Quero Alguém que Me Dê Flores

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Em tempos de padronização curricular e de cultura dos resultados, a leitura de “Currículo, surdez e diferença: sobre cálculos e margens; educação e por vir” (Ribeiro; Uhmann, 2024) nos provoca a pensar o currículo para além da prescrição, como espaço de alteridade, negociação de sentidos e abertura ao porvir. Uma reflexão necessária à formação docente.

Inspirados por reflexões de Rita Ribes, reconhecemos a literatura como experiência estética e humana, capaz de transformar quem lê e quem escuta. Quando professores se reúnem para conversar sobre livros, memórias e vivências, fortalecem também sua identidade como leitores e mediadores de leitura.

Na ordem da Natureza,
Um estúpido não erra:
ele insiste.

Meu Querido Sobrinho,
Passei a semana a pensar em ti,
como quem guarda um encontro
antes mesmo de ele acontecer.


E quando chegou o dia,
fui trabalhar,
não porque quisesse estar longe,
mas porque, às vezes,
é preciso ocupar as mãos,
quando o coração não sabe,
onde pousar.


Fui trabalhar para me distrair,
mas levei-te comigo.


Há coisas que queremos
e não podemos viver ainda.
Há portas que o tempo mantém fechadas,
não por falta de vontade,
mas porque ainda não chegou,
a hora de as abrir.


Eu nunca soube pertencer a ninguém,
nem quis ser dono de ninguém.
Talvez seja essa a minha maior dificuldade:


amar sem possuir;
esperar sem prender,
ficar sem exigir.


E se o tempo passar,
se os dias se transformarem em anos,
e quando finalmente puderes escolher
o caminho que queres seguir,


...eu estarei aqui.


Não para cobrar a espera,
não para reclamar o tempo perdido,
nem para dizer que me devias alguma coisa.


Apenas para te dizer:


...eu esperei.


Porque antes não foi possível.


E há esperas que não são promessas,
são apenas uma forma silenciosa
de dizer a alguém:


quando puderes escolher por ti,
se ainda quiseres encontrar-me,
eu estarei aqui.

FRASE DO GRANDE COMEDIANTE; CHARLES CHAPLIN: "EU GOSTO DOS DIAS COM CHUVA, PORQUE ÀS PESSOAS NÃO CONSEGUEM VER ÀS MINHAS LÁGRIMAS" Ademar de Borba

Nossas infâncias foram laboratórios de sonhos e fantasias.

Jamais tome decisões no calor da mágoa. Busque diálogo quando o coração estiver em paz.

Quando o amor é maior que a mágoa, o perdão encontra um caminho.

Duas pessoas podem se machucar em um momento e ainda escolher se compreender quando o coração se acalma.

Perdoar não é dizer que nada aconteceu. É escolher que a mágoa não tenha a última palavra.

O orgulho ergue muros;
o amor verdadeiro procura pontes.

⁠"Ninguém é mais forte ou mais perigoso do que um homem capaz de controlar suas emoções e lembrar de seu passado. Use como combustível, como munição, como tinta para escrever a carta mais importante da sua vida"

"A IMPRUDÊNCIA É AMIGA DO ACIDENTE, POR ISSO, PARA NÃO CHORAR, TODO CUIDADO É POUCO" Ademar de Borba

"NÓS ENCONTRAMOS PESSOAS QUE INTERAGEM COM PESSOAS QUE NÃO PRECISAM DE AJUDA, MAS QUASE NENHUMA QUE INTERAGEM COM PESSOAS QUE SE ENCONTRAM NO LIXO" Ademar de Borba

"A COISA MAÍS FÁCIL É ENGANAR A NÓS MESMO, FAZER O QUE NÃO DEVE SER FEITO, EM TROCA DO QUE DEVE SER FEITO, PREJUDICANDO A NOSSA VIDA" Ademar de Borba

⁠A verdadeira felicidade só pode ser encontrada na eterna contemplação de Deus.

⁠O voto deve ser rigorosamente secreto. Só assim, afinal, o eleitor não terá vergonha de votar no seu candidato

Essa é a lei da vida, um adoece, outro melhora, um sorri, o outro chora, um fica, o outro vai embora, um ama, o outro abandona, um odeia e o outro se apaixona, um se ergue, o outro sofre, um supera, o outro ignora, na lei da vida, os lados opostos nunca se atraí.

Ainda não estamos preparados para o amor que o mundo necessita.

Jaguadarte

Era briluz. As lesmolisas touvas
Roldavam e relviam nos gramilvos.
Estavam mimsicais as pintalouvas,
E os momirratos davam grilvos.

“Foge do Jaguadarte, o que não morre!
Garra que agarra, bocarra que urra!
Foge da ave Felfel, meu filho, e corre
Do frumioso Babassurra!”

Êle arrancou sua espada vorpal
E foi atrás do inimigo do Homundo.
Na árvora Tamtam êle afinal
Parou, um dia, sonilundo.

E enquanto estava em sussustada sesta,
Chegou o Jaguadarte, ôlho de fogo,
Sorrelfiflando através da floresta,
E borbulia um riso louco!

Um, dois! Um, dois! Sua espada mavorta
Vai-vem, vem-vai, para trás, para diante!
Cabeça fere, corta, e, fera morta,
Ei-lo que volta galunfante.

“Pois então tu mataste o Jaguadarte!
Vem aos meus braços, homenino meu!
Oh dia fremular! Bravooh! Bravarte!”
Êle se ria jubileu.

Era briluz. As lesmolisas touvas
Roldavam e relviam nos gramilvos.
Estavam mimsicais as pintalouvas,
E os momirratos davam grilvos.