Pensamentos Mais Recentes
Qual o propósito de quem é atípico a um código que parece incompleto perante sua perspectiva de realidade? O trabalho do bem é invisível em uma sociedade egoísta?
Glóbulos brancos se sentiriam deslocados em suas funções, caso se comparassem com a maioria de glóbulos vermelhos e suas funções de existir.
Hora caveira viva, hora caveira morta.
Somos seres mais inconscientes que conscientes. E para onde o consciente direciona, o corpo as vezes padece.
Ações ecoam no mundo, existir é resistir. O propósito é o bem comum. Quem tem espírito de líder nasceu pra guiar, mas a realidade é que a sociedade explora isso, não reconhece e lambe botas do chefe padrão, que parece normal e respeita hierarquias abusivas para segurar a imagem.
O que te move? O que silenciamos e qual o custo?
As vezes deixamos nossos guias para trás por influência e alienação da matéria, e o vazio que elas causam.
Não existe cópia do que é original.
O peso de ser original é não ter manual do que sentir e muitas tentativas de silenciamento de quem se silenciou.
Caminho das águas
Hileia Amazônica,
Oceano verde
Recortado por veias
De águas barrentas
Que descem para o leste
Selvagens e violentas.
Caminho das águas
Que vai para o mar,
Com teus afluentes,
Igarapés, furos e paranás,
Estradas da vida que corre em frente
E não pára jamais.
Carhuasanta, Lloqueta, Apurímac, Ene,
Tambo, Ucayali, Marañon, Solimões.
Pra mim tu és Amazonas,
Entre todos o maior,
Que desce dos Andes
Até o Marajó.
Autor: Silvano Pontes.
Amazonas em poesias.
O que são palavras e títulos?
Se eu te convidasse para entrar em minha nave e te levasse para um novo planeta que atendesse a todas tuas necessidades existências e essenciais. Preferirias ainda assim seguir a cultura medieval de outro planeta?
Evoluir dói. Mudar processos incomodam pessoas acomodadas, evoluir processos mais ainda. Para pessoas muito rigidez pode ser quase insuportável.
Mas formas mais eficientes de promover uma realidade justa precisam de mudança.
Comportamentos de 1929 já se comprovarsm ineficientes.
O sistema precisa cuidar da experiência humana do onboarding ao offboard.
O trabalho humano já entregou o suficiente para que o essencial seja facilmente produzido e entregue na sua mesa. O acúmulo de riqueza justifica a mão de obra remanescente da adaptação de tecnologias e justa recompensa pela feitoria delas.
O humano não precisa que assinem um papel falando que ele pode construir uma casa com o próprio esforço deles. É uma grande oportunidade de processo para enriquecimento da cultura brasileira e patrimônio humano.
Vamos ampliar as cidades.
Casa para todos!
Bater não é errado quando se bate pouco, mas sim quando se bate na pessoa errada, ou por motivos errados.
A afinidade transita pelo conhecido e pelo que em nós se reconhece; não pertencer é mais do que ter saído, é nunca ter estado.
A dor você não controla no seu próprio corpo, ela vai embora quando passa, mas o sofrimento só para se você ir atrás de tratá-lo.
Viva o hoje, pois o que você ama só vai ser amado no presente, no passado você só tinha o medo de perder, mas no futuro, só restará saudades.
Sotaque não se corrige — se celebra.
É raiz que fala, memória que respira,
é a terra moldando a palavra
na boca de quem a carrega.
No chiado leve do Rio de Janeiro,
no ritmo firme de São Paulo,
na doçura mansa de Minas Gerais,
no vento aberto do Rio Grande do Sul,
e na cadência viva do Pará,
onde o falar carrega rios, florestas e histórias —
há vozes que não cabem na gramática,
mas vivem inteiras na identidade.
Cada fala é um mapa invisível,
um retrato que não se desenha,
mas se ouve.
Não há língua mais certa que a outra,
há caminhos diferentes para dizer o mundo.
E em cada som, em cada jeito,
o Brasil se reconhece plural.
Valorizar o sotaque
é reconhecer o outro —
e, no eco da diferença,
descobrir que somos muitos
e ainda assim, um só.
Hierarquias, medidas e proporções existem com tudo bonito nada seria bonito, com tudo feio nada seria feio, quando é tudo negativo não há comparativo, e sem comparação todo parâmetro é nulo
A discordância percorre solos férteis, onde as ideias tendem a avançar; a intolerância quase sempre se instala em campo estéril, onde tudo já secou por dentro.
Soneto para Parintins
Minha terra é bonita
Outra terra igual não há,
É o melhor lugar do mundo
Pra viver e amar.
Se eu pudesse escolher
Um lugar para morar
Tenho toda a certeza
Que eu não iria te trocar.
No interior tenho o rio e a floresta
Criações, plantações, caça e pesca,
Na cidade tenho uma casa para morar.
O que mais posso precisar?
Só me falta uma palmeira
Pra cantar o sabiá.
Autor: Silvano Pontes.
Amazonas em poesias.
O amor só existe no presente. Colecionar memórias não é uma regra sobre a forma do humano amar.
Afetos e memórias são relativas.
O painel de controle interior para amar foi esquecido em meio a tanta alienação.
Podemos construir um futuro incrível juntos ou padecer em guerras imaginárias movidas ao ego de predadores de crianças e bebês.
Meus próximos perderam a confiança em mim por não saber guardar segredo.
Na verdade o que acontece é que sou bom ouvinte, só que os segredos que me contam ao invés de eu as guardar acabo esquecendo, quando, onde, como, porque e o que me contaram como segredo..
No meio ao segredo foram ditas coisas engraçado que não levei em conta a seriedade do conto do segredo, fiquei mas entretido nas piadas do que no segredo..
Mas já aconteceu mesmo..
A adaptação talvez seja a forma mais decisiva da inteligência; a inteligência acha o melhor caminho, mas a adaptação atravessa os obstáculos de qualquer caminho.
Igarapé do Boto
Igarapé:
Caminho de canoa;
Caminho do tempo,
Que trás a lembrança
Da minha infância.
Em tuas águas tranquilas
Aprendi a nadar
E muitas histórias
Tenho para contar,
Você nem imagina!
Uma canoa cheia d'água
Era a minha piscina.
Em tuas águas pesquei
E de manja brinquei,
Para a escola eu remei
E com outras canoas
Eu aporfiei.
Igarapé:
Caminho de canoa,
Caminho do tempo,
Não te troco por outro,
Pra sempre querido,
Igarapé do Boto.
Autor: Silvano Pontes.
Amazonas em poesias.
Filho do Boto
Eu sou filho do Boto
Do Boto eu vim
O meu sangue é de guerreiro
Guerreiro parintintin.
Dos meus desafios
Nunca vou desistir
Pois, cada um deles
Me trouxeram aqui.
Andei de canoa no igarapé,
Na longa estrada
Também fui a pé.
Não temo o banzeiro,
Eu sou filho do Boto
Caboclo matreiro.
Autor: Silvano Pontes.
Amazonas em poesias.
