Pensamentos Mais Recentes
Enquanto Durar a Viagem
Hoje parei um pouco para pensar na vida e percebi uma coisa tão simples quanto assustadora: somos passageiros.
Chegamos sem saber exatamente onde começa a nossa viagem e seguimos sem conhecer a última estação. Entre uma coisa e outra existe esse breve intervalo a que chamamos vida.
E como passa rápido.
Talvez rápido demais para tanta coisa que adiamos.
Passamos por lugares bonitos sem olhar pela janela. Encontramos pessoas extraordinárias e nem sempre percebemos os mistérios que carregam. Economizamos abraços, adiamos palavras, escondemos sentimentos como se tivéssemos recebido a garantia de que haverá outra oportunidade.
Mas ninguém nos prometeu a próxima parada.
Por isso quero viver diferente.
Se sou passageiro, quero aproveitar todas as estações. Quero olhar pela janela. Quero descer quando alguma coisa bonita chamar minha atenção. Quero conhecer pessoas, ouvir histórias, descobrir mistérios e permitir que a vida ainda consiga me surpreender.
Quero sentir tudo aquilo que tenho direito de sentir.
E quero amar aos extremos.
Não quero economizar “eu te amo” para ocasiões especiais. Se eu amar você hoje, quero dizer hoje. Se sentir vontade de abraçar, quero abraçar. Se você me fizer feliz, quero que saiba. Se eu puder provocar seu sorriso, quero fazê-lo. E se conseguir arrancar de você uma daquelas gargalhadas que fazem esquecer por alguns segundos todas as preocupações do mundo, então alguma coisa deste breve passeio já terá valido a pena.
Porque você é minha companheira nesta passagem.
Não sei quantas estações ainda existem diante de nós. Ninguém sabe.
Mas enquanto estivermos no mesmo caminho, quero fazer da sua presença uma celebração.
Quero que você se divirta.
Quero que viva.
Quero que cada momento tenha a dignidade de ser único, justamente porque jamais voltará a acontecer da mesma maneira.
Talvez seja isso que finalmente estou compreendendo:
não precisamos decifrar completamente o amor para vivê-lo.
Podemos inventar nossa própria maneira de amar bonita, vasta, intensa, imperfeita e verdadeira.
Um dia, inevitavelmente, nossa viagem chegará à última parada.
Mas quando esse dia vier, eu não quero olhar para trás lamentando todos os sentimentos que tive medo de viver.
Quero poder dizer:
eu estive aqui.
Eu senti.
Eu amei.
Eu vivi.
E, durante uma parte preciosa dessa breve e misteriosa viagem, tive a felicidade de ter você sentada ao meu lado.
Se você não vier alegrar a minha sexta-feira,
tenha certeza...
eu serei a alegria
no sábado de alguém.
Não é ameaça,
é amor-próprio.
Quem não valoriza a minha presença,
vai ter que lidar com a minha ausência.
*- Saul Belezza*
1626 📜 O que sei sobre a Primeira Dama? Já que perguntam... Sei que só existe uma Primeira Dama, assim como só existe um Presidente, embora tentem dizer e mostrar que há outros. Sei, também, que algumas das Minhas Vizinhas têm ódio dela, porque, além de ser Primeira Dama, ela tem marido. Sei mais: sei que quando aquelas mesmas Vizinhas falam da Primeira Dama, o alvo mesmo é o marido dela e a próxima Eleição, Eleição que o marido dela já venceu, por enquanto, 5 vezes (e pelo Voto).
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Não para aí... Sei que tenho visto tantas Tentativas, no Folhetim 𝙏𝙚𝙣𝙩𝙖𝙢 𝙏𝙐𝘿𝙊, 𝘾𝙤𝙣𝙨𝙚𝙜𝙪𝙚𝙢 𝙉𝘼𝘿𝘼, que Boquiabro-me e Gargalho! Sei só isso! Tá bom?
🤭 😁
A angústia humana não vem do fato de o universo ser cruel, mas do fato de o universo ser completamente indiferente.
A "identidade" é um construto narrativo inventado para dar coesão a um aglomerado de células que tenta adiar a própria entropia.
Reflexão de vida
"Um caminho te leva a vários lugares.
Mas a direção certa... Só Deus te dá."
@Suédnaa-Santos
O Respeito Diante do Espelho.
A nossa evolução espiritual exige que tenhamos a mesma firmeza e delicadeza para tratar o próximo e a nós mesmos. Humilhar-se perante quem ostenta poder ou rebaixar-se diante das ilusões do mundo é esquecer que trazemos em nossa intimidade uma centelha de luz que merece ser honrada. Não devemos aceitar a injustiça contra nós com a mesma convicção com que não devemos praticá-la contra os outros. O auto-respeito caminhará sempre de mãos dadas com a fraternidade universal, mostrando que a verdadeira nobreza não se curva diante da soberba alheia e nem esmaga a fragilidade de quem está ao lado.
Todo dia a vida me ensina.
A não gastar meu preciso tempo, com fanáticos, sejam do segmento que for.
O Equilíbrio da Igualdade.
O mesmo orgulho que nos faz olhar com superioridade para quem julgamos menor, é o que nos leva a nos humilhar diante daqueles que consideramos maiores. Essa oscilação do ego adoece a nossa jornada espiritual, pois nos afasta da verdade essencial de que somos todos iguais em dignidade. A verdadeira sabedoria reside em compreender que o valor de uma alma não se mede pelas aparências, cargos ou posses do mundo material. Quando aprendemos a tratar cada indivíduo com o mesmo respeito profundo, libertamos o nosso coração da necessidade de competir ou de se rebaixar, encontrando a paz na nossa própria identidade.
Odeio os momentos em que parece que a minha cabeça é sempre a coisa mais difícil de carregar de tão pesada.
O silêncio, os pensamentos, os olhares, a postura, aquilo que estiver, ou não, fazendo.
É um teste. Um teste de nós com nós mesmos. Um teste de tolerância própria e individual. Um teste de carregar o próprio peso, sem os outros olhares, sem ninguém observando, avaliando e opinando.
Como você se sente? Bem? Mal? Abra o coração e deixe que os sentimentos mais enraizados saltem para fora.
Está aí. Tudo está aí. Você os conhece, sabe o que significam (ou ao menos o que deveriam, verdadeiramente, significar).
É difícil, duro, cru e por vezes insuportável, mas, também, esclarecedor, maleável, criativo, e, talvez a parte mais importante, necessário.
Se, um dia, finalmente chegar o momento em que me perguntem como eu realmente me sinto, talvez eu responda, de uma vez por todas, que sempre carrego comigo o sentimento de que fui jogado no mundo sem qualquer consentimento prévio meu, e obrigado, dia após dia, a me adaptar e aprender a viver de uma maneira minimamente organizada, inteligente, madura e com qualidade.
Digo talvez, porque nunca sei se um dia vou me sentir verdadeiramente confortável para decidir compartilhar uma experiência tão profunda, significativa e íntima minha com mais alguém.
Cada dia parece uma briga e um exercício diferentes para mim. Eu sinto a necessidade furiosa e quase insatisfeita de estar alerta a quase todo momento; a sensação de ter que estar preparado, para o bom e para o ruim. Em geral eu me sinto estressado, eufórico e, em especial, machucado: tudo ao mesmo tempo.
A vida machuca. Viver machuca. Viver dói. Estar vivo é não encontrar paz mesmo estando com ela, pois mesmo aí, lá no fundo, os pensamentos inconscientes e ruminosos continuam a passar e vibrar, lembrando que estar vivo é estar acordado — sentindo, processando, pensando, acumulando emoção, colocando-a pra fora — às vezes furiosamente e de forma quase agressiva —.
Talvez a minha resposta... seja apenas a de uma pessoa que reconhece o fato de estar vivo — e de como isso fascina e pesa, ao mesmo tempo.
O mundo, por si só, não é capaz
de trazer paz às pessoas, mas
as pessoas são capazes de
construir um mundo de paz
para todos.
Silêncio.
Ele alivia o barulho externo, mas estimula e concentra aquele que é interno.
Podemos ficar em silêncio e eliminar os sons que vêm de fora, mas e quanto ao que pensamos?
Esse é um dos principais motivos que explicam o porquê de ser difícil manter o silêncio: aquilo que pensamos, imaginamos, sentimos, lembramos, às vezes podem ser coisas turbulentas e complicadas de se processar.
E fazer isso em meio à amplitude do silêncio torna a experiência mais densa e profunda.
Nos lembra de quem somos; das nossas inseguranças; dos nossos defeitos; dos nossos fracassos.
Silêncio também é dor.
Silêncio também é espelho.
Silêncio. Tudo é processado melhor em meio ao silêncio. Dores; angústias; inseguranças; dúvidas; decisões; sentimentos intensos. Eu quero fazer do silêncio uma terapia. Eu quero me calar — por horas e horas. Eu quero me calar. Eu quero ficar de boca fechada. Eu quero calar a boca e que todos os outros também calem a boca. Eu quero exterminar todo o ruído e todo o barulho agressivo, estressante e que machuca. Eu quero apenas deixar o pensamento voar. Eu quero ouvir o que está aqui dentro; o que me tortura, mas também que me motiva.
Setembro amarelo
Nossa vida é cheia de turbulências, que vão e vêm
Os problemas existem e quando conseguimos enfrentá-los, descobrimos a nossa força
E lutamos
E amadurecemos
Seguimos resilientes
Enxergamos a vida com um novo olhar
E entendemos que há grandeza nas pequenas coisas
Que um sorriso é acolhimento
Que um abraço salva
Que a palavra consola
Que o muito às vezes é nada
Que o pouco pode ser gigantesco
E que toda vida importa
02/09/26
Acho que a grande diferença entre mim e bons escritores é que, apesar de tudo, eles escrevem.
Eu faço muita cerimônia.
: A Nobreza do Cuidado.
A nossa evolução se constrói na delicadeza e na sensibilidade dos gestos que praticamos longe dos palcos e dos aplausos. Ser justo, paciente e generoso com quem está em uma situação de desvantagem é o compromisso mais bonito que podemos assumir com a nossa própria consciência. A vida sempre nos coloca diante de testes invisíveis onde a nossa autoridade ou posição são colocadas à prova através do contato com os menores. Acolher essas pessoas com a dignidade que elas merecem, sem arrogância e sem vaidade, é compreender o real sentido da fraternidade, transformando a nossa passagem pelo mundo em um rastro de luz e amparo.
