Querer bem e uma Prece que se Reza por Alguem
Minha querida Carla,
São tantas lembranças, cada uma delas um tesouro que guardo com carinho. Nossa jornada de aventuras inesquecíveis, e cada peça brilha com a intensidade do nosso amor.
Lembro com clareza das noites mágicas em Itaipuaçu, sob o manto de estrelas, aquecidos pela fogueira e pelos momentos que fazíamos à beira-mar. As ondas sussurravam segredos enquanto nós nos perdíamos em nossos sonhos. E como esquecer aquela noite em que a alegria te levou a um estado... digamos, mais leve? (Risos) Deixemos esse capítulo para nossas memórias particulares.
Nosso primeiro acampamento foi um marco. Dormir no carro, depois a compra da nossa barraca de camping. Nossa primeira trilha nos desafiou, você andou por cerca de 15 minutos e cansou... cada passo nos unia mais.
Em Itacuruçá, a adrenalina tomou conta de nós. A banana boat nos fez gargalhar e gritar. E quando virei o caiaque, mergulhamos juntos na aventura, literalmente.
Nossa criatividade nos levou a transformar o lixo em tesouros, dando valor ao que muitos descartavam. Sua ousadia, entrando descalça no restaurante, me surpreendeu e me fez te amar ainda mais. Os momentos que tivemos no carro à beira-mar... não vou dar muitos detalhes.
O parque, passeio maravilhoso onde rimos e você quase quebrou minhas costelas, foi o início de uma coleção de momentos especiais. E até mesmo o dia em que fomos ao enterro da pessoa errada se tornou uma história para contarmos.
São tantas histórias, tantos momentos que se entrelaçam em minha memória, formando um retrato vívido do nosso amor. Mas há uma lembrança que se destaca, um momento que guardo com especial carinho, um segredo que sussurro ao vento: eu te amo, Carla, infinitamente.
DeBrunoParaCarla
Minha casa virou o museu de uma poesia que não mora mais aqui.
A solidão é o único móvel que não consigo tirar do lugar,
uma dor sólida, que tem quinas e me corta no escuro.
Entre o crachá esquecido e a saudade de Itaipuaçu,
descobri que o invasor, trancou a porta por dentro...
E eu tive que quebrá-la. O barulho da madeira partindo
foi o som do meu último refúgio desmoronando.
Agora, nem trancar eu posso mais estou exposto ao mundo,
com as mãos feridas e a alma do avesso.
Lembre de levar seus pertences, Carla.
Eu perdi a chave, a porta e, por um instante, a mim mesmo.
DeBrunoParaCarla
Carla,
Volto ao papel porque o silêncio é uma cela que eu mesmo não consigo mais mobiliar. Escrever para você sempre foi meu jeito de não esquecer quem eu sou, mesmo quando eu dizia que já não me reconhecia ao seu lado.
Nós fomos arquitetos de um plano que o chão não sustenta. Construímos em Itaipuaçu um altar de estrelas, mas esquecemos que os pés ainda tocam a areia fria e que a vida exige o peso do crachá, a chave no bolso e a dureza dos dias comuns. Minha alma tem estrias porque ela esticou demais tentando alcançar o infinito que eu te prometi.
Eu te dei o cosmos, mas no caminho, que talvez seja apenas o meu medo de te perder apagou as luzes do meu farol. Hoje, não te escrevo como o homem que sabe os segredos de Deus, mas como o homem que aprendeu que o amor também é feito de barro, erro e cansaço.
Não quero mais ser o seu anjo sentinela, nem que você seja minha carcereira. Quero apenas que a gente consiga caminhar sem o peso das projeções que criamos um do outro. Que a gente possa ser apenas Bruno e Carla, dois sobreviventes de uma poesia que quase nos devorou.
Ainda sinto seu cheiro nos vãos da minha solidão. A porta pode estar quebrada, mas o horizonte de Itaipuaçu ainda guarda o nosso nome. Se o amor é uma sanfona, que a gente aprenda a tocar a música do recomeço, sem medo do hospício, mas com a coragem de quem sabe que, no fim, só o que é real permanece.
Sigo aqui, tentando encontrar a chave que abre o peito, e não apenas a porta.
DeBrunoParaCarla
Olha, eu tentei organizar o que sobrou aqui no peito, mas a verdade é que virou uma nhaca de sentimentos que eu não sei nem por onde começar a desenrolar. Queria te dizer as coisas sem esse filtro de "bom senso" que todo mundo usa pra parecer civilizado.
Sabe o que me quebra? É o cheiro de mofo das lembranças que eu insisto em tirar do armário. É aquela sensação de vazio no estômago que parece um soco seco toda vez que eu vejo um vulto na rua que tem o teu jeito de andar, meio distraída, meio dona de tudo.
Eu sou um estabanado sentimental. Tropeço nas palavras, falo tá quando devia dizer fica, e acabo me perdendo nessa bagunça que a gente chamou de história. Não tem nada de poético em sentir falta do barulho da tua chave no trinco ou do jeito que você reclamava de tudo... É só tosco. É só real...porra Carla...e difícil ser duas pessoas ocupando o mesmo corpo.
Eu sei que eu sou um nó cego, cheio de contradições, um anjo que insiste em brincar de ser gente e acaba saindo com o joelho ralado. Mas, de todos os erros que eu já cometi e olha que a lista é um monstro, te querer por perto foi o único que me fez sentir que eu não tava só de passagem.
Fica o dito pelo não dito. Essa agonia de querer te alcançar e só encontrar o silêncio.
DeBrunoParaCarla
Muita gente passa pelo mar e só vê água, mas para nós, o mar é como uma conversa com Deus. O barulho das ondas batendo nas pedras do Recanto parece uma música que acalma o peito. É nessas horas, no silêncio da praia e com o vento no rosto, que a gente consegue sentir a presença d’Ele mais perto.
Deus faz as coisas de um jeito perfeito. Ele criou o sol que brilha na areia, o horizonte que a gente não consegue ver onde termina e colocou no nosso coração o amor para aproveitar tudo isso. Cada onda que chega na areia é como um lembrete de que a vida continua, de que sempre existe um novo amanhecer e uma nova chance de ser feliz.
DeBrunoParaCarla
Para nós, o amor não é apenas uma palavra, é uma marca na pele e na alma. Tatuamos nossa história para nunca esquecer que o nosso sentimento é único. Eu carrego o 'Amor que não se mede' e ela, o 'Amor que não se pede'. É a nossa forma simples e verdadeira de dizer ao mundo que fomos feitos um para o outro.
Cálice
Hei -me aqui na penumbra da noite.
Nem sei que hora bate no relógio, se
Uma, duas, quatro ou três da madrugada.
Hei-me nesse canto, aqui, acolá
Me pondo da sala pro quarto a andar.
Do livro que tenho, de algumas linhas
Não pude passar.
Sento agora no velho sofá,
Cor de sangue, como as lágrimas que,
De quando em vez, não consigo segurar.
Já me arrasto de lá para cá, na lembrança
Da moça que sem pensar, pus-me a matar.
Bebi do cálice, das incertezas
E, ao mal dei lugar, delirei, a matei sem dó.
Não ouvi o seu chorar doído, como criança a clamar.
Sim, bebi do cálice maldito e comi da sopa do inimigo
Servida num prato de nó.
Fiquei gorda, empanturrada de insanas besteiras.
Fui um tolo, sem paz, um péssimo jogador.
Acreditei piamente que me traía, aquele amor.
Não vi a razão, encontrei na loucura,
Um lugar sem fronteira.
Ahh.. Como pude não ouvir aquele choro,
Como pude não pegar em sua mão,
Não olhar nos olhos dela,
Não cumprir o prometido?
Como pude dar lugar, ao medo, a ilusão?
Se era eu o homem em nossa cama,
Como poderia ela me afrontar, se
Tudo o que meus olhos pediam,
Era dela concordar.
Ainda vejo, aqui a mão sua, o seu esforço.
Na mesa do canto, no som da música a voar.
Nas marcas entranhadas no colchão, na pele,
Na alma, a sua ausência, lamentar, nas noites
De luar, quando a moça, corria para a janela
E ponhava a me chamar.
Olha a lua, é cheia, amor.. Que linda que está!
Não existe lua mais bonita que aquelas
Que ao seu lado pude apreciar.
Nem essa que a saudade, vem mostrar.
Se não me rasgasse inteira, o silêncio
Quando encontro seu olhar, algo divino, com ela teria pela vida toda, não posso negar!
Nessas horas o silêncio vem espicular,
Um pouco daquele jeito de olhar.
Será que ainda é de ódio, escarnio,
O desprezo que sublinhei,ou de desespero
Porque a golpei?
Foi no mesmo golpe de incertezas que, provei,
Esse gesto que no fundo matutei.
Ó que atimia, caí sobre essa madrugada!
Que quase sempre segue, além da alvorada.
Na falta da namorada, da mulher,
Que vinha desconfiada,um riso de criança
Me tirava e em nossa cama me abraçava.
Bebi da maldita, me arrependo!
Entreguei seu corpo em sua porta,
No final, da tardinha que sumia.
E sob a lua que ainda lumia
Me apartei dela que ia...
Daqueles dias que eramos dois sóis,
Dado a minha covardia,
Não guardo nem fotografia
Ó.. Quando a encontrarei,
Quando serei de novo um rei,
Uma rainha?
Não sei que hora bate no relógio,
Se uma, duas, quatro ou três,
Se é noite, se é dia.
Invento risos para fugir da agonia.
Se é uma, duas, quatro ou três, não sei.
O que faz você pensar tanto em uma pessoa? Será que é a vontade de estar o tempo todo próximo a ela? Ou será a maneira de como ela faz você se sentir? Pode ser também um mixer de sensações oriundas sabe lá de onde que faz você esquecer de tudo e de todos simplesmente pelo fato de vocês conversarem sabe Deus sobre o que, mas só de estar perto dela o que menos lhe interessa é o assunto ou o lugar, também pode ser a vontade de reviver os momentos ao lado dela ou quem sabe desejar outros momentos futuros. Mas enquanto eu não consigo definir o porque, fico por aqui pensando, relembrando,meditando...sobre o porque ela não sai do meu pensamento... Mas pensando bem, o fato mesmo foi eu acordar domingo de manhã para escrever sobre isso, pois a primeira coisa que veio no meu pensamento foi justamente ela...
Ouve esta música? É a expressão da minha vida: uma partitura admirável, estragada por um horrível, por um infame executante.
Os homens são realmente "impressionantes"
para conquistarem uma mulher são capazes de se passarem por tantas coisas, muitas na qual nunca na sua vida ouviu falar. Alguém já viu um regente de uma orquestra não saber o que é uma batuta?
Homens e mulheres comuns, tendo a oportunidade de uma vida feliz, se tornarão mais gentis e menos persecutórios e inclinados a encarar os outros com suspeita.
Vivemos em um tempo em que o desrespeito por uma risada vale mais do que o respeito por causa do amor.
Para saber se está agindo corretamente com uma mulher, pergunte-se: a trataria assim na frente de seus pais, esposo ou namorado? Se a resposta for não, então você está agindo mal.
Deite-se na grama de vez em quando. Brinque com as crianças. Brinque como uma. Não leve a vida tão a sério. Ela já é difícil então facilite. Agradeça mais e você terá sempre mais a agradecer.
Nenhum homem é uma ilha," pobre John Donne.
"Todo homem é um oceano de imensidão e profundidade insondáveis. O homem só se revela quando ama e para quem ama.
Só conhecemos nós mesmo o próximo, quando estamos ligados pela força imensurável dos afetos verdadeiros, sejam estes de amor e de sublime amizade."
SOMOS TODOS ZÉS-NINGUÉM
Por que deixamos de beber uma taça de vinho a mais, em público, pensando nas consequências? Por que nos importamos com o que outros dizem ou pensam sobre nós?
Somos todos Zés-ninguém, e quanto ao destino: iguais, com o mesmo fim caótico, irrefutável...
Meu pai, que era um nobre, porém indouto, dizia:
"Não devemos guardar para amanhá o prato feito para o dia de hoje ".
Que a vida é efêmera e sem garantias de final feliz, todos sabem, mas o que mais agrada aos seres humanos, isto de forma generalizada, é ser juiz da vida dos outros, embora pratiquem publicamente ou secretamente aquilo que condena nos outros.
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