Pensamentos Mais Recentes
1549
"Se eu não estiver enganado, Ateus existem, mas não querem que Deus exista. É isso? Se eu não estiver enganado, claro!"
Doutor Psiquiátrico, só é fraco, porque cientistas ainda desconhecem, o medicamento para aliviar a dor da saudade.
"Augusto Cassoma"
A Palavra falha, mas a verdade não
Não é falha, não é cena, não é invenção,
é palavra que tropeça por causa do cérebro, não do coração.
Afasia não pede licença pra chegar,
ela muda o jeito de falar, não o que há pra falar.
Ignorante confunde silêncio com mentira,
acha que quem pausa conspira.
Quer prova, quer drama, quer te ver cair,
como se dor precisasse se repetir pra existir.
Expliquei uma vez. Bastou.
Quem duvida, já escolheu não ouvir o que sou.
Consciência não grita, presença não implora,
respeito se oferece ou a porta se fecha agora.
Minha voz pode falhar, minha verdade não.
Quem não entende, não manda, não mede, não põe condição.
Afasia é caminho torto da expressão,
dignidade segue reta, sem pedir permissão.
EU somente
Se eu não sentisse essa rede de emoções — por mais clichês que pareçam —, esses sentimentos que me tomam dia após dia, eu não seria um ser humano; seria apenas um ser existente.
Viver é aprender a ser espaço para o outro. Nem sempre conhecido, às vezes inesperado. O gesto de acolher é ponte que salva do isolamento. Há uma ética simples em abrir uma cadeira. E essa gentileza transforma os cômodos do mundo.
1548
"Mais duas coisas (ou situações) que nunca fui (passei) nem pretendo: Poeta e Cantor de Ópera. Se não sou, por que eu diria? Ou não diria? Hum!"
Minha história tem capítulos escritos com caneta de mão trêmula. Alguns trechos foram riscados com dor e coragem. Reescrevo às vezes em silêncio de madrugada. Não por inventar, mas por entender as linhas antigas. E cada reescrita é cura, ainda que lenta.
O desligamento e o encontro consigo próprio
Desligar não é fugir. É parar de sangrar por dentro por coisas que não te escolhem. É cortar o ruído, as expectativas alheias, a necessidade de explicar tudo. Dá medo porque o silêncio não aplaude. Ele só mostra.
No começo, vem o vazio. Normal. Sem plateia, o ego entra em abstinência. Depois, aparece o essencial. Aquilo que sobra quando ninguém pede nada de ti. O corpo desacelera, a mente para de negociar migalhas, e a verdade começa a falar sem maquiagem.
Encontrar-se é um processo nada romântico. Envolve encarar limites, lutos pequenos e grandes, e a constatação incômoda de que nem tudo foi culpa dos outros. Também envolve perceber a própria força, que estava ali o tempo todo, soterrada por ruídos.
O desligamento limpa o terreno. O encontro constrói. Um exige coragem. O outro, honestidade. Quem passa por ambos não volta igual. Volta mais simples. E muito menos disponível para o que não é real.
1546
"Minhas Tias das Igrejas estiveram aqui para recolher cestas básicas para o pessoal da Comunidade. Elas fazem bom trabalho mas, infelizmente, também se apresentam e se comportam como 'Especialistas' em Deus e em Jesus, coitadas! Ainda bem que posso por aspas em 'Especialistas'. Ainda bem e Ahmém!"
1545
"A Jornalista que me pediu Lista das 3 Mais Belas Músicas Brasileiras e que me perguntou se acredito em Milagre, agora quer saber o que acho dos Beatles e se eles foram mesmo Fenômeno. Vou recebê-la no próximo final de semana, para responder. A mãe dela também virá (ambas são Minhas Vizinhas)."
Você pode sair por aí, ficar à toa, fazer o que sente vontade, conversar com quem quiser, conhecer tudo e todos, viajar, viver na cidade ou no mato. Pode sentir cheiros novos, ouvir sons diferentes, experimentar outros gostos. Pode viver outras realidades, outros mundos, conhecer outros tipos de pessoas, dançar outros ritmos, conhecer outras culturas. Pode sentir, andar, sair, explorar, amar. Pode viver.
Não podemos mudar o mundo, pois o mundo já muda a todo momento, a todo instante. O que podemos fazer é participar dessa mudança. E para participar dessa mudança, basta viver para nós mesmos. Ao viver para nós, já estamos contribuindo para a transformação do mundo.
Está na nossa Constituição Brasileira que todos os brasileiros têm o direito à educação, saúde, alimentação, trabalho, moradia, transporte, lazer, segurança, previdência social, proteção à maternidade e à infância, e assistência aos desamparados. Esses direitos devem ser garantidos e pagos pelo Estado, com o nosso próprio dinheiro, para beneficiar a população. Porém, o que vemos é que não seguem nada do que está escrito na Constituição.
A educação, que deveria ser um direito fundamental, é uma farsa. Está sabotada e não merece nem o nome de educação, pois não cumpre com o seu papel. Não temos saúde, pois se tivéssemos, não veríamos pessoas morrendo nas portas dos hospitais. Não temos alimentação, pois, se tivéssemos, não haveria pessoas passando fome nas ruas. Não temos moradia, pois, se tivéssemos, não haveria tanta gente pagando aluguel ou em situação de rua, sem ter onde morar.
Ou seja, a Constituição não é respeitada em nada do que está escrito. Eles passam por cima de tudo e desviam o nosso dinheiro, que deveria ser utilizado para o nosso benefício, para pagar os interesses de banqueiros, investidores, financiadores de campanha e megaempresários, tanto nacionais quanto internacionais.
Art. 6º – São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição.
Tudo edificado com amor torna-se uma obra erguida pela Graça de Deus, permanecendo firme, pois o amor constrói e a Graça sustenta.
A LIVRARIA SARAIVA É LOGO ALI!
Durante mais de duas décadas em São Paulo, um dos meus refúgios preferidos era a Livraria Saraiva da Avenida Paulista. Não era apenas um passeio: era um lugar onde eu respirava melhor. Gostava especialmente dos dias de lançamento. Caminhava entre estantes, observava o movimento, sentava de longe e ficava olhando os escritores assinando livros, dedicando palavras, recebendo leitores. Aquilo me parecia grandioso, quase mágico. Eu me sentia parte daquele cenário, mas apenas como espectador. Para mim, estar do outro lado da mesa ainda era um sonho distante.
O mundo girou, o sonho mudou de lugar e em 2013, voltei para Carlópolis.
Logo nesse retorno, fui presenteado com um momento inesquecível: o lançamento do livro “Os Pioneiros”, da escritora Dona Helena Ribeiro de Proença, mais conhecida como: minha mãe. Ver sua obra escrita a mão aos 84 anos ganhar forma pública, reunir pessoas e provocar emoções, foi um marco.
Ali, algo mudou dentro de mim.
Pela primeira vez, aquele sonho de ser escritor começou a parecer possível.
Então, minhas histórias deixaram o silêncio da mente e ganharam corpo na insistência diária da escrita. Houve muito estudo, leituras vorazes, dois livros por mês.
Até que, após cinco anos, parecia tudo pronto. Mas não estava. Veio a pandemia, o tempo suspenso, o medo, mais três anos de espera e reescritas.
Enfim, em 2024, “A Saga dos Cataventos – O Mal Nunca Dorme” estava impresso. Veio a noite do lançamento: taças erguidas, amigos reunidos, abraços demorados, páginas autografadas, flashes e encontros, digno dos lançamentos na editora Saraiva. O mesmo encanto, mas em outra dimensão, outro universo.
Ao olhar para o meu livro pronto, vi um universo se abrindo e entendi que não bastava escrever: era preciso abrir caminhos. Do meu auto¬lançamento nasceu a Editora Café Literário, nada mais que um caminho para textos que pediam luz. Em um ano, vieram dois frutos: Devaneio – Um passeio pelos sentidos, de Lu Barone, e Ecos – O som das emoções, de Maria Rita de Oliveira Bezerra. Obras incríveis, delicadas, profundas, que falam do que mora dentro. Junto com os livros vieram mais noites de lançamentos, mais lágrimas sinceras e a certeza de que a literatura, quando partilhada, se multiplica.
Ao capitanear essas noites incríveis, vendo a alegria vibrando nos rostos, as celebrações, os discursos embargados, senti que havia algo maior ali. Pesquisei nos grupos de escritores que freqüento e descobri que em toda a região, as noites com o brilho e o glamour dos grandes centros, só existe em Carlópolis. Um luxo raro, íntimo, impossível de medir. Um gesto de amor à literatura. Um orgulho para a nossa cidade que não tem preço.
Sim, ainda há pouco incentivo e muito silêncio.
Mesmo assim, diante de telas que hipnotizam e da descrença que se espalha, a Editora Café Literário segue firme.
A parte boa é que em 2026 teremos mais lançamentos, mais noites de encontros, mais celebrações, mais abraços, mais historias compartilhadas.
Confesso: ainda somos poucos, quase invisíveis, porém intensos.
Enquanto a pressa governa e a falta de cultura se multiplica, escolhemos o gesto lento da palavra, o calor do abraço e a permanência da literatura.
Se um dia busquei encanto entre prateleiras famosas, hoje sei: criamos aqui o nosso próprio templo dos livros, a nossa própria Livraria Saraiva, viva, próxima e cheia de histórias.
PESSOAS E TEMPEROS
Para mim, cozinhar e me relacionar com as pessoas são gestos que nascem do mesmo lugar. Ambos exigem presença, atenção e, acima de tudo, vontade genuína de cuidar. Quando cozinho, assim como quando me aproximo de alguém, sei que não basta estar ali de corpo inteiro; é preciso estar inteiro por dentro.
Na cozinha, aprendi que cada pessoa tem seu próprio gosto, seu tempo e suas preferências. Com as pessoas é igual. Nem todo mundo gosta do mesmo tempero, nem todo mundo se abre da mesma forma. Há quem precise de calma, quem prefira intensidade, quem se sinta confortável no silêncio. Cozinhar me ensinou a observar, a respeitar limites e a entender que amor não é impor, mas adaptar.
Assim como nos relacionamentos, cozinhar envolve tentativa e erro. Às vezes exagero no sal, às vezes falta coragem para arriscar algo novo. Em ambos os casos, é preciso humildade para reconhecer, ajustar e seguir. Relações, como receitas, não ficam prontas de imediato. Elas pedem tempo, paciência e constância.
Quando cozinho para alguém, faço o mesmo que faço quando me importo de verdade: penso antes, preparo com cuidado e entrego com verdade. Não existe afeto apressado. Tanto um prato quanto uma relação mal cuidada revelam rapidamente a falta de atenção. Já aquilo que é feito com carinho sustenta, aquece e permanece.
Relacionar-se, assim como cozinhar, é um ato de doação. É oferecer algo que saiu de mim para nutrir o outro, sem a garantia de retorno, mas com a esperança sincera de acolhimento. Nem sempre o prato agrada, nem sempre o sentimento é correspondido, e tudo bem. O valor está no gesto.
No fundo, acredito que amar é isso: estar disposto a preparar o melhor que se pode, com o que se tem, para quem se escolhe cuidar. Seja numa mesa posta ou numa conversa silenciosa, é no cuidado diário que os vínculos se fortalecem.
O racionalista pensa, enquanto o religioso reage à voz do seu domador tal como um animal treinado para atuar no circo.
Até sonhos considerados impossíveis aos olhos humanos, Deus realiza para mostrar que Ele é soberano.
