Pensamentos Mais Recentes
Amor saudável não pede que ninguém se anule para caber nele...
ele acolhe sem ferir e permanece sem dominar.
Sem Amor
Onde não há amor,
tudo em volta
é sem brilho,
sem beleza e luz.
Sem Amor!
São puros defeitos e
incorreções toleráveis.
Permitidas!
Para esconder aos olhos
do coração,
a infelicidade da alma
que sem calor anseia,
vivência,
vida.
Ademílton Batista
Brasil Bahia Itabuna
Direitos Reserrvados
A grande contradição dessa aliança é o uso da política para criticar a política. Ao deixarem a OMS sob o pretexto de buscar uma "ciência sem ideologia", os governos de Trump e Milei tomam uma decisão profundamente ideológica. Afirmam combater o controle global, mas criam um filtro político próprio que isola a saúde internacional. Romper com a governança multilateral para atender a discursos domésticos não é garantir transparência, é apenas trocar uma burocracia internacional pelo controle nacional. No fim, a ciência perde a neutralidade para virar palanque.
A Viagem
O tempo fortalece as convicções
das descobertas,
para se viver o novo mundo.
A viagem é certa a qualquer tempo.
O que me entristece não é
a ausência dos que se foram.
Mas, a presença dos que
aqui estão como se
tivessem partido.
Ademílton Batista
Brasil, Bahia, Itabuna
Direitos Resevaddos
O sentido é compartilhar,
não guardar...
Pois, de qualquer forma,
quando a morte chegar,
em referência,
só vai sobrar
o ar,
para os outros respirarem.
Respirando essa ideia,
além do ar,
que é dar,
tudo o que tenho para acrescentar,
do meu próprio bem-estar,
para os outros usarem,
tudo o que eu tenho para dar.
Dar o que me faz aceitar;
Dar o que me faz observar;
Dar o que me faz expressar;
Dar o que me faz falar;
Dar o que me faz mostrar;
Dar o que me faz informar;
Dar o que me faz ensinar;
Dar o que me faz ajudar;
Dar o que me faz acreditar;
Dar o que me faz realizar;
Dar o que me faz encontrar...
Encontrar o sentido dessa vida,
que é dar tudo o que sou para compartilhar.
Quando você era criança, os adultos encheram sua mente de "não pode". Algumas dessas restrições faziam sentido na época — eram necessárias para sua segurança e sobrevivência. Mas agora você é adulto. E sabe o que isso significa?
Que você não precisa mais desses "não pode".
Pode conversar com estranhos.
Pode tocar nas coisas.
Pode se divertir sem motivo.
Pode brincar todos os dias.
Pode errar sem medo.
Pode chorar à vontade.
Pode fazer barulho.
Pode esquecer o relógio.
Pode fugir das punições inventadas.
Pode sair sem destino.
Pode andar por aí sem propósito.
Pode ouvir o que sente.
Pode viver!
O que antes era proibição, agora é escolha. A vida não precisa ser um eterno cumprimento de regras criadas para te limitar. Você pode. Você sempre pôde. Só esqueceram de te contar.
As dores são parte da inércia e uma simulação de sentimentos em espelhos sobre espelhos. Num lance de olhar para a eternidade, sente-se que o mundo é apenas um pequeno percentual da vida. Vemos projeções do ar que comprime a neblina numa cascata de água jorrando nos pensamentos.
Jogadas no espaço, as rochas expõem-se como observadoras das eras passadas. O amor clandestino transforma-se no espelho multiversal da água, que trêmula nos aspectos da alma — profunda noção psicológica que se desprende do corpo. Sensação de que o coração está sozinho num túmulo frio a cada noite; o ressentimento desbrava o olhar que encontra outra alma num estado divergente das almas aniquiladas.
Ouvimos sussurros de estrelas dilaceradas pelo próprio colapso temporal, envoltas em outras galáxias. O vento para no meio do show em que as vidas se encontram. Olhares morrem com o sentido do último suspiro daquele sol que sucumbiu, cuja força gravitacional emana ondas de rádio e radioatividade. A luz atravessa os céus, reluzente na escuridão da ignorância humana, propondo-se ao mundo oriundo, pois o espaço contínuo expressa tanta emoção quanto podemos suportar.
A rocha que estava ao pé da cachoeira agora flutua no cosmopolita da mente — imagem configurada à luz da imensidão, refletida na tela do celular. O espelho da água jorra elementos abstratos, pois a água, antes branda, agora está poluída. As florestas ao lado da queda d’água deram lugar às casas de um condomínio; o espelho que iluminava as metáforas da mente tornou-se espinho na alma.
O inigualável complexo é pesquisado em tantos momentos num paradoxo existente. A dor existencial reluta no sentimento ignorado pela fumaça que grita a cada instante em que avançamos. O que importa ver a vida nas estrelas se ainda ouvimos os sonhos que sonhamos dentro da cachoeira que hoje é apenas espaço de atração turística? Diante da vastidão do espaço sideral, somos rasos, até mesmo animados; o que iremos mostrar ou o que falaremos?
Serão assimilados. Não tente resistir, pois é inútil resistir às metáforas que fogem do sumo da alma exposta na alienação temporal.
"A maior miopia do ser humano é gastar a própria existência tentando revisar o rascunho da vida alheia. Vigia-se a postura, julga-se a roupa, condena-se o comportamento. No tribunal da mediocridade, a prioridade é o outro. Esquecem-se de que a individualidade é um território sagrado e intransponível. O alheio continuará sendo exatamente o que é: independente, imutável e distante da nossa jurisdição. Deixe o alheio ser. No fim das contas, focar no outro é apenas uma forma covarde de não ter que olhar para si mesmo."
Quem gasta os dias tentando ditar o ritmo dos passos alheios acaba esquecendo como caminhar com as próprias pernas."
"Existe uma obsessão humana em querer gerenciar aquilo que não lhe pertence. É a fiscalização da roupa, o palpite no comportamento, o peso do julgamento sobre a vida alheia. Que perda de tempo. O alheio é individual, imutável diante dos seus olhos e soberano na própria história. Deixe o outro ser outro. Quem gasta os dias tentando ditar o ritmo dos passos alheios acaba esquecendo como caminhar com as próprias pernas."
Se cuidar da vida alheia desse dinheiro, muitos brasileiros já teriam colonizado Marte! É um fiscal de comportamento ali, um estilista de moda alheia acolá... Pessoal esquece que a vida do outro é individual e vem com uma propriedade mágica chamada: "não te diz respeito". Deixa o alheio ser alheio em paz! Ele não vai mudar porque você fez cara feia. Vai cuidar do seu pet, lavar uma louça, porque o outro vai continuar lá, sendo alheio e nem sabendo que você existe!
O ser humano e sua eterna mania de achar que é fiscal de existência. É palpite na vida alheia, na roupa alheia, na postura alheia... Um verdadeiro PhD em cuidar do quintal dos outros enquanto o seu tá pegando fogo. Alguém avise a essa gente que "alheio" significa "não é da sua conta". O outro vai continuar sendo exatamente quem ele é, restando ao fiscal apenas aceitar que perdeu tempo com o que nunca vai conseguir controlar.
Mentiras grotescas na política não são apenas Fake News; são sintomas de um caráter que faliu. Usar histórias cruéis e bizarras, como inventar o uso de crianças para atacar vacinas ou remédios, mostra uma incapacidade moral severa. Quem tem a coragem de inventar ou espalhar esse tipo de perversão deixa evidente que não possui estabilidade emocional ou honestidade para cuidar do bem público. A nossa sociedade adoece quando aceita que a liderança política seja movida pela manipulação do medo. Uma pessoa que precisa descer a esse nível de baixeza prova que é indigna de confiança e, principalmente, do voto de cidadãos conscientes.
Ah, a criatividade da política brasileira! É fascinante como alguns representantes encontram tempo, entre uma votação e outra, para criar fanfics de terror dignas de Hollywood. Inventar que medicamentos usam pedaços de bebês não é apenas uma "opinião diferente", é uma obra de arte da ficção científica. Que bom que nossos impostos financiam mentes tão férteis, focadas em resolver os problemas reais do país com histórias para boi dormir. Parabéns aos envolvidos, o Oscar da imaginação é de vocês.
Erguem-se os homens ao trono do Estado,E em suas mãos, o destino de milhões,Sob um comando cego e implacável,Que move massas, forças e nações.Por essa glória de ilusório brilho,Caminham firmes, sem poupar a ética,Trilhando a fraude, o erro e o desvario,Numa vaidade estéril e patética.
O ego impera, a ganância dita as leis,Promessas voam como fumo ao vento,Rios de ouro vertem para estes reis,Mas o povo padece no esquecimento.Quem os contesta enfrenta a vil vingança,Pois a injustiça é a arma de quem pregaUma disputa onde a virtude cansa,E a própria pátria ao exterior se entrega.
Nenhum dos lados traz a solução,Nenhum partido cumpre o seu papel,Enquanto o povo espera na opressão,Sob o silêncio de um decreto cruel.Contudo, a culpa não reside neles,Não são as cores que nos dão o norte;A verdadeira história não é deles,É sobre nós que pesa a nossa sorte.Onde se esconde a alma verdadeira,Que zela pelo todo e o bem comum?Quem erguerá a mística bandeira,Sem esquecer de povo algum?
Ass: Roseli Ribeiro 2026
"O melhor esconderijo contra um político é o seu gabinete; contra a polícia, o Congresso Nacional."
Às vezes precisamos parar de tentar encontrar a felicidade. Parar de nos forçar a nos sentirmos felizes, para tentar simplesmente sentir. Não se deixar afundar em sua tristeza nem sempre significa tornar-se um nadador olímpico imediatamente.
Eu gosto de literatura, mas algo sobre as aulas de literatura me irrita. A verdade é que detesto quando algo que gosto é transformado em acadêmico. Algo sobre a pressão que isso implica em práticas que são conceitos tão puros dentro de mim, me faz automaticamente murchar. Em contrapartida, é bom quando algo acadêmico se torna algo que eu gosto. É engraçado como a inspiração só surge quando estou estudando.
Muito se fala sobre não se sentir amado, mas pouco se fala sobre quando você sente que seu coração é pequeno ou frágil demais para amar alguém de verdade.
Enquanto os bancos controlarem a sociedade, a escravidão, a pobreza e a miséria jamais chegarão ao fim.
Se aqueles que detêm o maior acúmulo de dinheiro e poder no mundo – os bancos – não têm interesse em acabar com esse ciclo, como isso poderia acontecer?
Há décadas, essa estrutura se mantém intacta, e está na hora de enxergar o verdadeiro poder que os bancos exercem sobre a sociedade. Esse é o primeiro passo. Sem essa compreensão, qualquer tentativa de mudança será apenas superficial.
Mas enquanto o povo continuar sendo conduzido pela narrativa imposta pela mídia – que foca sua atenção nos fantoches políticos, desviando o olhar dos verdadeiros controladores do sistema – a realidade não mudará. A sociedade seguirá nesse estado degradante que você vê todos os dias.
Os bancos detêm o poder. A cegueira implantada precisa ser removida. Abra os olhos para o que está à sua frente e perceba o óbvio:
Poder = Dinheiro
Dinheiro = Bancos
Bancos no poder!
Não sou "contra o sistema"; sou a favor de um sistema melhor.
Não sou "diferente"; busco a igualdade.
Não sou "filósofo"; todo mundo pensa.
Não sou "desperto"; estou despertando para as mentiras na minha vida.
Não sou "sábio"; estou aprendendo todo dia.
Não sou "espiritualizado"; estou espiritualizando meus defeitos.
Não sou "perfeito"; estou aperfeiçoando minhas imperfeições.
Não sou "iluminado"; estou me esclarecendo sobre minhas falhas.
Não sou "evoluído"; estou evoluindo quem sou.
Não sou "melhor" nem "pior"; eu morro.
Aprenda a dizer SIM ou NÃO para si mesmo.
Aprenda a dizer SIM ou NÃO para os seus pais, com respeito às escolhas e limites que estabelecem.
Aprenda a dizer SIM ou NÃO para a sua família, reconhecendo que o amor não se resume à conformidade.
Aprenda a dizer SIM ou NÃO para os seus amigos, sem medo de se perder em agradar.
Aprenda a dizer SIM ou NÃO para as pessoas, respeitando sua autenticidade e os próprios princípios.
Aprenda a dizer SIM ou NÃO para a sociedade, sem se deixar ser moldado por padrões que não representam quem você é.
Aprenda a dizer SIM ou NÃO para o mundo, com consciência de seu impacto e da responsabilidade que carregamos.
Aprenda a dizer SIM ou NÃO para a vida, abraçando o que é realmente importante para o seu crescimento e bem-estar.
Aprenda a dizer SIM ou NÃO até para o que acabou de ler, refletindo sobre o que realmente faz sentido para sua jornada.
A verdadeira liberdade nasce da capacidade de escolher conscientemente, seja para afirmar ou negar, sempre com o entendimento de que nossas escolhas definem a essência do nosso caminho.
Tudo o que percebo são feixes que transitam entre a luz e a sombra, partejando a terrível ilusão que chamamos de vida. Em tudo que não é verdade, alcançamos algum significado quando desfragmentamos a casca que construímos em nosso próprio redor; colhemos um fruto maduro que nasceu da plena inexistência da realidade.
SENSAÇÕES DOS ANIMAIS À LUZ DO ESPIRITISMO
UMA ANÁLISE DOUTRINÁRIA FUNDAMENTADA EM ALLAN KARDEC E NAS OBRAS COMPLEMENTARES DA LITERATURA ESPÍRITA.
* " Basta olharmos toda criação e fazermos uma íntima análise e sem nos faltar empatia obteremos muito em confirmação do que esses venerandos Espíritos nos apresentam. "
* Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Antes de adentrarmos no assunto um ponto importante: o texto-base para a apresentação da análise reúne passagens da Revista Espírita de julho de 1860, contendo comunicações atribuídas ao Espírito Charlet. Na metodologia kardequiana, essas comunicações devem ser lidas como opiniões espirituais submetidas ao controle universal do ensino dos Espíritos, e não como tendo a mesma autoridade doutrinária de O Livro dos Espíritos. Assim, convém utilizá-las em harmonia com a Codificação, especialmente com as questões 592 a 607 de O Livro dos Espíritos, evitando conclusões que ultrapassem aquilo que Allan Kardec consolidou como ensino doutrinário.
SENSAÇÕES DOS ANIMAIS À LUZ DO ESPIRITISMO
UMA ANÁLISE DOUTRINÁRIA FUNDAMENTADA EM ALLAN KARDEC E NAS OBRAS COMPLEMENTARES DA LITERATURA ESPÍRITA.
A maneira como os animais sentem, percebem o mundo e participam da obra da Criação sempre despertou o interesse da Filosofia, da Ciência e da Religião. Durante séculos, predominou a ideia de que os animais seriam simples máquinas biológicas, incapazes de experimentar sentimentos ou possuir qualquer princípio inteligente. O Espiritismo, porém, inaugurou uma compreensão muito mais ampla, racional e profundamente moral dessa questão.
Ao codificar a Doutrina Espírita, Allan Kardec afastou tanto o materialismo, que reduz o animal a um mecanismo orgânico, quanto a antiga metempsicose, que admitia a transmigração da alma humana para corpos animais. Em seu lugar, apresentou uma explicação coerente com a justiça divina, demonstrando que toda a Criação obedece à lei universal do progresso.
As comunicações publicadas na Revista Espírita de julho de 1860, atribuídas ao Espírito Charlet, ampliam essa reflexão ao descreverem os animais como seres igualmente inseridos na marcha evolutiva do Universo. Entretanto, o próprio método kardequiano recomenda que tais instruções sejam sempre confrontadas com o ensino geral da Codificação, preservando o equilíbrio doutrinário.
O PRINCÍPIO INTELIGENTE NOS ANIMAIS.
Em O Livro dos Espíritos, Parte Segunda, Capítulo XI, Allan Kardec dedica diversas questões ao estudo dos animais.
Na questão 592, os Espíritos ensinam:
"Os animais têm uma linguagem."
Acrescentam que essa linguagem corresponde às necessidades de sua existência, sendo limitada pelo grau de suas ideias.
Kardec observa que é evidente que os animais possuem meios próprios de comunicação, expressando medo, alegria, afeto, sofrimento, advertência e inúmeras outras sensações. Basta uma observação cuidadosa para perceber que os animais estabelecem vínculos sociais complexos e manifestam emoções claramente identificáveis.
Essa constatação elimina qualquer hipótese de que os animais sejam simples autômatos privados de sensibilidade.
SENSAÇÃO, INSTINTO E INTELIGÊNCIA.
Uma das maiores contribuições da Codificação consiste em distinguir instinto, inteligência e razão.
Na questão 597, os Espíritos esclarecem que o animal não possui pensamento refletido semelhante ao humano. O instinto predomina em sua existência.
Isso não significa ausência de inteligência.
Ao contrário.
Existe uma inteligência adaptada às necessidades de conservação, reprodução, alimentação, defesa e convivência.
Essa inteligência manifesta-se através do princípio inteligente em desenvolvimento.
O animal aprende pela experiência.
Reconhece pessoas.
Recorda acontecimentos.
Desenvolve hábitos.
Demonstra preferências.
Manifesta medo.
Sofre perdas.
Expressa alegria.
Tudo isso constitui um conjunto de sensações reais, embora ainda não alcance o livre-arbítrio moral característico do Espírito humano.
AS SENSAÇÕES SÃO REAIS.
O Espiritismo afirma categoricamente que os animais experimentam dor física e sofrimento emocional.
Seu organismo nervoso responde aos estímulos materiais.
Seu princípio inteligente registra experiências.
Seu envoltório espiritual conserva impressões adquiridas ao longo da existência.
Assim, quando um animal sofre violência, abandono ou maus-tratos, esse sofrimento não constitui mera reação mecânica.
Existe uma experiência sensível correspondente ao grau evolutivo em que se encontra.
Da mesma forma, carinho, proteção e convivência harmoniosa também representam aquisições importantes para seu progresso.
A EVOLUÇÃO DOS ANIMAIS.
A questão 603 de O Livro dos Espíritos esclarece que os animais igualmente seguem a lei do progresso.
Esse progresso, entretanto, difere profundamente daquele vivido pelo Espírito humano.
Enquanto o homem evolui mediante escolhas conscientes e responsabilidade moral, o animal progride predominantemente pela ação das leis naturais.
Sua evolução ocorre lentamente.
Cada experiência amplia suas possibilidades futuras.
Cada existência acrescenta novos elementos ao desenvolvimento do princípio inteligente.
Nada permanece estacionário na Criação.
Tudo avança.
Tudo progride.
Tudo obedece à sabedoria divina.
A CONTRIBUIÇÃO DA REVISTA ESPÍRITA DE 1860.
As dissertações do Espírito Charlet apresentam uma visão profundamente moral da relação entre homem e animal.
O Espírito destaca que muitos animais suportam pacientemente sofrimentos impostos pela brutalidade humana.
Afirma que Deus, sendo infinitamente justo, não deixa sem compensação qualquer criatura que padeça injustamente.
Outro aspecto digno de reflexão consiste na afirmação de que o progresso também alcança os animais, tornando-os gradualmente mais aptos à convivência harmoniosa com o homem.
Charlet descreve igualmente mundos mais adiantados, onde os animais revelariam maior desenvolvimento intelectual e comportamental, convivendo em perfeita ordem com os Espíritos superiores.
Embora tais informações pertençam ao campo das comunicações espíritas e devam ser analisadas com prudência metodológica, elas permanecem em plena concordância com o princípio kardequiano da evolução universal.
A GÊNESE E A INTELIGÊNCIA INSTINTIVA.
Em A Gênese, capítulo XI, Allan Kardec reafirma que os animais possuem inteligência instintiva.
Sua consciência existe de maneira restrita.
Não alcança ainda a reflexão moral.
Entretanto, não pode ser confundida com ausência de sensibilidade.
A inteligência animal dirige todas as funções necessárias à conservação da vida.
Essa inteligência representa etapa indispensável da evolução do princípio inteligente.
LÉON DENIS E A ALMA EM ASCENSÃO.
Léon Denis amplia essa compreensão em O Problema do Ser, do Destino e da Dor.
Segundo o eminente consolidador da obra kardequiana, o animal sofre muito mais do que normalmente imaginamos.
Ama.
Reconhece.
Experimenta alegria.
Vivencia tristeza.
Desenvolve afeição.
Sua alma encontra-se em estado inicial de evolução, preparando-se lentamente para etapas superiores.
Essa interpretação permanece inteiramente coerente com o pensamento desenvolvido por Allan Kardec.
ANDRÉ LUIZ E O PERISPÍRITO DOS ANIMAIS.
Em Evolução em Dois Mundos, André Luiz ensina que o perispírito animal registra continuamente as experiências vividas.
As sensações físicas.
Os impulsos emocionais.
As reações instintivas.
Tudo constitui patrimônio evolutivo.
Essas aquisições sucessivas colaboram para o aperfeiçoamento gradual do princípio inteligente.
A evolução jamais ocorre por saltos.
Tudo se desenvolve segundo as leis imutáveis estabelecidas pelo Criador.
EMMANUEL E A FRATERNIDADE UNIVERSAL.
Em O Consolador, Emmanuel define os animais como nossos irmãos em ascensão.
Essa expressão resume admiravelmente a posição espírita.
Os animais não ocupam posição inferior por condenação.
Também não existem apenas para servir ao homem.
São criaturas de Deus.
Participam da mesma obra universal.
Caminham para destinos cada vez mais elevados.
Por isso, merecem respeito, proteção e misericórdia.
O ESPIRITISMO E A CIÊNCIA CONTEMPORÂNEA.
As pesquisas atuais em etologia, neurociência e comportamento animal confirmam numerosos aspectos observados por Allan Kardec há mais de um século e meio.
Hoje sabemos que diversas espécies demonstram:
Reconhecimento individual.
Aprendizagem complexa.
Empatia.
Luto.
Cooperação.
Memória duradoura.
Capacidade de resolver problemas.
Expressões emocionais variadas.
A Ciência descreve os mecanismos biológicos dessas manifestações.
O Espiritismo amplia essa compreensão, ensinando que tais experiências possuem igualmente significado espiritual, contribuindo para a evolução contínua do princípio inteligente.
O DEVER MORAL DO HOMEM.
Reconhecer a sensibilidade dos animais impõe responsabilidades.
Toda crueldade representa grave violação da lei de amor.
Toda violência gratuita constitui abuso da superioridade intelectual concedida ao homem.
O verdadeiro progresso espiritual manifesta-se também na maneira como tratamos aqueles que dependem de nossa proteção.
Quanto mais elevada a inteligência, maior deve ser a compaixão.
Quanto maior a força, maior a responsabilidade.
O Cristo ensinou a misericórdia para todas as criaturas.
O Espiritismo amplia esse ensinamento ao demonstrar que toda a Natureza participa da mesma obra divina.
CONCLUSÃO.
A Doutrina Espírita apresenta uma das mais belas concepções acerca dos animais.
Eles não são máquinas biológicas.
Não possuem ainda a razão moral do homem.
Também não são Espíritos humanos reencarnados.
Constituem princípios inteligentes em marcha evolutiva, dotados de sensibilidade, inteligência instintiva e capacidade progressiva de adquirir experiências.
Suas dores são reais.
Seu afeto é verdadeiro.
Suas emoções participam da grande lei do progresso.
Ao respeitarmos os animais, respeitamos igualmente a sabedoria do Criador, que nada fez inútil e conduz toda a Criação, desde os seres mais simples até os Espíritos mais elevados, pela mesma lei eterna de amor, justiça e progresso.
FONTES:
Allan Kardec. O Livro dos Espíritos. Parte Segunda. Capítulo XI. Questões 592 a 607.
Allan Kardec. A Gênese. Capítulo XI.
Allan Kardec. Revista Espírita. Julho de 1860. "Dos Animais". Comunicações do Espírito Charlet.
Léon Denis. O Problema do Ser, do Destino e da Dor. Capítulo II.
André Luiz, psicografia de Chico Xavier. Evolução em Dois Mundos. Primeira Parte.
Emmanuel, psicografia de Chico Xavier. O Consolador. Questão 79.
REFLEXÃO:
"Quando aprendemos a enxergar nos animais os primeiros degraus da inteligência criada por Deus, compreendemos que a verdadeira superioridade humana não consiste em dominá-los, mas em protegê-los com amor, justiça e misericórdia."
#Espiritismo #AllanKardec #LivroDosEspíritos #RevistaEspírita #Animais #EvoluçãoEspiritual #PrincípioInteligente #DoutrinaEspírita
