Pensamentos Mais Recentes
Enfado
Há dias que nos sentimos
Tão sem graça e sem talento
Que nada nos contenta
O dia avança tão mais lento
Como tranças no fio do tempo
(Fernanda Santoro)
A Linha do Silêncio. Tv
Por que, muitas vezes, nós nos deixamos ser feridos e simplesmente abaixamos a cabeça, aceitando o golpe em silêncio? Essa entrega passiva raramente é um ato de nobreza; na maioria das vezes, é o sintoma de uma alma cansada de guerrear ou de um coração que passou a acreditar que merece a dor que recebe. Aceitar o desrespeito e a humilhação sem reagir não é paciência, é anulação. Existe uma diferença sagrada entre silenciar para não alimentar o conflito e silenciar porque esquecemos o tamanho do nosso próprio valor. O verdadeiro amor-próprio nos ensina que erguer um limite é o primeiro passo para a cura.
PENSAR. ACREDITAR. DIZER. FAZER.
Tudo começa no pensamento.
Aquilo que tu pensa repetidamente começa a moldar a maneira como enxerga o mundo. Mas pensar, por si só, não transforma nada.
É preciso acreditar.
Acreditar não significa ignorar as dificuldades. Significa olhar para elas sem permitir que definam até onde tu pode chegar.
Depois vem o dizer.
As palavras revelam aquilo que habita dentro de nós. Mas cuidado: falar sobre mudança sem estar disposto a mudar transforma a palavra em promessa vazia.
E então vem o mais importante: fazer.
Porque é na ação que o pensamento encontra a realidade. É fazendo que a crença se transforma em experiência, que a palavra ganha verdade e que a intenção se transforma em caminho.
Pensar sem fazer é possibilidade.
Acreditar sem agir é esperança.
Dizer sem cumprir é apenas discurso.
Mas pensar, acreditar, dizer e fazer em harmonia é transformação.
Talvez tu não possa controlar tudo o que acontece ao seu redor.
Mas pode escolher o que alimenta na mente, aquilo em que decide acreditar, as palavras que coloca no mundo e, principalmente, as atitudes que toma diante da vida.
No fim, não somos definidos apenas pelo que pensamos.
Somos definidos pelo que fazemos com aquilo que pensamos.
Poente
As últimas horas de sol
São – deveras – as mais bonitas
É Deus brincando de aquarela
Nas telas da nossa vida
(Fernanda Santoro)
Arrítmica
A arritmia
Ora tira o ar
Ora arde e alumia
O sangue esquenta
Pulsa até arrefecer
Lança chama nas veias
Como o sol no alvorecer
Se na vida te acelera
No ocaso te sepulta
Se o tempo não te espera
Do luto corre à luta
(Fernanda Santoro)
Aceitar desrespeito e humilhação em silêncio não é paciência, é anulação. Aprenda a erguer limites; proteger o seu valor é o primeiro passo para a sua cura.
A abertura emocional depende de coragem.
E a coragem é subsidiada não apenas por nossa própria disposição, mas também pela firmeza da rede que nos sustenta, que inclui o ambiente e nossas relações.
Por isso, o ato de escrever pode ser um verdadeiro divisor de águas, na medida em que revelamos (para tudo e para todos) de que matéria somos feitos.
Não podemos atribuir à nossa corporeidade o estatuto de objeto ou de mera coisa, pois ela possui afetividade.
Por isso, é por meio da afetividade que o sujeito humano se coloca como um ser no mundo, junto com os outros semelhantes.
A afetividade é essencialmente relacional.
A qualidade dos afetos é o que baliza os encontros presentes nas relações humanas.
É a potência da afetividade que impõe um enfrentamento real às vulnerabilidades.
Quando os nossos vínculos e nosso senso de pertencimento estão fragilizados, nos sentimos totalmente expostos a riscos de todas as sortes.
Contudo, o afeto é capaz de transformar esses territórios de vulnerabilidade. O acolhimento pode ser como um porto-seguro, onde não nos sentimos à deriva.
Escrever requer coragem, pois quem escreve se expõe, se colocando, assim, em um lugar de real vulnerabilidade.
Pensar em vulnerabilidade significa pensar em fragilidade, mortalidade e finitude.
Nesta altura, podemos compreender a rede de sustentação da vida como o conjunto em que habitam nosso corpo, nosso entorno e nós mesmos.
O escritor deve cultivar a curiosidade como uma semente para ser mais criativo.
Por isso, o "ser fora da caixa" é importante.
É preciso desafiar suposições, revelar caminhos alternativos e abraçar novas perspectivas.
Ser criativo envolve, além de outros aspectos, saber gerar de forma flexível uma pluralidade de ideias e possibilidades a partir de um único estímulo.
Ser curioso consiste em desejar aprender informações novas e eliminar a ignorância, além da vontade de encontrar soluções.
Ou seja, criatividade e curiosidade exigem experimentação.
O Ciclo Invisível da Dor
O processo de ferir e ser ferido funciona como uma engrenagem invisível que se alimenta das nossas fragilidades não resolvidas. Pessoas feridas ferem pessoas, perpetuando um ciclo onde a vítima de ontem se torna o agressor de hoje se não houver vigilância espiritual. Quando não curamos as rasteiras que a vida nos deu, passamos a distribuís espinhos por onde passamos, muitas vezes contra aqueles que mais nos amam. Compreender a razão dessa dinâmica não justifica o erro, mas nos dá a lucidez necessária para quebrar essa corrente antes que a nossa capacidade de amar seja completamente sufocada pelo ressentimento.Post: Pessoas feridas ferem pessoas. Se você não curar os seus próprios traumas, vai continuar distribuindo espinhos para quem só queria te dar amor. Quebre esse ciclo.
A criatividade anda de mãos dadas com a curiosidade.
Explorar novidades e questionar são dois traços de curiosidade que estimulam nossa habilidade criativa.
Pessoas feridas ferem pessoas. Se você não curar os seus próprios traumas, vai continuar distribuindo espinhos para quem só queria te dar amor. Quebre esse ciclo.
Quando tudo parecer derrota, iremos nos reerguer, ainda que feridos.
Haverá tristeza, mas não será um monólogo: forçaremos que ela dialogue com a alegria, e elas se alternarão.
Se a saudade nos cortar com a ausência, devolveremos a ela a presença embrulhada em forma de lembranças.
Quando a dor descolorir o nosso dia, derramaremos novos potes de tintas sobre a tela.
Para cada último suspiro em uma cama de hospital, uma forte puxada de ar do outro lado da cidade.
Sejamos, portanto, igualmente implacáveis com a morte: adversário à sua altura. Essa é nossa única reviravolta possível.
Assim, deixemos que ela se vista de escuridão para nos confundir.
Em resposta, nós nos vestiremos de vida para envergonhá-la.
A morte será sempre aquela visita indesejada.
E não há mudança de endereço que escape da sua senda. Ela sempre nos encontrará.
Diante da morte, nossa impotência é grafada em letras garrafais. De mãos atadas, acatamos o inaceitável.
É quando a morte se avizinha como uma inimiga dissimulada:
Caminha com uma cortina de fumaça. Até o último fio, pode nos iludir, até que decida se revelar (implacável).
É mestre dos disfarces. Passo na ponta do pé. Som no volume baixo.
A Ilusão do Poder
Existe uma armadilha perigosa no orgulho humano que nos faz acreditar, por um instante, que ferir o outro nos torna mais fortes. Quando a nossa própria dor está transbordando, o ego ferido busca uma falsa sensação de realização ao rebaixar alguém, como se descarregar a nossa amargura no peito alheio fosse capaz de aliviar o nosso próprio peso. É uma felicidade ilusória e passageira, que dura apenas o tempo do grito, pois nenhuma alma se constrói de verdade destruindo a outra. Mostrar força através da agressão é, na realidade, o maior atestado de fraqueza e vazio que podemos dar ao mundo.Post: Ferir o outro para demonstrar poder não é força, é o maior atestado de vazio e fraqueza que o orgulho pode dar. Nenhuma alma se constrói de verdade destruindo outra
Por trás de qual máscara a morte esconde sua face?
Muitas vezes, a morte ingressa em nossa vida de maneira sorrateira, abrupta, súbita.
É despejo sem aviso.
Golpe sem chance de defesa.
Decreto de efeito imediato.
Ferir o outro para demonstrar poder não é força, é o maior atestado de vazio e fraqueza que o orgulho pode dar. Nenhuma alma se constrói de verdade destruindo outra.
Assim como o corpo faz com os nutrientes dos alimentos, nossa mente também rumina as informações para que possamos assimilá-las.
O aprendizado é, portanto, aquela página do contrato que não pode ser pulada. A ignorância é território de penumbra: só enxerga a luz do sol quem se afasta dela.
O caráter de um pensador consiste em conservar a curiosidade da infância, a vivacidade de impressões, a tendência em enxergar tudo sob o ângulo do mistério e, ainda, em encontrar em qualquer parte surpresas a serem fecundadas.
A informação é o ativo mais valioso da praça. Não à toa, as grandes empresas pagam fábulas de dinheiro para ter acesso a elas. São os “cookies” que todos tivemos de aceitar.
