Recados de Amor
Quando somos muito exigentes com a vida, a vida tira-nos o que temos. E só depois de perdermos tudo, é que percebemos o que amamos!
SER QUE NÃO É!
Penso que penso,
quando na realidade não existo.
Penso que sou,
daquilo que desejaria ser.
Penso que amo,
enquanto a mim não me amo,
Penso que dou,
do que não consigo ter.
Existo, quando não penso,
Que sou, quem não preciso ser.
Amo, porque amo
Sem desejar receber.
Mãe Mwila
Pé que dança na terra,
Reza a história que tem para contar.
Mãe Mwila, mulher ancestral,
Do seu coração, faz o teu vibrar.
Pelo som de quem cumpre a missão,
De dar tudo daquilo de quem não têm,
Alma tua vibra com a sua,
- espíritos que entretanto se fundem -
Pelo impulso de um abraço materno,
De quem toma o AMOR,
Venha ele donde vier,
Por sua mãe.
(IM)PERFEITO
Amo o imperfeito
Retira-te da zona de conforto,
Para uma viagem interior.
Os detalhes tornam-se intermináveis
Promenores de repostas insaciáveis
O fim nunca acontece.
Algo mais, sempre,
por descobrir depois.
Amo o imperfeito.
Reação físico-química
Ao desconforto interior.
(In)verdade para individual realidade.
Detalhes intermináveis,
Promenores insaciáveis,
Um fim que nunca acontece.
Novamente algo,
Para se descobrir depois.
Evolução
Te quero,
jamais viverei a felicidade sem você ao meu lado,
sem teu cheiro em meus casacos
e seus beijos guardados.
-𝗳𝘂𝘁𝘂𝗿𝗮𝘀 𝗹𝗲𝗺𝗯𝗿𝗮𝗻ç𝗮𝘀.
Mulher linda e sensual, não me negue um beijo.
Teu batom vermelho é da cor do meu desejo.
Pra que duvidar do amor,
ao ponto de guardar segredos?
Passamos muito tempo tentando ganhar a vida e perdemos o carinho de quem amamos em fração de segundos...
O Senhor da Luz foi o Maior Mestre e Defensor dos Direitos Humanos. Morreu na cruz e sem riquezas, desejando apenas que pudéssemos amar uns aos outros como a nós mesmos.
Quando o poeta não mais existir alguém irá encontrar nos versos perdidos a Saudade de um beijo perdido...
"Olhar Que Fala"
Ele e ela, tão jovens pra saber.
Que o mundo gira lento quando a gente quer.
Sambas na vitrola, rock pra enlouquecer , dias na praia até entardecer.
Mesmos sonhos tortos, mesmos medos a esconder.
Só de olhar, já sabia o que vinha,
Pensamentos cruzados na mesma sintonia.
Mas ela queimava em fogo intenso demais,
E ele ficou parado, sem coragem pra mais,
Se perderam no tempo, no silêncio e na dor,
Ainda se falam baixinho, esperando o amor.
Conversas longas até o sol se esconder,
Palavras que dançam no ar sem perceber,
Afinidade crua que ninguém pode negar,
Mas falta atitude pra realmente ficar.
Só de olhar, já sabia o que vinha,
Pensamentos cruzados na mesma sintonia.
Mas ela queimava em fogo intenso demais,
E ele ficou parado, sem coragem pra mais.
Se perderam no tempo, no silêncio e na dor.
Mas Ainda se falam baixinho, esperando o amor.
E no fundo do peito, uma chama ainda acesa,
Que insiste em chamar pra uma recomeça.
Mas ela queimava em fogo intenso demais,
E ele ficou parado, sem coragem pra mais .
Se perderam no tempo, no silêncio e na dor
Mas eles Ainda se falam baixinho, esperando o amor.
Alma de 17
Ela tinha 42 anos, mas sua alma dançava com a leveza e a intensidade dos 17. Juliana vivia com o coração aberto, sempre pronta para amar e ser amada. Para ela, o amor era um fogo que precisava arder sem medo, sem barreiras.
Desde jovem, sonhava com sua alma gêmea, aquele príncipe encantado que completaria sua essência. Quando conheceu Rafael, acreditou que finalmente o havia encontrado. Seus olhos brilhavam ao vê-lo, seu sorriso se iluminava com cada palavra dele.
Mas Rafael não via Juliana como ela via a si mesma. Ele não correspondia àquela paixão vibrante, aquele amor que transbordava e não se contentava com pouco. Ela sentia o vazio da ausência do seu amor verdadeiro, mas nunca fechou seu coração.
Juliana continuava a amar intensamente, sonhando e esperando. Porque sabia que a alma gêmea não é apenas alguém que aparece – é alguém que reconhece a luz da sua alma de 17 anos e decide caminhar ao seu lado.
E enquanto isso não acontecia, ela dançava sozinha, livre e cheia de esperança.
Máquina de escrever
Entender, sem ser entendido
Entregar tudo, sem receber nada
Acabou a tinta da máquina de escrever
E os papéis não tem nada para ler
É um loop infinito
Onde nos machucamos
E achamos bonito
Por isso ainda insistimos
Em um fogo cruzado
Um amor proibido
Cheio de obstáculos
Talvez com dias contados
Almejam que até os cento e quatro
Mas se assim não for
Aos cento e três
Provável que ainda vivam um conto inventado
Um lugar sombrio
Onde determinam sua felicidade
E dizem que você errou o caminho
Trilhando contra vontade
No peito, a inutilidade
Mas o que o incentiva
A lutar contra a humanidade
Se não resta mais uma gota de tinta
As teclas nunca param de verdade
Mas os papéis continuam em branco
Pra onde trilhou a felicidade?
Se olhar bem, ainda há muita tinta
Mas nada será escrito
Nada será eternizado
Enquanto o caminho não for encontrado
Só que o que fazer se já o acharam?
Ainda há tinta na máquina de escrever
Mas como escrever com as mãos atadas?
A tinta vai escorrer
E as mãos não poderão ser resgatadas
Outras coisas cairão no papel
Numa poça d’água salgada
Toda felicidade
Será rasgada
Se debruçar sob os pedacinhos de papel
Não farão com que aquela folha volte
Se arrependerão de terem a deixado sem tinta
De forma tão cruel
Mas porque deixar a tinta escorrer
Ainda há papel
Na máquina de escrever
Por favor, desamarre essas mãos
Mãos sedentas pelas teclas
Teclas estas que não podem tocar
Pois sua felicidade
Não está para o lado de lá
Ainda há tinta na máquina de escrever
Ainda há papel na máquina de escrever
Ainda há teclas na máquina de escrever
Mas talvez não tenhamos mais mãos
Para trilhar nossa felicidade
De verdade
Na nossa eterna
Máquina de escrever
Não permita que uma relação te machuque, não sai cheio de retalhos de um relacionamento. Ame e não esqueça de amar a si mesmo.
