Pensamentos Mais Recentes
No fim, a inteligência artificial não responde quem somos — apenas multiplica as formas de perguntar.
Sem fazer barulho, como segredos guardados no coração, sem que ninguém soubesse, uma história de amor invisível se desenrolava.
Sem alarde, sem ostentação: uma história de humildade e força.
Você prefere o conforto de uma corrente conhecida ou o pânico de uma liberdade desconhecida?
SerLucia Reflexoes
Seja o monstro que sabe se controlar, e não a vítima que se orgulha de ser inofensiva.
SerLucia Reflexoes
O Poemário Rodeense
é feito do pôr e do nascer
de muitas e todas luas,
Das doces manias tuas
que se encontram com
as minhas manias de poesia
no Médio Vale do Itajaí.
Jaci que é bem-vinda,
e vista no céu de Rodeio
brincando como trapezista
na corda do Universo,
e eu pensando qual
será o caminho certo
para ser o que pacífica.
Adorada Jaci adorada,
que guia e orienta
e faz a rota protegida
nesta Santa Catarina,
que todo o dia tem uma
flor tem arrancada do jardim
da primavera da vida.
Jaci que me é tão querida,
que me deu o aceno de despedida,
e teve o lugar tomado
pela garoa mansa e tão fria,
sei que não a deixo,
e ela não me deixa,
assim cultivo a minh'alma feminina.
"Cada detalhe em você é único, e o mundo é muito mais imensurável porque você existe. Nunca subestime o impacto que você tem na vida das pessoas quem te cercam. Você é simplesmente incrível!"
O injuriador, em sua pobreza de espírito, lança mão do desprezo e do escárnio; o sábio, porém, revela a grandeza de sua maturidade na nobre eloquência do silêncio
Quando tudo parecer deserto, lembre-se: Deus transforma o deserto em jardim, a provação em testemunho e te conduz até a nascente do rio, onde a vida floresce em abundância.
FREDERICO FIGNER E RAQUEL. A PROVA DA SOBREVIVÊNCIA DA ALMA.
A narrativa envolvendo Frederico Figner e sua filha Raquel Figner constitui um dos episódios mais comoventes e doutrinariamente significativos da história do Espiritismo no Brasil. Não se trata de um relato isolado ou de cunho meramente emocional, mas de um testemunho que se insere dentro dos critérios de observação, continuidade e coerência moral estabelecidos pela Codificação Espírita.
1. CONTEXTO HISTÓRICO E HUMANO.
Frederico Figner, conhecido por sua atuação empresarial e por introduzir a indústria fonográfica no Brasil, era também um homem profundamente comprometido com os princípios espíritas. Sua vivência doutrinária não se limitava ao estudo teórico, mas se expressava na prática moral e na confiança nos postulados da sobrevivência da alma.
A desencarnação de sua filha Raquel representou, no plano humano, uma dor intensa e legítima. Contudo, é precisamente nesse cenário de dor que se evidencia a força consoladora do Espiritismo.
2. A COMUNICAÇÃO ESPIRITUAL.
Após a morte de Raquel, Figner passa a receber comunicações atribuídas à filha por meio de reuniões mediúnicas sérias. Essas comunicações apresentam características fundamentais que Kardec estabelece como critérios de autenticidade:
Coerência de linguagem
Continuidade de pensamento
Identidade moral
Ausência de contradições
Raquel não se manifesta de forma teatral ou sensacionalista. Ao contrário, suas mensagens são serenas, lúcidas e impregnadas de elevação moral, demonstrando:
Consciência de sua condição espiritual
Adaptação progressiva ao plano espiritual
Preocupação com o consolo dos familiares
3. O CONTEÚDO DAS MENSAGENS.
As comunicações de Raquel trazem elementos profundamente alinhados com a literatura espírita clássica:
A vida continua após a morte
O Espírito mantém sua individualidade
O afeto não se extingue com a separação física
O sofrimento pode ser atenuado pela compreensão espiritual
Ela descreve seu estado não como um fim, mas como uma transição, confirmando o princípio kardeciano de que a morte é apenas uma mudança de estado.
Em diversos momentos, observa-se que Raquel busca consolar o pai, invertendo a lógica puramente materialista da perda. Há, portanto, um deslocamento da dor para a compreensão.
4. A TRANSFORMAÇÃO DE FIGNER.
O impacto dessas comunicações em Frederico Figner não foi de deslumbramento, mas de aprofundamento moral.
Ele não se torna um homem crédulo, mas um homem mais consciente.
Não busca fenômenos, mas sentido.
Não se apega ao extraordinário, mas à lei moral.
Essa postura está em perfeita consonância com o ensino de Allan Kardec, que sempre advertiu contra o fascínio pelos fenômenos em detrimento da transformação interior.
5. OBJETIVO DOUTRINÁRIO DO EPISÓDIO.
O caso Figner Raquel não tem como finalidade provar pela emoção, mas demonstrar pela razão e pela experiência controlada que:
A morte não interrompe a vida
A comunicação entre planos é possível sob condições sérias
O amor subsiste além da matéria
A dor pode ser educada pela compreensão espiritual
Trata-se de um exemplo pedagógico, que ilustra, em nível concreto, aquilo que obras como "O Céu e o Inferno" já haviam apresentado por meio de depoimentos espirituais.
6. LUCIDEZ E CRITÉRIO.
É importante destacar que o Espiritismo não se fundamenta em casos isolados, mas na universalidade dos fatos. O episódio de Figner reforça um conjunto muito mais amplo de evidências.
Como enfatizado por José Herculano Pires, o valor desses relatos está na sua convergência com os princípios gerais da doutrina e não em seu caráter emocional.
CONCLUSÃO.
A experiência de Frederico Figner com sua filha Raquel não é apenas um relato de saudade, mas uma demonstração viva de que a existência transcende a matéria e se prolonga na continuidade da consciência.
Ali, onde o mundo vê ausência, o Espiritismo revela presença.
Onde há silêncio, descobre-se diálogo.
Onde há fim, compreende-se transformação.
E nesse delicado intercâmbio entre dois planos da vida, o ser humano aprende que amar não é possuir, mas reconhecer que os laços verdadeiros não se desfazem sequer diante do túmulo.
Fontes fidedignas
"O Livro dos Médiuns", 1861
"O Céu e o Inferno", 1865
Estudos históricos do movimento espírita brasileiro sobre Frederico Figner
Registros de comunicações mediúnicas em ambientes controlados
Tags
#geeff #cems #espiritismo #kardec #revistaespirita #vidaaposamorte #psicologiaespiritual #doutrinaespirita #mediunidade #filosofiaespiritual #consciencia #despertar #lei #moral
Talvez só você compreenda a tristeza nos meus olhos.
Te ver, talvez fosse um alento, para quem há muito já perdeu o rumo.
Minha querida ,eu não conseguia dormir a noite passada porque sei que está tudo acabado entre nós. Eu não sou amargo mais, porque eu sei que o que tínhamos era real. E se em algum lugar distante no futuro nos vermos em nossas novas vidas, eu vou sorrir para você com alegria e lembrar como passamos o verão sob as árvores, aprendendo um com o outro e crescendo no amor. O melhor amor é o tipo que desperta a alma e nos faz atingir mais, que planta um fogo em nossos corações e traz paz às nossas mentes, e isso é o que você me deu. Isso é o que eu espero dar a você para sempre. Eu te amo
Infância cabocla 2
Nas várzeas do Amazonas fui criado,
Numa comunidade ribeirinha.
Lá minha família criava gado
E no tempo que a enchente vinha,
Pra terra firme até gente ia morar,
Até a água começar a baixar.
Desde cedo aprendi a nadar,
Segurando no casco, a bater o pé.
E o rio sempre a me ensinar,
Que eu sou da várzea, cria do igarapé.
Brincando de manja a gente nadava
E o medo das águas logo acabava.
Fazia cavalo com palha de bacabeira
Jogava pião no terreiro de chão
Bolinha de gude, a mira certeira
Futebol no campinho era só emoção.
Subia na goiabeira pra comer fruta madura
E apedrava nas mangueiras pra colher muita fartura.
Mas nem tudo era só brincadeiras,
O trabalho começava cedo
Meus irmãos tiravam leite das vacas leiteiras
E andavam a cavalo sem medo.
À tarde no curral prendíamos o gado
Plantávamos milho, jerimum e melancia no roçado.
Ah, minha doce infância cabocla!
Que o tempo levou, mas na lembrança ficou
Um gosto de infância que não sai da boca,
Tesouro tão raro que o peito guardou.
Ah, que saudade das brincadeiras!
Da vida singela, porém verdadeira.
Autor: Silvano Pontes.
Amazonas em poesias
Homenagem aos professores de Parintins.
Nas salas onde o saber floresce,
Brota a luz de quem ensina e guia,
É no olhar do professor que acontece
O milagre da vida e da poesia.
De Parintins, terra de encantos mil,
Erguem-se professores, orgulhos do Brasil.
Com voz serena e alma paciente,
Plantam futuros em cada lição,
Transformam sonhos na mente da gente,
Com fé, coragem e dedicação.
Cada palavra é semente lançada,
No chão da esperança, bem cultivada.
No chão da escola, o saber é canção,
Que ecoa forte e vem do coração,
E cada gesto dessa nobre missão,
Revela o dom mais puro e comum:
Ensinar é servir, é fazer brotar
O bem que o tempo não vai apagar.
Neste dia, a população lhe agradece,
Com reverência, carinho e emoção,
A quem ensina e também enriquece
A alma viva da educação.
Professores são como um farol,
Que acende o futuro com luz e sol!
Autor: Silvano Pontes.
Amazonas em poesias.
Parintins, Flor do Amazonas – 173 Anos
Às margens do rio que encanta,
Nasceu tua história formosa.
Teu povo ora e canta,
No chão, canção gloriosa.
Ó Parintins, por Deus abençoada,
Pelos caboclos, pra sempre amada.
Nas tardes mansas, o sol te abençoa,
Pintando de ouro a correnteza.
O boto salta, a arara entoa,
E o povo brinda tua beleza.
Teu nome é verso que o tempo ensina,
Tua alma é pura, tua voz divina.
Teus rios falam com voz de criança,
Teus ventos trazem antigas canções,
Das mãos caboclas, cheias de esperança,
E do benzeiro que embala os corações.
Ó Parintins, terra de lenda e fé,
Teu nome é luz que aplaudo de pé.
Hoje a cidade inteira festeja
Teus 173 anos de alegria.
Paz é o bem que teu povo deseja,
Felicidade, amor e harmonia.
Hoje é teu dia, Tupinambarana,
Ilha do amor, eterna e soberana.
Parintins, meiga flor do Amazonas,
Tua bandeira é meu coração!
Teu povo canta tua história,
Com orgulho, amor e gratidão.
Parintins, pátria das águas,
Brilhe pra sempre na imensidão!
Autor: Silvano Pontes.
Amazonas em poesias.
