Pensamentos Mais Recentes
Se a vida é eterna, não preciso fazer mal a mim mesmo nem a ninguém. Posso escolher a paz, o amor, a leveza e o crescimento, porque não estou correndo contra o tempo. A vida continua, e eu posso viver este momento com confiança.
No meio de uma imensidão sem fim,
Somos apenas um grão de areia,
Diante da grandeza que brilha em nós e fora de mim,
Em um mistério que a mente não clareia.
Nosso planeta é divino, intocável e perfeito,
Guarda segredos na terra e no coração,
Além do conhecimento que trazemos no peito,
Muito além de qualquer humana razão.
Não somos capazes de compreender ou aceitar,
Essa energia superior que tudo conduz,
Mas resta-me o peito aberto para saudar,
O milagre supremo que me traz à luz.
Obrigada pela vida!
— Roseli Ribeiro
Uma vida inteira de estudo e entrega,
Cientistas e médicos na busca sem fim,
Onde a ciência e a cura se achegam,
Para cuidar da vida e do jardim.
Mas bastam segundos, um sopro de horror,
E a ganância do homem, num dia cinzento,
Destrói tantas vidas por sede de poder,
Deixando no rastro a guerra e o lamento.
De um lado a esperança que tenta curar,
Do outro o orgulho que prefere sangrar.
— Roseli Ribeiro 26
"...E as folhas caem, de vermelho viram marrom Para serem pisadas..."
Marillion
Música Beauiful
Mas ainda assim, a vida é magnífica em suas
sutilezas e falta de gentilezas.
"Começar um projeto ou mudança requer a ousadia de enfrentar o desconhecido, mas manter-se no caminho depende da constância diária."
—By Coelhinha
Tem amores que não chegam para ficar.
Chegam para bagunçar a casa, abrir algumas janelas, mexer em gavetas que a gente nem lembrava que existiam, e, de quebra, acordar partes da gente que estavam há muito tempo em modo silencioso.
Você foi assim.
Não foi o fim da minha história.
Foi, talvez, aquele capítulo inesperado que ninguém pediu, mas que, quando termina, faz a gente perceber que precisava ser lido.
Com você, eu voltei a sentir.
Voltei a acreditar que ainda havia coisas vivas em mim que eu tinha dado como perdidas.
E talvez tenha sido justamente por isso que doeu tanto.
Porque eu descobri, da maneira mais bonita e mais inconveniente possível, que sentir intensamente não significa necessariamente permanecer.
Nem todo vínculo profundo é destino.
Alguns são passagem.
Alguns são ponte.
Alguns são travessia.
E alguns, aparentemente, vêm com um curso intensivo de autoconhecimento que ninguém solicitou.
Você abriu uma porta em mim.
Mas atravessá-la era responsabilidade minha.
E hoje eu consigo olhar para tudo isso com mais maturidade.
Não escrevo para pedir que você volte.
Também não estou cobrando parcelas atrasadas de um futuro que nunca aconteceu.
Muito menos tentando transformar o que vivemos em algo que não foi.
Escrevo para agradecer.
Obrigada por me lembrar que meu coração ainda sabe amar.
Que ainda sabe desejar.
Que ainda sabe se entregar.
E, principalmente, que ainda sabe sentir mesmo depois de tudo.
Mas agora eu sigo.
Porque amadurecer também é entender que nem tudo aquilo que a gente quer precisa ser insistido até virar exaustão.
Às vezes, o amor continua existindo, mas a insistência precisa ir embora.
E existem despedidas que não acontecem porque o amor acabou.
Acontecem porque a consciência finalmente chegou no mesmo lugar onde o coração já estava há algum tempo.
Hoje, pela primeira vez, eu consigo me despedir de você sem transformar a despedida em tragédia.
Sem drama.
Sem porta batendo.
Sem textão às três da manhã bom, pelo menos não mais.
Eu me despeço com amor.
Com gratidão pelo que você despertou.
Com carinho pelo que vivemos.
E com respeito pelo que não conseguimos ser.
E talvez um dia você compreenda que a minha intensidade não era necessariamente um defeito.
Eu apenas sentia muito.
Às vezes, rápido demais.
Às vezes, fundo demais.
Às vezes, antes mesmo de a razão conseguir protocolar o processo.
Mas estou aprendendo.
Aprendendo que intensidade pode ser uma qualidade quando vem acompanhada de consciência.
Que impulsividade pode ensinar, desde que a gente tenha humildade para aprender com ela.
Você foi uma parte importante da minha história.
Não necessariamente porque ficou.
Mas porque, depois de você, eu descobri que ainda havia muito de mim para viver.
E isso, sinceramente, já foi um presente e tanto.
Então, obrigada.
Você não foi o meu destino.
Foi o encontro que me lembrou que eu ainda estava viva.
E agora, com o coração mais tranquilo e a consciência finalmente em dia, eu sigo.
Sem apagar você.
Sem esperar você.
E, principalmente, sem me perder de mim novamente.
O pensamento jurídico amadurece quando consegue enxergar, por trás de cada direito, a estrutura relacional que o torna possível.
A liberdade jurídica existe dentro de uma rede de possibilidades, deveres, poderes e responsabilidades.
O mundo dos fatos é contínuo; o Direito precisa recortá-lo em categorias para torná-lo juridicamente inteligível.
A ciência jurídica começa quando o jurista deixa de perguntar apenas o que aconteceu e passa a perguntar que efeitos jurídicos esse acontecimento pode produzir.
Quanto maior a complexidade da realidade, maior a necessidade de uma linguagem jurídica capaz de distingui-la sem mutilá-la.
A precisão conceitual não é luxo acadêmico: cada conceito mal definido pode produzir uma consequência injusta.
O Direito é também uma tecnologia intelectual destinada a converter acontecimentos em posições jurídicas.
Entre o acontecimento e sua consequência jurídica existe uma arquitetura conceitual que somente o pensamento rigoroso consegue perceber.
O jurista que desconhece a estrutura dos fatos transforma a norma em abstração; aquele que desconhece a norma transforma o fato em destino.
A norma não elimina a realidade; modifica o modo pelo qual a realidade passa a produzir consequências jurídicas.
Pensar juridicamente é descobrir relações necessárias onde o senso comum percebe apenas acontecimentos isolados.
A existência social precede muitas vezes a qualificação jurídica, mas é a norma que decide quais fatos ingressarão no universo do Direito.
O Direito não contempla passivamente a realidade: seleciona acontecimentos, qualifica-os e produz sobre eles efeitos normativos.
O fato torna-se juridicamente relevante quando a norma o atravessa e lhe atribui uma consequência que antes não possuía.
