Pensamentos Mais Recentes
Vejo a atual crise cognitiva generalizada
como consequência
de uma desproporção profunda
entre prioridades e valores.
De um lado,
a digitalização,
onde quase todos já “nascem” ágeis,
rápidos, responsivos, treinados
para tocar, deslizar, reagir.
Do outro,
o processo
de alfabetização funcional,
lento, exigente, silencioso,
que pede tempo, atenção e permanência
para compreender, interpretar, elaborar.
Não se trata, porém,
de uma inteligência ampliada,
mas de uma habilidade deslocada,
onde sabe-se operar,
mas não necessariamente interpretar
e entender.
A velocidade
passou a valer mais
que a compreensão.
A resposta imediata
mais que a reflexão.
O acesso,
mais que o sentido.
E assim
se instaura o descompasso:
muita informação, pouca assimilação;
muita opinião, pouca elaboração;
muito ruído, pouca escuta;
muito falar, pouco dizer.
Talvez...
não estejamos diante
de uma falta de inteligência,
mas de uma inversão
de valores cognitivos,
onde pensar profundamente
se torna quase um ato de resistência.
Em decorrência...
a inteligência artificial
vai desenvolvendo-se
enquanto
a inteligência natural,
quando não estimulada
e exercitada,
corre o risco de adormecer.
Que não venhamos
a assistir, inertes,
à sua entrada
em coma profundo.
✍@MiriamDaCosta
Se Deus abominasse os Pecadores e não o Pecado, certamente não haveria Arrependimento passível de Perdão.
Pode parecer uma inversão sutil, mas profunda o bastante para revelar o quanto a esperança humana estaria condenada desde o princípio.
Se o erro definisse o ser, e não apenas o seu agir, então cada falha seria uma sentença definitiva, cada queda um veredito irreversível.
Não haveria espaço para recomeços, nem sentido em reconhecer a própria culpa, pois o arrependimento não encontraria eco — apenas rejeição.
Mas há algo de profundamente restaurador na ideia de que o pecado é reprovado, não o pecador.
Isso separa o erro da essência, a falha da identidade.
Permite que o ser humano, mesmo em sua imperfeição, não seja reduzido ao pior de si.
É essa distinção que sustenta a possibilidade de transformação — não como um apagamento do passado, mas como um ressignificar do presente.
Arrepender-se, então, deixa de ser um ato de desespero e passa a ser um movimento de retorno.
Um reconhecimento de que, apesar das escolhas equivocadas, ainda há um caminho de volta.
E que — o Céu é uma escolha possível!
E o perdão, longe de ser uma absolvição barata, torna-se um convite à mudança genuína, à reconstrução interior.
Talvez o maior perigo esteja justamente em fazer o oposto: quando nós, humanos, passamos a condenar, a desumanizar pessoas em vez de atitudes.
Quando rotulamos, descartamos e definimos o outro por seus erros, nos colocamos na contramão daquilo que dizemos acreditar.
Criamos um mundo onde ninguém pode mudar, porque ninguém é visto além da própria falha.
No fim, a possibilidade do Perdão não revela apenas algo sobre o Divino, mas expõe também um desafio profundamente humano: aprender a olhar para si e para o outro com a mesma medida de Misericórdia que tanto desejamos receber.
Entre os maiores artistas plásticos brasileiros com renome internacional do modernismo do século XX, está sem duvida alguma o artista Roberto Burle Marx, paisagista, pintor, gravador, muralista, ceramista, desenhista, designer de jóias, moda e objetos, escultor e cantor. Seu reconhecimento mundial no mundo da arte, o diferencia de outros grandes artistas brasileiros, pelo conjunto da obra, como é da mesma forma com artistas espanhóis internacionais, muitos consagrados, pela versatilidade das técnicas, tais como Picasso e Salvador Dali.
Uma vida passiva e inativa é a imagem da morte, e o abandono da vida; é antecipar o nada antes que ele chegue.
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