Querer algo de Verdade

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O silêncio é o porta-voz da verdade que o verbo se recusa a nomear, a resposta não está no grito, mas na topografia fria dos vazios que o barulho
deixou para trás.

A verdade é um fardo de chumbo ao ser revelada, mas a leveza aérea que advém de aceitar o peso é a liberdade que se conquista após a queda.

A alma é a verdade nua que não conhece o ardil nem a mentira, o corpo é o mensageiro de carne que, através da dor e do prazer, é forçado a traduzir sua fala. É preciso aprender a escutar o corpo para compreender a linguagem da sua essência mais profunda.

A verdade não se impõe, ela se revela. E quando surge, ilumina o que antes fingíamos não ver. Nem sempre é confortável, quase nunca é gentil, mas sempre é libertadora. E liberdade, mesmo quando dói, ainda é o maior presente que alguém pode receber.

Não nasci para ser inteiro, nasci para ser verdadeiro. E a verdade, por vezes, é feita de fragmentos difíceis de aceitar. Mas são eles que compõem quem realmente somos.
E isso basta para caminhar.

A luz intensa do farol feriu meus olhos, dividindo a noite e revelando a verdade nua de dez mil almas emudecidas.

A maior de todas as prisões é a convicção de que já se detém a verdade completa, uma ilusão alimentada pela preguiça da mente. O ser humano, envolto na teia de suas próprias certezas limitadas, recusa-se a tatear a escuridão do desconhecido, falhando em reconhecer que a verdadeira sabedoria reside apenas no humilde e
corajoso ato de admitir a própria ignorância, como Sócrates ousou declarar.

Ninguém se perde de verdade, apenas se encontra em um novo lugar e esse lugar, muitas vezes, é mais fiel à sua essência.

Minha alma cansou de avisos ignorados, hoje falo menos e observo mais, a verdade aparece sozinha, para quem sabe ver, eu sei.

O justo nunca teme, pois a verdade é o combustível da sua fé.


O mantém inconformado e muda até o rumo da maré

A verdade é relativa e variável, não um estado fixo.

A verdade é relativa e variável, não um estado fixo.


Logo, não se apaixone pela mentira alheia.


O tempo é o único responsável em mostrar a face da sinceridade.

Que seja leve e seja luz, que prefira a paz e o bom humor, que seja sempre verdade e acredite no amor.

A gente nunca vai saber, de verdade, o que o outro está pensando.
Porque pensamento é território íntimo, é silêncio que só mora dentro de quem sente.
A gente também nunca vai saber exatamente o que o outro está sentindo.
Sentimento não se mede, não se compara.
O que dói em mim pode não doer em você — e o que te quebra, talvez o outro nem perceba.
Por isso, dizer que alguém está bem é fácil.
Difícil é enxergar além do sorriso, além da frase pronta, além do “tá tudo bem”.
Só quando a gente tenta se colocar no lugar do outro, com empatia e respeito, é que começa a entender um pouco do peso que ele carrega.
Vivemos cercados de abraços vazios.
Pessoas que encostam o corpo, mas não entregam presença.
Que abraçam sem sentir, escutam sem ouvir, ficam sem realmente estar.
E tem uma coisa que eu aprendi:
pena não é amor, não é cuidado, não é apreço.
Pena machuca. Apreço acolhe.
Pessoas vêm, pessoas vão.
Algumas se perdem no caminho.
Outras, infelizmente, já não estão mais entre nós.
Mas existem aquelas que o tempo não apaga, a ausência não arranca, e a morte não as leva.
Essas ficam.
Ficam na memória, no coração, e em tudo aquilo que nos ensinou a sentir diferente.

Não existe "estou confuso" quando se tem amor de verdade. Sim é sim, não é não, e o talvez é não.

É Surreal o poder que o falar tem frente a verdade dos fatos, a retração do mercado não mente. Dizer o que se quer ouvir é fácil, é manipulativa mesmo, agir no emocional de pessoas já fragilizadas é extremamente simples, pessoas humildes, sem esperanças é ainda mais.
O Brasil que queremos é livre de hipocrisias, abusos, à benefícios de poucos, isso é Democracia!

A verdade não é doce.O que se quer ouvir sim. Conduzo você a meu benefício, quero "ajudá-los", "meus companheiros".

A verdade é o único terreno seguro para se pisar. ⁠

O que nos conecta não depende de pernas, depende de verdade.

TENSÃO MORAL DA VERDADE E HUMILDADE NO CENTRO ESPÍRITA SEGUNDO J. HERCULANO PIRES.
As reflexões apresentadas nas passagens exibidas têm autoria inequívoca de J. Herculano Pires, pensador espírita de rigor filosófico e fidelidade doutrinária reconhecida, especialmente na obra O Centro Espírita. O Centro e a Comunidade. Nelas se manifesta uma compreensão severa, porém profundamente evangélica, do papel moral do Espiritismo e da responsabilidade ética daqueles que o representam.
Ao afirmar que quem não defende a Verdade traída não é digno dela, J. Herculano Pires reafirma um princípio central do Cristianismo primitivo. A Verdade não admite neutralidade. A omissão diante da mentira não preserva a paz. Apenas a corrompe silenciosamente. Quando o Cristo enfrenta publicamente os mentirosos no Templo, conforme o Evangelho de João, Ele não inaugura a agressividade. Revela a incompatibilidade entre a Verdade viva e a falsidade institucionalizada. A reação violenta dos ouvintes confirma que a mentira, quando desmascarada, tende a recorrer à força, jamais ao argumento.
No âmbito do Centro Espírita, J. Herculano Pires é categórico ao recusar qualquer forma de autoritarismo disfarçado de função administrativa ou doutrinária. Um presidente de Centro não é governante político. Um doutrinador não é sábio por título. Ambos são aprendizes em processo, espíritos necessitados de vigilância moral constante. O serviço espírita exige renúncia à vaidade, ao desejo de mando e à tentação de humilhar em público sob o pretexto de disciplina.
Outro ponto central destacado por J. Herculano Pires é a naturalidade do Espiritismo. A Doutrina não se harmoniza com maneirismos, vozes impostadas, teatralizações afetivas ou gentilezas artificiais. Tais comportamentos não refinam o espírito. Apenas mascaram fragilidades morais e favorecem a hipocrisia. O verdadeiro trato fraterno é simples, direto e honesto. Onde há encenação, perde-se a autenticidade evangélica.
A advertência mais grave, contudo, recai sobre a ausência de humildade. Para J. Herculano Pires, Espiritismo sem humildade é comparável a água poluída. Torna-se campo fértil para a pretensão, o orgulho e a vaidade intelectual, atraindo influências espirituais inferiores. A humildade, entretanto, não dispensa o estudo. Sem estudo sério, a humildade degenera em ignorância passiva. Sem humildade, o estudo converte-se em instrumento de exibição pessoal.
Por fim, o autor reafirma que o Espiritismo não é proselitista. Não disputa adeptos nem se impõe como verdade absoluta por meios emocionais. Seu dever é esclarecer, orientar e acolher com lucidez, coerência moral e fidelidade doutrinária. O exemplo vivido vale mais do que qualquer discurso.
Assim, segundo J. Herculano Pires, o Centro Espírita somente cumpre sua missão quando se ancora na Verdade sem concessões, na humildade sem fingimento, no estudo sem vaidade e na caridade sem teatralidade. Fora disso, resta apenas a forma vazia. Dentro disso, edifica-se silenciosamente a consciência moral capaz de transformar o indivíduo e, por consequência, a sociedade.