Pensamentos Mais Recentes

Seja educado com todos, mas não seja burro o suficiente de achar que as pessoas faria o que você faz por elas por que elas nunca vão fazer o que você faz

Você é o que as pessoas falam. por isso muitas pessoas se assustam quando ouve realmente o que as pessoas pensa sobre ela

Ser amigo de alguém importante e sim o maior currículo de alguém hoje em dia, a famosa indicação

Não existe mais camiseta pesada no futebol. o que existe e más gestões no meio do esporte mais querido do mundo, o que mudou foi que hoje em dia estamos revendo revoluções de times considerados pequenos mostrando que sim precisamos de gestões seria no futebol e isso

Para que me incomodar com os espinhos, se posso sentir o perfume das flores.
(Nepom Ridna)

Paragem (in)temporal?


Agilson Cerqueira


Espaço e Tempo são interessantes, 


porque os espaços são ocupados em tempos presentes, e demandam 


sabedorias constantes!


Vivo em pensamentos,


Vivo em mim!


O meu niilismo me torna pragmático,


Não há sonhos nem delírios.


Todo racional é sofredor!

Inserida por cerqueiraengenharia

Quando eu louvo
O medo se afasta
Tua voz me acalma
Eu não vou mais temer                             Quando eu louvo                                                  Eu sinto o Teu soprar                                    Trazendo vida em mim                                     Cadeias vão quebrar                                                    Babi G./ Carlos B./ Daniel S. / Elaine T. / Hananiel/ Heminy R./ Ohana M./ Simone D.

Filho meu, não pare de adorar
Filho meu, Eu vou te enviar
As nações vão ouvir Minha Voz
Através do fluir do Meu Louvor em ti. Deus

No tremor das letras,
sou terremoto de palavras,
no tsunami dos meus versos.


Abalo sílabas,
desloco sentidos,
rompo diques de silêncio.


Não escrevo:
erupciono.


Não declamo:
transbordo.


Sou falha geológica
no solo raso do óbvio,
placa que colide
com a hipocrisia das margens.


E quando a maré baixa,
não sobra calmaria,
sobram ruínas férteis
onde germinam
novos alfabetos de fogo.
✍©️@MiriamDaCosta

O universo não fala em palavras, mas em silêncios que nos convidam a escutar o infinito dentro de nós.

A vida é como Wi-Fi, às vezes cai, mas quando conecta, tudo parece fluir melhor.

Nas cinzas do que fomos, o inverno se fez morada, a confiança, como névoa, sumiu na encruzilhada.
Onde havia o toque, resta o rastro do abandono, e a alma, exausta, já não encontra o seu sono.
É um luto sem corpo, um adeus que não se disse, como se a vida, num sopro, de mim se despedisse.
A ferida não sangra, ela gela o que resta de luz, e a memória do teu beijo é agora a minha cruz.
O silêncio é o carrasco que aperta o nó no peito, transformando o nosso ninho em um vazio estreito.
Trair foi o punhal que não matou o meu pulsar, mas condenou meu coração a nunca mais saber sonhar.

O quarto agora guarda um frio que não vem do vento, é o peso o "nós" transformado em esquecimento.
A mesa posta para dois, o café que esfria no centro, enquanto a verdade corrói o que eu guardava por dentro.
As paredes repetem promessas que o tempo mentiu, a moldura sustenta um riso que a traição destruiu.
Não foi só a carne, foi o templo que ruiu no chão, deixando o silêncio ser a única voz da solidão.
Onde havia abrigo, agora existe um deserto de dor, as cinzas do que fomos sufocam o resto do amor.
Dói saber que o abraço que outrora me salvava, era o mesmo que, em segredo, a minha cova cavava.

A LIÇÃO DE MARTA


Vozes de pranto em Betânia,
a pequena aldeia o luto abateu;
Marta e Maria, soluçando:
“o amigo do meu Mestre faleceu”.


Por que Ele não veio quando eu chamei?
Não consigo entender o que nos fez.
Onde será que está agora
o Cristo poderoso, Rei dos Reis?


Quatro longos dias se passaram,
à pequena aldeia Cristo então chegou.
Prostrada aos Teus pés, ajoelhada novamente,
Marta então falou:


Por que não vieste quando eu chamei?
Não consigo entender o que nos fez;
Lázaro morreu a Te esperar,
ó Cristo poderoso, Rei dos Reis.


Onde foi que o puseram?
A ressurreição e a vida em mim estão.
Marta então falou com refrigério
quando viu a Lázaro ressuscitar.


Cristo nunca tarda, Ele sempre tem
o momento certo para agir,
porque Ele é o Senhor,
da vida o Autor,
o Cristo poderoso, Rei dos Reis.


Cícero Marcos

Eu almejava tão pouco 


Eu almejava tão pouco,
um sorriso teu ao amanhecer,
um toque leve que dissesse
que meu mundo cabia em ti.


Mas o amor, sempre vasto,
transbordou silencioso,
pintando nossos dias com cores
que eu nem sabia que existiam.


E agora sei que pouco ou muito
não mede o que sentimos,
porque te amar é infinito,
mesmo nas mínimas coisas que compartilhamos.

"O beijo falso"
O punhal do silêncio corta mais fundo que a palavra, e o eco da mentira desfaz o que a alma lavra.
Um pacto de vidro, outrora límpido e reluzente, cai ao chão em estilhaços, ferindo o presente.
O olhar que era abrigo agora é estranho e frio, deixando a confiança como o leito seco de um rio.
Trair não é apenas quebrar um laço ou uma jura, é plantar no peito do outro a semente da tortura.
Dói o beijo que ainda guarda o sabor do engano, e a sombra do medo que se estende por todo o plano.
Pois o perdão pode até vir, como a calma após a ação, mas nunca devolve a inocência a um coração.

MADEIRO VERDE, PURA SEIVA DE VIDA.



Era Ele, o Rei coroado de espinho, era ele, quem conduzia à cruz no caminho.


Era ele o madeiro verde em dor.
Pura seiva de vida, pura vida em amor.
Era ele o madeiro verde em dor.
Pura seiva de vida, pura vida em amor.
E o pecador, sou eu, e por meus pecados ele sofreu.
E na via dolorosa, ele caminha a conduzir sem reclamar a cruz que era minha.


Era ele o madeiro verde em dor.
Pura seiva de vida, pura vida em amor.
Era ele o madeiro verde em dor.
Pura seiva de vida, pura vida em amor.
A natureza enfurecida, faz a terra tremer.
Esvaiu sua vida, a vida ha morrer.


Era ele o madeiro verde em dor.
Pura seiva de vida, pura vida em amor.
Era ele o madeiro verde em dor.
Pura seiva de vida, pura vida em amor.


Céus e terra se alinham para receber.
O Rei ressureto fez a morte morrer.


Era ele o madeiro verde em dor.
Pura seiva de vida, pura vida em amor.
Era ele o madeiro verde em dor.
Pura seiva de vida, pura vida em amor.


Cícero Marcos

Capítulo — 14 de Outubro, 4h20


Era dia 14 de outubro.
04h20 da manhã.


O portão ecoou com um grito.


— Carolina!


Reconheci a voz do meu primo. Não éramos próximos. Ele não apareceria ali, naquela hora, por qualquer motivo comum. Antes mesmo de levantar da cama, pensei: alguém morreu.


Meu marido foi atender. Eu fiz o que sempre faço quando o nervosismo me invade: corri para o banheiro. Era como se o azulejo frio e a porta fechada pudessem me proteger do que quer que estivesse por vir.


Quando saí, ele já havia voltado.


— Sua mãe está em Saquarema, na casa da irmã. Passou mal. Está no hospital.


Meus dois filhos dormiam. A casa estava em silêncio, mas dentro de mim algo já gritava.


— Cuida das crianças. Eu vou pra lá ver minha mãe.


Comecei a arrumar uma mala às pressas. Ele tentou me convencer a não ir.


— Não precisa. Sua irmã disse que, quando você chegar, provavelmente ela já vai estar de alta.


O telefone dele tocou. Era minha irmã.


Estranhei. Por que ela ligaria para ele e não para mim?


Ele desligou e repetiu a mesma história: que eu não precisava ir, que não era grave.


Continuei arrumando minhas coisas.


Então ele disse:


— Procura um documento da sua mãe. Ela foi para Saquarema sem identidade.


Parei.


Minha mãe nunca sairia sem documentos. Nunca.


Peguei o telefone e liguei para minha irmã.


Assim que ela atendeu, fui direta:


— O que aconteceu com a minha mãe?


Do outro lado, silêncio. Depois:


— Teu marido não te deu o recado?


— Ele disse que ela estava internada.


Então ouvi o som que nenhuma filha deveria ouvir: o choro quebrado de uma irmã tentando ser forte.


— Carolina… nós perdemos a nossa mãe.


Eu sabia o que aquelas palavras significavam. Mas meu cérebro se recusava a aceitar.


— O quê? — repeti.
— Nós perdemos a nossa mãe.


Ela repetia. Eu repetia.


Até que ele tirou o telefone da minha mão.


Fiquei sentada na beira da cama por uns dez minutos. Ou talvez uma vida inteira. Eu me senti como uma criança de três anos perdida numa feira, olhando ao redor e não encontrando a mão que sempre segurou a sua.


Senti um vazio brutal. Uma dor física no peito. Um rasgo.


Respirei fundo.


Como vou contar para os meus filhos?


Fiz café. Esquentei o leite. Preparei pão com queijo e ovos. A rotina parecia cruelmente normal. A cozinha tinha cheiro de manhã comum, mas nada mais era comum.


Acordei as crianças.


Tomamos café.


Ao final, disse:


— Filhos, a mamãe tem uma notícia muito triste.


Eles se sentaram no sofá. Eu fiquei de frente para eles.


— A vovó estava passeando em Saquarema. Ela passou mal, foi levada para o hospital… mas infelizmente não resistiu.


Eles se abraçaram e choraram. Havia tristeza, mas também uma serenidade que me surpreendeu. Talvez porque o amor que ela plantou neles fosse maior que o medo da morte.


Meu marido ficou com as crianças. Eu precisava fazer o que ninguém queria fazer.


Dar a notícia ao meu pai.


Entrei na casa que, a partir daquele momento, deixava de ser “a casa dos meus pais” para se tornar apenas a casa do meu pai. Eu tinha a chave.


Ele não estava lá.


Comecei a procurar a certidão de casamento — necessária para emitir a certidão de óbito. Enquanto isso, ligava para tios, tias, amigas, primos. Minha mãe era amada. Muito amada.


Quando meu pai chegou e me viu ali, tão cedo, estranhou.


— Quem morreu? — perguntou, direto.


Respirei.


— Minha mãe. Sua mulher.


Ele sentou.


Expliquei como soube: que ela passou mal na casa da irmã, foi levada à UPA, depois transferida para o hospital de Bacaxá. Que, no caminho, teve um infarto dentro da ambulância. Que tentaram reanimá-la. Que não conseguiram.


Ficamos sentados na varanda esperando minha irmã chegar.


Quando o corpo chegou, já era fim de tarde. Foi levado direto para a capela, no mesmo local do sepultamento.


Meu filho ficou em casa com uma prima. Minha filha foi comigo. Meu marido também foi, mas ficou distante. Não me amparou. E, naquele momento, eu não tinha espaço para analisar ausências. Eu só queria me despedir.


Minha filha e eu entramos juntas na capela. No caminho, ela foi abraçar parentes. Eu tracei uma linha reta até o caixão.


Lá estava ela.


Inerte.


Coberta de flores brancas. O rosto pálido, mas sereno. Vestia uma camisa de Nossa Senhora de Fátima, sua devoção maior.


Eu me plantei ao lado dela como uma guarda.


E não saí mais.


Aquela era a última vez que eu estaria ao lado da mulher que me deu a vida e nunca poupou esforços para que eu vivesse bem. O choro começou contido, mas a certeza de que nunca mais teríamos nosso café da tarde juntas me atravessou como lâmina.


Deram-me quatro tranquilizantes.


Nenhum fez efeito.


Nada me tiraria dali.


Quando avisaram que era hora de fechar o caixão, pediram que todos saíssem.


Eu disse:


— Eu não saio. Pode fechar na minha frente.


E assim foi.


Seguimos em procissão até o jazigo. Houve oração. Falaram de Nossa Senhora, como ela gostaria. O caixão desceu.


Aquele era o fim.


As pessoas começaram a ir embora. Mas meus pés não se moviam. Era o último dia. A última imagem. O último adeus físico.


Minha filha, minha irmã e minha prima ficaram comigo.


— Ficamos aqui o tempo que você precisar — disseram.


As horas passaram.


Até que minha prima falou, com doçura:


— Vamos? Já está na hora. Sua filha está cansada. Seu filho te espera.


Olhei para o jazigo e, dentro de mim, falei:


— Mãe, eu ficaria aqui por dias. Mas a vida continua. E eu sei que você ama seus netos. Vou cuidar deles o dobro do que já cuidava.


Respirei fundo.


E fui embora.


Sabendo que, naquele 14 de outubro, às 4h20 da manhã, eu deixei de ser filha no mundo —
mas passei a carregar minha mãe inteira dentro de mim.

“Quando uma nação redefine suas leis, ela não apenas organiza o poder, mas reorganiza o próprio horizonte de sua consciência.” - Leonardo Azevedo.

Na gaveta do cristão fiel a Deus, vivo ou morto, cabe todas as riquezas celestiais.

⁠Sorte sua e a minha sorte termos sorte.

A empatia.
Gera alegria. 
Qualquer dia.

O dinheiro.
É passageiro,
o coveiro.
Espera o mundo inteiro.

Nem só de pão.
Viverá o homem,
Mas acredite 
Quem quiser 
A caridade foi
E ainda é 
A verdade sobre Noé.

A informação é a moeda da internet.