Pensamentos Mais Recentes
Tentar apartar briga de ministros sem um Macallan de 300 mil a garrafa é como entrar em um arena de leões sem chicote: melhor manter a distância, porque nesse teatro o povo só assiste, e no fim ainda paga a conta.
Benê Morais
Sintonia
Tem alguma coisa acontecendo quando conversamos.
Não sei explicar direito.
Às vezes começamos falando de uma coisa
e, quando percebemos,
já estamos em outro assunto, rindo, brincando
ou simplesmente compartilhando pensamentos.
Sem esforço.
Sem precisar medir cada palavra.
É como se houvesse uma sintonia
que não precisasse ser combinada.
Você entende algumas coisas
que eu nem precisei explicar.
E eu gosto disso.
Gosto dessa facilidade que existe entre nós.
Num mundo onde tantas relações
parecem exigir esforço para funcionar,
é bonito encontrar alguém
com quem simplesmente acontece.
E quando acontece assim...
A gente percebe.
Enquanto o Mundo Passa
Nem sempre dá para falar de amor. Há sentimentos que perdem um pouco da sua verdade quando tentamos transformá-los em palavras. Eu, pelo menos, prefiro viver o amor.
Prefiro sentir. Abraçar demoradamente, como quem encontrou no corpo do outro um lugar onde o tempo não tem pressa. Sentir o teu calor junto ao meu, ouvir o teu coração bater forte e perceber que o meu, quase sem querer, procura o mesmo compasso.
Amar, para mim, é isso: ter sentimentos que não precisam de explicação, sonhos que começam a pertencer a dois, vontades que encontram abrigo na presença de alguém. É querer estar perto sem precisar de motivo. É olhar para você e esquecer, por alguns instantes, que existe alguma coisa além de nós.
Talvez por isso eu não saiba falar de amor como quem conhece sua definição. Eu conheço o amor pelo toque, pelo abraço, pela saudade que nasce antes mesmo da despedida, pelo desejo silencioso de permanecer.
Não quero entender tudo o que sinto. Algumas coisas bonitas demais se desfazem quando tentamos explicá-las.
Quero apenas você perto.
Quero sentir teu coração contra o meu e deixar que eles conversem na linguagem que somente dois apaixonados compreendem.
E enquanto estivermos assim, que o mundo siga o seu caminho, contando suas horas, inventando suas urgências.
Que ele viva.
Que ele passe.
Porque, quando estou com você, não tenho nenhuma pressa de acompanhá-lo.
Eu Te Amo no Silêncio
Eu te amo.
E escolho te amar no silêncio, porque nele meu amor não conhece rejeição.
No silêncio, posso guardar você sem precisar explicar o tamanho do que sinto. Posso dizer seu nome dentro de mim e imaginar todas as palavras que talvez meus lábios jamais tenham coragem de pronunciar.
Prefiro te olhar à distância.
Não porque queira você longe, mas porque de perto seria impossível esconder o que meus olhos certamente entregariam.
Há uma beleza em você que me desarma.
E quando você se aproxima, tudo aquilo que ensaiei esconder perde o sentido. Minha prudência se desfaz, minhas certezas se confundem e meu coração parece esquecer que prometeu permanecer calado.
Por isso fico aqui, nessa distância pequena para os olhos e imensa para quem ama.
Talvez você nunca saiba.
Talvez algum dia perceba.
Mas existe algo estranhamente bonito em amar assim: sem possuir, sem exigir, sem interromper o caminho de quem se ama.
Eu te amo no silêncio porque ali ainda posso ter você sem perder você.
Mas confesso:
há dias em que o silêncio pesa.
Porque todo amor escondido sonha, secretamente, com o instante em que deixará de ser segredo.
E se algum dia você olhar demoradamente para mim, talvez descubra aquilo que minha boca tanto tentou esconder:
eu nunca estive apenas te olhando.
Eu estava te amando.
O Formato da Alma
Às vezes nos esprememos tanto para caber que esquecemos até o formato da nossa alma.
A alma também tem contornos. Tem lugares onde se alarga, desejos onde respira, sonhos onde encontra espaço para existir. É feita das coisas que amamos, das palavras que acreditamos, das delicadezas que guardamos e até das cicatrizes que aprendemos a carregar.
Mas, quando queremos muito pertencer, começamos a dobrá-la.
Dobramos uma vontade para não desagradar. Escondemos uma verdade para não perder alguém. Encolhemos um sonho para não parecer demais. Silenciamos aquilo que sentimos para continuar cabendo.
E a alma vai cedendo.
Um pouco hoje, outro pouco amanhã.
Até que aquilo que era inteiro começa a viver apertado dentro de nós.
Talvez venha daí um cansaço que o sono não resolve. Não é o corpo pedindo descanso. É a alma cansada de passar os dias numa forma que não é a sua.
Porque há lugares em que não precisamos partir para desaparecer.
Desaparecemos ficando.
Ficamos tanto tempo tentando caber que, quando finalmente conseguimos, já quase não estamos lá.
Mas nem todo lugar foi feito para nos receber.
E não caber não significa ser grande demais, difícil demais ou errado demais. Às vezes significa apenas que aquele espaço nunca teve o tamanho da nossa alma.
Talvez partir, então, não seja desistência.
Talvez seja desdobrar-se.
Devolver à alma cada parte que escondemos, cada sonho que diminuímos, cada verdade que calamos. E permitir que ela, depois de tanto tempo encolhida, volte lentamente ao seu formato original.
Porque existem lugares onde não precisamos diminuir nada para permanecer.
Lugares onde a alma pode chegar inteira.
E talvez pertencer seja exatamente isso:
encontrar onde podemos existir sem precisar desaparecer.
Ainda Bem Que Acordei a Tempo
Há uma canção interpretada por Ney Matogrosso que começa com uma imagem que sempre me impressionou: alguém tem um pesadelo e consegue acordar a tempo.
Hoje fui eu quem teve esse pesadelo.
Sonhei que você estava indo embora.
E naquele instante senti um vazio que não sabia que existia dentro de mim. Vieram sentimentos estranhos, medos que nunca havia experimentado, uma angústia quase sem sentido.
Sem sentido?
Não.
Hoje eu sei que não.
É que me acostumei com você.
Mas não esse acostumar que transforma alguém em rotina e faz sua presença perder o encanto. É justamente o contrário. Acostumei-me a ter você tão profundamente perto de mim que sua existência começou a fazer parte da minha própria maneira de existir.
Você está nos meus pensamentos.
Está naquilo que escrevo, naquilo que sinto, nas decisões que tomo e até nas coisas que observo quando caminho sozinho.
Você se tornou inspiração.
Tornou-se uma espécie de luz nos caminhos que ainda não sei percorrer.
Talvez você nem perceba.
Talvez nem goste de tudo aquilo que escrevo para você. Talvez algumas das minhas palavras pareçam exageradas e alguns dos meus sentimentos grandes demais. E quando tento transformar esse carinho em gestos, você quase nunca aceita.
Então encontrei outro jeito.
Eu escrevo.
Escrevo porque o papel não recua quando meu coração se aproxima.
Escrevo porque existem sentimentos que minhas mãos não conseguem entregar, mas minhas palavras conseguem alcançar.
Escrevo porque, quando não posso colocar alguma coisa diante de você, coloco um pedaço de mim numa frase e deixo ali.
Talvez seja essa a maneira que encontrei de amar você sem invadir o seu espaço: transformando sentimento em palavra.
Por isso aquele pesadelo me assustou tanto.
Não foi simplesmente imaginar você partindo.
Foi imaginar o silêncio que ficaria depois.
Quem estaria nos meus pensamentos?
Para quem eu escreveria aquelas coisas que somente você consegue despertar?
Onde colocaria todas essas palavras que nascem justamente porque você existe?
Então acordei.
E você ainda estava aqui.
Foi quando percebi que alguns pesadelos não chegam para anunciar uma perda. Às vezes, chegam apenas para nos mostrar o tamanho daquilo que temos enquanto ainda temos.
E eu tenho você na minha vida.
Talvez não da maneira que meus sonhos inventam.
Talvez não da maneira que meu coração gostaria algumas vezes.
Mas tenho sua presença, sua importância e tudo aquilo que você desperta em mim.
E isso significa muito.
Por isso, se algum dia você encontrar entre meus papéis tantas palavras falando de amor, não estranhe.
Elas existem porque você existe.
Ainda bem que aquele pesadelo terminou.
Ainda bem que acordei a tempo.
Porque até para transformar um pesadelo em poesia, de algum jeito, eu preciso encontrar você dentro de mim.
Te amo.
Enquanto Durar a Viagem
Hoje parei um pouco para pensar na vida e percebi uma coisa tão simples quanto assustadora: somos passageiros.
Chegamos sem saber exatamente onde começa a nossa viagem e seguimos sem conhecer a última estação. Entre uma coisa e outra existe esse breve intervalo a que chamamos vida.
E como passa rápido.
Talvez rápido demais para tanta coisa que adiamos.
Passamos por lugares bonitos sem olhar pela janela. Encontramos pessoas extraordinárias e nem sempre percebemos os mistérios que carregam. Economizamos abraços, adiamos palavras, escondemos sentimentos como se tivéssemos recebido a garantia de que haverá outra oportunidade.
Mas ninguém nos prometeu a próxima parada.
Por isso quero viver diferente.
Se sou passageiro, quero aproveitar todas as estações. Quero olhar pela janela. Quero descer quando alguma coisa bonita chamar minha atenção. Quero conhecer pessoas, ouvir histórias, descobrir mistérios e permitir que a vida ainda consiga me surpreender.
Quero sentir tudo aquilo que tenho direito de sentir.
E quero amar aos extremos.
Não quero economizar “eu te amo” para ocasiões especiais. Se eu amar você hoje, quero dizer hoje. Se sentir vontade de abraçar, quero abraçar. Se você me fizer feliz, quero que saiba. Se eu puder provocar seu sorriso, quero fazê-lo. E se conseguir arrancar de você uma daquelas gargalhadas que fazem esquecer por alguns segundos todas as preocupações do mundo, então alguma coisa deste breve passeio já terá valido a pena.
Porque você é minha companheira nesta passagem.
Não sei quantas estações ainda existem diante de nós. Ninguém sabe.
Mas enquanto estivermos no mesmo caminho, quero fazer da sua presença uma celebração.
Quero que você se divirta.
Quero que viva.
Quero que cada momento tenha a dignidade de ser único, justamente porque jamais voltará a acontecer da mesma maneira.
Talvez seja isso que finalmente estou compreendendo:
não precisamos decifrar completamente o amor para vivê-lo.
Podemos inventar nossa própria maneira de amar bonita, vasta, intensa, imperfeita e verdadeira.
Um dia, inevitavelmente, nossa viagem chegará à última parada.
Mas quando esse dia vier, eu não quero olhar para trás lamentando todos os sentimentos que tive medo de viver.
Quero poder dizer:
eu estive aqui.
Eu senti.
Eu amei.
Eu vivi.
E, durante uma parte preciosa dessa breve e misteriosa viagem, tive a felicidade de ter você sentada ao meu lado.
Se você não vier alegrar a minha sexta-feira,
tenha certeza...
eu serei a alegria
no sábado de alguém.
Não é ameaça,
é amor-próprio.
Quem não valoriza a minha presença,
vai ter que lidar com a minha ausência.
*- Saul Belezza*
1626 📜 O que sei sobre a Primeira Dama? Já que perguntam... Sei que só existe uma Primeira Dama, assim como só existe um Presidente, embora tentem dizer e mostrar que há outros. Sei, também, que algumas das Minhas Vizinhas têm ódio dela, porque, além de ser Primeira Dama, ela tem marido. Sei mais: sei que quando aquelas mesmas Vizinhas falam da Primeira Dama, o alvo mesmo é o marido dela e a próxima Eleição, Eleição que o marido dela já venceu, por enquanto, 5 vezes (e pelo Voto).
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Não para aí... Sei que tenho visto tantas Tentativas, no Folhetim 𝙏𝙚𝙣𝙩𝙖𝙢 𝙏𝙐𝘿𝙊, 𝘾𝙤𝙣𝙨𝙚𝙜𝙪𝙚𝙢 𝙉𝘼𝘿𝘼, que Boquiabro-me e Gargalho! Sei só isso! Tá bom?
🤭 😁
A angústia humana não vem do fato de o universo ser cruel, mas do fato de o universo ser completamente indiferente.
A "identidade" é um construto narrativo inventado para dar coesão a um aglomerado de células que tenta adiar a própria entropia.
Reflexão de vida
"Um caminho te leva a vários lugares.
Mas a direção certa... Só Deus te dá."
@Suédnaa-Santos
O Respeito Diante do Espelho.
A nossa evolução espiritual exige que tenhamos a mesma firmeza e delicadeza para tratar o próximo e a nós mesmos. Humilhar-se perante quem ostenta poder ou rebaixar-se diante das ilusões do mundo é esquecer que trazemos em nossa intimidade uma centelha de luz que merece ser honrada. Não devemos aceitar a injustiça contra nós com a mesma convicção com que não devemos praticá-la contra os outros. O auto-respeito caminhará sempre de mãos dadas com a fraternidade universal, mostrando que a verdadeira nobreza não se curva diante da soberba alheia e nem esmaga a fragilidade de quem está ao lado.
Todo dia a vida me ensina.
A não gastar meu preciso tempo, com fanáticos, sejam do segmento que for.
O Equilíbrio da Igualdade.
O mesmo orgulho que nos faz olhar com superioridade para quem julgamos menor, é o que nos leva a nos humilhar diante daqueles que consideramos maiores. Essa oscilação do ego adoece a nossa jornada espiritual, pois nos afasta da verdade essencial de que somos todos iguais em dignidade. A verdadeira sabedoria reside em compreender que o valor de uma alma não se mede pelas aparências, cargos ou posses do mundo material. Quando aprendemos a tratar cada indivíduo com o mesmo respeito profundo, libertamos o nosso coração da necessidade de competir ou de se rebaixar, encontrando a paz na nossa própria identidade.
Odeio os momentos em que parece que a minha cabeça é sempre a coisa mais difícil de carregar de tão pesada.
O silêncio, os pensamentos, os olhares, a postura, aquilo que estiver, ou não, fazendo.
É um teste. Um teste de nós com nós mesmos. Um teste de tolerância própria e individual. Um teste de carregar o próprio peso, sem os outros olhares, sem ninguém observando, avaliando e opinando.
Como você se sente? Bem? Mal? Abra o coração e deixe que os sentimentos mais enraizados saltem para fora.
Está aí. Tudo está aí. Você os conhece, sabe o que significam (ou ao menos o que deveriam, verdadeiramente, significar).
É difícil, duro, cru e por vezes insuportável, mas, também, esclarecedor, maleável, criativo, e, talvez a parte mais importante, necessário.
Se, um dia, finalmente chegar o momento em que me perguntem como eu realmente me sinto, talvez eu responda, de uma vez por todas, que sempre carrego comigo o sentimento de que fui jogado no mundo sem qualquer consentimento prévio meu, e obrigado, dia após dia, a me adaptar e aprender a viver de uma maneira minimamente organizada, inteligente, madura e com qualidade.
Digo talvez, porque nunca sei se um dia vou me sentir verdadeiramente confortável para decidir compartilhar uma experiência tão profunda, significativa e íntima minha com mais alguém.
Cada dia parece uma briga e um exercício diferentes para mim. Eu sinto a necessidade furiosa e quase insatisfeita de estar alerta a quase todo momento; a sensação de ter que estar preparado, para o bom e para o ruim. Em geral eu me sinto estressado, eufórico e, em especial, machucado: tudo ao mesmo tempo.
A vida machuca. Viver machuca. Viver dói. Estar vivo é não encontrar paz mesmo estando com ela, pois mesmo aí, lá no fundo, os pensamentos inconscientes e ruminosos continuam a passar e vibrar, lembrando que estar vivo é estar acordado — sentindo, processando, pensando, acumulando emoção, colocando-a pra fora — às vezes furiosamente e de forma quase agressiva —.
Talvez a minha resposta... seja apenas a de uma pessoa que reconhece o fato de estar vivo — e de como isso fascina e pesa, ao mesmo tempo.
O mundo, por si só, não é capaz
de trazer paz às pessoas, mas
as pessoas são capazes de
construir um mundo de paz
para todos.
