Pensamentos Mais Recentes

... quando
os mentores da luz
tencionam nos punir, eles,
prontamente, atendem nossas 
orações — contudo, não naquilo 
que desejamos, senão no
que precisamos!

Nutrir a ânsia com delícia  
de vestir-me com os teus olhos,  
absolutos, cor de mar.  
Tornar-me a maruja deles  
e rotas nunca determinar.  


Saciar nos teus lábios,  
a sede e o ímpeto  
daquilo que não quero domar.  
Deixar nas tuas mãos,  
tudo o que não quero guiar.  


Onde por ti fui colocada,  
o tempo não me fez apagada.  
Sair deste lugar só depende 
da tua iniciativa pacificada  
para ajustarmos a caminhada.  


Crescente é a vontade que não 
cessa de ser incendiada,  
com poesia que é chama imparável  
que, assim, tem feito aumentada
nos momentos de silêncio.


Infrene a convergência 
haverá de ser celebrada
na estação própria para colher 
na beira do rio da vida 
os frutos das sapucaias,
porque tu me tens como a favorita.

N tenha medo de ser desprezado pelas pessoas tenha coragem de ser melhor q seus inimigos...

No mundo as pessoas q sonha e corre atrás merece a vitória cm ambição toda conquista e obtida

Sabe como ter certeza de que ama alguém?
Quando, mesmo procurando, não encontra dentro de si razões verdadeiras para negar o que sente.


E sabe como provar o quanto ama a si mesmo?
Pelas atitudes e escolhas de todos os dias: praticando o autocuidado e tratando-se com a mesma gentileza com que trataria quem ama.⁠

No meu aver todos podem ser o q quiser só basta ter coragem e determinação pra crescer!!!

O amor que começa como espelho logo vira grade: na idealização, você é tudo; na desvalorização, você é nada; no descarte, você nem existe. A culpa que ele te entrega é o único presente que ele nunca pede de volta.

Tem pessoas q se opõe o q vc tem pra n te ver mas sucedido!!!

Seja impiedoso cm quem te desprezar pra não ser so uma ferramenta

A compreensão da vida é está cm quem vc amar e o maior amor é aquele q cultivamos em casa ao aconchego da família, pra vc ser bem sucedido o primeiro passo é n ser uma pessoa grata a sua família a compreensão de uma pessoa sucedido começar pela família...

2439 📜 "Eu disse e continuo dizendo: 'Isso aí é óbvio como Andar pra Frente, ohquei?' ohquei.top !"

Viva as cores da mulher brasileira,
o tom que pinta a aquarela do Brasil.
Em cada rosto, um brilho verdadeiro;
em cada história, um sonho gentil.
Viva essas guerreiras de fibra e coragem,
que enfrentam a vida sem jamais desistir.
Transformam lágrimas em esperança,
e fazem o futuro florir.
Helaine machado

... este sentimento
de liberdade que hoje
te envolve, sustenta e encoraja
estampa uma das 'cláusulas pétreas' que
fundamentam o pensamento cristão. 
 Portanto, em tempo algum permita 
que o soneguem
a você!

MIGALHAS DA GRANDE MESA.
CAPÍTULO XXIX

QUANDO A FÉ VENCE AS BARREIRAS HUMANAS.
A narrativa da mulher cananeia, registrada em Mateus 15:21 a 28, figura entre os episódios mais profundos dos Evangelhos. À primeira leitura, a resposta de Jesus pode parecer severa. Entretanto, uma análise cuidadosa do contexto histórico, cultural, moral e espiritual revela uma das mais extraordinárias lições sobre humildade, perseverança e universalidade da misericórdia divina.
NESSE EPISÓDIO: Jesus deixa a região da Galileia e dirige-se aos territórios de Tiro e Sidom, localidades habitadas predominantemente por gentios. Tal deslocamento possui grande significado, pois demonstra que sua missão já apontava para a universalização da Boa Nova, ainda que respeitando a ordem pedagógica do plano divino.
A mulher que se aproxima é identificada como cananeia. Pertencia a um povo historicamente considerado inimigo de Israel, sendo vista pelos judeus como estrangeira e impura segundo os costumes religiosos da época. Apesar disso, ela rompe todas as barreiras sociais, culturais e religiosas para aproximar-se do Mestre.
O PRIMEIRO ASPECTO MARCANTE: consiste em sua extraordinária demonstração de fé.
Ela não pede riquezas, privilégios ou reconhecimento. Seu único objetivo é a libertação da filha, gravemente atormentada. Sua dor maternal supera qualquer orgulho pessoal.
Ela clama:
"Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de mim."
Ao chamá-lo de "Filho de Davi", reconhece nele o Messias esperado por Israel, revelando uma compreensão espiritual que muitos contemporâneos judeus ainda não possuíam.
O SILÊNCIO INICIAL DE JESUS: frequentemente causa estranheza.
O Evangelho informa que Jesus não lhe respondeu palavra.
Esse silêncio, porém, jamais representa indiferença.
Trata-se de um recurso pedagógico. Jesus permite que a fé daquela mulher se manifeste em toda sua intensidade, tornando-se exemplo para os discípulos e para todas as gerações futuras.
Os próprios discípulos, incomodados pela insistência dela, pedem que o Mestre a despeça.
Aqui surge outro ensinamento.
Enquanto os homens enxergavam um incômodo, Jesus via uma alma preparada para oferecer uma das maiores demonstrações de confiança registradas nas Escrituras.
A FRASE SOBRE OS FILHOS E OS CACHORRINHOS: deve ser compreendida dentro da linguagem cultural do século primeiro.
Jesus afirma:
"Não é bom tomar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos."
Longe de representar desprezo, a expressão utiliza uma comparação doméstica comum na época. O termo empregado no texto grego refere-se aos pequenos cães da casa, e não a animais selvagens.
A mulher compreende perfeitamente o sentido da metáfora.
Ela não reage com orgulho.
Não se ofende.
Não abandona sua esperança.
Ao contrário, responde com uma humildade admirável:
"Sim, Senhor, mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa de seus donos."
NESSA RESPOSTA: encontra-se um dos maiores monumentos espirituais da literatura evangélica.
Ela reconhece que basta uma única migalha da misericórdia divina para transformar completamente uma existência.
Sua confiança não depende da quantidade da graça recebida.
Ela sabe que o poder de Cristo é infinito.
Uma migalha proveniente do amor divino possui mais força do que todas as riquezas humanas reunidas.
JESUS, ENTÃO, revela o verdadeiro objetivo daquele diálogo.
Ele declara diante de todos:
"Ó mulher, grande é a tua fé. Faça-se contigo como desejas."
Na mesma hora, sua filha foi curada.
Não houve imposição das mãos.
Não houve contato físico.
Não houve cerimônia.
A cura ocorreu pela força da fé sincera aliada à vontade divina.
SOB A ÓTICA DA DOUTRINA ESPÍRITA: esse episódio adquire significado ainda mais profundo.
Allan Kardec ensina, em "O Evangelho segundo o Espiritismo", capítulo dezenove, que a fé verdadeira não consiste em aceitar cegamente determinadas crenças, mas em possuir confiança raciocinada nas leis de Deus.
A mulher cananeia exemplifica precisamente essa fé.
Sua perseverança demonstra que a oração sincera jamais se perde.
Ainda que a resposta pareça tardar, Deus jamais abandona aqueles que perseveram no bem.
Além disso, o episódio evidencia que não existem privilégios espirituais baseados em raça, nacionalidade ou tradição religiosa.
Perante as leis divinas, o mérito pertence ao Espírito.
Jesus não premia a origem daquela mulher.
Premia sua elevação moral.
Sua humildade.
Sua perseverança.
Sua confiança.
OUTRO ENSINAMENTO EXTRAORDINÁRIO: reside na simbologia das migalhas.
Muitos imaginam necessitar de grandes milagres para modificar a própria vida.
Entretanto, basta uma pequena parcela da luz do Cristo para iniciar uma profunda transformação interior.
Uma palavra.
Uma inspiração.
Uma oportunidade de recomeço.
Uma prece feita com sinceridade.
Uma atitude de perdão.
Essas aparentes "migalhas" possuem força suficiente para renovar destinos inteiros quando encontram um coração receptivo.
A MULHER CANANEIA: permanece como símbolo eterno da perseverança diante das dificuldades.
Ela não permitiu que o silêncio a derrotasse.
Não permitiu que o preconceito a afastasse.
Não permitiu que as circunstâncias destruíssem sua esperança.
Sua fé atravessou todas as barreiras humanas até alcançar a misericórdia divina.
ESSA É A GRANDE LIÇÃO DO EVANGELHO: Deus jamais mede o valor de uma criatura por sua posição social, nacionalidade, religião ou passado. O que verdadeiramente alcança o coração do Cristo é a fé perseverante, a humildade sincera e o amor capaz de permanecer firme mesmo diante das aparentes negativas da vida.
FONTES.
"Evangelho de Mateus", capítulo 15, versículos 21 a 28.
Allan Kardec. "O Evangelho segundo o Espiritismo", capítulos dezenove e vinte e sete.
Allan Kardec. "O Livro dos Espíritos", especialmente as questões relativas à Lei de Justiça, Amor e Caridade.
José Herculano Pires. Traduções e estudos da Codificação Espírita.
Léon Denis. "Depois da Morte".
#migalhasdamesadomestre #mateus15 #evangelho #jesuscristo #allanKardec #espiritismo #fe #caridade #humildade #perseveranca #doutrinaespirita #evangelhosegundooespiritismo

Falsos profetas, tirando as esmolas de um povo que não tem o que comer. O que dirão a Deus quando Ele lançar vocês e sua casa nas fornalhas do inferno? Talvez respondam: "Bom, pelo menos tive uma vida terrena próspera."


Tolos. O fogo do inferno apagará a felicidade de cem anos em poucos segundos.

2438 📜 "Então, perguntei a ela: isso aí é Verdade porque Você🫵 acha que é Verdade? É isso?

Israel

O povo de Israel, judeus ortodoxos negam Jesus Cristo. Acham que ele é invenção de Roma, desde o ano 325; acham que cristianismo é filho de Roma. Mas não é. O Senhor Jesus Cristo é o Messias de Israel; é judeu, descendente de Davi, nasceu em Belém de Judá; nasceu de uma virgem. Mas não é filho de homem, mas legalmente é filho de José. É filho do Espírito Santo, filho de Deus, filho de Maria. Por ser filho de Maria somente e não de homem algum, não tem pecado original; É filho do fenômeno Partenogênese (Nasceu sem intervenção masculina).

Os judeus acham que não precisam de um salvador, pois já se acham santificados. Julgam-se "Santos". Pensam que por terem a lei, podem ser justificados diante de Deus. Acham por conhecerem a lei ou por a praticarem, são mais Santos que os gentios. Gloriam-se não lei, mas não a praticam pela fé. Não é pelas obras da lei que alguém é salvo. Mas somente se as praticar, pela fé em Jesus Cristo. Ninguém consegue ser salvo pelas obras feitas isoladamente, mas sim se as fazer pela fé em Jesus Cristo. Diante de Deus, nem circuncisão nem incircuncisão, tem algum valor. Mas somente se o homem fôr uma nova criatura; isto é se tiver nascido da água e do Espírito Santo.

Tudo isto está na carta de Paulo aos Romanos, assim como nas restantes escrituras do Novo Testamento. Enfim todo o judeu precisa do salvador, Jesus Cristo, para ser salvo daquilo que a lei, não o pôde salvar.

Jesus Cristo é o Messias de Israel, que veio para Judeus e Gentios. É bom que os Judeus deixem o judaísmo e aceitem o salvador Jesus Cristo!

2437 📜 "De repente, aqui e agora, lembrei de alguns dos Meus Cunhados: os Piores deles. Lembrei, uai. Fazer o quê? São fatos, tanto Minha Lembrança quanto Meus Cunhados... fatos.top, que fique claro!"

2436 📜 "Dependendo de quem seja, não gosto absolutamente que mexam nas Minhas Coisas. Dependendo de quem seja, fica a Ressalva. Por ora é só. Por ora... Fica esta Outra Ressalva!"

Os poderosos no final das contas são mais comuns do que eu e você. Só exercem o cargo ao qual foram capaz de assumir. Pessoas simples sabe ...

"Sair da caverna física é só o começo; a verdadeira emancipação acontece quando libertamos a nossa mente. O Criador Celestial nos fez para enxergar a luz do alto, mas também nos fez para enxergarmos as coisas físicas ao nosso redor, para compreendermos tudo o que nos acontece e enxergarmos as coisas espirituais que estão além do nosso alcance. A evolução exige coragem para quebrar dogmas e encarar o desconhecido. Aumentar o ganho da percepção, mantendo a nossa fúria interior contra a ignorância e stay heavy na busca pela verdade e sem alienação!"


John Rabello de Carvalho


#jrabellodecarvalho

2435 📜 "Também não gosto nadinha de fazer algo errado, seja em relação à Lei, à Moral, aos Bons Costumes, ao Bom Senso e/ou em relação à Convivência em Sociedade. Seja erro deliberado ou por desconhecimento, tanto faz. Não gosto!
-
E aceito que me avisem e me orientem a respeito. Tem mais um coisinha de que não gosto..."

2434 📜 "Também não gostaria, não gosto, não gostarei daqueles que chegam sem avisar e, pior, para 'ir ficando'. Não gosto, reajo na hora, deixo bem claro o meu 'não gostar' e não importo nadinha de perder o parente, o amigo, quem quer que seja. Tem mais..."

RECALCULANDO ROTA


Cá estou eu novamente, sentada em minha cama, olhando para o infinito, em uma sexta-feira à noite. Você deve estar se perguntando: o que uma jovem de 17 anos está fazendo em casa em um dia desses? Deveria estar, no mínimo, em uma "baladinha" qualquer. A minha resposta será um tanto avassaladora, talvez assuste muita gente por aí, mas é como me sinto de fato: diferente.


Já fui de sair muito, ter diversos amigos, paqueras, risadas, momentos bons, mas tudo mudou quando meu GPS interno recalculou a rota da minha vida. Comecei a ler, praticar muitos esportes, estudar, espiritualizar-me, focar muito mais em mim mesma. E meus amigos? Eu ainda os tinha, claro, mas de forma cada vez mais distante. Os interesses não se encaixavam mais; enquanto as conversas giravam em torno de quem ficou com quem, eu queria estar falando de livros, futuro, oportunidades e desejos puros. Para mim, não faziam sentido todas aquelas falas e, no fim, acabei sendo rejeitada por ser muito diferente. Não os julgo. Talvez eu sempre tenha sido dessa forma, mas me escondia atrás de uma pessoa que não tinha nada a ver comigo para ser aceita como uma adolescente normal em uma sociedade rasa. De fato, uma hora ou outra eu mesma iria me distanciar.


Tive de aprender a lidar com a solidão na marra, mas, com o tempo, isso virou solitude, o que é deveras diferente. Aprendi muito nesse meio-tempo. Entendi que nossa própria companhia é a que mais importa. Mas agora cheguei a uma fase da minha vida em que eu gostaria tanto de ter um grupo de amigos. E, afinal, onde vou encontrá-los? Não me encaixo em lugar nenhum. Um exemplo são os amigos que tento fazer no esporte. Descobri algo muito estranho aos meus olhos: só é seu parceiro enquanto você apresenta um desempenho inferior ao dele. Sim, eu sei, é triste.


Às vezes, tenho a impressão de que a vida virou uma disputa para ver quem é mais orgulhoso, quem tem o ego mais inflado, quem menos dá o braço a torcer. Esse é o valioso, dizem os idiotas. Aí é que eu quebro a cara. Para mim, amizade, relacionamento ou qualquer coisa que envolva o outro envolve empatia. E, quanto mais eu me importo com o sentimento dos outros, mais eu me machuco, mais pedradas levo e mais distante eu me torno.


E, se entrar no campo dos relacionamentos amorosos, aí desaba tudo. Sempre, em minha vida, eu fui um quase e nunca uma certeza. Não que eu tenha tido muitas oportunidades, mas, quando acontecia, era assim. Quando, de certa forma, me isolei do mundo, como diz meu pai, "foi o boi com a corda" de vez. Se me perguntar se sou seletiva, a resposta é óbvia: muito. Mas sei que ninguém é perfeito. Tem uns que chegam e, só de olhar, eu penso: "Não têm nada a ver comigo". Querem só rolo, "passar na cara", não pensam em construir algo maior. E há outros que, ao meu ver, seriam perfeitos, coisa rara de acontecer. E, quando acontece, na minha cabeça daria super certo, mas, aos olhos do outro, é impossível. Talvez o problema seja eu, uma pessoa que pensa demais, planeja demais, sente demais, ou talvez eu esteja em um mundo raso demais. Já nem sei mais o que pensar, realmente.


Pergunto-me todos os dias quando voltarei a ser um pouco mais normal, a ser aceita novamente, a socializar com facilidade, quando finalmente terei um namorado. Penso que possa estar destinada à solitude eterna. Apesar de tudo, no fundo eu a prefiro, mesmo doendo demais. Só quem passa por isso sabe.
Penso que boa parte da minha geração vive em torno somente de festas, bebidas, baladas, drogas e redes sociais. Nem falarei das indumentárias; complica demais. Como posso me encaixar nisso? Será possível não existir ninguém parecido comigo? Óbvio que existe, mas minhas esperanças, no momento, estão desvairadas. E, enquanto não encontro as pessoas certas para caminhar ao meu lado, continuo olhando para o infinito, ou melhor, escrevendo crônicas em uma sexta-feira à noite qualquer.

Sábado 25 de julho/ 10:18 da manhã 


Entre cicatrizes e recomeços: a história de uma mulher que aprendeu a sobreviver


Um relato de dor, fé e resiliência diante de uma tempestade que começou em 2022


Olá, tudo bem? Sou Alinny de Mello, gosto de escrever, produzo ebooks sobre desenvolvimento pessoal para o Kindle, e hoje trouxe essa reflexão para você, leia até o final.


Às vezes eu olho para a minha própria história e parece que estou lendo o capítulo de uma vida que outra pessoa escreveu. Foram tantos acontecimentos, tantas batalhas silenciosas, tantos dias em que precisei juntar os pedaços de mim mesma para continuar caminhando.


Tudo começou em 2022, quando eu ainda não imaginava que minha vida entraria em uma fase de tantas provações. Eu carregava dores que nem sempre eram visíveis, sinais que meu corpo tentava mostrar, mas que muitas vezes eram difíceis de compreender. Eu seguia vivendo, tentando cuidar da minha casa, dos meus sonhos, dos meus projetos e das pessoas que amo, enquanto dentro de mim existia uma guerra que ninguém conseguia enxergar completamente.


Eu aprendi uma das maiores lições da vida: nem toda batalha faz barulho. Algumas acontecem dentro do nosso próprio corpo, em consultas, exames, noites mal dormidas, preocupações escondidas atrás de um sorriso e lágrimas que caem quando ninguém está olhando.


Mas o ano de 2024 foi o grande divisor de águas da minha história.


Foi o momento em que a vida me colocou diante de um dos maiores desafios que eu já enfrentei. Meu corpo chegou ao limite. Eu vivi uma septicemia, uma infecção grave que abalou completamente a minha saúde, e enfrentei um choque séptico, uma situação extremamente delicada em que eu precisei lutar pela minha própria vida.


Foi um daqueles momentos em que percebemos que somos muito mais frágeis do que imaginamos, mas também descobrimos uma força que estava escondida dentro de nós.


Eu precisei passar por uma histerectomia de urgência. Meu corpo precisou enfrentar uma cirurgia grande, uma mudança que não era esperada, uma despedida de uma parte de mim que carregava histórias, dores e também memórias. Não foi apenas uma cirurgia física. Foi um processo emocional profundo.


Existe uma diferença entre sobreviver e realmente compreender que sobrevivemos.


Depois de tudo que aconteceu, eu precisei reaprender a confiar no meu próprio corpo. Cada dor gerava medo. Cada sintoma levantava perguntas. Cada exame carregava uma mistura de esperança e ansiedade.


Quando uma pessoa passa por algo assim, ela não volta a ser exatamente quem era antes. Ela carrega marcas. Algumas aparecem na pele, como cicatrizes. Outras ficam na alma, como lembranças de momentos em que ela precisou ser mais forte do que imaginava conseguir ser.


E a minha caminhada não terminou ali.


Em 2026, meu corpo passou por mais uma batalha: uma cirurgia para corrigir hérnias, incluindo hérnias inguinais bilaterais e uma hérnia umbilical. Mais uma vez eu precisei enfrentar recuperação, limitações, dores e a paciência de esperar o corpo se reconstruir.


Enquanto muitas pessoas seguem suas rotinas sem pensar sobre o funcionamento do próprio organismo, eu aprendi a prestar atenção em cada sinal. Aprendi que saúde é um presente que muitas vezes só valorizamos quando somos obrigados a lutar para recuperá-la.


No meio dessa caminhada, também descobri outros desafios. Veio o diagnóstico de colecistite alitiásica, uma inflamação na vesícula sem a presença de pedras, trazendo dores, desconfortos e mais uma investigação para entender o que meu corpo estava tentando comunicar.


Também descobri alterações no meu ovário esquerdo, com característica policística e a presença de um cisto que ainda precisa ser acompanhado. Mais uma preocupação para uma lista que já parecia grande demais.


E como se tudo isso não fosse suficiente, continuo investigando alterações intestinais. Existem dias em que meu corpo parece uma caixa cheia de perguntas esperando respostas. Dores que aparecem e desaparecem, mudanças no funcionamento intestinal, desconfortos que me fazem observar cada detalhe da minha alimentação e da minha rotina.


Mas existe algo que todas essas dificuldades não conseguiram tirar de mim: a vontade de continuar.


Eu poderia olhar para tudo isso e enxergar apenas perdas. Poderia contar minha história apenas pelas cicatrizes, pelos diagnósticos e pelos momentos difíceis. Mas eu escolho contar também pela minha resistência.


Porque eu ainda estou aqui.


Depois de uma septicemia. Depois de um choque séptico. Depois de uma cirurgia de emergência. Depois de outra cirurgia. Depois de tantas incertezas e medos.


Eu ainda escrevo.


Eu ainda sonho.


Eu ainda acredito que existe uma nova página esperando para ser escrita.


Minha história não é apenas sobre doença. É sobre sobrevivência. É sobre uma mulher que descobriu que a fragilidade e a força podem morar no mesmo coração.


Existem dias em que eu me sinto cansada. Existem momentos em que eu questiono por que tantas coisas aconteceram comigo em tão pouco tempo. Eu sou humana. Eu sinto medo. Eu sinto tristeza. Eu sinto o peso dessa caminhada.


Mas também sinto orgulho da mulher que me tornei.


Porque a verdadeira resiliência não é nunca cair. A verdadeira resiliência é olhar para o chão depois da queda e encontrar coragem para levantar mais uma vez.


Minha vida mudou. Meu corpo mudou. Minha forma de enxergar o mundo mudou.


Hoje eu entendo que cada amanhecer é uma oportunidade. Cada pequeno avanço é uma vitória. Cada dia em que consigo fazer algo que antes parecia impossível é uma prova de que ainda existe força dentro de mim.


Eu não sei exatamente quais serão os próximos capítulos dessa história. Ainda existem exames, acompanhamentos e perguntas sem respostas. Mas existe algo que eu sei: eu não sou apenas aquilo que aconteceu comigo.


Eu sou tudo aquilo que fiz depois que aconteceu.


Sou minhas cicatrizes, mas também sou minha cura.


Sou minhas lágrimas, mas também sou minha esperança.


Sou os dias difíceis, mas também sou a mulher que continuou caminhando mesmo quando o caminho parecia pesado demais.


A minha história não terminou em 2024. Na verdade, talvez ali tenha começado uma nova versão de mim.


Uma versão mais consciente, mais forte, mais grata e mais determinada a aproveitar cada oportunidade que a vida ainda colocar diante de mim.


Porque depois de atravessar tantas tempestades, eu aprendi que algumas pessoas não sobrevivem apenas para continuar existindo. Elas sobrevivem para transformar a própria dor em mensagem, aprendizado e inspiração.


E eu sigo escrevendo minha história, um dia de cada vez.


A pergunta que fica para quem lê minha jornada é: quantas vezes a vida tentou me derrubar, e quantas vezes eu ainda escolhi levantar?