Pensamentos Mais Recentes
A pornografia não destrói
apenas quem a consome.
De cada seis homens que conheço,
quatro são dominados por ela;
os outros dois sofrem sua influência.
#FujaDaProstituiÇão
A diferença entre uma árvore que resiste a um furacão e outra que tomba sob uma suave brisa está na força do tronco e extensão de suas raízes!
Que nossos olhos mirem o futuro, nosso corpo trabalhe o presente e nosso aprendizado venha do passado!
Caso um dia alguém te chame de idiota, deixe para lá! Se noutro dia alguns voltarem a te acusar, pergunte o motivo! Contudo, se numa terceira ocasião muitos te acusarem de tal, aceite! Afinal, não tem como calar a voz da razão! (Democraticamente, você foi eleito por maioria de votos).
A vida é um livro com uma breve introdução e uma inevitável conclusão, mas cabe a nós o desenvolvimento!
Não nasci pra caber em definições, muito menos em espaços pequenos. Vivo fora da curva e longe de qualquer caixa. Sou intensidade pura, ou sou tudo ou prefiro ser nada.
Em alguns momentos, devemos esfriar a cabeça e aquecer o coração! Do contrário, a cabeça ficará quente e o coração gelado!
0131 📜 "Eu disse para a Menina Insistente: 'A última coisa do mundo que quero é magoar a Mim mesmo! Por ser a última coisa do mundo, por que eu me importaria em magoar você ou quem quer que seja? Então, não vamos namorar, como você já sabe' (como nada, tá?) Hum!"
Teu corpo, que cobiço,
e que ainda não tenho,
põe um doce suplício
no ritmo de Kaseko,
em agitação máxima,
alucinante e contagiante,
diante do Rio Suriname.
Capaz de fazer o desejo
virar orgulho e assunto
na primeira página em Paramaribo,
por fina ironia do destino.
Sob uma palmeira-real,
fazemos juras de amor
neste continente austral;
nunca conheci alguém
capaz de fazer algo igual.
Há pessoas tão imersas em sua própria bolha, em seu mar de ignorância, que vendem os próprios olhos. Calam-se, negam a realidade e contradizem os fatos da vida.
Por outro lado, há pessoas sábias, que não se vendem, não se privam da realidade para além da própria vida, buscam por mais e não se limitam apenas ao que confirma suas próprias convicções. Mas, no fim, quem é de fato feliz? Aquele que tudo vê e tudo busca compreender, ou aquele que nada vê, mas a tudo julga como se soubesse?
O ego do ignorante é insaciável. Sempre quer mais, sem nunca buscar ser mais. Afunda-se em sua própria escuridão, tendo como única superficialidade a própria vida, esmagando-se sob a pressão do próprio ego e morrendo espiritualmente de hipotermia, congelado pela própria incapacidade de sentir empatia e humildade.
Do outro lado do mundo, há mulheres cheias de potencial, silenciadas de todas as formas possíveis por extremistas que dizem estudar e defender uma verdade absoluta. Um pouco abaixo, mulheres e meninas são mutiladas contra a própria vontade, tendo sua intimidade arrancada sem jamais terem cometido qualquer erro.
Ao seu lado pode existir alguém de rosto fechado, que não quer conversar, e você a julga pela sua própria conveniência, enquanto ela sequer consegue sorrir porque está vivendo um luto. Mas você não sabe disso, não é?
Discernir é necessário. Julgar sem compreender é perigoso. Para que julgar? Você realmente entende aquilo que defende?
Tive o desprazer de estar do outro lado: o lado das pessoas ignorantes. Todas reunidas em um só ambiente. Inexoráveis. Olhares cansados, sombrios, disfarçando a própria intolerância através de um livro que nem sequer leram por inteiro. Sempre os mesmos, escondendo seus atos atrás de desculpas fúteis, suficientes apenas para aqueles que não suportam o esforço de abrir os próprios olhos, pois nasceram cegos pela criação de quem também escolheu se vendar.
Hoje eu lhe pergunto: quem realmente se importa?
É certo que somos protagonistas da nossa própria história, mas será que ela é apenas sobre nós mesmos? Ser protagonista não significa ser hipócrita.
Seu protagonismo só começa quando você olha para quem está ao seu lado e, também, para quem está do outro lado do mundo.
Seu protagonismo começa quando você é a voz de quem não tem voz. Começa quando encontra seu fulgor ao olhar pelos outros, compreende o que se passa, toma boas decisões e, acima de tudo, não julga, mas ajuda.
Nem sempre é bonito estar de olhos abertos, mas é necessário.
Há pessoas que jamais tiveram a oportunidade de abrir os próprios olhos, enquanto você escolhe mantê-los fechados, trancando o próprio potencial e escolhendo ser apenas mais um.
Há pessoas que sofrem imensamente de formas que talvez você jamais consiga imaginar em sua vida lúgubre, porque só dariam valor caso o problema fosse delas.
Você, homem ou mulher, se estivesse no lugar de uma afegã, sofrendo agressões legalmente toleradas, sem poder estudar, trabalhar, falar livremente, fugir ou sequer ser vista, sendo abusada independentemente da sua idade... o que faria?
Nada.
Porque, quando um problema dessa magnitude é seu, muitas vezes você já não tem voz.
É justamente aí que a empatia entra.
Quando você percebe que, por mais improvável que pareça, um desconhecido — desde um cão abandonado até uma mulher no Afeganistão — pode precisar de você, entende que sua ajuda pode ser a diferença. Você pode ser voz. Pode ser luz. Pode ser alguém de olhos abertos.
Não é bonito.
Mas é necessário.
E torna-se bonito quando você decide ser necessário.
Quando uma mulher brilha, ela prova que outras também podem brilhar.
O sucesso de uma nunca limita o da outra. Pelo contrário, inspira, encoraja e abre caminhos.
Brilhe. E ajude outras mulheres a descobrirem que elas também nasceram para iluminar.
Capítulo XXXIX
LIVRO: NÃO HÁ ARCO-ÍRIS NO MEU PORÃO.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
– Camille Entre Véus.
Era sempre noite onde Camille existia agora.
Não uma noite vulgar, com estrelas e promessas, mas uma noite de veludo pesado, onde o tempo se desmanchava em arabescos de angústia. Ela caminhava sobre corredores que não tinham chão, por entre espelhos que não devolviam seu reflexo. Tudo era silêncio e cintilação opaca. Tudo era espera.
E ela esperava por ele.
Joseph.
Ele ainda escrevia. Ela sentia o tremor do papel quando seu nome era desenhado nas entrelinhas. O calor úmido de seus olhos, a respiração suspensa quando ele ousava descrevê-la. E cada letra lançada por ele sobre o papel feria-a como se a inscrevesse num mundo onde ela não mais podia existir por inteiro. Era como ser costurada por agulhas de vento, reconstruída em palavras que a reanimavam e a exilavam ao mesmo tempo.
“Joseph,” ela sussurrou, mas sua voz não saía do limbo.
Nem eco, nem ruído. Apenas uma presença que implorava para ser sentida.
Ela vagava, prisioneira de uma imagem que ele esculpira dela, tão bela quanto incorreta. Ele nunca a viu como ela realmente era. E, mesmo assim, foi o único que a amou até a febre da loucura. O único que lhe ofereceu um lugar fora do mundo, mesmo que esse lugar fosse sua própria ruína.
Camille não chorava. As lágrimas, naquele plano, vinham em forma de luz que vacilava, de memórias que se refaziam por segundos e depois se estilhaçavam como porcelanas finas. Seu rosto era um campo de auroras interrompidas, e seu corpo parecia feito de lembranças densas demais para permanecerem na terra.
Ela sabia: a cada nova página escrita por Joseph, parte de si retornava…
…e parte de si era despedaçada de novo.
Quis chamá-lo, dizer-lhe que parasse, que deixasse o luto se calar. Mas também desejava ardentemente que ele continuasse, pois só nas mãos dele ela ainda era algo mais do que um eco.
E então ela o viu.
Através de uma fresta entre véus e véus, o poeta diante do túmulo, a mão trêmula, o olhar perdido como um menino que perdeu sua morada. O filósofo do abismo observava ao longe, mas não intervia.
Camille compreendeu, então, o que a prendia:
ela era a morada de Joseph, mas ele nunca soube sair.
E se ela voltasse por completo, ele não sobreviveria à verdade de sua presença.
Ela virou o rosto, como quem teme o próprio reflexo. A eternidade se dobrava em sua espinha como um véu demasiado pesado para carregar. Ainda assim, ela quis… quis ver mais uma vez o que ele escreveria.
Mas o capítulo acabou ali.
E ao virar a página, o papel estava em branco.
