Pensamentos Mais Recentes

Dói ver como o "bom dia" diário virou um silêncio gelado, e perceber que o afeto que antes transbordava, tornou-se unilateral. É triste aceitar que aquela cumplicidade virou apenas uma lembrança de alguém que escolheu se afastar e deixar a relação morrer.

"O SACRIFÍCIO PARA VALER A PENA TEM QUE DOER. SE VOCÊ PRATICAR A CARIDADE , NÃO BASTA ORAR, TEM QUE AJUDAR COM AS MÃOS, FAZENDO O PRÓPRIO ALIMENTO QUE VAI DISTRIBUIR" Ademar de Borba

"Não está indo do meu jeito,
mas está indo.
- Então deixa ir...
- Eu não vou te segurar vida!"
Haredita Angel
01.10.12

"Os pincéis do tempo me deram um novo rosto, e todo o resto virou saudade!"
Haredita Angel
21.03.14

O tempo é o escaravelho que, sob asas de falcão, rola a poeira do nada para gerar a luz, provando que o amanhã é a memória de um sol que ainda não raiou.
Reno Fioraso

2254 📜 "Verdade apenas dita, mas não comprovada e/ou não testemunhada, não passa de Mentira ou de Conversa Fiada ou de Engodo ou de Tentativa para Legitimidade. Eu MostroFATOS!"

AMIGOS DAS ANTIGAS


Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.


No terreiro da infância,
Tudo era simplicidade;
Cada amigo era um irmão,
Criado na lealdade.
Não havia interesse,
Só carinho e amizade.


Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.


Era bola, era peteca,
Era pipa pelo céu;
Carrinho de rolimã,
Sonho doce feito mel.
Quem caía logo via
Outro amigo ser fiel.


Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.


Na tarefa da escola,
Sempre havia união;
Um emprestava o caderno,
Outro dava explicação.
Se um não sabia a resposta,
Todos davam solução.


Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.


Também tinha em casa o jeito
De ajudar sem reclamar;
Varria o terreiro cedo,
Ia a água buscar.
Terminada a obrigação,
Já corria pra brincar.


Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.


Nos passeios de domingo,
Cada riso era canção;
Piquenique lá na praia,
Com farofa e emoção.
O mar lavava os pés,
E a amizade o coração.


Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.


Vieram os quinze anos,
Festa, encanto e emoção;
Vestido rodando ao vento,
Brilhava o salão.
Os amigos celebravam
Mais um sonho em construção.


Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.


Depois veio a formatura,
Conquista de cada irmão;
Abraços, fotos e risos,
Misturados à emoção.
O futuro abria portas
Para uma nova estação.


Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.


Cinquenta anos passaram
Como um sopro pelo ar;
Mas as velhas brincadeiras
Ainda fazem gargalhar.
Quando a turma se reencontra,
A infância volta a morar.


Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.


Nem só de festa viveu
Nossa bonita jornada;
Também houve despedidas
Na estrada iluminada.
Alguns partiram primeiro,
Deixando a saudade guardada.


Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.


Cada nome é uma lembrança,
Cada riso uma oração;
Quem partiu vive na história,
Na memória e no coração.
A amizade vence o tempo
E também a separação.


Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.


Se existe riqueza eterna
Que dinheiro não comprou,
É o abraço de um amigo
Que o destino conservou.
Deus abençoe essa amizade
Que o tempo nunca apagou.


Amigo das antigas, tesouro que o tempo não levou.
Quem o guarda sabe seu valor.

CARRO DE BOI



Carro de boi é memória,
que o tempo nunca venceu;
leva o passado nas rodas
e o futuro que nasceu.


Nasceu de madeira bruta,
Talhada por boa mão;
Do machado e da enxó,
Do talento do artesão.
Feito com força e paciência,
Virou nobre criação.


Sem luxo, ferro ou riqueza,
Só madeira e precisão;
Cada peça bem medida,
Respeitando a tradição.
Era a ciência da roça
Guiando a civilização.


Foi companheiro do homem
Nas veredas do sertão;
Levando pedra e madeira,
Colheita, sonho e feijão.
Era o braço da esperança
Na mais dura plantação.


Carro de boi é memória,
que o tempo nunca venceu;
leva o passado nas rodas
e o futuro que nasceu.


Foi herança dos antigos,
Dos avós e dos bisavós;
Cada sulco que deixou
Ainda hoje fala a nós.
Sua história permanece
Na lembrança de todos nós.


Ajudou na colonização,
Rasgando o Brasil inteiro;
Abriu estrada e caminho,
Venceu barro e atoleiro.
Foi desbravador valente
Do sertão ao tabuleiro.


Na frente seguia o guia,
Experiente condutor;
Atrás vinha o boi de coice,
Também forte trabalhador.
Dois parceiros da jornada,
No serviço e no suor.


Quando o eixo reclamava
Num chiado agudo e forte,
Era um canto da madeira
Desafiando a própria sorte.
Parecia uma cantiga
Ecoando de sul a norte.


Levou engenho e farinha,
Levou cana e algodão;
Levou gente, levou vida,
Levou fé no coração.
Foi estrada sobre rodas,
Foi sustento da nação.


Carro de boi é memória,
que o tempo nunca venceu;
leva o passado nas rodas
e o futuro que nasceu.


Hoje dorme em museus,
Ou na sombra do terreiro;
Mas quem ouve o seu chiado
Vê renascer o vaqueiro.
Pois o carro de boi vive
Na alma do povo guerreiro.

O silêncio do cristão diante da cultura não é neutralidade; é uma falha de mordomia do Evangelho. Nossa responsabilidade perante o Criador não se resume aos pecados que cometemos, mas abrange o amor e a verdade que decidimos reter do mundo.

O cristão que se cala diante das trevas do mundo carrega consigo o terrível fardo da omissão. Todo crente é um mordomo da graça e responderá diante do Juiz Eterno não apenas pelo mal que cometeu, mas pela luz do Evangelho que, por medo ou comodismo, escolheu esconder do mundo.

A graça é, por definição, favor imerecido. Se você faz por merecer, deixa de ser graça e passa a ser dívida. Portanto, livre-se da heresia religiosa de que Deus seria "justo" salvando apenas alguns. Como todos pecaram, o amor do Pai abraça a todos, e todo aquele que crê é justificado pela fé.

A tragédia do Éden é o escândalo da igreja moderna. Como Eva, a noiva de Cristo trocou a autoridade inabalável das Escrituras Sagradas pelo engano do próprio coração. Não queremos um Deus que nos governe, mas um 'deus' que justifique nossas emoções.

2253 📜 "MostrarFATOS é pautar-se única e exclusivamente pela Verdade (Comprovada). Daí o nome MostrarFATOS. Eu MostroFATOS?"

O céu não é para quem confia em sua própria bondade, mas para os que são justificados pela fé e permanecem em obediência aos mandamentos de Cristo.

2252 📜 "MostrarFATOS é atuar com base nunca hipotética e jamais vinculada à Mentira e à Conversa Fiada. Daí o nome MostrarFATOS. Eu MostroFATOS?"

A vida inteira dependemos da providência divina. Contudo, quando Deus se esvaziou e se fez carne entre nós, nós O matamos. A morte de Jesus revela a nossa loucura, mas também revela a profundidade de um Deus que prefere morrer a nos obrigar a amá-Lo.

A Palavra de Deus constantemente nos lembra nossa frágil condição de pó, um lembrete da graça de Deus diante de nossa finitude. O trágico paradoxo, é que nós nos recusamos a crer nisso. Preferimos a ilusão da autossuficiência a nos rendermos à nossa realidade.

As Escrituras sempre nos lembram que somos apenas pó. O verdadeiro abismo é que, embriagados pelo nosso próprio ego e orgulho, nós vivemos como se fôssemos eternos, autossuficientes e indestrutíveis, ignorando a nossa frágil e transitória realidade diante do Santo Deus.

"A autoestima entra e sai do inferno sem se queimar."

Nenhum caminho é impossível para quem caminha com O Caminho.

Na fé cristã, a palavra "santo" (kadosh) significa, literalmente, "separado". Em vez de um peso ou uma lista de proibições, é uma escolha diária de posicionamento para viver uma vida dedicada aos propósitos divinos.

Santidade é se separar de tudo aquilo que te separa de Deus.

A comunidade de fé é um ajuntamento de pessoas imperfeitas. Quando colocamos na instituição a expectativa de um ambiente utópico, abrimos a porta para o choque com a realidade humana e a consequente desilusão.

Esperar acolhimento perfeito da religião é esquecer que ela própria carece de redenção diária.

Transferir a expectativa da Graça para a instituição gera órfãos espirituais.