Quero Alguém que Me Dê Flores
De idílio em idílio
vou contando
a história do General
que está preso
injustamente
há dois anos sem
sequer ter tido
audiência preliminar,
Ninguém sabe
quando o pesadelo
dele e da tropa
(em situação
semelhante
de fato
irá terminar),
Do meu profundo
isolamento social
em rebelião
contra o inimigo
invisível que
quer nos devastar,
Estou lutando
com igual altivez
contra o fantasma
visível da fome
que quer o futuro
da minha Pátria
e da América Latina - exterminar;
De idílio em idílio
tenho passado
os dias em busca
de denunciar
o isolamento vertical
que querer forçar
a se espalhar,
Não esmoreço
como a Urbi et Orbi
em noite de Praça
de São Pedro
vazia em busca
de ser espalhada
por todo o lugar.
Não quero, não deixo,
não posso diante
disso tudo,
nada e nem ninguém
neste mundo me calar:
a minha missão é gritar.
Nesta noite triste
e no seu auge
com a pureza de
uma rosa branca
mística e martiniana,
De queixar o meu
peito não se cansa:
Não vou parar
um só minuto
daqui para frente
de me queixar!
Lamentando o sol
da igualdade e o seu
desmaio sob violento
golpe pelas mãos
imundas na Bolívia.
Não vou parar
um só minuto
daqui para frente
de me queixar!
Sentindo mesmo
medo da população,
baleada por não
ter entendido
o quê é elementar
e com solidão
no quartel no Ceará.
Não vou parar
um só minuto
daqui para frente
de me inundar!
Com tudo isso
acontecendo
aqui neste nosso
continente sigo
ainda sem crer
naquilo que li:
que um herdeiro
das glórias de Bolívar
pode perder tudo
o quê conquistou
nesta vida
só por discordar.
Não vou parar
um só minuto
daqui para frente
ao infinito rogar!
Não posso parar
pela tropa universal
e pelo General
um só minuto
de pedir para o Sol
da justiça os libertar;
não posso parar
até a reconciliação
a todos reencontrar.
De supetão foram
os cinco libertados
na semana passada,
Tudo isso reforça
o argumento e mais
a notícia que não
se falam mais
quando vão acabar
com esse mau hábito
de fazer preso político
e falar qual é o real
paradeiro do Coronel
que insistem dizer
estar desaparecido,
E que outros dizem
estar na mesma
prisão que os Generais
que não deveriam
nem estar presos mais,
é preciso não esquecer
de cada um jamais.
Dizem que foram
construídas mais
vinte e oito celas
nos sótãos do
teu confortável
afetivo esquecimento,
Do absurdo eu levo
como se fosse
meu todo esse peso
e sem medo do receio.
Da tropa e do General
que foi preso sem
nenhuma prova,
não se sabe notícias
de quando cessa
o aprisionamento,
Seguir relembrando
para não deixar
a memória pisar
em falso na história
sem parar é preciso.
Viramos objetos
de barganha,
somos argumento
sem se dar conta
para negociações:
Só por ser presos
políticos das Nações
que beberam
do mesmo cale-se
E da falta de ânimo
vem se tornando
a única real verdade.
Um oficial em
um escrito
feito de
fibra cidadã
admoestou
que as tropas
deveriam é
ter defendido
a liberdade
sem vinculação
a ideologia.
Não é difícil
de se colocar
do lado
do General
de olhos
inabaláveis
de azabache,
Procuro a calma
nesta tarde.
Uma estranha
narrativa
de um General
foi repercutida,
E um General
de Brigada
está desaparecido.
Não sei dos rumos
da rodada de
um acordo parcial,
Se haverá liberdade
para o General
que foi preso
em plena luz do dia
e no meio de uma
reunião pacífica.
A prisão do
General que
dura já dura
há mais de
um ano e meio,
E não se fala
mais nada,
Desde o tal dia
13 de março,
A justiça foi
em arribação,
Como intuia
que a falta
de satisfação
seria total:
fiz nascer
a epopéia da
tropa que foi
de maneira
vil silenciada.
Uns coronéis
com igual
número da carta
de tarot que
representa
o mundo
foram a retiro,
Não se sabe
o porquê disso,
Sinto que há
um quê
de intrigante
e místico,
Algo me diz
que não foi
por premiação.
Um coronel
já deveria
ter sido
libertado,
Foi solto
e viveu
na pele uma
brincadeira
de mau gosto:
ele foi de novo
aprisionado,
Essa é uma
das formas
de fazer
a vida virar
um vero calvário.
Não se fala
em outra coisa:
surgiu um
Estado-Maior
em exílio,
Ninguém mais
se entende
parece feitiço,
Sinal que houve
pouco ou
nenhum diálogo,
Tudo isso
não deveria
ter acontecido,
Um bom
entendimento
já para ter ocorrido.
O General
que foi
capturado
em dezoito
de março
fatídico
dentro de
um hotel
no meio
de uma
reunião
pacífica,
E ainda
está há mais
de um ano
e meio
sem nenhum
acesso à justiça.
Sem você
perceber
em mim
há ameríndios
vestígios,
É por isso
que o meu
espírito livre
te incomoda
mesmo que
eu me cale.
Não faço idéia
da onde
tiraram que
o desterro
é liberdade,
E poderá ser
concedido
como prêmio,
Mas longe
de qualquer
prisão de
segurança
máxima
qualquer lugar
é melhor até
do que o paraíso.
Depois de
tudo mandar
vestir as cores
nacionais
para fingir
que todos
seguem iguais,
é monstruoso!
Não participarei
desse show
de hipocrisia.
O quê sobrou
da floresta
virou cinza,
e ainda arde
porque não
vi o quanto
deveria
ao certo
para saber.
Não cooperarei
com este show
de absurdo.
Pouco a pouco
a geopolítica
vem fazendo
a paz foragida,
tem Pátria
vizinha
obrigando
a outra
a trajar-se
de laranja,
enquanto
deveria
colaborar
com diálogo
e constância.
Como o vento
passou em
Bahamas
em mim estão
os vestígios
e das florestas
as chamas.
Na mesma via
há povo, tropa
e um General,
passando por
o quê há de pior,
sem janela,
sem ventilador
e sem devido
processo legal.
A entrega do corpo
do Capitão-de-Corveta
foi controlada,
O enterro ocorreu
a contragosto
da viúva,
Em prosa e verso
para que o mundo
não se esqueça:
que foi mais uma
obra do Inferno
de cinco letras.
As flores do sótão
são dez que foram
dali carregadas,
Uma delas é do
General a amada,
E até agora não
se sabe de mais nada;
Todo o dia surge
um novo motivo
para ficar horrorizada.
De #Oslo a #Barbados
e passando por
todos os hemisférios,
É simplesmente
duro, triste e desolador,
Saber que a vida
está sendo banalizada,
Há mais de um General,
civis e uma tropa que
se encontram numa
situação desgraçada.
Não é segredo
para ninguém
que desejo tocar
o coração de
todos os que
estão deixando
sem notícias
aqueles que
têm os seus
na prisão,
e sem saber
como estão
há muito mais
de um mês.
Prisões ilegais,
festivais
de torturas
e de tormentos,
Não dá para
fingir que
nada ali
não está
ocorrendo,
Muitos nem
deveriam
estar presos,
E vocês bem
sabem que
tenho razão.
Tudo isso é
de doer
o coração,
E sobre
o destino
de quem
quer que
seja não
se deixa
nem por
uma hora
em silenciação,
Mas isso tem
acontecido
com o General
preso injustamente
e tantos outros
que estão desaparecidos.
De uma terra distante
o teu acorde não
falou mais alto e nem
bonito no meu ouvido.
O Pai de Arpa e Thor
foi condenado,
mais não foi esquecido.
Podem falar em todas
as línguas para tentar
ser convincentes.
Será muito difícil,
pois nada haverá de
ser como antes.
Se não se conforma
com a sua imaginação,
Nada posso fazer,
Estou a implorar para
saber do paradeiro
de um General que foi
preso injustamente,
e segue desaparecido.
Sou livre para falar
o quê eu quiser,
e manifestar a quem
eu bem entender.
A esposa espera
o corpo do marido
Capitão-de-Corveta
para enterrar,
Não estão querendo
à ela entregar,
E o vexame a cada
dia só faz aumentar.
O Capitão-de-Corveta
foi torturado,
E nunca
te esqueças:
Essa foi mais
uma obra
do Inferno
de cinco letras.
As revelações
sebastianas
e tenebrosas,
sobre o triângulo
perverso
de poder,
Só reforçam
o quê sempre
desconfiei:
quase mais não
respeita a lei.
Não é mais
segredo
o quê todo
mundo já sabia,
Podem tentar
apagar
os indícios:
O quê ficará
para sempre
é a poesia.
Ali a glória
pátria vem
sendo
desmaiada
por algumas
mãos
venezuelanas,
E não por
mãos
cubanas,
Como
se imaginava.
Foram presos
dois jovens
guardas,
Dizem que
eles apenas
são dois
coitados;
Talvez a justiça
esteja longe
de alcançar
os culpados.
E do General
que foi preso
inocente nem
mais notícias
desde o dia
28 de abril
ninguém
está sabendo....
Peço que não
te esqueças:
mataram
o Capitão-de-Corveta,
Lá no Inferno
de cinco letras.
Uma parte de mim
é a que fica
por ser indígena,
E a outra parte
é a que vai
por ser nômade.
Fico naquilo que
me interesso
e largo de mão
aquilo que maltrata
o meu coração,
Trajetória de
quem não
aceita retrocesso,
E não entra em
queda de braço
com ninguém.
Não te esqueças
para não eximir
de quem tem
o dever de
dar conta
dos paradeiros
do General preso
injustamente
e de outros prisioneiros.
(Reféns das circunstâncias)
O filho de
um outro
General não
reconheceu
a voz do Pai
numa gravação,
Não entendo
como
conseguem
conviver
o tempo
todo com
a ideia
de conspiração.
Pais correndo
contra
o tempo
querendo
saber
do filho
há mais
de 8 semanas,
E eu escrevendo
e escrevendo...,
Ainda estou
tentando crer
que cada
palavra
minha cairá
no ouvido certo.
Do General
injustamente
aprisionado,
nada mais
sabemos
como tem sido
há mais de
dois meses;
E hoje pelo jeito
será um
dia a mais
que nada
saberemos mesmo.
Do Inferno de
cinco letras,
Não se fala
das parejas,
Que lá estão
por detrás
de las rejas.
Caiu a luz
em partes do
nosso continente,
Dá medo do que
virá daqui
para frente.
Dormindo com
os olhos abertos,
Só Deus para
acudir o povo;
Pois há gente
que 'prevê'
que seremos
eliminados iguais
a porcos,
Iguazú colapsos.
Farta é a ironia
do destino:
quem julgava
passou a ser
julgado, preso
e condenado.
Do sargento
metropolitano
preso também
tenho perguntado,
Ele já era para
ter sido libertado.
Não vou sossegar
enquanto não souber
do General o paradeiro,
Insisto em saber dele
e de pedir a liberdade
ao mundo inteiro...
Da conta de
51 vítimas
da sigla
de 5 letras,
sou aquela
que nada é;
mas por cada
uma sente
e até por você
que finge
que nada vê.
Enquanto
eu não tirar
o General
da prisão,
Sigo falando
até toda
a poesia
do mundo
tocar o seu
coração.
Entenda que
divergir nunca
será traição,
que para
nada serve
prender
quem quer
que seja
só porque
você achou
certo porque
uns falaram,
e desde
o princípio,
estes nada
provaram,
está aí
o resultado
do mal feito,
tempo gasto
e saldo dos
torturados:
24 militares
e 27 civis,
todos para
sempre
marcados.
De poetisa
ao antigo poeta
da rebelião
que na calada
da noite
eu sei que
me lê,
e que 'vendeu'
a alma
em troca
do mundo
deixando
a poesia
à revelia
e conseguiu
na vida
se perder:
confio que
o Comandante
lá do céu
nos vê.
Não era para
ser assim,
e nem ter
sido assim,
ter falado
o quê não
devia sobre
o General,
você nunca
mais será
o poeta
de antes
para mim.
Ver inimizades
onde nunca
houveram
para se
segurar
naquilo
que passa
não é útil
para mim,
para ninguém
e para você,
preferia vê-lo
anunciando
a pacificação
que renova
e prospera.
Muitas vezes
escrevo além
da conta,
e falo até
o quê não devo;
é uma forma
de me defender
do mundo
que nos faz
brutos por medo.
Quando eu havia
lido essas palavras
do Presidente
interpretei de
maneira
precipitada que
a luz havia voltado:
"hemos recuperado
el cuerpo eléctrico
del país y no
podemos
dejar que se
caiga de nuevo".
A luz
voltou,
mas não em
todos os lugares
e a água ainda
está a caminho,
da mesma forma
espero que
a reconciliação
encontre o seu
destino porque
opositores
e defensores
estão reunidos
para vencer
este ataque
produzido
por culpa do
Império do Inferno,
faço votos que se
encontre e puna
os autores desse
crime bárbaro.
Por que me preocupo
com essa falta
de luz e água?
Porque eu quero
saber como está
o General preso
injustamente
há um ano,
pois ele está
muito mal
fisicamente.
Quero saber
como está
o Luís Carlos
que foi preso
abruptamente,
quero saber
de tanta gente
e de quando
virá a liberdade
daqui para frente.
De longe vejo
verdades que
me obrigo a falar:
cada um tem
a sua forma
de pensar e agir,
Quando grita
aos olhos não há
como não represar,
Que cada um tem
o direito de uma
causa abraçar
ou dela desistir,
E que ninguém
tem direito de usar
disso ou do nome
alheio para agredir
ou o caminho
do outro prejudicar.
Ninguém te dá
o direito de usar
politicamente
a prisão do General
para prejudicá-lo:
Ele que está com
o físico fragilizado
atrás das grades
há quase um ano,
E assim sem
provas encerrado
segue vitimado
em dobro por
gente como
você que brinca
com o nome
dele achando
convictamente
que a verdade
ninguém a vê,
A ausência
de justiça que
tu desdenha
amanhã pode
chegar até você.
Os teus recalques
e as tuas risíveis 'baixas paixões',
Você não sabe
e nem se esforça
para digerir,
Ao menos pense
na sua Pátria que
tanto necessita
parar de sofrer,
e voltar a sorrir;
porque poema
que se espalhou
pelo mundo não
há como conter.
Por falta de
conhecimento
dizem que é
preciso colocar
o nome
do General
em lista,
e outros falam
que ele precisa
é de anistia.
Só precisa
entrar em
lista como
preso político
aquele que
não é tão
conhecido,
e se você não
entende isso,
não tenho nem
o quê falar
a não ser pedir
que coloque
a cabeça no seu
devido lugar.
Só precisa
de anistia
aquele que
algum crime
praticou,
e só não
entende isso
quem por
algum motivo
estranho não
quer ou finge
que aos fatos
atenção
não prestou.
O General
precisa é de
gente que
coloque a mão
na consciência
para defender
a verdade
para colocar
ele de volta
na senda
da liberdade,
pois ele é
inocente,
e o mundo
inteiro sabe.
O General
tem sido alvo
de rechaço
por parte de
gente que
por conivência
com o imoral
finge não
enxergar um
palmo diante
do nariz,
não faço parte
dessa história,
mas estou
cansada só
de ler essa
gente infeliz.
Não há como
frear os fatos:
o destino tem
como prêmio
a consequência
em proporção
a cada boa
ou má ação,
tudo depende
da sua vontade
de fazer um
caminho pleno
de construção.
Uns dizem
que o General
foi olvidado,
mas estes não
deixam de ter
razão porque
a única que
o esqueceu
foi a Justiça
insistindo nessa
prisão indevida,
e eu sigo em
prosa e poesia
tentando mostrar
que ninguém
está livre de ser
jogado nessa
igual desgraça.
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