Recados de Amor
Negar verdades absolutas é fácil; difícil é amar a realidade o suficiente para não mentir sobre ela.
A grande tragédia não é que a vida termine, mas que alguns nunca se permitam amar profundamente enquanto existe.
Se amar o próximo define o verdadeiro cristianismo, as igrejas atuais não passam do maior esquema de recrutamento para o inferno já inventado! Mas fiquem tranquilos: padres e pastores terão o privilégio da primeira fila, já que passaram a vida enriquecendo através da miséria alheia e vomitando ódio ao próximo!
Amar o inimigo não é virtude; é irresponsabilidade moral. O mal não se cura com afeto, mas com limites.
"Amar os inimigos" é de longe a frase mais burra já proferida na história da humanidade. O lugar dum psicopata é na cadeia, ou no cemitério; amar o inimigo não é virtude, é burrice. Quem estende a mão a um monstro torna-se cúmplice do próximo crime!
Amar ao próximo implica rejeitar o racismo, o machismo, a homofobia e o elitismo. Por isso, amar ao próximo é incompatível com votar na direita.
Se o cristianismo é verdade e devemos amar os inimigos, então julgar e ameaçar os ateus é o mesmo que abraçar o capeta!
Amar o próximo é um ato nobre, mas quando não há colaboração mútua, a bondade se transforma em ingenuidade.
Amar o próximo implica amar todo o seu "pecado". Então está explicado por que as igrejas estão infestadas de fanáticos e psicopatas. O cristianismo é o lixão da humanidade porque reúne os piores humanos.
O cristão é aquele que, tendo aprendido a amar as próprias correntes, já não as reconhece como grilhões, mas como promessa de liberdade.
Há pessoas que poderiam amar-se durante toda a vida precisamente porque jamais confundiram intimidade com coexistência permanente.
Amar verdadeiramente é permitir que o outro nos transforme sem que, nessa transformação, deixemos de reconhecer a pessoa que escolhemos ser.
Amar alguém é afirmar, contra a evidência da morte, que aquela existência não pode ser reduzida à condição de algo passageiro e descartável.
