Pensamentos Mais Recentes
Se deus existe, nada o impede de dar espírito a uma cadeira ou a uma máquina com inteligência artificial.
0008 "A Cegonha me pegou no bico e disse: ‘Parto!’ E partiu comigo, no Bicodela. Por isso, Nasci de Parto! Disseram-me que foi assim. Eu estava lá, mas não lembro!”
O homem perigoso não é o que empunha uma espada,
mas o que destrói mentiras, sistemas e ideias corruptas.
Debaixo da mesma bandeira
Encontraram-se ao entardecer, num campo aberto onde a poeira guardava memórias antigas. Ao centro, uma única bandeira tremulava
— não era vermelha nem preta, não tinha símbolos partidários. Era apenas Angola.
O MPLA falou primeiro, com voz de quem carrega o peso do tempo:
— Eu governei quando o país ainda aprendia a respirar. Errei, sim, mas também mantive a casa de pé quando tudo ameaçava ruir.
A UNITA, com olhar firme e marcado pela história, respondeu:
— E eu lutei quando a casa parecia não ter dono. Também errei. Confundi resistência com teimosia e paguei caro por isso… mas dei voz a quem não se sentia ouvido.
Houve silêncio. O vento levantou poeira, como se despertasse os mortos.
— Sabes
— disse o MPLA
—o poder acostuma mal. Às vezes esquecemo-nos de ouvir porque pensamos já saber tudo.
— E a oposição
— respondeu a UNITA
— pode acostumar-se a criticar tanto que esquece de propor caminhos.
Ambos olharam para a bandeira.
— O povo
— disse o MPLA
— espera mais do que acusações.
— Espera justiça, dignidade e verdade
— completou a UNITA.
— Talvez o nosso maior erro
— confessou o MPLA
— tenha sido confundir o partido com o país.
— E o nosso — admitiu a UNITA — foi achar que o país podia nascer apenas da negação do outro.
O sol começava a desaparecer.
— Angola é maior do que nós
— disseram quase ao mesmo tempo.
E naquele instante compreenderam que a verdadeira guerra não era entre dois partidos, mas entre servir e explorar, entre governar e dominar, entre memória e esquecimento.
A bandeira continuou a tremular, indiferente aos nomes, fiel apenas ao povo.
E o campo, que antes ouvira tiros, ouviu finalmente uma promessa silenciosa:
que a política deixasse de ser herança de ódio e passasse a ser compromisso com o amanhã.
ENTREGACIONISMO × CONTROLE
O confronto entre a entrega e a dominação do existir
Há duas forças que atravessam silenciosamente a experiência humana: o impulso de se entregar e a necessidade de controlar. Nenhuma delas é neutra. Nenhuma é inocente. Ambas disputam o centro da existência.
O Entregacionismo nasce como reação. O controle nasce como medo. Entre esses dois polos, o sujeito tenta sobreviver.
I — O CONTROLE: A PROMESSA DE SEGURANÇA
O controle surge como resposta ao caos. Ele organiza, delimita, estrutura. É o esforço humano de transformar o imprevisível em algo administrável. Através dele surgem normas, sistemas, crenças, rotinas, morais.
Controlar é tentar garantir continuidade.
O problema não está em sua origem, mas em sua ambição.
Quando o controle deixa de ser ferramenta e passa a ser finalidade, ele se torna tirânico.
O controle promete:
* segurança
* estabilidade
* previsibilidade
* proteção contra o erro
Mas cobra um preço alto:
a renúncia à experiência viva.
Sob o domínio do controle, o sujeito passa a existir como projeto. Mede-se, compara-se, vigia-se. O erro vira falha moral. O desejo vira ameaça. A dúvida vira pecado.
O controle não suporta o imprevisível — e a vida é, por natureza, imprevisível.
II — O ENTREGACIONISMO: A RECUSA DA DOMINAÇÃO
O Entregacionismo nasce quando o sujeito percebe que o controle não o salvou.
Não é um grito de revolta, mas uma lucidez tardia. A constatação de que nenhuma estrutura conseguiu conter o caos interno, nenhuma promessa garantiu sentido, nenhuma disciplina impediu a perda.
Entregar-se, aqui, não é desistir.
É abandonar a ilusão de domínio.
O entregacionista não rejeita a responsabilidade, mas recusa a tirania do planejamento absoluto. Ele entende que a vida não se deixa capturar por esquemas.
A entrega é um ato de coragem porque exige aceitar:
• a incerteza
• a impermanência
• a fragilidade
• a ausência de garantias
Enquanto o controle tenta congelar o mundo, o Entregacionismo aceita o fluxo.
Entregacionismo é viver sem fingir.
É abandonar padrões impostos, assumir quem se é e encarar a vida com verdade.
Uma filosofia de P. H. Amancio.
Com apenas uma linha e uma agulha, é possível tecer as mais belas peças e bordados. Contudo, com essa mesma linha — tão insignificante — e essa agulha — tão desprezível — também se pode provocar os maiores estragos, a ponto de corromper por completo a integridade de um tecido.
Entregacionismo -
Não é o mundo que destrói o homem.
É o homem que, ao abandonar o sentido, destrói o mundo.
Entregacionismo -
Um bom profissional não teme competir com a inteligência artificial; o difícil é fazer o cliente compreender que valor não se mede por preço, nem qualidade se reduz ao amadorismo disfarçado de baixo custo em serviços automatizados.
"Os leões que te protegiam
se camuflaram de ovelhas
para amenizar o impacto da importância que você tinha na vida deles"
Cientistas alertam que o fim do mundo está próximo. Eu entendo de outra forma: como acima, assim abaixo. O mundo não adoece sozinho, ele reflete aquilo que a humanidade vibra.
0005 "Ofereço-me para ficar sem (não importa o que seja). Garanto que não vou chorar por ficar sem (não importa o que seja)."
