Pensamentos Mais Recentes

O Parcel do Portinho
tem algo parecido 
com o teu coração,
Quando é preciso
mergulho, convicção,
muito amor e paixão.


[Mergulhei neste destino,
e tua eu me tornei,
como nunca imaginei.]

Hoje tomei posse de mim.
Sem festa, sem juiz, sem plateia.
Só eu e a cadeira
que já me viu pequeno.
Resolvi me escolher.
Não por orgulho,
por cansaço de me encolher.
Eu semeava nos outros
e me deixava em pousio.
Queria colheita
com o terreno vazio.
Hoje não.
Hoje eu fico comigo.
Me rego.
Me espero.
Me tenho.
E se for pra ser talvez,
que seja talvez meu,
inteiro,
eterno.

(Saul Beleza)

O amor dói:


Deuses qual é o preço a pagar para não sentir o amor, pôs amar dói e já não quero mais sentir o amor.


Deuses de baixo por favor falam para mim, qual é o preço a pagar para não sentir, pôs eu quero pagar para nunca mais sentir, e do amor se livrar.


Estou amaldiçoado no amor pelos deuses de baixo, pôs zombam de mim em me fazer sentir, deuses qual é o valor a pagar para nunca mais voltar a sentir.


Deuses de baixo estou desesperado a pagar para a maldição quebrar, e do amor se livrar.


Deuses por que não aceitam o valor que estou disposto a pagar, para mim se livrar da maldição de amar, pôs eu não quero nunca mais amar.


Os desuses de baixo não querem receber nenhum valor, pôs eles já ganhão com o meu sofrimento de amor.


Estou amaldiçoado pelos deuses de baixo e não há o que fazer apenas resta sofrer.

De ti nada meu dá incerta:
tudo serena e com amor 
infinito sempre se entrega.


Como quem mergulha
aqui no Parcel da Deserta,
na intimidade não encerra.


[Conhece a linguagem poética.]

cognição humana apreende apenas um por cento da realidade; os noventa e nove restantes são uma arquitetura projetada para impedir que a mente desmorone diante do infinito. No núcleo da metacognição, a cor não é matéria — é o conforto de uma ordem fractal, sintonizada para que a consciência possa experimentar a singularidade da existência sem se dissolver nela.

Palavras lançadas


como folha  em dia de tempo  chuvoso 
flutua no ar


 lança de tua boca
palavras sem  cessar 


palavras vazias palavras
que me levarão à
ruína 


palavras que nem o tempo
apagará 


palavras apenas palavras
que para mim hoje não
carrega mero significado.


apenas palavras lançadas ao ar!


14/09/2026
Maday Moraes

Julgo agora que escrever é uma forma de ansiedade, pois todo escritor anseia colocar no papel o que pensa, sem ter a certeza que o leitor realmente desejará lê-lo.

O teu íntimo mantém 
algo muito parecido 
com o Parcel do Noceti,
Busquei o mistério, 
com poesia mergulhei 
e na sereia favorita 
para ti me transformei.


(Talhei nele a grei.)

As pessoas estão colocando dinheiro e carreira acima do amor. Trabalhar, não trabalhar, ganhar mais ou menos deveria ser segundo plano, a prioridade deve ser casar por amar, por gostar da pessoa, por querer dividir a vida com ela, sem interesse de dinheiro ou status.

Dentro das escolhas somos copilidos a conduz o que escolhemos.
Porque sempre a uma escolha e aternativas de escolha para um único objetivo certo? Ou errado? 
Tudo esta errado ate ser certo.

Envelhecer nem é tão ruim; o impasse surge das probabilidades.

Na gênese do mistério da metacognição, a atuação da evolução existencial determina a criação de estruturas cada vez mais complexas. O próprio núcleo dessa arquitetura flutua sobre ações ditadas por uma imersão inata, transformando-se no pano de fundo de dimensões sobrepostas que se expandem ou se contraem para experimentar a singularidade de uma realidade projetada. Nela, o intelecto racional apreende apenas uma fração infinitesimal do valor científico da existência — onde a percepção da cor atua como alinhamento mental e conforto visual diante de uma ordem fractal.

Nos espolhos do tempo o fanatismos é simplicidade o teor da ironia efêmera existência contemporânea.

As Canções que o Tempo Não Levou
Nos anos 60 e 70, eu ainda era um miúdo, um menino, um puto, como queiram chamar. Vivia na pequenina Resende, às margens do rio Douro, em Portugal. Foi ali, entre as quintas dos meus pais, o cheiro da comida que minha mãe preparava e o pequeno rádio de pilhas que meu pai havia comprado, que nasceu uma das grandes paixões da minha vida: a música.
Eu sempre me oferecia para ajudar minha mãe a preparar o almoço dos lavradores. Mas havia uma segunda intenção: queria estar perto daquele rádio. Naquela época, eu gostava de ouvir o programa “Discos Pedidos”, em que as pessoas escreviam cartas para oferecer músicas a quem amavam. Não havia celulares, internet ou mensagens instantâneas. Havia apenas uma carta, uma música e a esperança de que, algum dia, aquela canção chegasse aos ouvidos de alguém especial.
Talvez tenha sido ali que aprendi que música não é apenas música. Ela carrega sentimentos. Uma canção pode guardar um amor, uma saudade, uma amizade ou um momento que o tempo jamais consegue apagar.
Vieram os discos, os cartuchos, as fitas cassete e, depois, tantas outras tecnologias. Sempre que sobrava algum dinheirinho, eu comprava uma fita. Eu também tentava escrever as letras das músicas enquanto elas tocavam no rádio. Muitas vezes errava, porque não existia a possibilidade de voltar a canção. Mas eu tentava novamente. Eu queria guardar as músicas não apenas nos ouvidos, mas também no coração.
Foi através das músicas e dos bailes que me apaixonei pela primeira vez. Mas essa é outra história, que um dia talvez eu conte.
No final dos anos 70, vim para o Brasil. Meu primeiro dinheiro do trabalho me deu o prazer de comprar um radinho de pilhas. Ele se tornou meu companheiro inseparável. Estava comigo pela manhã, durante o banho, e à noite, antes de dormir. Anos depois, já casado, comprei o famoso aparelho “três em um”: vitrola, rádio e fita cassete. Para mim, aquilo era quase um tesouro.
Hoje, tantos anos depois, continuo apaixonado por música. Enquanto escrevo estas palavras, escuto baixinho uma música romântica pelo YouTube. E percebo como a vida é curiosa: aquele menino que um dia esperava ansiosamente uma canção tocar no rádio agora pode escolher qualquer música em poucos segundos. Mas o sentimento continua exatamente o mesmo.
Nas minhas caminhadas, a música ganhou um significado ainda maior. Ela me acompanha pelas estradas, pelas montanhas e pelas trilhas. Algumas canções me fazem lembrar do passado; outras me ajudam a compreender o presente; e algumas parecem falar exatamente aquilo que eu precisava ouvir naquele momento.

Às vezes, tenho a impressão de que não sou eu quem escolhe a música. É ela que me encontra.
Quando caminho ouvindo uma canção, sinto que ela conversa comigo. Faz surgir lembranças, desperta sonhos, acalma minhas preocupações e, muitas vezes, enxuga lágrimas que ninguém vê. É como se cada melodia carregasse uma pequena mensagem especialmente preparada para aquele instante.
Depois de tantos quilômetros percorridos, descobri que a música e a caminhada têm algo em comum: ambas nos fazem seguir em frente. A caminhada movimenta os meus pés; a música movimenta a minha alma.
Hoje, quando coloco meus fones e começo a caminhar, sinto que não estou sozinho. Levo comigo as lembranças da infância, meus amores, minha família, meus sonhos e todas as pessoas que fizeram parte da minha história.
E talvez seja por isso que continuo gostando tanto de música.
Porque algumas músicas simplesmente tocam os nossos ouvidos.
Outras tocam a nossa história.
E existem aquelas que, de tão bonitas e especiais, parecem caminhar conosco para sempre.
Peregrino Nino Carneiro

Parecer, não é ser.


Muitas vezes uma pessoa pode parecer irritada,
Mas só está cansada
Muitas vezes pode parecer falar muito,
Mas é por que na maioria das vezes se sente sozinha
Muitas vezes pode parecer muito quieta,
Mas é por que sua cabeça é agitada
Muitas vezes a pessoa parece indiferente a tudo
Mas se importa mais do que qualquer um
Muitas vezes uma pessoa pode rir demais
E na verdade, estar triste.
Pode parecer distante,
Mas só precisa de alguém
Pode parecer se esforçar muito para ser perfeita,
Mas é só por que quer agradar a alguém
Ou a todos
Muitas vezes pode parecer esquisita, mas é só por não saber se expressar de outra forma
Muitas vezes pode parecer ocupada,
Mas é só por que quer manter sua cabeça longe de pensamentos.
Muitas vezes julgamos antes de conhecer, Julgamos antes de saber,
Muitas vezes fingimos nos colocar no lugar do outro,
Mas tudo o que você sabe sobre essa pessoa é o presente,
É os poucos minutos que passou com ela,
Mas não sabe pelo que essa pessoa passou.

Se a vida realmente não tem sentido, eu criarei um.

...


Vidas se encerram a cada instante. Você já parou para pensar? A nossa existência tem prazo, embora o mundo continue a girar. Diante desse fato incômodo e inevitável, resta uma urgência: já que todos deixaremos de ser, que saibamos viver; cada dia, cada mês, cada segundo, cada detalhe simples da jornada —
provoque vida!


Provoque o ser,
para que a verdade do instante exista;
desarmado de vaidades,
vestido apenas do tempo e sua 
simplicidade de gozá-lo. 


Marcelo HB

A esperança pode ser irracional sem ser inútil; algumas das coisas mais humanas começam exatamente onde termina a certeza.

No fim, talvez não sejamos definidos pelo que conseguimos conservar, mas pela maneira como aprendemos a existir depois que tudo começou a mudar.

Quanto mais o homem tenta possuir o instante, mais rapidamente percebe que nunca possuiu sequer o próprio tempo.

A consciência é uma espécie de testemunha condenada a assistir ao próprio julgamento.

O ser humano inventou explicações para suportar o desconforto de existir sem conhecer a origem de sua própria pergunta.

"A incapacidade de encarar os fatos históricos faz com que multidões apoiem a tirania acreditando estar combatendo a injustiça."

"O ativismo sem freios da razão faz com que pessoas normais defendam a escassez sob a falsa ilusão de estarem promovendo a virtude."

Entre a Vida e a Morte, O Tempo

O mundo gira em seu fluxo constante,
Vidas se apagam, histórias se vão,
A existência termina num instante,
Outras continuama pulsar como coração.

É uma verdade de peso profundo,
Desconfortável de se carregar,
Deixaremos, um dia, este mundo,
Sem aviso, sem tempo para adiar.

Que a urgência não traga o lamento,
Mas abra os olhos para o agora,
Viver cada dia, cada mês, cada momento,
Antes que a luz se despeça e vá embora.

Na pressa dos anos que o tempo consome,
O segredo mais puro e real consiste:
Ver a grandeza no que não tem nome,
Pois no mais simples, a vida reside.

Marcelo HB