Pensamentos Mais Recentes

Aceitar o fim é um processo lento, mas necessário para abrir espaço ao que ainda pode recomeçar. É difícil entender, de primeira, que algumas despedidas também carregam o poder de curar.


Crescer dói. Machuca. E, às vezes, parece um inverno que nunca termina.


Mas decidi que não vou deixar meu coração congelar.


Minha cura está em continuar enxergando o mundo em cores, mesmo quando tudo ao redor insiste em parecer cinza. Talvez minha maior revolução seja justamente essa: continuar escolhendo a pureza, a sensibilidade e a fantasia em um mundo que tantas vezes tenta nos tornar rígidos.


Por isso, sigo como um eterno menino perdido, colorindo os dias e me recusando a abandonar aquilo que ainda existe de mágico em mim.


E quando o mundo pesa demais, volto para a minha própria Terra do Nunca.


Ela se chama Ademah.


É onde encontro refúgio nos caminhos lúdicos da minha mente, onde transformo aquilo que dói em histórias, músicas e mundos — e, entre tudo aquilo que crio, encontro pequenos fragmentos da luz que pensei ter perdido.


Talvez crescer não seja abandonar a criança que fomos.


Talvez seja aprender a protegê-la.

"Cada pessoa que passa direto sem ao menos me olhar nos olhos deixa um rastro de frieza. No fim do dia, sento na calçada e como o meu trabalho, engolindo a seco o orgulho e a dor."

"Não dói apenas o pé de tanto andar ou a voz de tanto chamar; dói a alma ao perceber que para o mundo eu sou transparente, e que hoje meu jantar será a mercadoria que sobrou."

Meus pensamentos na ideia de Schopenhauer

Aqui fiz uma espécie de conversa minha com Schopenhauer, e não uma negação dele. 
A ideia dele permanece como ponto de partida, mas a pergunta muda: se a vontade move o homem, por que alguns possuem muito mais poder para transformar a nossa vontade em realidade do que outros? É aí que a filosofia encontra a política.


“O Mundo com Vontade”

Schopenhauer enxergou no fundo do mundo uma vontade cega: uma força que deseja sem saber exatamente por quê, que alcança uma coisa apenas para desejar outra, condenando o homem à inquietação de nunca estar inteiramente satisfeito. Talvez estivesse certo sobre a vontade. Mas talvez tenha olhado demais para dentro do homem e pouco para o mundo que construímos ao redor dele.
Porque nem toda vontade nasce livre.
Há quem acorde desejando conhecer o mundo e precise primeiro pensar no pão. Há quem tenha vontade de estudar, mas encontre uma porta fechada pelo preço. Há quem sonhe com arte, música, filosofia, literatura, mas tenha suas horas consumidas pela necessidade de sobreviver. 
E há quem possa dedicar a vida inteira à procura de si mesmo simplesmente porque outros, em algum lugar, trabalham para sustentar o conforto dessa procura.

Então pergunto: de quem é a vontade que governa o mundo?

A vontade do trabalhador de descansar ou a vontade do capital de produzir mais? A vontade daquele que deseja uma casa ou a daquele que transforma casas em números? A vontade de quem sente fome ou a vontade de quem calcula o preço do alimento?
Talvez o sofrimento humano não venha apenas dessa eterna insatisfação descrita por Schopenhauer. Parte dele nasce de algo muito menos metafísico e muito mais concreto: construímos sociedades em que algumas vontades possuem poder para se realizar enquanto milhões de outras precisam pedir permissão até para existir.
E nisso há uma crueldade silenciosa. Dizemos ao pobre que basta querer. Dizemos ao trabalhador que basta se esforçar. Dizemos ao jovem que basta sonhar. Como se todos começassem a corrida da mesma linha. Como se vontade fosse moeda. Como se esperança pagasse aluguel.

Não paga.

Mas também não acredito que devamos matar a vontade para escapar do sofrimento. Talvez seja justamente o contrário. Precisamos transformar a vontade individual em vontade coletiva.
A vontade de comer deve encontrar a vontade política de acabar com a fome. A vontade de aprender deve encontrar uma escola aberta. 
A vontade de viver precisa encontrar dignidade. 
A vontade de ser livre precisa significar mais do que escolher aquilo que podemos comprar.
Porque liberdade sem condições para exercê-la corre o risco de ser apenas uma palavra bonita pronunciada por quem nunca precisou escolher entre duas necessidades.
Schopenhauer desconfiava profundamente da esperança. Eu ainda prefiro desconfiar de um mundo que exige desesperança dos que estão embaixo para preservar o conforto dos que estão em cima.
Talvez a humanidade jamais deixe de desejar. 
E talvez isso não seja nossa condenação.
Talvez seja nossa possibilidade.
Enquanto houver um homem com vontade de mudar aquilo que lhe disseram ser imutável, haverá política. Enquanto houver vontade de repartir aquilo que foi concentrado, haverá justiça. Enquanto alguém olhar para a miséria de outro ser humano e disser “isso também me diz respeito”, haverá alguma esperança.
O mundo é vontade, sim.
Mas eu acrescentaria uma palavra que Schopenhauer talvez não acrescentasse:

nossa.

Porque o mundo que vale a pena desejar não deveria nascer da vontade de possuir o outro, mas da vontade de não abandonar ninguém.

"A piada mais triste do meu dia é ter que comer o brigadeiro que fiz para vender, porque a crueldade do silêncio alheio não encheu o meu bolso, apenas o meu estômago."

"Caminho sob o sol para construir o meu futuro, mas a indiferença de quem passa sem olhar transforma o meu sustento na minha única janta."

"É cruel ver centenas de pessoas passarem ao meu lado diariamente e fingirem que sou invisível, enquanto a fome me obriga a engolir o produto que deveria pagar as minhas contas."

"Todos os dias os mesmos passos apressados passam por mim, os mesmos olhares me ignoram, e no fim da tarde, a minha única refeição é o próprio sonho que eu não consegui vender."

Conversa de bar
(Mauro 1Evaristo)

Tava tranquilo no bar quando passei
Chamou-me com um aceno,
Sorriu ofereceu a cadeira, não recusei,
Senti que acabaria entendendo.

Puxei a cadeira e ele foi dizendo:
Proteja os seus sentimentos,
Você pode até estender a mão,
Mas na sua vez certamente terá um não.

Ninguém vai ligar oferecendo ajuda,
Em silêncio permaneça forte na postura
Lembre sempre que o dia vai nascer

E embora pareça furacão ou loucura
Jamais esqueça o que vou dizer:
Tudo prospera a quem sabe agradecer.

feradapoesia.blogspot.com

A virtude de uma fé bíblica e ortodoxa reside em sua imunidade ao engano: ela impede a alma de capitular diante dos modismos deste mundo.

A esposa não é uma prestadora de serviços, mas uma dádiva sagrada de Deus. Em vez de valorizá-la pelo que ela faz, cuide dela pelo que ela é: sua co-herdeira da graça e o seu tesouro mais valioso.

O 'amor que tudo suporta' na Bíblia não é um convite à aceitação de abusos, traições ou desrespeito. Ele se refere à resiliência diante das crises, como a doença e a escassez, e à paciência com as imperfeições humanas.

Cristo é a fonte inexaurível de alegria; longe Dele, toda alma permanece sedenta.

Inutilmente lamentei por não decifrar o amanhã. No fim, vi que tudo passa, mas a Providência não falha: só Deus basta, e Ele operou infinitamente além do que eu poderia sonhar.

Nossas vãs preocupações provaram-se meras sombras diante da Providência que guia até a queda de um pardal. No fim, os céus teceram um desfecho infinitamente mais formoso.

O ato falho (Freud) não é desorganização, é seletividade.
Esquecimento, por exemplo, por padrão é desinteresse. 
O que você não queria ali?  
O inconsciente vai trazer a tona tudo o que o consciente não consegue resolver.

Vã foi a minha inquietação, pois o meu coração estava cego. A Providência Divina, contudo, agiu em silêncio: onde eu temia a ruína, o Criador esculpiu uma obra infinitamente mais bela.

Em determinadas pessoas a verdade é a inveja, a maldade e o egoísmo crônico; a farsa é apenas o que se mostra na aproximação/ iniciação.

Com o fim da vida terrena, encerra-se o tempo da misericórdia e inaugura-se o tribunal da justiça, onde o clamor já não altera o veredito. Rompa com o pecado hoje.

Na eternidade, a vontade humana se fixa imutavelmente, tornando estéreis as lágrimas e os rogos pós-morte. O arrependimento é um ato do tempo; arrependam-se hoje.

A oportunidade para o perdão e a reconciliação com Deus é exclusiva desta vida. A morte sela o destino eterno, convertendo o tempo presente no definitivo santuário para a operação da graça.

Nada retém o coração desprovido do Salvador; mas tudo possui a alma que nEle descansa.

3150 📜 Hoje meu Almoço será Feijão Branco 'com aquelas carnes que o Senhor gosta, dentro'... Foi assim que disse Minha Cozinheira dos Finais de Semana (uma delas)!

Se a miséria do pecado é o nosso estado até sermos alcançados por Cristo, a justificação Nele nos coroa como herdeiros das riquezas celestiais.

Habitamos na miséria do pecado até que a graça de Cristo nos alcance; justificados Nele, tornamo-nos herdeiros de toda a riqueza celestial.