Querer bem e uma Prece que se Reza por Alguem
Já vivi muito… muito de muito e muito de nada…
Uma vida farta de nada e vazia de tudo… uma vida repleta de tanto na verdadeira imensidão do intenso, do abundante…
Já vivi sem ter sentido e já senti cuidando não ter vivido…
Já me apaixonei muitas vezes… Já me apaixonei por gestos, por sorrisos, por lágrimas… Já me apaixonei pelo verdadeiro, pelo inato, por âmagos não moldados…
Tudo o que é artificial, ajustado, abomino. Tudo quanto é genuíno e expressado com despretensão, apaixona-me…
Já fui tanto e tão pouco… Já fui de tudo um pouco… Já senti e vivi todos as sensações que um ser humano pode experimentar: já ri às gargalhadas até chorar de tanto rir; já chorei de pena; já chorei de morte; já chorei de alegria ao trazer um filho ao mundo…
Já sorri em vez de chorar, enganando o choro e enganando-me a mim… Já sorri pela felicidade do retorno dum sorriso…
Já sofri, sofrer de dor profunda, de dor intrínseca e enraizada… Já sofri sem saber porquê…
Já amei e amo… amor de amor, de dar sem pedir nem esperar… amor de filha, amor de irmã, amor de mãe, amor de mulher…
Já pedi, já implorei, já me humilhei… e de joelhos já supliquei…
Já corri até ficar sem fôlego e já corri em passos lentos sem sair do lugar ao sabor da vida e dos demais…
Esperar? Já esperei, desesperei… Hoje já não espero… a vida é uma espera constante e de tão constante ser, passou à certeza do certo… e o que é certo não é esperado…
Já quis ser e não fui e já fui o que não quis ser nem ambicionei… Já quis e não quis sem saber qual o querer…
Já dei pelo prazer de dar e já recebi sem esperar receber…
Já acreditei sem questionar e já questionei sem querer saber o porquê…
Já julguei sonhar acordada, mas os sonhos não existem… os proclamados de sonhos são meramente as vontades, os anseios não realizados… porque é tão mais fácil falar de uma utopia do que querer, lutar por concretizar o desejo… o sonho é o unívoco do querer e só deixará de ser sonho se houver vontade de querer e fazer…
Já olhei com olhos de ver, já julguei ver o que os olhos não viram e já olhei para o escuro e vi o que os olhos pensaram não ver…
Já fui abençoada com pessoas boas de índole pura, amantes da vida, do amor e do próximo…
Já cruzei com entes estranhos, ficcionando vidas que não são as suas ou não as podem ter, conjecturando realidades díspares das suas naturezas… perdidos sem quererem ser achados…
Já cruzei com a mentira, com a falsidade, aquela a que engana, atraiçoa, que não tem começo nem fim, que dilacera, aguilhoa com desdém, até com contornos de perversidade…
Já cruzei com a sinceridade e com aqueles que se dizem “demasiado sinceros” também… com a sinceridade que inunda a alma e me faz crer na vida e nas pessoas… àqueles que se dizem “demasiado sinceros” apelido-os de embustes do ser humano… não existe demasiado sincero, ou se é sincero ou não se é. A sinceridade só tem um peso e uma medida…
E hoje, que tenho hoje? Uma vida que me sorri e me envolve com os seus ensinamentos de todo um percurso caminhado perscrutando, observando e apreendendo todos os possíveis meandros, cantos e recantos do ser humano, em prol da felicidade… a minha felicidade e a dos meus…
Que retive da vida que passou por mim e da vida que agarrei de rédeas nas minhas mãos?
Aprendi que o amor se constrói, se edifica com o saber, com a coragem, a força, a luta diária, o acreditar, o dar e voltar a dar e se mais for necessário, novamente dar…
Que a felicidade nos pertence, que nasceu no dia em que nascemos, que é uma dádiva adquirida à nascença, que vive dentro de nós desde sempre… que emergirá e nos fará sorrir e dizer que experimentámos a felicidade, se e só se tivermos a capacidade de lutar e o querer de querer ser feliz…
A maioria das pessoas quer encontrar um parceiro, mas ninguém conquista uma pessoa maravilhosa sem saber lidar com a turbulência emocional causada pelas rejeições exaustivas, com a tensão sexual reprimida e com a obsessão em olhar fixamente para um celular que nunca toca. Tudo isso faz parte do jogo do amor. É impossível ganhar sem jogar.
Não importa quão dramática ou atraente uma visão particular pareça, o fato é que todos nós somos obrigados, fundamentalmente, a viver no mundo da realidade. Quando a realidade é manipulada para se encaixar numa visão particular, essa informação manipulada se torna um instrumento inapropriado para tomar decisões numa realidade que não perdoa nossas fantasias; por isso, devemos todos nos ajustar à realidade, pois ela não se ajustará a nós.
Assim como não concebia uma felicidade sobre-humana, também não conseguia conceber uma eternidade além da curva dos dias. A felicidade era humana e a eternidade quotidiana. Tudo resumia-se em saber humilhar-se, harmonizar o coração ao ritmo dos dias, em vez de obrigá-los a seguir a curva de nossa esperança.
Da mesma forma que é necessário, em arte, saber parar, pois chega sempre um momento em que uma escultura não deve ser mais tocada, e que, para isso, a vontade da inteligência serve melhor ao artista do que os mais amplos recursos da clarividência, assim também é necessário um mínimo de ininteligência para se conseguir uma existência feliz. E quem não a tiver, tem de conquistá-la.
Há uma comunhão mais tranquila do que a solidão, e que, corretamente entendida é a solidão perfeita.
Empatia é a capacidade de sentir o que sentiria uma outra pessoa “caso” estivesse na mesma situação vivenciada por ela. Sem julgar ou questionar as decisões tomadas e os caminhos escolhidos. Se entrar o “julgamento” terá uma grande chance da empatia não surgir. Ter empatia é estar acima disso tudo. É olhar para outro ser humano e vestir-se dele. Sentir, por um segundo, se estivesse naquela mesma pele, respirando aquele mesmo ar...
Ângela é doida. Mas tem uma lógica matemática na sua aparente doidice. E se diverte muito, a escandalosa. Aguça-se demais e depois não sabe o que fazer de si. Que se dane. Entre o “sim” e o “não” só há um caminho: escolher. Ângela escolheu “sim”. Ela é tão livre que um dia será presa. “Presa por quê?” “Por excesso de liberdade”. “Mas essa liberdade é inocente?” “É”. “Até mesmo ingênua”. “Então por que a prisão”? “Porque a liberdade ofende”.
“Os sentidos lógicos: uma boca + dois ouvidos – Falar menos e ouvir mais = Resultado: Bom senso! Na dúvida... Silencie!”
Amigo,
Quando você estiver triste,
Eu vou te deixar bebaço e te ajudar a planejar uma vingança
contra o fdp que te deixou assim.
Quando você me olhar com desespero,
Eu vou enfiar o dedo na sua goela e te fazer pôr pra fora o
que estiver te engasgando.
Quando você sorrir,
Eu vou saber que você finalmente deu uns "pega".
Quando você sentir medo,
Eu vou te chamar de boiola e tirar uma da sua cara sempre que tiver chance.
Quando você estiver preocupado,
Eu vou contar histórias horríveis sobre o quão pior você poderia estar
e te mandar parar de choramingar.
Quando você estiver confuso,
Eu vou explicar pra você com palavras bem simples,
porque eu sei o quanto você é burro.
Quando você estiver doente,
Fique bem longe de mim até se curar. Eu é que não quero pegar
o que quer que você tenha.
Quando você cair,
Eu vou apontar pra você e me cagar de rir do seu desengonço.
Você me pergunta: "Por quê?"
Porque você é meu amigo!
Há uma sereia dentro de você.
Moça, há uma sereia dentro de você.
Eu consigo a ver, ela está dormindo num belo e prazeroso sono.
E, a qualquer momento, ela pode acordar e encantar o mundo.
Deixe-a livre.
Liberte-a desse sono e encante o mundo junto a ela.
Resistir à natureza e domina-la é fazer para si uma vida pessoal e imperecível, é libertar-se das vicissitudes da vida e da morte.
Se tiveres que escolher entre uma proposta e um propósito, escolha a segunda porque Deus não abandona os loucos, os órfãos e as viúvas...
Quebrando Tabus
A mente de uma criança com Transtorno do Espectro Autista pode
ser associada a um quebra-cabeças. Parece difícil de
entendê-la no primeiro momento. Porém, quando
utilizamos a metodologia certa as tornamos fácil
e percebemos que as dificuldades podem ser superadas.
Ninguém em sã consciência corta uma arvore que da frutos, apenas atiramos pedra para que a fruta caia. Eu não posso ordenar que os meus soldados eliminem um dirigente do MPLA que está a dar frutos a Nação, de igual modo também o MPLA não tem o direito de querer eliminar-me porque ainda tenho muito para dar por esta Angola.
15 de Maio de 1998
Por favor
Um café expresso
Para uma noite insone
Porque sua memória maldita
Da minha cabeça não some
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