Pensamentos Mais Recentes
O amanhã pertence a Deus. Por isso, viva o hoje como se fosse o único e mais importante da sua vida.
"Tem gente que tem dois braços e não abraça ninguém. Tem gente que não tem nenhum e abraça o mundo inteiro com o sorriso."
Não é o vento que decide onde sua pipa vai, é a sua mão que não solta a linha mesmo quando o braço cansa.
O mesmo sopro que apagou a chama
e te esfriou foi, sem saber, o mesmo que te salvou de virar cinzas.
A Lua que Caminhou Comigo
Foi no dia 14 de junho de 2022, uma terça-feira, por volta das cinco e meia da manhã, que o peregrino e motorista recebeu um chamado para buscar uma passageira no bairro Santa Felícia, em São Carlos. O dia ainda não havia amanhecido, o céu estava completamente limpo e a Lua cheia brilhava em um tamanho que parecia maior do que o habitual. A imagem era tão deslumbrante que, por alguns instantes, o motorista quase se esqueceu de que estava trabalhando. Logo se recordou das aulas de Ciências da Natureza e pensou que, quando a Lua cheia parece maior e mais próxima da Terra, esse fenômeno é chamado de superlua. Naquela madrugada, porém, pouco importava o nome científico. Diante de tanta beleza, a explicação parecia pequena. A Lua simplesmente estava ali: imensa, silenciosa e magnífica.
Como o caminho de volta obrigatoriamente passaria pelo mesmo lugar, o motorista não conseguiu guardar aquela admiração somente para si. Virou-se para a passageira, uma jovem de aproximadamente vinte anos, e disse: — Olhe como a Lua está linda! A moça levantou os olhos, olhou rapidamente pela janela e, em seguida, voltou sua atenção para o celular. A viagem continuou em silêncio, enquanto o peregrino, sempre que podia, voltava seus olhos para o céu. Talvez porque algumas belezas não precisem ser compartilhadas para serem sentidas. Basta que alguém pare, olhe e permita que elas entrem no coração.
Foi naquele dia que nasceu a ideia de fazer uma caminhada durante uma noite de superlua. O peregrino queria atravessar trilhas e canaviais sob aquela luz prateada, peregrinar enquanto o mundo dormia e, à sua maneira, conversar com aquela velha companheira que há milhões de anos acompanha os passos da humanidade. Quando terminou seu dia de trabalho, a primeira coisa que fez foi procurar saber quando aconteceria a próxima superlua. Para sua surpresa, não demoraria muito: seria no dia 12 de agosto, uma sexta-feira, a chamada Superlua do Esturjão, a última superlua visível daquele ano.
O dia chegou, e o peregrino não hesitou. Decidiu trocar o trabalho por uma caminhada. Traçou um percurso aberto e relativamente plano, com uma distância superior a quinze quilômetros, para que pudesse caminhar o máximo possível sem perder a Lua de vista. A trilha escolhida foi a da linha do trem que passa por São Carlos, seguindo em direção a Ibaté. Assim que iniciou a caminhada, suas pernas pareciam tremer, os braços se arrepiavam e o coração batia tão forte que parecia querer sair do peito. Não era medo, era encantamento. Era como se, naquele instante, o peregrino tivesse compreendido que existem momentos em que a beleza da vida é tão grande que o corpo inteiro precisa participar dela.
Depois de alguns quilômetros caminhando em silêncio, olhando para a imensidão daquele céu, não resistiu e perguntou à Lua: — Se você é tão maravilhosa, se tantos homens sonham em pisar em seu chão e conhecer seus mistérios, por que aparece justamente durante a noite, quando a maioria das pessoas está dormindo? O silêncio da madrugada continuou por alguns instantes e, de repente, o peregrino teve a sensação de ouvir uma voz. Era como se a própria Lua lhe respondesse: — Peregrino, caminheiro da noite, sou a Lua que te vê. Não te apresso, não te julgo. Apenas derramo prata sobre teus passos para que, mesmo na escuridão, sintas que vais acompanhado.
O peregrino parou e olhou novamente para o céu. Naquele momento, sentiu-se abraçado pela luz que caía sobre o caminho e, como quem conversa com uma velha amiga, respondeu: — Lua que me vês e me acompanhas, obrigado por clareares a minha noite, por me permitires apreciar tua beleza e por derramares tua prata sobre os meus passos, lembrando-me de que, mesmo na escuridão, nunca caminho sozinho. E continuou, passo após passo, sob a luz da superlua e em meio ao silêncio dos campos. Naquela madrugada, não precisava chegar depressa a lugar algum. A caminhada, mais uma vez, não era apenas sobre percorrer quilômetros, mas sobre sentir e perceber aquilo que, muitas vezes, passa diante dos nossos olhos enquanto estamos ocupados demais olhando para as pequenas telas que carregamos nas mãos.
Depois de aproximadamente vinte e dois quilômetros, a noite começou lentamente a se despedir. A Lua ainda estava ali quando o horizonte começou a mudar de cor e, pouco a pouco, surgiu o Sol. Nasceu em um vermelho profundo e sereno, como se tivesse aprendido, na escola da Lua cheia, a arte de iluminar o mundo sem pressa, apenas com beleza. Naquele instante, o peregrino compreendeu mais uma vez que a vida está cheia de espetáculos que acontecem todos os dias. A diferença é que alguns dormem, outros passam apressados e há aqueles que, de vez em quando, decidem caminhar durante a madrugada apenas para conversar com a Lua e descobrir que, mesmo quando o caminho parece escuro, existe sempre alguma luz disposta a acompanhar os nossos passos.
Peregrino Nino Carneiro
Se num relacionamento, só um se esforça, então se esforce e fique sozinho.
Assim você se livra e se valoriza.
Quando uma lágrima solitária e teimosa,
cisma em descer pelo meu rosto, ignoro-a,
porque já não tenho mais a ansiedade
da espera e nem o temor da ausência.
Neusa Marilda Mucci - Poetisa
Registrado na B.N. 2.012
Alguns dias parecem não ter fim. Talvez eu não esteja perdido talvez apenas esteja condenado a repetir o mesmo ciclo, tentando encontrar no amor uma saída que meu próprio coração nunca me deixa alcançar.
Chega uma hora que em alguns temas o melhor mesmo é não comentar com algumas pessoas para não entrar em confronto direto que não leva a lugar nenhum.
Ignoro sumariamente para que desapareçam. Muita gente tem que aprender a não ser amplificador de voz para quem não serve para nada.
A sexualidade, quando transformada em estímulo constante e exposta sem maturidade, pode banalizar o desejo e influenciar negativamente a formação do indivíduo, levando-o a enxergar o outro de maneira superficial ou vulgar. A inocência, por sua vez, representa uma fase em que valores como respeito, limites e dignidade podem ser construídos antes que os impulsos assumam protagonismo. O problema, portanto, não está na sexualidade em si, mas na sua banalização e na ausência de maturidade para compreendê-la.
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O corpo queria cama, mas ela saiu pedalar, ela tem coragem, ela é a Flor da Bike, ela não pode parar!
O Eclipse Vermelho
A lua vestiu-se de vermelho
e mergulhou devagar na escuridão,
como quem guarda no próprio silêncio
uma antiga transformação.
Por um instante, cessou o brilho,
o céu perdeu sua direção...
e aquilo que parecia vazio
podia ser outra dimensão.
Há mudanças que chegam caladas,
sem anúncio, sem explicação,
fundem antigas partes quebradas
numa nova forma de inteireza e chão.
Quando a sombra deixou o céu,
a lua voltou a respirar...
não era outra, nem deixou de ser ela,
apenas aprendera a se transformar.
E talvez todo eclipse seja assim:
um breve mergulho no que não se vê,
até que o que estava disperso em nós
encontre um lugar onde possa florescer.
Nem todo silêncio é ausência de resposta; às vezes, é o tempo organizando aquilo que ainda não conseguimos compreender.
A experiência não impede os erros; ela nos dá consciência suficiente para reconhecer os mesmos erros quando eles tentam voltar.
