Pensamentos Mais Recentes

Tanta coisa que a vida já levou
E a gente somando só rancor.

Envelhecer não é ganhar controle, é descobrir que nunca tivemos. A vida nos lança no mundo sem inicio claro, sem garantias, sem respostas definidas. Somos moldados por crenças, costumes e moralidades que nos julgam antes mesmo de nos permitirem ser quem somos. Buscamos perfeição, poder, reconhecimento, mas nada disso traz sentido sólido. No fim, percebemos, a vida passa como um vento e o verdadeiro conflito está entre o que somos e o que o mundo nos permite ser.

Acreditar que estamos no controle é, muitas vezes, uma pedido silencioso de proteção. A ideia de que basta decidir evita encarar o tempo, o esforço e o risco de falhar. Quando a confiança em si vacila, cria-se a ilusão do controle. A virada não começa na força, mas no reconhecimento. Segue no perdão próprio. E se sustenta na coragem de permanecer. Não é sobre controlar a vida. É sobre sustentar o processo. Em que parte do processo você está tentando controlar?

Na varanda de um belo lugar acolhedor, defronte a uma vista agradável de uma natureza verdejante sobressaindo bravamente a uma selva de pedras, desfrutava da própria solitude, alegrando os olhos e usufruindo de alguns instantes de leveza, respirando um ar puro e quiçá, admirando um exemplo de resistência, 

Ocasião usufruída com muita simplicidade, de uma maneira despretensiosa, tranquila, muito edificante apesar da sua brevidade; já que cada poção de refrigério, por menor que seja, é importante, pode ser a causa de um contentamento particular, que chega a conversar com a alma — principalmente, se não tiver ninguém para atrapalhar

A rotina consegue nos cansar com certa facilidade; então, quando possível, faz bem às vezes parar um pouco apenas para observar. Sem pensar em nada negativo ou complexo e sim ocupando a mente com pensamentos construtivos, esquecendo que o tempo está passando e assim poder aproveitar o máximo de um momento simples, aprazível, ainda que temporário.

Ao longo da vida, morremos muitas vezes. Enterramos versões de nós mesmos e renascemos, nem sempre melhores, mas sempre mais conscientes.
O luto é a parte mais difícil entre o que deixamos de ser aquilo que ainda estamos aprendendo a nos tornar. Nada do que fomos morre por completo. O que ficou para trás sustenta o que evolui em nós.

Primeiro dia do último mês, dezembro sempre abre a porta de um jeito diferente.
O amanhecer parece sussurrar que tudo se renova, inclusive eu. Enquanto dirijo, olho pra frente e deixo a estrada me lembrar que o futuro é movimento. No retrovisor fica o que já me ensinou, no presente fica o que já me sustenta, e lá na frente, fica tranquilo que ainda não sei, mas que escolho esperar com fé, visão e gratidão. que dezembro mantenha esse mistério no ar, passado aceito, presente vivido, futuro chegando.

Ás vezes, a vida pede que a gente desmonte quem foi, pra reencontrar quem ainda pode ser.Velhas versões morrem.Outras nascem no silêncio. Seguimos, mesmo sem saber como, mesmo sem saber escolher.
Porque viver é isso, cair, levantar, reinventar, e continuar acreditando.
No fim, aquele brilho antigo nunca se apagou. Ele só espera ser lembrado.

Do sol atravessando a janela, do vento no rosto, do riso que nasce do nada, do café que esquenta a alma, dos silêncios que dizem tudo.
Hoje eu pensei na partida, mas foi por amor à vida. Por que quanto mais eu entendo o fim, mais quero estar aqui, sentindo, errando, recomeçando.
Talvez o desejo de viver seja justamente isso:
saber que um dia acaba, e ainda assim querer ficar.

A vida é um falso livre-arbítrio.
A gente cresce acreditando que escolhemos... mas, na verdade, nada está em nossas mãos.
Não há escolhas ao nascer, nem ao partir.
Não escolhemos nossas dores, nossas perdas que ficam, tudo é um teatro onde os papéis já foram escritos. A realidade é dura, fria, crua.
As marcas ficam, e são elas que nos moldam.
Entre a vida e a morte, o único poder real que temos, é o que fazemos com as cicatrizes que carregamos.

A vida corre como o vento.... sem padrões, sem garantias. No fim, até Salomão nos lembrou: faça o que alegra tua alma, permita-se viver! Por que moralidade sem moralistas seria leveza... e ironicamente, os que mais apontam, são os que mais erram.

Palavras constroem destino.
Quem fala vida, colhe crescimento.

Quando o propósito guia nossos passos, cada ação se transforma em uma oportunidade poderosa de prosperar e criar um futuro de sucesso.

Sou vento que não se prende, alma que não se cala. O agora é meu templo e o Espírito que move o Universo respira em mim.

Tanta gente confundindo José Maria com Maria José que, se elas encontrarem a Paz de Espírito na rua, é capaz de pedir desculpas e dizer que estão esperando o Espírito da Paz...


--- Risomar Sírley da Silva ---

O sol nasce, o vento sopra, a água corre, mas é dentro que a vida pulsa... ou se cala. Quem deixa de viver, ainda que ande, já caminha com a morte. O mundo gira, indiferente. Parar é ceder. E às vezes, morrer é só não ter escolhido viver.

Engraçado.... até a sobra desaparece quando a luz muda. E por um segundo, até aprece que estou sozinho. Mas não... nunca estou! Porque sempre Ele caminhou comigo, Sou eu!! E ser minha própria companhia, é liberdade! Que você nunca se esqueça, você é tudo que precisa pra seguir e florescer!

Nos meus olhos fazem
um cortejo gentil a Sirius, 
a Betelgeuse, a Rigel
a Canopus e as Pleiades,
não nasci para flertar
com terrenas inverdades.


O sublime sentimento 
de ver a Lua Crescente
em noite de céu aberto,
visitando a sofrida Gaza,
transcende a fotografia.


Traz para mim a nostalgia 
imersiva da casa destruída,
e as saudades da família 
que nunca mais será vista,
e jamais será esquecida. 


O coração por licença 
humanista toma a liberdade 
de se tornar a tenda 
do palestino iluminada
em pleno Ramadão,
para evocar a pacificação,
e o futuro de reconstrução.


(Ninguém pode deter 
o futuro de uma Nação).

De dentro pra fora, sempre! Que sejamos inteiros, verdadeiros e fiéis ao que pulsa em nós!

Admita o que sua alma realmente precisa e tenha coragem de viver isso agora, porque quanto mais o tempo te faz sábio, mais ele te aproxima do fim.

A vida é um túnel no tempo e escolhas na vida, quem acredita em sim, transforma escuridão em passagem, dúvida em decisão, e o agora em direção. Acredite! Somente você pode fazer a diferença.

A vida é breve, o tempo escapa, os sonhos iludem, as decepções ensinam, mesmo assim, seguimos! Humanos frágeis, intensos e cheios de querer.

A vida é um sopro entre dois mistérios: nascer sem pedir, morrer sem querer, e no meio disso, o tempo nos escapa sem aviso.

Não há escolhas ao nascer, nem como partiremos. Entre o início e o fim, somos reféns do tempo, tentando dar sentido ao que nunca esteve em nossas mãos.

De Pedro a Arthur, de avô a neto, um legado que atravessa o tempo. O primeiro homem da nova geração, herança de amor, valores e história. que sua caminhada seja forte, nobre e cheia de propósito.

"O INVENTÁRIO DA AREIA E DO VENTO..."


Ah! Alcancei a crista da onda, aquele ponto cego onde o oceano se torna abismo e as águas, memória; um ápice que não é o topo da montanha, mas o momento em que a descida se torna a única forma de abraçar a terra. Já tenho em mãos o inventário do mundo: o sangue ramificado em filhos, o suor cristalizado em ofícios e os pequenos templos de tijolo que chamo de lar, mas à mesa, o banquete é de silêncio e o tilintar do garfo no prato vazio ecoa uma fome de ser... 


A água na geladeira, guardada em vidros gélidos, retém o gosto de todos os rios que não naveguei, sabores de partida, espera e esquecimento que se misturam aos meus pensamentos, cavalos selvagens chicoteados pelo cronômetro. Eles galopam para o ontem em busca de um rastro, caem mortos no solo estéril do agora e fixam o olhar vítreo num amanhã que nunca se deixa tocar, enquanto meu centro se desfaz como um catavento enferrujado tentando ler o sentido dos ventos em dispersão...


Aos quarenta e oito invernos, o corpo reclama o aluguel do tempo e a força, antes uma lança de ferro, hoje é um fio de seda segurando o peso de uma existência que parece ter durado séculos. O álcool deixou de ser celebração para tornar-se um solvente, um mergulho em águas turvas para ignorar o naufrágio das células e os pequenos motins que minha própria biologia organiza contra mim...


Sinto a falta daquela euforia bruta dos finais de ciclo da juventude, da liberdade que cheirava a asfalto quente, antes que o acúmulo de dias se tornasse uma biblioteca de angústias. O livro da [minha] vida decidiu queimar suas próprias páginas; a história quer se abreviar, quer o ponto final antes que a tinta acabe, transformando-me em um ancião que assiste à própria biografia ser devorada pelas traças da finitude, enquanto o horizonte insiste em escrever capítulos sobre minha pele cansada...


Nesse processo de liquefação, aprendi a coreografia secreta do riso para mascarar o estrondo das quedas, descobrindo o luxo de chorar por dentro, uma chuva privada que irriga jardins que ninguém visita. Distanciei-me das âncoras que me prendiam a portos de gente falsa, buscando uma ecologia do ser onde o propósito é a presença da luz e o silêncio dos pensamentos que já pararam...


Não há mais o que explicar sobre a vista que embaça ao tentar ler o que está perto; talvez a alma tenha decidido focar apenas no que é infinito, desdenhando o que é ainda palpável. Sigo agora por este desfiladeiro onde a avalanche dos dias transforma o concreto em névoa e as lembranças em espectros sombrios e distantes, aceitando que tudo morra finalmente em mim, para que eu possa, despojado de tudo, renascer, quem sabe um dia, no vazio...


--- Risomar Sírley da Silva ---