Queremos Amor Selvagem
Quando
Quando eu te procurava
Quando a gente se encontrava
Nosso sorriso se unia
E a gente vivia
Sem se preocupar
Quando nossos planos eram nossos
E ninguém mais importava
Nossos dias eram lindos
A gente vivia
Sem se importar
E se um dia voltarmos
Nos reaproximarmos
Quão de nós ainda seremos
Quantos planos faremos
Quantos dias teremos
Pra que então
Tudo se vá
E a saudade é constante
Nos seremos amantes
E pra sempre estaremos
Juntos a sonhar
Quando os lábios entreabrem-se num sorriso, para disfarçar a dor, os olhos, nesse exato instante, ofuscam-se.
Por que eu tenho que mover uma montanha, se você não move um pensamento?
Em questão de sentimento, tudo o que é desigual demais, sucumbe.
Difícil é amar
Percebendo-se perdido
E na ânsia de guardar
Defende-se ofendido
Então calado o infinito
O coração mostra-se
Mortalmente ferido...
Estou aqui, trancado em minha existência, sem pedir clemência,
coração estagnado, momentos lembrados
Alma que chora, lucidez que aflora
Se escondendo no medo de não mais te encontrar
Estou aqui, sem janela ou porta, no cárcere privado
Em minha alma morta
Onde o amor estocado não vive emoção,
Alçapão conquistado sem estar a teu lado
Refém de meu coração, suportando a solidão
Lá fora, minha dor se mistura a multidão
Perdido em meu desespero de não te encontrar
Esperança vazia não acalma meus dias
Cravejado de amor e Intenso sangrar
Por onde quer que eu vá, estarei aqui velando tua ausência
Aguardando com paciência
Que como um grito forte mudará minha sorte
Do náufrago a salvação tocarás em minha mão
Dirá que não fui esquecido.
Epílogo de minha vida
