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Honrar Aquele que morreu por mim é viver de modo que o céu reconheça a resposta da cruz na minha prática diária.
miriamleal
CHÁ DE MIL FOLHAS E A DISTÂNCIA QUE ME BEBE.
Meu chá de mil folhas é um segredo antigo.
Guardo-o como se guarda uma carta nunca enviada.
A erva que repousa na água quente é a mesma que repousa em mim, amarga e silenciosa.
A velha Achillea millefolium arde suave na xícara, como se cada folha fosse uma lembrança tua, fina, múltipla, impossível de reunir por completo. Dizem que cura feridas. Mas não dizem que algumas feridas preferem permanecer abertas para que não esqueçamos quem as causou com ternura.
Bebo devagar. Não por delicadeza, mas por temor.
Temo que o último gole seja também o último vestígio do que fomos.
O vapor sobe como se quisesse alcançar o que está longe demais.
Assim é o amor distante. Não toca. Não abraça. Apenas sobe, invisível, e se desfaz no ar frio da noite.
Há uma rusticidade nisso tudo. Nada de salões iluminados. Nada de promessas fáceis. Apenas madeira antiga, silêncio espesso e o som da água que já não ferve. O amor que não se possui torna-se disciplina. Aprende-se a amar sem tocar. Aprende-se a desejar sem pedir. Aprende-se a suportar o peso de uma ausência que não se resolve.
Cada folha dissolvida na infusão é um dia que passou entre nós.
Mil folhas. Mil dias. Mil silêncios.
E ainda assim continuo a preparar o chá.
Porque amar de longe é isso. Um ritual repetido mesmo quando a esperança já se fez austera.
No fundo da xícara, resta um sedimento escuro. Não o descarto. É ali que repousa o que não pôde ser dito. É ali que o amor se torna grave, quase fúnebre, mas verdadeiro.
E enquanto a noite avança, compreendo que não sou eu quem bebe o chá.
É a distância que me bebe, folha por folha, até que sobre apenas o gosto severo de ter amado com firmeza, mesmo sem presença.
Meu coração bate forte;
Fortemente.
Uma vez ou outra, envia-me mensagens dizendo o quão parado estou. Não saio dos trilhos, tampouco corro sobre eles.
Parado; estático.
Quando ando, poucas forças tenho. Já não sinto que estou caminhando com meus próprios pés...
Tenho sido arrastada, guiada.
E, por incrível que pareça, tenho chegado a algum lugar. Um lugar bem melhor do que aqueles a que cheguei quando tentava andar com meus próprios passos.
Arrastada, guiada.
Meu coração me enviou outra mensagem...
engraçado.
Já não ouço suas batidas cansadas
Devo estar, enfim, no paraíso.
-Elisa CarvalhoP
E amanheço o meu olhar
respirando os versos molhados
que a chuva generosa escreveu
na pele da madrugada.
✍©️@MiriamDaCosta
A pergunta não é:
O que Deus pode fazer por mim?
A pergunta é:
O que eu estou vivendo para honrar Aquele que morreu por mim?
miriamleal
Jesus não morreu de forma simbólica.
Não foi teatro espiritual.
Foi sangue. Foi dor. Foi substituição.
miriamleal
Ser professor é mais do que instruir o aluno; é ser um suporte, um mentor e, muitas vezes, um segundo pai. É um papel que exige paciência, compaixão e dedicação, pois o objectivo é não apenas educar, mas também formar cidadãos conscientes e capazes.
Honrar Aquele que morreu por nós não é emoção momentânea.
É estilo de vida.
Em 2 Coríntios 5:15 diz:
E Ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para Aquele que por eles morreu e ressuscitou.
Percebe?
Não viver mais para si.
CLADISSA - ROMANCE. N° 59.
LIVRO - 59
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
"CAPÍTULO VI"
"A DIGNIDADE ENTRE A TERRA E O OLHAR"
A Úmbria do século XI não era apenas geografia. Era estrutura feudal, era hierarquia sacramentada, era ordem imposta sob o duplo jugo da espada e do altar. Após a fragmentação do poder carolíngio, as pequenas senhorias tornaram-se centros autônomos de comando, onde a vida camponesa se submetia à lógica da dependência e da proteção. Naquele contexto, a mulher sem linhagem era invisível aos registros, mas não aos olhares.
Cladissa caminhava pelos campos como quem carrega não apenas feixes de trigo, mas o peso de uma condição social irreversível. Órfã de camponeses, destituída de dote, alheia às alianças matrimoniais que sustentavam a economia feudal, ela não possuía moeda de troca. Ainda assim, despertava investidas.
A razão não residia na posse, mas na presença.
A mentalidade medieval compreendia a mulher sob três categorias recorrentes, a virgem, a esposa, a pecadora. Tal tripartição, difundida pela teologia latina e consolidada na cultura eclesiástica do período, formava o horizonte moral da época. A autoridade espiritual exercida por centros como a Abadia de Monte Cassino, sob influência da tradição beneditina fundada por São Bento de Núrsia, impregnava o imaginário com uma disciplina que exaltava o silêncio e a submissão.
Mas havia outra força. A política.
A região da Úmbria encontrava-se sob disputas constantes entre a autoridade imperial do Henrique IV e o poder papal de Gregório VII, cujo conflito culminaria na chamada Querela das Investiduras. O poder era tensão. A tensão infiltrava-se nas aldeias. Onde há instabilidade, há oportunismo.
Cladissa representava algo raro. Beleza associada à altivez moral. Não era a sedução vulgar das feiras itinerantes, nem o riso fácil das tavernas. Era compostura. Em uma sociedade rigidamente estratificada, a dignidade em corpo pobre provoca inquietação. Ela não se inclinava além do necessário. Não oferecia palavras supérfluas. Não solicitava proteção. Isso bastava para despertar desejo e desafio.
Os jovens escudeiros viam nela a possibilidade de conquista. Para eles, a mulher sem tutela masculina constituía território disponível. Alguns pequenos proprietários a percebiam como eventual concubina útil. Havia também homens sinceros, que a observavam com respeito contido, temerosos de aproximar-se por não possuírem recursos para elevá-la socialmente.
A estrutura feudal operava sob pactos. Casamento era contrato econômico. Amor era luxo. Uma camponesa órfã, ainda que virtuosa, raramente ascendia sem mediação clerical ou proteção senhorial. No entanto, a história demonstra que períodos de transição institucional abrem fissuras nas hierarquias. A instabilidade do império, as tensões entre Roma e os príncipes germânicos, o enfraquecimento de determinadas casas locais criavam margens de mobilidade inesperada.
Cladissa não compreendia os tratados políticos, mas percebia as mudanças no ar. Mais soldados cruzavam as estradas. Mensageiros passavam com pressa. Homens discutiam tributos nas portas das igrejas.
Ela sentia que algo maior movia-se.
Seu silêncio não era ignorância. Era prudência.
No interior da pequena igreja rural, sob afrescos já desbotados pelo tempo, Cladissa ajoelhava-se não por submissão servil, mas por convicção íntima. A fé medieval era simultaneamente temor e esperança. O sermão falava de culpa, de pecado, de vigilância. Contudo, para ela, Deus era abrigo. Não ameaça.
Essa distinção interior tornava-a ainda mais singular.
Entre a terra que lhe sujava as mãos e o olhar que lhe sondava o destino, Cladissa começava a compreender que a verdadeira herança não era dote nem brasão, mas caráter. Em uma era onde o sangue definia o valor, ela intuía que a nobreza podia nascer da conduta.
Os campos permaneciam os mesmos. As muralhas continuavam erguidas. A ordem social não se alterara visivelmente.
Mas dentro dela, algo se consolidava.
E quando a dignidade de uma mulher enraíza-se na própria consciência, nenhuma estrutura feudal consegue mantê-la para sempre confinada ao chão que pisa.
O grande problema de muitos religiosos é que eles conhecem a palavra de Deus, mas não a colocam em prática. Eles falam sobre amor, mas não amam; falam sobre perdão, mas não perdoam; falam sobre compaixão, mas não têm compaixão.
Quando me proponho a dar auxílios não é com intenção boa é para o manter na escassez. Não dê liberdade à ele e ele ficará preso/dependente.
A obediência não impede lutas, mas impede que a luta destrua a sua alma.
E no fim, quem permanece obediente descansa seguro, porque o Senhor vela pelos que O temem.
miriamleal
Os verdadeiros amigos são aqueles que estão ao seu lado em todos os momentos, não apenas nos de glória, mas também nos de dificuldade e necessidade. Eles são o reflexo do amor e do apoio incondicional.
Se a alma fosse intrinsecamente indestrutível, possuiria em si mesma o atributo que pertence exclusivamente ao Incriado; mas sendo obra, e não fonte, sua permanência depende continuamente da vontade daquele que a trouxe à existência.
A Palavra diz em 1 Samuel 15:22 que obedecer é melhor do que sacrificar. Isso mostra que Deus não procura aparência religiosa, mas corações alinhados. Quem obedece não anda segundo impulso, emoção ou orgulho, anda segundo direção.
miriamleal
Deus deu o poder ao homem, e com esse poder, ele é capaz de superar qualquer obstáculo ou problema, incluindo os mais difíceis, como a depressão e os pensamentos suicidas.
A cada dia que passa, mais uma bomba cai sobre valores e dignidade nesse país manchado de ódio, distorcendo por completo o que é certo e inegociável. A cada dia que passa, barbaridades são mascaradas e pessoas choram sangue buscando uma ajuda que se apequena dia após dia. Até quando os dias vão passar? Crimes não punidos, dores não cessadas... enquanto sorrisos são perdidos. Não se poder calar, porque esse é um silêncio que mata!
[Antífona do Último Sábio a deixar o Recinto]
O fim,
Chega para todos,
Em sua totalidade.
O mundo é deveras medíocre,
Se não o fizermos extraordinário.
Em cada contorno
Um universo peculiar,
A cada traçado,
A obra-prima
Se revelando.
Eu não ousaria dizer
O que você deve fazer
Com a sua vida,
Porque eu não admitiria
Que você dissesse,
O que eu devo fazer
Com a minha.
A vida vai ter
Que me arrancar daqui,
Eu não vou sair
Por conta própria.
Eles condenaram o mundo,
Enquanto dormíamos
Tranquilamente,
Sonhando com um futuro,
Em nossa ingenuidade
Permanente,
Esquecemos,
Que para fazer planos
É necessário um presente.
Quando digo eles,
Estou dizendo
Nós.
Constatando
A estupidez
Estampada na carne,
Só há uma forma
De viver neste mundo,
E é discordando dele.
Pois,
O destino do poder é a
ruína.
Às vezes
Queremos atribuir,
Um sentido grandioso
E extraordinário,
A momentos
Específicos da vida.
Mas com o tempo,
Percebemos,
Que só os instantes
Mais singelos,
São sublimes.
E que a
simplicidade
É o que há,
De mais sofisticado
No UNIVERSO.
Assim sendo,
Tudo
Chega ao fim,
Até mesmo
A finalidade.
E a Poesia começa,
Quando o Poeta
termina.
(Michel F.M. - Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)
Quando estamos em vida, é fundamental pensar no futuro dos nossos filhos e fazer o possível para garantir que eles tenham uma base sólida para crescer e prosperar.
