Quem tem Telhado de Vidro Evita Chuva de Pedra
Descendo a rua das dores, ela não conseguia frear mais seus sentimentos agonizantes que teimavam em transbordar pelos seus olhos. Ela podia se fazer de forte e indestrutível, porém por dentro só ela sabia o que habitava há muito tempo seu velho coração. Não era algo que ela pudesse fugir – ela já tentara. Não era algo que ela pudesse enfrentar no momento, era algo que ela empurrava com os dias monótonos. Vivia como se fosse extremamente terrível, era como se ela apenas esperasse o dia seguinte e o outro e o outro... Num ciclo vicioso de manias estranhas que ela criara para passar o tempo. Seu sorriso já não chegavam aos seus olhos, as cores já não pareciam-lhe vibrantes, as pessoas não eram mais interessantes. Viver doía intensamente. Era até engraçado, como viver podia doer? A vida não lhe implicara nenhuma dor diretamente, e sim, suas próprias escolhas. Será que ela era a culpada de tudo aquilo que estava sentindo? Será que era ela a única culpada? As perguntas a faziam querer de alguma forma parar com tudo naquele exato momento, se não conseguia fazer algo certo, que pelo menos parasse de fazer errado. Era simples, e indolor. Porém, ela não entendia bem o porquê, mas o aroma das flores a entorpeciam, o barulho dos carros a faziam sentir-se viva, o céu estrelado a fazia sorrir verdadeiramente. Havia coisas, que não a deixavam partir por completo. Uma parte sua podia estar morta, mas a outra continuava pulsando. Pulsando por vida. Talvez seja por isso que ela nunca desistira de tentar, mesmo errando e sofrendo depois, as tentativas já não eram tão frustradas como antes, ela estava aprendendo a viver lentamente. Aprendendo a dar um paço do tamanho que sua perna permitia, um de cada vez.
Agora, vejo a "esquerda" usar táticas burguesas que primeiro deslegitimam para depois criminalizar."
O controle social é mantido pela criminalização de atos e pensamentos não conformistas, Foucault em Vigiar e Punir já abordava tudo isso que me faz ser um eterno inconformado.
Pela Vida e Contra a Violência Policial
O caso de Thainara Vitória Francisco Santos que tive acesso via Instagram hoje, mas ocorreu em 14 de novembro deste ano me moveu a escrever este, ela jovem grávida de apenas 18 anos, morta durante uma abordagem da Polícia Militar em Governador Valadares, Minas Gerais, é mais um retrato cruel da escalada da violência policial no Brasil. Ao tentar proteger seu irmão autista, Thainara tornou-se vítima de um sistema que historicamente privilegia o uso da força desproporcional, muitas vezes (para não dizer sempre) contra os mais vulneráveis.
É inadmissível que agentes públicos, cuja função primordial é proteger a população, sejam responsáveis por práticas que configuram tortura, violência e, em casos extremos, o assassinato de cidadãos. A perpetuação de abordagens violentas e abusivas por parte das polícias militares é um sintoma de um modelo de segurança pública ultrapassado e autoritário antes apenas narrado hoje amplamente divulgado e documentado, que precisa ser urgentemente reformado e impedido.
A violência policial, em todas as suas formas, é uma violação dos direitos humanos e uma afronta à democracia. É imperativo que as forças de segurança sejam treinadas com base em princípios de respeito à dignidade humana, proporcionalidade e legalidade. Além disso, casos como o de Thainara devem ser rigorosamente investigados, garantindo a punição exemplar dos responsáveis e o fim da impunidade que alimenta esses abusos, bem como é fundamental levantar todas as paginas que divulgam torturas e excessos como algo bom e padrão existem hoje varios policiais que se colocam como formadores de conteúdos onde expoem pessoas e criam narratovas perigosas ao contexto da verdade.
Reiteramos a necessidade de ações concretas para combater a tortura, a violência institucional e as execuções extrajudiciais no Brasil, no Rio Grandedo Norte e principalmente Natal. A construção de uma segurança pública humanizada e comprometida com os direitos da cidadania é o único caminho para evitar que tragédias como essa se repitam.
Que a memória de Thainara como a de tantos outros, sirva de alerta e mobilize a sociedade para exigir mudanças estruturais. Sua morte não pode ser em vão.
Por uma segurança pública que respeite a vida e os direitos humanos letemos, pois até que tudo cesse nos não cessaremos.
Wesley de Lima Caetano
Os mistérios da vida.
A vida é um mistério
Que buscamos descobri
As vezes a gente chora
As vezes gente ri
Por mais difícil que seja
Eu prefiro existir.
Sou um homem feliz
Me considero realizado
Tenho uma esposa e uma filha
Que estão sempre ao meu lado
Ser solteiro é muito bom,
mas prefiro ser casado.
Cada dia que se passa
Percebo nosso crescimento
Eu a conheço mais
aumenta o contentamento
tenho certeza que fiz
Um dos melhores juramentos
O amor é uma dávida
Acima dos sentimentos
A paixão é passageira
Igualmente ao pensamento
Quem quiser casar não deve
Quebrar o juramento.
Não me canso de dizer
Que minha esposa é guerreira
Uma mulher batalhadora
E muito verdadeira
Quando ela sente fala
Mesmo que cause canseira
José Luís...p
...A inteligência crítica me ensinou isso, e continua ensinando: que em todas as batalhas de todas as guerras, venceu aquele que lutava "por alguma coisa" e não "contra alguma coisa".
Quando se luta "por alguma coisa", a primeira impressão é que os obstáculos desapareceram. Talvez por falta de um "contraponto".
Contrário senso de quem luta "contra alguma coisa" e sempre encara, de frente, a ferrenha oposição do "contraditório".
( Victor Antunes )
Rousseau em seu livro "Do Contrato Social" preamburlamente arremata: "O homem nasceu livre, e em toda parte se encontra sob ferros", nos faz refletir sobre o que de fato está acontecendo com nossa sociedade; afinal, estaríamos caminhando para uma evolução da liberdade consciente e permissiva, onde todos terão o comportamento de entes humanos esclarecidos e fraternos, ou estamos indo direto à barbárie do "homo homini lupus est"?
Por todos os seus fundamentos, esta reflexão imanente do ser pensante, vem desde sempre espreitando o futuro da humanidade. A relação entre liberdade e sociedade continua paradoxal.
E foi exatamente esse esclarecimento que o Christo trouxe a esse mundo: fazer do homem um ser "vivo" e feliz, um ser fraterno, livre dos grilhões da burrice e da estupidez!...
Quando ELe nos dá o caminho a ser seguido, só nos cabe segui-lo, pouco importando o que estará acontecendo...
Segundo disse o novo Papa "...todo despertar exige cruz!"...
Eu sei que todo fardo pesa, e por vezes o caminho parecerá mais fácil sem ele. Já quis por várias vezes só seguir sem peso; porque muitos não me compreendem nem respeitam; mas ao refletir certa vez, tempos atrás, descobri que não dá pra fazer o caminho sem o fardo porque o caminho e o fardo são "um"... Daí...
Viver ou existir é paradoxal. Todavia, duas são as persecuções na vida: objetivos e proposito.
Quem vive por seus objetivos, é como quem vai a igreja como pedinte: interpreta Deus. Daí, vai lá pra angariar uma benção oportunista, que satisfará durante um tempo a sua querela ou queixume;
decerto que os objetivos são coisas que queremos para breve ou que almejamos realizar a certo tempo, e sempre ao sufrágio de alguma "benção" da vida, seja pelo esforço ou "graça"; já o propósito, é aquilo que nos define.
E sendo assim, o propósito é como o ato de ir a igreja para exercer a "gratidão" por sublimação do Divino; uma pauta das convicções que regem a existência; e ante a luz reveladora da perseverança, viver o louvor do reconhecimento e consciência das finitudes materiais; a sapiencia de coisas que a morte não vai jamais mitigar. Eis então que o propósito refoge a alma das coisas deste mundo.
Cuida, pois, vijiarmos as persecuções de perto; e espiar atentos, em qual delas mais nos empenhamos.
(Victor Antunes)
Morrer de amor.
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Quando eu morrer, a única doença que me derrotaria , seria o não ser mais romantico !!
Não existem remédios, antidotos e nem anestesia...
Meu destino é morrer de amor ! ( ou sem ,não sei )
de Gilberto Braga./ 2015
Nunca compare a história de outra pessoa com a sua.
Nunca compare o que aconteceu com outra pessoa com aquilo que você viveu. Um acidente, uma doença, um problema familiar, a fé, o relacionamento com Deus ou as dificuldades no trabalho podem ter resultados completamente diferentes de uma pessoa para outra.
Conheci um rapaz que bateu o carro em um meio-fio e, infelizmente, quebrou o pescoço e faleceu. Também conheci outro que capotou o carro várias vezes e não sofreu sequer um arranhão.
Conheci uma jovem que descobriu um pequeno caroço no braço e, infelizmente, perdeu a vida por causa daquela doença. Também conheci um senhor que enfrentou um câncer agressivo no pulmão e foi completamente curado.
Conheci alguém que nunca demonstrava sinais de depressão. Guardava toda a dor em silêncio, até que um dia tirou a própria vida. Mas também conheci outra pessoa que enfrentava uma depressão profunda e, pela graça de Deus, encontrou tratamento, apoio e hoje vive uma nova história.
Conheci cristãos que pareciam ter uma fé inabalável. Quando oravam em público, eram muitos "aleluias" e "glórias a Deus". Eram admirados e vistos como exemplo. No entanto, infelizmente, alguns caíram pelo caminho. Também conheci pessoas simples, que falavam pouco, pareciam conhecer pouco sobre Deus, mas foram instrumentos de bênção na vida de muitos.
Cada pessoa carrega uma história que nem sempre conhecemos. Cada um enfrenta lutas invisíveis e possui uma missão diferente neste mundo.
Por isso, não sejamos juízes daquilo que não conhecemos profundamente. Não sabemos o que levou alguém a se tornar um morador de rua, um dependente do álcool ou a tomar decisões que parecem incompreensíveis. Nem sempre foi falta de caráter; muitas vezes foi uma fraqueza, uma dor silenciosa, uma sequência de perdas ou a ausência de alguém que estendesse a mão.
Se não conhecemos a realidade de uma pessoa, a nossa atitude deve ser simples: orar por ela, acolhê-la quando possível e evitar julgamentos precipitados. Somente Deus conhece o coração e a história completa de cada ser humano.
Que aprendamos a exercer mais compaixão, menos julgamento e mais amor ao próximo. Assim, acredito, a humanidade caminhará por um caminho melhor.
Texto de autoria de Antonio Rodrigues de Sá Filho.
Bom mesmo são as horas boas e talvez seletas, regadas à música e uma taça de champanhe e um papo aberto sem doses amargas às escondidas que são colocadas à mesa ao som e sorrisos inocentes e ao mesmo tempo sarcasmos servidos com belas porções de bom humor.
Entendo tudo ser muito bonito, com frases, poemas e figuras desenhadas a dedo, apresentadas em belas obras de arte. Mas o que importa é a beleza interior recheada de emoção, razão e fundamentalismo e deixando aquilo que é utópico para segundo plano.
O tempo passa assim como um sonho, bonito ou não, tudo é muito rápido. Não vejo diferença entre o tempo, seja este por anos ou milésimos de segundo. Ser verdadeiro ou falso é uma questão de personalidade e esta é ÚNICA para cada um de nós. Erros e acertos fazem parte da imperfeição na busca de algo perfeito em nossas histórias. Prefiro a proposta da verdade e viver meu tempo com a consciência tranquila e consciente de que meus atos foram, são e sempre serão verídicos e sinceros.
Julgar o coração alheio não é sinônimo de afirmação e sim de encolher a alma e estacionar em seu processo de evolução.
Quando a vontade de vencer for maior que os ferrolhos e as trancas invisíveis, nos tornaremos imbatíveis.
A felicidade consiste em trabalhá-la dentro de um molde de modo que ela seja vista, em um processo inerente... assim a felicidade será sentida, a alegria inundará o coração como o céu quando decide chover a cântaros.
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