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⁠"Quando você faz uma pergunta boba,recebe uma resposta esperta"


            Aristóteles

“O prudente vê o mal e se esconde;
os simples passam e sofrem as consequências.” (Provérbios 22:3)

Um bom  trabalho de equipe  existe onde há  compromisso,confiança e incentivo⁠ .

Quem bate de frente com o sistema sem direção de Deus, se expõe desnecessariamente.


Mas quem anda no Espírito não reage no impulso, age no tempo certo.
José não brigou com o sistema do Egito… governou dentro dele.
Daniel não atacou Babilônia… permaneceu fiel e Deus derrubou reis.
JESUS não enfrentou Roma com espada… venceu o mundo pela cruz.      miriamleal

⁠Entender um cliente é identificar às suas necessidades.

Talvez eu prefira mesmo o silêncio, a quietude.

O sistema cai não quando alguém grita contra ele,
mas quando a verdade permanece de pé, mesmo sendo silenciosa.


“Não por força, nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor.” (Zacarias 4:6)
Quem é de Deus não precisa bater, permanece.
E permanecer em Deus, no fim, sempre vence.

Quem foca nos defeitos, não visa mirar  nas virtudes.⁠

O tamanho do meu mundo é medido com a fita métrica dos meus conhecimento.s.

Inserida por Valdecir

🕊️ Toda pessoa, famosa ou anônima, precisa de Jesus para encontrar paz verdadeira.

Não é batendo contra o sistema que você vence.
É permanecendo firme no Reino,  enquanto o sistema tenta te esmagar.
Quem anda no Espírito não reage, governa.                     miriamleal

🌍 O mundo conhece Miley Cyrus, mas Jesus conhece a alma.

✨ Miley Cyrus tem talento, fama e voz — mas como todo ser humano, precisa de Jesus para preencher o coração.

🔥 Miley Cyrus marcou gerações mostrando que mudanças fazem parte da vida.

A história de Miley Cyrus mostra que ninguém é apenas um personagem.

Às vezes o perdão é uma mesa posta para ninguém. A comida está lá, mas faltam mãos para compartilhar. Fico olhando o prato vazio e aprendo sobre abandono. Algumas refeições só alimentam a memória. E ainda assim a mesa insiste em ser hospital de esperanças.

🌍 A fama mostrou muitas versões de Miley Cyrus, mas toda pessoa é maior que sua imagem pública.

O sistema mata quem luta na carne,
mas não consegue tocar quem vive na vontade de Deus.
“Maior é o que está em vós do que o que está no mundo.” (1 João 4:4)

Deseja que alguma situação não ocorra é como infligir a si ,um tormento grátis

✨ “A maior transformação não é de imagem, é de alma.”

✨ Miley Cyrus pode ser Hannah Montana para o mundo, mas toda alma precisa de Jesus para ser completa. ✨

Arruda, firme e forte, resoluta

Que o Espírito Santo te cubra com paz, discernimento e um coração guardado.
Deus vê. Deus sustenta. Deus recompensa.


Porque não é sobre o quanto você consegue, mas sobre quem te sustenta enquanto você continua. miriam leal

Motivação é a energia que movimenta a Vontade.

CORAÇÃO DE PEDRA
Clayton Passos
Capítulo 1 – O nascimento sem choro
O silêncio foi a primeira coisa que existiu.
Antes mesmo que alguém pudesse dizer que tudo havia corrido bem, antes do alívio, antes do sorriso cansado da mãe, o silêncio ocupou o quarto como um erro que ninguém sabia nomear. O bebê havia nascido. Estava vivo. Respirava. O coração batia com força suficiente para ser ouvido no monitor ao lado da cama.
Mas não chorava.
O médico franziu a testa por um segundo a mais do que o normal. A enfermeira o virou com cuidado, estimulou os pulmões, limpou o rosto ainda úmido. Esperaram. Sempre vinha. O choro era automático, instintivo, quase uma exigência da vida recém-iniciada.
Nada.
Os olhos se abriram devagar, como se aquele ser pequeno não estivesse surpreso por existir. Ele encarou o teto branco, a luz forte, os rostos inclinados sobre ele. Não havia medo. Não havia urgência. Apenas uma aceitação silenciosa.
— Ele é calmo — disseram, tentando tranquilizar.
A mãe, ainda fraca, sentiu algo que não soube explicar. Um aperto estranho, não de dor, mas de distância. Como se aquele filho não tivesse realmente chegado até ela.
Naquele dia, nasceu um menino.
E junto com ele, nasceu um vazio que ninguém percebeu.
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Capítulo 2 – A infância invisível
Ele cresceu sem chamar atenção.
Enquanto outras crianças choravam alto, ele permanecia quieto. Enquanto brigavam por brinquedos, ele observava a disputa como quem assiste a um jogo sem entender as regras. Quando caía, levantava-se sozinho. Não buscava colo. Não reclamava.
Os adultos diziam que era independente demais para a idade. As outras crianças diziam que ele era estranho. Ele não se importava com nenhum dos rótulos.
Sentar e observar era suficiente.
O mundo se movia ao redor dele com intensidade exagerada. Risadas altas, lágrimas repentinas, abraços longos. Tudo parecia desnecessário. Ele entendia o que acontecia, mas não sentia nada a respeito.
À noite, deitado na cama, encarava o teto escuro. Não pensava no dia seguinte. Não sentia saudade. Não sentia medo. Pensava em nada — e aquilo era confortável.
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Capítulo 3 – O adolescente que observava
Na adolescência, o mundo ficou barulhento demais.
Paixões surgiam do nada e terminavam em tragédias emocionais. Amizades se quebravam por palavras mal ditas. Promessas eternas eram feitas em corredores de escola e esquecidas na semana seguinte.
Ele observava tudo.
Via colegas chorando por mensagens não respondidas, sofrendo por términos, brigando por ciúmes. Tentava entender por que aquilo parecia tão importante. Tentava, às vezes, sentir algo parecido.
Nada vinha.
Percebeu cedo que não sentir dor também significava não sentir alegria. Mas não via isso como um problema. Dor parecia um preço alto demais para pagar por algo que ele nem compreendia.
Se estivesse quebrado, pensava, sentiria dor.
E ele não sentia nada.
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Capítulo 4 – Aprendendo a fingir
Foi na juventude que ele percebeu a verdade incômoda:
o mundo não aceita quem não sente.
As pessoas exigiam reações. Queriam empatia, carinho, envolvimento. Queriam respostas emocionais imediatas. Então ele aprendeu a observar melhor.
Decorou frases.
Imitou gestos.
Reproduziu expressões.
— Eu me importo.
— Eu sinto sua falta.
— Eu gosto de você.
Funcionava.
Era querido. Era admirado. Ninguém suspeitava que tudo não passava de uma atuação impecável. Ele não sentia culpa — culpa também exigia sentimento.
Fingir era fácil.
Sentir parecia impossível.
E, ainda assim, ele estava em paz.
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Capítulo 5 – O dia comum
Nada anunciava a mudança.
Era um dia comum. Um corredor comum. Pessoas comuns passando apressadas. Ele caminhava distraído, como sempre, quando algo aconteceu.
Luz.
Não vinha do teto. Não vinha do sol. Era diferente. Ele virou o rosto por reflexo e sentiu os olhos arderem.
A luz vinha de outros olhos.
Olhos vivos demais. Presentes demais. Humanos demais.
Quando os olhares se cruzaram, algo bateu dentro do peito. Um impacto seco, inesperado, quase violento.
E, pela primeira vez na vida, ele sentiu.
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Capítulo 6 – O impacto
Ele ficou parado no meio do corredor por tempo demais.
As pessoas desviavam, murmuravam reclamações baixas, seguiam seus caminhos sem notar aquele homem imóvel no meio do fluxo. Para ele, porém, o mundo havia diminuído de tamanho. Existiam apenas aqueles olhos — e o que acontecia dentro do seu peito.
O coração batia.
Nunca havia batido assim. Não era o funcionamento regular, automático, quase imperceptível que ele conhecia. Era um impacto forte, desordenado, exigente. Como se algo tivesse acordado de repente, irritado por ter sido ignorado por tanto tempo.
Ele levou a mão ao peito, confuso.
Aquilo era medo?
Era dor?
Era… vida?
Os olhos ainda o encaravam por um breve segundo antes de se afastarem, levando consigo a luz que parecia ter invadido tudo. O corredor voltou ao normal. As paredes ficaram pálidas outra vez. O som retornou.
Mas ele não voltou ao normal.
Algo havia se quebrado.
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Capítulo 7 – A fuga
A primeira reação foi fugir.
Virou-se bruscamente e começou a andar rápido, rápido demais, como se pudesse deixar para trás aquilo que sentia. O coração insistia em bater forte, ignorando qualquer tentativa de controle.
A respiração ficou curta.
As mãos suavam.
O corpo inteiro parecia fora de lugar.
Entrou em casa e fechou a porta com força. Encostou as costas na madeira e escorregou lentamente até o chão, sentindo o frio subir pelas pernas.
Silêncio.
Tentou se convencer de que era apenas um erro. Um defeito químico. Uma reação passageira do corpo. Nada mais do que isso.
Mas ao fechar os olhos, os olhos voltavam.
E o coração respondia.
Sentir era perigoso demais.
Ele sempre soube disso.
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Capítulo 8 – O vazio deslocado
Nos dias seguintes, nada parecia certo.
As coisas que antes o satisfaziam — sua rotina, seus objetos, suas conquistas silenciosas — perderam o valor. Ele caminhava pelos mesmos lugares, realizava os mesmos gestos, dizia as mesmas frases ensaiadas.
Mas algo faltava.
Antes, o vazio era absoluto. Agora, era localizado. Tinha forma, cor, origem. O vazio agora era a ausência daqueles olhos.
E isso doía.
Ele percebeu, com certo horror, que sentir não preenchia. Sentir abria espaço para a falta.
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Capítulo 9 – A aproximação
Ele tentou resistir.
Tentou mudar horários, caminhos, hábitos. Tentou convencer a si mesmo de que aquilo passaria. Não passou.
Acabou voltando ao mesmo corredor, no mesmo horário, como quem se entrega a um destino inevitável. Fingiu surpresa quando os olhos apareceram novamente, mas o coração o traiu com uma batida acelerada.
Dessa vez, não fugiu.
Houve palavras. Simples. Comuns. Nenhuma delas parecia suficiente. Ainda assim, cada sílaba trocada carregava um peso que ele nunca experimentara.
Ela sorriu.
E aquele sorriso fez algo dentro dele ceder de vez.
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Capítulo 10 – O coração desperta
Os encontros se tornaram frequentes.
Não eram grandes acontecimentos. Conversas curtas. Caminhadas breves. Silêncios compartilhados. Mas cada detalhe se gravava nele com uma intensidade assustadora.
Ele passou a esperar.
Esperar mensagens.
Esperar encontros.
Esperar sinais.
O coração, antes ignorado, agora comandava tudo. E ele descobriu algo que ninguém havia lhe ensinado: sentir não era suave. Sentir era violento. Exigia atenção constante. Exigia entrega.
À noite, o teto já não era confortável. O silêncio já não acalmava. Pensar em nada tornou-se impossível.
E, ainda assim, ele não queria voltar atrás.
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Capítulo 11 – Tornando-se humano
A mudança foi lenta, mas irreversível.
Ele começou a perceber detalhes que antes passavam despercebidos: o tom da voz dela, a forma como mexia as mãos ao falar, o modo como o tempo parecia acelerar quando estavam juntos.
O mundo ganhou textura.
As cores ficaram mais vivas. Os dias, mais curtos. As noites, mais longas. Havia algo pulsando dentro dele o tempo todo, exigindo presença.
Sentir cansava.
Mas era real.
E ele finalmente entendia por que as pessoas se arriscavam tanto por aquilo.
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Capítulo 12 – O medo de perder
Quanto mais sentia, mais medo tinha.
Medo de errar.
Medo de não ser suficiente.
Medo de voltar a ser vazio.
Ele percebeu que havia entregue algo precioso demais sem saber como proteger. Agora, dependia. E depender era assustador.
Pensou em fugir outra vez.
Mas fugir agora significava perder tudo.
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Capítulo 13 – O coração de carne
Um dia, ao se olhar no espelho, não reconheceu o reflexo.
Os olhos tinham peso. O rosto carregava emoção. O peito doía de um jeito novo — não de dor, mas de transformação.
O coração de pedra havia se quebrado.
No lugar, batia algo frágil.
Um coração de carne.
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Capítulo 14 – A dependência
Ele precisava.
Precisava da presença.
Precisava da confirmação.
Precisava do amor.
Percebeu tarde demais que havia se apoiado demais em algo externo. Sem aquilo, não sabia se conseguiria ficar em pé.
Mas amar nunca foi um ato seguro.
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Capítulo 15 – O auge
Foram dias intensos.
Risos fáceis. Conversas longas. Silêncios que não machucavam. Ele se sentia inteiro, curado, finalmente normal.
Acreditou que aquilo duraria.
Acreditou que merecia.
Não percebeu a nuvem se formando.
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Capítulo 16 – A nuvem
A mudança não veio com aviso.
Não houve briga, nem palavras duras, nem um acontecimento claro que pudesse ser apontado como o início do fim. Foi sutil. Silencioso. Como uma nuvem que cobre o sol devagar, sem que ninguém perceba exatamente quando a luz começou a faltar.
As mensagens ficaram mais curtas.
Os encontros, mais espaçados.
Os olhares, menos demorados.
Ele sentiu antes de entender. O coração, agora treinado na linguagem da dor, percebeu o afastamento como um presságio. Tentou negar. Tentou justificar. Disse a si mesmo que era apenas uma fase, um cansaço, algo passageiro.
Mas sentir também significa saber quando algo está acabando.
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Capítulo 17 – Os olhos que escureceram
O dia chegou como chegam as tragédias silenciosas: comum demais.
Eles se encontraram. Conversaram pouco. Havia um peso no ar que nenhuma palavra conseguia atravessar. Quando ele tentou tocar a mão dela, ela se afastou quase imperceptivelmente — mas o suficiente para que ele sentisse.
Então os olhos mudaram.
Não o brilho físico, não a cor, não a forma. O que se perdeu foi a luz. Aquela presença inteira, viva, que antes o fazia existir. No lugar, havia distância. Um olhar que já não o alcançava.
Ela falou. Explicou. Usou palavras cuidadosas, como quem tenta não ferir algo frágil. Ele ouviu tudo em silêncio. Não discutiu. Não implorou. Não perguntou o que havia feito de errado.
Algumas despedidas não permitem perguntas.
Quando ela se afastou, levou consigo tudo o que ele havia aprendido a ser.
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Capítulo 18 – O abandono
A ausência foi brutal.
Os lugares compartilhados se tornaram armadilhas. As lembranças surgiam sem aviso. O silêncio, antes confortável, agora gritava. Cada detalhe do dia parecia lembrar o que não existia mais.
Antes, ele não sentia nada.
Agora, sentia demais.
E não havia manual para lidar com aquilo.
Tentou seguir a rotina. Tentou fingir novamente. Mas o fingimento não funcionava mais. Ele havia aprendido a sentir — e isso não se desaprende.
O vazio voltou.
Maior.
Mais pesado.
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Capítulo 19 – O coração que sangra
Ele colocou a mão sobre o peito inúmeras vezes, como se pudesse conter a dor com o próprio toque.
Cada batida do coração parecia um lembrete cruel de que ele havia sido vivo. O órgão que antes era pedra agora sangrava. Doía de um jeito que ele jamais imaginara ser possível.
Pensou em desaparecer.
Pensou no silêncio definitivo como descanso. Pensou que talvez sentir tivesse sido um erro. Talvez nunca devesse ter permitido que aquele coração despertasse.
A ideia de não existir parecia, pela primeira vez, confortável.
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Capítulo 20 – A escolha
Mas havia algo que o impedia.
Uma esperança mínima, quase humilhante, de que aqueles olhos voltassem. De que tudo pudesse ser explicado. De que o corredor se repetisse. De que a luz retornasse.
Ele decidiu esperar.
Não por coragem.
Não por força.
Mas porque amar havia se tornado maior do que ele.
E porque, mesmo na dor, existir ainda parecia melhor do que voltar a ser nada.
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Capítulo 21 – A espera
Os dias passaram.
Depois, meses.
Depois, anos.
A vida seguiu ao redor dele. Pessoas mudaram. Lugares se transformaram. O corredor permaneceu o mesmo — mas os olhos nunca mais apareceram.
A esperança se desgastou lentamente. Não morreu de uma vez. Foi enfraquecendo, dia após dia, até se tornar apenas uma lembrança distante de algo que já havia sido essencial.
Esperar cansava.
Mas desistir doía mais.
Até que, um dia, ele percebeu que já não esperava.
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Capítulo 22 – O homem vazio
Algo morreu dentro dele.
Não de forma dramática. Não houve um momento exato. Apenas… se apagou. O coração continuava ali, batendo, mas sem força. Sem exigência. Sem desejo.
Ele voltou a andar entre as pessoas como antes. Observador. Distante. Invisível.
A diferença era que agora ele sabia.
Sabia o que era sentir.
Sabia o que era amar.
Sabia o que era perder.
E esse conhecimento pesava mais do que a antiga ignorância.
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Capítulo 23 – O amor como maldição
Ele compreendeu tarde demais.
O amor não o havia salvado. O amor o havia condenado. Mostrou-lhe o que era ser humano apenas para arrancar isso depois.
A maior crueldade não foi a perda.
Foi a lembrança.
Porque quem nunca sente não sofre.
Mas quem já sentiu… nunca esquece.
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EPÍLOGO — CORAÇÃO DE PEDRA
Hoje ele caminha por aí.
Entre pessoas que riem, choram, amam e seguem em frente. Ele observa. Não participa. Não se entrega. Não permite que nada o atravesse novamente.
O coração voltou a ser pedra.
Mas agora, diferente de antes, ele sabe exatamente o que perdeu ao deixá-lo bater.
E talvez essa seja a verdadeira maldição:
não nascer vazio —
mas tornar-se.
Fim.
SOBRE O AUTOR
Clayton Passos é autor independente. Coração de Pedra é um romance psicológico sobre o preço de sentir.