Pensamentos Mais Recentes

Qualquer ser humano 
que olhar nos olhos
de outro ser humano 
verá esperança.

Dor de Dente


   Eu sou daqueles menino que pouco fala e não mente
   Minha vó sempre dizia a mentira dá dor de dente


   Eu sou daqueles menino que pouco fala e não mente
   Minha vó sempre dizia mentira dá dor de dente


   A minha vó me ensinou e hoje eu sou clarividente
   Aprendi ver com clareza a bondade e seus acidentes


   Minha vó me ensinou e hoje sou clarividente
   Aprendi ver com clareza a bondade e seus acidentes

Ninguém é inútil; todo mundo é útil; todo mundo compartilha o ar, o conhecimento, a existência.

O que te impede de sentir o amor é o medo de achar que amor é dor.

Se você sonhar por um mundo perfeito, você vai morrer desiludido.

As pessoas se dividem quando pensam apenas nos conhecidos e não pensam nos que precisam.

Dente de Leite

Eu fui na praia passear com minha vó
Veio uma concha na onda bateu no dente da frente

Que era de leite tão molinho meu xodó
E eu já tinha prometido pra minha vó de presente

Mas eu engoli o dente
Engoli o dente
Que eu já tinha prometido
Pra minha vó de presente

Eu engoli o dente
Engoli o dente
Que eu já tinha prometido
Pra minha vó de presente

Fracasso não é sentença definitiva, é apenas despacho aguardando recurso de coragem.

A arte tem a capacidade de dar voz a quem não tem vez.

"Mortos não sentem saudades dos vivos"

A promessa




Chega mais perto, não diz nada,
Teu silêncio já me invade inteira,
Teu olhar me prende, me deixa rendida,
Promessa quente que corre na veia.




Você nem me toca e eu já tremo,
Meu corpo entende o teu sinal,
É ordem muda, firme e lenta,
Desejo cru, instinto animal.




Há perigo doce no teu controle,
Na calma tensa do teu chegar,
Você me domina só com a presença,
E eu gosto de me deixar levar.




O tempo te fez mais intenso,
Mais dono do que faz sentir,
E eu, consciente, escolho o risco
De em você me perder e insistir.




Aos cinquenta, não há disfarce,
Nem culpa, nem medo, nem véu.
Há vontade que pede urgência,
Há fogo queimando... tu me leva ao céu.




Você não é passado, é chama,
É gatilho, é fome, é prazer...
E quando se aproxima do meu corpo,
Tudo em mim lembra:
sempre foi, sempre será VOCÊ!




Vivi

Eu não queria que você fosse racional comigo. Queria que você fosse irracional por mim tanto quanto fui por nós.

O sentimento


Mais de trinta anos de silêncio aparente,
Mas o desejo nunca aprendeu a dormir,
Ficou à espreita, indomado, latente,
Esperando o instante certo de ressurgir.


Quando nos vimos, o tempo perdeu a voz,
O ar ficou denso, difícil de respirar.
Não eram palavras — era a pele entre nós
Gritando tudo o que evitamos lembrar.


Teu olhar ainda sabe me despir devagar,
Sem tocar, já provoca, invade, domina,
Me faz sentir mulher nas lembranças ainda menina 
Meu corpo reconhece antes mesmo de pensar


A fome antiga que em ti se inclina.
Não é romance ingênuo, é fogo experiente,
É desejo que conhece o ritmo exato.
Somos dois corpos maduros, conscientes,
Sabendo onde o toque deixa o outro insano.


O passado não morreu — só ficou em abstinência,
E agora exige presença, calor, verdade.
A conexão é a mesma, cruel na evidência:
O sentimento nunca perdeu intensidade.


Se o tempo tentou nos tornar memória,
Falhou… porque o que arde é paixão verdadeira.
Depois de décadas, voltamos à história
Com a mesma chama só que bem mais inteira.


Vivi

Na velocidade do dia, temos a consequência de tudo.
se uma porta se fecha,
É sábio que o vento corra por entre as frestas
e no curso do dia uma boa nova nos traga.
Depois de algumas escolhas
Nada é tão certo quanto a folha que resseca e cai
todos os dias.

Existem frases que resumem livros inteiros.

"Deus deu ao homem, conhecimento para cuidar do homem"

⁠Viver em sociedade exige concessões silenciosas, não guerras sonoras, a sua liberdade termina onde a minha paz começa.


A Limitação Cognitiva e a Ditadura do Volume


Talvez esperar bom gosto de quem não tem bom senso seja mais um distúrbio: pura limitação cognitiva.


Porque não se trata apenas de preferência musical, mas da incapacidade de compreender que o mundo não é uma extensão do próprio quarto ou da sala, nem um palco particular onde todos são obrigados a assistir ao mesmo espetáculo.


Não dá para esperar um bom repertório escolhido por puro capricho, antes de tudo, para invadir. 


O som que atravessa muros, janelas e a paciência alheia deixa de ser expressão cultural para se tornar imposição. 


E toda imposição é, em essência, uma forma preguiçosa de poder: a de quem não argumenta, não dialoga, apenas aumenta o volume.


É verdade que o bom gosto é muito subjetivo. 


O que agrada a uns pode ser insuportável a outros. 


Mas o desrespeito ao bem-estar alheio não é questão de opinião; é um problema concreto de convivência, de civilidade mínima, de noção básica de que o outro existe e importa. 


Confundir liberdade com licença para incomodar é um erro muito comum — e perigosamente aceito.


Mas qualquer imbecil funcional deveria ao menos perceber que, num mundo com mais de oito bilhões de pessoas, é impossível escolher vizinhos por afinidade musical ou paixão por ruídos. 


Viver em sociedade exige concessões silenciosas, não guerras sonoras.


Exige entender que o direito de fazer barulho termina exatamente onde começa o direito do outro de ter paz.


No fim, o problema não é o volume do som, o estilo musical ou a caixa potente…


É a ausência de empatia caprichosamente amplificada.


E quando o bom senso é desligado, não há playlist que salve a convivência.


Que Deus nos livre dos que confundem alegria com euforia e liberdade com licença para nos incomodar.

A labareda da agressividade avançou sobre o límpido silêncio do gelo. No confronto, o fogo feriu, mas foi a vulnerabilidade do agredido que o derrotou. Das lágrimas gélidas da vítima brotou a torrente que extinguiu o carrasco. O fogo consumiu-se no próprio veneno, apagado pelo renascimento da água que um dia foi gelo.

O ato de apaixonar por alguém é tal como o ato de gostar do ovo apenas da casca.

A consciência cresce quando paramos de defender personagens.

O silêncio é o estado natural de quem compreendeu.

Não me feriu quem foi embora, mas quem fingiu ficar.

Não existem forças sombrias mais perigosas do que uma mente orgulhosa da própria ignorância.

Há níveis de consciência: alguns apenas existem, outros repetem o que aprendem, poucos questionam e raríssimos despertam.

Quem faz marmotagens costuma fugir do próprio silêncio.