Raízes
Quero partir, mas as raízes me prendem,
Elas afundam no peito, com força, com dor,
O desejo de voar é maior do que a espera,
Mas cada passo dado parece mais um temor.
As ruas que me chamam são longas e frias,
Com promessas de liberdade e vazio,
E o eco do adeus, nas madrugadas vazias,
Sussurra segredos de um futuro sombrio.
O que me retém? O que ainda me segura?
É o laço invisível, o laço do medo,
De deixar para trás tudo o que a alma perdura,
E caminhar sozinha, sem chão, sem segredo.
Quero partir, mas o espelho me encara,
Reflete um ser que se esconde atrás de sorrisos,
E na busca de algo que cure a amargura,
Eu temo o que sou, com todos os prejuízos.
E se partir for só um jeito de esquecer,
Uma fuga disfarçada, sem rumo, sem razão?
Ou será que ao partir, posso me entender,
Me reconstruir em outra direção?
Quero partir, mas o que levo comigo?
A saudade do que foi, o medo do que virá,
E a dúvida constante, como um abrigo,
Se ao partir, quem eu sou ainda restará.
Eu acredito que somos uma espécie com amnésia, acho que esquecemos nossas raízes e origens. Acho que estamos bastante perdidos em muitos aspectos. E vivemos em uma sociedade que investe enormes quantias de dinheiro e energia para garantir que todos nós continuemos perdidos. Uma sociedade que investe na criação de inconsciência, que investe em manter as pessoas adormecidas, para que sejamos apenas consumidores passivos ou produtos, sem realmente questionar nada, e não façamos nenhuma das perguntas.
“O Espelho de Infinitos e o Sopro das Raízes Ocultas”
Nas profundezas de uma floresta sem nome, onde as árvores entrelaçam suas raízes em um murmúrio ancestral, repousa o limiar de um mundo onde o visível e o invisível se dissolvem. Os troncos milenares, como guardiões de um saber esquecido, sustentam a abóbada etérea onde dançam os reflexos de um céu fragmentado — um céu que, por sua vez, se desdobra em incontáveis realidades. Nessa penumbra sublime, o vento carrega o eco de verdades sutis, os sussurros de uma ciência anterior à própria história, um saber que paira entre os véus do ser e do não ser.
O Arvoricionismo revela que a natureza é um espelho do inconsciente coletivo: as árvores são símbolos do eixo que conecta os mundos, os dragões, arquétipos do desejo reprimido e da força primordial. Eles dormem sob a crosta terrestre, como impulsos ocultos sob a camada frágil do ego. As fadas e os duendes, seres que vibram em frequências que os olhos humanos esqueceram de enxergar, representam os fragmentos do Eu que renegamos — lampejos da psique que escapam à lógica cartesiana e dançam nas brechas das realidades paralelas.
Entre as folhas, há unicórnios de luz prateada que surgem como símbolos da pureza perdida, da potência criadora que jaz esquecida no âmago da alma. Eles caminham sobre um fio tênue entre o espaço e o tempo, portando a verdade de que o momento presente é apenas uma interseção de ondas colapsadas, conforme ensina o espectro quântico. É o paradoxo do Ser e do Não-Ser, como o felino aprisionado em uma caixa que nunca foi apenas uma.
No coração desta floresta, um portal se ergue. Ele não é feito de pedra ou madeira, mas de vibração e silêncio. As raízes profundas, como neurônios na mente cósmica, estendem-se sob os pés do viajante, conduzindo-o ao abismo do Self. Ali, o tempo perde seu compasso e o espírito se funde ao todo. São os segredos que outrora os Atlantes contemplaram, quando o homem ainda dançava sob as estrelas em comunhão com a terra.
Os escritos ocultos, que repousam em bibliotecas esquecidas, murmuram sobre um deus que sussurrava em silêncio através da geometria do universo, e sobre um rei que buscou a imortalidade nos confins do tempo. As epopeias antigas falam de civilizações que ascenderam e caíram, porque não compreenderam que a existência é um fluxo, um pulsar entre mundos.
Na percepção do Arvoricionismo, cada folha é uma página de um livro escrito com a linguagem original, o Sopro Divino que se esconde no mais profundo silêncio. Seus símbolos ressoam na mente do iniciado como ecos das palavras gravadas em pedra, nas areias intemporais. Os hieróglifos, os cânticos apócrifos, os tratados esquecidos — todos são fragmentos de um conhecimento sem origem, que pulsa no âmago da criação.
Então, o viajante percebe: as realidades não são binárias, elas se multiplicam como reflexos em infinitos espelhos. Cada decisão, cada pensamento, cada emoção cria um desdobramento, um universo que se expande e respira. Nesse intrincado jogo de possibilidades, somos o sonho e o sonhador, o observador e o observado. É a dança quântica das probabilidades, onde o mundo se revela como uma tapeçaria viva, tecida com fios invisíveis.
Por fim, no cerne do silêncio, o mistério se revela: não há separação entre o céu e a terra, entre o ser humano e o cosmos, entre a mente e a matéria. Tudo é Uno, pulsando em diferentes frequências, dançando em ritmos que apenas o coração aberto pode escutar. O Arvoricionismo não é um caminho para o conhecer, mas para o lembrar.
Pois ao contemplar a natureza, ao ouvir os sussurros das árvores e ao perceber os dragões adormecidos sob os pés, somos convidados a mergulhar no espelho das infinitas realidades. É ali, nesse vazio pleno, que encontramos a chave para a expansão do Ser. O mistério não está fora, mas dentro — aguardando apenas que os véus se dissolvam no sopro das raízes ocultas.
O que pode temer perder aquele que compreende que tudo é parte das raízes infinitas da existência, e nada verdadeiramente lhe é dado, apenas compartilhado?
O carinho e o respeito são sementes que, quando regadas com constância, tornam-se raízes profundas de gratidão. Não deveriam florescer apenas em primaveras de conveniência, mas permanecer firmes, mesmo nas estações mais difíceis da vida.
Honrar os pais vai além do dever — é um reflexo do caráter, um eco de valores que moldam quem somos.
O tempo, veloz como o vento, não espera. As oportunidades de amar podem se perder no silêncio da ausência. Que um abraço sincero, uma palavra de afeto ou um simples gesto sejam pontes, restaurando laços, curando feridas invisíveis.
Porque o amor de um pai é presente raro, tesouro que não se mede, e que merece ser celebrado todos os dias, enquanto ainda há tempo para sentir, para agradecer, para retribuir.
RAÍZES DA FELICIDADE
Não deixe a felicidade em mãos de incerteza,
Em coisas que podem se perder na tristeza.
Evite a caneca que fura e vaza,
Guarde sua essência, nunca se arrase.
Não gaste o amor em paredes frágeis,
Onde o vento pode levar os detalhes da sua alma.
Construa seu afeto com alicerces seguros,
Em solo firme, onde florescem sentimentos puros.
A felicidade é um tesouro a cultivar,
Em raízes profundas, é preciso saber semear.
Que não dependa do que pode partir,
Mas brote primeiro em seu ser, pois lá sempre há porvir.
A terra é a base da existência de uma nação. A nação tem suas raízes como as de uma árvore nas profundezas do solo, de onde obtém seu alimento e sua vida. Não há pessoas que possam viver sem terra, assim como não há árvores que possam viver suspensas no ar. Uma nação que não tem terra própria não pode viver a menos que se estabeleça na terra de outra nação em seu próprio corpo, minando seu sustento. Existem leis dadas por Deus que ordenam a vida dos povos. Uma dessas leis é a lei territorial. Deus deu a cada povo um território definido para viver, crescer e no qual desenvolver e criar sua própria cultura.
Nas raízes do meu chão, brota a velha rezadeira, brota o arruda o guiné e nas folhas deste pé o alecrim é o que mais cheira.
"Vozes negras"
Em meio raízes secas
Luto contra a censura
Em busca da voz que cala
Minha sede de amargura
Vozes que comprometem
Minha cultura e direitos
Lembrando-me a cada dia
Da minha luta por respeito
Minha cor não precisar ser clara
Pra esclarecer minha história
A qual desde muito tempo
Luta por igualdade
Clamando por justiça
Nessa opressora sociedade
Esta que trás minha dignidade
Em imagens de mãos calejadas
Marcada pela injustiça
Da escravidão passada
Negros ou brancos
Pardos ou vermelhos
A com não importa
Quando o assunto é preconceito
Somos filhos da África
Com os olhos de pérola
Com um sorriso de sangue
Marcado pela exploração severa
Somos seres de raça
Em busca de esperança
Nessa vida de desigualdade
Sem amor, valor e mudança.
AS FASES DA ÁRVORE.
-
Na árvore vejo apenas
palavras, cultivo e raízes
Quem saiu a semear?
Quem pôs nelas palavras?
A semente fortaleceu seus pés
com seu silêncio se expandiu
Orgânica, ela dança, o vento, ensaiou e lhe chama
um convite para dançar
O tempo é uma cena extensa
e poucos ouvem o seu ser
🍁
Em suas folhas carregam estrelas
Nela, há infância, olhares, histórias e ciclos
Quem semeará a boa semente?
Quem ouvirá o que ela tem a dizer?
Espalhou suas folhas, lançou seus frutos ao caminho!
🍁
Contemple as Palavras, a chuva na estrada!
Todas imagens também são linguagens
da arte feita ao chão
é prova que o instante, insiste, em querer ser efêmero
no universo da semente, toda árvore é construção
Singularidades e possibilidades
semeadas em toda plantação
ajusta-se, em ver lentamente
age com coração tranquilo em paz
a árvore não tem velhice, ela dança em passos passados
sábio é aquele que as ouve e faz
🍁
Tantos elementos da natureza
A árvore em comunicável véu
molda-lhe, inteira, à prosa, à rosa e a árvore
são roupas do céu
"Amizades verdadeiras são como raízes profundas: sustentam, conectam e florescem sem a sombra de vaidade ou ego, apenas o puro desejo de estar junto e crescer em harmonia."
Roberto Ikeda
Raízes do Futuro
Criticam os homens da geração presente,
dizem que faltam pulso, honra, ser decente.
Mas antes de apontar o dedo, julgar, ferir,
é preciso olhar pra origem, onde tudo vai surgir.
Lá no berço da infância, no colo do lar,
é que o homem começa a se formar.
Mas se a mãe não ensina o que é limite e valor,
cresce um menino sem rumo, sem amor.
Antigamente, bastava um olhar severo,
um castigo firme, um exemplo sincero.
Hoje se vê rebeldia com aplauso e sorriso,
como se respeito fosse algo indeciso.
Educar não é calar com violência ou dor,
mas é mostrar com firmeza o que tem valor.
Ser homem não é gritar ou impor poder,
é saber o momento de calar, de entender.
Mãe que protege em excesso, sem direção,
acaba por moldar uma geração
que teme esforço, foge de cobrança,
e troca maturidade por pura arrogância.
Mas há esperança, sim, em meio ao caos,
se mães e pais forem guias reais.
Educar é amar, mas também é corrigir,
é preparar pro mundo, e não só iludir.
Confie que mesmo nas estações em que não vê frutos, as raízes estão crescendo.
E virá um tempo em que tudo florescerá — em honra, em colheita, em paz.
"Uma marca com raízes firmes e propósito claro atravessa fronteiras e ecoa no mundo como identidade viva."
— Daniela Bacelar
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