Pensamentos Mais Recentes
Não é sobre a eternidade, porque o para sempre é uma promessa pesada demais para ombros. É sobre a finitude bonita de saber que, entre tantas eras e galáxias, nossas trajetórias colidiram. No fim, a gente só quer alguém que nos segure com firmeza o suficiente para não cairmos, e nos olhe com doçura o suficiente para querermos ficar.
DeBrunoParaCarla
No fim das contas, a gente não se apaixona por rostos, mas pela forma como certos olhares nos desarmam e certas mãos nos reconstroem. É uma marca que atravessa os anos, a certeza de que, em meio a bilhões de pessoas, meu corpo reconheceria o seu toque mesmo que as luzes do universo se apagassem.
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Existem olhos que não apenas nos veem, eles nos traduzem. O seu olhar é o lugar onde minhas confusões descansam, é o único espelho que não me julga, que me devolve inteiro, mesmo quando me sinto em pedaços. É uma conversa sem som, onde um segundo de silêncio diz mais do que uma biblioteca inteira sobre o que significa pertencer.
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Mas são as suas mãos que guardam o peso da minha história. Elas não apenas me tocam, elas me escrevem. Cada linha da sua palma parece um caminho que eu já percorri em outras vidas, um mapa que me guia quando o mundo fica barulhento demais. O amor não é um evento é o que acontece no silêncio entre o seu olhar que me despe e o aperto da sua mão que me segura. É saber que, se o tempo apagar nossos nomes, a memória do meu corpo ainda saberá exatamente onde termina o meu cansaço e onde começa o seu abraço
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EXEMPLO DE EXPIAÇÃO TERRESTRE - O CÉU E O INFERNO.
EXPIAÇÃO, CONSCIÊNCIA E JUSTIÇA MORAL NA EXPERIÊNCIA DE ANTONIO B.
O episódio narrado na obra O Céu e o Inferno, estruturado na seção “Expiações terrestres”, constitui um dos mais contundentes estudos de caso acerca da correlação entre culpa pretérita e sofrimento atual. Trata-se de um relato que, embora revestido de dramaticidade extrema, deve ser analisado com rigor doutrinário, sob a ótica da justiça moral progressiva e da continuidade da existência.
Antonio B., homem socialmente digno e reconhecido por sua retidão pública, sucumbe a um estado de morte aparente após um acidente vascular, sendo erroneamente sepultado. O dado central não é o fenômeno fisiológico em si, mas a consequência espiritual de sua experiência: a consciência lúcida durante o sepultamento. A descrição fornecida pelo próprio Espírito, evocada em 08 de 1861 na Sociedade de Paris, revela uma percepção integral do sofrimento, caracterizada por asfixia, impotência motora e terror psicológico absoluto.
Essa lucidez pós sepultamento é coerente com os princípios estabelecidos em O Livro dos Espíritos, onde se afirma que a separação entre alma e corpo não se dá de maneira instantânea em todos os casos. Em situações de morte aparente, o Espírito pode permanecer ligado ao organismo, conservando a consciência das sensações físicas, o que explica o padecimento descrito.
O ponto axial do relato emerge na resposta do Espírito à indagação sobre a causa de tão terrível fim. Antonio B. declara que sua última existência fora moralmente correta, mas que carregava débitos oriundos de uma vida anterior, na qual cometera um ato de extrema crueldade: emparedar viva a própria esposa. A correspondência entre o crime e a expiação não é arbitrária, mas fundada no princípio da chamada “pena de talião”, não como vingança divina, mas como mecanismo educativo de reajuste moral.
Importa esclarecer que, na doutrina espírita, a lei de talião não opera de modo mecânico ou literal. Ela é antes um simbolismo pedagógico da lei de causa e efeito, também amplamente discutida em O Evangelho Segundo o Espiritismo, especialmente ao tratar da justiça divina e das aflições. O Espírito não é condenado externamente, mas participa da escolha de suas provas, como forma de acelerar seu progresso e reparar suas faltas.
O guia espiritual identificado como Erasto esclarece esse ponto com precisão doutrinária: o sofrimento extremo de Antonio B. não foi imposto, mas solicitado por ele próprio antes de reencarnar, visando abreviar o período de erraticidade e alcançar estados mais elevados de evolução. Aqui se revela um dos conceitos mais sofisticados da filosofia espírita: a autonomia moral do Espírito em seu processo de regeneração.
Esse aspecto encontra respaldo na noção de liberdade espiritual apresentada na Filosofia Espírita, segundo a qual o ser consciente, ao compreender suas faltas, busca voluntariamente experiências que lhe permitam reparação. Não se trata de fatalismo, mas de responsabilidade ontológica.
A instrução final de Erasto introduz um elemento frequentemente mal compreendido: o sofrimento não possui finalidade coletiva direta. Ele não existe para edificar a humanidade em si, mas para corrigir o indivíduo. No entanto, ao ser observado e refletido, transforma-se em instrumento indireto de educação moral coletiva. O exemplo de Antonio B. não eleva a humanidade por si só, mas convida à introspecção e à prudência ética.
Outro ponto digno de análise é a aparente contradição entre uma vida atual honrada e uma expiação severa. Tal fenômeno dissolve-se quando se considera a pluralidade das existências. Uma única encarnação não esgota a história moral de um Espírito. Assim, a justiça divina não se limita ao recorte temporal visível, mas opera numa continuidade que transcende a percepção imediata.
Essa perspectiva resolve, sob o prisma racional, o problema clássico das desigualdades e sofrimentos imerecidos. Aquilo que, à primeira vista, parece injustiça, revela-se como ajuste em escala ampliada. A dor, nesse contexto, não é punição cega, mas consequência inteligível dentro de uma ordem moral superior.
O caso de Antonio B. também ilustra a transformação possível após a expiação. Segundo o relato espiritual, após o período de perturbação e sofrimento moral, ele seria perdoado e elevado, reencontrando inclusive sua vítima já reconciliada. Tal desfecho reafirma um dos pilares mais consoladores da doutrina: não há condenação eterna, mas sim progresso contínuo.
A observação final do texto reforça a dimensão histórica do problema moral. Nos séculos passados, marcados por violência institucionalizada e desprezo pela vida, acumulou-se um passivo ético coletivo. As tragédias contemporâneas, individuais ou coletivas, podem ser compreendidas como reflexos desse passado ainda em processo de reajuste.
Dessa forma, o ensinamento central não reside no terror do fato, mas na sua inteligibilidade moral. A justiça divina, longe de ser arbitrária, revela-se coerente, progressiva e profundamente pedagógica.
Eis, portanto, a síntese essencial que se impõe à consciência: cada ato inscreve-se na economia moral do universo, e nada se perde. Sofrer sem revolta, agir com retidão e compreender a própria dor como possibilidade de reequilíbrio é o caminho mais seguro para a ascensão espiritual.
Sinto que o que te trava é um pouco de insegurança ou medo de se expor. Não precisa de joguinhos; se você está a fim, demonstra. Ser segura e clara com o que quer é muito mais atraente!🤔
[Fissão Nuclear]
Ela acelerou
na minha direção,
Uma força motriz
despreocupada.
Meteorito carregado
de intenção,
Liquefazendo rocha
petrificada.
O que será de mim ?
Um mero átomo isolado,
Absorvido enfim,
por teu calor descontrolado.
Não vou retroceder
ou abortar a missão,
minha espera descabida,
meu intuito a colisão.
18/06/23
Michel F.M.
Dizem que os olhos são a janela da alma, mas os seus são o meu único conceito de casa. É neles que eu li, sem pressa, todas as entrelinhas daquilo que a sua boca nunca teve coragem de dizer. Olhar para você é como ver o mar pela primeira vez, uma imensidão que me assusta, mas que me convida a mergulhar sem fôlego.
DeBrunoParaCarla
Te amar é como decorar o caminho de casa no escuro, eu tropeço nos meus medos, mas os meus pés já sabem exatamente onde você mora.
DeBrunoParaCarla
Um escritor não é um escritor porque escreveu alguns livros. Um escritor não é um escritor porque dá aula de literatura. Um escritor só é um escritor se puder escrever agora, esta noite, neste minuto.
(Charles Bukowski)
Eu não quero criar regras, mas se existe uma, é essa: os únicos escritores que escrevem bem são aqueles que precisam escrever para não enlouquecer.
(Charles Bukowski)
Somos como duas árvores que cresceram juntas e trançaram as raízes debaixo da terra, nós nos tornamos uma força só. Se um balança, o outro sustenta. Se um brilha, o outro ilumina. Nossa simbiose é a nossa maior vitória: a paz de saber que nunca mais caminharemos sozinhos.
DeBrunoParaCarla
Escrever é apenas o resultado do que nos tornamos a cada dia ao longo dos anos. É uma bela de uma digital do eu, e é isso. E tudo que foi escrito no passado não é nada; o que é… é só a próxima linha.
(Charles Bukowski)
A censura é a ferramenta daqueles que têm a necessidade de esconder verdades de si mesmos e dos outros.
(Charles Bukowski)
Meus dias, meus anos, minha vida viram altos e baixos, luz e trevas. Se eu escrevesse apenas e continuamente sobre a “luz” e nunca mencionasse o outro lado, então como artista eu seria um mentiroso.
(Charles Bukowski)
Resistência é mais importante que verdade porque sem resistência não pode haver nenhuma verdade. E verdade significa ir até o fim com dedicação. Dessa forma, a própria morte não alcança quando te agarra.
(Charles Bukowski)
É quando a gente já não sabe onde um termina e o outro começa. É o meu passo seguindo o teu ritmo, o teu suspiro completando o meu silêncio. Uma simbiose que não se explica, só se vive, como se nossas histórias tivessem sido escritas na mesma folha, com a mesma tinta.
DeBrunoParaCarla
Eu prefiro certamente falar com um gari, um encanador ou um chapeiro a falar com um poeta. Eles sabem mais dos problemas comuns e das alegrias comuns de se estar vivo.
(Charles Bukowski)
Estar perto não é só divisão de espaço, é fusão de alma. Quando a gente se encosta, o mundo lá fora silencia e o nós vira a única verdade que importa. É o calor da tua pele confirmando que, aconteça o que acontecer, nosso lugar seguro é esse aqui: um no outro, sem frestas.
DeBrunoParaCarla
Porque quando você assume a responsabilidade, você recupera o controle da sua vida.
Enquanto a culpa está nos outros, você fica preso, sem poder mudar nada.
Mas quando você entende que suas escolhas te trouxeram até aqui, você também percebe algo poderoso: você pode escolher diferente a partir de agora.
Ser protagonista é isso…
não é sobre nunca errar,
é sobre não se esconder atrás dos erros.
E o “ainda dá tempo” é justamente isso:
enquanto você está aqui, existe chance de recomeçar, ajustar, crescer e viver algo novo.
Jesus Cristo morreu na cruz por nós, para nos livrar da morte sem perdão, para que fossemos salvos, portanto meus irmãos, arrependam dos seus pecados e segue o senhor JESUS CRISTO
Nova Veneza
Deixar que a brisa poética
do Sul de Santa Catarina
simplesmente nos conduza
a ver de perto Nova Veneza,
e deixar para trás a cantilena
da rotina que não merecemos,
Nós dois merecemos viver
o que ainda não vivemos.
Tirar a foto de casal na gôndola,
deixar que o Sol nos receba
com gentileza e nos abrace
entre as casas de pedra,
O que pertence a mesa da terra
provar sem nenhuma culpa,
e se deslumbrar com a beleza.
Sem exagero fazer o juramento
de amor com a mesma
pureza de jovens apaixonados
na Ponte dos Namorados;
E na Cachoeira do Cantão
escutar a canção d'água
com os ouvidos do coração,
entre os teus braços ---
e, com os olhos fechados.
É esse o sonhado desejo,
e não um mero lampejo,
que em breve contigo
eu hei de fazer realizado:
Se por acaso, formos
por alguém procurados
ali estaremos muito bem;
com os telefones desligados,
e simplesmente entretidos
com os nossos cuidados.
