Pensamentos Mais Recentes

Paradoxo: o STF converteu-se, aos olhos do público, em símbolo da ilegalidade impune. Quem nos salvará de nossos salvadores?


(Demétrio Magnoli)

É frequente que políticos colham os louros por aquilo que não fizeram e que sejam cobrados por eventos aos quais não deram causa.


(Hélio Schwartsman)

O jogo de futebol é um teatro da vida, mistura de alegria e tristeza, de razão e emoção, de planejamento e improvisação, de técnica e fantasia.


(Tostão)

Não há justiça onde a lei é aplicada sem humanidade.

A liberdade só é real quando garantida pelo império da lei.

Tudo é logística. E logística é tudo.

Advogar é sustentar a dignidade humana diante do conflito.

A verdadeira força da lei está na sua capacidade de proteger os mais frágeis.

Sem ética, o Direito se transforma em mera técnica de dominação.

O Direito existe para conter o poder, não para servi-lo.

A justiça não pode ser apenas proclamada — ela precisa ser efetivamente vivida.

Nanã, Oxum e Iemanjá representam diferentes forças das águas e da ancestralidade. Nanã traz a profundidade e a sabedoria antiga das águas paradas, mostrando que o que é calmo pode ser denso e cheio de história. Oxum, com seus rios doces, revela que a beleza e a suavidade também carregam força e transformação. Já Iemanjá, senhora do mar, une acolhimento e poder, lembrando que até o que parece sereno pode ser intenso e imprevisível.

O texto reforça que não se deve confiar apenas na aparência das águas calmas, pois elas guardam profundidade, memória e força assim como a própria vida e nossas origens ancestrais.

Quem não controla a própria imagem, será definido pela interpretação dos outros.

A forma como você se apresenta define como será lembrado.

Você é julgado não pelo que sente, mas pelo que expressa.

A percepção alheia revela, muitas vezes, seus próprios pontos cegos.

Que o amor bagunce a gente.

Os outros não veem sua intenção — veem seu comportamento.

Sua linguagem silenciosa fala mais alto que qualquer discurso.

Entre quem você é e quem aparenta ser, existe a versão que o mundo acredita.

O mundo interpreta sinais; você transmite, mesmo quando não percebe.

Sua imagem pública é construída mais pelos seus gestos do que pelas suas palavras.

As pessoas não enxergam quem você pensa ser — enxergam quem você demonstra ser.

Que angústia....
O amor não morre.
                 (Só quem ama sabe.)

O Ateu e As "Mãos de Deus"

Demétrio Sena - Magé

O ateísmo não é a certeza; é o pressuposto da não Existência Divina. Ao invés da certeza de que Deus não Existe, o ateu acredita na não Existência; não acredita que, ainda que Deus Seja Real, o ser humano tenha condições de saber. Muito menos de saber quais são os Gostos, Desgostos, Prazeres, Preferências e Preconceitos Divinos. "Está escrito"? Sim; está. Escrito por homens. "Homens inspirados por Deus"? Aí é por conta da fé pessoal; do "acreditar em coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não veem, independente daquilo que vemos, ou ouvimos". Logo, fé não é uma ciência baseada em pesquisas físicas, evidências, escavações. É um sentimento; uma intuição; convicção abstrata. Louvável em quem a cultiva com coerência e princípios humanitários baseados na suposta espiritualidade. Porém deplorável em quem a usa como base de superioridade pessoal ou corporativa, por alguma forma de poder contra outra pessoa; outro grupo.
Quem tem raiva de Deus não é ateu. Blásfemo sim, porque blasfêmia inclui ofensa ao divino. Ateu, não. Como pode alguém ter amor ou ódio do que não há? A raiva da imagem criada pelo ser humano para justificar o auto empoderamento e as ambições que o fazem subjugar é bem compreensível. Principalmente quando se é vítima dos preconceitos, da perseguição e até das atrocidades praticadas pelos que se armam até os dentes, de fé. Pelos que têm como Generais Carrrascos dos não religiosos ou religiosos diferentes, o suposto Deus e o próprio Cristo. Esse Cristo em quem muitos ateus acreditam como ser humano admirável, digno de ser seguido, a exemplo do que tantos cristãos não fazem, diariamente. Há muitas lendas em torno dos ateus, criadas pelos cristãos. Uma delas é de que o ateu é perverso; insensível; sem coração. É difícil para um ateu, acreditar em Um Ser Perfeito, criador de tantas imperfeições reunidas na sua maior criação.
No fim das contas, o ateu é frágil. E a maior prova de que não é perverso, insensível, sem coração, está no quanto é perseguido pela sociedade religiosa como um todo, sem "dar o troco". Salvo "raras exceções" (perdoem a redundância, mas o raras é necessário neste caso, como exceção das exceções), não há notícias de religiosos vítimas de ateus. O que há, de forma vezeira e maciça, são notícias de ateus vítimas de religiosos armados até os dentes, de sua fé belicosa, intolerante. Fé que justifica suas armadilhas em nome do "deixar nas Mãos de Deus", com os devidos impulsos ou empurrões humanos, quando as Mãos de Deus estão prestes a deixá-los na mão. Aí vem plano b: Com as próprias mãos, em Nome de Deus. Viva um dia de ateu, buscando portas, corações, ombros, olhos, inclusão e oportunidades na sociedade que você compõe. Só assim você sentirá, no corpo e na alma, o que tento lhe dizer, mas apenas as palavras não dão conta.
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Respeite autorias. É lei