Selecção semanal
5 achados que vão mudar sua rotina Descobrir

Pensamentos Mais Recentes

Escrever não é deixar meu ego ter palco.
Não tenho na escrita uma plataforma de autoafirmação.
A escrita pra mim é, primeiramente, um refúgio.
Onde me escondo dos ruídos.
Um lugar de calmaria e autoconhecimento.
Exploração e expansão.
Meu ser, em identidade.
Respirando e expirando.
Tenho a escrita como uma manifestação mais que criativa.
É arte, é vida, é beleza e caos.
Conforto e confronto.
Despedida e saudade.
Acenar e abraçar.
Sentir sem ignorar.
A escrita pra mim é viva.
Um fluido orgânico e intenso da totalidade de quem eu fui, sou e quero ser.
Como ver e não pensar?
Como pensar e não sentir?
Como sentir e não externar?
Como externar e não escrever?
A escrita pra mim ocupa esse lugar.
Um lugar que é só meu, mas o torno compartilhado.
Afinal, nenhuma experiência é individual.
Escrever a minha experiência é, também, experenciar o outro.
Escrever é experenciar o ser.
Ser humano.
Ser gente.

Inserida por edymarcs

Autoestima não faz barulho. Ela apenas faz você não aceitar menos.(CD)


Naldha Alves

Você pode escolher não sentir a brisa do mar, mas isso não quer dizer que as ondas não estejam batendo.
Você pode não querer ver o sol nascer, mas isso não afirma que ele não raiou sobre as montanhas.
Você pode ter desistido de algo, mas isso não necessariamente resulta na sua derrota.
Você pode ter cometido erros, mas isso não determina quem você é.
Você pode não ver Deus, mas isso não anula o fato de que Ele exista.
Uma realidade atual não anula uma realidade absoluta.

Inserida por edymarcs

A esperança existe para nos lembrar que há algo bom do outro lado.

Inserida por edymarcs

A chuva que não rega, ensina.

Inserida por edymarcs

O bom de ter amigos é ter amigos.

Inserida por edymarcs

Que tudo aquilo que você me deseja volte pra você em dobro, na velocidade de uma flecha 🏹🍃

"Aprendizado"


“Não é o quanto você aprende que te muda, é o quanto você vive do que aprendeu.”
@Suédnaa-Santos.

Que eu não desperdice aquela preciosa oportunidade de sair da rotina, dar uma pausa sadia nas responsabilidades da vida adulta, porque basta uma breve ocasião de vitalidade, para que a normalidade excessiva não consuma a minha sanidade.

Olá, velho companheiro, quanto tempo se passou e quantas experiências vividas. 
Neste momento o veterano relembra daquele jovem sonhador, que tanto pensou nestes dias. 
Hoje, há um olhar para trás e um misto de emoções, uma dificuldade de retomar a inspiração.
O experiente combate volta para si, tentando assimilar as inúmeras batalhas e contar um pouco de sua experiência, mas as cicatrizes dos ferimentos de combate faz com que as palavras se percam nas memórias e traumas. 
Mas o jovem Cioccolato olha atentamente e entusiasmado para aprender com as lições daquele que retornou da batalha com as experiências vivias no front, mas com a vitalidade de muito conquistas.

Pelo amor falar mais alto entre nós, eu roubei seu coração, mas dei o meu, a ela de presente. E fomos viver nosso sonho bem longe da discriminação.

Encontrar, neste mundo, almas puras, sinceras e honradas
é como tocar o invisível valor de um tesouro escondido —
uma raridade silenciosa,
como quem descobre, entre pedras comuns,
uma joia de brilho eterno.


Atila Negri

Você é aquilo que, mesmo marcado, decide refletir.
"A minha graça te basta.." (2 Coríntios 12:9)

A Ontologia do verso

Nem sempre um poema nasce de um incêndio na alma;
às vezes, ele brota do silêncio.

Basta sentar…
e permitir que o mundo fale primeiro.

No gesto simples de quem passa,
no vento que insiste em tocar o rosto,

na pausa entre um pensamento e outro,
ali, escondido, já existe verso.

Porque observar
é, no fundo, uma forma delicada de sentir.
E sentir…
sempre encontra um jeito de virar poesia.

Kleber Abdul Al-Nasr

A Lua carrega marcas de impactos que nunca desapareceram.
Cicatrizes antigas, silenciosas que continuam lá com o passar do tempo.
E ainda assim, quando a gente olha pra ela, a gente não enxerga as feridas.
A gente vê luz.
E talvez o mais bonito seja isso: a luz nem é dela.
Ela apenas se posiciona... e reflete o sol.
Talvez seja isso sobre nós
A gente também carrega marcas que ninguém vê..
Histórias que doeram, momentos que deixaram sinais.
Mas também fomos alcançados por luz.
Luz de Deus, graça que sustentou, pessoas que foram resposta, momentos que nos reconstruíram por dentro.
•O problema é que, muitas vezes,
a gente se apega mais ao que feriu do que àquilo que nos curou.
Mas a Lua-nos ensina algo silencioso: não é sobre não ter marcas...
é sobre não deixar que elas definam o que você transmite.
Porque no fim... você não é o que te feriu.
Você é a luz que decide refletir.

Honestidade, autenticidade, lealdade, caráter e respeito à diversidade são como raízes invisíveis que sustentam tudo o que há de mais bonito nas relações humanas. Em tempos em que tanta gente se esconde atrás de versões ensaiadas de si mesma, ser verdadeiro se torna um gesto raro e profundamente corajoso. A honestidade não mora apenas nas palavras certas, mas também nas atitudes limpas, na consciência tranquila e na delicadeza de não ferir o outro por interesse.


A autenticidade floresce quando alguém decide existir sem máscaras, sem moldar a própria alma para caber nas expectativas do mundo. Já a lealdade é presença que não abandona, é abrigo em dias difíceis, é permanência sincera quando tudo ao redor vacila. O caráter, por sua vez, é aquilo que a alma revela no silêncio das escolhas, quando ninguém aplaude e ninguém vê.


E respeitar a diversidade é compreender que o mundo só é verdadeiramente humano porque é plural. Cada pessoa carrega um universo dentro de si. Quando aprendemos a olhar o outro com respeito, empatia e abertura, deixamos de apenas conviver e começamos, de fato, a nos humanizar.

Não espere do mundo aquilo que nasce, silencioso e poderoso, dentro de você. Há batalhas que ninguém pode travar por suas mãos, nem caminhos que outros possam percorrer por seus pés.


A dependência dos homens, quando se torna abrigo constante, enfraquece a alma como vento que apaga lentamente a chama — e, com ela, vai se esvaindo também a fé, que precisa de autonomia para respirar.


Não entregue suas vontades ao teatro das expectativas alheias. Não se torne marionete de aplausos passageiros nem refém de julgamentos frágeis.


Seja a mão que escreve o próprio destino, a voz que define seus limites, o espírito que constrói, com coragem, suas próprias leis

Minha melhor lição de vida é não confiar demais. O preço que se paga é alto.

O medo paralisa, enquanto a fé mobiliza.

​O SOM DAS CASCAS SOB OS PÉS
(Os desafios invisíveis da maternidade atípica)

​Ser mãe atípica é viver em um território de incertezas: nunca sabemos quando o vento da crise vai soprar, mas sentimos quando ele balança o nosso chão.

​É caminhar constantemente sobre ovos, sentindo o estalo delicado de cada um sob os nossos passos. Viver nesse universo é desafiar a lógica: é tentar acolher as cascas que se esfarelam e montar um quebra-cabeça cujas peças parecem ganhar novas formas a cada dia.

​Não há trégua, não há mapa. Resta-nos o silêncio das lágrimas que secaram, enquanto aguardamos, com o coração alerta, o próximo estalo.

​Lu Lena / 2026

O Labirinto do Pensar e o Vazio do Ter


Agilson Cerqueira 


As decepções, em sua marcha lenta, vão desbotando o nosso romantismo até que reste apenas o esqueleto da realidade. 


Vivemos engolidos por uma luta diária que não nos concede o privilégio das horas; passamos uns pelos outros como vultos despercebidos e estranhos em uma multidão.


No fim, você acaba se tornando o produto exato da insignificância daquilo que escolhe significar, enquanto busca, tateando no escuro, respostas que o mundo esqueceu de formular.


Talvez a lucidez seja um fardo pesado demais, e por isso todos deveríamos nos permitir o desvario — embriagar a alma duas, três ou inúmeras vezes, até sermos apenas o "bêbado conhecido" que habita as esquinas do próprio ser. 


Afinal, o pensamento é uma criatura que nasce do ócio, e sem o tempo vazio para o florescer das ideias, somos meros subprodutos de uma ignorância consequente.


Às vezes, o peso é tanto que me debruço sobre os absurdos do meu próprio "eu", isolando-me em um exílio onde as perguntas não encontram eco. 


Ali, o espelho não mente: você é, apenas e irremediavelmente, você. 


Contudo, mesmo nesse mergulho intrínseco, a pluralidade nos persegue; o "nós" nasce desse singular ferido, e a vida insiste em nos lembrar que não se caminha só.


O perigo se apresenta quando o pensamento se torna um espelho narcísico; quando o desejo de "ter" para "poder" sufoca a coragem de simplesmente "ser", revelando a mediocridade de quem vive para a vitrine. 


Entenda: se você ousa pensar, você inevitavelmente incomoda a ordem das coisas. 


Vivemos tempos aflitos, onde o pensamento parece ter perdido o caminho para o cérebro, deixando-nos à deriva entre o poder e o existir. 


Diante das incertezas, escolha a lógica do absurdo que preserva a sua essência, mas nunca deixa de habitar-se.


Agilson Cerqueira

Formatura:


"Aplausos são fáceis. Difícil é sustentar aquilo que ninguém vê. Esse anel não pesa no dedo; não é símbolo de saber, é lembrança de responsabilidade."

Quando acaba,
o que sobra é o fim.

E o fim grita.
Grita tão alto
que não consigo ouvir
mais nenhum eco do passado.

Porque o amor não se cala —
mas fica quieto demais
pra competir
com o barulho do último adeus.

E, sem poder te ouvir
uma vez mais,
é como se agora
eu fosse surda.

E, sem poder te ver de novo,
sem sentir os seus olhos em mim,
sem a bênção do seu olhar amoroso —
é como se agora
eu fosse cega.

O seu adeus
ficou gravado na minha retina.

E as minhas melhores lembranças
se escondem
atrás dessa última imagem.

Mas eu espero…
que um dia
eu consiga enxergar
tudo o que ainda vive
além do último instante.

As laranjinhas



As laranjinhas estão varrendo
Eu estou vendo de longe
Um lixo no chão tem o meu nome
As laranjinhas estão varrendo
uma avenida gigante
Sem perder a pose de ser elegante
As laranjinhas estão varrendo
Sinalizando com um cone
E o motorista tá no telefone
As laranjinhas estão varrendo
Fazendo aquele monte
Tem muito lixo debaixo da ponte
As laranjinhas estão varrendo
No chão tem um homem
Que passou a noite e ali com fome
As laranjinhas estão varrendo
Uma garrafinha de refrigerante
Quem joga lixo no chão é um ignorante.

Atuar… atuar… é a oportunidade de vivermos diversos sentimentos… sem sentir, sentindo. — Sândra Camilo