Pensamentos Mais Recentes
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Detalhes da Existência
Existe uma beleza na vida
que nunca se impõe.
Ela não grita,
não exige atenção,
não disputa espaço com o barulho do mundo.
Ela apenas permanece
nos detalhes.
Talvez por isso
quase ninguém a perceba.
Vivemos ocupados demais
procurando o extraordinário,
o que parece grande,
o que pode ser mostrado aos outros.
Mas a verdade da existência
raramente está nas coisas grandiosas.
Ela mora no modo
como alguém diz o seu nome.
No olhar que se demora
como se ali existisse
uma pergunta silenciosa.
No abraço que dura um pouco mais
como se dois corações, por um instante,
tentassem escapar da solidão do mundo.
Há algo profundamente humano
nesses pequenos gestos.
E talvez fosse isso
que os pensadores da angústia humana
tentavam dizer:
que a vida não se revela
nos grandes espetáculos da existência,
mas nos instantes simples
onde duas almas realmente se encontram.
Porque no fundo,
o ser humano não sofre
pela falta de grandes acontecimentos.
Ele sofre
quando os detalhes desaparecem.
Quando ninguém percebe seu silêncio.
Quando seu nome é apenas um som.
Quando seus dias passam
sem um gesto que diga:
“eu vejo você.”
E então a existência continua,
o tempo segue,
os dias se repetem…
mas algo dentro da alma
começa lentamente
a se tornar vazio.
Talvez seja por isso
que a beleza da vida
se esconde nos detalhes.
Porque são eles
que lembram ao coração
que existir
ainda tem sentido.
— Sariel Oliveira
A Metafísica dos Pequenos Gestos
Existe uma beleza na vida
que não se anuncia.
Ela não chega fazendo barulho,
nem pede para ser notada.
Ela apenas acontece.
Habita os detalhes.
No modo delicado
com que alguém pronuncia o seu nome,
como se ali existisse
mais do que uma simples palavra.
No olhar que permanece
um segundo além do necessário,
como se quisesse dizer algo
que a linguagem não alcança.
No abraço silencioso
onde dois corpos se encontram,
mas quem realmente se toca
são as almas.
A vida esconde sua verdade
nesses pequenos instantes.
Mas quase sempre
estamos ocupados demais
correndo atrás do que parece grandioso,
do que o mundo chama de importante,
do que brilha por fora.
E assim deixamos escapar
o essencial.
Porque o essencial
não se impõe.
Ele se oferece.
E só percebe
quem aprendeu a sentir.
Talvez por isso,
quando o tempo passa
e a memória começa a recolher
os fragmentos daquilo que fomos,
não são os grandes acontecimentos
que permanecem.
São os detalhes.
Um gesto.
Um olhar.
Uma palavra simples
dita na hora certa.
Coisas pequenas
que, de alguma forma misteriosa,
se tornam eternas.
Porque quando os detalhes desaparecem,
a vida continua existindo…
mas perde
a sua profundidade.
E sem profundidade,
até o tempo
parece vazio.
— Sariel Oliveira ✍🏻
"Frase Psicanalítica"
“Toda dor ignorada é uma brecha para a amargura.
A cura começa quando deixamos de ignorar o que sentimos.”
@Suédna Santos.
"Reflexão espiritual"
“A graça não nos expõe, mas também não nos esconde. Antes, ela nos melhora para sermos vistos.”
@Suédna Santos.
Menina Cinderela
Em uma casa simples, onde o sol entra pelas janelas de madeira
vive uma menina que sonha alto, mesmo com a vida difícil que leva
seus dias são cheios de tarefas, de limpeza e de cuidado
mas no fundo do coração, guarda sonhos que nunca abandona
Ela lava roupas no rio que passa perto da porta
cuidando das panelas, do jardim e do chão de pedra
seus passos são leves, mesmo carregando peso na alma
seu sorriso é suave, mesmo que às vezes seja só para si mesma
Seus irmãs mais velhas vivem de vaidade e de exigências
sempre pedindo ajuda, sempre querendo mais atenção
ela não se queixa – sabe que a paciência é uma força grande
e que um dia seus sonhos vão se tornar realidade, sem precisar de milagre algum
Um dia chega a notícia: há um baile na cidade grande
onde jovens de todo lugar poderão conhecer e dançar
seus irmãs se preparam com vestidos novos e roupas bonitas
enquanto ela continua suas tarefas, guardando a esperança em seu coração
Depois de arrumar tudo, ela vai até o guarda-roupa velho
e encontra um vestido que sua mãe usou em tempos passados
lava, passa e arruma com muito carinho e dedicação
transformando aquela peça simples em algo cheio de graça e emoção
Com sapatos de couro que consertou com muito cuidado
ela sai pela porta, caminhando com firmeza até a cidade
onde as ruas estão decoradas com bandeiras coloridas ao vento
o caminho é longo, mas seus passos não tremem nem um pouco
Chega ao local do baile quando já está escuro
as luzes das lâmpadas a céu aberto brilham forte
ela se junta aos outros jovens, que a recebem com sorrisos calorosos
ninguém liga para o vestido antigo – o que importa é o brilho em seus olhos
Ela dança com todos, com graça em cada movimento
seus pés deslizam como se estivessem flutuando no chão
os outros a elogiam por sua elegância e seu jeito sincero de ser
ela percebe que seus sonhos não precisavam de nada além de sua própria força
No dia seguinte, volta para casa com a certeza de que tudo é possível
suas irmãs olham para ela com outro olhar, já entendendo o valor da simplicidade
ela sorri de coração, sabendo que construiu seu próprio caminho.
Deitar-se e dormir quando tudo vai mal não é sinal de apatia, mas sim de confiança naquele que tem o poder de mudar a sua vida.
Uma entre centenas aos olhos meus,
A única eleita em meu coração
Desnuda-te agora na fome que é minha.
“A Psicologia no sistema prisional não deve reforçar a punição, mas ampliar as possibilidades de cuidado, escuta e transformação.”
"Há uma paz imensa em admitir que somos iguais. O peso de "ser melhor" ou o medo de "ser pior" desaparece."
Seu passado vai te condenar para o resto da vida, fazendo você se perder e não saber quem realmente é!
Respeito não se pede por hierarquia, se conquista pela conduta. Quem usa a sua posição para desrespeitar o próximo, mostra que é pequeno por dentro, não importa o quão alto esteja sentado.
A Beleza que Habita na Mulher
A mulher não é só beleza – ela é o que a beleza sonha em ser
é o amanhecer que pinta o céu, é o mar que brilha a luar
não é só o rosto que reflete luz, nem o sorriso que ilumina o dia
é o fogo no peito, a força que move montanhas e faz o mundo girar
Ela é a beleza da manhã: suave como a névoa sobre o campo verde
cabelos como fios de ouro ou seda preta que o vento quer acariciar
olhos que guardam mares profundos, céus infinitos e sonhos grandes
boca que sabe dizer palavras doces e lutar pelo que acredita e ama
Ela é a beleza do meio-dia: forte como o sol que aquece a terra
corpo que carrega histórias, vida, a força de gerar e cuidar
mãos que constroem, abraçam, curam feridas e tecem sonhos
pernas que caminham por caminhos difíceis e nunca desistem de chegar
Ela é a beleza da noite: misteriosa como o céu cheio de estrelas
seus segredos são constelações, só visíveis para quem sabe olhar
voz que sussurra canções antigas e canta melodias novas e fortes
alma que brilha como a lua cheia, iluminando o caminho dos outros
A beleza da mulher não se mede em centímetros ou tons de pele
não se compra nem vende – é a coragem de ser ela mesma
a graça de perdoar, amar de verdade, sonhar alto e alcançar
ela é a beleza da vida em si: real, profunda, verdadeira e eterna
Que o mundo aprenda a ver essa beleza que não está só na superfície
que valorize cada mulher, de qualquer cor ou lugar
pois ela é o que faz o mundo valer a pena, faz a vida florescer e brilhar
ORDEM HISTÓRICA DOS FATOS E IDENTIFICAÇÃO DO LIVRO.
O trecho apresentado pertence ao livro Espíritos Sob Investigação. Resgatando Parte da História, obra do pesquisador Carlos Seth Bastos, que analisa documentos históricos ligados à formação do Espiritismo e ao trabalho de Allan Kardec durante o período da Codificação.
A partir das páginas mostradas, os acontecimentos mencionados podem ser organizados cronologicamente da seguinte forma.
1. Ano de 1856
Em determinado momento de 1856, Kardec relata ter ficado momentaneamente sem ideias para continuar uma parte da obra que estava preparando. Nesse período já circulava um prospecto anunciando uma obra anônima sobre o tema dos Espíritos. Esse prospecto utilizava o pseudônimo Chez Villarius, formado a partir de uma combinação aproximada das letras do sobrenome Rivail, nome civil de Kardec.
2. 25 de fevereiro de 1857
Uma nota publicada no Journal du Magnétisme menciona a obra que estava sendo impressa em Paris. O anúncio dizia.
"Esta obra é intitulada Os livros dos espíritos ou princípios da doutrina espírita escritos sob o ditado e por ordem dos espíritos superiores."
Também informava o endereço de venda.
"Chez Villarius. Rua Jacob. 35."
3. 18 de abril de 1857
Publicação da primeira edição de O Livro dos Espíritos, marco inicial da Codificação Espírita. A obra foi resultado de longo trabalho de perguntas dirigidas aos Espíritos por meio de médiuns.
4. 30 de maio de 1857
A obra é registrada no jornal francês Bibliographie de la France, periódico oficial que catalogava publicações lançadas no país.
5. 1 de janeiro de 1858
Fundação e início da publicação da Revista Espírita, periódico mensal dirigido por Kardec que passou a divulgar estudos, comunicações mediúnicas e reflexões doutrinárias.
6. Ano de 1868
Kardec menciona que mais de dez médiuns colaboraram no trabalho de elaboração das edições posteriores de O Livro dos Espíritos, ampliadas e profundamente revisadas.
Síntese histórica
A sequência apresentada mostra o processo gradual de nascimento da obra fundamental do Espiritismo. Primeiro surge o prospecto anônimo em 1856. Depois aparece a notícia pública em fevereiro de 1857. Em seguida ocorre o lançamento oficial em abril do mesmo ano. Logo após vem o registro editorial e, no ano seguinte, a criação da Revista Espírita, que se tornaria o principal instrumento de desenvolvimento da doutrina.
O ENIGMA EDITORIAL DE "CHEZ VILLARIUS" ANTES DO NOME ALLAN KARDEC
Antes que o nome Allan Kardec se tornasse conhecido no mundo intelectual do século XIX, ocorreu um episódio editorial singular que revela a prudência e o método do codificador do Espiritismo.
O nome civil de Kardec era Hippolyte Léon Denizard Rivail, pedagogo francês já respeitado no meio educacional de Paris. Durante décadas ele havia publicado obras didáticas ligadas à pedagogia e ao método educacional inspirado em Pestalozzi. Por essa razão, qualquer associação precipitada de seu nome a fenômenos mediúnicos poderia comprometer a reputação construída ao longo de muitos anos de trabalho intelectual.
Quando se aproximava a publicação de O Livro dos Espíritos em 1857, Rivail ainda agia com cautela. A obra representava algo completamente novo no panorama filosófico europeu. Tratava-se de uma síntese de comunicações espirituais obtidas por diversos médiuns e organizadas em forma de perguntas e respostas.
Nesse momento surge o curioso nome Villarius.
No prospecto editorial divulgado antes da publicação do livro, aparece a indicação.
"Chez Villarius. Rue Jacob. 35."
A expressão francesa "chez" significa literalmente "na casa de" ou "na editora de". Assim, a obra era anunciada como se fosse publicada ou distribuída pela "casa Villarius". Entretanto, essa designação não correspondia a um editor conhecido no circuito literário parisiense.
Pesquisas posteriores demonstraram que Villarius era uma construção aproximada formada a partir das letras de Rivail, funcionando como um pseudônimo provisório. Era uma forma discreta de divulgar a obra sem envolver diretamente o nome do autor.
Essa prudência tinha várias razões.
Primeiro, Rivail ainda observava os fenômenos espíritas com espírito crítico e método experimental. Ele não desejava apresentar conclusões definitivas antes de amadurecer o trabalho de comparação das comunicações mediúnicas.
Segundo, o ambiente científico e acadêmico da França do século XIX era profundamente cético em relação a fenômenos espirituais. Uma associação direta poderia comprometer sua credibilidade como educador.
Terceiro, o próprio Kardec explicou posteriormente que desejava distinguir claramente suas obras pedagógicas das obras espíritas.
Por essa razão, quando finalmente assume publicamente a autoria da obra, ele adota um nome completamente diferente.
Nasce então o pseudônimo Allan Kardec, que segundo ele próprio relatou em Obras Póstumas, lhe fora revelado por um Espírito durante as primeiras comunicações mediúnicas. O Espírito afirmava que, em existência anterior entre os antigos druidas da Gália, ele havia usado esse nome.
Assim, o episódio de Villarius representa uma breve etapa de transição histórica.
Primeiro surge o prospecto anônimo.
Depois aparece a obra.
E finalmente se estabelece o nome que ficaria para sempre ligado à Codificação Espírita.
Entre 1857 e 1869, Kardec publicaria as obras fundamentais do Espiritismo, inaugurando um corpo filosófico que buscava conciliar razão, moral cristã e investigação espiritual.
E naquele instante silencioso da história editorial, quando um simples prospecto anunciava uma obra misteriosa assinada por "Villarius", o pensamento espírita preparava discretamente o seu ingresso definitivo na história das ideias humanas.
Esse conjunto de fatos constitui o núcleo do chamado período da Codificação Espírita entre 1855 e 1869, fase em que Kardec organizou metodicamente os princípios que estruturariam o pensamento espírita moderno.
"Os erros não são uma prova de falha de nós, é apenas um reajuste natural daquilo que você precisa desistir de persistir."
