Pensamentos Mais Recentes
Às vezes o amor não chega fazendo barulho.
Ele vem quieto, ocupa um espaço pequeno no começo
e, quando a gente percebe, já tomou tudo por dentro.
Não é exagero, não é drama —
é só aquele sentimento que insiste em ficar
mesmo quando a razão pede para ir embora.
É saber que talvez não dê certo
e, ainda assim, escolher sentir.
Porque amar não é promessa de final feliz.
Amar é coragem.
É aceitar que algumas histórias não nascem para durar,
mas nascem para marcar.
Tem amores que não pedem para ser vividos em voz alta.
Eles existem no olhar que demora,
no silêncio que diz mais do que qualquer palavra,
na vontade contida de dizer “fica”
quando o certo é deixar partir.
E dói…
Dói porque foi verdadeiro.
Porque, mesmo sendo “só mais um amor” para o mundo,
para o coração foi tudo.
Talvez o tempo transforme isso em lembrança.
Talvez vire saudade mansa.
Ou talvez seja apenas essa música invisível
tocando baixinho toda vez que o nome dela cruza o pensamento.
E se um dia alguém perguntar,
você vai sorrir de canto e dizer que passou.
Mas por dentro vai saber:
alguns amores não passam…
eles apenas aprendem a morar em silêncio.
Se quiser, posso deixar esse texto mais curto, mais intenso,
ou escrever como se fosse uma mensagem direta para ela.
Amar à distância também é brigar em silêncio.
É querer explicar o que sentiu, mas só conseguir digitar metade.
As palavras chegam frias, fora de tom.
O que era cuidado vira mal-entendido.
O que era saudade vira defesa.
Ninguém solta a mão.
Mas por alguns minutos, o coração se afasta.
E mesmo assim, no fundo,
o amor continua ali
esperando que alguém tenha coragem
de atravessar o orgulho primeiro.
Eu só quero que você seja feliz. Não importa se não for comigo, só quero te ver sorrindo novamente, amando novamente, pois te ver assim, triste, dói demais em mim. Eu só quero te ver feliz, não importa com quem seja, pois quando nós amamos, colocamos a felicidade de quem amamos na frente da nossa.
Quem só almeja o poder, acaba por naufragar em si mesmo, perdendo o rasto, que não seja o seu próprio reflexo.
O amor salvava-nos de tanto, da solidão, do egocentrismo, da inveja... Até da maldade. Quiçá se os senhores do poder se preenchessem de amor, recusassem a liderança prepotente. Juntos eram incompatíveis.
O amor não necessita de justificação, ama-se porque se ama, e isso basta! Quase como se fosse uma espécie de belo absurdo essencial.
Tinha vontade de lágrimas! "Tenho vontade de lágrimas", escrevera Pessoa citando uma criança. Era a definição perfeita da sua própria experiência vivencial. Já éramos dois!
Eles eram como os grãos de areia, aqueciam a pele da memória, mas escapavam entre os dedos de quem já não podia habitar o ontem e o amanhã.
Eram os meus filhos! Filhos do meu coração, tão amados e desejados, que habitavam cada batida da minha alma.
Entre o sol e a sombra, compreendi que os gestos humanos, grandes ou pequenos, definiam-nos tanto como a crueldade e a dor.
Os extremos da luz pareciam brincar nos cantos da rua. Também ali, existia um prenúncio de astro rei e noite.
Egito: Da Sua Criação Nas Areias,E Dos Seus Outros Mistérios.
Há muitos e muitos ventos atrás um lugar surgiu dos grãos de areias e na calmaria do tempo.
Um lugar feito das areias de um deserto e nas margens de um rio.
Como se já estivesse à sua espera deixou grãos para o seu começo.
E um rio deixou gotas para a sua prosperidade.
Milhares de grãos de areias que vinham com os ventos e as águas.
Para que sobre um deserto pudesse se formar.
Feito das areias,de mistérios e dos ventos.
Há muito tempo e ventos atrás assim se tornou.
Entre o Sol e a Lua um deserto estava e se sentia abraçado pelos dois.
E se vendo nas estrelas ao longe se sentia confiante.
Nos seus jeitos misteriosos de um deserto.
Nos seus grãos acolhedores.
Com o tempo percorrendo ao seu redor como fazia um rio.
Nas areias que iriam escrever coisas sobre um lugar e que ficariam marcadas em um deserto por muitos dias e noites.
Em um instante do tempo,talvez em uma manhã tendo como inspiração os grãos de areia,um lugar aos poucos saía das profundezas de um deserto.
Enquanto um rio seguia o céu que lhe chamava.
Sob a luz do Sol e a sua poderosa proteção um lugar era esculpido por areias e ventos.
Incontáveis grãos de areias de um deserto voavam com os ventos para várias direções.
E quando a Lua voltava com o seu querido momento,diante do seus olhos claros os grãos de um deserto continuavam os seus movimentos no silêncio noturno.
No céu enluarado e estrelado os grãos de areias seguiam com o tempo.
Em cada estrela brilhante um deserto via um grão.
E com o seguir do tempo nos seus movimentos ardentes,manhãs e noites se confundiam.
Assim como as areias e os ventos.
E um rio ainda seguia o Sol e a Lua.
Nas estrelas um rio queria desaguar.
E no Sol um rio queria viver.
Entre esses momentos delicados e bonitos um lugar já mostrava um pouco do que seria.
No tempo e nos grãos de areias que viram muitas vezes o céu mudando de cor.
Como um deserto e um rio também viram.
Em uma outra manhã iluminada de Sol o tempo e o deserto viram os ventos e os seus fortes movimentos fazerem algo deslumbrante nas areias.
Com calmaria o tempo contava os dias de sóis e de luares.
E os ventos e os grãos voavam de um jeito veloz e decidido.
No seu seguir preciso o tempo viu tantos ventos.
Esculpindo nos grãos de areias coisas com pontas finas que não voavam com ele,mas que eram deixadas com outros grãos.
Ao grandioso Sol cada grão era preenchido com aqueles mistérios que já estavam dentro de um deserto.
Aos poucos no seu tempo cada grão seguia na direção do céu.
Um após o outro.
Entre outras manhãs e noites que voltavam com bons momentos.
Em uma dessas manhãs quando acordou sob o Sol,um deserto viu diante das suas areias três coisas que o fizeram tocar as profundezas da sua alma empoeirada e misteriosa.
Grandes montanhas de areias como se quisessem tocar o céu.
Três montanhas de areias.
Brilhantes e firmes sobre um deserto.
Tão altas e que procuravam o Sol.
E que sob a luz dele se curvavam com gestos de nobreza e carinho.
Enquanto eram iluminadas por uma luz repleta de esperança.
O tempo e os ventos e um rio também ficaram maravilhados com o que estava diante dos seus movimentos.
Três montanhas de areias brilhantes que contemplavam o horizonte nas suas pontas finas e fortes.
No horizonte de cada montanha de areia o Sol estava.
E deixou algo da sua luz naquelas três montanhas pontiaguadas.
Um pouco da sua esperança ficou em cada uma.
Para que juntos seguissem,mesmo que ele estivesse brilhando distante dali.
Quando foi se deitar em um outro lugar no céu a Lua e as estrelas voltaram.
E viram sob as suas belezas as montanhas de areias.
Emocionada a sensível Lua derramou sobre cada uma gotas da sua pureza.
Eram lágrimas sinceras do seu coração.
Tocado por cada uma.
As estrelas do céu,também deixaram gotas dos seus respectivos sentimentos e brilhos.
Em uma outra noite serena e meiga sobre um rio e um deserto os seus sonhos e as três montanhas de areias.
Quando o poderoso Sol retornou nas areias que eram como um espelho de sua luz,os grãos do deserto estavam esculpindo algo distante da sua coroa flamejante.
Mas que estavam perto da sua luz.
Além de um deserto,havia um rio.
Um rio transparente que também nasceu das areias de um deserto.
Com as suas águas fluía em um certo sentido.
Levando a luz do Sol e os ventos nas suas correntes.
E quando a noite retornava deixava nas suas margens traços das estrelas.
E a Lua em algumas noites transformava as suas feições de pureza sobre esse rio.
Enquanto o tempo passava.
No brilho do Sol e na bondade da Lua.
Sorri, por entre as lágrimas, como a menina que fui, já não agarrada à mão da minha tão amada avó, mas para sempre, presa a ela, por lindas penas brancas a esvoaçar até ao Céu.
Não se tem um filho antes de entender o amor
Não se escreve um livro antes de viver algo real.
Não se vive de provação querendo sentir o essencial
Chorei lágrimas de extravio, de ausência, de amor imenso, já sumido. Teria eu, na adolescência, com tanto a acontecer e a descobrir, descurado aquele amor maior da minha avó?
