Pensamentos Mais Recentes

Quando a lei protege a violência do poderoso, ela deixa de ser escudo da sociedade e se torna sua arquitetura de medo.

O Direito é a memória institucional de uma humanidade que descobriu que a força não produz verdade.

Toda vingança deseja um culpado; toda justiça procura compreender o dano sem multiplicá-lo.

O Direito nasce quando a sociedade decide que sofrer uma injustiça não autoriza cometer outra.

A violência contra o corpo termina quando a violência contra a dignidade deixa de ser tolerada.

Nenhuma ordem jurídica é verdadeiramente civilizada enquanto a dignidade depender da força de quem a reivindica.

O poder sem limites transforma a lei em instrumento; o Direito com limites transforma o poder em servidor.

A justiça não pergunta apenas quem venceu a luta; pergunta por que alguém precisou lutar para ser reconhecido.

Toda violência institucional começa com uma pequena exceção concedida à dignidade de alguém.

A maior vitória do Direito não é punir o violento, mas tornar desnecessária a violência como linguagem política.

Quando a punição humilha, a justiça deixa de corrigir o dano e começa a reproduzi-lo.

Tédio


Tédio...
pra vida não há remédio,
drama dos dias divididos,
mal vividos,
desiludidos.
silêncio que ecoa no vazio,
sombras de um tempo perdido.
Trama da vida,
mil começos,
nenhuma saída...
vida demasiadamente longa,
demasiadamente breve,
(des)afortunadamente,
quem a escreve sabe o que escreve

O Direito é a invenção de uma sociedade que decidiu substituir o golpe pelo argumento.

Infelizmente, as pessoas dizem não gostar de política. Eu também não gosto, mas não me omito, muito menos deixo de me indignar. Quando as pessoas se omitem, elas simplesmente se voltam para uma afinidade que não existe, para uma narrativa que as lesa e para uma indignação superficial, mas depois dizem que político é tudo igual, sem assumirem a própria irresponsabilidade.

A incerteza e a esperança do amanhã


A vida nos oferece dois caminhos que caminham lado a lado: a incerteza do amanhã e a esperança de vivê-lo.


Não sabemos o que o futuro nos reserva. Fazemos planos, sonhamos, imaginamos encontros, conquistas, recomeços e tantas histórias bonitas que ainda gostaríamos de viver. Entretanto, não temos sequer a certeza de que estaremos aqui para testemunhar tudo aquilo que planejamos.


E, mesmo assim, esperamos.


Esperamos viver dias melhores, conhecer pessoas, realizar sonhos, descobrir novos caminhos e escrever capítulos que ainda não existem. A esperança talvez seja justamente isso: continuar acreditando na possibilidade de um amanhã que não nos foi prometido.


A vida é frágil e imprevisível, mas isso não precisa nos impedir de sonhar. Pelo contrário, talvez seja justamente a consciência de que o tempo é incerto que torne cada possibilidade tão preciosa.


Não sabemos se viveremos todas as histórias que imaginamos. Mas enquanto houver vida, podemos continuar esperando por elas, fazendo planos e caminhando em direção ao que desejamos.


Porque viver também é isso: não ter certeza do amanhã, mas ainda assim guardar no coração a esperança de que ele trará lindas histórias para contar.

Uma lei injusta pode ser válida perante o Estado e ainda assim permanecer culpada perante a consciência.

A violência é o argumento de quem pretende encerrar a conversa antes que a razão possa respondê-lo.

A civilização começa quando o poder aceita perder uma disputa sem destruir o adversário.

Amor da minha vida


Amor da minha vida,
por que me deixou partir?
Agora aqui sozinha
não consigo mais sorrir.
a insônia insiste em surgir.
No silêncio da noite fria,
minha alma quer se esconder,
mas o vazio que você deixou
não me deixa mais esquecer.
Amor da minha vida,
minha mais triste despedida,
chega a noite
toda noite
insônia me convence que a força do amor nem sempre vence.

Toda sociedade revela sua concepção de justiça pela violência que tolera em nome da ordem.

O Direito não elimina a força; ele transforma a força em responsabilidade.

Pés machucados


Saí pra caminhar,
nas ruas desertas desta cidade,
sem olhar o sinal,
sem sentir o tempo passar,
sem querer voltar...
Saí pra caminhar,
nas ruas desertas desta cidade,
onde o silêncio embala meus pensamentos,
e a insônia a me rondar em passos lentos.
Cada estrela é um sussurro no escuro,
velando meus sonhos adormecidos,
na esperança de um novo amanhecer.
Andei sem rumo,
milhas e milhas,
dias e dias...
não sei mais quanto tempo faz...
O caminho de volta
encontrar não sou mais capaz...
Andei sem rumo,
milhas e milhas,
dias e dias...
A noite se estende,
silenciosa, fria,
onde o sono se esconde,
tecendo sonhos fugidios,
na dança lenta da insônia.
Andei... ando sempre andando,
sigo caminhando,
sem rumo, sem direção
vou continuar
até a dor dos meus pés
ser maior que a do meu coração.

A primeira vítima da violência jurídica é sempre a ideia de que todos pertencem à mesma humanidade.

Onde a força decide quem tem razão, o Direito já chegou tarde.

A lei pode conter a violência, mas somente a justiça pode retirar dela sua legitimidade.