Pensamentos Mais Recentes

Espalhar mentiras é pegar um empréstimo com juros altíssimos da vida. A cobrança pode demorar, mas a verdade sempre faz uma visita de surpresa. O problema é quando ela decide aparecer no seu leito de morte, de braços dados com o arrependimento, para mostrar o tamanho do prejuízo.

"É muito mais emocionante acreditar que a Terra é plana ou que a elite global controla seus passos do que aceitar a dura evidência de que quem está arruinando a sua vida é você mesmo. A conspiração é o refúgio perfeito da autoindulgência."

Não importa como seja a sua casa; tendo nela conforto, fartura e paz, não haverá lugar melhor para ser feliz."
(Cleide Rodrigues)

Olham para os céus em busca de conspirações ocultas, decifram códigos invisíveis e apontam culpados nas sombras do poder. Fazem tudo isso por um único e desesperado motivo: o pavor absoluto de olhar para o espelho e enfrentar as evidências brutas da mediocridade do seu próprio dia a dia.

Cuidado com os pactos de fumaça selados na ilusão da superioridade social. Quem o eleva hoje acima da humanidade está apenas medindo a altura da sua queda. Na mente do tirano, o "nós" é apenas o disfarce temporário de um "eu" absoluto e devastador.

A falsa modéstia de quem inclui você em uma "categoria superior" — seja por raça, cor ou berço — dura apenas até o momento em que vocês discordam. Ninguém que se alimenta de superioridade aceita caminhar ao lado de um igual.

O Deus do amor consola.
O Deus da justiça confronta.
Quem conhece apenas um deles
ainda não conhece Deus por inteiro.

Cuidado com o abraço dos "superiores por decreto". Quando a pessoa diz que vocês dois são melhores que o resto do mundo devido ao credo ou ao berço, ela só está te usando de degrau. Na primeira curva, o "somos superiores" vira "eu sou o topo, você limpa o chão".

A elite de raça, credo ou meio social é uma ilusão que muitos usam para mascarar a própria soberba. Quando alguém lhe disser que vocês dois são superiores ao resto do mundo, entenda o alerta: o ego dessa pessoa já construiu um degrau para ficar acima de você. Proteja-se de quem precisa diminuir o mundo para se sentir grande.

"Nós somos diferentes deles. Nossa cor, nossa fé, nosso sangue nos coloca acima." Quando essas palavras ecoarem no silêncio, não se sinta acolhido; sinta medo. O preconceito que hoje convida você para o banquete dos deuses é o mesmo que, amanhã, o lançará às feras. Sob a máscara da aliança, o ego esconde o seu verdadeiro trono.

O corpo é o invólucro que preserva a alma; seus membros, direito e esquerdo, sustentam o caminhar. Porém, quando uma das partes entra em discórdia e assume o controle absoluto, o desequilíbrio se instala. Sem a harmonia dos opostos, a existência tomba.

Consciência é a manifestação da alma vigente. O corpo é o seu invólucro, munido dos membros necessários para a subsistência do hospedeiro. Lados direito e esquerdo, ambos vitais para a existência. Mas se um dos lados discordar ou assumir o comando total, rompe-se a harmonia: o corpo adoece ou a alma se anula. A vida exige equilíbrio, não tirania.

Meu coração
​Meu coração hoje está à procura
de um refúgio
Mais a onde me refugia se a
qualquer lugar que estou você
esta lá
Como me refugia se a cada
canto e a cada esquina
vejo seu rosto e seu olhar.
​Como te esquecer se na minha
cabeça não sai a sua imagem
​Como te esquecer se do meu
coração não sai mais a nossa
canção.
​Os dias passam as horas se vão
e os meses não espera, e levo
você até quem sabe o dia no
meu coração
​Autora: maday de moraes

Todas as possibilidades estão ligadas no exato momento em que idealizamos um sonho em comum.
Todas as probabilidades são expostas como fatos de um instante possível, e nos encantávamos com o entardecer e o anoitecer até o amanhecer.
​Então, encontramos caminhos na vastidão exterior sendo refletida pelas heranças de nossas almas, que pairam em nossos pensamentos.
Dentro das conexões orbitais, florescem seres que obliteram cada instante. Conforme avançamos para o futuro, vemos a esperança de inovações científicas e de novas aventuras diante das adversidades da humanidade.
​A persistência da humanidade insiste na imensidão: olhamos espantados pelas lentes do telescópio o que resplandece, enquanto o microscópio revela a menor partícula e sua interação com o olhar. Olhamos para os confins do universo e atravessamos nossas próprias limitações e expectativas.
​Glorificamos nossas heranças desde o dia em que descobrimos os planetas e os batizamos com nomes de deuses místicos.
Aprendemos a observar, a atravessar eras e a ver que o conhecimento nasce da reminiscência.
​Por Celso Roberto Nadilo
​No limiar da noite vemos o amanhecer: a humanidade começou a compreender que a existência não é o centro do universo.

"Impressionante como algumas pessoas adoram trabalhar de graça como fiscais da vida dos outros."

O ser humano e a sua eterna mania de achar que é fiscal da existência.

“A mulher não precisa competir com o homem; ela precisa ser plenamente mulher, assim como o homem precisa ser plenamente homem. A harmonia entre os dois não nasce da disputa, mas da complementaridade. Onde há competição dentro de um relacionamento, alguém deixa de ser companheiro para se tornar adversário.

Liderança não é privilégio, é o peso da responsabilidade. O homem que lidera assume sobre si o dever de proteger, prover, oferecer segurança e conforto à sua esposa e à sua família. Não há glória nisso, apenas o compromisso de carregar um fardo que escolheu assumir.

Quando os papéis se invertem, mudam também os encargos. A mulher passa a suportar o peso da liderança, das decisões e das responsabilidades, enquanto o homem, se acomodado, encontra um terreno fértil para a própria omissão. Ideologias que confundem igualdade com disputa acabam, muitas vezes, incentivando esse desequilíbrio. E o homem sem caráter ou senso de dever dificilmente rejeitará uma posição em que nada lhe é exigido. Afinal, quem não precisa responder por seus deveres tende a viver apenas para satisfazer as próprias conveniências, existindo sem propósito e sem a nobreza que a responsabilidade confere.”

A morte é braba, ela não liga, não tem dó, nem respeita tempos. Ela devora em qualquer época, esbagaça os preparados e os despreparados. Ela divide tempos: o agora e o depois. Ela forma novos sentimentos, muda cenários. Disciplinados e indisciplinados irão morrer. E, para além de tudo, ela causa medo — e esses medos não vêm sós, vêm com correntes. E você decide usá-las ou não.


Do meu livro: Nem que morra.

Nem tudo está sob nosso controle, mas a forma como agimos diante das circunstâncias pode nos conduzir tanto ao bem quanto ao mal.

Sobre a dor e o prazer. Tendemos a fugir ou enfrentar dor[sofrimento], tristeza, mal-estar, descontentamento e/ou insatisfação (a curto/a médio/a longo prazo) x Buscar ou evitar prazer[deleite], alegria, bem-estar, contentamento e/ou satisfação (a curto/a médio/a longo prazo) de acordo com o pensar, o sentir, o agir e a omissão de ação de cada um(a).

Parece que foi ontem que eles estavam aqui, o tempo passou, mas a saudade continua a mesma.... ainda há aqueles dias em que espero ouvir sua voz, receber um conselho ou sentir o conforto da sua presença, Deus sabe oque faz, a verdade é que nunca estamos preparados para a despedida, seja para um até logo, ou para um Adeus, a partida deixa um vazio que ninguém consegue preencher, mas deixa lembranças que o tempo jamais apagará. A saudade nunca diminui; apenas aprendemos a conviver com ela.

⁠Dor ou Prazer? Tendemos a fugir ou enfrentar a dor[sofrimento], tristeza, mal-estar, descontentamento e/ou insatisfação (a curto/a médio/a longo prazo) x Evitar ou buscar prazer[deleite], alegria, bem-estar, satisfação e/ou contentamento (a curto/a médio/a longo prazo).

Inserida por Antoniofranciscosf

Felicidade é um prazer passageiro baseado na vaidade.

A coisa mais importante da vida é viver e amar, respeitar cada um no seu modo de ser e pensar.

A MALA INVISÍVEL - Era outra noite interminável no velho bar de sempre, onde a cerveja era mais honesta que a maioria das pessoas. A freguesia fazia o ritual habitual: gargalhadas altas para esconder vidas pequenas. Todo mundo representando um personagem barato, como se um diploma na parede, um relógio caro ou um carro financiado fossem provas suficientes de que valia a pena continuar respirando.
Foi quando a porta se abriu.
Ela entrou arrastando uma mala antiga. Caminhava devagar, como quem não carregava quilos, mas anos. A roda encontrou uma cadeira. A cadeira tombou. A mala se abriu.
As gargalhadas cessaram por um instante. Logo voltaram, mais altas. Não porque houvesse algo engraçado. A desgraça alheia sempre oferece alguns segundos de descanso para quem vive em guerra consigo mesmo.
Ela caiu de joelhos e começou a recolher tudo enquanto botas e sapatos passavam a centímetros de suas mãos, indiferentes. Ninguém ajudou. A pressa sempre encontra uma boa desculpa para se parecer com a crueldade.
Eu olhei esperando ver roupas espalhadas, maquiagem, documentos, contas atrasadas... essas quinquilharias que o mundo chama de patrimônio.
Mas a verdade é que, dali do meu canto no balcão, a mala parecia aberta do lado errado da realidade.
Não vi tecidos.
Não vi objetos.
Vi um domingo de infância que ainda cheirava a bolo saindo do forno. Um cachorro enterrado no quintal de uma casa que talvez nem existisse mais. A mão do pai segurando a dela pela última vez. O primeiro beijo dado com a ingenuidade de quem ainda acreditava que o amor podia durar mais do que as promessas. Vi a mãe penteando seus cabelos antes da escola. Vi uma fotografia amarelada de pessoas que o tempo apagou dos álbuns, mas nunca conseguiu expulsar da memória.
Vi derrotas cuidadosamente dobradas, como quem guarda cartas antigas. Vi noites em que ela acreditou que não suportaria amanhecer e, ainda assim, amanheceu. Vi portas fechadas sem explicação. Vi despedidas que chegaram antes da hora. Vi o abandono sentado numa plataforma de estação, fumando o último cigarro da esperança enquanto observava todos os trens partirem sem ela.
Também havia pequenas alegrias. As únicas que realmente importam. O cheiro da chuva entrando pela janela. O café dividido numa manhã qualquer. Uma música que salvou uma noite inteira. O riso inesperado de uma criança. Um abraço recebido justamente no dia em que ela tinha decidido desistir do mundo. Eram instantes tão pequenos que quase ninguém lhes daria valor. Mas eram eles que mantinham aquela mulher de pé.
Então compreendi que aquela mala nunca carregou bens.
Carregava uma vida.
Cada lembrança era uma cicatriz transformada em bússola. Cada perda apontava para um caminho que ela jamais pisaria outra vez. Cada amor desfeito ensinava onde não procurar abrigo. Até a dor tinha sua utilidade. Ela não servia para fazer sofrer; servia para lembrar quem ela havia sido antes de sobreviver.
As pessoas vivem convencidas de que seus maiores tesouros estão guardados em cofres, escrituras, contas bancárias ou joias. Pobres diabos. Basta um incêndio, um assalto, uma crise financeira ou um advogado competente para tudo desaparecer.
Os verdadeiros tesouros vivem em outro lugar.
Vivem naquilo que ninguém consegue tocar.
Nas lembranças que nos ensinaram a amar. Nas derrotas que nos obrigaram a crescer. Nos fracassos que impediram nossa arrogância. Nos desamores que nos ensinaram a reconhecer um afeto verdadeiro quando ele finalmente aparece. Até o abandono, por mais cruel que seja, deixa uma marca capaz de indicar o caminho de volta para nós mesmos.
Sem essas histórias, continuamos respirando, mas apenas isso. Trabalhamos, pagamos contas, sorrimos nas fotografias, fazemos planos para férias que talvez nunca aconteçam. Funcionamos como máquinas muito bem conservadas, mas sem direção.
A memória é o nosso norte. É ela que impede que caminhemos em círculos acreditando que estamos avançando. Não somos feitos de carne apenas. Somos feitos daquilo que lembramos, daquilo que perdemos e, principalmente, daquilo que decidimos não abandonar dentro de nós.
Enquanto a mulher terminava de guardar, com cuidado, seu invisível patrimônio, o bar voltou ao seu barulho habitual. As conversas retomaram a banalidade de sempre. Os copos voltaram a brindar o vazio. A vida continuou fingindo que só existe aquilo que pesa na mão.
Eu terminei meu copo e pensei que talvez todos nós arrastemos uma mala parecida. A diferença é que alguns passam a vida tentando enchê-la de coisas que podem comprar.
Outros passam a existência inteira tentando não perder aquilo que dinheiro nenhum jamais será capaz de devolver. E são justamente esses, quase sempre silenciosos e anônimos, que carregam o único patrimônio que realmente vale a pena salvar quando tudo o mais desaba.