta vez, finalmente apareceu alguém capaz de consertar tudo.
Talvez a reflexão mais incômoda e necessária seja justamente esta: o problema não está apenas em quem se oferece para salvar a pátria, mas também em quem continua procurando alguém para fazê-lo.
Uma Democracia madura talvez comece quando o eleitor troque a pergunta “quem vai nos salvar?” por outra, bem menos sedutora e muito mais importante: “quem merece receber uma parcela limitada do poder — e como faremos para continuar cobrando essa pessoa depois da eleição?”
Porque Salvadores costumam pedir fidelidade e fé.
Governantes deveriam receber votos — e fiscalização.
“Há vidas que mudam por aquilo que aconteceu e outras que mudam para sempre pelo medo daquilo que poderia acontecer.”
“Também somos construídos por acontecimentos que nunca aconteceram, mas que passamos anos imaginando.”
“Existe uma biografia que ninguém lê: aquela escrita pelas decisões que quase tomamos, pelas palavras que não dissemos e pelos caminhos que não percorremos.”
“Talvez a nova forma de dependência não seja precisar possuir alguma coisa, mas já não conseguir decidir para onde dirigir a própria atenção.”
A letra com pressa botou o verso,
calçou a palavra, passou pergunta,
vestiu o sentido, penteou a ideia,
olhou no contexto e saiu pro universo...
nesse pulinho longe do pé letra
tamo nessa...
(Leonardo Mesquita)
“Quem controla permanentemente aquilo que recebe nossa atenção começa silenciosamente a participar daquilo que pensamos.”
“Quem atualiza conhecimentos, mas nunca revisa convicções, moderniza aquilo que sabe sem necessariamente desenvolver quem pensa.”
“Algumas certezas não precisam estar erradas para serem abandonadas; basta terem se tornado pequenas demais para aquilo que aprendemos.”
“Repetir uma ideia não nos torna seus autores; questioná-la pode ser o começo de um pensamento verdadeiramente nosso.”
