Pensamentos Mais Recentes
"Um grupo de jararacas escapou do Butantã para peçonhar Cordeirópolis. O veneno anda tão solto que é preciso usar botas tanto na cidade quanto no campo."
A pessoa que ainda não decidiu se o abajur é cor de carne ou carmim, é a mesma que vai eleger um presidente e um senador.
Dizem que a vida é uma longa caminhada por estradas de terra, ora sob o sol manso da manhã, ora sob o peso de tempestades que não avisam quando chegam. E nessa jornada de poeira e horizonte, o ser humano não foi feito para andar sozinho. Para amparar os passos e dar sentido ao caminho, Deus nos costurou quatro nós sagrados na alma: a amizade, o amor, a irmandade e a fé.
A amizade é o descanso na beira da estrada.
É aquela sombra de árvore frondosa onde a gente senta sem precisar tirar as botas, sem precisar de disfarces.
Amigo é quem aceita o nosso silêncio e decifra o nosso olhar.
Não há cobrança na amizade verdadeira; há apenas o pacto silencioso de que, se o mundo lá fora estiver barulhento demais, ali haverá um porto manso para partilhar o pão e o riso frouxo. É a certeza de que a vida, mesmo quando severa, guarda uma leveza que só se encontra na conversa jogada fora com quem nos quer bem.
Dessa calmaria, às vezes brota o amor. O amor é o mistério que incendeia o peito e faz a caminhada virar dança.
É a escolha consciente e diária de entrelaçar os dedos com outra alma e dizer: "O teu norte agora também é o meu".
É o sentimento que nos despe de todo o egoísmo, fazendo-nos enxergar no outro um universo inteiro que merece ser protegido, cuidado e reverenciado. O amor maduro não prende; ele dá asas para voar e um ninho firme para onde sempre dá vontade de voltar. É a faísca que transforma a rotina em poesia e os dias comuns em milagres partilhados.
Mas há dias em que a estrada é íngreme demais e as pernas fraquejam.
É aí que se manifesta a irmandade. Esse laço, que às vezes vem do sangue e tantas outras vezes nasce do barro da vida, é a fortaleza intransponível. Irmandade não é apenas estar perto nas horas boas; é o braço forte que se estende no escuro do abismo. Um irmão, seja de ventre ou de escolha, é aquele que carrega o nosso peso quando as nossas próprias forças se esgotam.
É a lealdade gravada na rocha, um juramento implícito de que, não importa o tamanho da queda ou a gravidade do erro, haverá sempre alguém para nos puxar de volta e nos colocar de pé.
Por fim, alinhavando todos esses afetos, como um fio invisível e indestrutível, está a fé. A fé é o par de olhos que nos faz enxergar o caminho mesmo quando a noite é retinta e não há lua no céu. É ela que nos diz que nenhuma dor é eterna, que nenhum inverno dura para sempre e que há um propósito maior desenhado pelas mãos de Deus.
Ter fé não é ter a certeza de que não haverá pedras no caminho, mas sim a convicção absoluta de que nunca estaremos desamparados.
É a fé que alimenta a amizade, que purifica o amor e que sela a irmandade, transformando as relações humanas em um reflexo do próprio sagrado.
Quem caminha a vida munido dessas quatro virtudes não teme o tempo nem a distância. Sabe que as amizades guardam o coração, o amor aquece a alma, os irmãos protegem o corpo e a fé sustenta o espírito.
E assim, de nó em nó, a existência deixa de ser apenas uma passagem e se torna uma colheita bonita de tudo o que vale a pena ser vivido.
Adriana Rezende de Oliveira
A gente acha que vai se controlar e não se controla. A gente acha que vai suportar e não suporta. A gente tenta ter domínio emocional e não tem. Ninguém está preparado pra uma traição.
"A maior dor não é morrer sem ter tudo; é perceber que tivemos tempo para viver, mas escolhemos sempre o amanhã."
Depois de nós, conheci outras pessoas e até encontrei novos amores, mas nunca mais encontrei aquela conexão estranha: de pensar em fazer algo errado, ou até estar a fazê-lo, e receber a tua ligação, mesmo estando distante de mim, apenas para me lembrar que aquilo não era bom para nós.
E talvez seja isso que eu mais sinta falta😔
Grande parte da ficção na literatura e nos meios audiovisuais, já sabemos a muitos anos que são acessados por sintonia fina com a realidade do inconsciente coletivo universal. Jules Gabriel Verne, conhecido nos países de língua portuguesa como Júlio Verne nascido em Nantes, França, 8 de fevereiro de 1828 e falecido em Amiens, França, 24 de março de 1905, é sem duvida o mais claro exemplo disto como escritor francês, considerado por críticos literários o inventor do gênero de ficção científica, tendo feito previsões em seus livros sobre o aparecimento de novos avanços científicos, como Viagem ao Centro da Terra de 1864, Da Terra à Lua de 1865 e Vinte Mil Léguas Submarinas de 1869. Antecipando no século XIX os caminhos científicos de foco para as novas descobertas nas próximas gerações.
A VELOCIDADE QUE CEGA
A velocidade tornou-se inimiga da profundidade. A ilusão do conhecimento sacia mais do que a busca pela verdade. Ler virou um ato mecânico; compreender tornou-se um artigo de luxo.
A sociedade está imersa num oceano de informações que circulam numa velocidade incomensurável. Um povo que vive correndo e não para para quase nada acaba não examinando o que chega a cada instante na tela do celular, na TV.
Aí está o perigo de se fazer juízo de valor das coisas de forma rasa, superficial. O "ouvi dizer", o "alguém me contou", tudo isso passou a ser verdade incontestável.
A consciência é o ponto de partida fundamental que molda a mentalidade da excelência, transformando a forma como percebemos os desafios e geramos valor.
