Pensamentos Mais Recentes
Eu já liberei perdão no meu coração.
Mas agora eu estou cuidando da minha cura e dos meus limites.
Perdão eu já dei, mas confiança e convivência são construídas com o tempo e com atitudes.
miriamleal
Um pequeno monte, voltado para si mesmo, de enfermidades e lamúrias, queixando-se de que o mundo não procurava fazê-lo feliz.
Há uma exaustão que não vem do corpo, mas do peso de sustentar pensamentos que não descansam, como se minha mente fosse um tribunal permanente, onde eu sou, ao mesmo tempo, acusado, juiz e sentença.
A tua pele chama a minha,
num desejo sem recuo.
Cada gesto teu provoca
um incêndio quase nu.
O ar prende‑se entre nós,
como se o mundo parasse ali.
E no ritmo que inventamos,
é o meu corpo a guiar o teu,
sem pressa de fugir.
A tua respiração prende-se na minha,
num jogo que nenhum de nós quer terminar. E quando a madrugada vibra entre os nossos corpos,
é aí que o desejo fala mais alto,
a pedir que a noite não saiba acabar.
Sinto-te na alma inteira,
numa verdade tórrida
que percorre o meu sangue
e rasga o meu silêncio.
A consciência não permite descanso completo, porque mesmo no silêncio ela continua ativa, revisando, questionando, reconstruindo, como se existir fosse um trabalho que nunca termina.
O Sussurro da Esperança
Entre os vales que me rodeiam e as matas que escondem segredos, estão as minhas esperanças por um lugar ao sol. Entre meus dias e minhas noites, a solidão me acompanha de forma serena. São os meus gritos e as minhas formas de entender que nada veio para ficar — ou para sempre. O tempo sussurra ao meu ombro que meu dia de espera acabou. Que a vida está dentro de um pacote transparente, descansando, mas atenta a tudo.
Sou um misto de tantas coisas que, no fim, não entendo quase nada. Não entendo minhas buscas, meus sonhos, minhas loucuras, meu buscar. São verdades dentro de um barril já gasto pelo tempo, mas que continuam verdades, mesmo nuas e cruas. Mesmo que machuquem uns, ensinem outros e deixem muitas dúvidas no ar.
O planeta sofre com tantas mudanças drásticas, e eu também sofro por não compreender muitas coisas que acontecem. São acontecimentos que escorrem entre os dedos, e não consigo segurar ou, pelo menos, estabilizar. É mais forte que tudo. Mais forte que eu, que as pessoas ao meu redor e que todos os seres que habitam este planeta.
Acredito que seja essa energia no ar — uma energia pesada, proveniente de pensamentos fortes e densos. Só conseguiremos deixar tudo mais leve quando essa leveza retornar para dentro de cada um. Sejamos leves, livres e esperançosos, para tornar tudo ao nosso redor mais luminoso.
Rita Padoin
Quando amamos – e o amor é espiritual – a presença quase não se faz necessária, pois os espíritos se reconhecem e se complementam.
Não apresse o seu tempo de ser semente. O que cresce no escuro do solo, em silêncio e paciência, é o que terá força para sustentar as flores mais bonitas quando o sol chegar.
Espero que você se sinta abraçado pela manhã com esta mensagem de bom dia repleta de carinho que te mando neste momento. Tenha uma excelente manhã!
O SOL QUE VEM DAS RAÍZES
A vida é uma jornada, com tempos e estações,
E às vezes, as tempestades parecem não ter fim.
Chove forte em quem tem a alma transparente,
Mas a leitura externa nem sempre diz quem somos.
Olhe para aquela árvore, agora tão nua,
Só galhos secos, sem nenhuma folha que flua.
Parece abatida, parece que o inverno a venceu,
Mas quem a vê por fora, não sabe o que ocorreu.
Enquanto o vento soprava e o gelo caía,
Sua força silenciosa lá embaixo agia.
Ela foi forjada no segredo, no escuro do chão,
Firmando suas raízes com toda a concentração.
Cada raiz buscou o mais profundo do solo,
Bebendo da água da vida, em um terno colo.
Isso levou tempo, levou ao esgotamento,
Mas ela se refez, venceu o sofrimento.
Não é o que se vê que a sustenta de pé,
É o que está invisível, é a sua fé.
As raízes são a âncora que a impede de tombar,
Para que, no momento certo, ela possa voltar.
E ela voltará! Seus galhos secos vão sumir,
E o verde mais lindo, mais vivo, irá surgir.
Ela florescerá com a força de quem soube esperar,
E suas flores terão o perfume de quem soube amar.
Então, para todas as almas que se molham nas chuvas da vida,
Que parecem secas e cansadas dessa corrida, lembrem-se das raízes que vocês plantaram.
Elas são o sol que nasce de dentro, o solo onde se firmaram. Vocês não estão sozinhas.Suas raízes as sustentam, e o sol que brilha em vocês jamais se apagará.
Firmem-se no solo da esperança, plantem o amor,
E verão que, depois da tempestade, o sol nascerá com mais calor.
Não existe coitadinha, na hora que a corda estourar, será você que receberá as consequências, na relação de homem e mulher, amigo não deve meter a colher.
Pessoas de sucesso se blindam de triangulações, do falar mal, por trás do outro, de traições, manipulações. O problema do outro é do outro, sabedoria é não trazer conversinhas para si.
Mas Deus nos ensina por meio do sofrimento e usa a aflição para abrir os nossos olhos.
A Ponte e o Abismo
Todo ser humano, em algum momento, encontra diante de si um abismo — não apenas de pedra e profundidade, mas de medo, limite, solidão e escolha.
Alguns recuam. Outros permanecem anos contemplando a distância entre onde estão e onde desejam chegar. Há também aqueles que, depois de muito preparo, concentram toda a coragem que possuem e saltam.
Quando conseguem alcançar o outro lado, o mundo os chama de vencedores. Celebram sua força, sua disciplina, sua coragem. Mas existe um silêncio que acompanha certas vitórias: o eco de olhar para trás e perceber que ninguém mais conseguiu passar.
Porque atravessar sozinho pode ser um triunfo, mas também pode ser apenas uma forma elegante de isolamento.
Foi assim que um homem, após vencer o abismo com o próprio salto, percebeu que sua conquista ainda carregava uma ausência. Do outro lado permaneciam os que também sonhavam atravessar, mas não tinham o mesmo impulso, a mesma força ou as mesmas condições.
Então ele compreendeu algo que poucos entendem: há vitórias que pertencem apenas ao ego, e há obras que pertencem ao tempo.
Voltou ao abismo.
Com as próprias mãos, feridas pela pedra e pelo peso, começou a construir uma passagem. Cada pedaço de madeira colocado era mais difícil do que o salto havia sido. Porque saltar exigira coragem por um instante; construir exigia renúncia por muitos dias.
Quando a ponte ficou pronta, outros passaram: os cansados, os inseguros, os lentos, os que jamais conseguiriam saltar.
E naquele momento sua vitória deixou de ser apenas um feito pessoal para tornar-se transformação histórica.
Porque quem apenas vence prova a própria força.
Mas quem constrói caminhos altera o destino de muitos.
No fim, o abismo continua existindo — porém já não decide quem fica para trás.
Autoria: Gildo Ferro Barbosa ✍️
