Pensamentos Mais Recentes
Como é que um produto que nem chegou a pousar na prateleira do mercado já conseguiu subir de preço? Seja banana, tomate ou até uma bicicleta, a regra é simples. Deve ser talento ou magia?
Organização exemplar. O dono vende ou apenas faz de conta que está a vender? Porque o produto é dele, claro, e pode até pôr o preço que quiser… afinal, quem quiser compra. Ou não compra.
Não se pode brincar com a necessidade das pessoas. A sede e a fome não entram em negociações. E não esperam tabelas de preços a serem reinventadas.
ser amor
Sempre perguntava-me onde está o amor, angustiava-me em pensar que talvez não havia experimentado, na verdade, mais um pouco observei: aceno para crianças, cumprimento e oferto fáceis sorrisos a estranhos, brinco com bebês e oro todos os dias por aqueles que precisam deum afago e de esperança. Eu sou amor.
... se conseguirem enxergar que as dificuldades da relação estão em fragilidades emocionais, na comunicação e no desgaste das circunstâncias que cada um carrega: não desistam! Tentem a terapia de casal, aproximem-se juntos da fé e religião, permitam o (auto)perdão e recomecem com tudo zerado: sem mágoas, sem peso do passado. Não se deixem perder. A vida é um "sopro" e podem se arrepender quando não houver mais caminho.
Que a nossa vida desperte no outro a alegria de viver e que a nossa partida traga lágrimas de esperança aos que devem continuar.
Na mitologia grega, Pandora, a primeira mulher criada pelos deuses, recebeu uma caixa (na verdade um pithos, um jarro) com a ordem de nunca abri-la. Vencida pela curiosidade, ela libertou todos os males da humanidade: doenças, vícios, ódio, velhice e morte. Ao fechar a caixa às pressas, apenas uma coisa restou dentro: a esperança (Elpis).
Muitos veem a esperança como consolo, mas Hesíodo, o poeta que narrou o mito, a considerava enganosa. A esperança mantém as pessoas presas a expectativas vazias, impedindo-as de aceitar a realidade e agir por si mesmas.
Por isso, não devemos ter esperança nas pessoas. O ser humano, por natureza, repete os erros de Pandora: cede à curiosidade destrutiva, libera males e, quando resta apenas a esperança, a usa como desculpa para não mudar. Confiar na esperança nos outros é acreditar que uma ilusória promessa interna pode reparar o que a própria ação quebrou. A esperança não salva — apenas adia o desastre.
Em meio a tanto ruído, já não se sabe se a fé da humanidade está sendo provada ou se é só para descobrir as cabeças alugadas.
Talvez o maior drama do nosso tempo não seja a ausência de informação, mas o excesso dela atravessando consciências cansadas.
Nunca se falou tanto sobre liberdade de pensamento e, paradoxalmente, nunca foi tão fácil encontrar pessoas repetindo discursos prontos como se fossem conclusões próprias.
A avalanche de opiniões instantâneas transformou convicções em mercadorias emocionais: compra-se uma narrativa, veste-se uma indignação e aluga-se a própria percepção em suaves parcelas ideológicas.
A fé — não apenas a teologal, mas também a humana — parece encurralada entre o barulho das certezas fabricadas e o medo de pensar por conta própria.
Porque pensar exige muita coragem…
Exige o desconforto de admitir dúvidas, rever posições, contrariar o próprio grupo e suportar o silêncio antes de formular uma opinião.
Mas o ruído moderno não tolera pausas; ele exige posicionamentos imediatos, reações inflamadas e fidelidades cegas.
Nesse cenário, muita gente já não busca compreender o mundo, apenas encontrar um coro que confirme aquilo que deseja sentir.
E quando a emoção substitui completamente o discernimento, a consciência deixa de ser território de reflexão para virar palanque de repetição.
É aí que surgem as “cabeças alugadas”: pessoas que terceirizam a própria capacidade crítica em troca do conforto de pertencer a algum rebanho político, religioso, cultural ou digital.
O mais curioso e inquietante é que os manipuladores nem sempre precisam mentir.
Basta alimentar medos, vaidades e ressentimentos pré-existentes.
Uma população emocionalmente exausta se torna vulnerável não apenas à desinformação, mas também à sedução das respostas simples para problemas complexos.
E toda resposta simples demais costuma cobrar um preço muito alto da lucidez.
Ainda assim, talvez exista alguma esperança justamente naqueles que continuam desconfiando do excesso de unanimidade.
Os que ainda conseguem ouvir, ponderar e mudar de ideia sem sentir que traíram a própria identidade.
Porque a verdadeira fé, sobretudo na humanidade, talvez não esteja em quem grita convicções, mas em quem preserva a honestidade — espiritual e intelectual — mesmo quando o ruído coletivo tenta sufocá-la.
No fim, a grande prova pode não ser descobrir quem está certo ou errado, mas quem ainda consegue pensar sem precisar entregar a própria mente para terceiros.
"Seu livro na gaveta é tudo o que um dia eu sempre quis ler. Seu rascunho descartado é um pedaço da minha história que ninguém nunca me contou. Aquilo que você deixou de escrever... Me fez menos leitor..." Escreva, por favor.
Carta aos que ainda sonham em fazer livros. Por Bruno Barreto.
É muito difícil — quase impossível — a Sororidade incomodar alguém que não se identifique com o Machismo Estrutural.
Porque aquilo que nasce da empatia raramente pode ameaçar quem aprendeu a conviver com a igualdade.
O incômodo quase sempre surge quando a solidariedade feminina deixa de ser silenciosa, obediente ou ornamental, e passa a confrontar privilégios históricos tratados como naturais durante séculos.
Há quem confunda sororidade com blindagem moral, quando, na verdade, ela frequentemente nasce da necessidade de sobrevivência emocional, social e até física.
Mulheres aprendem cedo que o julgamento coletivo costuma ser mais cruel com elas, que a violência muda conformemente o ambiente, e que muitas disputas femininas foram incentivadas por estruturas que sempre lucraram com a desunião entre elas.
Talvez por isso tanta gente se incomode quando mulheres começam a se apoiar sem pedir autorização cultural para isso.
Porque o Machismo Estrutural não vive apenas em agressões explícitas; ele também se esconde nas ironias, nos desconfortos seletivos, nas piadas normalizadas e na estranha necessidade de deslegitimar qualquer movimento de acolhimento feminino como exagero, vitimismo ou ameaça.
Curioso é perceber que ninguém costuma se irritar com alianças masculinas historicamente normalizadas — políticas, econômicas, corporativas ou sociais.
Mas basta mulheres defenderem ou orientarem umas às outras com mais consciência para surgir a acusação de parcialidade.
Como se o privilégio pudesse se organizar livremente, mas a resistência tivesse obrigação permanente de se justificar.
No fundo, a sororidade não assusta quem acredita na dignidade humana compartilhada.
O que realmente incomoda é o enfraquecimento gradual das estruturas medonhas que sempre dependeram do silêncio, da rivalidade induzida e da submissão disfarçada de tradição.
E talvez seja exatamente por isso que ela continue sendo tão necessária.
"[...] E se tudo o que conhecemos for apenas um fragmento do todo?" Trecho extraído do livro: #ACHAVE, por Bruno Barreto.
Da série "eu nem queria, mas a vida ensinou": Empatia se tornou uma das habilidades (soft skills) mais raras em
uma sociedade que vive através de avatares" em um metaverso" de aparências Ø e ilusões, conhecidas como "rede social"
"Das águas fez-se o amor. No ventre solene o fluxo que dá a vida e deságua ao solo. No princípio era, dela, o tempo. Depois na terra, flores e frutos, pegadas e marcas, ossos e memória."
[...] somente nós, seres humanos, somos capazes de tratar nossos objetos como gostaríamos de ser tratados; e a outros de nós, como os nossos objetos deveriam ser tratados. #ACHAVE, por Bruno Barreto.
Quanto mais aprendermos sobre os seres humanos, mais perceberemos o porquê devemos oferecer-lhes sempre um pouco mais do nosso amor.
Nossa maior maldição não é o mal, mas a imaturidade: criamos poderes divinos com mentes que ainda sonham com caça, status e vingança contra o clã rival.
