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Jaca
Demétrio Sena - Magé
Quando vivo meu bônus neste plano,
quero a vida possível que me valha;
qualquer dano se torna um troco além,
nesta falha de ainda estar aqui...
"Pé na jaca"; no freio não dá mais;
paguei caro por todos os meus dias;
chego ao meu tanto faz e farei tanto
quanto as horas tardias me deixarem...
Neste ponto em que passo do meu ponto,
fico tonto, mas vou pra não sei onde,
pois parar se tornou sem cabimento...
Tenho medo e por isso esta coragem;
porque ter a visão do que não vejo
faz a minha viagem ser um caos...
... ... ...
Respeite autorias. É lei
Na infância, o Sul de Minas era meu destino de férias. Terra do meu pai, entre São Sebastião do Paraíso, Itaú, Pratápolis, Passos, Morro do Níquel e Fortaleza de Minas. O tempo passou, mas essas lembranças continuam morando no coração. ❤️🌿
Um grande amor te aguarda,
mas , para que isso aconteça você deve deixar essa grande cicatriz chamada paixão partir.
1980 📜 "Quem ainda escreve cartas (a mão)? Recebi uma dessas e acredito que só pode ter sido Leonor, Denise ou Lívia, uma das Minhas Namoradas do Passado... Passado que já passou faz tempo, muito tempo! Vou descobrir!"
... a desonestidade intelectual
dispensa o mínimo talento — qualquer um,
a seu gosto, pode gerá-la e propagá-la...
A coerência, no entanto, exige talento,
abnegação e originalidade
para que transpareça
e reverbere!
O espelho o abismo.
Fragilidade do reflexo.
O frieza do abismo.
Tantos eus no unico espelho.
Eu profundo no abismo.
onde esta a adversidade do eu?
Fato do paradoxo se existo logo penso.
"A ausência de modificação das premissas fáticas e jurídicas impõe a preservação do juízo imparcial anteriormente firmado, porquanto a coerência não constitui mera opção metodológica do intérprete, mas requisito indispensável à integridade, à racionalidade e à legitimidade das decisões."
1979 📜 "Não nego que fiquei (e ainda estou) bem intrigado por receber carta (escrita a mão). E carta que a remetente chamou de 'missiva'. Isso é intrigante, também pelo fato de ninguém mais escrever cartas hoje em dia. Quem terá sido?"
Algumas despedidas não terminam quando a porta se fecha; continuam acontecendo dentro de nós por anos, em silêncio, como um inverno que se recusa a partir.
1978 📜 "Leonor, Denise e Lívia foram Minhas Namoradas (uma de cada vez, que fique claro!). Três mulheres maravilhosas... Por gostarem de Livros, por escreverem Cartas (a mão) e, Modéstia às Favas, por terem sido Minhas Namoradas (não simultaneamente, ohquei?). Uma delas escreveu a cara que recebi recentemente. Quem terá sido?"
Ser pois ser ser.
Interessante ser,
Pois o ser é o ser?
Definindo o ser?
Na caótica do ser.
Pensar doi?
Amar doi?
Ainda é seu ser?
O cubismo visual por somos este ser?
Diante da desenvoltura observar o ato cometido de alegrias tristeza apenas o homem cópia diante seu ser.
Andamos mais ênfase em conflitos sociais sejam quebradas as facções de alienação intelectual.
Somos máquinas que projetam o espectro da alma mais ainda nos prendemos a o eu observando o espelho diante o abismo.
1977 📜 "Leonor, Denise e Lívia foram Minhas Namoradas... Uma de cada vez, é claro. Acredito que uma delas me enviou a carta manuscrita que recebi recentemente. Só elas me escreviam no passado. Então, estou apurando quem foi agora, com base nisso. Vou descobrir!"
Dentro do déjà vu, a expressão caótica. Pois o que somos diante do que sou? Não sei. Apenas sou no reflexo, transmutação do eu.
Na pragmática, o eu se difere do eufemismo. Eu sou espelho — sem suavizações. Tento sorrir, mas os olhos não me compreendem como eu.
O poema "Interditado para Reparos", de Michel F.M. (Bruno Michel Ferraz Margoni), é uma profunda reflexão existencial sobre o tempo, o desapego e a impermanência. O título sugere uma pausa necessária na alma para reorganizar os sentimentos e aceitar as transformações da vida.
Abaixo, apresento uma análise detalhada da estrutura e dos temas centrais da obra:
1. A Armadilha do Medo e a Ilusão do Tempo
Nas primeiras estrofes, o eu lírico identifica o sofrimento humano na fixação pelo futuro.
Paradoxo da felicidade: Sentimos medo de ser felizes porque projetamos o desejo de eternidade em algo que é inerentemente passageiro.
A dádiva do "agora": Há um jogo de palavras com o termo "presente" (tempo atual e dádiva). O poema defende que a única posse real é o momento atual. [1]
2. A Eternidade na Efemeridade
A partir da quarta estrofe, o autor traz uma reviravolta filosófica:
Eternizar o instante: Quando aceitamos que tudo passa, os momentos efêmeros deixam de trazer angústia.
Mudança de perspectiva: A aceitação liberta o eu lírico, fazendo com que o instante vivido se grave na memória e se torne seu "para sempre".
3. A Poética do Desapego: Partir, Partos e Apartar
O coração do poema reside no brilhante jogo linguístico com o radical "part-", usado para explicar os ciclos biológicos e emocionais da vida.
Ciclos vitais: O nascimento ("parto") exige necessariamente uma separação ("partir"). É preciso deixar o útero, a infância e a inocência para crescer.
Evolução emocional: O verbo "apartar" surge como isolamento da dor, enquanto "apaziguar" e "apertar" representam o ato de abraçar o amor por inteiro, mas ter a maturidade de deixá-lo ir quando o ciclo termina.
4. O Impacto do Olhar e a Conclusão Amorosa
A parte final rompe ligeiramente com o tom puramente filosófico e introduz uma memória afetiva avassaladora.
Hipérbole da paixão: O olhar do ser amado ("olhadelas com que ela me atingia") é comparado a forças da natureza incomensuráveis.
Escala do sentimento: Ao mencionar que o olhar não pode ser medido por "qualquer escala", o poeta evoca fenômenos grandiosos (como terremotos na Escala Richter), mostrando que o amor vivido no presente, mesmo que já passado, deixou uma marca eterna e indestrutível.
Estrutura Formal
O poema é escrito em versos livres e estrofes curtas, sem rimas rígidas. Essa estrutura fragmentada mimetiza o próprio fluxo do tempo e a efemeridade dos instantes descritos no texto.
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Interditado para Reparos
nosso medo
da felicidade,
surge de querermos
que ela dure para sempre.
mas nem o ontem
e nem o amanhã
nos pertence,
nós só temos o agora,
o único presente
que recebemos.
quando passamos
a entender isso
um pouco melhor,
os instantes efêmeros,
que estão prestes
a dissolver,
se tornam nossos
para sempre.
a vida
é uma despedida
constante,
para que novos
começos
aconteçam.
para que partos
ocorram,
é inevitável
ter que partir,
inevitável
ter que apartar.
partir de um útero,
de uma infância,
da inocência.
apartar uma tristeza,
apaziguar uma alma,
apertar um amor e deixá-lo partir.
mas aquelas
olhadelas
com que ela me atingia,
eram as maiores
manifestações naturais,
já registradas
por qualquer escala.
05/11/23
Michel F.M.
B.M.F. Margoni
Nada se perde pra Deus
Até o deserto vira caminho.
"Todas as coisas cooperam para o bem..."
Rm 8:28
Confie, Ele não desperdiça processo.
- Bispo Claudio Ribeiro
- pensadores.com
1976 📜 "No tempo dos celulares e computadores, alguém ainda usar máquina de escrever é algo intrigante. Também intrigante é alguém ainda escrever cartas (a mão) e chamá-las de 'missiva'. Pois recebi uma dessas cartas! Se não foi Leonor, Denise ou Lívia, não sei quem foi. Só essas me escreviam no passado. Continuo apurando!"
1975 📜 "Alguém parar tudo, para escrever carta (que ninguém mais escreve) é algo que intriga. Pois recebi carta manuscrita, cuja letra não identifico. Quem terá sido? Quero descobrir!"
