Pensamentos Mais Recentes
Uma sociedade livre não é aquela em que todos pensam igual, mas aquela em que ninguém precisa pensar igual para permanecer livre.
Quando o Estado decide o que devemos pensar, a lei deixa de proteger a razão e começa a substituí-la.
Não, recuso-me a mais esse fardo. Não desejo, nem por um instante, saborear a doce paixão de amar e ser amado outra vez, a dor da saudade que se veste de doçura. No fim de sua missão, ela partiu, levando consigo metade da minha essência; minha alma, agora um caco de vidro, viu sua outra metade arrancada e levada embora. Contudo, guardo a certeza de que ela levou essa fração de mim não para nos separar eternamente, mas para que, no além, onde as sombras se dissipam, nossos destinos se entrelacem novamente, fundindo-nos em um único corpo completo, perfeito e indivisíveil.
Fernanda Soares Labre (in memoriam)
“Incapazes de suportar as próprias imperfeições, às vezes transferimos nossas culpas para o próximo. Quando apontamos os defeitos alheios, alimentamos a confortável ilusão de que o mal habita apenas no outro.”
Duas Viúvas
Eram duas viúvas. Sem marido, sem filhos, sem lei que as defendesse. Sem valor para o mundo da época.
Uma tinha idade. Outra tinha pátria longe.
O que as unia não era o sangue. Era a escolha.
Rute disse: "Aonde fores, irei. Teu povo será meu povo."
Noemi não tinha mais nada para oferecer. Rute não tinha mais nada a ganhar ficando. E mesmo assim ficaram. Juntas.
Não viveram de esmola humilhante. Viveram da lei boa — aquela que manda deixar a espiga caída para a viúva, para o órfão, para o estrangeiro.
Todo dia Rute catava. Todo dia Noemi fazia o pão.
Uma confiava na força da outra. Uma respeitava a dor da outra.
Não foi piedade. Foi amor.
Não foi favor. Foi dignidade.
Não foi medo. Foi confiança.
Duas mulheres que o mundo deu como mortas, ensinando a Israel o que é permanecer.
E por permanecerem juntas, tiveram casa, pão e futuro.
inspirado em Rute a moabita
Marcio Melo
Olhem para mim.
Tentem ver em mim o que só o espelho me mostra:
falhas, traços, cicatrizes —
marcas que nem lembro quando
foram esculpidas à força.
O tempo deixou sinais.
O sorriso cavou vincos
onde a lágrima abriu caminho.
A boca que tanto falou
hoje silencia.
E o silêncio virou reflexão.
Se me olhares fixamente,
lerás na minha pele
a minha história inteira.
O tempo esculpiu.
Marcio Melo
Tudo o que vivemos aqui — de bom e de ruim — tudo o que produzimos e colhemos como frutos do nosso esforço, é para o nosso bem-estar, para uma melhor qualidade de vida enquanto aqui estamos.
Mas, de tudo o que vivemos e produzimos, uma parte pode e deve ser compartilhada com alguém ou com algumas pessoas que não tiveram a mesma sorte de alcançar tais benefícios.
Por isso, a primeira lição que a vida ensina é que tudo o que vivermos, produzirmos e colhermos aqui, é para esta vida. Que, ao deixarmos esta vida, tudo — absolutamente tudo — inclusive o seu corpo, ficará exatamente aqui, como nutrientes para esta terra.
Somos compostos de partículas de energia e, a cada fração de segundo, trocamos estas energias com o universo, com o planeta e com tudo o que existe, até o que projetamos. E, no fim, são mudanças e transformações.
A vida nesta terra, para cada ser humano — seja rico, seja desprovido de riqueza — é literalmente uma passagem.
De tudo o que a vida te proporcionar, viva e compartilhe com alegria, sem se questionar. E, se assim fizer, ao partir desta vida, terá feito o seu melhor.
Reflexão
Marcio Melo
No Brasil do Lula,
os influenciadores
perderam o poder de lucro
da influência devastadora das bets.
@MiriamDaCosta
Se eu tivesse parado quando desisti, quem estaria aqui agora?
Quem faria o que hoje só eu faço? Quem cuidaria, quem levaria, quem buscaria, quem estaria presente?
Talvez eu ainda não saiba o que a vida guarda para mim. Talvez eu ainda não consiga enxergar um motivo que seja só meu.
Mas eu estou aqui.
Ainda estou. Por enquanto, estou.
E, por enquanto, talvez permanecer seja também uma forma de deixar a história continuar até que eu possa descobrir o que ainda existe depois deste capítulo.
"Somos conduzidos como gado ao matadouro porque, em algum momento da história, abrimos mão de nossa identidade. Antes inquestionável, hoje ela é volátil; aderimos a ideologias e seguimos, de forma efêmera, abrindo mão de valores e assimilando outros."
Salmos 143:8
Faze-me ouvir a tua benignidade pela manhã, pois em ti confio; faze-me saber o caminho que devo seguir, porque a ti levanto a minha alma.
“Senhor, fala ao meu coração, guia os meus passos e não permitas que eu caminhe sem a Tua presença.”
O Mestre disse: Aquele que não pode ser útil a si mesmo nunca ensinará sabedoria a ninguém.
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