Quem tem Telhado de Vidro Evita Chuva de Pedra

Cerca de 307384 frases e pensamentos: Quem tem Telhado de Vidro Evita Chuva de Pedra

Quem dera ser no seu céu
a sua Lua Cheia de Ano Novo,
À iluminar sua a noite escura,
e que sei que lhe foi imposta;
Enquanto não chega a aurora,
beijo-te com poesia amorosa,
onde até não me for possível.


(Em ti sei que há tempos existo).

Não há um só dia


que não tenha saído


procurando por ti,


Como quem ainda


sai para se abrigar


sob a amável Braúna,


que constrói e cura.






A Árvore-da-chuva


está sob perigo,


Sob refúgio deveria


ser sempre mantida,


assim como o amor


no abrigo da poesia.






O romantismo que


une, pacifica e inspira


a cada amanhecer,


Tem se encontrado


a cada dia mais raro,


O meu tenho mantido


preservado para ser


o teu sereno amparo.

A minha liberdade
como mulher não deve
oferecer risco para mim,
para outra mulher,
a quem quer que seja,
e tampouco oferecer
risco ao meu país,
A minha liberdade
como mulher não deve
ser encarada nunca
como ameaça ou ofensa;
E da mesma maneira
que a sua deve existir
reconhecendo o seu lugar,
e o dever inalienável
de usar a cabeça para pensar.

Sempre que quiserem retirar
o heroísmo da minha história,
ou de quem quer que seja,
Deixo-me iluminar pela chama
do panteão dos heróis,
Para que a glória e a esperança
nada nem ninguém jamais apaguem.


Peço a iluminação e coragem
do espírito de Guglielmo Oberdan,
um valente garibaldino convicto,
o protomártir do Irredentismo;
Para recordar de onde viemos,
pois continua vibrante e mais vivo
do que antes e não será esquecido:
[Que a forca nunca deteve o objetivo].


Com igual espírito do herói ainda jovem,
que com Garibaldi esteve reunido,
Os nossos ancestrais chegaram,
se estabeleceram para [permanecer];
e unidos com amor e entrega
esta Pátria para viver e construir,
Saiba que está para nascer
[quem ousará a História destruir].

Corram de políticos cheios de probleminhas como quem corre de uma relação cheia de probleminhas. Não precisamos resolver probleminhas dos políticos. Somos apenas eleitores. Se recusem a entrar no circuito deles!

É Páscoa


Para quem sabe enxergar,
e esperar: o céu está aberto,
Mesmo que aqui embaixo
o tempo esteja fechado,
É Páscoa de peito indignado!


É dia de quem não consegue
ficar calado enquanto bombas
explodem sobre povos,
e a pena de morte se avizinha
sobre pessoas feitas reféns,
É Páscoa de resistência moral,
poesia e de consciência existencial!


É dia de lembrança para que
um deles tenha os seus territórios
desocupados mesmo que o prazo
imediato já tenha sido dado,
desde dois mil e vinte quatro,
É Páscoa de coração acordado!


Para quem sabe que é o bom senso
que aqui está falando se faz
necessário que um por um,
pelos agressores seja cada território
integralmente desocupado,
É Páscoa feita para seguir indignado!


Porque se territórios mesmo não
sendo os nossos, não forem desocupados,
todos os dias estão aí para ser lembrados,
que a Pax Romana travestida
de contemporaneidade segue assassina,
e não deve e nem pode ser por ninguém repetida.


(E sobretudo, é Páscoa de não se enganar,
e nem permitir que ninguém seja enganado,
a pena de morte na Terra Santa
e na vizinhança a cada dia avança um passo.)

Como quem de cima
do seu próprio cavalo,
enxerga o chão sagrado
que o abriga e sustenta,
Vê tudo com clareza,
incluindo a vil vileza,
Com toda a sutileza,
espírito de galpão e tropa
e chimarrão na mão.


Não nego a herança filial
do vento pampeiro
que ninguém controla,
De Sul a Sul balança
o ipê-roxo-de-sete-folhas
em preparação,
em maio, para a sagração
da absoluta floração.


Das raízes ao coração,
fincadas as origens
com apego a este chão,
Carrego alma briosa
de Sepé Tiaraju, que não
permite que a História
sofra mais alteração.


A herança de qualquer povo
ninguém retira,
independente de quem ali guia,
porque, gostando ou não,
quem manda passa, e o povo fica.

Mantendo lembranças vivas
como quem planta camélias,
colhe e com elas se enfeita
por onde quer que se passe.


O espírito abolicionista sabe
que a justiça e a liberdade
ainda não chegaram de verdade
e pedem de todos continuidade.


O abolicionismo vigilante
e atuante deve ser mantido
como pacto pela Pátria inteira,
porque queira ou não queira.


Só assim teremos, enfim,
a tão sonhada harmonia perfeita.
Enquanto houver um só irmão
sob o jugo de qualquer senhor,
todos estaremos acorrentados.


Devemos afastar-nos do passado
que, mesmo sem pensar, ainda vive
nos velhos hábitos que nos prendem
e nos perpetuam como aprisionados.

Ninguém ou qualquer
situação rompe a paz
de quem assumiu a paz
como filosofia de vida,
sem precisar performar
para ninguém no dia a dia,
o que fascina ou não;
busca só o que faz bem
ao redor e ao coração.


A real autopreservação
feminina não é nenhum
pouco da boca para fora,
não tem nada a ver
com abrir trincheiras,
e nem carregar desespero
por qualquer validação:
é manter para si a direção.


Como a haste de uma
íris-da-praia em maio,
em alguma restinga
em Santa Catarina,
se dobra diante da força
das correntes, tal qual
reconhece quem é
ou não capaz de a deixar
de joelhos, e se tornou
o habitante dos secretos
e fascinantes devaneios.

O poeta escreve como quem chora — palavras em lágrimas que mergulham nas raízes do mundo, florescendo no jardim silencioso d’alma: sua essência, a existência de seu eu indizível.

Escorregas para o meu colo, sentando-te como quem reclama um trono.
— “Fale algo bonito para mim...” — sussurras.
— “Tu és o poema que me arranca a lucidez,” — digo, arfando.Sorris, remexendo devagar.
— “Então, declama-me...” — diz mordendo o lábio.
Uma métrica perfeita, libidinosamente obedecida, sílaba por sílaba, tercetos e quartetos das tuas rimas.

Sua história de vida define quem você é — não as fofocas que contam sobre você.

Habitue a mente à serenidade, pois quem não a disciplina acaba ferido pela própria boca.

Quem demasiado fala, cedo ou tarde acaba por morder a própria língua.

Aquele que contém o ódio em si preserva a alma; quem o propaga torna-se cúmplice.

Quem abriga o ódio fere a si;
quem o espalha condena os outros.

Quem apenas por si e pelos seus se indigna, colherá a solidão.

Num mundo em constante transformação, quem não muda se torna obsoleto, sendo substituído por aquele adaptável!

O mundo continua o mesmo!
Quando tentamos mudar o mundo, para o bem ou para o mal, quem acaba mudando somos nós!

“Não corrija com dureza quem já perdeu a segurança da própria lembrança; acolha com ternura quem ainda está tentando permanecer.”
Do livro Alzheimer — Se Eu Não Lembrar, Me Abrace Mesmo Assim. Eu Ainda Estou Aqui, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.