Pensamentos Mais Recentes

Durante a caminhada, o obstáculo é como um guardião implacável, mas é a porta de entrada; não recue, não busque atalhos fora do caminho traçado, não desista.

O Jardim de Mim


Meu tempo se finda nos
braços da solidão,
mas meus pés ainda
saberm o caminho de
volta.
Deixo que o escuro me
ensine a paciência,
porque sei que nenhuma
noite é eterna.


A escuridão assusta, mas
não é o fim,
È só o espaço onde a
semente cresce,
Há um jardim inteiro
brotando dentro de mim.


Abro as janelas que o
medo fechou
e deixoo primeiro raio de
sol
avisar ao coração
que o tempo de
reccomeçar chegou.

Muitas orações são atendidas por Lúcifer enquanto as pessoas agradecem a Jesus Cristo.

FACES DE MIM


Quando foi que eu parei de me olhar no espelho?


Talvez tenha sido quando percebi que o espelho não mostrava apenas o meu rosto.


Ele mostrava minhas dores.


Mostrava as decepções que eu escondia.
Os medos que eu não contava.
As marcas de tudo aquilo que eu vivi.


E eu não queria me ver assim.


Por isso me calei.
Por isso me omiti.
Por isso, por um tempo, preferi não olhar para dentro.


Não era fraqueza.


Era apenas uma tentativa de sobreviver sem deixar que minhas dores me consumissem aos poucos.


Porque existem dias em que a nossa face fala antes da nossa boca.


E, mesmo tentando sorrir,
os olhos entregam.


Mas ainda existe em mim aquele homem que sabe amar.
Aquele coração que já amou intensamente e que também conheceu o prazer de ser amado.


Então eu sorrio.


Mesmo ferido.
Mesmo cansado.
Mesmo carregando coisas que ninguém vê.


Sorrio porque algumas boas lembranças ainda me sustentam.


E talvez seja isso que eu tenha aprendido:


Nem toda face que mostramos revela quem somos.
Às vezes, ela revela apenas aquilo que conseguimos suportar naquele momento.


Existem muitas faces em mim.


Mas, por trás de todas elas,
ainda existe um coração.


Faces de mim.


Texto: Fhayom  ❤️

POLÍTICAS PÚBLICAS ANTES DOS VÍCIOS

Existe uma diferença que precisamos aprender a fazer: nem tudo aquilo que é vendido como liberdade deve ser tratado apenas como uma questão de liberdade individual.

O tabagismo é um exemplo histórico.

Quando São Paulo aprovou a Lei Antifumo, em 2009, houve resistência. Proprietários de bares e restaurantes temiam prejuízos, e críticos questionavam se o Estado poderia interferir em uma escolha considerada individual.

Mas a discussão mudou quando se percebeu que fumar em um ambiente coletivo não afetava somente quem fumava. A fumaça atingia também quem estava ao redor.

A questão deixou de ser apenas:

“Eu tenho o direito de fumar?”

E passou a ser:

“Eu tenho o direito de obrigar outra pessoa a respirar a fumaça que escolhi produzir?”

Hoje, estamos diante de uma discussão que guarda algumas semelhanças: as chamadas bets.

A legislação brasileira optou pela regulamentação das apostas de quota fixa, estabelecendo autorização, fiscalização, restrições de publicidade e medidas de proteção ao apostador.

Mas existe uma pergunta legítima que vai além da arrecadação, do entretenimento e do mercado:

Quando uma atividade comercial começa a produzir danos relevantes à saúde, ao patrimônio e às famílias, até onde deve ir a liberdade de explorá-la?

O próprio Ministério da Saúde reconhece os problemas relacionados aos jogos de aposta como uma questão de saúde pública e passou a orientar profissionais do SUS sobre prevenção e cuidado. Em 2026, lançou uma campanha nacional alertando para os riscos do uso problemático das apostas online.

Imagine, então, que o país decidisse seguir um caminho mais radical e proibisse as bets.

Certamente surgiriam os mesmos argumentos que aparecem sempre que o Estado interfere em uma atividade econômica:

“Estão tirando minha liberdade.”
“O governo não pode decidir o que eu faço com meu dinheiro.”
“Milhares de empresas serão prejudicadas.”
“Haverá perda de empregos e arrecadação.”

Todos esses argumentos mereceriam ser considerados.

Mas também precisaríamos fazer outras perguntas:

Quanto custa para a sociedade o endividamento?
Quanto custa para as famílias o jogo problemático?
Quanto custa para o sistema de saúde tratar suas consequências?
Quanto vale a arrecadação quando comparada aos danos que uma atividade pode produzir?

É aqui que a política pública precisa sair da paixão e entrar na análise.

Porque liberdade não pode ser confundida com ausência de regras.

Uma sociedade livre estabelece limites quando o exercício de uma liberdade produz consequências relevantes para outras pessoas.

A questão não deveria ser simplesmente “proibir ou liberar”.

Deveria ser:

Qual modelo protege melhor o cidadão sem ignorar seus direitos, os impactos econômicos e as consequências para a saúde pública?

Foi assim que a sociedade discutiu o cigarro.

E é assim que precisa discutir as apostas.

Talvez a grande lição seja esta:

O Estado não existe apenas para proteger aquilo que podemos fazer. Também existe para proteger as pessoas das consequências quando determinadas práticas passam a produzir danos coletivos.

E, quando interesses econômicos entram nessa discussão, talvez a pergunta mais importante não seja:

“Quanto dinheiro essa atividade movimenta?”

Mas:

“Quanto custa para a sociedade aquilo que esse dinheiro não mostra?”

Imagem do STF: um bando de caras empolados, com latinórios e capas de vampirinho de novela das sete, que fazem qualquer coisa para se dar bem e arrumar boquinhas para filhos, mulheres e afilhados.


(Juremir Machado da Silva)

Questionar uma norma é investigar as condições que permitiram que ela se tornasse norma.

A verdade socialmente aceita possui uma história e pode influenciar aquilo que o Direito reconhece como legítimo.

Governar pessoas significa também governar possibilidades de comportamento, frequentemente mediante normas.

O corpo também é atravessado por relações de poder e por mecanismos jurídicos de disciplina.

As instituições produzem categorias que depois passam a parecer naturais, muitas vezes adquirindo consequências jurídicas.

A crítica não serve apenas para destruir certezas, mas para descobrir como elas foram construídas e institucionalizadas.

A liberdade começa quando interrogamos aquilo que parecia naturalmente inevitável, inclusive quando recebeu aparência de legalidade.

O discurso determina parcialmente aquilo que uma sociedade consegue pensar, dizer e transformar em norma.

A história das ideias também pode ser uma história das formas de controle exercidas por instituições.

O sujeito não existe completamente separado das práticas sociais que o constituem, nem das normas que regulam sua conduta.

A maneira como uma sociedade define normalidade também revela sua estrutura de poder e seus mecanismos de controle jurídico.

As instituições podem produzir comportamentos enquanto afirmam apenas estar regulando-os.

Conhecimento e poder frequentemente se entrelaçam, inclusive na produção das categorias utilizadas pelo Estado.

Onde existe poder, existem possibilidades de resistência, inclusive diante de estruturas jurídicas aparentemente consolidadas.

O poder não está apenas nas instituições; ele também circula nas relações cotidianas e influencia a própria experiência do Direito.

Embates políticos são necessários para o fortalecimento da democracia.

⁠O Dinheiro 
não pode comprar Vida, mas pode comprar Qualidade para a Vida que restar.


É uma frase bastante incômoda, talvez porque toque justamente onde preferimos não olhar: o Tempo é o único patrimônio que, depois de gasto, não pode ser recuperado.


Dinheiro não compra mais uma manhã, não devolve um abraço que ficou para depois, não impede que os anos passem. 


Não compra juventude, nem garante que estaremos aqui amanhã. 


Mas pode, sim, diminuir sofrimentos, proporcionar conforto, permitir escolhas e transformar determinados momentos da existência.


Há quem passe a vida inteira acumulando recursos e se esqueça de viver. 


Há também quem romantize a falta de dinheiro, como se a precariedade fosse uma virtude. 


Nenhum dos extremos parece fazer sentido. 


O dinheiro é uma ferramenta. 


O problema começa quando ele deixa de servir à vida e passa a ser o motivo pelo qual a vida é adiada.


Porque, no fim, talvez a verdadeira riqueza não esteja simplesmente em ter muito, mas em poder usar aquilo que temos para tornar melhor o tempo que nos foi concedido.


Uma moradia mais confortável. 


Um tratamento médico digno. 


Uma viagem há muito sonhada. 


Tempo para estar com quem amamos. 


A possibilidade de dizer “não” ao que nos destrói e “sim” ao que nos faz bem. 


Pequenas liberdades que, quando a vida aperta, descobrimos que também têm preço.


Por isso, talvez a pergunta mais importante não seja quanto dinheiro conseguimos juntar, mas quanto da nossa vida conseguimos preservar enquanto o juntávamos.


Afinal, chegar ao fim da estrada com os bolsos cheios e o coração vazio também pode ser uma forma de pobreza.


O dinheiro não compra a vida…


Mas pode ajudar a cuidar dela — enquanto ela ainda é nossa.

⁠o seu mundo depende de mim, já o meu, não depende de ninguém. Isso me incluí.

Me dou ao luxo de deixar que saibam de mim apenas o que conseguirem deduzir — afinal, nem todo mundo merece acesso à versão completa.