Pensamentos Mais Recentes

Aprendi a sobreviver em terrenos áridos, onde o afeto era escasso e o silêncio, regra. Hoje, mesmo diante do amor, a leveza ainda me causa estranhamento, como se meu corpo tivesse desaprendido o descanso.

Nem toda dor precisa ser resolvida de imediato. Algumas só precisam ser sentidas até o fundo. Como o inverno que parece interminável, mas que prepara a terra em silêncio para tudo aquilo que ainda pode nascer.

Viva como se já estive morto
A vida é e-fe-me-ri-da-de...
Efemeridade...
Esse deveria ser o nome da vida
Vida= efemeridade
Efemeridade= vida
Porque se preocupar
Tudo vai terminar num buraco
ou em fumaça.

A Ilusão da Semelhanças


Qualquer semelhança é de fato coincidência.
Assim acontece numa ação,
Duas coisas acontecem em sequência
Até parece ser a mesma coisa, mas não são!


É uma ilusão da semelhança,
A diferença sutil entre coisas parecidas.
Podem até trazer lembranças,
Todavia estão apenas distorcidas.


O que nos parece quase igual
É, na verdade, muito diferente.
Uma semelhança casual
É um engano para a nossa mente.


Coisas iguais estão separadas na essência,
Podem até estar próximas fisicamente
Mas na verdade, só na aparência
O que confunde muito nossa mente.


Raimundo Nonato Ferreira
Maio/2026

Qualquer ideia pervertida não é para ser censurada, mas sim exposta para outros aprenderem o que é indecente ou repugnante.

Liberdade sem limites destrói a liberdade.

Reluto pela manhã o anseio que mora em mim.
À tarde, ele se acalma com as falsas promessas que faço a mim mesmo.
Já pela noite se inquieta no desejo de mover-se.
Pela madrugada descanso em paz com uma nova promessa do amanhã

JÓIAS DEVOLVIDAS.
Do livro: Quem Tem Medo da Morte?
de Richard Simonetti.
“Jóias Devolvidas” é um dos contos mais conhecidos e emocionalmente penetrantes da literatura espírita contemporânea. A narrativa apresenta uma reflexão profunda sobre o apego humano, a transitoriedade da matéria e a verdadeira natureza dos vínculos afetivos sob a perspectiva da Doutrina Espírita.
O enredo gira em torno de uma mulher que perde prematuramente os filhos e mergulha numa dor devastadora. Revoltada contra Deus e incapaz de aceitar o sofrimento, ela procura um sábio homem espiritual em busca de explicações. Esperava consolo imediato, talvez alguma fórmula para anestesiar a própria angústia. Entretanto, recebe uma comparação inesperada.
O mentor lhe pergunta se ela possuía jóias valiosas guardadas em casa. A mulher responde que sim. Então ele questiona:
“Se alguém lhe emprestasse jóias preciosas durante alguns anos e depois viesse buscá-las, você acusaria essa pessoa de roubo?”
A mulher responde negativamente, afirmando que aquilo que é emprestado continua pertencendo ao verdadeiro dono.
É nesse instante que surge o núcleo filosófico do conto.
O sábio explica que os filhos não pertencem aos pais em sentido absoluto. São Espíritos imortais confiados temporariamente ao cuidado da família terrestre. Deus os concede por empréstimo sublime para que haja aprendizado, reencontro, reparação e amor. Quando regressam ao plano espiritual, as “jóias” são apenas devolvidas ao verdadeiro proprietário da Vida.
A alegoria é profundamente coerente com os princípios espíritas sobre reencarnação e sobrevivência da alma. Segundo O Evangelho segundo o Espiritismo, os laços familiares transcendem o túmulo, e a morte física não rompe os vínculos do afeto legítimo. O corpo perece, porém o Espírito continua sua jornada evolutiva.
O conto não banaliza a dor materna nem reduz o luto a um discurso frio de resignação. Pelo contrário. Richard Simonetti trabalha a dimensão psicológica da perda mostrando que o sofrimento nasce, muitas vezes, da ilusão de posse. O ser humano acostuma-se a dizer “meu filho”, “minha esposa”, “meu pai”, como se as almas fossem propriedades definitivas. O Espiritismo, entretanto, ensina que ninguém possui ninguém. Todos são companheiros temporários na travessia terrestre.
Há também um aspecto moral extremamente elevado na narrativa. A maternidade e a paternidade aparecem como missões espirituais e não como direitos absolutos. Os pais são administradores de consciências em formação, responsáveis por oferecer amor, orientação ética e amparo moral enquanto durar a experiência encarnatória.
Sob prisma psicológico, o conto toca numa das maiores angústias humanas: o medo da separação. A perda física parece insuportável porque a consciência materialista encara a morte como extinção. Já a visão espírita modifica radicalmente essa percepção. A ausência transforma-se em distância temporária. O túmulo deixa de representar destruição definitiva e passa a simbolizar apenas mudança de estado existencial.
A força do texto reside justamente na simplicidade simbólica da metáfora. As jóias representam aquilo que mais amamos. E quanto mais valiosas, menos realmente nos pertencem. O amor verdadeiro não aprisiona, não reivindica posse e não exige permanência eterna na matéria. Ama sabendo libertar.
O conto também dialoga profundamente com a questão 934 de O Livro dos Espíritos, quando se discute por que criaturas boas sofrem tanto na Terra. A resposta espírita demonstra que as provas dolorosas frequentemente possuem finalidade educativa, expiatória e evolutiva. Muitas vezes, reencontros familiares são breves porque certas almas necessitam apenas de pequeno contato regenerador antes de retornarem ao mundo espiritual.
Richard Simonetti consegue transformar uma reflexão doutrinária em experiência emocional. Não escreve apenas para instruir intelectualmente, mas para tocar regiões profundas da alma humana. Seu conto convida o leitor a substituir revolta por entendimento, desespero por esperança e posse por gratidão.
A verdadeira tragédia não é devolver as jóias ao Céu. A verdadeira tragédia seria jamais ter recebido seu brilho por um único instante sequer.

Fontes:
Quem Tem Medo da Morte?
O Livro dos Espíritos.
O Evangelho segundo o Espiritismo.
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Existe uma distância entre quem eu sou e aquilo que o mundo espera que eu seja. E, nessa travessia, vou me perdendo em fragmentos. Há partes de mim que não retornam. O preço de caber é, muitas vezes, deixar pedaços no caminho.

Oceano cor de mel


No oceano dos castanhos olhos seus, descubro um profundo mergulho a cada vez que me prendo à admirar,
às vezes viajo para águas escuras e sombrias,águas fortes que tocam a alma, distantes e carregadas de melancolias,porém,são nos mesmos cor de mel,que enxergo a transparência;a doçura;a certeza;a segurança;
a paz;o abrigo e um sentimento verdadeiro,
é no fundo dos seus olhos,onde me encontro e me perco.

... o que precisamos
entender como 'atrasos de vida',
pouco tem a ver com o tempo: suas
enfáticas impressões e complexidades;
subjugados, contudo, à nossa
descomunal ausência de
propósitos!

As vezes correr e trabalhar muito, não nos faz ganhar mais dinheiro! Ganhamos mais cansasso, e perdemos momentos com a familia!
Porque os clientes vão vim no tempo certo e na hora certa!
Hoje voce trabalha muito!
Amanha trabalhamos pouco!
E Deus cuida trazendo so o suficiente pra cada dia!

Casa de taipa.
Feita de barro, mãos e memória.
Erguida entre o vento e a esperança, sustentada mais por coragem do que por paredes.

Nela, cada rachadura conta uma história, cada canto guarda um silêncio antigo, cada porta conhece quem chegou cansado e quem partiu sonhando.

Casa simples aos olhos de muitos, mas imensa para quem entende que riqueza também mora no afeto.

Porque há lares de concreto que nunca aquecem…
e casas de taipa que abraçam como colo de mãe.

Tem dias, que acordamos e parece que tudo esta dando errado!
Pneu da moto fura!
Pneu do carro esta mucho!
O Olho inframado!
Garganta inchada!
Inicio de gripe!
Descobre que no trabalho esta sem energia ou sem internet!
Quando mais voce trabalha pra regularizar as dividas, mais poblema no caminho pra parar!
O corpo cansa por execesso de trabalho e quando pensamos que vai melhorar a vida nos freia!
Quando tentamos produzir muito. acaba que a vida nos para pra não chegar muito longe e esquecer que Deus cuida de nos nos momento mais dificeis da vida!

A simplicidade é a complexidade resolvida!


-Constantin Brâncusi

Tornei-me especialista em esconder tempestades. Aprendi a transformar caos em silêncio e dor em um sorriso suficientemente discreto. Talvez por isso tantos me vejam inteiro. Mal sabem o quanto já naufragou por dentro aquilo que aparenta firmeza.

Às vezes, o que me sustenta não é esperança. É o hábito de continuar. É o corpo seguindo mesmo quando a alma hesita. É a persistência automática de quem caiu tantas vezes que aprendeu a levantar antes mesmo de acreditar.

Iluminando seu mundo sera. Um iluminado.

Existe uma exaustão que não se explica. Ela não vem de um esforço recente, mas de uma vida inteira tentando ser suficiente. É o peso de existir em um lugar que nunca soube acolher quem eu sou. E ainda assim, eu permaneço.

Suas dúvidas serão certeza em critérios de dúvidas um de tempestade,
A iluminação de tudo é um olhar para os ceus.

Há dias em que eu não quero ser forte. Quero apenas descansar de mim mesmo. Mas a vida não oferece pausa para a alma cansada. Então sigo, mesmo exausto, porque desistir nunca foi uma possibilidade que o destino me permitiu.

*Ilumine seu caminho sempre sera ilumanado.*

A Eternidade do Invisível


O extraordinário não é um dom reservado a poucos, mas uma escolha silenciosa que se revela em cada atitude. Ser memorável não significa ser grandioso aos olhos do mundo, mas ser verdadeiro diante de si mesmo. A vida nos chama a cultivar princípios que não se desgastam com o tempo: honestidade, coragem, compaixão. Esses valores são sementes que, ao serem plantadas, florescem em consciências alheias e se eternizam em gerações.


O impacto mais profundo não está em palavras que ecoam, mas na transformação que provocam. Quando você decide ser íntegro, mesmo no detalhe mais simples, você se torna infinito. O extraordinário é ser a centelha que ilumina sem pedir reconhecimento, porque sabe que a verdadeira eternidade é o que permanece no invisível da alma.


Roberto Ikeda

Às vezes, ou de vez em quando, é necessário resgatar um pouco de si e ser maior que a própria dor.

Ajude hoje para receber amanhã