Pensamentos Mais Recentes
Gratidão
Gratidão é olhar pra trás
e ver Deus em cada detalhe.
No pão de cada dia,
na porta que fechou,
na que abriu na hora certa.
É dizer "obrigado" até pelo vento
que levou o que pesava.
Pelas mãos que estenderam,
pelo silêncio que curou,
pela gente que ficou.
Gratidão não esquece.
Transforma pouco em muito,
lágrima em semente,
cansaço em recomeço.
É farmar aura todo dia:
agradecer o sol, a chuva,
a casa, a saúde, o "tô aqui".
Porque quem agradece
enxerga beleza até no simples.
E vive mais leve.
“Soneto do Morro que Canta”
Onde o asfalto finda e a escada sobe,
Nasce o samba que embala a alma inteira,
O morro é berço d’ouro que não morre,
Rei da ginga, da poesia verdadeira.
Cavaco chora e ri quando descobe
Que a favela é resistência altaneira,
Nas lajes sob estrelas, a luz cobre
A dor que vira dança na ladeira.
Ali onde dizem que há carência,
Sobra amor, tem ginga, tem compasso,
Tambor que bate fé e resistência.
O morro ensina o Brasil com seu passo:
Sambar é transformar a própria essência,
Fazer do chão de pedra um céu de abraço.
“Soneto das Estações do Ser”
Quando te encontrei, nasceu primavera,
Brotaram flores no deserto da alma,
E o verão chegou com luz sincera,
Trazendo ao peito a mais perfeita calma.
És tu a lua que nas noites impera,
Guia celeste que meu caos acalma,
Farol que brilha quando a noite era
O vazio onde morria qualquer balma.
Sem ti, não há ciclicidade ou fluxo,
Nem o tempo cumpre seu ofício eterno,
Perco outono, inverno, até o luxo
De sentir renascer no que governo.
És tu a roda que ao meu ser conduzo,
As quatro faces do meu próprio inverno.
No Fim do Poema
No fim do poema não há ponto final.
Há uma cadeira vazia na cozinha,
o café esfriando enquanto a tarde decide
se fica ou se vai.
No fim do poema, a rua continua.
O ônibus passa cheio de histórias que não cabem em verso,
o vendedor grita o preço do dia,
e alguém chora baixo no celular
como quem pede desculpa por existir.
No fim do poema, a gente aprende
que nem tudo vira metáfora.
Algumas dores ficam literais demais,
algumas alegrias pequenas demais,
e a vida segue escrevendo em prosa
o que a poesia não deu conta.
No fim do poema, sobra o corpo.
Cansado, insistente, vivo.
Sobra a respiração que falha, mas volta.
Sobra a memória tropeçando em si mesma,
lembrando do que foi
e inventando o que ainda pode ser.
No fim do poema, ninguém aplaude.
A luz não se apaga de repente.
O mundo não entende que aquele verso era despedida.
E tudo bem.
O mundo nunca soube ler direito.
No fim do poema, começa outra coisa.
Talvez não seja bonita,
talvez não rime,
talvez não salve ninguém.
Mas anda.
E enquanto anda,
vai escrevendo.
O piloto automático não escolhe o destino. Apenas continua seguindo a rota que foi treinado durante anos.
VENTO, HÁLITO DO INFINITO.
Vento sutil, que em lúcida alvorada,desces do azul em musical cicio,trazendo à gleba, em doce eflúvio, o frioda madrugada em luz acariciada.
És peregrino da amplidão sagrada,invisível arauto do estelífero vazio;percorres o universo, em vasto estio,qual prece errante à esfera iluminada.
Nas tuas asas, trêmulas de encanto,viaja o murmúrio do celeste cantoque embala a criação em harmonia;
e quando beijas a campina agreste,pareces transportar do reino celestea voz eterna da Sabedoria.
The upright man who aspires to perfection is always invited to join Universal Freemasonry within any just, theistic, and democratic society. Regardless of the jurisdiction, rite, or degree—guided by liberty, virtue, and good conduct—he becomes, from that moment on, a faithful laborer in the execution of the just and perfect Great Work across all corners of humanity. He acts not for himself nor for an earthly king, but for the glory and light of the Great Architect of the Universe, who bestowed upon him the task of hewing the rough ashlar of his material and spiritual self through Sacred Geometry.
As batalhas, muitas vezes, lutamos sozinhos. Mas as grandes guerras, lutamos juntos — e juntos vencemos.
Você é a poesia que eu leria o dia inteiro
Você é uma poesia
que eu adoraria ler durante todo o dia,
sem pressa de chegar ao último verso.
Gostaria de descobrir suas entrelinhas,
decifrar seus silêncios,
conhecer os desejos que você nunca revelou
e os sonhos que ainda guarda em segredo.
Queria aprender a linguagem do seu olhar,
a delicadeza dos seus gestos,
e encontrar, pouco a pouco,
tudo aquilo que faz seu coração estremecer.
Porque amar você seria assim:
uma descoberta sem fim,
uma poesia que não se lê apenas com os olhos,
mas com a alma, com o coração
e com todos os sentidos.
E quanto mais eu descobrisse você,
mais desejaria permanecer em suas páginas,
inventando novas maneiras de fazê-la feliz
e despertando prazeres
que talvez nem você soubesse que existiam.
Seu corpo é como uma poesia
Seu corpo é como uma poesia
que meus olhos nunca se cansam de ler.
Cada verso revela um segredo,
cada curva guarda uma palavra
que somente o amor consegue compreender.
E quanto mais leio você,
mais desejo me aprofundar
nas entrelinhas da sua pele,
nos silêncios dos seus gestos,
na beleza dos detalhes
que nenhuma palavra consegue explicar.
Há poemas que lemos uma vez
e esquecemos.
Você, não.
Você é daqueles versos raros
que, quanto mais conhecemos,
mais profundamente nos apaixonamos.
E talvez amar seja exatamente isso:
passar uma vida inteira lendo a mesma poesia
e, ainda assim,
encontrar em cada página
uma nova razão para se apaixonar.
Meus guias são fortes, aqueles que difamaram meu nome, que quiserem meu nome em ruínas, que falaram mentiras sobre mim. Já sabem que a mentira no mundo espiritual não tem perdão.
The Search of a Capuchinho
I once knew a man whose heart was never attached to the things of this world. But before he became a man, he was simply a tiny cry in a cold room.
It was the year 2000. While many feared the end, life was beginning to blossom. Amid the chaos of that time, a boy was born — a boy named Capuchinho.
At that moment, his greatest desire was not to see the world or discover the paths of life. He only wanted his mother’s warmth, her loving arms, her lap, her comfort.
And in that cold room, a mother’s love showed that there is a warmth no season can overcome, an embrace that no cold can withstand, a love capable of transforming any beginning into a home.
Time passed slowly, and almost two years went by before Capuchinho decided to walk.
Perhaps, deep down, he knew that many paths were waiting for him. Or perhaps he simply wanted to remain a little longer in the arms he loved so much.
But one day, he stood up, took his first steps, and when he looked at his mother, he found in her eyes the most beautiful of rewards:
the joy of a mother watching her child walk.
And so life went on.
Still so young, he was already learning to care for the one who had once cared for him.
He did not collect enemies, but he gained many friends. He did not seek vanity, but carried humility.
He had a gentle heart, the kind that leaves a mark without needing to make noise.
And perhaps his greatest “flaw” was precisely this:
he wanted to be a little better today than he was yesterday.
His heart did not long only for the temporary things of this world. There was a greater question within him, a deeper longing:
“How does God’s world work?”
He wanted to understand the ways of the Lord. He wanted to know the truth. He wanted to be saved. He wanted to be approved by God.
And in his prayers, there was a sincerity that few people knew.
He would say to the Lord:
“If I am already ready for salvation, do not prolong my days to the point that I might lose my way.
And if it is possible, when my time comes, let me simply fall asleep.”
Perhaps no one could have imagined that such an intimate prayer would one day be answered.
But God knows the heart that no one else can see.
And in 2026, when the appointed time came, Capuchinho fell asleep.
Without noise. Without a grand farewell. He simply closed his eyes to this world and opened his heart to eternity.
Perhaps it was the mercy he had asked for.
Perhaps it was the answer he had been waiting for.
And now those who loved him remain.
His family remains. His friends remain. The stories remain. The embraces that will never happen again, the words that will never be heard again, the moments that time will never be able to erase.
Because some people leave, but they never disappear.
They continue to live in our memories, in the lessons they taught us, in the stories told with longing, and above all, within the hearts of those who loved them.
Today, perhaps there is silence where his voice once was.
But there is also gratitude for everything that was lived.
Because Capuchinho did not leave behind just a story.
He left love. He left friendship. He left humility. He left memories. He left longing.
And if one day someone asks who that man was whose heart was never attached to the things of this world, perhaps the answer is simple:
He was a man who was born wanting his mother’s embrace, grew up wanting to care for her, lived wanting to become better, and departed wishing only to be prepared to meet God.
In memory of Capuchinho.
May his story remain alive in the hearts of those who had the privilege of knowing him and loving him.
@gs_capuchinho
Descanse no SENHOR e aguarde por ele com paciência; não se aborreça quando outros obtêm sucesso em seus caminhos, quando eles maquinam o mal.
Salmo 37:7
Rogo a Deus para que me mostre o intolerante, o preconceituoso, o autoritário e o opressor que habitam em mim.
Se este mundo também é projeção daquilo que carregamos em nosso interior, que eu tenha coragem de olhar para tudo o que ainda existe em mim e levar amor a cada uma dessas sombras.
Porque onde há amor, há possibilidade de cura. E talvez a cura do mundo comece justamente em mim.
A boca pode ensaiar o roteiro que quiser, mas os olhos sempre serão o detector de mentiras do coração.
NÃO VOTE errado, VOTE DIREITO!
EM QUEM?
Claro que você já sabe.
VOTE NELA!…
Não votar, anular é votar errado. Por que errado? pq o voto vai pra quem quer te ver abaixo da linha da pobreza, dependendo da bolsa, do gás, e vivendo enrolado.
QUAL O FEMININO DE DIREITO?
Há uma ironia tão evidente que quase ninguém vê: se um homem vender uma arma a um criminoso, chamam-lhe crime. Mas, se um país vender milhares de armas a um ditador que mata inocentes, chamam isso de comércio internacional.
“Cada ser em si possui uma maneira de amar totalmente singular, muitas vezes pouco compreendida…
O deixar-se ser amado por sua vez precisa ser natural, expontâneo e livre!”
O Perfume da Tentação
Ela nunca chega com o rosto do medo.
Vem vestida de encanto,
com os melhores perfumes,
as mais belas roupas,
e um sorriso capaz de silenciar qualquer prudência.
Ela conhece os caminhos da alma,
bate à porta sem fazer ruído,
entra pelos olhos,
permanece no pensamento,
e faz do desejo um lugar confortável.
Sussurra que tudo é permitido,
que o perigo é apenas exagero,
que a felicidade mora no instante
em que deixamos a consciência adormecer.
Ela promete um novo começo,
uma liberdade sem limites,
um prazer sem consequências,
como quem oferece flores
escondendo espinhos nas próprias mãos.
Seu perfume embriaga.
Seu olhar aprisiona.
Sua voz convence.
E quando percebemos,
já não caminhamos por vontade,
mas pelas correntes invisíveis do fascínio.
Ela nunca parece inimiga.
Sempre se apresenta como oportunidade.
Nunca veste o horror;
prefere a beleza.
Nunca grita;
seduz.
E é justamente por isso
que tantos a seguem sorrindo,
sem notar que cada passo
os afasta da luz.
Porque o mal raramente mostra a própria face.
Ele aprende a vestir elegância,
a falar com delicadeza,
a perfumar a mentira,
para que a queda pareça um voo.
E quando o perfume se dissipa,
resta apenas o silêncio,
as feridas,
e a dolorosa descoberta
de que nem toda beleza conduz à vida.
Há perfumes que encantam o corpo,
mas há fragrâncias que adormecem a alma.
E é preciso discernimento,
pois nem tudo o que brilha é esperança,
e nem toda voz suave
vem de um coração que deseja salvar.
A tentação nunca precisou ter a cara do diabo.
Basta-lhe parecer exatamente
aquilo que mais desejávamos encontrar.
