Pensamentos Mais Recentes
O mundo não lhe prometeu justiça; muitos só lembram da justiça quando os ventos não sopram ao seu favor.
A ESSÊNCIA DO INTOCÁVEL
(Quando o barro do outro é espelho do escultor cego)
Você é um ser original e único. O que os outros pensam a seu respeito contradiz o que você é, pois eles lapidam de forma grosseira o barro que é a matéria. Esquecem, ou não querem lembrar, de moldar a própria alma, e usam o cinzel rachado — que insistem em colar com fragmentos de seu próprio ego — para tentar esculpir a essência alheia.
Lu Lena / 2026
A ignorância acompanha a todos até o túmulo, mas o sábio escolhe desvencilhar-se dela enquanto vive.
Cada indivíduo possui uma inteligência singular. Enquanto a minha reside na escrita, a sua se revela de outra maneira.
Muitos defendem a liberdade de expressão até ouvirem algo que contrarie sua liberdade de impor certezas.
Graça é harmonia aprendida por dentro.
Do autoconhecimento nasce o gesto
que atravessa o ser,
encontra o outro
por onde for.
Já foi muito doloroso para mim ter que voltar para esse lugar e reviver tantas memórias suas. Mas ao mesmo tempo, sei que é forma de manter o seu legado vivo. De dizer para você, de alguma forma, que a nossa conexão é algo que vai além desse mundo. Que você renascer em outra vida em paz, pois a sua memória, permanecerá comigo.
A tecnologia é uma porta inquieta,
tantas vezes chamada de belicosa,
porque cada geração insiste em dizer,
em tom solene:
“são esses jovens da era tecnológica…”
Mas há nisso uma falácia antiga:
a de tratar o novo
como se fosse sempre o agora inaugural,
sempre jovem,
sempre feliz.
A tecnologia não nasce hoje —
ela apenas muda de forma.
Feliz é aquele
que, pela sabedoria do tempo,
permite que a vida o refine.
Pois não é a era que amadurece o homem,
é o homem que, ao atravessar as eras,
aprende a usar
o que chega
sem se perder no brilho do instante.
Há lugares de que me lembro
Toda minha vida, apesar de algumas coisas terem mudado
Algumas para sempre, não para melhor
Algumas se foram e algumas permanecem
Todos esses lugares tiveram seus momentos
Com amores e amigos que eu ainda me lembro
Alguns estão mortos e alguns ainda vivem
Em minha vida, eu amei todos eles
Mas de todos esses amigos e amores
Não tem nenhum que se compare a você
E essas memórias perdem o sentido
Quando eu penso no amor como algo novo
Apesar de saber que nunca vou perder o afeto
Pelas pessoas e coisas que vieram antes
Eu sei que sempre vou parar e pensar neles
Em minha vida, te amarei mais
Há princípios que nascem antes da palavra
e não pedem defesa.
O filho que aprende a admirar seus pais
aprende, antes de tudo,
a não julgar.
E quando a sociedade lhe abre a porta,
ele a atravessa em silêncio e cuidado —
porque quem não julga
não impõe,
não fere,
apenas convive.Há princípios que nascem antes da palavra
e não pedem defesa.
O filho que aprende a admirar seus pais
aprende, antes de tudo,
a não julgar.
E quando a sociedade lhe abre a porta,
ele a atravessa em silêncio e cuidado —
porque quem não julga
não impõe,
não fere,
apenas convive.
“Se não fores justo para com os outros, não peças justiça a Deus nem aos tribunais.”
Huambo, 10/05/2026
Se suas forças interiores já não o empurram adiante e você se sente perdido na floresta, pare. Reflita. Olhe ao redor. Há uma fortaleza em você — apenas ainda não conseguiu acessá-la. Procure uma rota onde a alma encontre algum repouso e as inseguranças percam terreno. Não mergulhe nas frustrações do presente; recorde as vitórias que já alcançou. Refaça-se, estabilize-se entre o íngreme e o plano e siga, enfim, com passos firmes e prudentes.
Mesmo distantes,
é a consciência
e o respeito pelo outro
no uso da tecnologia
que nos mantêm próximos.
Naquele momento, não foi possível ver o que aquilo revelava, nem sentir o que havia no ar. Mas a névoa da ingenuidade se dissipou, e agora tudo faz sentido: nas palavras havia sabedoria; no ar, sentimento.
Com tanto bandido se escondendo sob a segunda pele do braço armado do Estado, a linha entre o Crime Organizado e o Desorganizado fica cada vez mais tênue.
A farda, que deveria simbolizar ordem, proteção e confiança, passa a carregar também o peso da dúvida.
Já não é apenas o medo do desconhecido na esquina escura, mas a inquietação diante daquilo que deveria ser nosso porto seguro.
Quando o distintivo deixa de ser garantia e passa a ser interrogação, o cidadão se vê encurralado em um labirinto moral onde escolher em quem confiar se torna um exercício de risco.
Não se trata de negar a existência de profissionais íntegros — eles existem, resistem e, muitas vezes, pagam um preço muito alto por isso.
Mas o problema não está apenas nos indivíduos, e sim no terreno fértil que permite que a corrupção floresça.
Quando os mecanismos de controle falham, quando o silêncio corporativo fala mais alto que a justiça, e quando a impunidade se torna regra não escrita, o sistema deixa de ser escudo e passa a ser arma.
Nesse cenário, o crime deixa de ter uma única face.
Ele se fragmenta, se infiltra, se adapta.
Ora veste o capuz, ora se esconde sob a insígnia.
E o mais perigoso: começa a operar com a legitimidade que deveria combatê-lo.
A violência, então, deixa de ser apenas um ato ilegal e passa a ser também institucionalizada, ainda que veladamente.
O cidadão comum, no meio desse conflito, é reduzido à estatística ou ao dano colateral.
Vive sob a constante sensação de que, em algum momento, será obrigado a escolher entre dois riscos — e nenhum deles representa, de fato, proteção.
É o tipo de escolha que não deveria existir em uma sociedade que se pretende justa.
Talvez o ponto mais crítico dessa jornada seja perceber que o problema não se resolve apenas com mais força, mais repressão ou mais poder concentrado.
Sem transparência, responsabilidade e coragem para enfrentar as próprias falhas, qualquer estrutura — por mais necessária que seja — corre o risco de se corromper por dentro.
E, quando isso acontece, o que se perde não é apenas a confiança em uma instituição, mas a própria noção de justiça.
Porque, no fim, o que mais assusta não é o crime em si — é quando já não conseguimos distinguir de que lado ele está.
Muitos não suportam ser contrariados; veem no debate uma afronta. Quem realmente quer avançar, porém, ouve seu crítico atentamente.
Mesmo quando você não está, você existe dentro de mim,
como um sussurro leve que o silêncio não apaga,
como um abraço guardado na memória da pele.
Há em mim um pedaço seu que o tempo não desfaz,
um eco doce que insiste em ficar,
mesmo na ausência, mesmo na distância.
E é assim que o amor acontece…
não depende da presença, nem do toque,
ele simplesmente permanece — vivo, inteiro, eterno.
A felicidade é brisa:
chega sem anúncio,
toca o coração,
nasce, às vezes, da alegria de outro —
consciente ou não.
Passa por nós
e, quando é verdadeira,
leva consigo a tristeza.
O resto
é apenas vento de fora.
Permita-se sentir; depois pensar.
Não permita que a alma dê abrigo ao sofrimento; há dores que chegam sorrateiras, se assentam sem pedir e tornam-se permanentes.
