Pensamentos Mais Recentes
Como as águas escuras do Rio Negro, cheias de mistérios, assim eu te imagino.
Me desconcerto com teus encantos; beleza estonteante que me torna simples, e eu me deixo levar.
Pode até me chamar de Solimões — serei apenas o curso do seu prazer.
O Inventário do Tempo
Trinta e sete anos é o tempo exato que a memória leva
para transformar o luto em monumento. As décadas passaram
como forças erosivas, mas falharam em desgastar o essencial:
o incêndio absoluto dos teus cabelos ruivos e a lucidez
cortante dos teus olhos verdes que desafiam o esquecimento.
Para quem vive da arquitetura das palavras, a tua ausência
não é um vazio abstrato, mas uma presença muito concreta,
uma matéria densa que molda o contorno de tudo o que escrevo.
O tempo limpou o excesso e o sentimentalismo ruidoso do peito,
deixando apenas a estrutura firme daquilo que nunca morre.
O que resta hoje é uma sobriedade clássica e definitiva,
a crônica de uma partida que fixou a tua imagem na eternidade.
Tuas cores vivas não desbotaram com o avanço dos invernos;
permanecem salvas da decadência dos anos pelo registro exato,
gravadas para sempre na folha em branco através da narrativa.
O mundo seguiu o seu curso perecível, confuso e esquecido.
Aqui, contudo, a tua existência permanece totalmente intacta,
guardada com zelo no ponto mais alto e frio da minha história.
Testemunha do tempo e também o guardião dessa eterna memória,
deixo registrado o fato que o destino jamais apagará.
AnjoPoeta
Nota sobre ela
Nas noites de insônia ela tem o hábito de perambular por suas vielas, becos, por seus cantos, recantos e esconderijos secretos acompanhada apenas por seus pensamentos minguantes. Atravessa pontes que levam a lugar nenhum; sobe e desce os degraus sombrios do seu interior; visita os porões do medo, enfrenta seus fantasmas obscuros, briga com o sono que não vem mas, de manhã ressurge nova, certa de que mesmo à margem de seus abismos jamais deixará de ser inteira, íntegra e verdadeira.
A Anatomia da Ausência. Há trinta e sete anos a realidade perdeu a saturação. O tempo, esse artífice paciente, tentou desbotar a moldura dos dias, mas fracassou diante da nitidez da memória: o incêndio suspenso dos teus cabelos ruivos e a profundidade quase mineral dos teus olhos verdes continuam intactos, imunes ao desgaste das décadas. Três décadas e meia não são um intervalo cronológico; são a geografia de uma falta que aprendi a habitar e a traduzir em prosa.O luto inicial, outrora ruidoso e cortante, cedeu lugar a uma sobriedade arquitetônica. Não há espaço para o lamento fácil ou para o adorno da rima vazia. O que resta é a crônica fria e digna de uma permanência silenciosa. A tua partida fixou os fatos; a minha escrita apenas os documenta, resgatando do esquecimento o contorno exato da tua existência.O mundo lá fora segue o seu curso caótico e perecível. Aqui dentro, contudo, a tua imagem permanece congelada em sua melhor versão, salva pelo registro cirúrgico da palavra.Documento o tempo, arquivo a saudade. AnjoPoeta.
Não deixe que o mundo apague quem você é; ouça o chamado da sua alma e tenha a coragem de ser, finalmente, quem você nasceu para ser.
Somos nosso próprio esqueleto.
O cranio de nossas emoções fruto da evolução existencial atravessa nossos pensamentos...
Somos dívidas por cinco parte na fogueira de vaidades na essência somos apenas poeira falante...
... culpar o outro
é uma espécie de mantra obrigatório
da natureza humana: um desavergonhado contorcionismo destinado a encobrir
nossos fartos deslizes e
caprichos!
Equilíbrio no limite
Os dias estão às raias da loucura,
Estamos vivendo todos no limite.
Em meio a esses momentos de amargura,
É um peso que ninguém admite.
Buscam-se meios de sair da letargia,
E quebrar esse ciclo de sobrecarga,
Enfrentar o que antes eu temia,
Largar o que pesa nessa descarga.
É preciso acalmar o sistema nervoso,
Respirar constante e na mesma cadência.
Fazer o contrário é deveras perigoso,
Melhor manter a calma numa só frequência.
É um desabafo de todos nós isso,
Não podemos segurá-los sozinhos.
É urgente, não sejamos omissos,
Sejamos as águas que movem moinhos.
E juntos façamos esse compromisso!
Raimundo Nonato Ferreira
Maio/2026
Por aonde passar, a lei de vir e ir livre na contante o passado se torna ecos do futuro... lapsos da grandeza humana...
Foguetes parte aos ceus deixando para tras a vontade de entender a magia do universo.
Podemos contemplar as grades da nossa própria prisão.
Podemos esta num mundo desdenhamos a vida...
Por tāo pouco somos filhos do desconhecido... abrangente nos próximos capítulos da humanidade.
Mais mesmo assim somos que somos nada além do que somos.
Ser e pensar olhar não quer dizer que mundo mudará,
Mais o olhar será parte do sou diante do sou.
No mundo mundos tem o poder de olhar de mundar a sociedade o indivíduo o que tem si so próprio lamento, a luz do desconhecido ilumina o ser humano um dia iluminara a humanidade.
Em diversos mercados de arte no mundo, a criação de um projeto, inserção e catalogação das obras de um artista em catálogo raisonné que é a compilação definitiva de toda a obra conhecida de um artista ou de um recorte específico de sua produção de uma fase ou técnica, muitas vezes inicia a ser elaborado em vida. Tanto o projeto como o catalogo, funcionam como uma biografia oficial documentada do artista e das suas obras, servindo como a principal ferramenta para atestar a autenticidade e a autoria, junto ao mercado de artes e em seus desdobramentos, valorizando e certificando o trabalho em muito, por ser tratar de uma obra original.
Quando se define um caminho, é como seguir uma trilha já percorrida: os obstáculos deixam de ser o problema. — Ws. Gaspar
Quando você mente para si mesmo, seu caminho se obscurece; logo, quando você define uma direção, ele é iluminado como um farol. — Ws. Gaspar
" Se tua arrogância, e o teu dinheiro, 💰 te faz, senti melhor que alguém? A doença e a morte, está para nos ensinar, que não somos nada, porque o dinheiro não compra tudo..."
Um Poeta em Anonimato.
O mundo sem o homem seria melhor?
Meus pensamentos voam na solitude da minha vida, mesmos diante o mundo caminhamos so na imensidão do universo.
O homem destroi seu meio ambiente para viver aonde no futuro viverá?
Velo meus olhos tento esperar a tal da sensatez. Que ouço rumores irracionais... barulhos que floresta não mas, vai ser mar verde cheio de vida nos mantem vivos, calo me em silêncio olho olhar triste que mundo ja foi o que esta se tornado... tento mudar o pensamento daqueles leem um pouco dos meus pensamentos tortos e garrrajudos mais sou apenas um na multidão.
