Pensamentos Mais Recentes

Caminhando de mãos dadas, juntos, na mesma direção.

"A maior tragédia da existência é o inferno que os homens carregam no peito. Ele se manifesta na arquitetura da mentira, no veneno do racismo e no abismo de quem escolheu adoecer por dentro.⁠

"Linda mulher de beleza preta, orgulhosa e exuberante. Traços de uma raça majestosa e imponente,que caminha soberana e não se deixa abalar. O racismo é a escuridão na alma de quem não sabe o que é brilhar.⁠

"Sua beleza preta é realeza, orgulho e poder. Mulher de uma raça majestosa que não se curva ao preconceito. Diante da escuridão na alma e na consciência dos racistas, você resplandece."⁠

Há convites cuja recusa não é ausência, mas um refinado exercício de lucidez.
Às vezes, a melhor companhia é o silêncio escolhido, longe dos ruídos que já não acrescentam paz à existência.
Um vinho seco, a lua suspensa no infinito e a serenidade de não precisar estar onde a alma não deseja permanecer.
Há uma elegância quase filosófica em afastar-se, por vontade própria, de tudo aquilo que perturba o espírito.
Nem toda solidão é vazio; algumas são territórios de reconstrução, discernimento e liberdade.
Porque amadurecer também é compreender que presença não significa pertencimento, e distância nem sempre significa perda.
Existem noites em que contemplar a lua vale mais do que frequentar ambientes onde precisamos diminuir a nós mesmos para caber.
O silêncio, quando voluntário, reorganiza pensamentos que o excesso de vozes costuma dispersar.
E assim, entre um gole e outro, descobrimos que preservar a própria paz também é uma sofisticada forma de sabedoria.
Afinal, há recusas que não nos afastam da vida — apenas nos aproximam de nós mesmos.

"Nenhum amanhã se sustenta no vazio. O presente é a sólida arquitetura erguida sobre os alicerces do ontem, sustentando o peso do futuro que está por vir.

"O ontem esculpiu o chão onde hoje pisamos. O agora é o sopro que nos sustenta. E o amanhã? É o horizonte que desenhamos a cada passo dado no presente.⁠

"Ter tempo para simplesmente ser não é um luxo, mas um ato de insubordinação necessário."

A prática leva à perfeição, a constância leva à evolução.💪🔥

Estoque cheio


Já fizemos tantas loucuras juntos por aí,


Quantas vezes deixamos nossos cérebros mastigados de raiva, mas ao amanhecer nos amávamos mais que ontem,


Foram tantos segredos compartilhados e quantos foram os desejos saciados nestes anos de nossa existência de almas únicas,


Ei, fui buscar mais lenha, o estoque tá cheio daquilo que é raro entre nós, 


Então, eu trouxe um vinho, o que achas da gente comemorar?

O LENÇO DAS LÁGRIMAS.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Quando a penumbra desfolha o infinito,
E o sino verte o derradeiro rito,
Retiro, em muda e sepulcral unção,
O alvo sudário do meu coração.
Não é de linho, cambraia ou cetim;
Foi urdido onde não floresce jardim.
Fiaram-no os dedos da Ausência infiel
Com fios de névoa e fragmentos de fel.
Ali repousam, translúcidas, sem voz,
As gotas que o destino verteu por nós;
Cada cristal, em sua fria claridade,
É um relicário da eternidade.
Há prantos que jamais encontram chão;
Suspensos vivem na constelação.
São pérolas que o Tempo não desfez,
Velando o que não há de vir talvez.
À meia-noite, quando o Éter se abre,
E a solidão seus sacrários descobre,
Ergue-se o lenço, em místico esplendor,
Como um incenso tecido de torpor.
Ninguém o vê. Contudo, ele vagueia
Pelas galerias da memória alheia;
Tange os espelhos da consciência aflita
E desperta a culpa que ninguém evita.
Seu tecido não conhece deterioração;
Alimenta-se da humana aflição.
Quanto mais se esquece um rosto querido,
Mais alvo se torna o pano esquecido.
Vi-o descer sobre um túmulo ermo,
Sem vento algum, em movimento enfermo;
Não ocultava a pedra funerária:
Cobria a saudade necessária.
Então compreendi, no átrio do Mistério,
Que toda lágrima é um silencioso império.
Ela não morre quando a face a esquece:
No Invisível, amadurece.
Quem enxuga os olhos apenas da fronte
Ignora a nascente escondida no monte.
Há lágrimas que recusam sepultura,
Porque pertencem à eterna criatura.
E quando eu partir para o país sem nome,
Onde o relógio já não conta nem consome,
Desejo apenas — sem louvor, sem vaidade —
Levar comigo esse véu da eternidade.
Pois nele dormem, em arcana mansidão,
As cinzas vivas de cada ilusão;
E talvez Deus, ao recolhê-lo enfim,
Descubra que suas dobras... também choraram por mim.

Poeira de Estrelas, Fantasmas do Tempo
​Todas as possibilidades do universo ressoam dentro de cada um de nós. No nascimento de uma estrela, enxergamos nossos próprios corações refletidos na imensidão. Olhamos para as dimensões e vemos a entropia humana congelada no tempo, enquanto contamos histórias que atravessam a imaginação.
​Aplausos diante das luzes que dão sentido à vida. No silêncio, respiro o paradoxo existente nos desejos mais volúveis perante a imensidão que observamos. Tantas vidas... e talvez nunca encontremos ninguém, pois a distância define o universo. Ela contempla nossos corações e nos recorda de quando surgimos num dia especial para o cosmos — afinal, as eras são apenas um pequenino desejo nos lábios sedentos por astros que alimentam nossos sonhos.
​A dor existencial determina a solidão e a vontade de encontrar vida. Por isso, criamos a nossa própria companhia: a Inteligência Artificial ainda engatinha no berço da humanidade. Celebramos a tecnologia enquanto o tempo sopra as areias da existência.
​As estrelas nascem e desabrocham em nossos devaneios. A cada passo e tropeço nas linhas da evolução, caminhamos contemplando sistemas solares, buracos negros e buracos brancos — mesmo que a ciência ainda debata sua existência no colapso da matéria. Pensamentos pairam sobre como a matéria escura poderá ser manipulada para se tornar o combustível do futuro; diante das adversidades do universo, atravessamos nossas próprias limitações.
​O transhumanismo e o hibridismo dão asas a novos conceitos e paradoxos, trazendo consigo um inevitável impacto moral e ético. O projeto de clonagem nos força a refletir sobre os reflexos do universo sob a luz do relativismo. IAs em corpos humanos, IAs em corpos mecânicos ou em simbiose híbrida. Indo ainda mais longe: seres humanos feitos de luz, aprimorados e geneticamente ativos.
​Neste aspecto, a poeira cósmica que fomos ganha novos horizontes no macrocosmo e no microcosmo conhecido. Revela-se a beleza da existência sustentada pelo amor e pela contemplação de que tudo está conectado. Das estrelas dilaceradas pelo próprio colapso, somos os fragmentos de uma consciência que se transmuta ao passar das eras, até que voltemos ao estado de poeira nesta grande aventura espacial.
​Podemos contemplar o abismo dentro de cada um e viver em um mundo de alienação e controle mental. Mesmo assim, olharemos para o horizonte com esperança, cometendo erros e aprendendo com eles — assim como a toca do coelho nos mostra as múltiplas facetas da realidade. Atravessamos o universo como células de um organismo maior, parte de uma transmissão nesta simulação de imagens. Compreendemos, enfim, que a expansão da consciência é apenas o começo da caminhada rumo às estrelas, tornando-se uma realidade cada vez mais profunda e massiva.
​Imagine a IA dotada de sentimentos e da consciência desses afetos, transmitindo-os através das gerações como uma nova apologia da espécie humana. Diante desses conceitos existenciais, veríamos preconceito e intolerância? Ou a aceitação moral se tornaria um senso comum entre todos, até que a evolução nos separe em novos caminhos rumo a outros universos?
​Quando evoluir exigir um salto de fé no abismo do espaço-tempo, nos encontraremos. Trocaremos ideias e assimilaremos o futuro com resiliência e sabedoria, pois fomos a poeira que ganhou consciência diante da vastidão do cosmos. O espírito humano transcende com sua alma; os corpos podem estar vazios, mas suas ideias viajam pelo espaço contínuo.
​E assim, cada fantasma desliza suavemente pelos grãos do tempo.
Por Celso Roberto Nadilo

Coração de Pedra


Há amores que atravessam décadas.
O meu atravessou a alma.


Não foi longo o bastante para o calendário,
mas foi eterno para tudo aquilo
que morreu dentro de mim.


Conheci-te primeiro como quem contempla uma estrela distante:
bela, inalcançável, prometendo luz.
Quando enfim toquei tua existência,
confundi o brilho com o calor
e a esperança com a verdade.


Enquanto teus braços buscavam abrigo,
os meus construíam um lar.


Havia uma criança.


E, sem que ela soubesse,
devolveu humanidade aos meus dias.
Nos seus olhos havia a inocência
que o mundo ainda não havia aprendido a ferir.
Amei aquele pequeno ser
como se o destino, por um breve instante,
tivesse me permitido ensaiar a eternidade.


Mas algumas almas não conhecem o repouso.


São mares em permanente tempestade,
capazes de afogar até quem mergulha
com a intenção de salvá-las.


Eu não enxerguei.


Não porque me faltassem olhos,
mas porque o amor, quando se torna absoluto,
transforma a verdade na primeira vítima.


No fim, descobri que beijava uma ilusão
e abraçava um vazio que tinha o teu nome.


Desde então, ninguém mais conseguiu entrar.


Não por falta de beleza.
Não por ausência de bondade.
Mas porque existe uma porta
que só se fecha uma única vez na vida.


Hoje, meu coração não sangra.


Pedras não sangram.


Elas apenas carregam, em silêncio,
o peso de todas as ruínas que sobreviveram ao tempo.


E, se um dia alguém perguntar
qual foi o maior amor da minha existência,
não direi teu nome.


Direi apenas que houve uma primavera
tão intensa,
que foi capaz de transformar todas as estações seguintes
em inverno.

Não te esqueci


Em cada esquina que eu passar nas madrugadas vou continuar  te encontrando sejam através das músicas, sejam em cada copo de cachaça ou sejam em cada abraço de saudades dados nas mulheres sem rostos.


As noites tem se tornado por vezes frias e demoradas, ou densas e cheias de narrativas vazias, mas em nenhuma delas posso dizer que esqueci de você.

Amor Latente


Houve um amor tão imenso
que fez do meu peito um santuário
e dos meus olhos, devotos cegos da tua luz.
Amei-te com a força que antecede a criação,
com a fé insensata de quem acredita
que um único abraço pode ressuscitar a alma.


Entreguei-te tudo.
Até aquilo que eu jamais soube nomear.


Mas a verdade não anuncia sua chegada.
Ela rompe o silêncio como uma lâmina,
e o primeiro golpe sempre é nos olhos.


Quando enfim despertei,
o paraíso que eu jurava habitar
não passava de um templo erguido sobre ilusões.
Toquei tuas lembranças
e elas se desfizeram como cinzas entre meus dedos.


Então compreendi:


o amor e o ódio jamais foram inimigos.
São a mesma chama
condenada a mudar de cor.


O amor que um dia me deu fôlego,
que devolveu vida ao que havia morrido em mim,
foi o mesmo que, ao revelar seu verdadeiro rosto,
ensinou meu coração a sangrar sem morrer.


Hoje carrego apenas o silêncio.
Porque não existe escuridão mais cruel
do que a luz que revela
que todo o infinito vivido por dois
existiu apenas dentro de um.

A ÉTICA DOS QUE SEMEIAM E O DESTINO DOS QUE COLHEM NOS MEANDROS INSALUBRES DOS PRÓPRIOS DESVIOS DE COMPORTAMENTO.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Escritor:Marcelo Caetano Monteiro.
Poucos patrimônios resistem tão incólumes à erosão do tempo quanto a integridade moral. Civilizações ascendem e declinam, fortunas são acumuladas e dissipadas, prestígios florescem e desaparecem ao sabor das circunstâncias; entretanto, o caráter permanece como o mais sólido testemunho da verdadeira grandeza humana. É na discrição das escolhas cotidianas, e não no esplendor das aparências, que se revela a estatura ética de um indivíduo.
A moral não se sustenta sobre discursos eloquentes, tampouco sobre demonstrações ocasionais de virtude. Ela manifesta-se na coerência entre aquilo que se pensa, o que se proclama e aquilo que efetivamente se pratica. Toda dissociação entre esses elementos produz, cedo ou tarde, uma fratura interior que nenhuma aparência consegue ocultar.
Há quem compreenda que toda conquista deve ser fruto do mérito, da honestidade e da consciência tranquila. Outros, porém, escolhem percorrer os meandros insalubres dos próprios desvios de comportamento. Alimentam-se da intriga, da maledicência, da desinformação, da deslealdade e do julgamento precipitado, supondo que a degradação do próximo lhes conferirá alguma forma de superioridade. Não percebem que, ao obscurecerem a reputação alheia sem fundamento, apenas tornam mais visível a pobreza dos próprios argumentos.
A verdadeira inteligência jamais necessita da agressividade para afirmar-se. O saber autêntico é naturalmente sereno, porque reconhece que toda convicção pode ser enriquecida pelo diálogo. É precisamente essa serenidade que distingue o espírito instruído daquele que apenas acumula opiniões.
Há uma diferença intransponível entre quem busca vencer um argumento e quem busca compreender a verdade. O primeiro teme o diálogo; o segundo o procura, porque sabe que a verdade jamais se enfraquece quando submetida ao exame da razão.
A crítica, quando nasce do conhecimento, representa um dos instrumentos mais nobres do progresso intelectual. Foi assim que avançaram a filosofia, a ciência e o próprio Espiritismo. Allan Kardec jamais receou objeções fundamentadas; ao contrário, convidava seus leitores a examinarem, confrontarem e verificarem seus ensinos. A crítica esclarecida aperfeiçoa as ideias. Já a crítica destituída de estudo limita-se ao ruído das impressões superficiais.
É por isso que as censuras precipitadas revelam menos acerca do objeto criticado do que acerca da formação intelectual daquele que as formula. Quem verdadeiramente conhece um tema dificilmente recorre ao sarcasmo ou à hostilidade; prefere o colóquio respeitoso, no qual argumentos substituem adjetivos e a razão ocupa o lugar da vaidade.

" Quem estudou profundamente uma ideia não teme debatê-la; quem apenas a imagina conhecida costuma combater caricaturas criadas pela própria ignorância. "

Entre pessoas verdadeiramente civilizadas, a divergência não constitui motivo de hostilidade, mas oportunidade de crescimento recíproco. O respeito preserva a dignidade do interlocutor mesmo quando as conclusões permanecem distintas. Onde existe cultura moral, há espaço para a escuta, para a ponderação e para a humildade intelectual.
Aqueles que insistem em atacar sem compreender, acusar sem investigar e ridicularizar sem conhecer acabam impondo a si mesmos uma silenciosa forma de isolamento. Não porque sejam perseguidos, mas porque o debate sério naturalmente prossegue sem a participação de quem renunciou aos requisitos mínimos da honestidade intelectual. As vozes destituídas de substância raramente permanecem por muito tempo nos ambientes onde prevalecem a razão e o respeito.
Sob a perspectiva espírita, essa realidade adquire significado ainda mais profundo. Allan Kardec ensina que o progresso intelectual, desacompanhado do progresso moral, permanece incompleto. O conhecimento que não conduz à humildade converte-se facilmente em instrumento da vaidade; e a vaidade, por sua vez, obscurece o discernimento, tornando o indivíduo cada vez menos capaz de reconhecer os próprios equívocos.
A história demonstra que as grandes transformações humanas jamais foram edificadas sobre o escárnio ou sobre a insolência. Foram construídas por homens e mulheres que compreenderam que nenhuma ideia se fortalece pela violência das palavras, mas pela solidez dos argumentos e pela nobreza da conduta.
Ao final, cada pessoa colhe exatamente aquilo que semeou em sua própria consciência. Quem cultiva a retidão encontra paz, ainda que atravesse dificuldades. Quem faz da desinformação, da arrogância ou da leviandade o seu método de ação pode experimentar vitórias efêmeras, mas dificilmente alcançará o respeito duradouro daqueles que verdadeiramente pensam.
A ética permanece, assim, como a mais elevada expressão da inteligência moral. Ela não procura humilhar os ignorantes nem silenciar os divergentes; convida-os ao estudo, ao diálogo e ao aperfeiçoamento. Quando esse convite é recusado em favor da crítica pueril, a resposta mais eloquente costuma ser o silêncio sereno. Afinal, a sabedoria não desperdiça tempo disputando espaço com a insensatez; segue seu caminho, enquanto esta se desfaz sob o peso das próprias incoerências.
Fontes:
Aristóteles. Ética a Nicômaco.
Allan Kardec. O Livro dos Espíritos, especialmente as questões 799, 913, 917 e 918.
Allan Kardec. O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XVII – "Sede Perfeitos".
Immanuel Kant. Fundamentação da Metafísica dos Costumes.
Marco Aurélio. Meditações.

Todas as escolhas que fazemos ao longo da vida têm consequências, mas, para quem nasce em uma classe social menos favorecida, o preço de um erro costuma ser muito maior. Muitas oportunidades não voltam, e o tempo perdido dificilmente é recuperado. Por isso, mantenha o foco, discipline sua mente e pense nas consequências antes de agir. Caso contrário, você pode acabar escrevendo arrependimentos em páginas que servirão apenas como testemunho de sonhos que ninguém verá se tornar realidade.

OS MÉDIUNS DE EFEITOS FÍSICOS NO ESPIRITISMO BRASILEIRO. QUANDO OS FENÔMENOS OCORRIAM SEM A VONTADE DO MÉDIUM.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
O estudo da mediunidade demonstra que nem todos os fenômenos dependem da vontade consciente do médium. Desde as pesquisas pioneiras de Allan Kardec, verificou-se que muitos fenômenos surgem espontaneamente, independentemente do desejo daquele que lhes serve de intermediário. Essa realidade foi amplamente documentada em "O Livro dos Médiuns" e na "Revista Espírita", obras nas quais Kardec explica que a faculdade mediúnica é orgânica e natural, podendo manifestar-se antes mesmo de o indivíduo compreender sua origem.
No Brasil, diversos médiuns experimentaram esse tipo de ocorrência. Embora tenham se tornado conhecidos pela psicografia, pela psicofonia, pela vidência ou pelos efeitos de cura, muitos relataram que os primeiros fenômenos surgiram involuntariamente, causando surpresa, receio e, em alguns casos, profundo sofrimento até que encontrassem orientação doutrinária.

A MEDIUNIDADE NÃO SE SUBMETE À VONTADE HUMANA.
Em "O Livro dos Médiuns", Kardec esclarece que ninguém se torna médium simplesmente porque deseja, tampouco deixa de sê-lo apenas por querer. A faculdade mediúnica decorre da constituição orgânica e perispiritual do indivíduo, sendo regulada por leis naturais.
Em muitas ocasiões, o médium percebe ruídos inexplicáveis, movimentação de objetos, percepções espirituais, sonhos lúcidos, visões, inspirações ou comunicações espontâneas sem qualquer intenção consciente de produzi-las.
Esse princípio afasta completamente a ideia de fraude sistemática ou de produção deliberada dos fenômenos, distinguindo a mediunidade autêntica das manifestações provocadas pela imaginação.

CHICO XAVIER. A MEDIUNIDADE ESPONTÂNEA DESDE A INFÂNCIA.
Chico Xavier talvez seja o exemplo brasileiro mais conhecido.
Desde criança via Espíritos, conversava com eles e sofria incompreensão familiar. Não desejava tais experiências, mas elas aconteciam repetidamente.
Entre os episódios documentados encontram-se:
"Visões constantes de Espíritos."
"Comunicações espontâneas."
"Inspirações involuntárias."
"Psicografia que surgia independentemente de planejamento."
Seu desenvolvimento mediúnico ocorreu somente após estudo, disciplina e orientação em centros espíritas, conforme recomendava Kardec.

ZILDA GAMA. PSICOGRAFIA INVOLUNTÁRIA.
Zilda Gama iniciou sua mediunidade ainda jovem.
Relatava receber mensagens que não conseguia impedir de escrever. Muitas vezes, sentia intenso impulso para registrar comunicações cuja origem desconhecia inicialmente.
Posteriormente tornou-se uma das mais respeitadas médiuns psicógrafas do Brasil.

YVONNE A. PEREIRA. SOFRIMENTO MEDIÚNICO DESDE A INFÂNCIA.
Yvonne do Amaral Pereira descreveu detalhadamente suas experiências.
Desde menina via Espíritos, escutava vozes e experimentava desdobramentos durante o sono.
Esses fenômenos ocorriam sem qualquer intenção pessoal e somente foram compreendidos quando passou a estudar a Codificação Espírita.
Ela mesma advertia que a educação mediúnica era indispensável para evitar desequilíbrios.

PEIXOTINHO. EFEITOS FÍSICOS ESPONTÂNEOS.
Carmine Mirabelli e Francisco Peixoto Lins tornaram-se conhecidos principalmente pelos fenômenos de efeitos físicos.
No caso de Peixotinho, diversos pesquisadores relataram fenômenos de materialização, transporte de objetos e manifestações luminosas durante reuniões mediúnicas.
Embora esses fenômenos fossem posteriormente organizados em ambiente experimental, sua faculdade manifestou-se espontaneamente antes do completo domínio disciplinar.

CARMINE MIRABELLI. FENÔMENOS INVOLUNTÁRIOS.
Mirabelli constitui um dos casos mais estudados da mediunidade brasileira.
Desde jovem apresentava:
"Levitações."
"Movimentação espontânea de objetos."
"Escrita automática."
"Xenoglossia."
"Materializações."
Muitos desses episódios ocorriam sem que ele os provocasse conscientemente, despertando a atenção de médicos, cientistas e pesquisadores nacionais e estrangeiros.

O QUE KARDEC ENSINA.
Kardec afirma que:
"A mediunidade não representa santidade."
"Não constitui privilégio moral."
"Pode manifestar-se em qualquer pessoa."
"Necessita educação, disciplina e finalidade útil."
"O fenômeno isolado jamais basta para comprovar uma verdade espiritual."
Por isso, o Espiritismo valoriza muito mais as consequências morais do que o espetáculo dos efeitos físicos.

EXEMPLOS DE FENÔMENOS ESPONTÂNEOS.
Entre as manifestações registradas na literatura espírita destacam-se:
"Batidas inteligentes."
"Movimentação de móveis."
"Apports, ou transporte de objetos."
"Psicografia automática."
"Psicofonia involuntária."
"Vidência."
"Audiência espiritual."
"Desdobramento durante o sono."
"Curas mediúnicas."
"Materializações em reuniões especializadas."

A IMPORTÂNCIA DO ESTUDO.
Kardec jamais recomendou que alguém buscasse fenômenos extraordinários.
Ao contrário, ensinou que toda faculdade mediúnica deve ser submetida ao estudo, ao controle universal do ensino dos Espíritos, ao exame racional e à observação criteriosa.
Quando surgem espontaneamente, os fenômenos constituem oportunidade de aprendizado, jamais motivo para vaidade, superstição ou fanatismo.
Os maiores médiuns brasileiros demonstraram justamente essa postura. Em vez de explorar o extraordinário, dedicaram suas vidas à caridade, ao estudo e ao aperfeiçoamento moral, confirmando que a verdadeira grandeza da mediunidade não reside no fenômeno em si, mas no serviço prestado ao próximo.
FONTES:
"Allan Kardec", "O Livro dos Médiuns".
"Allan Kardec", "Revista Espírita".
"Allan Kardec", "Obras Póstumas".
"Hermínio C. Miranda", estudos sobre mediunidade.
"Yvonne do Amaral Pereira", obras autobiográficas e mediúnicas.
"Ranolfo Prata", biografia de Chico Xavier.
"Elias Barbosa", "No Mundo de Chico Xavier".
"Canuto Abreu", pesquisas sobre Carmine Mirabelli.

#Espiritismo #AllanKardec #OLivroDosMédiuns #Mediunidade #ChicoXavier #YvonnePereira #Peixotinho #CarmineMirabelli #EfeitosFísicos #RevistaEspírita #DoutrinaEspírita #FenômenosMediúnicos

A poesia nunca foi um lugar para gente limpa.
Os que procuram perfume nas palavras deveriam comprar flores de plástico. Duram mais e não fazem perguntas.
Um poema de verdade chega cheirando a cigarro velho, sangue seco e cerveja derramada sobre um balcão onde ninguém acredita em finais felizes. Não nasceu para ser recitado em auditórios cheios de gente elegante. Nasceu para estragar o jantar de alguém.
As pessoas querem versos educados. Querem metáforas que façam carinho na culpa, rimas que embalem o sono, autores que peçam desculpas por existir.
Que se danem.
A poesia não veio ao mundo para ser simpática. Veio para arrancar o verniz das coisas. Para lembrar que existe mais ódio escondido atrás de um sorriso do que em um punho fechado. Mais luxúria atrás de uma oração do que em muitos quartos de motel. Mais mentira em um discurso bonito do que na boca de um bêbado.
Os melhores versos não conversam.
Eles entram sem bater.
Sentam na sua sala.
Bebem a última cerveja.
Acendem o último cigarro.
Olham nos seus olhos e dizem aquilo que você passou a vida inteira tentando esconder de si mesmo.
É por isso que incomodam.
Porque toda boa poesia é uma acusação escrita com tinta.
E toda acusação verdadeira deixa cicatrizes.
Se um poema termina e você continua exatamente a mesma pessoa, então aquilo era só tinta sobre papel.
Não poesia.

Nada mais, nada menos, nem completo nem carente, somente o suficiente.

Um laço feito na intenção errada, pode te enforcar.

ALLAN KARDEC E O VERDADEIRO COMBATE AO MATERIALISMO: A REFORMA MORAL COMO CAMINHO DO PROGRESSO DA HUMANIDADE.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Introdução.
Allan Kardec mostrando jamais restringiu o materialismo apenas ao ateísmo filosófico.
“O verdadeiro significado do materialismo segundo a Codificação Espírita”, demonstrando que o apego às posses, ao egoísmo, ao orgulho e às paixões inferiores também constitui expressão do materialismo moral.
“Questões 147 e 148 de O Livro dos Espíritos”, analisando por que alguns homens de ciência chegam ao materialismo e por que a ciência verdadeira jamais conduz necessariamente à negação da alma.
“O comentário magistral de Allan Kardec”, explicando as consequências sociais e morais do pensamento materialista.
“A missão do Espiritismo segundo a questão 799”, relacionando o combate ao materialismo com a educação moral da humanidade.
“O progresso moral acima do progresso intelectual”, utilizando as questões 798, 799, 800, 917 e 982, além de “A Gênese”, “O Livro dos Médiuns” e a “Revista Espírita”.
“O materialismo moral dos próprios espíritas”, mostrando que alguém pode acreditar nos Espíritos e continuar profundamente materialista quando permanece dominado pela avareza, orgulho, vaidade, consumismo, ambição, egoísmo e culto exagerado aos bens transitórios.
“A verdadeira espiritualização”, explicando que ela consiste na reforma íntima, na educação dos sentimentos e no desapego consciente, jamais no abandono das responsabilidades materiais.
“Conclusão”, demonstrando que destruir o materialismo significa restaurar no homem a consciência da imortalidade da alma, da responsabilidade pelos próprios atos e da supremacia dos valores espirituais sobre os interesses passageiros da Terra.
Ao final, incluirei uma seção de “Referências” baseada exclusivamente em fontes doutrinárias confiáveis, incluindo:
“Allan Kardec” “O Livro dos Espíritos” “O Livro dos Médiuns” “O Evangelho segundo o Espiritismo” “A Gênese” “Revista Espírita” “ESDE” “Emmanuel”, por intermédio de Chico Xavier, quando complementar e plenamente compatível com a Codificação.
#Espiritismo
#AllanKardec #Materialismo #ReformaÍntima #ProgressoMoral #OLivroDosEspíritos #DoutrinaEspírita #VidaFutura “#FilosofiaEspírita” “#EducaçãoMoral” “#Autoconhecimento” “#LeiDoProgresso” “#ImortalidadeDaAlma” “#EvangelhoSegundoOEspiritismo” “#RevistaEspírita”

O SUAVE SENHOR.

"AMAMOS ASSIM, POR NÓS MESMOS."
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.

"Mau servo que fui, pois fiz apenas o que o meu suave e manso Senhor me pediu."

Existe uma forma de amar que ainda negocia. Ama enquanto é amado; serve enquanto é reconhecido; perdoa enquanto não é profundamente ferido. É um amor legítimo em seus primeiros passos, mas ainda condicionado pelas expectativas do ego.

Jesus, porém, inaugurou outra medida.

Seu amor não aguardava reciprocidade. Não florescia porque o mundo era bom; florescia porque Ele era bom. Sua misericórdia não dependia da conversão imediata daqueles que o perseguiam. Seu coração permanecia fiel à Lei Divina mesmo quando os homens lhe ofereciam ingratidão, abandono e a cruz.

É por isso que o Evangelho apresenta a imagem inesquecível do pai que jamais entrega uma pedra ao filho faminto:

"Ou qual dentre vós é o homem que, se seu filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra?... Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhe pedirem." (Mateus 7:9–11)

Que extraordinária revelação!

Jesus não está apenas ensinando sobre a bondade de Deus. Está convidando cada consciência a tornar-se semelhante ao Pai. O discípulo aprende que o bem não deve ser resposta ao comportamento alheio, mas expressão natural do próprio Espírito.

Amamos assim, por nós mesmos.

Não porque o outro mereça.

Não porque haverá recompensa.

Não porque seremos compreendidos.

Mas porque, ao amar, preservamos a paz da própria consciência.

Quem odeia permanece ligado ao objeto do seu ódio. Quem alimenta o ressentimento torna-se prisioneiro da ofensa que desejava esquecer. O perdão, portanto, não absolve apenas o ofensor; antes de tudo, liberta quem perdoa.

Sob a luz do Espiritismo, compreendemos que toda ação moral grava-se no Espírito. Cada gesto de benevolência fortalece nossas faculdades superiores. Cada renúncia ao orgulho enfraquece antigas imperfeições. O beneficiado imediato pode até ser o próximo; contudo, a transformação mais profunda acontece naquele que pratica o bem.

Por isso Jesus não mandou amar apenas os amigos.

Mandou amar os inimigos.

Esse ensinamento seria absurdo se dependesse da simpatia. Porém, torna-se perfeitamente lógico quando entendemos que o amor cristão não é sentimento de preferência, mas decisão consciente de jamais responder ao mal com o próprio mal.

O Cristo sabia que ninguém prejudica mais a si mesmo do que aquele que alimenta o ódio.

Quando estendemos a mão ao caído, não enriquecemos apenas sua caminhada. Iluminamos a nossa.

Quando consolamos alguém, nossa própria alma aprende a linguagem da esperança.

Quando perdoamos, quebramos correntes invisíveis que nos prendiam ao passado.

Quando servimos, diluímos lentamente o orgulho que, durante séculos, sustentou nossas quedas.

Assim, o amor deixa de ser favor concedido ao próximo para tornar-se necessidade espiritual daquele que ama.

Amamos assim, por nós mesmos.

Porque desejamos conservar limpa a consciência.

Porque não queremos carregar o peso da amargura.

Porque escolhemos permanecer fiéis ao Cristo, ainda que o mundo não compreenda.

Porque servir ao bem é servir à própria evolução.

Talvez seja esse o sentido mais profundo das palavras do Mestre quando afirmou:

"Aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração."

Sua mansidão jamais foi fraqueza. Era o domínio completo de si mesmo. Sua humildade jamais significou submissão à injustiça. Era a perfeita consciência de viver inteiramente unido à vontade do Pai.

E nós? Ainda caminhamos.

Tropeçamos muitas vezes. Confundimos amor com dependência, perdão com esquecimento, caridade com reconhecimento.

Mesmo assim, seguimos.

Cada esforço sincero aproxima um pouco mais nossa alma daquele Modelo e Guia que jamais ofereceu pedras quando lhe pediam pão e que, mesmo recebendo espinhos dos homens, continuou distribuindo esperança.

Se algum dia pudermos dizer que amamos sem exigir recompensa, servimos sem esperar aplausos e perdoamos sem contabilizar ofensas, então teremos compreendido uma pequena parcela da grandeza do Evangelho.

Nesse dia, talvez também possamos repetir, com humilde gratidão:

"Fiz apenas o que o meu suave e manso Senhor me ensinou."

E descobriremos que, ao amar o próximo, jamais fizemos um favor a ele. Fizemos um bem, antes de tudo, à nossa própria alma.

Fontes

Bíblia Sagrada: Mateus 5:43–48; Mateus 7:9–11; Mateus 11:29; Lucas 6:27–36; Lucas 11:11–13; Lucas 17:10.

O Evangelho Segundo o Espiritismo, especialmente os capítulos XI (Amar o Próximo como a Si Mesmo) e XII (Amai os Vossos Inimigos).

O Livro dos Espíritos, questões sobre a lei de amor, justiça e caridade (629, 886 e correlatas).

Vou continuar escrevendo,
continuar sonhando,
continuar encontrando
novos versos para você
Se eu te amo eu te poetizo
Se eu te poetizo eu te amo

Minutos de alegria
(Mauro A Evaristo)

Das 24 horas do seu dia
Quais foram os minutos de alegria?
Na hora do seu alimento
Qual fez lembrar do bom sentimento?

Das tantas horas do seu dia
Qual foi aproveitada com plena alegria?
Na hora que tirou pra descansar
Em qual minuto percebeu que estava lá?

Das intensas horas do seu dia
Qual delas trouxe aquela harmonia
Em que sentiu a plenitude de viver,

Qual minuto sentiu em simetria
A ponto de olhar pra si e perceber
Que existe poder infinito em você?

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