Pensamentos Mais Recentes

No entanto, não basta mudar a ementa se as práticas formativas não são atualizadas.


(Zuin; Redin, 2026, p. 116)

Uma das habilidades essenciais do técnico é ser protagonista na produção de conteúdo relevante para a atividade agropecuária e uso de mídias para alcançar os agricultores e suas famílias nos territórios rurais [...].


(Zuin; Redin, 2026, p. 113)

Durante a construção participativa do conhecimento, que busca ser universal, as vozes de agricultores e extensionistas precisam estar presentes nos centros de pesquisa desde as etapas iniciais de seu desenvolvimento.


(Zuin; Redin, 2026, p. 96)

Todo enunciado pressupõe uma resposta dos interlocutores.


(Zuin; Redin, 2026, p. 89)

Sozinho, o agricultor não alcançará a sua completude.


(Zuin; Redin, 2026, p. 87)

Essa insistência na internalização de uma nova tecnologia nos territórios, por parte dos pesquisadores, sem levar em consideração os saberes-fazeres dos agricultores, pode ser caracterizada como um ato de invasão cultural.


(Zuin; Redin, 2026, p. 85)

Não é possível abster-se do ato da tomada de valor, mesmo a escolha de ser neutro diante de determinado contexto é um posicionamento que faz parte de um momento decisório.


(Zuin; Redin, 2026, p. 83)

Um conhecimento científico só adquire sentido para o agricultor se a ele for atribuído um valor, se por ele também é valorizado na concretude de um ato.


(Zuin; Redin, 2026, p. 82)

A experiência é algo que acontece na vida, difícil de ser definida ou determinada, mas que marca profundamente a forma de pensar e tomar decisões de quem a vivencia.


(Zuin; Redin, 2026, p. 80)

O futuro da extensão rural está na combinação entre a utilização das diferentes tecnologias e a ação do técnico, onde o extensionista é um educador mediador com um olhar crítico entre as novidades tecnológicas e a vida e trabalho das famílias rurais.


(Zuin; Redin, 2026, p. 105)

A intensa padronização de textos, conceitos e informações geradas pela IA acaba massificando o processo de disseminação e, em muitos casos, não atende à especificidade das necessidades do agricultor.


(Zuin; Redin, 2026, p. 104)

Há inúmeras formas de os extensionistas usarem a IA nos serviços de Ater, mas em nenhum momento substituirá a necessidade da sua presencialidade no campo.


(Zuin; Redin, 2026, p. 104)

A IA generativa assume o papel de ser um assistente virtual nos trabalhos dos extensionistas rurais e agricultores durante os serviços de assistência técnica e extensão rural.


(Zuin; Redin, 2026, p. 103)

O uso das IA pelos agricultores revela-se como um dos maiores desafios para os serviços de Ater, sendo uma ferramenta com potencial de sugerir soluções para as dificuldades em suas rotinas de trabalho.


(Zuin; Redin, 2026, p. 20)

A principal habilidade a ser desenvolvida nesses sujeitos é o senso crítico quanto às soluções que os atores não-humanos sugerirão, principalmente as IA preditivas.


(Zuin; Redin, 2026, p. 7)

Por outro lado, há também os filhos dos agricultores, jovens rurais que estão imersos nas TDIC, que as utilizam com mais facilidade e rapidez, criando um descompasso entre pais e filhos na operacionalização de tarefas simples no meio digital.


(Zuin; Redin, 2026, p. 33)

O Capital Digital pode ser utilizado por políticas públicas como um condutor potente para o acúmulo dos outros capitais.


(Zuin; Redin, 2026, p. 36-37)

O inverso também ocorre, em que um nível baixo de Capital Digital restringe o leque de oportunidades de aumentar e acumular outras formas de capitais.


(Zuin; Redin, 2026, p. 35)

O Capital Digital funcionaria como uma ponte que transfere para o ambiente digital de comunicação o acúmulo das demais formas de capitais dos outros campos.


(Zuin; Redin, 2026, p. 34)

Tente...


Já experimentou fazer amor de olhos abertos vendo os movimentos nos consumirem?
Já tentou fugir das mágoas olhando para o espelho da saudade?
Já pensou em abrir o teu coração mais uma vez e nadar em direção aos doces sorrisos que um dia foram teus?

Desse modo, a Ater Digital configura-se como um espaço estratégico de mediação, no qual o extensionista atua não apenas como transmissor de conteúdos, mas como agente capaz de reconhecer, problematizar e qualificar os diferentes níveis de Capital Digital existentes no meio rural [...].


(Zuin; Redin, 2026, p. 31)

Assim, reconhecer e problematizar essas desigualdades torna-se condição fundamental para qualificar a mediação extensionista no contexto contemporâneo, especialmente diante da ampliação das práticas de Ater Digital.


(Zuin; Redin, 2026, p. 29)

Nos serviços de extensão rural, as TDIC não se configuram apenas como instrumentos técnicos, mas como mediações sociotécnicas capazes de reforçar ou tensionar os habitus previamente estabelecidos [...].


(Zuin; Redin, 2026, p. 26)

O mundo digital também inseriu as famílias rurais como agentes críticos de sua realidade no campo.


(Zuin; Redin, 2026, p. 63-64)

Historicamente, inúmeros casos práticos e experiências extensionistas eram progressivamente perdidos ao longo do tempo pela falta de preservação de registros sistematizados.


(Zuin; Redin, 2026, p. 58)