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No louco, melhor pôr camisa de força... se cometer a loucura de dizer com lucidez o que a sanidade prefere ignorar...
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O Estado existe para organizar a liberdade coletiva, não para transformar a sociedade em objeto permanente de sua administração.
Uma Constituição sem mecanismos efetivos de contenção do poder pode preservar a forma enquanto perde a substância.
O poder legítimo é aquele que encontra sua autoridade dentro dos limites que juridicamente o constituem.
A liberdade constitucional não é concessão do Estado, mas limite que o Estado aceita impor a si próprio.
A Constituição limita o poder precisamente porque todo poder tende naturalmente a ampliar o espaço de sua própria atuação.
A legitimidade jurídica nasce quando a norma consegue dialogar simultaneamente com a realidade social e com as exigências de justiça.
Toda ordem jurídica é uma tentativa provisória de estabilizar conflitos que a própria história continuará produzindo.
A Filosofia do Direito começa quando perguntamos não apenas o que a norma determina, mas por que uma sociedade considera legítimo determinar aquilo.
A norma sem realidade torna-se abstração; a realidade sem norma torna-se arbítrio; o valor sem ambos permanece apenas possibilidade.
A justiça não pode ser reduzida à legalidade, porque a própria legitimidade da lei depende de valores que a transcendem.
A experiência jurídica é dinâmica porque fatos mudam, valores se transformam e normas precisam responder à tensão entre ambos.
Toda interpretação jurídica é também uma tomada de posição diante de valores que a norma procura preservar.
Entre o fato bruto e a norma existe o valor, que transforma acontecimentos socialmente percebidos em problemas juridicamente relevantes.
A norma jurídica é a forma pela qual uma sociedade procura transformar valores em critérios institucionalmente exigíveis.
O Direito nasce do encontro entre fato, valor e norma, porque nenhuma sociedade vive apenas de acontecimentos, valores ou comandos isolados.
A personalidade humana é como uma porta de um aposento sem paredes, e a psicologia só conhece aquilo que consegue enxergar pelo buraco da fechadura.
O homem observa as nuvens, sente o vento e, mesmo assim, nem sempre acerta a previsão do tempo.
Para o tempo, meteorologia é previsão.
Para o comportamento humano, a psicologia é afirmação.
Há ciência... haja paciência para tanta contradição.
Tudo sabe. Tudo explica. De pouco realmente entende.
Se nem o próprio homem se conhece, como pode o homem conhecer o homem que é?
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