Pensamentos Mais Recentes
Entre o Acolhimento e a Crise: Tecendo o Cuidado.
No primeiro encontro, no acolhimento inicial,a porta se abre, o olhar se faz cais.
O CAPSi recebe o sofrimento mental,Onde a história de vida importa muito mais.
Mas e quando a tempestade decide chegar?Quando a Atenção à Crise vira o desafio?
Vim da urgência e emergência, do verbo 'parar'.
Onde o corpo em surto nos causa arrepio.
Lá no plantão, a resposta é certeira e veloz:Diazepam, Fenergan, o Haldol no leito.
O lençol vira paraquedas na contenção.
A pressa em prender para surtir efeito.
Chego aqui e me deparo com esse novo chão.
Onde a crise não é um incêndio a apagar.
Como dar conta sem ter a contenção?
Se eu mesma, de início, precisei segurar?Misturo o que fui com o que estou vendo:
O acolhimento e a crise andam lado a lado.
No CAPSi, eu sigo também aprendendo.
Que o corpo em fúria precisa ser escutado.
Cuidar na crise é acolher o que transborda,Sem amarras, sem grades, estendendo a mão.
É entender que a liberdade também cura a acorda.
E que o laço do afeto é a maior proteção.
(Idealização: Claudinéa Firmino - Enfermeira / Técnica. de Referência. na Saúde Mental)
A criação do ser vivente é muito complicada , porque são todas iguais lutam pelas mesmas coisas de um modo geral ,os animais lutam pelo seu território e o ser humanos lutam pelos seus ideais
Pensar verdadeiramente não significa fugir da contradição, mas ter inteligência suficiente para descobrir o que ela revela sobre a realidade que pretendíamos compreender.
Uma liberdade sem instituições pode permanecer uma promessa; uma instituição sem liberdade pode transformar a ordem em mera obediência.
Reconhecer o outro não é um gesto de mera cortesia; é uma condição para que a própria consciência compreenda que sua liberdade depende também da existência de outras consciências livres.
Os acontecimentos históricos possuem importância não apenas pelo que produzem imediatamente, mas pelas mudanças de consciência que deixam como legado.
Nenhuma transformação histórica ocorre em linha perfeitamente reta; sociedades avançam, recuam, entram em conflito e frequentemente encontram no próprio antagonismo a força de sua transformação.
A liberdade jurídica torna-se concreta quando deixa de ser apenas um direito abstrato e encontra instituições capazes de protegê-la na realidade.
Quantas vezes me peguei na varanda olhando para as estrelas e contando os meus segredos, desejos, medos e mais?
Também imaginei por vezes o tanto de pessoas que estavam fazendo a mesma coisa pelo mundo a fora.
Aquilo que uma sociedade tenta eliminar sem compreender pode retornar sob outra forma, porque contradições ignoradas raramente desaparecem por decreto.
O espírito não encontra sua verdade fugindo de suas contradições, mas atravessando-as até alcançar uma compreensão mais elevada de si mesmo.
A história não é apenas aquilo que aconteceu; é também o processo pelo qual a humanidade aprende, frequentemente através do conflito, o significado de sua própria liberdade.
Guardião das noites, com pelos de ônix,
espírito que passeia sem ser visto,
ladeando com quem precisa ser protegido.
Provocado, pode ser o tormento oculto,
antes nunca por ninguém conhecido.
Sem condições para lidar com o perigo,
advirto que é melhor não correr o risco.
Deixe-o livre para cumprir o seu caminho;
depois, não se queixe que não foi avisado:
o mensageiro das sombras mora ao lado.
[Olhos de gato: pelos séculos, veem no escuro.]
A liberdade não significa ausência de limites; significa compreender racionalmente as condições que tornam possível agir sem transformar a liberdade em arbitrariedade.
O indivíduo torna-se verdadeiramente consciente de sua liberdade quando percebe que sua existência não termina nos limites de sua própria subjetividade.
A consciência de si não se completa no isolamento; precisamos do reconhecimento do outro para compreender plenamente quem somos.
A verdade não é um objeto que alguém entrega pronto à consciência; é uma conquista intelectual que exige atravessar dúvidas, conflitos e contradições.
A contradição não é apenas uma falha do pensamento; muitas vezes é a força que obriga uma sociedade a abandonar aquilo que já não consegue sustentar.
O indivíduo não recebe sua identidade completamente pronta; também a constrói por meio de suas escolhas, relações e reconhecimento social.
A história pode ser compreendida como uma longa expansão da consciência humana acerca da própria liberdade.
Nenhuma grande transformação histórica nasce apenas da razão abstrata; paixões, interesses e conflitos também movem os homens e remodelam as instituições.
A filosofia frequentemente compreende uma época quando seus acontecimentos já revelaram aquilo que, durante seu desenvolvimento, permanecia oculto.
O mapa não substitui minha escolha.
O sonho não substitui minha razão.
A intuição não substitui a evidência.
A coincidência não prova causalidade.
E aquilo que imagino sobre o futuro não deve ser confundido com aquilo que necessariamente acontecerá.
Aquilo que é racional procura tornar-se realidade; aquilo que se torna realidade revela, por sua vez, quais forças efetivamente governam uma sociedade.
