Pensamentos Mais Recentes
Existem relacionamentos que aproximam duas pessoas e outros que afastam cada uma delas de si própria.
A pior forma de solidão talvez seja estar acompanhado por alguém diante de quem já não podemos ser nós mesmos.
O homem livre não pergunta qual vida será mais admirada; pergunta qual vida poderá habitar sem vergonha diante da própria consciência.
Nenhuma tradição deveria possuir autoridade suficiente para transformar uma possibilidade de felicidade em dever existencial.
Não escolher o caminho esperado não significa fracassar; às vezes significa finalmente perceber que o caminho nunca foi nosso.
A liberdade começa onde termina a necessidade de explicar continuamente nossas escolhas a quem não viverá suas consequências.
O homem que transforma sua paz em condição para qualquer relacionamento talvez tenha compreendido algo que muitos descobrem tarde demais: nenhuma companhia vale o preço da própria desintegração.
A solitude é intelectualmente fecunda quando deixa de ser ressentimento contra o mundo e se transforma em investigação sobre si mesmo.
Quem vive para corresponder às expectativas alheias pode chegar ao fim da vida com uma biografia impecável e uma identidade inexistente.
A vida não deve ser medida pela quantidade de pessoas que desejam permanecer conosco, mas pela qualidade da pessoa que conseguimos ser quando ninguém está olhando.
O livro é mudo. não alardeia seu conteúdo, mas nunca perde sua essência, seu cheiro, sua mensagem. Preciso decorar um livro antes que sejam queimados. Qual livro vivo serei? O artista da fome, Metamorfose, O apanhador no campo de centeio?(Walter Sasso)
O indivíduo que conhece seus limites não precisa transformar cada despedida em tragédia nem cada encontro em promessa eterna.
A autonomia não elimina o amor; elimina a necessidade de transformar amor em mecanismo de sobrevivência.
Há homens que procuram uma mulher para completar sua existência quando ainda não começaram a escrever a primeira página dela.
A maturidade afetiva começa quando deixamos de perguntar “quem me salvará?” e começamos a perguntar “que vida estou construindo?”
Ser livre não significa não precisar de ninguém; significa não precisar trair a própria consciência para que alguém permaneça.
O tempo revela uma verdade incômoda: aquilo que parecia indispensável muitas vezes era apenas aquilo a que estávamos habituados.
Aquele que constrói uma vida interessante não precisa transformar o relacionamento em seu único acontecimento extraordinário.
Há uma diferença entre desejar companhia e temer a própria companhia; confundi-las é transformar carência em filosofia.
Quem transforma outra pessoa em seu centro gravitacional aceita, sem perceber, que sua própria órbita seja determinada por uma vontade que não controla.
