Pensamentos Mais Recentes
Não é falta de coragem, nem vontade de parar,
é que existem certas dores que nos cansam de lutar.
Quem aponta o dedo esquece, no conforto do seu chão,
que ninguém conhece o peso que carrega outro coração.
A princípio, eu anuncio
O fim
Do começo ao meio
No dia a dia do fim da meada
Meus pensamentos se entrealinham.
Nas entrelinhas do meu viver
Onde eu não vejo a saída.
De todo o início
Que tem um fim .
Em todas as direções
agradeço o berço,
por todas as estações
rendo culto e apreço.
Por trilhas terenas
as bocaiúvas serenas
à quase resistem:
as utopias persistem.
Um milésimo de segundo
Sou como asfalto quente em dia de calor. Absorvo tudo à minha volta:
cansaço,
rotina,
2.192,19$
um emprego sem benefícios,
segunda a sexta,
contrato político.
Deve ser por isso
que estou nervosa para a prova do concurso:
inflação,
dor no pescoço,
a louça por lavar,
ele não gostou da panqueca de banana.
Acho que tenho dificuldade
de aceitar que discordem de mim,
principalmente quando se trata
do homem que escolhi
para dividir a minha cama,
os meus dias de dor,
angústia
e raiva.
Apesar de tudo isso,
da vida
e do cotidiano
de uma mulher de 26 anos
que está aprendendo a viver,
tenho muita expansividade.
Sinto o toque da chuva,
o ardor dos raios de sol
pela janela do carro
Danço de calcinha
e sozinha,
lavando a louça.
São momentos assim
que fazem a vida valer a pena:
um milésimo de segundo
de insanidade.
Por que?
Com uma certa frequência tenho vivido sonhos acordado, mas nem sempre foi assim,
Outrora, naveguei em dias assombrosos, ouve do mundo os nãos amargos, vi a sobrevivência quase virar pó, porém os caminhos e as decisões ensinam e punem,
Dias vão e vêm, pensamentos vêm e vão, memorias se escondem e as vezes ligam o sinal de alerta,
Quantos desvios da morte, em quantas esquinas quase fui atropelado pelo inesperado ou o que poderia ser inevitável, no entanto os escudos invisíveis e as razões ocultas me protegeram ou me libertaram,
Entre o pecado e o perdão a um limite que não sabemos identificar, apenas presenciamos o momento para depois nos ajoelharmos em preces ou refletirmos sem entender os por quês,
São avisos, são livramentos, ou o que?
Qual o propósito?
É apenas obra do destino?
Eu já fui torcedor fanático por futebol. Até que percebi que quando meu time perdia, os jogadores perdiam uma partida e eu perdia o sono. Essa percepção mudou minha forma de assistir às partidas da vida. Hoje não desperdiço meu sono com o que não vale um bocejo. Não é sobre futebol..."
𝓙𝓾𝓻𝓾𝓷𝓪j.
Direito é, sobretudo, segurança jurídica, marcada pela legítima confiança e pela previsibilidade de condutas
O Direito Processual não é um mero sistema abstrato de normas processuais e procedimentais, nem se resume a um instrumento de divagações intelectuais e de especulações teóricas, mas uma disciplina que lida com a prática e exige soluções concretas
Recuperação
Doeu sim, a distância entre nós marcou território no meu coração,
Aqui no meu retiro mental no alto das montanhas tenho a segurança de dias calmos e reflexivos, pois tenho a companhia do ar puro, da vista para o mar e da amizade de duas ovelhas,
A casa com telhado de vidro e a grama bem cuidada pelo sereno saldável das manhãs dão o compasso para a calmaria,
Ter como vizinhos apenas as montanhas ao lado e o sol em curtos períodos durante o dia revelam o quão silencioso e vantajoso é este ambiente para uma recuperação interior,
A noite cai, a fogueira está acesa, o milho tá quase no ponto, agora é só apreciar o mar e as estrelas sem pensar em nada mais.
Às vezes, perceber que sua presença não faz diferença é a maneira que a vida encontra de te mostrar que você está tentando pertencer a um lugar que não é seu.
Em tempos de estranho relativismo, a autocontenção judicial, quase sempre invisível aos olhos da mídia e da sociedade, ainda é a regra, que não pode se deixar seduzir pelos encantos traiçoeiros da seletiva exceção ativista, para o bem do próprio Judiciário, do pluralismo político e da democracia
Juiz não legisla, nem sob a escusa: de concretizar princípios ou direitos fundamentais programáticos, de fazer um pseudo-controle de constitucionalidade, transformando questões infraconstitucionais (ou constitucionais por reflexo) em questões diretamente constitucionais, ou ainda, transformando o controle de constitucionalidade em mero juízo de razoabilidade, de proporcionalidade ou de ponderação; da vedação ao non liquet ou de suprir uma suposta omissão ou atuação deficiente de outro Poder
"O Supremo Tribunal Federal é instituição essencial à República, e é justamente por isso que a autocontenção processual e o respeito à técnica não são entraves, mas condições de sua preservação. Zelar pelas regras do processo é zelar pela autoridade da própria Corte"
Como navalha na carne é o que sentimos nas verdades que ouvimos das palavras que não foram direcionadas a nós. Dói duas vezes por causa da angústia da dúvida...
𝓙𝓾𝓻𝓾𝓷𝓪j.
“O verdadeiro aprendizado do Reiki exige paciência, disciplina, dedicação e perseverança. Não tenha pressa em conquistar níveis e títulos, nem negligencie seus estudos e suas práticas. Mais importante do que alcançar o Mestrado do Reiki é adquirir o conhecimento, a maturidade e a sabedoria necessários para honrá-lo.”
“O verdadeiro aprendizado não se conquista com pressa, mas com paciência, disciplina, dedicação e perseverança. Mais importante do que alcançar um título é adquirir o conhecimento e a maturidade necessários para honrá-lo.”
Qual é a sua caixa?
Imagine que você está dentro de uma caixa.
Talvez, quando criança, você já tenha entrado em uma caixa de papelão para brincar de se esconder. Naquela época, era apenas uma brincadeira. Você entrava, se escondia e esperava que alguém viesse te encontrar. O mundo parecia simples o suficiente para que você acreditasse que, em algum momento, alguém abriria aquela caixa e te tiraria de lá.
Agora, imagine que você cresceu, mas ninguém voltou para te encontrar.
O tempo passou. Você deixou de ser criança, amadureceu, aprendeu algumas coisas sobre a vida e se tornou alguém diferente de quem era quando entrou naquela caixa. Você cresceu por dentro, seus pensamentos se expandiram, seus sonhos mudaram e suas necessidades já não são as mesmas. Mas, apesar de todas essas transformações, você continua ali, no mesmo lugar em que se escondeu quando ainda não sabia muito sobre o mundo.
E é aí que o problema começa.
Quanto mais você cresce, menor a caixa parece. O espaço que antes era suficiente começa a apertar. Aquilo que um dia parecia confortável passa a sufocar. As paredes, que antes não representavam ameaça alguma, agora parecem se aproximar cada vez mais, limitando seus movimentos, dificultando sua respiração e tornando cada dia um pouco mais difícil de suportar.
Mas por que você simplesmente não sai?
Talvez porque, quando entrou, só tenha aprendido a se esconder. Talvez porque nunca tenham te ensinado que você poderia sair por conta própria. Você entrou esperando que alguém viesse te encontrar, que alguém percebesse sua ausência, abrisse a caixa e te conduzisse para fora. E, enquanto esse alguém não chega, você continua esperando.
Os dias passam. Depois, os meses. Talvez os anos.
E você permanece ali, esperando ser encontrado, sem perceber que a vida continua acontecendo do lado de fora. Enquanto isso, a caixa se torna cada vez mais apertada, não necessariamente porque suas paredes mudaram, mas porque você já não é a mesma pessoa que era quando entrou.
Talvez o mais doloroso não seja estar dentro da caixa, mas perceber quanto tempo você passou esperando por alguém que nunca veio. E, pior ainda, perceber que talvez você nem saiba por onde começar a sair, porque passou tanto tempo esperando ser salvo que nunca aprendeu a procurar uma saída.
Agora, pare por um instante e pense: qual é a sua caixa?
Talvez seja um relacionamento no qual você já não se reconhece. Um ambiente familiar que limita quem você é. Uma versão antiga de si mesmo à qual continua tentando corresponder. Um medo que te impede de experimentar o novo. Uma situação que já não te faz bem, mas da qual você não consegue se desvencilhar. Ou, quem sabe, uma vida que um dia fez sentido, mas que já não comporta a pessoa que você se tornou.
Quantas vezes permanecemos em lugares que já não nos cabem simplesmente porque foram os primeiros lugares que conhecemos? Quantas vezes confundimos familiaridade com segurança e acabamos permanecendo em situações que nos machucam apenas porque não sabemos o que existe do outro lado?
E há uma pergunta ainda mais difícil: há quanto tempo você está dentro da sua caixa, esperando que alguém perceba o seu sufocamento e venha te salvar?
É importante reconhecer que sair nem sempre é simples. Não basta ouvir que precisamos mudar para que, de repente, encontremos forças, coragem ou condições para fazer isso. Existem medos, dependências, limitações e feridas que tornam o caminho para fora muito mais complicado do que parece para quem observa de longe.
Às vezes, a caixa é tudo o que conhecemos. Mesmo quando nos machuca, o desconhecido pode parecer assustador demais. E, diante da incerteza, permanecer onde estamos pode parecer menos doloroso do que arriscar uma mudança cuja consequência não conseguimos prever.
Por isso, não se trata de culpar quem ainda está dentro da caixa. Tampouco de fingir que todas as pessoas possuem as mesmas condições para sair dela. Existem situações em que precisamos de apoio, acolhimento, recursos e ajuda para encontrar uma passagem que, sozinhos, talvez não conseguíssemos enxergar.
Mas existe uma diferença entre reconhecer que precisamos de ajuda e acreditar que somente outra pessoa pode nos tirar de onde estamos.
Talvez essa seja uma das lições mais difíceis da vida: compreender que nem sempre alguém virá nos encontrar. Nem sempre alguém perceberá o que estamos vivendo, compreenderá a dimensão da nossa dor ou saberá exatamente do que precisamos. Às vezes, as pessoas simplesmente não percebem. Outras vezes, não sabem como ajudar. E, em determinadas situações, por mais que desejem nos ajudar, elas não podem fazer por nós aquilo que precisamos construir dentro de nós mesmos.
Isso não significa que devemos enfrentar tudo sozinhos, nem que pedir ajuda seja sinal de fraqueza. Significa apenas que não podemos depender exclusivamente de sermos encontrados para começar a procurar uma saída.
Talvez você não consiga sair da caixa hoje. Talvez ainda não saiba como abrir suas paredes, romper seus limites ou dar o primeiro passo em direção ao desconhecido. Mas reconhecer que está ali já pode ser o começo de alguma coisa. Porque é difícil procurar uma saída quando sequer percebemos que estamos presos.
E, depois de perceber, talvez seja necessário aprender o que ninguém nos ensinou: que podemos tentar, que podemos pedir ajuda, que podemos errar no caminho e que não precisamos ter todas as respostas antes de começar a mudar.
Afinal, não é sobre caixas.
É sobre os lugares, os momentos, os padrões e as situações em que permanecemos mesmo depois de deixarem de nos caber. É sobre as versões de nós mesmos que continuamos tentando sustentar, os medos que nos mantêm paralisados e as esperanças que depositamos em pessoas que talvez nunca venham.
É sobre entender que crescer também significa reconhecer quando precisamos deixar para trás aquilo que já não acompanha quem nos tornamos. E que, às vezes, a saída não aparece porque continuamos olhando para a mesma parede, esperando que alguém a derrube por nós.
Talvez seja necessário olhar para cima. Procurar uma fresta. Experimentar uma abertura. Pedir uma mão. Ou simplesmente admitir, pela primeira vez, que não queremos mais permanecer ali.
Porque, quando você cresce, nem sempre é o mundo que se torna pequeno. Às vezes, é o lugar onde você insiste em permanecer que já não comporta a pessoa que você se tornou.
E talvez a pergunta mais importante não seja por que ninguém veio te tirar da caixa, mas o que você pode fazer agora que finalmente percebeu que está dentro dela.
Se você já reconheceu a sua caixa, mas ainda não sabe como sair, o que te resta fazer?
Talvez a resposta não esteja em esperar que alguém venha te salvar, nem em exigir de si mesmo uma força que ainda não possui. Talvez esteja em começar a aprender aquilo que nunca te ensinaram: como encontrar uma saída, mesmo sem saber exatamente o que existe do outro lado.
**E se a saída não for esperar que alguém nos salve, mas aprender aquilo que nunca nos ensinaram: como sair?**
As pessoas confundem não conseguir com não querer porque é muito mais fácil julgar o resultado do que compreender tudo o que existe por trás dele.
A dignidade humana transforma o indivíduo de objeto da autoridade em fundamento de legitimidade do poder.
O constitucionalismo é uma tentativa histórica de converter liberdade política em estrutura jurídica duradoura.
