Pensamentos Mais Recentes
Por que amo você?
Se digo que é por tudo o que você é,
digo pouco...
todas as suas qualidades posso enumerar,
nem sei por onde começar,
nem sei se conseguirei acabar...
nem se há palavras suficientes,
mesmo que eu as invente,
nunca serão suficientes.
Existe uma dignidade silenciosa em atravessar o mistério sem tentar possuí-lo, nomeá-lo definitivamente ou transformá-lo em propriedade da própria consciência.
Se a verdade for divina, ela não precisará da nossa crença para existir nem temerá nossa dúvida para permanecer verdadeira.
A humildade intelectual consiste em lembrar que o universo existia antes de nossas teorias e continuará existindo depois que muitas delas forem esquecidas.
O pensamento livre começa quando nenhuma resposta recebe o direito de encerrar definitivamente a pergunta.
Não saber se Deus existe não significa saber que Deus não existe; a honestidade começa justamente onde essa diferença é preservada.
eternidade é vasta demais para caber numa sentença humana, e talvez justamente por isso continue sendo digna de contemplação.
Talvez nossa maior ignorância não seja desconhecer Deus, mas imaginar que já compreendemos suficientemente aquilo que chamamos de Deus.
O agnóstico caminha sem mapa porque sabe que alguns mapas foram desenhados pela necessidade humana de não admitir que está perdida.
Nenhuma pergunta honesta é pequena quando sua resposta pode alterar nossa compreensão da existência.
A dúvida não destrói o sagrado; ela apenas impede que alguém transforme sua interpretação do sagrado em instrumento contra a liberdade alheia.
Entre a certeza de que Deus existe e a certeza de que Deus não existe há um espaço intelectualmente raro: a coragem de suspender o julgamento.
O homem teme o silêncio do universo e, muitas vezes, preenche esse silêncio com certezas que dizem mais sobre seu medo do que sobre o cosmos.
O universo jamais nos prometeu ser compreensível; talvez nossa primeira humildade consista em parar de exigir que o infinito caiba em nossa linguagem.
A ciência procura explicar como o mundo acontece; a filosofia pergunta o que significa existir; a dúvida recorda a ambas que nenhuma resposta humana é o próprio universo.
O agnóstico não escolhe entre Deus e o nada; escolhe não mentir sobre aquilo que não pode demonstrar.
Tudo ao nosso redor pode permanecer indiferente aos nossos questionamentos; isso, no entanto, não nos exime da responsabilidade de fazê-las com inteligência e muita, mas muita seriedade.
O mistério não é uma derrota do conhecimento; é o horizonte que impede o conhecimento de confundir lucidez com onisciência.
Toda certeza sobre o absoluto deveria carregar consigo a delicadeza de uma dúvida, porque o infinito não cabe inteiro numa consciência finita.
