Razão
Enquanto a razão grita as impossibilidades e a lógica nos aprisiona no medo do fracasso, a voz da fé sussurra uma promessa de que somos mais que vencedores em Cristo. O coração encontra sua paz verdadeira ao escolher render-se ao conhecimento de que existe um Deus que cuida de cada detalhe, desde o fio de cabelo que cai até a tempestade que se levanta, nada escapa ao Seu olhar amoroso. Eu me recuso a olhar para as circunstâncias que me cercam, pois a minha esperança está firmada na palavra que não falha e na promessa que se cumprirá no tempo exato, pois Ele é fiel para realizar o que prometeu.
Há algo profundamente contraditório em continuar, mesmo quando nenhuma razão clara se apresenta, mas talvez seja nessa contradição que nasce a resistência, uma força que não precisa de explicação para existir.
A razão é uma lâmpada silenciosa acesa no fundo do peito. Quando o mundo se cobre de sombras, quando as vozes se confundem e a escuridão tenta convencer a alma a desistir, é ela quem permanece de pé, iluminando o caminho com firmeza serena. A razão não grita, não implora aceitação e nem se curva ao barulho da multidão. Ela apenas continua brilhando, pequena e imensa ao mesmo tempo, guiando aqueles que ainda têm coragem de pensar com a própria consciência.
- Tiago Scheimann
E como não podia ser diferente, você tem, outra vez, alguma razão. Eu realmente não te atendo por causa do futuro. Mas não porque tenho medo dele, e sim porque você faz parte apenas do meu passado, e é lá que você irá ficar! E se eu fosse você, me contentaria com isso. Você, e seus sempre meios e insuficientes acertos.
Amor, poder e razão
três caminhos na mesma pulsação,
tão distantes entre si
que parecem não caber
no mesmo peito —
mas cabem.
Habita em silêncio
esse território escondido
onde o querer abraça,
o dominar insiste,
e o pensar tenta organizar o caos.
O amor pede entrega,
o poder exige controle,
a razão sussurra cautela —
e nenhum deles aceita calar.
Quando florescem,
não vêm em ordem,
não pedem licença,
não combinam entre si.
Helaine machado
A imaginação isolada da razão apenas produz monstros. A imaginação conciliada com a razão possibilitará a realização de todos teus desejos.
Meia noite e cinquenta
Razão...
Um cérebro.
Uma massa encefálica.
Ligações neurais.
Emaranhado de neurônios.
Eletricidade.
Raciocínio.
Como posso eu
Nascer de tal barro?
Ser filho da racionalidade?
E em meio a madrugada
de uma segunda-feira
Não conseguir dormir
Por causa de você
Como posso eu
mesmo sabendo
que terei de acordar cedo,
Que estarei cansado
Escrever um poema
Por causa de você
Mas é claro que eu,
Eu sei a resposta
E me sinto à vontade
de dizer para ti
Não consigo dormir
Por causa do teu xampu de amêndoas
Por causa do teu riso descontraído
Por causa do que vivemos até aqui
Não consigo dormir
Por causa da tua voz que ecoa no quarto
Por causa dos teus olhares que desarmam
Por causa do teu toque que me acende
Não consigo dormir
Por causa da nossa vida
E dessa minha racional memória
Que me lembra que estou sozinho
E é por isso que em meio a madrugada
Meia noite e cinquenta
Me sinto na rua
Mesmo sob macio colchão
E é por isso que perco o sono
Por causa de você
E sei que isso não será explicado
Razão...
Quando minha razão evita sentir o amor que está dentro de mim, no centro do meu peito, o que acontece é que esse sentimento não expresso se transforma em algo negativo, como angústia, vazio, tristeza, ódio, agonia, frustração, entre outros.
Eu não preciso ter medo nem tentar evitar esse amor que está dentro de mim. O que eu realmente preciso fazer é permitir que esse amor flua, me entregar a ele e aceitar esse sentimento puro, vivo, completo e cheio de amor que existe no meu peito. Quando faço isso, permito que o amor preencha meu ser, e assim, ele desfaz as emoções negativas, trazendo mais paz e equilíbrio para minha vida.
Quem tem medo de ser, já deixou de se tornar aquilo que sonha.
Pois quem sonha, consolida a razão no fazer,
entende que entre sonhar e viver existe uma escolha:
ou transformar o sonho em passos,
ou permanecer parado, vivendo só na imaginação.
Tem narcisismo que a alma reconhece antes da razão: pede freio, distância e coerência.
Tem adeus que não é perda, é livramento.
Até ontem parecia amor, hoje já não existe — porque, na verdade, o narcisista não ama, ele joga.
E quando o jogo perde a graça, ele apenas troca a fita, como quem nunca sentiu nada.
