Pensamentos Mais Recentes
Uma das maiores fontes de sofrimento é esperar que alguém sinta por nós aquilo que sentimos por ela. Aprendi que sentimentos não se negociam, não se cobram e não se impõem. Quando não existe reciprocidade, é preciso aceitar e seguir.
Não tome decisões definitivas em momentos de emoções temporárias. A raiva passa, a tristeza passa, a decepção passa — mas algumas palavras permanecem na memória de quem as ouviu e de quem as disse.
A vida ensina de formas que nem sempre gostaríamos de aprender. Algumas pessoas nos deixam com o coração partido, mas também nos deixam uma lição: nunca devemos perder nossa paz tentando conquistar um lugar que alguém não está disposto a nos oferecer.
Algumas pessoas entram em nossa vida para despertar sentimentos que nunca conhecíamos; outras, para nos ensinar a não perder a nós mesmos por causa deles. Amar alguém não significa possuir, convencer ou esperar. Às vezes, amar também é aceitar, respeitar, perdoar e continuar caminhando.
Não tente salvar alguém que não pediu para ser salvo. Cada pessoa precisa viver suas próprias escolhas, cometer seus próprios erros e aprender com eles. Você pode desejar o melhor para alguém sem precisar controlar o caminho que ela escolheu.
Maturidade é perceber que você pode estar profundamente magoado com alguém e, ainda assim, escolher não feri-lo. Nem toda decepção precisa virar vingança, crítica ou exposição. Às vezes, a melhor resposta é simplesmente seguir em frente e preservar a própria dignidade.
Aprendi que a dor pode explicar nossas atitudes, mas não pode justificá-las. Há palavras que dizemos em momentos de mágoa e que gostaríamos de apagar depois. Por isso, antes de falar, espere a emoção passar. Algumas feridas começam com palavras que nunca deveriam ter sido ditas.
Às vezes, a maior prova de amor não é insistir, esperar ou tentar convencer alguém a ficar. É aceitar que nem todo sentimento precisa virar uma história e seguir em frente com dignidade. O que é realmente nosso não precisa ser arrancado das mãos de ninguém.
“A crítica pode vir de qualquer direção, mas, para o que se autodestrói, ela vem de baixo e para o que se autossabota, ela vem de cima. Nem orgulho nem submissão os fazem enxergar o quão válidas elas são.”
– Ameno, BrunoW
Onde cinquenta e quatro gigantes erguiam o peso do firmamento, restam seis sussurros de pedra: o colosso de Júpiter não ruiu pela força do tempo, mas converteu-se em silêncio para que os mortais pudessem mensurar a eternidade.
Reno Fioraso
Quando eu esqueço de me escolher
Hoje, a melancolia chegou sem pedir licença.
Talvez porque, mais uma vez, eu tenha percebido o quanto consigo dar importância a pessoas que, tantas vezes, só me procuram quando precisam de um lugar para despejar os próprios vazios. E o que mais dói não é não saber. É saber de tudo e, ainda assim, abrir a porta.
Se fosse qualquer outra pessoa, eu já teria ido embora há muito tempo. Eu sei partir. Sei fechar ciclos. Sei me proteger.
Mas com ela, alguma coisa em mim desaprende.
Não sei explicar o que existe entre nós. Só sei que, quando ela se aproxima, minhas defesas silenciam. Eu fico vulnerável, esqueço das cicatrizes e me entrego como quem ainda acredita que, desta vez, talvez seja diferente.
E então tudo se repete.
Eu perdoo o que me feriu, abraço o que me faltou, aceito migalhas como se fossem banquetes e chamo de esperança aquilo que tantas vezes já me provou ser ausência.
Talvez minha maior frustração nem seja o que ela faz comigo.
Talvez seja perceber o quanto eu me abandono quando se trata dela.
Porque eu sei que mereço mais. Sei que deveria escolher a mim mesma. Sei exatamente onde esse caminho termina.
Ainda assim, existe uma parte de mim que continua voltando.
Como quem conhece o abismo pelo nome, sabe a profundidade da queda, lembra de todas as vezes em que se machucou...
e, mesmo assim, caminha até a beira outra vez.
Talvez o amor mais difícil de aprender seja aquele que começa quando finalmente decidimos não nos perder de nós mesmos para permanecer na vida de alguém.
Nos fragmentos do cosmos, a precessão é o ponteiro invisível que desfaz o mito da permanência, provando que até a mística do eterno é apenas uma curva lenta em que cada constelação se rende à paciência do tempo.
Reno Fioraso
Quem usa versículos como colete à prova de balas para rejeitar críticas só prova que a sua fé serve para proteger o próprio ego, nunca para transformá-lo.
Se Deus realmente conhece o seu coração e você continua arrogante, o veredito Dele não é de absolvição, é de advertência.
A certeza do tempo.
Se eu pudesse ter um poder
eu escolhia o de voltar no tempo.
Eu voltaria naquela mesma escola, naquele mesmo ano, naquele mesmo contexto.
só para te reencontrar de novo, e fazer diferente, para hoje te ter de qualquer jeito.
Para quem sabe hoje está te abraçando e deitada em seu peito.
E se preciso fosse, falaria as mais belas palavras, tiraria as mais belas fotos, para te mostrar, que o que eu sinto nem o tempo pode apagar.
Que nosso amor é para mim a definição de lar.
Me perguntaria o que você gostaria, o que te faria ficar? o que eu precisaria mudar?
Que nem mesmo a saudade que insiste em me esmagamar, pode ofuscar a escolha de te querer e querer ficar!
Eu iria com mais paciência se preciso fosse, eu escolheria te ouviria mais, engoliria minha ansiedade, guardaria o medo no bolso de traz.
Eu queria te dar essa confiança que se firmou em meu coração, assim voce saberia que eu nunca soltaria sua mão.
Que você mora nos pensamentos da minha cabeça.
Que independente de tudo, não deixa que eu te esqueça.
E sobre as memórias que me fazem sonhar, que é possível acreditar,
no poder do teu olhar que transforma onde passar.
talvez algum dia você possa voltar,
Se lembrando que só no teu colo é a onde
eu mais quero estar!...
Tuas atitudes são inspiradoras,
Tuas palavras me conduzem a paz,
De emoções em emoções, os níveis de carinhos vão se elevando
Fico em êxtase o tempo todo quando estou ao teu lado.
A espiritualidade autêntica não nasce da capacidade de apontar o dedo, mas da coragem de olhar para dentro. Quando um grupo ou indivíduo se coloca na posição de juiz da sociedade, ele assume o risco e o dever de ser o exemplo máximo daquilo que prega.
Muitos acidentes horríveis tiram a vida de pessoas, mas alguns dão vida a elas. Muitos crimes acabam resultando na morte de suas vítimas, enquanto alguns dão vida a elas.
Criminosos também fazem atrocidades para realizar seus desejos, prejudicando terceiros que, muitas vezes, nem conhecem. Um crime, normalmente, é um crime pela falta de consentimento da outra parte envolvida.
O Vale Sagrado é o espelho reverso da divisão temporal: ali, a ambição humana cavou as profundezas da terra para que o cosmo pudesse esconder a sua própria eternidade.
Reno Fioraso
Há pensamentos que não procuram respostas. Permanecem vivos apenas para impedir que a alma adormeça na confortável mentira da tranquilidade.
A dor de um braço quebrando não termina no instante em que o osso cede.
Existe o estalo.
Existe a carne tentando entender o que aconteceu.
Existe o corpo inteiro procurando uma posição onde a dor diminua, mesmo sabendo que nenhuma posição resolve.
Mas existe uma outra dor.
Aquela que ninguém vê no raio-X.
Aquela que fica quando você percebe que alguém foi capaz de olhar para você e escolher a violência.
E então não é mais só o braço.
Quebra alguma coisa por dentro.
Quebra a sensação de segurança.
Quebra a confiança.
Quebra aquela parte ingênua que ainda acreditava que certas pessoas simplesmente não seriam capazes de atravessar determinados limites.
E existe a humilhação.
Aquela sensação miserável de estar ali, machucada, vulnerável, tentando juntar os pedaços enquanto quem fez aquilo talvez siga respirando como se tivesse apenas atravessado mais uma esquina.
Você se sente pequena.
Sozinha.
Às vezes, até suja de uma culpa que não é sua.
Como se o corpo violentado carregasse também a vergonha da violência.
Mas não.
A vergonha não é minha.
Nunca foi.
O lixo não sou eu.
Lixo é quem precisa destruir o corpo de outra pessoa para se sentir grande.
Lixo é quem transforma força em covardia.
Lixo é quem levanta a mão porque não possui argumento, caráter ou humanidade suficientes para permanecer de pé diante de alguém.
Eu estava sozinha quando a dor chegou.
E talvez essa tenha sido uma das partes mais cruéis.
Porque há momentos em que a gente gostaria de ter alguém segurando nossa mão, dizendo que vai passar, dizendo que aquilo não aconteceu porque merecíamos.
Mas ninguém deveria precisar de uma testemunha para provar a própria dor.
Eu sei o que senti.
Eu sei o que ouvi.
Eu sei o que meu corpo suportou.
Eu sei o que quebrou.
E sei também que existem ossos que médicos conseguem colocar no lugar, mesmo que demore.
A alma é mais complicada.
Ela não recebe gesso.
Não existe cirurgia para devolver imediatamente a confiança.
Não existe remédio capaz de apagar a imagem da covardia.
Então eu vou ter que reconstruir.
Devagar.
Com raiva, talvez.
Com lágrimas também.
Com dias em que vou me sentir forte e outros em que vou me sentir um lixo por uma violência que nunca foi minha.
Mas vou reconstruir.
Porque aquele homem conseguiu quebrar meu braço.
Não conseguiu decidir quem eu sou.
E talvez essa seja a primeira coisa que eu precise aprender novamente:
eu não sou o que fizeram comigo.
Eu sou a mulher que sobreviveu ao que fizeram comigo.
E isso muda tudo.
Era eu o sol da minha própria existência.
Era minha dor tão profunda quanto o oceano,
e minha insegurança tão vasta quanto o céu.
Mas tornaste tudo isso pequeno.
Chamam de corajoso o poeta que despiu
sua alma e conseguiu expor algo formoso.
Eu o chamo de louco!
Se sou uma carta, prefiro
que minhas linhas permaneçam em anonimato;
afinal, conheço meus pecados.
Fui, no entanto, até em entrelinhas, lido pelo Senhor;
versos que nem mesmo em um ímpeto de coragem
haveria escrito, em seu coração
se fizeram conhecidos.
Nem de tudo que leste te agradaste.
Encontraste falsidade, mentira, preguiça e ironia;
ainda assim, destes garranchos que sou,
fez poesia.
Perguntaram-me o que é arte. Ouviu-se de mim silêncio; não um, mas o silêncio, do tipo que tanto tememos, mas que, por vezes, é a única resposta que temos.
O mesmo silêncio que preenche o universo em que vivemos, que se esconde nas palavras que não dissemos, que, como um véu, cobre a pureza das estrelas. Sim, foi este o meu silêncio.
O mesmo silêncio de uma árvore que tomba no deserto, sem ninguém para escutá-la; o silêncio que faz da arte, arte para nossas almas.
A arte não pode ser definida, deve-se ser contemplada. Por isso, ouviu-se de mim o silêncio, pois...
Como hei de explicar a arte?
Eu nunca fui militante, mas como observadora da cena, compreendo que ser militante não é espantar as pessoas, e sim atrair as pessoas, e penso que o divergente que não cruza a linha da falta de respeito pode se tornar um aliado, e até mesmo um amigo.
O prata do 'Little Bastard' e o sangue do mito cruzaram a mesma linha de chegada: o número 130 não era o fim de uma corrida, mas a velocidade exata com que a eternidade ultrapassou o tempo.
Reno Fioraso
