Pensamentos Mais Recentes
1443
"Para Mim, a pior entre as piores coisas é um monte de gente ficar dizendo, dia e noite, qual é a 'Pior Coisa do Mundo'. E, a exemplo, de Horóscopos, as falas deles nunca coincidem, Oh, Raios!"
TextoMeu 1443
“A fotografia não captura o instante; ela preserva o sentido que o olhar soube reconhecer antes que o tempo o dissolvesse.” - Leonardo Azevedo.
Atualmente, as pessoas camuflam suas inseguranças, medos e angústias com ego, vaidade, arrogância, orgulho. Procuram diminuir, desclassificar, inferiorizar o outro para suprir suas necessidades mentais, artificiais. Buscam estimular seus egos através da aprovação dos outros, procuram aceitação dos outros sem ao menos se aceitarem. Desistem de encontrar seu caminho e seguem o caminho dos outros. Dramatizam, se estressam, se entristecem com qualquer insulto, crítica, opinião, julgamento, porque abalam seu escudo ilusório feito de ego. São frágeis por um fator simples: colocam a razão em primeiro lugar e deixam o sentimento em segundo.
Questiono-me:
Se eu fosse morrer amanhã, morreria satisfeito pelo dia de hoje?
Fiz o que queria, falei com quem gostaria, vivi com afeto e verdade?
Ajudei quem precisava?
Dormi em paz com o dia que tive?
Ou fui egoísta, rancoroso, distante?
Fiquei magoado, menti, me isolei?
Dormi tranquilo ou preocupado?
Estou vivendo ou apenas existindo?
O maior arrependimento que uma pessoa tem após estar próximo da morte é não ter acreditado que ela um dia chegaria e perceber que não viveu como gostaria.
1442
"Na Internet, leitor para 3 linhas de texto já é algo difícil de se obter, 'magina' para 120 linhas (ou mais). 'Magina'!"
TextoMeu 1442
Os sonhos que guardei cabem numa caixa de fósforos. A cada vez que a abro, a chama revela detalhes. Às vezes acendo e vejo um quadro de infância. Outras, o fogo apaga e sobra apenas fumaça cor de saudade. Continuo acendendo porque a cena vale o risco.
Palavras agradáveis e no momento oportuno, são tesouros valiosos, adoçam a alma e curam como um bálsamo.
Parafraseado de Pv 16.24 e 25.11
O EVANGELHO NO LAR COMO DISCIPLINA MORAL DA CONSCIÊNCIA À LUZ DA REVISTA ESPÍRITA DE 1864.
A publicação de O Evangelho segundo o Espiritismo, em abril de 1864, marcou um ponto decisivo no esforço de sistematização moral da Doutrina Espírita. Não se tratava apenas de uma obra de exegese evangélica, mas de um instrumento de educação interior, voltado à transformação do pensamento, do sentimento e da conduta humana. Foi nesse contexto que surgiram questionamentos legítimos por parte dos leitores acerca da ausência de preces específicas para o início e o término do dia.
A questão foi formalmente apresentada a Allan Kardec por diversos assinantes, os quais manifestaram surpresa por não encontrarem, na obra então intitulada A Imitação do Evangelho segundo o Espiritismo, uma oração destinada ao uso habitual da manhã e da noite. A resposta do Codificador foi publicada na Revista Espírita de 1864 e revela não apenas uma orientação prática, mas um princípio doutrinário de grande alcance psicológico e moral.
Kardec esclarece que as preces inseridas no Evangelho não constituem um formulário completo, pois fazem parte das comunicações transmitidas pelos Espíritos e foram reunidas no capítulo dedicado ao estudo da prece em razão de sua afinidade temática. Do mesmo modo que em outros capítulos se agruparam instruções espirituais correlatas, ali se reuniram preces que iluminassem o sentido espiritual da oração, e não o hábito mecânico de recitá-la.
Ao omitir deliberadamente preces fixas para a manhã e a noite, Kardec buscou preservar o caráter essencialmente doutrinário da obra, afastando qualquer possibilidade de formalismo repetitivo que desviasse o leitor do objetivo central do Espiritismo, que é o aprimoramento moral do ser humano pela compreensão racional da lei divina. Cada indivíduo, segundo ele, poderia encontrar tais preces nas tradições de seu culto particular, sem que isso interferisse na proposta espírita.
Todavia, atento às necessidades psicológicas dos leitores e ao valor pedagógico da prece regular, Kardec apresenta uma solução de elevada sobriedade espiritual. Para atender ao desejo manifestado, recomenda a Oração Dominical como a mais completa, simples e profunda de todas, adequada tanto para a manhã quanto para a noite. Essa recomendação foi publicada na página 234 da Revista Espírita de 1864, com a clara indicação de que o Pai Nosso encerra, em poucas palavras, todos os sentimentos essenciais da verdadeira oração.
A escolha da Oração Dominical não é fortuita. Trata-se de uma prece que dispensa excessos verbais, apela diretamente à consciência e orienta o pensamento para a submissão lúcida à vontade divina, para a vigilância moral e para a fraternidade. Sob o ponto de vista psicológico, ela conduz o espírito à interiorização, ao exame de si mesmo e à disciplina das intenções. Sob o aspecto moral, educa para a humildade, o perdão e a responsabilidade diante das próprias ações.
Na mesma passagem da Revista Espírita, Kardec vai além e sugere que, uma vez por semana, por exemplo, no domingo, se reserve um tempo mais amplo para a prece, acompanhado da leitura de algumas passagens do Evangelho e de instruções edificantes transmitidas pelos Espíritos. Essa orientação, simples e profundamente humana, constitui o verdadeiro embrião do que mais tarde seria conhecido como Culto Evangélico no Lar ou Evangelho no Lar.
Não se trata de uma prática formal, mas de um exercício contínuo de educação espiritual no seio da família. A leitura refletida do Evangelho, associada à prece consciente, cria um ambiente psíquico favorável à harmonização dos pensamentos, à pacificação das emoções e ao fortalecimento dos vínculos morais entre os participantes. O lar transforma-se, assim, em espaço de aprendizado ético e de elevação interior.
Essa prática encontra ressonância na tradição cristã primitiva, conforme narrado no capítulo 1 da obra Jesus no Lar, psicografada por Francisco Cândido Xavier, na qual Neio Lúcio descreve o Mestre reunindo-se com os discípulos em ambiente doméstico para o ensino e a convivência fraterna. Kardec, ao sugerir essa vivência semanal, não institui algo novo, mas recupera uma pedagogia espiritual ancestral, adaptada à razão e às exigências morais do século.
O Evangelho no Lar, à luz da Revista Espírita de 1864, não é um ato exterior, mas uma disciplina da consciência. Ele convida o espírito à vigilância constante, à introspecção lúcida e à vivência sincera dos ensinamentos evangélicos, fazendo do cotidiano um campo legítimo de transformação moral e de fidelidade à lei divina.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
1441
"O que eu mais gostava quando criança não eram as Brincadeiras na Rua ou os Doces de Cosme e Damião ou as Festas Juninas. Sim, eu gostava (e ainda gosto de tudo isso), mas... Quando criança nada superava a Escola e as Meninas. Adorava ficar com elas o dia inteiro!"
TextoMeu 1441
O homem guerrea muitas batalhas solitárias, porquê estas pertencem somente à ele. Contudo a vitória é repartida com sua família, a parte ruim é, nem todos da família vão entender o sacrifício, ele será chamado de egoista, ingrato, frio e distante, quando na realidade está provendo e zelando.
Faça minha alma se despir pra você.
Dance com minhas perguntas, só não me faça delirar em minhas dúvidas
Que a memória sobre nós
não fale de números ou conquistas frias,
mas de vidas tocadas pela nossa presença,
pela fé, pela bondade, pela alegria.
Somos feitos das sementes que espalhamos:
gestos de cuidado, coragem e ternura,
cicatrizes que viram aprendizado,
silêncios que se transformam em cura.
Porque a herança acaba com o tempo,
mas o que nasce dentro das pessoas floresce:
o amor que damos, esse não termina
é o legado que permanece.
Não é o peso do ouro que conta,
nem o som das coisas que juntamos
é o perfume das atitudes
que fica no coração de quem caminhou ao nosso lado.
O que Permanece em Nós
Não é o peso do ouro que conta,
nem o som das coisas que juntamos
é o perfume das atitudes
que fica no coração de quem caminhou ao nosso lado.
Somos feitos das sementes que espalhamos:
gestos de cuidado, coragem e ternura,
cicatrizes que viram aprendizado,
silêncios que se transformam em cura.
Que a memória sobre nós
não fale de números ou conquistas frias,
mas de vidas tocadas pela nossa presença,
pela fé, pela bondade, pela alegria.
Porque a herança acaba com o tempo,
mas o que nasce dentro das pessoas floresce:
o amor que damos, esse não termina
é o legado que permanece.
1440
"Quando jovem (bem mais jovem do que sou hoje), Meu Melhor Amigo tinha hábito de criar apelidos para gregos e goianos, fossem quem fossem. O rapaz mais bonito da cidade, por exemplo, ele o chamava de 'Água de Azeitona'. Não era inveja nem ciúmes. É porque o gajo realmente cheirava àquela água que há nos potes de azeitonas, HeHeHe!
TextoMeu 1440
Instantes de consumo
Intensidade de navegar
Nas sensações
Turbulências dessas maresias
Envolvi do sentir caótico
Esse consumi das palavras
Da singularidade dos sentidos
Momentos do pulsar em chamas.
