Pensamentos Mais Recentes
Teu amor não me sustentava,
Teu amor não me nutria.
Teu amor era uma doença que me trazia ódio e melancolia.
Ao te amar, eu achava que tudo eu poderia alcançar,
Até notar a indiferença no teu olhar.
Te amei e me orgulhei por isso,
Mas hoje vejo que apenas eu desejei isso.
Depois de tanto tentar, finalmente posso descansar,
E desse teu amor fútil eu irei dispensar.
2090 📜 "Técnico estrangeiro na Seleção Brasileira... Achei que eu não viveria para ver isso. E, pior: com derrota. A isso chamo de Derrota Dupla!"
Há vinte e quatro anos o Brasil não leva uma Copa do Mundo, tempo suficiente para estar adulto e não acreditar em análises de comentaristas esportivos.
Enchente do Quintal
Em março chega a água, vem calma, na manha.
Em abril molha do tornozelo ao joelho, banhado de lama.
Em maio sobe ligeiro, cobre da cocha até o seio, quente desanda.
Em junho mergulha inteiro, submerso até o fio do cabelo, remadas e passeios.
Em julho corre depressa, peixes, pulos e banzeiros.
Em agosto some da noite pro dia, enchente seca sem despedida.
Rio vira grama, alma reclama, seis meses inteiros a esperar quem me banha.
2089 📜 "A conversa (fiada) de que, na próxima Copa, tudo será diferente é tão lero lero quanto as justificativas (dos envolvidos) para a derrota da Copa anterior. Que pena e que lamentável 🪶!"
O homem é o animal que é escravo da sua própria criação inconsciente, deseja tornar-se senhor, mas como não consegue, subjuga-O como mordomo das suas vontades.
"Olhe bem nos olhos de quem tenta te intimidar; quando o inimigo perceber que a ameaça dele só alimenta a sua força, o medo mudará de lado e a tua vitória se tornará inevitável."
O peso não está nas dificuldades da vida. O peso é nascer em uma geração que aprendeu a enfrentar os problemas e precisar sobreviver em outra que se ofende com eles.
Recipientes distintos no retrato exato do meu ser: no abstrato do cubismo, eu me fragmento.
Para toda colonização da consciência, o "eu" é um paradoxo na cronologia do tempo e do espaço. Tentamos transcender o "ser eu" para o "eu sou eu", admitindo a modificação imposta pelo olhar do espelho bidimensional. Vemos aglomerados urbanos sob o viés do "eu sou eu", compreendendo como fomos formados.
A interrogação que resta é: será que compreendo realmente quem sou? Ou seriam meros estudos e livros que conduzem o "eu sou" diante das experiências do "eu pertenço"? Os fundamentos e realizações acadêmicas parecem se chocar contra o "ser eu".
Com a alma diante do espírito relativista, o "eu geopolítico" parece devorar o viés, dando origem a seres bizarros na filosofia. O Tecbot é o fruto definitivo desse tecno-feudalismo digital.
Por - Celso Roberto Nadilo
Viver é deixar a mente em movimento. Viver é estar em movimento, porque a vida não para. Os movimentos mais importantes são os que olhamos para dentro e reconhecemos o que temos de bom. Podemos rever uma ideia, um hábito, um comportamento, até dar um giro de 180º. Às vezes, fazemos sozinhos; às vezes, precisamos de ajuda! Gosto de dizer que quero ser melhor do que fui ontem: olhar o que posso mudar para ser melhor para mim e, com isso, melhor para o outro.
E você, o que tem colocado em movimento?
Se um dia eu puder viver sem tecnologia
Quem quiser me ver, vá na minha casa
A porta vai estar aberta, sem senha, sem tela pra travar
O cheiro do café passando na cozinha te chama
E a gente toma um gole quente, sem tirar fotos pra guardar
Conversar sem precisar de curtida,
Sem notificação cortando o riso pela metade
Só o olho no olho, a cadeira na calçada,
O tempo passando devagar, do jeito que é de verdade
Ah, que saudades das calçadas,
Das reuniões sem celular na mesa a atrapalhar
Das histórias contadas de novo, e mesmo assim gargalhar
Do vizinho que gritava “ô de casa” e já entrava pra prosear
Se um dia eu puder viver sem tecnologia
Eu quero de volta o abraço sem pressa
O “fica mais um pouco” dito na despedida
E a saudade boa de quando presença era a única conexão precisa
Porque tem memória que não cabe em nuvem,
Tem afeto que Wi-Fi não alcança
Tem vida que só acontece
Quando a gente desliga a tela… e liga a esperança.
" Não se deixe levar por ira, ressentimentos, frustrações por causa da imaturidade emocional de algumas pessoas, seja maduro evite desgaste de energia e o envelhecimento precose"
"Se Cristo realmente ocupa o centro do nosso coração, por que tantas vezes arrancamos de Suas mãos o controle da nossa própria vida?"
Nas mãos de indivíduos ou nas intituições onde o dinheiro se movimenta, sem a devida fiscalização e prestação de contas, os vírus da corrupção sempre estão presentes, por mais sacros que aparentam ser.
F. Meirinho
O mundo pouco a pouco está se tornando tão vaidoso como um narcisista e tão frio quanto um psicopata.
Olhe para o asfalto lá fora. Ele não tem pressa, não tem pena e não perdoa os desavisados. Quantas vezes você já sentiu que, apesar de rodar o dia todo, o verdadeiro controle da sua vida estava escapando pelas suas mãos a cada quilômetro? A verdade que ninguém te conta é que o trânsito não é apenas um fluxo de carros; é um tabuleiro de xadrez implacável onde os fracos são engolidos e apenas os estrategistas sobrevivem. Você não pode se dar ao luxo de errar para aprender. O tempo é escasso, a vida é curta e cada falha custa caro demais.
Existe um conhecimento oculto, lapidado no fogo das ruas, que transforma o caos em triunfo absoluto. Não se trata de sorte; trata-se de dominar as leis invisíveis do poder e da influência humana que os grandes líderes e estrategistas da história sempre usaram para vencer batalhas impossíveis. Eu decifrei o comportamento das ruas e compilei o mapa exato da sua liberdade.
A resposta para mudar o seu destino está nas páginas do e-book Os brabos do asfalto.
Este não é um livro comum. É o guia definitivo, um arsenal com 99 códigos de pura sabedoria pragmática que vão blindar a sua mente, antecipar os movimentos dos outros e colocar você no comando absoluto do seu ganho e do seu respeito. Você vai ler a mente do passageiro, dominar o território e triunfar onde a maioria fracassa.
Eu preparei isso exclusivamente para você, que cansa, mas não desiste. Pela idade de Cristo, por apenas 33 reais, você vai receber esse poder direto no seu celular. Sem burocracia, de modo simples e prático.
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CANTOS DA CAATINGA
No sertão quando amanhece,
Tudo ganha novo ardor,
Cada ave faz um verso
Ao divino Criador.
Na caatinga a esperança,
Vence o tempo e o dissabor.
Seus cantos aliviam minha dor.
A Asa-Branca levanta
Num gracioso esplendor,
Levando paz em suas asas
Mesmo em tempo de calor.
Quando canta lá distante,
Renasce em mim o valor.
Seus cantos aliviam minha dor.
O Cancão, inteligente,
Defensor do seu redor,
Com coragem anuncia
Que a vida tem seu vigor.
Seu chamado desafia
Toda sombra e todo horror.
Seus cantos aliviam minha dor.
A Patativa, rainha,
Do mais puro cantador,
Transformando o chão rachado
Num jardim cheio de flor.
Sua voz parece prece,
Cheia de fé e de amor.
Seus cantos aliviam minha dor.
O Galo-de-Campina,
Vestido de muita cor,
Leva encanto ao sertanejo
Com seu belo esplendor.
Cada nota que derrama
É perfume em meu redor.
Seus cantos aliviam minha dor.
O Sofrê faz seu lamento,
Que parece um trovador,
Misturando a saudade
Com um gesto acolhedor.
Sua voz consola a alma
Com divino resplendor.
Seus cantos aliviam minha dor.
A Rolinha faz seu ninho
Com trabalho e com amor,
Ensinando à humanidade
O caminho do labor.
Sua paz anuncia sempre
Um futuro promissor.
Seus cantos aliviam minha dor.
Bem-te-vi anuncia cedo
Mais um dia promissor,
Despertando o sertanejo
Para o campo e seu labor.
Seu aviso traz esperança
Ao pequeno agricultor.
Seus cantos aliviam minha dor.
O Sabiá da Caatinga
É poeta e trovador,
Faz do galho seu palco,
Da manhã seu esplendor.
Quem escuta sua cantiga
Sente Deus por onde for.
Seus cantos aliviam minha dor.
Cada ave é um tesouro
Que nos deu o Criador,
Guardião da natureza,
Do sertão encantador.
Preservemos essa vida
Com respeito e muito amor.
Seus cantos aliviam minha dor.
VERSOS, CONTOS, MÚSICAS E MODAS
No terreiro do sertão,
Nas veredas do luar,
Nasce o verso feito fonte,
Que não para de cantar.
É a cultura nordestina
Que ninguém pode apagar.
Tem poeta e cantador,
Violeiro de valor,
Que transforma a própria vida
Em semente de amor.
Cada rima é uma colheita,
Cada canto, uma flor.
Os contos passam de boca
Como o vento no roçado,
Misturando fantasia
Com um fato acontecido.
Quem escuta guarda a história
No coração enraizado.
As modas de viola ecoam
Pelos campos sem ter fim,
Falam da seca e da chuva,
Do mandacaru e do alecrim.
Cada nota leva a alma
A um jardim dentro de mim.
Tem aboio de vaqueiro
Rasgando a imensidão,
Chamando o gado disperso
Com coragem e precisão.
É a voz do homem do campo
Abraçando o coração.
A sanfona abre o fole,
A zabumba faz tremer,
O triângulo acompanha
Fazendo o povo viver.
Quando o forró principia,
Ninguém pensa em padecer.
Os mestres da poesia
São estrelas do sertão,
Deixam livros e folhetos
Como eterna inspiração.
Cada estrofe permanece
Feito raiz no chão.
O repente é desafio
De talento singular,
Onde dois grandes cantores
Fazem versos sem falhar.
Quem domina a inteligência
Faz a plateia admirar.
Luiz Gonzaga ensinou
Que o Nordeste tem valor;
Patativa fez do verso
Um jardim de esplendor.
Cada mestre deixou viva
Sua marca e seu louvor.
Dos folhetos de cordel
À viola dedilhada,
Dos romances às cantigas,
Da toada apaixonada,
Tudo forma um patrimônio
Da cultura abençoada.
Enquanto houver um poeta
E um cantor para cantar,
Haverá versos e contos
Para o povo recordar.
Pois o sertão nunca morre,
Só aprende a florescer
E em suas músicas e modas
Ensina o mundo a viver.
PELEJA SERTANEJA
No sertão nasce o guerreiro
Com coragem por bandeira,
Aprendendo desde cedo
A vencer a vida inteira.
Faz da luta seu caminho,
Da esperança, companheira.
Quando o sol castiga a terra
E a chuva tarda a chegar,
O sertanejo não desiste,
Segue firme a caminhar.
Pois conhece que a vitória
Também sabe esperar.
O mandacaru florescendo
É lição de resistência,
Mesmo em solo castigado
Não abandona a existência.
Mostra ao povo nordestino
O valor da persistência.
O vaqueiro rompe a mata
Enfrentando espinho e chão,
Conduzindo o seu rebanho
Com firmeza na missão.
Leva a fé como armadura
Protegendo o coração.
Cada enxada abre sulcos
Na esperança do plantar,
Mesmo vendo a terra seca
Nunca deixa de sonhar.
Quem cultiva com coragem
Sempre aprende a esperar.
A mulher do velho sertão
É exemplo de bravura,
Transformando pouca água
Em riqueza que perdura.
Com amor sustenta o lar
E enfrenta toda agrura.
O poeta faz do verso
Uma espada de valor,
Cantando a vida sofrida
Misturada com amor.
Cada rima é resistência,
Cada estrofe, um louvor.
O sanfoneiro anuncia
Que a tristeza vai passar;
Quando o fole solta o canto,
Faz o povo se alegrar.
Mesmo em tempos de peleja
Sempre existe um festejar.
Quem conhece o sertanejo
Sabe bem de sua fé;
Nunca baixa a sua fronte,
Nunca perde o rumo em pé.
Tem em Deus sua fortaleza,
Sua rocha, sua mercê.
A peleja do sertão
É batalha sem igual;
Mas quem luta com esperança
Nunca encontra o ponto final.
Pois o povo nordestino
Tem coragem ancestral.
Enquanto houver sol queimando,
E um vaqueiro a cavalgar,
Haverá no velho sertão
Uma história pra contar.
Da peleja nasce a glória,
Da coragem, o triunfar.
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