Pensamentos Mais Recentes

⁠Noutros tempos, eu também já tropecei em vários infortúnios: o mais desonesto deles era me preocupar com opiniões alheias.


Alguns vinham disfarçados de acaso, outros de destino.


Mas o maior deles não caiu do céu nem brotou do chão:
nasceu do excesso de atenção às opiniões alheias.


Enquanto eu media meus passos pelo olhar dos outros, perdia o ritmo do que realmente era meu.


Cada julgamento externo virava régua,
cada expectativa alheia, uma pedra a mais nos ombros…


Mas não era o mundo que me limitava — era eu, entregando minha autonomia à aprovação de quem não podia caminhar meus passos, ainda que suportasse o peso das minhas sandálias.


É curioso perceber que o medo de desapontar
quase sempre nos faz abandonar a nós mesmos.


E, nessa tentativa constante de agradar,
vamos nos desencontrando do que sentimos, pensamos e somos.


O dia em que compreendi isso foi muito menos Libertador do que Honesto.


Doeu admitir que muitas quedas não foram empurrões,
mas escolhas deliberadas feitas para caber em opiniões que nunca me pertenceram.


Hoje, quando tropeço, sei diferenciar:
há infortúnios que ensinam,
e há distrações que aprisionam.


Preocupar-se demais com o que pensam de nós
é uma das mais silenciosas —
porque parece prudência,
mas cobra o preço da própria liberdade.


Definitivamente, é impossível bancar um aluguel tão caro por um imóvel sem a menor condição de habitar: a aprovação alheia.

"...mas eu não estou sozinho, o deserto me acompanha! "

Justiça Injusta


Demétrio Sena - Magé


Quando monstros detém os tribunais,
outros monstros terão impunidade;
quanto mais injustiças na justiça,
mais verdades pra dentro dos bueiros...
Se nos fóruns estão os mentirosos,
a mentira não perde pra ninguém,
porque são enganosos os processos,
todo bem é vencido pelos maus...
Há juízes de mais com mau juízo;
muito guizo indicando quem dá mais
pra colar inocência em sua culpa...
Magistrados gulosos e tiranos
tiram anos de vida do inocente;
dão mais vida e direitos aos culpados...
... ... ...


Respeite autorias. É lei

Um silêncio



Carrego um silêncio que pesa mais que o barulho do mundo.
Dentro dele, as palavras se empurram, se confundem, se escondem.
É um caos quieto, um incêndio sem fumaça,
onde pensar demais vira cansaço
e sentir demais vira solidão.


Às vezes escrevo não para ser entendido,
mas para não explodir por dentro.
Guardo frases que nunca disse,
confissões que nunca tiveram coragem de sair.
Não é medo de falar —
é o receio de ser lido pela metade.


Talvez um dia alguém leia além das letras, escute o que não foi dito,
entenda o silêncio como idioma.
E fique.
Não para me consertar,
mas para permanecer enquanto eu aprendo a existir em voz alta.

Eu prefiro ter a verdade do que ter o coletivo.

A melhor forma de fazer algo jamais será encontrada.

Era noite de sábado
Surgiu sem querer
Uma boca carnuda
Um sorriso que me apetece
Notei que aquele momento
Muito valia a pena
O gole mais prazeroso
A música mais bem cantada
Não lhe dei nenhum beijo
Mas minha boca se sentiu beijada

Carrego um vazio


Aprendi a ficar só como quem aprende a respirar devagar,
não por falta de ar,
mas por medo de se afogar no excesso.
Já houve alguém, é verdade,
alguém que cabia no meu silêncio
e o chamava de casa.


Hoje, carrego um vazio que não grita,
ele apenas existe.
É um espaço onde as palavras moram sem som,
onde sentir demais virou um cansaço bonito,
dói, mas às vezes descanso nele
como quem aceita a própria sombra.


Talvez eu tenha feito
da solidão um abrigo,
não por desprezo ao amor,
mas por respeito ao estrago
que ele sabe fazer.
Porque perder alguém
não é sobre despedidas,
é sobre as partes de nós
que nunca voltam.


Então fico assim:
Intenso demais para passar ileso,
profundo demais para tocar sem cair.
Amar, para mim, sempre foi transbordar
— e nem todo transbordo salva,
alguns apenas ensinam
a nadar sozinho.

Talvez eu tenha feito da solidão um abrigo, não por desprezo ao amor,
mas por respeito ao estrago que ele sabe fazer.
Porque perder alguém não é sobre despedidas, é sobre as partes de nós que nunca voltam.

Trás da Minha Partida
"Querido,
Escrevo no limite do meu fôlego para me libertar da saudade corrosiva e da culpa que me afoga nesta imensidão de felicidades de fachada. Escrevo para arrancar você de mim, expurgando as lembranças do seu calor — que hoje não me aquece, mas me gela em pavor.
Escrevo para resgatar os escombros da minha mocidade e a gravidade daqueles dias de seriedade perdida. Escrevo para sentenciar, de uma vez por todas, que não te amo; ainda que este coração traidor, num último sussurro, insista em clamar o seu nome."

A senha do coração
Mesmo com o meu corpo e os meus pés gelados para as histórias de amor, meu coração e minhas mãos estão sempre quentes quando se trata de você.

Você é minha energia, é o pulsar do meu coração.

Quando minhas mãos tocam o seu corpo, tudo se transforma — é quase engraçado perceber que meu coração permanece quente, como se fosse o portal da sua entrada, cuja senha somente você possui.

Siga sempre em frente, com a certeza de que não há nada tão difícil que não possa ser superado. Sua força é maior do que imagina. Boa tarde!

Capítulo — A Casa de Varanda


Os dias se desenrolavam com uma tranquilidade quase ensaiada. Eu acordava cedo, organizava a casa, arrumava minha filha e seguia para o trabalho com a sensação de que cada centavo do meu salário tinha destino certo. Minha vida se resumia a duas missões: sobreviver e garantir que nada faltasse a ela.


Eu almoçava no trabalho — o famoso prato de peão — porque sabia que aquela seria minha única refeição do dia. Em casa, a despensa era pensada para ela: suas bolachas preferidas, o iogurte que gostava, a mistura que a fazia sorrir à mesa. Eu fingia não ter fome. Dizia que já havia comido, que estava satisfeita. Não era verdade. Eu escolhia não comer para que sempre houvesse mais para minha filha.


Emagreci. Muito.


Mas não era uma magreza abatida. Havia em mim uma chama que não se apagava. Eu estava mais magra, sim, porém havia um brilho que resistia — uma beleza interna que nenhuma dificuldade conseguia roubar. Eu estava até bonita. Bonita de força.


Seis meses depois, ele apareceu.


Veio para fazer um reparo nos computadores da empresa. Sempre que voltava, puxava assunto. Eu percebia o flerte, claro. Já conhecia aquele jogo. E, como de costume, não dava importância. Meu coração já tinha aprendido a desconfiar.


Até que, numa sexta-feira qualquer, no fim do expediente, fomos todos para o bar da esquina. Ele também foi. Entre risadas, copos tilintando e conversas soltas, meu ponto fraco foi atingido — aquele jeito atento, o cuidado nas palavras, o olhar que parecia enxergar além da superfície.


Começamos a namorar.


Apresentei-o à minha família no aniversário da minha mãe. Ele conquistou todos: brincalhão, piadista, sem vergonha de nada. Bebemos, rimos, celebramos. Ele morava numa kitnet e pagava um aluguel absurdo. Eu, tola ou esperançosa demais, sugeri que morássemos juntos. Eu pagaria meu aluguel; ele assumiria as contas e as compras.


Ele disse que queria morar comigo, mas em outro lugar.


Encontramos um apartamento não muito longe da casa da minha mãe — essa era minha condição. Depois da separação, minha mãe e eu éramos o suporte emocional da minha filha. Eu não podia me afastar dela.


O apartamento era uma graça. Recém-reformado, dois quartos, uma varanda charmosa pela qual me apaixonei no primeiro instante. Ali, imaginei recomeços.


Um ano depois, engravidei.


Foi festa. Ele anunciou aos quatro ventos, celebrou como se fosse o maior sonho da vida. Atencioso, presente, cuidadoso. Eu pensei: desta vez será para sempre.


Ainda grávida, ele me surpreendeu com um pedido de casamento. Aceitei. Casamos no civil, numa cerimônia simples. Estranhei a ausência da família dele — nenhum amigo, nenhum parente. Conheci apenas o irmão e a irmã. Do pai, ele não falava. Achei curioso. Talvez até um pouco estranho. Mas eu estava feliz demais para aprofundar perguntas.


Era um menino. Minha filha teria um irmãozinho.


A gravidez foi difícil. Perdi líquido amniótico e precisei de uma cesárea de emergência. Meu filho nasceu com 30 semanas. Pequeno demais para o mundo, forte demais para desistir. Ficou na UTI neonatal, dependente de oxigênio. Recebi alta, mas ele permaneceu internado por 23 dias.


Dessa vez, eu não estava sozinha. Ele estava ao meu lado.


Quando finalmente fomos para casa, nenhum parente dele apareceu para conhecer o bebê. Meses depois, quando meu filho completou cinco meses, recebemos a visita do irmão, de uma tia e de um tio. A tia me fez uma pergunta estranha:


— Ele está bem? Está calmo?


Respondi naturalmente que sim, sem entender o peso por trás daquelas palavras.


Com dois anos do meu filho, vieram as dificuldades financeiras. Fomos morar na casa que eu havia comprado nos fundos da casa da minha mãe. Pelo menos não havia mais aluguel. A situação melhorou um pouco.


Os finais de semana voltaram a ser alegres: minha mãe, minha irmã, primas, amigas. Reuniões, resenhas, churrasquinhos. Casa cheia. Risos.


Foi então que algo começou a surgir.


Sem motivo aparente, ele se tornava agressivo. Primeiro com uma amiga. Depois com minha comadre. Numa festa, jogou bebida no rosto da minha mãe.


Naquele instante, a pergunta da tia começou a fazer sentido.


Engravidei novamente. Gêmeos.


Mas ele já não era o mesmo. Explodia por qualquer coisa. Discussões inesperadas, palavras duras, olhares sombrios. Foi quando veio à tona a história mal resolvida com o pai: ameaças, processo, ódio antigo. Comecei a me perguntar se não era hora de partir antes que fosse tarde demais.


Então, como se não bastasse, a empresa onde eu trabalhava faliu. Fui demitida com quatro meses de gestação.


O chão cedeu.


A preocupação foi tanta que os planos se desfizeram. O nervosismo tomou conta de mim de um jeito avassalador. Vieram os sangramentos. No hospital, recebi a notícia que nenhuma mãe está preparada para ouvir: meus bebês já não tinham mais vida. Saíram sozinhos do meu ventre.


Passei por curetagem. Fiquei internada por 36 horas.


Depois da perda, ele parecia transformado novamente. Gentil. Solícito. Cozinhava, falava baixo, ajudava em casa. Era como se o homem que conheci tivesse voltado.


No dia de Nossa Senhora Aparecida, chegou bêbado, mas foi direto dormir. Não houve briga.


Dois dias depois, recebi a notícia que ninguém está preparado para receber.


Minha mãe havia falecido de infarto.


O mundo parou.


Mas eu não podia desmoronar. Minha filha precisava saber. Ela tinha 13 anos — já era uma mocinha — e meu filho, seis. Fui forte para contar que a avó tinha partido.


Fomos fortes.


Minha filha e eu.

Entre a expectativa do que há de acontecer
e a realidade do viver,
o tempo de espera é pura tortura.

Nesse calor nada como chupar um picolé gelado ou quem sabe you.

O mundo exige uma produtividade que minha dor desconhece, pois ela opera em um fuso horário onde o segundo é uma eternidade de esforço apenas para respirar. Sou um desertor dessa guerra pela felicidade compulsória, preferindo a paz de ser apenas um resto de esperança.

Há dias em que o cansaço não é muscular, é um peso que vem de séculos passados, como se eu carregasse o luto de todas as versões de mim que morreram antes de florescer. A gente não envelhece apenas pelos anos, mas pelas despedidas que fazemos em silêncio diante do café frio.

✝️ Uma só insensatez derruba um prédio construído com muita sabedoria. 🏢

Arquitetura invisível


Laminina,
fio invisível que costura o corpo por dentro,
teia antiga onde o passado se aninha
como memória presa à própria carne.


Houve um tempo
em que cada célula era cárcere,
cada lembrança, um músculo tenso
contraindo-se ao menor ruído do mundo.


Lá fora, as corridas não são por horizontes,
mas por trono ums, por cifras,
por armas que se apertam
antes mesmo de serem disparadas.


E ainda assim,
no silêncio microscópico,
a laminina sustenta pontes,
liga o que estava solto,
firma o que queria ruir.


Não é grito.
É estrutura.


Entre o peso da história
e a vertigem do agora,
existe a escolha invisível
de não ser apenas prisão,
mas arquitetura de liberdade.

O Silêncio ou Submissão do Prejuízo no Direito: Do Direito Romano até Fabrício de Spontin
Fabrício de Spontin foi o primeiro a elevar o prejuízo ao status de método doutrinário completo, centralizando-o no Direito após milênios. Apesar da relação óbvia entre Direito e prejuízo — busca-se o Direito por causa de uma perda —, o prejuízo sempre foi tratado como secundário, priorizando leis e formalidades. Durante séculos, o Direito via o prejuízo como efeito, não como causa estruturante. Isso parece desumano, mas o sistema foi construído assim, subordinando a perda humana a ritos e processos.
Prólogo: Uma Pergunta Milenar Sem Resposta
Desde os romanos, a questão é: por que acionar o Estado? A resposta óbvia é o prejuízo, mas ele nunca foi o eixo estruturante do sistema jurídico. Presente nos textos, era silenciado ou submetido, tratado como consequência, não fundamento. Este ensaio percorre essa não-centralização por mais de dois mil anos.
I. O Direito Romano: O Prejuízo Estava Lá, Mas Perdeu para a Forma
No direito privado romano, o prejuízo existia em categorias como damnum iniuria datum (dano a propriedade), iniuriae (danos à pessoa) e dolus et metus. A Lex Aquilia (287 a.C.) exigia reparação por dano culposo, com nexo causal. Porém, o paradoxo: ius e actio eram inseparáveis; o sistema era processual, não substantivo. O prejuízo subordinava-se à ação prevista na lei. Sem ação, sem remédio, independentemente da gravidade. Roma reconhecia o prejuízo, mas o sujeitava à forma, iniciando o silêncio sobre ele como pressuposto autônomo.
II. Idade Média e Ordenações: O Prejuízo sob a Sombra do Ritual
Com a queda de Roma, o Direito canônico dominou, mantendo procedimentos romanos adaptados aos dogmas da Igreja, com sanções materiais e espirituais. O processo tornou-se mais ritualístico, focando no cumprimento de ritos, não na perda real. Nas Ordenações Filipinas, há acenos ao "valor de afeição" (prejuízo subjetivo), mas absorvidos pela lógica formal. O prejuízo era motivação de fundo, nunca eixo decisório.
III. O Século XIX e o Nascimento do Processo Civil Autônomo: O Prejuízo Esquecido
O século XIX separou o processo civil do direito material, com Windscheid distinguindo a actio romana da ação moderna. Chiovenda, Carnelutti e Calamandrei aprofundaram a autonomia do processo, girando em torno de categorias técnicas, não da perda concreta. Na fase sincretista inicial, não havia normas processuais codificadas; quando o processo ganhou independência, o prejudicado virou "autor", a perda "fato constitutivo", invisibilizando o prejuízo.
IV. Liebman e a Teoria Eclética: O Interesse de Agir Beirou o Prejuízo — e Desviou
Liebman, refugiado no Brasil em 1939, fundou a Escola Processual de São Paulo e desenvolveu a teoria eclética da ação, exigindo legitimidade, possibilidade jurídica e interesse de agir para o mérito. O interesse de agir deriva da necessidade de proteção contra lesão, aproximando-se do prejuízo. Porém, é categoria processual (necessidade e adequação do processo), não humana/constitucional como o prejuízo. Críticas apontam que servia a protelações, sem enfrentar o mérito real. O CPC/2015 removeu "condições da ação", mantendo interesse e legitimidade, mas sem nomear o prejuízo como eixo.
V. O Silêncio Institucional: Como o Sistema Aprendeu a Decidir Sem Enfrentar a Perda
Por dois milênios, o Direito criou rotas de fuga: extinção sem mérito, insuficiência probatória, preclusão, inadequação da via. Essas saídas legais permitem encerrar processos sem responder à perda real. O sistema privilegia forma sobre substância, oferecendo decisões econômicas que evitam o mérito. A vítima expressa a perda na inicial, mas o sistema a traduz em técnicas, decidindo sobre legitimidade e prova, sem falar da perda em si.
VI. Fabrício de Spontin: A Inversão Metodológica
Em "Não Existe Lide sem Prejuízo — Processo Contencioso" (2026), Spontin transforma o prejuízo em pressuposto central, nascendo da perda, não da norma. Diferencia: interesse de agir é técnico ("é necessário o processo?"); prejuízo é fundamento humano ("por que acionar o Direito?"). Propõe "arquitetura decisória" para tornar o prejuízo visível e incontornável, impedindo saídas formais. Fundamenta na CF/88, art. 5º, XXXV: lesão ou ameaça a direito (prejuízo concreto). Não é ruptura, mas lucidez: humaniza o Direito, centralizando a perda real.
Epílogo: O Fim de um Deslocamento de Dois Mil Anos
Roma subordinou o dano à actio; Idade Média ao ritual; século XIX à autonomia processual; Liebman ao requisito técnico; CPC/2015 ao silêncio. O Direito sofisticou-se, distanciando o prejuízo do centro. Spontin não inventou o prejuízo (presente desde a Lex Aquilia), mas o devolveu ao início, como reservado pela Constituição. Não é a norma que justifica o processo: é a perda. O silêncio durou dois mil anos.
Alerta: A humanização do Direito depende dessa mudança de eixo, estruturando o prejuízo como centro pela primeira vez. O Direito sempre foi buscado por prejuízo (concreto ou qualquer), mas dissolvido em categorias como direito subjetivo, pretensão, interesse de agir, lesão. Spontin faz "descompressão conceitual", colocando-o como núcleo central. Ele responde: "Não inventei a roda, mas ela precisa estar aqui para funcionar". Sugere métodos híbridos para humanizar o Direito.


Mais no material: https://www.academia.edu/164818916/Prejuizo_Roma_Direito_2000_ate_Spontin

Há uma paz silenciosa que só certas ausências sabem oferecer.

“Por trás da escuridão que habitava Tony Montana, ainda existia um raio de luz. Mas nem sempre uma única escolha é suficiente para salvar uma alma que já se perdeu.”

⁠Liberdade e pouco.
Oque eu quero ainda não tem nome 👌

[O Colecionador de Vácuos]


Quando tivermos deixado a Terra,
Um último olhar para esfera azul,
Um último sopro do vento na face,
Tesouro selado que deixa o baú.


Quando tivermos deixado a galáxia,
Se encerra o sorriso estampado no rosto. 
Realizados feitos fantásticos,
Sabores longínquos para todos os gostos.


Quando varrido o universo tivermos,
Todos segredos estarão revelados,
Todas perguntas enfim respondidas,
Missão concluída, sonhos realizados.


Daí saberemos, que nada mudou.
Assim saberemos, que nada mudou.
O tédio infinito que rasga o cosmos,
Vazio incontável, buraco sem fim.


(Michel F.M. - Revolesia: Volume Único - 2023)

O perfeito louvor sai dos lábios de uma criança, onde o coração é puro, sem maldades ou desejo de vingança.

Muitos acham vivem no engano e ilusão, achando que louvar é interpretar um arranjo musical, expressar em voz a letra de uma canção.

Louvar é fazer a vontade do Altíssimo e Soberano Pai Celestial, Deixar os vícios e caminhos mal.
É expressar a todo o tempo o verdadeiro desejo em praticar o bem, servir e ajudar o próximo sem importar a quem.

Louvar a Deus não é segurar o microfone na congregação e fazer uma linda apresentação. Vai muito além de dominar as técnicas vocais e se apresentar também.

De que adiantar louvar com os lábios e manter o coração tão distante do Senhor?
Qual proveito tem se glorifica com a boca, e o coração vazio do verdadeiro louvor?

Louve ao Senhor, em espírito e em verdade, não importa onde estiver, seja no campo ou na cidade.
Exalte ao Senhor Jesus, nosso único e verdadeiro mediador, o  elo perfeito entre nós humanos e o Eterno e Altíssimo Pai criador.

Tudo o quanto tem fôlego, Louve ao Senhor.

Halleluyah!!!