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“Quando os números ganharam símbolos, o pensamento direcionou-se ao infinito.” – Leonardo Azevedo.

Lenda Chinesa (Lin e a sogra)

Era uma vez uma jovem chamada Lin, que se casou e foi viver com o marido na casa da sogra. Depois de algum tempo, começou a ver que não se adaptava à sogra. Os temperamentos eram muito diferentes e Lin se irritava com os hábitos e costumes da sogra, que criticava cada vez mais com insistência.

Com o passar dos meses, as coisas foram piorando, a ponto de a vida se tornar insuportável. No entanto, segundo as tradições antigas da China, a nora tem que estar sempre a serviço da sogra e obedecer-lhe em tudo.

Mas Lin, não suportando por mais tempo a idéia de viver com a sogra, tomou a decisão de ir consultar um Mestre, velho amigo do seu pai.

Depois de ouvir a jovem, o Mestre Huang pegou num ramalhete de ervas medicinais e disse-lhe:

“Para te livrares da tua sogra, não as deves usar de uma só vez, pois isto poderia causar suspeitas. Vais misturá-las com a comida, pouco a pouco, dia após dia, e assim ela vai-se envenenando lentamente. Mas, para teres a certeza de que, quando ela morrer, ninguém suspeitará de ti, deverás ter muito cuidado em tratá-la sempre com muita amizade. Não discutas e ajuda-a a resolver os seus problemas”.

Lin respondeu: “Obrigado, Mestre Huang, farei tudo o que me recomenda”.

Lin ficou muito contente e voltou entusiasmada com o projeto de assassinar a sogra. Durante várias semanas Lin serviu, dia sim, dia não, uma refeição preparada especialmente para a sogra. E tinha sempre presente a recomendação de Mestre Huang para evitar suspeitas: controlava o temperamento, obedecia à sogra em tudo e tratava-a como se fosse a sua própria mãe.

Passados seis meses, toda a família estava mudada. Lin controlava bem o seu temperamento e quase nunca se aborrecia. Durante estes meses, não teve uma única discussão com a sogra, que também se mostrava muito mais amável e mais fácil de tratar com ela.

As atitudes da sogra também mudaram e ambas passaram a tratar-se como mãe e filha. Certo dia, Lin foi procurar o Mestre Huang, para lhe pedir ajuda e disse-lhe:

“Mestre, por favor, ajude-me a evitar que o veneno venha a matar a minha sogra. É que ela transformou-se numa mulher agradável e agora eu gosto dela como se fosse a minha mãe. Não quero que ela morra por causa do veneno que lhe dou”.

Mestre Huang sorriu e abanou a cabeça:

“Lin, não te preocupes. A tua sogra não mudou. Quem mudou foste tu. As ervas que te dei são um elixir para melhorar a saúde. O veneno estava nas tuas atitudes, mas foi sendo substituído pelo amor e carinho que lhe começaste a dedicar”.

– Se insistirmos em atitudes boas, vamos conquistar a bondade para nossa alma.

– Se insistirmos em atitudes negativas, vamos engrandecer/fortalecer nossas imperfeições.

Se eu oferecer ódio/rancor a alguém e este o aceitar, aumentará nossos laços de ódio para com ele.

Se eu oferecer ódio/rancor a alguém e este não o aceitar, este sentimento ficará retido em mim.

Ou seja, atitudes negativas inevitavelmente farão mal a nós mesmos.

Não vamos pedir que os outros tenham atitudes bondosas para conosco, vamos NÓS oferecermos bondade aos outros e os outros responderão conforme cada um, porém estamos desta forma, cultivando/semeando nosso caminho. Se a Lin (do conto) tivesse pedido carinho e afeto à sogra, jamais teria recebido. No entanto, ela começou a oferecer carinho e afeto, e não tardou para receber em troca.

O espiritismo nos diz que fomos criados simples e ignorantes, porém destinados ao bem. Deus não criou uns já com virtudes e outros com imperfeições. Nos reforça a idéia de SOLIDIFICAÇÃO das virtudes em nossa alma, dependendo do nosso livre-arbítrio. A Lin solidificou o afeto e o carinho em sua alma. Ou seja, depende de nós a conquista das virtudes.

A repetição pode parecer tola, mas pode ser uma ferramenta para conquistarmos um hábito e a solidificação dos caracteres (bons ou ruins) em nossa alma. Quando falamos “alma” cabe ressaltar que nossa alma é o nosso verdadeiro patrimônio, é aquilo que sobrevive a morte do corpo.

A Lin repetia exaustivamente, com esforço sua atitude de carinho e afeto à sogra e conquistou, em 6 meses, uma virtude. Solidificada em sua alma.

Nós podemos repetir a direção defensiva toda vez que dirigirmos um veículo, com certeza em alguns meses, esta atitude vai se tornar o nosso modo de dirigir, solidificado, um hábito.

Nós podemos repetir o ato de “hoje” não discutir com aquele colega de difícil convivência.

Nós podemos repetir o ato de “hoje” não alimentar um vício.

“Milhões de velas iluminam como um sol” – Emmanuel.

Nosso objetivo deve ser o de sermos “vela”. Não precisamos ser um “sol”, se nos dedicarmos a sermos uma vela, que ilumina a nós e ao nosso redor já estaremos fazendo a nossa parte.

A LEI DO AMOR COMO EIXO MORAL DA CONSCIÊNCIA HUMANA.
A Lei do Amor, Uma Lenda Chinesa e Doação" , apresenta uma construção pedagógica que harmoniza narrativa simbólica e fundamento doutrinário. Seu núcleo conceitual converge com o que está exposto no Capítulo XI de O Evangelho Segundo o Espiritismo, obra organizada por Allan Kardec e publicada em 1864, onde se afirma que a lei de amor sucede à lei de justiça e constitui o ápice da evolução moral da humanidade.
No Capítulo XI, intitulado "Amar o próximo como a si mesmo", encontra se a formulação clara de que o amor é a síntese de todas as virtudes. A caridade, entendida não apenas como esmola material, mas como benevolência para com todos, indulgência para com as imperfeições alheias e perdão das ofensas, é apresentada como a expressão prática dessa lei. A máxima evangélica deixa de ser mera exortação religiosa e torna se princípio estruturante da ética espírita.
Essa mesma orientação ao afirmar que o amor não é emoção transitória, mas disposição constante da vontade moral. Trata se de uma disciplina interior que exige superação do egoísmo, domínio das paixões e exercício consciente da alteridade. Nesse ponto, há perfeita consonância com o ensino espírita de que o egoísmo é a chaga da humanidade. Em O Evangelho Segundo o Espiritismo, lê se que a destruição do egoísmo é a chave do progresso moral. O texto contemporâneo reafirma essa tese ao sustentar que somente o amor praticado transforma ambientes e consciências.
A lenda chinesa apresentada funciona como alegoria moral. A jovem que decide modificar sua postura diante da sogra não altera inicialmente a conduta da outra pessoa, mas reorienta a própria atitude interior. Este aspecto é profundamente coerente com a pedagogia espírita. O progresso moral, segundo a codificação de 1857 a 1869, não é imposto de fora para dentro. Ele ocorre pela reforma íntima. A transformação exterior é consequência da transformação interior.
Há, portanto, um paralelismo didático entre a narrativa simbólica e o ensinamento doutrinário. Enquanto o Evangelho segundo o Espiritismo oferece a fundamentação teórica da lei de amor, a lenda ilustra sua aplicação concreta no cotidiano familiar. A moral não permanece abstrata. Ela torna se operativa.
Outro ponto de convergência encontra se na reflexão sobre doação. O texto contemporâneo afirma que a felicidade autêntica reside no amor que se oferece e não no que se espera receber. Essa proposição dialoga diretamente com a afirmação evangélica segundo a qual há mais felicidade em dar do que em receber, princípio também comentado no Capítulo XIII da mesma obra espírita. A doação, sob a ótica espírita, não é perda. É expansão do ser. Ao doar, o indivíduo amplia sua consciência e sutiliza sua sensibilidade moral.
Do ponto de vista psicológico, essa compreensão antecipa conceitos hoje estudados pela ciência do comportamento. A prática constante de atitudes benevolentes reorganiza padrões emocionais e cognitivos. O amor, enquanto escolha reiterada, modifica o caráter. A tradição espírita já afirmava no século XIX que o Espírito se depura através das experiências e das decisões morais reiteradas. Esse princípio sob linguagem acessível e narrativa simbólica.
Eticamente, a lei de amor é superior à mera justiça retributiva. A justiça corrige. O amor eleva. A justiça equilibra. O amor harmoniza. O Espiritismo ensina que a humanidade progride da força para o direito, e do direito para o amor. O texto do Portal da Luz reforça essa trajetória ao propor que as relações familiares, sociais e comunitárias podem ser regeneradas pelo exercício perseverante da benevolência.
Não se trata de sentimentalismo ingênuo. A lei de amor, conforme apresentada na codificação espírita, exige esforço, renúncia e disciplina interior. Amar o adversário, suportar ofensas sem revide, cultivar indulgência diante da imperfeição alheia são exercícios morais complexos. A lenda chinesa demonstra precisamente esse esforço gradual. A jovem não experimenta transformação instantânea. Há constância, repetição, perseverança. Esse aspecto corresponde ao entendimento espírita de que o progresso é lento e contínuo.
Historicamente, a publicação de O Evangelho Segundo o Espiritismo em 1864 marcou a sistematização do aspecto moral da Doutrina Espírita. Desde então, a lei de amor tornou se eixo interpretativo para a compreensão do sofrimento, das provas e das expiações, ainda que em formato devocional, mantém fidelidade a essa estrutura conceitual.
Em síntese, a comparação revela unidade essencial. O Capítulo XI apresenta o fundamento filosófico e moral. O texto contemporâneo oferece ilustração pedagógica e aplicação prática. Ambos convergem na afirmação de que o amor é lei universal, princípio evolutivo e método de transformação da consciência.
Quando o ser humano compreende que amar é decisão ética e não mera emoção, inicia se verdadeira revolução interior. E toda revolução moral autêntica começa silenciosamente no coração daquele que escolhe transformar se antes de exigir transformação do mundo.

Inserida por marcelo_monteiro_4

Sou vítima de cenários hipotéticos, sofro por tragédias que minha mente cria com a perfeição de quem já viveu o pior.

“Confiar em Deus não apesar do tempo, mas dentro do tempo.”

— Sandro Gonçalves, 
Pré-ocupação, 2025

✝️ As boas obras confirmam a fé viva em Jesus Cristo para a salvação; as más obras revelam a incredulidade e conduzem à condenação eterna. 🍇
📖 Epístola a Tito 3:7–8

Seleção Brasileira


Quatro anos carregando 
o mesmo silêncio,
a taça distante, o sonho adiado.
Cada derrota virou cicatriz,
cada espera, um nó no peito do país.


O tempo passou devagar demais,
como quem olha o relógio 
antes do apito final.
Mas a camisa segue 
pesada de história,
e o verde-amarelo nunca desaprendeu a acreditar.


Agora é ano de Copa.
O coração volta a bater mais forte,
a rua se pinta de esperança,
e o passado vira combustível, 
não medo.


Porque mesmo depois da ausência,
o Brasil entra em campo 
com fé renovada.
Talvez seja este o ano.
Talvez seja agora.
A taça ainda não veio —
mas a esperança… 
essa nunca saiu. 🇧🇷

Palmeiras


Verde que não é só cor, 
é promessa,
é peito aberto cantando no escuro do estádio.
Cada passo no gramado carrega história,
cada grito na arquibancada vira destino.


Forjado na luta, gigante no silêncio,
vence quem aprende a cair sem perder a fé.
Quando o jogo aperta, 
o coração responde:
ser palmeirense é ficar 
quando todos duvidam.


Há títulos, sim 
— mas há algo maior:
o laço invisível entre gerações.
Avô, pai, filho, o mesmo escudo no peito, o mesmo amor que não se explica, se herda.


E quando a bola beija a rede,
não é só gol
 — é catarse, é lágrima, é chão tremendo.
Porque esse verde não passa,
ele mora.

Arqueiro


Sou arqueiro do silêncio,
aponto flechas de intenção no escuro,
meu arco é feito de espera
e a mira, do que sinto por você.


Tensiono o peito como corda,
respiro fundo antes do disparo—
sei que toda verdade lançada
pode ferir ou libertar.


Minhas flechas não pedem sangue,
buscam o centro do teu medo,
querem pousar no teu coração
sem fazer barulho.


E se eu errar o alvo, tudo bem:
arqueiro também aprende com o vento.
Mas se eu acertar, que seja amor
cravado, definitivo, inteiro.

Teixo curvado, arqueiro paciente:
da madeira que espera nasce a flecha que não erra.

Teixo antigo, arqueiro do tempo:
aprendeu a suportar o vento por anos para, em um único instante,
ensinar à flecha o caminho do destino.

Feito de Teixo





Feito de teixo,
não dobra fácil.
Aprendeu cedo a ser madeira firme
enquanto o mundo testava o peso.


Carrega flechas que não disparou,
dores que não nasceram nele,
mas que aceitou guardar
pra ninguém sangrar ao redor.


É arqueiro que vigia em silêncio,
olhos atentos mesmo quando cansam, corpo erguido no 
meio do colapso
— não por heroísmo,
mas porque alguém precisa ficar.


Quando tudo racha,
vira apoio.
Quando todos falam,
escuta.
E quem encosta
sente segurança
sem saber por quê.


O erro foi aprender a ser muralha
antes de aprender a pedir abrigo.
Confundiu força com solidão,
resistência com fechamento.


Mas ainda permanece de pé.
Marcado.
Mais denso.
Inteiro.

Não aceite menos que você merece,
Ou o que você já tem.
Trocados por miúdos,não é um bom negócio.

Para a juventude, a liberdade é conquistada quando eles aprendem a tomar decisões, assumir riscos e descobrir quem são, em vez de apenas seguir o caminho traçado.

A verdadeira liberdade é quando os jovens podem errar sem medo de perder o amor e o apoio, não apenas quando seguem as regras.

Quem fala mal de mim para você, também fala mal de você para mim.

Benê Morais

Não uso a dor como tema, uso como tinta. É a partir dela que desenho os contornos do que ainda resta de mim.

É gratificante acordar e ter a certeza de que, apesar das inconstâncias da vida, tenho feito o melhor que posso, com aquilo que tenho em minhas mãos.
Acreditar que o futuro que me espera acontece no instante presente, no aqui e no agora.
Sigo com esperança no coração.
Um passo, outro passo, e fim.
Nildinha Freitas

Muitas vezes, por medo de perder os jovens, acabamos oferecendo uma liberdade vigiada, mais como uma folga controlada do que uma verdadeira emancipação espiritual. Será que estamos realmente preparando os jovens para o mundo, ou apenas adiando a inevitável responsabilidade?

A libertação dói e com essa liberdade liberta-se da dor.


Com entrega confiante a espiritualidade guia e conforme caminha, a escuridão vai iluminando e diversos caminhos seguros se abrem como novos mundos acessíveis que antes não enxergaria-se.

Sou o adulto que tenta ser o abrigo para o menino que ainda chora em mim, esperando por uma justiça que o tempo não traz.

Antes, durante e depois...




E quando a neve caiu eu pensei que era o fim,


O movimento reverso é irresistível e depois do inverno voltou a sustentar o poder das flores,


As lágrimas que antes caíam e se transformavam instantaneamente em esculturas frias e assombrosas, hoje passam como correnteza de um rio cheio de felicidades,


Temporariamente o coração congelou, mas a alma se manteve intacta, 


Então, o vicio para dominar o controle sobre o veneno foi o que permitiu que a fidelidade permanecesse intocada,


Lembro-me do passado, já carreguei minhas pedras pesadas nas costas,


Entendo o tempo presente, pois o imediato é uma resposta heroica,


Sinto o futuro, ele atravessa a existência das memórias, é uma questão de inteligência emocional.

Por mais que a máxima é amplamente difundida entre os pesquisadores, psicanalistas e psiquiatras contemporâneos que " ser autista não significa necessariamente ser savant ", ainda acho muito cedo para nos guiarmos por tal afirmação. Assim como teoricamente, o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) é segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais DSM-5, rotulando o espectro em três níveis de intensidade, um, dois e três. Não significa que não existam mais, assim como a síndrome do sábio "savant", que é considerado um distúrbio psíquico com o qual a pessoa possui uma grande habilidade intelectual aliada a um déficit de inteligência, comumente encontrada na sua grande maioria em meninos e autistas, também deve ter vários níveis.

Em terra de lobos cordeiro não sobrevive.

Enquanto houver ambição entre os homens não haverá paz.

Enquanto o mundo faz barulhos para compensar os vazios, a alma repleta vai no vazio em silêncio sentir as recompensas.