Quero Alguém que Me Dê Flores

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DIVERSIDADE LATINO-AMERICANA

⁠De norte a sul, leste ou oeste. A arte de se expressar move fronteiras.
VIVA A CULTURA LATINO-AMERICANA

A centralização europeia não apaga nem muda toda nossa magnitude, nossa diversidade.
Somos marcados por intensas cicatrizes, mas sempre fizemos delas o início de lindas jornadas e inspiradoras histórias de resistência e luta. Através das mágoas, esculpimos representativas e belas culturas! Honrar hoje e sempre nossas histórias, pois por mais longe que fomos, o bom filho a casa torna!

Inserida por LuizDNK

⁠Que Deus nos dê o pão nosso de cada dia. Não apenas o que nutri o corpo, mas também o que alimenta a alma, o que nos fortalece para enfrentar com coragem as lutas diárias mais difíceis.

Inserida por ednafrigato

⁠"Dê ao mundo uma verdade que lhe convém, e ele fará dela o alicerce de mil mentiras honradas."

Inserida por WalyssonLima

⁠De todas as misérias humanas a hipocrisia se destaca. Ela está na prateleira mais rasa, já que "Hypo" significa abaixo e "krinein" é a separação, ou seja o hipócrita, separa-se por baixo, mesmo querendo estar acima.

Inserida por andre_rodini

“De Profundis”, de Oscar Wilde: A estética do sofrimento e a redenção da alma

Por Andre R. Costa Oliveira



Introdução

Poucas obras na literatura ocidental expressam com tanta intensidade a transfiguração da dor quanto De Profundis, carta que Oscar Wilde escreveu na prisão de Reading entre janeiro e março de 1897. O título latino — retirado do Salmo 130: “De profundis clamavi ad te, Domine” (“Das profundezas clamei a Ti, Senhor”) — anuncia o tom confessional e quase litúrgico da obra. Mas este não é um salmo apenas de penitência; é também de revelação. Em De Profundis, Wilde não busca expiação pública: ele tenta compreender, com lucidez e ternura, o percurso de sua queda e o sentido de sua dor.

1. Contexto histórico e biográfico

Oscar Wilde, um dos escritores mais célebres do final do século XIX, foi condenado a dois anos de trabalhos forçados em 1895 por “indecência grave”, isto é, por manter relações homossexuais — então consideradas crime na Inglaterra vitoriana. O processo judicial, movido pelo Marquês de Queensberry (pai de Lord Alfred Douglas, seu amante), tornou-se um escândalo nacional. Até então, Wilde era conhecido por sua elegância, inteligência fulminante e ironia social; sua ascensão literária incluía peças de teatro aclamadas, como A Importância de Ser Prudente, e o romance O Retrato de Dorian Gray.

A prisão marcou uma ruptura radical com sua vida anterior. Privado de liberdade, status e conforto, Wilde mergulhou em uma crise existencial e espiritual. De Profundis nasce desse abismo.

2. Forma e estrutura: a carta como confissão

Formalmente, De Profundis é uma longa carta dirigida a Lord Alfred Douglas, escrita sob autorização limitada do sistema penitenciário, em cadernos supervisionados pelo diretor da prisão. Mas o que começa como um desabafo pessoal rapidamente se transforma em um tratado lírico sobre o sofrimento, o amor, o egoísmo, a compaixão e a salvação interior. A carta não foi enviada a Bosie diretamente. Após a libertação de Wilde, ela foi copiada e guardada por seu amigo Robert Ross, e publicada postumamente em 1905.

A linguagem é precisa, muitas vezes bíblica, quase mística. Não há ali o dândi de frases espirituosas, mas sim o homem nu, quebrado, buscando sentido no próprio fracasso.

3. A dor como iniciação espiritual

A experiência do cárcere é, para Wilde, uma espécie de rito iniciático. A dor deixa de ser um infortúnio e passa a ser uma via de conhecimento. Como escreveu mais tarde em O Balão de Papel, “quando se está sofrendo, se aprende”. Em De Profundis, isso ganha corpo:

“Agora vejo que a tragédia da vida não é que os homens sejam maus, mas que eles são insensíveis.”

A sensibilidade que ele desenvolve na prisão não é a da estética refinada, mas a da empatia profunda. O sofrimento desmascara sua vaidade, seus caprichos, sua vida construída sobre aparências. E, paradoxalmente, é o que o aproxima de sua própria alma:

“Aonde quer que haja sofrimento, há solo sagrado.”

Wilde se aproxima aqui de uma espiritualidade quase franciscana: o valor do sofrimento não está em sua crueldade, mas na possibilidade de tornar-se mais humano.

4. Amor, desilusão e perdão

Grande parte da carta é dedicada à análise de sua relação com Lord Alfred Douglas — marcada por paixões intensas, manipulações, vaidade e egoísmo. Wilde acusa Bosie de ingratidão, arrogância e destruição. Mas mesmo nas passagens mais duras, não se permite ceder ao ódio. Pelo contrário, sua meta é compreender o outro, não destruí-lo:

“Eu não posso viver de ódio. É pela compaixão que vivi.”

O gesto final de Wilde é de reconciliação interior. Ao invés de um ataque ou revanche, a carta é um gesto de superação moral. O perdão, aqui, é inseparável da dignidade.

5. Cristo como símbolo estético e ético

Um dos momentos mais belos e polêmicos da obra é a interpretação de Jesus Cristo como uma figura estética e radicalmente humana. Longe do Cristo institucionalizado, Wilde vê em Jesus o artista supremo da alma, aquele que viveu a compaixão como arte:

“Cristo é a suprema personalidade do romantismo. Ele não apenas não condena os pecadores, mas considera a alma de cada pecador como algo belo.”

Essa leitura é profundamente influenciada por seu espírito artístico: Wilde vê no perdão, na humildade e na entrega não sinais de fraqueza, mas expressões da mais alta sensibilidade criativa. Ele abandona o sarcasmo e a máscara social e se vê como discípulo não do moralismo, mas do amor encarnado.

6. O artista depois da queda

A queda pública e o fracasso social permitiram a Wilde uma visão radicalmente nova da arte e da vida. Ele abandona o cinismo aristocrático, a adoração do sucesso e da forma, e abraça a ética da vulnerabilidade.

“Tudo o que é verdadeiro na vida vem através do sofrimento.”

Neste ponto, Wilde se aproxima de autores como Dostoiévski e Pascal — para quem o sofrimento tem um valor epistemológico: ele revela. A dor, quando acolhida, não paralisa; ela ensina. De Profundis é, nesse sentido, o oposto do niilismo: é um hino à reconstrução da alma.

Conclusão: A profundidade como medida da beleza

De Profundis é mais do que uma carta de amor amargo. É uma elegia sobre a condição humana, escrita no limiar entre desespero e transfiguração. Oscar Wilde, o dândi escandaloso da sociedade vitoriana, se despede do mundo das aparências e se reconcilia com o essencial: a dignidade do sofrimento, o poder do perdão e a beleza silenciosa da alma que caiu e se levantou.

Essa obra, escrita nas profundezas da dor, permanece viva porque fala de algo que todos vivemos em algum grau: o fracasso, a perda, o desejo de ser compreendido. E talvez por isso, como ele mesmo disse:

“Há um único tipo de pessoa que me interessa agora: aquela que sofreu.”

Inserida por andrercostaoliveira

⁠De repente fico rindo à toa, sem saber por que, e vem a vontade de sonhar de novo te encontrar.

Maria Bethânia

Nota: Trecho da música Cheiro de amor.

Inserida por pensador

⁠De todas as maneiras que há de amar nós já nos amamos.

Chico Buarque

Nota: Trecho da música De todas as maneiras.

Inserida por pensador

⁠DE PÉS DESCALÇOS

Meus pés descalços me levam...
A outra caminhada matinal
E nos pulmões se revezam
O tal puro oxigênio e o sal...

No caminho traço curvado...
Que vai beirando o mar
Pelo Criador desenhado
Em seu perfeito modelar...

Sem pressa vou-me contente...
Comigo a pequena tristeza
De ser assim tão somente
Eu e a primitiva natureza...

Em um momento de refletir...
Atento dou os meus passos
O meu peito sempre a pedir
Encontros de mil abraços...
(DE PÉS DESCALÇOS - Edilon Moreira, Agosto/2019)

Inserida por moreiraedilon_1100186

⁠De que serve a vida, se não para ser vivida?

Inserida por mariane_brito

⁠Meu maior defeito é gostar de
Detalhes.
Por detalhes eu fico.
Por detalhes eu vou.

Inserida por Hudson-RVentura

⁠De todas as versões que já fui, a que sou hoje é a que mais me inspira. Não porque tudo esteja no lugar, mas porque finalmente estou. Aprendi que os recomeços nem sempre fazem barulho. Às vezes, eles surgem em momentos corajosos, como dizer "não" quando antes me anulava. Como não mendigar o que mereço receber por inteiro. Vamos aprendendo a permanecer somente onde nossa presença é valorizada, nos sentindo em casa, onde nos acolhem com boas intenções. E perdendo a necessidade de impressionar quem não enxerga a nossa essência. Hoje, sou o meu próprio abrigo. Sou a calma depois do vendaval, a certeza da minha força depois de tudo que passei. E não é que tudo esteja perfeito. Mas agora não fujo das imperfeições, eu as acolho, pois sei que fazem parte da vida. Eu me olho com honestidade. Me cuido com intenção. Posso dizer que a minha versão atual é a mais resiliente depois de tudo que aconteceu.

Inserida por roberioamorim

Não podemos consertar o que fizemosde errado, mas podemos evitar cometer os mesmos erros
novamente

Inserida por guimaraes_ivaldo

⁠de todas a cores que se posso imaginar so tem uma que me faz vibrar minha pele de todas as cores . Vibrarem sua cor sinta sua verdade . meu coração em realidade!!

Inserida por TJ

⁠"O perdão que recebemos emiti no céu uma declaração deque somos justificados naquele pecado específico. Essadeclaração emitida naquele momento confirma a declaraçãofeita no início da jornada, quando aceitamos Jesus como
Salvador. Ser justificado significa ser perdoado, e isso requerarrependimento, confissão e pedido de perdão constantes." Justificação para Principiantes, pág. 21.

Inserida por Vitor_Hugo_Cruz

⁠Poema-pé-de-valsa!

Pé de valsa, valsa de pé,
Quem é vivo, sempre é.
Sabiá na manga do pé,
Sapateando com pés de mulhe...

Assobiando, como quem diz:
— Ele é!
Abacateiro lá do terreno
Do Seu Zé.

Moços na procura de doces, até…
Aos "pé de moça",
Doçura de raposa,
Ao mel lá do Ceará —
Ô doçura de encanta!
Doçura de mulhe.

Inserida por Zeta

⁠De que vale acumular tesouros na terra, se a alma se perde no vazio? Riqueza que afasta de Deus é ilusão cara — lucros temporários não pagam a eternidade.

⁠De tempos em tempos!?

Deus usa a inspiração dos poetas, filósofos e pensadores, para esclarecer algumas das complexidades da vida.

Mas se você não se importa com a sua evolução espiritual, emocional e intelectual;

Do que vale o conhecimento de uma vida melhor?

Inserida por apollo_nascimento

⁠Deus te dê em dobro tudo que me desejar e o triplo que fizer comigo 🙏🏻 E a recíproca é verdadeira, afinal quem não deve, não teme 🙇🏻

Inserida por PinoFlex

⁠DE CISÃO

Não pense.
Compre passagem.

Inserida por JCassais

⁠De Repente



De repente o choro fez-se pranto
E de repente a serpente de encanto
Quando ouvires que a serpente chora
Notas que a serpente se fez humana

De repente o passado fez-se futuro
De repente o tempo simplesmente parou
De repente encontrei-me em novo amor
De repente penteou-me de dor

Vai sem pressa, tempo, vê se demora
Mas não percas a hora, ela implora
Notas que chora, e o pranto demora
Lágrimas custam a secar, mande-as embora.

Inserida por WalyssonLima