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ALBERT SCHWEITZER E A GÊNESE DO HUMANITARISMO MODERNO.
Por: Marcelo Caetano Monteiro.
Poucos homens do século XX reuniram em si uma convergência tão singular entre erudição, espiritualidade, medicina, filosofia e ação humanitária quanto Albert Schweitzer. Sua trajetória não foi apenas a de um médico que tratava enfermos na África equatorial. Foi a de um pensador que procurou transformar a própria civilização pela ética do “respeito pela vida”.
Nascido em 14 de janeiro de 1875, em Kaysersberg, na Alsácia, Schweitzer cresceu em um ambiente profundamente religioso e intelectual. Filho de pastor luterano, revelou desde cedo uma extraordinária inclinação para a música, a filosofia e a teologia. Ainda jovem, tornou-se reconhecido intérprete de Johann Sebastian Bach, além de pesquisador respeitado no campo teológico e filosófico.
O aspecto mais impressionante de sua biografia, contudo, foi sua ruptura voluntária com uma vida acadêmica confortável. Em 1904, após ler um relato missionário sobre o sofrimento humano no Gabão, Schweitzer decidiu abandonar uma promissora carreira universitária para estudar medicina tropical. Essa decisão marcou um divisor histórico no pensamento humanitário contemporâneo.
Na época, o conceito moderno de organizações humanitárias internacionais ainda era embrionário. O próprio artigo do Instituto Humanitas Unisinos, descreve sua obra como parte da “pré história das ONGs e do trabalho humanitário”. Em outras palavras, Schweitzer antecipou em décadas a lógica humanitária que mais tarde seria institucionalizada por organismos internacionais voltados à assistência médica e social.
Em 1913, acompanhado de sua esposa Hélène Bresslau, enfermeira treinada, partiu para Lambaréné, no Gabão, então colônia francesa. Ali iniciou uma pequena estrutura hospitalar improvisada que se transformaria posteriormente no célebre Hôpital Albert Schweitzer. O hospital especializou-se no tratamento de doenças tropicais, lepra, infecções graves e enfermidades negligenciadas pela medicina europeia da época.
Sua filosofia central era chamada de “Reverência pela Vida”. Para Schweitzer, toda existência possuía dignidade intrínseca. Essa concepção ultrapassava o mero sentimentalismo religioso. Tratava-se de uma ética civilizacional profunda, segundo a qual o ser humano deveria reconhecer valor em toda manifestação da vida. Essa perspectiva influenciaria posteriormente movimentos ligados à bioética, à ecologia e ao humanismo contemporâneo.
Há algo de particularmente emblemático em sua figura. Schweitzer não era apenas um médico altruísta. Era também filósofo, musicólogo, organista, teólogo e pensador ético. Sua obra filosófica “Kulturphilosophie” discutia o declínio moral da civilização europeia moderna e defendia uma reconstrução espiritual da humanidade baseada na compaixão concreta.
Sua notoriedade internacional cresceu ao longo das décadas. Recebeu o Prêmio Nobel da Paz por seu trabalho humanitário e pela defesa da fraternidade entre os povos. O prêmio reconheceu não apenas sua atuação médica, mas sua visão ética universalista. Schweitzer utilizou inclusive o dinheiro do Nobel para ampliar o tratamento de pacientes com hanseníase em Lambaréné.
Outro aspecto frequentemente ignorado foi sua atuação contra armas nucleares. Após a Segunda Guerra Mundial, Schweitzer tornou-se voz internacional contra testes atômicos, alertando sobre os perigos da radiação e da destruição civilizatória. Sua autoridade moral influenciou debates internacionais sobre desarmamento e preservação da vida humana.
Naturalmente, sua figura também gerou controvérsias. Alguns críticos posteriores o acusaram de paternalismo colonial europeu, enquanto outros defenderam que sua obra ultrapassava os limites ideológicos de seu tempo. Ainda assim, mesmo entre debates contemporâneos, permanece praticamente incontestável a magnitude histórica de seu sacrifício pessoal e de sua contribuição à medicina humanitária.
Schweitzer morreu em 4 de setembro de 1965, em Lambaréné, precisamente no lugar onde havia escolhido servir a humanidade. Sua vida permanece como um dos exemplos mais contundentes de coerência moral entre pensamento e ação.
Enquanto muitos intelectuais limitaram-se a escrever tratados sobre ética, Albert Schweitzer decidiu transformar sua própria existência em um testemunho vivo de compaixão civilizatória.
_Fontes: Instituto Humanitas Unisinos, Nobel Prize Official Website Albert Schweitzer Speed Read Nobel Prize
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Meu cigarro permanece apagado há 21 anos. Desde que meu pai se foi, em 2005, nunca mais tive vontade de acendê-lo. Naquela época, meus filhos ainda eram crianças: Bryan tinha 6 anos, Mike 3, e Jack era apenas um bebê de 2 meses. Hoje, todos se tornaram grandes homens.
Eu, por outro lado, virei um homem solitário. Bebo de segunda a sexta, vejo os dias passarem devagar e percebo que quase todos os meus amigos ficaram pelo caminho. Meus filhos quiseram me dar uma casa na cidade, conforto, coisas boas… mas eu preferi continuar aqui na roça. Aqui, a paz e a solidão aprenderam a caminhar ao meu lado.
Hoje sou um velho que já não faz mais a barba, que encontra alegria apenas em um copo americano e uma cerveja barata nos fins de semana. A solidão… ah, essa me acompanha há muitos e muitos anos. Mesmo com meus filhos tentando me dar tudo do bom e do melhor, ainda existe um vazio dentro de mim que nada consegue preencher.
Esses dias voltei à antiga mina onde meu pai buscava água. Sentei naquele lugar simples e chorei a tarde inteira. Fiquei lembrando das vezes em que ele me levava de carroça para pegar água com ele. Éramos grandes amigos. Escutávamos músicas, conversávamos sobre a vida e, naquela época, eu não imaginava que sentiria tanta falta daqueles dias.
Hoje, restam apenas as lembranças, o silêncio da roça e essa velha companheira chamada solidão.
Existe uma parte de mim que continua acreditando. Mesmo quando tudo ao redor desmente qualquer esperança. É ela que me mantém de pé quando o resto já vacila. É ela que me empurra adiante. E, por vezes, essa pequena chama vale mais do que qualquer certeza.
Em meio ao véu frio
do tempo que envolve
a cidade de Rodeio,
mesmo sob o Sol e o céu azul,
Tudo invoca que é chegado
o mais austral poético momento.
À.partir dos nossos silêncios
contornando o Médio Vale do Itajaí
começarão discretamente
em nós a ser escritos os destinos
Onde o amor guiará pelos caminhos,
somos mais do que livrosa ser lidos.
Não é falta de força. É excesso de peso carregado em silêncio. São histórias que ninguém viu, guerras que ninguém nomeou, e ainda assim me cobram como se nada tivesse acontecido.
Aprendi que algumas feridas não cicatrizam por completo. Elas apenas aprendem a coexistir com a minha presença. São hóspedes antigos de uma casa cansada. E eu sigo arrumando os escombros para que ainda seja possível chamar isso de vida.
DANTE. O EXILADO QUE A MORTE NÃO RECONCILIOU.
Há episódios da história que parecem escritos por um dramaturgo medieval. O destino de Dante Alighieri é um deles. Poucos homens foram tão glorificados pela posteridade e, simultaneamente, tão rejeitados pela própria pátria. O criador da Divina Comédia transformou-se em símbolo da literatura italiana, mas morreu como peregrino político, carregando sobre si a amargura do desterro e a ferida de uma cidade incapaz de reconhecer a grandeza daquele que havia concebido uma das maiores arquiteturas poéticas da civilização ocidental.
Nascido em Florença por volta de 1265, Dante viveu em uma Itália fragmentada por disputas políticas, rivalidades familiares e conflitos entre facções. Pertencia ao partido dos guelfos brancos, grupo que se opunha à interferência política do papado nos assuntos florentinos. Quando os guelfos negros assumiram o poder com apoio pontifício, Dante foi acusado de corrupção e condenado ao exílio em 1302. A sentença era brutal. Caso retornasse à cidade, poderia ser queimado vivo.
A partir desse momento começou uma peregrinação dolorosa. Dante atravessou cortes italianas, experimentou humilhações materiais e conviveu com a condição do expatriado. Em uma de suas passagens mais célebres, escreveria sobre “o sabor salgado do pão alheio” e “o subir e descer das escadas dos outros”. Não era apenas uma metáfora poética. Era a descrição concreta de sua ruína social e emocional.
Foi nesse estado de exílio que amadureceu a Divina Comédia. A obra não nasceu do conforto, mas da expulsão. O inferno, o purgatório e o paraíso percorridos pelo poeta carregam marcas profundas de sofrimento político, desencanto humano e anseio espiritual. Muitos dos personagens condenados por Dante eram figuras reais de seu tempo, inclusive adversários florentinos. Sua literatura tornou-se simultaneamente transcendência estética e tribunal moral.
Em 1321, Dante morreu em Ravena, acolhido pela corte de Guido Novello da Polenta. Não retornou à cidade natal. Florença não revogou plenamente sua condenação enquanto viveu. A pátria que mais tarde transformaria sua língua em fundamento da identidade italiana não teve a dignidade de recebê-lo de volta quando ainda respirava.
O que ocorreu após sua morte possui contornos quase litúrgicos. Séculos depois, Florença passou a desejar os restos mortais daquele que antes repudiara. Em 1519, sob autorização do papa Leão X, uma delegação florentina dirigiu-se a Ravena para recuperar os ossos do poeta. A missão possuía forte simbolismo político e cultural. Seria uma espécie de reconciliação tardia entre a cidade e seu filho ilustre.
Mas os frades franciscanos de Ravena compreenderam o paradoxo moral daquela tentativa.
Antes da chegada da comitiva, removeram secretamente os restos mortais de Dante do sepulcro. Quando os enviados abriram o túmulo, encontraram apenas o vazio. O gesto dos franciscanos não foi simples obstinação regional. Havia nele uma dimensão ética silenciosa. Ravena recusava entregar à glória póstuma uma cidade que negara misericórdia ao homem vivo.
Durante séculos, os ossos permaneceram ocultos no convento franciscano. Aquela guarda secreta adquiriu caráter quase sacral. Não protegiam somente um cadáver. Protegiam a memória de uma injustiça histórica.
Em 1865, durante obras próximas ao túmulo, os restos foram reencontrados dentro de uma caixa de madeira contendo inscrição identificadora. O episódio provocou enorme repercussão cultural na Itália recém-unificada. Dante já havia sido elevado à condição de pai simbólico da língua italiana, e a redescoberta de seus ossos assumiu contornos nacionais.
Nem mesmo o século XX encerrou a peregrinação póstuma do poeta. Durante a Segunda Guerra Mundial, os restos mortais foram novamente escondidos para protegê-los dos bombardeios. Como em um ciclo histórico melancólico, Dante continuava exilado até mesmo na morte, deslocado de um lugar para outro por forças políticas e militares.
Hoje, Florença conserva um monumental cenotáfio em Basílica de Santa Croce dedicado ao poeta. Contudo, o túmulo está vazio. O verdadeiro corpo permanece em Ravena, guardado pela cidade que o acolheu quando a própria pátria lhe negara abrigo.
Existe nisso uma das ironias mais profundas da memória humana. Muitas sociedades perseguem seus gênios enquanto vivos e veneram-nos quando mortos. O reconhecimento tardio frequentemente possui menos virtude do que remorso. Dante converteu-se em patrimônio universal não por causa da benevolência de Florença, mas apesar de sua hostilidade.
Ravena compreendeu algo que a posteridade raramente admite. Há exílios que ultrapassam a política. Transformam-se em cicatrizes morais. E certas ausências permanecem como testemunho eterno da ingratidão dos homens diante daqueles que lhes ofereceram eternidade literária.
Fontes consultadas. Biblioteca Italiana. Sociedade Dante Alighieri. Arquivos históricos de Ravena. Enciclopédia Treccani. Museu Casa de Dante.
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Aquele filme que eu queria ver... tem gente querendo ir, mas confesso que só tem uma pessoa que eu queria que ocupasse a poltrona ao lado. 😉
"O exemplo de uma vida santa é a mensagem mais poderosa que um cristão pode ter. Afinal, o mundo pode até ignorar o que dizemos, mas é incapaz de ignorar quem nos tornamos."
Coragem muitas vezes não é o problema. O percentual de "nãos" do seu histórico de vida é que é. Gato escaldado tem medo de água fria.
Siga o que é correto e alinhado à sua essência, e você desfrutará de uma vida plena e feliz. Se você se pautar pelas opiniões alheias, enfrentará uma existência repleta de infelicidade e descontentamento.
Eu sei que é difícil, mas por favor, aprenda a se curar, sem desabafar com todo mundo. Até porque quase ninguém se importa com o que você sente!
Dia 11 - O que meu desejo pede hoje para despertar?
- Eu permito que o desejo acenda em mim uma luz que guia.
- O desejo afia a vontade e abre portas.
- O desejo me move como mar que avança.
- O desejo transforma espera em caminho.
- O desejo me chama para o primeiro passo.
- O desejo traz coragem com doçura.
- O desejo me torna inteiro e vivo.
As novas eleições na democracia não deveriam ter campanhas milionárias de propaganda politica eleitorais pelos canais de comunicação com candidatos prometendo o que não vão fazer, se justificando como vitimas pelos erros do passado e desfilando como falsos personagens nativos populares.Os candidatos, deveriam apenas ser listados por partidos, e receberiam seus votos pelo passado de suas trajetórias civis, cidadã e compromissos com a verdade e suas participações em ações politicas efetivas, frente as defesas e as correções das maiores e agravantes necessidades de todo estado brasileiro.
O Mundo Dentro do Meu Mundo
Eu sei.
Eu sei o que está escrito no manuscrito.
É longo e agridoce.
Mas quem vai escrever o seu nome?
Quem vai dizer o que houve nos momentos maravilhosos e nos tempos sombrios?
Só um momento, por favor…
Eu sei sorrir.
Eu sei amar.
Mas não sei dizer adeus.
Tudo se torna diferente quando as falhas do tempo são preenchidas por remendos de lembranças.
Os outros não conhecem os erros, mas você conheceria.
Sorri… porque sabe que eu sei exatamente onde as falhas se instalaram.
Eu me esforcei, e tudo era profundo.
Era para ser um livro, mas achei melhor dividir em pedaços:
fragmentos em poesias.
Porque assim posso revivê-las em meus vários olhares, em meus múltiplos suspiros.
Seu nome era o meu slogan.
Nossa vida, uma crônica maravilhosa.
Somente eu para entender aquele mundo dentro do meu mundo.
Só um momento, por favor…
Eu sei sorrir.
Eu sei amar.
Mas não sei dizer adeus.
Eu não luto, porque crio desejos abençoados e inundados de paz 🌀✨💕 assim já é!
Eu e o universo, já está feito🌀🙏
Sejamos inteligentemente fieis o quanto necessário, sem nos corromper dentro da nossa própria realidade. Pois não existe um só caminho, uma só oportunidade, uma só pessoa e muito menos um só sentimento puro e verdadeiro que possa gentilmente, nos acompanhar com acolhimento, cumplicidade, amor e carinho na estreita senda comum da felicidade.
Há noites em que minha mente se torna um labirinto sem saída. Penso, penso e, quanto mais mergulho, menos me encontro. Há partes de mim que parecem morar em um lugar inalcançável. Nem sempre consigo tocar o que sinto. E isso também é uma forma de dor.
Não há maturidade que não nos traga como escopo antigos arrependimentos, singelas saudades e todas as infelicidades de não termos feito, bem mais um pouco, quando tínhamos as melhores oportunidades e as capacidades com elementos, para corrigirmos e evitarmos o infeliz resultado da drástica situação.
O Coachar dos Coachs
Demétrio Sena - Magé
Geralmente, os coachs não têm responsabilidade com o que dizem. Na maioria das vezes, dão conselhos desastrosos que promovem discriminação, racismo e soberba nos ambientes coletivos. Nas empresas, promovem auto estima elevada em alguns funcionários e baixa auto estima em outros, com avaliações baseadas muito mais em simpatias pessoais de chefes do que no profissionalismo e na competência dos agraciados ou não. Exclusão, separarismo e comparações coletivas adoecem emocionalmente uns, instigam o narcisismo de outros e fazem dos ambientes de trabalho verdadeiros ringues, onde os egos se digladiam em busca da mesma visibilidade.
Aconselhados por esses profissionais sem formação acadêmica em especialidade alguma, diretores empresariais contratam ou promovem chefes "brabos". Chefes que assediam moralmente, pressionam à exaustão e obrigam seus comandados a cargas horárias e volumes desumanos de trabalho. Uma competência questionável que deixa todos extenuados e, com o tempo, comprometem seriamente os resultados produtivos e econômicos, porque ninguém é "de ferro" o tempo todo, por mais que precise do seu emprego. É nesse ponto que os profissionais "destacados" com elogios em discursos e/ou impressos caem adoentados pelo mesmo cansaço que os constrangidos com a invisibilidade por seus patrões.
Por motivos e objetivos diversos, é assim nas empresas, nas igrejas, em outros ambientes religiosos e corporativos. Onde existe a coletividade, lá estão as disputas, as fogueiras do narcisismo e da vaidade fomentadas pelos profissionais formados em porcaria nenhuma; os coachs. Também são eles os grandes fomentadores ou conselheiros dos truques baixos políticos; das fake news e da formação dos gabinetes do ódio e do vale tudo por prestígio e voto. A falsidade, a truculência e a raiva sob os discursos do patriotismo e do livre arbítrio arbitrário e brutal para praticar intimidações e crimes é a grande funcionalidade ou influência doentia desses pseudo profissionais. Os coachs.
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Respeite autorias. É lei
“A razão somente alcança sua verdadeira maturidade quando adquire a coragem de interrogar aquilo que, por longo tempo, foi aceito como indiscutível. O pensamento autêntico não nasce da submissão passiva às certezas herdadas, mas da inquietação crítica que ousa revisitar os próprios fundamentos da verdade. Questionar não significa destruir o conhecimento, mas purificá-lo das ilusões da acomodação intelectual. Afinal, toda consciência verdadeiramente lúcida compreende que o progresso do espírito começa no instante em que a dúvida deixa de ser sinal de fraqueza para tornar-se instrumento de sabedoria.”
