Pensamentos Mais Recentes

A ALMA É JUSTAMENTE O CAMPO NO QUAL O LIVRE-ARBÍTRIO TRANSFORMA AQUILO QUE RECEBEMOS NAQUILO QUE NOS TORNAMOS.

O MAGO POSSUI GRANDE CAPACIDADE DE CONSTRUIR NARRATIVAS SOBRE SI MESMO. ISSO SIGNIFICA QUE SUA MAIOR VIRTUDE PODE CONVERTER-SE EM SEU MAIOR PONTO CEGO.

O MAGO NÃO PROCURA DESTRUIR SEUS ARQUÉTIPOS. PROCURA COLOCÁ-LOS EM CONSELHO. DA IDENTIFICAÇÃO COM O ARQUÉTIPO À ADMINISTRAÇÃO DOS ARQUÉTIPOS.

COMO MINHA PRÓPRIA ESTRUTURA DE PERCEPÇÃO PRODUZ AQUILO QUE CHAMO DE VERDADE?

A excelência nasce da integração consciente entre direção, estrutura, ação, acompanhamento, aprendizagem e valor.

O VERDADEIRO INICIADO É AQUELE QUE PERMITE QUE A PRÓPRIA VIDA DESFAÇA CERTEZAS, CONFRONTE ILUSÕES E REORGANIZE PRIORIDADES.

CONHECIMENTO NÃO DEVE PERMANECER INFORMAÇÃO, MAS CONVERTER-SE EM TRANSFORMAÇÃO DA MANEIRA DE EXISTIR.

“É próprio do conhecimento avançar não apenas pela descoberta de novas respostas, mas pela coragem de submeter a novas perguntas aquilo que já havíamos transformado em certeza.”

Inserida por celso_souza_1

A evolução explica por que as instituições mudam; a justiça decide quais mudanças merecem ser preservadas.

Longe (a dor de quem perdeu um filho)


Longe de ti, somos esferas frias
Foguetes de artificio sem romarias
Fontes que secaram de tanto chorar
Longe de ti, o mundo cismou e parou de girar
Levaram-se em ombros as sombras e as dores
As desilusões que eram tantas acabaram
E longe de ti,pereceram mirradas as flores
E até as próprias árvores, tristemente já secaram.


Longe de ti, as estrelas despencaram do céu
E nas noites negras nem a lua deu sinal
Todo o encanto que contigo havia, arrefeceu
E longe de ti nada tem valor afinal
Longe de ti, porque perto não podes estar
Ficaram na memória dias de sol ameno
E longe,tão longe ainda irás ficar
Até ao dia do teu regresso pleno
Longe de ti, no mais profundo universo
Na distancia que o ser já não sabe alcançar
Na sincope partida de qualquer verso
Que de tão longe de ti nunca soube como rimar.
Longe de ti, mas perto do olhar
Onde o espanto cresceu e se fez homem
Jazem por terra as latitudes desse lugar
Onde os olhos famintos nunca comem.

Uma lei injusta é uma causa ruim plantada no jardim coletivo.

Toda norma produz consequências; por isso, legislar também é praticar uma forma de causalidade sobre a sociedade.

Causa e consequência pertencem tanto ao Direito quanto ao karma: nenhuma ação desaparece completamente depois de realizada.

A justiça começa quando deixamos de perguntar apenas “quem fez?” e passamos a perguntar também “o que aconteceu para que isso fosse possível?”.

O processo transforma vidas em fatos, nomes em partes e sofrimento em documentos; o jurista não deve esquecer o ser humano que desaparece nessa tradução.

Os autos registram acontecimentos; nunca registram inteiramente a pessoa que os viveu.

Toda sentença é pequena diante da complexidade de uma vida.

A lei não conhece o coração humano apenas porque conhece seus atos.

Há decisões juridicamente fundamentadas que nasceram de uma mente emocionalmente desgovernada.

Quando o ego entra no processo, até a razão pode tornar-se advogada da vaidade.

O jurista sábio não se apega à própria tese mais do que à verdade que procura.

A imparcialidade começa onde termina a necessidade de ter razão.

Quem julga os outros sem julgar os próprios preconceitos transforma sua ignorância em sentença.

O poder jurídico é perigoso quando aquele que o exerce esquece que também está submetido àquilo que aplica.

O cargo passa, a autoridade passa, a sentença passa; somente as consequências permanecem trabalhando silenciosamente no mundo.