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O Estado de Direito começa quando até aquele que exerce o poder aceita ser governado pelas regras que aplica aos demais.
Não basta que uma decisão seja legalmente possível; é preciso perguntar se ela permanece constitucionalmente justificável.
O Direito perde sua finalidade quando a forma de combater uma injustiça produz uma injustiça ainda maior.
Uma sociedade verdadeiramente justa não mede a força de suas leis pela severidade da punição, mas pela segurança de suas garantias.
A Constituição não foi criada apenas para organizar o Estado, mas para lembrar ao Estado que o indivíduo possui direitos anteriores à sua vontade.
Quando o poder escolhe quem merece direitos, o direito deixa de ser garantia e passa a ser privilégio.
Nenhuma autoridade se torna maior porque possui menos limites; torna-se mais legítima quando aprende a respeitá-los.
O processo existe para que a verdade seja procurada sem que a dignidade seja sacrificada no caminho.
O poder encontra sua legitimidade não quando pode tudo, mas quando reconhece aquilo que não pode fazer.
A Constituição revela sua verdadeira força quando consegue limitar aqueles que possuem força para desafiá-la.
Há amizades que a distância não impede, a idade não limita ou explica e a razão não alcança; simplesmente acontecem, como um inexplicável reconhecimento entre corações, talvez vindas de algum lugar onde o sentimento já existia antes mesmo do encontro.
Quando a Constituição protege até aquele de quem discordamos, compreendemos a verdadeira dimensão da liberdade.
A democracia não se sustenta apenas pelo voto; sustenta-se também pelos limites impostos a quem recebe o poder.
A grandeza do Direito não está em conceder poder ao Estado, mas em garantir que nenhum poder seja maior que a dignidade humana.
O processo justo não é obstáculo à justiça; é o caminho que impede que a injustiça seja praticada em seu nome.
Uma Constituição silenciosa diante do abuso deixa de ser garantia e corre o risco de tornar-se apenas promessa.
"Algumas pessoas marcam tão profundamente a nossa existência que passam a fazer parte de quem somos. E, mesmo quando a vida nos impõe a separação, a despedida pode encerrar a convivência, mas não desfaz os vínculos que o tempo e o afeto construíram."
O Direito não deve ser a voz do mais forte, mas o limite que impede a força de substituir a justiça.
