Pensamentos Mais Recentes
O intelecto humano possui uma inquietação que nenhuma acumulação de informações consegue extinguir: compreender aquilo que as coisas realmente são.
Razão e fé podem ocupar territórios distintos do conhecimento sem que a existência de um precise transformar o outro em inimigo da verdade.
A natureza não precisa ser destruída para ser aperfeiçoada; muitas vezes, o verdadeiro desenvolvimento consiste em realizar aquilo que nela já contém uma possibilidade de excelência.
Aquilo que recebemos da realidade é inevitavelmente interpretado segundo os limites, capacidades e categorias daquele que conhece.
Compreender verdadeiramente uma realidade exige investigar suas causas; conhecer apenas o efeito é conhecer o acontecimento sem compreender sua estrutura.
A caridade não é apenas sentimento de benevolência; é reconhecer no outro uma dignidade que impede que sua existência seja reduzida a mero instrumento dos nossos interesses.
A humildade intelectual começa quando o indivíduo reconhece que nem toda possibilidade de conhecimento está ao alcance imediato de sua própria razão.
O conhecimento adquire sua maior dignidade quando deixa de ser privilégio individual e se transforma em luz compartilhada com aqueles que ainda procuram compreender.
A paz não é simplesmente ausência de conflito; é uma ordem suficientemente justa para que a convivência não precise depender permanentemente da força.
Justiça não é favorecer quem possui maior força, influência ou voz; é reconhecer a cada pessoa aquilo que lhe é devido.
Uma lei humana que abandona completamente a razão e a justiça pode conservar autoridade formal, mas perde parte de sua legitimidade moral.
A lei somente realiza plenamente sua função quando transforma a razão em uma ordem orientada ao bem comum, e não em simples instrumento da vontade de quem possui poder.
O bem possui força de atração porque, consciente ou inconscientemente, todo indivíduo orienta suas escolhas para aquilo que considera desejável.
Toda ação humana revela uma finalidade; compreender o comportamento exige perguntar não apenas o que alguém faz, mas para onde sua ação pretende conduzi-lo.
A verdade nasce do encontro entre aquilo que a realidade é e aquilo que o intelecto consegue compreender sem deformá-la.
A razão não existe para fabricar certezas convenientes, mas para conduzir a consciência na busca disciplinada pela verdade.
As promessas podem ficar indisponíveis no decorrer dos dias,
Então, vamos viver o que pode ser aproveitado no hoje.
Entre o Acolhimento e a Crise: Tecendo o Cuidado.
No primeiro encontro, no acolhimento inicial,a porta se abre, o olhar se faz cais.
O CAPSi recebe o sofrimento mental,Onde a história de vida importa muito mais.
Mas e quando a tempestade decide chegar?Quando a Atenção à Crise vira o desafio?
Vim da urgência e emergência, do verbo 'parar'.
Onde o corpo em surto nos causa arrepio.
Lá no plantão, a resposta é certeira e veloz:Diazepam, Fenergan, o Haldol no leito.
O lençol vira paraquedas na contenção.
A pressa em prender para surtir efeito.
Chego aqui e me deparo com esse novo chão.
Onde a crise não é um incêndio a apagar.
Como dar conta sem ter a contenção?
Se eu mesma, de início, precisei segurar?Misturo o que fui com o que estou vendo:
O acolhimento e a crise andam lado a lado.
No CAPSi, eu sigo também aprendendo.
Que o corpo em fúria precisa ser escutado.
Cuidar na crise é acolher o que transborda,Sem amarras, sem grades, estendendo a mão.
É entender que a liberdade também cura a acorda.
E que o laço do afeto é a maior proteção.
(Idealização: Claudinéa Firmino - Enfermeira / Técnica. de Referência. na Saúde Mental)
A criação do ser vivente é muito complicada , porque são todas iguais lutam pelas mesmas coisas de um modo geral ,os animais lutam pelo seu território e o ser humanos lutam pelos seus ideais
Pensar verdadeiramente não significa fugir da contradição, mas ter inteligência suficiente para descobrir o que ela revela sobre a realidade que pretendíamos compreender.
Uma liberdade sem instituições pode permanecer uma promessa; uma instituição sem liberdade pode transformar a ordem em mera obediência.
Reconhecer o outro não é um gesto de mera cortesia; é uma condição para que a própria consciência compreenda que sua liberdade depende também da existência de outras consciências livres.
