Pensamentos Mais Recentes

A ignorância pode ser o começo da descoberta; torna-se obstáculo quando se disfarça de conclusão.

Uma lacuna no conhecimento não é um trono vazio reservado a Deus, mas uma pergunta à espera de razões.

# RITUAL, de Ricardo Kbção: uma interpretação da dependência


A composição “RITUAL”, de Ricardo Kbção, permite uma interpretação voltada à dependência, compreendida como uma condição em que a busca recorrente por satisfação ou alívio pode assumir um caráter compulsivo, restringindo progressivamente a autonomia do indivíduo. Essa perspectiva constitui uma entre as diversas possibilidades de leitura da obra e não pretende estabelecer um significado definitivo para a composição, tampouco afirmar uma intenção autoral que não tenha sido explicitamente confirmada.


O título apresenta uma chave interpretativa relevante. A palavra *ritual* sugere uma sequência de ações que se repete, estabelecendo uma regularidade que pode ultrapassar o domínio da vontade consciente. Quando relacionada à dependência, essa repetição pode representar um ciclo no qual a necessidade de consumir uma substância, alcançar determinada sensação ou interromper um estado de desconforto passa a orientar o comportamento. O que se repete não é necessariamente apenas o consumo, mas também a expectativa de que ele proporcione algum tipo de alívio.


Nesse processo, estabelece-se uma contradição fundamental: aquilo que é procurado como resposta ao sofrimento pode contribuir para sua continuidade. A satisfação, quando ocorre, tende a ser temporária, enquanto a necessidade retorna e reativa o comportamento. Desse modo, a repetição deixa de representar uma simples sucessão de escolhas independentes e passa a configurar um circuito no qual desejo, satisfação momentânea e desconforto se relacionam continuamente. O indivíduo pode perceber os efeitos negativos dessa dinâmica e, ainda assim, encontrar dificuldades para interrompê-la.


A dependência, sob esse enfoque, não se resume à frequência de um comportamento, mas envolve a relação que se estabelece entre a necessidade, a expectativa e a perda progressiva de controle. O objeto da dependência adquire uma importância crescente, ocupando espaço na organização da vida e influenciando decisões que, anteriormente, poderiam ser orientadas por outras necessidades e objetivos. A liberdade de escolha não desaparece necessariamente de maneira absoluta, mas pode ser comprometida por uma urgência que torna cada vez mais difícil agir de acordo com as próprias intenções.


É nesse contexto que a ideia de ritual ganha profundidade. A repetição pode ser compreendida como uma tentativa de restabelecer uma condição desejada, seja ela o prazer, o esquecimento, a tranquilidade ou a suspensão temporária de uma angústia. Entretanto, quando o alívio depende da renovação constante do mesmo comportamento, a tentativa de recuperar o equilíbrio pode consolidar a dependência. O ritual passa, então, a reproduzir a própria necessidade que aparentemente procura resolver.


Essa leitura também permite considerar a dimensão psicológica da dependência. A substância ou o comportamento não precisa representar apenas uma fonte de prazer; pode assumir a função de resposta a sentimentos difíceis de suportar. Nesse caso, a repetição pode estar associada não somente à procura de uma experiência agradável, mas também à tentativa de evitar o desconforto, silenciar pensamentos ou lidar com emoções dolorosas. A dependência torna-se especialmente complexa quando o indivíduo passa a percebê-la simultaneamente como fonte de alívio e origem de novas dificuldades.


É importante, contudo, não confundir essa interpretação com uma explicação universal da dependência. As experiências são distintas, e nem toda dependência decorre de um sofrimento emocional específico ou apresenta a mesma dinâmica. A leitura proposta procura estabelecer uma relação possível entre a repetição sugerida pelo título e os mecanismos pelos quais uma necessidade pode se tornar dominante, sem reduzir a experiência humana a uma única causa.


A força dessa perspectiva está, portanto, na ambiguidade do próprio ciclo: repete-se porque existe uma necessidade, mas a repetição pode contribuir para manter essa necessidade. O ritual não representa apenas aquilo que o indivíduo faz, mas uma estrutura que pode passar a organizar sua relação consigo mesmo e com o mundo. A dependência aparece, assim, como um conflito entre a procura de alívio e a dificuldade de romper com o mecanismo utilizado para alcançá-lo.


Sob essa interpretação, “RITUAL” pode ser compreendida como uma reflexão sobre a dependência enquanto experiência de repetição, conflito e autonomia comprometida. Seu interesse analítico não está em atribuir à obra um diagnóstico ou uma narrativa literal, mas em reconhecer como a imagem do ritual permite pensar uma condição na qual o desejo de obter alívio pode se converter em necessidade recorrente. Trata-se de uma possibilidade interpretativa entre outras, cuja relevância reside em iluminar uma das contradições centrais da dependência: a busca por algo que promete aliviar o sofrimento, mas cuja repetição pode contribuir para perpetuá-lo.

A ignorância científica não constitui evidência sobrenatural; é apenas o lugar a partir do qual a investigação ainda precisa avançar.

A ciência não promete conhecer tudo; promete, quando fiel ao seu método, não transformar o que desconhece em conhecimento fictício.

O dogma oferece a segurança de um território fechado e cobra, em silêncio, o preço de todos os horizontes abandonados.

Existe liberdade na possibilidade de permanecer sem resposta, sobretudo quando o mundo exige que escolhamos uma certeza.

Respeitar uma pessoa não exige ajoelhar-se diante de suas ideias; a dignidade humana não torna infalível o pensamento humano.

Uma crença merece ser examinada não apesar de sua importância, mas precisamente porque ocupa um lugar tão profundo na vida humana.

O fanatismo nasce quando a certeza privada reivindica jurisdição universal sobre a consciência alheia.

Não são os acontecimentos que nos perturbam, mas o significado que lhes atribuímos.

Agora é o momento.





A vida passa mais rápido do que imaginamos, e muitas vezes deixamos para amanhã o abraço, o pedido de desculpas e as palavras de amor que poderiam transformar o nosso hoje. Não espere perder para reconhecer o valor, nem sofrer para aprender a perdoar. O passado não pode ser mudado, mas o presente ainda está em nossas mãos. Perdoar não é esquecer a dor, é escolher não viver prisioneiro dela. Abrace, ame, recomece e faça as pazes consigo mesmo. Porque o tempo não volta, mas sempre podemos escolher viver de um jeito diferente.

Cavaleiros de uma Deusa, onde o universo moldou vossos corpos. Mas energias não compreendidas de um cosmo.

Emoções de uma região precarizada, e os sonhos se tornam risadas.
Espaços que se aproveitam das plantações,
onde os minerais demonstram vossas ações.

Secura no ambiente presenciado,
e o ar se torna um incômodo.
Sensações da perda de um equilíbrio,
onde não percebem os próprios sacrifícios.

O Tempo Voa. 
Um dia, o tempo vai nos colocar diante de tudo aquilo que deixamos para depois. Dos abraços que negamos, das palavras que engolimos, dos amores que não cuidamos e dos perdões que o orgulho impediu. E talvez a maior dor não seja perder alguém, mas descobrir que tivemos a oportunidade de amar melhor e não aproveitamos.


Não espere que a ausência ensine o valor da presença. Não espere que a saudade diga o que sua boca ainda pode dizer. E não deixe o orgulho vencer aquilo que o coração ainda deseja salvar.


O tempo não devolve os dias, não ressuscita os momentos e não apaga todas as feridas. Mas ainda podemos escolher o que fazer com o tempo que nos resta.


Perdoe enquanto há vida. Ame enquanto há presença. Recomece enquanto há coragem.


Porque, no fim, a pergunta não será quanto tempo vivemos, mas quanto amor deixamos pelo caminho.


E lembre-se: o amanhã não nos pertence. Hoje é o tempo que temos. E talvez o perdão seja a última chance que a vida nos oferece de transformar a dor em paz.

EU NÃO SOU MAIS A MESMA. O TEMPO PASSOU, EU MUDEI TANTAS COISAS EM MIM, QUE TALVEZ AO INVÉS DE ME ENCONTRAR, ACABEI MEIO QUE ME PERDENDO UM POUCO NOVAMENTE. MAS, FAZ PARTE. EU TIVE TANTAS IDEALIZAÇÕES, TANTAS EXPECTATIVAS, QUE ESTOU PASSANDO MEUS DIAS DE UMA FORMA TÃO DIFERENTE DA PLANEJADA...

Alguns ciclos terminam não porque você perdeu, mas porque já aprendeu o que precisava.

# Ricardo Kbção: entre o rock independente, a poesia e a crítica social


**A trajetória de Ricardo Alexandre de Rezende Sales reúne música autoral, escrita literária e iniciativas culturais ligadas ao cenário independente do Sul de Minas. Publicações no Pensador revelam uma produção que transita entre a poesia, a prosa reflexiva e a crítica às contradições da sociedade contemporânea.**


A história de Ricardo Alexandre de Rezende Sales, conhecido artisticamente como Kbção, está relacionada a diferentes formas de expressão cultural. Músico, compositor e produtor cultural, seu nome aparece associado à cena independente de Andradas e Poços de Caldas, em Minas Gerais, tanto pela participação em bandas quanto por iniciativas de divulgação e organização de eventos. Entretanto, uma investigação de sua presença na internet revela outra dimensão de sua trajetória: a produção escrita, que inclui textos reflexivos, versos e letras de músicas publicados no site Pensador.


Nascido em Poços de Caldas, em 26 de janeiro de 1981, segundo informações biográficas disponíveis na internet, Ricardo teria se mudado ainda criança para Andradas, cidade que se tornou um dos principais cenários de sua atuação cultural. Sua trajetória é descrita como a de um artista que transitou entre a música, a escrita e diferentes atividades profissionais, desenvolvendo projetos em um ambiente no qual a iniciativa independente desempenha papel importante na manutenção da vida cultural.


Sua relação com a música teria começado ainda no final da década de 1990, passando por diferentes formações e experiências. Entre as bandas associadas ao seu percurso estão Santo Daime, .50 (Ponto Cinquenta), V.u.l.g.o., MiseЯicóЯdia e Dialética!. Esses projetos representam diferentes etapas de uma trajetória construída em colaboração com outros músicos e vinculada ao circuito alternativo do rock regional.


Entre essas experiências, a Dialética! ocupa lugar de destaque. Segundo os registros biográficos consultados, o grupo foi formado em Andradas entre abril e maio de 2015, com Ricardo nos vocais, Cristiano Vietri, conhecido como Tianinho, na guitarra, Caio Lopes de Barros no baixo e Giovani Marcon na bateria. A banda aparece associada à produção autoral e à participação em apresentações e eventos voltados à música independente. Entre os trabalhos relacionados ao grupo está a canção “Em que vivemos?”, além da referência a um projeto denominado *Síntese Dialética*. A identificação completa da discografia e dos créditos de composição, contudo, depende da consulta a gravações e registros oficiais.


A atividade musical não esgota a dimensão artística de Kbção. A página de autor de Ricardo Alexandre de Rezende Sales no Pensador reúne publicações que permitem observar sua relação com a linguagem escrita. Em vez de se limitar a frases motivacionais ou pensamentos isolados, o material inclui textos em prosa, versos e composições que abordam conflitos individuais e questões sociais. Essa diversidade permite investigar uma produção literária paralela à sua atuação musical, embora seja necessário verificar cada publicação original e distinguir os textos autorais de comentários feitos por terceiros.


Entre os trabalhos identificados está “RITUAL”, uma letra de música publicada no Pensador e atribuída a Ricardo Alexandre de Rezende Sales. O texto contém o verso “Me salva dessa Rua!”, que integra a composição e não deve ser tratado como uma obra independente. Essa distinção é fundamental para a organização de seu catálogo artístico, pois permite compreender o verso dentro da estrutura e do sentido da canção.


Em “RITUAL”, a experiência urbana aparece associada à inquietação e à necessidade de escapar de uma condição que oprime o sujeito. A rua pode ser compreendida como espaço físico, mas também como imagem de uma rotina desgastante, de conflitos e de circunstâncias que limitam a liberdade individual. O pedido de salvação presente no refrão reforça a tensão entre permanecer em uma realidade sufocante e buscar uma possibilidade de ruptura. Essa interpretação deve ser entendida como leitura do texto, e não como declaração autobiográfica do compositor.


A presença de “RITUAL” entre as publicações do Pensador é especialmente relevante porque estabelece uma ligação direta entre a produção musical e a escrita disponibilizada na internet. A canção pode ser analisada tanto como composição artística quanto como parte de um conjunto mais amplo de textos em que aparecem inquietações relacionadas à existência, à identidade e ao ambiente social.


Outro trabalho encontrado é “PLASTIC SMILE”, texto de caráter crítico atribuído ao mesmo autor. A composição apresenta imagens relacionadas ao consumismo, à degradação ambiental, à influência dos meios de comunicação e à artificialidade das relações sociais. O título, que pode ser traduzido como “sorriso plástico”, sugere uma aparência fabricada, uma expressão exterior que nem sempre corresponde à realidade. A partir dessa imagem, o texto articula uma crítica à superficialidade e aos modelos sociais que transformam comportamentos e relações em produtos.


A linguagem de “PLASTIC SMILE” aproxima-se da poesia de intervenção social, combinando versos livres e passagens de caráter argumentativo. Em vez de se concentrar exclusivamente na experiência individual, o texto amplia o campo de observação e questiona a maneira como a sociedade contemporânea organiza seus valores, seu consumo e suas relações com o ambiente. A obra demonstra uma vertente da escrita de Ricardo voltada à contestação e à observação crítica do mundo.


Em outra publicação, intitulada “NOITE”, a abordagem assume características diferentes. O texto apresenta uma narrativa em prosa na qual a madrugada funciona como cenário para reflexões sobre a vida cotidiana, a imaginação, as relações humanas e a liberdade. A linguagem coloquial, as associações inesperadas e a alternância entre situações corriqueiras e pensamentos mais amplos conferem à obra características de crônica pessoal e prosa poética. A noite não é apenas um período do dia, mas um espaço simbólico no qual a imaginação pode se afastar das exigências e convenções da rotina.


A produção disponível também inclui textos em versos sobre identidade e autonomia. Em uma dessas publicações, a voz que conduz o poema reivindica o direito de ser reconhecida em sua individualidade, sem precisar corresponder às expectativas externas. A afirmação da própria maneira de existir aproxima esse texto de outras reflexões do autor sobre autenticidade, escolhas e responsabilidade. Embora a brevidade e o ritmo dos versos possam sugerir proximidade com a linguagem musical, a classificação de cada publicação deve respeitar os registros disponíveis, sem presumir que todos os poemas tenham sido concebidos como letras de canções.


Os pensamentos curtos publicados sob o nome de Ricardo Alexandre de Rezende Sales acrescentam outra camada a esse conjunto. Alguns abordam a desigualdade na aplicação das leis e as relações entre poder e privilégio; outros tratam de ego, aparência, decisões e consequências. Há também reflexões que utilizam a imagem das tatuagens e cicatrizes para pensar nas marcas deixadas pelas experiências vividas. Embora diferentes em extensão e forma, essas publicações demonstram interesse recorrente pela relação entre aquilo que as pessoas apresentam ao mundo e aquilo que efetivamente vivenciam.


Essa diversidade não significa necessariamente que todos os textos componham uma obra literária organizada ou um sistema filosófico uniforme. O que se pode observar é a recorrência de determinados temas e a utilização de diferentes formas de expressão para explorá-los. A poesia permite condensar imagens e sentimentos; a prosa desenvolve situações e associações; a letra musical acrescenta ritmo, interpretação e a possibilidade de circulação por meio da voz. A comparação entre essas formas pode revelar aproximações importantes, desde que apoiada na leitura das publicações originais e, quando possível, na análise das gravações.


A atuação de Ricardo também é associada à criação da FunZine – Curtição em Revista, publicação independente mencionada em sua biografia. As fanzines possuem uma longa história na divulgação de bandas, movimentos artísticos e manifestações culturais que encontram pouco espaço nos meios de comunicação tradicionais. Produzidas fora das estruturas convencionais do mercado editorial, essas publicações permitem que artistas e comunidades compartilhem informações, registrem acontecimentos e construam canais próprios de comunicação. A recuperação dos exemplares da FunZine poderia contribuir para compreender melhor a relação de Kbção com a divulgação cultural e com a circulação de ideias.


Outra dimensão de sua trajetória está relacionada à produção de eventos musicais. Os registros biográficos consultados associam seu nome à Summer Rock Produções e a festivais como Summer Rock Festival, Noise Rock Festival e Cachorro Loko Rock Festival. Um registro publicado pelo blog Combate Rock, do UOL, em 17 de agosto de 2017, anunciou a primeira edição do Cachorro Loko Rock Festival, prevista para ocorrer em Andradas, no Clube Rio Branco — Sede Campestre. A programação divulgada reunia bandas autorais e apresentações tributo, incluindo nomes como Hellflip, Dialética!, Voracce Metal Band e Melanie Klein, além de homenagens a Motörhead e Iron Maiden.


Esse registro documenta a existência de uma iniciativa voltada ao rock na cidade e oferece um ponto concreto para reconstruir parte da história cultural regional. A atribuição de responsabilidades específicas de organização, porém, exige confirmação por meio de materiais da produção, cartazes originais, entrevistas e outros documentos contemporâneos. A distinção é importante porque a documentação de uma trajetória artística deve separar a existência de um evento da comprovação do papel individual de cada participante.


A relação entre música, escrita e produção cultural permite compreender Kbção para além da imagem de um vocalista. Sua presença em diferentes bandas indica participação na criação musical coletiva; as publicações no Pensador revelam uma vertente literária que explora conflitos pessoais e questões sociais; e as iniciativas culturais associadas ao seu nome apontam para um envolvimento com a circulação da produção independente. Essas dimensões não devem ser confundidas, mas podem ser investigadas em conjunto para construir um retrato mais completo de sua trajetória.


É necessário, entretanto, reconhecer os limites da documentação disponível. As páginas do Pensador constituem referências úteis para localizar textos atribuídos a Ricardo, mas a plataforma não representa necessariamente a totalidade de sua produção. Letras podem estar registradas em páginas distintas, publicações antigas podem ter desaparecido e textos podem circular em outras plataformas ou em arquivos pessoais. A identificação de todas as obras exige uma busca sistemática pelo nome completo, pelas variações do nome artístico, pelos títulos conhecidos e pelos projetos musicais dos quais participou.


A canção “RITUAL” é um exemplo de como essa pesquisa pode corrigir interpretações anteriores e reorganizar o material encontrado. Ao identificar “Me salva dessa Rua!” como parte da letra, evita-se separar artificialmente uma passagem de sua composição original. O mesmo procedimento deve ser aplicado às demais publicações, distinguindo poemas independentes, letras musicais, textos em prosa e pensamentos breves.


A recuperação de cartazes, gravações, fotografias, publicações independentes e depoimentos de antigos companheiros de banda também pode ajudar a estabelecer uma cronologia mais precisa. Entrevistas com o próprio Ricardo seriam especialmente importantes para confirmar datas, identificar composições, esclarecer o contexto de criação dos textos e compreender quais trabalhos considera centrais em sua trajetória.


A produção atribuída a Ricardo Alexandre de Rezende Sales, o Kbção, oferece um campo de investigação que ultrapassa a história de uma banda ou de um conjunto de apresentações. Entre o rock independente, a escrita literária e a crítica social, seus registros públicos apontam para diferentes maneiras de expressar inquietações e participar da cultura regional. A reunião dessas obras em um arquivo organizado pode contribuir para preservar a memória de sua atuação e para compreender melhor a diversidade de iniciativas que sustentam a produção artística fora dos grandes centros.

Se é para sonhar, que seja grande. Que seja bonito. Que seja com tudo aquilo que faz sua alma vibrar.

ESTOU AQUI SOZINHA, SENTADA NO CHÃO, COM LÁGRIMAS NOS OLHOS, OUVINDO MÚSICAS QUE FIZERAM PARTE DE UM TEMPO QUE NÃO EXISTE MAIS. SÃO TANTAS SENSAÇÕES. SÓ QUE TÃO DIFERENTE DE ANTES!! EU NÃO SOU MAIS A MESMA, TALVEZ O MEU CORAÇÃO AINDA GUARDE MUITA COISA DAQUELA ÉPOCA, MAS DEVE ESTAR GUARDADO NO MAIS PROFUNDO PORÃO DELE, EM UM BAÚ TOTALMENTE EMPOEIRADO, E COM A CHAVE PERDIDA. PORQUE NÃO CONSEGUI MAIS ABRIR COM A QUE ENCONTREI AQUI...

OS OLHOS, É A ÚNICA COISA DE NÓS, QUE NUNCA ENVELHECE. PODE TER SINAIS, MAS SERÃO SEMPRE OS MESMOS...

"Flecha lançada nas Olimpíadas, e o ar perde seus espaços por um instante. Hipismo que se torna adaptado como terapia, onde as músicas expressam as emoções de tempo de vida. Mas não escolhemos Chronos, pois o patriarcado se torna invertido. Esplanações em um livro perdido, e assim Zeus contempla vossos(as) filhos(as)."

EU ENCONTREI ALGUÉM PARA AMAR E SER TAMBÉM AMADA DE VOLTA. ELE É INCRIBLE!

Sempre que você vai ao seu passado, você acaba trazendo para o seu presente uma porção de alguma coisa que não presta.
Não que o passado seja totalmente ruim, mas, porque nós ainda jovens fazíamos muitas coisas sem discernimento.

NÃO EXISTE FINAIS FELIZES. TODO E QUALQUER FINAL, É TRISTE. O QUE EXISTE MESMO, É A POSSIBILIDADE DE SER FELIZ ENQUANTO AINDA SE VIVE. TALVEZ NÃO RESTE MUITO TEMPO Á FAVOR, ENTÃO VAMOS COMEÇAR A ENCONTRAR A FELICIDADE O MAIS DEPRESSA POSSÍVEL.

"Democracia não é destruição
e vandalismo, e sim, livre e
ordenado empreendedorismo
construtivo equalizando
oportunidades para progresso
meritório pessoal e coletivo."