Pensamentos Mais Recentes
Você acontece
Nos acordes de Ode to my family
Na melodia de Paolo
No assovio de Lost on you
Acontece na panqueca
No suco de abacaxi com hortelã
No Milkshake do Bob’s
Acontece na sensação do quase
Nos incontáveis “e se”
Naquilo que se foi
E no que teimou em permanecer
Receio que o termo “Textão” tenha surgido dos Leitores apressados que se alimentam da Superficialidade Digital.
É muito curioso como uma Palavra criada para diminuir o Tamanho de uma Reflexão acabou revelando muito mais sobre quem a utiliza do que sobre quem Escreve.
Chamar um texto de “textão” quase sempre carrega uma dose de impaciência, como se dedicar alguns minutos à leitura fosse um sacrifício incompatível com o ritmo frenético da vida online.
Vivemos a era da Velocidade…
Tudo precisa ser resumido, comprimido, editado, transformado em poucos segundos de vídeo, em frases de efeito ou em legendas que caibam entre uma propaganda e outra.
A profundidade passou a disputar espaço com o algoritmo, e o algoritmo muito raramente recompensa quem exige pausa, silêncio e Contemplação.
Não se trata de condenar a Tecnologia.
Ela democratizou o acesso à informação de uma forma jamais imaginada.
O problema começa quando confundimos informação com conhecimento, opinião com reflexão e consumo de conteúdo fragmentado com aprendizado.
Nunca lemos tanto; mas talvez nunca tenhamos compreendido tão pouco.
Há uma diferença enorme entre passar os olhos por centenas de publicações e permitir que uma ideia atravesse as nossas convicções.
A primeira alimenta o cérebro com estímulos constantes; a segunda exige algo muito mais raro: disposição para pensar.
Pensar dói, desmonta certezas e nos obriga a reconhecer que o mundo dificilmente cabe em frases feitas.
Talvez por isso os textos longos incomodem tanto.
Eles não permitem respostas automáticas.
Exigem tempo, interpretação e, principalmente, disposição para dialogar com ideias que podem contrariar as nossas próprias crenças.
Em uma cultura que premia reações instantâneas, qualquer convite à reflexão parece um atraso.
É muito curioso perceber que quase ninguém reclama de assistir horas de uma série, acompanhar partidas inteiras de futebol, maratonar vídeos ou permanecer incontáveis minutos, quiçá horas, deslizando o dedo sobre a tela.
O problema não é o tempo…
O problema é quando esse tempo precisa ser investido em algo que exige participação intelectual.
O entretenimento flui; a reflexão cobra presença.
Reduzir qualquer argumento elaborado ao rótulo de "Textão" também revela uma inversão muito preocupante de valores.
A brevidade deixou de ser uma qualidade para se tornar uma obrigação.
Como se toda ideia complexa pudesse — e devesse — caber em poucas linhas.
Mas a realidade não é simples.
Justiça, ética, liberdade, amor, política, fé, educação ou desigualdade jamais serão compreendidos em meia dúzia de caracteres.
A pressa também produz outro efeito silencioso: substitui o entendimento pelo julgamento.
Antes mesmo de compreender um raciocínio completo, muitos já formulam uma resposta.
Não dialogam com argumentos; combatem impressões.
Nem escutam para entender; escutam apenas o suficiente para responder.
Isso explica por que tantos debates se transformaram em disputas de frases de impacto.
Vence quem viraliza, não quem argumenta.
Ganha visibilidade quem simplifica, ainda que simplificar signifique distorcer.
Talvez o verdadeiro "Textão" não esteja nas palavras escritas, mas na complexidade da própria existência.
A vida nunca foi tão resumida.
Uma amizade não cabe em um emoji.
Um luto não se traduz em status ou stories.
Uma consciência não amadurece por meio de manchetes.
Os maiores aprendizados sempre exigiram tempo, escuta e profundidade.
Ler um texto longo não é apenas consumir palavras; é exercitar uma habilidade que está se tornando muito rara: permanência.
Permanecer diante de uma ideia até compreendê-la.
Permanecer diante de um argumento sem fugir para a próxima distração.
Permanecer diante do desconforto que uma boa reflexão inevitavelmente provoca.
Talvez o problema nunca tenha sido o “Textão”.
Talvez o problema seja a dificuldade crescente de permanecer tempo suficiente diante de qualquer coisa que não produza Gratificação Imediata.
E, quem sabe, o dia em que voltarmos a valorizar a Leitura Demorada, a Conversa Profunda e o Pensamento Paciente seja também o dia em que deixaremos de chamar Reflexão de Excesso de Palavras e reconheceremos nela aquilo que sempre foi: um convite para enxergar Além da Superfície.
Talvez a resposta só pertença a quem escolheu não desistir. Afinal, existem destinos que só encontram aqueles que continuam caminhando, mesmo sem enxergar o fim da estrada.
A verdadeira fé não se mede pelo lugar que alguém frequenta, mas pela maneira como trata o próximo quando ninguém está olhando.
Quem me deixou pra trás em meio à selva, não pude me questionar o porquê eu ri até negociar com as hienas!
ENSAIO POÉTICO
POEMA DE FÉLIX DI LÁSCIO
LÍNGUA PÁTRIA
Um homem branco
Pergunta ao nativo, às margens
Do rio:
— Fala tua língua fluente?
Aquele cidadão de origem das terras
das matas respondeu:
— Buá!!! buá!!! buá!!!
"Só o afluente do Rio Sanhauá."
— Ah!!! ah!!! ah!!!
Félix di Láscio, Poeta e Letrista Brasileiro.
Postado em 10/06/2019 às 10:05h
Repostado no dia 02/07/2026 às 20:30h
Somos muito feridos por quem mais amamos, afinal, as mãos do jardineiro sempre sangram ao colher as flores do roseiral.
Não adie a vida enquanto há tempo pra viver , enquanto corre nas veias a intensidade do querer ,corra atrás do que for necessário, mesmo que venha perder , mas com certeza toda sua vontade estará focada em cada instante respirado e que faça tudo que puder fazer, enquanto o tempo não se esgote e vá embora e deixe vazio tudo que poderia realizar . Então, por favor, não adie a vida , pois ela é por demais preciosa , mesmo que alguns momentos, bata o desânimo e o fracasso , continue lutando pra que um dia encerre seus momentos com o prazer de ter enfrentado cada momento e assim feche os olhos com a convicção de que valeu a pena ter vivido sem adiar a vida !
João Batista Barbosa
Pare de acreditar que as coisas vão melhorar por conta própria. Isso é ilusão e desencadeia atraso de realizações. A mudança começa quando você faz os ajustes necessários, alinha-se ao lado bom da vida, decide agir e faz acontecer. Seja obstinada e nunca desconecte a chavinha dos sonhos! Seja teimosa, inflexível e inabalável quando o assunto for “tudo o que você deseja para si mesma!”
(Aline M. Abdalah)
(Cap. IV: Aparece Rubi)
O príncipe, disposto a salvar o seu povo, partiu para o bosque para pedir uma poção a Floral. Todavia, a entrada do local era protegida por Rubi, o monstro rosáceo da bruxa. Os boatos diziam que ele tinha cara de uma fera brutal; outros, porém, afirmavam que não. O príncipe seguiu seu caminho… e eu, Crianças, o autor desta história, também caminharei ao seu lado para descobrir, com vocês, o encanto deste conto de fadas.
(Cap. III: Eis o que dizem de Floral)
O príncipe percebeu que reinava num reino sem almas. Lembrou-se de que, num bosque, residia uma bruxa, a qual diziam ser muito poderosa e, por isso, era temida. Chamavam-na de Floral. Apesar de ninguém nunca tê-la visto, boatos diziam que ela era tão medonha que até o Bicho-Papão era mais bonito. Porém, vocês sabem como são os boatos: eles carregam a fama de serem quase sempre mentirosos.
O estoicismo está em alta atualmente, justamente porque muitos dos dilemas referentes às crises institucionais são parecidas com as contemporâneas.
A Obra Meditações de Marco Aurélio é algo que transcende o tempo, pois demonstra como um ser humano enfrenta os seus dilemas existenciais.
Aprendi a duras penas que, a sala dos professores é uma boa oportunidade para ler boas obras. Foi, justamente, aqui que conversei com autores que transformaram minha forma de pensar...
(Cap. II: O Príncipe)
Num incerto dia, o príncipe resolve cavalgar para ver se o seu povo realmente era feliz. Percebeu que todos tinham tudo que queriam ou quase tudo. As pessoas não brigavam pelo Não Tinham. Há muito tempo brigaram pelo Não Tinham. Passaram assim... Brigaram pelo Não Tinham e pouco a pouco foram perdendo o que tinham.
Novas oportunidades de emprego, fizeram-me perceber que existe um constante encontro de existências. E cada existência é mundo, um aprendizado, uma oportunidade para crescer."
(Cap. I: O Reino do Imaginário)
Era uma vez, num reino cujas terras se perdiam no horizonte, vivia príncipe sonhador. Tinha ideias muito estranhas, buscava um tesouro. Há pessoa que vivem para seus tesouros, eram acumuladores de moedas. Porém o tesouro que o príncipe almejava era muito diferente do brilho dos metais preciosos e inertes.O Príncipe buscava um outro tipo de felicidade.
Quem pensa que todos são perfeitos não sabe enxergar a realidade.
Na verdade, vê tudo com vaidade.
Pois a vaidade não se resume a um rosto bonito e à beleza física; ela também se manifesta no ato de achar que conhece os outros melhor do que eles mesmos, enxergando apenas os defeitos e ignorando as qualidades.
Quem age assim, sempre achando que está certo, mas sem conseguir ser um exemplo, acaba se tornando amargo, tomado pelo ego e pelo orgulho no peito. Cuidado!
