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Pensamentos Mais Recentes

Como o vento eu destruo, mas também ajudo. Como os raios eu reluzo a minha luz, com o sol queimo as vosas peles, como o oceano, não tenho limites e sigo minha própria profundidade

Às vezes parece que o mundo, parece ficar contra nós, e é difícil entender... não faz lógica. Parece que cada passo que a gente dá, algo tenta puxar o tapete. A cabeça ferve, o cansaço bate e a gente se pergunta por que as coisas precisam ser tão pesadas às vezes.
Mas aí, no meio dessa falta de lógica, eu olho para você. E percebo que, se o mundo lá fora está uma guerra, aqui dentro a gente tenta ter paz, a lógica deixa de ser sobre as contas, os problemas ou as lutas, e passa a ser sobre a gente.
A gente é o que faz sentido quando nada mais faz. É no seu olhar, no nosso vomos juntos, que eu encontro o motivo para levantar amanhã e tentar de novo. Porque o mundo pode até estar contra, mas enquanto a gente estiver um pelo outro, ele não vence.


DeBrunoParaCarla

Carla, tem dias que o corpo parece que não vai obedecer, a cabeça dói de tanto pensar e as batalhas tanto as de fora quanto as que a gente trava aqui dentro de casa parecem querer vencer a gente. Eu confesso que, às vezes, o cansaço é tanto que dá vontade de largar tudo, de parar de lutar.
Mas aí eu olho para o lado e vejo você. Eu não posso ser covarde. Eu não posso abandonar quem sempre esteve aqui, quem conta comigo e quem eu escolhi para a vida. Hoje ouvi a história de alguém que foi deixado sozinho no meio do caos, e isso me fez pensar: a gente pode até não se entender às vezes, o mundo pode estar desabando, mas a gente não se solta.
Se eu parar um segundo e olhar para o que realmente importa, eu vejo que é aqui que eu devo estar. A gente é mais forte junto, mesmo quando eu me sinto fraco. Obrigado por estar no meu lado, mesmo quando tudo parece difícil demai.


DeBrunoParaCarla

O mundo em preto e branco


não é capaz de me capturar.


Tem gente que até vai à Igreja —


e não aprendeu a rezar.






E se um poderoso falar


que vai jogar uma bomba atômica,


há quem tenha a capacidade de 


amenizar.






Eu, como sou poesia,


não posso me calar.


Vou até a multidão


ao coração falar.

A mente corrompida faz de um homen um machista!

A gente não precisa de muito pra ser feliz. Basta o teu abraço no fim do dia e aquela conversa jogada fora que cura qualquer cansaço. Te amar é a minha certeza mais bonita.


DeBrunoParaCarla

Entre tantas correrias, você é a minha pausa. Não é sobre perfeição, é sobre a gente se escolher todo santo dia, do jeito que a gente é.


DeBrunoParaCarla

Eu gosto do nosso amor assim, sem filtro e sem ensaio. Gosto do jeito que a gente se entende no meio da bagunça, da nossa risada do nada na cozinha e de como o meu dia melhora só de saber que você tá por perto.
Tem gente que busca o amor em grandes fogos de artifício, mas eu encontrei o meu na paz, na luta, não é fácil, mas sei que você me traz, amor e esperança. É na segurança da sua mão na minha e na certeza de que, não importa o que aconteça lá fora, aqui dentro a gente se resolve.
Obrigado por ser meu lugar seguro e por fazer o comum virar especial. Te amar é a parte mais bonita e verdadeira da minha rotina.


DeBrunoParaCarla

Eu vejo você e enxergo um futuro que eu nem sabia que queria, mas que agora não abro mão. É um amor que não grita, mas que ecoa em cada detalhe, em cada cuidado, em cada vez que nossos olhares se cruzam e eu percebo que, entre tantas escolhas no mundo, a melhor de todas sempre será você


DeBrunoParaCarla

Fatiamos tanto o tempo em inícios e finais que acabamos esquecendo que somos eternos.

Somos herança… mas também ruptura.


Carregamos no sangue histórias que não escolhemos: medos antigos, crenças silenciosas, padrões repetidos como ecos de quem veio antes. A hereditariedade nos molda, nos inclina, nos sussurra caminhos mas não nos aprisiona. Porque há algo além.


Somos também o resultado das experiências que nos atravessam. Cada dor, cada escolha, cada queda… tudo esculpe camadas sobre o que já existia. Mas ainda assim, isso não nos define por completo.


Há uma centelha mais profunda: a consciência que observa tudo isso. Aquele ponto interno que percebe os padrões, questiona as origens e decide se vai repetir… ou transcender.


Não somos apenas reflexo. Somos também o espelho que pode se quebrar.


Existe em nós a capacidade de negar o destino imposto, de desafiar a própria natureza herdada. Onde muitos veem identidade fixa, há, na verdade, potencial de reinvenção.


Ser humano não é só carregar o passado.
É ter a ousadia de recriar a si mesmo, mesmo sabendo de onde veio.


E talvez a pergunta mais honesta não seja “quem somos?”
Mas sim: até onde estamos dispostos a ir para deixar de ser apenas o que fomos programados para ser?

"A 'SORTE' costuma visitar aqueles que estão ocupados demais planejando, trabalhando e perseverando."

Existe uma diferença silenciosa entre querer alguém e não aceitar perdê-lo.
E você vive exatamente nesse lugar.

​O RITUAL DAS MÃOS LIMPAS
(A reconstrução da essência)

​Às vezes me pego pensando no tempo; olho o relógio que teima em ficar torto no armário da cozinha. Estou sempre endireitando-o, como se ele captasse minha inconstância entre o despertar e o anoitecer.

Houve uma época em que acreditei que o vazio daquela dor seria um inquilino permanente. Ela ocupava os cantos da casa, sentava-se à mesa e, silenciosamente, projetava uma sombra que parecia maior do que minha própria estatura.

Foi um período de invernos internos, onde o sofrimento não era visitante, mas o cinzel que, golpe após golpe, removia o que eu julgava ser essencial.

​Foi uma caminhada de olhos vendados; eu só via a terra árida, como em um deserto sem oásis. O que eu não sabia, enquanto as feridas ainda estavam abertas, é que aquele mesmo cinzel esculpia a mulher que vejo hoje no espelho.

Talvez não fosse apenas dor, mas a mágoa e a incredulidade de percorrer tal caminho. Com uma ironia cruel, esse processo me quebrou, mas também me reconstruiu, fortalecendo minha essência e dignidade.

​Mas chega o dia em que a maturidade nos ensina que tudo passa; até a sombra na memória torna-se um fardo inútil. Olhei para o passado e vi o rastro que ficou — linhas mal traçadas num bloco de anotações que insistiram em projetar esse "risco" na minha jornada.

Por muito tempo, tentei justificar ou curar o que não me pertencia. Hoje, o silêncio substituiu o lamento.
​Em um gesto quase litúrgico, faço como Pilatos: lavo as minhas mãos.

Deixo que a água leve os resquícios daquela influência, o peso e a poeira dos dias em que me senti pequena. Não há ódio, pois o ódio ainda é um vínculo; há apenas a indiferença da libertação.
​Sigo sem olhar para trás.

A sombra ficou onde as luzes não chegam e eu, finalmente, descobri que o idioma da minha pele agora só traduz liberdade. Volto a olhar o relógio torto na parede que, ironicamente, parece entender o que sinto.

​Foi naquela terra de chão batido que fui plantada. Deixei de ser raiz seca para me tornar árvore frondosa, cujos galhos são como braços enormes e as folhas como dedos de Deus. Observando o dia nublado — cinza como aqueles dias de outrora —, vou até a pia, respiro fundo e encaro o espelho:

​"Sei que, às vezes, posso parecer louca, mas é exatamente nessa insanidade que meus pensamentos revelam que hoje sou completamente sã."

​Num ato profético, repito o gesto de Pilatos e, definitivamente, saio de cena.

Lu Lena / 2026

Você não me ama. O que te inquieta não é a minha ausência, mas a possibilidade de eu existir inteira em outro lugar — longe do alcance do que você nunca soube cuidar.

Culpe a sua própria consciência quando a sua alma cometer alguma transgressão espiritual.

Nem sempre quem foi forte ontem continua forte hoje.
E quem está no topo agora… pode cair amanhã se relaxar.
A vida não respeita títulos, passado ou promessas.
Ela responde à consistência diária.
Disciplina hoje.
Foco hoje.
Trabalho hoje.
Porque no jogo da vida, não vence quem começou melhor…
vence quem não para.

O Inventário do Invisível


Talvez não tenhas me perdido num golpe,
num corte súbito de adaga ou de vontade.
Foi, antes, um desatar de nós mansos,
um esquecer-se de ser por pura distração da memória.
Não houve o estrondo da renúncia,
apenas o passo que, de tanto não voltar,
esqueceu o rastro do caminho.


Havia, outrora, um vulto, um breve estio,
um pólen de mim que pousava em teus dias;
uma cintilação de que eu, de algum modo,
atravessava o teu horizonte.
Hoje, o que resta é o vácuo, essa arquitetura muda.
E o silêncio não é ausência de som,
é o peso de um espaço que desistiu de ser preenchido.


Talvez não tenha faltado querer,
talvez tenha sobrado tempo, esse rio voraz
que carrega as margens que não são de pedra.
E eu, náufrago de um cais que nunca se firmou,
procuro o instante preciso da minha transparência:
quando foi que meus passos deixaram de ecoar no teu chão?
Ou terá sido minha alma, em seu delírio,
que desenhou cidades onde havia apenas deserto?

O nada não é o oposto do tudo; é o eco de uma presença que se cansou de esperar.

“Quando a base fala da sua realidade concreta”

Tenho medo...De que o que eu pensei que era verdade, seja apenas uma alucinação passageira...


Oh céus! Me dê seu amor, mesmo que só por um instante...
Como posso estar tão ciente de que isso não ocorrerá? 
De que nunca terei sua atenção? 


Óh, céus! Me quebro em pedaços,
Sinto algo que não pode ser correspondido, 
Uma carta enviada de volta...sem resposta...


Me desespero e procuro me acalmar de baixo dos alámos, que tentam me consolar...
Mas suas ações não colaboram...
Me vejo em um campo de Jacintos amarelos...
Com o céu estendendo seu véu nebuloso e se desperando junto de mim...
Posso estar exagerando, 
Atordoada com a esperança de estar realmente alucinando. 


Enquanto isso, vago pelo campo de rosas amarelas, procurando resposta em minhas próprias lembranças e reflexões, mas aparentemente essa neblina em meu caminho não vai sair tão cedo e irei me perder nele, me juntando ao vazio de não saber

Bombas Atômicas


Duas delas foram desejadas
para a minha Nação
por um falastrão
no mês de julho do ano passado.
E foram tratadas como linguagem figurada, mas por mim — não! 


Duas bombas jamais
da memória passarão!


Uma foi desejada para o Sul
da minha Nação
por outro falastrão
no mês de março.
E foi tratada como piada,
mas por mim — não! 


Uma bomba e a desqualificação
da memória jamais passarão!


Outras foram lançadas,
e outras estão sendo desejadas
para esta noite pelo maior canastrão
para acabar com outra Nação. 


Uns desejam tudo,
menos que se abram a consciência
e que não punam os cúmplices 
dos Arquivos de Epstein, mas eu não!


Bombas atômicas não são coincidência, não!

O ser humano é uma criatura simples viciada em fabricar a própria complexidade.

Eu necessito, eu necessito…
como quem já não distingue desejo de falta,
como quem arde por dentro
sem saber onde termina o fogo.


Necessito sentir você
não só na pele,
mas no intervalo das coisas,
no silêncio entre uma palavra e outra,
no espaço onde o mundo desacelera.


Necessito estar perto…
perto o suficiente
pra que tua respiração bagunce a minha,
pra que tua presença dissolva
o excesso que me transborda.


E, ainda assim,
no meio de toda essa fome,
há uma pausa em você
que me salva do excesso
que, contraditoriamente,
é tudo o que eu mais necessito.

Não perco o hábito 
de olhar para o céu, 
Tendo a consciência 
que a constelação 
está contida nos teus 
preciosos olhos,
Que tocam absolutos 
os meus sonhos, 
E faço nenhuma 
questão de disfarçar.


Embora no instante 
somente tenho o rumo,
e não a possibilidade,
A liberdade é prumo
que se desfaz e bússola.
Mesmo sem prever,
e sem saber para onde 
haverá de seguir o seu;
O meu batimento 
tem sido todo pelo teu.


No Sarv-e Abarkuh,
com tiara trançada 
de rosas damascenas,
romãs, damascos e maçãs,
nas poéticas cestas, 
A vontade de enfrentar 
o mundo na noite longa,
O céu que pode 
cair a qualquer hora
- não me apavora -;
a glória pertence só
de fato a quem ousa. 


Bombas e império não 
podem contra nada
contra o tempo e o amor,
e nem nunca terão 
o êxito de capturar;
Custe o que custar
e leve o tempo que durar,
nunca conseguirão 
conquistar ou derrotar.