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Os Milagres Diários da Vida


Os milagres diários da vida são esses que a gente quase não nota, porque não vêm com trombeta. Eles não curam uma doença em 3 segundos. Eles te sustentam nos 3 segundos em que você pensa: "não vou aguentar".


Alguns milagres que acontecem todo dia:


O milagre do corpo
Seu coração bateu 100 mil vezes hoje sem você pedir. Seus pulmões encheram e esvaziaram sozinhos, mesmo enquanto você pensava em sair neste dia de chuva. A vida te mantém de pé, mesmo quando a cabeça está cansada.


O milagre das conexões
A vida trouxe pessoas inestimáveis para dentro da sua história. Concluir a leitura de um bom livro, sentir aquele deleite... tudo isso é milagre.


O milagre do agora
Temos um novo dia hoje. Você conseguiu sorrir. Respirar depois do choro ainda é um milagre. Matar a sede, conseguir dormir, se alimentar... são milagres diários. 


E receber uma mensagem que, em ações, diz: "Você é importante pra mim" também é.


A verdade sobre o milagre
Milagre não é quando tudo muda. É quando você percebe que nada está faltando para você continuar. 


Às vezes a gente busca um milagre grande e esquece que estar vivo, ter gente com quem interagir e ter esperança de que amanhã será melhor... já é um milagre.


E sim, milagre também é quando conseguimos fazer a dor ir embora. 🌻


_Jane Silva


29/06/2026

Inserida por JaneSilvva

Mais louco...
Menos tolo.

" Pensar em quem aqui não está mais é tão vivo dentro de mim  que esse amor todo dia bordo cada vez mais no meu coração. " 

⁠Se minha poesia tem algum significado, é essa tendência espacial, ilimitada, que não se satisfaz em um lugar só. Minha fronteira tinha que ultrapassar a mim mesmo, não me tinha confinado no enquadramento de uma cultura distante. Eu tinha que ser eu mesmo, esforçando-me por me estender como as próprias terras, onde me tocou nascer.

Pablo Neruda
Confesso que vivi. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1992.
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⁠Se minha poesia tem algum significado, é essa tendência espacial, ilimitada, que não se satisfaz em um lugar só.

Pablo Neruda
Confesso que vivi. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1992.
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⁠Nunca pensei, quando escrevi meus primeiros livros solitários, que com o passar dos anos me encontraria em praças, ruas, fábricas, salas de aula, teatros e jardins, dizendo meus versos. Percorri praticamente todos os rincões do Chile, derramando minha poesia entre a gente de meu povo.

Pablo Neruda
Confesso que vivi. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1992.
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⁠Quero viver num mundo em que os seres sejam somente humanos, sem outros títulos a não ser estes, sem serem golpeados na cabeça com uma régua, com uma palavra, com um rótulo.

Pablo Neruda
Confesso que vivi. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1992.
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⁠Só soube muito depois que o que eu escrevia se chamava poesia. Nunca tive interesse pelas definições, pelos rótulos. Aborrecem-me mortalmente as discussões estéticas.

Pablo Neruda
Confesso que vivi. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1992.
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⁠Continuo acreditando na possibilidade do amor. Tenho a certeza do entendimento entre os seres humanos, logrado sobre o sofrimento, sobre o sangue e sobre os cristais quebrados.

Pablo Neruda
Confesso que vivi. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1992.
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⁠Os violentos se refletem no espelho do mundo e seu rosto não é bonito nem para eles mesmos.

Pablo Neruda
Confesso que vivi. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1992.
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⁠Minha vida é uma vida feita de todas as vidas: as vidas do poeta.

Pablo Neruda
Confesso que vivi. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1992.
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⁠A intermitência do sonho nos permite suportar os dias de trabalho.

Pablo Neruda
Confesso que vivi. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1992.
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GOSTO DE FALAR DA POESIA

E se uso essa palavra mágica, não falo apenas de gêneros e sim de todas as poesias do nosso cotidiano. A poesia que brota numa Lua cheia, nas sombras do entardecer, uma simples gota de chuva e até uma sombra na estrada.
A poesia é canto, é música é tudo que fala com a alma e o coração. Se parar para escutar a tua inspiração, a poesia tem sabor de um bolo de chocolate, cheiro de café sando coado, de pão assando, cheirinho de chuva caindo e de canto de passarinho.
Tem carinho de amigos, aconchego de família, do abraço apertado feito a fita e o laço. Daquele abraço que tanto sentimos saudades.
Quando leio uma poesia postada, ou um livro é como se lambuzar de cultura deliciando cada verso como o melhor deleite da vida.
Uma fotografia é a melhor poesia da natureza ela nos dá milhões de temas para poetizar, as suas cores, o seu calor vindo do Sol bem morninho no cair da tarde, uma manhã sendo despertada pelo canto de milhões de passarinhos eufóricos para festejar o dia. O silêncio quebrado pelo sussurrar do vento encrespando as folhas soltando aquele cheiro de paz.
Já parou para observar um prato de comida todo colorido, quantos versos estão ali esperando para saltar da tua imaginação. Uma xicara de café bem quentinho com biscoito de polvilho ou mesmo um simples pãozinho com manteiga.
Muitas vezes andamos tão correndo que falta tempo para observar o sorriso de uma criança brotando a mais doce poesia, um animalzinho saltitando, pessoas andando apressados, ou sentados observando a vida passar.
Acho que não mudo o meu jeito de carregar a poesia na minha alma, de ser devoradora de livros. E assim amo tudo que faço e faço tudo que me dá prazer.

Autoria- Irá Rodrigues

⁠Em noites como esta tive-a em meus braços.
Beijei-a tantas vezes sob o céu infinito.

Pablo Neruda
Vinte Poemas de Amor e Uma Canção Desesperada. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1999.

Nota: Trecho do poema 20, com tradução de Fernando Assis Pacheco.

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⁠Venho de uma obscura província, de um país separado de todos os outros pela sua talhante geografia. Fui o mais abandonado dos poetas e minha poesia foi regional, dolorosa e chuvosa. Mas sempre tive confiança no homem.

Pablo Neruda

Nota: Trecho de discurso ao receber o Prêmio Nobel de Literatura, em 13 de dezembro de 1971 (tradução de Cláudia Schilling).

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Mais perigosa que a loucura mental é a loucura moral: ela justifica a perversidade como se fosse justiça.

⁠Cada um dos meus versos quis se instalar como um objeto palpável; cada um dos meus poemas pretendeu ser um instrumento útil de trabalho; cada um dos meus cantos aspirou a servir no espaço como signo de reunião onde os caminhos se cruzaram, ou como fragmento de pedra ou de madeira em que alguém, outros, os que virão, pudessem depositar os novos signos.

Pablo Neruda

Nota: Trecho de discurso ao receber o Prêmio Nobel de Literatura, em 13 de dezembro de 1971 (tradução de Cláudia Schilling).

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⁠O melhor poeta é o homem que nos entrega o pão de cada dia.

Pablo Neruda

Nota: Trecho de discurso ao receber o Prêmio Nobel de Literatura, em 13 de dezembro de 1971 (tradução de Cláudia Schilling).

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⁠De tudo isso, amigos, surge uma lição que o poeta deve aprender dos outros homens. Não há solidão inexpugnável. Todos os caminhos levam ao mesmo ponto: a comunicação daquilo que somos. E é preciso atravessar a solidão e a aspereza, a incomunicação e o silêncio para chegar ao recinto mágico no qual podemos dançar torpemente ou cantar com melancolia: mas nesta dança ou nesta canção estão consumados os mais antigos ritos da consciência, da consciência de ser homens e de crer num destino comum.

Pablo Neruda

Nota: Trecho de discurso ao receber o Prêmio Nobel de Literatura, em 13 de dezembro de 1971 (tradução de Cláudia Schilling).

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⁠A poesia é uma ação passageira ou solene na qual entram em igual medida a solidão e a solidariedade, o sentimento e a ação, a intimidade de si mesmo, a intimidade do homem e a revelação secreta da natureza.

Pablo Neruda

Nota: Trecho de discurso ao receber o Prêmio Nobel de Literatura, em 13 de dezembro de 1971 (tradução de Cláudia Schilling).

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⁠Não aprendi nos livros nenhuma receita para a composição de um poema; e também não deixarei impresso nem sequer um conselho, modo ou estilo para que os novos poetas recebam de mim alguma gota de suposta sabedoria.

Pablo Neruda

Nota: Trecho de discurso ao receber o Prêmio Nobel de Literatura, em 13 de dezembro de 1971 (tradução de Cláudia Schilling).

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A crítica sem fundamento ético é inveja disfarçada.

Perdoar é perder na guerra de quem tem a razão.

... no fundo,
somos não somente as vítimas, 
mas os originários algozes dos nossos 
próprios infortúnios... E na justa ciência 
de tão factual dualidade íntima reside
ônus que nos permite desassociar o
que nos constrange das escolhas
que nos depuram!