Quem tem Telhado de Vidro Evita Chuva de Pedra
Observo, atento, a movimentação dos leitõezinhos no pátio da fazenda: despreocupados, espontâneos e inocentes. Lembram-me as crianças que saem para brincar, em busca de alegria e diversão, contando sempre com a segurança e o carinho da mãe protetora.
Ela é linda, de um olhar sereno, doce, determinado, encantador, tenro!
Ela é linda!... os traços parecem ter sidos desenhados ao som de uma melodia clássica.
Ela é linda!... sua pele tem um toque e textura que exala paixão. É envolvente ao ponto de deixar registrado suas digitais em minha alma.
Ela é linda, é angelical.
Ela é linda e, como se não bastasse, tem um gosto musical marcante, que revela seu íntimo, sua essência.
Ela é linda!...
Verdadeiramente, não há beleza absoluta, mas a vida nos convida à maestria de recortar o horizonte e contemplar os detalhes que florescem nas oportunidades e na vida.
Cada vida é uma flor no jardim do tempo: nasce, encanta e se desfaz, lembrando-nos de que a beleza só existe porque é finita.
Diante da imensidão do tempo e do universo, nossa existência é apenas um breve instante, um sopro entre o nascer e o partir. Somos passageiros, frágeis e pequenos, e tudo aquilo que hoje parece tão urgente um dia se dissolverá no silêncio do tempo. Essa constatação não diminui o valor da vida; ao contrário, revela sua preciosidade. Se somos tão breves, então cada gesto de amor, cada palavra de bondade e cada momento compartilhado tornam-se profundamente significativos. No fim, percebemos que não somos donos de nada, nem mesmo do tempo que nos é concedido. Somos apenas uma pequena centelha que, por um instante, ilumina o mundo antes de retornar à eternidade.
O amor genuíno não é um caminho sem medos. Quando alguém passa a ter um valor tão grande em nossa vida, é natural surgir o receio de perder aquilo que se tornou tão importante para nós.
Amar é se permitir ser vulnerável, é expor e entregar ao outro o seu lado mais indefeso sem ter garantias absolutas sobre o amanhã. E, justamente por isso, o medo não deve, nunca, ser considerado um sinal de fraqueza. Muitas vezes, ele é a prova de que o sentimento é autêntico e sincero.
Quem ama de verdade sabe que existem incertezas e desafios, mas ainda assim escolhe permanecer, pois, no fim, o amor é um ato de coragem.
Não é a ausência de medo que sustenta uma relação, mas a decisão de continuar, apesar da persistência de sua existência.
Pra uns tu é alguém incrível; pra outros, a pior pessoa; pra uns tu é bom, pra outros uma pessoa chata. Às vezes nao agradamos a todos, e tá tudo bem.
Nós Somos Livres? II
Deve-se manter vigilância constante diante daqueles que, sob o discurso da liberdade, instrumentalizam a manipulação das consciências - subvertendo princípios e fragilizando os fundamentos do bem comum.
Tal prática, longe de promover emancipação, libertação, cidadania... Revela-se um disfarçado exercício de desonestidade intelectual que favorece a corrupção de valores vitais à vida, sob a aparência de idealismo.
Nós Somos Livres?
Aquele que não aceita o contraditório, pode não ter aprendido o elementar da vida - ou ser alguém que se esqueceu que a verdade que ele acredita "ser dono", pode, apenas, apoiar-se na sua visão limitada da realidade que o cerca, sem, contudo, representar à autenticidade dos fatos... Às vezes, só ele não sabe - algo que é de conhecimento notório e de amplo domínio publico.
Por que menosprezar, desvalorizar, ser indiferente ao próximo? O descaso pelo o outrorevela pequenez, insignificância, limitação interior - jamais importância...
Um fato inusitado pode não ser algo anormal - às vezes pode ser um acontecimento ordinário num momento inesperado - não pensado...
Tudo na vida passa, não há choro de uma noite ou sorrisos de um dia que não acabe. Apenas temos a responsabilidade de estarmos preparados para o fim da noite ou para o fim do dia.
Ecos de um mundo fragmentado
Tantas rotas, ruas e avenidas,
tanto caminho, tanta trilha a seguir.
O mundo se abre como um campo imenso,
um jardim fértil, mas também espinhoso.
E enquanto o sol insiste em nascer para todos,
cada um prefere caminhar na sombra oposta,
erguendo muros onde poderiam florescer pontes,
rasgando a terra que antes nos nutria.
A sociedade se divide como o tronco partido,
galhos que não mais reconhecem a mesma raiz.
A seiva que deveria circular em união
escorre, perdida, em direções contrárias.
Somos folhas levadas pelo vento do poder,
presas em redemoinhos que não escolhemos,
presas ao solo que comprime nossas raízes,
sem perceber que também somos parte da floresta.
E entre pedras, rios e desertos,
a vida sussurra que tudo é movimento.
Mas nós, reféns de ilusões e correntes invisíveis,
esquecemos que até as águas, ao se dividir,
sempre retornam ao mesmo mar.
Soneto da Vida Eterna
De passo em passo vou mudando a estrada,
E a cada curva, um novo amanhecer;
A vida nunca é reta, nem traçada,
Mas um constante e belo renascer.
Há reencontros na jornada percorrida,
Há despedidas que ensinam a ficar;
E toda mudança acolhida na vida
É uma nova forma de se encontrar.
O bem não mora apenas na grandeza,
Mas no instante singelo e verdadeiro:
Como num lago em calma, ou na suave certeza.
De ter alguém por perto o tempo inteiro.
Pois quem encontra amor na simplicidade
Já toca, ainda em vida, a eternidade.
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