Pensamentos Mais Recentes

O pensamento é escravo da vida, e a vida refém da decisão da morte.

“Sorte quase sempre caminha ao lado de uma sombra chamada autoconfiança.”

⁠Talvez um mundo abarrotado de Santos só precise de mais Pecadores Assumidos para torná-lo mais Habitável.


Porque há algo profundamente inquietante em uma sociedade onde todos parecem empenhados em parecer virtuosos, mas quase ninguém está disposto a admitir suas próprias sombras. 


A santidade exibida em vitrines públicas muitas vezes exige silêncio sobre as próprias falhas, enquanto o pecador assumido, paradoxalmente, carrega consigo uma forma rara de honestidade.


O problema de um mundo cheio de “santos” não é a virtude — é a performance dela. 


Quando a santidade vira identidade social, ela deixa de ser um caminho interior e passa a ser um palco. 


E nesse palco, reconhecer erros se torna perigoso, pedir perdão vira fraqueza e aprender com a própria queda passa a ser um risco para a reputação.


Já o Pecador Assumido começa de outro lugar: o da consciência de si. 


Quem admite suas próprias contradições, dificilmente se coloca como juiz absoluto dos outros. 


Os que reconhecem suas falhas costumam desenvolver algo que os santos de vitrine demonstram raramente com autenticidade: misericórdia.


Talvez seja por isso que a convivência humana se torne mais respirável perto de quem não finge pureza. 


Porque quem sabe que erra tende a ouvir mais, condenar menos e compreender melhor a complexidade humana.


Num mundo obcecado por parecer correto, assumir imperfeições pode ser um ato de coragem moral. 


Não para celebrar o erro, mas para impedir que a hipocrisia se torne regra.


No fim das contas, talvez o que torne o mundo mais habitável não seja a multiplicação de pessoas que afirmam nunca cair, mas a presença de pessoas suficientemente honestas para dizer: “Eu também tropeço.” 


E exatamente por isso escolho caminhar com mais cuidado ao lado dos outros.

Profundidade 


Então ela se viu meio boba, meio louca ou talvez inocente, mas diante de tudo aquilo que sentia não parecia que precisava de justificativas coerentes.


Profundidade percebida e antes não tinha sido sentida por pessoas consideradas desconhecidas...


A impressão é que tudo aquilo precisava ser sentido, vivido e posso até me arriscar dizer que sofrido.


Não sentir é perto de uma ofensa, como se dissesse que tem algo faltando, algo sobrando, algo que precisa ser expressado.


Não se sinta obrigado ou culpado, você não estava preparado e talvez até não era pra ficar aí ao teu lado...


Me dispesso assim, como um sopro, um soco bem na boca do teu estômago, não eu não mordo, as vezes sofro...mas desse sentimento não se preocupe, eu não morro!!!


Será que essas palavras pra ti soaram como um conforto?

“O medo é como poeira nos olhos: faz lacrimejar, mas não pode impedir de enxergar.”

“As nuvens podem esconder o sol por instantes, mas não conseguem apagar sua luz.”

TOQUE DE NEBLINA
(Entre o peso das ruínas e o rastro das nuvens)

De cada queda que sofri, ergui uma muralha... Mas os sonhos não alcancei; toco-os levemente com os dedos, mas eles se dissolvem nas nuvens.

Lu Lena / 2026

“A pior intoxicação pode vir das palavras de pessoas tóxicas.”

⁠Nas gôndolas da política-espetáculo só há aquilo que os apaixonados admiram: criadores de conteúdos.


Não de ideias nem caminhos.


Muito menos de soluções.


A política, que deveria ser o espaço mais rígido do pensamento coletivo — onde conflitos reais da sociedade são encarados com responsabilidade — foi lentamente convertida num palco onde o que importa não é governar, mas performar.


O político deixa de ser um mediador de interesses públicos para tornar-se um personagem que precisa alimentar diariamente a máquina da visibilidade.


Nesse mercado, a coerência vale menos que o engajamento.


A profundidade perde para a viralização.


E o compromisso com a realidade torna-se um obstáculo para quem precisa produzir narrativas rápidas, emocionais e constantemente inflamáveis.


Assim, a política vai sendo reorganizada como um grande shopping de convicções prontas: cada público escolhe a vitrine que mais agrada ao seu afeto, ao seu medo ou à sua raiva.


E, como bons consumidores, muitos já não querem ser confrontados com fatos — preferem apenas ser abastecidos com conteúdos que confirmem suas paixões.


O resultado é uma curiosa inversão: nunca se falou tanto de política, e talvez nunca se tenha pensado tão pouco sobre ela.


Porque quando a política vira entretenimento, o cidadão vira audiência.


E quando o cidadão aceita ser apenas audiência, o poder agradece — afinal, plateias não governam, apenas aplaudem ou vaiam conforme o roteiro do dia.


No fim das contas, o problema não está apenas nas prateleiras dessa política-espetáculo.


Está também nos consumidores que já não procuram estadistas, pensadores ou construtores de futuro.


Procuram apenas o próximo conteúdo que lhes retroalimente seu viés de confirmação.

“Do alto do arranha-céu das conquistas, enxergamos o valor de cada degrau superado.”

“Quem se acha não é; quem é, não precisa se achar.”

Um dia você me perguntou:
O que viu em mim?
Então eu respondi:
- Antes de amar seu
Coração,
Me apaixonei pelos seus
Defeitos!


Helaine Machado

A vida é como um passeio na praça, tão curtinha.

O pior tipo de traição não vem do inimigo, vem de quem sabia exatamente onde te destruir.

O pior tipo de mentira não é a que contam para você, é aquela que você aceita continua acreditando.

Minha dor não tem uma origem externa; ela nasce da consciência do que já compreendo.

"O Café"
O lavrador planta a semente,
Assim como cuida da esperança.
Com zelo, amor benevolente,
Como quem protege uma criança.


O tempo passa, a planta cresce,
Belas flores, promessa de fruto.
Na colheita ninguém amolece,
No labor do trabalho bruto.


O sol seca então o grão,
No terreiro inspirador.
Vira e mexe como um refrão,
Pelas mãos do lavrador.


Depois se torra o grão,
Na torrefação escaldante.
No calor, o suor no chão,
Num trabalho árduo e constante.


Segue então para o moinho,
Moído em tamanho diferente.
Coador, prensa ou cafezinho,
Ou expresso para nossa gente.


Embalados e transportados vão,
Seguem rumo à nossa cidade.
Na viagem, cuidado e atenção,
Carregando história e dignidade.


Nos mercados ficam à espera,
Com sua história ainda acesa.
De uma cadeia que prospera,


Do suor do campo à nossa mesa.
Preparamos então o café,
Num ritual quase sagrado.
Com carinho, paciência e fé,
Tomado só ou acompanhado.


Conhecendo agora esse labor,
Do cultivo ao legado sagrado.
Como ousa mudar seu sabor,
Tomando café adoçado?

Nilton César Cavenaghi
Outubro 2022

Uso autorizado desde que não retire ou acrescente nada e NÃO omite nome do autor.

"O que me preocupa não é o passado nem o futuro, mas onde estou no presente."

O ENCAIXE DESCONEXO
(A desconexão de viver em um quebra-cabeça de peças ausentes.)


A minha desconexão da vida é ter um problema sem solução. Como a solução não existe, resta o meu esforço de me encaixar dentro e fora dele, em um mundo literalmente formado por peças que não se ajustam.


Lu Lena / 2026

Sem ela eu perco o sono; na verdade, eu nem durmo.

As minhas lagrimas são tão pesadas que eu não consigo segurar um choro .

Espero não me encontrar, porque é a busca que faz sentido."

Nostalgia e melancolia


A dor que nos mata
A saudade que fica
A flor que brota
A imagem que salpica


O trem que parte
Pra longe da bica
Estrelas que brilham
No céu dessa vida


Pássaros que voam
E o canto que entoam
Os amigos que estão
Pertinho da gente


O rádio que toca
Uma música bem triste
Cavalos correndo
Na savana ao longe


A dor e a saudade
Andam juntas pra sempre
Corações corroídos
Pela dor sempre intensa


Não há nada que se faça
Pra mudar o destino
Passado que fica
Futuro que não chega


Pensamentos presentes
Na mente da gente
A conta que chega
Pra sorte de todos


O navio que parte
Sem leme e destino
Pessoas que se matam
Pelo egoísmo de sempre


Lábios que se beijam
Se amam e se odeiam
Abraço apertado
Machuca no peito


O início de tudo
Termina um dia
O final sempre chega
Se estivermos presentes.


Raimundo Nonato Ferreira
Março/2026

O CORAÇÃO GRATO, NÃO ESQUECE DE FATO, A MÃO QUE TE DEU ALIMENTAÇÃO, A VOZ DO ACALENTAR NO BERÇO QUE TE ACOLHEU A CANTAR, E QUEM TE DEU ASAS A TE ENSINAR A VOAR.

Coexistência temporal
A consciência é parte da existência?
A teoria do vórtice.
Seria a elipse do próprio apogeu?


Tantas perguntas...
No máximo achismo...
Um novo começo?
No espaço translúcido ha uma perfeição?
Entre o deslumbre do próprio caos
Pode se predomina a existência de dois seres no mesmo espaço?
Vemos a virtude julgada?
Seria o fluxo interessante...