Pensamentos Mais Recentes
Entre irmãos da mesma família não há lugar para discussões, rejeições e decepções, senão para a união, comunhão e perfeição de todos.
Ser chamado para cuidar do rebanho não é uma profissão, e sim, um ministério divino que promove o crescimento e a edificação do mesmo.
Algumas primeiras vezes são realmente muito difíceis, mas todas são inevitavelmente memoráveis.
Não porque tenham sido perfeitas, mas porque nos atravessaram por dentro.
As primeiras vezes quase nunca chegam prontas: vêm trêmulas, cheias de medo, de dúvida e de um silêncio que pesa mais do que o barulho ensurdecedor do mundo.
Elas exigem coragem sem garantia, passos sem mapa, fé sem recibo…
É nelas que o corpo aprende o peso da escolha e a alma descobre que crescer quase sempre dói um pouco mais.
A primeira vez não pede excelência, pede entrega.
E talvez por isso permaneça viva na memória: não pelo resultado, mas pelo risco assumido, pela vulnerabilidade exposta e pela consciência de que, depois dela, já não há a menor chance de sermos exatamente os mesmos.
As primeiras vezes jamais se repetem — mas nos ensinam a continuar.
Quer sejam boas ou ruins, elas jamais habitam as gavetas do esquecimento.
Eu não invejo a vida social dos outros, mas dói saber que eu troquei pertencimento por sobrevivência psíquica, profundidade por solidão e aceleração por cicatriz, e que agora o preço disso é recomeçar vínculos num mundo que já desistiu de vínculos.
Estão sempre esperando tudo de nós.
Não reclame, tenha força.
Não fique triste, levante-se.
Não desanime, siga adiante.
Se está doendo, não chore! Vai passar.
Se magoou, não se importe! Esqueça.
É quase uma transformação em não humano.
Não se tem permissão para sentir, chorar, sofrer.
Mesmo que temporário. Mesmo que necessário.
Ser humano é ser fraco?
A quem interessa um mundo de apáticos,
não empáticos,
de coração de pedra?
Mateus 13:14 - INVERSÃO DE VALORES.
A CEGUEIRA MORAL COMO SINTOMA DE UMA ERA DESORIENTADA.
A mensagem contida em Mateus 13:14, expressa uma diagnose espiritual de elevada gravidade ética. Ela descreve não um desvio episódico de costumes mas uma erosão profunda dos critérios que sustentam o juízo moral coletivo. A chamada inversão de valores constitui um processo de entorpecimento da consciência no qual o discernimento é gradualmente substituído pela conveniência e pela complacência afetiva.
Quando o texto evangélico afirma que muitos escutam sem assimilar e observam sem compreender ele aponta para um fenômeno de opacidade interior. A inteligência permanece ativa. A sensibilidade espiritual porém encontra-se embotada. O indivíduo passa a filtrar a realidade não segundo a verdade mas segundo o que lhe é confortável. Essa disposição gera uma anestesia ética na qual o erro deixa de provocar inquietação e o bem passa a ser percebido como incômodo.
A passagem de Mateus 13:14 descreve um fechamento voluntário da percepção moral. Não se trata de incapacidade cognitiva mas de recusa deliberada ao chamado interior. O sujeito preserva os sentidos físicos mas abdica da escuta profunda e da visão penetrante. Forma-se assim uma consciência seletiva que legitima desejos e invalida princípios. Nesse estado o certo parece excessivo e o errado parece justificável.
Em Mateus 18:7 a advertência assume uma dimensão estrutural. Os escândalos emergem como subprodutos de ambientes morais degradados. Eles não surgem por acaso. Eles florescem onde há permissividade normativa e diluição da responsabilidade pessoal. O texto não absolve o contexto. Ele responsabiliza o agente. O escândalo não é apenas um fato social. Ele é uma falha ética personificada.
Sob uma ótica tradicional essa degeneração revela o abandono de parâmetros objetivos de verdade. Quando a retidão passa a ser relativizada e a transgressão passa a ser celebrada instala-se uma confusão axiológica que compromete a formação do caráter. A pedagogia perde autoridade. A disciplina é confundida com opressão. E a liberdade é reduzida a impulso.
Essa desordem não permanece restrita ao plano individual. Ela infiltra-se nas instituições. Contamina o discurso público. E normaliza práticas que antes seriam moralmente reprováveis. O escândalo deixa de causar repulsa. Ele passa a ser assimilado como expressão cultural. O alerta ético passa a ser tratado como intolerância. E a tradição passa a ser caricaturada como atraso.
A mensagem portanto atua como um espelho severo aos desatentos. Ela recorda que toda sociedade que rompe com sua herança moral perde progressivamente a capacidade de orientar seus membros. A tradição não é um apego nostálgico ao passado. Ela é a sedimentação de experiências humanas que preservaram a ordem interior e a dignidade ao longo do tempo. Quando essa memória é descartada o homem permanece entregue às próprias pulsões sem norte e sem medida.
Uma civilização que confunde indulgência com virtude e rigor com maldade não caminha para o progresso mas para a dissolução silenciosa de sua própria base de diretriz.
Às vezes, transparecemos alegria, força, decisão e maturidade.
Para os outros, somos apoio, referência e inspiração.
Mas, no fundo, temos nossos medos, nossas dores e nossa solidão.
Luto moral é enterrar uma versão de si mesmo sem velório, sem flores e sem perdão, sabendo que ninguém te matou além de você, e que ninguém vai te consolar por isso.
O que precisava acontecer
Há momentos em que a vida pesa tanto que a única ideia possível é ir embora.
Não por covardia, mas por exaustão.
Quando a mente adoece, qualquer distância parece salvação.
Mudar de lugar, às vezes, é só uma tentativa de silenciar o que grita por dentro.
Acredita-se que a dor ficará para trás, esquecida no endereço antigo.
Mas a dor viaja leve.
Chega antes.
O novo cenário não traz descanso imediato.
O corpo se adapta, mas a alma demora.
O que antes era rotina vira improviso.
O que era casa vira abrigo temporário.
E então nasce o primeiro arrependimento silencioso:
o de ter deixado algo amado para trás.
Não por falta de amor,
mas por excesso de cansaço.
Algumas paixões não morrem.
Elas apenas ficam guardadas num lugar onde dói mexer.
Evitar lembranças vira defesa.
Fotos não vistas.
Histórias que continuam sem quem partiu.
Há sempre quem diga depois:
“Você deveria estar lá até hoje.”
Como se a vida fosse linha reta.
Como se existisse apenas uma versão possível do destino.
Mas há verdades que só quem atravessou entende:
se não tivesse sido naquele tempo,
teria sido em outro.
Se não fosse daquele jeito,
seria de outro.
Porque certas experiências não são escolhas isoladas.
São travessias inevitáveis.
A vida cobra não para punir,
mas para ensinar.
O arrependimento, então, muda de forma.
Deixa de ser culpa
e vira compreensão.
Entende-se que nem toda saída é fuga,
nem toda volta é fracasso.
Algumas decisões salvam a vida,
mesmo quando custam um sonho.
E quando o tempo passa
porque ele sempre passa
fica claro que não era sobre o lugar perdido,
mas sobre a pessoa que precisava ser reconstruída.
Por isso, se hoje algo dói ao lembrar,
não se condene.
Talvez aquilo não tenha sido erro.
Talvez tenha sido caminho.
Difícil.
Necessário.
E se houve aprendizado,
se ainda existe sensibilidade,
se o coração continua capaz de sentir e recomeçar,
então nada foi em vão.
A vida não exige perfeição.
Exige coragem para continuar.
E quem sobrevive à travessia
não volta menor
volta mais consciente
do valor de estar vivo
e presente
agora.
Falar mal dos outros não é somente um hábito, é uma praga. Falam-se mal dos que acertam e dos que erram. A língua das serpentes não se calam, é uma pandemia. Vamos nos respeitar!
"A estratégia de Donald Trump reflete preceitos de Sun Tzu ao utilizar o caos e a imprevisibilidade como ferramentas de negociação. Em A Arte da Guerra, a máxima "toda guerra é baseada no engano" sustenta a criação de tensões para desestabilizar adversários e forçar concessões. Ao projetar poder e discórdia, ele busca fortalecer sua posição política e econômica, transformando o conflito em uma vantagem estratégica pessoal."
(Mário Luíz)
"O Reino do Silêncio Povoado
Dizem que o silêncio é o som da solidão, mas na minha casa, ele é apenas o palco onde a vida acontece sem pedir licença. Viver sozinho não é um retiro; é uma curadoria. Aqui, o relógio não dita ordens, e a geografia da sala é um mapa de afetos que não exigem explicações.
Pela manhã, a primeira saudação não vem em palavras, mas no peso morno de um gato que decidiu que meu peito é o melhor lugar do mundo. Logo, o som das patas dos cães no assoalho cria uma percussão alegre, um ritmo que me lembra que, embora eu seja o único humano, nunca estou desacompanhado. Eles não julgam meus pijamas, nem questionam o fato de eu tomar café olhando para a luz que atravessa o vitral que pendurei na janela.
As paredes não são apenas concreto; são janelas para outros mundos. Há uma pinacoteca particular crescendo nos cantos, uma tela a óleo comprada em um sebo, uma fotografia de rua, um esboço que eu mesmo ousei riscar num domingo de chuva. Entre elas, as estantes transbordam. Meus livros são amigos que não interrompem; ficam ali, pacientes, oferecendo o lombo colorido para que eu escolha qual voz quero ouvir naquela noite.
À noite, o ritual se completa com o brilho azulado da tela. Ver um filme sozinho é um ato de entrega total. Posso chorar sem pudor, pausar para analisar a fotografia de uma cena ou simplesmente deixar que a trilha sonora preencha os espaços vazios entre as prateleiras.
Viver assim não é falta de gente, é excesso de si. É descobrir que a liberdade tem o cheiro de papel antigo e o calor de um focinho gelado encostado no tornozelo. No meu pequeno reino, a arte me explica, os bichos me amparam e a solidão, essa velha incompreendida, é apenas o nome que os outros dão para a minha paz."
(Mário Luíz)
“Quem julga baseado em apenas uma versão da história, comete antes de tudo, um equívoco de perspectiva. Ao ouvir um relato apaixonado, tem a tendência natural a empatia com quem narra, mas é justamente nesse ponto que a justiça se perde em favor da narrativa e em desfavor ao contraditório da outra parte. A verdadeira justiça prefere o silêncio da incerteza ao ruído de uma sentença injusta. Logo, quem julgar pela metade, condena a si mesmo ao engano.”
(Mário Luíz)
As Fake News são produzidas para Enganar ou Retroalimentar o mau-caratismo dos Asseclas?
Na era das fake news, a dúvida que não cala já não é apenas sobre a mentira em si, mas sobre a sua vocação.
Elas nascem para enganar os desavisados ou para alimentar, com doses regulares de ilusão, o mau-caratismo dos asseclas apaixonados?
Talvez para ambos…
A mentira digitalizada é muito raramente improvisada; mas pensada, lapidada e distribuída como ração ideológica.
Ela não busca convencer pela verdade, mas pela repetição.
Não apela à razão, mas ao afeto mal resolvido — medo, ressentimento, sensação de pertencimento…
Assim, não se limita a iludir: ela conforta.
Oferece ao fiel a tranquilidade de não precisar pensar, apenas reagir.
Há quem consuma fake news como quem bebe um veneno sabendo da toxicidade, mas apreciando o efeito.
Nesses casos, o engano já não é o objetivo principal; o propósito é justificar a própria vileza, dar verniz moral ao ódio e aparência de causa nobre ao mau-caratismo.
A mentira vira espelho: não deforma o caráter, apenas o revela.
O mais trágico não é a existência da fraude, mas a disposição de defendê-la com lealdade e fervor religioso.
Quando a verdade ameaça a identidade do grupo, ela passa a ser vista como inimiga.
E, então, mentir deixa de ser um erro para se tornar um ato de lealdade.
Nesse cenário, a fake news não prospera apenas porque alguém a fabrica, mas porque muitos a acolhem com gratidão.
E talvez a pergunta mais honesta, urgente e necessária já não seja quem mente, mas quem precisa tanto da mentira para continuar acreditando até em si mesmo.
A maioria dos padres e pastores já tentou vender a alma ao diabo. Resposta do diabo: "impossível. Quem enriquece explorando a fé dos outros já não tem alma".
Tudo passa.
A dor educa, a dificuldade fortalece e o tempo, guiado por Deus, cura silenciosamente aquilo que hoje parece impossível de suportar. Cada lágrima é recolhida, cada esforço é visto, e nenhuma batalha é em vão.
Mesmo quando o coração cansa, o espírito segue aprendendo, crescendo e se preparando para dias mais leves.
Confie: o que hoje pesa, amanhã será testemunho de superação.
A vida nunca erra — ela ensina.
Com carinho,
