Pensamentos Mais Recentes
O tic-tac do relógio diminui o ritmo, ecoando como passos lentos sobre a madeira. O olhar se desvia da tela e busca a linha do horizonte pela janela.
A xícara fumaça sobre a mesa, ignorada pelo olhar fixo nas notificações que nunca cessam. Empilhamos minutos como se fossem moedas de um tesouro que nunca poderemos gastar. Planejamos o descanso para o próximo sábado, a felicidade para as próximas férias, a paz para quando a tempestade passar.
Mas a tempestade é o próprio andar dos dias.
Esquecemos o peso da gravidade que nos firma no chão. Esquecemos a textura da mesa sob os dedos, o aroma do grão torrado que se dissipa no ar, o calor que a porcelana transfere para as palmas das mãos. Vivemos na véspera de um futuro que teima em ser miragem.
Faça uma pausa voluntária.
Não ligue o rádio. Não abra outra aba. Apenas sinta o ar cru cruzar a garganta e preencher os pulmões, expandindo as costelas em um movimento que você faz milhares de vezes por dia sem notar. Cada batida no seu peito não é uma contagem regressiva, é a afirmação silenciosa de que você, contra todas as probabilidades do universo, está aqui.
O ontem é um rastro de fumaça, o amanhã, uma promessa sem firma reconhecida. O único território real que lhe pertence mede exatamente o espaço que o seu corpo ocupa neste milésimo de segundo.
Habite-o.
"Usar o sagrado como escudo para blindar os próprios defeitos é a forma mais refinada de profanação, onde o véu da fé serve apenas para ocultar a face da intolerância.
"Pensamento Filosófico"
Esse comportamento ilustra o que a psicologia e a filosofia comportamental descrevem como um mecanismo de defesa narcísico e projeção moral. Quando o indivíduo se apropria de dogmas para se declarar "salvo", ele não está buscando a transcendência, mas sim o controle e a absolvição antecipada de seus próprios desvios. Ao dividir o mundo entre "divinos" (ele mesmo e seus pares) e "profanos" (aqueles que ele julga), essa pessoa cria um sistema de justiça próprio onde a empatia é anulada.Filosoficamente, essa atitude representa a inversão do conceito de ética e alteridade. Em vez de a espiritualidade servir como um exercício de autocrítica, humildade e responsabilidade perante o outro, ela é instrumentalizada para oprimir. O "outro" torna-se apenas um espelho das imperfeições que o indivíduo se recusa a aceitar em si mesmo. É, em essência, o vazio ético mascarado por um verniz de dogmas inquestionáveis.
"Usar o sagrado como escudo para blindar os próprios defeitos é a forma mais refinada de profanação, onde o véu da fé serve apenas para ocultar a face da intolerância."
"Não existe aliança entre o trono de Deus e o esgoto do mundo. Ou você muda de caminho e limpa sua vida, ou sua herança será o desastre; porque o topo sem Deus é apenas o começo de uma queda eterna."
"Enquanto a Copa acontece e as eleições são realizadas, o golpe à democracia e à soberania enxerga espaço para crescer...
Inocentes irão pagar.
Pois as fake news estão ligadas novamente às alienações das deepfakes, que nos afastam completamente da realidade. Bots manipulados como marionetes armam novas incursões que culminam em atos insanos...
Tudo pela 'grandiosa América'."
Nunca vou usar app de namoro. Se eu me interessar por um homem e descobrir que ele está ativo em algum deles, o interesse acaba na hora. Na minha opinião (nada modesta), quem depende desse tipo de app tem um vício bem similar ao de quem consome pornografia.
A boa notícia não alcança apenas os ouvidos;
ela desce ao coração, fortalece os ossos
e reacende a vida por dentro.
miriamleal
O SONHO DE CIPIÃO À LUZ DO ESPIRITISMO: A VIAGEM DA ALMA ENTRE O TEMPO E A ETERNIDADE.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Entre os mais belos testemunhos da Antiguidade acerca da imortalidade da alma encontra-se O Sonho de Cipião, célebre fragmento da obra De re publica, de Marco Túlio Cícero. Embora escrito cerca de cinquenta anos antes do nascimento de Jesus, o texto apresenta ideias que, sob a ótica espírita, revelam surpreendentes aproximações com os ensinamentos posteriormente sistematizados por Allan Kardec.
A narrativa descreve uma experiência extraordinária vivida por Cipião Emiliano durante o sono. Após adormecer, ele se vê transportado para uma realidade superior, onde encontra Espíritos de seus antepassados e recebe instruções acerca de seu destino, da natureza da existência e da posição do ser humano diante da imensidão do cosmos.
Para a Doutrina Espírita, essa passagem não constitui apenas um recurso literário ou uma construção filosófica. Ela pode ser compreendida como um fenômeno de emancipação da alma, explicado por Kardec em O Livro dos Espíritos. Durante o sono, os laços que unem o Espírito ao corpo físico se afrouxam, permitindo que a alma recobre parte de sua liberdade e entre em contato com outras inteligências espirituais.
Assim, o encontro de Cipião com seu ancestral, Cipião Africano, encontra perfeita correspondência com os ensinamentos espíritas acerca das comunicações entre encarnados e desencarnados. O Espírito, liberto parcialmente da matéria, pode receber orientações, conselhos e ensinamentos de entidades mais elevadas, retornando ao corpo com lembranças que se manifestam sob a forma de sonhos.
A experiência relatada por Cícero torna-se ainda mais significativa quando Cipião contempla a vastidão do universo. Diante da harmonia celeste, da ordem dos astros e da grandiosidade dos espaços infinitos, a Terra lhe parece pequena e quase insignificante.
Sob a perspectiva espírita, essa visão possui um profundo significado moral e filosófico. O homem costuma considerar seus problemas, ambições e conquistas como o centro da existência. Entretanto, quando a alma amplia sua percepção e contempla a grandeza da Criação, compreende que a vida material representa apenas um breve capítulo de uma jornada muito mais extensa.
É justamente essa ampliação da consciência que leva Cipião a perceber a inutilidade da vaidade humana. A fama, o poder político, os aplausos das multidões e os monumentos erguidos pelos homens revelam-se efêmeros diante da eternidade.
Essa conclusão harmoniza-se integralmente com a moral espírita. Segundo os Espíritos superiores, nenhuma riqueza material acompanha o ser após a morte. Nenhum título social atravessa os umbrais da vida espiritual. Nenhuma posição de destaque na Terra garante elevação moral no além.
O único patrimônio verdadeiramente imperecível é aquele que o Espírito constrói dentro de si mesmo.
As virtudes, os conhecimentos adquiridos, os esforços realizados em favor do próximo, a capacidade de amar e servir são tesouros que sobrevivem ao túmulo e acompanham o ser através das múltiplas existências.
Outro aspecto notável do relato é a presença dos antepassados de Cipião como seres conscientes e ativos. Eles não aparecem como sombras vagas ou abstrações mitológicas. Demonstram inteligência, memória, afeto e interesse pelos destinos humanos.
Essa descrição aproxima-se da concepção espírita do mundo espiritual. A morte não destrói a individualidade. O Espírito conserva sua identidade, seus afetos e suas conquistas intelectuais e morais. Os vínculos construídos pelo amor continuam existindo, e aqueles que nos precederam na grande viagem frequentemente acompanham nossa trajetória, auxiliando-nos de maneira discreta e providencial.
Sob esse prisma, O Sonho de Cipião pode ser visto como uma das muitas manifestações daquilo que Kardec chamaria, séculos depois, de sobrevivência da alma.
Naturalmente, o Espiritismo também ensina que nem todos os sonhos correspondem a experiências espirituais autênticas. Muitas vezes eles refletem preocupações do cotidiano, recordações fragmentadas ou construções do subconsciente. Contudo, há sonhos especiais, mais lúcidos, mais profundos e mais coerentes, que podem representar verdadeiras vivências do Espírito fora do corpo.
A narrativa de Cipião apresenta justamente características que a aproximam dessa segunda categoria: ele recebe ensinamentos elevados, contempla realidades superiores e retorna transformado pela experiência.
Talvez por isso a obra tenha atravessado os séculos sem perder sua força. Sua mensagem não se limita à Roma Antiga, nem pertence exclusivamente à filosofia clássica. Ela fala a todas as épocas porque toca uma das questões mais profundas da existência humana: qual é o verdadeiro sentido da vida?
A resposta apresentada por Cícero encontra notável sintonia com o pensamento espírita. A existência terrestre não tem por finalidade a conquista da glória exterior, mas o aperfeiçoamento interior. O homem não foi criado para acumular honrarias passageiras, mas para desenvolver sua consciência, purificar seus sentimentos e aproximar-se das leis divinas.
Quando a alma compreende essa verdade, os triunfos mundanos perdem seu brilho ilusório e a virtude passa a ocupar o lugar central da existência.
Sob a luz do Espiritismo, portanto, O Sonho de Cipião pode ser interpretado como uma valiosa antecipação das grandes realidades espirituais que seriam mais tarde esclarecidas pela Codificação Espírita: a imortalidade da alma, a emancipação do Espírito durante o sono, a comunicação entre os mundos visível e invisível e a supremacia da evolução moral sobre todas as conquistas materiais.
Através das brumas do tempo, a voz de Cícero continua ecoando como um convite à reflexão. Enquanto os impérios desaparecem, as civilizações se transformam e os nomes ilustres são esquecidos, permanece intacta a única conquista que atravessa os séculos e acompanha o Espírito pela eternidade: a conquista de si mesmo.
“As glórias humanas passam; a virtude permanece.”
Fontes.
De re publica, Livro VI — Somnium Scipionis (O Sonho de Cipião).
Macróbio, Comentário ao Sonho de Cipião.
O Livro dos Espíritos, Parte Segunda, Capítulo VIII — "Da Emancipação da Alma", questões 400 a 412.
Allan Kardec.
#SonhoDeCipião #Cícero #Espiritismo #AllanKardec #ImortalidadeDaAlma #VidaEspiritual #EmancipaçãoDaAlma #SonoEDosSonhos #Filosofia #RomaAntiga #Virtude #Consciência #EvoluçãoEspiritual #MundoEspiritual #PluralidadeDosMundos #Reflexão #Sabedoria #ClássicosDaHumanidade #DoutrinaEspírita #Espiritualidade
Sorrir para espantar o tédio
eis aí um grande remédio
sopra sobre a alma
a calma
desabotoa paletós, destrava gravatas
ergue jardins
se for contínuo e sincero
será manhã serena, doce mistério
ave pequenaa deslizar no céu
páginas de um lindo momento
de cores e amores no firmamento
mas se o riso for contido
que pena o tempo perdido
negando a vida plena
que sacrilégio, apenas passar
como um rio que não emite sempre o mesmo sinal
às vezes rindo, outras chorando
sejamos alegria, por todos
por nós
porque sorrir é sim um grande ato
de amor
próprio...
"A riqueza das trevas é uma ilusão que financia a própria destruição. O verdadeiro trilionário constrói com a pureza de Deus; quem ostenta drogas, pornografia e violência não está subindo, está apenas cavando um abismo dourado."
"A verdadeira mentalidade trilionária constrói impérios na Terra, mas só o propósito com Deus sustenta a alma; sem Ele, o topo do mundo é apenas uma queda mais alta, e a maior celebridade não passa de um eco no vazio."
"Há pessoas que envelhecem porque o tempo passa. Outras amadurecem porque o tempo ensina. As primeiras contam anos, enquanto as segundas acumulam significado. A verdadeira juventude não consiste em conservar a aparência da primavera, mas em preservar a capacidade de florescer em todas as estações da vida."
" Há corações tão cansados que não esperam mais por milagres; apenas aprendem a sofrer com paciência. "
Toda vez que alguém tentar achar DEUS na religião, vai encontrar só decepção. DEUS está no amor, no perdão, no nome de Cristo, na humildade, na simplicidade, na bíblia e onde está a obediência!
