Quente
Às cinco, o verão despejou seu alívio breve
em fios de água densa, cortando o ar quente.
Um banho de frescor, um instante de sono
que a tarde cansada guardava em sua mente.
Às seis, o silêncio molhado se instalou.
O mar parou em tons de chumbo e de segredo,
como um pensamento pesado, refletindo
o céu que agora era doce, era rosa, era medo.
Que mistério é esse, que a chuva nos deixa?
O temporal passa rápido como um susto,
e no rastro da água, uma cor surpreende:
o horizonte pintado num tom quase injusto.
Rosa sobre o cinza, suavidade sobre peso,
a luz brinca com a sombra que a chuva trouxe.
É o contraste que ensina: após o aguaceiro,
o mundo respira diferente, mais largo, mais doce.
E nós, que testemunhamos a rápida mudança,
guardamos na memória este encontro de cores:
o mar grave e calmo, o céu tênue e terno,
unidos no crepúsculo, como dois amadores
da beleza passageira, que a chuva provoca
e que a luz do ocaso transforma em poesia.
É um momento só, um suspiro da natureza,
que fica na alma, mesmo quando o dia termina.
O que devemos fazer...
Quando traem nossa confiança ?
Quando o abraço não é mais quente?
Quando os olhos não se cruzam mais?
Quando tudo que você quis se perdeu?
Gosto do café quente,
do sol entrando devagar,
do silêncio que acalma.
A felicidade mora
nessas coisas pequenas
que a gente quase não percebe,
mas sente.
Pão com manteiga e café bem quente. vc sente a manteiga derrentendo com o café quentinho que realça o sabor do pão e tudo junto! Ter sensibilidade sensorial as vzs é bom.
As vezes o processo de cura de uma ferida parece com o método antigo;
Cauterizar com ferro quente!
Ou pólvora e fogo!
DÓI, queima, mas estanca o sangramento e cicatriza!
Aguentar uma DOR alucinante para sarar de vez!
Hoje foi um dia quente, desses meio sufocantes, ainda que minha mente estivesse serena e até mesmo otimista, como quem vê um eclipse e enxer a parte do sol não encoberta. Ao longo do dia, usei a linguagem com força e ironia. A ironia é uma ferramenta útil, porque desconstrói a seriedade de uma linguagem linear. O desejo ficou em segundo plano, pois o calor impedia certo sentimentalismo. Não houve cansaço, houve uma busca incessante pela verdade, enquanto meu corpo transpirava suor. Se minha mente fosse uma paisagem talvez seria o mar e sua dimensão, enquanto eu ficava na areia fatigado pela alta temperatura do clima. Eu poderia entrar no mar, mas o sol gerou uma apatia paralisante. Eu já desisti de ser entendida. Meu comportamento é gentil e educado, mas minha mente é um vulcão em erupção. E eu já estou acostumada com labaredas de fogo, com um sorriso meigo nos lábios. Não que eu minta. Não que eu finja. Apenas não me explico com dez minutos de conversa. E me vejo em uma biblioteca folheando livros, com a calma de um pássaro que constrói seu ninho. Poderia estar em uma floresta e esquecer o homo sapiens por alguns instantes. Mas volto à civilização, porque esqueci de colocar uma vírgula em um texto qualquer. Não sou ruína, sou construtora de mundos, nos dedos ágeis do meu pensamento, no fluxo psicológico de minha mente. Pensamento puxa pensamento, às vezes um, às vezes múltiplos. E eu aguento, porque não sou capaz de não ser eu mesma, e minha sinceridade e transparência assusta como um urso que saiu do estado de hibernação. Eu não me movo. Na poltrona em que me sento viajo além. Apenas olho o mundo com uma frieza que meu sorriso desmente. Uma palavra que me define seria sincronicidade, pois me nego a acreditar que a existência seja aleatória. Ainda acredito em significados e me alimento de vagas ideias, já que o mundo não me dá certezas nenhumas. Sou uma mulher doce. Quem me vê talvez pense que sou domesticada, mas larvas de fogo escorrem pelos meus olhos, um jeito mais quente de decifrar a vida. Creio no ser humano, mas não em todos. Penso na massa que trabalha com seriedade, enquanto a elite do mundo elabora altos níveis de persevidade. Sinto medo da maldade humana e me escondo de olhares, em minha impotência de cidadã comum. E me agorro em Deus, última potência de salvação em um mundo comprometido com sociedades secretas sádicas e cruéis, de tal forma que me deixa horrorizada, em estado de choque. A minha alegria está no cidadão comum, que come o pão fruto do seu trabalho pesado. Penso se haverá esperança no mundo e me recuso a ter filhos. Minha vida caminha isolada e silenciosa. Meu silêncio diz mais que a palavras, porque é denso, pleno de palavras não ditas. Se eu falasse certamente seria desacreditada e me canso antes de dizer. Estou lúcida e a loucura me visita de tempos em tempos. A lucidez dói, porque escancara o real para mim. E tenho que lidar com uma sociedade corrupta e vendida. Minha vontade seria nunca mais falar. Não articular palavras. Mas dou bom dia, boa tarde e boa noite, com um sorriso melífluo, enquanto escubro uma hemorragia interno. E meu peito sangra pelos inocentes, que morrem sem saber porquê um dia nasceram. Nada posso fazer, apenas como formiguinha, acreditar na Educação como agente de transformação pessoal e social. Eu acredito em Deus.
O meu amor por você é Quente
Quanto ao sol
O meu amor por você Brilha
Quanto a lua
O meu amor por você é Puro
Quanto a água
O meu amor por vc é Grande
Quanto ao universo
O meu amor por você é o Aurelio
Quanto as palavras
O meu amor por você tá na Palavra
Quanto a Deus
“Seu toque acende em mim um fogo silencioso, que percorre a pele como um segredo quente pedindo para ser descoberto.”
Amar com seis sentidos
Respiramos o delicado perfumar,
Incenso de jasmim num quanto quente,
Duma aura mágica que se sente
E onde pudemos nos embriagar.
Uma lamparina de azeite a arder,
Impede a escuridão de entrar
Em almas que desejam se amar,
Em corpos anseiam se conhecer.
Entregamo-nos ao quente demulcir,
De chocolate com pimenta dos beijos,
Que fantasiam quiméricos mil desejos,
Todos únicos desejos ainda por vir.
Lençóis rubros e aveludados em cetim,
Estendem-se em convite sobre o leito.
Tocam-nos suaves num gesto perfeito,
Perfeito encanto de um romance sem fim.
Sons orientais nos elevam e transportam
A templos eternos perdidos no tempo,
Eternidades de um amor desatento
- vidas esquecidas que retornam.
Os sentimentos das almas requintadas
Confundem-se numa luz única e pura.
Transcendemos sonhos e anseios sem cura
E vibramos em energias unificadas.
Cuidado com as Indiretas, elas viciam mais que crack, ferem mais que ferro quente e te deixam incapaz de ter a hombridade de falar olho no olho
A pele negra é quente…
quente como a terra que guarda o sol mesmo depois do entardecer.
É quente de história, de resistência, de memória que pulsa.
Carrega a ancestralidade de um continente que ensinou o mundo a dançar, a lutar, a sobreviver.
É quente porque não é ausência de luz,
é excesso de vida.
É cor que abraça, que envolve, que acolhe.
A pele negra é quente como abraço demorado,
como tambor que vibra no peito,
como raiz que não se curva ao vento.
E quem aprende a enxergar além da superfície
descobre que essa temperatura não queima,
aquece.
A gente vive esperando algo
grandioso, mas se esquece do valor do simples.
Um café quente, um teto, um abraço...
São bençãos disfarçadas de
rotina. A vida nem sempre grita, às vezes, ela sussurra.
E quem escuta com o coração, entende: Tem oração antiga, se realizando em silêncio.
A conquista e primeiro desafio
O desejo de ter o corpo quente mesmo no tempo mais frio ciúme na incerteza
se será um romance ou encontro casual coisa do mundo atual no final cada um segue
Um caminho há uma vontade de amar e ter amores e um jardim com pouca água e muitas flores.
Na basílica, subindo a escadaria quente,
De repente, olhei seu rosto: vinha até mim, e, com gosto, eu te abracei.
Mas a basílica já se despedia.
Além da escadaria, descemos na vida, descemos do amor.
Não quero te ver, nem quero te encontrar.
Seja onde estiver, seja onde estará.
A escolha foi sua, a decisão foi minha.
Hoje, na basílica, sinto saudades de você.
É a cruz que carrego.
Sou o novo Jesus, que estará na parede, sendo iluminado pela luz.
Tão exato e nefasta quanto a minha vida...
Fraco e frio feito a noite ainda que quente.
Mentiroso e inescrupuloso é o coração da gente.
A Paraíba está quente
De João Pessoa até Patos
Uns quarenta graus na sombra
Cozendo talheres e pratos
O fogo tá se bronzeando
Açudes evaporando
Quentura assando os sapatos!
Jarro de Barro
Vida fria.
Água entra, água sai.
A gota que um dia era quente,
por mais minúscula que seja,
sempre se torna fria.
Alguns saem,
por sorte
ou azar,
não sei.
Nunca saio.
Não consigo.
Ah, água,
que sorte tem.
Se eu pudesse ser água,
se eu pudesse sair...
Que saudades, minha aguinha.
Se pudesse voltar,
volte, minha gotinha.
Não deixe esse jarro vazio.
Eu sempre estou aqui.
Meus amigos, desta vez escolhi passar o final do ano 2025 na cidade mais quente de Moçambique. Tete, a conhecida Cidade das Quininas, terra de calor intenso. Boas festas e que tenham um bom ano. Perdoem-se, sempre. Protejam-se.
“Que a poesia continue a ser um meio de libertação”
"A Lua carrega a clara claridade do silêncio, enquanto o Sol veste o mundo com a cor quente da vida; juntos, ensinam que luz também é equilíbrio.”
