Pensamentos Mais Recentes

"O cérebro não registra a realidade como ela é, mas sim como ele escolhe interpretá-la."

Choro por dentro, pois por fora, esvaziei.
Corro pelo conhecimento, mas hoje não consigo tocá-lo.
Simplesmente molduro, pois o tempo é escasso, mas um dia espero tocá-lo.
O tocar que se transforma em prazer, pois parar e aprender custa tempo, e o tempo não consome o todo. O todo que é o conhecimento, do qual sentes sede de devorar.

O céu sempre nos mostra o que precisamos saber.

Ainda sei o seu nome

Seu sorriso…
Seu sorriso já me salvou.

Houve, no meu mundo, um espaço chamado você.
Um templo que ainda me dá forças.

Ali, a hostilidade era sinônimo de adeus.
A hostilidade não encontrava entrada, porque os sentimentos só têm valor quando são verdadeiros.

Mas, depois daqui, quando tudo termina, esse espaço e esse momento se dissipam. O coração dá a ordem, e o manto do fim surge em uma bifurcação do caminho. Agora, sigo só.

Foi como uma explosão diante dos olhos. E foi nesse instante que senti ter doado meu sono ao tempo.

O momento doce acaba.

A sensação é a de uma esfera que se abre, e entrar nela é a única opção possível. Então, você vê o seu mundo girar, enquanto é lançado na estrada da vida.

Sem saber quando outro porto seguro surgirá e quando virá o sinal para que a esfera pare de girar; tampouco onde o renascimento do amor poderá acontecer novamente.

Ou não.

Tudo fica, quando a gente se vai. Às pessoas e às coisas logo tomam algum rumo, se acostumam e esquecem da nossa existência.Do nosso rosto, da nossa voz, do nosso esforço... Enfim.
Por isso, se cuide.


- Joseanne Karla Rodrigues

Entre a obsessão e a obstinação sendo o querer a qualquer custo, há uma linha tênue que separa a razão da insanidade.

O tempo é um tecido que se desfaz nas mãos da rotina: fios compridos de ontem se soltam em fiapos que caem no chão do quarto. Às vezes, tentamos costurar as bordas rasgadas com promessas — pontos rápidos, gesto apressado —, mas a agulha escorrega porque a memória tem vida própria. Há bolsos escondidos nesse pano onde guardamos cheiros e conversas; aberto, o bolso revela bilhetes amarelados, recibos de encontros que não se repetirão. Quando chove, as cores do tecido sangram, e aquilo que jurávamos ser permanente vira aquarela. Ainda assim, entre os rasgos, nas pontas soltas, encontram-se nós que salvam: abraços que prendem retalhos, risadas que emendam dois instantes. À noite, alguém passa a mão sobre a superfície e sente calor — uma prova de que, apesar do desgaste, o tecido ainda guarda corpo. Não é zelo que evita o desgaste, é atenção: escolher com que cuidado dobramos as horas, com que delicadeza tratamos as sobras. O resto, inevitável, se desfaz; e, no espaço que surge, podemos aprender a costurar novas formas de presença.

Se ser bom em ser bom
é um pecado.
Bom... como não ser bom
ainda é errado?

é um bom dia para um abraço

Quero ser um pregador tão bom, mas tão bom, a ponto de não dizer uma só palavra e ser entendido.

Não gasto ENERGIA à toa.
 
Desde que paguei minha primeira conta de luz,


aprendi que ENERGIA custa caro. 






obs. não é sobre energia elétrica.

A paz que Jesus dá não é ausência de conflitos, mas é maturidade para se ter serenidade na hora da adversidade.

"Às vezes, a estupidez revela mais sabedoria do que mil palavras lançadas ao vento."

Inserida por isely_dourado

Sobre a Luanna


Recentemente, peguei-me assistindo a um filme que jamais saberia apreciar;
A beleza de sua história, em outros tempos, eu a desprezaria.
Mantinha meus gostos atrelados à situação à qual me impus,
Não que estivesse enganado — apenas fui omisso com a vida.


Então, foi ao olhar para você, libertando a própria alma,
Apesar das cicatrizes marcadas em seu corpo,
Cingiu-se de amor, esperança e alegria,
E buscou a luz nas trevas para refletir àqueles que se encontravam nela.


Outrora, minhas noites, de tão escuras, fizeram-me esquecer da lua,
Que seguia em seu contínuo e incansável ofício, mesmo sob o céu noturno.
Agradeço por isso: por oferecer a luz e a cura de sua grande jornada,
Pois hoje eu recrimino as nuvens por não me permitirem contemplá-la.


Desejo que brilhe, mesmo que ainda que lhe peçam ou a convençam do contrário.
Quero que persista, mesmo quando sentir que não consiga.
Queria ter forças para sair da noite e, enfim, aceitar o dia;
Mas, enquanto eu tiver a lua, eu sei que isso me bastará.


DRAL

Do apagão ao intenso brilho,
penso com o coração,
para que o meu raciocínio encontre 
- na e em - 
paz : sentido.

O diabo não gasta flecha com quem já jaz caído.  
Para os que se afogam na ilusão, ele oferece banquete e riso,  
para que durmam tranquilos no berço da distração,  
sem ouvir o eco da própria ruína.


Mas aos que sangram de pé,  
aos que seguram a fé como quem segura a vida,  
a esses ele persegue.  
Porque são os únicos que ainda podem escapar.  
E é deles que ele quer roubar a alma,  
arrastando-os para o brilho falso da sua festa.


A festa e o ilusionista 
Por marcio melo

Às vezes, com certos amigos, você se dá conta de que sozinho está melhor acompanhado.

Você se dá conta, às vezes, de que com certos amigos sozinho você está melhor acompanhado.

"O conhecimento ergue a mente como quem ergue uma casa: abre janelas, amplia os cômodos.  
Só que ao clarear os cômodos, ele mostra quem não consegue mais morar ali com você."


Marcio Melo

Manifesto:
 Pelo Humano por Trás da Máscara


Nós não somos a soma das nossas etiquetas.  
Não somos um conjunto de pautas, identidades e algoritmos.  
Somos pessoas contraditórias, com medo, desejo e uma história que não cabe em 15 segundos.


Durante décadas escondemos o medo atrás de máscaras.  
Hoje expomos tudo e chamamos de liberdade.  
Mas expor sem escolher virou uma nova prisão: livre pra ser tudo, preso pra não ser nada por tempo suficiente pra virar real.


A tradição assusta porque lembra o que nos sufocou.  
O novo assusta porque ameaça o chão que conhecemos.  
E no meio desse choque, a gente esqueceu do mais básico: ver o outro como gente, não como categoria.


Identidade não pode virar armadura.  
Quando vira, protegemos a imagem e matamos o encontro.  
Quando vira, discutimos, performamos, cancelamos — mas não nos tocamos.


Não vamos trocar uma desumanização pela outra.  
Não vamos trocar o silêncio forçado pela gritaria vazia.  


Queremos um espaço onde seja possível nomear sem congelar.  
Mudar sem ser apagado.  
Errar sem ser cancelado.  
Ficar em silêncio sem ser acusado.


O futuro não vai ser construído por quem grita mais alto,  
mas por quem tem coragem de parar, olhar nos olhos, e perguntar:  
“Por trás dessa máscara, quem é você?”


Porque no fim, nunca foram os lobos na árvore.  
Sempre foi o medo que a gente se recusou a encarar.  
E é hora de encarar.


Se você também está cansado de performar e quer voltar a existir, compartilha isso.


Análise 
Psicossocial 
Por marcio melo

Com certos amigos, às vezes, você se dá conta de que sozinho você está melhor acompanhado.

"Quem é você?"
É a pergunta que a identidade-armadura não aguenta, porque ela exige resposta sem etiqueta, sem hashtag, sem palco.


E a resposta que você deu depois é o contragolpe:  
A árvore não precisa declarar “sou árvore” o tempo todo. Ela só é.  
O gato não passa o dia explicando por que não é cachorro. Ele caça, dorme, mia. Pronto.


O problema começou quando a gente esqueceu que ser humano também tem um “só ser”.  
A gente trocou o ser pelo provar, pelo performar, pelo justificar.


Então a pergunta pra Gen Z e pras que vêm depois não é “qual identidade você escolhe hoje?”.  
É: o que sobra de você quando tira todas as identidades?


Se a árvore tirasse a casca, ainda seria árvore.  
Se o gato tirasse o pelo, ainda seria gato.  
Se você tirar as máscaras, ainda sobra algo que não precisa de aprovação pra existir.


É aí que mora o “quem é você” de verdade. E é isso que nenhuma pauta, geração ou algoritmo consegue te dar ou tirar.


Por Marcio Melo

Sigo sendo a condução das condições
e das condições a condução.
Do nunca mais ao infinito,
da planta dos pés ao coração.

Do caos ao cosmos existe um abismo. A sabedoria constrói a ponte; a obediência atravessa pela fé.

Não me acho. 
Me sinto.
Me penso
e (me) reflito.