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A VERDADEIRA POESIA
VEM DE DENTRO DE TI. 
NAQUELES LUGARES
EM QUE O AMOR EXISTE.

DAS PRENDAS DO LAR 


ESCOLHA COM ARTE
OS QUADROS DAS PAREDES
DO TEU LAR.

DAS PRENDAS DO LAR 


VISITA O TEU QUARTO
TODAS AS NOITES.

DAS PRENDAS DO LAR 


PASSE O TEMPO 
NO SEU LAR COM QUALIDADE.
POIS ELE É TEU NINHO.

ENTRE A VONTADE E A CONSCIÊNCIA

A coragem fortalece nossas escolhas, enquanto a razão procura indicar-lhes o caminho. Dentro de nós habitam desejos, necessidades e impulsos que fazem parte da própria condição humana. Não há erro em desejar, ambicionar ou procurar aquilo que nos realiza. O verdadeiro conflito começa quando nossas vontades ultrapassam os limites da consciência e passam a conduzir nossas atitudes sem o discernimento necessário. O desejo pelo poder, por exemplo, pode despertar a grandeza de quem pretende servir ou revelar a fragilidade moral de quem deseja dominar. Não é a força da ambição que determina o valor de uma pessoa, mas a consciência com que ela orienta suas escolhas. Porque a verdadeira justiça não se estabelece apenas nas regras que organizam uma sociedade, mas também na harmonia interior de quem aprende a governar a si mesmo.
Antes de desejar governar o mundo ao nosso redor, precisamos aprender a governar aquilo que existe dentro de nós.

A Bíblia sempre mostra que, em qualquer época, estaremos errados no que pensamos e no que fazemos.

A FEIRA DOS DESEJOS

Esta manhã, meus desejos organizaram uma feira na sala. A liberdade vendia gaiolas abertas; a felicidade oferecia sapatos para dançar nos dias difíceis; e a ambição, de cima de uma escada, anunciava o céu em suaves prestações. Eu queria um pouco de tudo: conhecer o mundo, escrever um livro, mudar a vida e ainda chegar a tempo para o café. Foi quando a paz apareceu carregando uma cadeira. Sentou-se entre minhas vontades e perguntou: “Se todos os seus sonhos se realizarem, haverá lugar para você?” Fiquei pensando. Enquanto isso, um pequeno desejo, que eu quase havia esquecido, puxou minha manga: queria apenas uma tarde com alguém querido. Dei-lhe a mão. Os outros continuaram anunciando suas maravilhas, mas saímos juntos para tomar um sorvete.



Interpretação:

Essa crônica fala da variedade dos nossos desejos e pergunta se, na vontade de conquistar tantas coisas, ainda reservamos espaço para viver e estar com quem amamos. O surrealismo transforma sua vida interior numa feira: cada vontade tem uma voz e oferece algo atraente.

“Meus desejos organizaram uma feira na sala” mostra muitas aspirações reunidas, disputando sua atenção. A sala, um espaço íntimo, fica ocupada por tudo aquilo que você gostaria de realizar.

A liberdade vendendo gaiolas abertas representa a possibilidade de sair das limitações. A porta está aberta, mas atravessá-la ainda exige uma escolha e, às vezes, coragem.

A felicidade oferecendo sapatos para dançar nos dias difíceis sugere a capacidade de encontrar alegria mesmo quando existem problemas. Os sapatos permitem continuar participando da vida, com seus tropeços e suas possibilidades.

A ambição anunciando o céu em suaves prestações brinca com a promessa de alcançar tudo. Como numa propaganda, um objetivo enorme parece fácil de adquirir. As “prestações” também podem sugerir seu custo: tempo, esforço e compromissos que vamos assumindo.

Quando você deseja conhecer o mundo, escrever um livro, mudar a vida e chegar para o café, aparecem juntos os grandes projetos e os pequenos hábitos. Há entusiasmo, mas também a vontade de fazer tudo caber no mesmo dia.

A paz chega com uma cadeira porque propõe uma pausa. Sua pergunta “Se todos os seus sonhos se realizarem, haverá lugar para você?” é o centro da crônica. Ela pergunta se suas conquistas permitirão que você descanse, reconheça seus sentimentos e desfrute daquilo que construiu. Uma vida pode ficar tão cheia de metas que a própria pessoa se sinta apertada dentro dela.

O pequeno desejo que puxa sua manga representa uma necessidade afetiva quase esquecida. Ele fala baixo, enquanto os outros anunciam suas maravilhas: quer apenas uma tarde com alguém querido.

Ao lhe dar a mão e sair para tomar um sorvete, você escolhe atender esse desejo naquele momento. Os grandes sonhos continuam existindo, mas o carinho também recebe seu tempo.

O sorvete representa uma alegria simples, concreta e compartilhada. A crônica nos convida a perceber que uma tarde assim também faz parte da vida que desejamos construir e não precisa esperar até que todas as outras conquistas estejam prontas.

3780 🤔 Para Mim é fácil, normal e usual ter apenas Uma e não Duas ou Mais Contas aqui, para passar pela vergonha de se destacar falsamente. Por isso tenho apenas Uma e não Duas ou Mais Contas aqui. Por isso!

3779 🤔 O que peço, encarecidamente, é que não me imitem, não utilizem Minhas Idiossincrasias. As Minhas são Minhas, Hum!

3778 🤔 Acredito que Idiossincrasias, a exemplo de nariz, "praticamente" todos temos, em especial os que negam. Acredito nisso, mas posso deixar de acreditar caso me convençam!

QUE A FOME NÃO ENCONTRE O CAMINHO DE VOLTA

Vi a fome sentada à mesa,
usando o prato de uma criança.
Comia as horas,
roía os domingos,
deixava os ossos do tempo
debaixo da cama.
A mãe mexia uma panela
onde a água sonhava ser feijão.
O menino desenhava um pão,
e o papel fazia um barulho
que ninguém tinha coragem de ouvir.
No meu Brasil,
houve quem dormisse cedo
para encurtar a distância
até uma refeição.
Mas a noite crescia,
esticava suas pernas sobre a casa,
e a manhã demorava
uma eternidade para chegar.
Depois, em tantas mesas,
o alimento voltou.
O arroz soltou pequenos sóis,
o feijão abriu suas janelas,
e uma criança largou o lápis
para segurar uma colher.
A mãe chamou pelo nome de cada filho.
A fome ouviu.
Recolheu sua cadeira
e saiu arrastando os pés.
Agora falam de uma caixa
que chegará à nossa porta.
Vem embrulhada em promessas,
com uma fita feita de amanhã.
Eu olho para ela
e penso nas mesas do meu povo.
Quem sabe o que dorme lá dentro?
E se houver uma mão
capaz de apagar o fogo?
E se aquele velho visitante
estiver dobrado entre os papéis,
esperando que alguém
lhe devolva a cadeira?
Meu medo atravessa a distância,
bate nas portas do Brasil,
encosta o ouvido nas cozinhas.
Quero ouvir pratos,
conversas,
uma criança perguntando
se ainda pode repetir.
Não quero ouvir outra vez
uma colher raspando o vazio.
Que abram essa caixa à luz do dia,
diante de quem conhece
o peso de uma panela sem comida.
Que cada promessa diga
o que fará com aquela mesa.
Meu povo já ensinou o pão
a encontrar o caminho de casa.
Que nenhuma mão
lhe troque o endereço.

Interpretaçâo:

Esse poema expressa a preocupação com quem já passou fome e o medo de que essas pessoas voltem a sofrer. Ele reúne a lembrança da privação, a alegria de ter comida novamente e a incerteza diante de uma mudança de governo.

O surrealismo transforma esses sentimentos em cenas impossíveis, mas que conseguimos sentir:

* “A fome sentada à mesa, usando o prato de uma criança”: a fome ocupa o lugar do alimento. A imagem da criança torna essa ausência especialmente dolorosa.
* “Comia as horas, roía os domingos”: a fome consome também o tempo, o descanso e a alegria. Até um domingo pode se tornar apenas mais um dia de espera.
* “A água sonhava ser feijão”: representa uma mãe tentando alimentar os filhos com recursos insuficientes. O desejo de oferecer comida está ali, mas falta o alimento.
* O menino desenhando um pão: a criança tem no papel aquilo que deveria ter no prato. O “barulho” desse papel é uma denúncia que incomoda quem a escuta.
* Dormir cedo e a noite se alongar: dormir aparece como uma tentativa de escapar da fome. Para quem espera uma refeição, o tempo parece não passar.

Quando “o arroz soltou pequenos sóis” e “o feijão abriu suas janelas”, a comida devolve calor, esperança e possibilidades à casa. A criança deixa de desenhar o pão e passa a comer: aquilo que era apenas desejo se torna realidade. A fome recolhendo sua cadeira representa o fim daquela privação.

A caixa embrulhada em promessas simboliza um futuro governo cujo conteúdo ainda não conhecemos. A embalagem pode ser bonita, mas o poema pergunta pelas consequências concretas: haverá alimento? As famílias estarão protegidas? A fome poderá voltar? Essas perguntas expressam um receio, sem afirmar que esse resultado acontecerá.

O trecho “meu medo atravessa a distância” mostra você longe do Brasil, mas ligado à vida de quem ficou. Seu desejo é ouvir os sinais simples de uma casa alimentada: pratos, conversas e uma criança pedindo mais.

“Que abram essa caixa à luz do dia” é um pedido de transparência. As promessas precisam ser examinadas diante de quem conhece a fome, porque essas pessoas sabem o que está em jogo.

E o final “Meu povo já ensinou o pão a encontrar o caminho de casa. Que nenhuma mão lhe troque o endereço” pede que o alimento continue chegando às famílias. É a sua maneira poética de dizer: “Quem voltou a comer não pode ser condenado a sentir fome novamente.”

Tem algo em você que me desarma, me encanta e me faz querer ficar. É como se meu coração reconhecesse no teu abraço o lugar onde sempre sonhou morar. E quanto mais a vida me aproxima de você, mais eu quero ser tua escolha, teu desejo e teu amor.

O FILÓSOFO QUE LEVAVA O INFINITO NO BOLSO

Sonhei que me tornei filósofo
numa quinta-feira qualquer;
a dúvida pediu meu currículo,
e eu perguntei: “Para quê?”
Fui comprar um pouco de sabedoria,
mas o vendedor, muito ocupado,
disse que só tinha perguntas
e um silêncio recém-chegado.
Levei três quilos de espanto,
duas ideias e um talvez;
o talvez escapou da sacola
e me seguiu pelo resto do mês.
Em casa, sentei para escrever
minhas composições sobre a existência;
a caneta criou duas pernas
e saiu à procura da própria essência.
“Volte aqui! Tenho coisas a dizer!”
Ela respondeu do portão:
“Se você quer entender a vida,
por que me prende na sua mão?”
Minha cabeça virou uma praça,
com pensamentos fazendo comício;
um queria explicar o universo,
outro só queria um sanduíche.
Dei ouvidos aos dois, por prudência,
pois pensar também dá fome;
o universo coube numa frase,
mas o sanduíche levou meu nome.
Escrevi que o tempo nos transforma.
O relógio se pôs a rir,
tirou do bolso uma foto de infância
e perguntou: “E quem me viu crescer aqui?”
A verdade chegou de chinelos,
sem diploma, gravata ou anel;
leu meus escritos, coçou a cabeça
e fez um barquinho de papel.
“Vamos testar sua filosofia.”
Pôs o barco numa poça do chão.
Embarquei com meus sonhos e versos,
e a sala virou imensidão.
Hoje levo o infinito no bolso,
embora ele insista em cair;
quero ser filósofo e, enquanto aprendo,
dou às perguntas uma cadeira
e deixo a vida me contradizer e rir.


Interpretação:

Esse poema apresenta seu sonho de ser filósofo como uma aventura de curiosidade, escrita e descoberta. O humor e o surrealismo mostram alguém que deseja compreender a existência e aprende a conviver com perguntas que não têm respostas fáceis.

A dúvida pedindo seu currículo brinca com a ideia de que seria preciso apresentar credenciais para começar a filosofar. Sua resposta “Para quê?” já inicia o exercício filosófico: você questiona a própria exigência.

A loja que vende perguntas e silêncio, em vez de sabedoria, sugere que o conhecimento não vem como um produto pronto. As perguntas abrem caminhos; o silêncio permite escutar e refletir.

“Três quilos de espanto” dão peso à capacidade de se surpreender com o mundo. E o “talvez” que escapa e acompanha você representa uma incerteza persistente: aquela questão que continua trabalhando dentro da cabeça, mesmo depois que fechamos o livro.

A caneta que sai à procura da própria essência representa suas composições ganhando liberdade. Ao perguntar por que você a prende, ela provoca uma reflexão: para compreender a vida, também precisamos permitir que ela nos surpreenda, em vez de tentar fazê-la caber inteiramente nas nossas ideias.

A cabeça transformada numa praça mostra seus pensamentos convivendo, discutindo e disputando atenção. Um quer explicar o universo; outro quer comer. Essa passagem reconhece, com graça, que quem filosofa também tem corpo, fome e necessidades cotidianas.

“O universo coube numa frase, mas o sanduíche levou meu nome” pode ser lido como uma brincadeira com nossa pretensão de explicar tudo. Você resume algo imenso numa frase, enquanto uma coisa simples recebe sua assinatura. A imagem convida a rir da vontade de produzir grandes conclusões e deixar nossa marca.

O relógio mostrando uma fotografia da infância vira sua afirmação pelo avesso. Você escreve que o tempo transforma as pessoas, mas o próprio tempo aparece como alguém que também teve infância. É uma provocação sobre aquilo que parece óbvio: afinal, como percebemos e medimos a mudança?

A verdade chegando de chinelos aproxima a compreensão da vida comum. Ela pode aparecer numa conversa, numa experiência ou num detalhe cotidiano, sem cerimônia. Ao transformar seus escritos num barco, ela propõe uma experiência: ver como suas ideias navegam quando entram em contato com a realidade.

A sala que se torna imensidão mostra como a reflexão e a imaginação podem ampliar um espaço pequeno. Você permanece em casa, mas seus sonhos e versos o levam muito além.

O final reúne o sentido do poema. Levar o infinito no bolso é desejar compreender algo maior do que nossa capacidade de guardar ou explicar. Ele insiste em cair porque sempre há alguma coisa que escapa.

E dar uma cadeira às perguntas significa acolher as dúvidas, ter paciência com elas. Deixar a vida contradizer você expressa disposição para rever suas ideias e rir preserva a leveza durante esse aprendizado.

Seu sonho aparece aqui com muita beleza: tornar-se filósofo é cultivar a coragem de perguntar, escrever o que pensa e continuar aprendendo com aquilo que a vida responde.

Nunca permita que a insegurança de alguém se torne o limite do seu crescimento. Você não precisa diminuir sua luz para que outras pessoas se sintam confortáveis. Continue trabalhando, conquistando corações e mostrando seu valor. Quem tem propósito não precisa disputar espaço: conquista seu lugar através do que faz. E o que Deus colocou no seu caminho, ninguém precisa autorizar que floresça.

Quando a máquina, maquina contra o maquinista, os passageiros se tornam reféns das maquinações!

Quem ativamente fomenta o ódio contra a política, passivamente alimenta a política do ódio!

Político que usa Deus para se promover é usado para promover a política do diabo!

Alguns acordam com o engano, e esse erro é fatal; acabam com a corda em volta do pescoço e não acordam para a verdade!

Quando o coração bombeia ódio, dos olhos brotam as lágrimas são de sangue.

Inserida por Beto77

Havia música na cozinha,
panelas ao lume,
e um homem que ria alto
como se a vida não lhe pesasse.

Tinha fortuna nas mãos,
mas talvez tempestades na alma.
Porque o dinheiro enche uma casa,
mas não silencia o que nos falta.

Houve mãos que magoaram,
e feridas que não posso ignorar.
Mas também houve um riso
que ainda consigo recordar.

Hoje, sentava-me ao seu lado,
sem julgar, sem tentar adivinhar.
Perguntava-lhe apenas:

O que sentes quando estás a cozinhar?

Porque há fortunas que se contam,
e há pazes que não se podem comprar.

Viver sem esperança é como dormir sem sonhar, dançar sem ouvir a música e amar sem se apaixonar!

Ontem fui um rebelde sem causa, hoje sou uma causa sem rebeldia e amanhã serei um rebelado causador de causas rebeldes!

Para o sonho crescer, não pode faltar fermento!
Pena que alguns exageram no fermento e esquecem da farinha!

“A maioria pode até decidir quem governa, mas jamais a quem pertence a dignidade. O poder democrático tem por limite os direitos que nenhuma vitória autoriza negar.”

Nesse tempo que falta, tempo para passatempo, está difícil prever o tempo e a vida passa o tempo para trás!