Pensamentos Mais Recentes
Não é o peso do ouro que conta,
nem o som das coisas que juntamos
é o perfume das atitudes
que fica no coração de quem caminhou ao nosso lado.
Que a memória sobre nós
não fale de números ou conquistas frias,
mas de vidas tocadas pela nossa presença,
pela fé, pela bondade, pela alegria.
Ser diferente em um mundo que copia tem um custo que não aparece na etiqueta, mas pesa na rotina. A sociedade opera em modo reprodução automática: tendências são replicadas, opiniões são recicladas, personalidades viram moldes prontos para consumo rápido. Quem rompe esse script deixa de ser confortável. E tudo que desafia o padrão primeiro é questionado, depois criticado, às vezes isolado. A diferença incomoda porque expõe a fragilidade da cópia; ela revela que é possível pensar sem manual e agir sem plateia.
O preço começa na solidão estratégica. Nem todo mundo acompanha quem decide sair do piloto automático. Há olhares atravessados, comentários disfarçados de conselho e tentativas sutis de enquadramento. Ser original exige sustentar a própria identidade quando o algoritmo social empurra para a homogeneidade. É mais fácil repetir do que criar; repetir gera aprovação instantânea, criar gera resistência inicial. E é justamente nesse intervalo entre a estranheza e o reconhecimento que muitos desistem.
Mas há um outro lado desse custo: autonomia. Quem aceita pagar o preço da diferença conquista algo que a cópia nunca entrega; Autenticidade. Não é sobre rebeldia vazia, é sobre coerência interna. É alinhar discurso e prática, mesmo que isso reduza aplausos. No fim, o mundo que copia pode até rir primeiro, mas inevitavelmente observa depois. Porque toda transformação começa com alguém que suportou ser estranho antes de ser referência.
Somos feitos das sementes que espalhamos:
gestos de cuidado, coragem e ternura,
cicatrizes que viram aprendizado,
silêncios que se transformam em cura
Obrigado, Vininha!
Se eu te dissesse que te amei todo este tempo
E que agora me livrei desse sentimento sufocante...
Quando soube do casamento e da gravidez,
Veio-me um alívio: finalmente aquilo não acontecia comigo,
Como sempre fora nos meus sonhos.
Se eu dissesse que, nos meus sonhos, você estava presente —
Mas não você de agora, e sim a de outrora.
Você e todo o nosso espetáculo a dois, entrelaçados na alma e na cama.
Se eu dissesse o que realmente deveria ter dito,
Sei que agora já não faria sentido.
Senti aqueles dias ao longo de todos esses anos,
Dormindo ou acordado.
O universo era pequeno demais para o que vivemos;
Todo o resto não tinha importância.
Não é de todo mal, pois, apesar dos nossos erros e da incompatibilidade,
Finalmente entendo o Soneto de Fidelidade.
Creio que seja sobre isso: sobre esse sentimento que trouxe felicidade
E que, mesmo depois de terminado, perdurou,
Transformando a dor em devoção solitária.
DRAL
Entre o tempo do corpo e o tempo da alma,
é a postura que mostra quem já cresceu.
Porque a idade passa, mas a consciência fica,
e a maturidade nasce do que a gente escolheu.✨🍃
Maturidade não tem a ver com idade, e sim com postura. Há quem acumule muitos anos de vida, mas pouca bagagem interior
Porque maturidade não está na numeração da idade, mas na forma de agir: tem gente que soma anos, mas não evolui na consciência.
O CORDÃO QUE SE ROMPEU
(Onde a biologia termina, a saudade transborda)
Sinto um vazio em mim, você levou junto meu cordão umbilical,
me sinto avulsa no mundo, devolva minha essência para que através dela eu volte a dormir em posição fetal,
do mesmo modo que me protegias no líquido amniótico de teu útero...
Mãe!
Lu Lena / 2026
Quem se explica se ajoelha. Quem se defende já admite fraqueza. O poder verdadeiro não responde, domina.
Ela é feita de sonhos que insistem em nascer,
mesmo quando o mundo parece frio;
há uma coragem suave em seu jeito,
um farol aceso no meio do vazio. 🌸🥀
Ela é caminho em construção constante,
tempestade e amanhecer ao mesmo tempo;
alma que aprende, ama e floresce
mesmo quando o vento sopra contra o peito.
Não tenho medo dos barulhentos; tenho medo dos silenciosos, pois é no silêncio que enxergamos nossos dragões.
O silêncio é um grito interno que podemos sentir: dores, força, fraqueza.
Quem silencia tem a bênção e a maldição de perceber tudo com intensidade.
Quem teme a própria solidão
aceita migalhas de presença.
Confunde vazio com companhia
e chama de amor o que é medo.
Para preencher buracos emocionais
e isso se torna uma armadilha
para quem ainda não se conhece.
Quando aprendemos a sentir a vibração das pessoas,
tornamo-nos mais seletivos.
Há quem não suporte estar consigo mesmo
e precise de validação o tempo todo,
precise de alguém ao lado
para se sentir seguro.
Ficar só é difícil
para quem não sabe caminhar
dentro da própria solidão,
porque quem vive na superficialidade
tem medo da profundidade.
Mas vence quem aprende a ser feliz
na própria companhia.
O lugar que alguém ocupa na sua vida deve ser definido pelo caráter, pelo respeito e pela capacidade de somar nunca pelo medo de ficar sozinho ou pela intensidade de um amor que machuca.
Contra a Corrente
No tempo em que tudo escorre,
em que laços se desfazem como névoa
e palavras duram menos que um clique,
há quem fique.
O mundo ensina a ir embora.
Ensina a trocar,
a substituir,
a não insistir.
Mas dois passos seguem no mesmo ritmo
sobre a calçada da realidade.
Sem espetáculo.
Sem promessas gritadas ao vento.
Apenas presença.
Braço que envolve.
Mão que permanece.
Silêncio que entende.
O amor, quando amadurece,
deixa de ser chama inquieta
e vira brasa firme,
aquecendo sem alarde.
Num mundo líquido,
permanecer é rebeldia.
Caminhar junto é resistência.
E enquanto tudo ao redor se dissolve,
há quem transforme o tempo
não em desgaste,
mas em raiz.
E mesmo onde dói, a alma aprende a florescer.
lembrando que até as marcas mais profundas guardam sementes de recomeço.
No meu profundo silêncio, posso ser tanto a resiliência quanto a dor que escondo dentro de mim.
Posso ser o medo, mas também posso ser a força que ainda não ousei revelar ou que moldo conforme meus altos e baixos.
25/02/26
Minhas cicatrizes, são lembretes de uma nova consciência: "Nunca mais me abandonar para manter alguém."
Ro Matos
