Pensamentos Mais Recentes

Eu já olhei nos olhos da fome, já andei em esquinas escuras, já escrevi despedidas e já presenciei o perigo, mas meu maior medo é ficar sem você.
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NÃO É SOBRE NÃO SABER ONDE QUER CHEGAR.
É SOBRE TER MUITOS CAMINHOS E NUNCA CHEGAR ONDE QUER!


sobre o meu TDAH!

O passado pode ensinar você, mas não precisa continuar punindo você. O que aconteceu já não pode ser mudado, as palavras ditas não podem ser apagadas e certas feridas não podem ser desfeitas. Mas existe algo que permanece em suas mãos: a liberdade de decidir quem você será depois de tudo o que viveu.

Não transforme seus erros em sentenças perpétuas, nem permita que as dores antigas roubem a paz que você ainda pode construir. Reconheça o que passou, aprenda com suas escolhas, perdoe-se pelo que não sabia e tenha coragem de seguir em frente sem carregar culpas que já cumpriram seu papel.

Você não precisa negar sua história para recomeçar. Precisa apenas compreender que ela faz parte de você, mas não determina tudo o que você ainda pode ser.

Que o passado seja uma lição, não uma condenação. Que as cicatrizes sejam lembranças da sua força, não correntes prendendo seus passos. Afinal, você não pode mudar o que viveu, mas pode impedir que aquilo que passou continue decidindo o seu futuro.

Três dias e o vento

O quente do ombro que acolhia,
com sopro quente e rápido,
parecia eternidade.

Curtas respirações,
com a promessa de ainda dormir,
esticavam o tempo.

O morno imperou na minha redoma
quando me deixei cair naquele canto ajeitado,
com cheiro de um cítrico frescor.

Dois, três dias passaram.
O morno não os atravessou.

Com o fim da chuva,
nuvens e frio
pairaram sobre o que ainda restava do abrigo.

O ombro, o sopro e o canto
eram só o que o corpo conseguiu guardar
antes de o tempo seguir.

Eu te via da maneira mais pura e gentil na qual nunca vi alguém antes. De algum jeito minha alma conhecia a sua alma antes que tivéssemos ter tido a chance de nos encontrar... E de algum modo eu tive um encanto pela sua alma. Por que há algo em vc cujo as palavras não são capazes de descrever, mas todo o meu corpo sente ao ver. Eu não sei o que vi em vc, mas sei q não vejo em mais ninguem... Eu te amei da forma mais pura que alguém poderia amar outro alguém... Vc é a luz que sempre escutei dizer que não existia mas nunca acreditei. E mesmo em outro universo, eu nunca deixaria de te amar.. Até por que vc foi a única que tocou o meu coração com a mesma profundidade que tocou a minha alma...

Ironicamente, Bebelle jamais fizera seu dinheiro trabalhar por ela. Talvez porque nunca tivesse compreendido que a riqueza verdadeira não está naquilo que se possui, mas naquilo que continua produzindo quando já não se está olhando. E, como acontece com todas as coisas que adiamos acreditando que o futuro nos pertencerá para sempre, o inverno chegou.


Um dia ele chegaria. Bebelle sabia disso, embora saber que alguma coisa acontecerá seja muito diferente de compreender que ela acontecerá conosco. O inverno não veio como uma tragédia. Não trouxe trombetas, carrascos ou sentenças. Veio silenciosamente, como quase tudo aquilo que realmente importa. Sem anúncio, sem piedade, sem sequer a delicadeza de bater à porta.


Chegou frio, vazio, solitário e inóspito, trazendo consigo aquele silêncio peculiar que surge quando o mundo deixa de reconhecer a importância que alguém imaginava possuir.


Ao fim de seu infame reinado, Bebelle estava quebrada. Não apenas financeiramente. Estava quebrada na própria narrativa que havia construído sobre si mesma. O dinheiro desaparecera. O poder evaporara. A juventude, que durante algum tempo parecera uma propriedade particular do seu corpo, descobrira aquilo que todo corpo acaba descobrindo: que o tempo não reconhece proprietários. E a beleza, que ela havia tratado como um patrimônio, revelou-se aquilo que talvez sempre tivesse sido: uma hipótese sustentada pelo olhar dos outros.


Restava o tempo.


E o tempo é a forma mais absoluta de pobreza para quem acreditou possuir tudo.


Porque o dinheiro pode ser acumulado, multiplicado, escondido, investido e transmitido. O tempo não. O dinheiro admite cálculo; o tempo impõe existência. O dinheiro pode voltar; o tempo apenas passa.


Talvez seja esse o maior equívoco de quem confunde poder com permanência: imaginar que aquilo que se consegue controlar durante algum tempo continuará obedecendo para sempre.


Não continua.


Toda corte acaba. Todo aplauso encontra seu último eco. Toda beleza envelhece. Toda fortuna pode desaparecer. Toda autoridade, por maior que pareça, depende de circunstâncias que um dia deixarão de existir.


Quando as luzes finalmente se apagaram, quando os aplausos cessaram e quando o último vestígio de sua pequena corte se dissolveu no anonimato, Bebelle encontrou algo mais terrível do que a pobreza: encontrou a si mesma.


E talvez tenha sido essa a verdadeira queda.


Porque sob a coroa não havia uma rainha. Havia apenas uma mulher.


Uma mulher que, durante algum tempo, acreditara que aquilo que possuía definia aquilo que era. Que confundira reconhecimento com valor, aparência com identidade, poder com permanência e riqueza com segurança.


O inverno não a transformou.


Essa talvez seja a parte mais cruel.


O inverno apenas retirou as coisas que estavam entre Bebelle e o espelho.


E, quando já não havia dinheiro para sustentar a personagem, poder para sustentar a ilusão, juventude para sustentar a aparência ou aplausos para sustentar a narrativa, restou aquilo que sempre estivera ali, esperando silenciosamente pelo fim da representação.


Bebelle não se tornou outra pessoa.


Apenas deixou de conseguir parecer outra.


E então, finalmente, quando todas as máscaras haviam perdido sua utilidade, Bebelle voltou a ser aquilo que sempre fora.


Plebe.

O Destino Era a Universidade, mas a Lição Veio pelo Caminho
Parecia ser apenas mais uma corrida na rotina do motorista de aplicativo, Peregrino Nino Carneiro. Mas, para quem tem o hábito de conversar com os passageiros, cada viagem pode esconder uma história interessante, daquelas que merecem ser registradas em sua coluna literária.
Ao chegar ao local combinado, o motorista recebeu um rapaz que aparentava ter entre vinte e vinte e cinco anos. Depois dos cumprimentos, perguntou:
— O destino é a Universidade Federal?
— Sim, por favor! — respondeu o jovem.
Enquanto iniciava o percurso, o motorista perguntou:
— E qual curso você está fazendo?
— Medicina.
— Uau! — exclamou o Peregrino, demonstrando admiração. Em seguida, aproveitou a oportunidade para conhecer um pouco mais sobre o passageiro.
— De onde você é?
— De Mogi das Cruzes, no interior de São Paulo.
O motorista sorriu e comentou que conhecia um pouco da história daquela cidade. Explicou que o nome Mogi tem origem indígena e está associado à expressão *M'Boiji*, tradicionalmente interpretada como “rio das cobras”. Contou também que a ocupação da região começou no século XVI, com a atuação de desbravadores como Brás Cubas e Gaspar Vaz.
Mas havia outro capítulo importante naquela história: a imigração japonesa. Ao longo do século XX, famílias japonesas contribuíram significativamente para o desenvolvimento agrícola de Mogi das Cruzes, fortalecendo o cultivo de hortaliças, frutas, flores e cogumelos. Com trabalho e perseverança, ajudaram a transformar a região em uma das grandes referências agrícolas do cinturão verde paulista.
O estudante ouvia atentamente. Ao final da explicação, comentou, admirado:
— O senhor me deu uma aula brilhante sobre a minha própria cidade! Enquanto o ouvia, consegui imaginar como deve ter sido a chegada dos meus bisavós a Mogi, em 1935.
Animado, continuou:
— Até hoje, meus pais trabalham na agricultura. Todos os dias, um caminhão sai do sítio da nossa família carregado de verduras e legumes para abastecer a CEAGESP, em São Paulo. Cresci vendo o esforço deles, enfrentando o sol, a chuva e as incertezas de quem depende da terra para viver.
O Peregrino, interessado, fez outra pergunta:
— E por que você não quis seguir a profissão dos seus pais?
O rapaz respondeu:
— Por orientação deles. Meus pais sabem o quanto a agricultura pode ser sofrida e não querem que os filhos enfrentem as mesmas dificuldades. Apesar disso, reconhecem que é um trabalho nobre, essencial para a sociedade e cheio de vida. Por isso, escolhi a Medicina. Minha família também guarda com orgulho uma ligação de parentesco com o médico Sentaro Tacaoca, a quem associa à história da imigração japonesa em Mogi das Cruzes.
O motorista percebeu que aquela escolha representava muito mais do que a busca por uma profissão. Havia o amor dos pais, o desejo de oferecer um futuro melhor aos filhos e a vontade de cuidar de outras pessoas.
— Sabe de uma coisa? — comentou o motorista. — Você pode não ter seguido a profissão dos seus pais, mas certamente levará para a Medicina os valores que aprendeu com eles: disciplina, perseverança, responsabilidade e respeito pela vida.
O jovem sorriu. Talvez nunca tivesse pensado que a experiência vivida no sítio pudesse contribuir tanto para sua futura carreira médica. Naquele instante, percebeu que mudar de caminho não significava abandonar as próprias raízes.
A corrida se aproximava do fim, e o motorista aproveitou para fazer um convite:
— Um dia, ainda conversaremos sobre os lugares de Mogi das Cruzes que homenageiam a imigração japonesa, como o Parque Centenário da Imigração Japonesa, o Casarão do Chá e o Monumento ao Imigrante japonês. São espaços que preservam a memória de pessoas que atravessaram oceanos e ajudaram a construir a história da cidade.
— Será um prazer! — respondeu o estudante. — Depois desta conversa, fiquei com vontade de conhecer ainda melhor a história da minha terra e da minha família.
Ao chegar à universidade, os dois se despediram cordialmente. O estudante seguiu para seus compromissos, levando consigo uma nova perspectiva sobre suas origens. O Peregrino retomou seu trabalho, satisfeito por ter encontrado mais uma história digna de ser contada.
Assim terminou mais uma corrida prazerosa do motorista Peregrino Nino Carneiro. Uma viagem que começou com uma simples pergunta sobre o destino e terminou com reflexões sobre família, trabalho, vocação e conhecimento.
Mais uma vez, o motorista percebeu que a sabedoria não está apenas nos livros ou nas universidades. Ela também vive nas mãos calejadas dos agricultores, nas histórias dos imigrantes, nos ensinamentos dos pais e nas conversas inesperadas que a vida nos proporciona.
Conhecimento é caminhar com os olhos abertos: a cada passo, aprendemos não apenas sobre o caminho, mas também sobre as pessoas e as histórias que dão sentido à vida.
Peregrino Nino Carneiro

Ironicamente, Bebelle jamais fizera seu dinheiro trabalhar por ela. E, como todas as coisas que são adiadas indefinidamente, o inverno chegou.


Um dia ele chegaria, ela sabia. Chegaria sem anúncio, sem piedade, sem a cortesia de bater à porta. Gelado e vazio. Solitário e inóspito, trazendo consigo aquela espécie de silêncio que só existe quando o mundo já não se impressiona com quem um dia acreditou dominá-lo.


Ao fim de seu infame reinado, Bebelle estava quebrada. Não apenas financeiramente, mas também daquilo que durante tanto tempo sustentara sua pequena mitologia pessoal: já não havia dinheiro, já não havia poder, já não havia a juventude que imaginara eterna, nem a beleza que, na verdade, jamais possuíra.


Restava apenas o tempo.


E o tempo, ao contrário do dinheiro, não negocia.


Quando as luzes se apagaram, quando os aplausos cessaram e quando o último vestígio de sua corte se dissolveu, Bebelle descobriu aquilo que talvez sempre tivesse temido: não havia uma rainha sob a coroa, apenas uma mulher que durante algum tempo acreditara sê-lo.


O inverno não a transformou.


Apenas retirou dela tudo aquilo que a fazia parecer diferente.


E então, finalmente, Bebelle voltou a ser o que sempre fora.


Plebe.

Ironicamente, Bebelle não fez seu dinheiro trabalhar por ela e o inverno chegou. Um dia ele chegaria, ela sabia. Gelado e vazio. Solitário e inóspito. Bebelle estava quebrada ao fim de seu infame reinado, sem a juventude, sem a beleza que jamais teve. Bebelle voltou a ser o que sempre foi. Plebe.

Houve um tempo em que da sereia, seu canto, era o único encanto...
Tempo em que o Natal levava um ano para chegar.
Ah, minha inocência,
onde foi parar?
𝓙𝓾𝓻𝓾𝓷𝓪j

No fim, todos iremos sofrer do mesmo mal, a diferença é como chegamos lá.

Sobre a vida


Neste mundo, tudo passa,
como uma sombra sobre a água.
O tempo parte silenciosamente,
mas deixa suas marcas
em nossos corações.


Buscamos respostas
em estradas distantes,
em cidades desconhecidas,
nos livros e nas palavras.
Mas talvez
tudo aquilo de que precisamos
sempre tenha estado por perto.


Às vezes, a vida se torna difícil,
e perdemos nossas forças.
Mas, mesmo nos dias mais sombrios,
existe uma luz
que nos recorda
que tudo tem um sentido.


Não sabemos
o que acontecerá amanhã,
mas podemos valorizar o hoje,
pelas coisas simples:
as pessoas bondosas,
as conversas sinceras,
o silêncio
e a possibilidade de seguir em frente.


Que o tempo não tenha pressa,
que o coração permaneça aberto,
e que o caminho, por mais difícil que seja,
nos conduza àquilo
que verdadeiramente nos pertence.


E talvez, um dia,
compreendamos
que, mesmo nos dias difíceis,
sempre existe algo
pelo qual vale a pena agradecer.

Noite sem fim,
aurora interrompida,
sol que não nasce
no horizonte da vida.
Aqui jaz...
𝓙𝓾𝓻𝓾𝓷𝓪j

Se eu pudesse voltar ao passado, faria tudo diferente... Que mentira.
Se isso fosse possível, certamente eu nem existiria.
𝓙𝓾𝓻𝓾𝓷𝓪j

Saudade é tão pessoal. A minha muda de cor, veste clássicos, bebe champagne e dança zumba.

Tem tanta purpurina no coração que jorra alegria pelos olhos.

O riacho se espelha em seiva.

A regra é simples: um café, torradas sem glúten, um vaso quadrado com rosas sorridentes e uma vida para amar.

Minha rima segue pelo horizonte
deixando a marca da estranha poesia,
decifrando emblemas com categoria,
seja com chuva ou com sol de fronte .
Ergo minha tenda em cima do monte,
declamo as coisas lá do imaginar...
O que não me falta na vida é versar,
transformando assuntos do cotidiano
em cordel rimado, dolente e humano,
nos dez de galope da beira do mar.

O mundo não soa suave, mas continuo ouvindo sinos de amor em cantos e recantos

Borrifei camomila na ferida da saudade.

Tanto amor há na intenção, que os olhos se fazem de luz colorida.

Afeto não usa maquiagem.

O olhar da minha mãe ficou tatuado na íris dos meus olhos.

⁠Antes de vc perguntar pra mim oq eu acho de vc pra mim vc tudo não tem errado e nem dúvidas vc e de bom e do melhor pra mim pq vc sempre me escuta e eu ter trato como uma criança eu gosto de tratar vc dessa maneira pq ser eu trata vc como adulta não teria graça eu sempre vou te amar de qualquer maneira não importa oq ou vai acontecer vc é a melhor pessoa do mundo vc é linda caprichosa inteligente legal fofa a sua pele e tão delicada e suas mãos quentes e pequenas vc será a minha jóia rara minha princesa minha mandona minha surtadinha minha branquinha minha pequena sonhadora com seus olhos sempre abertos por novas aventuras as nossas vidas estão iguais a um filme kkkk ser vc force um livro eu iria ler todo santo dia após dia eu te admiro a distância é dolorida mas eu não vou desistir de você vc me disse uma ver que tem problema de saúde comigo e mesmo assim eu continuo do seu lado pq pra mim não importa a dificuldade eu estarei sempre aqui eu te amo de mais