Recados de Amor
Tenho horror a hospitais, os frios corredores, as salas de espera, antessalas da morte, mais ainda a cemitérios onde as flores perdem o viço, não há flor bonita em campo-santo. Possuo, no entanto, um cemitério meu, pessoal, eu o construí e inaugurei há alguns anos quando a vida me amadureceu o sentimento. Nele enterro aqueles que matei, ou seja, aqueles que para mim deixaram de existir, morreram: os que um dia tiveram minha estima e a perderam.
Quando um tipo vai além de todas as medidas e de fato me ofende, já com ele não me aborreço, não fico enojado ou furioso, não brigo, não corto relações, não lhe nego o cumprimento. Enterro-o na vala comum de meu cemitério – nele não existem jazigos de família, túmulos individuais, os mortos jazem em cova rasa, na promiscuidade da salafrarice, do mau-caráter. Para mim o fulano morreu, foi enterrado, faça o que faça já não pode me magoar.
Raros enterros – ainda bem! – de um pérfido, de um perjuro, de um desleal, de alguém que faltou à amizade, traiu o amor, foi por demais interesseiro, falso, hipócrita, arrogante – a impostura e a presunção me ofendem fácil. No pequeno e feio cemitério, sem flores, sem lágrimas, sem um pingo de saudade, apodrecem uns tantos sujeitos, umas poucas mulheres, uns e outras varri da memória, retirei da vida.
Encontro na rua um desses fantasmas, paro a conversar, escuto, correspondo às frases, às saudações, aos elogios, aceito o abraço, o beijo fraterno de Judas. Sigo adiante, o tipo pensa que mais uma vez me enganou, mal sabe ele que está morto e enterrado.
Pedro Bala se deitou na areia e mesmo de olhos fechados via Dora. Sentiu quando ela chegou e deitou a seu lado. Disse:
– Tu agora é minha noiva. Um dia a gente se casa.
Continuou de olhos fechados. Ela disse baixinho:
– Tu é meu noivo.
Mesmo não sabendo que era amor, sentiam que era bom.
O fato de não se compreender ou explicar uma coisa não acaba com ela. Nada sei das estrelas, mas as vejo no céu, são a beleza da noite.
Temos olhos de ver e olhos de não ver, depende do estado do coração de cada um.
Canção Do Amor Demais
Quero chorar porque te amei demais
Quero morrer porque me deste a vida
Oh meu amor, será que nunca hei de ter paz
Será que tudo que há em mim
Só quer sentir saudade
E já nem sei o que vai ser de mim
Tudo me diz que amar será meu fim
Que desespero traz o amor
Eu nem sabia o que era o amor
Agora sei porque não sou feliz.
Segredos
Eu procuro um amor que ainda não encontrei
Diferente de todos que amei
Nos seus olhos quero descobrir uma razão para viver
E as feridas dessa vida eu quero esquecer
Pode ser que eu a encontre numa fila de cinema,
Numa esquina
Ou numa mesa de bar.
Procuro um amor que seja bom pra mim
Vou procurar, eu vou até o fim
E eu vou tratá-la bem
Pra que ela não tenha medo
Quando começar a conhecer os meus segredos
Eu procuro um amor, uma razão para viver
E as feridas dessa vida eu quero esquecer
Pode ser que eu gagueje sem saber o que falar
Mas eu disfarço e não saio sem ela de lá
Procuro um amor que seja bom pra mim
Vou procurar eu vou até o fim
E eu vou trata-la bem
Pra que ela não tenha medo
Quando começar a conhecer os meus segredos
Procuro um amor
Que seja bom pra mim
Vou procurar, eu vou até o fim.
Eu procuro um amor
Que seja bom pra mim
Vou procurar, eu vou até o fim.
E sobre amor não correspondido
Já amei quem eu não devia, já desprezei quem me queria, já sofri por quem não merecia e se você me perguntar se eu suportaria viver tais situações novamente eu responderia que coração da gente é cenário complicado, mas que hoje eu cresci e aprendi a cuidar de mim. Amor dispensa trocas, mas o ser humano não, infelizmente os nossos sentimentos são alimentados pelo que recebemos do outro, e quando não há reciprocidades perdemos o alicerce que pensávamos ser o nosso chão. O amor não correspondido na maioria das vezes exerce um certo domínio na gente, passamos a viver em prol de um sentimento só nosso, vivemos pelo outro, queremos que ele nos note e por isto deixamos de lado o nosso querer, as nossas vontades, as nossas idealizações, os nossos sonhos pra vivermos na tentativa de ganhar um coração que nem sequer se importa com o nosso. O que mais dói é a ausência, o que mais machuca é o desprezo, o que mais incomoda são as indiferença, tudo porque sem aquela pessoa saber, ela possui o nosso coração. Encarceramos nossa vida. O que quero dizer a você é que somos feitos de afetos, somos a essência de um sentimentos nobre, somos um vínculo forte do amor e mendigá-lo é jogar na lama seu próprio coração. É possível sim sair deste abismo quando a alma esta maltratada, não adianta fugir e nem fingir, mas tomar uma certa decisão de não mais sofrer por quem não merece você. Chega de perseguir, chega de vigiar, chega de marcação... bora lá viver a sua vida, se dê uma chance de viver o novo, de se sentir capaz, útil, por que ninguém fará isto por você. Se sujeitar a migalhas é se colocar no lugar de desprezo e Deus te colocou foi em lugar de honra, saiba que no coração dele tem um alguém sendo preparado pra cuidar do seu coração......pense nisto, por favor, e se dê valor... vai por mim... você consegue.
Te amei, e ainda te amo muito, mas você não merece meu amor, pois não sabe valorizar o que eu sinto, então por favor, me deixe em paz, pois se não soube me valorizar por que ainda me procura?
Seu amor cruzou o céu e passou tão rápido - nada mais amei. Foi intenso demais para que outros pudessem substituir a ti.
Só honestidade, vulnerabilidade. Isso é amor! Já amei alguém, mas não disse isso o suficiente. Agora, gostaria de poder dizer todo dia.
O amor supera a distância e não se curva ao tempo. No entanto, a ausência da pessoa amada pode transformar em pedaços sonhos de amor que jamais serão reconstruídos...
O amor não é um sentimento afetuoso, mas um desejo constante pelo bem supremo da pessoa amada tanto quanto pode ser obtido.
... através do seu amor a pessoa que ama capacita a pessoa amada a realizar suas potencialidades. Conscientizando-a do que ela pode ser e do que deveria vir a ser, aquele que ama faz com que estas potencialidades venham a se realizar.
