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Ode a um sete


No silêncio deste velho pedestal, corroído pelas infindas águas da realidade, sinto-me como caneta sem tinta. Passei a me solidarizar com Fernando Pessoa, pois, agora que um sete está em tudo: nos lugares que passo, onde penso, existo e até mesmo ouso descansar. É estranho, mas acho que compreendo, ao menos de forma minimamente correta.
O menor dos problemas não é deixar para trás, e sim a lacuna entre a falsa perseverança, simultânea ao vazio que na mente se abre, restando-me apenas a certeza da dúvida se conseguirei recuperar aquilo que nem sei ao certo se realmente perdi. Ela me domina, esgueirando-se por minhas fibras junto a um sete que, ao longe, me perseguia e hoje, dentro de mim se ergue.
Conforme o maldito se consolida, me questiono por que as tortuosas linhas do destino me apresentaram a esse tal Proust, sem nenhum aviso prévio ou formidável preparo necessário, apenas atirando-o à mim, assim como um sete, de forma tão tardia, agitando as águas salgadas da angústia. Agora, com um mínimo de aprendizado, passo a entender que memórias não doem apenas por serem memórias, mas por serem vagarosas, lentas, tornando-se, em alguns casos, “pequenas” demais para tal estrago, ridiculamente desproporcionais às correntes que me prendem à eternidade que parece habitar neste museu, mantendo-o vivo.
Diante deste ninho moldado por traços desolados, guerreando com um sete, sinto-me culpado, uma alma insignificante, vagando em busca de perdão. Oro ao pequenino Léo, que, aos trancos e barrancos da própria ingenuidade, inteligência e bondade petulante, sem nunca pestanejar, ergueu-se sozinho. Queria dizer-lhe o quão orgulhoso sou por sua bravura altruísta, por seu poder de encontrar felicidade e conhecimento no simples, isso te levou longe, garoto. Jamais se esqueça, nem aceite cair na penumbra das mágoas ao seu pai, muito menos que se volte contra sua mãe. Peço apenas que, com sabedoria, aprenda que a vida não é só perdoar a todos, cuidar, salvar. Olhe para si.
Admiro muito você por conseguir seguir mesmo estando estilhaçado pelas flechas amarguradas da injustiça que costumamos chamar de vida, outrora direcionadas ao pobre Paulo. Pobre garoto, assustado e confuso, tendo menos que Romeu a perder, agarrando-se ao mínimo que pudesse de uma Julieta que sequer lhe jurou seu amor. E, diante da terrível praga, sem contato com o verdadeiro mundo, sem o paradeiro daqueles que davam cor ao seu, guardou sozinho todo medo e dor, retraindo-se para dentro da massa pensante, desconectando-se do próprio eu.
Compadeço-me de ti: a fantasia pode ser tortuosa de tão linda, mas, apesar de tudo, vivo você esteve, e vivo sempre estará, deixando seu legado que, mesmo escondido, soterrado pelas poeiras neurais, ainda carrega essência e sonho.
E a você, Gael, escondido sob a manta da amargura, vestido com uma falácia de máscula armadura, viverá para sempre vagando pelos imundos espectros daquilo que um dia denominou-se como Maria. Mas olhe para si, garoto, não vê o quão vitorioso és? Não te deixes levar pela afiada e gélida linha que deveria atuar apenas em uma ponta. Você é ouro, garoto. Graças a ti, e somente a ti, todos terão o descanso merecido, basta que se encontrem com o verdadeiro eu.
Tua bravura jamais será esquecida. Saúdem o grande dragão guerreiro que, com sua fúria, forjou a katana do ser, unindo os espectros que, outrora meros cadeados do trauma, agora se fundem e, juntos, derretem novamente, dando vida ao sujo, obscuro e fragmentado etanol. Puro produto da decomposição, prestes a evaporar, ir embora a qualquer instante, ocupando espaço sem pertencer, entorpecendo a realidade por onde passa. É o vazio deprimido em sua forma mais pura.

Se amar o próximo define o verdadeiro cristianismo, as igrejas atuais não passam do maior esquema de recrutamento para o inferno já inventado! Mas fiquem tranquilos: padres e pastores terão o privilégio da primeira fila, já que passaram a vida enriquecendo através da miséria alheia e vomitando ódio ao próximo!




Nunca escrevi sobre o mar;
Nunca escrevi sobre o sol e nem a terra
Nunca escrevi sobre oq eu gosto de verdade 
Acho que eu nunca fui eu mesma,
Talvez eu acabei deixando o que eu mais gostava para trás e perdido a pessoa que Eu queria ser quando crescesse 
Eu nao queria ser um astronauta, atriz, modelo ou veterinária
Eu queria ser tudo o que eu nao sou hoje, ser algo q eu me orgulho 
Quando criança pensava que seria alguém doce que todos gostavam e que escrevia sobre os mares e o sol ardente e as terras desconhecidas
No final virem alguém amargurada que poucas pessoas suportam e que nunca teve a coragem para escrever as maiores aventuras de todas e publicar ou participar de um simples concurso de poesia 
Talvez eu ainda pudesse tentar 
e dessa vez, deixar o sol entrar
sentir a terra sob meus pés machucados, e nela, os sonhos que deixei guardados e somente dessa vez não deixar o mar me levar para dentro da sua profundidade sem fim

lutem pelos seus direitos e jamais idolatrem os políticos.

Se ela não se importa comigo, tudo bem.
Eu não vou mendigar atenção, nem implorar por migalhas de afeto.
Eu sigo, me doando o meu melhor agora, para mim.


Quem não reconhece meu valor não merece meu desgaste.
Meu tempo minha energia e, meu coração é precioso demais para ser desperdiçado, para em quem não sabe cuidar.


Eu escolho me levantar, me olhar no espelho e enxergar a força, que sempre esteve aqui.
Eu escolho ser fiel a mim mesmo, porque ninguém pode me dar aquilo que eu mesmo posso construir: respeito, amor-próprio e dignidade.


Se ela não está nem aí, eu estou.
Estou aqui, firme, vivendo, crescendo e me tornando cada vez mais forte.

Epístola de Erasto aos Espíritas Lioneses.

LIDA NO BANQUETE DE 19 DE SETEMBRO DE 1861.

...Sei que aquilo que vos digo aqui não ficará perdido; aliás estou me referindo inteiramente aos conselhos que já recebestes, e que ainda recebereis dos vossos excelentes guias espirituais que vos dirigirão nesta via salutar, pois é necessário que a luz vá do centro para a periferia e desta para o centro, a fim de que todos aproveitem e se beneficiem dos trabalhos de cada um. Aliás, é incontestável que submetendo ao CADINHO DA RAZÃO E DA LÓGICA TODOS OS DADOS E TODAS AS COMUNICAÇÕES DOS ESPÍRITOS(estamos seguindo, no meio Espírita, as orientações de Espíritos superiores como este?), fácil será repelir o absurdo e o erro. UM MÉDIUM PODE SER FASCINADO; um grupo, enganado, mas o controle severo dos outros grupos; a ciência adquirida e a grande autoridade moral dos chefes de grupos; as comunicações dos principais médiuns que recebem um cunho de lógica e de autenticidade de nossos melhores Espíritos, rapidamente farão justiça aos ditados mentirosos e astuciosos emanados de uma turba de Espíritos enganadores, imperfeitos ou maus(temos tido esses cuidados no meio Espírita?). REPELI-OS IMPIEDOSAMENTE, A TODOS ESSES ESPÍRITOS QUE DÃO CONSELHOS EXCLUSIVOS, pregando a divisão e o isolamento. Quase sempre são ESPÍRITOS VAIDOSOS E MEDÍOCRES, que tendem a IMPOR-SE AOS HOMENS FRACOS E CRÉDULOS, prodigalizando-lhes louvores exagerados, A FIM DE FASCINÁ-LOS E DE MANTÊ-LOS SOB SEU DOMÍNIO(não é isso que temos visto no Movimento Espírita?). Geralmente são Espíritos sedentos de poder, que, déspotas públicos ou no lar, quando vivos, ainda querem ter vítimas para tiranizar, após a sua morte. Meus amigos, em geral desconfiai das comunicações que tenham um caráter de misticismo ou de estranheza, ou que prescrevam cerimônias e atos bizarros. Nesses casos, há sempre um motivo legítimo de suspeita. Por outro lado, crede bem que quando uma verdade deve ser revelada à Humanidade, é, por assim dizer, instantaneamente COMUNICADA EM TODOS OS GRUPOS SÉRIOS, QUE POSSUEM MÉDIUNS SÉRIOS(o que temos visto no Movimento Espírita são os "Novidadeiros de Plantão" nos quais a infinita maioria ainda acredita, infelizmente)...

Revista Espírita 1861 - Outubro.


ERASTO E O CRITÉRIO DA RAZÃO COMO SALVAGUARDA DO ESPIRITISMO.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
O texto apresentado, oriundo da Epístola de Erasto aos Espíritas Lioneses e publicado na Revista Espírita de outubro de 1861, constitui um dos mais lúcidos e severos advertimentos já dirigidos ao movimento espírita nascente. Não se trata de uma exortação devocional, mas de uma verdadeira diretriz metodológica, moral e intelectual, fundada no princípio que sempre sustentou a edificação doutrinária séria: o império da razão esclarecida sobre o entusiasmo cego.
Desde as primeiras linhas, Erasto reafirma um princípio capital do Espiritismo autêntico: a circulação da luz entre centro e periferia, numa dinâmica de reciprocidade, jamais de monopólio. Tal afirmação dissolve qualquer pretensão de exclusivismo doutrinário ou de centralização personalista do saber espiritual. A verdade, quando legítima, não se encerra em grupos isolados nem se submete à autoridade de indivíduos, mas se manifesta de modo convergente nos núcleos sérios, disciplinados e moralmente responsáveis.
O ponto axial da epístola reside na expressão contundente “cadinho da razão e da lógica”. Aqui se revela o cerne do método espírita clássico: toda comunicação espiritual deve ser submetida ao crivo da análise racional, da coerência lógica e da consonância moral. Não basta a origem espiritual alegada. A procedência real se demonstra pelo conteúdo, pela elevação ética e pela harmonia com os princípios universais já consolidados. Esse critério, longe de empobrecer a experiência mediúnica, preserva-a da degradação mística e da superstição.
Erasto distingue com precisão os riscos inerentes à prática mediúnica. Um médium pode ser fascinado. Um grupo pode ser enganado. Essa constatação não diminui o Espiritismo, mas o torna intelectualmente honesto. A salvaguarda, segundo o texto, está no controle recíproco entre os grupos, na autoridade moral de dirigentes éticos e na convergência das comunicações oriundas de médiuns sérios, reconhecíveis não por títulos, mas pela sobriedade, pela lógica e pela ausência de vaidade.
A advertência contra Espíritos que oferecem conselhos exclusivos é de uma atualidade quase desconcertante. Erasto descreve com clareza psicológica o mecanismo da fascinação: elogios exagerados, promessas de missões singulares, isolamento do grupo ou do médium, desprezo pelos demais, e a lenta submissão da razão ao orgulho espiritual. Tais Espíritos, vaidosos e medíocres, buscam dominar os homens fracos e crédulos, reproduzindo no além as mesmas pulsões de poder que cultivaram na existência corporal.
O texto também rejeita com firmeza qualquer tendência ao misticismo estranho, às cerimônias bizarras e às prescrições ritualísticas sem fundamento racional. Sempre que o Espiritismo se afasta da simplicidade moral e da clareza intelectual, aproxima-se perigosamente da mistificação. A Doutrina, em sua origem, jamais se apresentou como um sistema de ritos, mas como uma filosofia moral de consequências éticas profundas.
Por fim, a afirmação de que uma verdade destinada à Humanidade é comunicada simultaneamente aos grupos sérios encerra uma das chaves mais importantes do controle universal do ensino dos Espíritos. Novidades isoladas, revelações exclusivas e supostas mensagens revolucionárias que não encontram eco nos demais centros responsáveis devem ser recebidas com prudência severa, quando não com franca rejeição.
Esta epístola não é apenas um documento histórico. É um espelho moral oferecido a cada geração espírita. Ignorá-la é reincidir nos mesmos erros que ela se esforçou por prevenir. Compreendê-la é reafirmar que o Espiritismo, para permanecer fiel à sua vocação, deve caminhar sempre com a razão desperta, a humildade vigilante e a ética acima de qualquer pretensa revelação extraordinária, pois somente assim a verdade atravessa os séculos sem se corromper.

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Mulheres maduras e raras, sabem que os elogios e atenção só podem vir do seu parceiro.
E homens sábios e de valor sabem valorizar a sua própria mulher.

O LIVRO DOS ESPÍRITOS - A LEI DIVINA.
A MORAL COMO LEI VIVA DA CONSCIÊNCIA SEGUNDO A LEI DIVINA.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
O conjunto de questões de 629 a 646 apresenta uma das sínteses mais rigorosas da moral sob a ótica espírita, não como construção convencional ou produto histórico contingente, mas como expressão objetiva da lei divina inscrita na consciência humana. A moral não nasce do costume, tampouco da coerção social. Ela se funda na lei de Deus, reconhecida pela inteligência quando esta se dispõe a discernir com retidão. Conforme se lê na resposta 629, a moral é a regra do bem conduzir se, orientada sempre para o bem de todos, o que estabelece desde o início seu caráter universal, impessoal e solidário.
A distinção entre bem e mal não é arbitrária. O bem é tudo aquilo que se conforma à lei divina, e o mal tudo o que dela se afasta, conforme esclarece a questão 630. Não se trata, portanto, de relativismo ético, mas de adequação ou infração a uma ordem superior que antecede o homem. Essa lei não se impõe de fora para dentro. Deus concede ao ser humano a inteligência como instrumento de discernimento, como afirmado na questão 631, tornando-o responsável por suas escolhas à medida que compreende.
A possibilidade do erro moral não invalida a existência da regra. A questão 632 introduz o critério evangélico da reciprocidade, atribuído ao ensino de Jesus, como salvaguarda contra a autoilusão ética. Colocar-se no lugar do outro é exercício de consciência e medida prática da justiça interior. Não se trata de sentimentalismo, mas de método moral objetivo, aplicável tanto às relações sociais quanto ao proceder íntimo do homem consigo mesmo, como se desenvolve na questão 633. A lei natural também regula os excessos individuais, estabelecendo limites às necessidades reais, e o sofrimento surge como consequência pedagógica da transgressão desses limites.
Ao tratar da origem do mal moral, a questão 634 afasta qualquer imputação a Deus. Os Espíritos foram criados simples e ignorantes, e o mal decorre da liberdade de escolha no processo educativo da experiência. O contato com o erro é condição para o discernimento do acerto. A união do Espírito ao corpo constitui, assim, instrumento de aprendizagem, não punição arbitrária.
As desigualdades sociais e as diferentes condições de existência não infirmam a unidade da lei natural, conforme esclarece a questão 635. Elas são expressões do progresso e das necessidades transitórias, cabendo à razão distinguir o essencial do supérfluo. O bem e o mal permanecem absolutos em seu princípio, como afirma a questão 636, variando apenas o grau de responsabilidade moral, sempre proporcional ao conhecimento e à intenção.
A análise da responsabilidade individual alcança seu ponto mais sensível nas questões 637 a 641. O instinto, a ignorância e as circunstâncias atenuam, mas não anulam, a responsabilidade. O mal depende fundamentalmente da vontade. Aproveitar-se do mal praticado por outrem equivale a comungar com ele, e desejar o mal já configura falta moral quando há complacência interior. A virtude está na resistência consciente, não na simples ausência de ocasião.
A moral espírita não se limita à abstenção do mal. A questão 642 afirma com clareza que o homem responderá também pelo bem que deixou de fazer. A omissão é forma silenciosa de responsabilidade. Não existe posição social que impeça a prática do bem, como ensina a questão 643. Fazer o bem é ser útil dentro das próprias possibilidades, e a vida cotidiana oferece, sem exceção, oportunidades constantes para isso.
Mesmo os ambientes marcados pelo vício não anulam a liberdade moral, conforme se lê nas questões 644 e 645. O Espírito escolhe provas e pode resistir, transformando-se em foco de influência benéfica. O mérito do bem, por fim, não está na grandeza aparente do gesto, mas na dificuldade superada para realizá-lo. A questão 646 retoma o ensinamento de Jesus sobre o óbolo da viúva, estabelecendo que Deus avalia o esforço íntimo, não a aparência exterior da ação.
Esse trecho revela uma moral dinâmica, pedagógica e profundamente racional, em que a consciência é chamada a despertar para a responsabilidade de cada escolha. A lei divina não oprime, educa. Não condena arbitrariamente, esclarece. E nesse labor silencioso da consciência, o homem aprende que viver moralmente é harmonizar a liberdade com o dever, até que o bem deixe de ser esforço e se torne natureza.

Inserida por marcelo_monteiro_4

Deteriorando-se
Em largos passos
Cruzando olhares
Sem ver de fato
Ergam as taças
E abram alas
Sem contenção
Chegam as graças
Mas, se de fato
Há tanto pra agradecer,
Devemos crer
Que os que não têm
Pouco fazem pra merecer?

Monotonia


É o mesmo canto,
São os mesmos passos.
Ao abrir a porta,
revivo tudo e sinto os estilhaços.
Chega sem convite e me embala,
que deselegância.
Não te esperei e, mesmo assim,
tive que fazer sala.
Como pode ser igual
até o momento em que peguei os biscoitos?
Na ânsia de que houvesse mudança,
fui ver o relógio…
E já eram oito
semanas iguais,
inícios e finais previstos.
Tudo chegando e saindo
sem que eu tivesse desejado.

A escravidão continua viva quando quem foi oprimido chama de salvação aquilo que só existia para mantê-lo de joelhos.

Tal qual um menestrel,
tirei os versos do papel
para expressar minha verdade.
Me frustrava a pouca idade.
Alguns medem capacidade
pelo tempo de estadia
nessa tal jornada etérea,
mais conhecida por vida.

Show no circo




A uma barreira entre as frustações e os propósitos,


Por várias vezes a nossa última conversa vêm se repetindo na minha mente,


Sentir falta do teu amor foi tão breve quanto a passagem de um relâmpago, 


Súbitas lembranças venceram as passagens que antes eram intocáveis no passado,


Quem busca momentos de segundos não merece sentimentos autênticos,


O show no circo vai começar novamente, mais eu ignorei o convite de milhões para um palhaço só.

Três afirmações não batem:
A Bíblia é ultrapassado e arcaica, porém querem destruí-la?


Cristo não existiu Deus não existe, mas perseguem cristãos como ameaças por crerem no que não existe?


Comunismo é algo bom para o povo, mas algo que é bom parar alguém é imposto a força?

É difícil, quando paro na frente do espelho e olho fixamente até me perder.

1450
"Estando do lado de fora do balcão, dou razão ao sujeito que disse 'eu lhe dei 20 mil Réis pra cobrar 3 e 300, você tem que me voltar 17 e 700'. Dou razão a ele!" (Da composição autoria de Luiz Gonzaga e Miguel Lima)."
TextoMeu 1450

Nunca prometa FELIZ,
Não responda IRRITADO 
Não decida com TRISTEZA 
Faça tudo bem pensado.
FELIZ, IRRITADO e TRISTE,
Modifica o resultado.


Gélson Pessoa 
Santo Antônio do Salto da Onça RN 
08/01/2026

Como diz o ditado:
“Se a vida lhe der uma lesão, faça uma caminhada.”

*08 de Janeiro - Dia do Fotógrafo *


Ode ao Fotógrafo (2)


O Fotógrafo
arranca a poesia
das entranhas da paisagem,
violenta o segundo
antes que ele apodreça no tempo.


Caça o instante
com olhos famintos,
respira luz,
sangra sombra,
dispara o silêncio.


Congela o que nunca mais será,
fere o fluxo da História
com um corte preciso
e chama isso de memória.


Não pede licença ao mundo:
invade, captura,
expõe a nudez do real
sem filtros morais.


Fotografar
é um ato de risco,
um confronto direto com o efêmero,
uma emboscada armada
contra o esquecimento.


O Fotógrafo sabe:
toda imagem é um grito
preso num instante
que se recusa a morrer.


✍©️ @MiriamDaCosta

Eu quero fugir
Das idéias
Eu quero ir pra longe dos pensamentos
Que me cercam de certezas obscuras


Eu não quero mais entender
Alguém me leve de volta, quando eu podia escolher um lado
Meu lado agora é sob os escombros morais
que antecedem a ruína material


Me sinto doente em saber, e em não saber
Estou rouca de tanto gritar no silêncio, e não ser ouvida
Me sinto doente em saber 
que existe uma conveniência em tudo isso
e que isso me torna doente e o mundo são


Me assusta o diagnóstico certo, da doença que me assola a alma
Mas sinto que se eu me curar, eu estaria mais doente ainda
A idéia de aceitar ou conviver com essa realidade
transforma a minha loucura na sobriedade mais avassaladora que eu já senti


Escrevo na esperança de não me engasgar com as palavras
um engasgo mental, quase fatal
De tudo que me assola e me atormenta
Escrevo, no fundo, para que eu nunca deixe a loucura perdida
e me torne alguém saudável 
nesse mundo doente

⁠Para manter o aluguel das cabeças dos seus asseclas, os especialistas em guerras palavrosas são capazes de qualquer coisa.


Inclusive fingir conversão.


Há quem transforme a política em púlpito e a vitimização em liturgia.


Não para curar feridas reais, mas para mantê-las abertas, sangrando o suficiente para justificar discursos inflamados e as lealdades cegas.


Na seara política, especialmente na brasileira, a martirização já virou estratégia.


Quanto mais alto for o grito de perseguição, mais baixo o compromisso com a verdade.


E assim, os especialistas em guerras palavrosas ensaiam conversões repentinas, não por arrependimento, mas por conveniência — porque nada mobiliza mais que a fantasia do justo injustiçado.


Fingem mudança de fé, de tom e até de valores…


Não para abandonar a trincheira, mas para trocar o figurino.


É a ecdise: a troca de pele das serpentes…


O inimigo continua sendo necessário; afinal, sem ele, como justificar o aluguel permanente das cabeças dos seus asseclas?


O vitimismo, quando profissionalizado, dispensa coerência.


Hoje é cruz, amanhã é espada.


E hoje é silêncio estratégico, amanhã é grito de censura.


Tudo serve, desde que mantenha a plateia refém da emoção e distante do pensamento crítico.


Mas há um detalhe que a encenação não controla: o tempo.


Ele tem a estranha mania de desmascarar conversões oportunistas e mártires de ocasião.


E, quando o espetáculo se esgota, resta apenas o vazio de quem nunca quis justiça — apenas palco.


Porque quem realmente muda, não precisa se vitimizar…


E quem verdadeiramente sofre não transforma a dor em palanque.

*08 de Janeiro - Dia do Fotógrafo *


Ode ao Fotógrafo


O Fotógrafo é aquele
que eterniza a poesia
de uma paisagem,
de um momento
e da História.


É o guardião do instante
que o tempo tentaria apagar,
o artesão da luz
que molda silêncios
em imagens que falam.


Com olhos atentos,
ele escuta o invisível
e revela o que 
passaria despercebido
à pressa do mundo.


Congela o efêmero
sem lhe roubar a alma,
transforma segundos 
em memória
e memória em legado.


Entre sombras e claridades,
escreve com luz
aquilo que as palavras
nem sempre alcançam.


Fotografar
é um ato de presença,
um gesto de amor pelo real,
um pacto silencioso
com a eternidade.
✍©️@MiriamDaCosta

Que tua noite seja tranquila na presença de Deus e que transborde o amor Dele em ti.

Gdf
🎮♐️
Ygfgcgcfgf

Se cada um pensar apenas em si mesmo, a humanidade será inviável para o desenvolvimento moral e espiritual do ser