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CASTELO DE SONHOS
(O despertar do tempo)
A menina, até hoje,
brinca com sua boneca de pano.
Com seu sorriso indulgente,
desabrocha no jardim da vida
pétalas em flor...
Em seu castelo pueril,
observa agora, atentamente,
suas mãos enrugadas
e as marcas de expressão
no rosto que ficou...
Mas ela continua sonhando,
convicta, que o tempo não parou.
Lu Lena / 2026
Ao utilizarmos diferentes espécies animais em estudos laboratoriais para encontrar tratamentos para nossas enfermidades, nos tornaremos uma espécie progressivamente mais doente por merecimento.
"Embora o mundo acredite que somos tudo o que pensamos, eu acredito que somos tudo aquilo que fazemos; são as nossas práticas que nos caracterizam, e não os nossos pensamentos."
Há um inverno em mim,
triste como o silêncio das estrelas.
O calor amarga,
mas o frio é canto que consola.
Que estranha oposição,
como se o tempo fosse espelho quebrado.
Não é ausência de amor:
é apenas o pouco que resta,
esmola de eternidade.
Não tenho amigos mais importantes que outros; cada um carrega em si um exemplo de dignidade. São páginas vivas da minha história. Aprendo, estimo e preciso de todos eles.
Benê Morais
No Marron,Vermelho,E Amarelo Das Folhas Renasce Outra Vez.
O seu começo é visto em cores que estão à sua espera.
Principalmente nas folhas de tantas árvores.
Com cores que se fortalecem nessa sua aparição.
Nas folhas das árvores que preenchem cada galho,cores indicam a sua proximidade.
Após manhãs iluminadas por uma forte luz de uma outra estação o seu começo também é feito de Sol.
Brilhante por essa estrela,mas com um outro jeito no seu começo.
Com o tempo e a serenidade da estação que é,as folhas se transformam.
Em uma outra metade do Planeta Terra em lugares que estão sob um mesmo Sol,um mesmo céu.
Em um lado que uma natureza também vive,floresce e continua.
Do lado esquerdo de um planeta uma estação renasce.
Como se já tivesse feito isso antes assim como as suas folhas que mudam de cor.
Do verde se tornam marrons,vermelhas e amarelas.
Desse outro lado do Planeta Terra o seu começo é em uma manhã de março.
Nos rastros da luz do Sol de uma primeira estação nessa parte do Planeta Terra o seu começo é agraciado por uma luz amarela e sonhadora.
Em uma manhã no mês de março as folhas despertam em marrom,vermelho e amarelo.
Com a sua serenidade de estação a cor verde ainda em esperança é vista e sentida.
Esperança que colore outras folhas com cores de uma serena estação.
E o Sol atravessa o céu e essa estação.
As suas folhas e a sua sensatez.
E são tantas as folhas amarelas,vermelhas e marrons que fazem essa estação.
Folhas coloridas nas árvores e nas brisas.
Que voam lentamente colorindo vários instantes.
De um nascer do Sol no mês de março até o mês de junho.
Do lado esquerdo do Planeta Terra.
Uma estação se transforma.
Na serenidade que cobre as suas folhas com cores da sua existência.
Um começo novamente colorido e cativante.
Nas árvores que nascem sob o Sol com as suas milhares de folhas que se curvam nas brisas de afeto.
Árvores de tantas espécies com os seus traços desde a semente até a folha mais alta.
Em uma manhã no mês de março são várias as folhas que mudam de cor.
E as que permanecem verdes sentem a serenidade e o renascer dessa estação.
As brisas que vêm entre os galhos tocam cada folha como o Sol faz.
Do céu uma cor azul se faz sentir nessa fascinante serenidade.
Que nasce em uma manhã de março e até junho desse lado do Planeta Terra colore as folhas transformando cada árvore.
Até a luz amarela do Sol é tocada por suas cores.
Do seu recomeço nas folhas e nas brisas.
Que permanecem voando no seu nome e na sua serenidade.
Levando as suas folhas coloridas mais longe.
Na direção do céu e de outras árvores.
As suas cores são cobertas por algo emotivo.
De uma manhã em março até outras folhas coloridas no mês de junho.
Uma estação é refletida pelo Sol com serenidade.
Nas brisas dos dias sobre ela e nas cores que estão ao seu redor.
Em vermelho,amarelo e marrom e no verde que ainda permanece.
Uma estação que fica nas folhas das árvores e nas brisas que passam.
Como o Sol faz no céu.
Iluminando o seu recomeço novamente.
Em cada folha a sua presença é marcante.
Nas folhas que ficam perto das árvores cores colorem o chão.
Nas gramas,plantas e nos telhados das casas.
Essas cores também colorem o tempo.
Que sabe o começo dessa estação.
Em um lado do Planeta Terra em que folhas têm formas distintas.
Como as árvores que crescem por lá.
E quando ela irá retornar em uma manhã do mês de março.
E antes dela o Sol brilhará mais uma vez no céu e nas brisas.
Em cada árvore,em cada folha.
Com serenidade uma estação irá se transformar quando em uma outra manhã do mês de março,certas cores tocarem outra vez as suas folhas.
Na Forte Luz De Uma Estação.
Em um início de uma manhã em um dia no mês de dezembro a luz do Sol brilha com mais intensidade.
Um pouco mais do que em manhãs do ontem.
Em um dia no último mês do ano a sua luz retorna como o seu jeito de ser.
Sobre o céu azul com mais luminosidade.
Entre cada nuvem e os ventos nesse mesmo mês uma luz predomina sobre as manhãs.
Com o Sol nas suas direções.
Amarelo e grandioso,guiando a sua luz em um começo de estação.
Em uma manhã que nasce um pouco mais iluminada mesmo que ainda ao tempo esteja cedo.
Com mais luz em dias que ele traz no último mês do ano e até depois disso dentro de sua vida estelar.
Sobre uma calorosa estação que segue o seu coração.
Que se inicia em luz e segue entre uma estrela e o céu.
Em dias que formam certos meses.
O Sol nasce em uma determinada manhã com mais claridade.
Com o seu nome sobre uma estação.
Mais iluminada com os seus gestos de estrela.
Uma estação que é aquecida com o seu iluminar.
Uma estação que começa em uma manhã e que vem com a sua bondade para iluminar o céu,os dias e os ventos.
Da sua luz de estrela até uma outra manhã do mês de março.
Mais um outro começo em sua vida dentro de uma querida estação.
Na sua luz se veste com uma forte cor.
E que por outras manhãs vai.
Como uma primeira estação em uma natureza tropical embelezada por florestas,alguns montes,cordilheiras e cachoeiras.
Por outras naturezas acima essa estação segue com uma outra sensibilidade do clima e do céu.
Assim como o Sol.
E também desertos,montanhas,
mais árvores e outras nascentes de água.
Natureza essa iluminada pelo Sol no começo dessa estação,calorosa e vibrante.
Sob a luz de uma estrela ainda maior.
Que em manhãs do ontem também havia nascido com o Sol.
Em luz e em um azul formidável do céu.
Como uma estação que predomina em uma forte luz e bons ventos.
Ventos que completam o seu começo em cada manhã.
Em cada nascer do Sol no último mês do ano em um certo dia.
Que o tempo também reconhece e conta o seu novo momento para recomeçar.
Em uma estação dourada de Sol.
Que tem o seu nome refletido no céu e nas nuvens bonitas.
Do seu lugar até esse céu em uma manhã no mês de dezembro.
A sua luz nasce ao lado do tempo também por essa estação.
E além das manhãs a sua força em luz segue por tardes e até noites.
Que estão nessa calorosa estação que recomeça em uma manhã no mês de dezembro.
E que fica mais brilhante até uma outra manhã do mês de março.
Entre essas manhãs que se reencontram o Sol está.
Do mesmo jeito que o tempo,o céu e os ventos.
Contemplando uma estação e o seu iluminado nascer.
Em mais manhãs uma estação nascerá com Sol para continuar a brilhar dentro do seu coração de estrela em um outro esperado recomeço no mês de dezembro.
"Reflexão de vida"
"Ninguém inveja o fraco, o medíocre ou quem não produz nada. Afinal, árvore que não tem frutos não chama atenção."
@Suédnaa-Santos.
Lixão da Saudade:
Vossa tristeza chegou ao fim
Comprovou-se que o infinito tem fim
E que existe outro infinito que não existe fim
Mas existem tipos de tristezas que nos comprovaram diversos boatos da vida
Existe tristeza que se foi Existe tristeza que ainda não se foi
Mas a saudade, é ferida que arde a alma
E ela ainda tem seu reflexo num lixão
E quando ela volta
Ela contra-ataca com imensa vontade
Dessa vez, o infinito não vence
Mesmo com ajuda
Quando se envolve em meus braços
Podem ter infinitas lógicas
Mas quando se trata de saudade
Ela é nunca infinita
Se oferecerem para ela 5000 átomos
Ou um emprego na Via Láctea
A saudade ainda se recusa
Pois o infinito ainda permanece por lá
Márcio Germano, conhecido também pelo codinome artístico “O Apanhador de Nuvens de Algodão”, nasceu em 3 de fevereiro de 1969, na cidade de Campinas, no estado de São Paulo. É um profissional aposentado da área de logística, músico, escritor e compositor brasileiro. Ao longo de sua vida construiu uma trajetória marcada pelo trabalho dedicado, pela criatividade artística e por fortes valores familiares e religiosos.
Casado desde 1992, Márcio é pai de uma filha e sempre valorizou a família como um dos pilares centrais de sua vida. Durante 35 anos atuou na área de logística, desenvolvendo uma carreira sólida até sua aposentadoria, período no qual acumulou experiência e responsabilidade em um setor fundamental para o funcionamento das empresas e da economia.
Paralelamente à vida profissional, Márcio cultivou uma forte ligação com a música e a arte. Músico por paixão, dedica-se ao violão e à guitarra, além de atuar como escritor e compositor, utilizando a música e a escrita como formas de expressão pessoal e criativa. No meio artístico, adota o codinome “O Apanhador de Nuvens de Algodão”, expressão que simboliza sua visão poética da vida e da imaginação.
Entre seus interesses pessoais estão também as viagens pelo Brasil, que aprecia como forma de conhecer culturas, paisagens e histórias diferentes. Católico praticante, sua fé faz parte de sua identidade e de sua visão de mundo.
Amante de cultura e história, Márcio tem grande apreço por filmes de época e documentários, que refletem seu interesse pelo passado, pelas transformações da sociedade e pelo conhecimento.
Atualmente, divide sua vida entre duas cidades do estado de São Paulo: sua cidade natal, Campinas, e o litoral paulista, em São Vicente, onde desfruta de momentos de tranquilidade, inspiração artística e convivência familiar.
De tudo o que gastamos ao longo da vida, o tempo é o preço que jamais recuperamos; e é na riqueza das coisas que o dinheiro não pode comprar que encontramos o verdadeiro valor de viver.
Ausente:
Tu não podes deitar em meu corpo
A minha mágoa me deixou ausente
Totalmente ausente
Tu não sentes mais a minha voz
Tu não sentes mais a minha presença
Mas é porque eu estou ausente
Apenas de você
A gota é normal
As lágrimas são comuns
Mas para você, a ausência foi aprovada
As vezes, tu podes sentir... nódoas de orvalho
Eu colhi todas as flores e as plantei em um outro jardim
Tu és proibido de ver minha face
A minha névoa já não é mais presente em vosso âmago
Fui embora de veleiro
Pois não aguento narcisismo
A traição me traz á reflexão
Das carnes podres até as carnificinas
Mas daqueles que nos fizeram de funcionário
O atendente denuncia de vez
Amor de Lareira:
Eu sei o que é amar
Eu sei o quão bom é amar
Amei muito mais do que um ser
Chovia
Senti que a angústia me transformava em ácaro
Mas quando senti o amor, tudo foi como lareira
Quando apareceu vossa pintura
O infinito se formou
A felicidade virou palavra-cruzada
Amor de lareira
Circulando dois cantos meus
Rondando mais dois cantos meus
E me cercando em dois elementos
Água e fogo
Na lareira e aquecedor, a relação de um casal
Os físicos e matemáticos querem entender o universo utilizando números. Isso é um fetichismo maluco! Os religiosos querem entender a Deus usando livros e palavras. Isso é um fetichismo insano!
A isonomia soa como ironia,
Algumas dores recebem holofotes
Outras dependem da sorte,
São julgadas à revelia.
O mais próximo de uma política igualitária
É a cobrança tributária;
Ainda assim, muitas vezes temerária.
A justiça é, por vezes,
Oportunamente cega à impunidade.
Diversas leis são criadas por oportunidade
E com pouca racionalidade
Ao final, o controle social
É uma estrutura substancial de vingança institucional,
Garantida pelo aparato policial
Que de modo cruel
"Apenas cumprem seu papel"
Agem como uma engrenagem.
Sussurras quase inaudível, enquanto arrastas minha mão para teu recôndito paraíso — um jardim de névoas úmidas.
— “Escreva-me com os dedos”, — exiges.
Meu corpo obedece — sou a pena que desliza nas entrelinhas do teu prazer.
Escorregas para o meu colo, sentando-te como quem reclama um trono.
— “Fale algo bonito para mim...” — sussurras.
— “Tu és o poema que me arranca a lucidez,” — digo, arfando. Sorris, remexendo devagar.
— “Então, declama-me...” — diz mordendo o lábio.
Uma métrica perfeita, libidinosamente obedecida, sílaba por sílaba, tercetos e quartetos das tuas rimas.
Meus olhos pousam em tuas pernas desnudas, atrevidamente descobertas.
Tua pele bronzeada, os pelos eriçados — meu desejo arde em labaredas contidas, inflamadas por chamas inconfessas.
Fazer amor
Helaine Machado
Fazer amor a dois
é simplesmente unir
saliva e desejo,
sentimentos e emoções.
É misturar pele e alma,
prazer e paixão
em um instante
onde dois corações
se tornam um só.
Helaine Machado
