Quero te Ajudar a Esquecer a Dor
Ontem não dormi
Eu apenas conseguia pensar em tudo
E o tudo parecia tão pouco ao meus olhos
Mas o que é tão pouco para mim
Para você se tornou tão tudo
O tudo me machuca
Mas do que o meu pouco
E percebo que não tenho dormido
Fogo
Ele enfiou a mão na minha cara de novo. O punho dele me atingia como um míssel alcançando um passarinho que cruzou seu caminho. Era pesada, seca e gélida, mas cheia de sentimento. Meu rosto jorrava sangue e ele socava a parece tentando amenizar a raiva pra não vir a fazer um estrago pior do que já havia feito em mim. Eu estava caída no chão, mas não chorava. Sentia tanta raiva quanto ele, mas ele chorava, eu não.
Peguei a bolsa em cima da cama, abri a porta e olhei pra trás, ele ainda estava com a mão dentro do buraco que havia feito na parede, olhava pro chão e cerrava os dentes, bem como o punho livre. Suas mãos estavam cheias de sangue, de ambos. Desci as escadas e não olhei mais pra trás. Peguei meu celular e te liguei. Você estava a quilômetros, mas como sempre, chegou em minutos. Eu esperei na calçada de casa e ele não desceu pra me procurar, não me ligou nem fez a mínima questão de saber pra onde eu havia ido. Enquanto te esperava eu cravava as unhas na carne das mãos, acrescentava mais algumas luas às minhas tantas outras e sangrava ininterruptamente.
Você estacionou o carro de qualquer jeito, desceu correndo e me tomou nos braços perguntando o que aconteceu. Eu não falei, não conseguia. Apenas levantei, me evadi do teu abraço e dei a volta no carro. Entrei pelo lado do passageiro e pude ver tua camisa branca, fina de algodão completamente coberta do meu sangue. Dei um sorriso de lado e olhei pra frente. Você levou as mãos à cabeça e olhou pra cima, pro apartamento, ele estava na varanda, nos vendo sair e te olhando com o ar indiferente de quem sabe de todo o desfecho que vai se repetir.
Depois de entrar no carro você deu a partida e arrancou me fazendo incontáveis perguntas das quais eu nem me lembro e eu só te disse pra dirigir. Me perguntou pra onde e minha única exigência era que fosse fora da cidade. Saímos, passamos pela placa de “até logo, volte sempre”. Eu ainda sangrava e você enfiava o pé no acelerador tentando de alguma forma dissipar a revolta e a confusão que sentia. Eu abri o vidro da janela e te disse pra não falar porra nenhuma, sentei na janela com o carro em movimento, as costas pra paisagem e olhando pra estrada infinita que se estendia à minha frente. Você pisou no freio e eu fiz um sinal negativo com a cabeça. Era madrugada, o vento frio assanhava meus cabelos e gradativamente coagulava meu sangue.
Você parou o carro no acostamento, chorando e desceu, deu a volta e me puxou pelas costas, pela cintura. Me pedia uma explicação e eu simplesmente não conseguia falar. Você sabia o que tinha acontecido, no fundo sabia, sabia o que acontecia sempre, mas apenas me abraçou, abriu a porta, me conduziu pra dentro e assumiu de novo o seu posto. Colocou um de seus clássicos italianos no carro e só dirigiu. Paramos em um desses motéis de beira de estrada sem estrutura nenhuma. Você segurou minha mão, tirou minha roupa e limpou cada um dos meus ferimentos. Os do rosto, os das mãos, e me conduziu pro chuveiro, ainda vestido no seu terno preto com a gravata vermelha. Lembro de olhar pro teu relógio dourado quando levantou a mão ao ligar o chuveiro, eram 03:00 da manhã.
A água caía no meu corpo e conforme a adrenalina me deixava, as dores começavam a aparecer e eu gritava. Você percorria cada parte do meu corpo com as mãos, numa delicadeza impecável e me conduzia para manchas roxas milenares que eu nem lembrava que existiam. Os hematomas te faziam lacrimejar e você me abraçou, nua, debaixo do chuveiro e chorou junto comigo. Sem nenhuma segunda intenção, só a compreensão mútua e silenciosa que compartilhávamos a tanto.
Te contei sobre a nova traição, sobre o apartamento destruído e os copos quebrados, sobre as roupas que rasguei e sobre todos os hematomas que também deixei nele. Sobre os buracos dos murros na parede e sobre os em mim, a minha costela quebrada e o nariz dele, quebrado. Mas você já sabia de tudo isso, sabia de toda a história, de todas as brigas. Me disse que era doentio e que eu sabia, estava certo como sempre. Me disse que ficaria tudo bem e que eu não precisava mais ter medo, que o faria pagar e que ele nunca mais encostaria um dedo em mim. Eu te beijei. Fizemos amor pela primeira vez e foi realmente a primeira vez que me senti tão conectada com alguém. Você já tinha dito me amar outras tantas vezes mas essa fora a primeira que eu te disse. Você estava tão lindo, tão radiante e iluminado, meu bem... dormimos abraçados e na manhã seguinte, quando acordou, você não me encontrou, e por mais que se negasse a acreditar, sabia exatamente onde eu estava.
Você é paz demais pro meu caos.
Thaylla Ferreira Cavalcante {Os quatro elementos}
É só acreditar
Ele sempre estará aí.
Quando tudo parecer perdido
Apenas acredite Ele nunca
deixará de estar aí.
A vida é assim: você faz cem coisas certas, mas os sacanas só se lembram de uma coisa errada. É injusto pra caramba, e injustiça dói na alma.
..."A depressão é a enfermidade da alma, pois, o depressivo morre da ânsia de ser feliz porque ele tem pressa dessa necessidade." ... Ricardo Fischer
Eu chorei, fiquei triste e ninguém percebeu!
Quando comecei a sorrir, perceberam e ainda me perguntaram qual seria o motivo da minha felicidade?
Então respondi com um sorriso no rosto: Jesus enxugou minhas lágrimas e por isso estou feliz.
Se Eu Relatasse Como Me Sinto Todos Os Dias, Viveríamos Em Uma Eterna Tristeza.
Prefiro Espalhar Sorrisos e Colher Uma Porcentagem De Ódio.
Do Que Carregar Nas Costas a Culpa De Uma Lágrima.
Deseja diminuir suas dores? Então pare de tratar apenas o efeito e combata a causa do verdadeiro problema!
Não sinto amor, prazer, felicidade ou algum tipo de tristeza que possa ao menos ser descrita, mas tenho dor. A única coisa que nunca me deixa e a única sensação que verdadeiramente já experimentei.
Eu a amo e nenhum preço é alto demais a se pagar pela oportunidade de poder passar minha vida ao seu lado.
Aquelas palavras que eram exacerbadas de amor, de paixão, de fidelidade, de promessas e juramentos foram quebradas por pequenas ações que pouco a pouco foram se transformando em um doloroso e intenso "adeus".
A Saudade é um ferro quente cravada no peito... que fere, queima e marca.
Um dia para de doer, já não arde mais, mas a cicatriz deixada nos faz lembrar que ainda está lá para ser sentida quando menos se espera.
É muito mais fácil arriscar o silêncio do que se responsabilizar por suas palavras .
Mas entenda...As palavras são claras,e quando ditas com sabedoria,aliviam.
O silêncio intriga...Faz a mente do outro criar suposições sem parar,enquanto um simples esclarecimento pode ajustar tudo.
O silêncio que te protege é o mesmo que agride alguém.
Dizem que "para um bom entendedor um vácuo basta",mas arrisco dizer que: Para um bom entendedor,um vácuo,é uma lista de porquês.
Você mente
Quando diz que se importa com as pessoas
Quando diz que não as machuca
Nós dois sabemos que não é assim
Você mente
Quando diz que sente os braços dos amados
Quando diz que deita na cama sozinho
Nós dois sabemos que não é assim
Você mente
Quando diz que vai ir dar uma volta
Quando diz que não beija mais ninguém
Nós dois sabemos que não é assim
Você mente
Quando diz que se arrepende
Quando diz que não foi por maldade
Nós dois sabemos que não é assim
Mas principalmente,
Você mente
Quando diz que não me importo com você
Quando diz que não te amo
Quando diz que posso te esquecer
Nós dois sabemos que não é assim
Preencha meu espaço vazio
Encha-me de sonhos
Que eu não possa segurar.
Faça eu me sentir viva,
Como se fosse a coisa certa
Mostre-me esperança
E um novo renascer
Depois mate-me
Arranque meu coração
Usando o seu punhal
Dilacere minha alma,
Corte-me em pedaços
Faça das minhas lágrimas limpas
Correrem lágrimas de sangue
Enterre-me
Depois me faça renascer
Transforme-me em algo novo,
Algo que nunca fui
Jogue-me vendada no desconhecido.
Depois suma.
Mate-me novamente
Arranque meu coração
Depois me faça chorar mais uma vez.
Até que as amarguras
Tornem-me amargurada
Se doeu, lembre-se;
Ninguém entra em nossa vida sem consentimento e ninguém nos fere sem a nossa permissão.
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