Pensamentos Mais Recentes

⁠Acaso e Ocaso


O ocaso é um caso previsto
que carrega o imprevisto.
Ele acompanha a gente
como o desejo
que de repente,
sem que se perceba
ele vem, e senta-se
ao lado da gente.

Se brigar resolvesse, as guerras não perdurariam anos a fio e; pior sequelando pessoas e coisas…

Toda arrumadinha 


com laço de fita 


bem feito no cabelo,


Mergulhou, subiu 


e ficou com as pernas 


balançando no veleiro,


Colocando a todos 


em espanto e desespero.






(O efeito surpresinha).

NINGUÉM NASCE PARA SOFRER: A DOR É TRANSITÓRIA, O APRENDIZADO É ETERNO.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Há uma ideia profundamente enraizada na cultura humana que afirma existirem pessoas destinadas ao sofrimento. Diante de vidas marcadas por enfermidades, perdas, decepções e desafios incessantes, muitos concluem, precipitadamente, que Deus distribui a dor segundo um misterioso decreto de predileção ou abandono. Contudo, essa interpretação não resiste ao exame da razão nem encontra respaldo na Doutrina Espírita.
O Espírito jamais é criado para sofrer. Ele é criado simples e ignorante, destinado à perfeição, à sabedoria e à felicidade. Seu destino não é a aflição, mas a luz; não é o desespero, mas a plenitude moral conquistada pelo próprio esforço.
Se a dor visita a existência humana, ela não representa a finalidade da vida, mas um recurso pedagógico das leis divinas. Deus não encontra satisfação no sofrimento de seus filhos. Ao contrário, oferece-lhes oportunidades incessantes para crescer, reparar, amar e compreender. A dor surge, muitas vezes, como consequência natural das escolhas do Espírito ou como instrumento de educação livremente aceito antes da reencarnação, jamais como castigo arbitrário.
A vida terrestre é uma escola da eternidade. Cada encontro, cada separação, cada vitória, cada fracasso e cada lágrima encerram lições que ultrapassam os estreitos limites de uma única existência. O que hoje parece apenas sofrimento pode constituir, sob a perspectiva da imortalidade, um dos mais valiosos patrimônios espirituais.
A inteligência humana costuma medir a existência pelos acontecimentos imediatos. O Espírito, porém, escreve sua história ao longo dos séculos. Há aprendizados tão profundos que se realizam silenciosamente, sem que a consciência corporal os perceba. Enquanto o homem acredita estar apenas suportando uma prova difícil, sua alma pode estar desenvolvendo a humildade, fortalecendo a paciência, vencendo antigos impulsos egoístas ou despertando para a compaixão.
Nada disso acontece de forma ruidosa. A evolução espiritual raramente se manifesta por espetáculos exteriores. Ela se assemelha ao crescimento de uma árvore robusta, que se fortalece durante anos sem alarde, ou à nascente que, gota após gota, transforma a paisagem sem violência.
Assim também ocorre com a alma. As maiores conquistas espirituais frequentemente nascem das lutas invisíveis travadas no íntimo da consciência.
Existem pessoas que, após longos períodos de sofrimento, descobrem uma capacidade de amar que desconheciam. Outras aprendem o valor da humildade quando perdem o poder, da gratidão quando enfrentam a escassez ou da fé quando todas as certezas humanas parecem ruir. Não foi o sofrimento que as engrandeceu por si mesmo, mas a maneira como responderam a ele.
É precisamente aí que reside um dos mais belos ensinamentos do Espiritismo: não é a dor que santifica o Espírito, mas a transformação moral que ela pode favorecer quando acolhida com coragem, discernimento e confiança em Deus.
O progresso, contudo, não depende exclusivamente das experiências dolorosas. Allan Kardec demonstra que o Espírito pode avançar pelo estudo, pelo trabalho no bem, pela caridade, pelo perdão e pela reforma íntima. Quanto mais cedo compreende e vive as leis divinas, menos necessita das advertências severas da dor.
Por isso, ninguém deve resignar-se passivamente ao sofrimento, como se ele fosse um destino inevitável. O verdadeiro espírita procura compreender sua origem, extrair dele os ensinamentos possíveis e, ao mesmo tempo, trabalhar incessantemente para aliviar a própria dor e a dor alheia. A resignação ensinada pelo Espiritismo jamais significa conformismo diante do mal; significa confiança na justiça divina aliada ao esforço permanente de transformação.
Quando contemplamos a existência apenas pelos olhos da matéria, vemos perdas. Quando a observamos pela perspectiva da imortalidade, percebemos conquistas invisíveis.
Cada renúncia fortalece a vontade.
Cada ato de perdão ilumina a consciência.
Cada prova vencida amplia a capacidade de amar.
Cada gesto de caridade aproxima o Espírito das leis eternas.
E mesmo quando nada parece mudar exteriormente, algo continua florescendo no mais profundo da alma.
A verdadeira finalidade da encarnação nunca foi sofrer. Seu propósito é aprender, evoluir e aproximar-se de Deus. A dor pertence ao tempo; o aprendizado pertence à eternidade. As lágrimas secam, os corpos envelhecem e retornam ao pó, mas as virtudes conquistadas permanecem para sempre, acompanhando o Espírito em sua ascensão infinita.
Por isso, ninguém nasce para sofrer. Nascemos para despertar. Nascemos para aprender. Nascemos para transformar a nós mesmos. E, ainda que muitas vezes esse aprendizado seja imperceptível aos olhos humanos, nenhuma experiência vivida sob a inspiração do amor e da justiça divina deixa de produzir frutos imperecíveis para a alma imortal.
Fontes
O Livro dos Espíritos — questões 115, 132, 258, 260, 266, 920 e 967.
O Evangelho segundo o Espiritismo — Capítulos V e IX.
O Céu e o Inferno.
A Gênese.
O Problema do Ser, do Destino e da Dor.
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Esse enfoque reforça um ponto central da Doutrina Espírita: a dor não possui valor por si mesma; o que possui valor é a transformação moral que o Espírito realiza a partir das experiências vividas. Essa compreensão preserva a justiça e a bondade de Deus, conforme ensinadas por Allan Kardec.

Quando querer ficar perto é chatice. Provavelmente dedicação é burrice. Partir não é mais uma opção, passa a ser dever e libertação.

⁠No amor não sou profano, aí não. Sou sectário.

Jorge Amado
Lispector, Clarice. Clarice Lispector entrevista: Grandes personalidades entrevistadas por Clarice Lispector. Rio de Janeiro: Rocco, 2024.

Nota: Entrevista publicada na revista Manchete, em 14 de junho de 1969.

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Inserida por pensador

⁠Só escrevo aquilo que nasce e cresce dentro de mim.

Jorge Amado
Lispector, Clarice. Clarice Lispector entrevista: Grandes personalidades entrevistadas por Clarice Lispector. Rio de Janeiro: Rocco, 2024.

Nota: Entrevista publicada na revista Manchete, em 14 de junho de 1969.

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Inserida por pensador

⁠Penso que o escritor que um dia se considere realizado, se não for um idiota (e deve ser) tem o dever de deixar de escrever, pois já se realizou.

Jorge Amado
Lispector, Clarice. Clarice Lispector entrevista: Grandes personalidades entrevistadas por Clarice Lispector. Rio de Janeiro: Rocco, 2024.

Nota: Entrevista publicada na revista Manchete, em 14 de junho de 1969.

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⁠Sou, creio, um homem a quem a vida muito tem dado, mais do que mereço. Tenho alegria de viver, amo a vida e sempre a vivi ardentemente.

Jorge Amado
Lispector, Clarice. Clarice Lispector entrevista: Grandes personalidades entrevistadas por Clarice Lispector. Rio de Janeiro: Rocco, 2024.

Nota: Entrevista publicada na revista Manchete, em 14 de junho de 1969.

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⁠Inspiração para mim é a ideia, é o amadurecimento interior – eu prefiro a palavra vocação: você nasce ou não para escrever, e acabou.

Jorge Amado
Lispector, Clarice. Clarice Lispector entrevista: Grandes personalidades entrevistadas por Clarice Lispector. Rio de Janeiro: Rocco, 2024.

Nota: Entrevista publicada na revista Manchete, em 14 de junho de 1969.

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⁠Eu escrevo como me agrada; não há escritor mais livre neste país. Não tenho compromissos senão comigo mesmo: nem com modas, nem com escolas, nem com circunstâncias, nem com academias, nem com editores, nada. Tenho um único compromisso: com o povo.

Jorge Amado
Lispector, Clarice. Clarice Lispector entrevista: Grandes personalidades entrevistadas por Clarice Lispector. Rio de Janeiro: Rocco, 2024.

Nota: Entrevista publicada na revista Manchete, em 14 de junho de 1969.

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⁠Nunca tivera uma alegria de criança. Se fizera homem antes dos dez anos para lutar pela mais miserável das vidas: a vida de criança abandonada.

Jorge Amado
Capitães da areia. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.
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⁠A revolução é uma pátria e uma família.

Jorge Amado
Capitães da areia. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.
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⁠Eu tive mais da vida do que mereci, do que pedi. Sou um homem muito feliz com a vida.

Jorge Amado
Jornal da Tarde, 3 set. 1988.
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⁠O Brasil é um país com uma força enorme. Nós somos um continente, meu amor. Nós não somos um paisinho, nós somos um continente, com um povo extraordinário.

Jorge Amado
Jornal da Tarde, 3 set. 1988.
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⁠Eu acho que o escritor verdadeiro é aquele que escreve sobre o que ele viveu.

Jorge Amado
Jornal da Tarde, 3 set. 1988.
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⁠É necessário que os países do Primeiro Mundo entendam que é preciso preservar também cidades como Salvador, não apenas Roma ou Paris.

Jorge Amado
O Globo, 8 nov. 1991.
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⁠Mais difícil do que publicar um livro é escrever um bom livro.

Jorge Amado
Jornal da Tarde, 4 jan. 1992.
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⁠Na Europa, chamam-me de mestre, mas é caminhando pelas ruas de Salvador que eu me sinto à vontade.

Jorge Amado
Folha de S.Paulo, 5 ago. 1992.
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⁠Um escritor aos 80 anos está começando a aprender a escrever.

Jorge Amado
O Estado de S. Paulo, 11 ago. 1992.
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Podem levantar oposição, mas não vencem a verdade. Podem tentar prender o mensageiro, mas jamais prenderão a Palavra. Podem resistir ao homem, porém nunca resistirão à vontade de Deus.
miriamleal

⁠Sou filho da cultura popular da Bahia e da cultura francesa. Esta é uma das minhas misturas.

Jorge Amado
Jornal do Brasil, 22 dez. 1992.
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⁠Pobres dos escritores que não se derem conta disso: escrever é transmitir vida, emoção, o que conheço e sei, minha experiência e forma de ver a vida.

Jorge Amado
O Estado de S. Paulo, 31 mar. 1995.
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⁠A vida me deu mais do que pedi e mereci. Não me falta nada.

Jorge Amado
O Estado de S. Paulo, 18 ago. 1996.
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⁠Não escrevi meu primeiro livro pensando em ficar famoso. Escrevi pela necessidade de expressar o que sentia.

Jorge Amado
Jornal do Brasil, 30 jun. 1997.
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