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Nova Zelândia: Dois Corações De Um Mesmo Oceano. 














Belas ilhas são tocadas por ondas de um oceano. 
O embelezando e sendo enfeitadas por suas ondas azuis. 
Essas ilhas nasceram há muito tempo atrás rodeadas por um azul profundo.
Há muito tempo atrás quando apenas esse oceano azul e as suas águas desciam com o céu profundo. 
Em um lugar no tempo essas ilhas se formaram.
Subindo as ondas desse oceano para flutuarem sobre o seu azul.
Há muito tempo atrás foi quando cada pedaço de pedra e rocha seguiu o ir e vir de cada onda.
Estando acima de ondas azuis. 
Sobre um oceano profundo essas duas ilhas ficaram.
O tempo passava vendo cada ilha contemplando aquele oceano. 
Essas duas ilhas tinham montes com frestas onde desciam rios de fogo.
E haviam muitos assim em cada ilha.
Com longos caminhos de uma outra terra e com pedras escura que caíam de cada monte.
As brisas desse oceano seguiam sobre cada ilha.
Contornando cada monte e os seus rios de fogo.
E por tantas vezes foi assim.
Como o oceano que mergulhava nos vestígios de cada ilha. 
Como o céu azul e claro.
Duas ilhas nasceram de um oceano azul para cobrirem um pouco as suas ondas calmas.
Duas ilhas com rios de fogo que desciam por alguns montes de pedras e algo que unia cada uma. 
As suas formam eram feitas pelas ondas desse oceano quando o mesmo tocava cada ilha. 
Com ondas de afeto que vinham dos seus profundos sentimentos azuis.
Com o passar do tempo entre o céu azul aquelas duas ilhas foram se transformando.
Aqueles montes de fogo adormeceram.
Nas brisas do oceano e do tempo as frestas por onde desciam outros fogos também repousaram.
Não o tempo.
Que continuava seguindo.
Nas ondas azuis desse oceano duas ilhas estavam.
De muito tempo atrás com o céu azul e profundo sobre cada uma.
Flutuando em muitas ondas azuis que encontravam o céu em cada parte dessas ilhas. 
Que haviam sido deixadas por esse oceano em um mesmo sonho que ele teve.
Quando estava novamente desaguando no céu azul e de repente sentiu em algumas ondas que o acompanhavam o ir e vir de dois corações. 
Como as suas ondas já faziam desde outros tempos. 
Sob o mesmo céu azul. 
Que cobria um oceano e duas ilhas.
Com um aroma azul e salgado. 
Duas ilhas sobre um oceano profundo e que resplandecia como céu. 
Com o tempo que passava aqueles montes outra vez acordaram dos seus sonos distantes.
E com os seus caminhos de fogo seguiam em cada ilha. 
Com outras pedras,rochas e uma cor acinzentada que saía de cada monte.
Rios de fogo desciam dos montes em cada ilha.
Esses montes que fazem rios de fogo são inesperados e o tempo sabe disso.
Em cada ilha os rios de fogo faziam os seus caminhos. 
Sobre cada pedra e cada desvio que aquelas ilhas tinham.
Por alguns instantes ou mais,deixavam as suas marcas de um fogo adormecido e avermelhado. 
Quando no tempo adormeceram outra vez.
E um oceano ainda acordado olhava para o céu azul enquanto continuava tocando as duas ilhas. 
Que das profundezas da sua beleza,nasceram.
Há muitas tempo atrás. 
Nas suas ondas azuis e parecidas com o céu. 
Duas ilhas unidas por um oceano com ondas leves e que traziam gotas de carinho para cada uma.
Assim como o céu que derramava um pouco da sua cor sobre cada ilha. 
E para as profundezas daquele oceano. 
Em tempos atrás com brisas que ele ainda se recorda.
Quando sentiu o pulsar de dois corações nas profundezas da sua vida em algum momento no tempo.
E que nasceram em ondas que começaram nos seus sonhos.
Duas ilhas com partes do céu nos seus lados.
Que seguem um oceano e um outro azul. 
Flutuando nas suas ondas até o céu. 
Duas ilhas rodeadas por dois azuis que ainda se encontram guardados dentro dos seus corações.

"Amizade, atenção, carinho e amor, não não se agradece, se retribui."

Carta crítica filosófica 


À Natueza 


É um prazer lhe escrever esta carta,
ainda mais pelo privilégio de usar um papel
extraído de uma antiquíssima árvore da Alemanha.
Escrevo-lhe com meu mais novo lápis do Líbano.
Veja como você é importante para mim.


Querida,


quanto tempo faz desde que não nos falamos, não é mesmo?
Pensei em você enquanto meus funcionários
erguiam meu novo prédio — um edifício grandioso.


Lembra-se daquele jardim onde costumávamos passar?
Comprei-o em um leilão.
Agora, ali, nasce um prédio comercial.


Esperei por você no lançamento da pedra fundamental.
Olhei entre homens e mulheres,
mas não a encontrei.


Terá eu lhe magoado, querida Natureza?
Achei que tivesse liberdade para tratá-la
com mais intimidade.
Parece que você não aprovou minhas ações.


Não se preocupe.
Assim que eu terminar de limpar o terreno
dessas árvores velhas
e concluir a construção,
erguerei uma estátua de concreto
em sua homenagem.


Talvez assim eu consiga reconquistá-la.


Quando puder, responda-me.


Atenciosamente, o insensato.

A geopolítica das famílias é mais perigosa do que qualquer conflito armado. Nenhuma guerra ameaça exterminar a paz cotidiana com tanta eficiência quanto uma relação conturbada com a sogra.


(Becky Korich)

Melhor ter,
é Ter consciência
de que tudo passa,
só Deus,permanece!

Melhor ser, é Ser humano !⁠

Tenho algum problema, no qual ainda não descobri, nem sei quando desejo descobrir e se estou em descoberta, talvez nem problema eu tenha.

Alimentar os desejos, dia após dia, é dar munição ao inimigo interior.
Chega um ponto em que ele se fortalece o suficiente para inverter toda a situação,
na qual antes o homem julgava estar no controle e, depois, torna-se refém dos próprios desejos.
Uma coisa é o desejo estar nas mãos do homem;
outra, totalmente diferente, é o homem estar sob o domínio do desejo,
sendo manipulado, exposto e reduzido de forma miserável,
até ter sua dignidade estigmatizada e destruída.
As consequências são desastrosas.

Deixar-se sensibilizar é um ato de coragem: quem se permite sentir profundamente vive com mais sentido, empatia e verdade.

Misericórdia e compaixão são duas palavras de suma importância que o ser humano precisa cultivar, assim como a empatia e as demais palavras que nos torna humano.

As coisas verdadeiramente grandes nunca gritam sua chegada; elas apenas deixam um rastro discreto de sinais a serem percebidos por quem se deixa sensibilizar.

Não despreze o pequeno sinal que a vida lhe dá hoje, pois ele pode ser a oportunidade real de começar a escrever o primeiro capítulo de algo imenso.

Pequenos sinais são as sementes invisíveis das maiores revoluções.

Constantemente o que muda tudo quase sempre chega disfarçado de detalhe insignificante.

Grandes destinos não chegam anunciados com trovões, normalmente, se anunciam em silêncios, em sinais minúsculos, mas suficientemente perceptíveis para pessoas alertas.

Sentado ao portão dos sonhos e lembrando de dizer-te a você que o sol nasce no leste e se põe a oeste, eu serei sempre o sol que te aqueceu e iluminou até se esconder entre nimbos.

As coisas verdadeiramente grandes, tantas vezes, têm a delicadeza de chegar disfarçadas de pequenos detalhes.

“Quando o sentido cai antes da identidade nova nascer, dá a sensação de
confusão na cabeça, postura no corpo.
Por fora: alinhado.
Por dentro: em obra.”

Não tem como não vencer
Se fizermos tudo correto
Se até a flor que é sensível
Surge em meio ao concreto.

Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN
25 janeiro 2026

O evangelho me mostrou que sou pior do que imagino, mas infinitamente mais amado do que consigo imaginar.

" toda fé que teme o amor absoluto já perdeu o direito de se chamar sagrada. "

Inserida por marcelo_monteiro_4

Marguerite Porete - VERDADE QUE QUEIMA.
VERDADE QUE QUEIMA.
A história de Marguerite Porete toda é verídica, documentada, estudada e hoje plenamente reconhecida pela historiografia medieval, pela teologia histórica e pela filosofia da mística. Não se trata de lenda, alegoria tardia ou romantização moderna. Trata se de um acontecimento real, sustentado por registros inquisitoriais, crônicas contemporâneas, manuscritos preservados e estudos críticos realizados ao longo do século XX.
Marguerite Porete viveu no final do século XIII e início do XIV. Era natural do Condado de Hainaut, território que corresponde atualmente à Bélgica. Pertencia ao movimento das beguinas, comunidades femininas leigas que buscavam uma vida espiritual intensa sem professar votos monásticos perpétuos. Esse dado é confirmado por registros eclesiásticos e análises históricas sobre o movimento beguinal na Europa medieval, amplamente estudado pela historiografia religiosa.
A condição de beguina já colocava Marguerite em posição liminar. As beguinas não estavam sob controle direto de ordens religiosas nem submetidas à clausura. Trabalhavam, estudavam, cuidavam dos pobres e dedicavam se à vida espiritual. Essa autonomia feminina era vista com desconfiança crescente pela hierarquia eclesiástica, sobretudo em um período de forte centralização do poder doutrinal.
Entre o final do século XIII e o início do XIV, Marguerite escreveu “O Espelho das Almas Simples”. A autoria é hoje incontestável, estabelecida de forma definitiva em 1946 por meio da pesquisa paleográfica e histórica de Romana Guarnieri, que identificou manuscritos latinos anônimos como traduções diretas da obra francesa original. Essa identificação é aceita consensualmente pela comunidade acadêmica.
O conteúdo do livro é místico, alegórico e profundamente filosófico. Estruturado como diálogo entre Amor, Razão e Alma, descreve sete estágios de aniquilação do eu até a união plena com Deus. Essa linguagem dialogal e simbólica não era incomum na mística medieval. O que tornou a obra perigosa foi a radicalidade de suas conclusões.
Marguerite afirma que a alma, ao alcançar a união total com Deus pelo amor, transcende a necessidade de práticas exteriores, mediações institucionais e códigos morais impostos de fora. Essa ideia é claramente expressa em diversas passagens do livro e foi precisamente esse ponto que os teólogos da Universidade de Paris consideraram herético. Os registros do processo indicam que quinze proposições foram formalmente condenadas.
Entre elas, a mais grave afirmava que a alma aniquilada no amor divino não peca, não por licença moral, mas porque já não age a partir do desejo desordenado. Para a teologia institucional da época, isso representava uma ameaça direta à disciplina sacramental e à autoridade da Igreja sobre a consciência individual. Essa acusação está documentada nos autos inquisitoriais preservados.
Outro dado historicamente comprovado é a escolha deliberada de Marguerite por escrever em francês antigo, a língua do povo, e não em latim. Essa decisão ampliou enormemente o alcance do texto e rompeu o monopólio clerical do saber teológico. Historiadores da linguagem religiosa medieval apontam esse fator como decisivo para a severidade da reação institucional.
Entre 1296 e 1306, o bispo de Cambrai condenou o livro, ordenou sua destruição pública e proibiu Marguerite de voltar a divulgá lo. Essa condenação está registrada em documentos episcopais. Marguerite desobedeceu conscientemente. Continuou a difundir a obra, convicta de que sua verdade não dependia de autorização humana.
Em 1308, foi presa e entregue à Inquisição em Paris, sob a autoridade de Guilherme de Paris, confessor do rei Filipe IV. Esse inquisidor é figura histórica bem documentada e atuou no mesmo período da perseguição aos Cavaleiros Templários, o que demonstra o clima de repressão doutrinária e política vigente.
Marguerite permaneceu presa cerca de dezoito meses. Durante todo o processo, manteve silêncio absoluto. Esse silêncio não foi interpretado como ignorância, mas como recusa deliberada em submeter sua consciência a um tribunal que ela não reconhecia espiritualmente. Esse dado consta explicitamente nos registros do julgamento.
Em 31 de maio de 1310, foi declarada herege reincidente. Em 01 de junho de 1310, foi queimada viva na Place de Grève, em Paris. A execução pública é confirmada por crônicas da época e registros civis. O termo “pseudo mulier” aparece nos documentos inquisitoriais, revelando não apenas condenação teológica, mas desprezo misógino pela autonomia espiritual feminina.
Há relatos contemporâneos que indicam que a serenidade de Marguerite durante a execução causou inquietação na multidão. Embora a historiografia moderna trate esses relatos com cautela, é consenso que sua morte não produziu o efeito intimidatório esperado. Ao contrário, reforçou o caráter simbólico de sua resistência.
A Igreja ordenou a destruição de todas as cópias do livro. Essa ordem também é documentada. No entanto, a obra sobreviveu. Circulou anonimamente, foi traduzida para o latim, o italiano e o inglês médio, e influenciou a tradição mística posterior. Durante séculos, foi lida sem o nome da autora, muitas vezes atribuída a clérigos para evitar suspeitas.
O valor da obra de Marguerite Porete para os tempos atuais é profundo e inquietante. Ela levanta questões que permanecem abertas. A relação entre consciência individual e autoridade institucional. A diferença entre espiritualidade viva e religião burocratizada. O perigo do controle absoluto sobre o pensamento. A criminalização da experiência interior quando ela escapa às estruturas de poder.
Em um mundo ainda marcado por tentativas de normatizar a consciência, silenciar dissidências e transformar a fé em instrumento de controle social, Marguerite permanece atual. Sua obra recorda que toda instituição que teme a experiência direta da verdade acaba por se tornar adversária do próprio espírito que afirma defender.
A história de Marguerite Porete não é apenas um episódio medieval. É um espelho permanente. Revela o preço da liberdade interior, o risco de pensar por conta própria e o valor de uma fidelidade que não negocia sua essência, mesmo diante do fogo.

Ela foi levada à fogueira no coração de Paris.
Não por matar.
Não por conspirar.
Mas por escrever um livro.

Em 1310, uma mulher chamada Marguerite Porete caminhou até a estaca na Place de Grève enquanto uma multidão observava. Diante dela, o fogo. Atrás, a Igreja. À sua volta, o medo. Mesmo assim, ela não recuou. Recusou-se a retirar uma única palavra daquilo que havia escrito. E por isso foi queimada viva como herege.

Marguerite vinha do Condado de Hainaut, região que hoje pertence à Bélgica. Pouco se sabe sobre sua juventude, mas sabe-se que ela escolheu um caminho incomum para uma mulher medieval: juntou-se às Beguinas, mulheres que buscavam uma vida espiritual profunda sem se submeter aos votos rígidos dos conventos. Elas trabalhavam, ajudavam os pobres, rezavam juntas, e viviam com uma independência que incomodava a hierarquia da Igreja.

Marguerite foi além do aceitável.

No final do século XIII, ela escreveu “O Espelho das Almas Simples”, um livro místico estruturado como um diálogo entre Amor, Razão e Alma. Ali, descreveu sete estágios de transformação espiritual. No centro da obra, uma ideia considerada explosiva: a de que a alma poderia unir-se tão completamente a Deus que já não dependeria de rituais, regras ou intermediários para viver essa união.

Para Marguerite, quando a alma se entrega totalmente a Deus, ela se liberta.
“O amor é Deus, e Deus é amor”, escreveu.

O gesto mais perigoso veio a seguir: ela escreveu em francês antigo, não em latim. Escreveu para que pessoas comuns entendessem. Suas ideias escaparam dos mosteiros, cruzaram mercados, chegaram às mãos erradas, mãos que pensavam por conta própria.

Entre 1296 e 1306, o bispo de Cambrai declarou seu livro herético e ordenou que fosse queimado em praça pública. Mandou também que Marguerite se calasse para sempre.

Ela se recusou.

Convencida de que sua obra carregava uma verdade divina, Marguerite continuou a divulgá-la. Insistiu que a ligação da alma com Deus não pertencia a nenhuma instituição terrena. Em 1308, foi presa e entregue ao inquisidor francês Guilherme de Paris, confessor do rei Filipe IV, o mesmo rei que, naquele período, esmagava os Cavaleiros Templários.

Marguerite passou dezoito meses presa. Durante todo esse tempo, manteve um silêncio absoluto. Não jurou obediência. Não respondeu perguntas. Não se defendeu. Seu silêncio não era submissão, era resistência.

Uma comissão de 21 teólogos da Universidade de Paris examinou seu livro e selecionou quinze passagens consideradas heréticas. A mais alarmante afirmava que uma alma totalmente unida a Deus já não poderia pecar, pois havia ultrapassado o domínio do desejo e da culpa. Para a Igreja, isso ameaçava a ordem moral. Para Marguerite, era a consequência última do amor absoluto.

Deram-lhe inúmeras oportunidades de se retratar. Outros cederam e viveram. Um homem preso com ela, Guiard de Cressonessart, primeiro tentou defendê-la, depois se retratou — e foi condenado à prisão perpétua.

Marguerite não se curvou.

Em 31 de maio de 1310, ela foi oficialmente declarada herege reincidente. No dia seguinte, foi levada à praça de execuções. O inquisidor chamou-a de “pseudo mulier” — uma “mulher falsa”, como se nenhuma mulher verdadeira pudesse desafiar a Igreja daquela forma.

Então, atearam fogo.

Mas algo inesperado aconteceu. Uma crônica da época relata que a multidão ficou perturbada — não pela violência, mas pela serenidade de Marguerite. Ela não gritou. Não implorou. Não demonstrou pânico. Parecia, aos olhos de quem assistia, já estar além das chamas que consumiam seu corpo.

A Igreja ordenou que todas as cópias do livro fossem destruídas. Quis apagar suas palavras junto com sua vida.

Falhou.

“O Espelho das Almas Simples” sobreviveu. Circulou clandestinamente por séculos, foi traduzido para latim, italiano e inglês médio. Foi lido sem o nome da autora. Atribuído a outros. O texto era forte demais para desaparecer, mesmo quando o nome foi silenciado.

Somente em 1946, mais de seiscentos anos depois, a pesquisadora Romana Guarnieri identificou, na Biblioteca do Vaticano, a verdadeira autoria da obra. Marguerite Porete teve seu nome devolvido à história.

Hoje, ela é reconhecida como uma das maiores místicas da Idade Média, frequentemente comparada a Meister Eckhart. Suas ideias ainda provocam debates. Sua coragem ainda incomoda.

Ela foi queimada por escrever sobre um amor maior que o medo.
Sobre uma fé que não aceita correntes.
Sobre uma liberdade que nem o fogo conseguiu consumir.

Marguerite permaneceu em silêncio até o fim.
Mas seu livro fala há mais de sete séculos.
E ainda fala.

Queimar um corpo não foi suficiente para calar uma verdade. Sete séculos depois, sua voz ainda atravessa o tempo, lembrando que toda fé que teme o amor absoluto já perdeu o direito de se chamar sagrada.

Inserida por marcelo_monteiro_4

O tempo tira a esperança quando alguém está tão perto e tão longe; e nos dá quando, de tão longe, está tão perto. Só o atemporal amor explica.

A promessa, a verdade e o tempo 
Você precisa me dizer se o seu coração está bem.
Agora tudo é mistério, e ainda assim, tudo faz sentido.
Agora eu entendo aquela promessa dita: um mundo cor-de-rosa.
Você prometeu um mundo onde não cabiam tristezas nem mentiras.
Você não mentiu…
O tempo é que não foi verdadeiro.