Queremos Amor Selvagem
Eu dirigia na estrada da vida.
Lembro que a tempestade rugia lá fora.
O pavor era vibrante, o medo era palpável.
Eu guiava com cautela e temor
sempre a vigiar o retrovisor,
Lia com atenção as placas.
Ao entrar na curva do teu corpo,
eu virei o volante, o corpo não respondeu.
Os pneus não tiveram aderência, eu capotei.
Os estilhaços, o horror,
a dor de saber tarde demais
que o melhor a fazer era ter esperado
o mau tempo passar.
Roney Rodrigues em "Aquaplanagem"
Ninguém pode dizer que não tentei... uma tentativa bem
fraquinha, mas uma tentativa, afinal de contas.
“O grande objetivo da educação não é apenas o conhecimento, mas a ação, com o conhecimento bem aplicado.”
Tão...
Hoje estou tão você!
Não sei o que é ser, senão estar.
Depositei o que sentia no meu querer.
De tanta escuridão um dia serei luz.
Sei que a vida é implacável, fugaz e ligeira.
Sem meias-verdades, sem esconder claridade.
Às vezes a porta do tempo é opaca,
mas a humanidade segue inteira...
desatando os embaraços.
São desvios nessa lúdica viagem.
Entre a cabeça e o coração
entender por melhor, é fincar os pés no chão.
Hoje estou tão você!
Não sei o que é ser, senão estar.
Mais uma dose!
Se o ser humano lubrificasse suas dobradiças viver seria maleável.
Praticar boas ações seria corriqueiro e não algo inusitado.
Pena que a vida não é assim:
As pancadas surdas da vida sugere o hematoma da melancolia.
Um corpo gelado um choro resfriado.
Uma ardência extrema na raiva que não fala.
Glicose descontrolada, a solidão corrói.
Num corpo saturado a ausência aperta.
A mente deprime as duvidas se avolumam.
O coração fatigado enfarta quando sente a ingratidão.
Nessa escravidão o peito aperta a pressão aumenta
e o medo encarcera nas garras que se quebram sem defesas.
É uma temperatura altíssima quando não se tem mais imunidade.
Pena que a vida é assim...
Mais uma dose!
