Pensamentos Mais Recentes

O endurecimento do espírito diante das adversidades alheias transforma o ser humano em um espectador frio da própria humanidade.

A busca desenfreada por status e aparências consome o tempo e a energia que deveriam ser dedicados ao próximo.

Quem subestima o poder de um pequeno ato de bondade usa essa falácia como álibi para a própria omissão.

A desculpa esfarrapada de que "o mundo já é assim mesmo" serve apenas para acomodar os que não querem fazer nada para melhorá-lo.

O medo de que a generosidade seja interpretada como fraqueza faz com que muitos vistam uma armadura de insensibilidade.

A ilusão de que a caridade é um favor opcional e não um dever humano empobrece moralmente toda a sociedade.

Quem prefere fechar os olhos para a injustiça social acaba cúmplice da dor que escolhe não ver.

A frieza dos cálculos racionais substitui o calor da compaixão, transformando a ajuda ao próximo em um mero obstáculo burocrático.

"...Depois de vinte minutos da conversa com Mr. Tyrke naquela tarde, Kimberley sente uma melhora em seu ânimo, mas que se altera novamente em poucos segundos. Pois de repente ela ouve as sirenes da ambulância que para no estacionamento em frente do museu. Nisto desce dois paramédicos e uma moça de cabelos escuros curtinho, pele um pouco bronzeada e trajando um jaleco verde com o logotipo do Hospital Público de Tyohre. 


Enquanto os dois vão até à parte de trás da ambulância e pegam as coisas, aquela moça de jaleco vêm correndo em direção da bilheteria e ao se aproximar, a mesma diz: - Boa tarde moça, meu nome é Dra. Stewphn, eu sou a emergencista do hospital público e viemos atender o chamado.
Não sabendo sobre o chamado, Kimberley diz: - Prazer, meu nome é Kimberley! Entretanto, não estou sabendo desse chamado, mas podem se dirigir diretamente até a porta de entrada. Irei ligar para o meu supervisor avisando que vocês chegaram!


Ao ver a médica se virando, indo ao encontro dos paramédicos que se dirigiam para a entrada principal do museu. Kimberley pega o telefone, e liga para o Sr. Stevens. Então o Sr. Stevens atende a ligação e Kimberley lhe conta sobre à chegada dos emergêncistas. 
Desligando o telefone, a mesma fica um tanto apreensiva, pensando no que poderia ter acontecido dentro do museu. 


Passado dez minutos, ela escuta uma voz vindo de fora da bilheteria: - Kimberley, eu preciso que você entre em contato com a White's Education e os comunique sobre o mau súbito do professor Tyrke.
Então ela se vira e vê o Sr. Stevens próximo do guichê, enquanto os paramédicos saem do museu com o professor na maca, usando uma máscara de oxigênio e um monitor que mostra seus sinais vitais. 
Nisto a Dra. Stephen se aproxima do Sr. Stevens e lhe diz: - Faremos de tudo para ele se recuperar!
No mesmo instante, Kimberley pega a lista de reservas para excursões e ao ver o número de contato da White's Education, liga para o centro educacional.


Após dois minutos atendem à ligação dizendo: - White's Education.. Aqui é Kelvy, boa tarde!
Então Kimberley diz: - Boa tarde Kelvy! Me chamo Kimberley e estou te ligando do museu de paleontologia, para lhe comunicar que o professor Tyrke teve um mau súbita e precisou ser levado para o Hospital Público da cidade. Porém a turma com vinte e sete alunos e alunas permanecem na área de visitação... Vocês poderiam enviar alguém aqui?... és que Kimberley ouve um barulho estranho no telefone...
Mas Kelvy com uma voz de surpreso, lhe responde: - Estarei entrando em contato com o diretor para lhe comunicar o ocorrido e tomaremos uma atitude o mais breve possível. Obrigado Kimberley! Até breve!


Nisto Kimberley desliga o telefone e chama Sr. Stevens para lhe comunicar à respeito da ligação. E de repente vêm em sua mente, parte da conversa que teve com Gyouk na Biblioteca Pública no período da manhã.

O foco obsessivo nas próprias conquistas faz com que muitos vejam os necessitados como um incômodo em vez de irmãos.

A armadilha da autossuficiência cega o indivíduo para a realidade de que todos, em algum momento, dependem da bondade alheia.

O comodismo de achar que o sofrimento alheio é normal anestesia a alma e impede qualquer atitude transformadora.

A agitaçao do mundo , este barulho incessante que vem lá de fora , me deixa sedenta de mim , dos meus momentos . 
Eu me procuro e só me encontro aqui , no silêncio e na tranquilidade , na suavidade e na penunbra da luz , no cheiro de orvalho que exala e na brisa suave e refrescante . 
É exatamente aqui que consigo repousar o meu coração . 
É nesta quietude e serenidade , paz .
É aqui que tudo se equilíbra e harmoniza , se transforma .
Eu acredito que as pessoas que vivem estes momentos simples e com elas , não querem voltar de viagem , e na volta já não conseguem se adequar como antes , a cada retorno uma forma diferente de se acomodar , de enxergar e de sentir . 
Estes momentos permanecem com elas, lhes dando muito mais condições de surpreender a humanidade servindo , doando , compreendendo e se conhecendo , porque estes momentos são preciosos e confortantes , exalam o amor da excelência.  
Simone Vercosa

A prioridade absoluta dada aos prazeres superficiais esvazia o espaço que deveria pertencer à solidariedade.

Quem vive blindado pela própria arrogância jamais consegue ouvir o chamado silencioso de um coração aflito.

O hábito de procurar defeitos em quem pede ajuda é apenas um disfarce para justificar o egoísmo e a inércia.

A falsa sensação de que a vida é eterna faz com que muitos adiem indefinidamente os gestos de bondade que poderiam fazer hoje.

Quem mede tudo pelo dinheiro acaba perdendo a capacidade de enxergar o valor inestimável de um ato gratuito de amor.

O isolamento emocional impede que as pessoas sintam a dor do próximo como se fosse sua.

A crença de que os outros devem resolver os problemas do mundo isenta falsamente a consciência de cada um.

O medo de se envolver com a dor alheia faz com que muitos escolham a conveniente rota da omissão.

A pressa em vencer na vida faz com que muitos pisem nos outros em vez de estender a mão para ajudá-los.

O silêncio daqueles que podem ajudar, mas escolhem ignorar, alimenta o sofrimento de quem mais precisa.

A desculpa da falta de recursos muitas vezes esconde apenas a falta de vontade de repartir.

Quem vive trancado em suas próprias certezas não deixa espaço para a empatia florescer.