Pensamentos Mais Recentes
“A vida não é medida pela quantidade de amores que tivemos, mas pela
quantidade de amor que doamos” - (Pena)
—Onaile A Prudent
Pra ser quem eu sou hoje
Eu paguei um preço muito alto
Perdi muitas coisas perdi caminhos perdi pessoas.
Perdi até a mim mesmo!
Mas eu me refiz em silêncio carregando dores que ninguém viu vencendo batalhas que ninguém nunca soube
Então por favor não venha me dizer: Há você não era assim?
Você não sabe o que eu vivi
Cada mudança em mim tem uma cicatriz
Eu não mudei por escolha eu mudei por necessidade
A vida me moldou na marra no impacto na perda.
E hoje eu sou o que restou depois de muito me despedaçar e mesmo assim eu sigo em frente com a cabeça erguida.
"Quando uma pessoa agrada alguém por obrigação, Ela não é feliz, principalmente se a obrigação é recorrente".
No fim, não é o brilho do mundo que me sustenta, mas o olhar de quem me vê de verdade, porque é no vínculo vivido sem medo que a vida deixa de ser apenas existência e passa a fazer sentido.
A ignorância é a maior fábrica de vilões. Ela cega para as consequências, criando coragem; e oculta os benefícios da sabedoria, criando barreiras.
Se o caminho está difícil e não há chance de chegar a lugar algum, é necessário mudar o trajeto. Não por atalhos, mas por um caminho certeiro e diferente
A beleza física causa fascínio, o acúmulo de riqueza provoca deslumbramento, mas somente o bom caráter desperta admiração nas pessoas.
09/04/26
O MAIS LONGE QUE O HOMEM PODE CHEGAR
O homem atingiu o número máximo de distância do seu habitar
E o que diriam os antigos filósofos se tudo isso eles pudessem presenciar?
Assim como "O mito da caverna", o lado oculto da lua também faz pensar.
De distância o corpo chegou no seu máximo, mas a mente ainda vagando fica a imaginar.
As dúvidas são existentes, muitos duvidam, outros acreditam, mas somente estando lá para comprovar.
Da lua é possível ver a Terra, onde tem indiferenças e guerras que o homem não sabe lidar, mas será que elas irão continuar?
Bem, apesar de tudo, lá de cima as cores e a atmosfera continuam a sua beleza mostrar.
Será que o homem poderá ir mais longe e a cada dia se superar?
07/04/2026
Há janelas que não obedecem ao vidro.
Às vezes deixam o mundo entrar em silêncio, como quem abre cortinas para um sol tímido que ainda não sabe se é manhã ou memória. Outras vezes, sem aviso, devolvem o olhar com força: viram espelho e mostram aquilo que a gente tenta fingir que não vê.
E há dias piores, em que a mesma abertura se desfaz em abismo — não por maldade, mas por profundidade. Como se a paisagem tivesse desistido de ser paisagem e resolvesse encarar de volta.
Talvez não seja a janela que muda. Talvez seja o olhar que aprende, ou se perde, no que ela decide refletir.
Como quem protege um jardim.
Sou passo leve, atento ao detalhe escondido,
Guardo o mundo nos olhos, nada passa esquecido,
Cuido das palavras como quem protege um jardim,
E no silêncio dos gestos, revelo quem sou em mim.
Carrego a verdade como um peso sagrado,
Não sei vestir mentira, nem fingir outro lado,
Minha voz não negocia com atalhos ou ilusão,
É reta como estrada aberta no meu coração.
Prefiro o caminho difícil que me deixa em paz,
Mesmo quando o erro é fácil e o certo custa mais,
Escolho o que é justo, ainda que doa escolher,
Pois sei que é no caráter que aprendo a viver.
Mas perto dela eu perco o controle que construí,
Minha razão se desfaz no desejo que senti,
Não confio em mim mesmo quando estou ao seu redor,
Pois o querer me domina… e eu me torno algo maior.
Os meus lábios querem o seu.
Quero chegar perto, esse sou eu.
Meu corpo se expressa sem ter achado voz.
Querendo ficar tão perto que não tenha nem ar entre nós.
Bom senso
Bom senso é distinguir o certo do errado,
O justo do injusto e o verdadeiro do falso,
Em situações diárias, está sempre ao lado
Do equilíbrio, da sensatez e sabedoria de pulso.
O bom senso e o irmão da justiça,
E tem o objetivo de julgar corretamente.
Ele é o mediador separando o certo do errado,
o justo do injusto, a verdade da falsidade presente.
É a sabedoria diária que simplifica a vida,
Anda junto com a sensatez,
Evita as impulsividades da lida,
E equilibra as decisões com lucidez.
Infelizmente, não vemos isso acontecer.
O bom senso se perdeu completamente,
A impulsividade age pra valer,
Atropelando de vez toda a justiça,
Ignorando a tudo moralmente.
É preciso mudar isso imediatamente
Voltar aos tempos do bom senso
E juntar-se à sabedoria
E ambos estarem em harmonia.
Raimundo Nonato Ferreira
Abril/2026
De joelhos
De joelhos se inclina para Deus.
Na oração, não pede nada.
Não reconhece que erra,
olha o outro,
acusa o irmão.
De joelhos pensa em Deus,
coloca-se diante dele,
não como filho,
não como errante.
Não se prostra humildemente,
acha que não mente,
acha que Deus não vê a mente.
De joelhos, prostrado no chão,
acha que Deus não vê o coração.
Pede perdão, mas não perdoa.
Na reza, fala dos erros que sofreu,
não fala das próprias falhas.
De joelhos, rebaixa a cabeça,
não vê naquele que parece sujo
merecer sua atenção.
Tem medo que lhe peça ajuda,
tem medo que lhe peça a mão,
tem medo que ele seja Deus no irmão.
Na oração, pede ao Pai
para não lhe deixar ser assim,
tão pobre,
tão ruim.
Ali, de joelhos,
sente-se um Deus falando com o outro
e não ama.
Nildinha Freitas
Eu confesso que às vezes eu olho pra esse tal “sistema” como quem olha pra um vizinho fofoqueiro que sabe demais da vida alheia, mas nunca lava a própria louça. Ele sempre aparece quando dá errado, sempre tem uma narrativa pronta, sempre tem um culpado conveniente. E, curiosamente, esse culpado quase nunca é humano. É sempre algo maior, inalcançável, impossível de confrontar. Deus vira o bode expiatório perfeito, porque não responde no WhatsApp, não dá entrevista e não abre processo por difamação.
E eu fico pensando, com a minha xícara de café meio frio na mão, que existe uma certa preguiça intelectual nisso tudo. Porque culpar o divino é confortável. Me tira da responsabilidade. Me absolve antes mesmo de eu admitir culpa. Se o mundo “resetou”, se civilizações caíram, se tudo foi destruído e recomeçado, talvez seja menos sobre um botão secreto sendo apertado lá de cima ou por um sistema invisível… e mais sobre o fato de que a gente, como humanidade, tem um talento quase artístico pra repetir erro com convicção.
Eu, sendo bem honesta comigo mesma, vejo esse discurso como um espelho meio distorcido do nosso medo. Medo de perder o controle, medo de evoluir e não saber lidar com o que vem depois, medo de olhar no espelho coletivo e perceber que, muitas vezes, somos nós mesmos os agentes do caos que tanto tememos. Porque é mais fácil acreditar que existe uma força manipulando tudo do que admitir que talvez a gente ainda não aprendeu a conviver com o próprio poder.
E sobre Deus… eu penso nele não como um destruidor impaciente, mas como algo que observa, talvez até silenciosamente cansado, essa nossa mania de terceirizar responsabilidade. Porque, se existe criação, também existe continuidade. E destruir tudo repetidamente seria mais uma falha de projeto do que um plano divino. E, sinceramente, eu não consigo acreditar em um criador que erra tanto quanto a gente erra tentando explicar Ele.
No fim, essa ideia de “reset” me parece menos um evento externo e mais um padrão interno. A gente constrói, complica, corrompe, colapsa… e recomeça. Não porque alguém apertou um botão escondido, mas porque ainda estamos aprendendo, tropeçando, insistindo em não aprender, e chamando isso de destino.
Talvez o verdadeiro sistema não seja uma entidade secreta, mas um ciclo de comportamento humano que se repete com nomes diferentes ao longo do tempo. E talvez a maior rebeldia não seja lutar contra esse sistema invisível, mas simplesmente evoluir de verdade, quebrar o padrão, sair do roteiro.
Mas isso dá trabalho, né? Muito mais do que culpar Deus.
Gosto de escrever no quase. Provoco com palavras que vestem e desvestem ao mesmo tempo. Escrevo sobre um toque, um olhar, e aí mora a graça. Os comentários são maravilhosos, porque revelam o que a imaginação do outro fez com o que eu plantei. Sim, sou um provocador. Admiro a essência da natureza da mulher: o jeito, o gesto, o mistério que não se explica, só se sente. E disso eu não abro mão.
Em lugares improváveis eu já encontrei o amor. Ontem mesmo vi amor entre o beija-flor e a rosa.
Eu já encontrei um amor nas mãos enrugadas da mulher que tanto lutou para ser quem é.
Eu já encontrei um amor na fila do banco, enquanto todo mundo tava preocupado com o tempo da demora.
Eu já encontrei um amor no meio da rua, em um abraço de saudade que deixou a minha alma nua.
Eu já encontrei o amor no café com bolo na casa da minha mãe e já vi amor nos olhos inocentes das crianças da minha vida.
Eu já encontrei amor até nas marcas deixadas pelas minhas feridas.
Nildinha Freitas
