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MEU ANIVERSARIO 


HOJE 17 DE ABRIL DE 2026
É UMA UM MOMENTO ESPECIAL NA ONDE ESTOU REALIZADO 23ANOS
TENDO OU NÃO FÉ
VAI VIM MUITA BENÇA

Minha mãe tem cabelo de algodão-doce cansado,
daquele que o tempo foi soprando devagar…
e mesmo assim ainda adoça o dia de quem chega perto.


O rosto dela é estrada de barro batido,
listrado pelas chuvas que já enfrentou…
mas firme, como quem nunca saiu do lugar que ama.




O café dela nunca é só café,
é colher batendo na xícara marcando o tempo…
como relógio simples ensinando a vida a não parar.


Minha mãe mexe o açúcar devagar,
como quem tenta adoçar o mundo…
sem fazer barulho pra não assustar a dor.


Ela é dessas que conversa com planta,
e jura que o sabiá responde…
porque quem tem fé entende até o silêncio cantar.


Minha mãe é livro que não pode empoeirar,
porque cada página esquecida…
é um pedaço da gente que deixa de existir.


Saudade dela não é ausência,
é presença que não cabe no abraço…
e por isso transborda pelos olhos.


Tem dia que ela é rede na varanda,
balançando entre o cansaço e a fé…
sem nunca deixar ninguém cair.


Se um dia ela for embora,
vai ficar espalhada nas pequenas coisas…
no barulho da colher, no canto do sabiá, no balanço de uma rede.

A Fac não é grupo de serviço social, mas também nao é a linha final de chegada do indivíduo.


É o início de uma nova jornada daquele que chegou à queda social sem nenhum direito à sobrevivência e recomeço.


Não é uma porta de entrada para o crime ou para e quada social, nem vulnerabilidade social.


É aqui a recuperação invisível e silenciosa que nem a própria sociedade consegue permitir e nela existir.


Não é sobre fortalecer bordões nem rivalidades e peso de força.


Não existe mais regras sociais, sim vários lugares de quedas onde nem mesmo os mais vistos tem a oportunidade de se alimentar ou se construir de forma digna.


Não existe recrutamento, nem disciplina social, nem uma abordagem rígida de disciplina física.


Sim um acolhimento desses que por sua própria permanência e existência recebe de seus (conselheiros) uma leitura digna da consciência, da humanidade, da sociedade, uma metodologia aplicável de reorganização de conduta e comportamento.


Em um período adequado - de lapidação para reintegração na sociedade.


Aqui É silencioso, mas não doloroso. É persistente e adequado pois vem da repetição e sustentação de comportamentos e práticas diárias de ações positivas e edificação do caráter e do ser.


Não é uma escola da vida, não é o final da sociedade, nem começo onde todos devem sonhar - aqui é sem mandato, mas com ordem, afinal onde não existe regra existe anarquia, más sem metas financeiras e sem brasão de referência.


Mas é um local de queda inevitável da sociedade onde o indivíduo inevitavelmente chegou forçado pelo próprio resultado gerado da humanidade que está em ruídos e corroída em feridas.




"O que você faz não define quem você é, mas o que você sustenta opera inevitavelmente no que você será amanhã"


Então sustente responsabilidade, verdade, lealdade, disciplina, humildade, compromisso...


Reconheça seus valores e se permaneça presente em seu ser e na sociedade.

Tem dias que a alma vira rede na varanda:
balança entre o cansaço e a esperança…
até o descanso encontrar a gente.

A vida ensina a todos. A diferença está em quem presta atenção. Quem não aprende é condenado a repetir as mesmas consequências.

A vida não vem com manual,
vem igual bordado de joaninha…
um pontinho de cada vez até formar sentido.

Tem gente que é igual vento em cortina:
entra bagunçando tudo…
e ainda sai achando que refrescou.

A fé é tipo raiz de árvore teimosa:
ninguém vê trabalhando…
mas é ela que impede a queda.

A lágrima é chuva particular:
quando cai, ninguém vê o céu nublado…
mas por dentro já trovejou faz tempo.

A lua não brilha, ela devolve…
feito espelho educado da noite,
ensinando que até refletir já é luz.


Existe uma guerra interna que devemos lutar eternamente, a de sustentar a nossa direção e quem decidimos ser.

Tem coração que é igual casa de vó:
porta aberta, cheiro de afeto…
e sempre cabe mais um mesmo apertado.


⁠tempo escorre igual café passado na hora:
quente, forte e impossível de segurar…
quem não prova, perde o gosto da vida.

Meu pensamento às vezes é pipa sem dono,
sobe alto, dança no invisível…
mas sempre tem Deus com uma linha me puxando pra fé.


Tem dia que o céu parece lençol estendido,
e Deus sacode as nuvens devagarinho…
só pra gente lembrar que ainda existe vento.


⁠⁠

O maracujá por fora é calmaria enrugada,
mas por dentro guarda tempestade doce…
igual gente que aprendeu a sorrir depois das trovoadas.

Deus às vezes fala baixo,
igual brisa mexendo folha…
porque quem tem fé aprende a ouvir sem barulho.

A joaninha anda vestida de festa
com seus botõezinhos pretos costurados à mão…
lembrando que até o pequeno nasce pronto pra encantar.

O sol hoje caiu no chão
feito moeda escapando do bolso de Deus…
e a água ficou rica de luz por um instante.

"Liberdade financeira é algo que só experimenta que verdadeiramente não possui dívidas"

Ser forte não é não chorar,
é enxugar o rosto…
e continuar mesmo assim.

O coração avisa antes da queda,
mas a teimosia empurra…
e depois chama de destino.

Tem gente que pede sinal de Deus,
mas ignora os sinais…
porque queria resposta do seu jeito.


Cuidado com quem vive de atalhos:
quem corre demais pra chegar
às vezes nem sabe onde está indo.

Tem silêncio que fala mais
do que muita gente gritando…
porque verdade não precisa de eco.