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Agora que o mar está calmo e as estrelas escurecem a noite, como o fogo que queima a terra e jorram labaredas, os olhos estão ternos ao esquentar a pele e se esquece do ser que foi ontem, pois que tardam todos os horizontes e a mágoa passada já não ressoa na madrugada. Tudo é esquecimento e dormir é um ensaio da morte, mas distante se faz quando se procura um norte, um objetivo de vida mais altivo e sereno a perdoar a chuva quando molha o corpo. O amor não sabe morrer, mesmo que tente insistente. O amor é insolente e faz da alma bruta uma matéria prima resistente. E a face volta no mundo com suas rotas. O ódio é o amor ao inverso, pois que a indiferença é quando o amor se torna anônimo e se esconde em qualquer face da multidão, e a singularidade se desfaz calada, haja visto que tudo se assemelha e o amor tem pressa, tem presa, encontros e desalentos. Minha face ambígua se faz entre corente e ausente, mas não se cala no nada. E lembro sem precisar de fotografia, pois a mente configura a imagem e mente quando diz que já vai tarde. A noite escura me faz ficar sensível como o diabo, como já se dizia. E todos os poetas que me acompanham me pedem que dê outra chance ao abstrato sentimento que só existe nas palavras e em memórias vagas. E se me escondo e me perco, muito mais habito o endereço do amor e suas mil formas de continuar. Pois que minha mente conhece lembranças profundas que se não se esvaem no passar dos minutos. Mas sei também deixar passar se tudo é distância e liberto quem livre não precisa de minha absolvição. Não amo o que se persegue e mais invasivo se faz quanto mais fala. E procuro um equilíbrio em amar tranquila na poltrona de minha sala e apenas ser abrigo quando minha voz é desejada. Quando a indesejada da gente chegar, vai me encontrar tentando tecer um poema e partirei embriagada pelo versos que nunca enviei. Não quero um verso calculado, quero a fluidez de um abraço que comunica duas humanidades que ficam porque querem, porque precisam, se ao outro se inclina e aquece a mão fria. É o que os poetas diriam.
Eu espero que quando a morte chegar eu esteja pronto para partir, sentado à mesa com um livro de recordações, repleto de lembranças boas e outras nem tanto mas que foram necessárias. Eu espero que quando a morte chegar ela me encontre feliz por ter feito coisas das quais gostava e vivido com pessoas que amava. Que em meus últimos segundos de vida tudo tenha feito sentido e que o maior legado tenha sido valorizar a vida que me foi dada pelo Criador.
* circo e pão fakes e deepfakes*
Um povo de barriga cheia nao tem *reclamações*
Dentro das verdade escorrem palavras...
As palavras jogadas meramente no vazio. Como degetos no banheiro.
A falta de médico e segurança são dogmas da politica social.
As prática do relativismo político é trama do passado e presente.
O circo está armado o palhaço faz discurso eleitoral...? Todos vão ganhar doces privatiza que sara.
Mais ilusões chinelo no pes de quem anda descalço... novos dilemas na otupia de deveria cuidar de seu povo* (...)
Um traços da existência contemporânea...
Eu não sou o Paulo Macaia Buiti. O meu nome de registro no bilhete nacional apenas é Paulo Macaia e nada mais.
Minha escola tem nome: eremonopsicofilosofante. Onde só há um professor: Pauleremonopsicofilosofante.
Meu querido coração
Porque não pulsa com convicção?
Tem medo da decepção?
Tem medo de se machucar em vão?
Não se feche!
Se queime antes que congele
A melhor sensação
É se entregar de coração
Mesmo que seja em vão
O ser humano é um artista trágico: quer ser visto e teme o olhar. Quer ser compreendido, mas se esconde no medo de ser julgado.
Se você aceitar que seus pais sejam cruéis com você com a justificativa de que eles te amam, provavelmente crescerá com a ideia de que amor é sinônimo de crueldade. Então pode ser que pense que amar é controlar, censurar e oprimir, e que ser amado é aceitar tudo que fazem contra você com a desculpa de que foi por amor.
Ainda sou um estudante. Estou estudando 9ª classe no Colégio Graças a Deus em Cabinda.
Estudei no Colégio Bueia (foi a minha primeira escola) em Cabinda, Colégio Paulo Macaia (desde a 2ª classe até a 6ª classe) em Cabinda e no Colégio Neo Semear (desde a 7ª classe até a 8ª classe) em Luanda.
Os que são chamados de vagabundos,
as vezes por não ter um carro, uma moto,
são os que realmente trabalham,
mas nunca tiveram uma oportunidade...
Alguns que são chamados de trabalhadores
e respeitados pela sociedade,
muitas vezes fazem algo por baixo do pano
e tudo que possui, vêm só ele sabe de onde.
Quando ver alguém a vagar, pense bem
antes de julgar!
Quem compreende a si mesmo encontra sentido no caminho; alcançar a meta apenas faz reluzir aquilo que já venceu por dentro.
Tem pesos que a alma carrega
sem nem perceber de onde vieram.
Culpas antigas.
Dores que não nasceram na gente.
Responsabilidades que fomos abraçando
por amor, medo ou costume.
Mas chega uma hora
em que o coração pede descanso.
E soltar não é egoísmo.
É um jeito de dizer pra si mesma:
“eu também mereço viver com leveza.”
Tem recomeços que acontecem assim…
silenciosamente.
Quando a gente decide carregar
apenas o que cabe no próprio coração.
Edna de Andrade
@coisasqueeusei.edna
