Pensamentos Mais Recentes
Receber um amor falso é como se você fosse uma garrafa descartável, te enchem até quase transbordar, mas quando te usam, te descartam, e o máximo que fazem por você é te colocar no lixo reciclável...
No caminho ardente, fervido pelo sol, minhas esperanças se vão junto com o vento que sopra veementemente, as pequenas partículas de areia.
Com sede, cansada, não posso ser vista, pois sim, os cinco fizeram minha ruína. Lá está o poço... Não pode ser, tem alguém lá!
Cheguei perto e fiz o que devia, mais uma pergunta me interrompeu. Logo, me vi feliz novamente. O que será que aconteceu?
O Hemisfério Celestial Sul
no meu coração faz eco.
Da meia-noite à meia-noite
não é segredo que o amor
em nós tem construído
um particular império;
não existe explicação
para este nosso mistério.
Agradecer à primavera pelo florescer
bonito da Pindaíba-vermelha.
embora a gente saiba que não nasça
na Mata Atlântica do sul inteiro,
O Criador sabe a razão, ele é perfeito.
Enlevar ao nosso jardim da pele,
e levar à tona a memória afetiva
que dos seus magníficos frutos
também temperos podem ser feitos,
e que conhecer nos faz mais brasileiros.
Primavera da memória afetiva
do Pacari em Santa Catarina,
ele dá sombra e é curador,
e, com sua florada, enche
o coração com muito amor.
Como estrelas, as suas flores
se abrem de noite e perfumam,
espalhando festa e vida
para quem nutre o saber
por onde sempre caminha.
[É sobre cultivar o que tranquiliza.]
Adoro as mulheres; talvez por isso jamais tenha desejado submeter a liberdade do amor à arquitetura de um casamento.
Buscamos, esperamos e encontramos. Mas nem sempre aquilo que chega vem da forma que planejamos.
Às vezes muda o tempo, muda o caminho, muda a aparência. E ainda assim pode trazer exatamente o que precisávamos naquele momento.
Nem tudo o que foge do plano é perda. Algumas coisas apenas chegam por outra porta.
Pepita de Oliveira
Viver é agir sobre probabilidades enquanto a consciência sonha com certezas que a própria realidade não prometeu.
O ceticismo não destrói o mundo; apenas retira dele algumas certezas que havíamos confundido com paredes.
Pensamos controlar nossas convicções, mas frequentemente são nossas paixões que lhes escrevem a sentença e contratam a razão para defendê-las.
Agir sem impulsividade.
Falar sem ferir.
Ouvir sem preparar a resposta.
Sentir sem permitir que a emoção decida tudo.
A sensatez nasce justamente desse encontro: perceber o que acontece dentro de nós, compreender o que vem do outro e, só então, escolher como responder.
Nem sempre a primeira reação é a melhor resposta. Às vezes, maturidade é esse pequeno espaço entre o que sentimos e o que fazemos com aquilo que sentimos.
Pepita de Oliveira
A crença nasce muitas vezes menos da força da evidência do que da necessidade humana de tornar habitável a incerteza.
Não é a ausência de respostas que assusta o homem, mas a possibilidade de que o universo não tenha obrigação alguma de fornecê-las.
Quando a razão abandona a humildade, começa a confundir seus mapas com o território que jamais conseguiu possuir.
O costume transforma o improvável repetido em realidade psicológica e, depois, a realidade psicológica em dogma.
A certeza humana é frequentemente apenas uma dúvida que adquiriu memória suficiente para parecer antiga.
Entre aquilo que percebemos e aquilo que acreditamos existir há uma distância que nenhuma linguagem consegue abolir.
A razão pode iluminar o caminho, mas raramente escolhe para onde caminhamos; há desejos que chegam antes da filosofia e permanecem depois dela.
Ter limites sem perder a ternura.
Ter atitude sem atropelar ninguém.
Ter amor sem se abandonar.
Ter compaixão sem aceitar tudo.
Talvez plenitude seja justamente esse equilíbrio: conseguir ser firme sem endurecer, sensível sem se quebrar, disponível sem se anular e amoroso sem deixar de se respeitar.
Não é sobre ser perfeito. É sobre conseguir reunir, na mesma pessoa, força e delicadeza.
Pepita de Oliveira
Há relações que não terminam por falta de sentimento. Terminam porque o sentimento já não consegue sustentar sozinho aquilo que a relação exige.
Pepita de Oliveira
O homem deseja certezas porque o desconhecido lhe parece um tribunal sem juiz; então inventa deuses, teorias e sistemas para preencher o silêncio.
Talvez a maior liberdade intelectual seja suportar uma pergunta aberta sem violentá-la com uma resposta prematura.
A imaginação constrói pontes sobre abismos que a razão reconhece, mas que a vida cotidiana não pode esperar que permaneçam sem travessia.
O hábito é o advogado invisível da existência: transforma a repetição em evidência e a familiaridade em uma espécie de verdade.
