Pensamentos Mais Recentes

Quando começamos a comparar as religiões, aparece algo fascinante: elas discordam profundamente sobre o que acontece depois da morte, mas muitas concordam que a maneira como vivemos agora importa.

Se você acredita que existe eternidade, pode viver esta vida com esperança.
Se você considera que talvez esta seja a única vida, pode viver esta vida com presença.
Em ambos os casos, esta vida importa.
Porque, se existe algo depois, este momento é uma parte da sua jornada.
E, se não existe, este momento é ainda mais precioso porque é tudo aquilo que temos.
Talvez a pergunta mais honesta não seja “o que existe depois da morte?”
Talvez seja:
“Se eu nunca conseguir descobrir essa resposta enquanto estiver viva, como quero viver enquanto ainda posso fazer perguntas?”

Você não passou bilhões de anos sofrendo porque ainda não existia. Simplesmente não havia uma experiência subjetiva daquele período.
A possibilidade pode assustar enquanto estamos vivos porque somos seres conscientes tentando imaginar a ausência da própria consciência. E isso é quase como tentar usar os olhos para enxergar a própria ausência de visão.
Talvez por isso a morte seja um dos maiores mistérios humanos.

Todos nós fazemos isso, diante da morte: imaginar o inimaginável.
Porque existe uma dificuldade quase absurda nessa questão.
Se a consciência continuar depois da morte, queremos saber como será.
Se ela não continuar, não haverá um “eu” para experimentar o nada.
E aqui existe um paradoxo fascinante.
Se realmente não houver consciência depois da morte, você nunca experimentará estar morto.
Não haverá escuridão eterna.
Não haverá silêncio eterno.
Não haverá uma pessoa pensando “estou no nada”.
Porque não haverá alguém ali para experimentar coisa alguma.

A pessoa proba é ímpar. Logo, manter uma relação profissional, afetiva ou de amizade com alguém que não confiamos é algo improvável.

“Eu passei por algo que mudou minha maneira de enxergar a morte.”

Às vezes, “não sei” é intelectualmente mais honesto do que construir uma certeza inteira em cima de uma experiência subjetiva.

Não transformar aquilo que eu desejo que seja verdade em aquilo que afirmo saber.
Eu posso acreditar em Deus e dizer:
“Eu creio na vida eterna, mas não consigo demonstrar empiricamente como ela funciona.”
Também posso dizer:
“Tenho dúvidas sobre a existência da consciência depois da morte, mas continuo acreditando em Deus.”
E posso ainda dizer:
“Não sei.”

“Eu acredito em Deus, mas às vezes considero intelectualmente possível que a consciência termine com o corpo.”

Um Deus criador não precisaria necessariamente ter criado seres humanos eternos. Poderia ter criado organismos temporários, conscientes durante determinado período, destinados simplesmente a existir, experimentar, amar, criar, sofrer, aprender e depois deixar de existir.
E, curiosamente, isso não necessariamente destruiria o significado da vida.
Talvez até o aumentasse.
Se eu soubesse que uma música terminaria depois de cinco minutos, isso não faria os cinco minutos deixarem de ser música.
Se uma flor dura alguns dias, isso não significa que sua existência foi inútil.
Se uma vida dura algumas décadas, talvez seu valor não esteja em durar para sempre, mas em ter acontecido.

“Deus pode muito bem ter feito todos nós para viver determinado tempo e depois ir embora, desintegrando-nos para sempre.”

Talvez aquilo que chamamos de “contato espiritual” seja uma experiência produzida pela consciência enquanto estamos vivos.

Durante o sono, nosso cérebro produz experiências extremamente convincentes sem que exista necessariamente um estímulo externo correspondente. Podemos conversar com alguém que morreu, visitar lugares impossíveis, sentir medo, amor, dor, saudade e até experimentar uma presença com uma realidade emocional impressionante.

ESUS NÃO É DE DIREITA NEM DE ESQUERDA


Jesus não pertence à direita.
Jesus não pertence à esquerda.
Jesus pertence ao amor, à paz, à vida e à compaixão pelo próximo.


O que me entristece é ver pessoas falando em nome de Deus e de Jesus enquanto espalham ódio, intolerância, preconceito e divisão — algumas chegando até a defender a morte como resposta para aqueles que pensam ou vivem de maneira diferente.


Mas que evangelho é esse?


Como falar de amor ao próximo enquanto desejamos a destruição do outro?
Como falar de perdão enquanto alimentamos a vingança?
Como falar de Deus enquanto transformamos nossas diferenças em motivos para odiar?


Jesus ensinou a amar o próximo, acolher, perdoar e fazer o bem. Não ensinou a odiar quem pensa diferente.


Talvez devêssemos ter mais cuidado antes de colocar Deus ao lado das nossas próprias convicções.


Porque Deus não precisa da nossa raiva para defender Sua verdade.


E talvez a maior prova de fé não seja gritar que estamos do lado de Deus, mas conseguir agir com amor justamente quando seria mais fácil responder com ódio.

Perceber uma figura numa sombra, enxergar rapidamente um vulto pelo canto dos olhos ou sentir alguma presença não demonstra que exista um espírito ali. O cérebro humano é uma máquina extraordinariamente eficiente em encontrar padrões. Às vezes tão eficiente que encontra um rosto onde existe apenas uma cortina mal iluminada. O cérebro prefere inventar um significado a olhar para uma mancha e declarar: “não faço ideia do que é isso”. Pequeno dramático.

A ciência, até hoje, consegue estudar a consciência enquanto existe atividade cerebral. Ela consegue observar relações entre estados cerebrais e percepção, memória, sonhos, emoções e experiências subjetivas. Mas a pergunta fundamental permanece aberta: a consciência é produzida pelo cérebro ou o cérebro é, de alguma maneira, um instrumento através do qual a consciência se manifesta?
Não temos uma resposta definitiva.

Uma hipótese filosófica perfeitamente possível: e se a consciência depender inteiramente do cérebro e, quando o cérebro deixa definitivamente de funcionar, a experiência subjetiva simplesmente termina? Nesse cenário, sonhos, vultos, pareidolia, sensação de presença e até experiências espirituais aconteceriam enquanto o organismo ainda está vivo, porque é durante a vida que existe um cérebro produzindo experiência.

"Nada mudará — nem eleições, nem acordos bilaterais, nem o fim das guerras — se a humanidade não começar a pensar coletivamente, como se fôssemos um só."

A curiosidade sobre a eternidade pode ser filosófica e espiritual. Não precisa virar um experimento.

Nem sempre o milagre se parece com aquilo que imaginamos que um milagre deveria parecer.

Às vezes esperamos que Deus se manifeste através de algo espetacular: uma luz, uma voz, uma aparição, um sinal impossível de ignorar. Só que a experiência religiosa de muitas pessoas é justamente o contrário. Não há espetáculo. Há silêncio. Há uma situação aparentemente sem saída e, depois, existe um novo dia.

Jesus não prometeu que todo aquele que morreria teria necessariamente uma experiência de túnel, luz ou encontro visual com ele. O que ele prometeu foi muito mais específico e profundo:
“Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá.”
João 11:25

Nós passamos a vida inteira construindo coisas em cima de uma realidade que sabemos ser temporária. Casa, dinheiro, livros, projetos, relações, planos, sonhos. E, no fundo, sabemos que um dia teremos de deixar tudo.
Talvez seja justamente por isso que uma experiência de quase perder a própria vida possa mudar tanto a percepção de uma pessoa.
Depois de chegar perto do precipício, o simples fato de acordar no dia seguinte deixa de parecer banal.
O café deixa de ser apenas café.
Uma conversa deixa de ser apenas uma conversa.
Um animal deitado perto da gente deixa de ser apenas um animal.
Uma manhã comum começa a carregar uma espécie de solenidade.

Construa pontes, não temos mais tempo para levantar muros. É tempo de acesso a novas oportunidades.
__________💚___________

3601 🗳️ Meu Cunhado FANFO está muito ansioso com a Eleição Presidencial. Objetivamente ansioso com o Resultado da Eleição, é óbvio. O Candidato dele, segundo ele, 'já está Eleito'. Daí, também, a razão porque o chamamos (ou o denominamos) FANFO.