Recados para Pessoas Especiais
"Siga, acompanhe e torça por pessoas que têm tempo para você. Caso contrário, esqueça, ninguém vale seu esforço se não oferece ao menos reciprocidade."
_Valery Monteiro
"Faça uma lista de todas as pessoas que estão na sua vida e logo após risque aquelas que nada acrescentam.
Agradeça-me depois."
_Valery Monteiro
“Maturidade é deixar as pessoas te Perderem, ao invés de tentar convencê-las do seu próprio valor”
@Suedson_Corey
Compreendemos muito bem como interpretar em outras pessoas (isto é, como encaixar em sua cadeia de eventos mentais) os mesmos atos que nos recusamos a aceitar como mentais em nós mesmos.
"Existem pessoas que são como caixas acústicas para a nossa alma; mesmo quando não emitimos som, elas sentem a vibração da nossa angústia ou da nossa paz."
"O silêncio compartilhado com as pessoas certas não é vácuo, é preenchimento; é a certeza de que o entendimento não depende de dicionários, mas de sintonias."
Você valida o ego alheio: Pessoas falsas tendem a inflar os outros, o que atrai quem busca apenas validação.
"Existem pessoas que preferem te enterrar em uma narrativa falsa do que admitir que foram elas que seguraram a pá."
Já fiz amigos eternos
já amei e não fui amada
já fui amada e não amei
já tentei esquecer pessoas inesquecíveis
já vivi de amor
já morri de amor
já perdoei erros
já fui perdoada
já abracei pra proteger
já fui abraçada para ser protegida
já chorei sentada no chão do banheiro
já fiz juras eternas que duraram pouco
já chorei rindo ouvindo música e vendo fotos
já liguei só pra escutar uma voz
já me apaixonei por um sorriso e por um olhar
já tive medo de perder alguém especial e acabei perdendo!
Já pensaram que nunca me perderiam e perderam!
Enfim, sou normal!
Enquanto um torce contra você, tem várias pessoas te admirando, foca 🦭 no que te acrescenta e delete o que te diminue 🌸 você merece ser feliz 🫵☕
Muitas vezes eu quis, sim, a aprovação, admiração e validação de muitas pessoas que me diminuíram se achando superiores, eu sonhava com um grande evento onde eu entrava triunfante com um lindo vestido longo, um sapato de salto com pedrinhas brilhantes e eu cheguei até a comprar o sapato 😂🤭 mas eu amadureci de uma forma que hoje eu me vejo saindo desses eventos e curtindo minha Netflix em casa de pijama e completamente realizada com a pessoa que eu me tornei....
Hoje o meubrinde é para mim 🍷...🌸
Somos todos ricos e ignoramos o fato.
A maneira mais comum de as pessoas desistirem de seu poder é pensar que não têm nenhum.☕︎˚ ༘♡ ⋆。˚ ❀𑁍ִֶָ. ..𓂃 ࣪ ִֶָ🪽་༘࿐
zelo verde.
Existem pessoas que a gente aprende a guardar sem nunca ter assinado esse compromisso. Não existe promessa, não existe cerimônia, ninguém entrega nada nas nossas mãos dizendo “agora é sua responsabilidade”. Acontece antes. Num olhar pequeno demais para entender o mundo, num par de olhos verdes que ainda não conheciam a crueldade das coisas, e de repente alguma parte da gente decide que aquilo precisa chegar inteiro até a vida adulta.
Foi assim.
Antes de saber o que era proteger alguém, eu já queria protegê-la.
Talvez porque eu tenha visto cedo demais que nem todo lugar chamado de casa sabe ser abrigo. Enquanto algumas crianças aprendiam que os adultos eram aqueles que resolviam as coisas, ali se aprendia o contrário. Aprendia-se a reconhecer o peso de uma discussão pelo jeito que o silêncio vinha depois. A perceber quando alguma coisa estava errada antes mesmo de alguém dizer. A amadurecer não porque queria, mas porque certas coisas não deixam escolha.
E ela amadureceu cedo.
Talvez cedo demais.
Carregou coisas que não deveriam caber em alguém tão nova e, ainda assim, conseguiu conservar uma das coisas mais bonitas que alguém pode conservar depois de conhecer o lado difícil da vida: a doçura.
Isso sempre me impressionou.
Porque seria fácil endurecer. Seria compreensível fechar as portas, perder a delicadeza, deixar o mundo ensinar que sentir demais é uma fraqueza. Mas não foi isso que aconteceu. Ainda existe nela esse jeito doce, essa capacidade de se importar, de amar os animais quase como se eles fossem pequenos pedaços de um mundo que ainda vale a pena, de olhar para quem ama e se entregar de verdade.
E existe esse amor pelos irmãos também.
Talvez ela nem perceba o tamanho que isso tem.
Mas eu percebo.
Eu sempre percebi.
Talvez seja por isso que exista dentro de mim esse instinto quase absurdo de proteção. Tive que aprender a ter olhos de pai sem ser pai, cuidado de mãe sem ser mãe, e aquela vigilância silenciosa de quem sabe que alguma coisa preciosa está atravessando um lugar que nem sempre é gentil.
Eu não podia impedir tudo.
Mas queria.
Queria colocar meu corpo na frente de qualquer coisa que pudesse feri-la. Queria que certas palavras nunca chegassem até ela. Queria que certas noites não existissem. Queria que ela pudesse crescer sem precisar entender tão cedo coisas que ninguém deveria precisar entender cedo.
Só que o mundo não pede licença.
E talvez uma das coisas mais difíceis de assistir seja justamente perceber que alguém que você ama possui suas próprias tempestades.
Existem altas e baixas.
Dias em que tudo parece respirar melhor e dias em que a própria cabeça parece um lugar difícil de morar. Momentos em que aquela doçura aparece com força, em que ela se ilumina pelas pequenas coisas, pelos animais, pelas pessoas que ama, pela própria vontade de continuar sendo quem é. E existem momentos em que tudo parece perder o tamanho certo, em que sentimentos chegam como ondas grandes demais e levam consigo aquilo que parecia estável.
Eu gostaria de poder estar presente em todos.
Mas não posso.
Hoje existe distância.
Goiânia está longe. A vida mudou. Cada um está vivendo seus próprios dias, carregando seus próprios problemas, e eu não consigo mais estar perto de cada silêncio estranho, cada noite difícil, cada momento em que alguma coisa parece sair do lugar.
Mas a preocupação não diminuiu.
Ela só aprendeu a viajar.
Agora ela aparece numa mensagem.
Num “saudade ga”.
Num pensamento que surge do nada no meio do dia.
Na vontade de saber como está, mesmo quando ninguém disse que havia alguma coisa errada.
Porque certas responsabilidades não obedecem a quilômetros.
E talvez seja isso que a distância tenha me ensinado: eu não preciso conseguir salvá-la de tudo para continuar cuidando.
Existem batalhas que ninguém consegue lutar pelo outro. Existem dores que não desaparecem porque alguém ama muito. Existem momentos em que tudo o que eu posso fazer é permanecer disponível, lembrar que existe um lugar para voltar, uma voz que não vai julgar, alguém que não vai transformar uma fase ruim na definição de uma pessoa inteira.
Eu não quero que ela seja reduzida às partes difíceis.
Não quero que as baixas apaguem as altas.
Porque eu conheço a pessoa que existe entre uma tempestade e outra.
Conheço a menina que gosta de animais, que ama os irmãos, que ainda consegue ser doce depois de tudo. Conheço aquela parte que sente muito, talvez até mais do que deveria, mas que justamente por isso consegue oferecer um tipo de carinho que pouca gente sabe oferecer.
E talvez seja isso que eu queira proteger de verdade.
Não uma versão perfeita.
Não uma versão sem remédios, sem crises, sem dias ruins.
Quero proteger a essência.
Aquela capacidade de amar.
Aquela delicadeza que sobreviveu ao caos.
Porque algumas pessoas passam pelo inferno e voltam diferentes.
Ela passou por coisas que poderiam ter feito dela alguém frio, mas ainda existe ternura ali.
E isso, para mim, sempre foi uma vitória.
Às vezes eu volto naquela lembrança antiga. Uma criança pequena, aqueles olhos verdes, sem saber que alguém já tinha decidido silenciosamente que ela seria cuidada.
E talvez ela nunca tenha percebido o tamanho disso.
Tudo bem.
Algumas formas de amor funcionam melhor quando não fazem barulho.
Eu não preciso estar ao lado o tempo inteiro para continuar sendo abrigo. Não preciso aparecer em todas as fases para continuar fazendo parte daquilo que permanece. Existe uma parte de mim que continua em vigília, mesmo de longe, mesmo quando estou ocupado, mesmo quando tenho meus próprios demônios batendo na porta.
Porque existe coisa que a gente não abandona só porque cresceu.
Existe coisa que a gente não deixa de guardar só porque aprendeu que não pode controlar o mundo.
E talvez esse seja o verdadeiro espírito de quem nasceu primeiro: carregar uma espécie de radar permanente para aquilo que ama. Querer enfrentar monstros que nem existem ainda. Imaginar perigos antes deles aparecerem. E, mesmo sabendo que não pode impedir todas as quedas, continuar disposto a correr quando ouvir o barulho de alguma coisa quebrando.
Eu não posso blindá-la do mundo.
Ninguém pode.
Mas posso ser uma das poucas coisas que o mundo nunca precisará ensinar a ela:
que existe amor que não depende de distância, de fase, de humor ou de circunstância.
Amor que observa de longe.
Amor que espera.
Amor que não exige nada.
Amor que sabe que existem altas e baixas, dias claros e dias em que tudo pesa, e ainda assim permanece.
Porque, no fim, proteger alguém talvez nunca tenha sido impedir que a vida a machuque.
Talvez tenha sido apenas garantir que, depois de tudo, ela ainda tenha alguém olhando para aqueles olhos verdes e enxergando muito mais do que as cicatrizes.
Enxergando a doçura.
A força.
A menina que amadureceu cedo demais.
A pessoa que ama os animais, que ama os irmãos, que sente o mundo de um jeito próprio e que, apesar de tudo, continua aqui.
E talvez seja por isso que, mesmo de tão longe, uma parte de mim ainda permaneça exatamente onde sempre esteve:
de guarda
“De pessoas imprevisíveis, frias e vazias o mundo está cheio, são como as ondas do mar que oscilam o tempo todo ao sabor dos ventos”
Ney Batista
