Recados de Amor
O amor é o sentimento mais libertário que existe! Ele revoluciona e não requer nenhum tipo de aquiescência da outra parte para ser exercido.
O amor é igual o dia seguinte, você sabe que ele vai vir, você não sabe como ele vai ser, ele simplesmente vem, as vezes são bons as vezes são maus, as vezes são normais demais.
Quanto tempo eu vou ter que esperar.
Quantos minutos e segundos
Vou ter que te esperar.
O Amor não pode parar
É perca de tempo.
O jeito é a gente se Amar.
Quando virá amor me matar, já que esse desamor só insiste em me rasgar no apego dessa tua desacelerada volta?...
E foi só mais um sonho, só mais um amor, só mais uma história arquivada nessa ilusória biblioteca interior.
Tudo é circunstancial, o tempo, a vida, inclusive o amor. Tudo muda, se transforma, evolui e de repente o que era, deixa de ser. Pensamentos e prioridades mudam. O nós, vira nó, que logo se desata, desapega, vira solidão. De alguma forma a gente sempre sabe. Sim, a gente sempre sabe quando o fim se aproxima.
Haveria algo mais cruel que encenar o amor?
Que criar scripts, roteiros, falas
E planejar o final?
Dar-te-ia a possibilidade da escolha.
De escolher entre a continuidade
E a sobriedade.
Mas, o amor é embriagante. É um porre.
É um vício fatal. Como viver sem.
Como? Diga-me?
Crio e recrio cenários e personagens.
Inícios e meios, mas nada
Altera esse fim.
