Pensamentos Mais Recentes

A inveja é um peso que carrega o coração, mas o amor é a liberdade que o alivia. Quando escolhemos o amor, soltamos o peso da comparação e encontramos a paz.

A vida é um presente precioso, vamos amar sem reservas e aproveitar cada momento como se fosse o último.

"A fé é compreender que cada cravo de dor é, na verdade, um ponto de fixação para a ascensão do espírito ao seu destino glorioso. "

Sabe porquê que não te publicaram ontem? Nem você publicou alguém?
Porque você não se orienta e não se decide na relação. Você é intolerante gera dúvidas constantes.
Você aparenta ser de um ou uma, mas demonstra ser de todos ou de todas.
Enquanto você não parar e segurar quem realmente vale a pena, o ciclo irá continuar.
Nos dias do amor, você entenderá que parace que você não tem lugar na vida de ninguém.
Mas o pior não é isso. É na verdade, que num canto qualquer do mundo, há naquele mesmo instante, alguém que fortemente espera por um telefonema seu, ou por uma mensagem sua.
Ganhe rumo. O amor importa.

A leitura rompe barreiras, conecta mundo e amplia o olhar.
do livro: Sergio F. Januário - A arte de escrever⁠

Alguns comemoram a sua vitória.
Outros fingem não ver.
E há quem se incomode com ela.
Mas a verdadeira diferença…
é que nenhuma dessas reações muda o seu destino.
Pare de buscar aplausos.
Foque em quem realmente importa: você.

Jean Meyer.
Um dos maiores continuadores de Kardec.
A história do Espiritismo na França após a desencarnação de Allan Kardec, 31/03/1869 revela um período de transição delicada. O movimento, já consolidado doutrinariamente, necessitava de direção intelectual, estabilidade administrativa e vigor editorial. Nesse contexto, a figura de Jean Meyer destaca-se como um dos mais sólidos continuadores da obra kardeciana no século XX.
Entre 1920 e 1931, Meyer assumiu a direção da célebre Revue Spirite, fundada por Kardec em 1858 sob o título original Revue Spirite Journal d Études Psychologiques. Ao assumir o periódico, sucedendo Paul Leymarie, Meyer preservou o caráter metodológico e investigativo que sempre caracterizou a publicação.
Sob sua direção, a revista manteve o rigor analítico, o estudo dos fenômenos psíquicos e a defesa do Espiritismo como filosofia moral e ciência de observação. Em 1920, passa a constar oficialmente:
Allan Kardec Revue Spirite
Journal d Études Psychologiques
Directeur Jean Meyer
1920 1931
Esse período representa não mera continuidade formal, mas reorganização estrutural do movimento espírita francês.
Consolidação institucional
Jean Meyer não se limitou à direção editorial. Patrocinou e incentivou a fundação de diversos órgãos e instituições de divulgação doutrinária e pesquisa psíquica, entre eles:
A Maison des Spirites
A Union Spirite Française
O Institut Métapsychique International fundado em 1919
O Fédération Spirite Internationale
O Orphelinat Allan Kardec em Lyon
A Bibliothèque de Philosophie Spiritualiste Moderne et des Sciences Psychiques
As Éditions Jean Meyer
Sua atuação revela visão estratégica. Ele compreendia que a sobrevivência do Espiritismo dependia de três pilares clássicos. Publicação. Pesquisa. Organização federativa.
Integração editorial
Após o desencarne de Gabriel Delanne, cuja revista Revue Scientifique et Morale du Spiritisme era referência na vertente científica, ocorre a junção dos periódicos, fortalecendo a linha de investigação metapsíquica e moral sob uma mesma orientação doutrinária.
Meyer também funda o Bulletin de l Union Spirite Française e o Archives du Spiritisme Mondial, ampliando a circulação internacional das ideias espíritas.
Perfil doutrinário
Jean Meyer não alterou os fundamentos estabelecidos por Kardec. Sua atuação foi conservadora no melhor sentido histórico do termo. Preservou o método experimental, manteve a independência moral da doutrina e incentivou a interlocução com os estudos psíquicos emergentes da época.
Enquanto o século XX via crescer o materialismo científico e as crises ideológicas da Europa pós Primeira Guerra Mundial, Meyer sustentou a tradição espírita francesa como escola de racionalidade espiritual.
Legado
Seu período à frente da Revue Spirite entre 1920 e 1931 representa uma segunda fase editorial do Espiritismo francês. Não a fase fundadora, mas a fase de consolidação institucional e defesa científica.
Jean Meyer permanece como um dos mais relevantes administradores e mecenas do Espiritismo europeu. Seu mérito não foi inovar a doutrina, mas protegê-la, estruturá-la e ampliá-la em tempos de instabilidade histórica.
Assim, na linha sucessória dos continuadores de Kardec, seu nome ocupa posição de honra, como guardião atento de uma obra que exigia firmeza intelectual e disciplina moral para atravessar as décadas.

Jean Meyer.
Fontes sobre sua atuação no Espiritismo.
Para o estudo rigoroso da atuação de Jean Meyer como continuador da obra de Allan Kardec, especialmente na direção da Revue Spirite entre 1920 e 1931, as seguintes fontes são consideradas documentalmente seguras:
1. Revue Spirite
Período 1920 a 1931.
Edições originais sob a direção de Jean Meyer.
Consta explicitamente no cabeçalho:
Allan Kardec
Revue Spirite
Journal d Études Psychologiques
Directeur Jean Meyer
Trata-se de fonte primária incontestável.
2. Arquivos do Institut Métapsychique International
Fundado em 1919 com apoio decisivo de Jean Meyer.
Os registros institucionais confirmam sua participação financeira e administrativa na consolidação do Instituto.
3. Documentos da Union Spirite Française
Boletins oficiais e o Bulletin de l Union Spirite Française.
Comprovam sua atuação como articulador federativo e patrocinador de periódicos doutrinários.
4. Obras históricas espíritas francesas
Estudos biográficos publicados por pesquisadores do movimento espírita europeu no século XX que tratam da sucessão editorial após Paul Leymarie e da integração posterior com o periódico dirigido por Gabriel Delanne.
5. Catálogos da Bibliothèque de Philosophie Spiritualiste Moderne et des Sciences Psychiques
Ligada às Éditions Jean Meyer.
Registros editoriais preservados em acervos franceses.
6. Arquivos históricos do movimento espírita em Lyon
Referências ao Orphelinat Allan Kardec.
Documentação administrativa e registros de fundação.
Observação metodológica
Para estudo acadêmico rigoroso recomenda-se:
Consulta direta às edições originais da Revue Spirite entre 1920 e 1931.
Consulta aos arquivos históricos do Institut Métapsychique International em Paris.
Verificação cruzada em bibliotecas francesas especializadas em espiritualismo e metapsíquica.
Jean Meyer não foi um reformador doutrinário, mas um conservador estrutural e financiador institucional. Sua importância é comprovada documentalmente por fontes primárias editoriais e arquivos institucionais da França.

BIBLIOGRAFIA COMENTADA.

Jean Meyer e a continuidade editorial da obra kardeciana
A seguir apresento referências organizadas em padrão acadêmico, com observações críticas quanto ao valor histórico e documental de cada fonte.
1. Revue Spirite
KARDEC, Allan. Revue Spirite Journal d Études Psychologiques. Paris, 1858.
Direção de Jean Meyer no período 1920 a 1931.
Comentário.
Fonte primária essencial. As edições entre 1920 e 1931 registram oficialmente no cabeçalho a direção de Jean Meyer. Permite análise direta da linha editorial, manutenção metodológica e posicionamento doutrinário pós kardeciano.
2. Institut Métapsychique International
Archives officielles de l Institut Métapsychique International. Paris, fundado em 1919.
Comentário.
Os registros institucionais confirmam o patrocínio decisivo de Jean Meyer. Documentos administrativos e relatórios anuais evidenciam sua participação financeira e organizacional no desenvolvimento da metapsíquica científica na França.
3. Union Spirite Française
Bulletin de l Union Spirite Française. Paris, primeiras décadas do século XX.
Comentário.
Publicação oficial que demonstra a atuação federativa de Meyer e sua articulação entre centros espíritas franceses.
4. Delanne, Gabriel
Revue Scientifique et Morale du Spiritisme. Paris, final do século XIX e início do século XX.

Comentário.
Após o falecimento de Delanne, observa-se a integração editorial com a Revue Spirite sob influência administrativa de Meyer, consolidando o eixo científico e moral do Espiritismo francês.
5. Leymarie, Paul
Registros editoriais da continuidade da Revue Spirite após Kardec.
Comentário.
Importante para compreender a linha sucessória da direção da revista até sua passagem às mãos de Jean Meyer.
6. Fédération Spirite Internationale
Documentos históricos e atas constitutivas.
Comentário.
Comprovam a atuação internacional de Meyer na organização federativa do movimento espírita.
7. Maison des Spirites
Registros institucionais e publicações internas.
Comentário.
Confirmam seu papel como mecenas e estruturador de órgãos de divulgação espírita.
Observação metodológica
Para pesquisa acadêmica robusta recomenda-se:
Consulta às edições originais da Revue Spirite entre 1920 e 1931 em bibliotecas francesas ou acervos digitalizados.
Análise dos relatórios administrativos do Institut Métapsychique International.
Consulta cruzada em acervos históricos espíritas europeus.

Descrição das imagens:
A capa tradicional da Revue Spirite típica desde sua origem no século dezenove até edições do início do século vinte preserva as inscrições originais e a tipografia clássica do periódico espírita francês.

Essas páginas de frontispício são exemplos do formato editorial usado em edições que, em determinados anos sob a direção de Jean Meyer, continuaram a tradição editorial iniciada por Kardec.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .

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⁠Quem carrega luz nunca teme a escuridão.

O MÉTODO KARDEQUIANO COMO ARQUITETURA EPISTEMOLÓGICA DA REVELAÇÃO ESPÍRITA.

A análise do método adotado por Allan Kardec exige rigor histórico e precisão epistemológica. Não se trata de mera curiosidade metodológica, mas da chave hermenêutica que sustenta toda a edificação doutrinária espírita. Sem compreender o método, incorre-se em dogmatismo. Sem analisá-lo criticamente, perde-se a dimensão progressiva que o próprio codificador preconizou.

I. O CONTEXTO EPISTEMOLÓGICO DO SÉCULO XIX.

O século XIX consolidava um paradigma científico de feição materialista, indutivista e quantitativa. A autoridade da Bíblia Sagrada como fonte exclusiva de verdade cedia espaço à verificação empírica. A ciência afirmava-se apenas quando munida de provas observáveis. Descobertas de Galileu Galilei, Isaac Newton, Antoine Lavoisier, Alessandro Volta e James Watt haviam demonstrado o poder transformador da observação e da experimentação.
É nesse cenário que Hippolyte Léon Denizard Rivail se depara com os fenômenos das mesas girantes. Sua postura inicial foi de ceticismo metodológico. Conforme registra em Obras Póstumas, página 324, colocava-se na posição dos incrédulos que negam por não compreender.

II. PRIMEIRO EIXO METODOLÓGICO.
A OBSERVAÇÃO ANALÍTICA.

Embora mencione o método experimental, o que Kardec efetivamente aplica no início é o método observacional. Os fenômenos mediúnicos não se submetiam à manipulação controlada típica do laboratório físico. Exigiam coleta reiterada, comparação de ocorrências e exclusão de hipóteses insuficientes.
Na página 327 de Obras Póstumas ele declara ter observado, comparado, deduzido consequências e remontado das causas aos efeitos por encadeamento lógico. Essa estrutura revela um procedimento hipotético dedutivo embrionário. Ele não parte de dogmas. Parte dos fatos.
O método consistia em:
Registro rigoroso do fenômeno.
Comparação entre ocorrências similares.
Eliminação de explicações inadequadas.
Inferência causal por coerência lógica.
Na introdução de O Livro dos Espíritos essa postura torna-se explícita. As comunicações são submetidas a análise racional. Quando hipóteses psicológicas ou mecânicas não resolviam a totalidade dos fenômenos, a hipótese da intervenção espiritual mostrava-se mais abrangente.

III. SEGUNDO EIXO.
A HIERARQUIZAÇÃO DO TESTEMUNHO ESPIRITUAL.

A constatação seguinte foi decisiva. Os espíritos não eram oniscientes. Na página 328 de Obras Póstumas afirma que eles não possuem ciência integral. O saber espiritual é proporcional ao adiantamento moral e intelectual.
Essa conclusão impede o oraculismo. Introduz um princípio crítico interno. A comunicação mediúnica não é absoluta. É testemunho condicionado.
Tal percepção dialoga com reflexões anteriores de Immanuel Kant acerca da impossibilidade de afirmar ou negar integralmente as narrativas espirituais. Kardec converte essa prudência filosófica em método sistemático.

IV. TERCEIRO EIXO. O CRITÉRIO DA CONCORDÂNCIA UNIVERSAL.

O elemento mais original de seu método encontra-se no critério da concordância. Em O Evangelho Segundo o Espiritismo, introdução item II, estabelece que a autoridade doutrinária nasce da concordância espontânea de comunicações obtidas por numerosos médiuns, estranhos entre si, em lugares diversos.
A aplicação prática ocorreu na elaboração da primeira edição de O Livro dos Espíritos publicada em 18 de abril de 1857. Mais de dez médiuns participaram. As respostas foram comparadas, fundidas, classificadas e retocadas após reflexão silenciosa.
Posteriormente, com a rede de quase mil centros espíritas mencionada na mesma introdução de O Evangelho Segundo o Espiritismo, ampliou-se o campo de verificação.
Trata-se de um consensualismo empírico espiritual. Não é maioria numérica simples. É convergência qualitativa de conteúdo.

V. QUARTO EIXO. A SUBMISSÃO À CIÊNCIA PROGRESSIVA.

Em A Gênese capítulo I item 55, Kardec afirma que o Espiritismo aceitará qualquer verdade nova que se revele. Aqui reside o princípio da perfectibilidade doutrinária.
Essa postura evitou cristalização dogmática. Contudo, também expôs limitações históricas. A chamada Uranografia Geral do capítulo VI de A Gênese foi superada por avanços astronômicos posteriores. O mesmo ocorreu com a teoria da geração espontânea.
A existência dessas revisões confirma coerência metodológica. Se a ciência avança, a interpretação espírita deve acompanhar.

VI. QUINTO EIXO. A CRÍTICA À AUTOCRACIA DOS PRINCÍPIOS.

Kardec rejeita a autocracia doutrinária. Em Revista Espírita sustenta que o espiritualismo completa o estudo da matéria sem suprimi-lo. A unidade futura do Espiritismo dependeria da observação contínua e da concordância renovada.
Isso implica reconhecer que espíritos e encarnados compartilham limitações dentro de determinado horizonte espaço temporal. A mediunidade não substitui investigação científica. Complementa-a.

CONSIDERAÇÕES FINAIS.

O método kardequiano compõe-se, portanto, de cinco pilares interdependentes:
Observação analítica rigorosa.
Exclusão de hipóteses insuficientes.
Hierarquização moral e intelectual das fontes espirituais.
Concordância universal das comunicações.
Submissão progressiva às descobertas científicas.
Compreendê-lo preserva o Espiritismo de dois extremos. O ceticismo materialista absoluto e o misticismo acrítico. O primeiro nega a dimensão espiritual por princípio. O segundo absolutiza comunicações contingentes.
O verdadeiro legado metodológico de Kardec não é a fixação de teses imutáveis. É a instituição de um procedimento investigativo que conjuga razão, experiência, moralidade e progresso. Quando esse procedimento é abandonado, a doutrina degenera em crença. Quando é respeitado, permanece como filosofia espiritual em diálogo permanente com a ciência e com a consciência.
A fidelidade ao método não consiste em repetir conclusões do século XIX, mas em reproduzir o mesmo rigor intelectual diante dos desafios contemporâneos. É nesse exercício que o pensamento espírita conserva sua dignidade e sua força.

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JOÃO 19.26 A 27
A SUBLIME TRANSFERÊNCIA DE AMOR E RESPONSABILIDADE.
O trecho de João 19.26 a 27, pertencente ao quarto Evangelho, insere-se no conjunto tradicionalmente denominado as Sete Palavras de Cristo na cruz. Nele lemos.
"Vendo, pois, Jesus sua mãe, e que o discípulo a quem ele amava estava presente, disse a sua mãe. Mulher, eis aí o teu filho. Depois disse ao discípulo. Eis aí tua mãe. E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa."
A cena ocorre no Calvário, momento culminante da Paixão. Segundo o Evangelho de Evangelho segundo João, estavam junto à cruz Maria, mãe de Jesus, algumas mulheres e o discípulo amado, tradicionalmente identificado como João. A declaração não é meramente afetiva. É um ato jurídico, moral e espiritual.
No contexto judaico do século I, a responsabilidade filial pelo cuidado da mãe viúva recaía sobre o filho primogênito. Ao confiar Maria a João, Jesus cumpre a Lei e reafirma o quarto mandamento. Honrar pai e mãe não é apenas reverenciar. É prover, proteger, sustentar. Mesmo sob extrema agonia física, Ele preserva a ordem moral.
A expressão Mulher não denota frieza. É forma solene e respeitosa, semelhante à empregada nas bodas de Caná. Ao dizer Eis aí o teu filho, Cristo inaugura uma nova família fundada não no sangue, mas na fidelidade espiritual. E ao declarar Eis aí tua mãe, estabelece uma comunhão que ultrapassa a biologia.
Sob perspectiva histórica, o gesto garante amparo concreto a Maria. Sob perspectiva teológica, simboliza a formação da comunidade cristã como família espiritual. A cruz, instrumento de suplício romano, converte-se em altar de fundação comunitária.
Na tradição cristã antiga, essa passagem foi compreendida como sinal da maternidade espiritual de Maria em relação aos discípulos. Já na leitura ética clássica, destaca-se o exemplo supremo de responsabilidade mesmo em sofrimento extremo. A cruz não anula o dever. Antes o consagra.
Do ponto de vista psicológico, a cena revela lucidez e domínio interior. O condenado não se encerra na própria dor. Ele volta-se ao outro. O amor, aqui, não é emoção efêmera. É decisão consciente que organiza vínculos e assegura continuidade.
No horizonte moral, o texto ensina que a verdadeira grandeza não está no poder, mas na capacidade de cuidar. A autoridade espiritual manifesta-se no zelo silencioso.
Assim, João 19.26 a 27 não é apenas despedida. É instituição. É testamento afetivo. É pedagogia do amor responsável.
E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa. Esta frase encerra uma verdade perene. O amor autêntico não se limita a palavras pronunciadas no auge da dor. Ele traduz-se em atos concretos, cotidianos, silenciosos.
Na cruz, o sofrimento não gerou desordem. Gerou família. E toda família que nasce do dever vivido com amor transforma a história.

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Poema: União de Corpo e Alma

A cada toque, me entrego inteira a ti, ó meu amor.
Vivemos fantasias ardentes, que o tempo não apagará.
Teu olhar acende em meu peito uma chama suave.
Dos teus lábios saem sussurros que me prendem em seu encanto,
e eu me deixo levar, cada vez mais envolvida.

Nossos corpos se encontram, contando o segredo que guarda o amor.
Quando o céu nos beija em seu ápice, adormecemos entrelaçados,
selando nosso vínculo em um abraço eterno.

Nosso silêncio fala mais que mil palavras escritas,
meu coração conhece o teu, sem precisar de vista.
Em cada gesto, um pacto de alma a alma tecido,
o laço que nos une é puro, sem nada oculto.

Teus sonhos se entrelaçam aos meus, como riacho ao mar,
e na profundidade desse amor, encontro a minha paz.
Não há mais dúvida nem medo que possa nos separar,
pois somos um só ser, em corpo e em pensar.

Nenhuma mãe deveria carregar o caixão daquele que carregou no ventre.




Patrícia Almeida Meira

⁠Se quiser ser melhor do que eles, leia!
sfj,pensamentos

Um dia, a gente descobre que tudo teve uma razão, tecida de tristeza e de alegria

Um dia, a gente percebe que tem discussão que claramente não vale a pena

Um dia, a gente agradece e fica mais forte, pois com certeza, a gratidão fortalece. 

Um dia, a gente aprende aquela lição que mais precisava, um feito resiliente

Um dia, finalmente, a gente cresce e passa a prestar mais atenção, visão que eleva a mente

Um dia, a gente terá esta bênção alcançada; nada que está sendo vivenciado será em vão

Um dia de cada vez, a gente segue vivendo a própria jornada com Deus e sua Proteção.

A beira da consciência 


A engrenagem que nos move não faz barulho suficiente para nos alarmar,
apenas o estalo fino do vidro sob os pés. Trocamos o silêncio das florestas pelo ruído confortável das certezas prontas, e depois perguntamos por que o mundo anda ansioso. Somos arquitetos de urgências inúteis, especialistas em apontar o dedo com a mão que ainda segura a faca invisível do privilégio. Queremos pureza, mas só até onde não desorganize nossos hábitos; queremos justiça, mas sem abrir mão do trono minúsculo que defendemos no cotidiano. Há um teatro permanente entre o que postamos e o que praticamos - uma vitrine de virtudes iluminada por dentro e vazia por trás. E, no fundo, talvez o que mais nos assuste não seja o colapso das estruturas, mas a possibilidade de encarar o espelho sem filtro algum e perceber que o sistema que criticamos respira através de nós. O mundo não está apenas à beira de uma crise, ele está à beira de uma consciência. E consciência, quando desperta, não é confortável. É brutal no sentido mais cru: desmonta, expõe, tira a roupa das ilusões e deixa o ser humano nu diante do que escolheu se tornar.

''Que a vida seja próspera pra quem quer o bem e deseja o bem!''

As respostas que buscamos estão dentro de nós, e podem ser interpretadas de várias formas: como Deus, o Universo, a Alma, a Vida, a Energia, o Sentimento, a Vibração, a Consciência, a Imaginação, o Racional, a Luz, o Criador, o Pai, o Amor, ou qualquer outra forma que cada um de nós compreenda. Não importa o nome que damos a isso, o que realmente importa é que essa força interior, presente em todos nós, contém as respostas que precisamos ouvir, sentir, seguir e agir. É importante estar atento, ouvir e se conectar com isso, pois é essa conexão que nos orienta, nos mostra o caminho e dá sentido à nossa vida.

Porque é nas cicatrizes 
que o amor cria raiz.
Elas não afastam 
— aproximam.
E quando dois corações 
se reconhecem feridos,
descobrem que curar juntos 
também é uma forma de amar.

⁠O gosto do medo: no hospital, onde quase tudo é pouco, o que sobra é o paladar da alma tentando resistir.


Talvez, se o medo tivesse gosto — doce ou salgado — ninguém se recuperasse dentro de uma unidade hospitalar.


Pois ele seria servido em pequenas doses, mas, com efeito, prolongado, impregnando até o paladar da alma.


Ali, onde quase tudo é pouco.


Pouco tempero na comida, pouca luz nas madrugadas intermináveis, pouca cor nos quartos e corredores que parecem sempre iguais…


Poucas palavras que confortam de verdade, pouca fé que não vacila, pouca esperança que não se cansa, pouca paciência para o tempo que insiste em se arrastar.


O que quase sempre sobra é muito medo.


Medo silencioso, aquele que não grita, mas pesa.


Medo que se senta ao lado da cama, observa os monitores e faz perguntas que quase ninguém se atreve a responder.


E ainda assim, é nesse cenário de escassez que alguns aprendem a respirar e resistir.


Porque, quando tudo falta, o pouco que resta — um gesto, um olhar, uma prece sussurrada — ganha um valor imenso.


Talvez seja assim que o medo não vence: não por desaparecer, mas por dividir espaço com aquilo que, mesmo raro, insiste em subsistir.

É nas cicatrizes que 
o amor decide permanecer.
Não para consertar o que foi quebrado, mas para provar 
que ainda há beleza no que sobreviveu.
Porque amar é escolher ficar, 
mesmo onde a dor já morou.

E é justamente nessas marcas 
que o amor aprende a ficar.
Não para apagar o passado,
mas para caminhar com 
ele sem medo.
Porque amar também é segurar 
a mão do outro onde ainda dói.

Nossa mente é quem define o que queremos sentir, a partir das interpretações que fazemos da realidade. Essas interpretações são moldadas pelas referências e experiências que acumulamos ao longo da vida. Assim, os sentimentos, sejam positivos ou negativos, surgem da maneira como vemos as coisas. Quando mudamos a forma de interpretar algo, o sentimento relacionado a isso também muda.

No fundo, as pessoas querem o mesmo objetivo:


Afeto, companhia, amor, carinho, abraço, toque, sentimento, sensações, palavras positivas, estímulos, harmonia social, paz.


E ao mesmo tempo, é o que elas mais evitam;


Evita por medo, orgulho, insegurança, vingança, ego, arrogância, vaidade, ganância, egoísmo e ódio.

Independente de onde você esteja, tudo ao seu redor vai servir como referência. Tudo o que você vê, ouve, sente, toca, cheira ou pensa, vai de alguma forma influenciar suas escolhas, suas interpretações e suas atitudes na vida, mesmo que você não perceba conscientemente. Cada estímulo que vem do ambiente ao seu redor molda, ainda que sutilmente, a maneira como você age e reage, pois a realidade que você percebe constantemente age como guia, orientando suas decisões, comportamentos e perspectivas.

Que as mulheres não deixem de ser flores; de ser flores.