Pensamentos Mais Recentes

“Um erro que te torna humilde é melhor do que uma conquista que te torna arrogante.”

"Jamais se arrependa do bem que você fez, por maior que seja a ingratidão."
Suedson_Corey

Feudo tecnológico sua alienação descrita por fisolosoficos e críticos da filosofia. Abrangente o contexto.
Damos livre-arbítrio na interlocução.
Somos copilidos a compreender que tudo que vemos nos moldes da matrix e laços profundos do capitalismo.
Temos a realidade ambígua em formato de um agronegócio de fatores da tecnologia.. esses fatos dominam economia e desguina a consciência num estado inerte todavia de alienação.
A verdade pode escorrer pelas correntes de dados fluir em algoritmos... sempre haverá uma opção de alienação intelectual e social o "labirinto" de deepfakes e resenha fakes news.
Será obstáculo para democracia?
Ou será vendido na navalha do caos.

⁠jogue os seus problemas fora
Bem jogados
Para que ninguém 
Tropece
Nos estilhaços

​"A alma não precisa de legenda quando a energia é pura; bebês e animais não leem palavras, eles decifram o espírito, e se eles se aproximam sem medo, é porque reconheceram em você um porto seguro que a maldade do mundo ainda não conseguiu corromper."

PARALISIA DO SONO À LUZ DO ESPIRITISMO.
O LIMIAR ENTRE O CORPO E A ALMA.
Por: Marcelo Caetano Monteiro.
Há experiências humanas que parecem rasgar momentaneamente o véu entre a realidade física e a dimensão invisível da consciência. A paralisia do sono pertence a esse domínio inquietante em que o homem desperta sem despertar inteiramente. Os olhos abrem-se. A mente percebe o ambiente. Sons são ouvidos. Presenças parecem aproximar-se. Entretanto, o corpo permanece imóvel como se estivesse aprisionado por uma força desconhecida.
Desde a Antiguidade, esse fenômeno recebeu interpretações variadas. Povos antigos acreditavam em ataques demoníacos, vampirismo espiritual, visitas de mortos ou opressões sobrenaturais. A ciência contemporânea interpreta a ocorrência principalmente como dissociação entre consciência e atonia muscular do sono REM. Contudo, a Doutrina Espírita oferece uma análise muito mais profunda, integrando fisiologia, psicologia e espiritualidade dentro de uma compreensão integral do ser humano.
Para o Espiritismo, o homem não é apenas organismo biológico. É Espírito imortal temporariamente ligado à matéria através do perispírito. Assim, determinados estados anômalos da consciência revelam precisamente os momentos em que essa ligação apresenta alterações transitórias.
A paralisia do sono torna-se então um fenômeno de extraordinário valor filosófico, psicológico e espiritual.
A VISÃO KARDEQUIANA SOBRE O SONO.
Em O Livro dos Espíritos, especialmente entre as questões 400 e 412, Allan Kardec examina o sono não apenas como necessidade fisiológica, mas como estado de emancipação parcial da alma.
Durante o repouso físico, o Espírito desprende-se relativamente do corpo. Os laços fluídicos não se rompem completamente, porque a encarnação permanece ativa, porém tornam-se mais flexíveis. O Espírito readquire certa liberdade de ação, podendo deslocar-se, encontrar outros Espíritos, recordar parcialmente o passado e receber instruções espirituais.
Kardec afirma que:
“A alma jamais está inativa.”
Essa afirmação possui consequências filosóficas imensas.
Enquanto o materialismo considera a consciência produto exclusivo da atividade cerebral, a Doutrina Espírita sustenta que o cérebro funciona apenas como instrumento de manifestação do Espírito encarnado. A inteligência não nasce da matéria. Ela utiliza a matéria.
Assim, durante o sono, o corpo repousa, mas o Espírito prossegue vivendo.
A paralisia do sono surge precisamente nesse intervalo delicado entre o retorno da consciência espiritual e a reativação completa das funções motoras do organismo físico.
LETARGIA E CATALEPSIA SEGUNDO KARDEC.
Na questão 424 de O Livro dos Espíritos, Kardec diferencia letargia e catalepsia.
A letargia caracteriza-se pela suspensão quase completa das funções vitais aparentes. Respiração e pulsação tornam-se quase imperceptíveis. O corpo assume aparência cadavérica. Em séculos passados, inúmeros indivíduos foram sepultados vivos devido ao desconhecimento médico desses estados.
Já a catalepsia apresenta aspecto ainda mais próximo da moderna paralisia do sono.
Nela:
“a consciência pode permanecer ativa”. “a audição continua”. “a percepção do ambiente persiste”. “o corpo permanece imóvel”.
Kardec pergunta aos Espíritos se os catalépticos ouvem o que ocorre ao redor. A resposta é profundamente reveladora:
“Veem e ouvem pelo Espírito.”
Esse ponto constitui uma das mais importantes demonstrações kardequianas da independência relativa da alma em relação ao corpo.
A consciência permanece desperta mesmo quando os mecanismos motores se encontram temporariamente suspensos.
Sob essa ótica, a paralisia do sono pode ser entendida como forma parcial e transitória de emancipação anímica incompleta.
O PERISPÍRITO E A REINTEGRAÇÃO FLUÍDICA.
Em A Gênese, Kardec define o perispírito como envoltório semimaterial do Espírito.
O perispírito desempenha funções fundamentais:
“transmite sensações”. “interliga mente e organismo”. “conduz impulsos fluídicos”. “serve como molde organizador do corpo”.
Durante o sono, ocorre expansão relativa das irradiações perispirituais.
Na paralisia do sono, muitos estudiosos espíritas entendem existir um reajuste incompleto dessa ligação fluídica.
A consciência desperta antes do restabelecimento integral da motricidade orgânica.
Em linguagem espírita:
“O Espírito já retomou parcialmente a lucidez.” “O corpo ainda permanece em inércia fisiológica.”
Daí surgem fenômenos extremamente característicos:
“sensação de peso”. “opressão torácica”. “incapacidade de mover-se”. “tentativa frustrada de gritar”. “percepção de presenças”. “sons estranhos”. “terror súbito”.
A Doutrina Espírita não afirma que todas essas percepções sejam espirituais. Kardec sempre foi prudente. Muitas podem originar-se da própria atividade psíquica associada ao medo e ao estado hipnagógico.
Entretanto, em certos casos, o semidesprendimento favorece percepções efetivas do ambiente espiritual circundante.
A EMANCIPAÇÃO DA ALMA E AS PERCEPÇÕES ESPIRITUAIS.
Kardec estudou amplamente:
“sonambulismo”. “êxtase”. “dupla vista”. “desdobramento”. “emancipação da alma”.
Todos esses estados possuem elemento comum:
“O Espírito readquire relativa independência do organismo.”
Durante a paralisia do sono, a pessoa encontra-se em condição intermediária.
Não está plenamente adormecida. Não está plenamente reintegrada ao corpo.
Por isso muitos relatam enxergar vultos, ouvir vozes ou sentir aproximações invisíveis.
A visão espírita interpreta esses relatos com equilíbrio.
Nem tudo é obsessão. Nem tudo é alucinação.
Em alguns episódios:
“predomina o componente neurológico”. “predomina o componente psicológico”. “predomina a influência espiritual”. “ocorre combinação de fatores.”
A prudência kardequiana rejeita tanto o fanatismo supersticioso quanto o reducionismo materialista.
A LEI DE SINTONIA ESPIRITUAL.
A Revista Espírita apresenta numerosos estudos acerca das influências espirituais sobre os encarnados.
Segundo o Espiritismo, pensamentos produzem irradiações fluídicas.
Cada criatura gravita espiritualmente em torno das frequências mentais que cultiva.
Assim:
“ódio atrai ódio”. “serenidade atrai equilíbrio”. “viciação aproxima entidades perturbadas”. “elevação moral favorece amparo superior”.
Durante o sono, quando as barreiras fisiológicas diminuem, essas afinidades tornam-se ainda mais perceptíveis.
Por isso determinados indivíduos relatam episódios aterradores recorrentes.
Não porque estejam “amaldiçoados”. Mas porque permanecem em sintonia psíquica inferior.
Kardec ensina que Espíritos inferiores aproximam-se principalmente através de:
“ressentimento”. “sensualismo descontrolado”. “vícios”. “agressividade”. “pessimismo”. “desequilíbrio emocional persistente”.
A obsessão espiritual não surge arbitrariamente. Ela estabelece-se por afinidade vibratória.
YVONNE A. PEREIRA E A CATALEPSIA MEDIÚNICA.
Yvonne do Amaral Pereira aprofundou o tema ao analisar catalepsia e letargia como manifestações relacionadas à mediunidade e ao desprendimento perispiritual.
Segundo ela, em determinados indivíduos sensíveis, ocorre retração temporária das vibrações perispirituais, comparável à planta sensitiva que se recolhe ao toque.
Essa analogia possui enorme profundidade.
O perispírito reage aos estados emocionais, mentais e espirituais.
Sob intensas perturbações fluídicas:
“surgem torpores”. “anestesias”. “desligamentos motores”. “alterações de sensibilidade”.
Yvonne descreve casos nos quais o indivíduo permanecia plenamente consciente enquanto o corpo aparentava estado quase cadavérico.
A consciência não pertencia ao organismo.
Pertencia ao Espírito.
Essa interpretação concorda integralmente com Kardec.
O CASO DE GASPAR EM “LIBERTAÇÃO”.
Em Libertação, psicografado por Chico Xavier, surge um dos exemplos mais impressionantes relacionados à paralisia psíquica e obsessiva.
Gaspar era obsessor endurecido dominado por entidades ainda mais perversas.
André Luiz descreve-o em estado de:
“entorpecimento mental”. “fixação hipnótica”. “automatização psíquica”. “insensibilidade moral”.
Trata-se de verdadeira “paralisia da alma”.
Não física. Mas espiritual.
Gaspar perdera temporariamente sua liberdade psíquica superior devido ao magnetismo destrutivo exercido sobre ele.
Kardec estudou amplamente o magnetismo, considerando-o ciência irmã do Espiritismo.
Pensamentos geram correntes fluídicas.
Essas correntes podem:
“equilibrar”. “curar”. “desorganizar”. “subjugar”.
O caso de Gaspar demonstra como Espíritos inferiores aprisionam consciências através de hipnose obsessiva contínua.
A “ENXERTIA PSÍQUICA”.
Durante reunião mediúnica descrita em Libertação, Gaspar recebe temporariamente recursos vitais da médium Dona Isaura.
André Luiz denomina o processo:
“enxertia psíquica”.
Na visão espírita, fluidos vitais podem ser compartilhados magneticamente.
Kardec explica que o fluido vital constitui elemento indispensável à atividade orgânica e perispiritual.
Quando Gaspar recebe esses recursos:
“recupera parcialmente a sensibilidade”. “volta a ouvir”. “readquire lucidez”. “torna-se novamente consciente.”
Esse exemplo demonstra princípio central da terapêutica espírita:
“A obsessão é enfermidade moral tratável.”
Não existe condenação eterna no Espiritismo.
Existe educação da consciência.
CHICO XAVIER E A HIPNOSE DURANTE O SONO.
Chico Xavier afirmava frequentemente que muitos obsessores atuam sobre encarnados durante o sono.
Isso relaciona-se diretamente às categorias descritas por Kardec em O Livro dos Médiuns:
“obsessão simples”. “fascinação”. “subjugação”.
Durante o desprendimento noturno, Espíritos perturbados podem intensificar tendências já existentes no encarnado.
Daí surgem:
“pesadelos repetitivos”. “fadiga sem causa”. “angústias persistentes”. “despertar agressivo”. “impulsos destrutivos”.
Entretanto, Kardec jamais sustentou fatalismo espiritual.
O encarnado não permanece indefeso.
A verdadeira proteção encontra-se em:
“disciplina moral”. “equilíbrio emocional”. “oração sincera”. “vigilância mental”. “prática do bem”.
A PRECE COMO MECANISMO FLUÍDICO.
Em O Evangelho segundo o Espiritismo, a prece é apresentada não como ritual mágico, mas como emissão vibratória da consciência.
Pensar é irradiar.
Orar é modificar a própria frequência psíquica.
Durante episódios de paralisia do sono, inúmeros espíritas relatam melhora ao recorrer mentalmente à oração.
Isso ocorre porque:
“A mente reorganiza-se.” “O medo diminui.” “O campo fluídico eleva-se.” “O auxílio espiritual aproxima-se.”
A oração sincera rompe circuitos mentais inferiores.
Ela não atua apenas psicologicamente. Atua fluídica e espiritualmente.
MAGNETISMO E PASSES.
Kardec valorizava profundamente o magnetismo.
Para ele, o passe não constitui ritual supersticioso.
É transfusão fluídica.
O magnetizador equilibrado auxilia:
“reorganização perispiritual”. “reequilíbrio nervoso”. “harmonização mental”. “fortalecimento vital”.
Por isso a terapêutica espírita recomenda:
“passes magnéticos”. “evangelho no lar”. “prece”. “disciplina emocional”. “assistência médica”. “higiene mental”.
A Doutrina Espírita jamais orienta abandono da medicina.
O Espiritismo não combate a ciência. Amplia-a.
A NEUROCIÊNCIA E O ESPIRITISMO.
A ciência contemporânea define a paralisia do sono como dissociação transitória entre consciência desperta e atonia muscular REM.
Essa explicação possui legitimidade.
O organismo realmente atravessa estados neurofisiológicos específicos.
Entretanto, o Espiritismo considera insuficiente reduzir toda experiência consciente exclusivamente à atividade neuronal.
Segundo Kardec:
“O cérebro é instrumento.” “A consciência pertence ao Espírito.”
Assim, ciência e espiritualidade não precisam antagonizar-se.
A análise espírita aceita os mecanismos fisiológicos sem negar a dimensão transcendente da consciência.
O fenômeno torna-se então biopsicospiritual.
O MEDO DO INVISÍVEL.
A maior dor da paralisia do sono talvez não seja a imobilidade.
É o confronto repentino com o desconhecido.
O homem moderno afastou-se da reflexão espiritual profunda. Identificou-se excessivamente com a matéria. Perdeu a percepção da própria transcendência.
Quando a consciência desperta parcialmente além dos limites habituais da experiência física, surge o terror.
Porque o invisível revela-se.
Kardec, porém, substitui o medo pela compreensão racional.
Não existem demônios eternos. Não existem maldições sobrenaturais.
Existem consciências em diferentes graus evolutivos convivendo no universo.
A REFORMA ÍNTIMA COMO PROTEÇÃO ESPIRITUAL.
O Espiritismo ensina que o verdadeiro antídoto contra influências espirituais perturbadoras encontra-se na transformação moral.
Não basta conhecer fenômenos.
É necessário elevar a própria consciência.
Ambientes psíquicos degradados favorecem sintonia inferior.
Por outro lado:
“caridade”. “serenidade”. “equilíbrio”. “vigilância”. “disciplina íntima”. “oração”. “bons pensamentos”.
fortalecem o campo espiritual do encarnado.
O homem atrai aquilo que cultiva mentalmente.
A CONCLUSÃO FILOSÓFICA DE KARDEC.
A grandeza da análise kardequiana reside em sua extraordinária prudência.
Kardec jamais afirmou que toda paralisia do sono seja obsessão espiritual.
Mas também jamais aceitou que a consciência humana fosse apenas produto químico do cérebro.
Entre o materialismo absoluto e a superstição irracional, o Espiritismo construiu caminho de equilíbrio filosófico.
A paralisia do sono torna-se então uma experiência limítrofe.
Nela:
“O corpo permanece quase imóvel.” “A mente desperta.” “O Espírito continua ativo.”
E talvez seja precisamente nesses instantes silenciosos, quando a carne falha em responder à vontade, que o homem perceba pela primeira vez que existe algo em si mesmo que ultrapassa a matéria, transcende o cérebro e continua vivendo além dos mecanismos físicos da existência.
FONTES.
O Livro dos Espíritos
O Livro dos Médiuns
A Gênese
O Céu e o Inferno
Revista Espírita
Libertação
Recordações da Mediunidade
O Evangelho segundo o Espiritismo
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Depoimento de um verdadeiro Sulista!




Há uma beleza no simples costume do campo, onde encilhar bem um cavalo e seguir ao trote parece ensinar que a vida exige firmeza, coragem e alma forte. Existe verdade no cheiro da costela de novilha pingando graxa no fogo grande de angico, no olhar do ginete preparando a tropilha e na lida bonita de quem honra o próprio ofício. O Sul velho carrega costumes que nunca se perdem: o chimarrão amargo bem cevado, o ponteio do pinho numa tarde de garoa e o homem campeiro que segue firme, mesmo quando a lida é bruta. Cada passo sobre o lombo de um cavalo conta a história de homens de alma rude, que aprenderam a pedir que Deus ajude sem abandonar a própria caminhada. E talvez seja exatamente isso que torna essa terra tão forte e verdadeira: a simplicidade de quem vive solto das patas, enfrentando o tempo com humildade, coragem e coração Sulista.


- Tiago Scheimann

"A vaidade fecha os olhos da alma para as bênçãos do alto, porque o espírito ocupado em glorificar a si mesmo perde a capacidade de contemplar aquilo que é eterno. O tempo, juiz silencioso de todas as pretensões humanas, apagará nomes, títulos e memórias e, por isso, mais sábio do que buscar ser lembrado pelos homens é viver de modo digno diante de Deus, extraindo da existência não a glória passageira do ego, mas a plenitude serena da verdade, da humildade e da virtude.”

O mundo seria menos cruel se as pessoas, por um instante, vivessem a realidade umas das outras.

Enquanto a determinação tiver disciplina, o fracasso morre de fome.

Minha amizade com Noêmia e Maurício do Valle, filhos da artista me legou um saber na obra da Rosina. Sendo os dois, dos quatro filhos da artista, a convivência e a afetividade comigo, tem um peso maior, pois representam em si a historia de Rosina Becker do Valle. Essa amizade explica como Barradas, tive acesso privilegiado e legítimo às obras guardadas pela família, desde os anos de formação. Alguns destes trabalhos deixadas aos filhos e hoje em posse e propriedade legal de Ricardo V. Barradas, registram o momento em que Rosina, incentivada por Ivan Serpa no MAM-RJ, iria se tornar uma das principais pintoras naïf do Brasil. Para o mercado, por estas obras terem vindo diretamente dos filhos confere a Barradas o nível máximo de confiabilidade de proveniência deste acervo.

Desrespeito, insensatez ou indignidade são o que se manifesta na população que confronta, questiona ou amaldiçoa o sistema judiciário.

Não temo mais a dor como antes. O que me assusta é o vazio que ela deixa. Esse lugar sem cor, sem eco, sem direção. Um espaço onde até a saudade parece distante. Como se eu tivesse me desligado de mim mesmo por um instante.

Há palavras que nunca saíram de mim. Não por falta de desejo, mas porque pressenti que o mundo não saberia recebê-las. Então elas ficaram aqui, acumulando peso e silêncio. E o que não se diz, com o tempo, também fere.

Carrego uma fé que já foi quebrada muitas vezes. Mas ela insiste em se refazer, sem espetáculo. Não porque tudo vá dar certo, mas porque me recuso a abandonar totalmente a possibilidade de sentido. Às vezes, isso já basta para seguir.

Aprendi a sobreviver em terrenos áridos, onde o afeto era escasso e o silêncio, regra. Hoje, mesmo diante do amor, a leveza ainda me causa estranhamento, como se meu corpo tivesse desaprendido o descanso.

Nem toda dor precisa ser resolvida de imediato. Algumas só precisam ser sentidas até o fundo. Como o inverno que parece interminável, mas que prepara a terra em silêncio para tudo aquilo que ainda pode nascer.

Viva como se já estive morto
A vida é e-fe-me-ri-da-de...
Efemeridade...
Esse deveria ser o nome da vida
Vida= efemeridade
Efemeridade= vida
Porque se preocupar
Tudo vai terminar num buraco
ou em fumaça.

A Ilusão da Semelhanças


Qualquer semelhança é de fato coincidência.
Assim acontece numa ação,
Duas coisas acontecem em sequência
Até parece ser a mesma coisa, mas não são!


É uma ilusão da semelhança,
A diferença sutil entre coisas parecidas.
Podem até trazer lembranças,
Todavia estão apenas distorcidas.


O que nos parece quase igual
É, na verdade, muito diferente.
Uma semelhança casual
É um engano para a nossa mente.


Coisas iguais estão separadas na essência,
Podem até estar próximas fisicamente
Mas na verdade, só na aparência
O que confunde muito nossa mente.


Raimundo Nonato Ferreira
Maio/2026

Qualquer ideia pervertida não é para ser censurada, mas sim exposta para outros aprenderem o que é indecente ou repugnante.

Liberdade sem limites destrói a liberdade.

Reluto pela manhã o anseio que mora em mim.
À tarde, ele se acalma com as falsas promessas que faço a mim mesmo.
Já pela noite se inquieta no desejo de mover-se.
Pela madrugada descanso em paz com uma nova promessa do amanhã

JÓIAS DEVOLVIDAS.
Do livro: Quem Tem Medo da Morte?
de Richard Simonetti.
“Jóias Devolvidas” é um dos contos mais conhecidos e emocionalmente penetrantes da literatura espírita contemporânea. A narrativa apresenta uma reflexão profunda sobre o apego humano, a transitoriedade da matéria e a verdadeira natureza dos vínculos afetivos sob a perspectiva da Doutrina Espírita.
O enredo gira em torno de uma mulher que perde prematuramente os filhos e mergulha numa dor devastadora. Revoltada contra Deus e incapaz de aceitar o sofrimento, ela procura um sábio homem espiritual em busca de explicações. Esperava consolo imediato, talvez alguma fórmula para anestesiar a própria angústia. Entretanto, recebe uma comparação inesperada.
O mentor lhe pergunta se ela possuía jóias valiosas guardadas em casa. A mulher responde que sim. Então ele questiona:
“Se alguém lhe emprestasse jóias preciosas durante alguns anos e depois viesse buscá-las, você acusaria essa pessoa de roubo?”
A mulher responde negativamente, afirmando que aquilo que é emprestado continua pertencendo ao verdadeiro dono.
É nesse instante que surge o núcleo filosófico do conto.
O sábio explica que os filhos não pertencem aos pais em sentido absoluto. São Espíritos imortais confiados temporariamente ao cuidado da família terrestre. Deus os concede por empréstimo sublime para que haja aprendizado, reencontro, reparação e amor. Quando regressam ao plano espiritual, as “jóias” são apenas devolvidas ao verdadeiro proprietário da Vida.
A alegoria é profundamente coerente com os princípios espíritas sobre reencarnação e sobrevivência da alma. Segundo O Evangelho segundo o Espiritismo, os laços familiares transcendem o túmulo, e a morte física não rompe os vínculos do afeto legítimo. O corpo perece, porém o Espírito continua sua jornada evolutiva.
O conto não banaliza a dor materna nem reduz o luto a um discurso frio de resignação. Pelo contrário. Richard Simonetti trabalha a dimensão psicológica da perda mostrando que o sofrimento nasce, muitas vezes, da ilusão de posse. O ser humano acostuma-se a dizer “meu filho”, “minha esposa”, “meu pai”, como se as almas fossem propriedades definitivas. O Espiritismo, entretanto, ensina que ninguém possui ninguém. Todos são companheiros temporários na travessia terrestre.
Há também um aspecto moral extremamente elevado na narrativa. A maternidade e a paternidade aparecem como missões espirituais e não como direitos absolutos. Os pais são administradores de consciências em formação, responsáveis por oferecer amor, orientação ética e amparo moral enquanto durar a experiência encarnatória.
Sob prisma psicológico, o conto toca numa das maiores angústias humanas: o medo da separação. A perda física parece insuportável porque a consciência materialista encara a morte como extinção. Já a visão espírita modifica radicalmente essa percepção. A ausência transforma-se em distância temporária. O túmulo deixa de representar destruição definitiva e passa a simbolizar apenas mudança de estado existencial.
A força do texto reside justamente na simplicidade simbólica da metáfora. As jóias representam aquilo que mais amamos. E quanto mais valiosas, menos realmente nos pertencem. O amor verdadeiro não aprisiona, não reivindica posse e não exige permanência eterna na matéria. Ama sabendo libertar.
O conto também dialoga profundamente com a questão 934 de O Livro dos Espíritos, quando se discute por que criaturas boas sofrem tanto na Terra. A resposta espírita demonstra que as provas dolorosas frequentemente possuem finalidade educativa, expiatória e evolutiva. Muitas vezes, reencontros familiares são breves porque certas almas necessitam apenas de pequeno contato regenerador antes de retornarem ao mundo espiritual.
Richard Simonetti consegue transformar uma reflexão doutrinária em experiência emocional. Não escreve apenas para instruir intelectualmente, mas para tocar regiões profundas da alma humana. Seu conto convida o leitor a substituir revolta por entendimento, desespero por esperança e posse por gratidão.
A verdadeira tragédia não é devolver as jóias ao Céu. A verdadeira tragédia seria jamais ter recebido seu brilho por um único instante sequer.

Fontes:
Quem Tem Medo da Morte?
O Livro dos Espíritos.
O Evangelho segundo o Espiritismo.
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Existe uma distância entre quem eu sou e aquilo que o mundo espera que eu seja. E, nessa travessia, vou me perdendo em fragmentos. Há partes de mim que não retornam. O preço de caber é, muitas vezes, deixar pedaços no caminho.

Oceano cor de mel


No oceano dos castanhos olhos seus, descubro um profundo mergulho a cada vez que me prendo à admirar,
às vezes viajo para águas escuras e sombrias,águas fortes que tocam a alma, distantes e carregadas de melancolias,porém,são nos mesmos cor de mel,que enxergo a transparência;a doçura;a certeza;a segurança;
a paz;o abrigo e um sentimento verdadeiro,
é no fundo dos seus olhos,onde me encontro e me perco.