Pensamentos Mais Recentes
Quem tem certeza, não precisa provar. Quem é tolo, não para de falar. — Raifran Alencar
Eu não calo porque não sei. Eu calo porque já sei como termina. — Raifran Alencar
No começo, viver sozinho pode parecer assustador, mas de tanto lutar contra as dificuldades, um dia você aprende a vencer. E eu te digo: quando esse dia chegar, você nunca mais vai querer ficar parado, só olhando a vida passar. "O que verdadeiramente somos é aquilo que o impossível constrói em nós."
Alexandre Sefardi
Hoje já não me importo com o ontem, pois tudo encontra-se perto do fim . O relógio não para, o tempo não espera e o amanhã não está garantido para ninguém, hoje quero apenas gente de sorriso largo, de abraço apertado e de olhar carinhoso. Gente que apesar de conhecer minhas piores manias, nunca desista da minha amizade ou do meu amor. Hoje, só levo o peso que eu possa suportar, e nada além do que eu mereça . Boa noite
Aprendam a raciocinar: enquanto Israel contraria o Direito Internacional com políticas de expansão territorial, algumas bolhas da Internet querem desafiar a Constituição para separar a Região Sul do Brasil. Geopoliticamente, não faz sentido: separar-se é enfraquecer-se.
Quando o amor e o desejo de uma mulher se soltam para encontrar os do homem, parece que algo dentro dela se entrega por inteiro. Mulher de postura firme, imponente, mas o melhor de tudo é quando, na hora certa, ela se permite, se abre, e deixa aparecer a menina que existe dentro de dela.
Alexandre Sefardi
ANANINDEUA E LITERATURA
É BOM DE COLHER UM LIVRO
NA ESTANTE E COMÊ-LO.
COM TODAS AS SUAS PÁGINAS
SABOROSAS E NUTRITIVAS.
A CONSCIÊNCIA VAI AGRADECER
E A VIDA POR ISSO.
Eu sei que você ama o cheiro dela, e que gostaria de acordar todos os dias sentindo esse perfume ao seu lado, com ela te abraçando, com um sorriso de quem acabou de acordar dizendo "bom dia". Você acha uma delícia quando ela se perde nos seus olhos, ou quando a risada dela se mistura com a sua, e eu sei que muitas músicas poderiam ser a trilha sonora de vocês dois.
Alexandre Sefardi
Inquilina do Próprio Mar
Dizem que os artistas são dramáticos e transbordam sentimentalismo. Eu não nasci com dons artísticos, mas herdei a mesma intensidade para sofrer — só que o meu drama acontece no palco da vida real. Como eu gostaria que tudo isso fosse teatro, para poder descer do palco e deixar o figurino da dor no camarim. Queria ser apenas plateia e assistir a mim mesma de longe. Contudo, minha existência virou um espetáculo onde sou a protagonista menos afortunada, aquela cujo final feliz nunca alcançou as cortinas. Eu quis ser a mocinha da minha história, mas roubaram-me o papel e me vestiram de vilã. Prenderam-me em um labirinto repleto de armadilhas, onde minha alma se perdeu e meu corpo permanece estático, de olhos abertos, assistindo à vida passar como um espectador anestesiado.
No espelho, vejo a pessoa mais corajosa e, ao mesmo tempo, mais ingênua que conheço. Corajosa por ter mantido os olhos brilhando e acreditado no amor; e ingênua por não ter recolhido meus pedaços e ido embora logo no primeiro sinal de ausência e desencontro. Afinal, não existe traição maior do que nos anularmos por causa de uma paixão, esquecendo que o amor-próprio deveria ser a nossa maior fortaleza. Por insistir em um amor feito de castelo de areia, construído à beira-mar na maré alta, eu me desfiz.
Hoje, me desencontro fragmentada neste oceano em que mergulhei. Sinto-me incapaz de me refazer, perdida na imensidão mais profunda e escura das minhas próprias águas, onde o oxigênio parece resumido a poucas bolhas prestes a estourar. Estou exausta. A cada respiração, sinto o ar faltar, e a dor dessa sufocação é devastadora. No fundo, a gente não anseia pelo último suspiro; o que a alma quer é apenas que a dor finalmente cesse e vá embora. Sinto-me desamparada, sem um teto emocional onde pousar. Olhando para trás, percebo que sempre me senti uma inquilina indesejada nos espaços que ocupei, então eu já deveria estar acostumada com esses meus desfechos.
O sonho de encontrar um abraço para chamar de lar chegou ao fim. Acho que passei a vida dormindo e fantasiando acordada; agora despertei e me vi sem chão, sem vida. Como dói velar o próprio corpo enquanto o peito ainda insiste em respirar. Essa necessidade absoluta de afeto, que me acompanha desde a infância como o sonho de ser amada de forma incondicional, foi o que me manteve viva e esperançosa por tanto tempo. E é esse mesmo sentimento que, agora, me consome por dentro. Às vezes me pergunto se essa busca por cuidado e proteção é uma essência que pulsa em nós, ou se em mim é apenas uma carência que o mar não consegue curar.
Tem dias que o cansaço bate forte e a vontade é de chutar o balde. Mas aí eu lembro que cada noite que eu vou dormir sem ter desistido, é uma vitória que ninguém me tira. O segredo é parar de esperar que os outros facilitem o caminho para mim. O ser humano falha, desaponta e muda; o erro é meu em achar que todo mundo tem o mesmo corre que eu. A minha paz e o meu progresso só dependem de uma pessoa: eu mesmo. Então, bota o pé no chão, respira fundo e bora fazer acontecer, porque ninguém vai vencer por mim....
*Bora pra cima*
*Erico Rocha
"Ao longo da vida, a ingenuidade cede lugar ao discernimento, a confiança irrestrita à prudência e a admiração ao exame das atitudes. Amadurecer, porém, não é permitir que as decepções destruam nossas virtudes, mas aprender a reconhecer quem as merece, sem perder a nobreza de acreditar nas pessoas."
Almejo ser sábio o suficiente para compreender e respeitar os desprestigiados. E, se essa postura causar estranheza aos que pensam diferente, terei a certeza de que estou trilhando o caminho certo.
Oscar Bahia
BOM DIA!
Ninguém tira o que Deus colocou em mim, pelos passos que eu ando, pela voz que canta, pela vida que eu levo, as portas sempre vão se abrir. Ó Senhor Deus, obrigado por tudo.
Quando você reconhece que a sua essência, a sua voz e os seus passos, são guiados e protegidos por Deus, nenhuma barreira ou torcida contra, pode impedir as bênçãos que estão reservadas para a sua vida.
AMÉM....
Ricardo Colares Viga
Escrevo sobre aquilo que sou, mas também sobre aquilo que me contradiz. Porque talvez a verdade não esteja em nenhum dos extremos, mas no conflito permanente entre eles.
A Aposentadoria da Mulher aos 62 Anos e o Descompasso Entre a Lei e a Realidade Social Brasileira
Resumo
A reforma da Previdência Social, instituída pela Emenda Constitucional nº 103/2019, estabeleceu a idade mínima de 62 anos para aposentadoria das mulheres no Regime Geral de Previdência Social (RGPS). A justificativa central para a mudança foi o aumento da expectativa de vida da população brasileira e a necessidade de garantir o equilíbrio financeiro do sistema previdenciário. Entretanto, a utilização da longevidade média como fundamento para o aumento da idade de aposentadoria desconsidera aspectos essenciais relacionados à qualidade de vida, às desigualdades sociais e às condições reais de envelhecimento da população. Este artigo apresenta uma reflexão crítica sobre a aposentadoria feminina aos 62 anos, contrapondo os indicadores estatísticos utilizados pelo Estado à realidade vivida por milhões de brasileiras.
Introdução
A Previdência Social brasileira tem como finalidade assegurar proteção ao trabalhador diante das contingências decorrentes da idade avançada, incapacidade laboral e perda da capacidade de geração de renda. Com a promulgação da Emenda Constitucional nº 103, de 12 de novembro de 2019, a idade mínima para aposentadoria das mulheres passou a ser de 62 anos, com exigência mínima de 15 anos de contribuição ao INSS. [gov.br], [gov.br]
A mudança foi fundamentada principalmente no aumento da expectativa de vida dos brasileiros. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a expectativa de vida ao nascer alcançou 76,6 anos em 2024, sendo de 79,9 anos para as mulheres. [agenciaden...bge.gov.br], [biblioteca...bge.gov.br]
Contudo, viver mais não significa necessariamente viver melhor. O aumento da longevidade não garante condições adequadas de saúde, mobilidade, autonomia e bem-estar suficientes para que as pessoas permaneçam trabalhando até idades cada vez mais avançadas.
O Argumento Oficial da Reforma Previdenciária
De acordo com o Governo Federal e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a reforma buscou adequar o sistema previdenciário às mudanças demográficas do país. A nova regra geral passou a exigir idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens, além do cumprimento do tempo mínimo de contribuição. [gov.br], [gov.br], [gov.br]
A lógica utilizada pelo poder público baseia-se no fato de que a população brasileira está vivendo mais. De fato, os dados oficiais mostram que a expectativa de vida brasileira aumentou de 45,5 anos em 1940 para 76,6 anos em 2024, um crescimento superior a 31 anos. [agenciaden...bge.gov.br], [biblioteca...bge.gov.br]
Do ponto de vista atuarial, trata-se de um argumento consistente. Entretanto, do ponto de vista social e humano, a questão é muito mais complexa.
Expectativa de Vida Não Significa Qualidade de Vida
A expectativa de vida é um indicador estatístico que estima quantos anos uma pessoa pode viver em média. Porém, esse indicador não mede em quais condições esses anos serão vividos.
Uma mulher pode atingir 62 anos convivendo com doenças crônicas, limitações físicas, desgaste psicológico e redução da capacidade laboral. Hipertensão, diabetes, problemas osteomusculares, depressão, ansiedade e outras enfermidades tornam-se mais frequentes com o avanço da idade.
Além disso, a expectativa de vida é influenciada por fatores extremamente desiguais entre as diferentes classes sociais. Mulheres de baixa renda, residentes em áreas periféricas e submetidas a trabalhos fisicamente desgastantes enfrentam condições de envelhecimento muito distintas daquelas observadas em grupos com maior acesso à saúde, alimentação adequada e melhores condições de trabalho.
Consequentemente, utilizar apenas a expectativa de vida média para definir regras previdenciárias pode produzir uma visão distorcida da realidade nacional.
O Desgaste Produzido pela Rotina Urbana
Outro fator raramente considerado na elaboração das políticas previdenciárias é o desgaste acumulado ao longo de décadas de deslocamento e trabalho.
Milhões de brasileiras enfrentam diariamente longos trajetos em ônibus, metrôs e trens superlotados. Em muitas regiões metropolitanas, os deslocamentos podem consumir de duas a quatro horas por dia.
O impacto desse esforço contínuo sobre a saúde física e mental é significativo. Problemas de coluna, estresse, fadiga crônica e transtornos emocionais são frequentemente associados às condições de mobilidade urbana.
Quando o Estado define que uma mulher deve permanecer trabalhando até os 62 anos, muitas vezes desconsidera que essa mesma trabalhadora passou quarenta anos ou mais submetida a condições de transporte, infraestrutura e segurança urbana que aceleram o desgaste físico e emocional.
A Dupla Jornada Feminina
A situação das mulheres apresenta ainda uma característica particular: a acumulação de responsabilidades.
Mesmo com os avanços sociais das últimas décadas, as mulheres continuam assumindo parcela expressiva das atividades domésticas e dos cuidados familiares. Além da jornada remunerada, muitas são responsáveis pelo cuidado dos filhos, netos, idosos e familiares dependentes.
Essa dupla ou até tripla jornada gera um nível de desgaste que não aparece nos cálculos atuariais da Previdência Social, mas influencia diretamente as condições de saúde e qualidade de vida na velhice.
Assim, embora a lei considere que mulheres e homens podem permanecer produtivos até determinadas idades, as trajetórias de vida frequentemente demonstram realidades muito diferentes.
A Distância Entre os Números e a Realidade
Os dados oficiais mostram avanço na longevidade da população brasileira. Entretanto, a realidade cotidiana revela que o país ainda enfrenta desafios relacionados a:
• Acesso desigual aos serviços de saúde;
• Baixa qualidade do transporte público em diversas regiões;
• Alimentação inadequada decorrente da insegurança alimentar;
• Violência urbana;
• Condições precárias de trabalho;
• Déficit de infraestrutura para pessoas idosas;
• Desigualdades socioeconômicas profundas.
Nesse contexto, a elevação da idade mínima para aposentadoria pode ser interpretada como uma medida baseada predominantemente em projeções demográficas e financeiras, sem considerar integralmente as condições concretas enfrentadas pela população trabalhadora.
A existência de uma expectativa de vida próxima de 80 anos para as mulheres brasileiras não significa que todas chegarão aos 62 anos com saúde, autonomia e capacidade laboral compatíveis com a permanência obrigatória no mercado de trabalho.
A Necessidade de uma Visão Mais Humanizada da Previdência
A sustentabilidade financeira da Previdência Social é fundamental. Nenhum sistema previdenciário pode ignorar os impactos do envelhecimento populacional.
Entretanto, políticas públicas não devem ser construídas exclusivamente com base em números médios. É necessário reconhecer que há diferenças significativas entre regiões, classes sociais, profissões e condições de vida.
Uma política previdenciária verdadeiramente justa deveria considerar não apenas quanto tempo as pessoas vivem, mas também como vivem. Afinal, a finalidade da Previdência Social é proteger a dignidade humana diante do envelhecimento e não apenas equilibrar indicadores fiscais.
Conclusão
A definição da aposentadoria das mulheres aos 62 anos encontra respaldo legal na Emenda Constitucional nº 103/2019 e foi fundamentada no aumento da expectativa de vida da população brasileira. Segundo o IBGE, as mulheres alcançaram expectativa média de vida de 79,9 anos em 2024, dado frequentemente utilizado para justificar a ampliação da permanência no mercado de trabalho. [agenciaden...bge.gov.br], [biblioteca...bge.gov.br]
Entretanto, existe uma diferença significativa entre viver mais e envelhecer com qualidade. Grande parte das brasileiras chega aos 62 anos após décadas de trabalho, longos deslocamentos, dificuldades de acesso à saúde e sobrecarga doméstica. Essas condições não são refletidas adequadamente pelos indicadores estatísticos utilizados para fundamentar as reformas previdenciárias.
Assim, embora o aumento da longevidade seja uma conquista social importante, ele não pode ser analisado isoladamente. A discussão sobre a Previdência Social deve incorporar critérios relacionados à qualidade de vida, às desigualdades sociais e às condições reais de envelhecimento da população. Somente dessa forma será possível construir um sistema previdenciário que seja, simultaneamente, sustentável do ponto de vista financeiro e justo do ponto de vista humano.
Referências
• BRASIL. Emenda Constitucional nº 103, de 12 de novembro de 2019. Reforma da Previdência. [normas.leg.br], [normas.leg.br]
• Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Confira as principais mudanças da Nova Previdência. [gov.br]
• Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Aposentadoria por idade: tudo o que você precisa saber. [gov.br]
• Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Expectativa de vida chega a 76,6 anos em 2024. [agenciaden...bge.gov.br]
• Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Tábuas Completas de Mortalidade 2024. [biblioteca...bge.gov.br]
By Cida Vitório
FRAGMENTO DE UM AMOR DE AREIA
Tenho um desejo antigo, que me acompanha desde a infância: o sonho de ser amada. Amada de forma incondicional, com a leveza de quem sabe que está sendo cuidada. Às vezes me pergunto se essa busca por cuidado e proteção é uma essência que pulsa em toda mulher, ou se em mim é apenas uma carência incurável. Será que há algo de errado na minha estrutura?
O paradoxo é doloroso: essa necessidade absoluta de afeto foi o que me manteve viva e esperançosa por tanto tempo, e é esse mesmo sentimento que, agora, me consome aos poucos. Na verdade, a sensação de vitalidade se esvaiu; eu me perdi, e minha essência evaporou. Aprendi, da maneira mais árdua, que não existe traição maior do que nos anularmos por causa de uma paixão, esquecendo que o amor-próprio deveria ser a nossa maior fortaleza.
Por insistir em um amor feito de castelo de areia, construído à beira-mar na maré alta, eu me desphysiquei. Hoje, me desencontro fragmentada neste oceano em que mergulhei. Sinto-me incapaz de me refazer, perdida na imensidão mais profunda e escura das minhas próprias águas, onde o oxigênio parece resumido a poucas bolhas prestes a estourar. Estou exausta. A cada respiração, sinto o ar faltar, e a dor dessa sufocação é devastadora. No fundo, a gente não anseia pelo último suspiro; o que a alma quer é apenas que a dor finalmente cesse e vá embora.
Sinto-me desamparada, sem um teto emocional onde pousar. Olhando para trás, percebo que sempre me senti uma inquilina indesejada nos espaços que ocupei, então eu já deveria estar acostumada com esses meus desfechos. O sonho de encontrar um abraço para chamar de lar chegou ao fim. Acho que passei a vida dormindo e fantasiando acordada; agora despertei e me vi sem chão, sem vida. Como dói velar o próprio corpo enquanto o peito ainda insiste em respirar.
Dizem que os artistas são dramáticos e transbordam sentimentalismo. Eu não nasci com dons artísticos, mas herdei a mesma intensidade para sofrer — só que o meu drama acontece no palco da vida real. Como eu gostaria que tudo isso fosse teatro, para poder descer do palco e deixar o figurino da dor no camarim. Queria ser apenas plateia e assistir a mim mesma de longe. Contudo, minha existência virou um espetáculo onde sou a protagonista menos afortunada, aquela cujo final feliz nunca alcançou as cortinas. Eu quis ser a mocinha da minha história, mas roubaram-me o papel e me vestiram de vilã. Prenderam-me em um labirinto repleto de armadilhas, onde minha alma se perdeu e meu corpo permanece estático, de olhos abertos, assistindo à vida passar como um espectador anestesiado.
No espelho, vejo a pessoa mais corajosa e, ao mesmo tempo, mais ingênua que conheço. Corajosa por ter mantido os olhos brilhando e acreditado no amor; e ingênua por não ter recolhido meus pedaços e ido embora logo no primeiro sinal de ausência e desencontro.
Ontem o sol deu as caras aqui em Florianópolis... e eu tentei mais uma vez oferecer uma escuta ativa a desconhecidos. Sentei-me, como sempre, em um banco no ponto de ônibus e esperei...
Enquanto esperava, tentava, como sempre faço, ler as pessoas... ontem minha leitura foi especificamente sobre como as pessoas se locomoviam... uns em passos de formigas – o meu preferido, muitas vezes - , outros pareciam deslizar tão suavemente que mal tocavam o chão... outros corriam, apressados... qual seria o compromisso atrasado?
Senta uma garota do meu lado. Olho pra ela, dou meio sorriso e volto minha atenção aos passantes.
Uma fungada... outra... e outra. É a garota ao meu lado. Ela está visivelmente triste... converso ou não?
Arrisco. Está tudo bem? Ela só meneia a cabeça negativamente. Quer falar? Achei ter sido direta demais...
Mas...
Clara é autista. Acabou de apresentar o relatório de estágio de uma disciplina. Uma roda com seis colegas, a professora e ela. Está sentada ao lado da professora.
Para ela, apresentar um trabalho não é apenas falar diante dos colegas. Significa controlar a respiração, organizar os pensamentos e lidar com estímulos que parecem maiores do que o são para os outros. As mãos, principalmente, ajudam-na a encontrar equilíbrio. O movimento repetitivo das mãos é uma forma de autorregulação para ela, ajuda-a a lidar com estímulos sensoriais e a controlar a ansiedade.
Esses movimentos não atrapalham sua fala. Pelo contrário: ajudam-na a continuar.
Sem avisar, a professora pegou as duas mãos de Clara e as segurou com firmeza.
O mundo de Clara se estreitou.
O toque inesperado atravessou seu corpo como um susto. Seus ombros endureceram, a respiração ficou curta e ela só conseguia pensar: ‘não puxe as mãos’... ‘não chore’... ‘que bom que você faz terapia’...
As colegas perceberam que suas lágrimas não escorreram pela face... apenas ficaram banhando seus olhos... as colegas, todas, baixaram os olhos e ficaram mirando os próprios pés até Clara terminar de apresentar seu relatório.
Finaliza a apresentação. A professora solta suas mãos. Uma colega apresenta seu relatório. A professora solta isto:
- Viu, Clara... é assim que você deve ‘usar’ suas mãos em uma apresentação. Daqui pra frente, sempre que eu puder vou me sentar do teu lado e prender tuas mãos... até você aprender a se controlar....
O ônibus chegou... Clara entrou e se foi. E eu fiquei. Fiquei sentada naquele banco pensando naquela professora... que palavra eu usaria para caracterizá-la?
ALGOZ? Sim, acho que sim... “Algoz é relativo ao comportamento de um indivíduo tido como cruel, que é capaz de praticar atitudes desumanas e abomináveis”... e essa professora foi cruel com Clara... e sabe-se lá com quantos outros que cruzaram sua vida...
Rosangela Calza
Bom dia!
A esperança é um fogo que se acende dentro de ti, que possa por todo teu corpo e durar, sendo uma grade força de vontade. Não esqueça de lutar pela sua força de vontade e de juntar sempre seus familiares junto a ti.
Ricardo Colares Viga
Uma só falha já revela quem a pessoa é de verdade.
Mantenha distância de quem já te decepcionou;
insistir em quem quebra a confiança
faz do próximo golpe
apenas uma questão de tempo!
CAMINHADA
Tenho a fé inabalável
Sigo firme pela estrada
Rogo a Deus que diga o rumo
Se houver encruzilhada
Não importa a direção
Peço força e proteção
Nessa minha caminhada
O outono pinta a paisagem em tons de ouro e terra para nos lembrar que até as despedidas podem ser serenas, acolhedoras e cheias de poesia.
Sempre será precoce para nossos corações a partida de um ente querido; Mesmo sabendo que alguns apenas irão descansar dos sofrimentos que estão vivenciando, nunca compreenderemos.
😭
Que o Senhor fortaleça os corações enlutados
neste momento tão difícil!
