Queremos Amor Selvagem

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O teu sorriso aceso tem a luz

Das estrelas acesas do céu,

O meu destino escreveu

Nos canteiros mais coloridos,

O meu coração nunca esqueceu

Das luzes da ribalta avistadas da barca;

Ah, essa primavera que não passa!



O teu nome é sinal de pura censura

No mundo das pessoas perfeitas,

O meu peito arde de tanta loucura

No arder das plenas reminiscências.

O teu perfume ao vento paira

Com a força de um vero jasmineiro,

O verso que arranquei para ti

Foi do mais lírico [canteiro...,

O manancial deste substantivo

Tão abstrato e dolorido

Que bate no peito como concreto;

E para alguns é como canto secreto.



O teu nome é sinônimo de ausência de luz

No mundo ninguém sabe como surgiu,

O meu caminho para ti me conduz

No passo do tamanho do céu de anil.



Desta culpa sou ré confessa:

- Por ti morro de saudades

Sei que vou acabar enlouquecendo;

Com o peito que vive a bater forte,

Ele está sempre por ti doendo...

Deste Sol que não se apaga:

- Por ti escrevo versos de saudades

Sei que vou acabar sozinha,

Com o peito estrelado em versos,

Que para este mundo está se descrevendo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Enxerga-me crua

No teu telescópio,

Fazes-me tua

No teu íntimo,

Embala-me nua,

Àquilo que procura:

Em mim constela.



Excita-me a tocar

Nos astros à bailar,

Fazes-me ao sabor

Nos teus conformes,

Fazes-me o teu amor.



Escreva-me em ti

Nos poemas da alma,

Fazes-me a tua calma

Nas noites escuras,

Derreta-me nas brumas.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Não existe poesia desacompanhada

Nenhum pouco de si mesma,

Não existe quem não resista o beijo

Por um intenso e pio desejo;

Não existe dália apaixonada,

Que não seja também ninfeta,

Tampouco desejada...



Não compreende o sentimental

- poemário

Arrancado do pomar

Amansado pelo vento;

Não menos belo que o Balneário.



Não existe malícia incendiária

Nenhum pouco por ti recusada,

Não resiste carícia reprimida

- Por um só amanhecer,

Não existe ninfeta sonetista

Que não saiba fazer-se dália.



Não compreende o gutural

- soneto

Plantado no lugar

Espalhado pela onda;

Não menos corajoso do que o mar.



Não existe métrica discreta,

Que não seja capaz de revelar:

- A poesia de beber e de amar

Outrossim, que seja ousaz

No ponto urgente e necessário

De fazer-te provar o hálito

- sabor de orvalho -

E da rima da mulher amada.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Mantenha a alma atenta:

Premedita, goza e silencia

Diante do mar de violeta.

Desarma a alma inquieta:

Procura o Ano Novo

Brinde-o com bom gosto.



Suspenda a ânsia intensa:

Entrega, sorria e repouse

Somos feitos de poesia.

Liberta o prisioneiro:

Procura a liberdade

Celebre a vida em verdade.



Proponha a vontade tua:

Desafia, ritualize e vivencia

Diante da minha letra nua.

Enfeite com o quê mais fulgura,

Eterniza com a tua doçura,

Inscreva-me no teu peito ternura.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Estou em todo o lugar

Nasci de um mistério

Misturado ao teu paladar

Cresci no teu coração

Mergulhei no teu olhar

Escolhi um pavilhão

Aceno de um doce amor

Solitário, e bem perdido

Resolvi resgatá-lo

Para desenhar o sorriso

Em versos bem protegido

- resguardá-lo -

Porque não tive a coragem

De ainda por ele lutar

- e atentá-lo -

Sobre os meus sensuais 'versos'

Você os aprecia como ninguém

E os interprete até como confissão

No giro das horas que passam

No baile de todos os formosos astros

Que nos brindam com demonstrações:

De dois que não resistem as distâncias;

E, não temem o tamanho dos oceanos.



Estou até no teu respirar,

Quando vier, que venha liberto!

Que venha para libertar,

Para elevar os graus dos amplexos.

Quando vier, que venha desprendido!

Como quem busca um colo,

Para ver o tempo passar.

E também só para de amor conversar.



Estou por todos os teus passos,

Em todos os abraços - não dados,

Estou presente no teu desassossego

- visível -

Por não me ter lado a lado,

No fundo bem sabemos,

O que cada um pensa e deseja,

O amor do jeito que vier não é problema,

Todavia, o quê nos falta é audácia,

Para beber desse escândalo tão íntimo,

Que para muitos não é mais segredo,

Com as tuas mãos no meu corpo,

Eu hei de escrever o mais belo enredo,

E as cenas de volúpia sem nenhum medo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Ventos bons hão de te trazer!
Virão com o teu cheiro de liberdade,
Eu vou te dar, e te receber
De um jeito que irá te enlouquecer.

Todos os bons momentos hão de ser!
Virão com o nosso gozo abusado,
Eu vou transcrever em sonetos
De devassidão para não esquecer.

Hostes angélicas nos uniram,
Viram que temos química:
- envolvimento
Não conseguimos ficar sequer longe
Um do outro, não temos jeito;
Formamos um casal perfeito.

Na minha memória parece loucura:
a tua presença inunda,
A tua imagem fulgura vibrante
De uma forma alucinante,
É madrugada, estamos presentes:
De corpos, corações e mentes
Nunca me deparei com ninguém
De natureza tão envolvente e profunda,
Que me fez reler o Kama Sutra
Para te seduzir com toda a doçura...

Inserida por anna_flavia_schmitt

Vibram como cordas,
Saltam no trapézio,
Desconhecem o perigo,
Dançam no abismo.

Enfeitam como conchas,
Cantam ao pé do ouvido,
Balançam como ondas,
Descansam no teu colo,
Procuram por você,
Abrandam as inquietudes
- plantadas na terra -
Fazem você flutuar
Navegando além da esfera.
Soneto que configura canto,
Sublime escândalo de ser,
Sua ave mansa de bendizer:
- Versos de esperança
Como num lindo amanhecer.

Cantam as cordas do galo,
Surgem os incensos,
Cantam as cordas das aves,
Saúdam as esperanças,
Cantam todos os mares:
Glorificando os versos
Doidivanos deste estalo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Trazes o signo da vida,
- o balanço do mar
Trazes o melhor de ti,
sabendo que estou aqui
Sempre a te esperar...

Onde você está? Não sei.
Talvez é preciso esperar?
Melhor se distanciar,
como quem procura conchas
Na beirinha do mar...

Trazes o soneto amante,
- a tatuagem indiscreta
Trazes a vontade secreta,
- envolvente e furtiva -
Determinada além do instante.

Não vou insistir,
Vou deixar fluir - seguir,
Escrever, dançar e pintar
- a nossa história -
Deixando ela livre para seguir.

Porque de mim tens o canto
E a pertença extrema,
De me amar em liberdade
- intensa -
Com toda a potência.

Além disso, tens a consciência:
De que toda a volúpia
E a sincera luxúria
São capazes de me mover
Além do anoitecer...

Inserida por anna_flavia_schmitt

Cai solene a chuva fina,
Escrevo como quem furta
As flores das casas alheias,
- apoiadas nas cercas
Pulando todos os muros,
Escrevo para roubar corações.

Tenho orgulho deste par de olhos,
Que glorificam as alturas,
Desabrochando todas as ternuras
À procura de mais de mil revoluções!

Sai infrene a letra delfina,
Escrevendo como quem reza
Pelos poetas perseguidos,
Pelos que foram exilados
Pela eliminação sutil;
Para que jamais se finde a primavera.

Tenho loucura pelo teu perfume,
Que brindou o meu caminho,
Dissipando as minhas trevas,
Por você sou água, fogo, ar e terra.

Ai, perene desatino!
Escrevo como quem espera
Os teus beijos de ouro
As flores se abrem como oráculos,
Ainda o céu há de testemunhar:
O mais luminoso de todos os espetáculos.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Sem me importar com a correção:

Caí em completa perdição

Sob o teu incorreto e erótico

- domínio -

Estou guardada no teu coração,

Rendi-me às tuas armadilhas sensuais,

De dentro de mim você nunca mais sai,

Deixei-te nos braços do tempo,

Não fazes conta de quanta falta você faz.



Sem se importar com a opinião:

Tu me buscas em nome da paixão

Sob os aromas indutores da doçura

- mística -

Com as cores do Sol e da Lua,

Vesti-me de estrelas para ser toda tua

- odalisca -

Dançando até o raiar do dia,

Encantarei-te como o fogo da fuga.



Resguardo para ti no final de tudo,

E até mesmo no final de um dia comum:

O beijo mais doce de todo o mundo,

Descanse, meu bem

- Tranquilize-se

A força do destino vivifica:

Algo que a alma não decifra

A coisa boa que você me faz

Só sei que sem o teu amor não vivo mais.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Chegou mansa a 'noitinha',

ela pronta a se assanhar:

Fez com que eu imaginasse

dormindo de ladinho

bem abraçada contigo.



Nós dois de 'conchinha',

como 'a onda no mar',

vestidos de estrelas e luar.



Noite toda mansinha

cheirosa nas nossas relvas...

Teu corpo é lugar de ficar,

mesmo estando de costas:

eu sei do que tu gostas!

Sinto teu peito a ribombar...

Inserida por anna_flavia_schmitt

Esbanja a vontade indelével,

Supera a vergonha engolida,

Busca a verdade lasciva,

Enfrenta a opinião alheia,

Abraça com ânimo rebel,

Revela este amor incrível!



Suaviza como o vento,

Acaricia como a neblina,

Balança como o mar,

Carrega como o barco,

Providencia como a duna

Esbanja como a Lua.



Acolhe como as areias,

Estoura como a espuma,

Invade como a onda,

Floresce como as flores,

Recolhe-me feito concha,

Colore como o Sol e suas cores.



Esbanja-me quando fores meu,

Usufrui-me por inteira,

Toma-me por tua,

Encanta-me como presa,

Devora-me sem gentileza,

O destino me trouxe como prometeu.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Um castelo de bons ais,

Tão doce de [gemidos,

Doces acordes sonoros,

Agradando os [ouvidos.




Invasão e terno afago,

Maciez do meu agrado,

Enfeitando os sonhos,

E agradando os olhos...


Voltas sempre para mim,

Porque só eu faço assim,



Amas o meu par de [pernas,

Carícias tu não me [negas.


A poesia é travessa...,

Sensualmente não mente,


Para te amar imensamente,

E te agradar eternamente...




Convencida dos teus [desejos,


Ultrajando todos os [medos,



Agarrando-me às tuas [manias;



Escancaro-me às tuas [alegrias.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Não sei o quê fazer com você,

E nem com a lembrança doce;

Que me fez gostar sem querer

Do olhar que me fez endoidecer.



Tua serei sempre que quiser,

E do jeito que ordenar...,

Não há nem como negar

Sob o domínio do teu olhar,

Não há como não esquecer

Do manso bem-me-quer

Vindo de um beijo estelar

- Primeiro e derradeiro -

Que fez o meu corpo te querer

- inteiro -

Sendo eu poesia última,

Juro-te como o meu amor

- verdadeiro -

Guardado estás no meu peito.



Não sei o quê fazer com amor,

E nem com todo este encanto...

Quando não é verso, ele é pranto

É melhor eu fixar no meu canto.



Jura que irá voltar para mim!

Não encontro melhor fim,

Por isso resolvi me recolher

Para eternizar em versos

- tudo -

O que o coração não consegue

- apagar -

E o que o meu corpo espera

- se alimentar -

Do universo feito de você

E deste amor que não consigo

- esquecer -

Porque nascermos para nos repletar.



Não sei o quê fazer com o tempo,

E nem com a distância...

Que os meus versos sejam o breviário,

E a saudade de mim se torne estância.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Dançam os plátanos ao vento,

Jubilosos de tanta gratidão,

Saúdam os mansos parreirais,

A saudade é o sentimento

Dono de um tempo que não volta mais;

Sublimes os leques das araucárias

Abertos em celebração,

Bondoso o Vale dos Vinhedos

Repleto de belezas sobrenaturais.



A vida acontece plena,

- fortificada

A mata cor de menta,

- perfumada

Sob a proteção da grandeza

De um céu feito de turquesa,

Protetor de mãos trigais,

Povo feito de batalhas,

Gente que não se rende jamais!



Encantam com sabores,

Persistentes na labuta,

Gente gaúcha e resoluta

Que não perde sequer uma luta!

Inserida por anna_flavia_schmitt

Vencendo os limites,

- eu me vejo em ti -

Rompendo convenções

- eu me vejo em ti -

Imaginando mais de mil fetiches.



Cantando os sonetos,

- eu escrevo por ti -

Colhendo as flores,

- eu vivencio por ti -

Cultivando mais de mil sabores.



Enamorando os poetas,

- descrevendo-te -

Encantando as sereias,

- embalando-te -

Ao som das conchas singelas.



Alçando o impossível,

- relembrando-te -

Pedindo o teu perdão,

- surpreendendo-te -

Com o meu beijo cheio de paixão.



Afinal, eu sou tudo e nada,

Apenas aquilo que não se espera

De uma dama e poetisa,

Um verso do avesso,

Brisa sem eira,

Aroma que enfeitiça,

Poesia sem livro,

Intimidade desconhecida

Que roubou o teu juízo.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Alonga o teu olhar para ver

A figueira aos pés da duna,

Os frutos tão ricos da alma


De um segredo que é prece,

Eu pude colher os figos

Sob a Lua para fazer um doce,

E também para fazer sentido

- bendigo -

Só para ser exclusivamente tua.



Sempre fugimos do mundo,

Porque nos reconhecemos em tudo.

Sempre fugimos de gente,

Que não ama, não sorri e não protesta.

O amor não surgiu em vão,

Ele nasceu para iluminar a Terra.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Existe uma dolência que nos une,

Nunca chegará a se tornar escuridão,

Resistirá em nós o mesmo Sol,

Que nascerá e que se dobrará;

Persistirá como saliente brasa,

Deslizará como mão que afaga,

Com o doce beijo que não para,

Será muito mais do que chama...,

E queimará muito mais do que fogueira

Em noites de luar, e não tente duvidar!







Amor sempre teremos de sobra!

Tu és como mar que leva o barco,

Assim é a carência que nos dobra;

Afirmativa é a boca sedenta por água,

Nós chamaremos insistentemente - a toda hora,

Seremos uma luz que não se apaga;

Um nó do destino que não desata.







Existe um amor que o mundo enxerga,

Não há ninguém que discorde,

E muito menos nos afronte,

Estamos prontos para a epopeia,

Que há de fazer a história,

De duas almas severas;

Tão doces quanto valentes,

Sementes lançadas ao vento,

Resistindo ao veneno,

Do cotidiano que é quimera.







Amor: aprecie a cantiga do mar!

Observe como gingam as correntes,

Tenho que te confidenciar:

- Eu quero te mimar!

O quê pensam as gentes?

Que somos inconfidentes.

Eu sou a tua rosa solar,

Regada pela água do mar,

Poesia e repente de amar.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Dissolvida pela encruzilhada

Causada por uma decisão,

Esquecida pelo afastamento

Da tua presença fui lançada,

Cantante dos versos deste fado

Em companhia da solidão

Do luso-mineiro largo,

Derrotada pela autoridade

Que só o tempo é capaz de ter:

Eu jamais consigo te esquecer.



Entretida pela chuva e pelo sol,

Acompanhada só pelo vento,

Arrependida por não te ouvir,

Esperando-te a todo momento.



Entristecida pelo abandono

Que eu mesma me impûs,

Não ando enxergando nem a luz.



Sozinha por ter fugido do querer,

Sei que corro o risco de te perder.

Inserida por anna_flavia_schmitt

Fantasio na surdina,

Revivo na alvorada,

Comemoro na aurora,

Estive ao teu lado,

Embalada pelo beijo,

[Selo] de outrora,

Universo de poesia,

Outrossim, sinfonia.



Prevejo na calada,

Rememoro a neblina,

Esparramada alfazema,

Sensualidade albatroz,

Provocação extrema,

Janela aberta audaz,

Terra de Geraes provada,

Por ti entreguei-me inteira,

Ainda te pertenço sem dilema.



Vento que assobia,

Que desassossega as folhas,

Vento que brinca,

Que desinibe a flores,

Vento que sacode,

Que do livro vira as páginas,

Vento que transporta,

Que leva o meu perfume,

Que faz com que ele penetre

Nas tuas frestas e bata na tua porta.



Sou o vento que balança

A tua janela, espera!

Quem espera sempre

- alcança -

Nunca se perca de nós;

Entenda a nossa cumplicidade

Que vive de esperança

E de pé na Terra.

Inserida por anna_flavia_schmitt