Pensamentos Mais Recentes

“Ensinar é despertar futuros que talvez não veremos.”

"A democracia não se preserva apenas pela força das instituições, mas também pela consciência histórica daqueles que compreendem o valor da liberdade."

O Legado A Partir De Uma Sala De Aula — O Empenho Que Não Pode Ser Ensinado

O seu papel é indispensável, influencia vidas inteiras e carreiras profissionais bem distintas; demonstra uma dedicação inquestionável e um amor pelo que faz que não se explica, que contraria a triste desvalorização que sofre por parte de muitos e as más condições em muitos casos; o seu empenho é compensado: por cada vida que transforma; pelos abraços e palavras de boas-vindas; pelos laços e estimas que se formam; pela felicidade expressiva quando vê que os seus ensinamentos geraram frutos, entre as chegadas, as despedidas e alguns reencontros. Um legado que começa dentro de uma sala de aula, que faz uma grande diferença no mundo.

"Uma Constituição verdadeiramente democrática deve ser suficientemente aberta para permitir a alternância dos projetos políticos e suficientemente firme para impedir que qualquer deles suprima as condições que tornam possível essa alternância."

Asuras e suas formas de motivação, onde adquirem poder através da penitência e meditação (tapasya).

O Que o Caderninho do Motorista Revela?
Há mais de seis anos, o motorista peregrino registra suas experiências em um pequeno caderno que carrega consigo: o *Diário de um Motorista*.
Certo dia, ao folhear suas páginas, encontrou um assunto marcado com três asteriscos: preconceito, discriminação e racismo. Para ele, os sinais indicavam um tema de extrema importância.
Continuando a leitura, encontrou anotações sobre passageiros da periferia de São Carlos. Muitos reclamavam do abandono do poder público e da falta de serviços básicos, como transporte coletivo de qualidade, postos de saúde, creches, agências bancárias e iluminação pública.
Algo chamou sua atenção: esses passageiros frequentemente agradeciam por ele ter aceitado a corrida. Alguns contavam que outros motoristas se recusavam a transportá-los por morarem na periferia.
O peregrino se perguntava: seria sempre uma questão de segurança ou, em determinadas situações, o preconceito também estaria presente?
Afinal, o endereço de uma pessoa deveria informar onde ela mora, jamais determinar o valor que a sociedade lhe atribui.
Em outras páginas, havia anotações sobre passageiros de bairros de classe alta. Alguns se despediam com um simples “Tudo certo aí?”, outros agradeciam, enquanto muitos entravam e saíam do carro em silêncio.
O motorista tinha a impressão de que, para alguns, a relação se resumia ao serviço contratado. Entretanto, sabia que o silêncio não significava necessariamente arrogância ou preconceito.
Sua reflexão era outra: por que esquecemos, tantas vezes, que por trás de cada profissão existe um ser humano que merece respeito?
A educação não deveria depender da posição social de quem está diante de nós.
O caderninho também guardava observações sobre professores e estudantes. O motorista notara que muitos se atrasavam para iniciar a corrida e utilizavam fones de ouvido durante o trajeto.
Em outra anotação, registrou uma impressão curiosa: dentro da universidade federal, era como se existissem três universidades — Medicina, Engenharias e Humanidades.
Segundo suas observações, a cada dez viagens que realizava para aquele ambiente, aproximadamente cinco eram destinadas à Medicina, quatro às Engenharias e apenas uma às Humanidades. Não era uma pesquisa oficial, mas uma percepção que despertava sua curiosidade.
Por que algumas profissões recebem tanto prestígio, enquanto outras áreas do conhecimento parecem ocupar um lugar secundário?

Não se tratava de diminuir a importância da Medicina ou das Engenharias, mas de questionar uma sociedade que, muitas vezes, mede o valor das pessoas pelo salário, pelo diploma ou pela profissão.
Conhecimento sem respeito corre o risco de se transformar em instrumento de distinção social.
Depois de revisitar suas anotações, o motorista decidiu escrever sobre o assunto.
O preconceito nasce de julgamentos antecipados, frequentemente alimentados por estereótipos. A discriminação acontece quando esses julgamentos se transformam em tratamento desigual. O racismo, por sua vez, também se manifesta nas instituições e nas estruturas sociais que reproduzem desigualdades raciais e dificultam o acesso a direitos e oportunidades.
Em termos simples, o preconceito alimenta o julgamento, a discriminação transforma esse julgamento em ação e o racismo pode perpetuar a desigualdade na sociedade.
Esses fenômenos podem se fortalecer mutuamente e não se limitam às atitudes individuais.
O problema se agrava quando alguém denuncia uma injustiça e ouve que tudo não passa de vitimismo. Nem toda discordância é preconceituosa, mas desqualificar quem relata discriminação pode impedir que problemas reais sejam reconhecidos.
Muitas vezes, quem desfruta de determinados privilégios não percebe as barreiras enfrentadas por outras pessoas. Reconhecer essas desigualdades não significa atribuir culpa a todos, mas compreender a realidade e contribuir para transformá-la.
Há também quem defenda a igualdade nas redes sociais e nos palanques, mas não demonstre o mesmo compromisso na vida cotidiana.
É a chamada virtude de fachada: defender publicamente uma causa sem disposição para rever atitudes e práticas que mantêm as desigualdades.
A verdadeira luta pela igualdade exige coerência. Não basta aplaudir a diversidade; é preciso combater a exclusão, oferecer oportunidades justas e tratar todos com dignidade.
Defender a igualdade é fácil quando ela não exige nenhuma mudança. O verdadeiro compromisso começa quando precisamos rever nossas próprias atitudes e privilégios.
Ao terminar suas anotações, o motorista peregrino compreendeu que seu caderninho guardava muito mais do que histórias de passageiros. Guardava perguntas sobre o Brasil, suas desigualdades e a maneira como as pessoas se relacionam.
Suas experiências não permitiam julgar uma classe social inteira, mas ofereciam motivos para refletir sobre os preconceitos que, muitas vezes, se escondem nas atitudes mais corriqueiras.
A grande questão não é descobrir quem é melhor ou pior, mas entender por que a cor da pele, o endereço, a profissão ou a condição econômica ainda influenciam a maneira como tratamos alguém.

Talvez a transformação comece quando deixamos de procurar preconceitos apenas nos outros e passamos a examinar nossas próprias atitudes.
Afinal, é fácil condenar a discriminação quando somos espectadores. Difícil é reconhecê-la quando ela aparece em nossas próprias palavras e escolhas.
E o motorista peregrino encerrou suas anotações com uma pergunta para o leitor:
Se todos merecem respeito, por que ainda permitimos que a cor da pele, o endereço, a profissão ou a condição social determinem a maneira como alguém é tratado?
Talvez a resposta não esteja apenas nos livros, nas leis ou nos discursos, mas também na próxima pessoa que encontrarmos pelo caminho.
Peregrino Nino Carneiro

Veja a alegria e a disposição com que os trabalhadores voltam das férias para suas rotinas compulsivas. Mergulham no seu trabalho com tranquilidade e alegria, porque o trabalho abafa algo mais sinistro. Os homens têm que ficar protegidos contra a realidade.


(Ernest Becker)

Calúnia, injúria e difamação onde a deficiência sensorial se manifesta de forma expressiva. Mas o tempo muda, assim como o discernimento de pessoas incapacitadas. Livre-arbítrio para escolherem os próprios aprendizados, mas os ambientes sofrem influências energéticas. Porém como ter sabedoria de vida, se o fanatismo foca apenas em um ensinamento passado?

Não permita que os problemas de amanhã roubem a paz que ainda existe em hoje. A vida não exige que você carregue o peso de todos os dias de uma só vez; ela só pede que você encontre forças para atravessar o dia que está diante de você. Respire, confie e siga. Porque, às vezes, a maior vitória não é resolver tudo o que nos aflige, mas silenciar o caos dentro de nós e descobrir que, mesmo sem ter todas as respostas, ainda podemos encontrar paz no caminho.

O futebol é um esporte inventado para divertir as pessoas. Ele não existe para ser visto só pelos números, mas pelas sensações que causa.


(Marcelo Bechler)

O detalhe irônico do estreitamento provocado pela neurose é que a pessoa procura evitar a morte, mas o faz anulando tanto de si mesma e um espectro tão grande de seu mundo de ação, que, na realidade, se isola e se diminui, ficando como se estivesse morta.


(Ernest Becker)

Não há nada que mais atemorize uma ditadura do que a espontaneidade dos seus cidadãos.


(João Pereira Coutinho)

A política de cotas não promove igualdade.
Ela institucionaliza a vingança dos medíocres contra os capazes, trocando mérito por privilégio e competência por pertencimento.

Esquecem das tentações superadas, mas acreditam nas ofertas inesperadas.
Críticas que julgam erroneamente os semelhantes, demonstrando as incapacidades das verdades de uma Bíblia primitiva.

Porém as almas não foram ensinadas a perceberem os tempos atuais, e passam a destruir à vida dos próximos.
Abusos e manipulações espirituais descritos na literatura específica, mas vivem na cegueira emotiva.

E assim repetem os atos espirituais, demonstrando uma incapacidade racional. Limite que influência as cabras, na infinita junção de um rebanho de Hades.

A Maldade não escolhe Lugar.

Hipocrisia de uma espiritualidade deficitária, cuja as almas foram doutrinadas por intelectos deturpados.
Fanatismo pela matéria, onde os animais formaram vossas épocas.

E assim acreditam nas simpatias, cuja as oferendas são de verdadeira perda monetária.
Desesperos pela recuperação das energias despendidas,
mas o crônometro demonstra outras vidas.

Universo que se molda perante as ideologias,
e o planeta se mostra interligado aos pensamentos.
Futuro de incertezas,
onde as atitudes mal interpretadas,
só provocaram desgraças reveladas.

A beleza de voltar para si mesma


Sobre liberdade, recomeços e a arte de viver em paz.


Há momentos na vida em que olhamos ao redor e percebemos que, depois de tantas chegadas, partidas, expectativas e experiências, voltamos a um lugar que, de alguma maneira, sempre foi nosso ponto de partida.


Estou novamente com minha avó, como nos primeiros capítulos da minha história. A vida aconteceu, pessoas passaram, relações foram construídas e algumas se desfizeram. No caminho, acumulei experiências, decepções, aprendizados e lembranças. E cá estou, novamente ao lado dela, mas já não sou a mesma menina de antes. Carrego comigo uma bagagem que o tempo, as escolhas e as experiências me ajudaram a construir.


E sabe o que descobri? Não há tristeza em retornar à origem quando levamos conosco uma nova maneira de enxergar a vida. Há, na verdade, uma paz imensa em reconhecer o lugar ao qual pertencemos e perceber que não precisamos estar cercados de pessoas para nos sentirmos completos.


Hoje, compreendo que as pessoas são o que são. Cada uma carrega sua própria história, seus valores, suas feridas, seus aprendizados e sua maneira particular de interpretar o mundo. Nem todos enxergam a vida como eu, atribuem o mesmo significado às relações ou compreendem os sentimentos da mesma maneira. E tudo bem.


Minhas expectativas são minhas, construídas a partir da minha maneira de perceber a realidade. O outro, por sua vez, age de acordo com aquilo que conhece, acredita e consegue oferecer. Isso não significa que devo aceitar qualquer comportamento, mas que posso compreender as diferenças sem abandonar meus próprios valores.


Aprendi que não preciso transformar as pessoas naquilo que imagino que elas sejam. Preciso conhecê-las, observar suas atitudes e permitir que o tempo revele quem realmente são.


Também compreendi que gostar de alguém não significa entregar a essa pessoa o controle da minha paz. Posso construir vínculos sem fazer deles o centro da minha existência. Posso desejar a permanência de alguém sem temer tanto a partida. Posso acolher quem chega, respeitar quem decide ir embora e continuar vivendo.


Não quero mais preencher os espaços da minha vida apenas porque estão vazios. Alguns serão ocupados, talvez. Outros poderão permanecer assim, e não há problema nisso. Não tenho pressa. Hoje, entendo que cada espaço merece ser cuidado com consciência, e que nem toda presença representa um acréscimo àquilo que já construí.


Minha vida não está à espera de alguém para começar.


Ela já acontece.


Acontece quando estou sozinha e posso organizar meus pensamentos sem interrupções. Quando caminho livremente, observo as pessoas, sorrio para alguém e sigo meu caminho sem me preocupar com julgamentos. Quando escolho onde ir, o que fazer e como aproveitar meu tempo. Quando posso simplesmente existir sem sentir que preciso explicar minhas escolhas ou prestar contas da minha intimidade.


Essa liberdade me proporciona uma paz difícil de descrever. Não porque eu tenha deixado de gostar das pessoas, mas porque descobri o prazer de estar comigo mesma.


Gosto de ter companhia quando ela faz sentido, mas também gosto da minha solitude. Não preciso transformar todos os momentos em experiências compartilhadas para que sejam especiais. Há coisas que posso descobrir sozinha, pensamentos que amadurecem no silêncio e alegrias que não precisam de testemunhas para serem verdadeiras.


E, entre tantos momentos que dão sentido à minha vida, estão aqueles em que rezo com minha avó. Neles, encontro o aconchego da nossa história, a força da fé e a beleza de compartilhar algo que ultrapassa as palavras. Minha relação com Deus me ajuda a olhar para a vida com mais serenidade e a compreender que nem tudo precisa acontecer no meu tempo ou conforme minhas expectativas.


Talvez uma das maiores mudanças que experimento seja justamente esta: já não quero viver esperando que grandes acontecimentos me tragam felicidade.


Durante muito tempo, podemos acreditar que a vida começará a sorrir quando realizarmos determinado sonho, encontrarmos alguém especial ou alcançarmos aquilo que tanto desejamos. Entretanto, enquanto esperamos, muitas bênçãos já acontecem diante dos nossos olhos.


Elas estão na tranquilidade de um dia comum, na presença de quem amamos, na oportunidade de estudar, na possibilidade de descobrir algo novo, na oração que acalma o coração e até mesmo na liberdade de sair de casa e contemplar o mundo.


Às vezes, esperamos tanto pelas grandes alegrias que nos esquecemos de reconhecer as pequenas bênçãos que já fazem parte da nossa caminhada.


Hoje, quando olho para a minha vida, percebo que ela está sorrindo para mim todos os dias. Não porque tudo seja perfeito, nem porque todas as minhas vontades tenham sido atendidas, mas porque aprendi a reconhecer o valor daquilo que já existe.


Continuo tendo sonhos, desejos e curiosidades. Quero aprender, conhecer lugares, experimentar coisas novas e descobrir aspectos de mim mesma que ainda desconheço. Quero continuar me encantando com a natureza, com as pessoas que fazem bem à minha existência e com as surpresas que a vida pode reservar.


Mas já não quero fazer do futuro uma condição para apreciar o presente.


Se um dia alguém chegar e fizer sentido permanecer, haverá espaço para compartilhar essa caminhada. Não precisará me salvar da solidão nem me ensinar que minha vida tem valor. Será alguém com quem poderei dividir a beleza de uma vida que já existe, sem precisar abandonar a mim mesma para construir uma história a dois.


E, se esse encontro não acontecer, a vida continuará tendo muito a me oferecer.


Porque minha felicidade não precisa depender de uma presença específica, e minha história não perde o significado quando alguém deixa de fazer parte dela.


Quero continuar aprendendo a amar sem me abandonar, a acolher sem me anular, a respeitar sem ultrapassar meus próprios limites e a compreender que a liberdade também exige responsabilidade pelas escolhas que faço.


Não preciso controlar tudo, prever todas as despedidas ou me proteger de cada possível decepção. Posso agir com prudência e ainda me permitir ser surpreendida. Posso preservar minha paz sem fechar o coração. Posso reconhecer que algumas experiências do passado me ensinaram a escolher melhor, sem permitir que elas determinem tudo o que viverei no futuro.


Afinal, amadurecer não é deixar de sentir. É aprender a lidar com os sentimentos sem permitir que eles decidam sozinhos os rumos da nossa vida.


Hoje, percebo que voltar ao ponto de partida não significa retroceder. Às vezes, significa retornar àquilo que é essencial, mas com olhos diferentes, mais consciência e uma compreensão mais profunda de nós mesmos.


Estou aqui, ao lado da minha avó, vivendo minha história, cultivando minha fé e aprendendo a apreciar a vida que tenho.


Não estou esperando que alguém chegue para começar a viver. Estou vivendo, descobrindo, aprendendo e me encantando com o mundo.


E, quando a vida me sorrir de uma maneira inesperada, quero estar atenta para reconhecer esse sorriso. Mas, enquanto ele não vem na forma que imagino, não deixarei de perceber todos os outros que já recebo diariamente.


Porque, pensando bem, a vida já está sorrindo para mim.


E eu também estou aprendendo a sorrir de volta.


Que eu nunca esteja tão ocupada esperando pelas grandes bênçãos que me esqueça de agradecer pelas pequenas alegrias que já fazem morada na minha vida.


Que eu tenha sabedoria para acolher o que chega, serenidade para respeitar o que parte e liberdade para continuar sendo quem sou.


Que minha fé permaneça firme, que meu coração continue sensível e que minha consciência me ajude a fazer escolhas cada vez mais alinhadas com aquilo em que acredito.


E que eu nunca me esqueça de que a vida não precisa estar cheia de pessoas para estar cheia de significado.


Às vezes, tudo o que precisamos é de paz, fé, liberdade, amor e coragem para continuar descobrindo a beleza de existir.


A vida é surpreendentemente linda. E eu ainda tenho muito a descobrir sobre ela e sobre mim mesma.

Construa em silêncio, fortaleça-se longe dos olhares e deixe que o tempo revele aquilo que as palavras jamais conseguiriam provar. Afinal, quem precisa anunciar a própria grandeza ainda busca reconhecimento; quem conhece o próprio valor não faz barulho — cria raízes, cresce nas sombras e, quando floresce, transforma sua existência em uma resposta que ninguém pode contestar.

quando eu estiver preso, com as mãos amarradas, camisol de força lona grossa
o eco do silêncio batendo nas paredes internas
do que a gente chama de consciência, localizado em alguma parte do funcionamento esquisito o cérebro
quando não restar mais nada, somente eu
e a minha vontade excomungada nada reprimida de continuar existindo em algum plano, dimensão essa que interpretamos como quiser nada disso importa.
quando tudo for branco, em cima baixo lado outro, quando o despertar não vier, a expectativa morta, esperança é só uma palavra a mais no dicionário, quando isso acontecer
estarei tocando guitarra imaginária, sem os movimentos é lógico, aquela música vou estar cantando em looping até minhas cordas vocais alternarem entre acertar e errar o tom, o olhar fixo pra baixo, nada enxergo no meu quadrado, apenas escuto a melodia enquanto minha caixa vazia aumenta o volume, bebé. bebé. não estarei em tormento, pelo contrário, encontrei a liberdade em lar próprio
onde tudo e nada acontece ao mesmo tempo. onde nada poderá machucar como o dano que a projeção feita nas pessoas me marcou um dia. só eu e os backing vocals de fundo, livre de qualquer propósito criado pelo status quo. agradeceria antes do delírio pela forma que decidiram me proteger
de mim, do mundo
das razões pela qual me levam a questionar o sentido de tudo
bebé. bebé. D maior compasso a 76bpm
C - Am - G - F
- o que te fez pensar que eu me importava de verdade?
como posso me sentir tão errado levando o caminho certo. o que me custa acreditar em sonhos não vividos¿ bebé.
como faz tanto sentido reverberar e colocar em câmera lenta tudo isso, eu ainda estou com os braços amarrados, babando enquanto tento acertar as notas no meu eterno descanso mental. bebé.

A estupidez faz o ser humano cultivar ódio direcionado, muitas vezes sem sequer conhecer a causa que diz defender.
E assim, enquanto os extremistas gritam, se atacam e tentam se impor pela arrogância, não percebem que o próprio barulho que fazem se transforma na cortina perfeita para que o moderado cresça em silêncio.
Ironia das ironias: muitas vezes, é alimentado justamente por aqueles que idolatram a arrogância.
É assim que enxergo parte do tabuleiro da geopolítica e seus extremistas fanáticos.
No Brasil, há petista que não suporta bolsonarista e bolsonarista que boicota comércio de petista. Há brasileiro que se declara "patriota," critica o governo por causa da “taxa das blusinhas” e, ao mesmo tempo, corre para comprar na Shein, Shopee, Temu ou AliExpress.
"Patriotas" que, enquanto gritam contra o “dragão comunista”, ajudam a alimentá-lo com o próprio suor e depois reclamam que a indústria nacional está perdendo espaço.
Talvez o problema não seja apenas esquerda ou direita.
Talvez seja não saber onde estamos pisando enquanto gritamos para o outro olhar onde pisa.
No tabuleiro, enquanto os fanáticos brigam pelas peças, alguém pode estar tranquilamente escolhendo quem fica com o tabuleiro..... Algo para se pensar. Eu não posso escolher um lado se sou apenas mais uma peça desse jogo manipulada pela ignorância humana.
𝓙𝓾𝓻𝓾𝓷𝓪

Aprendi sozinho que o Amor nasce com um olhar, só sabe disso quem ama de verdade, mas, aprendi sozinho também, que nada mata o Amor, nem o desprezo, nem a ausência, nem a distância e muito menos o Ódio...


Da série:


Sobre 
         Muito 
                  Mais
                          Amor.

Nuestro Amor


"No siempre cuando nos vamos dejamos de amar.
A veces, es porque, en el transcurso de los años, aprendemos a amarnos más — aunque continuemos amando también al otro — Buen viaje!"


Castaneda Vignom, "O espanhol"

Inserida por MarceloHB

"Olhos atentos no horizonte com cores ofuscantes,
cujo o céu parece uma obra de arte estonteante.


Sons que atravessam o momento,
onde se expressa uma sinfonia.
Entonações de ritmo variável,
e o coração pulsa em um compasso de incertezas.


Nisso surge uma outra imagem,
no cenário de paisagem contemplativa.
Brilho intenso no mar,
e pensamos no espaço sideral."

..."Dans ce silence amer,
j'ai décidé de pardonner
Les erreurs qu'on peut faire
à trop s'aimer"...


Lara Fabian

Inserida por MarceloHB

⁠Às vezes, o Barco resolve balançar um pouquinho mais, só para nos lembrar que o Filho do Homem tem Autoridade até sobre a Tempestade.


Quando eu era mais Medo que Fé, olhava mais para as águas agitadas…


Agora, sendo mais Fé do que Medo, já posso Vê-lo — vindo ter comigo, caminhando por sobre as águas!


Aos meus — consanguíneos e em Cristo — tende bom ânimo!


Ele sempre está agindo!


Porque há Tempestades que não chegam para anunciar a nossa ruína, mas para revelar, de maneira mais profunda — Quem verdadeiramente governa o Barco.


Há momentos em que o Senhor não acalma imediatamente o vento, não porque tenha perdido o controle, mas porque também deseja transformar o nosso olhar.


A Tempestade, que antes ocupava todo o horizonte, começa a perder a sua grandeza quando os nossos olhos aprendem a reconhecer Aquele que vem ao nosso encontro.


A Fé não é a ausência de ondas, tampouco a garantia de que nunca sentiremos Medo.


Fé é aprender que a dimensão das ondas, da turbulência, não determina o tamanho do nosso Deus.


É compreender que, mesmo quando não conseguimos discernir os Seus movimentos, a aparente ausência de intervenção não significa ausência de ação.


Pedro, ao caminhar sobre as águas, descobriu que era possível dar passos extraordinários enquanto os olhos permaneciam em Cristo; mas também descobriu como o Medo pode ganhar voz quando a força do vento passa a ocupar o centro das atenções.


Talvez amadurecer espiritualmente seja justamente isso: não fingir que o vento não existe, mas recusar-se a tratá-lo como se fosse soberano.


E há algo ainda mais precioso: antes de Pedro clamar, Jesus já estava ali.


Antes da mão do Mestre segurá-lo, a presença do Mestre já rompia a distância.


Antes do mar se aquietar, Cristo já era Senhor sobre ele.


Por isso, aos meus — consanguíneos e em Cristo — digo: tende bom ânimo!


Não façam da Tempestade a interpretação definitiva da própria história.


Não confundam demora com abandono, silêncio com indiferença, nem águas agitadas com a falência das promessas de Deus.


Nem sempre saberemos por que o barco balança tanto; nem sempre compreenderemos os caminhos pelos quais o Senhor nos conduz.


Mas podemos descansar nesta certeza: o vento não tem a última palavra, o mar não estabelece os limites de Cristo, e a Tempestade jamais ocupará o Trono que pertence ao Senhor.


Que, nos dias de calmaria, sejamos gratos.


Nos dias de Vento Forte, sejamos perseverantes.


E, quando as ondas tentarem roubar-nos a visão, a atenção, que a nossa alma se lembre de olhar novamente para Jesus.


Porque a nossa segurança definitiva nunca esteve na estabilidade do barco, mas na soberania d’Aquele que tem Autoridade até sobre o mar.


O Barco pode balançar.


O Vento pode soprar.


As Águas podem se levantar.


Mas Cristo continua sendo o Senhor.


E, se Ele vem ao nosso encontro caminhando por sobre aquilo que nos ameaça, então até a Tempestade pode se tornar cenário de uma grande revelação: aquilo que para nós parece impossível continua debaixo dos Seus pés.


Tende bom ânimo.


Ele está presente.


Ele reina.


Ele sempre está agindo!


Amém?